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Guindastes P&H: Eficiência e Lucro

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Lucas
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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trailspoi•te 111(1(10111(1

IVI PUBLICAÇÃO DA DO B O FEVEREIRO 1973 EDuORABRI

CAMINHOES
Enfim,o ano da reacão
São Sebastião:
um superporto?
Eles se encolhem nos custos e se alongam nos lucros:
guindastes P&H hidráulicos com lança telescópica.
Eles vão buscar o lucro onde ele estiver. difíceis ou para se locomover rapidamente dentro
A lança telescópica permite passar através da obra ou de uma obra para outra, encurtando custos
de portas e ir lá dentro do galpão, armazém e aumentando lucros.
etc., para retirar a carga. E todos eles possuem assistência técnica perfeita
A lança se alonga e se encolhe de acordo com em qualquer ponto do País e estoque com peças
a necessidade. O guindaste P&H hidráulico de reposição.
com lança telescópica não pára de trabalhar, Ponha mais um braço direito na sua empresa. Forte,
porque opera com a mesma lança que vai Il¡ resistente, saudável e que faz tarefas incríveis com
até 150 pés. Os guindastes P&H hidráulicos incrível facilidade.
são oferecidos com capacidade de carga Comece a operar com guindastes P&H hidráulicos
de 12 a 75 toneladas. A grande variedade com lança telescópica. Se v. quer ter mais certeza
de modelos permite que v. escolha o ainda de que isso é o certo, procure a Villares, que
equipamento certo para sua empresa: garante a assistência técnica que v. já conhece.
para trabalho pesado em terrenos Vamos conversar hoje mesmo?

VILLARES
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Estrada do Vergueiro, 2.000 - S. Bernardo do
Campo - SP - Tel.: 443-1411 - Cx. Postal 5498
Telex 023831 • Belo Horizonte - Av. Bias Fortes,
160 - Tel.: 26-4655 - Telex 037206•Recife - Av.
Conde da Boa Vista, 1.596 - Tels.: 2-1134, 2-1067,
2-3787 - Cx. Postal 1.325•Porto Alegre - Rua
Gaspar Martins, 173/183 - Tel.: 25-0511 - Cx.
Postal 203•Salvador - P. Gen. Inocêncio
Gaivão, 17 - Tels.: 3-2233, 3-5616 - Cx. Postal
1208•Rio de Janeiro - Av. Almirante Barroso, 22
21.0 andar - Tel.: 231-1370
O CADERNO QUE FALTAVA
Nossos 13 000 leitores das áreas industrial e técnicos de terraplenagem — de atender às
de serviços passam a receber, a partir deste nú- necessidades específicas de informacão de
mero, juntamente com a revista normal, um cada setor. O resultado é que, conquanto a
caderno adicional. Inteiramente dedicado à revista continue a cobrir todas as modalidades
movimentação interna de materiais, Trans- de transporte, o homem de terraplenagem não
porte Industrial não significa, todavia, apenas mais encontrará artigos sobre assuntos indus-
um caderno a mais. Na verdade, representa o triais — que fogem ao seu interesse — e vice-
desdobramento natural da política editorial — versa. E vai sobrar mais espaço para setores
iniciada em março de 1971, com o caderno como transporte aéreo, ferroviário e marítimo,
Concreto & Asfalto, que circula entre 12 000 até hoje tratados apenas esporadicamente .
CAMINHÕES PNEUS SÃO SEBASTIÃO TRANSPORTE PESADO SEÇÕES
Malote 4
Veículos 10
•Como foi
o VIII Salão do
Automóvel
•Os novos
motores Perkins
Passageiros
•O primeiro
UM PORTO prêmio Caio
Ferrovias
A INESPERA- PARA •A maior
locomotiva
DA REACAO SUPERNAVIOS nacional
DO MERCADO O terceiro
ancoradouro
A DEMANDA Aviação
•Por que
Depois de dez anos natural do mundo CRESCE a Varig escolheu
de estagnação, AS VOLTAS tem tudo para
se converter num COM A CAR
o DC-10.
Navegação 18
o mercado de
caminhões voltou COMA superporto, capaz de Há quatro anos, Rápidas
Equipamentos 42
20
a reagir, em 1972: atender aos o transporte por
a produção foi JUSTICA gigantescos navios rodovia de uma carga Publicações 44
de 50 300 unidades, do futuro. Mas os de 100 t Serviço de
Os três grandes
mais de 30% maior técnicos ainda era raro. Mas o Consulta 44
fabricantes de pneus,
do que a de 1971. Firestone, Goodyear não chegaram a um desenvolvimento
E os fabricantes e Pirelli, terão acordo sobre industrial forçou
estão descobrindo de provar a melhor maneira as empresas
uma nova arma: ao Conselho de aproveitá-lo. especializadas A s opiniões
a agressividade. Administrativo de Página 32. a buscarem novas emitidas em
Página 22. soluções para art,gos assinados
Defesa Econômica ou entrevistas
que —embora atendera um não São
detendo 91,7% do mercado que cresce necessariamente
mercado de pneus — em peso e as adotadas por
Transporte
nunca abusaram quantidade. Moderno,podendo
do poder. Página 36. até serem
Página 27. contrárias a estas.

TRANSPORTE MODERNO— janeiro/fevereiro, 1973 3


MALOTE
EDITÔRA ABRIL
Editor e Diretor: VICTOR CIVITA
Pedido querem perder o contato
Diretores: Edgard de Silvio Faria, Richard Civita, Roberto Civita
Conselho Editorial: Edgard de Silvio Faria, Hernani Donato, Mino de assinatura com essa atividade. Mas,
Carta. Odylo Costa, filho, Paulo Mendonua, Pornpeu de Souza,
Richarcl Civita, Roberto Civita e Victor Cnute nem por isso, os estudan-
Diretor Comercial da Divisão Revistas: Sebastião Martins
Conheci há dias uma tes precisam pagar para
GRUPO TÉCNICO

Diretor de redacão Ddvul de Moraes


grande revista, Trans- ler a revista, enviada tam-
Redutor chefe ,1 rinic Sdní Atum Filho porte Moderno. Trans- bém gratuitamente às bi-
transporte moderno miti o fato a alguns cole- bliotecas de faculdades de
Redator-chefe Erig Nímio tiormdlves dos Reis gas e apresentei a revis- engenharia, economia e
Redatores principais -1(.0 SI., e Vitll do Carmo
Redator: Francisco Pinto Nen° ta, que foi elogiada por administração de empre-
Colaboradores: Leopoldo Palazio. Jorge Kassinoff. Walter Lorch,
Regtnald Uelze, Antonio G. N Novaes, J. Cláudio Marmo Rino, Ma unanimidade. Procurei sas. Se a sua escola ainda
noel Diniz da Costa, Aparicio Siqueira Stefani, Marcos Antonio
Bonacorso Manhanelli, Ancelmo Rezende Gois informações sobre a não recebe TM, é só pedir
Arte: Jean Grirnard Gathereau (chefe), Mário Naoki Mori, Osmar
Silva Maciel, Celine Lima Verde de Carvalho. Liana Paola Rabioglio, mesma e as obtive logo ao bibliotecário que escre-
Edith Maria Suraci, Simone Saul, Maria Elisa Kubota
na segunda página (ex- va para o Departamento
ESCRITÓRIOS REGIONAIS

Rio, °digo Licetti (chefe), Wanda Figueiredo, José Leal (redatores).


pediente). Fiquei muito de Assinaturas da Abril
Armando Rosário, Joel Meia, Ademar Veneziano (fotógrafos) / Bra- triste quando notei que a S.A., caixa postal 30 777
sília: Pompeu de Souza (diretor) Recife: Renan S. Miranda (chefe
de redacão) / Porto Alegre: Paulo Totti (chefe de redacào) ./ Belo mesma não era distribuí- -São Paulo, SP.
Horizonte: Alberico S. Cruz (chefe de redacão) / Salvador: Edgard
Catorra / Correspondentes: Nova York: Luiz Fernando Mercadante da gratuitamente.
/ Paris: Pedro Cavaicanti / Londres: Oriel Pereira do Vette
Sou estudante do se-
SERVIÇOS EDITORIAIS Custos
Diretor: Samuel Dirceu / Documentação: José Carlos A. Kfouri
gundo ano de engenha-
Isupervisor), Carmen Zilda Ribeiro, Dilico Covizzi, Claudio Carmight.
ria civil da Escola Poli- operacionais
João Guino, Maria de Lourdes Orna, Manha S. Juan Franca, Pedro
Manuel de Souza, Sheila V. M. Ribeiro, Líbiratara Forte. Vera Regina
M. Portugal / Estúdio fotográfico: Sérgio Jorge (gerente), Jussi
técnica da Universidade
Lehto (gerente administrativo), Francisco Albuquerque (consultor)
Cartografia: Francisco Beltran (gerente) Abril Press: Brian Gould Federal da Bahia. Luto Como assíduo leitor
(gerente)
com grandes dificuldades desta revista - de extre-
DEPARTAMENTO COMERCIAL
para concluir meus estu- ma importância dentro
Diretor: Fábio Mendia
Supervisor de Publicidade: Miguel A Rir-lanes dos, pois minha família do meu setor - solicito
Representantes: Luiz Antonio Nazareth. Décio Garcia. Thiago
Lacerda de Oliveira, Jorge Luiz Lafont reside no interior da Ba- uma cópia do artigo "Um
Belém, gerente: Paulo Silveira Viana / Belo Horizonte, gerente:
José Wanderlei Corsiní / Brasília, gerente: Luiz Edgard P Tostes, hia e com iguais ou Custo para cada Veícu-
Curitiba e Florianópolis, subgerente, Aldo Schiochet , Porto Ale-
gre, gerente: Michel Barzilai / Recife, gerente: Edmundo Morais, maiores problemas que lo-, publicado em TM
Rio, gerente de publicidade: Voltaire Cunha Representante:
Mauro Bentes / Salvador. gerente: José de Melo Gomes os meus, me mantém na 98, de setembro 1971.
Representantes Internacionais: Alemanha: Publicitas GmbH, 2
Harnburg 39, Bebelallee 149, tel: S110031-35. Austrália: Expor- capital. Não tenho, por- Como estamos interes-
tad Pty Ltd., 115-117 Cooper Street. Surry Hills. Sydney S W., rol
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Representação geral da Europa: L. Bilyk, F(at 2, 62 Redington presso Cristal São Paulo -
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Planejamento: Luiz Gabriel Cepeca Rico (supervisor). Wilson Costa Como Transporte Mo- São Paulo, SP.
Promoções: Donato Romaniello (supervisoíd, Marcos R. da Silvo
João Ventura Fornos, Marina Codes Dentas. Gloria Vague Martins derno é uma revista dirigi-
Diretor de relações públicas: Hernani Dmíato
Diretor-secretário: Paulo Mendonca
da, o recebimento gratuito Queria parabenizar es-
Diretor, Rio: André Raceah está condicionado a uma ta revista pelo muito que
Gerente, Brasília: Hiz educcl P ti,
pré-qualificação,feita pelo tem feito por nós, admi-
Diretor responsável. Al,„1,5,/
nosso departamento de nistradores de empresas
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TRANSPORTE MODERNO. •• dr equipamentos e sistema,
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ao Otaviano Alves de Ler i o 5). lel 266 0011 e 266-0022 •
Publicidade e correspondência 3, Oteviano Alves de Lima, 800. chave de empresas priva- nado um auxiliar valioso
reis.: 266-2842 (Grupo Comercial Feminino), 266-2921 (Grupd
Comercial Masculino) e 266-2906 (Grupo Comercial Revistas Tec- das e da administração pú- e cada vez mais eficiente.
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andar, salas 403/5 / Belo Horizonte: rua Álvares Cabral, 908, tel.: a transporte, distribuição, solicitar os seguintes
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telegramas: Abrilpress / Rio de Janeiro: rua do Passeio, 56, 6../11..
andares, tele.: 222-4543, 222-9885 e 252-3740, caixa postal expediente, é apenas uma los-mecânicos, tracio-
2372, telex 031-451 / Salvador: trav. Bonifácio Costa, 1, edificio
Martins Catarina, salas 903/4, tels.: 3-6301 e 3 5605, telegramas: fórmula de atender às pes- nando carretas de dois
Abrilpress / Distribuidores em São Pauli:, Agencia Penha. rua
Antonio de Barros, 435 ti Agencia Lapa: rua João Pereira, 197 / soas que ainda não preen- eixos; Ford F-600; empi-
Agência Jardim: rua Joaquim Floria., 427 1 Açjencia ABC: rua 15
de novembro. 107, Sr" André r Distribuidor nos EUA: M & Z cham os requisitos neces- lhadeiras Hyster, Scania
Representatives. 112 Ferry Street. Newark, N.J. 07105, tel : (201)
589-2794 / É enviada mensalmente a 25 000 hornens-chave dos sários ou que - mesmo Vabis L-76, como cava-
setores de equipamentos e sistemas de transporte em todo o pais!
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4,00/ Pedidos ao Departamento de Assinaturas, CP. 30777 ou fone
62-6162, São Paulo, SP. Temos em estoque somente as últimas gadas a transporte - não do carreta de três eixos;
seis edicões / Todos os direitos reservados / Impressa e distribuída
com exclusividade no pais pela Abril S.A. Cultural e Industrial, São
Paulo.
4 TRANSPORTE MODERNO -janeiro/fevereiro, 1973
tacõgrafo
Kombi, Sedã, Variant e Administração
Volkswagen. de transportes
Tertuliano Feitosa, da
Transportadora Porto Real Nosso redator-chefe,
Ltda. — Porto Real, RJ. engenheiro Neuto Gon-
çalves dos Reis, recebeu
Ambos os leitores estão do Management Center
recebendo cópias do artigo
"Custos: os Resultados
do Brasil a seguinte car-
ta: um fiscal
em Fórmula Nova", que
apresenta vinte custos ope-
racionais atualizados.
"Tem a presente a fi-
nalidade de agradecer a
sua cooperação quando
gue não
Mais
do nosso curso 'Organi-
zação e Administração
de Transportes e Servi-
falha nunca
navegação ços de Distribuição', rea-
lizado entre 20 e 24 de
Inicialmente deseja- novembro de 1972. O
mos cumprimentar brilhantismo com que V.
Transporte Moderno S.a apresentou os tópi-
pelos excelentes artigos cos do programa fez com
que nos tem proporcio- que a avaliação do referi-
nado. Embora notemos do curso tivesse sido
que a revista vem se diri- 'ótimo'. Estamos certos
gindo quase que exclusi- de contar com sua cola-
vamente ao transporte boração numa próxima
rodoviário, sem se apro- oportunidade".
fundar pelos campos das Roberto Salles Haynes, ge-
demais modalidades, te- rente da divisão de progra-
mos dela tirado vários mas do Management Cen-
conhecimentos novos e ter do Brasil — São Paulo,
de inegável e real utilida- SP.
de.
Entretanto, cremos Para Transporte Moder-
que algumas incursões no, foi e será sempre um
pelos caminhos do prazer colaborar com o
transporte aquaviário, MCB na divulgação das
notadamente o fluvial, técnicas de administração
seriam bem recebidas e de transportes.
ofereceriam aos leitores Coloque o disco-diagrama no
Tacógrafo KIENZLE e fique tranquilo.
novos conhecimentos. Fotos do A cada 24 horas ou 7 dias, V. saberá
Glauco Sidnei Fornari, dire- Xavante com precisão tudo o que ocorreu
tor comercial do Serviço de com seus veículos: velocidades
Navegação da Bacia do Lendo TM 107, julho atingidas, tempos de marcha e
Prata S.A. — Corumbá, MT. paradas, distâncias percorridas e
de 1972, vi algumas fo-
regime de trabalho do motor.
tografias de aviões que Há quatro modelos de Tacógrafo
Dar ao transporte agua- me chamaram a aten- KIENZLE. Todos com garantia e
viário melhor cobertura é ção. Gostaria de saber assistência técnica permanente
urna das preocupações de onde posso conseguir e comprovada.
nobel prop.

TM em 1973. Com a cria- fotografias do "Xavan- TACÓGRAFO KIENZLE


ção de um caderno espe- te", avião da Forca Aérea Mais de 20 anos de tradição
cial para tratar do trans- Brasileira, publicadas na- no mercado brasileiro
porte interno e movimen- quela edição.
tação de materiais (veja Carlos Alberto Villela — Be- Distribuidor exclusivo:
nota no início desta edi- lo Horizonte, MG.
ção), os setores marítimo,
aé,-eo e ferroviário ganha- Escreva para o departa- COM.E IND. NEVA S.A.
ram mais espaço redacio- mento de relações públicas R. Anhaia,982
nal. Nesta edição, apresen- da Empresa Brasileira de Fone:52-6186
tamos um estudo sobre o Aeronáutica-Embraer, cai- 01130 - São Paulo
futuro do porto de São xa postal 343112 200 — Av. Rio Branco,39 -17.° - Fone: 243-0031
Sebastião. São José dos Campos,SP.1. 20000 - Rio de Janeiro
TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro, 1973 5
• . •
Não pague 32%
a mais por um
caminhão diesel,
se voce não tiver
Antes de mais nada, O motor Chevrolet 261,
vamos deixar um ponto bem
claro: não temos nada contra
absoluta de seis cilindros em linha,
trabalha em baixa rotação,
com um perfeito sistema de

certeza de
caminhões diesel.A prova disso
é que fabricamos um. Mas isso
não justifica o fato de muita gente
comprar um caminhão diesel
quando não precisa realmente •
refrigeração e carburação.
Potência, segurança e
economia, sem os gastos
extras dos motores V-8.
dele.
É aí que entra o
Chevrolet 0-60 a gasolina. Um
ue precisa A manutenção do
Chevrolet 0-60 é muito mais
simples e rápida, seu chassi
é mais leve (você leva mais
caminhão que, entre todas as
outras vantagens, começa a
dizer quem é pelo seu custo
inicial: 32% mais barato do que
de um carga), seus freios são mais
seguros, a suspensão assegura
conforto para o motorista e
segurança para a carga, e
o próprio Chevrolet diesel, e
caminha()
-66% abaixo do custo inicial de
um Mercedes-Benz L-1113.
você conta com ótimas opções
como: chassi em três
tamanhos, transmissão de
Nem todos os problemas
de transporte têm um diesel
como solução.
Uma grande verdade.
diesel.de líquidos; manutenção e
quatro ou cinco marchas,
diferencial de duas velocidade
(reduzida) e tantas coisas mais.
Conta também com a
assistência de mais de 300
No transporte interur- construção de rodovias e ruas; Concessionários de Qualidade
bano de carga, por basculantes; transporte de e Oficinas Autorizadas
exemplo, um caminhão a alimentos perecíveis, de Chevrolet em todo o país.
gasolina garante um custo malotes, correspondência, E, para acabar de
inicial e operacional mais baixo jornais e revistas; extração e provar que o melhor já nasce
do que o de qualquer diesel, transporte de madeira;furgões; Chevrolet, o valor de revenda
desde que a quilometragem etc, são mais algumas das do 0-60 será mais uma alegria
mensal não exceda 5.000km, utilizações onde um caminhão que você vai ter, na hora de
em percursos diários de 100 a a gasolina é mais vantajoso trocá-lo por um novo
500km. O mesmo acontece no do que um diesel. Chevrolet 0-60.
transporte urbano de entregas: Já que o melhor é um
gás, bebidas, materiais de Caminhões a gasolina.
caminhão a gasolina, fique
construção, coleta de lixo, etc. com o melhor caminhão
Mas não é só isso: a gasolina: Chevrolet C-60.
serviços gerais em fazenda; Quanto a isso, não resta
tanque para transporte nenhuma dúvida.
INFORMACOES

Segunda-feira, 11 de cam o início da operação das abertas, receberam


dezembro, 7 horas. -de desmontagem dos es- mais gente do que um
Abrem-se, novamente, tandes. Daqui a pouco, ônibus normal em plena
as portas do Parque chegará o pessoal da Pu- hora do rush paulista ou
Anhembi. Ferramentas ma que levará os três carioca. Ao contrário das
em punho, entram os modelos expostos. Entre fábricas automobilísti-
homens encarregados de eles o GTO, com motor cas, a indústria de ônibus
desmontar aquilo que do Opala, que foi uma guardou suas novidades
durante vários dias foi a das grandes vedetes da para o salão. E delineou
festa máxima da indús- feira. Não deverão demo- urna nova tendência pa-
tria automobilística. rar, também, os funcio- ra o setor: janelas maio-
O burburinho e o fala- nários da Honda, da Ya- res e mais panorâmicas,
tório de há apenas algu- maha e dos demais fabri- maior ventilação, maior
mas horas, dá lugar a um cantes de motocicletas. conforto para o motoris-
Depois de dezessete dias silêncio generalizado. As "Esse é um salão jo- ta e o passageiro, atra-
de sucesso, o melancólico luzes dos estandes, ago- vem-, disse Caio Alcân- vés da utilização, inclusi-
fim. ra apagadas, diminuem o tara Machado, poucos ve, de bancos de fibra de
brilho dos modelos ex- dias antes da inaugura- vidro. Apesar do movi-
postos. O chão está ção da VIII mostra da in- mento para eliminar o
A FESTA cheio de folhetos amas-
sados ou rasgados. As
dústria automobilística.
"Precisamos atingir es-
cobrador, como forma de
diminuir os custos, as ca-
elegantes recepcionistas ses moços que serão os tracas apareceram no lo-
ACABOU. foram embora. Apenas
os produtos continuam
compradores de ama-
nhã. Por isso, neste ano,
cal de costume. Os mo-
delos interurbanos sur-

E AGORA, em seus lugares.


Os homens entram. A
equipe da Volkswagen
permitimos a exposição
de motocicletas." Sem
dúvida, o objetivo foi al-
preenderam pela sofisti-
cação do acabamento,
tanto interno como ex-

SALÃO? começa a desmontar seu


estande, que graças à
ausência de novos mo-
cançado. Em nenhum
momento os estandes
das indústrias de motoci-
:terno, deixando perceber
uma velada intenção de
aproximar o conforto do
delos, não recebeu tanta cletas fica ram vazios.
Enquanto os operários atenção quanto o da
desmontavam os estandes Ford, onde estava o Ma- Os ônibus — As mar-
e os executivos verick, ou o da Chrysler, teladas continuam. Lá
que mostrou o novo fora chega um caminhão
analisavam os resultados D-1 800. A rigor, esses da fábrica de móveis La-
de dezessete dias de dois estandes foram os fer. O MGT 1973, cópia
negócios, a que atraíram maior mas- fiel, em fibra de vidro e
segunda-feira de cinzas sa popular. A G M, apesar mecânica VW, do MGTD
do VIII Salão do de não ter mostrado o 1952, que pretende lan-
Chevette, conseguiu, çar, no Brasil, a moda do
Automóvel sugeria também, que muita gen- carro antigo com mecâ-
indagações sobre o futuro. te fosse ver os modelos nica atual, constituiu-se
Vai surgir especiais do Opala. A num sucesso completo.
um "Salão do Ônibus"? FNM, que se limitou a Quase tão grande quan-
apresentar um desenho to o alcançado pelos es-
do carro que pretente tandes das enca rroçadei-
lançar, chamou pouca ras de ônibus. Estas fo-
atenção. Todas as gran- ram o ponto alto do VIII Frit I kUlna■1111.4

MEM,
des empresas do setor Salão. Os modelos colo-
automobilístico comple- ridos da Metropolitana,
taram seus estandes com uma pintura que po-
com veículos utilitários e deria servir de exemplo
caminhões. Mas, ao que para muitas frotas, e as
parece, o público não es- novidades da Caio, para
tava muito interessado citar apenas dois exem-
nesse setor mais pesado plos, conseguiram atingir
da indústria. um número de pessoas
só comparável ao alcan-
Jovem — O silêncio é çado pelo Maverick e pe-
quebrado pelo barulho lo D-1 800. As portas,
das marteladas que indi- propositalmente deixa-

8 TRANSPORTE MODERNO — ianeiro/fevereiro. 1973


ônibus rodoviário do ofe- nhos, e das indústrias de ca a distinção da área de íntima em escritório),
recido pelos aviões. trailers, cujos esta ndes serviço da "área intL la", forças armadas, teleco-
estiveram sempre movi- "por motivos psicológi- municações (com a ins-
Lúcio Meira — O dia mentados. cos". Com estrutura tu- talação do aparelhamen-
vai chegando ao final. O estande onde esta- bular de alumínio e ferro, to na área íntima), ambu-
Algumas máquinas auto- vam expostos os concor- moldado em fibra de vi- latório médico e odonto-
máticas começam a fazer rentes ao prêmio Lúcio dro e com revestimento lógico, além da versão
a limpeza. No começo da Meira, de incentivo ao interno à base de lami- jovem.
tarde chegaram os fun- turismo, não fugiram à nado plástico, o AAMM
cionários das empresas regra do interesse popu- 6 pesa 800 kg, mede O balanço — Anoite-
que expuseram equipa- lar pelos trailers. Embora 4,15 m de comprimento ce. A segunda-feira de
mentos e autopeças. A apresentados em tama- por 2 m de largura e cinzas está no fim. O sa-
luta empreendida por es- nho reduzido — com ex- 2,45 m de altura, apre- lão, praticamente des-
sas indústrias, para des- ceção da Karmann-Ghia, sentando 77 876 cm 2 de montado. Os empresá-
locar a atenção do públi- que concorreu com um área total, dividida em rios, de volta às suas me-
co para seus produtos, modelo em tamanho 40 000 cm 2 de área ínti- sas de trabalho, nas res-
foi digna de menção. Al- normal exposto no pátio ma e 28 876 cm 2 de pectivas empresas, co-
gumas obtiveram êxito. externo do Anhembi — área de serviço. A frente, meçam a fazer um balan-
A Cibié, por exemplo, as novas concepções de laterais e traseiras esca- ço dos dias de festa. Va-
conseguiu que muita carros para turismo des- moteáveis, até um ângu- leu a pena investir no
gente apertasse o botão pertaram a curiosidade lo de 22°, permitem au- VIII Salão do Automóvel?
de farol alto e baixo do popular. Notadamente o mentar a área interna, José Nunes Coutinho,
equipamento que havia projeto de Ausresnede acomodando até sete diretor de vendas da Pro-
montado em seu estan- Pires Stephan, Ayrton pessoas. De acordo com mo-Camping Turismo Lt-
de. Outras, tiveram seus Petri, Luiz Kawall de Vas- o projeto, pode ser apre- da, afirma que sim. "Nos-
produtos "escondidos" concelos e Márcia Coury sentado nas versões de sa finalidade era promo-
pelo sucesso, até certo Bussab — o AAMM 6, turismo (normal), para cional. O público do sa-
ponto inesperado, da vencedor do concurso. trabalhos de engenharia lão é exatamente aquele
Carbrasmar, que expôs Esse modelo apresenta e agronomia (com a que pretendemos atingir.
barcos de diversos tama- como característica bási- transformacão da área São pessoas que já têm

