0% acharam este documento útil (0 voto)
100 visualizações109 páginas

Assistente Contábil

Enviado por

Anderson Rodrigo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
100 visualizações109 páginas

Assistente Contábil

Enviado por

Anderson Rodrigo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1

Índice

AULA 1 – NOÇÕES BÁSICAS DE CONTABILIDADE..........................05

Principais Usuários da Contabilidade............................................................09


Exercícios.................................................................................................. 13
AULA 2 – PESSOAS FÍSICAS e JURÍDICAS.............................................14
Conceito de Pessoa................................................................................... 14
Pessoa Física............................................................................................. 14
Pessoa Jurídica.......................................................................................... 15
CPF............................................................................................................ 17
CNPJ.......................................................................................................... 20
Exercícios.................................................................................................. 22
AULA 3 – FIRMAS INDIVIDUAIS e SOCIEDADE.......................................23
Empresa Individual / Empresários e Autônomos.......................................23
Sociedades............................................................................................... 25
Exercícios.................................................................................................. 27
AULA 4 – SOCIEDADES EMPRESÁRIAS.................................................28
Tipos de Sociedades................................................................................. 28
Classificação das Sociedades....................................................................32
Exercícios.................................................................................................. 36
AULA 5 – FUNCIONAMENTO das SOCIEDADES - I..................................37
Sociedade Limitada.................................................................................. 37
Contrato Social......................................................................................... 41
Exercícios.................................................................................................. 48
AULA 6 – FUNCIONAMENTO das SOCIEDADES - II.................................49
Sociedade Anônima.................................................................................. 49
Estatuto Social.......................................................................................... 51
Exercícios.................................................................................................. 55
AULA 7 – CONSTITUIÇÃO de EMPRESAS...............................................56
1º.Passo: Precauções................................................................................ 56
2º.Passo: Escolha do Tipo de Sociedade...................................................57
3º.Passo: Nome da Empresa.....................................................................58
4º.Passo: Documentos Necessários..........................................................59
5º.Passo: Contrato Social..........................................................................60
6º.Passo: Regularização do Empreendimento...........................................61
7º.Passo: Outras Providências..................................................................64
Orgãos Fiscalizadores...............................................................................65
Exercícios.................................................................................................. 66
AULA 8 – NOTAS FISCAIS....................................................................67
Notas Fiscais............................................................................................. 67
Modelos de Nota Fiscal.............................................................................68
Nota Fiscal de Serviço...............................................................................70
Cupom Fiscal............................................................................................ 71
Pedido de Nota Fiscal................................................................................ 73
Alíquotas de ICMS..................................................................................... 74
CFOP......................................................................................................... 75
Exercícios.................................................................................................. 76
AULA 9 – INCIDÊNCIA dos IMPOSTOS - I..............................................77
IR – Imposto de Renda.............................................................................. 77
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.....................................81
PIS – Programa de Integração Social.........................................................82
COFINS – Contribuição Financeira Social..................................................83
Exercícios.................................................................................................. 85
AULA 10 – INCIDÊNCIA dos IMPOSTOS - II............................................86
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados...........................................86
2
II – Imposto de Importação.......................................................................87
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços....................88
ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza...........................89
Tabelas..................................................................................................... 90
Exercícios.................................................................................................. 94
AULA 11 – MATEMÁTICA FINANCEIRA - I..............................................95
Juros.......................................................................................................... 95
Juros Simples............................................................................................ 96
Juros Compostos....................................................................................... 99
Exercícios................................................................................................ 104
AULA 12 – MATEMÁTICA FINANCEIRA - II...........................................105
Regra de Três......................................................................................... 105
Porcentagem........................................................................................... 111
Exercícios................................................................................................ 114
AULA 13 – SIMPLES NACIONAL - INTRODUÇÃO...................................115
Definição................................................................................................. 115
Vantagens............................................................................................... 116
Abrangência............................................................................................ 118
Como Ingressar....................................................................................... 118
Prazos..................................................................................................... 121
Proibições............................................................................................... 123
Exercícios................................................................................................ 128
AULA 14 – SIMPLES NACIONAL – ENQUADRAMENTO...........................129
Anexo I.................................................................................................... 129
Anexo II................................................................................................... 130
Anexo III.................................................................................................. 131
Anexo IV................................................................................................. 133
Anexo V.................................................................................................. 134
Exercícios................................................................................................ 137
AULA 15 – SIMPLES NACIONAL – COMO CALCULAR e PAGAR...............138
Conceitos Básicos................................................................................... 138
Apuração das Bases de Cálculo..............................................................138
Determinação das Alíquotas...................................................................140
Forma de Pagamento.............................................................................. 142
Contribuição Previdenciária....................................................................143
Exercícios................................................................................................ 144
AULA 16 – BALANÇO PATRIMONIAL...................................................145
Objetivo.................................................................................................. 145
Exercício Social e Ciclo Operacional.......................................................145
Patrimônio.............................................................................................. 146
Classificação das Contas: Ativo e Passivo...............................................148
Exercícios................................................................................................ 153
AULA 17 – BALANÇO PATRIMONIAL...................................................154
Exercícios de Fixação - I..........................................................................154
AULA 18 – BALANÇO PATRIMONIAL...................................................159
Exercícios de Fixação - II.........................................................................159
AULA 19 – BALANÇO PATRIMONIAL...................................................164
Exercícios de Fixação - III........................................................................164
AULA 20 – ESCRITURAÇÃO................................................................169
Escrita Fiscal........................................................................................... 169
Regras.................................................................................................... 171
Exercícios................................................................................................ 173
AULA 21 – LIVROS FISCAIS - I...........................................................174
Livro Fiscal de Entrada............................................................................174
Livro Fiscal de Saída............................................................................... 179
Exercícios................................................................................................ 183
AULA 22 – LIVROS FISCAIS - II..........................................................184
Livro Fiscal de Apuração de I.P.I.............................................................184
3
Livro Fiscal de Apuração de I.C.M.S........................................................185
Livro Registro de Inventário....................................................................187
Livro de Utilização de Doc.Fiscais e Termo de Ocorrência......................189
Livro de Movimentação de Combustíveis................................................192
Livro de Movimentação de Produtos.......................................................194
Exercícios................................................................................................ 197

4
AULA 1:Noções Básicas de Contabilidade

Contabilidade? Fala sério!!!! Você deve ser louco!!!! Só vê matemática não é?

O diálogo anterior é dito 7 vezes em cada 10 comentários, quando alguém fica sabendo que
você entrou na faculdade para estudar contabilidade ou está fazendo um curso de Assistente
Contábil.
A realidade diz justamente o contrário, ou seja, ao entrar em um curso contábil, você não
estudará somente matemática.
Na verdade, estudará muito pouco disso em relação aos demais conteúdos.
Poucos sabem que um dos objetivos da contabilidade é simplesmente preparar relatórios para
os gestores (administradores), a fim de ajudar na análise e nas decisões da empresa.
Objetivo este atualmente totalmente distorcido pelo fisco (atualmente um contador passa
mais de 70% do seu tempo cumprindo obrigações impostas pelos governos, tais como
preenchimento de declarações).
Portanto, não saia pensando que o seu contador não faz alguns tipos de relatórios por que
não quer, às vezes não sobra tempo para ajudar no gerenciamento.
Um contador de uma empresa média pode chegar a ter que fazer mais ou menos 47
declarações durante um ano, algumas simples outras mais complexas, algumas até com mais
de 100 folhas, dependendo do tipo de atividade da empresa.
Se o objetivo da contabilidade é o de ajudar na administração da empresa através de
relatórios, por que quase a maioria dos empresários não a utiliza?
A resposta? Porque não possuem um pouco de conhecimento de contabilidade.
Você deve conhecer alguém que tenha uma empresa, pergunte se ele entende aquele monte
de números chamado balanço patrimonial que o contador manda para ele assinar no final do
ano.
O que esse empresário faz com esse balanço? Assina, afinal não foi isso que o contador
pediu?
O Sebrae divulga constantemente que a maioria das empresas que “quebram” é devido a
uma má gestão.
Agora vamos ao conveniente, você tem uma empresa, faz dela o seu ganha-pão, assim como
o sustento da sua família.
Você paga todo mês os honorários do seu contador e ele tem condições de fazer todos os
relatórios. Por que não usar esses relatórios para melhorar o gerenciamento da sua empresa?
No decorrer dessas aulas vamos adquirir alguns conhecimentos básicos para permitir que
você possa entender e analisar um balanço patrimonial de uma empresa assim como dos
demais relatórios contábeis.
Para isso necessitaremos adquirir esses conhecimentos básicos e iremos discuti-los um a um.
No final, temos certeza de que você, quando ver um balanço patrimonial de uma empresa, vai
encará-lo com outros olhos.
Vamos dar um exemplo de auxílio contábil para a gestão, exemplificando o que mais
preocupa os empresários: a carga tributária e o valor dos impostos.
Vale ressaltar que se trata de um exemplo hipotético!!!
Suponhamos que você descobriu como se faz um telefone especial, um telefone que lhe avisa
5 minutos antes de tocar quem vai te ligar. Esse aparelho é a febre do momento, todo mundo
quer comprar um.
O custo para você produzir esse aparelho é de R$ 60,00.
Você tem um amigo que montou uma loja de produtos eletrônicos, e ficou sabendo que ele
paga por um aparelho igual à quantia de R$ 100,00.
A primeira coisa que você pensaria seria: “bom, se eu gasto R$ 65,00 para produzir o telefone
especial, e as lojas estão comprando ele por R$ 100,00, eu poderia vender por R$ 85,00 e
ganhar muito dinheiro. Assim eu vou viajar, trocar de carro e, principalmente, largar meu
emprego”.
Aí você começa a produzir e fecha um grande contrato com uma rede de lojas. Ela quer
comprar de você 10.000 desses aparelhos. Contrato fechado. No primeiro mês a loja quer
1.000 aparelhos.
Qual o seu primeiro procedimento?
5
Calcular quanto você vai ganhar com esses 1.000 aparelhos no primeiro mês. Bom, se você
gasta R$ 65,00 por produto e produziu 1.000 unidades, você gastou R$ 65.000,00 para
produzi-los. Certo?
Você vendeu a R$ 85,00, então você ganhou R$ 85.000,00.
Diminuindo os seus gastos de R$ 65.000,00, sobram para você R$ 20.000,00.
Mesmo antes de receber você já começou a gastar, largou seu emprego, trocou de carro,
viajou com a família e etc.
Você se esqueceu de perguntar ao seu contador quanto você pagaria de imposto com a
venda desses produtos e como era o cálculo deles.
Passa-se um mês, você produziu e entregou os 1.000 aparelhos prometidos e recebeu a
quantia combinada.
Lá esta você na sua fábrica, quando chega o boy do seu contador com os impostos para você
pagar.
Quando você vê os valores você quase cai para trás, sua primeira reação é ligar para o
contador e dizer que ele errou nos cálculos e que tem que ter alguma coisa errada com esses
valores.
Então o contador te explica como ele chegou aos valores. Ele começa da seguinte forma:
- “Olha, o imposto X é 8% do seu faturamento, o imposto Y é 3% do seu faturamento e o
imposto Z é 15% do seu lucro”.
Então você faz os seus cálculos, sem saber é claro, se está fazendo de forma correta:
8 + 3 + 15 = 26
26% de R$ 20.000,00 (que foi o que você ganhou) = R$ 5.200,00.
Aí você confere com os cálculos do contador, cujo total dos impostos foi de R$ 12.350,00.
Nessa hora você já esta com raiva do contador, e pergunta:
- "Como você chegou a esses valores? Não disse que estava errado? Você está maluco? Se
eu pago esses R$ 12.350,00 como eu iria pagar o aluguel da fábrica, meus funcionários, a
conta de luz, a conta de telefone, o IPTU, o seguro e outras despesas e ainda sobrar algum
dinheiro para mim?"
O contador começa a te explicar:
- “O imposto X é 8% do seu faturamento: seu faturamento foi de R$ 85.000,00, então 8% de
85.000,00 é igual a R$ 6.800,00.”
- “O imposto Y é 3% do seu faturamento: seu faturamento foi de R$ 85.000,00, então 3% de
85.000,00 é igual a R$ 2.550,00.”
- “O imposto Z é 15% do seu lucro: seu lucro foi de R$ 20.000,00, então 15% de 20.000,00 é
igual a R$ 3.000,00”.
- “Totalizando: R$ 6.800,00 + R$ 2.550,00 + R$ 3.000,00 = R$ 12.350,00. Entendeu? Meus
cálculos estão corretos!”

Você mais uma vez achando que seu contador está errado:
- "Meu querido contador (com ar nervoso), você está fazendo os cálculos errados. Meu
faturamento não foi de R$ 85.000,00, meu faturamento foi de R$ 20.000,00. Eu faturei
somente R$ 20.000,00, que é a diferença de R$ 85.000,00 – R$ 65.000,00."
Nesse momento o contador entende seu equivoco e diz:
- “Ah!!!!! Você esta confundindo faturamento com lucro. Pela lei, Faturamento é tudo o que
você recebeu, independente de quanto você gastou. O Lucro sim, é quanto você ganhou, ou
seja, a diferença do seu Faturamento menos os seus custos.”
Você então bate o telefone na cara do contador e lembra que o tio da prima do filho do seu
amigo é contador também, e pede para ele refazer o cálculo do seu imposto e, para sua
surpresa, o valor total é: R$ 12.350,00.
E agora, você ainda tem que pagar aluguel da fábrica, os funcionários, a conta de luz, a conta
de telefone, o IPTU, o seguro e as outras despesas.
Lembrando que você já gastou dinheiro trocando de carro, viajando com a família e até
mesmo investindo em sua fábrica.
Será que se você tivesse conversado com o seu contador antes, essa situação poderia ter
sido evitada?
Lógico que estamos partindo de um exemplo hipotético, que a realidade pode ser diferente
desses valores, mas vale lembrar que em certos tipos de produtos, tais como o cigarro, a
carga tributária chega a mais de 80% do preço de venda.
6
O exemplo é de carga tributária, mas poderíamos fazer a seguinte pergunta: por quanto eu
deveria ter vendido os 1.000 aparelhos para que me sobrasse R$ 20.000,00, depois de eu ter
pagado todos os meus impostos?
Lembrando que o exemplo citado é um pouco mais complexo, pois envolve carga tributária,
que é apenas parte do foco nessas aulas.
Vamos aprender o que é um Balanço Patrimonial, o que é Ativo e Passivo, como funciona o
mecanismo de débito e crédito na contabilidade, vamos conhecer e entender as outras
demonstrações contábeis, escrituração e muito mais.

PRINCIPAIS USUÁRIOS DA CONTABILIDADE


Não só os administradores se utilizam dos relatórios que a contabilidade fornece. Outras
pessoas, órgãos e empresas também a utilizam como ferramenta.
Vamos entender o porquê de outras pessoas terem interesse nos relatórios contábeis.
O Balanço Patrimonial de uma empresa é como se fosse uma fotografia dela num
determinado momento.
Imagine uma foto sua. Através dela outras pessoas poderão saber como você está, se o seu
cabelo cresceu, se sua aparência está mais nova ou mais velha, etc. Poderão até mesmo lhe
conhecer.
Com o balanço de uma empresa você também consegue extrair informações parecidas com
essas.
Porém, neste caso, podemos afirmar que você não consegue “enxergar” fisicamente uma
empresa, porque ela não possui matéria.
Não podemos confundir o prédio onde uma empresa está instalada como sendo a empresa
em si, a natureza de ambos é totalmente diferente, o prédio continuará existindo,
independente de você ter uma empresa instalada dentro dele ou não.
Como você não consegue enxergar a aparência física da empresa, o balanço patrimonial (foto
da empresa) nos mostrará números, e através deles, podemos analisar como a empresa está.
Semelhante seria se você relacionasse num papel todo o dinheiro que você possui num
determinado dia, seja ele depositado no banco, dentro da sua carteira, ou no cofre da sua
casa, e comparássemos esses números com toda a dívida que você possui.
Ora, se você tem mais dinheiro do que dívida, podemos dizer que a sua saúde financeira é
boa, mas do contrário poderíamos dizer que sua saúde financeira não está legal.
Com uma empresa a situação é a mesma, pode estar com uma boa saúde financeira ou não.
Agora se imagine no outro lado da situação, se um amigo seu lhe pede R$ 1.000,00 em
dinheiro emprestado para pagamento daqui a 3 meses, e você conseguiu uma foto da saúde
financeira dele e viu que ele está devendo R$ 5.000,00.
Além disso, você ficou sabendo que ele ganha R$ 400,00 por mês.
Deixe a parte emocional de lado, você emprestaria esse dinheiro baseado nessas
informações? Você acha que o seu amigo vai ter condições de no final dos 3 meses lhe pagar?
E se você não tivesse visto a foto da situação financeira dele (o balanço patrimonial do seu
amigo), como você chegaria a essa análise?
Lógico que o exemplo anterior é hipotético.
Mais uma vez, para fazer uma análise por completo, você precisa além desses dados, outros
do tipo:
- Ele tem mais alguma coisa para receber além do salário nesses 3 meses?
- Essa dívida dele de R$ 5.000,00 vence quando? Ora, se vencer nos próximos 3 meses, e ele
não tem mais valores a receber, se não o salário, tanto faz se essa dívida vence
integralmente ou parcialmente, provavelmente ele deixará de pagar alguém.
Acontece que analisando um balanço, você tem condições para tomar conhecimento de
praticamente quase todas essas informações.
Baseado nessas e outras situações, diversas pessoas tem interesses nos relatórios contábeis,
tais como:

A) Os donos da empresa que não participam de sua administração;


Para quê? Para poder saber quanto a empresa esta conseguindo lucrar.
B) Os administradores da empresa;
Para quê? Para saber a sua saúde financeira e como melhorá-la.
C) Os Bancos e Financeiras;
7
Para quê? Para saber se (no caso de) concederem um empréstimo a uma empresa, ela terá
condições de pagar.
D) Os sindicatos;
Para quê? No caso de um sindicato dos empregados para saber se podem pedir um
percentual de aumento maior para os funcionários.
E) O Governo em geral;
Para quê? Para saber se podem tributar mais, ou se devem reduzir a tributação.
F) Até mesmo você.
Para quê? Imagine que você quer comprar ações de uma empresa, quer investir, objetivando
obter um retorno financeiro através de lucros.
Numa análise, você poderá saber se essas empresas deram lucro nos anos passados e assim
prever se darão lucro no futuro.
Podemos dizer que a maior parte dos interessados na contabilidade está incluída nessa lista,
os objetivos de cada um desses interessados podem diferenciar de várias maneiras.
Por exemplo: O Ministério do Trabalho (Governo) exige que a empresa informe mensalmente
através de uma declaração chamada CAGED (Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados), quais e quantas foram as pessoas que as empresas admitiram e demitiram
no mês que se passou.
É com base em declarações deste tipo que você escuta no Jornal Nacional que o emprego na
indústria ou no comércio cresceu tantos por cento, ou que diminuiu tantos por cento.
Em nosso curso iremos aprender os conceitos de todos os elementos envolvidos no
funcionamento das atividades empresariais: Pessoas físicas, jurídicas, empresas, tipos de
empresas, tributos, registros e demonstrações.
Desfrute deste método interativo e dinâmico de ensino, que irá capacitá-lo ainda mais para o
competitivo mercado de trabalho.
O curso de Assistente Contábil da Ouro Moderno traz uma abordagem metodológica para o
ensino de disciplinas introdutórias de contabilidade geral em diversos conceitos, ao mesmo
tempo em que incorpora os principais aspectos práticos necessários para o entendimento e a
utilização da contabilidade básica nas empresas.
O curso prioriza as demonstrações contábeis e financeiras para usuários externos,
apresentando fundamentos, teorias, conceitos e princípios contábeis.
Parte da conceituação e visão geral, em uma abordagem didática, até a exemplificação
numérica para os principais eventos econômicos e controle de elementos patrimoniais.
Não se esqueça de que é fundamental cumprir todas as etapas deste método de ensino, que
incluem as aulas interativas, a resolução dos exercícios contidos ao final de cada capítulo
desta apostila e, posteriormente, os testes para conclusão de cada aula.
Aproveite ao máximo o conteúdo de nosso curso e desfrute deste método de ensino
interativo, dinâmico e eficiente.

EXERCÍCIOS:

1) Qual a importância da Contabilidade?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Como a Contabilidade pode auxiliar na gestão de uma empresa?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que é lucro?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8
4) O que é faturamento?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) O que é o Balanço Patrimonial?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Se você tivesse R$ 1.000,00 para emprestar a alguém, e essa pessoa tivesse um

salário de R$ 600,00, uma dívida de R$ 800,00 vencendo em dois anos, e tivesse se

comprometido a pagar você em um ano, o que você faria? Justifique.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Qual o interesse dos administradores no Balanço Patrimonial?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Qual o interesse de um fornecedor de sua empresa em seu Balanço Patrimonial?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

9) Por que a maioria das empresas quebra?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Em que tipos de empresa a Contabilidade é útil?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Exercícios Práticos:

1- Calcule os juros simples:

A) João foi comprar um carro no valor de R$ 55.000,00, chegando na loja o vendedor disse

que ele teria um desconto de 8%. Qual o valor em R$ do desconto?

B) Maria comprou uma bicicleta no valor de R$ 250,00, ao chegar na loja recebeu um

desconto de 5%. Quanto ficou o valor da bicicleta?

9
C) José tinha uma conta de internet no valor de R$ 115,90 que vencia no dia 25/10/2015,

porém José pagou 5 dias atrasados, para cada dia, havia 2% de juros. Quanto ficará a

conta de José?

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 2: Pessoas Físicas e Jurídicas


CONCEITO DE PESSOA

Pessoa é um vocábulo provavelmente de origem etrusca, do qual proveio o termo em latim


persona, que originalmente significava a ‘máscara, figura, personagem de teatro, papel
representado por um ator’, e daí assumiu o significado de ser humano.
Entre os juristas romanos, passaram a designar ‘ser que têm direitos e obrigações’.
Entendemos que, atualmente, o conceito mais apropriado para este termo é que “Pessoa é
todo ente dotado de personalidade para o direito”, isto é, da aptidão para ser titular de
direitos subjetivos.
Um direito pressupõe um titular. Às pessoas, como sujeitos de direito, são reconhecidas as
faculdades ou direitos subjetivos.
Todo ser humano é pessoa. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
Não somente as pessoas naturais participam da vida jurídica; certas criações sociais, que são
as pessoas jurídicas ou pessoas coletivas, podem ser também sujeitos de direito.

PESSOA FÍSICA
Em Direito, uma pessoa física (ou pessoa natural) é um ser humano percebido através dos
sentidos e sujeito as leis físicas.
Contrasta com a pessoa jurídica, que é uma organização que a lei trata para alguns
propósitos, como se fosse uma pessoa distinta de seus membros, responsáveis ou donos.
Se fundamenta em duas teorias, sendo elas a teoria “natalista” que diz que “o indivíduo só
possui personalidade a partir do momento em que nasce com vida” (separação do feto do
corpo da mãe), e também a teoria “concepcionista”, que diz que “o indivíduo possui
personalidade a partir do momento da concepção, da união do espermatozóide com o óvulo”.
Por exemplo, o direito de voto, ou o direito de ser eleito presidente da República, são
garantidos apenas para pessoas físicas.
Em muitos casos, os direitos fundamentais são implicitamente garantidos apenas para
pessoas físicas. Por exemplo, uma corporação não pode ser eleita para cargo público, mas
pode processar alguém (pessoa física ou jurídica, incluindo o próprio Estado).
A capacidade jurídica de uma pessoa física é a possibilidade de exercer pessoalmente os atos
da vida civil - isto é, adquirir direitos e contrair deveres em nome próprio.
A legislação brasileira prevê três estados de capacidade jurídica:

A) Capacidade de Direito: É adquirida ao nascer. Todos possuem.


B) Capacidade de Fato: É adquirida ao atingir a maioridade ou emancipação.
C) Capacidade plena: É a possibilidade plena de exercer pessoalmente os atos da vida civil
(capacidade de direito + capacidade de fato).

PESSOA JURÍDICA
Conforme o artigo 40 do Código Civil de 2002, as pessoas jurídicas (admitidas pelo Direito
brasileiro) podem ser classificadas da seguinte forma:
10
A) Pessoas jurídicas de direito público interno:
Conforme o art. 41 do CC de 2002, são a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios,
os municípios, as autarquias (como o INSS, etc.) e as demais entidades de caráter público
criadas por lei (por exemplo, fundações públicas como as universidades federais ou
estaduais).
Sua existência legal (personalidade), ou seja, sua criação e extinção, ocorre pela lei.

B) Pessoas jurídicas de direito público externo:


São os Estados nacionais, considerados reciprocamente, além de organismos internacionais
(ONU, OEA, União Européia, Mercosul etc.).
Eles se constituem e se extinguem geralmente mediante fatos históricos (guerras, revoluções,
etc.).

C) Pessoas jurídicas de direito privado:


São as associações, as sociedades, as fundações particulares, as entidades paraestatais
(sociedades de economia mista), empresas privadas e empresas públicas, os partidos
políticos e as ONGs (organizações da sociedade civil de interesse público).

A personalidade legal de uma pessoa jurídica, incluindo seus direitos, deveres, obrigações e
ações, é separada de qualquer uma das outras pessoas físicas ou jurídicas que a compõem.
Assim, a responsabilidade legal de uma pessoa jurídica não é necessariamente a
responsabilidade legal de qualquer um de seus componentes.
- Por exemplo, um contrato assinado em nome de uma pessoa jurídica só afeta direitos e
deveres da pessoa jurídica; não afeta os direitos e deveres pessoais das pessoas físicas que
executaram o contrato em nome da entidade legal.
No entanto, há casos especiais em que a personalidade jurídica pode ser desconsiderada,
possibilitando o juiz, em determinado processo judicial, a atingir o patrimônio dos sócios ou
responsáveis pela pessoa jurídica: é a “desconsideração da personalidade jurídica”.
Em comparação com a legislação de outros países, o tratamento dado pelo Estado brasileiro à
pessoa jurídica é considerado demasiadamente intervencionista.
A legislação é considerada propositalmente vaga, e as possibilidades de ingerência do Estado
sobre negócios privados são virtualmente infinitas.
Isso aumenta as possibilidades de corrupção e também o risco jurídico de negócios no Brasil,
fato que, segundo especialistas, desestimula investimentos estrangeiros no país.
Isto se reflete na excessiva burocracia que há no Brasil, para a abertura e para o fechamento
de uma empresa.
Sem dúvida, há procedimentos que são imprescindíveis, tais como o registro do nome que se
faz perante os órgãos públicos. Todavia, há outros procedimentos que são feitos de forma
redundante, podendo-se citar como exemplo a grande quantidade de certidões necessárias
para concluir a operação.

