Anestésicos locais:
Sais anestésicos:
• Lidocaina:
-POTÊNCIA- Baixa (2).
-TOXIXIDADE - Baixa (2).
-VASODILATAÇÃO - Intermediária.
-GESTANTE (classificação de risco para o feto)
- INÍCIO DA AÇÃO - 2 a 3 minutos.
-METABOLIZAÇÃO - Hepático.
-CONCENTRAÇÃO - 1 e 2% (com e sem vaso) e 5%(tópica).
-DOSE MÁXIMA - 7 mg/Kg 500 mg
• Prilocaína:
-POTÊNCIA- Baixa (2).
- TOXIXIDADE - Baixa (1).
-VASODILATAÇÃO - Leve.
-GESTANTE (classificação de risco para o feto)
- INÍCIO DA AÇÃO - 3 a 4 minutos.
-METABOLIZAÇÃO - Hepático.
-CONCENTRAÇÃO - 3 a 4%.
-DOSE MÁXIMA – 8 mg/Kg MG até o máximo de 600 mg.
-Risco de meta-hemoglobina (aumento de meta-hemoglobina no sangue →
paciente fica roxeado pois os tecidos não estão oxigenados e por conta disso,
não é indicada para gestantes (por conta do feto) e anêmicos, já que os
mesmos não podem sofrer essa falta de oxigenação. Além disso, como é
geralmente associada a felipressina (gera contração uterina), se torna mais um
motivo para não indica-la a gestantes.
• Mepivacaína:
-POTÊNCIA- Baixa (2).
-TOXIXIDADE - Baixa (2).
-VASODILATAÇÃO - Leve.
-GESTANTE (classificação de risco para o feto.
- INÍCIO DA AÇÃO - 1,5 a 2 minutos.
-METABOLIZAÇÃO - Hepático.
-CONCENTRAÇÃO - 2% com vaso e 3% sem vaso.
-DOSE MÁXIMA - 6,6 mg/Kg 400 mg
• Articaína:
- POTÊNCIA- Baixa (2).
- TOXIXIDADE - Baixa (2).
- VASODILATAÇÃO - Intermediária.
-GESTANTE (classificação de risco para o feto)
-INÍCIO DA AÇÃO - 1 a 2 minutos.
- METABOLIZAÇÃO - Plasma sanguíneo e hepático.
-CONCENTRAÇÃO - 4%.
-DOSE MÁXIMA - 7 mg/Kg 500 mg
- É um anestésico HÍBRIDO (éster-amida). Indicado para pacientes com
insuficiência hepática (HEPATOTÓXICOS).
-Contraindicada a pacientes alérgicos a enxofre/sulfa.
• Bupivacaína:
-POTÊNCIA- Alta (4).
-TOXIXIDADE - Baixa (2).
-VASODILATAÇÃO - Alta.
-GESTANTE (classificação de risco para o feto)
-INÍCIO DA AÇÃO - 6 a 10 minutos.
-METABOLIZAÇÃO - Hepático.
-CONCENTRAÇÃO - 0,5%.
-DOSE MÁXIMA - 2 mg/Kg 90 mg
-Não é recomendada para menores de 12 anos pelo risco de mordedura nos
lábios e língua.
-Útil para controle da dor pós operatória apenas nas primeiras horas, pois
aumenta a intensidade da dor no local da aplicação 24h após o procedimento.
Vasoconstritores:
• Epinefrina: Primeira escolha para a maioria dos procedimentos odontológicos
na maioria dos pacientes, incluindo crianças, gestantes e idosos. Em pacientes
com doenças cardiovasculares a dosagem de epinefrina deve ser reduzida.
Concentração: 1:100000 (1g: 100000ml) – mais indicada. Dose máxima segura:
em pacientes saudáveis – 0,2 mg por sessão (equivale a 33 11 tubetes de 1,8
ml); pacientes com doença cardíaca (ASA III ou ASA IV) – 0,04 mg (equivale a 2
tubetes). Pode elevar a glicemia. Evitar em pacientes diabéticos
descompensados.
• Norepinefrina: Não apresenta nenhuma vantagem sobre a epinefrina e a
maioria dos relatos de reações adversas a vasoconstritores ocorre com o uso da
noradrenalina, como cefaléias intensas, elevação da pressão arterial, necrose e
descamação tecidual. Em função disso, seu uso em Odontologia está sendo
abolido.
