PLUVIOMETRIA NA BACIA DO RIO DE ONDAS – BA: DE 1973 A 2017
José Yure Gomes dos Santos 1; Edimar Souza Dias 2; Elvis Bergue Mariz Moreira 3
RESUMO – O presente trabalho realiza uma análise da pluviometria na Bacia Hidrográfica do Rio
de Ondas – BA para um período de 45 anos (de 1973 a 2017), tanto no aspecto temporal, quanto
espacial. Para tanto foram utilizados dados de precipitação de 9 postos pluviométricos distribuídos
no interior e entrono da bacia, procedimentos para preenchimento de falhas, análises estatísticas para
identificação do padrão de precipitação e interpolação espacial através do método de Krigagem em
ambiente SIG. A partir do estudo constatou-se que a bacia: (i) apresenta um período chuvoso que
concentra-se significativamente nos meses de novembro a março, com um padrão pluviométrico de
alternância entre anos com maiores e menores índices pluviométricos; (ii) a precipitação anual
apresenta uma tendência negativa, que se evidencia na última década; (iii) a variabilidade espacial da
precipitação ocorre de leste para oeste com índices pluviométricos mais elevados na porção oeste,
onde concentram-se as atividades agrícolas.
ABSTRACT– The present work analyzes rainfall in the Watershed – BA Basin for a period of 45
years (from 1973 to 2017), both temporal and spatial. For this purpose, rainfall data of 9 pluviometric
stations distributed in the inside and surroundings of the basin were used, procedures to fill in gaps,
statistical analysis to identify the precipitation pattern and spatial interpolation using the Kriging
method in GIS environment. From the study it was verified that the Basin: (i) presents a rainy period
that concentrates significantly in the months of November to March, with a pluviometric pattern of
alternation between years with higher and lower rainfall indexes; (ii) annual precipitation shows a
negative trend, which is evident in the last decade; (iii) the spatial variability of precipitation occurs
from east to west with higher rainfall rates in the western portion, where agricultural activities are
concentrated.
Palavras-Chave – Pluviometria; variabilidade espaço-temporal; SIG.
1) Professor do Centro de Humanidades (UFOB), Barreiras – BA, [email protected].
2) Graduando em Geografia (Bacharelado) (UFOB), Barreiras – BA,
[email protected].
3) Professor do Centro de Humanidades (UFOB), Barreiras – BA,
[email protected].
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 1
INTRODUÇÃO
A precipitação é uma das principais variáveis de análise do ciclo hidrológico, sobretudo pelos
impactos causados pela sua variabilidade em regiões de escassez hídrica e/ou que possuem atividades
econômicas que dependem diretamente da disponibilidade e regularidade desse recurso. A exemplo
de uma região dependente economicamente dos recursos hídricos, destaca-se a região Oeste da Bahia,
que tornou-se a principal fronteira agrícola do Estado da Bahia em decorrência, sobretudo, do seu
potencial hídrico e relevo com baixa declividade em boa parte da região.
Essa expansão agrícola no Oeste da Bahia, conforme Mendonça (2006), iniciou-se nas décadas
de 80 e 90 com o crescimento significativo das áreas de grãos, cultivos perenes e agricultura irrigada,
o que tem produzido importantes transformações no espaço geográfico, principalmente no que se
refere ao uso e ocupação da terra (FISTAROL et al., 2017) e utilização da água.
Neste contexto de disponibilidade hídrica e potencial agrícola, tem-se a Bacia Hidrográfica do
Rio de Ondas, objeto desse estudo, que possui uma área de drenagem de 5.465 km² (FISTAROL et
al., 2017), integra a Bacia do Rio Grande, que por sua vez é importante contribuinte da Bacia do Rio
São Francisco. Os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, destaques no cenário
agropecuário, encontram-se inseridos nesta bacia, e por consequência dependem do comportamento
das precipitações para obtenção de resultados satisfatórios no desenvolvimento das suas atividades.
Há diversos estudos que analisam a variabilidade pluviométrica em bacias hidrográficas
(ANDRADE et al., 1999; KELLER et al., 2005; NERY e ALVES, 2009; SILVA et al., 2010), visto
que a mensuração de precipitação e o estudo do seu comportamento é essencial para um melhor
entendimento do ciclo hidrológico, manejo adequado de uma bacia hidrográfica, controle do uso dos
recursos naturais, abastecimento urbano, embasamento de projetos de hidráulica e irrigação,
mapeamento e planejamento de áreas de aptidão agrícola e, sobretudo, para o gerenciamento dos
recursos hídricos.
Desta forma, o presente trabalho realiza uma análise da pluviometria na Bacia do Rio de Ondas
para um período de 45 anos (de 1973 a 2017), tanto no aspecto temporal, quanto espacial, a partir de
análises estatísticas e técnicas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG).
