Estrutura do espermatozoide
Cabeça: núcleo e acrossoma
Peça intermediária: presença de mitocôndrias formando a bainha mitocondrial, uma vez que é
a região que mais precisa de energia para realizar o batimento flagelar.
Cauda: peça inicial, intermediária e terminal.
Cabeça do espermatozoide
O núcleo ocupa basicamente toda a cabeça, é altamente condensado e compactado devido às
protaminas, membrana nuclear, membrana plasmática, acrossoma (pega ⅔ da cabeça do
espermatozoide) é uma vesícula derivada do complexo de Golgi, rica em enzimas acrossomais,
membrana acrossomal interna e externa, segmento apical (formado somente por acrossoma, onde
se rompe inicialmente), segmento principal, equatorial e pós acrossômico da cabeça (única parte que
não é revestida pelo acrossoma). A fecundação ocorre no seguimento equatorial.
Cauda do espermatozoide
A cauda é um flagelo, dois microtúbulos centrais formados por 9 pares fibras grosseiras em volta. A
peça intermediária é formada por axonema, microtúbulos central e mitocôndria.
Membrana plasmática: formada por fosfolipídeos e colesterol define a resistência dessa membrana
em relação aos processos fisiológicos, por isso alguns são mais suscetíveis a estresse térmico do
que outros, por exemplo. Serve para definir se o sêmen é de alta ou baixa potencialidade.
Trânsito epididimário e maturação espermática
O espermatozoide da rede testi não é capaz de fecundar um oócito, além disso não apresenta
motilidade. Para isso ele precisa passar por um processo corpóreo (maturação espermática) e um
extracorpórea (capacidade espermática) para ficar apto à fecundação.
A maturação ocorre durante o trânsito epididimário, adquirindo proteína que reconhece a zona
pelúcida e membrana do oócito, é coberto por proteção, ou seja, adquire motilidade e capacidade de
fertilizar.
Capuz: reabsorção de fluido que vem do mediastino, compactação de cromatina espermática.
Corpo epididimário: onde ocorrem as maiores alterações de maturação, síntese proteica porque a
grande compactação do DNA e falta de ribossomos são os motivos para o espermatozoide não
conseguir sintetizar proteínas por si só,
Cauda: região de armazenamento de espermatozoides, protege do sistema de defesa, reabsorve
espermatozoides defeituosos, fica até o momento da ejaculação.
Maturação espermática: alterações bioquímicas e funcionais dos espermatozoides, não existe
mudança morfológica. Cada segmento do epidídimo tem característica distinta e cada estrutura gera
uma alteração diferente no sptz. Quando fica a gota citoplasmática, na região da cabeça ela vai
migrando até sair do espermatozoide (a gota é o resto de citoplasma que não foi reabsorvido, não
pode ficar na região que fica porque é como se nós andássemos com um peso na perna, isso
atrapalha).
O espermatozoide não fica viável por tempo infinito no epidídimo, a espermatogênese continua
ocorrendo, por isso o epidídimo reabsorve com velhos e deixa sempre os mais novos e viáveis
na parte do reservatório.
Maturação espermática: acidos graxos saturados são removidos e são inseridos insaturados, essas
ligações duplas aumentam a fluidez de membrana para facilitar a capacitação espermática.
Capacitação espermática: ele ainda tem um caminho a percorrer, por isso ele precisa ser
protegido, por isso, no momento da ejaculação, o espermatozoide entra em contato com o plasma
seminal, que são secreções das glândulas acessórias (vesícula seminal e próstata, dependendo da
espécie), fornecendo proteção para fecundar apenas na presença do oócito.