CPF
O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é o registro de um cidadão na Receita Federal brasileira
no qual devem estar todos os contribuintes (pessoas físicas brasileiras ou estrangeiras com
negócios no Brasil). O CPF armazena informações fornecidas pelo próprio contribuinte e por
outros sistemas da Receita Federal.
Cada contribuinte possui um documento, o cartão CPF, que garante este cadastro. É um dos
principais documentos para cidadãos brasileiros.
Ao ser emitido, um CPF gera um número de onze algarismos, sendo os dois últimos dígitos
verificadores para evitar erros de digitação. Este número é único para cada contribuinte e não
muda, mesmo no caso de perda do cartão.
Sua posse não é obrigatória, mas é necessária para a maior parte das operações financeiras
(como abertura de contas em bancos, por exemplo). Há diversos casos em que o CPF pode
ser cancelado (por exemplo, quando o contribuinte não faz o recadastramento anual
obrigatório ou a declaração de Imposto de Renda por dois anos consecutivos, mas não
quando o contribuinte emite cheques sem fundos).

11
O porte do cartão também não é obrigatório, embora sua apresentação seja exigida em
diversas ocasiões, como instrumento auxiliar na autenticação da identidade do indivíduo.
Nesses casos, também podem ser apresentados outros documentos oficiais em que o CPF é
mencionado, como o RG ou a carteira de motorista.
Recentemente, o governo lançou o "e-CPF", documento eletrônico em forma de certificado
digital, que garante a autenticidade e a integridade na comunicação entre as pessoas físicas
e a Secretaria da Receita Federal (SRF). Funciona exatamente como uma versão digital do
CPF, sendo vinculado a ele. O e-CPF serve, entre outras aplicações, para entregar declarações
de renda e demais documentos eletrônicos com aposição de assinatura digital. Além disso,
está sendo difundido seu uso na assinatura digital de contratos de câmbio e, futuramente, em
outros contratos bancários.

Modelo antigo do CPF Modelo novo do CPF e-CPF (eletrônico)

Para emitir o CPF, a pessoa física deve ir a uma agência dos Correios, do Banco do Brasil ou
da Caixa Econômica Federal levando o documento de identidade.
Valem também Carteira de Trabalho e Previdência Social e Carteira Nacional de Habilitação
(com fotografia, na forma da Lei nº. 9.503/97).
Para a emissão do CPF, o candidato deverá efetuar o pagamento de uma taxa no valor de R$
4,50 (valor em Novembro/2008) e o acesso ao número de CPF estará disponível em 48 horas
no mesmo local onde seu cadastro foi feito.

CNPJ

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ é um número único que identifica uma pessoa
jurídica junto à Receita Federal Brasileira (órgão do Ministério da Fazenda), necessário para
que a pessoa jurídica tenha capacidade de fazer contratos, processar ou ser processada.
O CNPJ veio substituir o CGC, Cadastro Geral de Contribuintes. Por vezes, o CNPJ também é
grafado como CNPJ-MF.
O Cadastro funciona como uma identidade e nele estão informados:

- Data de abertura;
- Nome da empresa;
- Título ou nome fantasia - se tiver;
- Código e descrição da atividade econômica principal - o CNAE;
- Código e descrição das atividades econômicas secundárias;
- Código e descrição da natureza jurídica;
- Endereço;

12
- Situação cadastral - Na consulta realizável na página da internet da Receita
Federal.

Um número típico de CNPJ tem o formato: 03.847.655/0001-98, onde:


A) Os oito primeiros números formam a "raiz" - que identificam a empresa. Não existem duas
empresas distintas com este mesmo número (a não ser que sejam unidades de uma mesma
empresa).
03.847.655/0001-98

B) Os quatro seguintes formam o "sufixo", que identifica uma unidade de atuação de


empresa, ou seja, um endereço de atividade da pessoa jurídica. Aqueles terminados em
“0001” referem-se à matriz da empresa. Qualquer outra numeração refere-se a alguma filial,
depósito ou outra unidade de uma empresa.
03.847.655/0001-98

C) Os dois últimos formam o "dígito verificador", que é resultado de uma equação com os
doze números anteriores.
03.847.655/0001-98

Assim como no caso do CPF, também foi criado o cartão e-cnpj, documento eletrônico em
forma de certificado digital, que garante a autenticidade e a integridade na comunicação
entre as pessoas jurídicas e a Secretaria da Receita Federal (SRF).

Modelo tradicional do cartão do CNPJ e-CNPJ (eletrônico)

EXERCÍCIOS:

1) Qual o conceito de Pessoa?


_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é Capacidade Jurídica Plena?

13
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Dê exemplos de direitos fundamentais que são garantidos apenas às pessoas físicas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Diga uma diferença contrastante entre a pessoa física e a pessoa jurídica.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Existe ligação entre a personalidade legal de uma pessoa jurídica e da pessoa física

que a compõe?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) O que acontece quando há a desconsideração da personalidade jurídica?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quando o uso do CPF é necessário?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

8) O que fazer para emitir o CPF?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Em que circunstâncias o CPF pode ser cancelado?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) O que é o CNAE? Cite um documento onde ele é informado.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 3: Firmas Individuais e Sociedade


Com a entrada em vigor do Novo Código Civil brasileiro, em 11 de janeiro de 2003, deixou de
existir a clássica divisão existente entre atividades mercantis (indústria ou comércio) e
atividades civis (as chamadas prestadoras de serviços).
O atual sistema jurídico passou a adotar uma nova divisão que não se apóia mais na atividade
desenvolvida pela empresa, isto é, comércio ou serviços, mas no aspecto econômico de sua
atividade, ou seja, fundamenta-se na teoria da empresa.
De agora em diante, dependendo da existência ou não do aspecto econômico da atividade, se
uma pessoa desejar atuar individualmente (sem a participação de um ou mais sócios) em

14
algum segmento profissional, enquadrar-se-á como empresário ou autônomo, conforme a
situação.
Caso prefira se reunir com uma ou mais pessoas para, juntos, explorarem alguma atividade,
deverão constituir uma sociedade que poderá se tornar uma sociedade empresária ou
sociedade simples, conforme veremos as diferenças entre uma e outra, mais adiante.
As empresas pessoas jurídicas são organizadas basicamente sob duas formas:
- empresa individual (quando a empresa “tem um único proprietário”);
- sociedade (quando a empresa “tem dois ou mais proprietários”);

EMPRESA INDIVIDUAL / EMPRESÁRIO e AUTÔNOMOS

A) Empresa Individual / Empresário;


A empresa individual (ou comerciante individual) é a pessoa natural que exerce o comércio
em seu próprio nome, individualmente e por conta e risco.
Ela foi substituída pela figura do empresário. Portanto, todos os empreendedores que
estavam registrados nas juntas comerciais como firma individual, passaram a ser
empresários.

A pessoa natural é considerada comerciante quando pratica atos de comércio com


habitualidade e finalidade de lucro, fazendo disso sua profissão.
Para melhor compreensão do conceito acima, apresentamos abaixo a exposição de motivos
do novo Código Civil que traz traços do empresário definidos em três condições:
a) Exercício de atividade econômica e, por isso, destinada à criação de riqueza, pela
produção de bens ou de serviços, ou pela circulação de bens ou serviços produzidos;
b) Atividade organizada, através da coordenação dos fatores da produção – trabalho,
natureza e capital – em medida e proporções variáveis, conforme a natureza e objeto da
empresa;
c) Exercício praticado de modo habitual e sistemático, ou seja, profissionalmente, o que
implica dizer em nome próprio e com ânimo de lucro.
Atos de comércio isolados e esparsos não são suficientes para caracterizar a pessoa natural
como comerciante.
Perante a legislação comercial, a habitualidade é requisito indispensável.
Um exemplo típico de empresa individual é o caso de uma pessoa que se estabeleça com
uma pequena loja de roupas.
Como ela abriu sua loja sem sócios, atuará no comércio como empresa individual -
equiparada, portanto, à pessoa jurídica.

B) Autônomos;
Muitos dos que atuavam na condição de autônomo, também passaram à condição de
empresário, pois foram recepcionados em seu conceito, conforme transcrito à seguir:
Conceito de empresário: “Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada, para a produção ou circulação de bens ou de serviços”. (Art. 966)
Entre aqueles que não passaram a esta condição, podemos afirmar que não constituem
Empresa Individual.
Como dissemos, é a natureza da empresa individual a exploração de atividades
caracterizadas como comerciais.
A empresa individual pode ter atividades mercantis e de prestação de serviços.
Mas a existência de atividade mercantil é responsável para a sua configuração, ou seja, não
se admite a existência de empresa individual sem a atividade mercantil.
Portanto, o autônomo estabelecido não é empresa individual, embora em muitos casos seu
estabelecimento (escritório, consultório, oficina, etc.) tenha verdadeira estrutura de empresa.
O novo Código Civil não traz a definição de autônomo, entretanto, o parágrafo único do art.
966, nos revela quem não é considerado empresário, o que nos permite afirmar que estes são
os autônomos. Vejamos o que diz a lei:
“Não se considera empresário: aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica,
literária ou artística, mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício
da profissão constituir elemento de empresa” (Parágrafo único do art. 966).

15
À grosso modo, podemos afirmar que se considera autônomo aquele que atua, por conta
própria (sem sócios), como profissional liberal (advogado, dentista, médico, engenheiro,
arquiteto, contabilista etc.), que, na verdade, vendem serviços de natureza intelectual,
mesmo que contem com o auxílio de empregados.

SOCIEDADES
Comecemos este tópico por apresentar o conceito de sociedade:

“Celebram contrato de sociedades as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir


com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica (um ou mais negócios
determinados) e a partilha, entre si, dos resultados.” (Art. 981 e Parágrafo único).

Portanto, não é autônomo nem empresário (já que estes atuam individualmente), mas sim
uma autêntica sociedade, quando mais de uma pessoa, com os mesmos propósitos e
objetivos econômicos, se reúne para a realização de negócios em conjunto e a partilham os
resultados entre si.

A) Sociedade Simples;
Sociedades Simples são sociedades formadas por pessoas que exercem profissão intelectual
(gênero), de natureza científica, literária ou artística (espécies), mesmo se contarem com
auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Desta forma, Sociedade Simples é a reunião de duas ou mais pessoas (caso atue
individualmente será considerada autônoma), que reciprocamente se obrigam a contribuir
com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos
resultados, não tendo por objeto o exercício de atividade própria de empresário.

B) Sociedade Empresária;
“A Sociedade Empresária tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário
sujeito a registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu objeto,
devendo inscrever-se na junta comercial do respectivo Estado.” (Art. 982 e § único);

Isto é, sociedade empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica


organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de
empresa.
Desta forma, podemos dizer que sociedade empresária é a reunião de dois ou mais
empresários, para a exploração, em conjunto, de atividade(s) econômica(s).
Iremos nos aprofundar na próxima aula neste tópico, conhecendo os principais tipos de
Sociedade Empresária e suas diferenças.

EXERCÍCIOS:

1) O que o novo Código Civil trouxe de mudanças para o conceito de empresas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) De que forma são organizadas as empresas pessoa jurídica?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais são as condições para que uma pessoa natural seja considerada comerciante?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Em que a habitualidade de comércio interfere neste conceito de empresário?

16
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quais as diferenças entre Empresa Individual e Autônomo?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Quais as diferenças entre Empresa Individual e Sociedade?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Qual a diferença entre Autônomo e Sociedade Simples? E qual a semelhança?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O fato de um advogado ter o auxílio de um empregado, muda o conceito de como sua

atividade é classificada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) O que é Sociedade Empresária?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Quais as diferenças de Sociedade Simples e Empresária?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 4: Sociedades Empresárias


Nesta aula iremos continuar nossos estudos sobre Sociedades Empresárias, conhecendo seus
tipos e suas diferenças.
Primeiramente, para fixarmos melhor este assunto, vamos relembrar o conceito deste tipo de
sociedade, visto na aula anterior:
“Sociedade Empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica
organizada, reunindo dois ou mais empresários, para a produção ou circulação de bens ou de
serviços, constituindo elemento de empresa”.

TIPOS DE SOCIEDADES

Os tipos societários existentes no direito empresarial são:


A) Sociedade em Nome Coletivo (N/C);
B) Sociedade em Comandita Simples (C/S);
C) Sociedade em Comandita por Ações (C/A);
D) Sociedade em Conta de Participação (C/P);
E) Sociedade Limitada (Ltda.);
F) Sociedade Anônima ou Companhia (S/A).

Vamos ver à seguir, um pouco mais sobre cada um deles:


17
A) Sociedade em Nome Coletivo (N/C);
Disciplinada nos arts. 1.039 a 1.044 do CC/2002, é o tipo societário em que todos os sócios
são pessoas físicas e responsáveis solidários pelas obrigações sociais, de modo que nenhum
sócio é preservado dos riscos inerentes ao investimento empresarial.
Qualquer um dos sócios pode ser nomeado administrador da sociedade e ter seu nome
empresarial aproveitado na composição do nome empresarial.
É um tipo societário pouquíssimo utilizado, pois exige que os sócios sejam pessoas físicas,
com responsabilidade solidária e ilimitada por todas as dívidas da empresa, podendo o credor
executar os bens particulares dos sócios, mesmo sem ordem judicial.
Nome da empresa: firma ou razão social (não podendo utilizar nome fantasia ou
denominação), composta pelo nome dos sócios, podendo ser acrescentada a expressão "&
Cia." ao final (ex: José e Maria ou José, Maria & Cia.).

B) Sociedade em Comandita Simples (C/S);


Também é pouca utilizada. É composta por sócios de duas categorias:
- os comanditados (pessoas físicas), com responsabilidade solidária e ilimitada pelas
obrigações sociais;
- os comanditários (pessoa física ou jurídica); com responsabilidade limitada ao valor das
respectivas quotas.
Os sócios comanditários estão sujeitos a certas restrições: não podem ter seu nome
empregado na firma da sociedade nem praticar ato de gestão, sob pena de responderem
pelas obrigações sociais como se comanditados fossem;
Sendo formada a empresa por sócios comanditados (participam com capital e trabalho, tendo
responsabilidade solidária e ilimitada) e comanditários (aplicam apenas capital, possuindo
responsabilidade limitada ao capital empregado e não participando da gestão dos negócios
da empresa), é uma empresa de capital fechado (não negociável em Bolsa).
Nome da empresa: firma ou razão social (devem figurar apenas os sócios comanditados, sob
pena de responsabilidade solidária e ilimitada do sócio que constar na razão social).

C) Sociedade em Comandita por Ações (C/A);


Também em processo de extinção, é regida pelas normas relativas às sociedades anônimas
(artigos 280 e seguintes da Lei 6.404/76).
A diferença essencial com relação à Sociedade Anônima está na responsabilidade de parte
dos sócios, de modo que na comandita por ações, o acionista, se não participa da
administração da sociedade, tem a responsabilidade limitada ao preço da emissão das ações
que subscreveu ou adquiriu; já o que exerce funções de diretor (ou administrador) responde
pelas obrigações da sociedade constituídas durante a sua gestão, de forma subsidiária (após
o exaurimento do patrimônio social), ilimitada (sem qualquer exoneração) e solidária (com os
demais membros da diretoria).
Assim como as Sociedades Anônimas, pode ser empresa de capital aberto (ações em Bolsa de
Valores).
Nome da empresa: denominação ou nome fantasia, firma ou razão social, acrescidas da
expressão "Comandita por Ações" ou "C/A".

D) Sociedade em Conta de Participação (C/P);


Disciplinada pelos arts. 991 a 996 do CC/2002, possui características excepcionalmente
próprias, que são:
- a despersonalização (ela não é pessoa jurídica);
- a natureza secreta (seu ato constitutivo não precisa ser levado a registro na Junta
Comercial).
Mas, o registro do ato constitutivo da sociedade em conta de participação pode ser feito no
Registro de Títulos e Documentos, para resguardar os interesses dos contratantes.
Este tipo de sociedade, a rigor, não passa de um contrato de investimento comum, que o
legislador, impropriamente, denominou “sociedade”.
Ela possui outros aspectos que justificam não considerá-la uma sociedade: não tem
necessariamente capital social (os bens empregados no desenvolvimento da empresa

18
compõem um patrimônio especial), liquida-se pela medida judicial de prestações de contas e
não por ação de dissolução de sociedade, e não possui nome empresarial.
A sociedade em conta de participação se constitui da seguinte forma: um empreendedor
(chamado sócio ostensivo) associa-se a investidores (os sócios participantes), para a
exploração de uma atividade econômica. O sócio ostensivo realiza todos os negócios ligados à
atividade, em seu próprio nome, respondendo por eles de forma pessoal e ilimitada, e tem
um contrato com os participantes, pelo qual aqueles são obrigados a prestar determinadas
somas, a serem empregadas na empresa, passando a serem credores de uma parcela dos
resultados da empresa.

E) Sociedade Limitada (Ltda.);


Mais de 90% das empresas no Brasil são Ltdas, pois nesse tipo de sociedade a
responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas cotas, mas responde
solidariamente pela integralização do capital social, referente à parte não integralizada pelos
demais sócios.
Foi a espécie societária mais afetada com o NCC (artigos 1.052 a 1.087), pois era
regulamentada por apenas 18 artigos do Decreto 3.708/19, o que dava ampla liberdade e
flexibilidade ao contrato social dessas empresas.
Nome da empresa: denominação ou nome fantasia, firma ou razão social, acrescidas da
expressão "Ltda.".

F) Sociedade Anônima (S/A);


Este modelo atribui capital social dividido por ações que podem ser negociadas livremente e
não como nas demais, onde o capital social é atribuído a um nome em específico.
Neste modelo de sociedade, não é necessário uma escritura pública (contrato social) ou outro
ato oficial, assim esta sociedade de capital, vai prever a obtenção dos lucros e distribuí-los
aos acionistas.
O modelo de sociedade anônima ainda pode ser subdivida em duas:
- Companhia aberta onde capta recursos junto ao público;
- Companhia fechada onde obtém os recursos através dos próprios acionistas.

As pessoas que adquirem parte destas ações são apenas proprietárias de uma parte ideal da
empresa e respondem pelas dívidas assumidas pela direção da empresa. Este corpo
executivo é formado através de eleições ou através de indicações dos sócios majoritários,
mas deve obter uma aprovação majoritária, ou seja, dos detentores de 50,1% das ações da
empresa.
A sigla correspondente a uma empresa de sociedade anônima é S.A., SA ou S/A.
Como a maioria das empresas brasileiras enquadra-se nestes últimos dois tipos societários
(Ltda. e S/A), faremos um estudo mais abrangente sobre elas na próxima aula, vendo desde
os procedimentos de abertura, documentação necessária, forma de constituição, até as
regras de dissolução das mesmas.
Uma boa maneira de entendermos as diferenças entre os tipos de sociedade que vimos neste
tópico, é classificando-as de acordo com alguns critérios. Vamos seguir uma classificação
elaborada por Fábio Ulhoa Coelho, professor de Direito Comercial, da PUC/SP.
Não fará parte desta classificação a Sociedade em Conta de Participação, pois como vimos
anteriormente, este tipo de sociedade, conceitualmente, não representa uma pessoa jurídica.

CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES


1) Quanto à responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais;

A) SOCIEDADES ILIMITADAS:
Todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais. O direito contempla um
só tipo de sociedade desta categoria, que é a:

- Sociedade em Nome Coletivo (N/C).

B) SOCIEDADES MISTAS:

19
Uma parte dos sócios tem responsabilidade ilimitada e outra parte tem responsabilidade
limitada.
São desta categoria:
- Sociedade em Comandita Simples (C/S), cujo sócio comanditado responde
ilimitadamente pelas obrigações sociais, enquanto o sócio comanditário responde
limitadamente;
- Sociedade em Comandita por Ações (C/A), em que os sócios diretores têm
responsabilidade ilimitada pelas obrigações sociais e os demais acionistas respondem
limitadamente.

C) SOCIEDADES LIMITADAS:
Todos os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações sociais.
São desta categoria:
- Sociedade Limitada (Ltda.)
- Sociedade Anônima (S/A).
Variam de um tipo societário para outro as regras de determinação do limite da
responsabilidade dos sócios.
Em relação à sociedade limitada e para o sócio comanditário da sociedade em comandita
simples – os sócios respondem até o limite do total do capital não integralizado.
Quanto à sociedade anônima e ao acionista não-diretor da sociedade em comandita por ações
– o acionista responderá até o limite do valor não-integralizado da parte do capital social que
ele subscreveu.

2) Quanto ao regime de constituição e dissolução;

A) SOCIEDADES CONTRATUAIS:
O ato constitutivo e regulamentar é o contrato social.
Para a dissolução deste tipo de sociedade não basta a vontade majoritária dos sócios.
A jurisprudência reconhece o direito de os sócios, mesmo minoritários, manterem a
sociedade, contra a vontade da maioria. Além disso, há causas específicas de dissolução
desta categoria de sociedades, como a morte ou a expulsão de sócio.
São sociedades contratuais:
- Sociedade em Nome Coletivo (N/C).
- Sociedade em Comandita Simples (C/S)
- Sociedade Limitada (Ltda.)

B) SOCIEDADES INSTITUCIONAIS:
O ato regulamentar é o estatuto social.
Estas sociedades podem ser dissolvidas por vontade da maioria societária e há causas
dissolutórias que lhes são exclusivas como a intervenção e liquidação extrajudicial.
São institucionais:
- Sociedade em Comandita por Ações (C/A)
- Sociedade Anônima (S/A).
A sociedade contratual tem a sua constituição e dissolução regidas pelo Código Civil de 2002,
enquanto que a sociedade institucional rege-se, neste ponto, pelas normas da Lei n. 6.404/76.

3) Quanto às condições de alienação da participação societária;


A) SOCIEDADES DE PESSOAS:
Os sócios têm o direito de vetar o ingresso de estranho ao quadro associativo.
B) SOCIEDADES DE CAPITAL:

Há o princípio da livre circulabilidade da participação societária.


As sociedades institucionais são sempre “de capital”, assim, na Sociedade Anônima e em
Comandita por Ações, os acionistas não tem direito a impedir o ingresso de terceiro não-
sócio na sociedade, assegurado o princípio da livre-circulação das ações (LSA, art. 36).
As sociedades contratuais podem ser “de pessoas” ou “de capital”.
Nas sociedades em Nome Coletivo e Comandita Simples, a cessão das quotas sociais
depende da anuência dos demais sócios (art. 1.003, CC/2002).
20
Na Sociedade Limitada, o contrato social definirá a existência, ou não, e extensão do direito
de veto ao ingresso de novos sócios. Portanto, a sociedade limitada é “de pessoas”, a menos
que o contrato social lhe confira natureza capitalista.

EXERCÍCIOS:

1) O que é a Sociedade em Nome Coletivo, e como ela é classificada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é a Sociedade em Comandita Simples e como ela é classificada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que é a Sociedade em Comandita por Ações e como ela é classificada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que é a Sociedade em Conta de Participação e por que ela não é considerada uma

pessoa jurídica?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) O que é a Sociedade Limitada e como ela é classificada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) O que é a Sociedade Anônima e como ela é classificada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais tipos societários são minoria entre as empresas brasileiras, e quais os motivos

disto?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Qual tipo societário é maioria e qual a razão disto?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Em que circunstância que a Sociedade Limitada é uma sociedade de pessoas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) O que ocorre nas Sociedades de capital?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

21
AULA 5: Funcionamento das Sociedades - I
Nesta aula iremos verificar, de forma mais abrangente, o funcionamento de um dos tipos de
sociedades mais comum, revendo suas características e conhecendo o seu funcionamento.

SOCIEDADE LIMITADA
As sociedades por quotas de responsabilidade limitada são do tipo societário mais comum.
Grande parte das empresas que existem no País é constituída sob a forma de "limitada".
Por isso, vamos focalizar a seguir os aspectos principais relativos à esse tipo societário.

A) Constituição;
- A Sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode ser constituída por duas ou mais
pessoas.

B) Responsabilidade;
- A responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações da empresa é limitada à
importância total do capital social.

C) Capital Social;
- O capital social das sociedades limitadas é representado por quotas (parcelas do capital).
Ao decidirem constituir a sociedade, os sócios, levando em conta sua possibilidade
econômica, decidem o valor do capital social da empresa tendo em vista fatores como:
a) necessidade financeira para o início do negócio;
b) o retorno que o investimento poderá proporcionar;
c) o percentual que cada sócio terá na empresa sobre o lucro, etc..

Pode-se dizer que existem dois momentos que caracterizam o ato de formação do capital
das sociedades limitadas:

a) a subscrição, ou seja, a "promessa do sócio" de conferir determinado montante de fundos


para a formação do capital social, em dinheiro ou em bens;

b) a integralização, que é o cumprimento, pelo sócio, da promessa de entrega do montante


com o qual se comprometeu para a formação do capital social.
Em boa parte dos casos, a subscrição e a integralização do capital social ocorrem
simultaneamente, ou seja, por ocasião da constituição da empresa os sócios declaram, no
contrato social, o valor com o qual vão contribuir para a formação do capital social e já
"entregam" essa importância (em dinheiro ou em bens) ao caixa da sociedade (se em
dinheiro) ou ao patrimônio desta.
Se em bens - por exemplo, uma máquina ou um terreno para a construção da sede.
Quando um ou mais sócios subscrevem o capital social, mas não o integraliza totalmente, é
ajustado um prazo para a integralização da parcela restante. Surge assim, a figura do "capital
a integralizar".
Não há prazo legalmente fixado para que o sócio integralize o capital subscrito. O que
prevalece é o acordo entre os sócios. Devidamente informado no contrato social.
Todavia, ao se constituir uma sociedade, esta tem, de imediato, uma necessidade de caixa
para sua implantação, como, por exemplo, os gastos com "abertura" da empresa, instalações,
etc.
Portanto, nenhuma sociedade, do ponto de vista prático, poderá ser constituída com capital
social totalmente a integralizar, simplesmente porque não seria possível implantá-la, em
função dos custos que incidem já na sua constituição.