MATERIAIS E MÉTODOS
Foram utilizados dados de 9 postos pluviométricos localizados no interior e entorno da Bacia
do Rio de Ondas (Figura 1). A maioria dos postos pluviométricos concentram-se na porção leste da
bacia, deixando uma extensa área da bacia descoberta, sobretudo na porção oeste. Essa má
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 2
distribuição dos postos pluviométricos na bacia decorre principalmente da desativação de alguns
postos ao longo dos anos, conforme apontado no estudo de Nakamura et al. (2016).
Figura 1 – Localização da Bacia do Rio de Ondas com destaque
para as estações pluviométricas utilizadas.
Os dados pluviométricos utilizados foram obtidos no portal HidroWeb da Agência Nacional de
Águas (ANA) e correspondem ao período de 1973 a 2017.
A Tabela 1 apresenta uma síntese de informações a respeito das estações pluviométricas
utilizadas no presente estudo.
Tabela 1 –Postos pluviométricos utilizados.
Código Posto Dados observados Períodos de falhas
Mai/2009; Abr/2011; Nov/2012; Fev a Mar/2015;
1144014 São Sebastião 1973 – 2017
Jan/2016
1145013 Ponte Serafim 1977 – 2017 Jan a Jun/1977; Jan/2009; Abr a Mai/2009; Fev/2016
Abr a Jun/1977; Set a Nov/2008; Mai/2009;
1145014 Nova Vida 1973 – 2017
Ago/2017
1244019 Faz. Coqueiro 1973 – 2017 Jan/2009; Mai/2009
1245004 Faz. Redenção 1973 – 2017 Mai/2009; Out/2012
1245005 Derocal 1973 – 2017 Mai/2009; Out/2011
1245007 Sítio Grande 1973 – 2017 Mai/2009; Ago/2017
1245014 Faz. Johá 1985 – 2017 Jan/1985;
Jan/1985; Abr/2007; Ago/2008; Fev/2015; Jan/2017;
1245015 Roda Velha 1985 – 2017
Mar/2017
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 3
Conforme pode-se observar nas informações apresentadas na Tabela 1, alguns postos
pluviométricos possuem períodos de falhas em suas séries de dados. Foram preenchidos apenas os
períodos de falhas mensais nas séries a partir do método de ponderação regional (Equação 1), que
consiste no preenchimento das falhas de um posto através de uma ponderação com base nos dados de
pelo menos três postos vizinhos, que devem ser de regiões climatológicas semelhantes à do posto em
estudo e possuir uma serie de dados de no mínimo 10 anos. Esta técnica é bastante utilizada para
preencher falhas de séries mensais e anuais, entretanto, pode mascarar a variabilidade da precipitação,
dependendo do intervalo a ser parametrizado (SILVA et al., 2010).
1 𝑀 𝑀𝑥 𝑀𝑥
𝑃𝑥 = (𝑀𝑥 𝑥 𝑃𝑎 + 𝑥 𝑃𝑏 + 𝑥 𝑃𝑐 ) (1)
3 𝑎 𝑀𝑏 𝑀𝑐
Sendo 𝑃𝑥 a variável que guardará os dados corrigidos, 𝑀𝑥 a média aritmética da estação com
falha, 𝑀𝑎 , 𝑀𝑏 e 𝑀𝑐 a média aritmética dos postos vizinhos, e 𝑃𝑎 , 𝑃𝑏 e 𝑃𝑐 são os dados dos postos
vizinhos ao com falha, do mesmo período que utilizamos para preencher a falha.
No caso de postos que possuíam períodos de falhas anuais, esses não passaram pelo processo
de preenchimento de falhas e foram desconsiderados para esses períodos. Desta forma, para o período
de análise de 1973 a 1976 foram desconsiderados os postos 1145013, 1245014 e 1245015; para o
período de 1977 a 1984, foram desconsiderados os postos 1245014 e 1245015; e para o período de
1985 a 2017 foram consideradas todos os postos pluviométricos.
Para a análise da variabilidade temporal da precipitação ao longo dos anos foi realizado o
cálculo da anomalia (índices acima ou abaixo da média histórica) para cada ano da série, a partir da
seguinte equação (SILVA et al., 2010):
𝐴 = (𝑥𝑖𝑛 − 𝑥) (2)
Sendo A o valor total da precipitação do ano com anomalia, xin o valor anual total calculado e x
o valor médio anual do período (média climatológica).
Já para avaliar as tendências da precipitação, foram utilizados o desvio normalizado da
precipitação, determinado pela Equação 3, conforme adotado por Silva et al. (2010), e a linha de
tendência linear do software Excel 2016.
𝑋−𝑋̅ 𝜎
𝐷𝑁 = ( ) × (𝑋̅) (3)
𝜎
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 4
̅ é a média histórica e 𝜎 o desvio padrão
Onde DN é o desvio normalizado, X é o valor anual, 𝑋
da série temporal.
