Resumo de Processual Civil – Daniele
1. Processo e Direito Material
• O processo é uma ferramenta para efetivar o direito material, sendo uma
relação jurídica entre o Estado, autor e réu.
• A distinção entre processo e direito material é importante, onde o processo
é necessário quando há uma violação do direito material.
2. Evolução da Visão do Processo
• Fase Sincretista: O processo era visto como parte do direito material.
• Fase Autonomista: O processo ganhou status de ciência autônoma.
• Fase Instrumentalista: O processo passou a ser visto como um
instrumento para a aplicação da justiça.
• Neoprocessualismo: O processo é influenciado por princípios
constitucionais, destacando-se a importância da Constituição no direito
processual.
3. Normas Processuais
• A lei processual no espaço se aplica em todo o território nacional,
conforme o Art. 13 do CPC.
• A lei processual no tempo se aplica imediatamente aos processos em
curso, respeitando o isolamento dos atos processuais, o que significa que
os atos processuais são regidos pela lei vigente no momento da sua
prática.
4. Princípios Processuais
Os princípios orientam a interpretação e a aplicação das normas processuais,
com destaque para:
4.1. Devido Processo Legal
• Garante que ninguém será privado de liberdade ou bens sem que um
processo justo ocorra. Existem duas manifestações:
o Formal: Respeito às regras processuais.
o Material: As normas processuais devem ser razoáveis e
equilibradas.
4.2. Contraditório
• O contraditório assegura o direito das partes de participar ativamente no
processo. Pode ser:
o Formal: Direito de participar e se manifestar no processo.
o Material: Direito de influenciar a decisão com base nas alegações e
provas.
4.3. Princípio da Ação
• O processo só começa por iniciativa da parte interessada, conforme o Art.
2º do CPC, e a jurisdição é inerte.
4.4. Juiz Natural
• Ninguém pode ser processado ou julgado por tribunal de exceção. O
princípio assegura que o julgamento será conduzido por autoridade
competente.
4.5. Inafastabilidade da Jurisdição
• Prevê que nenhuma ameaça ou lesão a direito será excluída da apreciação
do Poder Judiciário (Art. 3º do CPC).
4.6. Indeclinabilidade
• O juiz não pode se eximir de julgar alegando lacuna ou obscuridade na lei,
devendo recorrer a métodos como a analogia e princípios gerais do direito
(Art. 140 do CPC).
4.7. Imparcialidade
• O juiz deve agir com total imparcialidade, garantindo a equidade no
julgamento, conforme estabelecido na Convenção Interamericana de
Direitos Humanos.
4.8. Princípio Inquisitivo
• O juiz pode determinar a produção de provas necessárias ao julgamento,
mesmo que de ofício (Art. 370 do CPC).
4.9. Duração Razoável do Processo
• Estabelece que o processo deve ser resolvido em um prazo razoável,
garantindo que as partes não sofram com a demora excessiva (Art. 5º,
LXXVIII da CF).
4.10. Primazia do Julgamento de Mérito
• O juiz deve evitar a extinção do processo sem resolução de mérito. A
extinção com mérito é preferível, pois resolve o conflito.
4.11. Boa-Fé
• Todos os participantes do processo devem agir com lealdade e boa-fé,
sendo vedada a litigância de má-fé (Art. 5º do CPC).
4.12. Cooperação
• Todos os envolvidos no processo devem cooperar para uma solução justa e
eficiente em tempo razoável (Art. 6º do CPC).
4.13. Igualdade
• Garante o tratamento igualitário das partes no processo, com a
possibilidade de tratamento diferenciado para assegurar a igualdade
material (Art. 7º do CPC).
4.14. Vedação à Decisão Surpresa
• Proíbe o juiz de tomar decisões sem dar às partes a oportunidade de se
manifestarem sobre o tema (Art. 10 do CPC).
4.15. Publicidade
• Todos os atos processuais devem ser públicos, exceto nos casos de
segredo de justiça, conforme o Art. 11 do CPC.
5.16. Motivação
• As decisões judiciais devem ser devidamente fundamentadas, explicitando
as razões concretas que levaram à conclusão (Art. 489 do CPC).
4.17. Persuasão Racional do Juiz
• O juiz deve formar seu convencimento com base nas provas dos autos, de
forma fundamentada e não arbitrária (Art. 371 do CPC).
