PROCESSOS DA INDÚSTRIA QUÍMICA
TEORIA DA COMBUSTÃO
1. ESTUDO TÉRMICO DA COMBUSTÃO
A combustão é o processo pelo qual se converte a energia de um combustível em energia
térmica útil, através de reações químicas de “oxidação em altas temperaturas” de material
carbonáceos com oxigênio do ar. Ou também, é definida como sendo a “oxidação rápida gerando
calor, ou calor e luz”.
A importância da combustão está relacionada ao fato de que a energia armazenada em ligações
químicas dos materiais combustíveis é convertida em energia térmica que pode ser utilizada de
várias formas. Estima-se que 85% da energia total consumida atualmente é gerada pelo processo
de combustão.
Os principais objetivos da combustão de materiais carbonáceos ou combustíveis são:
Geração de vapor d’água.
Aquecimento de fornos ou espaços
Produção de trabalho por meio de motor de combustão interna ou turbinas a gás
No processo de combustão de combustíveis sólidos, líquidos ou gasosos, busca-se a obtenção
da quantidade máxima de calor útil, pelo controle de alguns parâmetros (através da análise dos
gases da combustão) e garantindo,
Combustão completa do combustível
Uso da quantidade mínima de excesso de ar
Na prática, se busca a obtenção de uma mistura íntima entre o combustível e o ar de combustão
para se trabalhar com a mínima quantidade de excesso de ar e garantir a combustão completa.
Sendo esta a condição de maior eficiência ou a condição mais econômica de funcionamento.
𝑎𝑟 𝑟𝑒𝑎𝑙
= 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑥𝑐𝑒𝑠𝑠𝑜 𝑑𝑒 𝑎𝑟 =
𝑎𝑟 𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜
Figura III – coeficiente de excesso de ar x concentração dos gases da combustão
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Para combustíveis gasosos esta dificuldade é pequena e, em alguns casos, o gás e ar de
combustão podem ser misturas antes de entrarem na câmara de combustão, ou podem ser
introduzidos separadamente e misturam-se por difusão.
Os combustíveis líquidos podem ser injetados na câmara de combustão (ou fornalha) na forma
de névoa fina ou pulverizada e as gotículas do combustível ficam suspensas no “ar de combustão”
favorecendo a mistura e a combustão.
Os combustíveis sólidos (carvão, coque, biomassa, lenha...) apresentam maior dificuldade para
a combustão completa e pode ser realizada através de “camadas” ou “leito” suportado em uma
grelha, através do qual passa o ar em corrente ascendente, ou na forma moído e com granulometria
fina para ser queimado em leito fluidizado ou pulverizado.
1.1 Inflamabilidade de gases
A menor concentração de gás ou vapor combustível em ar ou em oxigênio que consegue
estabelecer uma combustão autossustentada é chamada de “limite inferior de inflamabilidade”. Por
outro lado, a maior concentração de gás no vapor combustível que consegue manter a combustão,
sem a contribuição de uma fonte externa de calor, é chamada de “limite superior de inflamabilidade”.
Os termos de “limites de inflamabilidade” e “limites de explosividade” significam exatamente a
mesma coisa.
Observa-se que um gás ou vapor combustível misturado com ar ou oxigênio não entra em
combustão se sua concentração for muito baixa ou muito alta. Isto é, se a mistura combustível-ar
for muito pobre (abaixo do limite inferior de inflamabilidade) ou muito rica (acima do limite superior
de inflamabilidade), não ocorre a queima, como é ilustrado nas figuras abaixo
Figura IV – Faixa de inflamabilidade para combustíveis
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Figura V – Limites de inflamabilidade para metano e etileno.
É importante observar que a energia liberada pela reação de queima é mínima nas
concentrações próximas aos limites de inflamabilidade e máxima na concentração estequiométrica.
Os limites de inflamabilidade são influenciados pelas seguintes variáveis
Temperatura
Pressão
Geometria e tamanho do vaso de contenção
Teor de inertes na mistura
Presença de partículas finas de metais
Estrutura molecular do combustível
Um aumento de temperatura, normalmente alarga a faixa de inflamabilidade mostrada na figura
V. Existe uma regre prática que diz que a cada 100ºC de aumento de temperatura de
hidrocarbonetos, abaixa 8% no limite inferior.
Quando a temperatura é aumentada a níveis mais altos, atinge-se a temperatura de autoignição,
ocorrendo a chamada combustão espontânea.