Novos FNM,ônibus da
Marcopolo e Metropolitana.
Motores da Cummins,
o LS-1519 da Mercedes,
carroçarias da Recrosul e
Rodoviária e o Kadyketo,
entre as novidades.
INFORMACOES

status suficiente para Paulo e expôs junto com tos anuais de produção e tência (seis cilindros),
pensar no lazer. Não te- a Caio, também atingiu lançar novos motores, previsto para janeiro pró-
mos do que nos queixar. seus objetivos. "Consi- com a esperanca de que ximo. E, com eles, a Per-
Nem nós nem as indús- derando que pelo me- o fornecimento de fundi- kins espera alcançar a
trias ligadas ao turismo nos 600 000 pessoas vi- dos se normalize até marca de 50 000 moto-
que também montaram ram o ônibus exposto, março de 1973, são os res em sua produção, a
seus estandes. A Turis- comentaram seu luxo e projetos já em execução curto prazo.
car, por exemplo, que ex- gravaram o nome da em- e a preocupação da Per- Um problema, porém,
pôs carros para campis- presa, fatalmente isso re- kins no momento. aflige Oscar Augusto de
mo, pela primeira vez percutirá nas vendas de A nova linha de moto- Camargo Filho, gerente
realizou vendas no salão. passagens." res a ser lançada inclui de mercado da Perkins: o
Ela sempre participou. os modelos 4 236 e fornecimento de fundi-
Mas o público apenas Só de peças — Entre- 4 248, de 90 cv a 2 800 dos (cabeçotes e blocos),
olhava. Nesse, ela ven- tanto, nem todos os ex- rpm (SAE) ou 76 cv a em 1972, emperrou a
deu diversas unidades. positores estão plena- 2 800 rpm (DIN), espe- produção. Além do fato
Uma empresa que mos- mente satisfeitos. Muitos cialmente construídos desagradável de não po-
trou um veleiro desmon- fabricantes de compo- para veículos com peso der atender aos pedidos
tável surprendeu-se com nentes e acessórios para bruto entre 4,5 e 10,5 t em dia, a Perkins viu
o número de vendas que veículos sentiram-se pre- (caminhões leves, fur- muitas vendas se perde-
conseguiu efetuar. Sem judicados com a localiza- gões e microônibus). Es- rem por falta de matéria-
dúvida, a indústria ligada ção de seus estandes."O ses novos motores virão prima.
ao campismo não pode público tinha sua aten- complementar, em fins "Infelizmente", diz Os-
se queixar dos resultados ção desviada para as de 1973, o lançamento car Camargo, "são pou-
obtidos no salão.- A in- montadoras, fábricas de do 6 365, da mesma "fa- cas as fábricas com ca-
dústria de carroçarias de carroçarias de ônibus, mília", mas de maior po- pacidade de produção de
ônibus também não re- para o setor de campis-
clama. Pelo menos é o mo, etc., e passava reto
que diz Cláudio Regina, por nossos estandes." OS NOVOS MODELOS
diretor da Caio."0 inves- Dessa reclamação, ouvi-
timento foi altamente da com bastante fre-
compensador. Além de qüência, surgiu uma 4 236-V
revigorar a imagem da idéia, defendida durante
Caio como empresa uma reunião informal de
grande e organizada — vários expositores, no diâmetro do pistão — 98,4 mm
nossa principal finalidade próprio salão: "Por que curso —127 mm
—, vendemos muito nes- não fazer um salão só de cilindrada — 3,86 litros
se VIII Salão. O Micro, equipamentos, reunindo relação de compressão — 16:1
montado sobre o chassis autopeças, componentes número de cilindros —4 verticais, em linha
do novo Mercedinho, e acessórios?" Se a su- ciclo — 4 tempos
vendeu mais de cinqüen- gestão for levada avante, sistema de combustão —injeção direta
ta unidades, lá mesmo, o Salão do Automóvel potências no volante — 90 cv a 2 800 rpm;-30 kgf.m
no salão. E o que estava pode acabar desmem- a 1 500 rpm (SAE)
exposto era apenas um brado em vários outros: ou 76 cv a 2 800 rpm
protótipo. O interessante o de ônibus (sugestão da 26 kgf.m a 1 400 rpm (DIN 70 020)
é que todos queriam ficar Caio), o de componentes sistema auxiliar de freio:
com ele, para não ter (sugestão de grande nú- exaustor Clayton Dewandre —
que esperar o início da mero de fabricantes) e o A 350(Rega 1 390A/3(
produção em série. Sur- do automóvel. peso aproximado — 318 kg incluindo carga e
preendente foi o número São 21h00. O Parque volante, motor de partida,
de famílias que iniciaram Anhembi fecha suas por- gerador, ventilador, filtros de ar e
negociações para a com- tas. O VIII Salão do Au- combustível
pra do Micro. Elas que- tomóvel está definitiva-
riam o ônibus para fins mente encerrado. 6 365
de semana ou viagens de
férias. Tivemos, também, VEÍCULOS
sistema de combustão — direta
várias encomendas do
Novos cilindros — 6 verticais, em linha
Jubileu e do Gaivota. Is-
diâmetro dos cilindros — 104,14 mm
so sem falar na consa- motores curso do êmbolo — 114,30 mm
gração do prêmio Caio.
relação de compressão — 16,5:1
Para nós, o resultado foi Um investimento de
cilindrada total — 5,84 I
extraordinário." A em- Cr$ 84 milhões nos pró-
potência —130 BHP a 3 000 rpm
presa rodoviária Única, ximos cinco anos, para
torque máximo — 264.01 bft
que faz a linha Rio—São acompanhar os aumen-

TRAKICPAQ-r nAnn c Cfmn 1Q7'2


Os bons
números
O fim do ano foi bom
para a Ford. Em novem-
bro, no día 13, saía da li-
nha de montagem o Cor-
cel 200 000. A empresa,
considerando a aceita-
ção do produto, resolveu
até modificar sua linha
de montagem, para ele-
var a fabricação do Cor-
cel, atualmente de qua-
Perkins: investindo Cr$ 84 milhões nos novos motores. trocentas unidades por
dia (os números do au- Transaço: primeiro pneu
mais amplo esteja na fai- mento não foram anun- nacional de carcaça de aço.
xa dos equipamentos ciados). bem como para execu-
agrícolas e rodoviários No mês anterior, a ção de obras de enge-
(80% a 90% da produ- Ford tinha quebrado o nharia civil, deverá atin-
cão), a Perkins prepara- recorde geral de sua pro- gir um índice de 50% em
se também para atender dução, vendendo 11 809 novembro deste ano e
ao processo de "dieseli- unidades. Até então, o estar concluída em julho
zação", que em 1972 so- recorde pertencia ao mês de 1974.
freu grande impulso com de maio, do mesmo ano, Paralelamente, a em-
o lançamento do Merce- em que foram fabricados preSa assinala também
dinho. Tanto que a pro- 11 596 veículos Ford. avanços técnicos, como
dução de motores Per- o representado pelo
kins para caminhões mé- pneu Transaço-Radial,
dios aumentou 22%; e lançado no final do ano.
Camargo F.°: preocupaao. isso, para Oscar Camar- Primeiro pneu do tipo ra-
go, é um indício claro de dial com carcaça de aço
cabeçotes e blocos em que a fábrica terá uma produzido no Brasil, ele
condições de atender às participação maior no passa, antes de ser libe-
mercado de caminhões
especificações técnicas rado para venda, por um
nos próximos anos, já a rigoroso exame, que in-
exigidas para esses ma-
partir de 1973. clui até equipamentos de
teriais. Mas tudo indica
que já não teremos essas Pelos cálculos da Per- raios X.
kins, a participação de
aflições a partir de março
motores diesel nos cami-
de 1973, pois as fundi-
nhões médios, que já é
ções também estão se
preparando para enfren- de 63%, atingirá 80% em Só o
Outubro: recorde batido.
tar o crescimento do cinco anos, e os modelos
Novembro:sai o 200 000.°
essencial
mercado." leves atingirão 70% de
"dieselização"no • mesmo
período. Dois modelos Mais A partir do segundo
• Diesel avança — O
de caminhões são cita- trimestre de 1973, os
alto investimento a ser
dos por Oscar Camargo
pneus proprietários de veículos
feito pela Perkins e as di-
como futuros integrantes Volkswagen começarão
ficuldades que encontrou
da "família diesel", a cur- A capacidade de pro- a encontrar um sistema
para atender à demanda
to prazo: o F-350 e o dução de pneus da Fires- de manutenção diferente
do mercado são um re-
0-400. Outro fator que tone vai aumentar em nas oficinas autorizadas.
flexo de que a "dieseliza-
justifica o investimento 55%, e a de câmaras de Num estande modulado,
cão" é um processo irre-
de Cr$ 84 milhões, para ar em 45%, graças a uma o veículo será submetido
versível e de que o gran-
aumento de produção: ampliação nas instala- a um exame cujo diag-
de aumento de vendas
as vendas aumentaram ções em Santo André, nóstico, apresentado ao
de veículos comerciais,
140% de 1970 a 1972 SP, resultante de um in- dono, permitirá que ele
em 1972, pegou de sur-
(de 15 000 para 36 000 vestimento de US$ 32,5 decida o que deverá ser
presa todos os fabrican-
unidades) e o aumento milhões (cerca de Cr$ feito.
tes. Embora seu mercado
mais sensível ocorreu 200 milhões). O relatório sobre o es-
em 1972: 39% (de A programação para tado do veículo indicará
19 500 para 27 200 uni- compra de equipamen- os reparos necessários,
dades). tos complementares, as peças a serem substi- I>

TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973 11


INFOR ACOES
para a preparação do
conjunto de ferramental.

A mais
iluminada
O Brasil terá a rodovia
mais iluminada do mun-
do: a Anchieta. Um tre-
cho de 13 km já termina-
do (536 postes) dá idéia
do efeito que provocarão
as 2 000 lâmpadas a va-
O relatório indicará as peças e os reparos necessários. por de sódio a alta pres-
são, chamadas Lucalox e
tuídas e os preços cor- estamparia terão gasto fabricadas pela General Um trecho pronto dá idéia
respondentes. Nem sem- mais de 2 milhões de ho- Electric nos Estados Uni-
pre há necessidade de ras na execução de oito- dos. Essas luminárias da-
propriamente dita, e a
execução de todos os centas matrizes e qui- rão à Anchieta uma ilu- outra as vias marginais,
serviços, o que permitirá nhentos dispositivos es- minação de 130 lux (o paralelas à Anchieta. As
ao proprietário optar pe- peciais. nível mais alto, até ago- marginais, de trânsito
los reparos mais pre- A maior ferramenta ra, em estradas de todo o apenas local, terão um
mentes, com assessoria que entrará na produção mundo, é de 80 lux). nível de ilurrninação mé-
de funcionários da ofici- do Chevette pesa mais Os postes com 20 m dio de 60 lux.
na ao tomar a decisão. A ou menos 50 t; e a me- de altura e distantes 60
A Lucalox, segundo a
Volks acha que a grande nor, 100 kg. No final de m entre si, ostentarão lu-
GE, "é a mais eficiente e
vantagem do Sistema setembro, a GM anun- minárias compostas por econômica fonte de luz
VW Diagnose é que "o ciava a utilização de quatro pétalas. Três de- conhecida atualmente,
próprio cliente participa- 3 000 t de ferro fundido las iluminarão a rodovia pois produz mais luz por
rá ativamente da manu-
energia gasta (rendimen-
tenção do veículo, op- to luminoso) e, portanto,
tando pelos serviços de
necessita de menor nú-
acordo com seu critério
mero de lâmpadas para
de necessidade ou possi-
iluminar a mesma área.
bilidade".
O uso da Lucalox permite
O sistema já existe
ainda menores gastos,
nos Estados Unidos e
porque, como se usam
Europa e, em estágios
menos lâmpadas, a fia-
mais adiantados, inclui
ção é mais econômica,
até computadores, para
são exigidos menos pos-
comandar todas as ope-
tes, o consumo de ener-
rações de teste, forne- gia é inferior e a manu-
cendo prontamente o tenção mais fácil.
diagnóstico. Se a solução escolhi-
da tivesse sido a das
O enxoval lâmpadas a vapor de
mercúrio, elas teriam que
do Chevette ser em número de 4 200,
de 1 000 W cada uma, e
Para que o Chevette com o dobro da quanti-
possa sair mesmo até o dade de 'postes, para ilu-
final deste primeiro se- minar com a mesma cla-
mestre, a seção de es- ridade o mesmo trecho
tamparia da General Mo- da Anchieta. O Brasil é o
tors, em São Caetano do pioneiro, na América La-
Sul, SP, vem trabalhan- tina, na utilização de
do vinte horas por dia, lâmpadas Lucalox de
sete dias por semana, há 1 000W. Em Buenos Ai-
mais de três meses. res e Caracas, há locais
Quando o novo veícu- iluminados com Lucalox,
lo começar a ser produzi- mas do tipo de 400W.
do, 750 dos 1 250 ho-
mens que trabalham na Para que o Chevette saia em dia, estamparia não pára.

12 TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973


(Bomba de Palheta - Mod. V-200 (Comando Direcional Múltiplo.
Para pressões até 140 atmosferas. Mod. Cm. 11. Conjuntos de até 10 comandos
Volume de 8 até 60 litros/min.) para pressões até 170 atmosferas.)

Com êste equipamento


hidráulico Vickers
do efeito da luz de sódio.

Um teste Você aciona máquinas de


inglês
terraplenageade construção
e de movimentação de cargas
A solicitação partiu do
Conselho da Grande
Londres, que financiaria

com o máximo de
a experiência. E Londres
passou a ter em funcio-

facilidade
namento um servico ofi-
cial de microônibus,
inaugurado pelo London

e precisão.
Transport. utilizando
quatro veículos na liga-
ção de Enfield Town,
Southgate Station e dois
hospitais.
Os microônibus, de
dezesseis lugares, circu-
lam numa das quatro li-
nhas experimentais pla-
nejadas para testar a de-
manda desse tipo de
transporte, e usarão
principalmente vias ain-

_J■
da não servidas por ôni-
bus.

Vickers projeta e fornece equipamento hidráulico


(inclusive sistemas de direções) robusto e de fácil manutenção.
Submeta o projeto de suas aplicações à Vickers. Teremos
a maior satisfação em atendê-lo, sem nenhum compromisso.
£04 oN — OS

-Y-SPErzw RAND

Em Londres, microônibus
1CKERS VICKERS HIDRÁULICA LTDA.
Vickers Hidráulica Ltda.-Avenida Nazaré,1316 -Te1.63-1141-São Paulo
é serviço oficial do governo. Av. Rio Branco,37- Conj. 507- Tel. 223-3904 - Rio de Janeiro, Guanabara
lk,FORMACOES
r_l O terceiro lugar foi
conseguido por Fernan-
do Bauer, Vitório Marg-
hieli e Atsushi Saito, to-
dos alunos da Faculdade
de Engenharia industrial
(FED. A principal caracte-
rística desse projeto está
na carroçaria dividida em
três partes — carenagem
dianteira, célula e care-
nagem traseira. As care-
nagens são moldadas
em fibra de vidro e a cé-
lula é formada por perfis
de aço. O chassi escolhi-
do foi novamente o OH-
1313 da Mercedes-Benz.
O projeto apresenta ain-
da os pára-choques fei-
tos de borracha inflada
Vencedor (à esquerda): porta dianteira na frente recuada para proteger o passageiro. com baixa pressão, "que
servirão para amortecer
10000, um estojo de diminuir com a implanta-
PASSAGEI AOS pequenos choques sem
compasso com 28 peças ção do metrô. Assim, fu-
causar o mínimo dano".
e um estojo com dezoito turamente, o transporte
Prêmio só peças. E os resultados
Tem capacidade para 41
urbano de passageiros fi-
para ônibus foram animadores: cará limitado à função de
passageiros sentados e
igual número em pé.
E O primeiro lugar cou- ligar entre si as estações
"Inexiste mentalidade be ao projeto apresenta- do metrô com viagens
profissional em torno do do por Carlos Ferrari curtas e rápidas. Repercussão —
aprimoramento de ôni- Vieira, aluno de desenho Ei O segundo lugar fi- possível que jamais ve-
bus urbano." Foi pen- industrial do Mackenzie. cou com Giorgio Grigna- nhamos a utilizar nenhu-
sando nisso, e tentando Para ser montado no ni e José Roberto G. de ma das soluções propos-
motivar os estudantes a chassis do OH-1313, da Soutello, ambos alunos tas pelos estudantes",
pensar no assunto, que a Mercedes, de 5,17 m en- da Faculdade de Arquite- diz Ciáudio Regina. "Mas
Caio, indústria de carro- tre eixos, o modelo apre- tura e Urbanismo (FAU) conseguimos despertar o
carias de ônibus, insti- sentou como principal da Universidade de São interesse desses jovens
tuiu o prêmio Caio, para novidade a porta diantei- Paulo. É um projeto sim- que estão para se formar.
o melhor projeto de ôni- ra colocada na parte ples, tendendo mais pára Durante trinta dias, eles
bus urbano apresentado frontal do veículo, ligei- o que há de existente no tiveram suas atenções
por universitários de en- ramente recuada, de ma- mercado atual. Foi proje- voltadas para o proble-
genharia, desenho indus- neira a formar uma plata- tado para chassis Merce- ma do ônibus urbano,
trial e arquitetura. Na forma por onde desce- des-Benz OH-1313 de coisa que dificilmente te-
verdade, a empresa pre- riam os passageiros. Es- 5,17 m entre eixos, "por riam feito de outra forma.
tendia desviar a atenção se recuo na parte dian- apresentar o maior espa- O Mackenzie chegou até
desses estudantes para o teira, além de proporcio- ço interno possível". a fazer do concurso Caio
problema dos ônibus e nar maior conforto ao Possui duas janelas de matéria curricular. Ape-
conseguir, com isso, usuário, serve para dar emergência na lateral es- sar de, pelo regulamento
dentro de alguns anos, maior visibilidade ao mo- querda e duas áreas li- do concurso, ds projetos
um bom número de pro- torista. Os bancos foram vres, uma logo atrás da apresentados serem de
fissionais capacitados a colocados lateralmente, roleta e outra perto da propriedade da Caio, o
trabalhar no setor. oferecendo maior espaço porta dianteira, locais que equivale a dizer que,
O I Concurso Caio, interno. Projetado para onde é comum o acúmu- mesmo que viéssemos a
lançado oficialmente no 36 passageiros, o ônibus lo de passageiros. Sua utilizar um dos projetos
VIII Salão do Automóvel, apresenta, ainda, em to- porta de saída colocada os estudantes não teriam
desejava conhecer as su- da a volta, uma faixa de próximo ao motorista, nenhuma participação
gestões para projetos borracha que serve co- possui pequena estrutu- econômica nisso, o fato
inovadores, porém viá- mo pára-choque e res- ra, sendo o restante de de terem ganho o con-
veis na prática. Como in- guardo para as laterais. vidro, de maneira a pro- curso e de poderem vir a
centivo, foram estipula- Para sua elaboração Car- porcionar maior visibili- trabalhar conosco, quan-
dos prêmios para os três los Ferrari partiu da pre- dade. A lotação é de 36 do terminarem a faculda-
primeiros colocados, res- missa de que o transpor- passageiros sentados e de, já é um grande incen-
pectivamente de Cr$ te bairro-centro tende a 36 em pé. tivo para elesf

14 TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973


quando pusemos em cir- Como se sabe, os gastos
Conforto culação uma velha jardi- em transporte, quando
no parque neira, servindo quase so- se trata de diminuir o
mente a amigos". custo de determinado
Hoje, a Itapemirim é produto no mercado, são
No dia 11 de dezem-
considerada a segunda os primeiros a serem
bro passado, Camilo Co-
empresa de transportes considerados. Sem fugir
la — presidente da Via-
coletivos da América La- à regra, quando o gover-
ção Itapemirim — convi-
tina (a primeira ainda é a no federal, diante da ne-
dou o diretor comercial
Cometa), possuindo uma cessidade de conquistar A solução no momento certo.
da Mercedes-Benz do
frota de 2 500 ônibus, novos mercados exter- Produzidas em diversos tamanhos,
Brasil, Rodolfo Borghoff,
operando em catorze Es- nos, precisou tornar nossas ferramentas oferecem mais
para inaugurar as insta-
tados do Brasil. competitivo o custo dos tranquilidade a você.
lações do seu moderno
produtos exportados,
parque rodoviário, locali-
chegou à conclusão de
zado na avenida Brasil FERROVIAS
que isso só seria conse-
(Rio-GB), que recebeu o
guido caso as mercado-
nome de Parque Rodo- Força para rias a granel fossem
viário Willy Borghoff — cern vagões transportadas por navios
homenagem da empresa
de, no mínimo, 40 000
brasileira "às indústrias A maior locomotiva tpb. Para isso, foi insti-
estrangeiras que se ins- diesel-elétrica já cons- tuído um programa de
talaram em nosso país". truída no Brasil foi entre- dragagem intensiva,
Com 20 000 rn 2, o gue, no último dia 15 de construção de armazéns
Parque Rodoviário Willy dezembro, pela GE à Re- e outros melhoramentos
Borghoff tem alojamen- de Ferroviária Federal. para os portos de San-
tos para 96 motoristas Tipo U-23C, com 1 300 tos, Paranaguá e Rio
em pequenos aparta- cv e 180 t, para bitola de Grande, dê modo a per-
mentos. Além disso, po- 1,60 m, traciona até cem mitir a acostagem de na-
de receber e liberar tre- vagões carregados. Será vios daquele porte. O
zentos ônibus em cada utilizada no transporte de porto de Tubarão foi in-
24 horas, "o que não mirTérios. "Em virtude cluído no programa, com
acontece com nenhuma das curvas e aclives do trabalhos de ampliação
outra empresa de trans- percurso", explica um que permitirão o escoa-
portes, no Rio de Janei- engenheiro da GE, "nor- mento do minério do
ro", informam os direto- malmente serão utiliza- Quadrilátero Ferrífero,
res da empresa. Nos alo- das duas locomotivas, notadamente localizado
jamentos, os motoristas tracionando 160 va- no vale do rio Doce.
dispõem de televisão em gões." Entretanto, somente
cores, restaurante com A RFF encomendou essas medidas não solu-
ar condicionado, barbea- oitenta locomotivas à cionariam o problema.
ria, copa, auditório para GE, que deverão ser en- Era preciso dotar esses
aulas e palestras destina- tregues à razão de quatro terminais marítimos de
das a visitantes e moto- unidades mensais e se- infra-estrutura de trans-
ristas — as aulas serão rão utilizadas nos -corre- porte à altura das quanti-
dadas por técnicos brasi- dores de exportacão". dades que seriam trans- I>
leiros ou estrangeiros,
convidados pela empre-
sa, "para orientar nosso
pessoal a respeito dos
mistérios e problemas do
tráfego das estradas,
bem como sobre o com-
portamento dos nossos
passageiros".
FERRAMENTAS
Camilo Cola declarou
que a inauguração desse
parque significa "apenas
(GEDORE)
mais uma etapa cumpri-
da pela empresa, que TECNOPRODUTO ,
nasceu modestamente INDÚSTRIA E COMERCIO S.A.
Rua Vicentina M. Fidélis, 29.
na cidade de Cachoeiro
Caixa Postal, 170 — Fone 147.
do Itapemirim, no Espíri-
SÃO LEOPOLDO — RS — Brasil.
to Santo, há 25 anos, A maior já construída no Brasil é esta U-23C.

TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973 15


INFORMACOES
portadas. Foram criados,
então, os corredores de
transporte, que, por te-
rem a finalidade de loco-
mover os materiais desti
nados ao mercado exte-
rior, receberam a deno-
minação específica de
corredores de exporta-
cão. Esses corredores
são canais de escoamen-
to de grandes massas,
principalmente no que se
refere à circulação de
granéis entre as áreas de
produção e os locais de
destino dos produtos,
envolvendo um conjunto
de projetos destinados à
montagem de uma infra-
estrutura integrada, des- Operários examinam o filme no trem e detectam sinais que indicam falha no trilho.
de os silos, nas zonas de
concentração da produ-
ção, até os armazéns dos
por uma unidade propul- do a identificar os defei- férico de jato e impulsio-
terminais marítimos de
sora com dois motores tos oblíquos; o quarto nado por um motor elé-
embarque, passando pe-
de 150 cv e oferece bas- acopla-se a duas sondas, trico de indução linear,
lo transporte propria-
tante conforto à tripula- formando entre si 67° consistindo numa faixa
mente dito, onde entram
ção, constituída por um para descobrir os defei- de alumínio embutida no
os vagões especiais para
chefe, um maquinista e tos verticais. trilho, com bobinas e
movimentação de gra-
três ajudantes. Eles dis- componentes estáticos
néis e suas respectivas
põem de três comparti- montados dentro do veí-
locomotivas.
mentos com duas ca- Trem a culo.
mas, restaurante, cozi- 420 km/h Os criadores do protó-
nha, frigorífico e até um
Defeitos tipo prevêem ainda um
aparelho de televisão. Criado pela Tracked trabalho preparatório de
filmados Todo o equipamento Hovercraf Ltd., da Ingla- cerca de um ano, embora
ultra-sônico está no se- terra, o RTV-31, Monta- também admitam que
Um trem de dois va- gundo vagão, que aloja do sobre trilhos em for- poderá começar a qual-
gões, com alojamento uma escrivaninha, regis- ma de viga de concreto, quer momento a execu-
para cinco tripulantes, trador fotográfico, equi- desenvolverá 402 km/h. ção de uma versão
percorre anualmente to- pamento de frenagem e Atualmente ainda em maior, de 36 m, que de-
da a rede britânica, numa dois tanques contendo 6 testes, o "Hovertrem" verá transportar cem
extensão de 18 000 km. t de água, que servem será sustentado por col- passageiros com baga-
É um trem muito espe- para acoplar as sondas chões de ar do tipo peri- gem.
cial, capaz de verificar o ao trilho (sistema hidráu-
estado dos trilhos, gra- lico).
ças a um detector ultra- Para cada setor do tri-
sônico. lho, há quatro detectores
As sondas do detector de falhas: o primeiro está
percorrem a parte supe- ligado a uma sonda que
rior dos trilhos e as infor- oferece informações so-
mações são registradas bre filamentos, parafusos
num filme que se desen- e juntas; o segundo en-
volve durante todo o carrega-se de energia
percurso cumprido a (ondas) transmitida verti-
uma velocidade constan- calmente à seção do tri-
te de 32 km/h. O filme é lho, para detectar os de-
analisado num centro de feitos horizontais; o ter-
avaliaçoes, em Padding- ceiro faz conexão com
ton, Londres, para identi- duas sondas com ângulo
ficação de defeitos nos de 36 0, cuja energia se
trilhos. reflete desde a superfície
O trem é tracionado inferior do trilho, de mo- Sustentado por colchão de ar, o RTV-31 fará 402 km/h.

16 TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973


AVIAÇÃO 102, é programado para
controlar compressores,
Enfim temperaturas dos canos
o escolhido do jato, fluxos do com-
bustível e a posição do
A Varig levou mais de bocal variável do jato.Ao
dois anos para decidir se mesmo tempo, recebe
compraria DC-10 ou informações de outros
Boeing 747 (Jumbo). oito pontos do motor.
Recentemente, após a
decisão em favor do DC-
10, o presidente da em-
Pneus
presa, Erik de Carvalho, durarão mais
deu a entender que a fal-
ta de pressa na escolha Um pneu de aviação
Depois de dois anos, a escolha: Varig com o DC-10.
também constituiu um dura em média 120 pou-
trunfo para a obtenção empréstimos que deve- empresas aeroespaciais sos. A inauguração de
de melhores condições rão ser saldados em dez inglesas. uma nova fábrica da
de pagamento: "Afinal, anos. No estabelecimento Goodyear, recentemen-
para espremer os outros, Não haverá dificulda- estão sendo realizadas te, em São Paulo, permi-
a gente sempre demora de para a operação desse experiências provavel- tirá às empresas brasilei-
um pouco". tipo de avião no Galeão mente pioneiras, em que ras de transporte aéreo
Na verdade, o longo e no aeroporto "supersô- as diversas "variantes" aumentar bastante essa
tempo de espera deve ter nico" da Guanabara, cuja de um grande motor a ja- durabilidade.
permitido uma escolha primeira parte já está to são coordenadas com A recauchutadora de
bem consciente: "Opta- pronta. Os dois aviões precisão por um único pneus para aviação pos-
mos pelo Douglas por farão escalas brasileiras computador digital, em sui um equipamento que
ser um avião mais ade- sempre no Rio e servirão oposição aos sistemas lhe permitirá aplicar um
quado às dimensões do as rotas européia e ame- eletromecânicos, menos "revolucionário proces-
mercado brasileiro. Um ricana (Lisboa, Paris, exatos e apurados. so". No antigo, um pneu
Jumbo, com seus qua- Frankfurt, Roma e Nova Nas experiências, um podia ser recauchutado
trocentos lugares, iria York). jato Rolls-Royce, por no máximo até quatro
duplicar a capacidade de exemplo, lança uma cha- vezes, pois a carcaça era
transporte e, consequen- O poder do ma de 4 m ao se aproxi- completamente revulca-
temente, poderia criar mar de sua potência má- nizada. Agora, o calor se-
uma capacidade ociosa
computador xima de "reaquecimen- rá aplicado somente na
funesta". to". No teste, o compu- borracha da banda de ro-
O DC-10 tem 55,32 Com um simples to- tador utilizado, Elliot dagem, abolindo a fadiga l>
m de comprimento (con- que num botão, o piloto
tra 70,53 do Jumbo), 6 conseguirá: mínimo de
de largura, oito portas de ruído do jato; mínimo de
entrada e uma capacida- ruído do compressor ou
de máxima de 345 as- das palhetas, na opera-
sentos (embora normal- ção de aproximação; má-
mente sejam colocados ximo de economia de
apenas 214). Na versão combustível em veloci-
de longo alcance, do tipo dade de cruzeiro; a rea-
adquirido pela Varig, ção máxima para pouso
com autonomia de quase e potência máxima para
10 000 km, o DC-10 fez emergência.
um vôo de estréia em ju- Tudo isso será possí-
nho do ano passado. vel graças a um sistema
As duas unidades ad- de controle de motor em
quiridas à McDonnel que o piloto contará com
Douglas (uma chegará um minúsculo computa-
em abril e outra em dor, para selecionar au-
maio), mais a instalação tomaticamente um pro-
de oficinas especializa- grama para qualquer
das, compra de turbinas condição de vôo. A expe-
sobressalentes, peças de riência, no Estabelec:-
reposição, hangares, mento Nacional de Tur!
etc., exigirão um investi- bina a Gás da Grã-Breta-
mento de US$ 70 mi- nha, conta com a cola-
lhões, possibilitado por boração de importantes Computador reduzirá ruído e poupará combustível.

TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973 17


INFORMACOES
da carcaça, que, perma- uma política capaz de di- 1973-75. Representará
necendo por mais tempo
NAVEGAÇÃO namizar a criação de pro- um volume de contrata-
em bom estado, possibi- Pela técnica jetos brasileiros de na- ções junto aos estaleiros
litará um número maior vios. A criação de grupos da ordem de Cr$ 600 mi-
de operações.
brasileira de trabalho para tornar lhões, o que equívalerá a
Numa área de 15 700 O 4.0 Congresso Na- efetivo o entrosamento um acréscimo de 12% ao
m 2, no bairro do Tatua- cional de Transportes entre os diversos centros nível da tonelagem de
pé, a fábrica poderá Marítimos e Construção de ensino foi justamente porte bruto prevista no
atender com rapidez à Naval, encerrado no dia uma das resoluções do Plano de Construção Na-
atual demanda das linhas 10 de novembro no Pa- congresso, assim como val de 1971-75 (era de
aéreas comerciais e tam- lácio da Cultura, no Rio, o levantamento de tra- 1,6 milhão de tpb e pas-
bém da Forca Aérea Bra- apresentou resultados balhos científicos de sará a ser, em números
sileira, "abrangendo to- alentadores para a cons- aplicação na construção redondos, de 1,8 mi-
das as medidas e tama- trução naval brasileira. naval. Romir Ribeiro, se- lhão).
nhos de pneus em uso". Os participantes se em- cretário-geral da comis- Ficou clara a convic-
A recauchutagem cus- penharam principalmen- são organizadora, disse ção de que somente a
ta apenas 35% do valor te em reivindicar a con- que o desenvolvimento consolidação da maturi-
de um pneu novo. A solidação de uma tecno- dessa tecnologia própria dade tecnológica poderá
Goodyear garante que logia nacional própria depende unicamente dos conduzir à integral
um pneu recauchutado para a construção naval. técnicos e engenheiros. emancipação desse setor
por seu processo tem a O congresso aprovou da economia brasileira,
mesma garantia de um as seguintes recomenda- Ajustamento neces- mantendo-se, para isso,
novo, ou seja, de cinco ções: sário — O ministro dos redobrada vigilância à
anos. E explica as razões E] Que a Socieda- Transportes, Mário An- política de fretes.
dessa garantia:"Em cada de Brasileira de Enge- dreazza, disse em discur-
lote de pneus novos ou nharia Naval (Sobena) so no congresso que o Abertura de capital
recauchutados, parte é promova a constituição governo acompanha o — Andreazza falou tam-
separada e remetida para de grupos de trabalho processo desencadeado bém em medidas que
severos testes no dina- para levantamento das em 1966, quando foi permitirão a participação
mômetro de Akron, EUA, necessidades tecnológi- criada comissão especial social nos empreendi-
capaz de simular todas cas e científicas do setor, para estudar as princi- mentos dos armadores
as condições de pouso, coordenação e integra- pais distorções que vi- que, na origem, já conta-
decolagem, taxiamento e cão dos diversos centros nham dificultando a con- ram com os benefícios
frenagem de todos os ti- de pesquisas, com vistas solidação da indústria de da poupança individual,
pos de avião. Para serem a eliminar a dispersão de construção naval, e re- que lhes foi oferecida em
aprovados, nossos esforços, bem como para forçado em 1971, quan- nível financeiro de até
pneus de aviação supor- sugerir e acompanhar a do foi aprovado o Pro- 95% e a prazo de até
tam duzentas horas de execucão das providên- grama de Construção quinze anos. Com esse
testes, em condições cias necessárias; Naval para o período de objetivo, está sendo pre-
muito mais árduas que El Que a Sobena pro- 1971-75. Esse progra- paratla a transformação
as normais". mova a constituição de ma, complementado pe- do Lloyd Brasileiro em
uma comissão da qual lo setor privado, precisa empresa de capital aber-
participem representan- ser mantido para atender to.
tes do Sindicato de ao programa dos corre- O ministro do Planeja-
Construção Naval, Sindi- dores de exportação, que mento, João Paulo dos
cato dos Armadores, vai adequando paralela- Reis Velloso, lembrou
ABNT, Sunamam, Dire- mente a infra-estrutura que o Programa de
toria de Portos e Costas de transportes e armaze- Construção Naval vai in-
e demais órgãos e enti- namento ao atendimen- corporar à nossa frota
dades diretamente inte- to da demanda de expor- mercante, na primeira
ressados, para estudar as tacões de grandes quan- metade desta década,
vantagens de um regis- tidades de cereais, car- quase 2 milhões de tpb
tro naval (sociedade nes e outros produtos, e em embarcações moder-
classificadora) de caráter que, em 1976, deve atin- nas. O governo já desti-
nacional. gir 10 milhões de t de nou ao programa recur-
Depende dos técnicos granéis (em grão e em sos da ordem de US $ 1
— Pelos 37 traball-,s pellets), 460 000 t de su- milhão em cinco anos. A
apresentados às comis- cos e carnes e 400 000 t frota atual em serviço
sões técnicas, dup.nte o de óleos vegetais. soma 2,4 milhões de tpb,
congresso, ficou consta- O ministro Andreazza dos quais 1,5 milhão
tada a disposição dos en- anunciou um programa corresponde a navios de
genheiros, projetistas e de ajustamento, a ser menos de cinco anos de
O pneu durará mais: o calor será técnicos navais de lutar executado pela Suna- idade. Apesar de parecer
aplicado só na banda de rodagem. pelo estabelecimento de ma m, para o período um crescimento excepl>

18 TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973


Especialmente, se tonelada é uma atrás das grandes operações, vai
palavra que não o assusta. aparecer justamente na parte principal
A Talha Elétrica Atlas, suspensa em um Trole das grandes empresas: seus lucros e seu
Atlas, transforma-se numa eficiente ponte rolante crescimento modernizado e constante.
com capacidade de levantamento e transporte de Decida-se já: Talha Elétrica Atlas,
0,5 a 6 toneladas de tudo. da Villares.
Grandes indústrias ou grupos industriais com Seis toneladas de lucro não
problemas de oficinas, de manutenção, são de jogar fora. Mesmo para uma grande
estocagem, transporte interno em almoxarifados empresa como a sua.
transporte de motores e blocos, eixos e peças,
pneus, embalagens etc. - encontram a solução
na Talha Elétrica Atlas. Garantida pelo
"know-how" da Villares e por uma perfeita
I•111 VILLARES
assistência técnica presente em qualquer ponto
do País, ela trabalha na retaguarda de grandes
empresas, garantindo rapidez, baixo custo
operacional, flexibilidade funcional e durabilidade. Indústrias Villares SA
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Brasil mantiver o ritmo RÁPIDAS
de expansão de seu co-
mércio externo, necessi-
tará, ao fim da década, de
uma frota mercante mí-
nima de 6 a 7 milhões de
tpb.
Ficou patente durante
o congresso que a pro-
dução cada vez mais in-
tensa e diversificada de-
pende muito mais da efi-
ciência com que cA esta-
Costuradeira de- Embalagem Fis leiros consigam reduzir
ideio 0 Portãtil. Fãcil de oper
11 libras. seus custos e impor a RP da G.M.: J. Michelazzo no lugar de Cagnoni.
qualidade de sua cons-
DE TODA CONFIANÇA trucão do que da espera Miguel Carlos Cagno- redator na J. W. Thomp-
COSTURADEIRA de incentivos fiscais, já ni, depois de três anos de son, relações-públicas e
DE EMBALAGEM que seria ilusão supor atividade na função de orientador social no

kISCHBEIN® que eles por si só pudes-


sem constituir suporte
suficiente para manter o
relações com a impren-
sa, deixou a General Mo-
tors. Em seu lugar entrou
Sesc e Senac e gerente
de treinamento de ven-
Costuram firme e rapidamente todos os nível de competição. José Carlos Michelazzo, das no Banco Crefisul de
tipos de sacos de papel ou tecido. Linha . que já trabalhou como
completa, desde modelos portáteis a Investimentos.
modelos automáticos de correias trans-
portadoras. Ímpeto norte- Volkswagen inaugu- cerca de duzentos pon-
americano rando a ala V da sua fá- tos de lubrificação.
brica de São Bernardo Bendix nomeando
Os esforços para a re- do Campo. Com distribuidores no Para-
novação da frota mer- 183 700 m 2 de área guai e Uruguai e prepa-
cante dos Estados Uni- construída, a nova ala rando embalagens de
dos receberam novo ím- abrigará a montagem de seus produtos em espa-
peto, com a notícia de motores, de eixos trasei- nhol.
um grande programa de ros e câmbios, além de
construção a ser desen- outras dependências bu- Mais um bluck-car-
ry entregue ao tráfego
volvido com subsídios rocráticas. O prédio re-
presenta, sozinho, mais pelos estaleiros nacio-
federais. Nesse programa
está prevista a constru- de 50% da área prevista nais. Trata-se do "Frota
ção, nos próximos qua- pelo programa de expan- Leste", navio de 25 000
são da empresa para o tpb, pertencente à Frota
tro anos, de seis petrolei-
biênio 1971-72 e pro- Oceânica, que já zarpou
ros de 225 000 tpb, que
Modelo MTB-7 para Recife. Com 176,36
Costuradeira de serão operados pela Ma- pordionou trabalho a
Embalagem m de comprimento, o
Automática ritime Dynamics, de De- mais de 2 000 emprega-
Série 10.000
navio tem calado de 10
laware, uma empresa re- dos.
Cabeça de m, potência de 10 000
costura -selada centemente formada pe- Companhia Siderúr-
em banho de BHP e desenvolve 15
óleo" para la General Dynamics, de gica Nacional e Mannes-
milhas horárias em velo-
produção continua St.-Louis, e a. Maritime mann encomendando à
e eficiente. cidade de cruzeiro.
Fuit Carriers Company, GE locomotivas de ma-
uma empresa armadora nobra de 570 cv, para 72 Paulo Bellini, diretor-
de Israel. t e bitola de 1,60 m, para presidente da Marcopo-
Os petroleiros serão entrega em quinze me- lo, de Caxias do Sul, re
construídos nos estalei- ses. cebendo da ADVB gaú
ros da General. Dyna- Depois de vencer a cha o troféu Ao Sucesso
mics, em Quincy, Massa- concorrência internacio- em Marketing.
o chusets, e adquiridos pe- nal, a Eximpifirt instalará D Máquinas Varga,fabri-
la First National Boston sistema de lubrificação cante de freios, investin-
Quaisquer que sejam seus problemas de cos- Corporation. A um custo centralizado no maior do Cr$ 40 milhões para
tura de embalagem, há sempre uma máquina total estimado de US$
Fischbein que faz esse serviço da maneira guindaste da América do duplicar sua capacidade
mais eficiente e com custo mais baixo. Escre- 350 milhões, esta enco- Sul — construído pela de produção e ampliar
va-nos pedindo catálogos e preços. menda figura entre as Clyde Grane & Boot para em 50% a área construí-
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Equipamentos
Industriais
CAMINFIÕES

O lançamento do L-1519 da Mercedes pode ser


encarado como um sintoma
da reconquista de confiança, pelos
fabricantes, num
mercado que, durante mais de dez anos, se
mostrou excessivamente
tímido e
desestimulante. As causas da apatia do setor
inspiram opiniões
às vezes desencontradas, mas
de modo geral os
fabricantes parecem inclinados
a ligá-las à
dificuldade na obtenção de financiamentos e
à limitação do valor dos
fretes. Outro
fator apontado corno
fundamental foi -A3

a abertura, durante todo


o período de
contenção da demanda,
da média
anual de 5 000 km de
estradas, que
passaram a permitir melhor
desempenho aos
caminhões, possibilitando
a cada unidade
transportar uma quantidade
maior de carga
no mesmo espaço de tempo.
O fabricante aprendeu: é preciso deixar
a expectativa e partir
para a pesquisa e conquista do mercado.

A surpreendente reação do
mercado de caminhões em 1972,
quando a produção aumentou em
30% — de 38 388 unidades em
1971 para uma estimativa de
50 300 no ano recém-findo — tem
sua origem no mesmo fator que
provocou sua estagnação durante
onze anos (de 1960 a 1971): o
progresso do país.
O aparente paradoxo —aumen-
to do volume de carga transpor-
tada, diminuição dos caminhões
em uso — tem sua explicação prin-
cipal no plano rodoviário nacional,
que proporcionou às unidades
existentes melhores performances
em cada viagem. Em outras pala-
vras, o serviço que no período de
1960-71 exigiria três ou mais
caminhões passou a ser exeqüível Borghoff: sujeito a altos e baixos, até por problemas sazonais.
com apenas uma unidade. Uma
viagem São Paulo—Recife pode
servir de exemplo: há vinte anos, o dos caminhões. Para a maioria guindo um rendimento de 100%
esse percurso — 3 000 km — era dos fabricantes, as causas da ao ano de seu caminhão — o que
feito, no mínimo, em três semanas estagnacão prolongada do setor é humana e mecanicamente im-
e o caminhão rodava apenas 500 são de difícil localizacão. E, em al- possível — ele conseguirá solver
km sobre asfalto. Hoje, a mesma guns pontos, as opiniões chocam- seu débito e ter um lucro razoável.
viagem é feita em 56 horas, com se frontalmente. Como, então, esperar renovação
dois motoristas em revezamento. Para Mário Fodor, da Scania, de frotas, seja de empresa, seja de
Conseqüentemente, um caminhão dois fatores atrapalharam o au- particulares?"
fazendo esse percurso hoje equi- mento de vendas: as dificuldades
vale a quase nove em 1952. de particulares e empresas para Uma deficiência
Esse fator, somando a implan- obter financiamentos e os fretes
tação do terceiro eixo nos mode- muito baratos, implicando baixo Rodolfo Borghoff, diretor de
los 4x2, que aumentou de 60 para rendimento operacional. Esse marketing da Mercedes, acha que
120% a capacidade de carga des- ponto de vista é definido também o baixo custo dos nossos fretes —
ses caminhões, mais a falha no por Jorge Boihagian, gerente de de quatro a seis vezes mais bara-
sistema de organização dos trans- vendas da Chrysler dó Brasil, para tos que nos países industrializados
portes rodoviários, segundo os quem a grande barreira são as difi- — influi na economia dos trans-
fabricantes, explica por que o nú- culdades de financiamento. Já portadores e conseqüentemente
mero de caminhões em uso caiu para o gerente de análise de mer- na sua. capacidade de renovar as
de 500 000 para 466 000 unida- cado da GM, Gamil-M. Bichara, o frotas. Ele demonstra certeza e dú-
des nesse período de onze anos, preço do frete não é argumento: vida: "0 custo efetivo do trans-
em que o volume de carga trans- "Desde que não há regulamen- porte no Brasil também é baixo,
portada por rodovia aumentou de tação de preço, o transportador mas ainda não se pode dizer qual o
42,6 bilhões de tkm para 140 cobra o que acha justo. Fator nível ideal de remuneração, capaz
bilhões. ponderável, esse sim, é o financia- de assegurar a continuidade dos
mento". investimentos mínimos necessá-
Dois problemas Sua teoria é de que nossas rios ao desenvolvimento da in-
financiadoras ainda funcionam em fraestrutura dos transportes rodo-
Mas a reação do mercado ser- bases especulativas. Enquanto viários de carga".
viu para alertar o fabricante, tam- opera sua máquina de calcular, e:e Para alguns, o problema é que,
bém colhido de surpresa com o argumenta: "A inflação no Brasil, ao contrário do que ocorre no
sensível e repentino aumento de hoje, anda pela casa dos 16 a 18% mercado de carros de passageiros,
vendas, para um ponto impor- ao ano, enquanto as financeiras cujas pesquisas vão aos mínimos
tante: é preciso sair da atitude de cobram juros de 3,1% ao mês, ou detalhes técnicos, o mercado de
expectativa e adotar um compor- seja, 37,2% anuais. Logo, o finan- caminhões ainda é empírico. J. Th.
tamento mais agressivo em rela- ciado está pagando juros reais de Carneiro Neto, gerente de merca-
ção à pesquisa e à conquista de mais ou menos 20% ao ano, o que do de caminhões da Ford-Willys,
um mercado tão complexo como é uma exorbitância. Só conse- afirma: "Temos de reconhecer que

24 TRANSPORTE MODERNO — ianeiro/fevereiro. 1973


todo o ano, já não se pode falar
em fator sazonal como índice
primordial.
Primordiais, sem dúvida — por-
que lembradas por todos os fabri-
cantes — foram as grandes aquisi-
ções feitas indiretamente pelo
governo federal e pelos governos
estaduais. As obras expansio-
nistas, na área de construção de
estradas, construção civil, hidrelé-
tricas e siderurgia, impuseram a
aquisição de milhares de unidades
transportadoras, de todos os tipos,
o que justifica a posição das
empresas, quanto ao futuro: pre-
parar-se para atender a uma de-
manda crescente, mas sem riscos
maiores. Como diz Mário Fodor,
"tudo indica que a reação que se
Mário Fodor: mercado deverá se manter em alta nos próximos cinco anos. verificou em 1972 não foi esporá-
dica, e por isso o mercado deverá
manter-se em nível de alta nos
nos faltam elementos para deter- de carga, que marginaliza o trans- próximos cinco anos. Mas nin-
minar com precisão os motivos portador autônomo, o carreteiro, guém poderá assegurar exata-
reais da estagnação do mercado responsável pelo transporte de mente quais serão esses níveis".
de caminhões nos últimos onze 80% da carga rodoviária nacional. Para Gamil Bichara, o mercado
anos. Sabemos que o fato de o se manterá nos eixos, se as ven-
governo abrir cerca de 5 000 km Todo cuidado é pouco das oscilarem entre 85 000 e
de estradas por ano aumentou 115 000 unidades por ano, o que
tremendamente a capacidade de De maneira geral, o deslanche ele acredita será conseguido no
cada unidade transportadora; que cio caminhão é encarado pelos quinqüênio que se inicia. Mário
a implantacão do terceiro eixo fabricantes mais do ponto de vista Fodor e Jorge Boihagian concor-
concorreu para isso, que os finan- de manutenção de marcha. As dam com esses números, quando
ciamentos difíceis também influí- incertezas e discordâncias quanto calculam que, com base nos nú-
ram. Mas quem é que pode dizer às causas da fase de calmaria nas meros de 1972, as vendas se
em que proporção cada um desses vendas transformam-se em identi- manterão em nível de alta de 10 a
fatores participou para que o mer- dade de pontos de vista quanto ao 15%, até 1977.
cado de caminhões ficasse em futuro, embora alguns prefiram
ponto morto?" adotar uma posição de "otimismo O exemplo da Ford
E conclui: -Se houvesse uma moderado", como Rodolfo Borg-
análise em profundidade, pode- hoff: "Quando se fala em mercado Preparar-se para atender à de-
ríamos determinar com seguranca de caminhões, é sempre preciso manda de um mercado em expan-
em que escala cada um daqueles ter muita cautela. Embora o PNB são é a preocupação geral dos
elementos influiu no baixo rendi- não pare de crescer — e, com ele, fabricantes que, hoje, sem exce-
mento do mercado, mas isso não a decorrente circulação das rique- ção, atendem a pedidos com atra-
ocôrre. Portanto, o que temos são zas —, o caminhão sempre estará sos. Mas apenas aumentar a pro-
dados mais conjeturais do que sujeito a altos e baixos, inclusive dução, com base na expectativa
estatísticos. E aqui eu me refiro devido aos problemas sazonais". de maiores vendas, não é o sufi-
tanto à Ford como aos demais O aumento de vendas em 1972 ciente para a Ford-Willys, justa-
fabricantes". teria, nesse caso, relação direta mente a empresa que mais merca-
Para Carneiro Neto, o financia- com problemas sazonais? Gamil do perdeu nos últimos anos,
mento e o preço das tarifas não Bichara acha que sim, e argu- devido à intensificação de sua pro-
têm nenhum significado nessa menta que os incentivos dados dução de carros de passageiros.
problemática, se considerados pelo governo ao setor agrope- Carneiro Neto acha que o pro-
como fatores isolados. Acha que cuário, nos últimos anos, surtiram blema estrutural que emperrou o
preço de frete e financimento são efeitos mais consideráveis este mercado até 1972 trouxe lições
efeitos e não causas, dentro de ano e isso justificaria o aumento para o futuro. E a preocupação da
uma conjuntura geral: a falta de maior de vendas na faixa de cami- Ford com o setor está caracteri-
uma regulamentação no nosso nhões médios. Mas, como o nível zada na edição recente de um
sistema de transporte rodoviário de vendas se manteve durante folheto ilustrado de dezesseis pá-

TRANSPORTE MODERNO— ianeiro/fevereiro, 1973 25


Caminhões médios tiveram aumento maior.
Começam a surgir os efeitos
dos incentivos do governo à agropecuária.

ginas, em que é feita uma análise mente, possuem frotas próprias, e, transporte rodoviário de carga — o
genérica, em termos didáticos, de dentre essas, apenas umas 350 a que deverá acontecer nos primei-
tudo o que se relaciona com o quatrocentas têm estrutura real de ros meses de 1973 — o mercado
caminhão, desde a lei da balança, empresa organizada para o servi- de caminhões entrará nos eixos e
até o estudo do mercado, pas- ço. Estas podem utilizar-se de o carreteiro deixará de ser um
sando por especificações técnicas carreteiros autônomos — cito o marginal".
e o Código Nacional de Trânsito. caso da Transdroga, que opera Outro ponto, não menos impor-
com cem unidades próprias, mas tante, a ser considerado é a neces-
A finalidade maior desse folheto tem dezenas de carreteiros contra- sidade de aprimoramento do re-
é enfatizar a necessidade de -re- tados — e pagar a eles um preço vendedor, que deve ser mais um
forma da mentalidade do setor de justo por seus serviços, pois, assessor técnico do comprador do
transporte rodoviário", respon- paralelamente, exigem equipa- que um simples intermediário co-
sável principal pelas aflições da mento de primeira e motoristas mercial. O caminhão até aqui tem
indústria, segundo Carneiro Neto: selecionados. Isso, em números, o sido considerado um bem de con-
"Temos de considerar que o mer- que significa? Praticamente nada, sumo, quando, em realidade, é um
cado se divide em três grupamen- se considerarmos que existem bem de produção. Logo, o reven-
tos: agropecuário, industrial e ro- 200 000 transportadores autôno- dedor deverá orientar o cliente na
doviário de carga. Os dois mos no Brasil, todos marginali- compra do equipamento mais ade-
primeiros absorvem 30% da circu- zados, à mercê de agenciadores quado, como também garantir-lhe
lação dos bens, enquanto o último que se intitulam transportadores. assistência permanente. Só assim,
absorve 70%. O setor é respon- Aqui se encontra a origem do no dizer de Mário Fodor, o cami-
sável por 82% do total de cargas suposto baixo preço das tarifas. nhão vencerá essa corrida contra
transportadas. O problema maior Em realidade, o que ocorre é que o os seus adversários, a marginali-
está no transporte rodoviário de caminhoneiro fica com as miga- zacão do carreteiro, a falta de uma
carga, totalmente desestruturado. lhas de um agenciador que avilta regulamentacão dos transportes
Temos cerca de 7 000 empresas os preços, porque, para ele, tudo é de carga, a dificuldade de obter
transportadoras no país, das quais lucro. Por isso acredito que, quan- financiamentos e custos não ra-
apenas 700 (10%), aproximada- do o governo regulamentar o cionalizados dos de fretes.

O COMPORTAMENTO DAS FAIXAS


O rush de vendas, em 1972, motor diesel, contribuiu muito Ford-Willys — O modelo
definiu de um modo geral as para a maior participação da F-350 manteve-se nos "índices
necessidades do mercado no faixa no mercado. Segundo os normais". O F-600 diesel teve
período, que recaíram nos cami- próprios concorrentes, ao invés um aumento de vendas da
nhões médios/leyes, onde o de absorver mercado,em termos ordem de 20%, mas o modelo a
acréscimo de demanda foi da de predomínio, o 608-D ampliou gasolina perdeu mercado.
ordem de 36,8%, para aumentos o interesse em torno dos leves. General Motors Seus mo-
globais que variaram de 31% a Há dois anos a Mercedes não delos tiveram comporta mento
39%. Em contrapartida, os mo- participava do mercado na faixa quase idêntico neste ano, em
delos semipesados andaram em dos pesados, o que volta a fazer relação às vendas de 1971, com
marcha à ré (queda de 18%), agora com o lançamento do LS- exceção da linha D-70, cujas
enquanto na faixa dos pesados 1519 e do L-1519. vendas quase quadruplicaram
as vendas subiram 20%, em em 1972, passando de 167 para
média. Foi o seguinte o compor- Scania — Para um aumento
591 unidades. O modelo C-60
tamento do mercado em relação geral de produção da ordem de teve um aumento de 4,8% de
às faixas: 36,8%, contribuíram com quase 8 582 para 8 989 —,enquanto o
Mercedes — Médios e semi- 100% os modelos da linha de D-60 sofreu uma queda de
pesados, 42,8%, para um au- frente — os 110 com motor tur- 0,26%: 1 161 unidades este ano,
mento geral, em todas as linhas binado de 195 cv. O modelo leve contra 1 192 no ano passado.
de que participa, da ordem de L-100 teve comportamento con- FNM — Participou com 20% no
47%. O modelo L-1113 continua siderado "excelente" pelo fabri- aumento geral no setor de cami-
sendo o produto líder, mas o mo- cante. nhões pesados. É que lançou o
delo 608-D, com apenas oito Chrysler — Médios, 93,2%; 108, que enfrenta a competição
meses de mercado, já tem uma leves, 36,8%; semipesados (die- da linha 110 da Scania. Este ano
participação de 35% na faixa dos sel e gasolina), 24,7%; pesados a FNM havia vendido 2 390
leves. (diesel e gasolina), 23,7%, para caminhões, até o mês de novem-
O lançamento do modelo um aumento geral de 31% em bro, inclusive, contra 1 940 em
608-D, "Mercedinho", com todas as faixas. 1971.

26 TRANSPORTE NACICIFRNCI— ian‘kirch/fekvaroirn 17 -4


O & /\&-A
CADERNO PE TERRAPLENAGFM E CONSTv•liCA) PFS,',¿);\ 22 JANE RO. CE.VEIRF R O
o
.973

Foto de Milton S. Shirata.