• Corbadrina: Possui menor atividade vasopressora e não apresenta nenhuma
vantagem sobre a epinefrina. Dose máxima: 1 mg por consulta para qualquer
paciente (11 tubetes). Concentração disponível: 1: 20000 (1 g: 20000 ml).
• Fenilefrina: Vasoconstritor sintético. Na concentração empregada, promove
vasoconstrição prolongada. Os efeitos adversos, quando na sobredosagem,
também são mais duradouros. Não apresenta vantagem sobre a epinefrina.
Dose máxima: 4 mg por consulta para pacientes saudáveis (5,5 tubetes) e de
1,6 mg para pacientes ASA III e ASA IV (2 tubetes). Concentração disponível:
1:2500 (1 g: 2500 ml).
• Felipressina: Vasoconstritor sintético análogo da vasopressina (ADH). Por sua
semelhança com a ocitocina, pode induzir contrações uterinas, sendo contra
indicada para grávidas. Presente em soluções em que o sal anestésico é a
prilocaína. Dose máxima: 0,27 UI por consulta para pacientes ASA III e ASA IV (5
tubetes). Em pacientes saudáveis, a dose máxima é maior. Concentração
disponível: 0,03 UI/ml.
Cuidados especiais:
• Prilocaína e Articaína: não devem ser utilizadas em pacientes gestantes, pois
podem levar a metamoglobinemia, tanto a mãe, quanto o feto.
• Prilocaína - apresenta felipressina como seu vasoconstritor, podendo estimular
contrações uterinas.
• Mepivacaína - deve ser evitada na gestação e na lactação, pois possui má
metabolização pelo bebê. O período ideal para procedimentos em gestantes é
o 2° trimestre. Procedimentos mais invasivos ou fora desse período, devem ser
realizados após o nascimento do bebê.
• Pacientes diabéticos - é contraindicado uso de Adrenalina, pois provoca a
quebra de glicogênio em glicose podendo causar hiperglicemia.
• Articaína - é considerada de duração intermediária, sua biotransformação se
inicia no plasma e sua meia vida plasmática é menor que a dos outros
anestésicos, isso faz com que seja excretada com mais rapidez pelos rins.
Pacientes idosos dependem da situação de saúde para escolha do anestésico
Indicações:
• GESTANTES - Lidocaína, epinefrina.
• IDOSOS - Articaína, epinefrina (depende do a.
• HIPERTENSOS, DIABÉTICOS E CARDIPATAS: Prilocaína, felipressina
Escolha da solução anestésica:
• Procedimentos de curta e média duração que demandem anestesia > 30
minutos:
- Lidocaína 2% com epinefrina 1:100000.
-Mepivacaína 2% com epinefrina 1:100000.
-Articaína 4% com epinefrina 1:100000.
-Prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/ml. 35 10.3.2.
• Procedimentos mais invasivos ou de maior tempo de duração (tratamento
endodôntico, exodontias, implantes, enxertos, etc):
- Lidocaína 2% com epinefrina 1:100000.
- Articaína 4% com epinefrina 1:100000 ou 1:200000.
- Bupivacaína 0,5% com epinefrina 1:200000.
• Na contra indicação absoluta ao uso de epinefrina, em procedimentos de
curta e média duração que demandem anestesia pulpar de até 30 minutos:
-Mepivacaína 3% sem vasoconstritor – promove anestesia pulpar de 20 a 40
minutos.
• Na contra indicação absoluta ao uso de epinefrina, em procedimentos que
demandem de anestesia pulpar com duração > 30 minutos:
- Prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/ml.
Técnicas anestésicas – maxila
Nervo alveolar superior posterior:
• Áreas anestesiadas: molares superiores, exceto a raiz mesiovestibular do
primeiro molar; tecido periodontal, osso, periósteo, tecido conjuntivo e a
mucosa vestibular adjacente à região.
• Técnica: Introduzir a agulha curta (calibre 25) na altura da prega
mucovestibular acima do 2º MS. Avançar a agulha para cima, para dentro e
para trás em um só movimento. Introduzir aproximadamente 16 39 mm da
agulha, e injetar a solução anestésica.
