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INFRAÇÕES PENAIS

Só existem dois tipos:

I – Crime ou Delito

II – Contravenções penais (Decreto Lei 3688/41)

CRIME CONTRAVENÇÃO PENAL


1 - Infrações + graves - Infrações penais + leves
2- Pena + severa - Pena + branda
3- Pena - PPL= Reclusão e Detenção - Pena - PPL= Prisão Simples ou multa,
(com ou sem Multa) - Regime na Prisão Simples: aberto ou
4- Regime: Fechado, semiaberto e aberto semi aberto.
Obs.: Prisão pode regredir Obs.: Não regride
5- Ação penal pública ou Ação penal de - Só é perseguida mediante Ação penal
iniciativa privada pública (17 LCP)
6- Tentativa é Punível (art. 14, II, CP) - Não se pune a tentativa (4º LCP)
7- O limite de cumprimento de pena é de - O limite de cumprimento é de 5 anos (art.
40 anos, conforme a alteração lei 10, LCP)
13.964/2019. - Prisão Preventiva e Temporária- Não
8 - Prisão Preventiva e Temporária- Pode pode ser imposta.
ser imposta

- O legislador em 2019 trouxe à baila o Pacote Anticrime que englobou uma nova
redação do art. 75, CP. Essa nova redação elevou o teto de cumprimento de pena
privativa de liberdade de 30 anos para 40 anos. Esta elevação de teto se coaduna
com o aumento de expectativa de vida no Brasil.

- Prisão temporária
É regulamentada pela Lei 7.960/89. Com prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis
por mais cinco, ela ocorre durante a fase de investigação do inquérito policial. Ela é
utilizada para que a polícia ou o Ministério Público colete provas para, depois, pedir a
prisão preventiva do suspeito em questão. Em geral, ela é decretada para assegurar o
sucesso de uma determinada diligência.

- Prisão preventiva (art 313, CPP)


Essa por sua vez, consta no terceiro capítulo do Código de Processo Penal. Sem prazo
pré-definido, ela pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da
ação penal, quando houver indícios que liguem o suspeito ao delito. Ela em geral é pedida
para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública ou econômica ou a aplicação da
lei.

A ideia é que, uma vez encontrado indício do crime, a prisão preventiva evite que o réu
continue a atuar fora da lei. Também serve para evitar que o mesmo atrapalhe o
andamento do processo, por meio de ameaças a testemunhas ou destruição de provas, e
impossibilite sua fuga, ao garantir que a pena imposta pela sentença seja cumprida.

CONCEITO DE CRIME

Existem três aspectos:

1 – Aspecto material: busca estabelecer a essência do conceito, isto é, conceituando o


crime à aquela conduta que viola ou expõe a risco os bens jurídicos considerados
fundamentais para a existência da coletividade, da paz social e que por tal razão, deve ser
proibido pela prévia cominação de uma pena.

2 – Aspecto Formal: é toda conduta que atenta, colide frontalmente contra a lei penal
editada pelo Estado. Sendo crime todo ato punido com sanções de natureza penal (penas
ou medidas de segurança)

3 – Aspecto Analítico: É o que procura estabelecer o conceito de crime com base em seus
elementos estruturais. Analisa as características ou elementos que compõem a infração
penal. (fato típico, antijurídico e culpável).

De acordo com o critério analítico,


Crime - Bipartida (fato típico e antijurídico). René Ariel Dotti, Damásio de Jesus,
Julio Fabrini Mirabeti, Fernando Capez.

-A culpabilidade deve ser excluída da composição do crime, uma vez que se trata de
um pressuposto de aplicação da pena.

Fundamentos 1 - O Título II da Parte Geral do Código Penal trata “Do Crime”, e


logo em seguida trata Título III “Da Imputabilidade”
1 – No art 23 quando trata das causas de exclusão da ilicitude, o artigo fala não há
crime. Ao contrário, ao relacionar-se às causas de exclusão da culpabilidade no
artigo 26 ele fala é isento de pena.
2 - O art 180, § 4º, preceitua “A receptação é punível ainda que desconhecido ou
isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa”- Conclui-se que isenção
da pena = exclusão da culpabilidade. O código penal trata crime como fato típico
e ilícito, pois subsiste mesmo com a isenção da pena em relação ao autor do crime
anterior.

Crime – Tripartida (fato típico, antijurídico e culpável).

Fundamentos 1- Embora o código penal utilize as expressões quando que se referir às


causas dirimentes de culpabilidade, tal opção legislativa não nos permite concluir que o
crime seja tão somente fato típico e antijurídico. (Rogério Greco)

O § 1º do artigo 20, do código penal que cuida das descriminantes (cause que exclui o
crime) putativas (provém de parecer, imaginar). Descriminante putativa é a causa de
exclusão da ilicitude que não existe concretamente, mas apenas na mente do autor de um
fato típico.

No citado artigo o código penal utiliza o termo “isento de pena”. Para se referir a uma
causa que exclui o crime.

2- Outro exemplo seria o artigo 181- que ao prever as escusas absolutórias usa o termo
isento de pena.