C&A INFORMA

mais arrojados projetos a maioria recrutada na


de engenharia já execu- própria região.
tados no país." O engenheiro Eliseu
Para que a ponte Pro- Rezende, diretor-geral do
priá —Colégio fosse festi- DNER, prevê que o tráfe-
vamente inaugurada no go sobre a ponte atingirá
último dia 5 de dezem- nos próximos meses cer-
bro, foram utilizados, em ca de 3 500 veículos, "o
sua construção, 20 000 que fará com que, dentro
rn 3 de concreto, de cinco anos, os inves-
140 000 sacos de ci- timentos deste empreen-
mento, 1 200 m de ferro dimento, que somaram
fundido, 1 650 m de fun- Cr$ 35 milhões, sejam
dação mista e suas fun- completamente devolvi-
dações utilizaram 2 550 dos à economia do país".
m de tubulões. No contexto — En-
tende o ministro Mário
A ponte possui 842 m
Andreazza que a constru-
de extensão, 11,5 m de ponte Pro-
ção da
largura e 16,20 m de al-
priá —Colégio não pode
tura, sendo dotada de um
ser analisada separada-
vão móvel de 91 m, para
mente. "Ela está dentro
permitir a livre navega-
de um contexto e obede-
Pronta a ponte cão no rio São Francisco
ceu às diretrizes que co-
de barcos de grande por-
mandam o sistema na-
Propriá-Colégio te, pois as pequenas em-
cional de transportes no
barcacões podem nave-
nordeste."
gar sem interromper o
Todos os sábados o ri- Da rede rodoviária bá-
tráfego de veículos ou
tual se repete. Logo cedo sica do nordeste oriental
trens. A superestrutura
começam a chegar a já foram concluídos os
da obra é constituída por
Propriá, segunda maior trabalhos de pavimenta-
21 vãos, cada um com
cidade sergipana, cami- ção de algumas impor-
nhões, canoas ou mes- quatro vigas pré-molda-
tantes rodovias: BR-
mo carros de boi, trazen- das em concreto proten-
A obra integra o sistema 101, Aracaju — Maceió
do gente das redondezas dido e lajes, superior e
de transportes nordestino — Recife — João Pessoa
para a feira-livre na ave- inferior, em concreto
— Natal, com 790 km;
nida Tavares de Lira. O profundidade de até 70 protendido, moldadas no BR-304, ligação Na-
local. A estrutura metáli-
poeta popular José Fir- m, quando o normal em tal —Fortaleza, com 420
mino de Jesus, 62 anos, ca foi executada com aço
obras dessa natureza, km; B Rs-116/232/122,
convida então o povo a de alta resistência à cor-
como é o caso da ponte rodovia Transnordestina
conhecer "a história da rosão.
Rio —Niter6i, é uma pro- conectando Fortaleza —
ponte que domou o São fundidade máxima de 55 Quem fez — O proje- Jaguaribe — Salgueiro —
Francisco". Nesse ro- metros. to e a construção, inicia- '1)6 — Petrolina, com ex-
mance de cordel, "Zé dà "A execução desta dos em dezembro de tensão de 830 km; BR-
Sanfona", como é mais magnífica obra de arte", 1969, estiveram a cargo 232, transversal de Per-
conhecido, narra em ver- diz o ministro Andreazza, da Construtora Norberto nambuco, ligando Recife
sos "a bravura" dos "exigiu dos técnicos que Odebrecht S.A., escolhi- a Salgueiro, com 520
construtores da maior nela trabalharam o me- da em concorrência in- km; BR-230, transversal
ponte rodoferroviária do lhor de seus esforços, ternacional. Coube à da Paraíba, ligando Cam-
país, ligando os Estados para que fossem venci- Usiminas projetar a es- pina Grande — Pombal
de Sergipe e Alagoas. das as dificuldades im- trutura metálica, forne- Cajazeiras — B R-116,
Dificuldades --Real- postas pelas característi- cendo, ainda, o aço de com 360 km; e, final-
mente foi difícil", confir- cas da obra e as condi- alta resistência. Os con- mente, as BRs-226/227,
ma o ministro dos Trans- ções locais. A navegação troles tecnológicos fo- ligação no Rio Grande
portes, Mário Andreazza, do baixo São Francisco, ram feitos por consulto- do Norte, entre Santa
ao enviado especial de a particularidade de ser ras especializadas con- Cruz, Currais Novos, Cai-
TM, Ancelmo Resende uma ponte rodoferroviá- tratadas pelo próprio có e Jardim do Seridó,
Gois, durante a inaugu- ria, as condições geoló- empreiteiro: Colsultrix e com 160 km. Essas ro-
ração da ponte. Mesmo gicas da região,foram al- Tecnosolo. As empreitei- dovias correspondem a
sendo o rio São Francis- guns dos problemas que ras utilizaram cerca de 3 100 km asfaltados,
co relativamente raso, as tiveram que ser equacio- seiscentos trabalhadores perfazendo um investi-
fundações alcançaram a nados através de um dos na execução do projeto, mento de Cr$ 1,3 bilhão.

II TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973


Para completar a rede pavimentação do trecho asfaltados e 1 600 km com duas escovas late-
viária do nordeste orien- Picos —Petrolina, com revestimento pri- rais é de 3,05 m, a altura
tal já foram assinados BR -407, ligando Piauí a mário, perfazendo um in- da cabina de 2,26 m e o
contratos para constru- Pernambuco e Bahia, na vestimento total de Cr$ raio de giro de 5,79 m. A
ção e pavimentação da extensão de 310 km, co- 2,5 bilhões. escova lateral é circular,
BR-104, entre Atalaia, mo obra do Provale; e, fi- com 1,06 m de diâmetro
Alagoas e Campina nalmente, implantação e feita com arame de 26
Grande, na Paraíba, nu- do trecho da BR-230, Varredora pol. A vassoura coletora
ma extensão de 340 km, pertencente à Transama- para rua (de náilon) é cilíndrica,
e um investimento de zônica, ligando a B R- com diâmetro de 91,4
Cr$ 180 milhões. Já 116 a Picos, Floriano, cm e comprimento de
com vistas à implanta- Pastos Bons, São Rai- Diversificando a linha 1,52 m. O controle é hi-
cão da rede rodoviária mundo das Mangabeiras, de produtos, a Tema Ter- dráulico, e o comando a
básica do nordeste oci- Balsas, Carolina e Porto ra está lançando a VR-3, corrente e roda dentea-
dental foram concluídas Franco, na Belém—Bra- varredora mecânica au- da, com velocidades
recentemente a BR- sília, com extensão de topropulsora 98% nacio- controláveis.
135/316, ligação pavi- 1 200 km. nal, que atinge até 75 O transportador de li-
mentada entre São Luís Conexão — A integra- km/h. Para isso, aprovei- xo utiliza rodas, que têm
e Teresina, com exten- ção do nordeste com a tou o desenho da Mobil oscilação de até 28 cm,
são de 420 km; pavi- Amazônia será obtida Seepers, de sua associa- para permitir a passagem
mentação do trecho da pela pavimentação da li- da americana Hoist. O de volumes maiores. A
BR-316, entre Teresina gação São Luís—Belém, sistema de suspensão capacidade do depósito
e Valença, extensão de na extensão de 670 km, das vassouras assegura de lixo é de 3,05 rn 3, e
210 km e implantação bem como pela implan- ação oscilante para lim- do depósito de água de
do trecho Presidente Du- tação da Transamazôni- par também as depres- 1 060 litros, com asper-
tra —Porto Franco da BR- ca, que ligará o litoral sões do terreno. O siste- são em toda a largura da
226, responsável pela nordestino à fronteira do ma de água com pressão varredura. O motor dian-
conexão de São Luís e Peru, numa extensão de constante tem uma car- teiro para propulsão e
Teresina com a Be- 5 500 km. ga de 1 000 litros. A es- acionamento dos siste-
lém—Brasília e a Transa- Já a conexão da rede cova coletora traseira, mas hidráulicos é Merce-
mazônica, na extensão do nordeste com o cen- autoniveladora, funciona des-Benz OM-352 de
de 400 km. tro-sul, Brasília e o pla- hidraulicamente. E um seis cilindros, 145 cv,
Ainda no nordeste nalto Central será asse- elevador mecânico diesel. Transmissão Mer-
ocidental, encontram-se gurada por várias vias transporta o lixo das vas- cedes-Benz, com cinco
em fase de pavimenta- longitudinais. Uma des- sowas para o depósito. marchas à frente e uma à
ção os trechos entre Va- sas ligações é a Be- A descarga também é ré. O motor traseiro para
lença e Picos, na BR- lém—Brasília, cujos tra- hidráulica. o acionamento de vas-
316 e entre Floriano — balhos de pavimentação O equipamento tem souras, elevador e bom-
Teresina — Piripiri — estarão concluídos em um peso aproximado de ba de água é Mercedes-
Campo Maior — Parnaí- fins de 1973, na exten- 6,1 t, distância entre ei- Benz OM-314, de quatro
ba — Luís Correia, na são de quase 2 000 km. xos de 2,92 m e um cilindros, 52 cv, diesel. A
BR-343, num total de Uma segunda ligação comprimento total de direção do TT é dupla e
460 km. Os investimen- far-se-á através do tre- 6,4 m. A faixa de limpeza hidráulica.
tos no nordeste ociden- cho navegável do rio
tal correspondem a um São Francisco, em cujo
total de Cr$ 520 mi- terminal norte — o porto
lhões. de Petrolina — estará
Para a conexão da re- convergindo a rede rodo-
de oriental com a oci- viária do nordeste. Final-
dental o ministro dos mente, como alternativa
Transportes está execu- da BR-116, a atual
tando outras obras: a) Rio —Bahia, já pavimen-
pavimentação do trecho tada, enquanto a pavi-
Piripiri — Sobral, da BR- mentação da Rio —Bahia
222, na extensão de 200 litorânea já alcançou
km, que completa a liga- uma extensão total de
ção de Teresina — Forta- 1 300 km.
leza; b) pavimentação do Até março de 1974
trecho Picos—Salgueiro, estará concluído o siste-
BR-230/316, ligando ma único integrado para
Piauí e Pernambuco, na o nordeste, numa exten-
extensão de 300 km; c) são total de 5 300 km

TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973 III


C&A INFORMA

RESULTADOS DE CONCORRÈNCIAS
EDITAL N.80/72

TOMADA
DE PRE
ÇOS data: 11-9-72,as 10h30.

OBRA Implantação e pavimentação da BR-499/MG. trecho Camba-


gu -Santos Dumont.

VALOR
(CM 80 000,00

VENCE-
DOR Soc. Técnica e Representações Ster S.A.

CONCORRENTES CrS CONCORRENTES Cr$

Sociedade Técnica e Semenge-Serviços


Representações Ster Mecanizados de Enge-
S.A. 9 175 331,75 nharia 12 421 316,90
Construtora Isfer Aztto S.A. Engenharia
Ltda. 11 194 543,48 e Empreendimentos 12 626 060,80
Construtora França Si- Menegusso & Cia.
rodes S.A. 11 425 436,30 Ltda. 13 599 446,28
Construtora Ápia S.A. 11 507 459,79

PROPOSTA VENCEDORA

Preços ICrS)
Servicos
Unidade Ouan dada Unitário Total

TERRAPLENAGEM
Desmatamento, destocamento e
limpeza ma 475 000 0,10 47 500,00
Escavação, carga e transporte de
materiais de 1.° cat. DMT até
200 m m' 713 157 1,33 948 498,81
Escavação, carga e transporte de
Agora, para cações do compactador, materiais de 1.° cat. DMT de 200
os rolos pés-de-carneiro a 400 m m m 240 722 1,64 394 784,08
cavalos novos Escavacão, carga e transporte de
em linha, etc., permane- materiais de 1.° cat. DMT de 400
a 600 m rnm 6 220 2,27 14 119.40
A linha de equipa- cem os mesmos. Os Escavação, carga e transporte de
mentos de compactação tambores têm diâmetro materiais de 1.° cat, DMT de 600
a 800 m mm 21 886 2,88 63 031.68
da Hyster já tinha o rolo de 1,7 m, largura de 0,81 Escavação, carga e transporte de
tamping C-410 para m e largura de cobertura materiais de 2.° cat. DMT até
200 m rri:
' 64 969 2,99 194 257,31
compactação em alta ve- das rodas de 3,07 m; Escavação, carga e transporte de
materiais de 2.° cat. DMT de 200
locidade com o aprovei- chassi com largura de a 400 m rnm 37 764 3,48 131 418,72
tamento de tratores de 3,35 m, comprimento Escavação, carga e transporte de
materiais de 2.° cat. DMT de 400
um eixo (de motoscra- sem pescoço de 4,32 m a 600 m ma 28 008 4,64 129 957.12
Dreno de pedra seca ,m 600 47,28 28 368,00
pers), antigos e deprecia- e 12 t de peso bruto sem
dos (sem utilidade para a trator e sem lastros. As
OBRAS COMPLEMENTARES
terraplenagem, mas ain- duas rodas externas es- Cercas de arame farpado m 30 000 4,39 131 700,00
da em condições de tra- tão montadas num chas- Defensas m 1 200 107,95 129 540,00
Sinalização horizontal m 35 000 4,22 147 700,00
cionar rolos). E com es- si rígido, para proporcio- Sinalização em placas mm 90 250,00 22 500,00
Balizadores u 500 59,05 29 525,00
ses tratores antigos a. nar estabilidade ao con- Proteção vegetal - enlaiva-
produção de cada com- junto em curvas fecha- mento rn.
., 68 500 3,96 271 260,00
Proteção vegetal -plantio
pactador atinge mais de das. A roda central é flu- de arvores e arbustos u 700 4,43 3 101,00
1 500 m 3 horários. tuante com oscilação Pórticos u 8 000,00 -
Meio-fio de concreto m 2 400 14,00 33 600,00
Agora a empresa aca- vertical de até 30 cm, Enrocamento de pedra arruma-
da m' 360 64,00 23 040,00
ba de lançar o mesmo para garantir a ação per- Enrocarnento de pedra arruma-
C-410A, com pescoço manente das três rodas da com argamassa m' 140 114,00 15 960.00

de acoplamento integral, sobre o solo, mesmo em


no lugar do pescoço sec- terreno mais acidentado. TRANSPORTES (V ao)
cionado, para permitir a > 5 km (sob-base/ m'.km 1 606 000 0,57 915 420.00
As três rodas podem ser a > 5 km (base) m'.km 1 522 400 0,57 867 768,00
uma acoplamento rígido lastreadas com areia, in- a > 5krn (brita para pavi-
mentação/ m a km 44 000 0,62 27 280,00
e permanente. O acopla- ternamente. Além disso, Escavação, carga e transpor-
mento é feito rápida e há uma caixa lastro, que rede materiais de 2.° cat.
DMT de 600 a 800 m m' 4 562 5,79 26 413,98
simplesmente com a re- pode ser fornecida mon- Escavação, carga e transpor-
te de materiais de 3.° cat.
moção do pino rei e dos tada no chassi ou adap- DMT até 200 m m' 12 885 22,31 287 464,35
pinos dos cilindros de di- tada ao trator. Cada roda Compactação a 95% do Proctor
Normal m' 603 500 0,92 555 220,00
reção e ligação das man- tem 75 patas tamping Compacta ção a 100% do Proctor
gueiras e pistão hidráuli- Normal camadas superiores m' 105 000 1,12 117 600,00
dispostas em cinco filei- Escavação em corta-rios ma 2 600 7.45 19 370,00
cos. Quanto às especifi- ras de quinze cada. l

IV TRANSPORTE MODERNO -janeiro/fevereiro. 1973


PROPOSTA VENCEDORA
Precos (Cr$)
Serviços Unidade Quantidade Unitário Total
Preços(CM

Serviços Unidade Quantidade Unitário Total

PAVIMENTAÇÃO
Sub-base de solo estabiliza- INFRA-ESTRUTURA
do 5/mistura rn' 36 500 6,24 227 760,00 Tubulões 45 1,20 rei 191 1 850,00 353 350,00
m
Base de solo estabilizado Alargamento das bases m' 642 000,00 128 000,00
simistura m' 34 600 6,98 241 508,00
Regularização do subleito m' 205 400 0,56 115 024,00
Imprimação (execução) m' 175 600 0,06 10 536,00 MESOESTRUTURA
I mprimação (aquisição) t 211 683,38 144 193,18 Escoramento rn' 5 000 10,00 50 000,00
Tratamento superficial simples Formas m' 134 2500 3350.00
(execução) m' 51 000 0,78 39 780,00 Armação CA-50 kg 2 958 3,0 10 380,00
Tratamento superficial simples Concreto m' 30 170,00 5 100,00
(aquisição) t 41 528,67 21 675,47
Pré-misturado a frio m' 500 107,70 53 850,00
SUPERESTRUTURA
Tratamento superficial duplo com
capa selante (execução) rrr 126 100 1,68 211 848,00 Formas de compensado ma 2 207 25,00 55 175,00
Armação CA-24 kg 600 3,00 1 800.00
Tratamento superficial duplo com
t 631 Armação CA-50 kg 40 514 3,50 141 799.00
capa selante (aquisição) 528.67 333 590,77
Concreto estrutural ma 425 170.00 72 250,00
Apoio de Neoprene kg 61 60,00 3660,00
OBRAS DE ARTE CORREN-
TES
Bueiro tubular simples 4 ,1,00 m m 97 247,63 24 020,11 ACABAMENTOS
Bueiro tubular duplo 4 1,00 m m 143 533,14 76 239,02 Guarda-corpo m 218 40.00 8840,00
Bueiro tubular triplo 4 1,00 m rn 191 780,77 149 127,07 Pavimentação da pista m' 80 170,00 13 600,00
Bueiro de greide 4'0,60 m 450 47,31 21 289,50 Pintura com conservador .
Bueiro tubular simples 4' S-Silico-
m 400 102,66 ne da Sika ou similar obra 5 1 000,00 5000,00
0,80 41 064,00
Bueiro tubular duplo ,l' 0,80 m 79 184,78 14 597,62 Juntas longitudinais e transver-
Bocas para bueiro tubular m3 265 342,39 90 733,35 sais, drenos, cantoneiras e sina-
lizacão obra 8 1 000.00 8 000,00
Caixas para bueiro de greide
4, 0,60 u 30 432,33 12 969,90 Enrocarnento de pedras arruma-
das m, 1 200 10,00 12 000,00
Bocas para bueiro de.greide
4,0,60 u 30 378,15 11 344,50
Bueiro celular - concreto arma-
do m 686,810 472,81 324 730,63
Bueiro celular - concreto ciclo-
pico rei' 394,110 342.39 134 939,32
Escavação de valas para bueiros EDITAL N.° 72/72
de 1.° e 2.° categorias m' 2 960 7,15 21 164,00
Escavacão de valas para bueiros TOMADA
em material de 3.7 categoria m' 52,70 DE PRE
ÇOS data:7-8-72, às 14h30
OBRA Construcão de uma ponte sobre o rio Mossoró, na 13R-304/RN
DRENAGEM
Valetas de protecão-escavacão VALOR
em 1.° e 2.° categorias rir 20 710 3,34 69 171,40 (Cr& 800 000,00
Sarjetas de concreto (em cortes/
e revestimentos m 17 260 29,34 506 408,40 VENCE-
Sarjetas de concreto (em aterros' m 9 780 27,32 267 189,60 DOR Sociedade 'piranga de Engenharia e Comércio S.A.
Entradas de água tipos A e B u 25 538,36 13 459,00
Descidas de água m 240 32,13 7711,20 CONCORRENTES Cr$ CONCORRENTES Cr$
Soleiras de dispersão u 25 538,36 13 459,00
Caixas coletoras u 10 1 076,72 10 767,20 Sociedade 'piranga de Nordenco S.A. 840 206,00
Descidas de água em degrau Engenharia e Com.
(tipo A e BI , m 94 342,39 32 184,66 5.A. 685 495,00 Cia. Investimento e
Drenos profundos m 8 650 35,58 307 767,00 Coes-
Escavação para drenos profun- Construtora A. Gaspar trucões Cicol Ltda. 956 840.00
dos em 1.° e 2.° categorias m' 5 620 7,47 41 981,40 Ltda. 789 190,00
Escavacão para drenos profun- Sergen-Servicos Gerais
dos em 3.° categoria m' 130 52,70 6851,00 de Engenharia S.A. 798 518,00

PROPOSTA VENCEDORA
Preços (Cr$)
Servicos Unidade Quantidade Unitário Total

EDITAL N.° 48/72 INFRA-ESTRUTURA E ME-


SOESTRUTURA
TOMADA Tubulão 4,1,40 m ml 93 2000,00 186 000,00
DE PRE- Alargamento de base 4' 1,40
ÇOS data: 24-7-72, às 10h30 para 2,80 m' 65 800,00 52 000,00
Formas m2 196 4900,00
Aco CA-24 kg 2 300 6 900.00
Concreto estrutural rn' 33 220,00 7 260,00
OBRA Construção de.cinco 151 pontes, na rodovia Placas de Neoprene ud 15 45,00 675.00
6 R-367/BA, trecho Porto Seguro -Santa Cruz de Cabrália Escoramento m' 6 550 15,00 98 250,00

VALOR SUPERESTRUTURA
(Cr$/ 869 112,00 ,,,,
Formas 2 230 25,00 55 750,00
Aço CA-50 kg 23 600 3,50 82 600,00
VENCE- Avo CA-24 kg 23900 3,00 71 700.00
DOR Baumann e Vieira Engenharia Concreto estrutural m3 410 220,00 90 200,00

CONCORRENTES Cr$ ACABAMENTOS


c5 cd.
0000000 o
00000000

OS
co

88888888
oo

Guarda-corpo m 220
Baumann e Vieira Engenharia 869 112,00 Juntas rn 300
-o

Drenos ud 44
Eccon-Engenharia Civil
0000 o

Cantoneiras ud 2
Pintura do GR. e GR. m 220
Lci ■ri

- •.)

e Consultoria 1 167 835,1:10


Pintura tinta min, em pó GC m 220
- o

cs ci

Pintura e cimento n, 2 2 500


Ro-Rodovias e Obras S.A. 1 189 193,00
Sinalização vb --
•-

TRANSPORTE MODERNO -janeiro/fevereiro, 1973 V


AD MI NISTRAÇÃO

As técnicas e
segredos da
terraplenagem
Terraplenagem é um trabalho bruto e pesado. Mas
nem por isso sua execução dispensa planejamento.
Aqui, os elementos essenciais para sua
empresa programar os
serviços de movimentação
de terra e tirar o máximo
partido das características de cada máquina.

Para muitos empreiteiros, a mais os tratores correspondentes,


eficiência nos pesados serviços de o que significa um investimento
terraplenagem é apenas uma da ordem de Cr$ 10 milhões para
questão de número e capacidade uma obra relativamente pequena.
dos equipamentos disponíveis. Na Uma equipe mínima de três mo-
realidade, um estudo mais pro- toscraper, um trator de esteira
fundo e o planejamento detalhado D-8, outro D-7 e uma motonive-
são de importância capital para a ladora custaria em torno de Cr$ 3
obtenção de bons resultados. Não milhões.
basta a presença de uma frota Entre os fatores geradores da
numerosa de equipamentos para necessidade de terraplenagem
escavar, transportar, lançar, ater- estão: as especificações de ram-
rar e compactar os materiais para pas para estradas, atualmente em
evitar atrasos no cronograma ou torno de 6% (para ferrovias, de 1,5
elevação nos custos. a 2%); os traçados viários que evi-
A importância desse planeja- tam curvas muito fechadas, cujo
mento cresce nos serviços de raio mínimo, atualmente, é da
movimentação de terra, que che- ordem de 500 m; os projetos de
gam a representar 60 a 70% do usinas hidrelétricas e barragens,
valor total da obra, em caso de que exigem plataformas em cotas
estradas, e de 30 a 40% no caso diferentes dos níveis já existentes
de barragens. no terreno.. E, de uma forma mais
A terraplenagem envolve movi- global, a necessidade desses servi-
mentação de grandes volumes, o cos está ligada à própria necessi-
emprego de equipamento pesado dade de expansão da infra-es-
de alto custo e números fantásti- trutura do país.
cos.
O preço do trator mais comum Uma classificação
é da ordem de Cr$ 500 000 e o de para cada fim
um motoscraper é de cerca de Cr$
1,4 milhão. Normalmente se usa, Conquanto os trabalhos sejam
pelo menos', cinco motoscrapers e basicamente os mesmos, a classd>

VI TRANSPORTE MODERNO — ianeiro/fevereiro. 1973


Frota numerosa "
de equipamentos
não determina o sucesso
do serviço.
Condições específicas de uma obra
podem proporcionar bons resultados práticos
mesmo sem os equipamentos ideais.

ficação teórica dos inúmeros ser- para o metro cúbico escavado em cessos que estão sendo utilizados
viços varia de engenheiro para rocha é seis vezes superior ao ou pesquisados no exterior ainda
engenheiro. Para Wlastermiller de escavado em terra. Além deste não foram aceitos - os emprei-
Cenço, diretor de operação do aspecto de compensação ao em- teiros não querem se arriscar a um
DER-SP, o trabalho de terraple- preiteiro, normalmente a terraple- investimento maior em relação
nagem se divide em três etapas: a) nagem é encarada como trabalho aos equipamentos convencionais
escavação e transporte; b) cons- de maior rentabilidade do• que a sem terem certeza das vantagens.
trução dos aterros; c) trabalhos pavimentação, por exemplo. En- Todos os engenheiros do setor
complementares. Para o enge- quanto os investimentos necessá- reconhecem a rapidez da evolu-
nheiro José Gualberto, gerente de rios para os materiais de constru- cão dos equipamentos e Wlaster-
vendas de máquinas de terraple- ção são significativos, na miller de Cenço chega a afirmar:
nagem da Lion, há só duas fases: terraplenagem há apenas o custo - Mostrei aos meus alunos da Poli-
a) do desbravamento, na qual se de amortização das máquinas, técnica um equipamento inédito e,
inclui a limpeza do terreno; b)a de juros e o custo de manutenção, logo depois, na construção da
movimentação de material para a bem menores que o investimento rodovia Castelo Branco estavam
compensação de cortes e aterros. necessário em asfalto, britas, etc. sendo utilizados os motoscrapers
Quanto ao material, a classifi- autocarregáveis com elevadores
cação antiga distinguia: terra, mo- O rápido avanço Hanckok, que precisa da metade,
ledo ou piçarra, pedras soltas, dos processos apenas, do tempo gasto pelo
rocha decomposta e rocha viva. motoscraper com pusher para o
Hoje, porém, os solos são classifi- Os processos que utilizam os seu carregamento.
cados em três categorias para efei- tratores de esteira, scrapers e Essa evolução, que tende a
tos de orçamento. motoscrapers estão em uso há 25 reduzir os custos de operação,
1) Terra em geral, piçarra ou anos e ainda poderão sobreviver segundo José Gualberto, da Lion,
argila, rocha em adiantado estado por bastante tempo: primeiro, por- poderia ser apontada sob três
de decomposição, seixos rolados que muitos empreiteiros somente pontos de vista: a) características
ou não com diâmetro menor de agora acabaram de se equipar técnicas - com rendimento ope-
15 cm, com qualquer teor de umi- para esses processos convencio- racional bem maior do que as anti-
dade e compatíveis com a utiliza- nais; segundo, porque novos pro- gas (de transmissão direta parai>
cão do dozer, scraper ou motos-
craper, mas que podem ser MÁQUINAS E LÂMINAS USADAS
desmontados com ferramentas (produção em ha/h)
manuais comuns.
2) Rocha com resistência à D8 PS* D7 D6

penetração mecânica inferior ao Operacão Bulldozer KG Bulldozer KG Bulldozer KG


granito, como as de arenito, argili- Derrubada 0,66 0,85 0,24 0;36 0,19 0,26
to, blocos de pedra de volume Remoção 1,26 1,31 0,72 0,66 0,78 0,73
inferior a 1 m 3, matações de pedra Enleivamento 0,32 0,86 0,23 0,52 0,23 0,48
de diâmetro maior de 15 cm, cuja Gradeamento 1,95 1,83 1,12 1,22 0,76 0,63
extração se processa com explosi- Produção 0,15 0,27 0,09 0,14 0,08 0,11

vos ou o uso combinado de explo- %de aumento de produção 80,0% 55,5% 37,5%
sivos e equipamentos. *PS = Power Shift
31 Rocha com resistência à
penetração mecânica igual ou
superior ao granito e blocos de CARACTERÍSTICAS DE ESCARIFICADORES
rocha de volume igual ou maior
que 1 m 3 e cuja extração e redu- Tipo médio Tipo pesado Tipo pesado Tipo gigante
ção se processa com o emprego Comando a Comando Comando Comando -
contínuo de explosivos. Conforme mão hidráulico por meio hidráulico

os pesos específicos adotados de cabos ou a cabos

pelo DNER, o material da primeira


categoria pesa 1,5 tirn 3, da segun- Número de dentes 5 3 3 3a5

da categoria, 2 t/m 3, e o da tercei-


ra, 2,5 tirn 3. Embora os volumes Largura da faixa escarificada 1,50 2,10 1,10 a 3,30

de escavação de terra sejam pre-


ponderantes sobre os da escava- Penetracão máxima (m) 0,30 0,60 2,10 0,65 a 0,75

cão em rocha, os custos unitários


desta última são mais elevados do Peso aproximado (kg) 1 850 3 300 3 200 3 800 a 4 200
que os das primeiras. A proporção
de escavação está em torno de 1 Potência do trator na barra (úv) 50 70 70 110 a 130

para 3, enquanto o preço unitário ou mais

VIII TRANSPORTE MODERNO -janeiro/fevereiro. 1973


CASE W7 HONRA ,I.„,L
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Essa carregadeira é fabricada pela CASE do Brasil.
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Os números fantásticos da
terraplenagem começam pelos Cr$ 3 milhões
que custa frota mínima.

transmissão power shift), de ma- local de empréstimo e, através de geradores) e operatrizes (tratores
neira que um trator D-8, série 2U, correias transportadoras, carre- de esteira, motoscrapers, pás car-
fabricado até 1953,
° tem sua pro- gam os scrapers ou vagões, com regadeiras sobre rodas e sobre
dução equivalente ao D6-C de elevado índice de produção. Cor- esteiras, motoniveladoras, escarifi-
fabricação nacional; b) tamanho reias transportadoras de longo cadoras, compactadoras, irrigadei-
das máquinas (em 1960, a Cater- alcance, especialmente para a ras, valetadoras e unidades de
pillar tinha o maior motoscraper, construção de barragens, podem transportes como dumpers, bascu-
com capacidade de 30,6 rri 3, e também dar resultados, para dis- lantes, vagões e vagonetes).
hoje produz um de 41,3 rn 3, prati- tâncias superiores a 1 000 m. No Na escolha dos equipamentos
camente dobrando a capacidade caso de barragens, tanto as áreas adequados para o serviço é preci-
em doze anos); c) melhorias de de empréstimo quanto as zonas de so considerar: a) o tipo de mate-
condições de trabalho do opera- lançamento são fixas. Para estra- rial; b) distância a ser transpor-
dor. Além disso, na linha de das já haveria dificuldades, pois os tado; c) volume de escavação e
motoscrapers o sistema push pull pontos de carga e descarga são aterro; d) prazo de execução da
eliminou a necessidade de pusher, variáveis. obra. Um critério matemático deve
aumentando a rapidez no carrega- considerar esses quatro fatores,
mento. A escolha levantar os ciclos de produção e
Existem equipamentos ainda do equipamento fazer uma composição de custos,
inéditos no Brasil e já em utiliza- baseada na produção, consideran-
cão ou em pesquisas em vários Os equipamentos de terraple- do-se a mão-de-obra, o custo de
países. É o caso dos bunkers, equi- nagem podem ser classificados em propriedade, duração da obra,
pamer/tos que escavam no próprio motrizes (tratores, compressores e combustível, pecas, até chegar ao

Motoscraper com auxílio do pusher produz 20% mais.