O aumento da pressão implica em aumento da faixa de inflamabilidade do combustível gasoso,
já que resulta no aumento da concentração dos reagentes. Assim uma mistura que não é inflamável
à baixa pressão pode passar a ser, com o aumento da pressão.
Para os alcanos pode-se calcular os limites de inflamabilidade, a partir de seus limites a 25ºC,
usando as equações de Burgess-Wheeler
LIT = LI25 – 3,15(T – 25)/H
Onde
LIT = limite inferior ou superior de inflamabilidade a T oC
LI25 = limite inferior ou superior de inflamabilidade a 25ºC
T = temperatura, oC
H = calor de combustão, em kJ/mol
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Tabela V – Limite de inflamabilidade para combustíveis à 20ºC e 100kPa.
1.2 Temperatura de chama
A temperatura teórica de chama é calculada considerando que todo calor resultante da
combustão é transformado em entalpia dos produtos da combustão, isto é, esta é a temperatura
adiabática de chama. Neste caso, não há nenhuma transferência de calor para o meio externo.
A expressão que permite o cálculo da temperatura de chama, determinada através de um
balanço de energia é
Tchama = Tar + [Link] / ([Link])
Onde
Tchama = temperatura de chama, K
Tar = temperatura de entrada do ar de combustão, K
PCI = poder calorífico inferior, kJ/kg
mc = massa de combustível queimado, kg/s
mg = massa de gases de combustão, kg/s
Cpg = calor específico dos gases de combustão, kJ/kg.K
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A temperatura de chama é útil para a comparação entre combustíveis para uma dada
necessidade de calor e temperatura. Por exemplo, a temperatura de chama de um gás de médio
poder calorífico (4300 kcal/kg) é mais alta que a temperatura de chama de óleo derivado de petróleo
com poder calorífico (9500 kcal/kg), demonstrando que a análise pura e simples do poder calorífico
não retrata o desempenho do combustível.
Figura VI – Temperatura teórica de chama em função do excesso de ar e temperatura para um
gás de médio poder calorífico.
Tabela VI – Temperatura de chama ao ar
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Para combustíveis líquidos é oportuno destacar algumas propriedades que são importantes para
a segurança e uso destes produtos
Ponto de fulgor (flash point) que é a temperatura na qual o combustível libera vapores
inflamáveis para provocar uma ignição transitória, não suficiente para manter a
combustão, mediante a presença de uma chama.
Ponto de ignição é a temperatura que o combustível mantém a combustão contínua, na
presença de uma chama.
Temperatura de autoignição é a temperatura mínima que a mistura ar-combustível
mantém a combustão, mesmo sem a presença de uma chama.
Os combustíveis gasosos também têm alguns parâmetros que são importantes e devem ser
conhecidos por questões de segurança e bom uso destes produtos.
o Densidade relativa (d) é a densidade do gás em relação ao ar nas mesmas condições
de pressão e temperatura.
o Número de Wobe (W) é a razão entre o PCI do gás e a raiz quadrada de sua densidade
relativa. Esta grandeza esta relacionada com a intercabialidade de gases para uma
mesma aplicação, ou a potência fornecida por um queimador. Gases com o mesmo
número de Wobe apresentam o mesmo desempenho energético.
W=
√
1.3 Tipos de chamas e suas características
Chama neutra
É chama perfeita e resulta de uma mistura perfeita entre o combustível e o comburente.
Esta chama caracteriza-se como uma chama azul e estável.
Na prática, é muito pouco provável, uma combustão ideal, sem excesso de ar (combustão
incompleta);.
Chama oxidante
Resultado da combustão com de excesso de ar e por este motivo é chamada de “chama pobre”;
A chama é denominada de “oxidante” devido ao ar em excesso.
A chama tem o formato de dois cones bem definidos, sendo o interno de um azul mais claro e o
cone externo, um azul mais intenso.
É uma chama de forma bem definida e bastante quente (usada para corte com solda).
Essa chama é a melhor chama possível de se obter em queimadores industriais.
Chama redutora
Também chamada de “chama carburante” ou “chama rica”, resultado de uma combustão
incompleta.
Essa chama possui uma coloração amarelada, resultado da emissão radiativa do carbono.
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1.4 Suprimento de ar primário e ar secundário
Ar primário
Pré-misturado com o gás antes da queima e tem a função de promover a aeração do combustível.
A quantidade de ar primário é responsável pelos eventos de descolamento e retrocesso da chama.
Pode ser controlado (permitindo o controle sobre a quantidade de ar fornecida para a queima).
