100% acharam este documento útil (1 voto)
170 visualizações13 páginas

Teoria Kleiniana: Posições Esquizo-paranóide e Depressiva

Enviado por

ancerisier75
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
170 visualizações13 páginas

Teoria Kleiniana: Posições Esquizo-paranóide e Depressiva

Enviado por

ancerisier75
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Melanie Klein

Os três os pilares fundamentais da Teoria Kleiniana


- A Importância das Primeiras Relações: Klein enfatizou a importância das primeiras relações,
especialmente a relação do bebê com a mãe, como crucial para o desenvolvimento psíquico e
emocional.

- As Posições Esquizoparanóide e Depressiva: Esses conceitos referem-se a fases no


desenvolvimento emocional do bebê. A posição esquizoparanóide é caracterizada pela divisão
entre objetos bons e maus, enquanto a posição depressiva é a fase em que o bebê começa a
integrar esses objetos, reconhecendo que o bom e o mau podem coexistir na mesma pessoa.

- A Psicanálise Infantil: Klein foi pioneira no uso da psicanálise em crianças, acreditando que a
análise podia ser aplicada desde os primeiros anos de vida.
MelanieKlein
Os três os pilares fundamentais da Teoria Kleiniana

Primeiro existe um mundo interno, formado a partir das percepções do mundo


externo, colorido com as ansiedades do mundo interno. Com isto, os objetos, as
pessoas e as situações adquirem um colorido todo especial.
O seio materno, primeiro objeto de relação da criança com o mundo externo, tanto
é percebido como seio bom, quando amamenta, quanto é percebido como seio
mau, quando não alimenta na hora em que a criança assim deseja.
Como é impossível satisfazer a todos os desejos da criança, invariavelmente ela
possui os dois registros deste seio: um bom e um mau.
Este conceito também é muito importante no estudo da formação dos símbolos e
no desenvolvimento intelectual.
Os três os pilares fundamentais da Teoria Kleiniana

Em segundo lugar, Melanie Klein admitia que os bebês sentem, logo quando
nascem, dois sentimentos básicos: amor e ódio.
É como se a vida fosse um filme em branco e preto: ou se ama ou se odeia. É fácil,
portanto, perceber que a criança ama o seio bom e odeia o seio mau.
O problema é que na fantasia da criança, o seio mau, esse objeto interno, vai se
vingar dela pelo ódio e pela destrutividade direcionados a ele. Este medo de
vingança é chamado de ansiedade persecutória.
O conjunto da ansiedade persecutória e suas respectivas defesas são chamados por
Klein de posição esquizo-paranóide.
Os três os pilares fundamentais da Teoria Kleiniana

Enfim, com o desenvolvimento, o bebê percebe que o mesmo objeto que odeia
(seio mau) é o mesmo que ama (seio bom). Ele percebe que ambos os registros
fazem parte de uma mesma pessoa. Agora, nesta fase, o bebê teme perder o seio
bom, pois teme que seus ataques de ódio e voracidade o tenham danificado ou
morto. Este temor da perda do objeto bom é chamado por Klein de ansiedade
depressiva.
O conjunto da ansiedade depressiva e as respectivas defesas do ego é chamado por
Klein de posição depressiva.
O conceito das posições na escola Kleiniana
O conceito de posições é muito importante na Escola Kleiniana, pois o psiquismo funciona
a partir delas, e todos os demais desenvolvimentos são invariavelmente baseados em seu
funcionamento.
Neste sentido, o desenvolvimento em fases, proposto por Freud (fase oral, fase anal e
fase genital), é aqui substituído por um elemento mais dinâmico do que estático, pois as
três fases estão presentes no bebê desde os três primeiros meses de vida. Klein não nega
esta divisão, muito pelo contrário, mas dá a elas uma dinâmica até então ainda não vista
na Psicanálise.
Aliás, é esta palavra que distingue o pensamento kleiniano do freudiano. Para Klein, o
psiquismo tem um funcionamento dinâmico entre as posições esquizo-paranóide e
depressiva, que se inicia como o nascimento e termina com a morte.
O conceito das posições na escola Kleiniana

Todos os problemas emocionais, como neuroses, esquizofrenias e depressões são


analisados a partir destas duas posições. Por isto, em uma análise kleiniana, não se
trata de trabalhar os conteúdos reprimidos, é preciso equacionar as ansiedades
depressivas e as ansiedades persecutórias. É necessário que o paciente perceba que
o mundo não funciona em preto e branco, e que é possível amar e odiar o mesmo
objeto, sem medo de destruí-lo.

