Assistente Contábil
Assistente Contábil
Índice
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AULA 1:Noções Básicas de Contabilidade
O diálogo anterior é dito 7 vezes em cada 10 comentários, quando alguém fica sabendo que
você entrou na faculdade para estudar contabilidade ou está fazendo um curso de Assistente
Contábil.
A realidade diz justamente o contrário, ou seja, ao entrar em um curso contábil, você não
estudará somente matemática.
Na verdade, estudará muito pouco disso em relação aos demais conteúdos.
Poucos sabem que um dos objetivos da contabilidade é simplesmente preparar relatórios para
os gestores (administradores), a fim de ajudar na análise e nas decisões da empresa.
Objetivo este atualmente totalmente distorcido pelo fisco (atualmente um contador passa
mais de 70% do seu tempo cumprindo obrigações impostas pelos governos, tais como
preenchimento de declarações).
Portanto, não saia pensando que o seu contador não faz alguns tipos de relatórios por que
não quer, às vezes não sobra tempo para ajudar no gerenciamento.
Um contador de uma empresa média pode chegar a ter que fazer mais ou menos 47
declarações durante um ano, algumas simples outras mais complexas, algumas até com mais
de 100 folhas, dependendo do tipo de atividade da empresa.
Se o objetivo da contabilidade é o de ajudar na administração da empresa através de
relatórios, por que quase a maioria dos empresários não a utiliza?
A resposta? Porque não possuem um pouco de conhecimento de contabilidade.
Você deve conhecer alguém que tenha uma empresa, pergunte se ele entende aquele monte
de números chamado balanço patrimonial que o contador manda para ele assinar no final do
ano.
O que esse empresário faz com esse balanço? Assina, afinal não foi isso que o contador
pediu?
O Sebrae divulga constantemente que a maioria das empresas que “quebram” é devido a
uma má gestão.
Agora vamos ao conveniente, você tem uma empresa, faz dela o seu ganha-pão, assim como
o sustento da sua família.
Você paga todo mês os honorários do seu contador e ele tem condições de fazer todos os
relatórios. Por que não usar esses relatórios para melhorar o gerenciamento da sua empresa?
No decorrer dessas aulas vamos adquirir alguns conhecimentos básicos para permitir que
você possa entender e analisar um balanço patrimonial de uma empresa assim como dos
demais relatórios contábeis.
Para isso necessitaremos adquirir esses conhecimentos básicos e iremos discuti-los um a um.
No final, temos certeza de que você, quando ver um balanço patrimonial de uma empresa, vai
encará-lo com outros olhos.
Vamos dar um exemplo de auxílio contábil para a gestão, exemplificando o que mais
preocupa os empresários: a carga tributária e o valor dos impostos.
Vale ressaltar que se trata de um exemplo hipotético!!!
Suponhamos que você descobriu como se faz um telefone especial, um telefone que lhe avisa
5 minutos antes de tocar quem vai te ligar. Esse aparelho é a febre do momento, todo mundo
quer comprar um.
O custo para você produzir esse aparelho é de R$ 60,00.
Você tem um amigo que montou uma loja de produtos eletrônicos, e ficou sabendo que ele
paga por um aparelho igual à quantia de R$ 100,00.
A primeira coisa que você pensaria seria: “bom, se eu gasto R$ 65,00 para produzir o telefone
especial, e as lojas estão comprando ele por R$ 100,00, eu poderia vender por R$ 85,00 e
ganhar muito dinheiro. Assim eu vou viajar, trocar de carro e, principalmente, largar meu
emprego”.
Aí você começa a produzir e fecha um grande contrato com uma rede de lojas. Ela quer
comprar de você 10.000 desses aparelhos. Contrato fechado. No primeiro mês a loja quer
1.000 aparelhos.
Qual o seu primeiro procedimento?
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Calcular quanto você vai ganhar com esses 1.000 aparelhos no primeiro mês. Bom, se você
gasta R$ 65,00 por produto e produziu 1.000 unidades, você gastou R$ 65.000,00 para
produzi-los. Certo?
Você vendeu a R$ 85,00, então você ganhou R$ 85.000,00.
Diminuindo os seus gastos de R$ 65.000,00, sobram para você R$ 20.000,00.
Mesmo antes de receber você já começou a gastar, largou seu emprego, trocou de carro,
viajou com a família e etc.
Você se esqueceu de perguntar ao seu contador quanto você pagaria de imposto com a
venda desses produtos e como era o cálculo deles.
Passa-se um mês, você produziu e entregou os 1.000 aparelhos prometidos e recebeu a
quantia combinada.
Lá esta você na sua fábrica, quando chega o boy do seu contador com os impostos para você
pagar.
Quando você vê os valores você quase cai para trás, sua primeira reação é ligar para o
contador e dizer que ele errou nos cálculos e que tem que ter alguma coisa errada com esses
valores.
Então o contador te explica como ele chegou aos valores. Ele começa da seguinte forma:
- “Olha, o imposto X é 8% do seu faturamento, o imposto Y é 3% do seu faturamento e o
imposto Z é 15% do seu lucro”.
Então você faz os seus cálculos, sem saber é claro, se está fazendo de forma correta:
8 + 3 + 15 = 26
26% de R$ 20.000,00 (que foi o que você ganhou) = R$ 5.200,00.
Aí você confere com os cálculos do contador, cujo total dos impostos foi de R$ 12.350,00.
Nessa hora você já esta com raiva do contador, e pergunta:
- "Como você chegou a esses valores? Não disse que estava errado? Você está maluco? Se
eu pago esses R$ 12.350,00 como eu iria pagar o aluguel da fábrica, meus funcionários, a
conta de luz, a conta de telefone, o IPTU, o seguro e outras despesas e ainda sobrar algum
dinheiro para mim?"
O contador começa a te explicar:
- “O imposto X é 8% do seu faturamento: seu faturamento foi de R$ 85.000,00, então 8% de
85.000,00 é igual a R$ 6.800,00.”
- “O imposto Y é 3% do seu faturamento: seu faturamento foi de R$ 85.000,00, então 3% de
85.000,00 é igual a R$ 2.550,00.”
- “O imposto Z é 15% do seu lucro: seu lucro foi de R$ 20.000,00, então 15% de 20.000,00 é
igual a R$ 3.000,00”.
- “Totalizando: R$ 6.800,00 + R$ 2.550,00 + R$ 3.000,00 = R$ 12.350,00. Entendeu? Meus
cálculos estão corretos!”
Você mais uma vez achando que seu contador está errado:
- "Meu querido contador (com ar nervoso), você está fazendo os cálculos errados. Meu
faturamento não foi de R$ 85.000,00, meu faturamento foi de R$ 20.000,00. Eu faturei
somente R$ 20.000,00, que é a diferença de R$ 85.000,00 – R$ 65.000,00."
Nesse momento o contador entende seu equivoco e diz:
- “Ah!!!!! Você esta confundindo faturamento com lucro. Pela lei, Faturamento é tudo o que
você recebeu, independente de quanto você gastou. O Lucro sim, é quanto você ganhou, ou
seja, a diferença do seu Faturamento menos os seus custos.”
Você então bate o telefone na cara do contador e lembra que o tio da prima do filho do seu
amigo é contador também, e pede para ele refazer o cálculo do seu imposto e, para sua
surpresa, o valor total é: R$ 12.350,00.
E agora, você ainda tem que pagar aluguel da fábrica, os funcionários, a conta de luz, a conta
de telefone, o IPTU, o seguro e as outras despesas.
Lembrando que você já gastou dinheiro trocando de carro, viajando com a família e até
mesmo investindo em sua fábrica.
Será que se você tivesse conversado com o seu contador antes, essa situação poderia ter
sido evitada?
Lógico que estamos partindo de um exemplo hipotético, que a realidade pode ser diferente
desses valores, mas vale lembrar que em certos tipos de produtos, tais como o cigarro, a
carga tributária chega a mais de 80% do preço de venda.
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O exemplo é de carga tributária, mas poderíamos fazer a seguinte pergunta: por quanto eu
deveria ter vendido os 1.000 aparelhos para que me sobrasse R$ 20.000,00, depois de eu ter
pagado todos os meus impostos?
Lembrando que o exemplo citado é um pouco mais complexo, pois envolve carga tributária,
que é apenas parte do foco nessas aulas.
Vamos aprender o que é um Balanço Patrimonial, o que é Ativo e Passivo, como funciona o
mecanismo de débito e crédito na contabilidade, vamos conhecer e entender as outras
demonstrações contábeis, escrituração e muito mais.
EXERCÍCIOS:
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2) Como a Contabilidade pode auxiliar na gestão de uma empresa?
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3) O que é lucro?
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4) O que é faturamento?
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5) O que é o Balanço Patrimonial?
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6) Se você tivesse R$ 1.000,00 para emprestar a alguém, e essa pessoa tivesse um
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7) Qual o interesse dos administradores no Balanço Patrimonial?
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8) Qual o interesse de um fornecedor de sua empresa em seu Balanço Patrimonial?
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10) Em que tipos de empresa a Contabilidade é útil?
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Exercícios Práticos:
A) João foi comprar um carro no valor de R$ 55.000,00, chegando na loja o vendedor disse
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C) José tinha uma conta de internet no valor de R$ 115,90 que vencia no dia 25/10/2015,
porém José pagou 5 dias atrasados, para cada dia, havia 2% de juros. Quanto ficará a
conta de José?
PESSOA FÍSICA
Em Direito, uma pessoa física (ou pessoa natural) é um ser humano percebido através dos
sentidos e sujeito as leis físicas.
Contrasta com a pessoa jurídica, que é uma organização que a lei trata para alguns
propósitos, como se fosse uma pessoa distinta de seus membros, responsáveis ou donos.
Se fundamenta em duas teorias, sendo elas a teoria “natalista” que diz que “o indivíduo só
possui personalidade a partir do momento em que nasce com vida” (separação do feto do
corpo da mãe), e também a teoria “concepcionista”, que diz que “o indivíduo possui
personalidade a partir do momento da concepção, da união do espermatozóide com o óvulo”.
Por exemplo, o direito de voto, ou o direito de ser eleito presidente da República, são
garantidos apenas para pessoas físicas.
Em muitos casos, os direitos fundamentais são implicitamente garantidos apenas para
pessoas físicas. Por exemplo, uma corporação não pode ser eleita para cargo público, mas
pode processar alguém (pessoa física ou jurídica, incluindo o próprio Estado).
A capacidade jurídica de uma pessoa física é a possibilidade de exercer pessoalmente os atos
da vida civil - isto é, adquirir direitos e contrair deveres em nome próprio.
A legislação brasileira prevê três estados de capacidade jurídica:
PESSOA JURÍDICA
Conforme o artigo 40 do Código Civil de 2002, as pessoas jurídicas (admitidas pelo Direito
brasileiro) podem ser classificadas da seguinte forma:
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A) Pessoas jurídicas de direito público interno:
Conforme o art. 41 do CC de 2002, são a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios,
os municípios, as autarquias (como o INSS, etc.) e as demais entidades de caráter público
criadas por lei (por exemplo, fundações públicas como as universidades federais ou
estaduais).
Sua existência legal (personalidade), ou seja, sua criação e extinção, ocorre pela lei.
A personalidade legal de uma pessoa jurídica, incluindo seus direitos, deveres, obrigações e
ações, é separada de qualquer uma das outras pessoas físicas ou jurídicas que a compõem.
Assim, a responsabilidade legal de uma pessoa jurídica não é necessariamente a
responsabilidade legal de qualquer um de seus componentes.
- Por exemplo, um contrato assinado em nome de uma pessoa jurídica só afeta direitos e
deveres da pessoa jurídica; não afeta os direitos e deveres pessoais das pessoas físicas que
executaram o contrato em nome da entidade legal.
No entanto, há casos especiais em que a personalidade jurídica pode ser desconsiderada,
possibilitando o juiz, em determinado processo judicial, a atingir o patrimônio dos sócios ou
responsáveis pela pessoa jurídica: é a “desconsideração da personalidade jurídica”.
Em comparação com a legislação de outros países, o tratamento dado pelo Estado brasileiro à
pessoa jurídica é considerado demasiadamente intervencionista.
A legislação é considerada propositalmente vaga, e as possibilidades de ingerência do Estado
sobre negócios privados são virtualmente infinitas.
Isso aumenta as possibilidades de corrupção e também o risco jurídico de negócios no Brasil,
fato que, segundo especialistas, desestimula investimentos estrangeiros no país.
Isto se reflete na excessiva burocracia que há no Brasil, para a abertura e para o fechamento
de uma empresa.
Sem dúvida, há procedimentos que são imprescindíveis, tais como o registro do nome que se
faz perante os órgãos públicos. Todavia, há outros procedimentos que são feitos de forma
redundante, podendo-se citar como exemplo a grande quantidade de certidões necessárias
para concluir a operação.
CPF
O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é o registro de um cidadão na Receita Federal brasileira
no qual devem estar todos os contribuintes (pessoas físicas brasileiras ou estrangeiras com
negócios no Brasil). O CPF armazena informações fornecidas pelo próprio contribuinte e por
outros sistemas da Receita Federal.
Cada contribuinte possui um documento, o cartão CPF, que garante este cadastro. É um dos
principais documentos para cidadãos brasileiros.
Ao ser emitido, um CPF gera um número de onze algarismos, sendo os dois últimos dígitos
verificadores para evitar erros de digitação. Este número é único para cada contribuinte e não
muda, mesmo no caso de perda do cartão.