Nervo alveolar superior médio:
• Áreas anestesiadas: primeiro e segundo pré-molares, raiz mesiovestibular do
primeiro molar superior; tecido periodontal, osso, periósteo, tecido conjuntivo e a
mucosa vestibular adjacente à região.
• Técnica: Introduzir a gulha curta (calivre 25 ou 27) na altura da prega mucovestibular
acima do 2º PMS. Área-alvo: Osso maxilar acima do ápice do 2ºPMS. Injetar o
anestésico lentamente.
Nervo alveolar superior anterior:
• Áreas anestesiadas: incisivo central, incisivo lateral, canino, maxilar, tecidos
periodontais, osso, periósteo, mucosa vestibular adjacente à região e lábio
superior.
• Técnica: introduzir a agulha longa de calibre 25 na altura da prega muco-vestibular
diretamente sobre o 1º PMS. Área-alvo: Forame infra-orbitário. Afastar o lábio e
introduzir a agulha lentamente até o toque com o osso (agulha paralela com o eixo
longitudinal do dente.
-Observação: as fibras desse ramo podem cruzar o plano mediano, então deve-se
anestesiar também o lado oposto, para anestesiar incisivo central.
Nervo infraorbital:
• Áreas anestesiadas: incisivo central, incisivo lateral, canino, primeiro e segundo
pré-molares e raiz mesiovestibular do primeiro molar superior; tecido gengival
vestibular, osso alveolar da região, periósteo, pálpebra inferior, asa do nariz e lábio
superior.
• Técnica: introduzir a agulha na prega muco-jugal, de preferência, no primeiro pré-
molar superior. Avançar a agulha lentamente até tocar suavemente o osso, sendo
o ponto de contato a borda superior do forame infraorbital e a profundidade de
penetração da agulha de 16 mm. Injetar o anestésico lentamente, na quantidade
de aproximadamente 0,9 a 1,2 ml de solução anestésica.
Nervo palatino maior:
• Áreas anestesiadas: Porção Posterior do palato duro e tecidos moles
sobrejacentes anteriormente até o 1º pré-molar e medialmente até a linha média.
• Técnica: Introduzir a agulha longa (calibre 27) nos tecidos moles levemente
anterior ao forame palatino maior. Referência: Junção do processo alveolar
maxilar e osso palatino. Colocar um cotonete na junção do processo alveolar
palatino maxilar com o palato duro. Introduzir a agulha na profundidade de 4 mm
e injetar o anestésico lentamente
Nervo nasopalatino:
• Áreas anestesiadas: Porção anterior do palato duro (tecidos moles e duros)
desde a face mesial do 1ºPMS direito até a face mesial do 1ºPMS esquerdo.
• Técnica: Agulha curta (calibre 27). Área de introdução: Mucosa palatina
imediatamente lateral à papila incisiva. Bisel voltado para os tecidos moles
palatinos. Aproximar-se em um ângulo de 45º com a papila, comprimir com um
cotonete a papila e penetrar até a agulha até tocar o osso do forame incisivo.
Técnicas anestésicas – Mandíbula
Nervo alveolar inferior
• Área anestesiada: Dentes Inferiores até alinha média, Corpo da mandíbula, porção
inferior do ramo. Muco Perios. V, membrana mucosa anterior ao 1º PMI(Nervo
mentoniano), 2/3 anteriores da língua e assoalho oral, tecidos moles e periósteo
lingual(nervo lingual).
• Técnica: Introduzir a agulha longa (calibre 25) na mucosa da face medial do ramo
mandibular, na intersecção de 2 linhas: Uma horizontal(altura da injeção) e outra
vertical (Plano ântero-posterior da injeção). Inserir a agulha numa posição de 3/4
entre a borda anterior do ramo da mand. e a parte mais profunda na rafe
pterigomandibular. Agulha acima dos molares.
Nervo bucal:
• Áreas anestesiadas: Tecidos moles vestibulares e periósteo bucal da região de
molares inferiores.
• Técnica: Introduzir a agulha longa (calibre 25) na membrana mucosa distal e
vestibular, até o molar mais distal no arco. Introduzir a agulha na mucosa
vestibular distal do molar mais distal presente no arco mandibular na
profundidade máxima de 4 mm e injetar o anestésico lentamente.
Nervo lingual:
• Áreas anestesiadas: 2/3 anteriores da língua, assoalho bucal, tecidos moles
línguais e periósteo de toda a hemi-arcada.