22
D) Administração da Sociedade Limitada;
A administração da sociedade por quotas de responsabilidade limitada é feita pelos sócios-
gerentes ou administradores nomeados em contrato social.
A gerência decorre da condição de sócio. Se o contrato não contiver cláusula específica sobre
o assunto, todos os sócios poderão exercê-la.
Se o contrato designar quais sócios serão os gerentes, apenas a estes caberá o exercício da
administração.

E) Delegação da Gerência;
O contrato social pode autorizar (ou não proibir) que o sócio-gerente delegue seus poderes a
terceiros, estranhos ao quadro social (não-sócios).
Neste caso, se o sócio-gerente desejar que seus poderes sejam exercidos por terceiros, ele os
delegará mediante "Carta de Gerência" (instrumento pelo qual o sócio-gerente delega, isto é,
atribui a uma terceira pessoa, os poderes da gerência da sociedade).
Através do Novo Código Civil, basta mencionar no contrato social quem será o administrador
da empresa.

F) Nome empresarial da sociedade limitada;


O nome empresarial (aquele sob o qual a empresa exerce sua atividade e se obriga nos atos
a ela pertinentes) utilizado pelas sociedades por quotas de responsabilidade limitada é:
- a firma ou razão social; ou
- a denominação social.
A firma ou razão social, se não individualizar todos os sócios, deverá conter o nome de pelo
menos um deles, acrescido do aditivo "e companhia", por extenso ou abreviado (Cia.), e da
palavra "limitada", por extenso ou abreviada (Ltda.).
Na firma ou razão social:
- O nome do titular e dos sócios poderão figurar de forma completa ou abreviada, e é
admitida a supressão de prenomes;
- Havendo mais de um patronímico, um deles poderá ser abreviado ou suprimido;
O aditivo "& e Cia." poderá ser substituído por expressão equivalente, tal como "e filhos" ou
"e irmãos", entre outras.
Opcionalmente, em vez da razão social, a sociedade por quotas de responsabilidade limitada
pode adotar a denominação social.
A denominação social é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua nacional
ou estrangeira e/ou com expressões de fantasia, facultando-se a indicação do objeto da
empresa (sua atividade).
Na sociedade por quotas, a denominação deverá ser seguida da expressão "Limitada", por
extenso ou abreviada (Ltda.). O mais comum é a utilização da expressão abreviada.
No caso da sociedade simples por quotas de responsabilidade limitada (ou seja, sociedade
constituída exclusivamente para a exploração de atividades de prestação de serviços), inclui-
se no nome empresarial a expressão "sociedade simples" (normalmente, de forma abreviada
-S/S).
Portanto, as sociedades por quotas de responsabilidade limitada são nominadas por firma ou
razão social ou, opcionalmente, por denominação social.
A razão social da sociedade limitada formada pelos sócios Srs. João Santos e Paulo Silva pode
ser exemplificada pelas seguintes formações:
- J.Santos & P.Silva Ltda.;
- Santos & Silva Ltda.;
- J.Santos & Cia. Ltda.
De outro modo, se considerarmos que a sociedade tenha por objeto social a exploração do
comércio de calçados e que os sócios optaram pela adoção de uma denominação social, esta
poderá ser, por exemplo, "Calçados União Ltda." em que a expressão "União" representa
fantasia criada pelos sócios para a nominação da sociedade.

G) Legalização cadastral da sociedade limitada;

O contrato social da sociedade por quotas de responsabilidade limitada deve ser arquivado:
23
- na Junta Comercial, tratando-se de sociedade comercial (ou que tenha atividades tanto
comerciais quanto de prestação de serviços)
- no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Cartório de Títulos e Documentos), no caso de
sociedade simples (ou seja, sociedade constituída exclusivamente para a exploração de
atividades de prestação de serviços).
Além disso, para que possa comprar e vender mercadorias, emitir notas fiscais, contratar e
registrar empregados, legalizar seus livros de escrituração mercantil e fiscal, enfim, atuar
legalmente - as sociedades por quotas de responsabilidade limitada deverão ser registradas
também:
- na Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
- no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - matrícula simultânea com o CNPJ;
- na Secretaria de Estado da Fazenda (inscrição estadual);
- na Prefeitura do Município (inscrição municipal).
Tendo visto os principais elementos que regulam o funcionamento de uma Sociedade
Limitada, vamos ver agora um de seus componentes principais, responsável pelo ato
constitutivo e regulamentar deste tipo de sociedade: o Contrato Social.

CONTRATO SOCIAL
O Contrato Social, no direito, é o contrato que os sócios assinam ou assumem, mediante a
formação de uma nova sociedade em uma empresa. No caso de uma sociedade já existente,
a Pessoa Física ou Pessoa Jurídica interessada em participar, pode assinar um contrato para
filiar-se a ela.
Trata-se de uma maneira segura de conseguir uma boa colaboração dos acionistas e de
definir a porcentagem de cada sócio. O contrato social assegura aos sócios que o capital da
empresa não será utilizado sem permissão da maioria da sociedade.
O Contrato Social, também no âmbito contábil, é uma forma direta de se acompanhar e
fiscalizar, o capital investido pelos sócios, que na estrutura de um balanço patrimonial se
distingue como capital subscrito e capital a integralizar.
O Contrato Social não poderá conter emendas, rasuras e entrelinhas. Admite-se, porém,
nesses casos, que seja feita ressalva expressa no próprio instrumento, com assinatura das
partes.
Nos instrumentos particulares, não deverá ser utilizado o verso das folhas do contrato, cujo
texto será grafado na cor preta ou azul, obedecidos os padrões de indelebilidade e nitidez
para permitir sua reprografia, microfilmagem e/ou digitalização.
A seguir, examinaremos os procedimentos a serem observados na elaboração do contrato
social, baseado nas disposições do atual Código Civil.

A) Elementos do Contrato Social;


O contrato social deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos: título (Contrato Social),
preâmbulo, corpo do contrato (cláusulas obrigatórias) e fecho.
No preâmbulo do contrato social deverão constar:
a) qualificação dos sócios e de seus representantes:

1 - sócio pessoa física (brasileiro ou estrangeiro) residente e domiciliado no País:


• nome civil, por extenso; nacionalidade; naturalidade; estado civil e, se casado, regime de
bens; data de nascimento, se solteiro; profissão; documento de identidade, número e órgão
expedidor/UF; CPF; domicílio/endereço residencial (tipo e nome do logradouro, número,
complemento, bairro/distrito, município, unidade federativa e CEP);
2 – sócio pessoa física (brasileiro ou estrangeiro) residente e domiciliado no
exterior:
• nome civil, por extenso; nacionalidade; estado civil; profissão; documento de identidade,
número e órgão expedidor; CPF; endereço residencial completo;
3 – sócio pessoa jurídica com sede no País:
• nome empresarial; nacionalidade; endereço da sede (tipo e nome do logradouro, número,
complemento, bairro/distrito, município, unidade federativa e CEP); NIRE – Número de
Identificação do Registro de Empresa ou número de inscrição no Cartório competente; CNPJ;
4 – sócio pessoa jurídica com sede no exterior:
• nome empresarial; nacionalidade; endereço da sede; CNPJ;
24
b) tipo jurídico da sociedade.

B) Cláusulas obrigatórias do Contrato Social;


O corpo do contrato social deverá contemplar, obrigatoriamente, o seguinte:
a) nome empresarial, que poderá ser firma social ou denominação social;
b) capital da sociedade, expresso em moeda corrente, a quota de cada sócio, a forma e o
prazo de sua integralização;
c) endereço completo da sede (tipo e nome do logradouro, número, complemento,
bairro/distrito, município, unidade federativa e CEP), bem como o endereço das filiais;
d) declaração precisa e detalhada do objeto social;
e) prazo de duração da sociedade;
f) data de encerramento do exercício social, quando não coincidente com o ano civil;
g) as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e
atribuições;
h) qualificação do administrador não sócio, designado no contrato;
i) participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;
j) foro.

C) Cláusulas Facultativas do Contrato Social;


As cláusulas facultativas que poderão constar no contrato disciplinarão:
a) as regras das reuniões de sócios (artigo 1.072, Código Civil/2002);
b) sobre a previsão de regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade
anônima (artigo 1.053, parágrafo único, Código Civil/2002);
c) a exclusão de sócios por justa causa (artigo 1.085, Código Civil/2002);
d) a autorização de pessoa não sócia ser administrador (artigo 1.061, Código Civil/2002);
e) a instituição de conselho fiscal (artigo 1.066, Código Civil/2002);
f) outras, de interesse dos sócios.

D) Fecho do Contrato Social;


Do fecho do contrato social deverá constar:
a) localidade e data do contrato;
b) nomes dos sócios e respectivas assinaturas.
Não são obrigatórias as assinaturas das testemunhas, que, entretanto, poderão ser lançadas
com indicação do nome do signatário, por extenso, de forma legível, e do número de
identidade, órgão expedidor e UF.

E) Representados e Assistidos;
Havendo sócio absolutamente ou relativamente incapaz, o contrato deverá ser assinado pelo
representante legal, no caso de absolutamente incapaz ou, no caso de relativamente incapaz,
pelo sócio e por quem o assistir.

F) Sócio Analfabeto;
Havendo sócio analfabeto, o contrato deverá ser assinado por seu procurador, nomeado
através de procuração passada por instrumento público, contendo poderes específicos para
assinar o contrato.

G) Visto de Advogado;
O contrato social deverá conter o visto de advogado, com a indicação do nome e número de
inscrição na Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.
Fica dispensado o visto de advogado no contrato social de sociedade que, juntamente com o
ato de constituição, apresentar declaração de enquadramento de microempresa ou empresa
de pequeno porte.

H) Rubrica;
As folhas do contrato, não assinadas, deverão ser rubricadas por todos os sócios ou seus
representantes.
I) Regime de Casamento;

25
Os cônjuges casados em regime de comunhão universal de bens ou de separação obrigatória
não podem constituir sociedade entre si, nem junto a terceiros.

Modelo de Contrato Social

SOCIEDADE POR QUOTAS, DE RESPONSABILIDADE LIMITADA


CONTRATO DE CONSTITUIÇÃO DE: _______________________
Fulano de Tal, (qualificação completa: nacionalidade, estado civil, data de nascimento (se solteiro), profissão, n o do CPF,
identidade (carteira de identidade, certificado de reservista, carteira de identidade profissional ou carteira de estrangeiro, indicando
o seu no, órgão expedidor e estado emissor), residente e domiciliado na (endereço completo: tipo e nome do logradouro, n o,
complemento, bairro, cidade, CEP e UF) e Beltrano de Tal, (qualificação completa: nacionalidade, estado civil, data de
nascimento (se solteiro), profissão, no do CPF, identidade (carteira de identidade, certificado de reservista, carteira de identidade
profissional ou carteira de estrangeiro, indicando o seu n o, órgão expedidor e estado emissor), residente e domiciliado na
(endereço completo: tipo e nome do logradouro, n o, complemento, bairro, cidade, CEP e UF), constituem uma sociedade por
quotas, de responsabilidade limitada, mediante as seguintes cláusulas:

1ª - A sociedade girará sob o nome empresarial ________________ e terá sede na (endereço completo: tipo e nome do
logradouro, no, complemento, bairro, cidade, CEP e UF).
2ª - Seu objeto social será ________________________________.
3ª - O capital social é de R$ ____________________ (______ reais), dividido em ___ quotas de R$ __________ (_____ reais),
cada uma, subscritas e integralizadas, neste ato, em moeda corrente do País, pelos sócios:
Fulano de Tal ............................ no de quotas ____ - R$ ________.
Beltrano de Tal .......................... no de quotas ____ - R$ ________.
4ª - As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a terceiros sem o consentimento do outro sócio, a quem
fica assegurado, em igualdade de condições e preço, o direito de preferência para sua aquisição.
5ª - A responsabilidade dos sócios é limitada à importância total do capital social.
6ª - A sociedade iniciará suas atividades em ______ e seu prazo de duração é por tempo indeterminado.
7ª - A administração da sociedade caberá a _________, vedado, no entanto, o uso do nome empresarial em negócios estranhos
ao interesse social ou assumir obrigações seja em favor de qualquer dos quotistas ou de terceiros, facultada retirada
mensal, cujo valor não ultrapasse o limite fixado pela legislação do imposto de renda.
8ª - O balanço geral será levantado em 31 de dezembro de cada ano, cabendo aos sócios, na proporção de suas quotas, os
lucros ou perdas apurados.
9ª - Fica eleito o foro de _______ para qualquer ação fundada neste contrato.

10ª - Falecendo ou sendo interditado qualquer dos sócios, a sociedade continuará com seus herdeiros ou sucessores. Não sendo
possível ou inexistindo interesse, apurar-se-ão os haveres em balanço geral, que se levantará, conforme entendimento
vigente.
11ª - Os sócios-gerentes declaram, sob as penas da lei, que não incorrem nas proibições previstas em lei para o exercício da
atividade mercantil.
E por estarem assim justos e contratados, assinam o presente instrumento em ___ vias, na presença de duas
testemunhas.

___________________ , _____ de ____________ de 199__.

Fulano de Tal Beltrano de Tal

Testemunhas:

Assinatura: _____________________________________ Assinatura: _____________________________________

Nome completo e identidade (espécie e nº., órgão Nome completo e identidade (espécie e nº., órgão
Emissor / UF Emissor / UF

Visto: _________________________________________
Nome completo – Inscr.na OAB/Secional

26
EXERCÍCIOS:

1) Como se descreve a responsabilidade dos sócios em uma Sociedade Limitada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é a subscrição?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que é a integralização?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Qual a importância do ato de formação do Capital?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Cite 4 cláusulas obrigatórias em um Contrato Social.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Cite 2 cláusulas facultativas em um Contrato Social.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais são as regras para elaboração do nome de uma Sociedade Limitada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) No caso de um sócio absolutamente incapaz, quem pode representá-lo na assinatura

de um contrato?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Em que situações fica dispensado o visto de um advogado no Contrato Social?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

10) O que deve constar no fecho de um Contrato Social?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 6: Funcionamento das Sociedades - II

27
SOCIEDADE ANÔNIMA
As sociedades anônimas (também chamadas de "companhias"), que são regidas pela Lei nº.
6.404/76 (a chamada "Lei das S/A"), têm como principal característica o fato de que seu
capital social é dividido em ações, o que, ao menos em tese, significa que um maior número
de pessoas pode dele participar.
A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações
subscritas ou adquiridas (art. 1º)

A) Companhia aberta ou fechada;


- A companhia é aberta se as suas ações estiverem admitidas à negociação em Bolsa de
Valores ou no mercado de Balcão. Caso contrário será companhia fechada.
- Somente as ações de companhia registrada na Comissão de Valores Mobiliários podem ser
distribuídas no mercado de Balcão (art. 4º da lei 6.404/76)

B) Ações;
De acordo com a lei nº. 6.404/76 (arts. 11 e 20):
- O estatuto (documento pelo qual se constitui a sociedade anônima) fixa o número de ações
em que se divide o capital social e estabelece se as ações terão, ou não, valor nominal;
- O valor nominal das ações de companhia aberta não pode ser inferior ao mínimo fixado pela
CVM;
- As ações devem ser obrigatoriamente nominativas, ou seja, não é admitida emissão de
ações ao portador.

C) Administração da sociedade anônima;


A Administração da companhia compete, conforme disposto no estatuto, ao conselho de
administração e à diretoria, ou somente à diretoria (Lei 6.404/76, art. 138)
Isso significa que a administração não é necessariamente exercida por acionistas.

D) Nome empresarial da sociedade anônima;


O nome empresarial (aquele sob o qual a empresa exerce sua atividade e se obriga nos atos
a ela pertinentes) utilizado pelas sociedades anônimas é a denominação social.
A denominação social é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua nacional ou
estrangeira e/ou com expressões de fantasia. É facultada a indicação do objeto da sociedade.
Na sociedade anônima, a denominação social deve ser acompanhada das expressões
"Companhia" ou "Sociedade Anônima", por extenso ou abreviadas (Cia. ou S/A), vedada a
utilização da primeira ao final.
Portanto, a sociedade anônima denomina-se, por exemplo:
• "X" Indústria e Comércio S/A";
• "S/A `X` Indústria e Comércio; ou ainda
• "Cia. `X`Indústria e Comércio".

E) Legalização Cadastral da sociedade anônima;


A sociedade anônima pode ser constituída por um mínimo de duas pessoas (lei 6.404/76. art.
80)
Seu estatuto social deve (art. 83):
- satisfazer a todos os requisitos exigidos para os contratos das sociedades mercantis em
geral e àqueles que são peculiares às companhias (estabelecidos na lei nº. 6.404/76; e
- conter as normas pelas quais a companhia será regida.
Os atos constitutivos da sociedade anônima devem ser publicados e arquivados na Junta
Comercial.
A sociedade anônima é considerada mercantil (sujeita a registro na Junta Comercial) qualquer
que seja seu objeto social (comércio ou prestação de serviços), de acordo com a Lei nº.
6.404/76, art. 2)
Cabe observar que, para que possam comprar e vender mercadorias, emitir notas fiscais,
contratar e registrar empregados, legalizar seus livros de escrituração mercantil e fiscal etc. -
enfim, atuar legalmente, as sociedades anônimas deverão ser registradas também:
- na Secretaria da Receita Federal (CNPJ)
- no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - matrícula simultânea com o CNPJ
28
- na Secretaria de Estado da Fazenda (Inscrição Estadual);
- na Prefeitura do Município (Inscrição Municipal).

Tendo visto os principais elementos que regulam o funcionamento de uma Sociedade


Anônima, vamos ver agora um de seus componentes principais, responsável pelo ato
constitutivo e regulamentar deste tipo de sociedade: o Estatuto Social.

ESTATUTO SOCIAL
O estatuto social é o conjunto de normas que definem a sociedade anônima e os contornos de
seu objeto, indicando-lhe a estrutura básica e a sistemática de seu funcionamento, os órgão
que a administram e representem, a sua administração econômica e financeira, a apuração
dos resultados, a partilha dos lucros e a sua dissolução e liquidação.
Nota-se, portanto, que o Estatuto da S/A é importantíssimo, pois é nele que estão previstas
todas as normas do seu funcionamento.
Se os fundadores optarem pela constituição da S/A através de uma Assembléia Geral,
deverão ser observadas as normas previstas nos artigos 86 e 87 da Lei 6.404/76, devendo ser
entregue à Assembléia o Projeto do Estatuto, assinado em duplicata por todos os subscritores
do capital, e as listas ou boletins de subscrição de todas as ações (art. 88, parágrafo primeiro,
da Lei das S/A).
Assim sendo, depois de cumpridos os já mencionados “requisitos preliminares”, com o
encerramento da subscrição de todo o capital social, os fundadores convocarão a Assembléia
Geral de Constituição, através de anúncios nos quais constarão hora, dia e local da reunião e
que deverão ser publicados por três vezes, no mínimo(art. 124 da Lei 6.404/76).
Entre o dia da primeira convocação e o da assembléia devera haver o interregno de oito dias
(art. 124, parágrafo primeiro, I).
Não havendo quorum, deverá ser feita a segunda convocação, com antecedência mínima de
cinco dias.
Esclareça-se que estas formalidades são FACULTATIVAS, pois o parágrafo quarto do Art. 124
da lei das S/A estabelece que SEJA CONSIDERADA REGULAR A ASSEMBLÉIA GERAL A QUE
COMPARECEREM TODOS OS ACIONISTAS, o que se aplica a de constituição.
Na Assembléia se deliberará sobre a avaliação dos bens, se for o caso, e a constituição da
companhia. A Assembléia se instalará, em primeira convocação, com a presença de, pelo
menos, metade dos subscritores e, em segunda convocação, com qualquer número.
Será presidida por um dos fundadores e secretariada por subscritor eleitos na ocasião pelos
presentes. Depois de lido, discutido e votado o estatuto, verificando-se que foram cumpridas
todas as formalidades legais e não havendo oposição dos subscritores que representem mais
da metade do capital social, o Presidente declarará finalmente constituída a S/A, procedendo-
se, em seguida, a eleição dos administradores e fiscais.
Por fim, deverá ser lavrada em duplicata, a ATA DA REUNIÃO, que depois de lida e aprovada
pela Assembléia e assinada por todos os subscritores presentes, ou por quantos bastem para
a validade das deliberações, será levada a registro na Junta Comercial. (a S/A fica com uma
via).
Se os fundadores resolverem constituir a S/A por ESCRITURA PÚBLICA, depois de cumprirem
os “requisitos preliminares”, deverão eles procurar um dos Cartórios de Notas da localidade,
onde a mesma será lavrada e assinada por todos os subscritores, contendo,
obrigatoriamente: a qualificação dos subscritores, o estatuto da companhia (cujo projeto deve
ter sido objeto de análise anterior), a relação das ações tomadas pelos subscritores e a
importância das entradas pagas, a transcrição do recibo do depósito da entrada na instituição
financeira respectiva, a transcrição do laudo de avaliação dos peritos, caso haja subscrição do
capital social em bens, e, finalmente, a nomeação dos primeiros administradores e fiscais
(quando for o caso).
Após a lavratura da Escritura pública, deverá ser arquivada na Junta Comercial a CERTIDÃO
DO INSTRUMENTO.

Modelo de Estatuto Social

ESTATUTO DE SOCIEDADE ANÔNIMA

29
Capítulo I

Denominação, Sede, Fins e Duração

Art. 1º - Sob a denominação "............................", fica constituída uma sociedade anônima


que se regerá presentes estatutos e disposições legais, que lhe forem aplicáveis.

Art. 2º - O objetivo da sociedade é ..................................................................

Art. 3º - A sociedade tem sede na cidade de ...................... Estado de ..........................., e


durará ...................anos, a contar de ......... podendo ser prorrogado por deliberação da
Assembléia Geral dos acionistas.

Capítulo II

Capital e Ações

Art. 4º - O capital social, todo ele realizado, é dividido em .................. ações ordinárias, no
valor nominal de .................... cada uma.

Art. 5º - Cada ação dá direito a um voto nas deliberações da Assembléia Geral.

Capítulo III

Diretoria

Art. 6º - A sociedade será administrada por um diretor com a designação de presidente,


acionista ou não, mas residente no país.

Art. 7º - O Diretor-Presidente será eleito pela Assembléia Geral, pelo prazo de .......... anos,
podendo ser reeleito.

Art. 8º - O Diretor-Presidente prestará a caução de ............. ações da sociedade, em garantia


de sua gestão, ficando investido no cargo.

Parágrafo primeiro - Qualquer acionista poderá prestar a caução, no caso de não ser o
Diretor-Presidente acionista.

Parágrafo segundo - Em caso de vaga, o Conselho Fiscal escolherá o Diretor substituto, que
servirá até a primeira Assembléia Geral Ordinária, à qual competirá escolher o substituto
definitivo.

Art. 9º - O Diretor-Presidente tem as atribuições e os poderes que a lei lhe confere, a fim de
garantir o funcionamento da sociedade e representá-la, ativa e passivamente, em juízo ou
fora dele.

Art. 10 - Compete à Assembléia Geral fixar os honorários e as gratificações do Diretor-


Presidente.

Capítulo IV

Conselho Fiscal

30
Art. 11 - O Conselho Fiscal será composto de ..... membros efetivos e suplentes em igual
número, residentes no país, eleitos anualmente pela Assembléia Geral Ordinária, podendo ser
reeleitos.

Parágrafo primeiro - O Conselho Fiscal tem as atribuições e os poderes que a lei lhe confere.

Parágrafo segundo - A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela
Assembléia Geral que os eleger.

Capítulo V

Assembléia Geral

Art. 12 - A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos primeiros meses, após o


término do exercício social e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais exigirem
o pronunciamento dos acionistas.

Parágrafo único - O Presidente da Assembléia Geral será o Diretor-Presidente da sociedade.

Para compor a mesa, que dirigirá os trabalhos da Assembléia, o Presidente convidará um ou


dois acionistas, entre os presentes, para servir de secretários.

Art. 13 - A convocação da Assembléia Geral far-se-á por anúncios publicados pela imprensa,
como manda a lei, e deles deverão constar a ordem do dia, ainda que sumariamente, e o dia,
a hora e o local da reunião.

Capítulo VI

Exercício Social

Art. 14 - O exercício social termina em 31 de dezembro de cada ano.

Art. 15 - No fim de cada exercício, proceder-se-á ao levantamento do inventário e do balanço


geral, com observância das prescrições legais e do lucro líquido verificado, após as devidas
amortizações, será deduzida a percentagem de .................. (..............), para constituição do
fundo de reserva legal, até alcançar ................. (.........................................) do capital social.

O saldo fica à disposição da Assembléia Geral, que fixará o dividendo, por proposta do
Diretor-Presidente e ouvido o Conselho Fiscal.

Art. 16 - Os dividendos não reclamados dentro de ............... anos, a contar da data do edital
de seu pagamento, prescreverão a favor da sociedade.

........................, ....... de .................... de 20.....

Acionistas Fundadores

........................................................

........................................................

EXERCÍCIOS:

1) As sociedades anônimas são regularizadas por qual lei?