Sua posse não é obrigatória, mas é necessária para a maior parte das operações financeiras
(como abertura de contas em bancos, por exemplo). Há diversos casos em que o CPF pode
ser cancelado (por exemplo, quando o contribuinte não faz o recadastramento anual
obrigatório ou a declaração de Imposto de Renda por dois anos consecutivos, mas não
quando o contribuinte emite cheques sem fundos).
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O porte do cartão também não é obrigatório, embora sua apresentação seja exigida em
diversas ocasiões, como instrumento auxiliar na autenticação da identidade do indivíduo.
Nesses casos, também podem ser apresentados outros documentos oficiais em que o CPF é
mencionado, como o RG ou a carteira de motorista.
Recentemente, o governo lançou o "e-CPF", documento eletrônico em forma de certificado
digital, que garante a autenticidade e a integridade na comunicação entre as pessoas físicas
e a Secretaria da Receita Federal (SRF). Funciona exatamente como uma versão digital do
CPF, sendo vinculado a ele. O e-CPF serve, entre outras aplicações, para entregar declarações
de renda e demais documentos eletrônicos com aposição de assinatura digital. Além disso,
está sendo difundido seu uso na assinatura digital de contratos de câmbio e, futuramente, em
outros contratos bancários.
Para emitir o CPF, a pessoa física deve ir a uma agência dos Correios, do Banco do Brasil ou
da Caixa Econômica Federal levando o documento de identidade.
Valem também Carteira de Trabalho e Previdência Social e Carteira Nacional de Habilitação
(com fotografia, na forma da Lei nº. 9.503/97).
Para a emissão do CPF, o candidato deverá efetuar o pagamento de uma taxa no valor de R$
4,50 (valor em Novembro/2008) e o acesso ao número de CPF estará disponível em 48 horas
no mesmo local onde seu cadastro foi feito.
CNPJ
O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ é um número único que identifica uma pessoa
jurídica junto à Receita Federal Brasileira (órgão do Ministério da Fazenda), necessário para
que a pessoa jurídica tenha capacidade de fazer contratos, processar ou ser processada.
O CNPJ veio substituir o CGC, Cadastro Geral de Contribuintes. Por vezes, o CNPJ também é
grafado como CNPJ-MF.
O Cadastro funciona como uma identidade e nele estão informados:
- Data de abertura;
- Nome da empresa;
- Título ou nome fantasia - se tiver;
- Código e descrição da atividade econômica principal - o CNAE;
- Código e descrição das atividades econômicas secundárias;
- Código e descrição da natureza jurídica;
- Endereço;
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- Situação cadastral - Na consulta realizável na página da internet da Receita
Federal.
C) Os dois últimos formam o "dígito verificador", que é resultado de uma equação com os
doze números anteriores.
03.847.655/0001-98
Assim como no caso do CPF, também foi criado o cartão e-cnpj, documento eletrônico em
forma de certificado digital, que garante a autenticidade e a integridade na comunicação
entre as pessoas jurídicas e a Secretaria da Receita Federal (SRF).
EXERCÍCIOS:
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3) Dê exemplos de direitos fundamentais que são garantidos apenas às pessoas físicas?
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4) Diga uma diferença contrastante entre a pessoa física e a pessoa jurídica.
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5) Existe ligação entre a personalidade legal de uma pessoa jurídica e da pessoa física
que a compõe?
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6) O que acontece quando há a desconsideração da personalidade jurídica?
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7) Quando o uso do CPF é necessário?
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9) Em que circunstâncias o CPF pode ser cancelado?
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10) O que é o CNAE? Cite um documento onde ele é informado.
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algum segmento profissional, enquadrar-se-á como empresário ou autônomo, conforme a
situação.
Caso prefira se reunir com uma ou mais pessoas para, juntos, explorarem alguma atividade,
deverão constituir uma sociedade que poderá se tornar uma sociedade empresária ou
sociedade simples, conforme veremos as diferenças entre uma e outra, mais adiante.
As empresas pessoas jurídicas são organizadas basicamente sob duas formas:
- empresa individual (quando a empresa “tem um único proprietário”);
- sociedade (quando a empresa “tem dois ou mais proprietários”);
B) Autônomos;
Muitos dos que atuavam na condição de autônomo, também passaram à condição de
empresário, pois foram recepcionados em seu conceito, conforme transcrito à seguir:
Conceito de empresário: “Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada, para a produção ou circulação de bens ou de serviços”. (Art. 966)
Entre aqueles que não passaram a esta condição, podemos afirmar que não constituem
Empresa Individual.
Como dissemos, é a natureza da empresa individual a exploração de atividades
caracterizadas como comerciais.
A empresa individual pode ter atividades mercantis e de prestação de serviços.
Mas a existência de atividade mercantil é responsável para a sua configuração, ou seja, não
se admite a existência de empresa individual sem a atividade mercantil.
Portanto, o autônomo estabelecido não é empresa individual, embora em muitos casos seu
estabelecimento (escritório, consultório, oficina, etc.) tenha verdadeira estrutura de empresa.
O novo Código Civil não traz a definição de autônomo, entretanto, o parágrafo único do art.
966, nos revela quem não é considerado empresário, o que nos permite afirmar que estes são
os autônomos. Vejamos o que diz a lei:
“Não se considera empresário: aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica,
literária ou artística, mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício
da profissão constituir elemento de empresa” (Parágrafo único do art. 966).
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À grosso modo, podemos afirmar que se considera autônomo aquele que atua, por conta
própria (sem sócios), como profissional liberal (advogado, dentista, médico, engenheiro,
arquiteto, contabilista etc.), que, na verdade, vendem serviços de natureza intelectual,
mesmo que contem com o auxílio de empregados.
SOCIEDADES
Comecemos este tópico por apresentar o conceito de sociedade:
Portanto, não é autônomo nem empresário (já que estes atuam individualmente), mas sim
uma autêntica sociedade, quando mais de uma pessoa, com os mesmos propósitos e
objetivos econômicos, se reúne para a realização de negócios em conjunto e a partilham os
resultados entre si.
A) Sociedade Simples;
Sociedades Simples são sociedades formadas por pessoas que exercem profissão intelectual
(gênero), de natureza científica, literária ou artística (espécies), mesmo se contarem com
auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Desta forma, Sociedade Simples é a reunião de duas ou mais pessoas (caso atue
individualmente será considerada autônoma), que reciprocamente se obrigam a contribuir
com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos
resultados, não tendo por objeto o exercício de atividade própria de empresário.
B) Sociedade Empresária;
“A Sociedade Empresária tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário
sujeito a registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu objeto,
devendo inscrever-se na junta comercial do respectivo Estado.” (Art. 982 e § único);
EXERCÍCIOS:
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2) De que forma são organizadas as empresas pessoa jurídica?
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3) Quais são as condições para que uma pessoa natural seja considerada comerciante?
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4) Em que a habitualidade de comércio interfere neste conceito de empresário?
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5) Quais as diferenças entre Empresa Individual e Autônomo?
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6) Quais as diferenças entre Empresa Individual e Sociedade?
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7) Qual a diferença entre Autônomo e Sociedade Simples? E qual a semelhança?
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8) O fato de um advogado ter o auxílio de um empregado, muda o conceito de como sua
atividade é classificada?
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9) O que é Sociedade Empresária?
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10) Quais as diferenças de Sociedade Simples e Empresária?
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TIPOS DE SOCIEDADES
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compõem um patrimônio especial), liquida-se pela medida judicial de prestações de contas e
não por ação de dissolução de sociedade, e não possui nome empresarial.
A sociedade em conta de participação se constitui da seguinte forma: um empreendedor
(chamado sócio ostensivo) associa-se a investidores (os sócios participantes), para a
exploração de uma atividade econômica. O sócio ostensivo realiza todos os negócios ligados à
atividade, em seu próprio nome, respondendo por eles de forma pessoal e ilimitada, e tem
um contrato com os participantes, pelo qual aqueles são obrigados a prestar determinadas
somas, a serem empregadas na empresa, passando a serem credores de uma parcela dos
resultados da empresa.
As pessoas que adquirem parte destas ações são apenas proprietárias de uma parte ideal da
empresa e respondem pelas dívidas assumidas pela direção da empresa. Este corpo
executivo é formado através de eleições ou através de indicações dos sócios majoritários,
mas deve obter uma aprovação majoritária, ou seja, dos detentores de 50,1% das ações da
empresa.
A sigla correspondente a uma empresa de sociedade anônima é S.A., SA ou S/A.
Como a maioria das empresas brasileiras enquadra-se nestes últimos dois tipos societários
(Ltda. e S/A), faremos um estudo mais abrangente sobre elas na próxima aula, vendo desde
os procedimentos de abertura, documentação necessária, forma de constituição, até as
regras de dissolução das mesmas.
Uma boa maneira de entendermos as diferenças entre os tipos de sociedade que vimos neste
tópico, é classificando-as de acordo com alguns critérios. Vamos seguir uma classificação
elaborada por Fábio Ulhoa Coelho, professor de Direito Comercial, da PUC/SP.
Não fará parte desta classificação a Sociedade em Conta de Participação, pois como vimos
anteriormente, este tipo de sociedade, conceitualmente, não representa uma pessoa jurídica.
A) SOCIEDADES ILIMITADAS:
Todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais. O direito contempla um
só tipo de sociedade desta categoria, que é a:
B) SOCIEDADES MISTAS:
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Uma parte dos sócios tem responsabilidade ilimitada e outra parte tem responsabilidade
limitada.
São desta categoria:
- Sociedade em Comandita Simples (C/S), cujo sócio comanditado responde
ilimitadamente pelas obrigações sociais, enquanto o sócio comanditário responde
limitadamente;
- Sociedade em Comandita por Ações (C/A), em que os sócios diretores têm
responsabilidade ilimitada pelas obrigações sociais e os demais acionistas respondem
limitadamente.
C) SOCIEDADES LIMITADAS:
Todos os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações sociais.
São desta categoria:
- Sociedade Limitada (Ltda.)
- Sociedade Anônima (S/A).
Variam de um tipo societário para outro as regras de determinação do limite da
responsabilidade dos sócios.
Em relação à sociedade limitada e para o sócio comanditário da sociedade em comandita
simples – os sócios respondem até o limite do total do capital não integralizado.
Quanto à sociedade anônima e ao acionista não-diretor da sociedade em comandita por ações
– o acionista responderá até o limite do valor não-integralizado da parte do capital social que
ele subscreveu.
A) SOCIEDADES CONTRATUAIS:
O ato constitutivo e regulamentar é o contrato social.
Para a dissolução deste tipo de sociedade não basta a vontade majoritária dos sócios.
A jurisprudência reconhece o direito de os sócios, mesmo minoritários, manterem a
sociedade, contra a vontade da maioria. Além disso, há causas específicas de dissolução
desta categoria de sociedades, como a morte ou a expulsão de sócio.
São sociedades contratuais:
- Sociedade em Nome Coletivo (N/C).
- Sociedade em Comandita Simples (C/S)
- Sociedade Limitada (Ltda.)
B) SOCIEDADES INSTITUCIONAIS:
O ato regulamentar é o estatuto social.
Estas sociedades podem ser dissolvidas por vontade da maioria societária e há causas
dissolutórias que lhes são exclusivas como a intervenção e liquidação extrajudicial.
São institucionais:
- Sociedade em Comandita por Ações (C/A)
- Sociedade Anônima (S/A).
A sociedade contratual tem a sua constituição e dissolução regidas pelo Código Civil de 2002,
enquanto que a sociedade institucional rege-se, neste ponto, pelas normas da Lei n. 6.404/76.
EXERCÍCIOS:
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2) O que é a Sociedade em Comandita Simples e como ela é classificada?
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3) O que é a Sociedade em Comandita por Ações e como ela é classificada?
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4) O que é a Sociedade em Conta de Participação e por que ela não é considerada uma
pessoa jurídica?
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5) O que é a Sociedade Limitada e como ela é classificada?
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6) O que é a Sociedade Anônima e como ela é classificada?
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7) Quais tipos societários são minoria entre as empresas brasileiras, e quais os motivos
disto?
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8) Qual tipo societário é maioria e qual a razão disto?
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9) Em que circunstância que a Sociedade Limitada é uma sociedade de pessoas?
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10) O que ocorre nas Sociedades de capital?
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AULA 5: Funcionamento das Sociedades - I
Nesta aula iremos verificar, de forma mais abrangente, o funcionamento de um dos tipos de
sociedades mais comum, revendo suas características e conhecendo o seu funcionamento.
SOCIEDADE LIMITADA
As sociedades por quotas de responsabilidade limitada são do tipo societário mais comum.
Grande parte das empresas que existem no País é constituída sob a forma de "limitada".
Por isso, vamos focalizar a seguir os aspectos principais relativos à esse tipo societário.
A) Constituição;
- A Sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode ser constituída por duas ou mais
pessoas.
B) Responsabilidade;
- A responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações da empresa é limitada à
importância total do capital social.
C) Capital Social;
- O capital social das sociedades limitadas é representado por quotas (parcelas do capital).
Ao decidirem constituir a sociedade, os sócios, levando em conta sua possibilidade
econômica, decidem o valor do capital social da empresa tendo em vista fatores como:
a) necessidade financeira para o início do negócio;
b) o retorno que o investimento poderá proporcionar;
c) o percentual que cada sócio terá na empresa sobre o lucro, etc..
Pode-se dizer que existem dois momentos que caracterizam o ato de formação do capital
das sociedades limitadas:
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D) Administração da Sociedade Limitada;
A administração da sociedade por quotas de responsabilidade limitada é feita pelos sócios-
gerentes ou administradores nomeados em contrato social.