Vagões e vagonetes: escavações de grande produção. Motoniveladora tem vasta gama de aplicações leves.

TOA Meti^ erre awrs


valor do metro cúbico escavado. 1 500 m, indica-se o estudo com- auxiliar) pode aumentar o rendi-
parativo entre esses equipa- mento em até 20%. O carrega-
Como usar mentos e a escavadeira combi- mento é feito com a lâmina baixa-
o scraper nada com caminhões basculantes. da até a profundidade
Entretanto, os limites não são rígi- conveniente, e a cada passada
Os scrapers e motoscrapers são dos e há circunstâncias em que é deve ser escavada uma faixa de
os equipamentos básicos em ter- mais vantajosa a utilização de um metade ou dois terços sobreposta
raplenagem, devido à alta produti- motoscraper, mesmo em distân- com a passada anterior. A má-
vidade e adequação aos grandes cias acima de 2 500 m. Até os quina deve atacar o corte em
volumes, realizando os trabalhos 600 m, utiliza-se o equipamento camadas finas e levemente incli-
de escavação, carga, transporte e de dois motores e capacidade de nada no sentido de transporte,
descarga com autonomia, ou 14 j.c. De 600 a 1 000 m, unida- especialmente nas meias encos-
quando muito com o pusher. É des de dois motores e dois eixos tas. As caçambas devem ser lota-
aconselhável para aprofundar os com capacidade de 24 j.c. Para das ao máximo. A exceção é quan-
cortes iniciados pelos dozers, em- distâncias superiores, recomenda- do se trabalha com materiais
bora exija o terreno limpo, sem se o uso de unidades de dois argilosos, que dificultam o preen-
pedras, raízes ou tocos. Até 100 m motores, três eixos e capacidade chimento dos últimos metros,
usa-se o scraper rebocado. De de 28 ou 32 j.c., desde que as con- mesmo com o auxílio do pusher.
100 a 300 m, dois motoscrapers; dições de rampa sejam favoráveis Então, é preferível não encher
de 300 a 600 m, três; de 600 a (no máximo de 6 a 7%). Quando o demais, evitando a perda de
900 m, quatro; de 900 a 1 200 m, scraper tem dificuldade no carre- tempo em cada carregamento e
cinco motoscrapers. De 1 200 a gamento, o pusher (uso de trator protegendo a máquina.

Os modernos equipamentos de rodas são mais velozes e sobem rampas que eram vencidas só por máquinas de esteira.

Três etapas na terraplenagem.

Os vários tipos de caçambas e acessórios conferem versatilidade à escavadeira. José F. Gualberto: duas fases.
Na escolha dos equipamentos
os critérios econômicos vêm antes dos
princípios técnicos.

O trator de esteira rebocando o O que fazem lude do terreno. Na segunda fase,


scraper é indicado para pequenas as esteiras com o angledozer, executa-se o
distâncias, onde o terreno é aci- corte inclinando a lâmina para o
dentado e a tração é mais impor- O trator de esteira geralmente é lado do talude para descarga
tante do que a velocidade. Nesse utilizado em serviços pesados de lateral.
caso, além de rebocado pelo tra- curta distância (30 a 60 m, ou 50 Para pequenos cortes planos,
tor, pode ser auxiliado por um pus- a 150 m rebocando um scraper). recomenda-se o bulldozer, que
her. Os motoscrapers autocarre- Entre os acessórios que pode utili- deve desbastar, de cima para
gáveis são dotados de um sistema zar estão o dozer, bulldozer, angle- baixo, em planos inclinados, ati-
de barras cortantes que introdu- dozer e escarificadores. O dozer é rando o material na boca do corte,
zem o material na caçamba, dis- indicado para escavação e trans- até que atinja o nível do greide.
pensando o pusher. Pelo peso da porte de material por empurra- Então, distribui-se o material.
própria máquina, o scraper já exe- mento, em distâncias de até 100 Quando é necessária a raspagem
cuta em seu trabalho também 85 m, embora o normal seja até 50 em trechos curtos e terrenos pla-
a 90% da compactação. Em barra- m. Contudo, sua maior eficiência nos, pode-se utilizar dois dozers
gens, usualmente é aplicado o está em distâncias curtas, de até em paralelo. No taludamento, o
equipamento misto: o de 14 j.c. 10 m. Quando o terreno é uma dozer pode também completar a
com dois eixos no início da obra e, meia encosta, abre-se uma cava, operação executando o corte,
no final, quando a distância de de cima para baixo, desbastando avançando em direção do talude,
transporte aumenta, o de 24 j.c. até conseguir espaço para opera- desbastando de baixo para cima.
de três eixos. A preferência pelos cão da máquina. Numa primeira Para os trabalhos preparatórios,
. equipamentos de pneu sobre os fase aproxima-se o dozer de lâmi- como desbravamento, desmata-
de esteira deve-se à maior produ- na reta (bulldozer) e corta-se mento, limpeza e desmonte de
ção dos primeiros (cerca de 30%). empurrando o material para o ta- solo, pode-se utilizar p dozer,

PRODUÇÃO HORÁRIA DA PÁ MECÂNICA

TIPO DE MATERIAL CAPACIDADE DA CAÇAMBA

jardas cúbicas V. V, '/4 1 1 V, 1 V, 1'/, 2 2/, 2% 3 3Y, 4 41/2 5 5/, 6 6'/,


metros cúbitos .29 .38 .58 .77 .96 1.15 1.35 1.50 1.90 2.10 2,3 2,7 3.05. 3.45 3.8 4.2 4.6 4.95

Terra úmida ou argila 65 88 125 155 190 220 245 270 310 330 350 400 445 485 525 565 610 640
arenosa e leve
Areia e pedregulho 60 85 120 150 175 205 230 250 300 320 345 385 425 460 495 530 565 600
Terra comum 53 73 105 135 160 185 205 230 270 290 310 345 390 430 460 495 525 555
Argila dura 38 57 85 110 140 160 180 200 235 255 275 310 345 375 405 435 460 490
Rocha bem fragmentada 30 45 72 95 120 140 155 175 210 230 245 280 315 350 380 410 440 465
Terra comum e pedra 23 38 61 80 100 120 140 155 185 205 220 255 290 320 350 380 415 440
Argila molhada e pegajosa 19 30 54 73 92 110 125 140 175 190 205 235 265 295 320 350 375 400
Rocha mal fragmentada 12 20 38 57 73 88 110 122 150 165 180 205 235 260 285 315 335 360

NOTA O quadro acima fornece a producào horária em m'(medido no corte, estado natural), estando a pá mecânica trabalhando num giro de 90°
escavando na profundidaae ótima, sendo o material carregado diretamente nos conjuntos de transporte sem haver atrasos.

PRODUÇÃO HORÁRIA DAS DRAGLINES

flP0 DO MATERIAL TAMANHO DA CAÇAMBA ESCAVADEIRA


jardas cúbicas 3/. 1,/2 3/4 1 1 V4 1V,'
1 2 21/2 3 31/2 4 5 6
metros cúbicos 0,29 0,38 0,58 0,77 0,96 1,15 1,35 1,5 1,9 2,3 2,70 3,05 3,8 4,6

Terra úmida ou argila arenosa 54 73 100 122 150 170 190 200 235 270 300 355 415 465
Areia e pedregulho 50 70 95 120 140 160 180 195 225 260 290 350 405 460
Terra comum 42 58 80 105 125 145 160 175 205 235 260 285 340 390
Argila dura e bruta 27 42 70 85 105 120 135 150 175 205 235 260 315 365
Argila molhada e pegajosa 15 23 42 58 73 85 100 110 135 160 185 205 250 295

'A capacidade da caçamba escavadeira pode ser maior do que a capacidade especificada na máquina. Assim, uma cacamba de 1,5 m'de capacidade
pode ser usada em uma escavadeira de 1,15 m'de capacidade.

O quadro acima está baseado em m'(medidos no corte, em estado natural), estando a dragilne trabalhando num ângulo de giro de 90°, escavando em
ótima profundidade sendo todo o material despejado nos conjuntos de transporte.

XII TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973


que esta se tornando o trator mais vendido
no Brasil em sua categoria.

Em terraplanagem, destoca, FIAT, o que proporciona ao - Rodas motrizes em setores


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TRATORES FIAT DO BRASIL S.A. Guebor - Salvador - Sergipe - Araujo Freire - Aracaju - Alagoas
São Paulo - Fiat - São Paulo - Marpe - Ribeirão Preto Nordestina - Maceió - Pernambuco e Paraíba - Rio Grande
Geomotor - S. José do R. Preto - Emblema - Penápolis - Civemasa do Norte - Com. Wandick Lopes S.A. - Ceará - Cia.
Araras - Americana - S. Carlos - Mec. Ricci - Pres. Prudente Distribuidora Agro-Industrial - Fortaleza - Piauí - Cinorte
Minas Gerais - Fiat - Belo Horizonte - Cotril do Triângulo Teresina - Maranhão - Cinorte - São Luís - Pará e Amapá
Uberlândia - Distrito Federal - Fiat - Brasília - Rio Grande do Motobel - Belém - Amazônia, Roraima e Acre - Vemaq - Manaus.
Entre os fatores que influem
no dimensionamento de máquinas adequadas
vários já têm até tabelas.
especialmente em locais onde há de materiais, exceto em rocha. mente com duas ou mais máqui-
dificuldade para operação de scra- Deve-se encher a colher com um nas em vários terraços. As distân-
pers. único movimento, cortando-se er.i cias entre as frentes de ataque de
camadas de pouca espessura, evi- cada terraço dever serão de 100 m,
As versáteis tando-se aprofundar os dentes no mínimo, evitando-se a interfe-
escavadeiras para não forçar a máquina. Nunba rência entre os veículos transpor-
se deve escavar com a máquina tadores. Quando houver conve-
As escavadeiras de cabos ou em movimento giratório; esse niência, o dozer poderá escavar a
hidráulicas podem trabalhar com movimento só deve ser iniciado crista do corte colocando ri mate-
vários tipos de acessórios: shovel quando a caçamba estiver cheia. rial à frente da escavadeira. Nor-
(colher), clamshell (concha), back- Para cortes altos, trabalha-se em malmente este processo se aplica
hoe (retro) e o dragilne (guindás- terraços, deixando-se uma altura em cortes muito altos, onde não é
te). Para o ataque de frente a cor- de ataque de 1,50 m, no mínimo, possível o trabalho em terraços.
tes altos, mantendo a escavação a por degrau. Os terraços devem ser O dragline é indicado para
pique, é indicado o shovel, que abertos pelas cotas superiores. carga e descarga de caminhões,
trabalha em quase todos os tipos Pode-se trabalhar simultanea- drenagem de rios, canais e terre-

OS FATORES
Vários são os fatores que in- corte pelo fator de conversão. regra, são de ordem pessoal e
fluem no dimensionamento dos Esse fator é igual aos quilos por mecânica: paradas para verifica-
tipos de equipamentos a serem metro cúbico (solto), divididos ção de algumas possíveis falhas,
utilizados, os processos a serem pelos quilos por metro cúbico no redução de potência do motor de-
aplicados, fontes de materiais a corte. A pedra tem um fator de vido ao desvio de atenção do ope-
serem procurados, etc. conversão de 0,60; a argila mo- rador, paradas do próprio operador
Fator de conversão de volumes lhada, 0,70; terra comum, 0,80; e por razões diversas, inclusive para
- Nas medições em terraple- a areia, 0,90. o recebimento de ordens, etc.
nagem, os volumes são considera- Fator de eficiência - É uma Compensação corte x aterro
dos, geralmente, no corte ou no correção que se aplica ao rendi- - Quando os volumes das escava-
aterro e raramente nos veículos de mento de uma máquina no pe- ções são iguais às necessidades
transporte."Como o material deve ríodo de uma hora, já que não é do aterro, houve compensação, o
ser transportado solto, o número possível contar-se com sessenta que indica que no lançamento do
de viagens será determinado em minutos de serviço efetivo em greide conseguiu-se a compensa-
função dos volumes medidos cada hora. Normalmente, admite- ção geométrica. Quando os volu-
nessa condição; as medições para se o fator como 50/60, ou seja, mes das escavações forem meno-
efeito de pagamento são feitas no cinqüenta minutos de trabalho res do que as necessidades dos
corte ou no aterro. Daí a impor- efetivo, numa hora. As razões aterros, deve-se localizar caixas de
tância do conhecimento das rela- dessa redução da eficiência, via de empréstimo levando-se em conta
ções entre os volumes, nas diver-
sas situações, a fim de elaborar ,
orçamentos. O material medido no TRATORES-RESISTÊNCIA AO DESLOCAMENTO EM kg/t
corte sofre um aumento de volu-
me, para novamente sofrer outra
alteração no momento do aterro. SISTEMA DE TRAÇÃO
Esse aumento de volume sofrido
TI PO SOBRE SOBRE PNEUS DE SOBRE PNEUS DE
por um material ao ser removido
ALTA PRESSÃO, BAIXA PRESSÃO,
de seu estado natural chama-se D E
ESTEIRAS COM MANCAIS DE COM MANCAIS DE
empolamento. Há materiais que SUPERFÍCIE ROLAMENTO ROLAMENTO
aumentam significativamente de
volume, devido ao empolamento.
Por exemplo: a argila seca sofre Concreto uniforme 27,5 71,5 22,5
um empolamento de 40%, o que Terra compactada, superfície re-
significa que 1 m 3 desse material gular 28,0 22,0 20,0
em seu estado natural vai ocupar Macadame 32,5 32,5 27,5
o espaço de 1,40 m 3, depois de Terra solta, empoeirada 40,0 35,0 35,0
escavado. A relação entre as den- Terreno sem arar 55,0 75,0 40,0
Terreno arado, seco 65,0 95,0 45,0
sidades do materi,a1 nos estados
Estrada de terra sulcada ou la-
solto e natural é o fator de conver-
macenta 80,0 105,0 90,0
são. O empreiteiro pode determi- Areia ou cascalho, soltos 90,0 138,0 120,0
nar quantos metros cúbicos terá Estrada muito lamacenta, com
de transportar multiplicando a superfície irregular e pegajosa 112,0 174,0 160,0
quantidade de material medida no

XIV TRANSPORTE MODERNO -janeiro/fevereiro, 1973


nos brejosos. O backhoe pode nível. Já a motoniveladora é a trabalho de dozers e scrapers.
escavar abaixo do nível em que mais versátil máquina de terraple- Caminhões comuns servem
está a máquina. nagem. É utilizada para. constru- para pequenos serviços ou para
ção, conservação e melhoramento substituir outros veículos de trans-
Outros de estradas, manutenção de va- porte e descarga manual. Mas o
equipamentos riantes de serviço, acabamentos grosso do transporte é feito por
de superfícies e taluda mento de basculantes com descarga hidráu-
As pás carregadeiras são indi- cortes. lica traseira ou lateral; dumpers
cadas para carga de unidades de Conhecidos por rooters, os es- (usualmente mais robustos e de
transporte ou alargamento de pla- carificadores são acessórios adap- maiores capacidades do que os
taforma e, em alguns casos, para o tados em tratores de esteira, carre- basculantes comuns), ou reboques
transporte de material a curta gadeiras de esteira e transportadores, vagões, vagone-
distância. Podem ser sobre rodas motoniveladoras. São particular- tes sobre trilhos, integram a linha
ou sobre esteiras. Esta última tra- mente úteis nd auxílio ao desma- usual de unidades de transporte,
balha com material de talude ou tamento. Destocam, desagre- completada com traller, para o
monte e opera em solo firme e em gando solos, para facilitar o transporte dos equipamentos. 1>

DE CÁLCULO
a economia do transporte e a qua- siona uma certa redução de potên- plano há apenas a resistência ao
lidade do material. Quando o volu- cia. Os valores dos catálogos vão rolamento. Na descida, a resis-
me de escavações for maior que o apenas até 900 m acima do nível tência de rampa converte-se em
necessário para o aterro, o mate- do mar. Para altitudes maiores, a assistência de rampa, que pode ser
rial deverá ser depositado ao lado redução é de cerca de 3% para estimada em 10 kg/t de peso do
da faixa, obedecendo os taludes, cada 300 m. Para os motores de veículo para cada 1% de rampa.
abatimentos adequados que per- aspiração natural deve-se deduzir Aderência — A aderência ao
mitam a gramação e arestas arre- 1% da potência especificada para solo varia de acordo com o peso
dondadas. cada 100 m a partir de 1 000 m de existente sobre as rodas tratoras
Altitude — A altitude de um altitude. ou esteiras e as condições do solo
local de serviço pode afetar o ren- Resistência de rampa — É a sobre o qual a máquina está ope-
dimento de uma máquina. À medi- força de gravidade que precisa ser rando. Geralmente, pode-se me-
da, que a altitude aumenta, a vencida para a locomoção dos veí- lhorar a aderência de duas manei-
atmosfera torna-se menos densa, culos em aclives. Ela atua contra o ras: aumentando o peso sobre as
portanto menor quantidade de oxi- peso total de qualquer veículo, de rodas motrizes, ou esteiras; ou
gênio por unidade de volume é rodas ou de esteiras. Assim, para a melhorando as condições de solo.
injetada nos cilindros do motor, subida, o veículo precisa vencer a O peso, no caso de esteiras, é o
ocasionando uma mistura ar-com- resistência ao rolamento mais a total da máquina. No caso de tra-
bustívèl mais pobre, o que oca- resistência de rampa. Em terreno tores de scraper, com quatro
rodas, 40% do conjunto; e, no
caso de motoscraper, 60% do
CARACTERÍSTICAS APROXIMADAS DE ALGUNS MATERIAIS peso total do equipamento.
Com estes dados, mais a carac-
terização do material a ser trans-
kg/m' % Empo- Fator kg/m' portado, a distância do ciclo, volu-
MATERIAL Corte lamento Conversão Solto
me e o prazo da obra, pode-se
determinar a velocidade em que
Argila 1 720 40 0,72 1 240
será possível operar os equipa-
Argila com pedregulho, seca 1 780 40 0,72 1 300 mentos. A soma das resistências
Argila c/ pedregulho, molhada 2 200 40 0,72 1 580 ao rolamento e de rampa deter-
Carvão — antracítico 1 450 35 0,74 1 070 mina a potência necessária. A
Carvão — betuminoso 1 280 35 0,74 950 folha de especificações da má-
Terra comum,seca 1 550 25 0,80 1 250 quina traz a potência disponível e
Terra comum, molhada 2 000 25 0,80 1 600 as várias combinações de força
Pedregulho 1 cm — 5 cm
tratora e velocidade, facilitando a
molhado 2 000 12 0,89 1 780
seleção da potência que corres-
Pedregulho 1 cm — 5 cm seco 1 840 12 0,89 1 640
Hematita 3 180
ponde às condições exigidas.
18 0,85 2 700
Magnetita 3 280 18 0,85 2 780
Combinada a potência necessária
Calcário 2 620 67 0,60 1 570 com a disponível, escolhe-se a
Areia —seca, solta 1 780 12 0,89 1 580 marcha mais alta utilizável e, por
Areia — molhada, compacta 2 100 12 0,89 1 870 fim, determina-se a potência usá-
Arenito 2 420 54 0,65 1 570 vel, dentro dos limites de aderên-
Escória de fundição 1 600 23 0,81 1 300 cia do terreno.

TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973 XV


TERRAPLENAGEM

UMA QUESTÃO DE TEMPO

O ciclo de operação de um equipamento com-


preende tempo fixo e tempo variável. O tempo fixo é
o tempo necessário para a máquina carregar, descar-
regar, acelerar e desacelerar. O tempo variável é o
consumido pela máquina na estrada para transportar
o material e voltar vazia. Varia conforme a distância
do trajeto e a velocidade do veículo.
O tempo variável pode ser obtido pela seguinte
fórmula: tempo (minutos) -= Distância (m) x 0,06
Velocidade (km/h)
Para eliminar a diferença de velocidade de trans-
porte e de volta, a fórmula fica desdobrada em:
Tempo variável.
Percurso ida(m) x 0,06 + Percurso volta(m) x 0,06
Velocidade ida (km/h) Velocidade volta (km/h)
Tal performance pode ser reduzida se se ajustar o
esquema operacional às condições de tráfego: a) no
carregamento em aclive, elimina-se tempo de espera
sincronizando-se as operações; b) escarificação para
desagregar o solo e reduzir o tempo de carga. Para
reduzir as variáveis é preciso planejar as variantes de
serviço, evitando rampas fortes ou terrenos perigo-
sos. TEMPOS FIXOS
Segundo alguns engenheiros, um motoscraper de
14 j.c. pode produzir de 100 a 110 m 3/h operando I - Motoscraper com pusher
em distâncias de transportes de 400 a 500 m. Nas
Operações 3.3 marcha 2.. marcha
mesmas condições, um motoscraper de 24 j.c. produ-
(min) (min)
ziria de 150 a 200 m 3/h. Carregamento 0,7 0,7
Viagens por hora e metros cúbicos por viagem Manobras e descarga 0,6 0,6
Aceleração e desaceleracão 0,7 0,4
clterminam a produção das máquinas. A eficiência 2,0 1,7
TEMPO TOTAL FIXO (min)..
do trabalho é difícil de ser calculada, por sofrer inter-
ferência de muitas variáveis, desde atitude e expe-
II - Scraper rebocado por trator de esteira
riência dos operadores e dos dirigentes de serviço,
até previsão do tempo, quebra de máquinas, possibili- Operações SEM PUSHER COM PUSHER
dades de reparações e existência de pecas. Contudo, Mais de 11 Menos de 11 Mais de 11
m3 m3 m3
há Plgumas regras empíricas que permitem calcular
(min) (min) (min)
aproximadamente a eficiência de um trabalho sob Carregamento 1,5 1,0 1,0
condicões médias. Admite-se que, em média, os tra- Manobras e descarga 1,0 1,0 1,0
TEMPO TOTAL FIXO (min) 2,5 2,0 2,0
tores de esteira operam efetivamente cinqüenta
minutos e os de rodas 45 minutos em cada hora de
trabalho. Segundo experiência prática, em vários ser- III - Trator de esteira com lâmina
viços executados, os fatores de eficiência anotados
OPERAÇÃO Tempo fixo total
foram de 0,83 para trator de esteiras e 0,75 para tra- num ciclo (min)
tor de rodas em operação diurna e 0,75 e 0,67, Mudança para frente e ré, na mesma marcha,
respectivamente para esteira e rodas, em operação usando alavanca de reversão 0,10
Mudanca para uma marcha mais alta, ao voltar
noturna. 0,20
à ré
Para o pusher, o tempo de ciclo compreende o Tratores com transmissão power shift 0,00
tempo que empurra o scraper mais o tempo que
gasta posicionando-se novamente para empurrar o IV - Pá carregadeira sobre esteiras
scraper seguinte. Para condicões normais, o tempo
Operação Tempo (min)
de ciclo do pusher está em torno de 1,5 a 2,5 minu-
Capacidade da caçamba (m9 0,96 1,34 1,90
tos. Para a carregadeira de rodas, a capacidade da Tempo fixo (min) 0,35 0,25 0,25
máquina, as dimensões da caçamba, o peso do mate- (carregar, mudar marcha, dar volta
e descarregar)
rial e o tempo do ciclo são os fatores básicos para a
Manobra na 2.3, marcha à frente
estimativa da produção. O uso de contrapeso aumen- (min) 0,16 0,11 0,11
ta sua capacidade porém diminui a velocidade de Manobra na 2.3, marcha à ré (min) 0,10 0,08 0,08
operação. O tamanho da caçamba depende do tipo TEMPO TOTAL DO CICLO (min) 0,61 0,44 0,44

de material e das condições de operação.

XVI TRANSPORTE MODERNO-janeiro/fevereiro, 1973


PNEUS

Problemas do poder
A Firestone, Goodyear e Pirelli têm uma produção conjunta de 91,7% do total
de pneus fabricados no Brasil. E estariam
abusando desse poder — segundo denúncia de duas empresas de distribuição.
O CADE abriu processo para apurar os fatos.

As fábricas de pneus no Brasil livre concorrência ( ) está con- tone permanecia no terreno das
parecem ter nascido sob o signo victo de que há real motivo para vagas declarações formais, distri-
da quantidade. Em julho do ano que seja instaurado o competente buídas por escrito: "Temos toda a
passado, J. N. Reese, diretor-ge- processo administrativo" — como confiança no resultado final deste
rente da Goodyear, dava uma idéia ainda reforçada por uma série de processo, uma vez que sempre
da demanda explosiva que carac- considerações emitidas pelo órgão pautamos nossa atuação dentro
terizava o setor: "Nosso problema nas averiguações preliminares. O do mais estrito propósito de aten-
no momento não é conseguir processo deverá se desenrolar der às normas legais a que ésta-
mercado, mas fazer mais pneus". E durante alguns meses. mos sujeitos. Temos também in-
olhava excitado para um futuro Dos três acusados, só a Pirelli teira confiança em nosso futuro
que prometia quase duplicar em concordou em falar claramente à no Brasil, o que se expressa pela
1976 os 9,2 milhões de pneus imprensa. A Goodyear preferiu o contínua expansão de nossas ins-
consumidos em 1971. silêncio total, enquanto a Fires- talações industriais e pelos maci-j>
Agora, nossos três principais
fabricantes de pneus se vêem
novamente diante da abundância
dos números. Num processo ins-
taurado no Conselho Adminis-
trativo de Defesa da Economia
(CADE), a Firestone, Pirelli e
Goodyear são atingidas por nada
menos de dez acusações: remessa
disfarçada de lucro ao exterior;
aumento ilícito de ganhos; destrui-
ção de concorrentes potenciais;
concorrência desleal aos interme-
diários; discriminação de preços
entre os intermediários, "tornando
insustentável sua subsistência
como empresa"; tolhimento da
liberdade de iniciativa, "porque o
mercado intermediário está fecha-
do"; aviltamento do valor do tra-
balho, "pela não incentivacão de
novos profissionais neste ramo";
nítido domínio do mercado de
produção-distribuicão; aumento
arbitrário de lucros; e demanda
inelástica nas \ oportunidades de
emprego produzidas no setor de
distribuição de pneus.
São aspectos de uma acusação
geral de abuso de poder, formu-
lada por duas empresas revende-
doras de São Paulo — Domingos
F. Rachas e Cia. Ltda. e a Capital
dos Pneus Ltda., ambas de Domin-
gos Ferreira Rachas. A acusacão
foi não só acolhida pelo CADE —
cujo Departamento de Auditoria e
Revisão Contábil, "face aos indí-
cios veementes de violação da A Firestone defende-se falando de sua expansão e confiança no futuro.

TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973 27


Dez acusações: desde "concorrência desleal
aos intermediários" até
"remessa disfarçada de lucros ao exterior".