• Técnica: Introduzir a agulha na posição 3/4 entre a borda anterior do ramo da
mandíbula e a rafe pterigomandibular (para o bloqueio do alveolar inferior),
encostar no osso e recuar 1mm para o bloqueio do nervo lingual na mesma região
Nervo mentoniano:
• Áreas anestesiadas: Mucosa da boca anterior ao forame mentoniano(ao redor do
segundo pré-molar) até a linha média e pele do
• Técnica: Introduzir a agulha curta (calibre 25 ou 27) na prega muco vestibular no
forame mentoniano ou imediatamente anterior a ele .Perfurar a mucosa no local
da injeção no canino ou 1ºPM, orientando a seringa para o forame mentoniano.
Nervo incisivo:
• Áreas anestesiadas: 2/3 anteriores da língua, assoalho bucal, tecidos moles
línguais e periósteo de toda a hemi-arcada.
• Técnica: Introduzir a agulha na posição 3/4 entre a borda anterior do ramo da
mandíbula e a rafe pterigomandibular (para o bloqueio do alveolar inferior),
encostar no osso e recuar 1mm para o bloqueio do nervo lingual na mesma região.
Volumes recomendados de anestésicos locais para cada técnica:
•
AINES – Anti-inflamatorios não esteroidais
Diclofenaco:
• Efeitos: Analgésico, antitérmico e anti-inflamatório.
• Efeitos adversos: Sintomas gastrintestinais e elevação das enzimas hepáticas.
• Contraindicação: Porfiria, úlcera gástrica ou sangramento gastrientisnal ativo,
história de alergia grave ao ácido acetilsalicídico, corticoterapia ou anti-
inflamatório não hormonal e hepatopatias.
• Dose:
- Adultos 50 mg, 8/8h (3x ao dia), 75 mg 2 vezes/dia. 100mg, 2x dia.
- Crianças Não é indicado.
- Adoslecentes acima de 14 annos: 50 mg. 3x ao dia
Ibuprofeno:
• Efeitos: Analgésico, antitérmico e anti-inflamatório
• Efeitos adversos: distúrbios gastrintestinais indesejados.
• Contraindicação: Hipersensibilidade ao ibuprofeno, à aspirina ou outros AINES
hormonais. Úlcera gástrica ativa.
• Dose:
- Adultos (analgésico): 400 a 600 mg. 4/4h ou 6/6h. Dose máx. 3,2g/dia.
- Adulto (antitérmico): 200 a 400 mg/dose, 4/4h ou 6/6h.
- Adulto (anti-inflmatório): 400 a 600 mg/dose 6/6h ou 8/8h.
- Crianças: 5 a 10 mg/kg/dose, 6/6h ou 8/8h. → ÚNICO AINE INDICADO PARA
CRIANÇA
Nimesulida:
• Efeitos: Analgésico, antitérmico e anti-inflamatório.
• Efeitos adversos: não apresenta
• Contraindicação: Hemorrágia digestiva, úlcera péptica, disfunção renal ou hepatite
grave
• Dose:
- Adultos: comprimidos 100 mg – 1 a 2 vezes ao dia de 1 a 3 dias.
- Crianças: 5 mg/kg/dia (suspensão oral 10 mg/ml), ou 1 gota/kg (solução 50
mg/ml) duas vezes por dia. → Evitar em crianças com menos de 12 anos.
Anti inflamatórios esteroidais – AIES
Betametasona e Dexametasona:
• Efeitos: são potentes antiinflamatórios. Em Odontologia, são indicados no
controle de processos inflamatórios agudos, como traumas pós-cirúrgicos e
ulcerações bucais auto-imunes.
• Efeitos adversos: úlceras pépticas, hipertensão arterial, aumento da gordura
abdominal, síndrome de Cushing, catarata, glaucoma.
• Contraindicação (observação): a corticoterapia só deve ser utilizada após
tentativas com medicamentos de menor risco; empregam-se as menores doses
eficazes, pelo menor tempo possível; descontinuação do tratamento prolongado
deve ser lenta e gradual.
• Dose:
- Dexametasona – comprimido 4 mg – 1 ao dia
- Betametasona – comprimido 2 mg – 12/12h.
- Na Odontologia, geralmente usado 1h antes do procedimento. Após, receitar um
anti-inflamatório não esteroidal.
