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Dons Maçonaria

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Danilo Itapema
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A∴ R∴ L∴ S∴ DE ADONHIRAM nº 3479 - Fundada em 26 de Novembro de 2002

Federada ao Grande Oriente do Brasil - Subordinada ao Grande Oriente de São Paulo


Rua General Feliciano Falcão nº 75 – CEP 03126-005 - São Paulo

Os Dons

A existência do Grande Arquiteto do Universo, inegavelmente, é o


elo comum que une os Maçons entre si, essa união oriunda da verdade
irrefutável da existência de Deus e incontestavelmente ratificada através
do conhecimento dessa existência, pela criação do Universo, quando do
nada, Deus completou sua obra criadora, de cuja razão concluímos que
Deus é eterno, não teve princípio, nem terá fim.
O poder da criação do Grande Arquiteto do Universo tornou possível
a nossa existência e com ela a grande indagação do homem, cuja busca para
saber a verdade sobre a sua origem e o seu destino, leva-o a uma só direção,
a do seu próprio Criador. Conclusão esta, chegada através dos dons legados
pelo Grande Arquiteto do Universo ao próprio homem, criado a sua imagem
e semelhança.
Dentre os muitos dons que Deus dotou o homem, há um destaque
especial para três deles:
INTELIGÊNCIA
VONTADE
LIBERDADE.
É pelo dom da Inteligência que o homem conclui pela verdade sobre a
existência de Deus e o conhecimento e discernimento entre o bem e o
mal.
É, pois, no uso do dom da Liberdade que o Maçom tem a opção para
direcionar a sua vida, para o bem ou para o mal. É claro que para tal fim,
um novo dom é acionado, o da Vontade.
Assim, o Maçom pode e deve direcionar a sua vivência para o bem e,
para isto, deverá usar dos dons da Inteligência, da Vontade e da
Liberdade, em toda a sua potencialidade. O que deverá ser feito dentro dos
princípios de uma moral sadia, pura, condizente e propícia para formar e
aperfeiçoar o caráter do Iniciado para que possa prosseguir em direção à
meta para a qual foi criado, para a maior glória do Grande Arquiteto do
Universo, para amar a si mesmo, e para amar o seu próximo, o seu Irmão.
A moral maçônica é baseada nessa exigência, no amor a Deus, no
amor a si mesmo e no amor aos Irmãos, não pode este amor ser isolado ou
separado, pois que, se não tiver o Maçom, o amor dentro de si mesmo, não
poderá amar o Grande Arquiteto do Universo, nem tampouco amar o seu
Irmão.
O simbolismo e alegorias utilizadas pelos Maçons, nada mais são do
que meios e sistemas para o aprendizado e aplicação dos ensinamentos da
moral que levam os Maçons ao caminho da virtude.
Jamais poderia qualquer ser vivo dotado da Inteligência, Vontade e
Liberdade, viver uma vida virtuosa sem que viesse a praticar essa mesma
virtude e ensinamentos. É na Lei Maçônica que o homem Maçom exercita o
uso daqueles dons através dos mistérios da ordem e passa a conviver
fraternalmente, com os Irmãos.
Necessário se faz o estudo de Símbolos, alegorias e dos mistérios
maçônicos, pois que, por estes meios, os sentidos do Maçom se fazem mais
aguçados e direcionados à verdade e ao uso adequado da Liberdade, cuja
prática está inserida no viver a virtude todas as horas e, de tal sorte que,
despojado do orgulho e da ignorância, possa galgar os degraus da moral sã
e da sabedoria, com a finalidade de atingir a meta principal, a perfeição.
As dificuldades na vida profana, a inexistência da moral, da virtude
e do amor, tornam o homem desprovido de armas que o defendam das
vicissitudes, dos inimigos que o rodeiam, desde o amanhecer ao pôr-do-sol,
culminando por precipitá-lo no abismo das paixões, da desonra, do
desamor, da ignomínia, tornando-o um homem infeliz. É no simbolismo que
são marcados os pontos de partida para a perfeição e justiça e mais, para
chegar à verdadeira paz e tranqüilidade, tão almejada pelo homem, e que é
tão difícil de conseguir, se não tivermos uma porta que se abra para nos
acolher e direcionar à luz da verdade.
Na Ordem Maçônica, isto se processa de forma livre e espontânea,
pois que o Maçom é conduzido à luz da Verdade, à Felicidade, à Paz e à
Perfeição, exigindo, no entanto, daquele que entra para a Ordem Maçônica
seja instruído adequadamente e preparado para receber essa Luz. Se assim
não fora, poderia a Maçonaria influir negativamente junto ao Iniciado e
este vislumbraria a luminosidade e o brilho da verdadeira luz que ilumina o
caminho do Amor, da Moral e da Virtude.
Todavia, é preciso dosar cada instrução, para que esses ensinamentos
sejam bem aproveitados e praticados na vida quotidiana, de forma efetiva e
condizente com os princípios maçônicos, daí deduzirmos a importância das
alegorias e Sinais no conhecimento gradativo dos mistérios desvendados
pela inteligência do Maçom, emanados dos exemplos daqueles que
caminham à nossa frente pelo mesmo caminho, outrora palmilhados pelos
nossos Mestres.
Sai o Iniciado da sua ignorância à medida que seus estudos vão se
aprofundando e com essas instruções vai praticando, através do labor em
Loja e da prática do bem viver, descobrindo a verdade e trabalhando para o
aperfeiçoamento da humanidade.
Analisando a busca do homem pelo uso de seus dons, no encontro da
verdade, se torna imprescindível o trabalho de polir a aspereza das paixões
que o envolvem com o verniz da virtude, o que faz quando usa os Símbolos
e o instrumental para construir a sua perfeição, pautando a sua conduta
em Loja e fora dela, erigindo a grande obra de construção da sua vida, no
convívio com os Irmãos, onde do alto se destacam, a Honra, o Equilíbrio, a
Igualdade e a Justiça, para que possa conduzir-se de forma justa e
perfeita.
Para tal, invocamos fora do Templo, a memória dos Símbolos,
desenhos e traçados, usando a nossa imaginação e a nossa inteligência,
para que tenhamos presente a existência do Grande Arquiteto do Universo,
luz da verdade que nos iluminará o caminho ao longo da nossa vida
discernindo o bem do mal, usando a nossa Vontade e a nossa Liberdade
para nos despirmos das paixões e vestirmos as vestes da Virtude, de cuja
lembrança está no uso do Avental de trabalho, desde o amanhecer ao pôr-
do-sol, erigindo templos à virtude e cavando sepulturas ao vício, para que
vivamos como irmãos, de forma que haja, um dia, uma humanidade mais
feliz e que ao final de nossa existência neste oriente possamos prestar
contas pelo uso dos dons recebidos.

Antonio Giannini M∴ I∴
São Paulo Março de 2004 E∴V∴

Bibliografia
Benjamim Manoel Zanatta

Rua General Feliciano Falcão nº 75 – CEP 03126-005 5 – São Paulo – Site: www.Adoniran.com

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