31
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Ao que é limitada a responsabilidade dos sócios e acionistas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Em que situação a Companhia é aberta? E fechada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que ocorre se as ações não forem registradas na CVM?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Em que condição deve ser estabelecido o valor nominal das ações das companhias

abertas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Podem ser emitidas ações ao portador?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) A administração de uma S/A deve ser sempre de responsabilidade do Conselho

Administrativo? Explique.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Quais são as regras para elaboração do nome de uma Sociedade Anônima?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual o mínimo de pessoas que pode constituir uma Sociedade Anônima?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) O que deve conter um Estatuto Social?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 7: Constituição de Empresas

Em linhas gerais, o processo de abertura de empresas é muito parecido, independentemente


da atividade econômica a ser prestada.
Antes de iniciar uma atividade, o empreendedor deverá observar os seguintes passos:
1º.PASSO: PRECAUÇÕES
32
1. Escolher um local adequado para exploração do negócio, tais como: localização,
movimento de pessoas, força elétrica, telefonia, enchentes, estacionamento, acesso,
transporte público, conservação e adaptação do imóvel etc.;

2. Verificar na prefeitura, ou na Regional da Prefeitura:


a) Se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui habite-se;
b) se as atividades a serem desenvolvidas no local, respeitam a Lei de Zoneamento do
Município;
c) O pagamento do IPTU referente o imóvel;
d) No caso de instalarem placas de identificação do estabelecimento será necessário verificar
o que determina a legislação local sobre o licenciamento das mesmas.

3. Verificar junto aos órgãos Estadual e Municipal do Meio Ambiente e de Controle de


Atividades Poluentes, a possibilidade de estabelecer-se na localidade;

4. Investigar junto à Vigilância Sanitária Estadual e Municipal se o estabelecimento e a


atividade pretendidos – relacionado à saúde - (bar, restaurantes, farmácias etc.), atendem às
exigências para funcionamento;
5. Acompanhar as exigências do Corpo de Bombeiros;

6. Tratando-se de imóvel alugado, negocie o preço do aluguel, data de pagamento, prazo de


locação e demais cláusulas com o locador, na forma e condições compatíveis com o
empreendimento;

7. O contrato de locação poderá ser registrado no Registro de Títulos e Documentos.

2º.PASSO: ESCOLHA DO TIPO DE SOCIEDADE

Como vimos em uma de nossas aulas anteriores, as espécies de sociedades previstas na


legislação brasileira são:

A) Sociedade em Nome Coletivo (N/C);


B) Sociedade em Comandita Simples (C/S);
C) Sociedade em Comandita por Ações (C/A);
D) Sociedade em Conta de Participação (C/P);
E) Sociedade Limitada (Ltda.);
F) Sociedade Anônima ou Companhia (S/A).

A Sociedade Simples possui regras próprias que a regulamenta, entretanto, o novo Código
Civil prevê que ela poderá optar por um dos tipos acima mencionados, com exceção da
sociedade anônima e sociedade em comandita por ações, que, como vimos, serão sempre
sociedade empresária.
A Sociedade Empresária, por sua vez, não possui regras próprias, devendo, necessariamente,
adotar um dos tipos mencionados.
Por fim, vale lembrar que as sociedades dos tipos anônima e limitada são as mais comuns no
Brasil em virtude de a responsabilidade dos sócios ser limitada em relação à sociedade e
terceiros.
Os demais tipos societários possuem sócios que respondem ilimitadamente pelas obrigações
sociais.
Para se ter uma idéia, segundo dados divulgados no site do DNRC, aproximadamente 99%
das sociedades registradas entre 1985 e 2001, foram sociedades por cotas de
responsabilidade limitada.

3º.PASSO: NOME DA EMPRESA

33
O passo seguinte é a escolha do nome da empresa. Dependendo do tipo de sociedade
escolhida, o nome as ser adotado poderá ser em forma de denominação social ou firma.
Equipara-se ao nome empresarial a denominação das sociedades simples, associações e
fundações.
A inscrição do nome da empresa (firma ou denominação social), no respectivo órgão de
registro, assegura o seu uso exclusivo nos limites do respectivo Estado.
Entretanto, caso o empreendedor pretenda estender a exclusividade para todo o território
nacional, deverá registrar o nome da empresa no Instituto Nacional de Propriedade Industrial
(INPI).
O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na
firma social.

A) Sociedade Limitada;
A sociedade limitada pode adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final
“limitada” ou a sua abreviatura.
A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de
modo indicativo da relação social.
A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de
um ou mais sócios. A omissão da palavra limitada determina a responsabilidade solidária e
ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da
sociedade.

B) Sociedade Anônima;
A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social, integrada pelas
expressões sociedade anônima ou companhia, por extenso ou abreviadamente.
Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido
para o bom êxito da formação da empresa.

C) Empresário;
O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe,
se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.

D) Sociedade em que houver Sócios de Responsabilidade Ilimitada;


A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual
somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um
deles a expressão e companhia ou sua abreviatura.
Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas sob a firma social
aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma da sociedade.

4º.PASSO: DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Providenciar os seguintes documentos:

• Fotocópia do IPTU do imóvel;


• Contrato de locação registrado no Registro de Títulos e Documentos (se o imóvel for
alugado);
• Fotocópia autenticada do RG dos sócios;
• Fotocópia autenticada do CPF/MF. dos sócios;
• Fotocópia autenticada do comprovante de endereço dos sócios;
• Comprovante de entrega das 5 (cinco) últimas declarações do IRPF, dos sócios;
• Se a atividade envolver prestação de serviços cuja profissão seja regulamentada, verificar
as exigências e formalidades do Conselho Regional quanto à elaboração do contrato social,
formação societária e responsabilidades técnicas.

5º.PASSO: CONTRATO SOCIAL

34
Conforme vimos em nossa aula anterior, qualquer que seja a espécie de empresa, a
sociedade se constituirá por meio de contrato ou estatuto, que pode ser elaborado por
instrumento particular ou público.
Vamos lembrar as cláusulas necessárias de um contrato social:
a) Tipo societário;
b) Qualificação completa dos sócios;
c) Nome empresarial (firma ou denominação social);
d) Objeto social;
e) Capital social;
f) A quota de cada sócio no capital social;
g) Responsabilidade dos sócios (sociedade limitada);
h) Se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais (sociedades
simples);
i) Nomeação do administrador e seus poderes (em contrato ou em ato separado);
j) A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;
k) Sede e foro;
l) Prazo de duração.

6º.PASSO: REGULARIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

1. Sociedade Empresária - Registro da Empresa

a) Registro na Junta Comercial


Como vimos, a sociedade empresária é aquela formada por duas ou mais pessoas que
exercem, profissionalmente, atividade econômica organizada para a produção ou circulação
de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa.
O seu registro é feito na Junta Comercial e deverá seguir os seguintes passos:
• Escolhido o tipo de sociedade, o próximo passo consiste em escolher o nome da empresa
(firma ou denominação social) e fazer o pedido de busca na Junta Comercial. Esta busca é
realizada mediante o pagamento de uma taxa.
• Em seguida, elaborar o Contrato Social em 3 (três) vias, todas as folhas deverão ser
rubricadas e a última assinada pelos sócios, testemunhas e advogado. Esse contrato será
entregue na Junta Comercial, juntamente com os demais documentos exigidos pelo órgão.

b) Receita Federal (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ)


Todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas (empresário e pessoa física equiparados
à pessoa jurídica), estão obrigadas a se inscreverem na Receita Federal. Todas as
informações e documentação necessárias ao cadastro podem ser obtidas no seguinte
endereço na internet:
http://www.receita.fazenda.gov.br.

Procure no site: > Cadastros da Receita Federal > Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ
> Orientações ao Contribuinte.
c) Inscrição na Secretaria da Fazenda
O registro na Secretaria da Fazenda para obtenção da Inscrição Estadual, destinado aos
contribuintes do ICMS, deve ser feito junto ao Posto Fiscal Eletrônico da Secretaria da Fazenda
do Estado.
d) Inscrição na Prefeitura Municipal
Com a emissão do CNPJ e da Inscrição Estadual, podemos enfim fazer a inscrição da empresa
na Prefeitura Municipal

2. Empresário
O interessado em obter personalidade jurídica como empresário deverá seguir os mesmos
passos relacionados ao processo de constituição de uma sociedade empresária, entretanto
sem apresentar contrato social, mas uma declaração própria exigida pela Junta Comercial.

3. Sociedade Simples - Registro da Sociedade


Procedimentos gerais para registro de empresa:
35
A sociedade civil adquire a personalidade jurídica com o registro de seus atos constitutivos no
Cartório de Registro de Títulos e Documentos das Pessoas Jurídicas.
a) Documentos a ser apresentados no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas:
O pedido de arquivamento de contrato constitutivo será instruído com os seguintes
documentos:
• Quatro vias do contrato social, com todas as folhas autenticadas pelos sócios, devendo a
última ser assinada por todos os sócios e por duas testemunhas, com as firmas de todos
reconhecidas.
• Cópia do RG e CIC dos sócios.
• Pagar taxa de constituição da sociedade (conforme capital social).
b) Documentos a ser apresentados na Receita Federal:
Segue os mesmos procedimentos adotados para as sociedades empresárias.
c) Documentos a serem apresentados na Prefeitura Municipal:
• Guia de Dados Cadastrais (GDC) preenchida, adquirida nas papelarias especializadas;
• Notificação-Recibo do IPTU do Município, do exercício atual, quando a NR do IPTU não
contiver o nome do contribuinte, anexar um dos seguintes documentos: contrato de locação,
contas de luz, água, telefone, gás ou outro documento que ateste a localização do
contribuinte no endereço declarado;
• CNPJ do estabelecimento, dentro do prazo de validade;
• CPF e RG do signatário da guia;
• Instrumento de constituição (Contrato Social, Estatuto, Ata ou Declaração de Firma
Individual) e, se for o caso, suas alterações posteriores, regularmente registrados no órgão
competente;
• Quando o signatário da GDC for procurador, deve ser anexada a competente procuração,
com firma reconhecida, acompanhada dos documentos pessoais do signatário (CPF e RG).

4. Autônomo
Procedimentos para registro no Município:
O profissional autônomo, necessita apenas do registro na Prefeitura Municipal e na
Previdência Social. Nesta condição não terá cartão de CNPJ, entretanto poderá solicitar a
confecção de Notas Fiscais que comprovem a prestação de serviços e que servirão como base
para a apuração dos tributos devidos, entre os quais destacamos:
• O Imposto Sobre Serviços (ISS);
• O Imposto de Renda Retido na Fonte, que tem como base a Tabela Progressiva do Imposto
de Renda.
Profissionais autônomos em geral deverão cadastrar-se no INSS. Existe a obrigatoriedade por
parte dos Autônomos, mesmo que isentos, da entrega da Declaração de Imposto de Renda da
Pessoa Física.
As empresas que contratam serviços de autônomos deverão recolher à Previdência Social o
valor correspondente a 11% que poderá incidir sobre o valor total da Nota Fiscal ou recibo
emitido pelo autônomo.

7º.PASSO: OUTRAS PROVIDÊNCIAS

Cumpridos os passos anteriores, o empresário deverá observar outras exigências previstas na


legislação, necessárias à perfeita regularização da empresa:

• Registro no INSS (até trinta dias após o registro no CNPJ)


• Registro no Sindicato patronal (até trinta dias após o registro no CNPJ)
• Alvará de Funcionamento, expedido pela Vigilância Sanitária, para as empresas de
fabricação, distribuição e importação de produtos alimentícios e medicamentosos de uso
humano, saneantes, imuno-biológicos, cigarros etc.
• Registro de produtos, industrializados ou importados, no Ministério da Saúde, tais como:
alimentos e medicamentos de uso humano, saneantes, imuno-biológicos, cigarros etc.
• Outros registros conforme a atividade.

ORGÃOS FISCALIZADORES
36
Além dos registros mencionados nesta aula, algumas empresas necessitam ser registradas
em órgãos específicos para que seu funcionamento esteja plenamente legal:
 IBAMA
 ANVISA
 CRM

EXERCÍCIOS:

1) Que tipo de precaução específica se deve ter na abertura de um restaurante?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Que órgãos estatais devem ser consultados antes da abertura de uma empresa?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que deve ser feito para que o nome da empresa tenha exclusividade à nível nacional?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Que orientações devem ser seguidas para a elaboração de um nome de uma Sociedade

Limitada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Que orientações devem ser seguidas para a elaboração de um nome de uma Sociedade

Anônima?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Que orientações devem ser seguidas para a elaboração de um nome de uma Sociedade em

Nome Coletivo?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais os passos necessários para registro na Junta Comercial?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Como é emitido o CNPJ?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) O que deve ser obtido junto à Vigilância Sanitária?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Em atividades que envolvam fabricação de medicamentos, que providências devem ser

tomadas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
37
Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 8: Notas Fiscais


NOTA FISCAL
A nota fiscal é o documento emitido por pessoa jurídica que demonstra e registra a venda de
mercadorias ou a prestação de serviço.
É um documento fiscal, sujeito a controle e averiguação por parte das autoridades
fazendárias, permitindo o cálculo e o recolhimento de impostos, de acordo com a legislação.
Não utilizar nota fiscal implica em sonegação por parte do vendedor. O comprador também
está caracterizado como parte da transação ilegal, sendo nesse caso receptador de
mercadoria não legalizada, especialmente em situações de trânsito de mercadorias.
As notas fiscais podem ser de dois tipos, e de diversos modelos. Os tipos de nota fiscal são a
de entrada e saída de mercadorias e a de venda ao consumidor.
Atualmente, a nota fiscal de venda ao consumidor é, em casos estabelecidos por lei,
substituída por cupom fiscal.
A nota fiscal deve conter em seu corpo a denominação de nota fiscal e o tipo. Nela devem
constar número de ordem, série, sub-série, número da via, natureza da operação, data de
emissão, dados do titular da nota fiscal (o emissor) e dados do destinatário (quem adquire a
mercadoria ou serviço).
Sobre a mercadoria deve constar data de saída, quantidade, marca, tipo, modelo e outros
dados. Deve também estar na nota a classificação fiscal dos produtos, para os
industrializados, e a base de cálculo do ICMS. Caso a mercadoria seja transportada, na nota
deve constar nome do transportador, placa do veículo, forma de acondicionamento dos
produtos. Um último detalhe: a nota também precisa conter dados sobre quem imprimiu a
própria nota (nome, CNPJ, data e quantidade da impressão, número para autorização de
impressão de documentos fiscais, entre outros).
Existem diversos modelos de notas fiscais. É importante que o modelo utilizado
seja adequado para a empresa e a transação que está sendo efetuada. Caso seja impresso
eletronicamente, o modelo adequado deve constar como formulário na programação de seu
computador. Empresas especializadas, tanto para os blocos de nota em papel quanto para a
emissão de notas através de impressora de nota fiscal, podem oferecer o modelo apropriado.
Alguns modelos específicos de notas fiscais aplicam-se para a prestação de alguns serviços.
Outras atividades exigem modelos de notas fiscais especiais, por exemplo, fertilizantes ou
bio-inoculantes. É importante assegurar-se de quais tipos de nota fiscal seu tipo de negócio é
obrigado a emitir e providenciar o modelo correto.
Atualmente, existe um projeto do governo, já em implantação da Nota fiscal eletrônica. Ela
seria um documento emitido e armazenado digitalmente, substituindo a nota fiscal impressa
em papel. A legislação brasileira já autoriza esse tipo de nota fiscal desde outubro de 2005 e
pode ser utilizada em todos os estados brasileiros.
É permitida a substituição das notas convencionais pela nota fiscal eletrônica apenas para os
modelos 1/1 A. Ou seja, o sistema pode ser utilizado para as notas fiscais de transações
comerciais de mercadorias entre pessoas jurídicas. Até o momento não pode substituir o
modelo 2 (nota fiscal ao consumidor) nem o cupom fiscal. As vantagens do sistema seriam a
diminuição com os gastos em compra e armazenagem de papel. A guarda de documentos
também seria facilitada, pois seria exclusivamente eletrônica. Tem, potencialmente, a
38
capacidade de diminuir o tempo de parada em postos de fiscalização para mercadorias em
trânsito. Para o governo, existe a vantagem óbvia de uma fiscalização mais extensa e
rigorosa.

MODELOS DE NOTA FISCAL


As notas fiscais mais comuns são: ao consumidor, que é aquela onde apenas entra o nome e
endereço do comprador, sem descrever impostos nem CGC ou CPF e são usadas em vendas
dentro do município. Em geral ela é emitida para alimentos, não sendo permitida para
produtos duráveis, como os equipamentos de informática e eletrônicos e se for emitida
nesses casos, não terá valor, e na necessidade de se utilizar a garantia dos produtos o
consumidor será prejudicado.
A nota fiscal de tipo 1 tem um
NOTA FISCAL tamanho de folha de papel A4 e
LOGO DA EMPRESA
DE SERVIÇOS
(Extraída em 4 vias)
nela constam todos os dados de
Válida para Emissão 1ª via
quem compra, como CPF ou CNPJ e
Nome/Razão Social:
Endereço: Bairro/Complementos
Até 31/12/2010.
Código Fiscal: _____________________________________________
também os impostos. Ela é
Estado/ CEP
Fone/ Fax
Natureza dos Serviços: ______________________________________
_________________________________________________________
obrigatória quando empresas
Nº CNPJ: Nº CMC Data de Emissão: ____/____/________ vendem produtos para empresas
ou ao consumidor final, dentro ou
USUÁRIO DOS SERVIÇOS
Nome da Empresa: _______________________________________________________________ fora do município, sendo
Endereço: ______________________________________________________________________ especialmente destinada a bens
Bairro: __________________________ Cidade:_______________________ Estado: __________ duráveis e com ela é permitido
CNPJ: _________________________________________________________________________
Condições de Pagamento: _________________________________________________________ transitar com o produto por todo
território brasileiro e também
Unid. Quant. Discriminação dos Serviços Valor Unitário TOTAL R$ recorrer à assistência técnica dos
___ ____ _______________________________ _______ _____________ fabricantes em caso de
___ ____ _______________________________ _______ _____________ necessidade.
___ ____ _______________________________ _______ _____________ A nota fiscal do tipo 1 com créditos
___ ____ _______________________________ _______ _____________
___ ____ _______________________________ _______ _____________ de ICMS (Imposto de Circulação de
___ ____ _______________________________ _______ _____________ Mercadorias e Serviços), discrimina
___ ____ _______________________________ _______ _____________ o valor dessa taxa, e a intenção do
___ ____ _______________________________ _______ _____________
___ ____ _______________________________ _______ _____________ governo ao criá-la foi a de evitar a
___ ____ _______________________________ _______ _____________ cobrança de imposto em cascata. É
___ ____ _______________________________ _______ _____________ sempre interessante adquirir
___ ____ _______________________________ _______ _____________
___ ____ _______________________________ _______ _____________ produtos com discriminação do
___ ____ _______________________________ _______ _____________ ICMS, pois há vantagens com
___ ____ _______________________________ _______ _____________ relação a garantias, transito e
___ ____ _______________________________ _______ _____________
___ ____ _______________________________ _______ _____________ impostos que a nota fiscal ao
___ ____ _______________________________ _______ _____________ consumidor não possui.
___ ____ _______________________________ _______ _____________ O vendedor de um produto deve
O valor____
___ sobre serviços foi calculado pela
_______________________________ VALOR DOS SERVIÇOS
_______– _____________
R$
I.S.S –
deixar de vendê-lo, caso a pessoa
alíquota de ____% de acordo com a Lei. R$
VALOR TOTAL DA NOTA –
que adquiriu o produto não queira
R$ fornecer seu CPF ou CNPJ, pois o
Declar_____ que foram prestados os serviços
código civil brasileiro obriga que
constantes nesta Nota Fiscal da empresa ele o faça ou então responderá por
Ouro Moderno, desenvolvedora de softwares. sonegação fiscal, estando sujeito a
____________________________
Montenegro, ____ de _________ de _______. Assinatura do Recebedor
multa ou mesmo ao fechamento de
sua empresa.

NOTA FISCAL DE SERVIÇO

A emissão da nota fiscal de serviços deve ser feita sempre que for prestado algum serviço,
tenha sido ele pago ou não.
Elas possuem no mínimo duas vias, e devem ter a numeração respeitada. Caso sejam
canceladas, devem-se manter todas as vias no talão. Caso a pessoa ou empresa queira emitir
uma nota fiscal diferente do que está estipulado nas leis, precisa de autorização do DTM
(Departamento de Tributos Mercantis) devendo dirigir-se a Centro de Atendimentos ao
Contribuinte, adquirir um formulário e fazer o pagamento em um banco credenciado.
39
A nota fiscal de serviços avulsa é utilizada quando o prestador de serviços não tiver um bloco
de notas fiscais autorizado pela prefeitura. Neste caso deve ir até o DTM e solicitá-la. Estão
isentos da emissão de nota fiscal de serviços os profissionais autônomos, as empresas de
ônibus, os cinemas, locais de diversões públicas e as casas de loteria controladas pela CEF
(Caixa Econômica Federal).
A impressão de notas fiscais deve ser sempre autorizada pelo Departamento de Tributos
Mercantis e feitas em gráficas autorizadas pela prefeitura. O extravio das notas fiscais deve
ser comunicado ao DTM no prazo máximo de 30 dias do ocorrido, devendo o contribuinte
prestar queixa na polícia ou no corpo de bombeiros, no caso de incêndio ou roubo.

CUPOM FISCAL

Cupons fiscais deverão ser usados por empresas em


operações de venda ou prestações de serviço ao
consumidor, realizadas com pessoas que não
contribuem com o ICMS. As empresas contribuintes
do ICMS não estão autorizadas a emitir cupom fiscal,
devendo estas fornecer a nota fiscal.

O equipamento emissor dos cupons deve ter seu


registro autorizado pela Fiscalização de Tributos
Estaduais, estando sujeito à apreensão e demais
penalidades legais caso não esteja de acordo com
essa (Lei 8.820/89 art.44, II). Quando não puder usar
a máquina emissora de cupom fiscal (EFC) por motivos técnicos ou em caso de roubo,
deverão ser preenchidas notas fiscais de venda ao consumidor, modelos 2, 1 ou 1A. Os
documentos emitidos nestes casos devem ser registrados no livro de Registros de Saídas, na
coluna “observações”, e devem ser assinalados o número e a série do documento fiscal.

PEDIDO DE NOTA FISCAL


A contabilidade da empresa é responsável pelo pedido da AIDF – Autorização de Impressão de
Documento Fiscal, que pode ser feito através de Posto Fiscal Eletrônico, nas respectivas
Secretarias de Fazenda Estaduais.

ALÍQUOTAS DE ICMS
As alíquotas variam de acordo com a mercadoria vendida e a UF de destino deste material.
No exemplo acima, veja que a alíquota de uma venda com origem no Rio Grande do Sul e
destino Paraíba é de 7%.

As alíquotas de vendas para dentro de cada estado (de SP para SP, de RS para RS, de AC para
AC, etc.) variam de acordo com a política de legislação individual de cada estado, inclusive
com variações de acordo com o tipo de produto contido na venda.
Para estar atualizado com estas informações, você deve consultar sempre o site da Secretaria
da Fazenda de seu Estado, conforme lista que já exibimos anteriormente.

CFOP
Os CFOP – Códigos Fiscais de Operações e Prestações – são códigos numéricos que
identificam as respectivas naturezas das operações de circulação de mercadorias e das
prestações de serviços de transportes intermunicipal e interestadual e de comunicação (este
último incidente quando o serviço for prestado de forma onerosa).
As chamadas naturezas das operações ou prestações, representam os motivos reais pelos
quais as saídas ou entradas de mercadorias ou produtos, bem como as correspondentes
prestações de serviços, estão sendo realizadas, em função de cada um dos estabelecimentos
dos contribuintes do ICMS e de acordo com a origem e destino dos bens móveis alcançados
por esse tributo estadual (operações ou prestações internas, interestaduais ou de comércio
exterior, abrangendo importações e exportações).

40
Para a verificação da extensa lista que contém todos estes códigos, sugerimos o seguinte
site:
http://www.infobip.com.br/cfop.htm

EXERCÍCIOS:

1) O que é a Nota Fiscal e para que ela serve?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais são as conseqüências que podem ser geradas para uma empresa no caso dela

deixar de utilizar uma Nota Fiscal ao efetuar uma venda?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais dados devem constar sobre a mercadoria na NF?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Quais são as vantagens da Nota Fiscal Eletrônica para as empresas? E as vantagens

para o governo?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) A Nota Fiscal ao consumidor é emitida normalmente para que tipo de mercadorias?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Ao emitir uma Nota Fiscal Modelo 1, o que devemos fazer, caso o comprador não queira

fornecer CPF ou CNPJ?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Para que serve a Nota Fiscal de Serviços?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Quando deve ser utilizado o Cupom Fiscal?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual o procedimento para emissão de talonário de Nota Fiscal?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

10) Qual deve ser o ICMS de uma mercadoria cuja origem é o MS, e o destino, RO?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

41
Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 9: Incidência dos Impostos - I

Nesta aula faremos uma breve introdução ao “mundo dos impostos”, apresentando a você os
mais comuns nas atividades empresariais, suas características e finalidades, e as respectivas
tabelas de incidência de acordo com a classificação das empresas.
Os impostos mais comuns que incidem sobre as atividades operacionais das empresas, são:

IR – IMPOSTO DE RENDA

É um imposto federal, ou seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Art.153, III,
da Constituição Federal).
O fato gerador do Imposto de Renda, conforme o Código Tributário Nacional (CTN) é a
aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda.
De Renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; de
proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais.
O contribuinte do imposto é:
- Pessoa Física (IRPF)

- Pessoa Jurídica (IRPJ)


Há ainda um grupo particular de contribuintes, chamados de "equiparados a pessoas
jurídicas" ou seja, para outros direitos principalmente privados esses contribuintes seriam
definidos como "pessoas físicas", mas, para o direito tributário, eles são tributados como
"pessoas jurídicas".
Como exemplo, temos as firmas individuais, atualmente chamadas pelo Código Civil brasileiro
de "empresários individuais".
A alíquota utilizada depende do contribuinte, e do valor de sua renda.
A 'base de cálculo' é o montante real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis (vide "modalidades", mais abaixo).
Os critérios (Princípios Constitucionais, inciso I, par. 2 do artigo 153 da Constituição de 1988),
são:
- Principio da generalidade(subjetivo);
- Princípio da universalidade (objetivo);
- Princípio da progressividade (alíquotas).
A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da
localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte de origem e da forma de percepção
(CTN, art.43).
Para as pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro - a receita menos a despesa.
Na prática, somente as grandes empresas realizam essa conta, o chamado regime de
apuração do lucro real. As empresas menores quase todas apuram o imposto pelo montante
de lucro presumido - um percentual aplicado sobre o total da receita, conforme o ramo de
atividade.
A alíquota para as pessoas jurídicas, não importa se lucro real ou lucro presumido, é de 15%.
Há um adicional de 10% sobre o montante que ultrapassa R$ 20.000,00 (vinte mil reais) ao
mês - o que dá 25%.
Somada à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, hoje em 9%, na prática as grandes
empresas pagariam 34% sobre o seu lucro - uma quantia bem razoável.
Ocorre que, com base em uma série de vantagens fiscais, muitas empresas conseguem por
vias legais ou quase ilegais, não pagar Imposto de Renda.
Há isenções e reduções para empresas que se instalam em certas regiões, calculadas com
base no Lucro da Exploração, aproveitamento de prejuízos fiscais de exercícios anteriores,
incentivo fiscal para investimentos em cultura, entre outros.