“É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em prejuízo: I
– do cônjuge, na constância da sociedade conjugal;
II – de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou
natural.”

Seu fundamento repousa em razões de política criminal (opção do legislador) e envolve,


essencialmente, a isenção de pena de quem comete crimes patrimoniais (sem violência
ou grave ameaça à pessoa), desde que o agente preenche alguns requisitos de ordem
familiar!

As escusas absolutórias são causas excludentes da punibilidade previstas no Código Penal


brasileiro.

(FATO TÍPICO) (ANTIJURÍDICO) (CULPÁVEL)

ANTIJURÍDICO – é a contrariedade entre o fato típico praticado por alguém e o


ordenamento jurídico.

Todo fato típico, em princípio contraria o ordenamento jurídico sendo, portanto, também
um fato ilícito.

O juízo de ilicitude é posterior e dependente do juízo de tipicidade, de forma que um fato


penalmente ilícito é necessariamente, típico.

CULPABILIDADE – É o juízo de reprovação da conduta.

FATO TÍPICO – é o fato material que se amolda perfeitamente aos elementos constantes
do modelo previsto na lei penal.

São quatro os elementos:

1 – Conduta (ação ou omissão) (dolosa ou culposa)


2 – Resultado
3 – Nexo Causal
4 - Tipicidade
CONDUTA: é uma manifestação de vontade a um fim, ou seja, a uma finalidade. Os
animais irracionais não realizam conduta.

FORMAS DE CONDUTA

A conduta pode se exteriorizar-se de:

1 – Ação: comportamento positivo (consiste em um fazer, realizar algo)


2 – Omissão: comportamento negativo (abstenção, um não fazer). Ex. Omissão de
socorro.

A omissão pode dar origem a duas espécies de crimes:

Omissivos próprios ou puros- O próprio tipo penal descrê uma conduta omissiva.

Para se configurar (consumar) basta a sua desobediência, sendo irrelevante o seu


resultado naturalístico.

Existe um dever genérico de agir que não é observado pelo destinatário da norma.

Aqui o agente responde por crime omissivo. (art. 135 e 269,CP)

Esse resultado, serve para fixação da pena. (Ex: art. 135, Parágrafo único)

Omissivos Impróprios ou impuro ou espúrio ou comissivo por omissão-

Aqui não basta a simples abstenção de comportamento.

O não fazer será penalmente relevante apenas quando o omitente possuir a obrigação de
agir para impedir a ocorrência do resultado (dever jurídico).

O agente responde pelo resultado que causar.

Mais que um dever genérico de agir aqui o omitente tem Dever jurídico para evitar o
resultado. (art. 13,§2º, CP)

1- Tenha por lei obrigação de cuidado, proteção e vigilância;

2- De outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;

3- Quem com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado


Quando o agente produz o perigo, devendo, portanto, se empenhar para que o resultado
danoso não ocorra.
CONDUTA

O que vem a ser a conduta

Teoria Causalista, naturalista, clássica ou mecanicista

Precursor da teoria Franz Von Listz, Von Beling

A conduta é o comportamento humano voluntário que produz modificação no mundo


exterior.

A conduta é o movimento corporal do agente, assim a ação seria composta de vontade


(não relacionada com a finalidade do agente) de praticar o movimento corporal e
resultado.

Para a configuração da conduta basta a fotografia do resultado.

Imagine-se o exemplo: “A” trafega cautelosamente com seu carro em via pública, a 40
Km/h. O limite da pista é de 60 Km/h e o veículo reúne perfeitas condições de uso.
De repente, uma criança se solta dos braços da mãe, passa por trás de um ônibus que
estava estacionado em local permitido e que impedia a visibilidade de “A” e
inesperadamente, lança-se na direção do automóvel, chocando-se contra ele. A criança
morre. O agente neste caso não agiu com dolo ou culpa.

Qual a fotografia do evento?


“A” na direção do seu veículo automotor, uma criança morta e o para choque do carro
amassado.

Assim, para a teoria Clássica, “A” teria praticado um fato penalmente relevante.
Trata-se de mera reação de causa e efeito, daí o nome teoria causal ou mecanicista.

OBS: o Dolo e a Culpa não fazem parte da conduta, mas sim da culpabilidade.

Teoria Social da Ação

A conduta seria o comportamento humano voluntário psiquicamente dirigido a um fim


socialmente reprovável.

A reprovabilidade social passa a integrar o conceito de conduta.

A crítica que se faz é que a vagueza do conceito de relevância social. Trata-se de noção
muito ampla, sendo arriscado incorporá-la ao Direito Penal.

Teoria Finalista ou Final

Precursor da conduta finalista criada por Hans Welzel.

Conduta é todo comportamento humano possui uma finalidade, isto é, uma atividade
final.
Leva em conta a finalidade do agente, é a finalidade que transformará a ação em um ato
de vontade com conteúdo, a partir da premissa de que toda conduta é orientada por um
querer.

A conduta não é um comportamento simplesmente causal.

Aqui o Dolo e a Culpa saem da culpabilidade e migram para a conduta.