6. Aplicação das Normas Processuais
• As normas processuais brasileiras aplicam-se imediatamente aos
processos em curso, mas respeitam os atos processuais já realizados sob
a lei anterior. Isso segue o princípio de que a norma processual não
retroage (Art. 14 do CPC).
6. Disposições Suplementares
• O CPC é aplicável supletiva e subsidiariamente nos processos eleitorais,
trabalhistas e administrativos, na ausência de norma específica (Art. 15 do
CPC).
Jurisdição
• Definição: A jurisdição é a função estatal de aplicar o direito ao caso
concreto, com decisão revestida de definitividade.
• Autotutela: Forma de resolução de conflitos em que a parte impõe sua
vontade por meio de força. É admitida em casos excepcionais, como a
legítima defesa.
• Autocomposição: Solução amigável entre as partes, como a mediação e
conciliação, regulada pelo Novo CPC.
• Arbitragem: Mecanismo onde as partes optam por não submeter a
controvérsia ao judiciário, e sim a um árbitro que decidirá o caso.
Características da Jurisdição
1. Substitutividade: A vontade das partes é substituída pela decisão judicial.
2. Unicidade: A jurisdição é indivisível, sendo uma função única do Estado.
3. Inafastabilidade: A lei não pode excluir da apreciação do judiciário lesão
ou ameaça a direito.
4. Indelegabilidade: A jurisdição não pode ser delegada.
5. Inevitabilidade: As partes estão submetidas à jurisdição, não podendo se
esquivar.
6. Definitividade: As decisões podem adquirir coisa julgada, tornando-se
imutáveis.
Classificação da Jurisdição
• Quanto à matéria: Penal e não penal.
• Quanto à especialidade: Comum (federal e estadual) e especializada
(trabalho, eleitoral, militar).
Espécies de Jurisdição
1. Contenciosa: Quando há conflito de interesses entre as partes.
2. Voluntária: Não há litígio, apenas interesses convergentes (ex.: divórcio
amigável).
3. Direito de Ação
O direito de ação se manifesta em duas perspectivas:
1. Ampla: Refere-se ao acesso à justiça.
2. Estrita: Refere-se ao direito de obter uma decisão de mérito.
Teorias da Ação
1. Teoria Imanentista: A ação é parte do direito material.
2. Teoria da Ação como Direito Autônomo e Concreto: A ação é autônoma,
mas só se manifesta com uma vitória judicial.
3. Teoria Abstrata: O direito de ação é autônomo e abstrato.
4. Teoria Eclética: Ação é um direito abstrato, mas há condições mínimas
para seu exercício.
Condições da Ação
1. Interesse e legitimidade: Necessário para postular em juízo (Art. 17 do
CPC).
2. Legitimidade extraordinária: Alguém pode postular em nome de terceiro
(ex.: Ministério Público em ações coletivas).
3. Substituição processual: O substituído pode intervir como assistente
litisconsorcial.
4. Ação meramente declaratória: Admissível mesmo que já tenha ocorrido
violação de direito (Art. 20 do CPC).
Elementos da Ação
1. Partes: Autor e réu.
2. Causa de Pedir: Motivos de fato e de direito que fundamentam a demanda.
3. Pedido: Pretensão que se busca com a demanda (Art. 322 do CPC).
4. Limites da Jurisdição Nacional e Cooperação Internacional
Define a competência da jurisdição nacional em casos que envolvem partes ou
atos no exterior.
Competência Concorrente
• A demanda pode ser conhecida tanto no Brasil quanto no exterior. Para que
a decisão estrangeira seja cumprida no Brasil, é necessário homologação
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) (Art. 21 do CPC).
Competência Exclusiva
• Em algumas matérias (ex.: imóveis situados no Brasil), somente a
jurisdição brasileira pode julgar, e decisões estrangeiras nessas matérias
não são homologadas pelo STJ (Art. 23 do CPC).
Litispendência
• A ação proposta no exterior não impede que a jurisdição brasileira conheça
da mesma causa (Art. 24 do CPC).
Cláusula de Eleição de Foro
• As partes podem eleger foro estrangeiro em contratos internacionais, mas
isso deve ser alegado na contestação (Art. 25 do CPC).
Cooperação jurídica internacional no processo civil
1. Competência Concorrente (Art. 21 e 22)
• Art. 21: A jurisdição brasileira pode processar e julgar ações quando:
o O réu está domiciliado no Brasil (Ex: uma empresa estrangeira com
filial no Brasil).
o A obrigação tem que ser cumprida no Brasil.
o O fato ocorreu no Brasil.