42
As empresas também podem usar a figura do pagamento de "juros sobre capital próprio"
para distribuir parcela do lucro a sócios pessoas físicas com a retenção na fonte de 15% e
sem nenhuma outra incidência.
Pessoas físicas assalariadas, no enquanto, sofrem retenção na fonte à alíquota de marginal de
até 27,5%, mais um outro montante para a Previdência Social.
As microempresas têm um tratamento tributário privilegiado, o SIMPLES NACIONAL, que
abrange os mais importantes tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI), além de tributos
estaduais e municipais, e é pago também sobre uma porcentagem das receitas, crescente
conforme o tamanho da empresa. A principal vantagem do SIMPLES é para as empresas com
atividade intensiva em mão-de-obra, pois, nesta modalidade, elas não sofrem a incidência da
cota patronal da contribuição previdenciária (20% sobre os salários).

A) Modalidades do IR

a) Imposto de renda retido na fonte (IRRF):


Esse imposto teve origem em tributação de operações em que não havia obrigatoriedade de
identificação de contribuintes. Atualmente, ele é mais utilizado como uma forma de
antecipação do imposto, ou seja, o contribuinte recolhe o imposto durante o ano sobre
diversos rendimentos: salários, alienações de bens, etc. E no final do ano, declarará o que já
recolheu e o que seria de fato devido.
Nesse caso, se o contribuinte for pessoa física poderá ter uma restituição; ou se for uma
pessoa jurídica, um crédito tributário.
Uma segunda forma do imposto de renda na fonte é a da cobrança exclusiva na fonte: a
tributação sobre a gratificação de Natal segue essa modalidade. Com isso, o contribuinte não
terá direito a eventual restituição sobre o tributado, mas em compensação o cálculo do
imposto permite uma tributação menor, pois não será somado aos salários do mês, o que
poderia causar a obrigatoriedade de uma alíquota maior da tabela progressiva.
Uma terceira forma de imposto de renda na fonte é a redução do imposto devido em uma
determinada operação.

b) Imposto de renda sobre o lucro real anual e estimativa:

Forma de apuração do imposto de renda da pessoa jurídica no qual se recolhe o imposto


antecipadamente, com base em percentuais sobre a receita bruta ou em balancetes mensais
de redução / suspensão, com alguns ajustes. Ao final do exercício, apura-se o lucro real anual
e o imposto devido, podendo deduzir as antecipações já recolhidas.

c) Imposto de renda sobre o lucro real trimestral:


Recolhe-se os impostos sobre balanços trimestrais, ou seja, nesse caso não se considera uma
antecipação mas o imposto devido da pessoa jurídica.

d) Imposto de renda sobre o Lucro Presumido:


Imposto trimestral em definitivo, mas calculado sobre as receitas escrituradas na
contabilidade ou em um Livro Caixa expandido (que inclui a movimentação bancária).
Dispensa a manutenção de um sistema contábil completo e de um contabilista, o que acaba
por ser polêmico, pois, aos contabilistas se reservam as atribuições contábeis, mesmo quando
simplificadas.
Além disso, para fins de uso do mercado bancário e outros, sempre se exige das empresas
um balanço assinado por contabilista responsável.

CSLL – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO


A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incide sobre as pessoas jurídicas e entes
equiparados pela legislação do Imposto de Renda e se destina ao financiamento da
Seguridade Social, estando disciplinado pela lei nº. 7.689/88.
Sua alíquota varia entre 10% e 12% e a base de cálculo é o valor do resultado do exercício,
antes da provisão para o Imposto de Renda.
A CSLL é devida pelas pessoas jurídicas da seguinte forma:

43
- Pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES pagam IRPJ, COFINS, CSLL, PIS e outros tributos
unificados.
- Pessoas jurídicas optantes pelo lucro real: a alíquota de 9% será aplicada sobre o LAIR
(Lucro Antes do Imposto de Renda)
- Pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido e pelo lucro arbitrado: alíquota de 9%
aplicada sobre o lucro do empreendimento. Este lucro é obtido aplicando-se os percentuais de
lucro presumido (e de lucro arbitrado), presentes na tabela que segue logo abaixo, sobre a
receita bruta:
- Lucro em atividade econômica
- 12% para as receitas das atividades comerciais, industriais, imobiliárias e hospitalares.
- 32% no caso de receitas de serviços em geral, exceto serviços hospitalares.

Consideram-se isentas do pagamento da contribuição social as seguintes pessoas jurídicas:


- Instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico, e as associações civis que
prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do
grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos, nos termos da Lei nº. 9.532/97, art.
15
- Entidades sem fins lucrativos, tais como as fundações, associações e sindicatos (ADN COSIT
nº. 17/90)

PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL


O Programa de Integração Social, mais conhecido como PIS/PASEP ou PIS, é uma contribuição
social de natureza tributária, devida pelas pessoas jurídicas, com objetivo de financiar o
pagamento do seguro-desemprego e do abono para os trabalhadores que ganham até dois
salários mínimos.
Quando foi instituído, o PIS tinha a finalidade de promover a integração do empregado na
vida e no desenvolvimento das empresas, viabilizando melhor distribuição da renda nacional.
Atualmente o abono do PASEP (funcionários públicos) é pago no Banco do Brasil, enquanto
que o abono do PIS (funcionários de empresas privadas) é feito na Caixa Econômica Federal.
O PIS foi criado pela Lei Complementar 07/70 (para beneficiar os empregados da iniciativa
privada), enquanto o PASEP foi criado pela Lei Complementar 08/70 (para beneficiar os
funcionários públicos). O primeiro agente arrecadador do PIS foi a Caixa Econômica Federal.
Inicialmente havia 4 (quatro) modalidades de cobrança do PIS:
- PIS sobre Faturamento, definido posteriormente pelo CMN como as Receitas Brutas ditadas
pela legislação do Imposto de Renda;
- PIS sobre Prestação de Serviços, que não era considerado Faturamento, embora houvesse a
duplicata de serviços;
- PIS Repique, que era calculado com base no imposto de renda, devido também pelos
prestadores de serviço; e
- PIS sobre folha de pagamentos, para as entidades sem fins lucrativos, mas que eram
empregadoras.

Mais tarde, o PIS passou a ser arrecadado pela Secretaria da Receita Federal e passou por
várias reformas legais: em 1988, por intermédio de Decretos-lei foi eliminado o PIS Repique,
mas em compensação passou-se a incluir no faturamento outras receitas operacionais,
procurando tributar as empresas que possuíam grandes ganhos financeiros em função da
hiperinflação brasileira.
Essa mudança acarretou reação dos contribuintes, pois na mesma época havia sido criado o
Finsocial (atual COFINS), que também tinha como base as Receitas. Além disso, o Decreto-lei
não era o instrumento legislativo adequado para se legislar sobre tributos. Houve uma série
de ações na Justiça que culminaram com a declaração de inconstitucionalidade da citada
reforma.
Após esse fato, o Governo editou medida provisória tentando continuar com a cobrança sobre
as receitas operacionais, o que também gerou protestos, sob a tese de que medida provisória
não poderia alterar a lei complementar de 1970.
Muitas empresas voltaram a recolher o PIS sem faturamento, serviços e o PIS Repique, com
base na LC 07/70, via ação judicial, até que fosse aprovada uma lei complementar que
resolvesse a questão, dentro da nova ordem constitucional instaurada em 1988.
44
COFINS – CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA SOCIAL
A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é uma contribuição
federal, de natureza tributária, incidente sobre a receita bruta das empresas em geral,
destinada a financiar a seguridade social.
Sua alíquota é de 7,6% para as empresas tributadas pelo lucro real (sistemática da não-
cumulatividade) e de 3,0% para as demais. Tem por base de cálculo:
- O faturamento mensal (receita bruta da venda de bens e serviços), ou
- O total das receitas da pessoa jurídica.
O termo "seguridade social" deve ser entendido dentro do capítulo próprio da Constituição
Federal de 1988, e abrange a previdência social, a saúde e a assistência social.
São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em geral, inclusive as
pessoas a elas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, exceto as microempresas e
as empresas de pequeno porte submetidas ao regime do Simples (Lei 9.317/96), que
recolhem a contribuição, além de outros tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS e IPI) num único
código de arrecadação que abarca todos esses tributos.
A incidência do COFINS é direta e não cumulativa, com apuração mensal. As empresas que
apuram o lucro pela sistemática do Lucro Presumido, no entanto, sofrem a incidência da
COFINS pela sistemática cumulativa.
Algumas atividades e produtos específicos também permaneceram na sistemática
cumulativa. Existem até mesmo empresas que se sujeitam à cumulatividade sobre apenas
parte de suas receitas. A outra parte se sujeita a sistemática não-cumulativa.
Estas particularidades tornam este tributo, juntamente com a Contribuição para o PIS,
extremamente complexo para o contribuinte e também para o fisco, além do que ele
constitui-se no segundo maior tributo em termos arrecadatórios no Brasil pela Secretaria de
Receita Federal, logo após o Imposto de Renda.

Na aula seguinte daremos continuidade sobre este estudo, conhecendo outros impostos
importantes que incidem sobre as atividades empresariais.

EXERCÍCIOS:
1) O que é o IR e quem tem competência para instituí-lo?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais são os contribuintes do IR?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Explique uma das modalidades de IR.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que é a CSLL e como ela é devida?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quem está isento de pagar a CSLL?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) O que é o PIS?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

45
7) Qual foi o outro tributo criado com base nas mesmas receitas do PIS e o que isso

acarretou?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Qual a diferença entre PIS e PASEP?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Quais são as alíquotas da COFINS?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Quais são as bases de cálculo da COFINS?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 10: Incidência dos Impostos - II


IPI – IMPOSTO S/PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é um imposto federal, ou seja, somente a


União tem competência para instituí-lo (Art.153, IV, da Constituição Federal).
Suas disposições estão descritas através do Decreto 4544 de 2002(RIPI/2002), incidindo sobre
produtos industrializados, estrangeiros e nacionais.
O fato gerador do IPI ocorre em um dos seguintes momentos:

a) com o desembaraço aduaneiro do produto importado;


b) com a saída do produto industrializado do estabelecimento do importador, do industrial, do
comerciante ou do arrematador;
c) com a arrematação do produto apreendido ou abandonado, quando este é levado a leilão.

Os contribuintes do imposto podem ser o importador, o industrial, o comerciante ou o


arrematador, ou a quem a lei os equiparar, a depender do caso.
A alíquota utilizada varia conforme o produto. Determinado produto tanto pode ser isento,
quanto ter alíquota de mais de 300% (caso de cigarros).
As alíquotas estão dispostas na Tipi (Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos
Industrializados).
Esta tabela pode ser acessada no seguinte endereço:

http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/DownloadArqTIPI.htm

A base de cálculo depende da transação. No caso de venda em território nacional, a base de


cálculo é o preço de venda. No caso de importação, a base de cálculo é o preço de venda da
mercadoria, acrescido do Imposto de Importação e demais taxas exigidas (frete, seguro, etc.).
A principal função do IPI é fiscal, embora ele seja um imposto seletivo. Em caso de produtos
que o governo queira estimular, ele pode isentá-lo do IPI.
No caso de produtos que o governo queira frear o consumo (caso do cigarro, bebidas e
produtos de luxo, por exemplo), o governo pode colocar alíquotas proibitivas.
46
II – IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO
O Imposto de Importação (II), é uma tarifa alfandegária brasileira. É um imposto federal, ou
seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Art.153, I, da Constituição Federal).
O fato gerador do Imposto de Importação ocorre quando da entrada de produtos estrangeiros
no território nacional.
O contribuinte do imposto é o importador, ou quem a ele a lei equiparar. Em alguns casos, o
contribuinte é o arrematador.
A alíquota utilizada depende de ato infralegal, ou seja, decreto presidencial, pois sendo extra-
fiscal, não está dentro do princípio da legalidade (art. 150, I da CF/88). A base de cálculo
depende exclusivamente da alíquota a ser utilizada.
A função do Imposto de Importação é puramente econômica, ou regulatória. Por essa razão, a
Constituição previu que este imposto não precisa obedecer ao princípio da anterioridade: ou
seja, alterações nas alíquotas podem valer para o mesmo exercício fiscal (ano) em que tenha
sido publicada a lei que o aumentou.
Seguem a mesma linha o Imposto de Exportação, o Imposto sobre Operações Financeiras, o
Imposto sobre Produtos Industrializados, as contribuições sociais e os chamados "Impostos de
Guerra" (Art. 150, § 1º da Constituição Federal). Em comum, há o fato de que todos esses
tributos são federais.

ICMS – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS


O Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) é um imposto estadual,
ou seja, somente os Governos dos Estados do Brasil e do Distrito Federal têm competência
para instituí-lo (Conforme: Art.155, II, da Constituição de 1988).
O campo de incidência do ICMS é definido, na origem, pela própria Constituição Federal, em
seu Art.155.
A Constituição atribuiu competência tributária à União para criar uma lei geral sobre o ICMS,
através de Lei Complementar (Lei Complementar 87/1996, a chamada "Lei Kandir").
A partir dessa lei geral, cada Estado institui o tributo por lei ordinária, o chamado
"regulamento do ICMS" ou "RICMS", que é uma consolidação de toda a legislação sobre o
ICMS vigente no Estado, e é aprovada por Decreto do Governador.
Cada uma dessas leis está numa hierarquia, capitaneada pela Constituição Federal e que
segue pela Lei Complementar, a Lei Ordinária e até o RICMS. Nenhuma dessas leis pode criar
obrigações que não estejam contidas nas leis superiores a ela, sob pena de serem inválidas.
O principal fato gerador para a incidência do ICMS é a circulação de mercadoria, mesmo que
se inicie no exterior. Além disso, o ICMS incide sobre serviços de telecomunicação e
transporte intermunicipais e interestaduais.
O simples fato de a mercadoria sair do estabelecimento de contribuinte já caracteriza o fato
gerador.
Não importa se a venda se efetivou ou não, mas sim se ocorreu a circulação da mercadoria;
trata-se de uma situação de fato, não simplesmente de uma situação jurídica.
A prestação de serviço de transporte, no âmbito intermunicipal e interestadual também
caracteriza o fato gerador, bem como a prestação do serviço de telecomunicação.

ISSQN – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA


O imposto sobre serviços de qualquer natureza, com exceção dos impostos compreendidos
em Circulação de Mercadorias (ICMS), conforme art. 155 II da CF/88 (ISSQN ou ISS), é um
imposto municipal, ou seja, somente os municípios têm competência para instituí-lo (Art.156,
III, da Constituição Federal).
A única exceção é o Distrito Federal, unidade da federação que tem as mesmas atribuições
dos Estados e dos municípios.
O ISSQN tem como fato gerador a prestação (por empresa ou profissional autônomo) de
serviços descritos na lista de serviços da Lei Complementar nº. 116 (de 31 de julho de 2003).
Como regra geral, o ISSQN é recolhido ao município em que se encontra o estabelecimento do
prestador.
O recolhimento somente é feito ao município no qual o serviço foi prestado (ver o artigo 3º da
lei complementar citada) no caso de serviços caracterizados por sua realização no
47
estabelecimento do cliente (tomador), por exemplo: limpeza de imóveis, segurança,
construção civil, fornecimento de mão-de-obra.
Os contribuintes do imposto são as empresas ou profissionais autônomos que prestam o
serviço tributável, mas os municípios e o Distrito Federal podem atribuir às empresas ou
indivíduos que tomam os serviços a responsabilidade pelo recolhimento do imposto.
A alíquota utilizada é variável de um município para outro.
A União, através da lei complementar citada, fixou alíquota máxima de 5% (cinco por cento)
para todos os serviços. A alíquota mínima é de 2% (dois por cento), conforme o artigo 88, do
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição Federal.
A base de cálculo é o preço do serviço prestado.
A função do ISSQN é predominantemente fiscal. Mesmo não tendo alíquota uniforme, não
podemos afirmar que se trata de um imposto seletivo.
o ISS não incide sobre locação de bens móveis, conforme jurisprudência do STF. (RE 116.121,
Rel. Min. Marco Aurélio).
O ISS é devido ao município em que o "serviço é positivamente prestado, ainda que o
estabelecimento prestador esteja situado em outro município" (Roque Carrazza). No entanto,
cabe ressaltar que a Primeira Seção do STJ pacificou "o entendimento de que, para fins de
incidência do ISS, importa o local onde foi concretizado o fato gerador, como critério de
fixação de competência e exigibilidade do crédito tributário, ainda que se releve o teor do art.
12, alínea "a", do Decreto-Lei nº. 406/68." (AgRg no REsp 334188, DJ 23.06.2003 p. 245).
"O ISS incide na operação de arrendamento mercantil de coisas móveis" (Súmula 138 do STJ).
"O ISS incide sobre o valor dos serviços de assistência médica, incluindo-se neles as refeições,
os medicamentos e as diárias hospitalares" (Súmula 274 do STJ).

TABELAS
Esses impostos são calculados conforme as alternativas de apuração: lucro real ou lucro
presumido.
Micro e pequenas empresas, com faturamento de até R$ 2.400.000,00 por ano, poderão
recolher seus impostos de forma unificada através do Simples Federal (IR, PIS, COFINS, CSLL,
IPI) e do Simples Estadual (ICMS).
Descrevemos a seguir estas alternativas e as respectivas tabelas de incidência:

A) Lucro Real
Neste método de apuração, os impostos são calculados com base no lucro real da empresa,
obtido considerando-se todas as receitas, menos todos os custos e despesas da empresa, de
acordo com o regulamento do imposto de renda.

48
Impostos Atividades Alíquotas Base de OBSERVAÇÕES
Cálculo
IR Comércio, Indústria e 15% Lucro líquido Se o lucro for superior a R$ 20 mil /
Serviços mês haverá adicional de 10% sobre
excesso
CSSL Comércio, Indústria e 9% Lucro líquido
Serviços
PIS Comércio, Indústria e 1,65% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
Serviços compensado com aquele sobre a
compra
COFINS Comércio, Indústria e 7,6% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
Serviços compensado com aquele sobre a
compra
IPI Indústria Variável Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
compensado com aquele sobre a
compra
II Importação Variável Valor da
importação
ICMS Indústria e Comércio 0 à 25% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
compensado com aquele sobre a
compra
ISSQN Serviços 2 à 5% Valor da venda

B) Lucro PresumidoOs impostos são calculados com base num percentual estabelecido
sobre o valor das vendas realizadas, independentemente da apuração do lucro.

Impostos Atividades Alíquotas Base de OBSERVAÇÕES


Cálculo
IR Comércio, Indústria e 1,2% Valor da venda
Serviços
CSSL Comércio, Indústria e 1,08% Valor da venda
Serviços
PIS Comércio, Indústria e 0,65% Valor da venda
Serviços
COFINS Comércio, Indústria e 3% Valor da venda
Serviços
IPI Indústria Variável Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
compensado com aquele sobre a
compra
II Importação Variável Valor da
importação
ICMS Indústria e Comércio 0 à 25% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
compensado com aquele sobre a
compra
ISSQN Serviços 2 à 5% Valor da venda
C) Simples Federal

49
Os impostos federais: IR, CSLL, PIS, COFINS, IPI são recolhidos de forma unificada, assim como
outros tributos. Veremos mais adiante em nosso curso, informações mais completas sobre
esta forma de recolhimento.

D) Classificação das Empresas


As empresas podem ser classificadas em 3 grupos, de acordo com seu faturamento dos
últimos 12 meses, de acordo com a seguinte tabela:

Classificação Faturamento
ME até de R$ 240.000,00
EPP de R$ 240.000,01 até R$ 2.400.000,00
EN acima de R$ 2.400.000,00

Atualmente as ME (micro-empresas) e EPP (empresas de pequeno porte) somam cerca de


96% das empresas brasileiras.
As EN (com enquadramento normal) não passam de 4%.

EXERCÍCIOS:

1) Quem pode instituir o IPI?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O IPI incide sobre quais produtos?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quando ocorre o fato gerador do IPI?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Quais as diferenças na base de cálculo de IPI em relação às vendas nacionais e às

importações?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quem pode instituir o Imposto de Importação?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Porque podemos dizer que tanto o IPI quanto o II são impostos com função regulatória?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quem tem competência para instituir o ICMS?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Qual é o fato gerador para incidência do ICMS?

50
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual a base de cálculo do ISSQN?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Qual a diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 11: Matemática Financeira - I


Nesta aula aprenderemos algumas noções básicas sobre MATEMÁTICA FINANCEIRA em
algumas aplicações muito úteis para esta função.
A primeira aplicação importante que veremos são os JUROS.

JUROS
Sendo o capital um dos fatores de produção, torna-se mais que justo que se tenha uma
remuneração. Esta é denominada de JUROS.
O juro é a premiação ou a retribuição do capital empregado. Sendo assim, os juros
representam de fato a remuneração do Capital empregado em alguma atividade produtiva,
seja ela de qualquer fim.
Os juros podem ser capitalizados da seguinte forma: simples ou composto, ou mesmo,
empregados de forma mista.
Ainda falando sobre definição de juros, ela pode ser a remuneração pelo empréstimo de
algum dinheiro.
Os juros existem porque a grande maioria das pessoas prefere o consumo imediato de um
bem, e está disposta a pagar um preço maior por isto.
Em contrapartida, a pessoa que tiver a capacidade de esperar o tempo necessário para
auferir a quantia necessária para comprar o determinado item, e neste entretempo estiver
disposta a emprestar esta quantia com paciência reduzida, será recompensado por esta
operação na proporção do tempo e risco de receber de volta o capital.
A equação tempo X risco X quantidade de dinheiro disponível no mercado financeiro é que
define o que é tão conhecida como taxa de juros.
Para checar quanto o capital rende, é indispensável que se conheça os elementos necessários
que compõem estes cálculos financeiros, bem como a forma de aplicação.
Estes elementos são:
A) CAPITAL;
O capital pode ser definido como o valor aplicado através de alguma operação tipicamente
financeira e é também muito conhecido como: valor principal, valor atual, valor aplicado,
valor presente.

B) TAXA;
Denomina-se taxa aos juros relativos a 100 unidades monetárias por UNIDADE DE TEMPO.
Exprime-se sob a forma de porcentagem acrescentando-se a unidade de tempo.
Exemplos:
- Taxa de 7% ao ano, ou 7 % a.a
- Taxa de 52% ao ano, ou 52% a.a
Isto significa dizer que para cada R$ 100 reais emprestados receberemos R$ 7,00 de juros no
caso de 7% a.a, e, no caso de 52% a.a, para cada R$ 100,00 emprestados a pessoa/
instituição receberá R$ 52,00 de juros.
51
JUROS SIMPLES
O sistema de cálculo de juros simples será empregado quando o percentual (%) de juros
incidirem apenas sobre o valor principal do dinheiro.
Sobre o valor dos juros gerados em cada período de tempo não incidirão novos juros.
O que chamamos de Valor Principal ou simplesmente Principal é o valor financeiro inicial
emprestado ou aplicado, antes de fazer a soma aos juros auferidos no período.
É possível ter também como parâmetro de definição de juros simples aquele que se admite
que os juros sejam diretamente proporcionais ao tempo da operação em questão.
Como de fato os juros são a variação entre o Capital (valor principal) e o montante, esta deve
ocorrer ao longo do tempo, o valor dos juros deve sempre estar associado ao período do
tempo que foi necessário para gerar este valor de juros.
Transformando toda esta definição em fórmula:
J= PxIxN
Onde:
J = Juros
P = Principal (capital)
I = Taxa de juros
N = Número de período

Exemplos de fixação Juros Simples:

a) Um funcionário tem uma dívida de R$ 500,00 que tem de ser paga com juros de 6% a.m.
pelo sistema de juros simples e este deve fazer o pagamento em 03 meses.

Aplicando a fórmula de juros simples


J= PxIxN
Substituindo valores :
J = 500 x 0,06 x 3 = R$ 90,00
O montante total será de R$ 590,00 (R$ 500,00 + R$ 90,00).
Ou seja,
Montante = Principal + Juros
Montante = Principal + (Principal x Taxa de juros x Número de períodos).
Assim sendo, a fórmula do montante é :
M=P.(1+(IxN))

b) Calcule o montante resultante da aplicação de R$ 60.000,00 à taxa de 9,5% a.a durante


120 dias.

Aplicando a fórmula de montante


M=P.(1+(IxN))
Substituindo os valores:
M = 60.000 x [1 + (9,5/100).(120/360)] = R$ 61.896,00
Vale observar que é expresso a taxa “i” e o período “n”, na mesma unidade de tempo (anos).
Portanto é preciso dividir 120/360, para se obter o valor equivalente em anos, levando-se em
consideração que o ano comercial são 360 dias.

c) Calcule os juros simples de R$ 1.500,00 a 13 % a.a. por 2 anos.

Escrevendo a fórmula
J= PxIxN
J = 1.500 x 0,13 x 2 = R$ 390,00

d) Calcule os juros simples produzidos por R$20.000,00, aplicados à taxa de 32% a.a.,
durante 155 dias.
Escrevendo a fórmula
J= PxIxN
Calculando o tempo da taxa = 32% a.a equivale a 32%/360 dias = 0,088 a.d (ao dia).
52
Desta forma, como a taxa e o período estão convertidos à mesma unidade de tempo (dias),
podemos usar a fórmula e efetuar o cálculo diretamente:
J = 20.000 x 0,088 x 155 = R$ 2.728,00

e) Qual o capital que aplicado a juros simples de 1,5% a.m. rende R$2.600,00 de juros em 90
dias?