Analgésicos não opióides
Dipirona:
• Efeitos: Analgésico, antitérmico.
• Efeitos adversos: toxicidade gastrointestinal, reações cutâneas e discrasias
sanguineas
• Contraindicação: Na gravidez e na lactação, nefrites crônicas, discrasias
sanguíneas, alergia grave à aspirina e anti-inflmatórios não-hormonais.
• Dose:
- Dor leve a moderada: comp. 500 mg – 6/6 horas, por 24 a 48 horas.
- Dor moderada após procedimento invasivo: 1 g de dipirona logo após o
procedimento + doses de manutenção de 500 mg – 6/6 horas.
- Gotas: Tomas de 20 a 40 gotas.
- Crianças: ½ a 1 gota/ kg até o máximo de 20 gotas.
Paracetamol:
• Efeitos: Analgésico, antitérmico. Não possui efeito anti-inflamatório.
• Efeitos adversos: poucos e raros em doses ideais – reações cutâneas, náuseas,
vômitos.
• Contraindicação: hepatopatias graves e pacientes usando Varparina Sódic.
Analgésico seguro para uso em gestantes e lactantes.
• Dose:
- Adultos 500 a 1.000 mg/dose, 4/4h ou 6/6h. Dose máx. 4g/dia.
- Crianças (2 a 12 anos): 10/15 mg/kg/dose (4 a 5 doses).
-Solução em gotas 100mg/mL ou 10mg/gt: 1 gt/kg/dose. 100 mg ou 5mg/gt: 2 gt/
kg/dose.
Analgésicos opióides
Codeína e Tramadol:
• Efeitos: Efeito analgésico significativo. Indicado para tratar dores moderadas, que
não responderam bem a outros analgésicos, ou em caso de intolerância aos AINES.
• Efeitos adversos: Causa dependência e tolerância ao ser usado por muito tempo.
Induz náusea e vômitos, provoca depressão respiratória.
• Contraindicação: não possui
• Dose:
- Codeína: 15 a 30 mg – 4/4h por 2 a 3 dias
- Tramadol: 50 mg – 4/4h por 2 a 3 dias.
- Em Odontologia, comumente emprega-se a associação de analgésicos não-
opióides e opióides em doses fixas, por 2 a 3 dias, período em que as dores pós-
operatórias são mais intensas.
- Fosfato de codeína + paracetamol (uso oral de 30 mg + 500 mg, a cada 4 horas)
- Fosfato de codeína + diclofenaco sódico (uso oral de 50 mg + 50 mg, a cada 8
horas)
- Tramadol + paracetamol (uso oral de 37,5 mg + 325 mg, a cada 4 ou 6 horas).
Ansiolíticos
Os benzodiazepínicos são os ansiolíticos mais empregados em Odontologia para se obter
sedação mínima por via oral, devido à sua grande eficácia, relativa seletividade de efeitos,
baixa toxicidade e pouca capacidade de produzirem dependência. Os medicamentos
ansiolíticos estão indicados no tratamento da ansiedade aguda, resultante de estresse
transitório, não controlado por métodos não farmacológicos. Essa classe de medicamentos
não cura, apenas trata os sintomas da ansiedade, permitindo que o paciente se adapte melhor
à situação clínica.
Nome Doses usuais Doses usuais Doses usuais
genérico para adultos para idosos para crianças
Diazepam 5-10 mg 5mg 0,2-0,5 mg
Lorazepam 1-2 mg 1 mg Não recomendado
Aprazolam 0,5-0,75 mg 0,25-0,5 mg Não recomendado
Midazolam 7,5-15 mg 7,5 mg 0,25-0,5 mg
Traizolam 0,125-0,25 mg 0,06-0,125 mg Não recomendado
Nome Início da Meia-vida Duração do
genérico ação (min) Plasmática (H) efeito (horas)
Diazepam 60 20-50 12-24
Lorazepam 120 12-20 2-3
Aprazolam 60 12-15 1-2
Midazolam 30 1-3 1-2
Traizolam 30 1,7-5 1-2
Antibacterianos
Penicilinas (Amoxicilina, Ampicilina e Penicilina V):
• Indicações: tratamento de infecções bucais bacterianas
• Efeitos adversos: tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia. Muitos
interpretam esses sinais como alergia à penicilina, sendo que nem sempre são
sinais de hipersensibilidade.