ços investimentos que nisso estão pois era acrescido de um segundo


sendo empregados, inclusive com de 2, 4, ou até 10% de acordo com
apoio e prestígio do próprio gover- o volume de compra e o compor-
no federal. Dentro desse clima de tamento do cliente quanto à pon-
confianca e otimismo, prosse- tualidade dos pagamentos. Depois
guimos normalmente no cumpri- percebemos que uns compravam
mento de nossas metas e planos". mais do que podiam, para gozar de
Concretamente, a Goodyear e a maiores descontos, e estavam se
Firestone só foram falar na pri- endividando. Resolvemos abolir
meira audiência no CADE dia 8 de os descontos por volume de com-
dezembro. A Pirelli, falando antes pra e estabelecer outros, levando
à imprensa, conseguiu na verdade em conta, além da pontualidade, o
se defender satisfatoriamente de capital realizado do cliente, insta-
todas as acusações. A própria lações, ausência de títulos protes-
disposição de falar, aliada a outras tados, etc."
circustâncias, leva a concluir que Além disso, Pérsio afirma que a
ao menos a Pirelli não parece ter Comissão Nacional de Estímulo à
muito a temer. Estabilização de Preços (Conep) —
Na audiência do dia 8, o italiano ou o Conselho Interministerial de
Isola: o que falou muito pouco.
Luciano Isola, diretor-superinten- Preços, que a sucedeu na luta con-
dente dessa empresa no Brasil, foi tra a inflação — "só controla o
o menos solicitado pelo conselhei- preço de vendas ao consumidor-,
ro Gratuliano Brito, durando seu o que tornaria sem efeito um argu-
depoimento pouco mais de uma mento do denunciante de que os
hora. Arthur Conrad Derr, diretor- fabricantes teriam burlado deter-
gerente da Firestone, e J. N. minações daquele órgão ao mudar
Reese, diretor-geral da Goodyear, as condições de comercialização.
tiveram que falar cerca de duas Mas Pérsio pode estar enganado.
horas cada um.
Além disso, Pérsio de Oliveira Manutenção implícita
Lima, advogado-chefe da Pirelli,
garante que Domingos Rachas Domingos Rachas transcreve
não queria acusar esse fabricante. em sua representação uma ação
Num contato pessoal com o advo- declaratória movida contra a Fires-
gado, Rachas teria se desculpado tone pelo revendedor José Duarte
por isso, explicando que o pro- D'Oliveira, na 3.a Vara cível de
cesso naturalmente teria que en- Santo André, SP, e em que ele
volver a todos, mas que o objeto alega que sua firma "percebia um
da acusação "não era bem a Pirel- desconto sobre suas tabelas de
Reese: o que falou da Firestone,
li-. E o procurador Walter Geraldo 15%, deduzido na nota fiscal, e
Bruneva, que assina o processo em alguns casos seriam os pró- mais' 10% de desconto adicional,
das averiguações preliminares n.° prios fabricantes, infiltrados disfar- deduzido também na nota fiscal,
38 do CADE, acentuou: "Eviden- cadamente no mercado de distri- após a dedução do desconto de
temente, os fatos comprovados buicão. 15% acima referido, se o seu volu-
nesta primeira fase não nos permi- Em sua representação, Domin- me de compras mensais atingisse
tem colocar em igualdade de con- gos Rachas cita uma denúncia do a casa de Cr$ 500 000, apurados
dições as firmas indiciadas". Sindicato do Comércio Varejista sobre a média de compras de três
de Pneumáticos em São Paulo, de meses. Essas condições de vendas
Infiltração disfarçada que, para compensar uma reivindi- eram tradicionalmente cumpridas
cação de aumento não atendida entre fabricantes e revendedores
Ao justificar sua denúncia, Ra- pelo governo em 1968, os fabri- de pneus, tornando-se uma norrna
chas expõe as causas da difícil cantes suprimiram um desconto estabelecida e consagrada por
situação a que diz ter sido levado de 10%,"que tradicionalmente era anos de transações, aplicando-se
pelos fabricantes, que "devasta- concedido aos revendedores". O a todos os comerciantes nesse
ram, ao longo dos anos, os inter- advogado Pérsio de Oliveira Lima setor".
mediários, usando de vários ardis". diz que as formas de comerciali- D'Oliveira — sempre citado por
Um deles seria o critério da con- zação variam, e que o critério de Rachas — afirma que em 1968 os
cessão de descontos variáveis de um segundo desconto de 10% (o fabricantes pediram à Conep a
um revendedor para outro, a fim primeiro era de 15%) era da Fires- majoracão de 10% sobre os pre-
de, segundo o denunciante, favo- tone: "0 nosso estabelecia um ços vigentes, e que o reajuste con-
recer alguns "privilegiados", que desconto básico de 15%, que de- cedido para os pneus foi de ape-

RA KIR orici-r ivinnolun ;.,-,...irn/foworairn 19'7R


nas 5,11%. Por fim, acusa: entrou em colapso a organização
"Procurando transferir aos reven- das requerentes, pois, enquanto as
dedores o insucesso no pleito que despesas fixas existiam constantes
fizeram à Conep, as fábricas de e aumentavam, diminuía a mar-
pneumáticos emitiram circulares gem de lucro".
comunicando que a partir de 11 de Segundo os fabricantes, não
agosto de 1968 seriam suprimidos houve nada de heróico no com-
os descontos que vinham conce- portamento comercial de Domin-
dendo sobre o volume de com- gos Rachas, para eles apenas "um
pras, isto é, aqueles 10% adicio- mau pagador-. Mas ele, reconhe-
nais constantes da nota fiscal, cendo as dívidas, alega não tê-las
após a dedução dos 15% iniciais". pago por haver reivindicado em
É nesse ponto que a afirmação vão a compensação por bonifica-
do advogado Pérsio, de que o con- ções recebidas. "De repente", diz
trole oficial se limita ad preço para Rachas, -apertadas e acuadas, as
consumidor, talvez não tenha sen- requerentes pagam à Firestone
tido, diante do argumento de mais de Cr$ 100 000. E esta, com
D'Oliveira: "A Conep, ao analisar o as outras, corta-lhes o forneci-
—em&
pedido (de majoração), levou em mento ( ). As requeridas tentam
B ritn • n rplp sabe n que pergunta.
consideração a peculiaridade seto- comprar em vão. Devolvem-se-
rial dos dois descontos, de 15% e lhes os pedidos e os cheques.-
mais 10%, que implicitamente No caso da Pirelli, o advogado
foram mantidos, por não ter sido Pérsio de Oliveira acha que o corte
autorizada a supressão de nenhum do fornecimento era natural: - Esse
desses descontos. A Conep, que cliente nos devia Cr$ 1 300 000
dispunha das notas fiscais, faturas, (à Firestone, cerca de Cr$
demonstrações de custos e todos 2 400 000). Se passássemos a lhe
os elementos de comercialização vender à vista, ele nunca pagaria o
de pneumáticos e câmaras de ar, atrasado. Além disso, embora
restringiu-se a permitir tão-so- tenha bens imóveis, recusou-se a
mente o reajuste de 5,11% para nos dar uma garantia-.
pneumáticos e de 7,28% para câ-
maras de ar. Se a Conep quisessá Para não aparecer
compensar a ré (Firestone) da
reducão que ditou, através da Pelos menos à Firestone, Do-
supressão do desconto de 10%, mingos Rachas diz, na representa-
teria sido explícita". cão, ter oferecido "uma garantia
Pérsio, no entanto, diz que a real". E, como resposta, afirma ter
solicitação de aumento em 1968 recebido a tentativa da empresa
Pérsio: o que sabe ironizar,
— de cerca de 11% — foi integral- de desmoralizar e demolir suas
mente atendida, apenas que em que ocorreu com diversos comer- emprèsas, mandando a cartório
duas etapas. E que a supressão do ciantes em São Paulo. Um deles, mais de quarenta títulos. "Há
desconto não teve nada a ver com desesperado, suicidou-se, no Para- alguns", diz em grifo a representa-
o aumento, mas com as condições ná". ção, "em que as custas do pro-
de um mercado que se mostrava E citando o próprio caso: "Foi testo são quase do valor da
muito difícil na época. graças aos incentivos de descon- obrigacão."
tos e bonificações que a Firestone Tão graves quanto isto, na opi-
A quebra inevitável lhes proporcionava, com seu nião do denunciante, seriam os
apoio mercadológico, que as re- meios utilizados pelos fabricantes
Para Domingos Rachas, porém, querentes (as firmas de Rachas) para ingressar no mercado de
a eliminação do desconto seria investiram demais ( ..). Ora, à distribuição: - Não escondem seus
apenas uma das manifestações de medida que as requerentes im- propósitos, inclusive alterando
uma forca poderosa e disposta a plantavam, movidas pelo desejo seus estatutos sociais recente-
tudo: "Há intermediários que são insopitável de crescer, as outras mente (Firestone). Para não apa-
difíceis. São os que lutam pela requeridas a apoiavam, mas, por recerem, servem-se de homens ou
manutenção de faixas de descon- fora, mudavam as percentagens empresas-joguetes.' Outras vezes,
tos e bonificações paritárias e de descontos e bonificações mascaram-se com a posse de con-
constantes para todos os clientes. Heróica e valorosa foi a resistên- trole acionário das ações ao porta-
Precisam desaparecer. Fornecer- cia. Mas, com a interferência dire- dor, que são utilizadas pelos 'bo-
lhes crédito é fácil; restringi-lo, tíssima no mercado, alterando as necos' para votar
facílimo. Resultado: quebra. Foi o regras do descompassado jogo, assembléias".
:J>
er
no
A Pirelli defende-se: se
vendesse à vista ao denunciante, ele
nunca pagaria o atrasado.

O CADE, já nas averiguações sufocantes aos médios e peque- cuja situação comercial precária, à
preliminares, descobriu qualquer nos revendedores. Essas firmas beira da falência, parece tê-lo
coisa nesse sentido: -A Firestone são: Pneuac S.A., Casa Zacharias, impelido a denunciar tudo o que
criou, incentivou e, dando-lhe Benfica Pneus, Hermes Macedo viu em mais de vinte anos de ativi-
condições especiais, fez seu distri- S.A., Casa Plínio, Tarrafa, Aníbal dades —, revela que nem tudo é
buidor disfarçado a firma Pneuac: Zacharias". feito em conjunto."O jogo da utili-
a Goodyear usava a Casa Zacha- Mais adiante, as considerações zação de transferência de merca-
rias de Pneus e a Pirelli procurava do Departamento de Auditoria e dorias para suas filiais, burlando
dar maior expansão à firma Dona- Revisão Contábil do CADE levan- impostos", por exemplo, é "uma
to Paschoal". Essa acusação faz tam indícios aparentemente evi- especialidade da Firestone". Ra-
parte de um trecho em que o dentes da situação favorecida de chas comenta: "Fabrica em Santo
CADE historia o inter-relacio- certos revendedores: "Alguns ven- André, SP. Transfere para São
namento dos fabricantes no Bra- dem abertamente a precos tão Paulo, com que preço? E transfere
sil, numa época em que cada um baixos (chegando até a anuncia- também para outras filiais, nas
lutava violentamente por uma par- los em jornais), ou oferecem des- mesmas condicões. Só que os
cela maior de mercado, resultando contos tão elevados nas concor- preços das transferências são bai-
que "dessas manobras não logra- rências de que participam que a xos, ridículos. Com isso, circula a
ram sobreviver a Cia. Pneus Gene- única explicação é gozarem de mercadoria, mas o fisco não reco-
ral e a US Royal. O dumping rei- privilégios junto aos fabricantes, lhe o devido, porque a mesmís-
nante não dava condições de pois de outra forma já estariam sima mercadoria que foi levada ao
sobrevivência às outras fábricas". falidos há muitos anos". preço de transferência custando
O advogado da Pirelli, no entanto, Esses distribuidores natural- uma unidade sai dos armazéns da
considera improcedente a afirma- mente também teriam que colabo- Barra Funda, para o intermediário
cão de que a firma Donato Pas- rar com os fabricantes, como diz o ou para o consumidor final, por
choal seja seu "distribuidor disfar- CADE: "A fim de amenizar as sete ou oito unidades. Foi por isso
cado": "Esse não é nem mesmo manobras desenvolvidas pelas fá- que a Firestone deliberou extinguir
um grande revendedor". bricas de pneus, os revendedores alguns depósitos, depois que as
de porte médio e pequeno passa- requerentes denunciaram a mano-
Mas o diretor de Departamento ram a comprar suas mercadorias bra judicialmente".
de Auditoria e Revisão Contábil do não diretamente das fábricas e sim Os empréstimos no exterior
CADE, Júlio Carlos Raja Gabaglia através das firmas mencionadas "par'a remessas disfarcadas de
Toledo, parece bastante convicto no parágrafo 9 (as 'privilegiadas"). lucros" constituem outro jogo,
da infiltração do fabricante no Esta prática dava condições de segundo Rachas: -Todas as reque-
mercado revendedor. Lembra que, obter sempre descontos maiores ridas sofrem um processo de endi-
a certa altura, os três fabricantes na aquisição dos produtos. Entre- vidamento gradativo no exterior.
"já tinham dificuldades em escon- tanto, foram surpreendidos com As vultosas quantias tomadas de
der os privilégios dados aos três circulares emitidas pelos fabri- bancos e organismos interna-
supostos 'revendedores', pois a cantes de pneus no sentido de cionais aqui aportam como em-
política inflacionária já não permi- proibirem que o grupo escolhido préstimos. Quase sempre — é
tia grandes altas de precos. E de revendedores vendesse a ou- curioso — os contratos são assi-
assim não mais cabia a explicação tros revendedores que tivessem nados no exterior, para não haver
de que baixos preços das mercadof. contas abertas nas companhias". incidência de imposto de renda
rias oferecidos pelos três revende? sobre os juros. Com essa mecâni-
dores eram em razão das compras Entendimento especial ca, ao invés de haver efetivos
realizadas antes das altas-. investimentos, mascaram-se eles
Além do entrosamento entre como empréstimos (quase sempre
Os marginalizados fabricantes e distribuidores, o renovados), porque, na primeira
CADE acredita num especial en- hipótese, só poderiam voltar como
E as averiguações preliminares tendimento também dos próprios lucros, segundo a lei 4131, de 3
do CADE chegam a um ponto vital fabricantes entre si: -Periodica- de setembro de 1962, com as
de concordância com a denúncia: mente circulares são expedidas restrições nela contidas".
"A solução então encontrada pelos fabricantes de pneus aos O advogado Pérsio de Oliveira,
pelas fábricas de pneus foi a revendedores, ditando normas de da Pirelli, defende-se: - De fato,
marginalizacão de cerca de 4 000 venda, novas formas de descontos temos alguns empréstimos no
revendedores e a criação, no mer- e bonificação. Geralmente essas exterior. Mas, para recebermos
cado, de um número reduzido de circulares são emitidas com datas qualquer empréstimo interna-
firmas que, obtendo descontos diferentes por cada companhia cional, tem que haver uma autori-
especiais concedidos por cheques fabricante, com o intuito de não zacão do Banco Central, que regis-
ou notas de crédito, puderam ficar caracterizado o monopólio de tra o contrato-. Quanto à
implantar, num comércio até oferta". assinatura do contrato no exterior
então livre, condições de venda Domingos Rachas, porém — e não no Brasil, Pérsio prefere ser

30 TRANSPORTE MODERNO— ianeiro/fevereiro. 1973


irônico: -Se você precisar de um
PLACAR
financiamento da Caixa Econô-
mica, você vai a ela ou ela vem a
você?" pratica
A pergunta sutil
todosos
Domingos Rachas, porém, na
representação ao CADE, deixa
claro que não está disposto a iro-
nias, ao transcrever uma declara-
esportes
Leia a melhor revista esportiva
brasileira e veja como os esportes
cão endereçada ao 3.° Cartório de
são inteligentemente tratados.
Protesto de São Paulo, para justifi- As terças-feiras nas bancas.
car o não pagamento de alguns tí-
tulos: "O ilícito e ilegal procedi-
mento da Firestone não ficará sem
reparos, nem contrapartida. Custe
o que custar, mostraremos as
mazelas que estufam o ventre
dessa companhia. Será a Fires-
tone responsabilizada na esfera
civil e seus diretores na criminal.
Levaremos à Comissão Antitruste
dos Estados Unidos os documen-
tos que provam cabalmente as ati-
tudes monopolísticas desta em-
presa". Na primeira audiência, o
conselheiro Gratuliano Brito de-
monstrou estar muito inteirado do
assunto. Quando algum dos de-
poentes demonstrava não enten-
der a razão de alguma indagação,
ele repetia: "Eu sei bem por que
estou perguntando isso".
Uma dessas perguntas, a Arthur
Conrad Derr, da Firestone: "O que
o senhor sabe da fábrica de pneus
General?- Resposta: . "Bem, me
parece que ela começou a produzir
em 1953 e encerrou suas ativida-
des em 1965, sendo de capital
estrangeiro, ou melhor, america-
no. O fim dela, me parece, foi por-
que sua diretoria não teve fé no
desenvolvimento do Brasil e, na-
queles dias duros depois de 1964,
resolveram não mais investir na
produção de pneus".
O motivo da pergunta só foi
entendido muitos minutos depois,
quando o conselheiro a repetiu ao
diretor-geral da Goodyear, J. N.
Reese. A resposta provocou súbi-
tos murmúrios por toda a sala: "A
General foi comprada pela Fires-
tone no início de 1966, ou seja,
alguns meses depois de ela ter
sido fechada. Agora as instalações
da General estão funcionando
com todo o equipamento, material
e recursos da Firestone".
Considerado o terceiro ancoradouro natural do mundo,o porto de São Sebastião já tem quase toda a infra-estrutura para

NAVEGAÇÃO

Um superporto para os
A meio caminho entre "Está sendo estudado para o tadas no vale do Paraíba, o porto,
local um grande porto que propor- já em 1925 (num estudo sobre a
Rio e Santos e a
cione à região geo-econômica de crise' do porto de Santos, baseado
menos de 10 km das São Paulo os benefícios dos bai- numa análise geopolítica da região
indústrias do xos fretes oriundos do transporte norte do litoral paulista, realizado
marítimo pelos supernavios de por volta de 1890), era apontado
Vale da Ribeira, São 250 000 a 500 000 tpb. Na costa como a grande alternativa portuá-
Sebastião — o terceiro leste do Atlântico sul, somente ria para São Paulo.
São Sebastião tem a possibilidade Considerado o terceiro ancora-
ancoradouro natural do de receber tais navios. A constru- douro natural do mundo e conce-
mundo — tem tudo para cão de um porto adequado a esse dido ao governo do Estado de São
local privilegiado terá ir.fluência Paulo pelo decreto 24729 de
ser um porto de grandes
decisiva no desenvolvimento eco- 13-7-1934 por sessenta anos,
proporções, capaz nômico do Estado." sem aproveitamento, tem sido,
Essas informações, extraídas da apenas, uma questão de discus-
de atender aos
página 273 da mensagem do sões intermináveis, com um míni-
gigantescos governador Laudo Natel à Assem- mo de resultados práticos. Em
navios do futuro. bléia Legislativa, nada acres- meio a tantos debates, definiram-
centam de novo ao velho terminal se, através dos tempos, pelo
Mas os técnicos ainda marítimo de São Sebastião. Loca- menos três correntes sobre a me-
não estão de acordo lizado a meio caminho entre SP e lhor maneira de tirar partido das
RJ, a menos de 100 km das indús- condições naturais oferecidas pelo
sobre a melhor maneira trias que, aproveitando os incenti- porto.
de aproveitá-lo. vos fiscais, estão sendo implai- Uma delas, é liderada por Antô-

32 TRANSPORTE MODERNO — ianeircilfevereirn 17q


se tornar o superporto que o gigantismo dos navios do futuro vai exigir. Não faltam agências bancárias e boas estradas.

navios-gigantes
nio Martins, delegado da 7.a Dele- Mas, segundo ele, ainda é cedo "Nesses anos, o movimento geral
gacia Regional da Superinten- para pensar em desenvolver São de importação tinha apresentado,
dência Nacional da Marinha Sebastião, principalmente pela respectivamente, 13 646 209 t,
Mercante. Baseado na experiência falta da infra-estrutura necessária 10 122 392 t e 8 763 801 t. Sem
adquirida nos vários anos de tra- ao funcionamento de um porto. dúvida, a transferência dos petro-
balho dentro da marinha mercan- "Todas as estradas de rodagem, leiros para São Sebastião permitiu
te, ele faz questão de frisar que fala bem como todas as ferrovias de a Santos receber os navios com
em seu nome e não pela Suna- São Paulo, convergem para San- outros tipos de carga que, antes,
mam: "É só olhar para o mapa, tos. É impossível pensar-se num eram vistos fora da barra. É prová-
para perceber que São Sebastião é porto sem ferrovias." Entretanto, vel que a mesma coisa aconteca
a grande alternativa. Ele é a Ama- Antônio Martins reconhece que quando outro granel qualquer esti-
zônia aquática, que poderá ser São Sebastião foi um dos princi- ver causando problemas aqui em
aproveitada a qualquer momento. pais fatores do descongestio- Santos. Mas, sem infra-estrutura,
Sua construção seria fácil e rápida. namento do porto de Santos em a coisa será lifícil."
É só colocar concreto. O canal já 1968, em virtude da inauguração,
existe. Por enquanto, Santos no litoral norte, do terminal marí- O que falta: uma ferrovia
ainda tem para onde expandir. O timo Almirante Barroso (Tebar),
outro lado do canal, onde foi cons- construído pela Petrobrás para a São Sebastião já tem quase
truído o terminal de Conceição- importação de granel líquido, es- tudo para funcionar como um
zinha, está praticamente virgem. pecialmente petróleo. "A importa- grande porto. A cidade possui qua-
Mas chegará uma hora em que ção de granel líquido, no porto de tro agências bancárias, inclusive
tudo isso estará ocupado. Será a Santos, passou de 8 878 187 t em uma do Banco do Brasil, é sede
época em que as atenções serão 1968, para 5 159 933 em 1969 e regional da Recebedoria Federal,
voltadas para São Sebastião". 3 166 849 t em 1970," diz ele. tem agência do INPS, policlínica I>

RR
A profundidade (entre 20 e 50 m)
permite a entrada de qualquer navio graneleiro
ou porta-contenedor do futuro.

bem montada, alguns prédios ad- Rio —Santos, em fase de constru-


ministrativos e já se fala na cons- ção e que deverá estar pronta em
trução de algumas faculdades. Foi 1974. Essa rodovia substituirá a
cogitada, há alguns anos, a cons- mantida pela Petrobrás.
trução de urna ferrovia que ligaria
aquela cidade a Santos. Mas o O porto necessário
plano nunca foi levado a efeito. É
servida por duas rodovias: São Carlos Hermann G. Martins,
José dos Campos —Caraguata- comandante da Capitania do Porto
tuba —São Sebastião e Bertio- em São Sebastião, é o principal
ga -São Sebastião. Além disso, há defensor da utilização do porto:
uma terceira (Rio—Santos), em -Não são necessários investi-
fase de construção. mentos faraônicos. São Sebastião
A rodovia que liga São José dos pode funcionar hoje como porto
Campos a São Sebastião esteve específico, de importação e expor-
abandonada durante vários anos. tacão para as indústrias do vale do
Há algum tempo, um violento Paraíba. Com um pouco de propa-
temporal inutilizou aquela rodovia, ganda, o próprio porto conseguiria
quando grandes deslizamentos le- dinheiro para sua ampliação-.
varam serra abaixo terra, pedras, A terceira corrente tem como
árvores e a própria estrada. Re- Celestino: o porto tem de ser cons- principal defensor o engenheiro
centem-ente foi incluída no Plano truído de qualquer maneira. Eduardo Celestino Rodrigues, pre-
de Interiorizacão do Desenvolvi- sidente da Cetenco e vice-presi-
mento (Proinde), que tinha como nado um convênio entre o dente da Federação das Indústrias
objetivo melhorar as estradas exis- DER/SP e o DAEE, que se encarre- do Estado de São Paulo. Para ele,
tentes e ampliar a rede viária pau- gará de sua construção. São 36 -o porto de São Sebastião tern
lista. Com isso, o trecho da serra km, orçados em Cr$ 24 milhões. que ser construído de qualquer
— 15 km — foi completamente Os planos iniciais davam a conclu- maneira-. Sua profundidade, va-
reconstruído, dotando a rodovia são da obra em 1973. Entretanto, riando de 20 a 50 m, permite a
de pista larga, com acostamento, alguns problemas com desapro- entrada de qualquer navio grane-
além de proteção nos pontos mais priacões talvez façam com que os leiro ou porta-contenedor. "San-
perigosos. A maioria das curvas foi trabalhos só estejam terminados tos, mesmo com as obras de dra-
eliminada ou, pelo menos, suavi- em 1974. gagem, não conseguirá passar doS
zada. Foram construídas cortinas De qualquer forma a orientação 14 m, ou seja, navios de até
atirandas, destinadas a evitar des- do projeto é o mesmo do restante 40 000 toneladas." Além disso, o
moronamentos e deslizamentos, da rodovia. Falando a respeito das canal do porto,de Santos é estrei-
proporcionando maior seguranca condições da rodovia para trans- to. "É inadmissível que um navio
aos usuários e preservando a porte pesado, um motorista do moderno seja obrigado a lançar
estrada. Essa obra custará Cr$ 4 Expresso Rodoviário Atlântico, mão de rebocadores para mano-
milhões. Esse trecho da serra está que faz o transporte de passa- brar." E, quando se fala em granel,
praticamente concluído, restando, geiros para o litoral norte, afirmou não é possível pensar em outro
apenas alguns serviços de acaba- que antigamente a viagem era difí- lugar a não ser São Sebastião.
mento. A pista, entretanto, está cil e cansativa, e depois que a Transportar granel em navio de
totalmente pronta. De São José serra veio abaixo a 'coisa piorou 40 000 t é antieconômico. É
dos Campos até Paraibuna, trecho bastante. aumentar o preço de um produto
que costumava apresentar proble- A rodovia que liga São Sebas- que terá que competir no mercado
mas pela largura da pista e núme- tião a Bertioga e, conseqüen- externo.
ro excessivo de curvas, houve uma temente a Santos, dependia, até Além do mais, São Sebastião é
completa remodelação, surgindo pouco tempo, da altura da maré, já o ponto mais próximo da África do
uma rodovia praticamente em que boa parte da viagem era feita Sul, golfo Pérsico e Oriente. Na
linha reta, com pista larga e gran- pela praia. Depois, a Petrobrás costa sul do Atlântico, até o para-
de acostamento. encarregou-se da abertura de uma lelo 42, não existe nenhum porto
O trecho Caraguatatuba —São estrada que pudesse ser transitada com as características naturais de
Sebastião, que apresentava os a qualquer momento, para manu- São Sebastião. "Isso quer dizer
mesmos problemas, também foi tenção do oleoduto que liga São que inclusive o Uruguai e a Argen-
completamente remodelado, se- Sebastião a Cubatão. A estrada tina vão ser obrigados a se utilizar
guindo a mesma orientação do não é asfaltada. Mas uma equipe de São Sebastião." A carga seria
restante da rodovia. Resta apenas da Petrobrás encarrega-se de trazida até ele em navios menores,
o trecho entre Paraibuna e o alto mantê-la transitável em qualquer e, aí, seriam transferidas para
da serra, que continua como época. grandes graneleiros que as leva-
antes. Para melhorá-lo, foi assi- A terceira rodovia é a riam para o outro lado do Atlân-

34 TRA JSPORTE MODERNú 1c17q


tico. "Esses países não tem alter- porto de São Sebastião. Conclu- timento seria pago em seis anos
nativas. Se descerem alérn do são: "Não só tem condições de de funcionamento do porto.
paralelo 42, a distância do Oriente viabilidade como sua execução Entretanto, recentes comentá-
aumentaria e passaria a não com- não pode ser postergada em face rios nos meios ligados à navega-
pensar." Por outro lado, de cada da oportunidade que se apresenta ção deixaram transparecer que
quatro navios que descarregam de equiparação do sistema portuá- São Sebastião estaria reservado à
óleo no Tebar, pelo menos dois rio nacional com os apresentados funcão de porto graneleiro líquido.
são graneleiros que vão em busca pelos principais portos do Essa seria mesmo a posição oficial
de carga em outros portos. "Se mundo". E, em outro trecho: "No do DNPVN — órgão com autori-
São Sebastião fosse terminal gra- caso de São Sebastião, os investi- dade suficiente para aprovar ou
neleiro sólido, eles poderiam car- mentos são relativamente baixos, vetar todo e qualquer projeto
regar praticamente no mesmo quando comparados com os bene- portuário. Uma solução que não é
rocal." fícios alcançados. Não devemos, vista com bons olhos por Celes-
O terminal de granel líquido, da portanto, deixar para mais tarde tino e outros técnicos. Por que,
Petrobrás, deve ir para a ilha. Lá obra que, se feita hoje, poderá ter perguntam eles, utilizar o canal
existem profundidades de 50 m. sensíveis efeitos no ritmo de apenas como graneleiro líquido,
"Esses navios petroleiros que desenvolvimento do país". recebendo navios de no máximo
estão sendo construídos no A Brasconsult sugere, nesse 600 000 t, se alguns pontos da
Japão, para 1 milhão de t não trabalho, um terminal graneleiro e ilha oferecem condicões favorá-
necessitam de mais de 40 m de um terminal para contenedores. E veis para o atracamento de super-
calado. Está certo investir em San- prevê, também, a construção de graneleiros já em construção? Por
tos. Para carga geral ele é excelen- uma ferrovia ligando São Sebas- outro lado, indagam os técnicos,
te. Sempre vai ser. O que não se tião a Santos, com conexão com a em que portos operarão os super-
pode fazer é deixar de investir em Sorocabana e a Santos—Jundiaí. porta-contenedores, também já
São Sebastião." O valor total da obra, segundo o em construcão, já que a manobra
estudo da Brasconsult, era,: em de navios de grande porte em
Retorno em seis anos dezembro de 1971, de Cr$ 939,8 Santos é extremamente difícil? E
milhões. Ou, numa segunda mais: Que porto utilizará São
Em 1969, o governo do Estado opção, com a construção apenas Paulo quando precisar movimen-
de São Paulo encomendou à Bras- do terminal graneleiro, de Cr$ tar grandes quantidades de granéis
consult um estudo da viabilidade 820,6 milhões. Em ambos os sólidos, se Santos só dá calado
econômica do aproveitamento do casos, segundo o estudo, o inves- para até 40 000 t?