Escrevendo a fórmula
J= PxIxN
Temos imediatamente:
2.600 = P.(1,5/100).(90/30)
Observe que expressamos a taxa i e o período n em relação à mesma unidade de tempo, ou
seja, meses. Assim:
2.600 = P. 0,015 . 3 = P . 0,045
Na seqüência, temos:
P = 2.600 / 0,045 = R$ 57.777,77
f) Se a taxa de uma aplicação é de 130% ao ano, quantos meses serão necessários para
dobrar um capital aplicado, através de capitalização simples?
Escrevendo a fórmula de Montante para Fixação
M=P.(1+(IxN))
Objetivo final: M = 2.P
Dados do problema: i = 130/100 = 1,3
Resolução:
2P = P (1 + 1,3 n)
2 = 1 + 1,3. n
n = 0, 769 (arredondado = 8 meses)

JUROS COMPOSTOS
É denominado regime de Juros Compostos aquele onde os juros relativos a cada período são
calculados sobre o montante referente ao período anterior.
Em resumo, os juros que são produzidos ao fim de cada período passaram a fazer parte do
capital ou montante que serviu de base para cálculo, de modo que o total conseguido será a
base para os cálculos em períodos seqüentes.
O sistema de juros compostos é mais comum e usado no sistema financeiro, pois para os
bancos e empresas financeiras, principalmente que trabalham com produto “dinheiro”, torna-
se muito mais vantajoso e rentável que se trabalhe com este tipo de regime de juros.
Neste caso, é mais útil para o usuário que saiba como se aplica estes conceitos, pois em
provas de concursos ou mesmo no dia-a-dia, é necessário que se saiba como efetuar estes
cálculos.
Desta forma, vale frisar que neste regime de juros o resultado dos juros de cada período é
incorporado ao capital inicial, gerando um novo montante para o período seguinte.
Definimos como capitalização o momento em que os juros encontrados no período são
incorporados ou somados ao valor principal.
Vejamos um exemplo:
Após quatro meses de capitalização, temos o seguinte:

1º mês:
M = P.(1 + i)

2º mês: O valor principal é igual ao montante do mês anterior:


M = P x (1 + i) x (1 + i)

3º mês: O valor principal é igual ao montante do mês anterior:


M = P x (1 + i) x (1 + i) x (1 + i)
E assim sucessivamente, com o período sendo relativo ao que foi acordado.
Simplificando, obtemos a fórmula:
n
M = P . (1 + i)
53
Obs. Vale ressaltar que a taxa “i” deve estar na mesma medida de tempo do valor “n”, ou
seja, para se poder ter o cálculo correto, tem que estar em dia/dia, mês/mês, ano/ano.
Desta maneira, para que se possa efetuar o cálculo apenas dos juros, simplesmente diminua
o valor principal do montante ao final do período dado no problema.
Obtemos a fórmula:
J=M–P

Exemplos para fixação de conteúdo:


Um montante ou valor principal, mês a mês, de uma aplicação de R$ 1.000,00 à taxa de 8%
a.m. em um período de 6 meses no regime de juros compostos.
Veja o quadro a seguir:

a) Os juros e o montante, no fim do 1º mês, tem os valores iguais aos que seriam produzidos
no sistema de juros simples.

b) Os juros vão se tornando maiores mês a mês ou período a período, de modo que após o 1º
mês, a diferença entre um Montante calculado no sistema de juros compostos e o
correspondente valor no sistema de juros simples, se torna cada vez maior de acordo com o
tempo que vai sendo aplicado.

c) No exemplo acima, cada Montante novo é obtido calculando-se um aumento de 8% sobre o


Montante anterior, o que resulta em aumentos constantes com uma taxa fixa de 8%.

No exemplo de fixação acima, é observado também a definição de Capitalização. Como este é


o processo de incorporação ou soma dos juros ao capital ou montante inicial de uma
operação financeira, verifique na terceira coluna a evolução do aumento do Montante Final.
É fato comum também ser encontrado em diversas situações as expressões do tipo: regime
de capitalização simples e regime de capitalização composta ao invés de regime de juros
simples e regime de juros compostos.
Em alguns problemas ou enunciados feitos no mercado financeiro ou em provas de concursos,
frequentemente são encontradas outras expressões usadas para indicar o regime de juros
compostos:
a) taxa de X% a.a. capitalizada semestralmente;
- Expressão indica juros compostos capitalizados por semestre;

b) taxa composta de X% a.m.;


- Expressão indica juros compostos com capitalização mensal;

c) capitalização composta, montante composto;


- Expressão indica a atuação do sistema de juros compostos.
54
Exercícios Resolvidos:
No tópico anterior, vimos apenas exemplos práticos de uso das fórmulas. Agora, serão vistos
exercícios práticos com as respectivas respostas e algumas ocasiões de aplicações.

a) Um capital de R$ 300,00 foi aplicado em regime de juros compostos com uma taxa de 10%
ao mês. Calcule o Montante desta aplicação após dois meses.
Escrevendo a fórmula:
n
M = P . (1 + i)
Resumindo os dados do problema:
Capital ou Principal (P) = 300
Taxa (i) =10% = 0,1
Períodos de Capitalização (n) =2

Primeiramente calcule o montante:


Substituindo temos : M = 300 . (1 + 0,1)²
M = 300 . (1,1)²
M = 300 . (1,21)
M = 300 . 1,21 = 363,00
Então, o Montante da aplicação fornecida neste problema, após 02 meses, é de R$ 363,00.
b) Um dono de empresa consegue um empréstimo de R$ 30.000,00 que deverá ser pago, no
fim de um ano, acrescidos de juros compostos de 3% ao mês. Quanto o dono da empresa
deverá pagar ao final do prazo estabelecido?

Escrevendo a fórmula:
n
M = P . (1 + i)
Resumindo os dados do problema:
Capital ou Principal (P) = 30.000,00
Taxa (i) = 3% = 0,03
Períodos de Capitalização (n) = 12
Primeiramente calcule o montante:
Substituindo temos : M = 30.000 x (1 + 0,03)¹²
M = 30.000 x (1,03)¹²
M = 30.0000 x (1,4257)
M = 30.000. x 1,4257 = 42.771
Então, o dono da empresa deverá pagar, ao final do prazo, o valor de R$ 42.771,00.
Nesta aula aprendemos a definição de juros e vimos os seus dois cálculos mais comuns:
simples e compostos.
Na próxima aula aprenderemos outras importantes aplicações matemáticas que podem ser
úteis para o desempenho de sua função.

EXERCÍCIOS:

1) O que é Capital?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é Taxa?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que são Juros Simples?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

55
4) O que são Juros Compostos?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Uma pessoa deve ao Banco R$ 6.000,00, que tem de ser pagos com juros de 12% a.m pelo

sistema de juros simples em 6 meses. Quanto será o valor total pago?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Calcule Juros simples de R$ 3.200,00 a 8 % a.a. por 3 anos e meio.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Calcule os juros simples produzidos por R$ 250.000,00, aplicados à taxa de 12% a.m.,

durante 210 dias.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Se a taxa de uma aplicação é de 85% ao ano, quantos meses serão necessários para

triplicar um capital aplicado através de capitalização simples?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Um capital de R$ 150,00 foi aplicado em regime de juros compostos com uma taxa de 12%

ao mês. Calcule o montante desta aplicação após 6 meses.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Você consegue um empréstimo de R$ 300,00, que deve ser pago, em 3 meses, acrescidos

de juros compostos de 12% ao mês. Quanto você pagará no final?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 12: Matemática Financeira - II


Nesta aula continuaremos a ver mais algumas noções básicas sobre MATEMÁTICA
FINANCEIRA em algumas aplicações muito úteis para esta função.
A primeira aplicação que veremos nesta aula é a REGRA de TRÊS.

REGRA DE TRÊS

A) "Regra de Três" Simples

Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro
valores dos quais conhecemos três.
Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já conhecidos.
56
Passos utilizados numa regra de três simples:

1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e


mantendo na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.

Exemplos:
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2 m², uma lancha com motor movido a
energia solar consegue produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa área
para 1,5 m², qual será a energia produzida?

Solução: montando a tabela

Identificação do tipo de relação:


Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o "X" (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia solar aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as
grandezas são diretamente proporcionais.
Assim sendo, colocamos uma outra seta no mesmo sentido (para baixo) na 1ª coluna.

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora.

57
2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado
percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela

Identificação do tipo de relação:


Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso diminui.
Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui), podemos afirmar que as grandezas
são inversamente proporcionais.
Assim sendo, colocamos uma outra seta no sentido contrário (para cima) na 1ª coluna.

Montando a proporção e resolvendo a equação, temos:


(repare que, por ser uma grandeza INVERSAMENTE proporcional, antes de iniciarmos a
equação, invertemos UMA das duas frações. O que originalmente deveria ser 3 / X, ficou
como X / 3).

Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e 30 minutos.

B) "Regra de Três" Composta


A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou
inversamente proporcionais.

1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões


serão necessários para descarregar 125m3?

Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e,


em cada linha, as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:

58
Identificação dos tipos de relação:
Inicialmente, colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.

Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões.


Portanto, a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto, a
relação é diretamente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna).

Devemos igualar a razão que contém o termo x com o produto das outras razões, de acordo
com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação, temos:

Logo, serão necessários 25 caminhões.


Você pode efetuar diversos cálculos utilizando a regra de três, em várias aplicações de seu
dia-a-dia.

59
A partir de agora estudaremos outro conceito muito importante na matemática, que
aplicamos diariamente no ambiente de trabalho:
PORCENTAGEM

Observe que o símbolo % que apareceu nos exemplos anteriores significa “por cento”.
Se repararmos em nossa volta, vamos perceber que este símbolo (%) aparece com muita
freqüência em jornais, revistas, televisão, anúncios de liquidação, etc.
Exemplos:
- O crescimento no número de matrícula no ensino fundamental foi de 24%.
- A taxa de desemprego no Brasil cresceu 12% neste ano.
- Desconto de 25% nas compras à vista.
Devemos lembrar que a porcentagem também pode ser representada na forma de números
decimais.
Observe os exemplos abaixo:

Trabalhando com Porcentagem

1.Uma televisão custa |R$ 300,00. Pagando à vista você ganha um desconto de 10%. Quanto
pagarei se comprar esta televisão à vista?
Vamos utilizar a regra de três, aprendida anteriormente.

"X" na verdade, representa 10% do valor da TV, ou seja, o desconto aplicado.


Se a TV custava R$ 300,00 e o desconto que apuramos é de R$ 30,00, o valor pago para uma
compra à vista seria de R$ 270,00.

2.Pedro usou 32% de um rolo de mangueira de 100m. Determine quantos metros de


mangueira Pedro usou.
60
Logo, Pedro utilizou 32 metros de mangueira.
Nesta aula aprendemos a trabalhar com regra de três simples, regra de três composta e
porcentagem.
Conforme já sugerido anteriormente, aplique os conhecimentos vistos nesta aula em seu dia-
a-dia, tentando identificar grandezas, valores e efetuando os devidos cálculos.
Estas funções matemáticas estão entre aquelas em que, ao invés de ficarmos presos à
fórmulas, tentando decorá-las, podemos fixá-las em nossa mente simplesmente praticando.
Quanto mais você praticar estes conceitos em sua casa, ou em algum tempo livre de seu
trabalho, mais rapidamente e objetivamente você os terá fixado em sua mente.

EXERCÍCIOS:

1) Você percorre de bicicleta o percurso de sua casa ao trabalho em 40 minutos.

Sabendo-se que você vai a 50km/h, que velocidade precisaria alcançar para chegar em

30 minutos?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

2) Gasto 40 l de álcool/mês. Quanto gasto em 20 dias?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Se você compra uma dúzia de maçãs por R$ 4,80, comprará quantas maçãs com R$ 6,00?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos

serão montados por 4 homens em 16 dias?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro com 2m. Trabalhando 3 pedreiros e

aumentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar esse muro?

61
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Converta 37%, 15,5% e 0,4% em frações.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Converta 37%, 15,5% e 0,4% em números decimais.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Se você pagar uma conta de R$ 200,00 com 4% de multa, pagará quanto no total?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) 6 pessoas representam quantos % em um grupo de 15?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Um carro de R$ 40.000,00 com 15% de desconto fica em que preço?

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 13: Simples Nacional - Introdução


DEFINIÇÃO
O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido previsto na
Lei Complementar nº. 123, de 14.12.2006 aplicável às microempresas e às empresas de
pequeno porte, a partir de 01.07.2007.
A Constituição Federal, em seus artigos 170 e 179, estabeleceram tratamento favorecido para
as empresas de pequeno porte visando incentivá-las pela simplificação de suas obrigações
administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução
destas por meio da Lei.
Posteriormente a Lei nº. 9841/99 e a Emenda Constitucional nº42 instituíram benefícios
também para as Microempresas, permitindo que as três esferas de governo estabelecessem
um Regime Tributário Único dentro de um estatuto que compreendesse, também, aspectos
não-tributários.
A adesão ao regime unificado do Simples Nacional, a partir da edição da nova lei, não seria
facultativa aos Estados, Distrito Federal e Municípios.
Nesta linha, o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT, em seu art. 94 prevê a
cessação dos regimes simplificados criados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Portanto, a partir de 01/07/2007 deixaram de viger:
Simples Candango, Simples Gaúcho, Simples Paulista e demais.
Finalmente, a Lei Complementar nº. 123, de 14.12.2006, instituiu o Estatuto Nacional da
Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

VANTAGENS
Conforme a Lei Complementar nº. 123, de 14.12.2006, todo o acesso para a área tributária,
opção, cálculo, pagamentos, consultas e outras funções pertinentes, se faz via Portal do
Simples Nacional, o que representa maior interatividade, facilidade e acessibilidade
considerando que a internet está disponível em todos os lugares.

62
A disponibilização de todos os serviços na Internet atende o objetivo da Lei, que é simplificar
em todos os aspectos o cumprimento das obrigações tributárias pelo pequeno empreendedor.
O contribuinte optante pelo Simples Nacional, ao invés de apurar os oito tributos abrangidos
pelo regime unificado (IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS/Pasep, Contribuição Previdenciária Patronal,
ICMS E ISS) separadamente, apura os valores devidos em um único aplicativo de cálculo que
emite também uma única guia de pagamento: o PGDAS.

O contribuinte inscrito no Simples Nacional precisa preencher uma única declaração anual, na
qual dará informações referentes aos oito impostos que compõem o novo regime. Antes, em
alguns Estados, somente para fins de ICMS, eram 12 declarações mensais além de uma
anual. Isto sem contar as informações relativas aos demais impostos.
Houve também a simplificação das obrigações tributárias. Ao optar pelo regime, a pessoa
jurídica precisa escriturar, com exceção de alguns segmentos específicos da economia, ou
vinculados ao fato de o optante ser contribuinte do ICMS ou IPI, apenas dois livros: caixa e
inventário.

ABRANGÊNCIA

63
Com o advento da Lei Complementar nº. 123, de 14.12.2006 todos os regimes que
beneficiavam os micro e pequenos empresários deixaram de existir.
Os contribuintes que estavam naqueles regimes e que se enquadravam nos requisitos da
nova Lei e que optaram por este novo regime passaram a usufruir os benefícios tributários do
Simples Nacional. Quem estava no Simples Federal migrou automaticamente, mas teve a
opção de pedir para sair.

COMO INGRESSAR
Para ingressar no Simples Nacional, a pessoa jurídica deverá atender, cumulativamente, às
seguintes condições:

a) enquadrar-se no conceito de ME ou de EPP;


b) ter inscrição no CNPJ e no Município e, se exigível, no Estado;
c) não incorrer em vedação;
d) formalizar a sua opção no local e nos prazos definidos.

A pessoa jurídica que, ao mesmo tempo, exercer atividade econômica permitida e atividade
econômica vedada não poderá optar pelo Simples Nacional.
Somente a pessoa jurídica que se enquadrar no conceito de ME ou de EPP é que poderá optar
pelo Simples Nacional.
O ingresso da ME e da EPP no Simples Nacional se dá por um dos seguintes modos:

- O ingresso por opção ocorre quando a própria pessoa jurídica formaliza a sua opção no
Portal do Simples Nacional, na internet, e o sistema de processamento de dados defere essa
opção. Esse é o modo normal de uma pessoa jurídica ingressar no regime de tributação. É um
ato que decorre da vontade da pessoa jurídica.
- O ingresso por inclusão administrativa (de ofício) é ato praticado pela administração
tributária e se dá quando a pessoa jurídica formaliza a sua opção e ela é indeferida. Não
concordando com o indeferimento da opção, a pessoa jurídica ingressa com processo
administrativo no órgão de administração tributária federal, estadual, distrital ou municipal
que indeferiu, solicitando revisão do indeferimento. É o caso, por exemplo, de uma pessoa
jurídica que teve a sua opção indeferida por débito no Estado, mas, na realidade, o débito já
fora pago, por equívoco, com o código de arrecadação de outro tributo.
- O ingresso por inclusão judicial é ato praticado pela administração tributária da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios em decorrência de um mandado judicial. Cabe
ao órgão de administração tributária que se situar no pólo passivo da ação judicial incluir a
pessoa jurídica no Simples Nacional.

Observação:
Além dos três modos mencionados, no segundo semestre do ano de 2007 existiu o ingresso
no Simples Nacional por migração automática.

Esse modo de ingresso no regime consistiu em transferir automaticamente as pessoas


jurídicas que eram optantes pelo Simples Federal para o Simples Nacional, desde que elas
não incorressem nas vedações previstas para o novo regime de tributação destinado às ME e
às EPP.
As pessoas jurídicas sem pendências foram migradas automaticamente para o Simples
Nacional, com data de efeito de 01/07/2007, e tiveram a oportunidade de cancelar essa
migração, caso não desejassem permanecer no Simples Nacional.
Já as pessoas jurídicas que incorreram em alguma vedação e não migraram automaticamente
para o Simples Nacional puderam, dentro do prazo estabelecido, regularizar suas pendências
e, mediante opção, ingressarem no regime.

64
Esse modo de ingresso no Simples Nacional, por migração automática, só ocorreu no segundo
semestre de 2007.
Os atos de opção, de inclusão administrativa e de inclusão judicial devem ser praticados
exclusivamente no Portal do Simples Nacional na internet, no endereço eletrônico:

www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional
No caso de opção, a pessoa jurídica interessada em ingressar no Simples Nacional deve
acessar o Portal e:

Para obtenção do código de acesso, o usuário deverá acessar o Portal do Simples Nacional e:

O Sistema Simples Nacional verificará a existência de Declaração do Imposto de Renda da


Pessoa Física (DIRPF) apresentada pelo responsável relativamente aos dois últimos exercícios.
Caso exista pelo menos uma dessas DIRPF, o sistema solicitará o preenchimento do número
do recibo de entrega correspondente a essa declaração.
Caso inexistam essas duas declarações, o sistema, então, solicitará o preenchimento do
número do título eleitoral e da data de nascimento do responsável. Dessa forma, o Sistema
Simples Nacional gerará de imediato o código de acesso, o qual permitirá o acesso do usuário
ao aplicativo de formalização da opção.
Se o usuário extraviar ou esquecer o código de acesso, poderá obter um novo, adotando os
mesmos procedimentos do parágrafo anterior.
Nas hipóteses de inclusão administrativa e inclusão judicial, o servidor público do órgão
de administração tributária deverá acessar o Portal e:

Os servidores públicos da Receita Federal e das administrações tributárias dos Estados, do


Distrito Federal e dos Municípios somente terão acesso aos aplicativos mediante certificado
digital.

PRAZOS
Os prazos para a pessoa jurídica optar pelo Simples Nacional são os seguintes:

a) No caso de pessoa jurídica em início de atividade, a opção pode se dar em qualquer mês
do ano, desde que dentro do prazo de dez dias contados da data do deferimento da última
inscrição da matriz no Município e, se exigível, no Estado.
b) Na hipótese de pessoa jurídica que já iniciou atividade, será exclusivamente no mês de
janeiro.
65
Pessoa jurídica em início de atividade é aquela cujo tempo decorrido entre a data da abertura
da matriz no CNPJ e a data da formalização da opção pelo Simples Nacional é menor ou igual
a 180 dias.
A data da abertura da matriz no CNPJ é sempre igual à data do registro do ato constitutivo da
matriz no órgão competente (Junta Comercial ou Cartório do Registro Civil de Pessoa Jurídica).
Vencido o prazo de 180 dias não há mais que se falar em pessoa jurídica em início de
atividade.
Se o décimo dia do prazo de opção cair depois do prazo de 180 dias, a pessoa jurídica não
será considerada em início de atividade, mas sim pessoa jurídica que já iniciou suas
atividades, ou seja, a sua opção só poderá ser formalizada no mês de janeiro.
Excepcionalmente, caso o décimo dia do prazo de opção caia no mês de janeiro e a pessoa
jurídica perca esse prazo de dez dias para optar, a pessoa jurídica poderá formalizar a sua
opção no mês de janeiro, até o seu último dia útil, na condição de pessoa jurídica que já
iniciou atividade.
Vejamos os seguintes exemplos de determinação do prazo de dez dias, para a pessoa jurídica
em início de atividade formalizar a sua opção pelo Simples Nacional.
Antes, porém, é conveniente esclarecer que todo estabelecimento (matriz ou filial) da pessoa
jurídica é obrigado a se inscrever no Município em virtude da taxa de licença e
funcionamento, só sendo obrigado a se inscrever no Estado caso seja contribuinte do ICMS.
A pessoa jurídica que ingressou no Simples Nacional não terá a necessidade de formalizar
opção a cada ano.
Por exemplo, uma pessoa jurídica que ingressou no regime em janeiro de 2008 não necessita
formalizar outras opções a cada mês de janeiro dos anos subsequentes.
O ingresso da pessoa jurídica no Simples Nacional se dá por prazo indeterminado, só saindo
desse regime por opção, por comunicação obrigatória, por exclusão de ofício ou por decisão
administrativa.

PROIBIÇÕES
Estão proibidas de ingressar no Simples Nacional, as seguintes pessoa jurídicas, de acordo
com as categorias abaixo:

a) Por Natureza Jurídica;


- as associações privadas, as associações públicas, as fundações privadas, as fundações
públicas e as autarquias;
- a pessoa jurídica, no Brasil, com sede no exterior;
- a sociedade cooperativa, exceto a de consumo;
- a sociedade por ações (sociedade anônima ou sociedade em comandita por ações).

b) Por Excesso de Renda Bruta;


- as associações privadas, as associações públicas, as fundações privadas, as fundações
públicas e as autarquias;
- a pessoa jurídica, no Brasil, com sede no exterior;
- a sociedade cooperativa, exceto a de consumo;
- a sociedade por ações (sociedade anônima ou sociedade em comandita por ações).

c) Por Débito;
- A pessoa jurídica que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou
Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa;

d) Por Sócio;
- Pessoa jurídica que seja sócia de outra pessoa jurídica;
Exceções: participações em cooperativa de crédito, centrais de compras, bolsas de
subcontratação, associações assemelhadas, sociedade de interesse econômico, sociedade de
garantia solidária e em outras sociedades que tenham como objetivo social a defesa exclusiva
dos interesses econômicos das ME e EPP.
- Pessoa jurídica que tenha sócio pessoa física domiciliada no exterior;
- Pessoa jurídica que tenha como sócio entidade da administração pública, direta ou indireta,
seja federal, estadual ou municipal;
66
- Pessoa jurídica cujo titular ou sócio pessoa física participe do capital de outra empresa
beneficiada pela LCP nº123/2006, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$
2,4 milhões;
- Pessoa jurídica cujo titular ou sócio pessoa física participe com mais de 10% do capital de
outra empresa não beneficiada pela Lei Complementar nº. 123/2006, desde que a receita
bruta global ultrapasse o limite de R$ 2,4 milhões;
Exceções: participações em cooperativa de crédito, centrais de compras, bolsas de
subcontratação, associações assemelhadas, sociedade de interesse econômico, sociedade de
garantia solidária e em outras sociedades que tenham como objetivo social a defesa exclusiva
dos interesses econômicos das ME e EPP.
- Pessoa jurídica cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa
jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 2,4
milhões;

e) Por Atividade Econômica;


- A pessoa jurídica que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de
desenvolvimento, de caixa econômica, de sociedade de crédito, financiamento e investimento
ou de crédito imobiliário, de corretora ou de distribuidora de títulos, valores mobiliários e
câmbio, de empresa de arrendamento mercantil, de seguros privados e de capitalização ou
de previdência complementar;
- Pessoa jurídica que explore atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de
assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a
receber, asset management, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis
a prazo ou de prestação de serviços factoring;
- Pessoa jurídica que preste serviço de comunicação;
Exceção: veículos de comunicação, de radiodifusão sonora e de sons e imagens, e mídia
externa.
- Pessoa jurídica que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de
passageiros;
Observações: pode ingressar no Simples Nacional a pessoa jurídica que preste serviço de:
a) transporte municipal de passageiros e/ou de cargas;

b) transporte intermunicipal e interestadual de cargas;


c) transporte internacional de passageiros e/ou de cargas.
- Pessoa jurídica que seja geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de
energia elétrica;
- Pessoa jurídica que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e
motocicletas;
- Pessoa jurídica que exerça atividade de importação de combustíveis;
- Pessoa jurídica que exerça atividade de produção ou venda no atacado de bebidas
alcoólicas, bebidas tributadas pelo IPI com alíquota específica, cigarros, cigarrilhas, charutos,
filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes;
- Pessoa jurídica que realize cessão ou locação de mão-de-obra;
- Pessoa jurídica que realize atividade de consultoria;
- Pessoa jurídica que se dedique ao loteamento e à incorporação de imóveis;
- Pessoa jurídica que:
a) tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade
intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua
profissão regulamentada ou não;
b) preste serviço de instrutor;
c) preste serviço de corretor, despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios.
(inclui o representante comercial e o corretor de seguros => veto ao inciso XXVIII do § 1º do
art. 17)

Exceções:
- Pessoa jurídica que se dedique às atividades de creche, pré-escola e ensino fundamental;
- Centro de formação de condutores de veículos automotores, de transporte terrestre de
passageiros e de carga;
67
- Serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus, outros veículos
pesados, tratores, máquinas e equipamentos agrícolas;
- Serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores;
- Serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas;
- Serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática;
- Serviços de reparos hidráulicos, elétricos, pintura e carpintaria em residências ou
estabelecimentos civis ou empresariais, bem como manutenção e reparação de aparelhos
eletrodomésticos;
- Serviços de instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado,
refrigeração, ventilação, aquecimento e tratamento de ar em ambientes controlados;
- Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de
subempreitada;

f) Por outras hipóteses;


- A pessoa jurídica, resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de
desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco) anos-
calendários anteriores;
- pessoa jurídica cuja situação cadastral no CNPJ é inapta (omissa contumaz, omissa e não
localizada, inexistente de fato e com prática de operações irregulares em comércio exterior).

