04/11/2024, 10:47 José Antônio Flores da Cunha – Wikipédia, a enciclopédia livre
José Antônio Flores da Cunha
José Antônio Flores da Cunha (Santana do
Livramento, 5 de março de 1880 — Porto Alegre, Flores da Cunha
4 de novembro de 1959) foi um advogado,
general e político brasileiro, tendo sido
interventor federal e, posteriormente, presidente
eleito do estado do Rio Grande do Sul, bem como
senador pelo mesmo estado.[1]
Biografia e carreira política
Nasceu na estância São Miguel, uma das
propriedades rurais de sua família, em Santana
do Livramento. Era filho de Evarista Flores e
Miguel Luís da Cunha (1852 – 1918), um dos
estancieiros mais ricos da região, membro de
famílias tradicionais da província de São Pedro Flores da Cunha
do Rio Grande do Sul. José Antônio Flores da Presidente da Câmara dos Deputados do
Cunha era bisneto do coronel da Guarda Brasil
Nacional José Antônio Martins, também Período 14 de novembro de 1955
estancieiro na região. Também era irmão do a 11 de março de 1956
senador Francisco Flores da Cunha, casado com Antecessor(a) Carlos Luz
Francisca Chaves, filha do presidente da Sucessor(a) Ulysses Guimarães
província de Minas Gerais e de Santa Catarina,
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
senador Antônio Gonçalves Chaves. Casou em
Período 4 de junho de 1959
1905 com Irene Irulegui Guerra.[2] Tendo
a 13 de julho de 1959
estudado em São Paulo; depois, no Rio de
Período 2 de fevereiro de 1955
Janeiro, onde se bacharelou em Direito, em a 1º de fevereiro de 1959
1902, pela então Faculdade de Direito do Rio de
Período 12 de março de 1951
Janeiro (atual Faculdade de Direito da a 1º de fevereiro de 1955
Universidade Federal do Rio de Janeiro). Após Período 5 de fevereiro de 1946
formado, atuou como delegado no Rio de Janeiro a 11 de março de 1951
e como advogado em Santana do Livramento e Período 3 de julho de 1924
Uruguaiana, destacando-se pela eloquência. a 26 de dezembro de 1929
Período 3 de maio de 1918
Nesse contexto, também se destacou como a 2 de maio de 1921
auxiliar de Galdino Siqueira, então Promotor
Governador do Rio Grande do Sul
Público, no caso do assassinato do Senador José
Período 15 de abril de 1935
Gomes Pinheiro Machado.[3] a 16 de outubro de 1937
Sucessor(a) Manuel de Cerqueira Daltro Filho
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José Antônio Interventor Federal no Rio Grande do Sul
Flores da Período 28 de novembro de 1930
Cunha e seu a 15 de abril de 1935
irmão, Nomeação Getúlio Vargas
Francisco por
Flores da Antecessor(a) Sinval Saldanha
Cunha, são Deputado Federal pelo Ceará
ascendentes
Período 22 de maio de 1912
da a 2 de maio de 1915
tradicional Dados pessoais
família
Nome José Antônio Flores da Cunha
Flores da completo
Cunha.
Nascimento 5 de março de 1880
Santana do Livramento, Rio
Grande do Sul
José Antonio Flores da Cunha no
Morte 4 de novembro de 1959 (79 anos)
Grande Hotel de Porto Alegre, 1923 Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Partido PRR (1898-1928)
Em 1909, filiado ao Partido Republicano Rio- PL (1928-1932)
Grandense (PRR), iniciou carreira política como PRL (1932-1937)
UDN (1945-1955)
deputado estadual. Iniciou seu primeiro PTB (1955-1959)
mandato como deputado federal em 1912, eleito
Profissão advogado
pelo Ceará. Em 1917 foi reeleito, desta vez pelo
seu estado natal, renunciando ao mandato em
1920 para concorrer à prefeitura de Uruguaiana, sendo eleito com expressiva votação. Em 1923
destacou-se como chefe militar legalista na luta que conflagrou o Rio Grande do Sul, opondo os
partidários do governador Borges de Medeiros aos oposicionistas liderados por Joaquim Francisco
de Assis Brasil. Renovou seu mandato de deputado federal em 1924. Em 8 de outubro de 1925
prendeu Honório Lemes e garantiu sua integridade quando populares quiseram linchá-lo. Reeleito
deputado federal em 1927, renunciou em 1928 para ser eleito senador.
