0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações126 páginas

Movimento Harmônico Simples: Aula 02

aaaaa

Enviado por

Vinícius Mendes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações126 páginas

Movimento Harmônico Simples: Aula 02

aaaaa

Enviado por

Vinícius Mendes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

EN 2024

MHS

AULA 02
Movimento Harmônico simples

Prof. Vinícius Fulconi


Prof. Vinícius Fulconi

Sumário
Apresentação do Professor 5

1. PRESSÃO 7

1.1 - CARACTERIZAÇÃO DO MOVIMENTO 7


1.1.1. FORMULAÇÃO FÍSICA 7
1.1.2. ALGUNS TERMOS DO MOVIMENTO 7

2. EQUAÇÃO DO MHS 8

2.1 DEDUÇÃO MATEMÁTICA PARA A EQUAÇÃO DO MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES 9


2.1.1. RELAÇÃO ENTRE VELOCIDADE E DESLOCAMENTO 9
2.1.2. RELAÇÃO ENTRE A ACELERAÇÃO E DESLOCAMENTO 9
2.1.3. EQUAÇÃO DO MOVIMENTO EM FUNÇÃO DO TEMPO 10
2.1.4. PERÍODO (𝑻) DE UM MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES 10
2.1.5. Analogia gráfica 10
2.1.6. CARACTERÍSTICAS DO MOVIMENTO 11

2.2 MOVIMENTO CIRCULAR 14


2.2.1. POSIÇÃO 14
2.2.2. VELOCIDADE 14
2.2.3. ACELERAÇÃO 15
2.2.4. VERIFICAÇÃO DO MOVIMENTO 15
2.2.5. FORMULAS PARA A PROVA DO ITA E DO IME 16

3. ENERGIA NO MHS 19

4. SISTEMAS MASSA - MOLA 21

4.1 - MÉTODO DAS FORÇAS 21

4.2 - MÉTODO DAS ENERGIAS 22

4.3 - COMBINAÇÃO DE MOLAS 23


4.3.1. CORTES EM MOLAS 23
4.3.2. COMBINAÇÃO EM SÉRIE 24
4.3.2. COMBINAÇÃO EM PARALELO 24

5. PÊNDULO 28

5.1 - PÊNDULO SIMPLES 28


5.1.1. MÉTODO DOS TORQUES 28

5.2 - PENDULO SIMPLES EM REFERENCIAS ACELERADOS 29


5.2.1. ACELERAÇÕES VERTICAIS 29
5.2.2. ACELERAÇÕES HORIZONTAIS 30
5.2.3. PLANOS INCLINADOS 31

5.3 - PÊNDULO COM COMPRIMENTO DE FIO MUITO GRANDE 31

AULA 02 – MHS 2
Prof. Vinícius Fulconi

5.4 - PÊNDULO SIMPLES EM UM LÍQUIDO 33

5.5 - TÚNEL EM GRAVITAÇÃO 33

6. OSCILAÇÕES E HIDROSTÁTICA 35

6.1 - CORPOS FLUTUANTES 35

6.2 - TUBOS EM U 36

7. Figuras de Lissajous 38

Questões - Nível 1 41

Gabarito - Nível 1 47

Questões comentadas - Nível 1 48

Questões - Nível 2 60

Gabarito - Nível 2 75

Questões comentadas - Nível 2 76

Questões - Nível 3 103

Gabarito - Nível 3 110

Questões comentadas - Nível 3 111

Referências Bibliográficas 126

Considerações Finais 126

AULA 02 – MHS 3
Prof. Vinícius Fulconi

Siga minhas redes sociais!