• Art. 22: Outras situações incluem:
o Ações de alimentos, quando o credor ou réu tem vínculos no Brasil.
o Ações de consumo quando o consumidor reside no Brasil.
o Quando as partes escolhem a jurisdição nacional, seja de forma
expressa ou tácita.
2. Competência Exclusiva (Art. 23 e 24)
• Art. 23: A autoridade judiciária brasileira tem competência exclusiva para:
o Ações relacionadas a imóveis no Brasil.
o Sucessão hereditária de bens situados no Brasil.
o Partilha de bens no divórcio, mesmo que o autor seja estrangeiro.
• Art. 24: A litispendência (ação idêntica ajuizada em tribunal estrangeiro)
não impede que a jurisdição brasileira conheça a causa. No entanto, há a
possibilidade de homologar sentença estrangeira.
3. Cláusula de Eleição de Foro (Art. 25)
• Art. 25: A jurisdição brasileira não processa uma ação se houver uma
cláusula de eleição de foro estrangeiro, desde que esta seja invocada pelo
réu. Porém, se houver competência internacional exclusiva, esta cláusula
não se aplica.
4. Disposições Gerais da Cooperação Internacional (Art. 26 e 27)
• Art. 26: A cooperação jurídica internacional será regida por tratados dos
quais o Brasil é signatário e seguirá princípios como:
o Respeito ao devido processo legal.
o Igualdade de tratamento entre nacionais e estrangeiros.
o Publicidade processual, salvo em casos de sigilo.
• Art. 27: A cooperação pode incluir:
o Citação, intimação e notificação judicial.
o Colheita de provas.
o Homologação e cumprimento de decisões.
o Medidas de urgência.
o Assistência jurídica internacional.
4. Auxílio Direto (Art. 28 a 34)
• Art. 28: O auxílio direto ocorre quando a medida solicitada não depende de
decisão judicial estrangeira. O auxílio pode ser ativo (pedido pelo Brasil) ou
passivo (solicitado por autoridade estrangeira).
• Art. 30: O auxílio pode ser utilizado para obter ou prestar informações,
colher provas e outras medidas não proibidas pela lei brasileira.
• Art. 33: Recebido o pedido de auxílio direto passivo, a AGU (Advocacia-
Geral da União) requer a medida solicitada em juízo.
5. Carta Rogatória (Art. 35 e 36)
• Art. 36: A carta rogatória é uma forma de comunicação jurídica entre
autoridades judiciais de países diferentes. O STJ é responsável por
processar essas cartas, garantindo o devido processo legal. Não se pode
revisar o mérito da decisão estrangeira.
6. Disposições Comuns (Art. 37 a 41)
• Art. 37: O pedido de cooperação internacional feito por autoridade
brasileira deve ser encaminhado à autoridade central para envio ao Estado
requerido.
• Art. 39: O pedido de cooperação pode ser recusado se ofender
manifestamente a ordem pública.
• Art. 40: A execução de decisões estrangeiras no Brasil se dá por carta
rogatória ou ação de homologação de sentença estrangeira.
• Art. 41: Documentos encaminhados por meio de autoridade central são
considerados autênticos, dispensando formalidades como autenticação
ou legalização.
Competência
A competência é a delimitação da jurisdição que cada juiz ou tribunal pode
exercer, determinando onde e por quem uma ação será julgada.
Competência Absoluta vs. Relativa
• Absoluta:
o Gera nulidade absoluta.
o Pode ser arguida a qualquer momento.
o Não é prorrogável ou derrogável.
o Exemplos: competência por matéria, pessoa e juízo.
• Relativa:
o Gera nulidade relativa.
o Deve ser arguida pelo réu na contestação (Art. 337 do CPC).
o Pode ser prorrogada, como por continência ou conexão.
o Exemplo: competência territorial.
3. Critérios de Fixação da Competência
A competência pode ser determinada por vários critérios:
3.1. Matéria
A Constituição divide a justiça em comum (federal e estadual) e especializada
(trabalho, eleitoral, militar). A matéria é critério absoluto.
3.2. Valor da Causa
O valor pode definir a competência:
• Juizados Especiais: Competência relativa até 40 salários mínimos.
• Juizados Especiais Federais e da Fazenda Pública: Competência
absoluta para causas até 60 salários mínimos.