• Dose:
- Uso terapêutico (adultos): amoxicilina – 500 mg – 8/8h por 7 dias; ampicilina e
penicilina V – 500 mg – 6/6h por 7 dias; amoxicilina + clavulanato de potássio –
500 mg + 125 mg – 8/8h por 7 dias.
- Uso terapêutico (crianças): amoxicilina – suspensão oral 250 mg/5 ml – dose de
manutenção 20 mg/kg – 8/8h por 7 dias. [Link].
-Uso profilático (adultos): amoxicilina – 2 g (4 cápsulas de 500 mg) – 1 hora antes
do procedimento.
- Uso profilático (crianças): amoxicilina - suspensão oral 250 mg/5 ml – dose de
manutenção 50 mg/kg – 1 hora antes do procedimento.
• Observação: algumas bactérias resistentes produzem enzimas betalactamases,
que conseguem destruir o anel betalactâmico das penicilinas, inativandoas. Nesses
casos, deve-se associar o uso com clavulanato de potássio.
Clindamicina:
• Indicações: usada para tratamento de infecções mais avançadas. Atualmente é o
fármaco de primeira escolha para tratamento de infecções em pacientes alérgicos
à penicilina em infecções graves ou profilaxia de endocardite infecciosa.
• Efeitos adversos: diarreia. Complicação mais importante é a colite
pseudomembranosa, caracterizada por diarreia com sangue.
• Dose:
-Uso terapêutico (adultos): clindamicina – 300 mg – 8/8h por 7 dias.
-Uso profilático: 21 Adultos: clindamicina – 600 mg – 1 hora antes do
procedimento.
Claritromicina e Azitromicina
• Indicações: Tratamento de abcessos periapicais agudos. Também são alternativas
para tratamento de pacientes alérgicos à penicilina.
• Efeitos adversos: aumenta o efeito de anticonvulsivantes, opióides, midazolam,
etc.
• Dose:
- Uso terapêutico (adultos): claritromicina – 500 mg – 12/12h por 5 a 7
dias;azitromicina – 500 mg – 1 vez ao dia por 3 dias.
- Uso terapêutico (crianças): claritromicina – suspensão oral 250 mg/5 ml – dose
de manutenção 7,5 mg/kg – 12/12h por 5 a 7 dias; azitromicina – suspensão oral
200 mg/5 ml – dose de manutenção 10 mg/kg – 1 vez ao dia por 3 dias.
- Uso profilático (adultos): claritromicina – 500 mg – 1 hora antes do
procedimento; azitromicina – 500 mg – 1 hora antes do procedimento.
- Uso profilático (crianças): claritromicina – suspensão oral 250 mg/5 ml – dose de
manutenção 15 mg/kg – 1 hora antes do procedimento; azitromicina – suspensão
oral 200 mg/5 ml – dose de manutenção 15 mg/kg – 1 hora antes do
procedimento.
Metronidazol:
• Indicações: infecções agudas como pericoronarite, abscessos periapicais,
periodontites agressivas, associado a amoxicilina.
• Efeitos adversos: gosto metálico na boca, dor estomacal, náuseas, vômitos. Pode
potencializar o efeito de anticoagulantes.
• Dose:
- Uso terapêutico (adultos): metronidazol – 250 ou 400 mg – 8/8h ou 12/12h por 7
dias.
Antivirais
Aciclovir:
• Indicações: tratamento de Estomatite herpética primária e Herpes labial
recorrente.
• Tratamento: aciclovir creme dermatológico 5% – aplicar 5 vezes ao dia por 5 dias;
aciclovir – comprimidos 200 mg – administrar, por via oral, 5 vezes ao dia por 5
dias.
• Observação: caso o paciente esteja com herpes labial deve-se adiar a consulta,
pois pode causar transferência do vírus para outros lugares da cavidade bucal,
além da sensação dolorosa e desconfortável para o paciente e o risco de
contaminação cruzada.
Antifúngicos
As candidoses bucais são infecções fúngicas que afetam a mucosa bucal, geralmente
oportunista, com variadas manifestações clínicas.
Nistatita:
• suspensão oral 100000 UI/ml – frasco com 50 ml – uso tópico.
• Bochechar com 5 ml 4 vezes ao dia por 14 dias. Reter a solução na boca por 2
minutos. Pode deglutir.