A gerência decorre da condição de sócio. Se o contrato não contiver cláusula específica sobre
o assunto, todos os sócios poderão exercê-la.
Se o contrato designar quais sócios serão os gerentes, apenas a estes caberá o exercício da
administração.
E) Delegação da Gerência;
O contrato social pode autorizar (ou não proibir) que o sócio-gerente delegue seus poderes a
terceiros, estranhos ao quadro social (não-sócios).
Neste caso, se o sócio-gerente desejar que seus poderes sejam exercidos por terceiros, ele os
delegará mediante "Carta de Gerência" (instrumento pelo qual o sócio-gerente delega, isto é,
atribui a uma terceira pessoa, os poderes da gerência da sociedade).
Através do Novo Código Civil, basta mencionar no contrato social quem será o administrador
da empresa.
O contrato social da sociedade por quotas de responsabilidade limitada deve ser arquivado:
23
- na Junta Comercial, tratando-se de sociedade comercial (ou que tenha atividades tanto
comerciais quanto de prestação de serviços)
- no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (Cartório de Títulos e Documentos), no caso de
sociedade simples (ou seja, sociedade constituída exclusivamente para a exploração de
atividades de prestação de serviços).
Além disso, para que possa comprar e vender mercadorias, emitir notas fiscais, contratar e
registrar empregados, legalizar seus livros de escrituração mercantil e fiscal, enfim, atuar
legalmente - as sociedades por quotas de responsabilidade limitada deverão ser registradas
também:
- na Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
- no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - matrícula simultânea com o CNPJ;
- na Secretaria de Estado da Fazenda (inscrição estadual);
- na Prefeitura do Município (inscrição municipal).
Tendo visto os principais elementos que regulam o funcionamento de uma Sociedade
Limitada, vamos ver agora um de seus componentes principais, responsável pelo ato
constitutivo e regulamentar deste tipo de sociedade: o Contrato Social.
CONTRATO SOCIAL
O Contrato Social, no direito, é o contrato que os sócios assinam ou assumem, mediante a
formação de uma nova sociedade em uma empresa. No caso de uma sociedade já existente,
a Pessoa Física ou Pessoa Jurídica interessada em participar, pode assinar um contrato para
filiar-se a ela.
Trata-se de uma maneira segura de conseguir uma boa colaboração dos acionistas e de
definir a porcentagem de cada sócio. O contrato social assegura aos sócios que o capital da
empresa não será utilizado sem permissão da maioria da sociedade.
O Contrato Social, também no âmbito contábil, é uma forma direta de se acompanhar e
fiscalizar, o capital investido pelos sócios, que na estrutura de um balanço patrimonial se
distingue como capital subscrito e capital a integralizar.
O Contrato Social não poderá conter emendas, rasuras e entrelinhas. Admite-se, porém,
nesses casos, que seja feita ressalva expressa no próprio instrumento, com assinatura das
partes.
Nos instrumentos particulares, não deverá ser utilizado o verso das folhas do contrato, cujo
texto será grafado na cor preta ou azul, obedecidos os padrões de indelebilidade e nitidez
para permitir sua reprografia, microfilmagem e/ou digitalização.
A seguir, examinaremos os procedimentos a serem observados na elaboração do contrato
social, baseado nas disposições do atual Código Civil.
E) Representados e Assistidos;
Havendo sócio absolutamente ou relativamente incapaz, o contrato deverá ser assinado pelo
representante legal, no caso de absolutamente incapaz ou, no caso de relativamente incapaz,
pelo sócio e por quem o assistir.
F) Sócio Analfabeto;
Havendo sócio analfabeto, o contrato deverá ser assinado por seu procurador, nomeado
através de procuração passada por instrumento público, contendo poderes específicos para
assinar o contrato.
G) Visto de Advogado;
O contrato social deverá conter o visto de advogado, com a indicação do nome e número de
inscrição na Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.
Fica dispensado o visto de advogado no contrato social de sociedade que, juntamente com o
ato de constituição, apresentar declaração de enquadramento de microempresa ou empresa
de pequeno porte.
H) Rubrica;
As folhas do contrato, não assinadas, deverão ser rubricadas por todos os sócios ou seus
representantes.
I) Regime de Casamento;
25
Os cônjuges casados em regime de comunhão universal de bens ou de separação obrigatória
não podem constituir sociedade entre si, nem junto a terceiros.
1ª - A sociedade girará sob o nome empresarial ________________ e terá sede na (endereço completo: tipo e nome do
logradouro, no, complemento, bairro, cidade, CEP e UF).
2ª - Seu objeto social será ________________________________.
3ª - O capital social é de R$ ____________________ (______ reais), dividido em ___ quotas de R$ __________ (_____ reais),
cada uma, subscritas e integralizadas, neste ato, em moeda corrente do País, pelos sócios:
Fulano de Tal ............................ no de quotas ____ - R$ ________.
Beltrano de Tal .......................... no de quotas ____ - R$ ________.
4ª - As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a terceiros sem o consentimento do outro sócio, a quem
fica assegurado, em igualdade de condições e preço, o direito de preferência para sua aquisição.
5ª - A responsabilidade dos sócios é limitada à importância total do capital social.
6ª - A sociedade iniciará suas atividades em ______ e seu prazo de duração é por tempo indeterminado.
7ª - A administração da sociedade caberá a _________, vedado, no entanto, o uso do nome empresarial em negócios estranhos
ao interesse social ou assumir obrigações seja em favor de qualquer dos quotistas ou de terceiros, facultada retirada
mensal, cujo valor não ultrapasse o limite fixado pela legislação do imposto de renda.
8ª - O balanço geral será levantado em 31 de dezembro de cada ano, cabendo aos sócios, na proporção de suas quotas, os
lucros ou perdas apurados.
9ª - Fica eleito o foro de _______ para qualquer ação fundada neste contrato.
10ª - Falecendo ou sendo interditado qualquer dos sócios, a sociedade continuará com seus herdeiros ou sucessores. Não sendo
possível ou inexistindo interesse, apurar-se-ão os haveres em balanço geral, que se levantará, conforme entendimento
vigente.
11ª - Os sócios-gerentes declaram, sob as penas da lei, que não incorrem nas proibições previstas em lei para o exercício da
atividade mercantil.
E por estarem assim justos e contratados, assinam o presente instrumento em ___ vias, na presença de duas
testemunhas.
Testemunhas:
Nome completo e identidade (espécie e nº., órgão Nome completo e identidade (espécie e nº., órgão
Emissor / UF Emissor / UF
Visto: _________________________________________
Nome completo – Inscr.na OAB/Secional
26
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é a subscrição?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que é a integralização?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Qual a importância do ato de formação do Capital?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Cite 4 cláusulas obrigatórias em um Contrato Social.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Cite 2 cláusulas facultativas em um Contrato Social.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais são as regras para elaboração do nome de uma Sociedade Limitada?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) No caso de um sócio absolutamente incapaz, quem pode representá-lo na assinatura
de um contrato?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Em que situações fica dispensado o visto de um advogado no Contrato Social?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
27
SOCIEDADE ANÔNIMA
As sociedades anônimas (também chamadas de "companhias"), que são regidas pela Lei nº.
6.404/76 (a chamada "Lei das S/A"), têm como principal característica o fato de que seu
capital social é dividido em ações, o que, ao menos em tese, significa que um maior número
de pessoas pode dele participar.
A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações
subscritas ou adquiridas (art. 1º)
B) Ações;
De acordo com a lei nº. 6.404/76 (arts. 11 e 20):
- O estatuto (documento pelo qual se constitui a sociedade anônima) fixa o número de ações
em que se divide o capital social e estabelece se as ações terão, ou não, valor nominal;
- O valor nominal das ações de companhia aberta não pode ser inferior ao mínimo fixado pela
CVM;
- As ações devem ser obrigatoriamente nominativas, ou seja, não é admitida emissão de
ações ao portador.
ESTATUTO SOCIAL
O estatuto social é o conjunto de normas que definem a sociedade anônima e os contornos de
seu objeto, indicando-lhe a estrutura básica e a sistemática de seu funcionamento, os órgão
que a administram e representem, a sua administração econômica e financeira, a apuração
dos resultados, a partilha dos lucros e a sua dissolução e liquidação.
Nota-se, portanto, que o Estatuto da S/A é importantíssimo, pois é nele que estão previstas
todas as normas do seu funcionamento.
Se os fundadores optarem pela constituição da S/A através de uma Assembléia Geral,
deverão ser observadas as normas previstas nos artigos 86 e 87 da Lei 6.404/76, devendo ser
entregue à Assembléia o Projeto do Estatuto, assinado em duplicata por todos os subscritores
do capital, e as listas ou boletins de subscrição de todas as ações (art. 88, parágrafo primeiro,
da Lei das S/A).
Assim sendo, depois de cumpridos os já mencionados “requisitos preliminares”, com o
encerramento da subscrição de todo o capital social, os fundadores convocarão a Assembléia
Geral de Constituição, através de anúncios nos quais constarão hora, dia e local da reunião e
que deverão ser publicados por três vezes, no mínimo(art. 124 da Lei 6.404/76).
Entre o dia da primeira convocação e o da assembléia devera haver o interregno de oito dias
(art. 124, parágrafo primeiro, I).
Não havendo quorum, deverá ser feita a segunda convocação, com antecedência mínima de
cinco dias.
Esclareça-se que estas formalidades são FACULTATIVAS, pois o parágrafo quarto do Art. 124
da lei das S/A estabelece que SEJA CONSIDERADA REGULAR A ASSEMBLÉIA GERAL A QUE
COMPARECEREM TODOS OS ACIONISTAS, o que se aplica a de constituição.
Na Assembléia se deliberará sobre a avaliação dos bens, se for o caso, e a constituição da
companhia. A Assembléia se instalará, em primeira convocação, com a presença de, pelo
menos, metade dos subscritores e, em segunda convocação, com qualquer número.
Será presidida por um dos fundadores e secretariada por subscritor eleitos na ocasião pelos
presentes. Depois de lido, discutido e votado o estatuto, verificando-se que foram cumpridas
todas as formalidades legais e não havendo oposição dos subscritores que representem mais
da metade do capital social, o Presidente declarará finalmente constituída a S/A, procedendo-
se, em seguida, a eleição dos administradores e fiscais.
Por fim, deverá ser lavrada em duplicata, a ATA DA REUNIÃO, que depois de lida e aprovada
pela Assembléia e assinada por todos os subscritores presentes, ou por quantos bastem para
a validade das deliberações, será levada a registro na Junta Comercial. (a S/A fica com uma
via).
Se os fundadores resolverem constituir a S/A por ESCRITURA PÚBLICA, depois de cumprirem
os “requisitos preliminares”, deverão eles procurar um dos Cartórios de Notas da localidade,
onde a mesma será lavrada e assinada por todos os subscritores, contendo,
obrigatoriamente: a qualificação dos subscritores, o estatuto da companhia (cujo projeto deve
ter sido objeto de análise anterior), a relação das ações tomadas pelos subscritores e a
importância das entradas pagas, a transcrição do recibo do depósito da entrada na instituição
financeira respectiva, a transcrição do laudo de avaliação dos peritos, caso haja subscrição do
capital social em bens, e, finalmente, a nomeação dos primeiros administradores e fiscais
(quando for o caso).
Após a lavratura da Escritura pública, deverá ser arquivada na Junta Comercial a CERTIDÃO
DO INSTRUMENTO.
29
Capítulo I
Capítulo II
Capital e Ações
Art. 4º - O capital social, todo ele realizado, é dividido em .................. ações ordinárias, no
valor nominal de .................... cada uma.
Capítulo III
Diretoria
Art. 7º - O Diretor-Presidente será eleito pela Assembléia Geral, pelo prazo de .......... anos,
podendo ser reeleito.
Parágrafo primeiro - Qualquer acionista poderá prestar a caução, no caso de não ser o
Diretor-Presidente acionista.
Parágrafo segundo - Em caso de vaga, o Conselho Fiscal escolherá o Diretor substituto, que
servirá até a primeira Assembléia Geral Ordinária, à qual competirá escolher o substituto
definitivo.
Art. 9º - O Diretor-Presidente tem as atribuições e os poderes que a lei lhe confere, a fim de
garantir o funcionamento da sociedade e representá-la, ativa e passivamente, em juízo ou
fora dele.
Capítulo IV
Conselho Fiscal
30
Art. 11 - O Conselho Fiscal será composto de ..... membros efetivos e suplentes em igual
número, residentes no país, eleitos anualmente pela Assembléia Geral Ordinária, podendo ser
reeleitos.
Parágrafo primeiro - O Conselho Fiscal tem as atribuições e os poderes que a lei lhe confere.
Parágrafo segundo - A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela
Assembléia Geral que os eleger.
Capítulo V
Assembléia Geral
Art. 13 - A convocação da Assembléia Geral far-se-á por anúncios publicados pela imprensa,
como manda a lei, e deles deverão constar a ordem do dia, ainda que sumariamente, e o dia,
a hora e o local da reunião.
Capítulo VI
Exercício Social
O saldo fica à disposição da Assembléia Geral, que fixará o dividendo, por proposta do
Diretor-Presidente e ouvido o Conselho Fiscal.
Art. 16 - Os dividendos não reclamados dentro de ............... anos, a contar da data do edital
de seu pagamento, prescreverão a favor da sociedade.
Acionistas Fundadores
........................................................
........................................................