Ilha de Sãt, Sebastião A Brasconsult


sugeriu um
terminal
graneleiro e
outro para
Terminal para contenedor.
granel sólido E previu
uma ferrovia
ligando
-25 m São Sebastião a
Possível Santos.
Tebar -24m Preço das
ampliação
obras:
-23 m I Terminal para Cr$ 939 milhões.
contenedores Ponta de
abastecimento

Porto atual
LI raia passível de aterro par 000
El
Armazéns LI LI
ampliação dos armazéns 000 armazéns
LIE

Linha férrea

TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973 35


TRANSPORTE

A pesada demanda da
O transporte de cargas excep- da carreta não lhe permitia vencer tada sobre 138 rodas, com eixos
cionais, pelas dimensões e pelo as curvas mais fechadas, além de direcionáveis, único meio de ven-
peso, já não constitui problema provocar tremendo desgaste de cer o problema.
para os transportadores brasilei- pneus. O desenvolvimento da in-
ros. Praticamente, não existem dústria petroquímica e a constru- Planejamento demorado
volumes, por maiores ou mais ção de novas hidrelétricas, que
pesados que sejam, que não pos- usam grandes estruturas — em vo- Esse transporte, como ocorre
sam ser levados a qualquer ponto lume e peso —,forçou transporta- em todos os §uperpesados, impli-
do Brasil onde existam estradas doras como a Per-rex e a Super- cou planejamento -especial e de-
compatíveis. pesa a procurar soluções. E elas morado, enquanto a volumosa
Mas o desenvolvimento da téc- foram encontradas. peça ainda se encontrava em fase
nica de transporte de superpe- Em meados deste ano e se de fabricação. Foi necessário um
sados (carga àcima de 90 t) é um constituiu no transporte mais pe- acurado estudo do trajeto para se
fenômeno recente. Há quatro sado já realizado no Brasil. Foram fixarem os pontos críticos das
anos, o deslocamento por rodovia quatro viagens do mesmo tipo, estradas (pontes, viadutos, trevos,
de uma carga de mais de 100 t era realizadas pela Perfex e pela Su- declives e curvas mais fechadas) e
simplesmente um mistério. Au- perpesa, alternadamente. O volu- solicitado o concurso de batedores
mentar o número de eixos, para me transportado era uma turbina da Polícia Rodoviária para abrir
atender à lei da balança, não era de 152 t, com 7,40 m de diâmetro, caminho e, em alguns trechos,
solução, pois, no caso, a extensão ocupando praticamente todo o impedir o trânsito. A carreta era
leito da estrada, e que foi levada dirigida por dois motoristas, um
do porto do Rio de Janeiro até a para o cavalo-mecânico, natural-
usina de Ilha Solteira, num per- mente, e outro para manobrar a
curso de 1 100 km, vencido em
28 dias. Para transportar essa tur-
bina, foi necessário recorrer a
equipamentos estrangeiros — uma
carreta da Cometto italiana, com
47,5 m de comprimento, assen-

Carreta de treze
eixos transportando
urna turbina de
136t para a CESP.
carga excepcional
parte traseira (os eixos direcioná- inclinação e resistência de terre- distribuição de volume, para deter-
veis). Além disso, uma perua, equi- nos a serem atravessados. minar onde, exatamente, deverão
pada com radiotransmissor, em Além desses problemas técni- ser postos os calços e feitas as
contato permanente com os mo- cos e burocráticos, inevitá‘Ms no amarrações, para que o volume
toristas, seguia atrás, levando o caso de transportes especiais, não venha a sofrer danos durante
engenheiro-chefe do transporte, Paulo Pinto Paranhos, diretor da a viagem".
para as necessárias correções de Superpesa, aponta outros, não
curso. muito raros: "Às vezes ocorre ter a Questão de técnica
Há casos em que a resistência carga pontos críticos de resis-
de pontes, por exemplo, é questão tência e exigir apoios 'e amarra- Transportar certas cargas não é
controvertida e, então, a transpor- ções compatíveis com sua estru- um mero problema de deslocação
tadora se obrigará a proceder aos tura. Isso exige também o por meios mecânicos, como, por
necessários reforços na sua estru- concurso de um técnico (enge- exemplo, levar engradados de São
tura, a fim de ter autorização de nheiro), que terá de fazer as neces- Paulo para Santos. É uma questão
transpô-las. Quando isso não é sárias medições e cálculos de puramente de técnica e engenha-
possível, o trajeto tem de ser rees- ria.
tudado, e aí é necessária a inter- Fora isso, exige manutenção de
venção de topógrafos para exami- equipamentos altamente especia-
nar os desvios possíveis, devido à lizados, adquiridos com conheci-
mento prévio de todas as suas I>
Embora a disputa do
mercado seja acirrada, a concorrência
não chega a ser desleal.

características, sejam eles nacio- nicos, embora já estejamos equi- superpesados, elas se tornam an-
nais ou estrangeiros. Atualmente, pados para atender a qualquer tipo tieconômicas se não forem modu-
tanto a Perfex como a Superpesa de transporte, por mais pesado e lares e dotadas de suspensão
usam cavalos-mecânicos Scania e volumoso que seja." hidráulica, pois após um serviço
Ken Worth (Dart) com potência Prova disso é que as duas fir- especial têm de dividir-se em três
variável, até cerca de 600 cv, mas, que operam com aproxima- novas carretas, para transportes
tendo a média de cinqüenta unida- damente setenta carretas e cin- menores, e compensar seu alto
des em atividades. E o número de qüenta cavalos-mecânicos, estão custo. Como a Europa já fabrica
carretas é da ordem de setenta importando novos equipamentos esses modelos em série, seu preço
para cada transportador, conside- do exterior. Ambas encomen- é mais acessível.
rando-se os moduladores dividi- daram dois cavalos-mecânicos Isso não quer dizer que a indús-
dos, que se encontram em pontos Ken Worth de 540 cv, que já estão tria nacional não venha servindo
diversos do país, como é o caso da em vias de embarque. E, enquanto aos transportadores no setor dos
carreta Cometto, da Superpesa, a Perfex traz novos componentes superpesados. Já em 1968, a Per-
que em novembro encontrava-se da Cometto a fim de se equipar fex transportou um reator de 133
com suas unidades no Espírito para transportes de até 200 t, a t, com carreta Massari.
Santo, Rio e Porto Alegre. Superpesa faz o mesmo, enco-
Devido à alta especialização mendando uma carreta modular Só um problema
que exige, além do alto empate de francesa da Nichollas.
capital em equipamentos, o servi- Por enquanto, a indústria na- A rigor, as empresas que ope-
ço de transporte de superpesados cional não está em condições de ram nesse serviço só se queixam
não enfrenta problemas de con- competir com a européia nesse de um problema: os viadutos e
corrência desleal, nem é prejudi- setor e, por isso, as transporta- pontilhões das estradas. Ter de
cado por "curiosos-. Operando doras se vêem obrigadas a recor- reforçar pontes, abrir novos tre-
mima área restrita, quanto ao nú- rer às importações. O problema, chos de estradas, quando há
mero de clientes ativos ou poten- no caso, não é unicamente de necessidade de desvios, já é enca-
ciais, em serviços de altos custos, know-how, mas também econô- rado com naturalidade. Mas o pro-
suas vendas são feitas em termos mico. No caso das carretas para blema maior são os grandes au-
de relações públicas, em nível de
gerência e direção. Isso explica
que muitos transportes sejam
contratados quando o volume a
ser deslocado ainda se encontra
em fase de projeto. Quer dizer que
onde estiver sendo fabricada uma
peça de grandes dimensões ou
peso excepcionai, lá estarão os
relações-públicas das duas gran-
des transportadoras.

Em dois anos, 200%

"Embora a disputa do mercado


seja acirrada, a concorrência é
leal. O desenvolvimento acelerado Cargas
do país-, diz Morván Goulart, da compridas,
Perfex, "fez com que o transporte pesadas ou
rodoviário no Brasil aumentasse desajeitadas,
nada disso é
em níveis impressionantes: 200%
problema para
nos últimos dois anos, incluindo-
nossas
se nesse número, naturalmente, o transportadoras.
transporte pesado e superpesa-
do."
"E a tendência é aumentar
sempre, desde que a marcha do
nosso desenvolvimento perma-
neça nos níveis atuais", segundo
Paulo Pinto Paranhos, da Super-
pesa. "Na toada.em que vamos,
haja dinheiro para comprar novas
carretas e mais cavalos-mecâ-

38 TRANSPORTE MODERNO— janeiro/fevereiro, 1973


mentos de percursos, necessários não existem para os transporta- específico de produção. Isso só
para evitar certos trechos de algu- dores, do ponto de vista de solu- seria praticável se tivesse um mer-
mas estradas em que a altura dos ções possíveis. A razão está em cado capaz de absorver, grosso
viadutos, os trevos e a resistência que o transporte é planejado com modo, uma unidade por mês. E du-
ou largura de pontes não permi- muita antecedência e nos míni- vido que, hoje, fosse possível che-
tem a passagem das carretas. mos detalhes. gar a duas unidades por ano-.
Segundo os transportadores, seria O procedimento normal, nos Além disso, segundo ele, seria
necessário adaptar nossas estra- casos de cargas superpesadas ou um erro desenvolver um know-
das às necessidades atuais, desde de dimensões fora do comum, é how nacional a partir dos modelos
que transportar,cargas de até 90 t este: um técnico é enviado até o da Cometto ou da Nichollas: "A
é hoje rotina, e as que excedem ponto de embarque da carga, para carreta da Cometto ao contrário
-esse limite tornam-se dia a dia as necessárias medições lineares, do que se pensa, não atende
mais constantes. de peso e/ou de volume. De posse perfeitamente às nossas necessi-
Esse ponto nevrálgico, acredi- de todos os elementos, o departa- dades, pois é um equipamento
tam os transportadores, será ven- mento de engenharia estuda o tra- feito com base nas estradas euro-
cido certamente nas regiões em jeto a ser cumprido levantando os péias e, mais especificamente, ita-
desenvolvimento, onde se abrem pontos críticos. Paralelamente, o lianas. Nós precisamos desen-
novas rodovias, desde que sempre setor burocrático entra em conta- volver uma técnica própria, de
que surgem problemas com viadu- to com o DER e DNER, forne- acordo com nossos padrões viá-
tos o DNER e o DER tomam parte cendo todos os detalhes do trans- rios, e por isso a Trivellato já está
ativa nas soluções. Ora, é sempre porte, a fim de que este autorize a trabalhando num projeto desse
melhor prevenir. Daí porque acre- viagem e, se for o caso, requisite o tipo, para a construção de modula-
ditam os empresários que esses concurso de batedores da Polícia res".
entraves não serão encontrados Rodoviária. Já é diferente o ponto de vista
nas rodovias em construção, da Massari, exposto por Marco
como já não o são nas mais Duas unidadeS por ano Antônio de Azevedo, gerente ad-
modernas. junto de venda: "A técnica nacio-
Dificuldades técnicas, a rigor, No setor técnico cie equipa- nal, no setor, está bastante avan-
mentos pesados, os fabricantes só çada e podemos afirmar que a
têm um problema: atender em Massari tem condições de atender
tempo os pedidos que recebem, a qualquer pedido, por especial
pois a demanda do mercado exce- que seja. Naturalmente, casos
de à capacidade de produção. As especiais exigem estudos técni-
três maiores fábricas do ramo — cos, planejamento e altos investi-
Trivellato, Biselli e Massari mentos. Se se concretizarem os
todas com larga tradição no setor, estudos que vêm sendo feitos na
estão entregando suas carrocarias área governamental, de incentivos
com atraso. para o setor, tenho certeza de que
Com o desenvolvimento do não precisaremos mais recorrer à
know-how, forçado pela crescente técnica estrangeira. Mesmo assim,
expansão do mercado, a indústria podemos afirmar que, hoje, temos
nacional está, hoje, em condições .condicões de atender a qualquer
de atender a qualquer tipo de pedi- demanda do mercado-.
do no setor de cargas pesadas. Para o departamento técnico da
Mas, no setor dos superpesados, Biselli, a indústria nacional en-
ainda há dificuldades a vencer. frenta um único problema no setor
A principal delas é econômica. dos superpesados: a suspensão
Carretas modulares, do tipo Co- hidráulica. Até dois anos, segundo
metto ou Nichollas, usadas pela seus engenheiros, só tínhamos
Perfex e Superpesa, por exemplo, uma solução "caipira" para aten-
devido ao seu alto custo — desde der à lei da balança e às necessi-
o planejamento até à produção dades dós transportadores: au-
industrial — só se tornariam eco- mentar o número de eixos. "Mas,
nomicamente viáveis se fabrica- hoje, em virtude da impraticabi-
Carreta
tranporta vigas das em série. E o mercado ainda lidade dessa solução — devido,
para a construção não comporta isso, segundo o principalmente, ao tremendo des-
do "Minhocão". engenheiro José Baptista, diretor gaste dos pneus — já chegamos
técnico da Trivellato: "A constru- aos eixos direcionáveis com êxito.
ção de modulares implicaria gas- E temos produtos com as mesmas
tos elevados com projetos e exigi- características de rendimento e
ria a criação de um setor resistência dos melhores modelosi>

TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973 39


É preciso adaptar o
projeto de pontes e viadutos ao peso
das grandes cargas de hoje.

internacionais. O problema a ser mais variados tipos, de acordo equipamentos especiais e pesa-
vencido é o da suspensão hidráu- com as necessidades de serviço dos, principalmente nos últimos
lica e correção de direção." que forem surgindo. Isso implica quatro anos, são as empresas de
A suspensão hidráulica é indis- dizer que, nesse setor, nos próxi- construção civil, para as quais
pensável em muitos casos de mos vinte anos, talvez, só teremos nossas indústrias canalizam cerca
transporte de cargas superpesa- problemas para entregar em dia as de 30% de sua produção total, em
das, devido aos problemas de altu- unidades pedidas." transportadoras de cimento a gra-
ra de viadutos. Nesses casos, é Para Marco Antônio Azevedo, nel. A seguir, vêm os produtos quí-
necessário fazer baixar o nível da isso é mais um passo para o apri- micos (ácidos), carga seca em
carga, com o rebaixamento da moramento de nossa técnica, que geral, leite, combustíveis líquidos,
suspensão, a fim de vencer o já está bastante avançada: "com o carretas frigoríficas para trans-
obstáculo, e esse aspecto técnico mercado em franca evolução, porte de carnes e pescados.
ainda necessita, entre nós, de temos condições relativas de fazer Com a expansão da região cen-
estudos mais acurados, tanto téc- novos planos de expansão de pro- tro, norte e nordeste do Brasil,
nicos como financeiros. dução e de nos aparelharmos para novos mercados se abrem. É o
atender, sem problemas, a qual- caso, por exemplo, da carreta da
Sempre mais quer tipo de encomenda. É o que a Trivellato a ser utilizada no Pará e
Massari está fazendo, aliás, e acre- que se destina principalmente ao
Mas, enquantõ nossa indústria dito que se dê o mesmo com nos- transporte de escavadeiras mecâ-
se prepara para chegar (ou desistir sos concorrentes". nicas que as indústrias do nor-
de chegar) às carretas para super- Atualmente, saem das linhas de deste estão fornecendo, em gran-
pesados, com suspensão hidráu- produção das três firmas — Trivel- de quantidade, à região do
lica e direcionamento corrigível, lato, Biselli e Massari — cerca de Amazonas, entre outras.
no setor dos pesados já está avan- cem unidades mensais, entre car- Isso tudo indica que a indústria
çando o suficiente para alcançar o roçerias leves, pesadas e carretas nacional, no setor dos transportes
mercado externo. A Massari ven- para superpesados. Considerando- especiais e pesados, pode olhar o
ceu concorrência internacional se o atraso no atendimento aos futuro com bastante otimismo,
para fornecimento de cinco semi- pedidos, calculam os técnicos que embora ainda tenha receio de
reboques para o governo de Argel, a demanda é, no mínimo, de mais manter o mesmo pontó de vista
além de ter clientes no Paraguai, trinta ou quarenta unidades men- quando se trata dos transporta-
Chile e Uruguai. A Trivellato e a sais, e tende a aumentar com o dores especiais para superpesa-
Biselli estendem seu mercado por passar do tempo, embora natural- dos.
vários países da América do Sul, mente as indústrias também Realmente, ainda existe certo
principalmente o Paraguai. devam ir aumentando progressi- receio no setor, quanto a tecer
Segundo todos os fabricantes, vamente suas produções. considerações otimistas. Mas tudo
só não vamos mais longe, na indica que o governo está se
ampliação desse mercado, porque Certo receio empenhando no sentido de conci-
a demanda interna é muito gran- liar os interesses dos transporta-
de. A tal ponto que são unânimes A par disso, casos especiais são dores e dos fabricantes de equipa-
em afirmar que o setor compor- motivo de orgulho para os fabri- mentos para que não haja solução
taria a instalação de novas fábri- cantes, além da tranquilidade que de continuidade no avanço tecno-
cas, pois o crescimento vertigi- o mercado lhes oferece, o que dá lógico nacional. "É nosso intuito,
noso do país leva a crer que a uma visão otimista para o setor no na condição privilegiada em que
procura dos carrega-tudo e carro- futuro. É o cáso, por exemplo, rela- nos mantemos no ramo, ver a
çarias em geral está sempre maior. tado pelo setor técnico da Biselli, indústria nacional acompanhar o
"Dia a dia", diz José Baptista, de dois equipamentos para oito desenvolvimento nacional, na fa-
"abrem-se novas rodovias, incen- eixos, projetados por aquela indús- bricação de unidades para trans-
tiva-se a construcão civil, am- tria, já vendidos e em estágio portes, quer sejam eles especiais
pliam-se as áreas de serviços pú- experimental. Ou da carreta fabri- (superpesados) ou normais", diz
blicos, constroem-se novas cada pela Trivellato, com capaci- Marco Antônio de Azevedo. Ou-
hidrelétricas e a indústria petroquí- dade de carga até 200 t, que tros fabricantes afirmam que os
mica cresce em níveis gigantes- seguirá para Santos, com os do!- empresários nacionais precisam
cos. Isso tudo afeta diretamente o 1/es sobre a plataforma de carga, admitir uma divisão de riscos em
setor de transportes, pois todo o para ser montada no Recife (se- projetos inovadores, dos quais
progresso é carregado por ele. guirá via porto de Santos) e dali não se pode esperar a perfeição.
Somando-se esse fator às dimen- será encaminhada à firma compra- Acham que a unidade sem similar
sões continentais do Brasil, é de dora, de Belém do Pará. Ou, ainda, só poderá chegar ao ponto máxi-
prever-se que o futuro, para o o projeto para a fabricação de uni- mo de perfeição depois de exausti-
setor, é de franca expansão. Tere- dade para 150 t, da Massari, sob vamente provada e é natural que
mos de fabricar sempre e cada vez encomenda da CESP. nem tudo saia às mil maravilhas!
mais carroçarias e 'c-arretas dos Os maiores consumidores de logo de início.

40 TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro. 1973


Com o Guia Quatro Rodas no porta-luvas, você sabe onde encontrar
os serviços autorizados e oficinas. O Guia tem os mapas das principais cidades brasileiras
e indicações de hotéis, restaurantes, cinemas, teatros, museus, passeios, praias, igrejas,
pontos turísticos.
E mais: o Guia tem um mapa-gigante do Brasil e mapas verticais com todas as
estradas. Desde as d3 terra até as auto-estradas.
Vá viajar. Aproveite as férias, o sol e o Guia Quatro Rodas do Brasil 1973.
Um pais tão grande num livro tão pequeno.
EQUIPAMENTOS
Gerador
antipoluição
Um gerador experi-
mental, idealizado por
uma equipe de enge-
nheiros da Shell, na In-
glaterra, está sendo usa-
do para determinar os
benefícios que se pos-
sam conseguir, no con-
trole da poluição, com a
preparacão de -uma
combinação quase per-
feita de combustível e Uma pausa agradável na correria dos grandes centros.
ar"
Roger Lindsay, chefe
sapatos, além de neces-
do grupo, classifica o
sitar de outros desenvol-
equipamento como "um
vimentos. /SC-51
instrumento de pesquisa
muito útil, que permite
realizar uma gama de tra-
Rua
balho experimental que cômoda
antes não era possível.
Se os, níveis de qualidade Na hora do "rush" o
de mistura permitidos pedestre não terá mais a
por esse aparelho pude- irritação de se chocar
rem ser obtidos no mo- com os outros, e ainda
tor de um carro, isso será gozará um rápico des-
um ótimo início para o canso para as pernas. Is-
controle das emissões so acontecerá em todos Sem cansaço e solavanco.
através dos canos de os locais onde forem ins-
escapamento". taladas as ruas rolantes, comecar a correr junto, e
à mesma velocidade, Avon(A): sem os riscos da
O funcionamento do sistema em desenvolvi-
com a coreia transpor- cavidade do aro comum
gerador é baseado na mento na Dunlop-Argus
(B).
combinação do ar de um Belting, de Liverpool, In- tadora. O passageiro po-
compressor com gasoli- glaterra. de, assim, passar sem di-
na de um vaporizador, O Speedway, um dos ficuldade — e sem sola- "O emprego ou não
para dar uma mistura na vários sistemas produzi- vanco — da plataforma da roda de segurança
composição desejada, dos pela Dunlop e cujo para a correia /SC-52 Avon significa vida ou
que flua num índice protótipo foi testado em morte, em caso de es-
maior que o requerido tamanho natural no Ins- Estouro sem tourar um pneu em pista
pelo motor. Condensan- tituto Battelle, de Gene- susto de velocidade", anuncia
do-se como um vapor fi- bra, emprega uma unida- o fabricante. E garante
no na *corrente de ar, de aceleradora, chamada que, com a utilização da
a gasolina vaporizada Integrator, para levar o Uma empresa britâni- roda, se estourar um
produz uma mistura alta- pedestre com segurança ca, a Avon, vai lançar pneu, o motorista poderá
mente uniforme, que não de uma posição estática uma roda capaz de dimi- frear e encostar com
se separa em contato à correia transportadora, nuir a gravidade dos ris- segurança.
com as paredes do siste- que tem a velocidade de cos nos casos de estouro A roda será conjugada
ma de admissão do mo- 15 km/h, e para retirá-lo de um pneu com o veícu- com tipos de pneus sem
tor. dali quando chegar ao lo em movimento. A câmara para os carros
Há, no entanto, um destino. vantagem da roda de se- atuais, e condicionada
obstáculo que exigirá O Integrator consiste gurança Avon será pos- aos aros conhecidos, pa-
muitos anos de intenso num encadeamento con- suir a cavidade coberta, ra não haver necessida-
trabalho: o equipamento tínuo de plataformas in- fechada, evitando que, de de qualquer outro
ocupa o dobro do espaço dividuais, movendo-se ao estourar um pneu, co- acessório. Além disso, os
de uma sala de escritório vagarosamente até o mo acontece atualmen- pneus serão ajustáveis e
típica. Precisa, portanto, ponto de embarque, para te, ele seja comprimido removíveis com o em-
ser reduzido para as pro- depois acelerar sobre contra a flange do aro, prego de ferramentas
porções de uma caixa de uma curva parabólica até em atrito com o solo. normais. /SC-53

42 TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973


mento (ver desenho)
são: a) abastecimento de
óleo do reservatório; b)
bomba; c) cames de
acionamento da bomba;
d) veio de transmissão
de cames; e) abasteci-
mento de ar à unidade
motriz; f) cilindro de ar e
pistão.
CONSULADO GERAL.
BRITÂNICO —avenida
Paulista, 1938, 17.°,
São Paulo, SP. /SC-56

As cintas evitam fricção. O óleo sai em quantidade calibrada,para os rolamentos.