Cetoconazol:
• comprimidos 200 mg – uso oral – 1 comprimido por dia por 7-14 dias.
Miconazol:
• gel em bisnaga de 40 g – uso tópico – aplicar sobre a prótese 4 vezes ao dia por 7-
14 dias.
Exame periodontal
Sua finalidade é estabelecer o diagnóstico da doença, registrar a extensão dos danos por ela
causados e determinar os procedimentos necessários ao tratamento, o que, afinal, levará à
sugestão do prognóstico do caso.
Deve-se avaliar 6 sítios por dente ( v, dv, mv, p, MP,dp) → No periograma só anotamos 4
valores (os maiores de v e p).
Indíces avaliados
Indice de placa visível:
• Índice de placa corando: usa-se fuxina solução ou comprimido mastigável → onde tem
placa fica rosa.
• Índice o’leary:
- calculo que se faz após a coloração:
Ex: 20 (numero de dentes que o paciente tem) x 4 (numero de
faces) = 80. → 80 ----- 100%
40 ----- x =50%
- acima de 20% é um índice ruim.
Indice de sangramento gengival:
• Não é feito na clínica, pois fazer o índice de sangramento a sondagem é mais confiável.
• No sangramento a sondagem nós colocamos a sondam toda, enquanto no
sangramento gengival avaliamos apenas a margem gengival.
Profundidade de sondagem: não pode sangrar
• Cuidado com gengiva fina: não introduzir demais.
• Medida que vai da margem gengival até onde para a sonda.
• Como anotar essa medida? Contar os mm da sonda que entrou e anotar.
• Usa-se a sonda de Willians
• Faz a sondagem com a sonda paralela ao longo eixo do dente
Nível clinico de inserção
• Distância da JCE ao provável fundo do sulco/bolsa
• Objetivo: avaliar a progressão da destruição tecidual
Sangramento a sondagem:
• Objetivo: avaliar o grau de inflamação no fundo da bolsa periodontal.
Comprometimento de furca:
• Utiliza-se a sonda de nabers
• Grau 2 e 3: faz tunelização (procedimento cirúrgico que visa aumentar o tamanho
da furca através do contorno do osso ou por remodelação interna das raízes) → O
objetivo deste procedimento é promover espaço para higienização da área de
furca.
Mobilidade:
• Avalia-se com 2 instrumentais rombos
• Grau 1: 0,2 a 1 mm (mobilidade horizontal)
• Grau 2: mais de 1 mm
• Grau 3: mobilidade horizontal e vertical
Classificação:
Saúde:
• Gengiva na cor rosa, contorno festonado e papila preenchendo os espaços proximais.
Além disso, só pode-se dizer que o paciente tem saúde depois que fizer o periograma.
• Sangramento a sondagem menor ou igual a 10%.
- Ex: 30 (dentes) x 4 (faces) = 120
120 -----100%
12 (faces com placa) ----- x = 10%
• Parâmetros para saúde:
- Índice de placa visível < 20%
- Índice de sangramento gengival ok
- Profundidade de sondagem ok
- Nível clinico de inserção ok
- Sangramento a sondagem < 10%
- Comprometimento de furca ok
- Mobilidade ok
Gengivite:
• Parâmetros para gengivite:
- Índice de placa visível < 20%
- Índice de sangramento gengival ok
- Profundidade de sondagem ok
- Nível clinico de inserção ok
- Sangramento a sondagem > 10%
- Comprometimento de furca ok
- Mobilidade ok
• Tratamento: Raspagem com cureta ou ultrassom e ensinar o paciente a
higienização correta
Periodontite:
• Diagnóstico: Profundidade de sondagem e nível clinico de inserção
• Divisão dos terços para identificar o estágio da periodontite:
• Índice de perda óssea:
- Ex: 6 (quantidade de perda óssea)/9 (total que ele deveria ter) x 100 = 66% → 66/37
(idade do paciente)=1,7 (alto risco)
• Estágios da periodontite:
• Graus da periodontite:
Referências:
Material de apoio cedido pela professora da disciplina.
Material cedido pela Laryssa Hillary, dona do instagram acadêmico @odontostudyy
ANDRADE, E. D. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia. 3. Ed. São Paulo: Artes Médicas,
2014.
MALAMED, S. F. Manual de Anestesia Local. 6. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.