EXERCÍCIOS:
31
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Ao que é limitada a responsabilidade dos sócios e acionistas?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Em que situação a Companhia é aberta? E fechada?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que ocorre se as ações não forem registradas na CVM?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Em que condição deve ser estabelecido o valor nominal das ações das companhias
abertas?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Podem ser emitidas ações ao portador?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) A administração de uma S/A deve ser sempre de responsabilidade do Conselho
Administrativo? Explique.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Quais são as regras para elaboração do nome de uma Sociedade Anônima?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual o mínimo de pessoas que pode constituir uma Sociedade Anônima?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) O que deve conter um Estatuto Social?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
A Sociedade Simples possui regras próprias que a regulamenta, entretanto, o novo Código
Civil prevê que ela poderá optar por um dos tipos acima mencionados, com exceção da
sociedade anônima e sociedade em comandita por ações, que, como vimos, serão sempre
sociedade empresária.
A Sociedade Empresária, por sua vez, não possui regras próprias, devendo, necessariamente,
adotar um dos tipos mencionados.
Por fim, vale lembrar que as sociedades dos tipos anônima e limitada são as mais comuns no
Brasil em virtude de a responsabilidade dos sócios ser limitada em relação à sociedade e
terceiros.
Os demais tipos societários possuem sócios que respondem ilimitadamente pelas obrigações
sociais.
Para se ter uma idéia, segundo dados divulgados no site do DNRC, aproximadamente 99%
das sociedades registradas entre 1985 e 2001, foram sociedades por cotas de
responsabilidade limitada.
33
O passo seguinte é a escolha do nome da empresa. Dependendo do tipo de sociedade
escolhida, o nome as ser adotado poderá ser em forma de denominação social ou firma.
Equipara-se ao nome empresarial a denominação das sociedades simples, associações e
fundações.
A inscrição do nome da empresa (firma ou denominação social), no respectivo órgão de
registro, assegura o seu uso exclusivo nos limites do respectivo Estado.
Entretanto, caso o empreendedor pretenda estender a exclusividade para todo o território
nacional, deverá registrar o nome da empresa no Instituto Nacional de Propriedade Industrial
(INPI).
O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na
firma social.
A) Sociedade Limitada;
A sociedade limitada pode adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final
“limitada” ou a sua abreviatura.
A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de
modo indicativo da relação social.
A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de
um ou mais sócios. A omissão da palavra limitada determina a responsabilidade solidária e
ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da
sociedade.
B) Sociedade Anônima;
A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social, integrada pelas
expressões sociedade anônima ou companhia, por extenso ou abreviadamente.
Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido
para o bom êxito da formação da empresa.
C) Empresário;
O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe,
se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
34
Conforme vimos em nossa aula anterior, qualquer que seja a espécie de empresa, a
sociedade se constituirá por meio de contrato ou estatuto, que pode ser elaborado por
instrumento particular ou público.
Vamos lembrar as cláusulas necessárias de um contrato social:
a) Tipo societário;
b) Qualificação completa dos sócios;
c) Nome empresarial (firma ou denominação social);
d) Objeto social;
e) Capital social;
f) A quota de cada sócio no capital social;
g) Responsabilidade dos sócios (sociedade limitada);
h) Se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais (sociedades
simples);
i) Nomeação do administrador e seus poderes (em contrato ou em ato separado);
j) A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;
k) Sede e foro;
l) Prazo de duração.
Procure no site: > Cadastros da Receita Federal > Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ
> Orientações ao Contribuinte.
c) Inscrição na Secretaria da Fazenda
O registro na Secretaria da Fazenda para obtenção da Inscrição Estadual, destinado aos
contribuintes do ICMS, deve ser feito junto ao Posto Fiscal Eletrônico da Secretaria da Fazenda
do Estado.
d) Inscrição na Prefeitura Municipal
Com a emissão do CNPJ e da Inscrição Estadual, podemos enfim fazer a inscrição da empresa
na Prefeitura Municipal
2. Empresário
O interessado em obter personalidade jurídica como empresário deverá seguir os mesmos
passos relacionados ao processo de constituição de uma sociedade empresária, entretanto
sem apresentar contrato social, mas uma declaração própria exigida pela Junta Comercial.
4. Autônomo
Procedimentos para registro no Município:
O profissional autônomo, necessita apenas do registro na Prefeitura Municipal e na
Previdência Social. Nesta condição não terá cartão de CNPJ, entretanto poderá solicitar a
confecção de Notas Fiscais que comprovem a prestação de serviços e que servirão como base
para a apuração dos tributos devidos, entre os quais destacamos:
• O Imposto Sobre Serviços (ISS);
• O Imposto de Renda Retido na Fonte, que tem como base a Tabela Progressiva do Imposto
de Renda.
Profissionais autônomos em geral deverão cadastrar-se no INSS. Existe a obrigatoriedade por
parte dos Autônomos, mesmo que isentos, da entrega da Declaração de Imposto de Renda da
Pessoa Física.
As empresas que contratam serviços de autônomos deverão recolher à Previdência Social o
valor correspondente a 11% que poderá incidir sobre o valor total da Nota Fiscal ou recibo
emitido pelo autônomo.
ORGÃOS FISCALIZADORES
36
Além dos registros mencionados nesta aula, algumas empresas necessitam ser registradas
em órgãos específicos para que seu funcionamento esteja plenamente legal:
IBAMA
ANVISA
CRM
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Que órgãos estatais devem ser consultados antes da abertura de uma empresa?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que deve ser feito para que o nome da empresa tenha exclusividade à nível nacional?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Que orientações devem ser seguidas para a elaboração de um nome de uma Sociedade
Limitada?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Que orientações devem ser seguidas para a elaboração de um nome de uma Sociedade
Anônima?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Que orientações devem ser seguidas para a elaboração de um nome de uma Sociedade em
Nome Coletivo?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais os passos necessários para registro na Junta Comercial?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Como é emitido o CNPJ?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) O que deve ser obtido junto à Vigilância Sanitária?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Em atividades que envolvam fabricação de medicamentos, que providências devem ser
tomadas?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
37
Professor:___________________________________________ Nota: _________
A emissão da nota fiscal de serviços deve ser feita sempre que for prestado algum serviço,
tenha sido ele pago ou não.
Elas possuem no mínimo duas vias, e devem ter a numeração respeitada. Caso sejam
canceladas, devem-se manter todas as vias no talão. Caso a pessoa ou empresa queira emitir
uma nota fiscal diferente do que está estipulado nas leis, precisa de autorização do DTM
(Departamento de Tributos Mercantis) devendo dirigir-se a Centro de Atendimentos ao
Contribuinte, adquirir um formulário e fazer o pagamento em um banco credenciado.
39
A nota fiscal de serviços avulsa é utilizada quando o prestador de serviços não tiver um bloco
de notas fiscais autorizado pela prefeitura. Neste caso deve ir até o DTM e solicitá-la. Estão
isentos da emissão de nota fiscal de serviços os profissionais autônomos, as empresas de
ônibus, os cinemas, locais de diversões públicas e as casas de loteria controladas pela CEF
(Caixa Econômica Federal).
A impressão de notas fiscais deve ser sempre autorizada pelo Departamento de Tributos
Mercantis e feitas em gráficas autorizadas pela prefeitura. O extravio das notas fiscais deve
ser comunicado ao DTM no prazo máximo de 30 dias do ocorrido, devendo o contribuinte
prestar queixa na polícia ou no corpo de bombeiros, no caso de incêndio ou roubo.
CUPOM FISCAL
ALÍQUOTAS DE ICMS
As alíquotas variam de acordo com a mercadoria vendida e a UF de destino deste material.
No exemplo acima, veja que a alíquota de uma venda com origem no Rio Grande do Sul e
destino Paraíba é de 7%.
As alíquotas de vendas para dentro de cada estado (de SP para SP, de RS para RS, de AC para
AC, etc.) variam de acordo com a política de legislação individual de cada estado, inclusive
com variações de acordo com o tipo de produto contido na venda.
Para estar atualizado com estas informações, você deve consultar sempre o site da Secretaria
da Fazenda de seu Estado, conforme lista que já exibimos anteriormente.
CFOP
Os CFOP – Códigos Fiscais de Operações e Prestações – são códigos numéricos que
identificam as respectivas naturezas das operações de circulação de mercadorias e das
prestações de serviços de transportes intermunicipal e interestadual e de comunicação (este
último incidente quando o serviço for prestado de forma onerosa).
As chamadas naturezas das operações ou prestações, representam os motivos reais pelos
quais as saídas ou entradas de mercadorias ou produtos, bem como as correspondentes
prestações de serviços, estão sendo realizadas, em função de cada um dos estabelecimentos
dos contribuintes do ICMS e de acordo com a origem e destino dos bens móveis alcançados
por esse tributo estadual (operações ou prestações internas, interestaduais ou de comércio
exterior, abrangendo importações e exportações).
40
Para a verificação da extensa lista que contém todos estes códigos, sugerimos o seguinte
site:
http://www.infobip.com.br/cfop.htm
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais são as conseqüências que podem ser geradas para uma empresa no caso dela
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais dados devem constar sobre a mercadoria na NF?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Quais são as vantagens da Nota Fiscal Eletrônica para as empresas? E as vantagens
para o governo?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) A Nota Fiscal ao consumidor é emitida normalmente para que tipo de mercadorias?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Ao emitir uma Nota Fiscal Modelo 1, o que devemos fazer, caso o comprador não queira
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Para que serve a Nota Fiscal de Serviços?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Quando deve ser utilizado o Cupom Fiscal?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual o procedimento para emissão de talonário de Nota Fiscal?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Qual deve ser o ICMS de uma mercadoria cuja origem é o MS, e o destino, RO?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
41
Professor:___________________________________________ Nota: _________
Nesta aula faremos uma breve introdução ao “mundo dos impostos”, apresentando a você os
mais comuns nas atividades empresariais, suas características e finalidades, e as respectivas
tabelas de incidência de acordo com a classificação das empresas.
Os impostos mais comuns que incidem sobre as atividades operacionais das empresas, são:
IR – IMPOSTO DE RENDA
É um imposto federal, ou seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Art.153, III,
da Constituição Federal).
O fato gerador do Imposto de Renda, conforme o Código Tributário Nacional (CTN) é a
aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda.
De Renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; de
proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais.
O contribuinte do imposto é:
- Pessoa Física (IRPF)
42
As empresas também podem usar a figura do pagamento de "juros sobre capital próprio"
para distribuir parcela do lucro a sócios pessoas físicas com a retenção na fonte de 15% e
sem nenhuma outra incidência.
Pessoas físicas assalariadas, no enquanto, sofrem retenção na fonte à alíquota de marginal de
até 27,5%, mais um outro montante para a Previdência Social.
As microempresas têm um tratamento tributário privilegiado, o SIMPLES NACIONAL, que
abrange os mais importantes tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI), além de tributos
estaduais e municipais, e é pago também sobre uma porcentagem das receitas, crescente
conforme o tamanho da empresa. A principal vantagem do SIMPLES é para as empresas com
atividade intensiva em mão-de-obra, pois, nesta modalidade, elas não sofrem a incidência da
cota patronal da contribuição previdenciária (20% sobre os salários).
A) Modalidades do IR
43
- Pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES pagam IRPJ, COFINS, CSLL, PIS e outros tributos
unificados.
- Pessoas jurídicas optantes pelo lucro real: a alíquota de 9% será aplicada sobre o LAIR
(Lucro Antes do Imposto de Renda)
- Pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido e pelo lucro arbitrado: alíquota de 9%
aplicada sobre o lucro do empreendimento. Este lucro é obtido aplicando-se os percentuais de
lucro presumido (e de lucro arbitrado), presentes na tabela que segue logo abaixo, sobre a
receita bruta:
- Lucro em atividade econômica
- 12% para as receitas das atividades comerciais, industriais, imobiliárias e hospitalares.
- 32% no caso de receitas de serviços em geral, exceto serviços hospitalares.
Mais tarde, o PIS passou a ser arrecadado pela Secretaria da Receita Federal e passou por
várias reformas legais: em 1988, por intermédio de Decretos-lei foi eliminado o PIS Repique,
mas em compensação passou-se a incluir no faturamento outras receitas operacionais,
procurando tributar as empresas que possuíam grandes ganhos financeiros em função da
hiperinflação brasileira.
Essa mudança acarretou reação dos contribuintes, pois na mesma época havia sido criado o
Finsocial (atual COFINS), que também tinha como base as Receitas. Além disso, o Decreto-lei
não era o instrumento legislativo adequado para se legislar sobre tributos. Houve uma série
de ações na Justiça que culminaram com a declaração de inconstitucionalidade da citada
reforma.
Após esse fato, o Governo editou medida provisória tentando continuar com a cobrança sobre
as receitas operacionais, o que também gerou protestos, sob a tese de que medida provisória
não poderia alterar a lei complementar de 1970.
Muitas empresas voltaram a recolher o PIS sem faturamento, serviços e o PIS Repique, com
base na LC 07/70, via ação judicial, até que fosse aprovada uma lei complementar que
resolvesse a questão, dentro da nova ordem constitucional instaurada em 1988.
44
COFINS – CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA SOCIAL
A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é uma contribuição
federal, de natureza tributária, incidente sobre a receita bruta das empresas em geral,
destinada a financiar a seguridade social.
Sua alíquota é de 7,6% para as empresas tributadas pelo lucro real (sistemática da não-
cumulatividade) e de 3,0% para as demais. Tem por base de cálculo:
- O faturamento mensal (receita bruta da venda de bens e serviços), ou
- O total das receitas da pessoa jurídica.
O termo "seguridade social" deve ser entendido dentro do capítulo próprio da Constituição
Federal de 1988, e abrange a previdência social, a saúde e a assistência social.