Para a análise da distribuição espacial da precipitação na Bacia do Rio de Ondas e determinação
das médias mensais e anuais de precipitação foi utilizado o método de interpolação de Krigagem,
executado em ambiente SIG através do software ArcGIS 10.4.1. Este método foi escolhido por ser
um dos mais eficientes e utilizados em estudos sobre interpolação de dados espaciais (MELLO et al.,
2003; REMACRE et al., 2008 e SILVA et. al, 2010).
O método de Krigagem interpola valores para os pontos amostrados utilizando o conhecimento
sobre as relações de base espacial de um determinado conjunto de dados e baseia-se numa função
continua que explica o comportamento de uma variável nas distintas direções de um espaço
geográfico (SILVA, 2003; LOUREIRO & LISBOA, 2011).
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A Bacia do Rio de Ondas apresenta um período chuvoso que concentra-se de outubro a abril,
com índices mais elevados nos meses de novembro a março, conforme pode-se observar na Figura 2.
A precipitação nos meses de setembro e maio atinge médias inferiores a 20 mm e juntamente com os
meses de junho, julho e agosto, marcam o período mais seco na região da bacia.
250
Precipitação média mensal (mm)
200
150
100
50
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Meses
Figura 2 – Precipitação média mensal da Bacia do Rio de Ondas.
Esse padrão de precipitação observado na bacia em estudo, com duas estações bem definidas,
seca e chuvosa, são provenientes dos sistemas atmosféricos atuantes nos respectivos períodos,
destacando-se com maior influência o deslocamento das bandas de nuvens da Zona de Convergência
Intertropical (ZCIT) que avançam do oceano Atlântico Norte em direção a porção Norte e Nordeste
do Brasil, resultando em chuvas volumosas e distribuídas durante esses meses. Somado a atuação
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 5
desse sistema, ainda incide nos meses chuvosos a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e
Zona de Convergência de Umidade (ZCOU), essa oriunda do transporte de umidade do Amazonas.
Esses sistemas enfraquecem com a subida da ZCIT e como consequência resultam na redução de
chuvas durante a quadra seca que compreende os meses de junho, julho, agosto e setembro.
Esse período de chuvas mais concentradas (novembro a março), marcam o período de intensa
atividade agrícola nas áreas de cultivo de sequeiro. Nos demais meses do ano, em que a precipitação
é baixa ou inexistente, há o predomínio das atividades agrícolas em áreas irrigadas.
A Figura 3 apresenta a evolução anual da precipitação média da Bacia do Rio de Ondas, bem
como a média histórica anual (1.063 mm). Observa-se significativa variação pluviométrica interanual
no decorrer da série histórica, com anos que apresentam picos pluviométricos, seguidos de anos com
baixa pluviometria anual, a exemplo do ano de 1989, que apresentou uma média anual de 1.412 mm,
seguido do ano de 1990 que apresentou uma média consideravelmente inferior, de 713 mm.
1800
1600
1400
Precipitação (mm)
1200
1000
800
600
400
200 Média anual Média histórica
0
Anos
Figura 3 – Precipitação média anual na Bacia do Rio de Ondas
(Média histórica: 1.063 mm; desvio padrão: 241).
A série histórica apresenta ainda períodos consecutivos de índices decrescentes e crescentes
de precipitação, como por exemplo nos períodos decrescente de 1975 a 1977, 1980 a 1982, 2001 a
2002, 2005 a 2007 e 2014 a 2015, e os períodos crescentes de 1987 a 1989, 1991 a 1992, 1994 a 1995,
2003 a 2004 e 2008 a 2009 (Figura 3), mas como pode-se observar, esses períodos consecutivos são
curtos (variando de 2 a 3 anos), o que demonstra que o padrão da série histórica de precipitação anual
na Bacia do Rio de Ondas é de alternância entre anos com maiores e menores índices pluviométricos.
Apenas nos anos de 1978 e 1979, 1999 e 2000, 2001 e 2002, 2004 e 2005, 2014 e 2015, a precipitação
média anual se manteve na mesma ordem (seja acima ou abaixo da média) por dois anos consecutivos.
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 6
Os anos de 1975, 1976 e 1977, destacaram-se com índices pluviométricos decrescentes abaixo
da média histórica da série analisada.
Em toda a série analisada o ano de 1985 foi o que apresentou o maior índice pluviométrico,
atingindo a marca de 1.583 mm e os anos de 2014 e 2015 atingiram os menores índices
pluviométricos, com marcas respectivas de 676 e 674 mm anuais (Figura 3). Antes de 2014 e 2015,
o menor índice pluviométrico havia sido registrado no ano de 1990, com a marca de 713 mm.