Balança
Contra o viço para o Extremo uma unidade reguladora portátil
Oriente. de ar são componen-
beijo O êxito do serviço exi- tes básicos. A unidade Na Suécia, o Departa-
ge rápidas operações de reguladora de ar, aciona- mento de Conservação
Quando um motorista
carga e descarga. Por is- da pela caixa de veloci- de Rodovias, que gasta
diz que seus pneus estão
so, em breve dezessete dades, através do ponto cerca de US$ 225 mi-
"se beijando", não há
navios-contenedores co- de tomada de velocíme- lhões por ano na manu-
'nada de romântico em
meçarão a atracar nas tro, liga-se ao sistema,de tenção de estradas, acre-
sua afirmação. Há, sim,
'docas da firma, em Sou- modo que durante a des- dita que o excesso de es-
algo perigoso: está ha-
thampton. /SC-55 locação do veículo sejam tragos seja causado pelo
vendo fricção entre os
transmitidas Pulsações abuso nas cargas trans-
pneus duplos das rodas
ao cilindro da bomba. E portadas. Por isso, rece-
traseiras do veículo. Lubrificação as pulsações transmitem beu com satisfação a
Agora, porém, o pro-
blerna poderá ser evita-
econõ mica uma rotação parcial ao criação, pelo Instituto de
veio de cames da bomba Pesquisas Aeronáuticas,
do. A Firestone está pro-
Uma empresa britâni- por meio de um engate de uma balança eletrôni-
duzindo cintas espaçado-
ca está lançando um sis- de roda livre incorporado ca portátil, que permitirá
ras que, colocadas entre
tema de lubrificação au- no conjunto. controlar as cargas em
os pneus, conseguem
tomática capaz de permi- Cada uma das bom- qualquer ponto das rodo-
mantê-los sempre afas-
tir um funcionamento bas independentes, que vias.
tados. /SC-54
mais eficaz e menores podem ser montadas nu- A nova balança
Para contene - despesas de manuten- ma travessa do chassi, é Weighing System 10T —
ção, contribuindo ainda ativada em seqüência é constituída por plata-
dores gigantes para maior segurança do pelos carnes para forne- formas extremamente
veículo. Para aplicação cer uma descarga cali- robustas, contendo cada
Transportar contene-
em veículos comerciais e brada de óleo ao rola- uma delas uma unidade
dores de 40 te 12 m de
de serviço público, o sis- mento ou apoio apro- eletrônica hermetica-
comprimento é tarefa
tema é do tipo compac- priado do chassi por in- mente selada. Os veícu-
corriqueira para os 26
to, com dimensões ex- termédio do sistema de los, com um máximo de
reboques da marca Prim-
tremamente reduzidas. distribuição. Há quatro carga de 10t, devem
rose comprados pela
Proporciona uma lubrifi- dimensões diferentes de avançar sobre as plata-
empresa Solent Contai-
cação regulada, forne- bombas, calibradas para formas colocadas diante
ner Services Ltd., -que
cendo uma quantidade abrangerem uma gama de suas rodas e então se
opera no porto britânico
calibrada de óleo aos ro- de volumes de 0,01 a verificará seu peso num
de Southampton. A SCS
lamentos do chassi do 0,04 cm 3 por curso de painel.
é uma empresa especia-
veículo, em função das êmbolo, e obedecem a Além das 180 plata-
lizada nesse tipo de ser-
distâncias percorridas. um código de cores de formas iniciais solicita-
O sistema é produzido acordo com o seu rendi- das pela polícia rodoviá-
em três dimensões, para mento. As bombas são ria sueca à Telub AB, de
ser utilizado com pontos permutáveis, o que per- Vãxj6, a empresa já re-
de lubrificação de rola- mite fazer variar o volu- cebeu também enco-
mentos de 0-24, 25-48 me de óleo fornecido a mendas para testes dos
ou 49-60. Um reservató- qualquer rolamento ou Estados Unidos, Canadá,
rio, uma bomba, uma apoio. Austrália e diversos paí-
O fácil deslocamento: 40 t. válvula de segurança e As partes do equipa- ses da Europa. _ /SC-5/

TRANSPORTE MODERNO —janeiro/fevereiro, 1973 43


PUBL1CACOES
Comunicação utilização dos meios de Revolução Pó x
comunicação, fazendo
importante convergir, para um deter- sobre trilhos líquido
"Um canal de voz da minado número de vias, "Revolução na Con- O folheto "Pinturas
Embratel permite a inter- informações provenien- cepção Técnica de Loco- com Tinta em Pó" procu-
ligação de mesas telefô- tes de um número maior motivas", edição espe- ra mostrar diferenças
nicas PABX, PBX ou de terminais); transmis- cial da revista técnica consideráveis entre esse
PAX — localizadas em ci- são de dados; ligação alemã "Eisenbahntech- sistema e o de tinta líqui-
dades distantes. Esta in- permanente ponto-a- nische Rundschau", ex- da. Algumas vantagens
terligacão admite uma ponto; rede multiponto; plica a origem do empre- do pó, segundo a publi-
grande variedade de con- uso simultâneo de voz e go de uma nova técnica cação: "Películas com
figurações, de acordo telegrafia; e uso alterna- na concepção de loco- espessura de 60 a 80 mí-
com as exigências de ca- do de voz, dados ou motivas. Com base em cra poderão ser con-
da empresa: ligações fac-símile. estudos realizados em seguidas na aplicacão
manuais, semi-automáti- O folheto informa que comum pela indústria eletrostática, sem pro-
cas ou automáticas, con- a Embratel oferece dife- alemã, Friedhelm Bitter- blemas. Se determinada
forme o sistema adota- rentes modalidades de berg e Werner Teich des- camada estiver aplicada
aluguel de canais. "Aos crevem as vantagens, sobre a peça, devido à
Esta é uma das várias usuários com grande vo- pormenores e sistemas isolação, o excesso do
soluções propostas pela lume de informações de transmissão da loco- pó é rejeitado, obtendo-
Embratel, em bem ilus- destina-se a alternativa motiva DE-2 500, bem se assim uma pintura
trado folheto, que inclui de aluguel em caráter como seu comporta- uniforme em toda a su-
também as opções de permanente: mediante o mento durante as mar- perfície. Através do pré-
transmissão de fac-sími- pagamento de uma taxa chas de prova. aquecimento das peças,
le (reprodução, a distân- fixa mensal, poderão Brown Boveri — aveni- podem-se conseguir ca-
cia, de fotografias, gráfi- manter um fluxo de infor- da dos Autonomistas, madas de maior espessu-
cos, tabelas ou textos, mações que, por outros 1496, Osasco, SP. ra. Na pintura conven-
em sua forma original); meios, seria de custo cional, obtêm-se resulta-
rede com concentrado- proibitivo." Para empre- dos idênticos somente
res (dispositivos que au- sas que mantêm grande através de uma reaplica-
mentam a eficiência de tráfego telefônico duran- cão". Glassurit do Bra-
te o dia e cujos dados sil S.A. Indústria de
possam ser transmitidos Tintas — avenida Ante-
à noite, a Embratel ofere- lo Demarchi, 123, caixa
ce uma configuração de postal 340, São Bernar-
uso alternado. Nesse ca- do do Campo. SP. le
so, a transmissão de
pinturas
qualquer tipo de sinal com
pode ocorrer simultanea- tintas em
mente com o uso de até pó
quatro canais telegráfi-
cos. Empresa Brasileira
de Telecomunicações
— avenida São Luís,
50, São Paulo, SP.

CANAIS DE VOZ DA EMORATEL

FLEXIBILIDADE TOTAL
EM COMUNICAÇÕES

TRANSPORTE MODERNO — janeiro/fevereiro, 1973 44


alph perdeu
Os sentidji
quando
tinh
pertiflio seu carr
Mas isto é apena
t Começas

L:A MORTE NA ILORESTA"


Quais as surprêsas que Você pode ter, se der Ralph Barclay. Nunca as páginas de um livro
carona a uma linda hippie com o pé destroncado? tiveram tanto movimento, interesse e suspense.
Leia "A morte na Floresta" e Você viverá Vá à banca de jornais mais próxima e agarre o
as emoções e perigos por que passou o detetive criminoso da quinzena: leia "A morte na Floresta".

O Policial Abril n°5,série Bronze,nas bancas a partir de 1 de fevereiro,Só Cr$ 3,50


CAMINHÕES PESADOS
MERCADO ENTRE
TARA CARGA
PESO 3.° EIXO PREÇOS S/
Preços EIXOS BRUTO ADAPTADO ADAPTAÇÃO
(171) (kg) (kg) (kg) (kg) - (Cr$)
do mês anterior
FNM V-4 - chassi longo com cabina 4,40 5 000 10 000 15 000 22000.
D-11000 V-5 - chassi normal com cabina 4,00 4 950 10 050 15 000 22 000 99 742,00
V-6 - chassi curto p/ basculante 3,40 4 850 10 150 15 000 22 000 98 955,00
V-10 - chassi longo c/ cabina 6,45 5 250 9 750 15 000 - 99 742,00
V-13 - chassi curto com 3.0 eixo de apoio c/
2 camas 3,70+1,36 5 850 17 150 40000' - 111 262,00
V-17 - chassi longo com 3° eixo de apoio 4,75+1,36 6 040 15 960 22 000 - 109 450,00
II Capacidade maxima de fração permitida pelo fabricante. com seno- 3) Capacida e para basculante. 12 n)). betoneira, 5 m), para sernirreboque
reboque de dois eixos o peso máximo permitido por lei é de 32 000 kg. de doe e Cias a tara de 6 300 kg orn a 5 ê roda, capacidade de tração
de 33 700 kg e peso bruto total de 40 000 kg
Si P
0=0,
0n0a501-018,
50e7.inttAgr0le.0 202 0
,0
00 g
O ' Pneus 100 x 22 com 4 lonas

180 C -'Chassi curto com cabina 3,48 4 750 17 000 ¶5000, 22 000 107 811,00
180 C, Chassi curto com 3.° eixo de apoio .. 3.84+1,36 5 900 24 000. 22 000 - ' 121 484,00
180 N - Chassi normal com cabina 4,26 4 900 17 000 15 000 22 000 -
180 N,- Chassi normal com 3° eixo .. 4,26+1,36 6 150 24 000 22 000 - 122 484,00
180 L - Chassi longo com cabina 5,835 . 5 150 17 000 15 000 22 000 -
II Carga maxima com reboque 40 000 kg 21 Potência de 180 CV 15AE) a 2 000 pin Pneus lisos 22 de ia lonas

210 CM - Chassi curto para cavalo-mecânico 3,50 5 700 18 500 18 500 22 060 146 937,00
P cror
' cripecif mo a Hena carga ouni reboque 40 008 Cl, Cl Pote, de 215 521 I ,f P 200 c Por 71.00 o 22 ii,. r
MERCEDES- LP-1520/36 - chassi com cabina 3,60 5 770 9 230 15 000 22 000 -
BENZ LP-1520/36 - idem, com 3.0 eixo auxiliar .. 3.60+1,35 6 860 15 140 22 000 - -
LP-1520/46 - chassi com cabina 4,60 5 840 9 160 15 000 22 000
LP-1520/46 - idem, com o 3.0 eixo auxiliar . 4,60+1,35 6 940 15 060 22 000 -
LPK-1520/36' - idem com o 3.° eixo e cabina
para basculante 3,00+1,37 7 500 14 500 22 000 -
LPK-1520/36'- chassi c/ cab p/ basculante 3,60 5 800 9 200' 15 000 22 000 -
LPS-1520/30' - idem. com 3.0 eixo para ca-
valo-mecânico ..,,,,,, 3,00+1,37 7 500 - 40 008 - -
1PS-1520/36' - chassi com cabina para ca-
valo-mecânico 3,60 6 000 - 35 000 -
LPS-1520/365 - idem. com 3.° eixo para ca-
valo-mecânico 3,60+1,35 7 000 - 40 000 - -
I) Potencia de motor 203 HP (SOEI a 2 200 r 21 Capacidade ma5inla 01,0930 permitida pela fábrica com sernbreboque
Potência de 198 HP (SAE1 a 2 200 rpm Pneus 1 10o x 22 com 14 I na de dois ixos.

1-100-38 3,80 5 415 16 000 30 500 - 128 958,00


L-100-42 4,20 5 460 16 000 30 500 - 142 486,00
L-100-50 5,00 5 655 16 000 30 500 - 144 079,00
li Potência de 2t5 HP (SOE). a i200 rprn 21 Preço conn direcao bidraulica acres imo de CrS 6 789 0 aos Preços sem
M'

SCANIA L-110-38 - chassi para cavalo-rnecânico 3,80 5 625 11 375 40 000 - 151 495,00
L-110-38 - chassi para basculante 3.80 5 625 13 375 19000' 22000 151 495,00
L-110-50 - chassi longo 5.00 5 775 14 225 17 000 22 000 151 495,00
LS-110-38 - chassi p/ cav. c/ 3° eixo de apoio 3.80+1,31 6 625, 16 375 40000' - 168 938,00
LS-110-50 - chassi longo c/ 3° eixo de apoio 5.00+1,31 6 755 1 16 245 40000' . - 168 938,00
LT-110-38 - chassi p/ cav c/ 3.° eixo motriz 3,80+1.32 7 360 . 17 140 70000-' -.,- 262 146,00
LT-110-50 - chassi longo c/ 3.° eixo motriz . 5,00+1,32 7 485 17 015 70000' - 262 146.00
IICapacidade maxima de traçao permitida pela fabrica com semi reboque 71 Capacidade de 'ração perinitida pel fabrica com serro-reboque de três
de trés eixos mãos traseiros para cargas supor., s a 40 000 kg a composição so pode
21 Velo.dade máxima de 30 km;h. trafegar oco ficenca special
3) Capacidade máxima de tração permitida pela fabrica com semi-reboque Potência de 210 HP (SOE) o 3200 rpm Pneus I 100 x 22 com 14 lonas
de dois eixos

CAMINHÕES SEMIPESADOS
CHEVROLET D-7403 - chassi curto 3,98 3 585 9 115 12 700 20 500 71 421,00
D-7503 - chassi médio 4,43 '3 640 9 060 12 700 20 500 71 785.00
13-7803 - chassi longo 5,00 3 700 9 000 12 700 20 500 72 860,00
Potência de 140 HP ISAE) a 3 000 rem Pneus tr 000 x 20 com 12 lonas Pneus Mantemos 900 x 20 com 12 lonas P,e,o a ar

DODGE Dodge 900'- chassi curto, diesel 3.69 12 700 20 500 66 629,00
Dodge 900' - chassi curto a gasolina • 3,69 12 700 20 500 56 944,00
Dodge 900 - chassi médio a gasolina.... 4,45 - 12 700 20 500 -
Dodge 900' - chassi médio, diesel ... 4,45 12 700 20 500 --
Dodge 900' - chassi longo a gasolina 5.00 12 700 20 500 -
Dodge 900' - chassi longo, diesel 5,00 12 700 20 500 -
II Potencia de 196 HP a 4 000 rpm
21 Potência de 140 HP a 3 000 rpm

FORD. F-750 - chassi curto, diesel 3,96 3 885 9 115 13 000 20 000 73 372,56
WILLYS F-750 - chassi médio, diesel 4,42 4 000 9000 13 000 20 000 73 494,98
F-750 - chassi longo, diesel 4,93 4 080 8 920 13 000 20 000 74 539,08
F-750 - chassi ultralongo, diesel 5,39 4 145 8 855 13 000 ,20 000 75 583,19
Potência de 140 HP ISAPI a 3 000 rpm Pneus d;ante,soo OcOs 20 com 12 lonas net. traseiros I 00,a 20 com 14 .nos

MERCEDES 1-1313/36 - chassi c/ cabina 3,60 3 770 9 230 13 000 20 500 -


1-1313/4,2 - chassi c/ cabina 4,20 3 815 9 170 - 13 000 20 500 74 798,39
1-1313/4,8 - chassi c/ cabina 4.83 3 885 9 115 13 000 20 500 76 266,74
1K-1313/36 - chassi p/ basculante 3,60 3 815 9 180 13 000 20 500 75 094,91
LS-1313/36 -- chassi p/ basculante 3,60 3 885 9 135 13 000 20 500 76 266,74
1-1513/36 - chassi c/ cabina 3.60 4 175 10 825 15 000 - 82 522,19
L-1513/42 - chassi c/ cabina 4,20 4 220 10 780 15 000 - 82 990,71
1-1513/48 - chassi c/ cabina 4,83 4 250 10 750 15 000 - - 84 618,92
L-1513/51 - chassi c/ cabina 5,17 -- - -- 85 436.65
LK-1513/4,20 - para basculante 4,20 4 220 10'780 15 000 - 85 454,13
1-2013/36 - chassi c/ 3.0 eixo (6x2) 3,60+1,30 5 070 15 930 21 000 21 000 99 207,48
1-2013/42 - chassi c/ 3.0 eixo (6x2) 4,20+1,30 5 115 15 885 21 000 21000 99 744,43
L-2013/36 - chassi c/ 3.0 eixo (6x4) 3,60+1,30 - - - 112 426.25
L-2013/42 - chassi c/ 3.° eixo (6x4) 4,30+1,30 - ' - - - 112 937,46
Potència de 145 HP (SAE) a 2000 rpm Pneus para os veiculos 1-1113' lonas Pneus para os vai brios 11513. 000 x 20 com 16 lonas Pneus para
900 x 20 com 12 lonas. Pneus para os veículos L-1313 1 000 x 20 com 14 os Peludos -2013 1 000 x 20 com f O lonas

CAMINHÕES MÉDIOS
Gasolina
CHEVROLET C-6403 P - chassi curto com cabina 3,98 2 800 7 900 10 700 18 500 38631,00
C-6503 P' - chassi médio com cabina 4,43 . 2 835 7865 10 700 18 500 38 725,00
C-6803 P' - chassi longo com cabina 5,00 3 0213 7 680 10 700 18 500 39 797,00
Diesel
D-6403 P - chassi curto com cabina 3,98 3 120 7 580 10 700 18 500 51 206,00
0-6503 P' - chassi médio com cabina 4,43 ,' 3 155 7545 10 700 18 500 51 290,00
D-6803 P' - chassi longo com cabina 5,00 3 345 7 355 10 700 18 500 52 331,00
1) Modelos enedaaldoa sob encomenda com meia cabina (adaptação para Potência de I 9 HP (SAE) a 3 800 rpm (gasolina) e 140 407 SAE) a 3000 rpm
ônibus, etc.). (diesel) fne s para seri s C-60P e 5.60P: 825s 20 (dianterros) com 10
lonas e 900 x 20 cor) 12 lonas (traseiro I. Freio a ar
ENTRE PESO 3.° EIXO PREÇOS S/
TARA CARGA
MÉDIOS (cont.) EIXOS BRUTO ADAPTADO ADAPTAÇÃO
(kg) (kg)
(m) (kg) (kg) (Cr$)
Gasolina
DODGE 700' - chassi curto 3,68 2 940 7 910 10 850 18 500 38 202,00
• chassi médio 4,45 2 980 7870 10 850 18 500 38 213,00
chassi longo 5,00 3 175 7 675 10 850 18 500 39 272,00
Diesel
700 - chassi curto 3,68 3 121 7 729 10 850 18 500 53 251,00
chassi Médio 4,45 3 161 7 689 10850 18 500 53 331,00
chassi longo 5,00 3 356 7494 10 850 18 500 54 321,00
I) Potência de 196 HP (SAE) a 4 000 rpm Pneus 825 x 20 com 10 lonas 21 Potência de 140 HP 15011 a 100 rpm. Pneus 900 20 com 12 lonas.
(diantaros) e 900 x 20 com 12 lonas (traseiros) 00207 0$ preços com cámhaa rle 4 mamilosA frente, com 5 marchas.
nna,s Cr$ 756.00

Gasolina
FORD. F-600- chassi curto com cabina 3,96 3 165 7 835 11 000 19 000 40 003,55
WILLYS F-600- chassi médio com cabina 4,42 3 220 7 780 11 000 19 000 40 093,21
F-600 - chassi longo com cabina 4,93 3 335 7 665 11 000 19 000 41 145,98
F-600 -- chassi ultralongo com cabina 5.39 3 570 7 430 11 000 19 000 42 198,73
Diesel
F-600 - chassi curto com cabina 3,96 3 400 7 600 11 000 19 000 52 958,82
F-600•- chassi médio com cabina 4,42 3 455 7 545 11 000 19 000 53 049,14
F-600 - chassi longo com cabina 4,93 3 570 7 430 11 000 19 000 54 095,94
F-600 - chassi ultralongo com cabina 5,39 3 810 7 190 11 000 . 19 000 55 142,72
II Potênc,a do 157 HP - o ollrroo operonal (SAÍ) a 4 400 rpm para os Pneus 825 x 20 com 10 lonas Infianteiros) assoa 20,07, 72 lonas (trasemos).
motores g gasoltnx, 140 HP (SAS) 3000 rpm para rts motores diesel

MERCEDES. 1-608-D - chassi com cabina avançada 4,20 3 640 7 360 11 000 18 500 45 395,55
BENZ L-608-D - chassi com cabina avançada 4.83 3 690 7 310 11 000 18 500 45 987,90
1-1113/42- chassi c/ cabina semi-avançada 4,20 3 610 7 390 11 000 18 500 63 645,08
L-1113/48 - idem 4.83 3 680 7 320 11 000 18 500 64 897,42
LK-1113/36 - idem para basculante 3,60 3 560 , 7 440 11 000 18 500 63 898,65
15-1113/36'- idem para cavalo-mecânico 3,60 3 620 - 19 000 - 64 897,42
LA-1113/42 - ■dem com fração nas 4 rodas 4,20 3 890 7 110 11 000 18 500 76 921,75
LA-1113/48 - ideal idem 4,83 3 960 7 040 11 000 18 500 78 425,80
LAK-1113/36 - idem idem para basculante 3,60 3 840 7 160 11 000 18 500 76 921,75
LS-1113/36 - idem idem para cavalo-me-
cânico 3,60 3 900 - 19 000 - sob consulta
) Capacidade rriggirng de ilação com sem, reboque de 0,7, eixo Deve ns velcules das series 1113 e 1.1313 145 HP (SAE) a 2000 rorn Pneus
apresentar certificado de adaptação do chato, Poténuia de motor para para os vacolos da serie LP,1113 0000 20 com 12 lonas

CAMINHÕES LEVES, PICKUPS E UTILITÁRIOS'

CHEVROLET C-1404' - chassi com cabina e carroçaria aço 2,92 1 720 550 2 270 30 751,00
C-14142 - camioneta cabina dupla 2,92 1 770 500 2 270 37 236,00

--■
C-1416' - perua Veraneio 2,92 1 935 -- 35 122,00
C-1504' - chassi c,/ cab e carroçaria aço 3,23 1 910 700 2 610 31 927,00
11 Modelos produz,dos sob encomenda com e sem cacnrribh e cem lei 21 Pneus 7 O x 15 com lonas naus 710 x 15 com 0 lonas Potência
calma Pneus 050 x Ia com G lonas de (49 HP a 3 800 itith

DODGE 100' - camioneta com caçamba de aço 2,90 1 650 709 2 359 28 926,00
400' - chassi com cabina 3,38 1 860 3 583 5 443 32 595.00
II Potência de 198 HP (SAE) a 4 400 rpm Polars 850 IS com a lonas 21 POlencia de 203 HP 1SAE) a 4 400 rpm Pneus 750 x 10 com 8 lonas

FORO- F-100 - camioneta com caçamba de aço 2,80 1 468 800 2 268 - 31 056,97
WILLTS F-350 - chassi com cabina 3,30 1 918 3 493 5 443 - 34 660,44
F-75 - camioneta standard 4x2 2,65 1 551 750 2 301 - 21 287,64
Jeep - CJ-6/2 com 2 portas sem capota 2,56 - - - 17 863,75
Jeep - CJ-6/4 com 4 portas 2,56 - 18 652,01
Rural - standard 2,65 --- - 18 842,10
Rural - luxo 2,65 - - - 21 334,14
Prhêncra de 90 HP 104E1 a 4000 q .' Pneu ,50 H ,om e lona, (icei, 1. camionetas] 115 d 1 5 lrerall

MERCEDES- 1-608 D - chassi curto com cabina 2,95 2 310 3 690 6 000 - 42 393,67
BENZ 1-608 D - chassi longo com cabina 3,50 2 425 3 575 6 000 - 42 931.32
Pot n de 94 HP (SAE) a 0700 rpm Onero 300 o 0110

TOYOTA OJ 40 L - capota de lona ' 2,28 1 500 450 1 950 - 25 681,00


OJ 40 LV - capota de aço 2,28 1 650 450 2 100 - 27 844,20
OJ 40 LV-B - perua com capota de aço 2,75 1 750 525 2 275 - 23 149,30
OJ 45 LP-B - camioneta c/ carroçaria de aço 2.75 1 700 1 000 2 700 -' 31 754,30
OJ 45 LP-B3 -- camioneta s/ carroçaria . 2,75 1 550 1 150 2 700 - 30 923,20
VOLKS- Furgão de aço 2,40 1 070 1 000 2 070 - 18 033,50 ,
WAGEN Kombi standard 2,40 1 140 930 2 070 19 742,00
Kombi luxo 2,40 1 200 870 2 070 - 22 147,00
Camioneta 2,40 - 930 2 070 - 18 724,00
Pote.. de 52 HP (SAL) a 4 600 rpm Pneus 640 x 15 cum 6 lonas

ÔNIBUS

Gasolina
CHEVROLET C-6512P - chassi para ónibus 4,43 - 10 700 - 38 006.00
C-6812P - chassi para ónibus 5.00 - 10 700 - 39 089,00
Diesel
D-6512P -- chassi para ônibus 4,43 - - 10 700 - 50 592,00
D-6812P - chassi para ônibus 5,00 - - 10 700 51 644,00
D-7812P - chassi para ônibus 5,00 - 10 700 -
Todos os .modelos fabHcados sob encomenda Potência de 149 HP 154E1 a com 10 lon, s (dianterros) e 900 x 20 com 12 lonas (tr neurosl
3 800 rprn (gasolina) e 140 HP 1SAE) a 3 000 rpm (diesel) Pneus 825 x 20 !rego a ar

FNM V-9' 5,54 4 850 10 690 15 000 83 591.00


V-15' 6,00 5 160 9 030 14 190 104 145,00,
II Polência de 182 CV (SAE) a 2 000 rpro 21 Potencia de 201 CV 15001 a 2 200 rpm

MAGIRUS RSL-413/ - chassi rodoviário V-8 6,00 4 300 8 700 13 000


Motor diesel Deutz oito cd(ndros potêncla de 215 e 265 HP

MERCEDES- 0-362.HLST 5,55 11 500 138 010,91


BENZ 0-362-HLS 5,55 11 500 151 061,61
0-362-A 5,55 11 500 151 061,61
0-326 5,952 12 500 186 922,56
II Plataforma com motor para montagem por terceiros Oroltus monobloco
81 1erurbano. , nelas inclinadas. 30 poltronas reclina
21 Número de passageiros sentados. vets ou quarenta pOltroorrs semi reeloevers
3) Peso bruto total, sem limite de velocidade. 9) Potênc, do motor 85 CV a 2 00 rpm
4) Peso bruto total, para velocidade de até 30 km/h. 10) ónibus monobloco rodoviario - úmero de lugares quarenta polironas
50 ônibus monobloco urbano, corn conjunto para cobrador e c.a, ca. 28 semi re 1,naveis, 36 oltronas reg inave,s, 34 poltronas nas versões com
passageiros sentados, sem o conjunto, para trinta passageiros se tadOS toalete: e desesseI poltronas a versao ledo com toalete
Si ónibus monobloco urbano com conjunto para cobrador e catr ca. 36 11) OS ver aios da serie 11,321 tém potência de 110 CV a 3 000 rpn, os
passageiros sentados, sem o conjunto. para 38 passagerros se lados da ser, 0.352 tom otência de 130 CV a 2H00 rpm, os dg série 1113.
71 ónibus monobloco interurbano, janelas inclinadas e poltronas reclinavas potènci de 130 CV a 2000 rpm

SCANIA B-110 - chassi para ônibus 6,30 150 110,00


13-110 - chassi para ônibus 6,30 4 800 14 000 160 593,00
Potência de 210 HP a 2 200 rpm Pneus 1 100 x 22 com ia lonas
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PORT. N° 391 - 22/9/54
SÃO PAULO

CARTA-RESPOSTA COMERCIAL
NÃO E NECESSÁRIO SELAR ESTA CARTA

O SELO SERÁ PAGO PELA

EDITORA ABRIL LTDA.


CAIXA POSTAL, 5095 SÃO PAULO SP
GRUPO TÉCNICO
CEP 01000

CARTA-RESPOSTA
AUTORIZAÇÃO No 241
PORT. N9 391 - 22/9/54
SÃO PAULO

CARTA-RESPOSTA COMERCIAL
NÃO É NECESSÁRIO SELAR ESTA CARTA

O SELO SERÁ PAGO PELA

EDITORA ABRIL LTDA.


CAIXA POSTAL, 5095 SÃO PAULO SP i
GRUPO TÉCNICO
CEP 01000
ALGUMAS EMPRÉSAS
NAO USAM
EQUIPAMENTOS BAMBOZZI
PARA SOLDA ELETRICA.
É POR ISSO QUE
. A SUA
ESTA PROGREDINDO.
Você sabe que para executar um bom serviço de O conjunto Bambozzi com motor Diesel também
solda elétrica é muito importante um equipa- está presente nas emprêsas que, como a sua, gos-
mento de primeira linha. Por isso exige Bambozzi, tam de executar bons serviços de solda elétrica:
que há 25 anos produz qualidade e põe à sua dis- cabine removível, venezianas escamoteáveis, vara
posição os conversores motorizados Bambozzi de de tração reforçada, pneus de quatro lonas aro 16
corrente contínua modelos TN 7-B/63-600 amperes, e contrôle de fácil acesso.
TN6-B/56-375 amperes e TN3-B/45-200 amperes.
São equipamentos de confiança, fabricados por
quem realmente entende de solda elétrica: le-
ves, fáceis de transportar e de fácil manutenção.

Se o seu concorrente descobrir que o seu equipamento é BAMBOZZI não fique aborrecido. Minai, todo mundo merece progredir na vida
17.1141,1 I (1%

13FIMBOZZI S.A.
MÁQUINAS HIDRÁULICAS E ELÉTRICAS
MATÃO (SP)
BAMBOZZI 50 anos servindo qualidade — 25 anos de experiência em solda elétrica
Vamos. Confesse.
Você tem um caminhão que não
é Scania, mas gostaria muito de ter c
um. Não é verdade? E é na estrada
que você mais sente a inferioridade
do seu caminhão comum. É quando
você vê os caminhões Scania passan-
do mais carregados, mais rápidos e
mais seguros - e faturando mais. En-
quanto o seu caminhão comum geme
nas subidas e você chora nas ofici-
nas, o tempo vai passando e quem
tinha um Scania agorajá é um frotista.
Para seu governo, você pode op-
tar pelo Scania Super ou Convencio
nal de acordo com suas necessidades,
de transporte. Mas se você quiser
a mais alta velocidade média e o mais
baixo custo _operacional, você não
, tem opção. E Scania. Simplesmente
o caminhão mais potente e mais eco-
nômico fabricado no Brasil.
Vamos, troque de caminhão.
Suba até um Scania.
~3-SCANIA
do Brasil S.A.

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