EXERCÍCIOS:

1) O que é o Simples Nacional?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais formas de unificação de tributos existiram antes do Simples Nacional?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais as reais vantagens do Simples Nacional?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) É necessário que se faça uma Declaração Anual do Simples Nacional. O que deve conter

nela?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quais os passos para ingressas no Simples Nacional?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Explique o ingresso por opção, ingresso por inclusão administrativa e a inclusão judicial;

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais são os prazos para a pessoa jurídica optar pelo Simples Nacional?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O que acontece se o usuário extraviar ou perder o seu código de acesso ao Simples

Nacional?

68
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Algumas pessoas jurídicas estão proibidas de ingressar no Simples Nacional. Quais são

elas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Assim como existem pessoas proibidas, existem exceções. Cite-as.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 14: Simples Nacional – Enquadramento

Antes que possamos aprender como calcular e pagar o Simples Federal, precisamos estar
familiarizados com a forma de enquadrar cada empresa de acordo com as categorias
previstas em Lei.

ANEXO I
Enquadram-se nesta categoria as empresas com atividades de Comércio, ou seja, com
receita decorrente da revenda de mercadorias;
De acordo com sua receita bruta, estas empresas terão as seguintes alíquotas de Simples:
Anexo I
Partilha de Simples Nacional – Comércio
Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ INSS ICMS
PASEP
Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86%
De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33%
De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,33% 3,60% 3,10%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,34% 4,01% 3,45%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,6% 0,38% 4,56% 3,91%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%

Uma empresa que tenha tido uma receita bruta de R$ 895.532,45 estará enquadrada
na faixa de R$ 840.000,01 a R$ 960.000,00. Logo, terá uma alíquota para cálculo do Simples
Nacional correspondente à 8,45%.

69
Repare que a alíquota do Simples disposta no começo de cada linha corresponde exatamente
à soma das alíquotas dos impostos da mesma linha:

Ex.

IRPJ 0,47
+ CSSL 0,47
+ COFINS 1,42
+ PIS/PASEP 0,34
+ INSS 4,05
+ ICMS 3,48
= 10,23

ANEXO II

Enquadram-se nesta categoria as empresas com atividades de Indústria, ou seja, com


receita decorrente da venda de mercadorias industrializadas pela própria pessoa jurídica;
De acordo com sua receita bruta, estas empresas terão as seguintes alíquotas de Simples:

Anexo II
Partilha do Simples Nacional - Indústria
Receita Bruta em 12 meses ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ INSS ICMS IPI
(em R$) PASEP
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25% 0,50%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,97% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86% 0,50%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,34% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33% 0,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 480.000,01 a 600.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,78% 0,38% 0,35% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,86% 0,39% 0,38% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,53% 0,42% 0,39% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%

Note que praticamente todas as alíquotas (salvo poucas exceções) mantiveram-se da tabela
do Anexo I, além é claro, da inclusão nesta de uma coluna para o IPI.

ANEXO III
Enquadram-se nesta categoria as empresas de Locação de Bens Móveis e os seguintes
Serviços:
1. Creche, pré-escola e ensino fundamental;
2. Agência terceirizada de correios;
3. Agência de viagem e turismo;

70
4. Centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de
passageiros e de cargas;
5. Agências lotéricas;
6. Serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus, outros veículos
pesados, tratores, máquinas e equipamentos agrícolas;
7. Serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores;
8. Serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas;
9. Serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de
informática;
10.Serviços de reparos hidráulicos, elétricos, pintura e carpintaria em residências ou
estabelecimentos civis ou empresariais, bem como manutenção e reparação de aparelhos
domésticos;
11.Serviços de instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado,
refrigeração, ventilação, aquecimento e tratamento de ar em ambientes controlados;
12.Veículos de comunicação, de radiodifusão sonora e de sons e imagens, e mídia externa;
13.Transporte municipal de passageiros;
14.Transportes intermunicipais e interestaduais de cargas, para fatos geradores ocorridos a
partir de 01/01/2008;
15.Todos os serviços não enquadrados nos anexos IV ou V, desde que a pessoa jurídica não
incorra em vedação de opção pelo Simples Nacional.

Nesta categoria, saem ICMS e IPI e entra o ISSQN.


De acordo com sua receita bruta, estas empresas terão as seguintes alíquotas de Simples:

Anexo III
Partilha do Simples Nacional – Serviços e Locação de Bens Móveis
Receita Bruta em 12 meses ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ INSS IPI
(em R$) PASEP
Até 120.000,00 6,00% 0,00% 0,39% 1,19% 0,00% 2,42% 2,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 8,21% 0,00% 0,54% 1,62% 0,00% 3,26% 2,79%
De 240.000,01 a 360.000,00 10,26% 0,48% 0,43% 1,43% 0,35% 4,07% 3,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 11,31% 0,53% 0,53% 1,56% 0,38% 4,47% 3,84%
De 480.000,01 a 600.000,00 11,40% 0,53% 0,52% 1,58% 0,38% 4,52% 3,87%
De 600.000,01 a 720.000,00 12,42% 0,57% 0,57% 1,73% 0,40% 4,92% 4,23%
De 720.000,01 a 840.000,00 12,54% 0,59% 0,56% 1,74% 0,42% 4,97% 4,26%
De 840.000,01 a 960.000,00 12,68% 0,59% 0,57% 1,76% 0,42% 5,03% 4,31%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 13,55% 0,63% 0,61% 1,88% 0,45% 5,37% 4,61%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 13,68% 0,63% 0,64% 1,89% 0,45% 5,42% 4,85%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 14,93% 0,69% 0,69% 2,07% 0,50% 5,98% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 15,06% 0,69% 0,69% 2,09% 0,50% 6,09% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 15,20% 0,71% 0,70% 2,10% 0,50% 6,19% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 15,35% 0,71% 0,70% 2,13% 0,51% 6,30% 5,00%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 15,48% 0,72% 0,70% 2,15% 0,51% 6,40% 5,00%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 16,85% 0,78% 0,76% 2,34% 0,56% 7,41% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 16,98% 0,78% 0,78% 2,36% 0,56% 7,50% 5,00%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 17,13% 0,80% 0,79% 2,37% 0,57% 7,60% 5,00%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 17,27% 0,80% 0,79% 2,40% 0,57% 7,71% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 17,42% 0,81% 0,79% 2,42% 0,57% 7,83% 5,00%

ANEXO IV

Enquadram-se nesta categoria as empresas que executam os seguintes Serviços:


- construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de
subempreitada;
- montagem de estandes para feira;
- escolas livres, de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais;
- produção cultural e artística;
71
- produção cinematográfica e de artes cênicas.
São diferenciadas do grupo anterior por não terem a alíquota de INSS inclusa em sua tabela
(além de alíquotas diferentes para os demais impostos):

Anexo IV
Partilha do Simples Nacional – Serviços
Receita Bruta em 12 meses ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ IPI
(em R$) PASEP
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84%
De 480.000,01 a 600.000,00 8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87%
De 600.000,01 a 720.000,00 9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23%
De 720.000,01 a 840.000,00 10,28% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26%
De 840.000,01 a 960.000,00 10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%

ANEXO V
Enquadram-se nesta categoria as empresas que executam os seguintes Serviços:

 Administração e locação de imóveis de terceiros, cumulativamente;


 Academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais;
 Academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes;
 Elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que
desenvolvidos em estabelecimento do optante;
 Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
 Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que
realizados em estabelecimento do optante;
 Escritórios de serviços contábeis;
 Serviço de vigilância, limpeza ou conservação;

Para chegarmos a uma base de cálculo para o Simples Nacional das empresas desta
categoria, temos que obedecer a alguma regras e cálculos distintos.
Veremos isso com mais clareza na próxima aula, quando iremos aprender como calcular e
pagar os impostos.
Por ora, vamos conhecer apenas a tabela do Anexo V, que será compreendida mais adiante
quando estudarmos estes cálculos:

72
Anexo V
Receita Bruta em 12 meses IRPJ, PIS/PASEP,
(em R$) COFINS E CSLL
Até 120.000,00 4,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 4,48%
De 240.000,01 a 360.000,00 4,96%
De 360.000,01 a 480.000,00 5,44%
De 480.000,01 a 600.000,00 5,92%
De 600.000,01 a 720.000,00 6,40%
De 720.000,01 a 840.000,00 6,88%
De 840.000,01 a 960.000,00 7,36%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 7,84%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 8,32%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 8,80%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 9,28%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 9,76%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,24%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,72%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,20%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,68%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 12,16%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 12,64%
De 2.280.000.01 a 2.400.000.00 13.50%

EXERCÍCIOS:
1) Quais as empresas que se enquadram no Anexo I?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Explique como funciona o cálculo para chegarmos ao valor da alíquota do Anexo I;

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais as empresas que se enquadram no Anexo II?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Impostos entram e saem de uma tabela para outra. Quais os impostos que estão na tabela

do Anexo II que não estavam na do Anexo I?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quais as empresas que se enquadram no Anexo III?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Quais os impostos que saíram e qual o imposto que entrou no Anexo III?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais as empresas que se enquadram no Anexo IV?

73
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O que mudou do Anexo III para o Anexo IV no quesito impostos?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Quais as empresas que se enquadram no Anexo V?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Quais são as regras e cálculos aplicados as empresas que se enquadram no Anexo V?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 15: Simples Nacional – Como Calcular e Pagar


CONCEITOS BÁSICOS
a) período de apuração: é o mês-calendário;
b) base de cálculo: é a receita bruta mensal;
c) alíquota: é um valor percentual que, multiplicado pela base de cálculo, produz o valor
devido do Simples Nacional;
d) receita bruta: produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o
preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as
vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
O reconhecimento da receita mensal é realizado segundo o regime de competência. O uso do
regime de caixa depende de regulamentação do CGSN. O valor devido mensal do Simples
Nacional é calculado com base na receita bruta mensal. Não se consideram as despesas.
Não existe apuração de lucro.
O valor devido mensal do Simples Nacional será calculado exclusivamente mediante a
utilização do aplicativo PGDAS, disponível no Portal do Simples Nacional na internet.

APURAÇÃO DAS BASES DE CÁLCULO


Inicialmente, deve-se classificar a receita bruta mensal da pessoa jurídica em dois grupos:

Posteriormente, classifica-se a receita bruta mensal da pessoa jurídica que será tributada por
dentro do Simples Nacional por estabelecimento (matriz e, se existirem, as filiais).
Em seguida, para cada estabelecimento da pessoa jurídica, classifica-se a receita bruta
mensal de acordo com os Anexos vistos na aula anterior.

74
Agora, para cada tipo (anexo) de receita bruta mensal, classificar a parte da receita que
esteja sujeita às seguintes especificidades:
- imunidade;
- exigibilidade suspensa;
- isenção do ICMS ou do ISS;
- substituição tributária do IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS;
- retenções na fonte;
- devolução de mercadorias;
- cancelamento de notas fiscais.

Na apuração da receita bruta mensal, não será admitida a dedução das seguintes receitas:
a) não-incidências tributárias, exceto imunidades;
b) tributação monofásica do PIS e da Cofins;
c) diferencial de alíquotas;
d) antecipação tributaria;
e) alíquota zero;
f) isenções do IPI, PIS e Cofins;
g) mercadorias e/ou serviços vendidos e não pagos pelo consumidor.

DETERMINAÇÃO DAS ALÍQUOTAS


Para a determinação da alíquota é necessário, primeiramente, conhecer a receita bruta
acumulada dos 12 meses anteriores ao período de apuração. Esta é a soma das receitas
brutas mensais de todos os estabelecimentos da pessoa jurídica nos 12 meses que
antecedem o período de apuração.
A alíquota é determinada localizando-se na tabela correspondente ao tipo de receita, a faixa
da receita bruta total acumulada da pessoa jurídica nos 12 meses anteriores ao período de
apuração, sendo, então, a soma dos percentuais dos tributos constantes na faixa dessa
receita bruta.

75
Em caso de início de atividades a receita bruta acumulada dos 12 meses anteriores ao
período de apuração é determinada seguindo as seguintes regras:
A) No mês de início de atividade:
- Será a própria receita do mês de apuração, multiplicada por 12 (doze).
B) Mais de um e menos de 12 meses do início de atividade:
- Será calculada a média aritmética das receitas brutas mensais , multiplicadas por 12 (doze).
Exemplo: pessoa jurídica iniciou suas atividades em setembro/2007 e deseja efetuar a
apuração do mês de fevereiro/2008, tendo como receitas totais mensais os valores
constantes da tabela abaixo.
SET OUT NOV DEZ JAN
R$ 200 R$ 150 R$ 50 R$ 100 R$ 200
A receita bruta total será igual à média aritmética dos valores correspondentes aos meses de
setembro/2007 a janeiro/2008 multiplicado por 12:

Média aritmética = (200+150+50+100+200)/5 = R$140

Receita bruta operacional = 140 x 12 = R$1.680

Para determinar a alíquota a ser utilizada sobre a receita mensal da atividade sujeita ao
Anexo V, além de se conhecer a receita bruta acumulada dos 12 meses anteriores ao
período de apuração, é necessário calcular o valor da relação "r".
Quanto maior for a Folha de Pagamento, maior será "r", menor será a alíquota do Anexo V
e menor será o valor devido do Simples Nacional.

Veja a fórmula a seguir:


Tabela de Cálculos
SE r < 0,30 Alíquota = 15% para todas as faixas de receita bruta
SE 0,30 <= r < 0,35 Alíquota = 14,5% para todas as faixas de receita bruta
SE 0,35 <= r < 0,40 Alíquota = 14% para todas as faixas de receita bruta
SE r >= 0,40 Alíquota = Utilizar tabela do Anexo V

Considera-se folha de salários, incluídos encargos, o montante pago nos 12 (doze) meses
anteriores ao do período de apuração, a título de salários, retiradas de "pro labore",
acrescidas do montante efetivamente recolhido a título de contribuição para a Seguridade
Social destinada à Previdência Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
76
FORMA DE PAGAMENTO
O pagamento de tributos devidos pelos optantes do Simples Nacional deverá ser realizado por
meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
A geração do DAS será realizada exclusivamente por meio do PGDAS, onde o contribuinte
deverá prestar todas as informações necessárias à apuração do valor mensal devido.
Ele conterá as seguintes informações:

- identificação do contribuinte;
- mês da apuração;
- data de vencimento original;
- valor do principal, da multa e dos juros;
- valor total;
- número único de identificação do DAS;
- código de barras.

Não será emitido DAS com valor total inferior a R$10,00. Esse valor deverá ser acrescentado
em período de apuração subseqüente, até que o total seja igual ou superior a R$10,00.
O DAS deverá ser pago em qualquer agente arrecadador pertencente à Rede de Arrecadação
do Simples Nacional (RAS).
Ele deve ser pago pelo estabelecimento matriz até o último dia útil da primeira quinzena do
mês subseqüente àquele em que houver sido auferida a receita bruta.
O DAS não pago até a data de vencimento, ficará sujeito à incidência dos seguintes encargos
legais previstos na legislação do imposto de renda:
a) multa de 0,33% (trinta e três centésimos por cento) ao dia, limitada a 20% (vinte por
cento);
b) juros de mora calculados com base na taxa Selic, a partir do mês subseqüente ao
vencimento até o mês anterior ao pagamento e de 1% (um por cento) no mês de pagamento.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
A substituição das Contribuições Previdenciárias pelos valores pagos através do Simples
Nacional não abrange as contribuições que a empresa tem de descontar ou reter de outros
contribuintes, tais como aquelas descontadas de empregados e contribuintes individuais, bem
como aquelas retidas pelas tomadoras de serviços sujeitos a retenção de 11%, conforme
previsto no artigo 31 da Lei nº. 8.212/91.

EXERCÍCIOS:

1) O que é Receita Bruta? E como é recolhida?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
77
2) O que não é admitido que seja deduzido na apuração da Receita Bruta Mensal?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que é necessário para determinar uma alíquota?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Quais as regras para a apuração da Receita Bruta nos 12 meses que antecedem a

apuração?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Além da Folha de Pagamento o que é considerado na hora dos cálculos?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Como e onde deve ser feito este pagamento?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais as informações que devem constar na DAS?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Existe um valor mínimo para a DAS, qual é este valor?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) O que acontece se não pagamos a DAS até a data de vencimento?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) O Simples Nacional interfere nos cálculos da Contribuição Previdenciária? Justifique

sua resposta.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 16: Balanço Patrimonial


OBJETIVO
O objetivo do balanço patrimonial é apresentar, de uma forma ordenada e padronizada, a
situação econômica e financeira de uma empresa num determinado momento.
Quando analisamos a demonstração do resultado, verificamos que ela consiste na
apresentação dos saldos das contas de receitas e de despesas de um modo ordenado.
78
As contas que registram os elementos patrimoniais também devem ser classificadas e
agrupadas de modo a permitir e facilitar o entendimento e análise da situação econômico-
financeira da empresa.

EXERCÍCIO SOCIAL E CICLO OPERACIONAL


O exercício social é o período fixado em lei ao término do qual a empresa deve elaborar
demonstrações contábeis. De acordo com a lei das sociedades por ações, devem ser
observadas as seguintes regras:
O exercício social terá duração de doze meses. Os únicos exercícios sociais que poderão fugir
a essa regra são aqueles em que ocorrer a constituição da empresa ou em que for modificada
a data de encerramento do exercício.
Nas empresas que tiverem o ciclo operacional superior a um exercício, a classificação dos
ativos ou passivos no circulante ou à longo prazo poderá ter por base esse ciclo.
Ciclo operacional é o intervalo de tempo compreendido entre a aplicação de recursos na
produção dos bens ou serviços e o recebimento do numerário pela entrega destes.

PATRIMÔNIO
Podemos definir PATRIMÔNIO como o conjunto de três elementos:
A) Bens;
- Qualquer coisa palpável, como um computador, prédio, casa, dinheiro em mão, máquinas,
etc.
Em uma Loja de Calçados, podemos ter por exemplo, as seguintes modalidades de bens:
a) Bens de uso: balcão, prateleira, vitrine, espelho, computador;
b) Bens de troca: calçados para venda, dinheiro;
c) Bens de consumo: papel para embalagens, material para limpeza, pó de café.
B) Direitos;

- Valores que são seus por natureza, mais que estão em posse de outra pessoa, como por
exemplo, uma venda feita à prazo (é direito seu receber esse dinheiro, mas como esse
dinheiro ainda não está contigo, ele não é um bem, e sim um direito - direito de
recebê-lo). Outro exemplo é o dinheiro no banco (ele não esta com você).
Algumas expressões costumam ser acrescentadas aos direitos, para melhor identificação.
Ex: duplicatas à receber, impostos à restituir, aluguéis à recuperar, etc.
Podemos entender que o que diferencia BENS de DIREITOS é se o patrimônio em questão está
ou não em seu poder.

C) Obrigações.
- É o inverso de DIREITOS, ou seja, é algo avaliável em dinheiro, que não lhe pertence, mais
está em suas mãos, como por exemplo:
a) Compra à prazo: seu fornecedor lhe vendeu mercadorias a prazo, é um direito dele
receber e uma OBRIGAÇÃO sua pagar;
b) Empréstimo: é um direito do banco ou financeira receber e uma OBRIGAÇÃO sua pagar.
Portanto o patrimônio na contabilidade é o conjunto desses 3 itens (BENS, DIREITOS E
OBRIGAÇÕES).
Com base nessa teoria acima, vamos a um exemplo:
- Vamos supor que você tenha R$ 100.000,00 em sua conta bancária, mas deste valor,
somente R$ 5.000,00 são seus. O restante foi depositado por um parente seu.
Neste caso, você tem a posse de R$ 95.000,00, afinal este valor está em sua conta. Em
contra-partida, você também tem a obrigação de devolvê-lo a seu parente, logo, você tem
uma obrigação com ele.
Ora se você tem R$ 95 mil reais em sua conta e deve R$ 95 mil, podemos dizer que estes
valores se anulam, certo?
Por isso a contabilidade considera as obrigações como parte do conjunto que perfazem o
PATRIMÔNIO, para que você consiga apurar o seu PATRIMÔNIO LÍQUIDO.
Parece até simples dizer que é isso que a Contabilidade faz não? Só que na contabilidade,
qualquer fato que altere ou não o seu patrimônio deve ser registrado, e por escrito, para não
haver possibilidade de esquecimento.

79
Imagine a quantidade de transações que uma entidade faz por dia? Compras, vendas, trocas,
pagamentos e outros.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS


Essa classificação e o agrupamento das contas devem obedecer aos princípios contábeis,
geralmente aceitos e à legislação pertinente.
De uma maneira simplificada, as contas podem ser classificadas basicamente em 4 tipos:

1 - Ativas, que correspondem aos bens e direitos;


2 - Passivas, que corresponde às obrigações,
3 – Despesas, que são os gastos administrativos;
4 - Receitas, que é o faturamento da empresa.

Exemplos:
Caixa (bem): Ativo
Banco (direito): Ativo
Estoque (bem): Ativo
Fornecedores (obrigação): Passivo
Conta de Luz (obrigação): Passivo
Veículo (bem): Ativo
Água (consumo): Despesa
Receita de Vendas: Receita

A) ATIVO;
As contas do Ativo devem ser dispostas em ordem decrescente de liquidez e classificadas nos
seguintes grupos:
a) Circulante;
O ativo circulante é composto das disponibilidades, dos direitos realizáveis no curso de
exercício social seguinte e das despesas pagas antecipadamente.
As disponibilidades representam o numerário em caixa e em bancos que pode ser utilizado de
imediato, isto é, à livre disposição da empresa.
Os recursos depositados em bancos, que por qualquer razão não são de livre movimentação
pela empresa, devem ser demonstrados de modo a indicar essa condição.
Como direitos realizáveis no exercício social subsequente devemos entender não só as
duplicatas e demais valores a receber, como também os direitos de propriedade, tais como
estoque e aplicações de curto prazo, ou seja, aquelas que serão transformadas em numerário
no curso do exercício social subsequente.
Também são classificáveis no grupo do circulante as aplicações de recursos em despesas que
ainda não foram incorridas, mas que já foram pagas.
Caso típico dessas despesas do exercício seguinte é o prêmio de seguros que é pago
antecipadamente, mas refere-se a uma obrigação contratual da seguradora de prestar um
serviço no futuro.

b) Realizável à longo prazo;


Neste grupo serão classificados os bens e direitos que serão realizados após o final do
próximo exercício social, observando o que segue:
- Os direitos só serão transformados em numerário após o término do exercício seguinte, ou
após o ciclo operacional da empresa, quando este ultrapassar o exercício social.
- São classificados nesta conta os direitos que decorram de operações não relacionadas com
as atividades operacionais da empresa ou que tenham sido praticadas com empresas co-
ligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes do lucro da empresa.

Em resumo, a classificação no realizável à longo prazo depende de dois fatores: tempo e


condição do devedor.

c) Permanente.
Este tipo de ativo é dividido nos seguintes sub-grupos:

80
- Investimentos: Participações permanentes em outras empresas e os direitos de qualquer
natureza, não classificáveis no circulante, nem no realizável. Têm como principal
característica o fato de não haver intenção, por parte da empresa, de vendê-los.

- Imobilizado: Composto dos direitos que tenham por objeto a manutenção das atividades da
empresa, ou que sejam exercidos com essa finalidade, bem como os direitos de propriedade
industrial ou comercial. São classificados no imobilizado, por exemplo, os bens tangíveis
como terrenos, edifícios, móveis e utensílios, veículos e os intangíveis como marcas,
patentes e custo de exploração de fundo de comércio.
- Diferido: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado
de mais de um exercício social. São despesas relativas a serviços já recebidos as que não
foram lançados no resultado, pois contribuirão para obtenção de resultados futuros, como é o
caso dos gastos pré-operacionais.