São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em geral, inclusive as
pessoas a elas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, exceto as microempresas e
as empresas de pequeno porte submetidas ao regime do Simples (Lei 9.317/96), que
recolhem a contribuição, além de outros tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS e IPI) num único
código de arrecadação que abarca todos esses tributos.
A incidência do COFINS é direta e não cumulativa, com apuração mensal. As empresas que
apuram o lucro pela sistemática do Lucro Presumido, no entanto, sofrem a incidência da
COFINS pela sistemática cumulativa.
Algumas atividades e produtos específicos também permaneceram na sistemática
cumulativa. Existem até mesmo empresas que se sujeitam à cumulatividade sobre apenas
parte de suas receitas. A outra parte se sujeita a sistemática não-cumulativa.
Estas particularidades tornam este tributo, juntamente com a Contribuição para o PIS,
extremamente complexo para o contribuinte e também para o fisco, além do que ele
constitui-se no segundo maior tributo em termos arrecadatórios no Brasil pela Secretaria de
Receita Federal, logo após o Imposto de Renda.
Na aula seguinte daremos continuidade sobre este estudo, conhecendo outros impostos
importantes que incidem sobre as atividades empresariais.
EXERCÍCIOS:
1) O que é o IR e quem tem competência para instituí-lo?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais são os contribuintes do IR?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Explique uma das modalidades de IR.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que é a CSLL e como ela é devida?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quem está isento de pagar a CSLL?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) O que é o PIS?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
45
7) Qual foi o outro tributo criado com base nas mesmas receitas do PIS e o que isso
acarretou?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Qual a diferença entre PIS e PASEP?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Quais são as alíquotas da COFINS?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Quais são as bases de cálculo da COFINS?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/DownloadArqTIPI.htm
TABELAS
Esses impostos são calculados conforme as alternativas de apuração: lucro real ou lucro
presumido.
Micro e pequenas empresas, com faturamento de até R$ 2.400.000,00 por ano, poderão
recolher seus impostos de forma unificada através do Simples Federal (IR, PIS, COFINS, CSLL,
IPI) e do Simples Estadual (ICMS).
Descrevemos a seguir estas alternativas e as respectivas tabelas de incidência:
A) Lucro Real
Neste método de apuração, os impostos são calculados com base no lucro real da empresa,
obtido considerando-se todas as receitas, menos todos os custos e despesas da empresa, de
acordo com o regulamento do imposto de renda.
48
Impostos Atividades Alíquotas Base de OBSERVAÇÕES
Cálculo
IR Comércio, Indústria e 15% Lucro líquido Se o lucro for superior a R$ 20 mil /
Serviços mês haverá adicional de 10% sobre
excesso
CSSL Comércio, Indústria e 9% Lucro líquido
Serviços
PIS Comércio, Indústria e 1,65% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
Serviços compensado com aquele sobre a
compra
COFINS Comércio, Indústria e 7,6% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
Serviços compensado com aquele sobre a
compra
IPI Indústria Variável Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
compensado com aquele sobre a
compra
II Importação Variável Valor da
importação
ICMS Indústria e Comércio 0 à 25% Valor da venda O imposto sobre a venda deverá ser
compensado com aquele sobre a
compra
ISSQN Serviços 2 à 5% Valor da venda
B) Lucro PresumidoOs impostos são calculados com base num percentual estabelecido
sobre o valor das vendas realizadas, independentemente da apuração do lucro.
49
Os impostos federais: IR, CSLL, PIS, COFINS, IPI são recolhidos de forma unificada, assim como
outros tributos. Veremos mais adiante em nosso curso, informações mais completas sobre
esta forma de recolhimento.
Classificação Faturamento
ME até de R$ 240.000,00
EPP de R$ 240.000,01 até R$ 2.400.000,00
EN acima de R$ 2.400.000,00
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O IPI incide sobre quais produtos?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quando ocorre o fato gerador do IPI?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Quais as diferenças na base de cálculo de IPI em relação às vendas nacionais e às
importações?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quem pode instituir o Imposto de Importação?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Porque podemos dizer que tanto o IPI quanto o II são impostos com função regulatória?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quem tem competência para instituir o ICMS?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Qual é o fato gerador para incidência do ICMS?
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_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual a base de cálculo do ISSQN?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Qual a diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
JUROS
Sendo o capital um dos fatores de produção, torna-se mais que justo que se tenha uma
remuneração. Esta é denominada de JUROS.
O juro é a premiação ou a retribuição do capital empregado. Sendo assim, os juros
representam de fato a remuneração do Capital empregado em alguma atividade produtiva,
seja ela de qualquer fim.
Os juros podem ser capitalizados da seguinte forma: simples ou composto, ou mesmo,
empregados de forma mista.
Ainda falando sobre definição de juros, ela pode ser a remuneração pelo empréstimo de
algum dinheiro.
Os juros existem porque a grande maioria das pessoas prefere o consumo imediato de um
bem, e está disposta a pagar um preço maior por isto.
Em contrapartida, a pessoa que tiver a capacidade de esperar o tempo necessário para
auferir a quantia necessária para comprar o determinado item, e neste entretempo estiver
disposta a emprestar esta quantia com paciência reduzida, será recompensado por esta
operação na proporção do tempo e risco de receber de volta o capital.
A equação tempo X risco X quantidade de dinheiro disponível no mercado financeiro é que
define o que é tão conhecida como taxa de juros.
Para checar quanto o capital rende, é indispensável que se conheça os elementos necessários
que compõem estes cálculos financeiros, bem como a forma de aplicação.
Estes elementos são:
A) CAPITAL;
O capital pode ser definido como o valor aplicado através de alguma operação tipicamente
financeira e é também muito conhecido como: valor principal, valor atual, valor aplicado,
valor presente.
B) TAXA;
Denomina-se taxa aos juros relativos a 100 unidades monetárias por UNIDADE DE TEMPO.
Exprime-se sob a forma de porcentagem acrescentando-se a unidade de tempo.
Exemplos:
- Taxa de 7% ao ano, ou 7 % a.a
- Taxa de 52% ao ano, ou 52% a.a
Isto significa dizer que para cada R$ 100 reais emprestados receberemos R$ 7,00 de juros no
caso de 7% a.a, e, no caso de 52% a.a, para cada R$ 100,00 emprestados a pessoa/
instituição receberá R$ 52,00 de juros.
51
JUROS SIMPLES
O sistema de cálculo de juros simples será empregado quando o percentual (%) de juros
incidirem apenas sobre o valor principal do dinheiro.
Sobre o valor dos juros gerados em cada período de tempo não incidirão novos juros.
O que chamamos de Valor Principal ou simplesmente Principal é o valor financeiro inicial
emprestado ou aplicado, antes de fazer a soma aos juros auferidos no período.
É possível ter também como parâmetro de definição de juros simples aquele que se admite
que os juros sejam diretamente proporcionais ao tempo da operação em questão.
Como de fato os juros são a variação entre o Capital (valor principal) e o montante, esta deve
ocorrer ao longo do tempo, o valor dos juros deve sempre estar associado ao período do
tempo que foi necessário para gerar este valor de juros.
Transformando toda esta definição em fórmula:
J= PxIxN
Onde:
J = Juros
P = Principal (capital)
I = Taxa de juros
N = Número de período
a) Um funcionário tem uma dívida de R$ 500,00 que tem de ser paga com juros de 6% a.m.
pelo sistema de juros simples e este deve fazer o pagamento em 03 meses.
Escrevendo a fórmula
J= PxIxN
J = 1.500 x 0,13 x 2 = R$ 390,00
d) Calcule os juros simples produzidos por R$20.000,00, aplicados à taxa de 32% a.a.,
durante 155 dias.
Escrevendo a fórmula
J= PxIxN
Calculando o tempo da taxa = 32% a.a equivale a 32%/360 dias = 0,088 a.d (ao dia).
52
Desta forma, como a taxa e o período estão convertidos à mesma unidade de tempo (dias),
podemos usar a fórmula e efetuar o cálculo diretamente:
J = 20.000 x 0,088 x 155 = R$ 2.728,00
e) Qual o capital que aplicado a juros simples de 1,5% a.m. rende R$2.600,00 de juros em 90
dias?
Escrevendo a fórmula
J= PxIxN
Temos imediatamente:
2.600 = P.(1,5/100).(90/30)
Observe que expressamos a taxa i e o período n em relação à mesma unidade de tempo, ou
seja, meses. Assim:
2.600 = P. 0,015 . 3 = P . 0,045
Na seqüência, temos:
P = 2.600 / 0,045 = R$ 57.777,77
f) Se a taxa de uma aplicação é de 130% ao ano, quantos meses serão necessários para
dobrar um capital aplicado, através de capitalização simples?
Escrevendo a fórmula de Montante para Fixação
M=P.(1+(IxN))
Objetivo final: M = 2.P
Dados do problema: i = 130/100 = 1,3
Resolução:
2P = P (1 + 1,3 n)
2 = 1 + 1,3. n
n = 0, 769 (arredondado = 8 meses)
JUROS COMPOSTOS
É denominado regime de Juros Compostos aquele onde os juros relativos a cada período são
calculados sobre o montante referente ao período anterior.
Em resumo, os juros que são produzidos ao fim de cada período passaram a fazer parte do
capital ou montante que serviu de base para cálculo, de modo que o total conseguido será a
base para os cálculos em períodos seqüentes.
O sistema de juros compostos é mais comum e usado no sistema financeiro, pois para os
bancos e empresas financeiras, principalmente que trabalham com produto “dinheiro”, torna-
se muito mais vantajoso e rentável que se trabalhe com este tipo de regime de juros.
Neste caso, é mais útil para o usuário que saiba como se aplica estes conceitos, pois em
provas de concursos ou mesmo no dia-a-dia, é necessário que se saiba como efetuar estes
cálculos.
Desta forma, vale frisar que neste regime de juros o resultado dos juros de cada período é
incorporado ao capital inicial, gerando um novo montante para o período seguinte.
Definimos como capitalização o momento em que os juros encontrados no período são
incorporados ou somados ao valor principal.
Vejamos um exemplo:
Após quatro meses de capitalização, temos o seguinte:
1º mês:
M = P.(1 + i)
a) Os juros e o montante, no fim do 1º mês, tem os valores iguais aos que seriam produzidos
no sistema de juros simples.
b) Os juros vão se tornando maiores mês a mês ou período a período, de modo que após o 1º
mês, a diferença entre um Montante calculado no sistema de juros compostos e o
correspondente valor no sistema de juros simples, se torna cada vez maior de acordo com o
tempo que vai sendo aplicado.
a) Um capital de R$ 300,00 foi aplicado em regime de juros compostos com uma taxa de 10%
ao mês. Calcule o Montante desta aplicação após dois meses.
Escrevendo a fórmula:
n
M = P . (1 + i)
Resumindo os dados do problema:
Capital ou Principal (P) = 300
Taxa (i) =10% = 0,1
Períodos de Capitalização (n) =2
Escrevendo a fórmula:
n
M = P . (1 + i)
Resumindo os dados do problema:
Capital ou Principal (P) = 30.000,00
Taxa (i) = 3% = 0,03
Períodos de Capitalização (n) = 12
Primeiramente calcule o montante:
Substituindo temos : M = 30.000 x (1 + 0,03)¹²
M = 30.000 x (1,03)¹²
M = 30.0000 x (1,4257)
M = 30.000. x 1,4257 = 42.771
Então, o dono da empresa deverá pagar, ao final do prazo, o valor de R$ 42.771,00.
Nesta aula aprendemos a definição de juros e vimos os seus dois cálculos mais comuns:
simples e compostos.
Na próxima aula aprenderemos outras importantes aplicações matemáticas que podem ser
úteis para o desempenho de sua função.
EXERCÍCIOS:
1) O que é Capital?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é Taxa?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que são Juros Simples?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
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4) O que são Juros Compostos?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Uma pessoa deve ao Banco R$ 6.000,00, que tem de ser pagos com juros de 12% a.m pelo
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Calcule Juros simples de R$ 3.200,00 a 8 % a.a. por 3 anos e meio.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Calcule os juros simples produzidos por R$ 250.000,00, aplicados à taxa de 12% a.m.,
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Se a taxa de uma aplicação é de 85% ao ano, quantos meses serão necessários para
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Um capital de R$ 150,00 foi aplicado em regime de juros compostos com uma taxa de 12%
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Você consegue um empréstimo de R$ 300,00, que deve ser pago, em 3 meses, acrescidos
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
REGRA DE TRÊS
Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro
valores dos quais conhecemos três.
Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já conhecidos.
56
Passos utilizados numa regra de três simples:
Exemplos:
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2 m², uma lancha com motor movido a
energia solar consegue produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa área
para 1,5 m², qual será a energia produzida?
57
2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado
percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela
58
Identificação dos tipos de relação:
Inicialmente, colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.
Devemos igualar a razão que contém o termo x com o produto das outras razões, de acordo
com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação, temos:
59
A partir de agora estudaremos outro conceito muito importante na matemática, que
aplicamos diariamente no ambiente de trabalho:
PORCENTAGEM
Observe que o símbolo % que apareceu nos exemplos anteriores significa “por cento”.
Se repararmos em nossa volta, vamos perceber que este símbolo (%) aparece com muita
freqüência em jornais, revistas, televisão, anúncios de liquidação, etc.
Exemplos:
- O crescimento no número de matrícula no ensino fundamental foi de 24%.
- A taxa de desemprego no Brasil cresceu 12% neste ano.
- Desconto de 25% nas compras à vista.
Devemos lembrar que a porcentagem também pode ser representada na forma de números
decimais.