Atuou ativamente na revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à presidência do Brasil em
novembro daquele ano. Em 28 de novembro de 1930 foi nomeado interventor no Rio Grande do
Sul. Ajudou a fundar o Partido Republicano Liberal (PRL) em novembro de 1932. Na Revolução
Constitucionalista de 1932 permaneceu leal a Getúlio Vargas. Em abril de 1935, foi eleito
governador do Rio Grande do Sul, exercendo o mandato até outubro de 1937. No mesmo ano da
eleição, já como governador constitucional, começou a se afastar do presidente Vargas. Buscando
ampliar sua influência política nacionalmente, envolveu-se em disputas sucessórias em outros
estados, como Santa Catarina e Rio de Janeiro. Defensor do federalismo, atritou-se com os setores
militares que, como o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, defendiam a centralização do poder
no governo federal. Em 1937, rompido com Getúlio Vargas, foi forçado a deixar o governo gaúcho.
Exilou-se, então, no Uruguai e só voltou ao Brasil cinco anos depois, durante a Segunda Guerra
Mundial, quando cumpriu pena de nove meses na Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Foi libertado
por Vargas em 1943.
Em 1945 participou da fundação da UDN, legenda pela qual se elegeu deputado constituinte. Nas
eleições para sucessão de Vargas, faz campanha para o Brigadeiro Eduardo Gomes. Reelegeu-se
deputado federal em outubro de 1950 e em outubro de 1954, sempre na legenda udenista. Assumiu
a presidência da Câmara dos Deputados no dia 8 de novembro de 1955, substituindo o deputado
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Carlos Luz, que fora empossado na chefia do Executivo Federal em virtude do afastamento de Café
Filho por motivos de saúde. Coordenou as sessões que garantiram a posse de Juscelino Kubitschek.
No mesmo ano, rompeu com a UDN e renunciou à presidência da Câmara.[4]
Em 1958, aos 78 anos de idade, foi eleito pelo PTB, mas morreu antes do fim do mandato. Foi
sepultado em Santana do Livramento.
Referências
1. por Carmen Aita e Gunter Axt (1999). «José Antônio Flores da Cunha: discursos (1909-1930)»
(http://www2.al.rs.gov.br/biblioteca/LinkClick.aspx?fileticket=X0QsJN_JZ68%3D&). Assembléia
Legislativa do RS. Consultado em 7 de julho de 2016
2. SCHIRMER, Lauro. "Flores da Cunha de corpo inteiro", Ed. RBS Publicações, 2007
3. PAIXÃO, Daniel Pugliese da, Cem anos do Código que nunca existiu: os passos e traços de
Galdino Siqueira, apresentação de Bolívar Iglesias, 1ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014.
4. Do UOL, em São Paulo (7 de julho de 2016). «Saiba que políticos que já renunciaram ao
comando da Câmara e do Senado» (http://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/saiba-que-politicos-
que-ja-renunciaram-ao-comando-da-camara-e-do-senado.htm). Portal BOL. Consultado em 7
de julho de 2016
Interventor federal e depois
Sucedido por
Precedido por presidente do estado do Rio
Manuel de Cerqueira Daltro
Sinval Saldanha Grande do Sul
Filho
1930 — 1937
Presidente da Câmara dos
Precedido por Sucedido por
Deputados
Carlos Coimbra da Luz Ulysses Silveira Guimarães
1955 — 1956
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