B) PASSIVO;
As contas do Passivo são classificáveis nos seguintes grupos:
a) Circulante e exigível a longo prazo;
A classificação das contas no grupo do circulante ou do exigível a longo prazo tem por único
critério a época de vencimento da obrigação. Assim, se a obrigação vencer antes do término
do exercício social subsequente deve ser classificada como circulante; caso contrário, deve
ser classificada no longo prazo.
Também aqui, se o ciclo operacional for superior ao exercício social, poderá ser tomado como
base para determinar o que é circulante e o que é longo prazo.
b) Resultados de exercícios futuros;
Nos resultados de exercícios futuros serão classificadas as receitas já recebidas referentes a
bens ou serviços ainda não concluídos, deduzidos dos custos incorridos para sua produção até
o presente.
c) Patrimônio Líquido.
Este tipo de passivo é dividido nos seguintes sub-grupos:
- Capital Social: Representa a contribuição dos proprietários para a formação e manutenção
das atividades da empresa. Em relação ao capital social, dois aspectos merecem destaque:
1) As parcelas do capital pertencentes a pessoas domiciliadas ou com sede no exterior,
registradas no Banco Central, devem ser apresentadas destacadamente;
2) O capital não integralizado deve ser apresentado subtrativamente do capital subscrito.
- Reservas de Capital: Representam recursos provenientes dos proprietários ou de terceiros,
que aumentaram o ativo da empresa, mas não transitaram pelo resultado, ou seja, não se
constituíram em receitas.
As reservas de capital são claramente definidas em lei, devendo registrar, principalmente, o
seguinte:
1) O ágio na colocação de ações, ou seja, a parcela recebida pela venda de ações que
ultrapassar seu valor nominal;
2) Se a ação não tiver valor nominal, será considerada ágio a parcela que não for destinada à
formação de Capital Social;
3) As doações recebidas pela empresa e as subvenções para investimento;
4) O resultado da correção monetária de capital.
- Reservas de Reavaliação: É a contrapartida do registro de reavaliações espontâneas do
ativo permanente, as quais devem ser efetuadas por três peritos ou empresa especializada e
aprovada em Assembléia de Acionistas.
- Reservas de Lucro: As reservas de lucro são constituídas através de apropriação do lucro da
empresa com objetivos e regras definidos. A legislação vigente entra em detalhes sobre os
critérios para constituição dessas reservas, uma vez que as mesmas influenciam diretamente
o resultado à disposição dos acionistas.
Elas são as seguintes:
1) Reserva Legal;
2) Reservas Estatutárias;
3) Reservas para Contingências;
4) Reservas de Lucros a Realizar;
5) Reservas para reinvestimentos ou expansão
81
- Lucros ou Prejuízos Acumulados: Representam lucros que a empresa realizou e que não
foram destinados para reservas nem para dividendos.
Quanto aos lucros ou prejuízos acumulados, dois destaques devem ser feitos:
1) O saldo apresentado no balanço deve coincidir com o da demonstração de lucros
acumulados ou com o constante da demonstração da movimentação das contas do
patrimônio líquido.
2) Como já deve ter ficado claro, mesmo que haja prejuízos acumulados, estes deverão ser
apresentados no patrimônio líquido, como diminuição deste.

EXERCÍCIOS:

1) Qual o objetivo do Balanço Patrimonial?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é Exercício Social?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Qual o período de duração de um Exercício Social?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que é Ciclo Operacional e como funciona?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Defina Patrimônio e seus três elementos;

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Existem três tipos de bens, quais são eles?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) O que é Classificação das Contas?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) As Contas são subdivididas em quatro tipos. Explique cada um.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual a diferença entre Ativo e Passivo?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Com suas palavras, explique cada grupo do Passivo.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

82
Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 17: Balanço Patrimonial / Exercícios de Fixação – I

Conforme visto no método interativo, durante estas aulas estaremos realizando exercícios de
fixação, onde aprofundaremos nossos conhecimentos em formulação e análise de um Balanço
Patrimonial.
Reproduziremos nesta apostila alguns dos exercícios vistos na aula interativa.

Resolução:

83
84
85
AULA 18: Balanço Patrimonial / Exercícios de Fixação - II
Conforme visto no método interativo, durante estas aulas estaremos realizando exercícios de
fixação, onde aprofundaremos nossos conhecimentos em formulação e análise de um Balanço
Patrimonial.
Reproduziremos nesta apostila alguns dos exercícios vistos na aula interativa.

86
87
88
89
AULA 19: Balanço Patrimonial / Exercícios de Fixação – II

Conforme visto no método interativo, durante estas aulas estaremos realizando exercícios de
fixação, onde aprofundaremos nossos conhecimentos em formulação e análise de um Balanço
Patrimonial.
Reproduziremos nesta apostila alguns dos exercícios vistos na aula interativa.

90
91
92
93
AULA 20: Escrituração
ESCRITA FISCAL

Denominamos Escrita Fiscal o conjunto de documentos criados e instituídos pelo poder


Executivo, que todo sujeito passivo de obrigação tributária deve manter, com a finalidade de
comprovar as operações e receitas decorrentes de serviços prestados ou tomados, ainda que
estes serviços não sejam tributados.
Os contribuintes e as pessoas obrigadas a inscrição no CAD/ICMS deverão manter, salvo
disposição em contrário, em cada um dos estabelecimentos, os seguintes livros fiscais, de
conformidade com as operações e prestações que realizarem:

a) Registro de Entradas, modelo 1;


- Será utilizado pelos contribuintes sujeitos, simultaneamente, às legislações do IPI e do ICMS.
b) Registro de Entradas, modelo 1-A;
- Será utilizado pelos contribuintes sujeitos apenas à legislação do ICMS.
c) Registro de Saídas, modelo 2;
- Será utilizado pelos contribuintes sujeitos, simultaneamente, às legislações do IPI e do ICMS.
d) Registro de Saídas, modelo 2-A;
- Será utilizado pelos contribuintes sujeitos apenas à legislação do ICMS.
e) Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3;
- Será utilizado pelos estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação
federal e pelos atacadistas, podendo, a critério do fisco, ser exigido de estabelecimento de
contribuintes de outros setores, com as adaptações necessárias.
f) Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5;
- O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais será utilizado pelos estabelecimentos
que confeccionarem impressos de documentos fiscais para terceiros ou para uso próprio.
g) Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo
6;
h) Registro de Inventário, modelo 7;
i) Registro de Apuração do ICMS, modelo 9;
- Os livros Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, Registro de
Inventário e Registro de Apuração do ICMS serão utilizados por todos os estabelecimentos
sujeitos à inscrição no CAD/ICMS.
Relativamente aos livros fiscais, o contribuinte poderá acrescentar outras indicações de seu
interesse, desde que não lhes prejudiquem a clareza.
Os contribuintes que optarem por inscrição centralizada, deverão manter no estabelecimento
centralizador os livros de que trata o presente artigo, ressalvado o disposto em regimes
especiais.
j) Movimentação de Combustíveis;
- O livro de Movimentação de Combustíveis de que trata o inciso X será o instituído pelo
Departamento Nacional de Combustíveis – DNC e observará o modelo fixado por este órgão.
k) Movimentação de Produtos.
- O livro de Movimentação de Produtos - LMP pelo Transportador Revendedor Retalhista - TRR,
e Transportador Revendedor Retalhista na Navegação Interior - TRRNI, para registro diário
dos estoques e das movimentações de compra e venda de óleo diesel, querosene, exceto o
de aviação, e óleos combustíveis (Ajuste SINIEF 04/01).

REGRAS
Os livros fiscais serão impressos e terão suas folhas numeradas tipograficamente em ordem
crescente, costuradas e encadernadas, de forma a impedir sua substituição.
Os lançamentos, nos livros fiscais, serão feitos a tinta, com clareza, não podendo a
escrituração atrasar-se por mais de cinco dias, ressalvados lançamentos nos livros a que
forem atribuídos prazos especiais.
Os livros não poderão conter emendas ou rasuras e seus lançamentos serão totalizados e
encerrados no último dia de cada mês, salvo disposição em contrário.

94
Será permitida a escrituração por processo mecanizado, mediante prévia autorização da
Delegacia Regional da Receita do respectivo domicílio tributário, observando-se que:
a) deverão ser utilizados formulários constituídos de folhas ou fichas numeradas
tipograficamente e em ordem seqüencial;
b) os lançamentos efetuados em folhas ou fichas deverão ser copiados, em ordem
cronológica, em copiador especial previamente autenticado pelo fisco;
c) fica dispensada a copiagem quando o contribuinte houver providenciado a prévia
autenticação fiscal das folhas ou das fichas, caso em que os documentos serão enfeixados,
após a sua utilização, em volumes de até quinhentas folhas;
d) as folhas ou as fichas deverão conter as indicações básicas previstas neste Capítulo, sendo
facultado o uso de códigos para identificação de emitente-fornecedores (para utilização nas
folhas ou fichas de registro de entradas) e de mercadorias (para uso nas folhas ou fichas de
registro de controle da produção e do estoque e de inventário);
e) será indispensável que o contribuinte mantenha livro especial para registro e explicitação
dos códigos de emitente-fornecedores e dos códigos de mercadorias, previamente
autenticado na Agência de Rendas a que estiver jurisdicionado;
f) o requerimento para uso do processo mecanizado deverá ser acompanhado dos modelos
das folhas ou das fichas que substituirão os livros fiscais, bem como da descrição do sistema
mecanizado escolhido.
Conforme o artigo 216, será permitida a escrituração de livros fiscais por sistema de
processamento de dados, observadas as disposições contidas nos arts. 357 a 383.
Sem prévia autorização do fisco, os livros fiscais não poderão ser retirados do
estabelecimento, salvo a permanência destes em escritório de contabilidade mediante
comunicação à repartição fiscal do domicílio tributário do contribuinte.
Presume-se retirado do estabelecimento o livro que não for exibido ao fisco, quando
solicitado.

EXERCÍCIOS:
1) O que é Escrita Fiscal e qual sua finalidade?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais os livros fiscais que os contribuintes tem a obrigação de manter no

estabelecimento?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Como deve ser a encadernação e impressão destes livros?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Escolha 3 deles e fale sobre.

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Qual o órgão que autoriza a escrituração mecanizada dos livros?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Nos casos que é permitida a escrituração mecânica o que deve ser observado pelo

contribuinte?

95
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) O que é TRR?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O que é DNC?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Onde devem ser mantidos os livros fiscais? Quem autoriza sua retirada?

_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________

Professor:___________________________________________ Nota: _________

AULA 21: Livros Fiscais - I


Iremos ver agora os modelos de Livros Fiscais mencionados na aula anterior, bem como as
informações que devemos usar para preenchê-los.
Livro Fiscal de Entrada – modelo 1

96
Modelo 1-A

Destina-se à escrituração da entrada de mercadoria no estabelecimento, a qualquer título, ou


de serviço por este tomado.
Os lançamentos serão feitos, operação a operação ou prestação a prestação, em ordem
cronológica das entradas efetivas de mercadorias no estabelecimento ou de sua aquisição ou
desembaraço aduaneiro, na hipótese do parágrafo anterior, ou ainda, dos serviços tomados.
Os lançamentos serão feitos, documento por documento, desdobrados em tantas linhas
quantas forem as naturezas das operações e prestações, segundo o Código Fiscal e Código de
Situação Tributária, nas seguintes colunas:

a) Data da Entrada: a data da entrada efetiva da mercadoria e bens no estabelecimento ou


a data da sua aquisição ou do desembaraço aduaneiro, ou ainda, a data da utilização do
serviço;
b) Documento Fiscal: a espécie, a série e subsérie, quando for o caso, o número de ordem
e a data da emissão do documento fiscal correspondente à operação ou prestação, bem como
o nome do emitente ou do remetente, quando se tratar de nota fiscal para documentar a
entrada de bens ou de mercadorias;
c) Procedência: abreviatura da unidade da Federação da localidade do emitente;
d) Valor Contábil: o valor total constante do documento fiscal;
e) Codificação:
97
1. Contábil: o mesmo que o contribuinte eventualmente utilizar no plano de contas contábil;
2. Fiscal: o Código Fiscal de Operações e Prest. previsto no art. 230;
f) ICMS - Valores Fiscais - Operações ou Prestações com Crédito do Imposto:
1. Base de Cálculo: o valor sobre o qual incide o ICMS;
2. Alíquota: a alíquota do ICMS que foi aplicada sobre a base de cálculo indicada no item
anterior;
3. Imposto Creditado: o valor do imposto creditado;
g) ICMS - Valores Fiscais - Operações ou Prestações sem Crédito do Imposto:
1. Isenta ou Não Tributada: o valor da operação ou prestação, deduzida a parcela do IPI, se
consignada no documento fiscal, quando se tratar de mercadoria ou serviço cuja saída ou
prestação tenha sido beneficiada com isenção, imunidade ou não-incidência, bem como o
valor da parcela correspondente à redução da base de cálculo, quando for o caso;
2. Outras: o valor da operação ou prestação, deduzida a parcela do IPI, se consignada no
documento fiscal, quando se tratar de entrada de mercadoria ou de serviço tomado que não
confira crédito do imposto ao estabelecimento destinatário ou ao tomador do serviço, ou
quando se tratar de entrada de mercadoria ou de serviço tomado cuja saída ou prestação
tenha sido beneficiada com deferimento ou suspensão do imposto ou atribuída a outra pessoa
a responsabilidade pelo seu pagamento;
h) Observações: informações diversas.
Poderão ser lançados englobadamente, exceto pelo usuário de sistema eletrônico de
processamento de dados, no último dia do período de apuração, os documentos fiscais
relativos a (Ajuste SINIEF 01/04):
1) mercadorias adquiridas para uso ou consumo, segundo a sua origem, deste ou de outro
Estado;
2) serviços de transporte tomados, observado o disposto nos §§ 4º e 5º do art. 128
3) aquisição de mercadorias pelos estabelecimentos prestadores de serviços de transporte,
que tenham optado pelo crédito presumido condicionado ao não aproveitamento dos demais
créditos, que serão totalizados segundo o Código Fiscal de Operações e Prestações;
4) serviços de comunicação tomados.
Ao final do período de apuração, para fins de elaboração da Guia de Informação e Apuração
das Operações e Prestações Interestaduais, deverão ser totalizadas e acumuladas as
operações e prestações escrituradas nas colunas "valor contábil", "base de cálculo", "outras"
e na coluna "observações", o valor do imposto pago por substituição tributária, por unidade
federada de origem das mercadorias ou de início da prestação do serviço.

LIVRO FISCAL DE SAÍDA

Modelo 2

98
Modelo 2-A

Destina-se à escrituração da saída de mercadoria do estabelecimento, a qualquer título, ou do


serviço prestado.
Serão também escriturados os documentos fiscais relativos às transmissões de propriedades
de mercadorias que não transitarem pelo estabelecimento.
Os lançamentos serão feitos em ordem cronológica, segundo a data de emissão dos
documentos fiscais, pelos totais diários, desdobrados em tantas linhas quantas forem as
naturezas das operações e prestações, segundo o Código Fiscal e Código de Situação
Tributária, sendo permitido o registro conjunto dos documentos de numeração seguida da
mesma série e subsérie.

Os lançamentos serão feitos nas seguintes colunas:


a) Documento Fiscal: a espécie, a série e subsérie, quando for o caso, os números de
ordem inicial e final e a data da emissão dos documentos fiscais;

b) Valor Contábil: o valor total constante dos documentos fiscais;


c) Codificação:

1. Contábil: o mesmo código que o contribuinte eventualmente utilizar no plano de contas


contábil;
2. Fiscal: o Código Fiscal de Operações e Prest. previsto no art. 230;
d) ICMS - Valores Fiscais - Operações ou Prestações com Débito do Imposto:

1. Base de Cálculo: o valor sobre o qual incide o ICMS;


2. Alíquota: a alíquota do ICMS que foi aplicada sobre a base de cálculo, indicada no item
anterior;
3. Imposto Debitado: o valor do imposto debitado;
e) ICMS - Valores Fiscais - Operações ou Prestações sem Débito do Imposto:

1. Isenta ou Não Tributada: o valor da operação ou prestação, deduzida a parcela do IPI, se


consignada no documento fiscal, quando se tratar de mercadoria ou serviço cuja saída ou
prestação tenha sido beneficiada com isenção, imunidade ou não-incidência, bem como o
valor da parcela correspondente à redução da base de cálculo, quando for o caso;

2. Outras: o valor da operação ou prestação, deduzida a parcela do IPI, se consignada no


documento fiscal, quando se tratar de mercadoria ou serviço cuja saída ou prestação tenha
99
sido beneficiada com deferimento ou suspensão do imposto ou atribuída a outra pessoa a
responsabilidade pelo seu pagamento;

f) Observações: informações diversas.

Ao final do período de apuração, para fins de elaboração da Guia de Informação e Apuração


das Operações e Prestações Interestaduais, deverão ser totalizadas e acumuladas as
operações e prestações escrituradas nas colunas "valor contábil", "base de cálculo" e na
coluna "observações", o valor do imposto cobrado por substituição tributária, por unidade
federada de destino das mercadorias ou da prestação do serviço, separando as destinadas a
não-contribuintes.

EXERCÍCIOS:

1) Crie um modelo (uma página) de um Livro Fiscal de Entrada e simule pelo menos três

lançamentos, completando a maior parte possível de seus campos.

2) Crie um modelo (uma página) de um Livro Fiscal de Saída e simule pelo menos três

lançamentos, completando a maior parte possível de seus campos.

AULA 22: Livros Fiscais - II


LIVRO FISCAL DE APURAÇÃO DO I.P.I.

100
LIVRO FISCAL DE APURAÇÃO DO I.C.M.S.

101
Estes dois livros destinam-se a registrar, mensalmente, os totais dos valores contábeis e
fiscais relativos ao imposto, das operações de entradas e de saídas e das prestações,
extraídos dos livros próprios, e agrupados segundo o Código Fiscal de Operações e Prestações
- CFOP e o Código da Situação Tributária – CST.
No livro a que se refere este artigo serão registrados, também, os débitos e os créditos
fiscais, a apuração dos saldos e os dados relativos às guias de informação e apuração e de
recolhimento do imposto.
Em substituição a escrituração da parte relativa aos valores contábeis e fiscais, o contribuinte
poderá elaborar resumo mensal das operações ou prestações, agrupando-as segundo o
Código Fiscal de Operações e Prestações e o Código de Situação Tributária, respectivamente,
nos livros Registro de Entradas e Registro de Saídas.

LIVRO REGISTRO DE INVENTÁRIO


102
Destina-se a arrolar, pelos seus valores e com especificações que permitam sua perfeita
identificação, as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de
embalagem, os produtos manufaturados e os produtos em fabricação, existentes no
estabelecimento à época do balanço.

Serão também arrolados, separadamente:

a) as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de


embalagem e os produtos manufaturados pertencentes ao estabelecimento, em poder de
terceiros;
b) as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de
embalagem, os produtos manufaturados e os produtos em fabricação, de terceiros, em poder
do estabelecimento.
O arrolamento, em cada grupo, deverá ser feito segundo a ordenação da tabela prevista na
legislação do IPI.
Os lançamentos serão feitos nas seguintes colunas:

a) Classificação Fiscal: a indicação do código do produto previsto na legislação do IPI;

b) Discriminação: a especificação que permita a perfeita identificação das mercadorias, tal


como espécie, marca, tipo e modelo;

c) Quantidade: a quantidade em estoque à data do balanço;

d) Unidade: a especificação da unidade, tal como quilograma, metro, litro ou dúzia, de


acordo com a legislação do IPI;

e) Valor:

103
1. Unitário: o valor de cada unidade de mercadoria pelo custo de aquisição ou de fabricação,
ou pelo preço corrente no mercado ou bolsa, prevalecendo o critério de valoração pelo preço
corrente, quando este for inferior ao preço de custo; no caso de matérias-primas ou produtos
em fabricação, o valor será o de seu custo;
2. Parcial: o valor correspondente ao resultado da multiplicação da quantidade pelo valor
unitário;
3. Total: o valor correspondente à somatória dos valores parciais constantes do mesmo
código do produto referido na alínea “a”;

f) Observações: informações diversas.


Após o arrolamento, deverá ser consignado o valor total de cada grupo mencionado e o total
geral do estoque existente.
Se a empresa não mantiver escrita contábil, o inventário será levantado em cada
estabelecimento no último dia do ano civil. A escrituração deverá ser efetivada dentro de
sessenta dias, contados da data do encerramento do balanço referido no “caput” ou do último
dia do ano civil.
Inexistindo estoque, o contribuinte mencionará este fato no livro de que trata este artigo.

LIVRO DE UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS E TERMO DE OCORRÊNCIA

Destina-se à escrituração da entrada de impressos de documentos fiscais, confeccionados por


estabelecimentos gráficos ou pelo próprio contribuinte usuário, bem como à lavratura de
termos de ocorrências.

104
Os lançamentos serão feitos operação a operação, em ordem cronológica de aquisição ou
confecção própria, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, série e subsérie,
quando for o caso, do documento fiscal.

Os lançamentos serão feitos nos seguintes quadros e colunas:

a) Espécie: a espécie do documento fiscal confeccionado;

b) Série e Subsérie: a série e subsérie correspondente ao documento fiscal confeccionado;

c) Tipo: o tipo do documento fiscal confeccionado, tal como bloco, talonário, folhas soltas ou
formulários contínuos;

d) Finalidade da Utilização;

e) Autorização de Impressão: o número da Autorização de Impressão de Documentos


Fiscais, quando exigida;

f) Impressos - Numeração: os números de ordem dos documentos fiscais confeccionados;


no caso de impressão de documentos fiscais sem numeração tipográfica sob regime especial,
tal circunstância deverá constar da coluna “Observações”;

g) Fornecedor:
1. Nome: o nome do contribuinte que confeccionou os documentos fiscais;
2. Endereço: o local do estabelecimento impressor;
3. Inscrição: os números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento impressor;

h) Recebimento:
1. Data: a data do efetivo recebimento dos documentos fiscais confeccionados;
2. Nota Fiscal: a série e subsérie, quando for o caso, e o número da nota fiscal emitida pelo
estabelecimento gráfico relativa à saída dos documentos fiscais confeccionados;

i) Observações: informações diversas, inclusive referências a:


1. extravio, perda ou inutilização de impressos de documentos fiscais;
2. supressão da série ou subsérie;
3. entrega de blocos ou formulários de documentos fiscais à repartição para serem
inutilizados. Do total de folhas do livro de que trata este artigo, cinquenta por cento, no
mínimo, serão destinadas à lavratura de termos de ocorrências, as quais, devidamente
numeradas, deverão ser impressas no final do livro.

LIVRO DE MOVIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS

LIVRO DE MOVIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS – LMC Fl. nº.

1) Produto: 2) Data:
3) Estoque de Abertura (Medição no início do dia)
TQ TQ TQ TQ TQ TQ 3.1) Estoque
Abertura

4) Volume Recebido no dia (em litros) 4.1) Nº. TQ 4.2) Volume


Descarga Recebido

105
Nota Fiscal nº. de / /
Nota Fiscal nº. de / /
Nota Fiscal nº. de / /
4.3) Total Recebido
5) Volume Vendido no dia (em litros) 4.4) Vol. Disponível
(3.1 + 4.3)
5.1) TQ 5.2) Bico 5.3) + 5.4) – Abertura 5.5) – Aferições 5.6) = Vendas Bico
Fechamento

10) Valor das Vendas (R$) 5.7) Vendas no dia


10.1) Valor de vendas do dia 6) Estoque Escritural
(5.7 x Preço Bomba) (4.4 – 5.7)
10.2) Valor Acumulado mês 7) Estoque de Fechamento
(9.1)
11) Para uso do Revendedor 8) – Perdas + Ganhos (*)
13) Observações 12) Destinado à fiscalização
DNC

OUTROS ÓRGÃOS FISCAIS

Conciliação dos Estoques


TQ TQ TQ TQ TQ
TQ TOTAL
9) Fechamento 9.1)
físico
(*) ATENÇÃO: SE O RESULTADO FOR NEGATIVO, PODE ESTAR HAVENDO VAZAM. DE
PRODUTO PARA O MEIO AMBIENTE.

O Livro de Movimentação de Combustíveis, instituído pela Agência Nacional de Petróleo


(ANP), será utilizado pelos postos revendedores de combustíveis, devendo os lançamentos
serem efetuados diariamente.
É permitido ao contribuinte destinar um livro para cada produto, devendo solicitar à
repartição competente a autenticação de cada um dos livros que utilizar.
No caso do parágrafo anterior, a numeração dos livros será sequencial, a partir de 1 (um), em
relação a cada produto.
Os livros referentes aos 6 (seis) últimos meses devem ser mantidos no estabelecimento à
disposição da fiscalização. O não cumprimento sujeita o contribuinte à multa prevista no
artigo 45 da Lei n° 7.098, de 30 de dezembro de 1998.

LIVRO DE MOVIMENTAÇÃO DE PRODUTOS

LIVRO DE MOVIMENTAÇÃO DE PRODUTOS - LMP


ANVERSO
(A que se refere o inciso XIV do artigo 217)

106
Livro de Movimentação de Produtos (LMP) Folha
(quantidades expressas em litros) nº.
01 - Combustível: 02 - Data da
Movimentação:

03 – Estoque de
Abertura:
04 - Entradas Normais (compras recebidas):
Nº. da Série Data Emitente Quantidade
N.F.

05 - Total das
Entradas:
06 - Demonstrativo:
06.1 - Outras Entradas (justificar no campo 11 -
Observações):
06.2 - Estoque Disponível (soma dos campos 03 - E.
Abert., 05 - Entr. Norm. e 06.1 - O. Entr.):
06.3 - Saldos (resultado do campo 10 = soma dos campos
06 - T. Vendas e 09 - O. Saídas):
06.4 - Estoque Contábil de Fechamento (campo 06.2 - Est.
Disp. menos 06.3 - Saídas):
06.5 - Estoque Físico Medido:
06.6 - Variação Apurada (o valor será negativo se o
estoque for inferior ao contábil):
LIVRO DE MOVIMENTAÇÃO DE PRODUTOS - LMP
VERSO
(A que se refere o inciso XIV do artigo 217)
07 - Vendas (saídas normais):
Nº. da N.F. Série Data Destinatário Quantidade

107
08 - Total de Vendas:
09 - Outras Saídas (justificar no campo 11 - Observações):
10 - Total das Saídas (soma dos campos 08 e
09):

11 – Observações:

O Livro de Movimentação de Produtos (LMP), instituído pela Agência Nacional de Petróleo


(ANP), será utilizado pelo Transportador Revendedor Retalhista (TRR) e Transportador
Revendedor Retalhista na Navegação Interior (TRRNI), para registro dos estoques e das
movimentações de compra e venda de óleo diesel, querosene iluminante e óleos
combustíveis.
A numeração dos livros será sequencial, a partir de 1 (um).
O LMP deve ser escriturado diariamente.
O LMP referente aos 6 (seis) últimos meses de movimentação de cada uma das unidades de
revenda (matriz e filiais) do TRR ou TRRNI, bem como cópias das Notas Fiscais de compra e
de revenda de combustíveis de igual período, devem permanecer nestas unidades à
disposição da fiscalização.

EXERCÍCIOS:
1) Escolha dois modelos de Livros Fiscais apresentados nesta aula, e crie um modelo (uma

página) de cada um deles, simule um lançamento, completando a maior parte possível de

seus campos.

108
109

Você também pode gostar