3.3. Critério Funcional
Critério hierárquico entre juízes e tribunais, é sempre absoluto. Exemplo: recurso
de sentença de um juiz será julgado pelo Tribunal de Justiça.
3.4. Critério Territorial
Critério geralmente relativo, define a comarca (território) onde a ação será
proposta.
3.5. Critério de Pessoa
Exemplos incluem a presença da União ou de suas entidades, o que desloca a
competência para a Justiça Federal. Este é um critério absoluto.
4. Competência Territorial
• Ações pessoais ou reais sobre bens móveis: Regra geral é o foro do
domicílio do réu (Art. 46 do CPC).
• Ações reais sobre imóveis: Competência do foro onde o imóvel está
situado (Art. 47 do CPC).
• Inventário e partilha: Foro do domicílio do autor da herança (Art. 48 do
CPC).
• Ações contra incapazes: Foro do domicílio do representante legal (Art. 50
do CPC).
5. Modificação de Competência
A competência relativa pode ser modificada por conexão ou continência (Art. 54
do CPC). Ações conexas têm o mesmo pedido ou causa de pedir, e a continência
ocorre quando uma ação abrange outra.
• Conexão: Processos com o mesmo pedido ou causa de pedir são reunidos
para decisão conjunta (Art. 55 do CPC).
• Continência: A ação continente (mais ampla) abrange a ação contida
(menos ampla) (Art. 56 do CPC).
6. Incompetência
A incompetência pode ser alegada:
• Absoluta: Pode ser arguida a qualquer tempo e deve ser declarada de
ofício (Art. 64 do CPC).
• Relativa: Deve ser arguida em preliminar de contestação. Caso não seja, a
competência se prorroga (Art. 65 do CPC).
7. Conflito de Competência
Ocorre quando dois juízes se consideram competentes (conflito positivo) ou
incompetentes (conflito negativo). O conflito pode ser suscitado por juiz, parte ou
Ministério Público, e é julgado pelo tribunal competente (Art. 66 do CPC).
8. Cooperação Nacional
Os órgãos do Poder Judiciário têm o dever de recíproca cooperação entre si para a
prática de atos processuais (Art. 67 do CPC). O pedido de cooperação pode ser
para citação, intimação, obtenção de provas, entre outros (Art. 69 do CPC).
Sujeitos processuais no processo civil
1. Art. 70 – Capacidade para estar em juízo
• Explicação: Qualquer pessoa com direitos e obrigações pode figurar como
parte em um processo judicial.
• Exemplo: Um proprietário de um imóvel pode entrar com uma ação judicial
para cobrar aluguéis atrasados.
2. Art. 71 – Representação de incapazes
• Explicação: Incapazes (menores, pessoas com deficiência intelectual,
etc.) são representados ou assistidos em juízo por pais, tutores ou
curadores.
• Exemplo: Um menor de idade, ao entrar com uma ação, será representado
por seus pais ou responsáveis legais.
3. Art. 72 – Curador especial
• Explicação: O juiz nomeia um curador especial para o incapaz que não tem
representante legal ou quando há conflito de interesses. Também se aplica
ao réu revel (não contestou a ação).
• Exemplo: Se uma pessoa com deficiência mental não tem familiares que
possam representá-la, o juiz nomeia um curador especial.
4. Art. 73 – Consentimento do cônjuge
• Explicação: Para ações envolvendo direitos reais imobiliários (como
compra ou venda de imóveis), é necessário o consentimento do outro
cônjuge, exceto se casados em regime de separação absoluta de bens.
• Exemplo: Um marido deseja vender uma casa que é propriedade do casal,
mas precisa do consentimento de sua esposa para realizar a transação.
5. Art. 74 – Supressão judicial do consentimento
• Explicação: Se o cônjuge nega injustificadamente o consentimento, o
outro pode pedir ao juiz que suprimam essa exigência.
• Exemplo: Se a esposa não autoriza a venda de um imóvel sem motivo
plausível, o marido pode solicitar ao juiz que permita a venda sem o
consentimento dela.
6. Art. 75 – Representação de entes em juízo
• Explicação: Este artigo define quem pode representar diferentes tipos de
entes, como a União, Estados, municípios, autarquias, etc., em processos
judiciais.
• Exemplo: A União é representada pela Advocacia-Geral da União (AGU) em
ações que envolvem o governo federal.