Observe os exemplos abaixo:
1.Uma televisão custa |R$ 300,00. Pagando à vista você ganha um desconto de 10%. Quanto
pagarei se comprar esta televisão à vista?
Vamos utilizar a regra de três, aprendida anteriormente.
EXERCÍCIOS:
Sabendo-se que você vai a 50km/h, que velocidade precisaria alcançar para chegar em
30 minutos?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Se você compra uma dúzia de maçãs por R$ 4,80, comprará quantas maçãs com R$ 6,00?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro com 2m. Trabalhando 3 pedreiros e
aumentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar esse muro?
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_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Converta 37%, 15,5% e 0,4% em frações.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Converta 37%, 15,5% e 0,4% em números decimais.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Se você pagar uma conta de R$ 200,00 com 4% de multa, pagará quanto no total?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) 6 pessoas representam quantos % em um grupo de 15?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Um carro de R$ 40.000,00 com 15% de desconto fica em que preço?
VANTAGENS
Conforme a Lei Complementar nº. 123, de 14.12.2006, todo o acesso para a área tributária,
opção, cálculo, pagamentos, consultas e outras funções pertinentes, se faz via Portal do
Simples Nacional, o que representa maior interatividade, facilidade e acessibilidade
considerando que a internet está disponível em todos os lugares.
62
A disponibilização de todos os serviços na Internet atende o objetivo da Lei, que é simplificar
em todos os aspectos o cumprimento das obrigações tributárias pelo pequeno empreendedor.
O contribuinte optante pelo Simples Nacional, ao invés de apurar os oito tributos abrangidos
pelo regime unificado (IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS/Pasep, Contribuição Previdenciária Patronal,
ICMS E ISS) separadamente, apura os valores devidos em um único aplicativo de cálculo que
emite também uma única guia de pagamento: o PGDAS.
O contribuinte inscrito no Simples Nacional precisa preencher uma única declaração anual, na
qual dará informações referentes aos oito impostos que compõem o novo regime. Antes, em
alguns Estados, somente para fins de ICMS, eram 12 declarações mensais além de uma
anual. Isto sem contar as informações relativas aos demais impostos.
Houve também a simplificação das obrigações tributárias. Ao optar pelo regime, a pessoa
jurídica precisa escriturar, com exceção de alguns segmentos específicos da economia, ou
vinculados ao fato de o optante ser contribuinte do ICMS ou IPI, apenas dois livros: caixa e
inventário.
ABRANGÊNCIA
63
Com o advento da Lei Complementar nº. 123, de 14.12.2006 todos os regimes que
beneficiavam os micro e pequenos empresários deixaram de existir.
Os contribuintes que estavam naqueles regimes e que se enquadravam nos requisitos da
nova Lei e que optaram por este novo regime passaram a usufruir os benefícios tributários do
Simples Nacional. Quem estava no Simples Federal migrou automaticamente, mas teve a
opção de pedir para sair.
COMO INGRESSAR
Para ingressar no Simples Nacional, a pessoa jurídica deverá atender, cumulativamente, às
seguintes condições:
A pessoa jurídica que, ao mesmo tempo, exercer atividade econômica permitida e atividade
econômica vedada não poderá optar pelo Simples Nacional.
Somente a pessoa jurídica que se enquadrar no conceito de ME ou de EPP é que poderá optar
pelo Simples Nacional.
O ingresso da ME e da EPP no Simples Nacional se dá por um dos seguintes modos:
- O ingresso por opção ocorre quando a própria pessoa jurídica formaliza a sua opção no
Portal do Simples Nacional, na internet, e o sistema de processamento de dados defere essa
opção. Esse é o modo normal de uma pessoa jurídica ingressar no regime de tributação. É um
ato que decorre da vontade da pessoa jurídica.
- O ingresso por inclusão administrativa (de ofício) é ato praticado pela administração
tributária e se dá quando a pessoa jurídica formaliza a sua opção e ela é indeferida. Não
concordando com o indeferimento da opção, a pessoa jurídica ingressa com processo
administrativo no órgão de administração tributária federal, estadual, distrital ou municipal
que indeferiu, solicitando revisão do indeferimento. É o caso, por exemplo, de uma pessoa
jurídica que teve a sua opção indeferida por débito no Estado, mas, na realidade, o débito já
fora pago, por equívoco, com o código de arrecadação de outro tributo.
- O ingresso por inclusão judicial é ato praticado pela administração tributária da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios em decorrência de um mandado judicial. Cabe
ao órgão de administração tributária que se situar no pólo passivo da ação judicial incluir a
pessoa jurídica no Simples Nacional.
Observação:
Além dos três modos mencionados, no segundo semestre do ano de 2007 existiu o ingresso
no Simples Nacional por migração automática.
64
Esse modo de ingresso no Simples Nacional, por migração automática, só ocorreu no segundo
semestre de 2007.
Os atos de opção, de inclusão administrativa e de inclusão judicial devem ser praticados
exclusivamente no Portal do Simples Nacional na internet, no endereço eletrônico:
www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional
No caso de opção, a pessoa jurídica interessada em ingressar no Simples Nacional deve
acessar o Portal e:
Para obtenção do código de acesso, o usuário deverá acessar o Portal do Simples Nacional e:
PRAZOS
Os prazos para a pessoa jurídica optar pelo Simples Nacional são os seguintes:
a) No caso de pessoa jurídica em início de atividade, a opção pode se dar em qualquer mês
do ano, desde que dentro do prazo de dez dias contados da data do deferimento da última
inscrição da matriz no Município e, se exigível, no Estado.
b) Na hipótese de pessoa jurídica que já iniciou atividade, será exclusivamente no mês de
janeiro.
65
Pessoa jurídica em início de atividade é aquela cujo tempo decorrido entre a data da abertura
da matriz no CNPJ e a data da formalização da opção pelo Simples Nacional é menor ou igual
a 180 dias.
A data da abertura da matriz no CNPJ é sempre igual à data do registro do ato constitutivo da
matriz no órgão competente (Junta Comercial ou Cartório do Registro Civil de Pessoa Jurídica).
Vencido o prazo de 180 dias não há mais que se falar em pessoa jurídica em início de
atividade.
Se o décimo dia do prazo de opção cair depois do prazo de 180 dias, a pessoa jurídica não
será considerada em início de atividade, mas sim pessoa jurídica que já iniciou suas
atividades, ou seja, a sua opção só poderá ser formalizada no mês de janeiro.
Excepcionalmente, caso o décimo dia do prazo de opção caia no mês de janeiro e a pessoa
jurídica perca esse prazo de dez dias para optar, a pessoa jurídica poderá formalizar a sua
opção no mês de janeiro, até o seu último dia útil, na condição de pessoa jurídica que já
iniciou atividade.
Vejamos os seguintes exemplos de determinação do prazo de dez dias, para a pessoa jurídica
em início de atividade formalizar a sua opção pelo Simples Nacional.
Antes, porém, é conveniente esclarecer que todo estabelecimento (matriz ou filial) da pessoa
jurídica é obrigado a se inscrever no Município em virtude da taxa de licença e
funcionamento, só sendo obrigado a se inscrever no Estado caso seja contribuinte do ICMS.
A pessoa jurídica que ingressou no Simples Nacional não terá a necessidade de formalizar
opção a cada ano.
Por exemplo, uma pessoa jurídica que ingressou no regime em janeiro de 2008 não necessita
formalizar outras opções a cada mês de janeiro dos anos subsequentes.
O ingresso da pessoa jurídica no Simples Nacional se dá por prazo indeterminado, só saindo
desse regime por opção, por comunicação obrigatória, por exclusão de ofício ou por decisão
administrativa.
PROIBIÇÕES
Estão proibidas de ingressar no Simples Nacional, as seguintes pessoa jurídicas, de acordo
com as categorias abaixo:
c) Por Débito;
- A pessoa jurídica que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou
Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa;
d) Por Sócio;
- Pessoa jurídica que seja sócia de outra pessoa jurídica;
Exceções: participações em cooperativa de crédito, centrais de compras, bolsas de
subcontratação, associações assemelhadas, sociedade de interesse econômico, sociedade de
garantia solidária e em outras sociedades que tenham como objetivo social a defesa exclusiva
dos interesses econômicos das ME e EPP.
- Pessoa jurídica que tenha sócio pessoa física domiciliada no exterior;
- Pessoa jurídica que tenha como sócio entidade da administração pública, direta ou indireta,
seja federal, estadual ou municipal;
66
- Pessoa jurídica cujo titular ou sócio pessoa física participe do capital de outra empresa
beneficiada pela LCP nº123/2006, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$
2,4 milhões;
- Pessoa jurídica cujo titular ou sócio pessoa física participe com mais de 10% do capital de
outra empresa não beneficiada pela Lei Complementar nº. 123/2006, desde que a receita
bruta global ultrapasse o limite de R$ 2,4 milhões;
Exceções: participações em cooperativa de crédito, centrais de compras, bolsas de
subcontratação, associações assemelhadas, sociedade de interesse econômico, sociedade de
garantia solidária e em outras sociedades que tenham como objetivo social a defesa exclusiva
dos interesses econômicos das ME e EPP.
- Pessoa jurídica cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa
jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 2,4
milhões;
Exceções:
- Pessoa jurídica que se dedique às atividades de creche, pré-escola e ensino fundamental;
- Centro de formação de condutores de veículos automotores, de transporte terrestre de
passageiros e de carga;
67
- Serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus, outros veículos
pesados, tratores, máquinas e equipamentos agrícolas;
- Serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores;
- Serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas;
- Serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática;
- Serviços de reparos hidráulicos, elétricos, pintura e carpintaria em residências ou
estabelecimentos civis ou empresariais, bem como manutenção e reparação de aparelhos
eletrodomésticos;
- Serviços de instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado,
refrigeração, ventilação, aquecimento e tratamento de ar em ambientes controlados;
- Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de
subempreitada;
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais formas de unificação de tributos existiram antes do Simples Nacional?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais as reais vantagens do Simples Nacional?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) É necessário que se faça uma Declaração Anual do Simples Nacional. O que deve conter
nela?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quais os passos para ingressas no Simples Nacional?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Explique o ingresso por opção, ingresso por inclusão administrativa e a inclusão judicial;
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais são os prazos para a pessoa jurídica optar pelo Simples Nacional?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O que acontece se o usuário extraviar ou perder o seu código de acesso ao Simples
Nacional?
68
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Algumas pessoas jurídicas estão proibidas de ingressar no Simples Nacional. Quais são
elas?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Assim como existem pessoas proibidas, existem exceções. Cite-as.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
Antes que possamos aprender como calcular e pagar o Simples Federal, precisamos estar
familiarizados com a forma de enquadrar cada empresa de acordo com as categorias
previstas em Lei.
ANEXO I
Enquadram-se nesta categoria as empresas com atividades de Comércio, ou seja, com
receita decorrente da revenda de mercadorias;
De acordo com sua receita bruta, estas empresas terão as seguintes alíquotas de Simples:
Anexo I
Partilha de Simples Nacional – Comércio
Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ INSS ICMS
PASEP
Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86%
De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33%
De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,33% 3,60% 3,10%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,34% 4,01% 3,45%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,6% 0,38% 4,56% 3,91%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%
Uma empresa que tenha tido uma receita bruta de R$ 895.532,45 estará enquadrada
na faixa de R$ 840.000,01 a R$ 960.000,00. Logo, terá uma alíquota para cálculo do Simples
Nacional correspondente à 8,45%.
69
Repare que a alíquota do Simples disposta no começo de cada linha corresponde exatamente
à soma das alíquotas dos impostos da mesma linha:
Ex.
IRPJ 0,47
+ CSSL 0,47
+ COFINS 1,42
+ PIS/PASEP 0,34
+ INSS 4,05
+ ICMS 3,48
= 10,23
ANEXO II
Anexo II
Partilha do Simples Nacional - Indústria
Receita Bruta em 12 meses ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ INSS ICMS IPI
(em R$) PASEP
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25% 0,50%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,97% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86% 0,50%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,34% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33% 0,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 480.000,01 a 600.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,78% 0,38% 0,35% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,86% 0,39% 0,38% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,53% 0,42% 0,39% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%
Note que praticamente todas as alíquotas (salvo poucas exceções) mantiveram-se da tabela
do Anexo I, além é claro, da inclusão nesta de uma coluna para o IPI.
ANEXO III
Enquadram-se nesta categoria as empresas de Locação de Bens Móveis e os seguintes
Serviços:
1. Creche, pré-escola e ensino fundamental;
2. Agência terceirizada de correios;
3. Agência de viagem e turismo;
70
4. Centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de
passageiros e de cargas;
5. Agências lotéricas;
6. Serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus, outros veículos
pesados, tratores, máquinas e equipamentos agrícolas;
7. Serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores;
8. Serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas;
9. Serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de
informática;
10.Serviços de reparos hidráulicos, elétricos, pintura e carpintaria em residências ou
estabelecimentos civis ou empresariais, bem como manutenção e reparação de aparelhos
domésticos;
11.Serviços de instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado,
refrigeração, ventilação, aquecimento e tratamento de ar em ambientes controlados;
12.Veículos de comunicação, de radiodifusão sonora e de sons e imagens, e mídia externa;
13.Transporte municipal de passageiros;
14.Transportes intermunicipais e interestaduais de cargas, para fatos geradores ocorridos a
partir de 01/01/2008;
15.Todos os serviços não enquadrados nos anexos IV ou V, desde que a pessoa jurídica não
incorra em vedação de opção pelo Simples Nacional.