A teoria adotada pela conduta é a FINALISTA DA AÇÃO.

A VOLUNTARIEDADE NÃO EXISTE NAS SEGUINTES HIPÓTESES:

A – Caso Fortuito ou Força Maior:


São acontecimento imprevisíveis e inevitáveis, que fogem do domínio da vontade do ser
humano.

Se não a vontade, não há dolo e nem culpa, assim como eles integram a conduta, não se
configura esse elemento do fato típico.

Podemos definir Caso Fortuito como o acontecimento imprevisível e inevitável, por


exemplo: Cabo elétrico que se rompe (sem sabermos o motivo) e cai sobre casas causando
incêndio.

Já Força Maior seria o evento com iguais predicados, mas decorrente da natureza.
Ex: Raio que provoca um incêndio, uma inundação provocada por uma tempestade.

B- Coação Física Irresistível: Também chamada de Vis Absoluta.

Ocorre quando o coagido não tem liberdade para agir. Não lhe resta nenhuma outra opção,
a não ser praticar um ato em conformidade com a vontade do coatar.

Ocorre quando o agente em razão de força física externa, é impossibilitado de determinar


seus movimentos de acordo com sua vontade.

Em que o sujeito pratica um movimento em decorrência de força corporal exercida sob


ele.

Ex1: Um sujeito, com dever de agir, para impedir determinado resultado, é amarrado e,
consequentemente, impossibilitado de evitar que ocorre o resultado lesivo. Em primeira
análise, a sua omissão configuraria o crime de omissivo impróprio decorrente da função
de garantidor, entretanto a ausência de conduta impede a caracterização do crime.

Ex2: Um homem muito forte obriga fisicamente outra pessoa, bastante franzina, a assinar
um documento, a apertar o gatilho de um revólver municiado na direção de seu desafeto.

Nesse caso não podemos falar em concurso de pessoas, não teve convergência de
vontades.
Obs.: no caso de COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL (Vis Compulsiva) o coagido pode
escolher o caminho a ser seguido: obedecer ou não a ordem do coator.

Vontade existe (logo existe conduta), porém ela é viciada, desta forma, se exclui a
culpabilidade.

Ex: ocorre o emprego de grave ameaça – (art. 22 CP)

C – Atos reflexos: Aqui o movimento é apenas um sintoma de reação automática do


organismo a um estímulo externo.

O movimento corpóreo não se deve ao elemento volitivo, mas sim fisiológico.

Decorrente de reação automática de um nervo sensível.

Ex1: por conta de um susto, FULANO, por mero impulso, movimentou os braços
atingindo o rosto de outra pessoa.

Ex2: O médico ortopedista que bate o martelinho contra o joelho do paciente. Se em razão
do reflexo, seu chute atingir o médico, não se poderá falar em lesão corporais.

Ex3: espirrar

D- Sonambulismo e Hipnose- O agente está em total estado de inconsciência, assim não


há que se falar em conduta, por falta de vontade nos comportamentos praticados.

CRIME DOLOSO

Dolo é elemento psicológico da conduta. Conduta é um dos elementos do fato típico.

Logo, dolo é um dos elementos do fato típico.

Conceito: é a vontade e a consciência de realizar os elementos constantes do tipo penal.

Mais amplamente é a vontade manifestada pela pessoa humana de realizar a conduta.

ELEMENTOS DO DOLO

I – CONSCIÊNCIA: conhecimento do fato que constitui a ação típica.

II – VONTADE: elemento volitivo de realizar esse fato.


TEORIAS ACERCA DO DOLO

1ª Teoria da Vontade

Dolo é tão somente a vontade livre e consciente de querer praticar a infração penal.

OBS: dolo direto. Teoria adotada pelo CP

2ª Assentimento ou consentimento

Age com dolo quem, antevendo como possível o resultado lesivo, com a prática de sua
conduta, mesmo não querendo de forma direta, não se importa com a sua ocorrência,
assumindo o risco de vir a produzi-lo.

Após prever e estar ciente de que pode provocar o resultado, assume o risco de produzi-
lo.

Aqui o agente não quer o resultado diretamente, mas o entende como possível e o aceita.

OBS: dolo eventual. Teoria adotada pelo CP

3ª Da Representação

Falamos em dolo toda vez que o agente tiver tão somente a previsão do resultado como
possível, e, ainda assim, decide pela continuidade de sua conduta. (Não existe distinção
entre dolo eventual e culpa consciente).

4ª Probabilidade

Se o sujeito considera provável o resultado, estamos diante de um dolo eventual.

Essa teoria trabalha com dados estatísticos, ou seja, se de acordo com determinado
comportamento, estatisticamente houver grande probabilidade de produzir o resultado,
estaríamos diante de dolo eventual.
Entretanto, basear-se para afirmar que houve dolo, somente na probabilidade de produção
do resultado se expõe a uma dupla objeção (contestação): não há nenhuma possibilidade
de determinar com maior precisão o grau de probabilidade que deva ser decisivo, e outro,
o autor querer o improvável, como por exemplo, tentar acertar mortalmente sua vítima
que se encontra a uma grande distância.
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