7. Art. 77 – Deveres das partes e procuradores
• Explicação: As partes e seus advogados devem atuar com lealdade,
expondo a verdade dos fatos e não apresentando defesas ou alegações
sem fundamento. Devem cumprir decisões judiciais sem criar obstáculos.
• Exemplo: Um réu que sabe ser devedor não deve negar o fato em juízo de
forma infundada, ou o juiz pode aplicar multas por má-fé.
8. Art. 78 – Proibição de expressões ofensivas
• Explicação: É proibido o uso de expressões ofensivas nos escritos
processuais. Se isso ocorrer, o juiz pode advertir o ofensor ou cassar sua
palavra.
• Exemplo: Se um advogado utilizar linguagem desrespeitosa em um
documento processual, o juiz pode riscar a expressão e advertir o
advogado.
9. Art. 79 – Responsabilidade por dano processual
• Explicação: Quem litiga de má-fé (por exemplo, usando o processo para
prejudicar a outra parte ou apresentando alegações falsas) é responsável
por perdas e danos.
• Exemplo: Uma pessoa entra com uma ação judicial infundada apenas para
atrasar a execução de um contrato, sendo condenada a pagar uma
indenização à parte adversa.
10. Art. 80 – Litigância de má-fé
• Explicação: Considera-se de má-fé aquele que, entre outras condutas,
altera a verdade dos fatos, usa o processo para objetivos ilegais ou resiste
injustificadamente ao andamento processual.
• Exemplo: Um devedor que falsifica documentos para evitar o pagamento
de uma dívida pode ser condenado por litigância de má-fé.
11. Art. 81 – Multa por má-fé
• Explicação: O juiz pode aplicar uma multa de até 10% do valor da causa à
parte que litiga de má-fé, além de condená-la a pagar indenização pelos
danos causados à outra parte.
• Exemplo: Um locatário entra com uma ação tentando impedir a execução
de uma ordem de despejo com base em argumentos falsos, e o juiz aplica a
multa por má-fé.
12. Art. 82 – Despesas processuais
• Explicação: Cabe às partes pagar as despesas processuais, como taxas
judiciais. O autor adianta as despesas e, ao final, o vencido reembolsa o
vencedor.
• Exemplo: Se um autor ganhar a causa, o réu vencido deve reembolsar as
despesas que o autor pagou para mover o processo.
13. Art. 85 – Honorários advocatícios
• Explicação: A sentença condena o vencido a pagar os honorários
advocatícios do advogado da parte vencedora, entre 10% e 20% do valor da
causa.
• Exemplo: Se uma pessoa vence uma ação para receber R$ 50.000, o réu
pode ser condenado a pagar entre R$ 5.000 e R$ 10.000 de honorários ao
advogado do autor.
14. Art. 98 – Gratuidade da justiça
• Explicação: Pessoas sem condições financeiras podem pedir gratuidade
de justiça, que cobre despesas processuais como custas, honorários e
taxas.
• Exemplo: Um trabalhador de baixa renda entra com uma ação contra seu
ex-empregador e recebe o benefício da gratuidade da justiça para não
pagar as custas do processo.
15. Art. 99 – Pedido de gratuidade
• Explicação: O pedido de gratuidade pode ser feito na petição inicial,
contestação ou no curso do processo.
• Exemplo: Um autor pede gratuidade ao ajuizar uma ação, e o juiz concede
o benefício se ele comprovar sua insuficiência financeira.
16. Art. 103 – Representação em juízo
• Explicação: As partes devem ser representadas por advogado inscrito na
OAB. Em casos excepcionais, a parte pode atuar em causa própria.
• Exemplo: Uma pessoa formada em Direito e inscrita na OAB pode atuar
como seu próprio advogado em um processo.
17. Art. 104 – Atuação sem procuração
• Explicação: O advogado pode atuar sem procuração para evitar preclusão,
decadência ou prescrição, mas deve exibi-la em 15 dias.
• Exemplo: Um advogado apresenta uma petição urgente sem procuração
para evitar que o direito de seu cliente seja prejudicado e depois regulariza
a situação.
18. Art. 105 – Procuração geral e poderes específicos
• Explicação: A procuração geral permite ao advogado atuar no processo,
exceto para atos que exigem poderes específicos, como confessar ou
renunciar.
• Exemplo: Um advogado precisa de uma procuração específica para
renunciar a um direito em nome de seu cliente.