Anexo III
Partilha do Simples Nacional – Serviços e Locação de Bens Móveis
Receita Bruta em 12 meses ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ INSS IPI
(em R$) PASEP
Até 120.000,00 6,00% 0,00% 0,39% 1,19% 0,00% 2,42% 2,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 8,21% 0,00% 0,54% 1,62% 0,00% 3,26% 2,79%
De 240.000,01 a 360.000,00 10,26% 0,48% 0,43% 1,43% 0,35% 4,07% 3,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 11,31% 0,53% 0,53% 1,56% 0,38% 4,47% 3,84%
De 480.000,01 a 600.000,00 11,40% 0,53% 0,52% 1,58% 0,38% 4,52% 3,87%
De 600.000,01 a 720.000,00 12,42% 0,57% 0,57% 1,73% 0,40% 4,92% 4,23%
De 720.000,01 a 840.000,00 12,54% 0,59% 0,56% 1,74% 0,42% 4,97% 4,26%
De 840.000,01 a 960.000,00 12,68% 0,59% 0,57% 1,76% 0,42% 5,03% 4,31%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 13,55% 0,63% 0,61% 1,88% 0,45% 5,37% 4,61%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 13,68% 0,63% 0,64% 1,89% 0,45% 5,42% 4,85%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 14,93% 0,69% 0,69% 2,07% 0,50% 5,98% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 15,06% 0,69% 0,69% 2,09% 0,50% 6,09% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 15,20% 0,71% 0,70% 2,10% 0,50% 6,19% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 15,35% 0,71% 0,70% 2,13% 0,51% 6,30% 5,00%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 15,48% 0,72% 0,70% 2,15% 0,51% 6,40% 5,00%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 16,85% 0,78% 0,76% 2,34% 0,56% 7,41% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 16,98% 0,78% 0,78% 2,36% 0,56% 7,50% 5,00%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 17,13% 0,80% 0,79% 2,37% 0,57% 7,60% 5,00%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 17,27% 0,80% 0,79% 2,40% 0,57% 7,71% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 17,42% 0,81% 0,79% 2,42% 0,57% 7,83% 5,00%
ANEXO IV
Anexo IV
Partilha do Simples Nacional – Serviços
Receita Bruta em 12 meses ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ IPI
(em R$) PASEP
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84%
De 480.000,01 a 600.000,00 8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87%
De 600.000,01 a 720.000,00 9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23%
De 720.000,01 a 840.000,00 10,28% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26%
De 840.000,01 a 960.000,00 10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61%
De 1.080.000,00 a 1.200.000,00 12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00%
De 1.680.000.01 a 1.800.000,00 14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00%
De 1.800.000,00 a 1.920.000,00 15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00%
De 2.040.000,00 a 2.160.000,00 15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00%
De 2.160.000,00 a 2.280.000,00 16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%
ANEXO V
Enquadram-se nesta categoria as empresas que executam os seguintes Serviços:
Para chegarmos a uma base de cálculo para o Simples Nacional das empresas desta
categoria, temos que obedecer a alguma regras e cálculos distintos.
Veremos isso com mais clareza na próxima aula, quando iremos aprender como calcular e
pagar os impostos.
Por ora, vamos conhecer apenas a tabela do Anexo V, que será compreendida mais adiante
quando estudarmos estes cálculos:
72
Anexo V
Receita Bruta em 12 meses IRPJ, PIS/PASEP,
(em R$) COFINS E CSLL
Até 120.000,00 4,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 4,48%
De 240.000,01 a 360.000,00 4,96%
De 360.000,01 a 480.000,00 5,44%
De 480.000,01 a 600.000,00 5,92%
De 600.000,01 a 720.000,00 6,40%
De 720.000,01 a 840.000,00 6,88%
De 840.000,01 a 960.000,00 7,36%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 7,84%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 8,32%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 8,80%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 9,28%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 9,76%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,24%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,72%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,20%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,68%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 12,16%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 12,64%
De 2.280.000.01 a 2.400.000.00 13.50%
EXERCÍCIOS:
1) Quais as empresas que se enquadram no Anexo I?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Explique como funciona o cálculo para chegarmos ao valor da alíquota do Anexo I;
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Quais as empresas que se enquadram no Anexo II?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Impostos entram e saem de uma tabela para outra. Quais os impostos que estão na tabela
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Quais as empresas que se enquadram no Anexo III?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Quais os impostos que saíram e qual o imposto que entrou no Anexo III?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais as empresas que se enquadram no Anexo IV?
73
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O que mudou do Anexo III para o Anexo IV no quesito impostos?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Quais as empresas que se enquadram no Anexo V?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Quais são as regras e cálculos aplicados as empresas que se enquadram no Anexo V?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
Posteriormente, classifica-se a receita bruta mensal da pessoa jurídica que será tributada por
dentro do Simples Nacional por estabelecimento (matriz e, se existirem, as filiais).
Em seguida, para cada estabelecimento da pessoa jurídica, classifica-se a receita bruta
mensal de acordo com os Anexos vistos na aula anterior.
74
Agora, para cada tipo (anexo) de receita bruta mensal, classificar a parte da receita que
esteja sujeita às seguintes especificidades:
- imunidade;
- exigibilidade suspensa;
- isenção do ICMS ou do ISS;
- substituição tributária do IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS;
- retenções na fonte;
- devolução de mercadorias;
- cancelamento de notas fiscais.
Na apuração da receita bruta mensal, não será admitida a dedução das seguintes receitas:
a) não-incidências tributárias, exceto imunidades;
b) tributação monofásica do PIS e da Cofins;
c) diferencial de alíquotas;
d) antecipação tributaria;
e) alíquota zero;
f) isenções do IPI, PIS e Cofins;
g) mercadorias e/ou serviços vendidos e não pagos pelo consumidor.
75
Em caso de início de atividades a receita bruta acumulada dos 12 meses anteriores ao
período de apuração é determinada seguindo as seguintes regras:
A) No mês de início de atividade:
- Será a própria receita do mês de apuração, multiplicada por 12 (doze).
B) Mais de um e menos de 12 meses do início de atividade:
- Será calculada a média aritmética das receitas brutas mensais , multiplicadas por 12 (doze).
Exemplo: pessoa jurídica iniciou suas atividades em setembro/2007 e deseja efetuar a
apuração do mês de fevereiro/2008, tendo como receitas totais mensais os valores
constantes da tabela abaixo.
SET OUT NOV DEZ JAN
R$ 200 R$ 150 R$ 50 R$ 100 R$ 200
A receita bruta total será igual à média aritmética dos valores correspondentes aos meses de
setembro/2007 a janeiro/2008 multiplicado por 12:
Para determinar a alíquota a ser utilizada sobre a receita mensal da atividade sujeita ao
Anexo V, além de se conhecer a receita bruta acumulada dos 12 meses anteriores ao
período de apuração, é necessário calcular o valor da relação "r".
Quanto maior for a Folha de Pagamento, maior será "r", menor será a alíquota do Anexo V
e menor será o valor devido do Simples Nacional.
Considera-se folha de salários, incluídos encargos, o montante pago nos 12 (doze) meses
anteriores ao do período de apuração, a título de salários, retiradas de "pro labore",
acrescidas do montante efetivamente recolhido a título de contribuição para a Seguridade
Social destinada à Previdência Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
76
FORMA DE PAGAMENTO
O pagamento de tributos devidos pelos optantes do Simples Nacional deverá ser realizado por
meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
A geração do DAS será realizada exclusivamente por meio do PGDAS, onde o contribuinte
deverá prestar todas as informações necessárias à apuração do valor mensal devido.
Ele conterá as seguintes informações:
- identificação do contribuinte;
- mês da apuração;
- data de vencimento original;
- valor do principal, da multa e dos juros;
- valor total;
- número único de identificação do DAS;
- código de barras.
Não será emitido DAS com valor total inferior a R$10,00. Esse valor deverá ser acrescentado
em período de apuração subseqüente, até que o total seja igual ou superior a R$10,00.
O DAS deverá ser pago em qualquer agente arrecadador pertencente à Rede de Arrecadação
do Simples Nacional (RAS).
Ele deve ser pago pelo estabelecimento matriz até o último dia útil da primeira quinzena do
mês subseqüente àquele em que houver sido auferida a receita bruta.
O DAS não pago até a data de vencimento, ficará sujeito à incidência dos seguintes encargos
legais previstos na legislação do imposto de renda:
a) multa de 0,33% (trinta e três centésimos por cento) ao dia, limitada a 20% (vinte por
cento);
b) juros de mora calculados com base na taxa Selic, a partir do mês subseqüente ao
vencimento até o mês anterior ao pagamento e de 1% (um por cento) no mês de pagamento.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
A substituição das Contribuições Previdenciárias pelos valores pagos através do Simples
Nacional não abrange as contribuições que a empresa tem de descontar ou reter de outros
contribuintes, tais como aquelas descontadas de empregados e contribuintes individuais, bem
como aquelas retidas pelas tomadoras de serviços sujeitos a retenção de 11%, conforme
previsto no artigo 31 da Lei nº. 8.212/91.
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
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2) O que não é admitido que seja deduzido na apuração da Receita Bruta Mensal?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) O que é necessário para determinar uma alíquota?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Quais as regras para a apuração da Receita Bruta nos 12 meses que antecedem a
apuração?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Além da Folha de Pagamento o que é considerado na hora dos cálculos?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Como e onde deve ser feito este pagamento?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) Quais as informações que devem constar na DAS?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) Existe um valor mínimo para a DAS, qual é este valor?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) O que acontece se não pagamos a DAS até a data de vencimento?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) O Simples Nacional interfere nos cálculos da Contribuição Previdenciária? Justifique
sua resposta.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
PATRIMÔNIO
Podemos definir PATRIMÔNIO como o conjunto de três elementos:
A) Bens;
- Qualquer coisa palpável, como um computador, prédio, casa, dinheiro em mão, máquinas,
etc.
Em uma Loja de Calçados, podemos ter por exemplo, as seguintes modalidades de bens:
a) Bens de uso: balcão, prateleira, vitrine, espelho, computador;
b) Bens de troca: calçados para venda, dinheiro;
c) Bens de consumo: papel para embalagens, material para limpeza, pó de café.
B) Direitos;
- Valores que são seus por natureza, mais que estão em posse de outra pessoa, como por
exemplo, uma venda feita à prazo (é direito seu receber esse dinheiro, mas como esse
dinheiro ainda não está contigo, ele não é um bem, e sim um direito - direito de
recebê-lo). Outro exemplo é o dinheiro no banco (ele não esta com você).
Algumas expressões costumam ser acrescentadas aos direitos, para melhor identificação.
Ex: duplicatas à receber, impostos à restituir, aluguéis à recuperar, etc.
Podemos entender que o que diferencia BENS de DIREITOS é se o patrimônio em questão está
ou não em seu poder.
C) Obrigações.
- É o inverso de DIREITOS, ou seja, é algo avaliável em dinheiro, que não lhe pertence, mais
está em suas mãos, como por exemplo:
a) Compra à prazo: seu fornecedor lhe vendeu mercadorias a prazo, é um direito dele
receber e uma OBRIGAÇÃO sua pagar;
b) Empréstimo: é um direito do banco ou financeira receber e uma OBRIGAÇÃO sua pagar.
Portanto o patrimônio na contabilidade é o conjunto desses 3 itens (BENS, DIREITOS E
OBRIGAÇÕES).
Com base nessa teoria acima, vamos a um exemplo:
- Vamos supor que você tenha R$ 100.000,00 em sua conta bancária, mas deste valor,
somente R$ 5.000,00 são seus. O restante foi depositado por um parente seu.
Neste caso, você tem a posse de R$ 95.000,00, afinal este valor está em sua conta. Em
contra-partida, você também tem a obrigação de devolvê-lo a seu parente, logo, você tem
uma obrigação com ele.
Ora se você tem R$ 95 mil reais em sua conta e deve R$ 95 mil, podemos dizer que estes
valores se anulam, certo?
Por isso a contabilidade considera as obrigações como parte do conjunto que perfazem o
PATRIMÔNIO, para que você consiga apurar o seu PATRIMÔNIO LÍQUIDO.
Parece até simples dizer que é isso que a Contabilidade faz não? Só que na contabilidade,
qualquer fato que altere ou não o seu patrimônio deve ser registrado, e por escrito, para não
haver possibilidade de esquecimento.
79
Imagine a quantidade de transações que uma entidade faz por dia? Compras, vendas, trocas,
pagamentos e outros.
Exemplos:
Caixa (bem): Ativo
Banco (direito): Ativo
Estoque (bem): Ativo
Fornecedores (obrigação): Passivo
Conta de Luz (obrigação): Passivo
Veículo (bem): Ativo
Água (consumo): Despesa
Receita de Vendas: Receita
A) ATIVO;
As contas do Ativo devem ser dispostas em ordem decrescente de liquidez e classificadas nos
seguintes grupos:
a) Circulante;
O ativo circulante é composto das disponibilidades, dos direitos realizáveis no curso de
exercício social seguinte e das despesas pagas antecipadamente.
As disponibilidades representam o numerário em caixa e em bancos que pode ser utilizado de
imediato, isto é, à livre disposição da empresa.
Os recursos depositados em bancos, que por qualquer razão não são de livre movimentação
pela empresa, devem ser demonstrados de modo a indicar essa condição.
Como direitos realizáveis no exercício social subsequente devemos entender não só as
duplicatas e demais valores a receber, como também os direitos de propriedade, tais como
estoque e aplicações de curto prazo, ou seja, aquelas que serão transformadas em numerário
no curso do exercício social subsequente.
Também são classificáveis no grupo do circulante as aplicações de recursos em despesas que
ainda não foram incorridas, mas que já foram pagas.