Em outras palavras: não adianta trabalhar o sintoma (neurose) se não forem


trabalhados os processos que levaram seus surgimentos (ansiedade persecutória e
ansiedade depressiva).
POSIÇÃO ESQUIZO-PARANÓIDE

A Posição Esquizo-paranóide, conceito elaborado por Melanie Klein (1946), é


considerada como a fase mais arcaica do desenvolvimento humano.
Esta posição, situada nos primeiros meses de vida, é caracterizada pela primeira
relação de objeto do bebê, sendo esse o seio da mãe. Esta relação de objeto
provoca a aparição de defesas como a projeção, introjeção, identificação projetiva e
cisão (splitting) de objeto.
POSIÇÃO ESQUIZO-PARANÓIDE

Segundo Klein, o ego da criança é exposto, desde seu nascimento, à ansiedade


devido à pulsão de morte e pulsão de vida que agem sobre seu ego. O conflito
imediato das duas pulsões gera uma grande ansiedade no bebê. Confrontado pela
ansiedade derivada da pulsão de morte, o bebê precisa livrar-se dela e para isso seu
ego a deflete. Essa deflexão da pulsão de morte consiste em parte em uma projeção
e em parte em uma conversão da pulsão de morte em agressividade. Ocorre então
um processo derivado de um dos mecanismos de defesa citados acima — a cisão ou
splitting. O ego se divide e projeta a parte em que se encontra a pulsão de morte
para fora, no objeto externo (seio). Logo, o seio é percebido como mau e ameaçador
para o ego.
POSIÇÃO ESQUIZO-PARANÓIDE
Dessa forma, o medo original da pulsão de morte é transformado em medo
perseguidor. Ao mesmo tempo, é estabelecida uma relação não só com o objeto
mau como com o objeto bom (ideal). Ou seja, da mesma forma que a pulsão de
morte é projetada a fim de proteger o ego, a libido também é projetada para criar
um objeto idealizado (pulsão de vida). Parte de ambas pulsões que permanecem
dentro do ego são usadas para estabelecer uma relação com esse objeto idealizado.
Dessa forma, o ego tem uma relação com dois objetos desde muito cedo: o objeto
primário (seio) é nessa fase dividido em duas partes — seio bom (ideal) e seio mau
(persecutório) (SEGAL, 1975).
Dentro dessa dinâmica, o objetivo passa a ser adquirir, manter dentro e
identificar-se com o objeto ideal que é percebido como algo que lhe dá vida e que
lhe protege.
POSIÇÃO DEPRESSIVA
A Posição Depressiva designa um conceito kleiniano relativo à etapa posterior do
desenvolvimento do bebê. A autora acredita que, após vivenciar toda a turbulência
da Posição Esquizo-paranóide, o bebê poderá ingressar nesta nova fase da Posição
Depressiva.
Klein também acredita que o início do Complexo de Édipo ocorre mais cedo que na
teoria de Freud e coincide com o início desta Posição Depressiva, quando a
ansiedade persecutória diminui e os sentimentos amorosos passam a ocupar mais
espaço.
Klein (1952), acredita também que algum grau de integração seja necessário para
que o bebê consiga introjetar as figuras parentais como um todo. Esse
desenvolvimento da integração e da síntese é iniciado quando o bebê ingressa na
Posição Depressiva deixando as características da Posição Esquizo-paranóide para
trás.
POSIÇÃO DEPRESSIVA
O ego passa a diminuir a distância entre o mundo externo e interno, e
consequentemente, os objetos passam a ser mais integrados e realistas e menos
idealizados. Todos esses processos de integração e de síntese fazem com que
apareça o conflito entre amor e ódio. Assim, surge a ansiedade depressiva e o
sentimento de culpa diferentes dos encontrados na Posição Esquizo-paranóide, pois
os objetos bons e maus não são mais cindidos como antes e há uma aproximação
entre a mãe boa e a mãe má.
POSIÇÃO DEPRESSIVA
Na posição depressiva, o bebê encontra-se então mais integrado e as defesas não
aparecem de forma tão extrema quanto na Posição Esquizo-paranóide e
correspondem mais à capacidade do ego de enfrentar a realidade psíquica.
Frente a essas ansiedades eminentes, o ego terá tendência a negá-las e pode,
quando a ansiedade for extrema, negar o amor pelo objeto. Nesse caso, ocorrerá
um abafamento do amor e um distanciamento dos objetos primários e um aumento
na ansiedade persecutória que poderá ou não, resultar em uma regressão à Posição
Esquizo-paranóide.

https://www.youtube.com/watch?v=Kpns6gmDFnE

Você também pode gostar