A Figura 4 apresenta as anomalias da precipitação ao longo dos anos na Bacia do Rio de
Ondas e a Figura 5 a diferença normalizada da precipitação e a linha de tendência. Observa-se que ao
longo dos 45 anos analisados, em 19 deles a precipitação superou a média histórica em mais de 53
mm (que representa 5% da precipitação média anual histórica) e também em 19 a precipitação foi
inferior a média histórica em mais de 53 mm. Nos outros 13 anos a precipitação atingiu a média
histórica ou diferiu dela em menos de 5% (Figura 4).
600
500
Anomalia da precipitação (mm)
400
300
200
100
0
-100
-200
-300
-400
-500
Anos
Figura 4 – Anomalias das precipitações médias anuais na Bacia do Rio de Ondas.
Embora a série histórica de precipitação anual da Bacia do Rio de Ondas apresente
significativa variação interanual, com igualdade no número de picos positivos e negativos acima de
5% da média histórica, a precipitação da maioria dos anos da série observada (27 anos) não difere da
média histórica mais que 20%, para mais ou para menos (Figura 5). Os meses de 2014 e 2015, que
atingiram os menores índices pluviométricos, tiveram uma redução em torno de -36%, já o ano de
1985, que apresentou o maior índice, teve um aumento na ordem de 49%.
A partir da Figura 5 pode-se observar também que a precipitação na Bacia do Rio de Ondas
apresenta uma tendência negativa, que se evidencia nos anos mais recentes da série, como nos últimos
10 (2008 – 2017), onde em 8 deles a precipitação foi abaixo da média, acumulando nesse período
uma redução de 125% em relação a precipitação média anual histórica.
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 7
60
DN da Precipitação (%)
40
20
-20
-40
DN Precipitação Linha(DN
Linear de tendência
Precipitação)
-60
Anos
Figura 5 – Desvio normalizado (DN) e linha de tendência da precipitação anual na Bacia do Rio de Ondas.
A Figura 6 apresentada a espacialização da precipitação média anual para o período analisado,
podendo-se observar que os índices pluviométricos aumentam na direção de leste para oeste, com
índices que variam de 956 mm a leste, até 1.146 mm a oeste, o que representa um aumento em torno
de 17% da precipitação na porção oeste da bacia, quando comparado com a porção leste.
Figura 6 – Variabilidade espacial da precipitação na Bacia do Rio de Ondas.
Dourado et al. (2013) também afirma que a parte ocidental do Oeste da Bahia, onde está
inserida a Bacia do Rio de Ondas, possui o segundo maior volume pluviométrico do Estado e, sobre
esta região, atuam os Sistemas Frontais e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Andrade
XIV Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 8
(2005) explica que os Sistemas Frontais se deslocam de oeste para leste, e ao penetrar no Brasil seus
remanescentes têm influência na precipitação do sul da Região Nordeste, podendo causar chuvas
intensas. Por sua vez, Chaves (1999) explica que o padrão chuvoso está relacionado com o
deslocamento da ZCAS para norte, enquanto que o padrão seco associa-se com o posicionamento da
ZCAS em latitudes mais o sul e o cavado do Nordeste sobre ou próximo ao continente.
De acordo com Moreira (2010), além da atuação dos Sistemas Frontais e as ZCAS, a
variabilidade pluviométrica, observada na Bacia do Rio de Ondas, se dá devido à porção oeste possuir
clima predominantemente úmido, enquanto que a porção leste possui clima predominantemente
subúmido seco.
CONCLUSÕES
1. A Bacia do Rio de Ondas apresenta um período chuvoso que concentra-se
significativamente nos meses de novembro a março, com um padrão pluviométrico de alternância
entre anos com maiores e menores índices pluviométricos.
2. A precipitação anual na bacia apresenta uma tendência negativa, que se evidencia na última
década.
3. A variabilidade espacial da precipitação na bacia ocorre de leste para oeste com índices
pluviométricos mais elevados na porção oeste, onde concentram-se as atividades agrícolas, conforme
mapeamento realizado por Fistarol et al. (2017).
4. A existência de apenas 2 estações na porção oeste da bacia pode causar uma generalização
excessiva na representatividade espacial da precipitação nessa importante região, sendo necessária a
instalação de mais postos pluviométricos, tanto na porção oeste, quanto nas demais regiões da bacia,
já que embora as outras áreas da bacia possuam uma quantidade maior de estações pluviométricas
disponíveis, essas encontram-se no entorno da bacia e não no seu interior.
AGRADECIMENTOS
Ao Programa Institucional de Monitoria da UFOB pela bolsa de monitoria do segundo autor
e ao Laboratório de Geoprocessamento (LABGEO) da UFOB pela disponibilidade dos softwares e
infraestrutura necessária para o desenvolvimento do trabalho.
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