Caso típico dessas despesas do exercício seguinte é o prêmio de seguros que é pago
antecipadamente, mas refere-se a uma obrigação contratual da seguradora de prestar um
serviço no futuro.
c) Permanente.
Este tipo de ativo é dividido nos seguintes sub-grupos:
80
- Investimentos: Participações permanentes em outras empresas e os direitos de qualquer
natureza, não classificáveis no circulante, nem no realizável. Têm como principal
característica o fato de não haver intenção, por parte da empresa, de vendê-los.
- Imobilizado: Composto dos direitos que tenham por objeto a manutenção das atividades da
empresa, ou que sejam exercidos com essa finalidade, bem como os direitos de propriedade
industrial ou comercial. São classificados no imobilizado, por exemplo, os bens tangíveis
como terrenos, edifícios, móveis e utensílios, veículos e os intangíveis como marcas,
patentes e custo de exploração de fundo de comércio.
- Diferido: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado
de mais de um exercício social. São despesas relativas a serviços já recebidos as que não
foram lançados no resultado, pois contribuirão para obtenção de resultados futuros, como é o
caso dos gastos pré-operacionais.
B) PASSIVO;
As contas do Passivo são classificáveis nos seguintes grupos:
a) Circulante e exigível a longo prazo;
A classificação das contas no grupo do circulante ou do exigível a longo prazo tem por único
critério a época de vencimento da obrigação. Assim, se a obrigação vencer antes do término
do exercício social subsequente deve ser classificada como circulante; caso contrário, deve
ser classificada no longo prazo.
Também aqui, se o ciclo operacional for superior ao exercício social, poderá ser tomado como
base para determinar o que é circulante e o que é longo prazo.
b) Resultados de exercícios futuros;
Nos resultados de exercícios futuros serão classificadas as receitas já recebidas referentes a
bens ou serviços ainda não concluídos, deduzidos dos custos incorridos para sua produção até
o presente.
c) Patrimônio Líquido.
Este tipo de passivo é dividido nos seguintes sub-grupos:
- Capital Social: Representa a contribuição dos proprietários para a formação e manutenção
das atividades da empresa. Em relação ao capital social, dois aspectos merecem destaque:
1) As parcelas do capital pertencentes a pessoas domiciliadas ou com sede no exterior,
registradas no Banco Central, devem ser apresentadas destacadamente;
2) O capital não integralizado deve ser apresentado subtrativamente do capital subscrito.
- Reservas de Capital: Representam recursos provenientes dos proprietários ou de terceiros,
que aumentaram o ativo da empresa, mas não transitaram pelo resultado, ou seja, não se
constituíram em receitas.
As reservas de capital são claramente definidas em lei, devendo registrar, principalmente, o
seguinte:
1) O ágio na colocação de ações, ou seja, a parcela recebida pela venda de ações que
ultrapassar seu valor nominal;
2) Se a ação não tiver valor nominal, será considerada ágio a parcela que não for destinada à
formação de Capital Social;
3) As doações recebidas pela empresa e as subvenções para investimento;
4) O resultado da correção monetária de capital.
- Reservas de Reavaliação: É a contrapartida do registro de reavaliações espontâneas do
ativo permanente, as quais devem ser efetuadas por três peritos ou empresa especializada e
aprovada em Assembléia de Acionistas.
- Reservas de Lucro: As reservas de lucro são constituídas através de apropriação do lucro da
empresa com objetivos e regras definidos. A legislação vigente entra em detalhes sobre os
critérios para constituição dessas reservas, uma vez que as mesmas influenciam diretamente
o resultado à disposição dos acionistas.
Elas são as seguintes:
1) Reserva Legal;
2) Reservas Estatutárias;
3) Reservas para Contingências;
4) Reservas de Lucros a Realizar;
5) Reservas para reinvestimentos ou expansão
81
- Lucros ou Prejuízos Acumulados: Representam lucros que a empresa realizou e que não
foram destinados para reservas nem para dividendos.
Quanto aos lucros ou prejuízos acumulados, dois destaques devem ser feitos:
1) O saldo apresentado no balanço deve coincidir com o da demonstração de lucros
acumulados ou com o constante da demonstração da movimentação das contas do
patrimônio líquido.
2) Como já deve ter ficado claro, mesmo que haja prejuízos acumulados, estes deverão ser
apresentados no patrimônio líquido, como diminuição deste.
EXERCÍCIOS:
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) O que é Exercício Social?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Qual o período de duração de um Exercício Social?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) O que é Ciclo Operacional e como funciona?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Defina Patrimônio e seus três elementos;
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Existem três tipos de bens, quais são eles?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) O que é Classificação das Contas?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) As Contas são subdivididas em quatro tipos. Explique cada um.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Qual a diferença entre Ativo e Passivo?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
10) Com suas palavras, explique cada grupo do Passivo.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
82
Professor:___________________________________________ Nota: _________
Conforme visto no método interativo, durante estas aulas estaremos realizando exercícios de
fixação, onde aprofundaremos nossos conhecimentos em formulação e análise de um Balanço
Patrimonial.
Reproduziremos nesta apostila alguns dos exercícios vistos na aula interativa.
Resolução:
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84
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AULA 18: Balanço Patrimonial / Exercícios de Fixação - II
Conforme visto no método interativo, durante estas aulas estaremos realizando exercícios de
fixação, onde aprofundaremos nossos conhecimentos em formulação e análise de um Balanço
Patrimonial.
Reproduziremos nesta apostila alguns dos exercícios vistos na aula interativa.
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AULA 19: Balanço Patrimonial / Exercícios de Fixação – II
Conforme visto no método interativo, durante estas aulas estaremos realizando exercícios de
fixação, onde aprofundaremos nossos conhecimentos em formulação e análise de um Balanço
Patrimonial.
Reproduziremos nesta apostila alguns dos exercícios vistos na aula interativa.
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91
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AULA 20: Escrituração
ESCRITA FISCAL
REGRAS
Os livros fiscais serão impressos e terão suas folhas numeradas tipograficamente em ordem
crescente, costuradas e encadernadas, de forma a impedir sua substituição.
Os lançamentos, nos livros fiscais, serão feitos a tinta, com clareza, não podendo a
escrituração atrasar-se por mais de cinco dias, ressalvados lançamentos nos livros a que
forem atribuídos prazos especiais.
Os livros não poderão conter emendas ou rasuras e seus lançamentos serão totalizados e
encerrados no último dia de cada mês, salvo disposição em contrário.
94
Será permitida a escrituração por processo mecanizado, mediante prévia autorização da
Delegacia Regional da Receita do respectivo domicílio tributário, observando-se que:
a) deverão ser utilizados formulários constituídos de folhas ou fichas numeradas
tipograficamente e em ordem seqüencial;
b) os lançamentos efetuados em folhas ou fichas deverão ser copiados, em ordem
cronológica, em copiador especial previamente autenticado pelo fisco;
c) fica dispensada a copiagem quando o contribuinte houver providenciado a prévia
autenticação fiscal das folhas ou das fichas, caso em que os documentos serão enfeixados,
após a sua utilização, em volumes de até quinhentas folhas;
d) as folhas ou as fichas deverão conter as indicações básicas previstas neste Capítulo, sendo
facultado o uso de códigos para identificação de emitente-fornecedores (para utilização nas
folhas ou fichas de registro de entradas) e de mercadorias (para uso nas folhas ou fichas de
registro de controle da produção e do estoque e de inventário);
e) será indispensável que o contribuinte mantenha livro especial para registro e explicitação
dos códigos de emitente-fornecedores e dos códigos de mercadorias, previamente
autenticado na Agência de Rendas a que estiver jurisdicionado;
f) o requerimento para uso do processo mecanizado deverá ser acompanhado dos modelos
das folhas ou das fichas que substituirão os livros fiscais, bem como da descrição do sistema
mecanizado escolhido.
Conforme o artigo 216, será permitida a escrituração de livros fiscais por sistema de
processamento de dados, observadas as disposições contidas nos arts. 357 a 383.
Sem prévia autorização do fisco, os livros fiscais não poderão ser retirados do
estabelecimento, salvo a permanência destes em escritório de contabilidade mediante
comunicação à repartição fiscal do domicílio tributário do contribuinte.
Presume-se retirado do estabelecimento o livro que não for exibido ao fisco, quando
solicitado.
EXERCÍCIOS:
1) O que é Escrita Fiscal e qual sua finalidade?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
2) Quais os livros fiscais que os contribuintes tem a obrigação de manter no
estabelecimento?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
3) Como deve ser a encadernação e impressão destes livros?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
4) Escolha 3 deles e fale sobre.
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
5) Qual o órgão que autoriza a escrituração mecanizada dos livros?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
6) Nos casos que é permitida a escrituração mecânica o que deve ser observado pelo
contribuinte?
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_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
7) O que é TRR?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
8) O que é DNC?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
9) Onde devem ser mantidos os livros fiscais? Quem autoriza sua retirada?
_______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________
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Modelo 1-A
Modelo 2
98
Modelo 2-A
EXERCÍCIOS:
1) Crie um modelo (uma página) de um Livro Fiscal de Entrada e simule pelo menos três
2) Crie um modelo (uma página) de um Livro Fiscal de Saída e simule pelo menos três
100
LIVRO FISCAL DE APURAÇÃO DO I.C.M.S.
101
Estes dois livros destinam-se a registrar, mensalmente, os totais dos valores contábeis e
fiscais relativos ao imposto, das operações de entradas e de saídas e das prestações,
extraídos dos livros próprios, e agrupados segundo o Código Fiscal de Operações e Prestações
- CFOP e o Código da Situação Tributária – CST.
No livro a que se refere este artigo serão registrados, também, os débitos e os créditos
fiscais, a apuração dos saldos e os dados relativos às guias de informação e apuração e de
recolhimento do imposto.
Em substituição a escrituração da parte relativa aos valores contábeis e fiscais, o contribuinte
poderá elaborar resumo mensal das operações ou prestações, agrupando-as segundo o
Código Fiscal de Operações e Prestações e o Código de Situação Tributária, respectivamente,
nos livros Registro de Entradas e Registro de Saídas.
e) Valor:
103
1. Unitário: o valor de cada unidade de mercadoria pelo custo de aquisição ou de fabricação,
ou pelo preço corrente no mercado ou bolsa, prevalecendo o critério de valoração pelo preço
corrente, quando este for inferior ao preço de custo; no caso de matérias-primas ou produtos
em fabricação, o valor será o de seu custo;
2. Parcial: o valor correspondente ao resultado da multiplicação da quantidade pelo valor
unitário;
3. Total: o valor correspondente à somatória dos valores parciais constantes do mesmo
código do produto referido na alínea “a”;
104
Os lançamentos serão feitos operação a operação, em ordem cronológica de aquisição ou
confecção própria, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, série e subsérie,
quando for o caso, do documento fiscal.
c) Tipo: o tipo do documento fiscal confeccionado, tal como bloco, talonário, folhas soltas ou
formulários contínuos;
d) Finalidade da Utilização;
g) Fornecedor:
1. Nome: o nome do contribuinte que confeccionou os documentos fiscais;
2. Endereço: o local do estabelecimento impressor;
3. Inscrição: os números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento impressor;
h) Recebimento:
1. Data: a data do efetivo recebimento dos documentos fiscais confeccionados;
2. Nota Fiscal: a série e subsérie, quando for o caso, e o número da nota fiscal emitida pelo
estabelecimento gráfico relativa à saída dos documentos fiscais confeccionados;
1) Produto: 2) Data:
3) Estoque de Abertura (Medição no início do dia)
TQ TQ TQ TQ TQ TQ 3.1) Estoque
Abertura
105
Nota Fiscal nº. de / /
Nota Fiscal nº. de / /
Nota Fiscal nº. de / /
4.3) Total Recebido
5) Volume Vendido no dia (em litros) 4.4) Vol. Disponível
(3.1 + 4.3)
5.1) TQ 5.2) Bico 5.3) + 5.4) – Abertura 5.5) – Aferições 5.6) = Vendas Bico
Fechamento
106
Livro de Movimentação de Produtos (LMP) Folha
(quantidades expressas em litros) nº.
01 - Combustível: 02 - Data da
Movimentação:
03 – Estoque de
Abertura:
04 - Entradas Normais (compras recebidas):
Nº. da Série Data Emitente Quantidade
N.F.
05 - Total das
Entradas:
06 - Demonstrativo:
06.1 - Outras Entradas (justificar no campo 11 -
Observações):
06.2 - Estoque Disponível (soma dos campos 03 - E.
Abert., 05 - Entr. Norm. e 06.1 - O. Entr.):
06.3 - Saldos (resultado do campo 10 = soma dos campos
06 - T. Vendas e 09 - O. Saídas):
06.4 - Estoque Contábil de Fechamento (campo 06.2 - Est.
Disp. menos 06.3 - Saídas):
06.5 - Estoque Físico Medido:
06.6 - Variação Apurada (o valor será negativo se o
estoque for inferior ao contábil):
LIVRO DE MOVIMENTAÇÃO DE PRODUTOS - LMP
VERSO
(A que se refere o inciso XIV do artigo 217)
07 - Vendas (saídas normais):
Nº. da N.F. Série Data Destinatário Quantidade
107
08 - Total de Vendas:
09 - Outras Saídas (justificar no campo 11 - Observações):
10 - Total das Saídas (soma dos campos 08 e
09):
11 – Observações:
EXERCÍCIOS:
1) Escolha dois modelos de Livros Fiscais apresentados nesta aula, e crie um modelo (uma
seus campos.
108
109