Ar secundário
Complementa a combustão.
ESTABILIDADE DA CHAMA
Retrocesso da chama (flashback)
Ocorre quando a velocidade de queima excede a velocidade de fluxo da mistura ar/gás. Nesses casos, a
tendência da chama é retornar para dentro do bico do queimador e para dentro do tubo de mistura.
Descolamento da chama
Ocorre quando “descolamento de chama”, quando a velocidade da mistura ar/gás supera a velocidade da
chama.
Métodos de avaliação de chamas
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Visual: Pode ser feito através de pequenas janelinhas instaladas na câmara de combustão;
Câmeras de TV: indicadas para visualizar a incidência de chama, verificação de queimadores apagados,
condições de combustão e forma da chama.
Análise dos gases de combustão: é a maneira mais exata de se realizar a avaliação da queima se a
câmara não apresentar vazamentos ou entradas falsas de ar (ar não medido).
FOTOGRAFIAS DE CHAMAS (ANEXO)
1.5 Poder Calorífico de Combustíveis
Os elementos químicos que entram na composição da maioria dos combustíveis são: carbono,
hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre. A qualidade do combustível é dada pelos elementos C e
H; o S apesar de combustível é indesejável, como será visto; o O diminui a quantidade unitária de
calor, pois é considerado como já combinado com o hidrogênio; o N também não é desejável, pois
não apresenta reação com o oxigênio, no campo da combustão.
Na queima de combustíveis sólidos e líquidos, a energia liberada é consequência de reações
químicas com o carbono, hidrogênio e enxofre:
C + O2 CO2 + 33.900 kJ/kg.
2 H2 + O2 2 H2O + 141.800 kJ/kg.
S + O2 SO2 + 9.200 kJ/kg.
Na queima de combustíveis gasosos, a energia é liberada pelas reações químicas com o
hidrogênio, monóxido de carbono, metano, etano e outros hidrocarbonetos:
2 CO + O2 2 CO2 + 10.110 kJ/kg.
CH4 + 2 O2 CO2 + 2 H2O + 55.500 kJ/kg.
2 C2H6 + 7 O2 4 CO2 + 6 H2O + 51.870 kJ/kg.
A quantidade de energia liberada por unidade de massa, ou de volume, é definida pelo poder
calorífico superior ou inferior e vai depender da composição de cada combustível. A técnica usada,
quando se aplica a primeira lei da termodinâmica às reações químicas, consiste em admitir que a
entalpia de todos os elementos seja nulo no estado de referência 25 oC e 760 mmHg. Para
combustíveis sólidos e líquidos, o poder calorífico superior pode ser calculado com boa aproximação
pela equação:
O
PCS = 33.900 C + 141.800 (H - ) + 9.200 S
8
Onde:
PCS = Poder calorífico superior (kJ/kg).
C = Teor de carbono (kg carbono / kg comb.).
H = Teor de hidrogênio (kg hidrogênio / kg comb.).
S = Teor de enxofre (kg enxofre / kg comb.).
O = Teor de oxigênio (kg oxigênio / kg comb.).
O cálculo do poder calor calorífico inferior dependerá unicamente da presença de água
nos gases de combustão e calor latente de vaporização, sendo
PCI = PCS - 2440 (9H + W)
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onde:
PCI = Poder calorífico inferior (kJ/kg).
W = Teor de umidade (kg umidade / kg comb.).
PCI - Poder calorífico inferior
Combustível
kJ/kg kcal/kg
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) 49030 11730
Gasolina A 45978 11000
Gasolina C (com 20% de álcool) 40546 9700
Óleo diesel 43888 10500
Álcool combustível 27169 6500
Óleo combustível 42635 10200
Carvão mineral 20899 - 33857 5000 - 8100
Carvão vegetal 33432 8000
Lenha 10450 - 14630 2500 - 3500
Bagaço de cana 9614 - 19165 2300 - 4585
1.6 Balanço de energia em caldeira
Consiste na determinação dos fluxos de calor que entram e saem da caldeira, associados
às correntes de entrada e saída, bem como o calor gerado na combustão.
Gase
Vapor
água
Combustível
ar
Purga
Cinzas
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A operação normal de uma caldeira, como mostrado a figura acima, apresenta diversos
fluxos de entradas e saídas para manter o sistema de geração de vapor operando em estado
estacionário.
Com um balanço de energia neste sistema se pode quantificar as correntes de entrada e de
saída com os respectivos conteúdos de energia em cada corrente, bem como o calor gerado pela
queima do combustível.
Calor disponível na fornalha da caldeira (𝑞 ̇ )
𝑞̇ = 𝑚̇ 𝑃𝐶𝐼 + ∆ℎ + 𝑚 ∆ℎ + 𝑤 𝑚 ∆ℎ (1)
Sendo
∆ℎ = 𝐶𝑝 (𝑇 − 𝑇 ∗ )
∆ℎ = 𝐶𝑝 (𝑇 − 𝑇 ∗ )
∆ℎ = 𝐶𝑝 (𝑇 − 𝑇 ∗ )
𝑞 ̇ = calor líquido disponível na câmara de combustão (kW)
𝑚 ̇ = consumo de combustível (kg/s)
𝑃𝐶𝐼= Poder calorífico inferior do combustível (kJ/kg)
𝑚 = massa de ar de combustão (kg/kg comb)
𝑤 = umidade do ar (kg/kg ar seco)
𝐶𝑝 = calor específico médio do combustível (kJ/[Link])
𝐶𝑝 = calor específico médio do ar (kJ/[Link])
𝐶𝑝 = calor específico médio da umidade do ar (kJ/[Link])
𝑇 = temperatura do combustível (oC)
𝑇 ∗= temperatura de referência (oC)
Calor útil consumido na produção de vapor (𝑞 ̇ )
𝑞 ̇ = 𝑚̇ (ℎ − ℎ ) (2)
Onde
ℎ = (1 − 𝑥)ℎ + 𝑥ℎ , para vapores úmidos
𝑞 ̇ = calor absorvido pelo vapor (kW)
𝑚̇ = massa total de vapor que deixa o tambor (kg/s)
ℎ = entalpia do vapor que deixa o tambor (kJ/kg)
ℎ = entalpia da água na entrada do tambor (kJ/kg)
ℎ = entalpia do líquido saturado (kJ/kg)
ℎ = entalpia do vapor saturado (kJ/kg)
𝑥 = título do vapor
Calor associado aos gases da chaminé e cinzas leves (𝑞 ̇ )
𝑞 ̇ = 𝑚̇ 𝐶𝑝 𝑇 − 𝑇 ∗ + 𝑚 ̇ 𝐶𝑝 𝑇 − 𝑇∗ (3)
Gases: CO2, SO2, H2O, N2 e O2
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𝐶𝑝 = ∑ 𝑥 𝐶𝑝
Sendo
𝑞 ̇ = energia associada aos gases da chaminé (kW)
𝑚̇ = massa de gases de combustão (kg/s)
𝑚 ̇ = massa de cinzas volantes, arrastada pelos gases (kg/s)
𝑇 = temperatura dos gases (oC)
𝑥 = fração mássica do componente i, nos gases de combustão.
𝐶𝑝 = calor específico médio do componente i (kJ/[Link])
𝐶𝑝 = calor específico médio das cinzas (kJ/[Link])
Cálculo da eficiência ou rendimento térmico da caldeira ()
Método direto
É dado pelo quociente da energia utilizada na produção do vapor e a energia fornecida pelo
combustível
̇ ̇ ( )
= ̇
100 = ̇ ∆ ∆ ∆
100 (4)
Desprezando a energia associada aos fluxos de combustível e ar de combustão, teremos o valor
aproximado
̇ ( )
= ̇
. 100 (5)
Exemplo 1
Uma termelétrica a gás natural opera com uma caldeira que tem eficiência de 80% e produz
vapor saturado de 4000kPa para acionamento de uma turbina a vapor. Sabendo que a capacidade
da caldeira é de 10ton/h de vapor, consome GN seco (ANP – Rel. 2015) e a água de alimentação
da caldeira está disponível a 25ºC, determine:
a) O Consumo mensal de GN
b) A taxa de evaporação (mv/mcb)
Notas de aula – Prof. Pedro Melo 36
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Referências
1. Pera, I - Geradores de vapor (Caldeiras)
2. Garcia, R - Combustíveis e combustão Industrial. Ed Interciência. 2004
3. Lora, E. E. S, Nascimento, M. A. R - Geração Termelétrica. Ed Interciência. 2004
4. CENPEQ, Petroquisa - Geração e distribuição de vapor. 1987
5. Torreira, R. P – Geradores de Vapor. Ed. Libris. 1995
6. Lora, E. E. S – Eficiência energética no uso de vapor. Eletrobrás. 2005
7. ANP – Agencia Nacional de Petróleo. [Link]
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