Bizuario da física @viniciusfulconi @professorviniciusfulconi

AULA 02 – MHS 4
Prof. Vinícius Fulconi

Apresentação do Professor
Querido aluno(a), seja bem-vindo(a) à nossa primeira aula!
Sou o professor Vinícius Fulconi, tenho vinte e seis anos e estou cursando Engenharia
Aeroespacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Irei contar um pouco sobre minha
trajetória pessoal, passando pelo mundo dos vestibulares com minhas principias aprovações, até
fazer parte da equipe de física do Estratégia Militares.
No ensino médio, eu me comportava como um aluno mediano. No final do segundo ano
do ensino médio, um professor me desafiou com a seguinte declaração: Você nunca vai passar
no ITA! Essa fala do professor poderia ter sido internalizada como algo desestimulador e, assim
como muitos, eu poderia ter me apegado apenas ao que negritei anteriormente. Muitos
desistiriam! Entretanto, eu preferi negritar e gravar “Você vai passar no ITA!
Querido aluno(a), a primeira lição que desejo te mostrar não é nenhum conteúdo de física.
Quero que transforme seu sonho em vontade de vencer. Transforme seus medos e incapacidades
em desafios a serem vencidos. Haverá muitos que duvidarão de você. O mais importante é você
acreditar! Nós do Estratégia Militares acreditamos no seu potencial e ajudaremos você a realizar
seu sonho!
Perseverânça e
Sonhos trabalho duro Realizações

Após alguns anos estudando para o ITA, usando muitos livros estrangeiros, estudando sem
planejamento e frequentando diversos cursinhos do segmento, realizei meu sonho e entrei em
umas das melhores faculdades de engenharia do mundo. Além de passar no ITA, ao longo da
minha preparação, fui aprovado no IME, UNICAMP, Medicina (pelo ENEM) e fui medalhista na
Olimpíada Brasileira de Física.
Minha resiliência e grande experiência em física, que obtive estudando por diversas
plataformas e livros, fez com que eu me tornasse professor de física do Estratégia Militares. Tenho
muito orgulho em fazer parte da família Estratégia e hoje, se você está lendo esse texto, também
já é parte dela. Como professor, irei te guiar por toda física, alertando sobre os erros que cometi
na minha preparação, mostrando os pontos em que obtive êxito e, assim, conseguirei identificar
quais são seus pontos fortes e fracos, maximizando seu rendimento e te guiando até à faculdade
dos seus sonhos.
Você deve estar se perguntando: O que é necessário para começar esse curso?

AULA 02 – MHS 5
Prof. Vinícius Fulconi

AULA 02 – MHS 6
Prof. Vinícius Fulconi

1. PRESSÃO

1.1 - CARACTERIZAÇÃO DO MOVIMENTO


O movimento harmônico simples é um movimento oscilatório que respeita certas
condições de movimento:
• Há a presença de uma força restauradora atuando continuamente sobre o sistema
oscilante.
• A aceleração do sistema é diretamente proporcional ao deslocamento efetivo.
• A constante de proporcionalidade entre a aceleração e o deslocamento é um número
real positivo.

1.1.1. FORMULAÇÃO FÍSICA


Considere um sistema que oscila entre as posições A e B. Considere o segmento de reta (𝐴𝐵) que
liga os pontos A e B e a mediatriz desse segmento, passando pelo ponto O.

Figura 1: Esquema representativo de um movimento oscilatório em torno de um ponto O.

Para uma partícula puntiforme de massa 𝒎, oscilando entre os pontos A e B, o ponto de equilíbrio
é dado pelo ponto O. Para um ponto genérico P, entre os pontos A e B, a aceleração do corpo
sempre se dirige para o ponto de equilíbrio. Isto é, sempre há atuação de uma força restauradora.

1.1.2. ALGUNS TERMOS DO MOVIMENTO


(A) Amplitude (𝐴):
É o máximo deslocamento, em relação ao ponto de equilíbrio O, que a partícula possui no
movimento harmônico. Seu valor é dado por:
𝑥𝐴 + 𝑥𝐵
𝐴=| |
2
(B) Período de Oscilação (T)

AULA 02 – MHS 7
Prof. Vinícius Fulconi

É o tempo gasto pela partícula até que ela volte a repetir seu movimento.
(C) Frequência angular (𝜔)
É o número de revolução (em radianos) por unidade de tempo. Se a frequência do
movimento é 𝑓 e o período é 𝑇:
2𝜋
𝜔 = 2𝜋𝑓 =
𝑇

2. EQUAÇÃO DO MHS
Dizemos que um corpo possui um movimento hormônico simples quando:

Um corpo executa um movimento harmônico simples se, e somente se, sua aceleração resultante for
diretamente proporcional ao negativo do deslocamento.

Esta condição se traduz matematicamente para equação diferencial:


𝑑2 𝑥 𝐾
𝑎= =− ⋅𝑥
𝑑𝑡² 𝑚
𝐾
𝑎=− ⋅𝑥
𝑚
Em que:
𝑑2 𝑥
• 𝑎= − 𝑎𝑐𝑒𝑙𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑟𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
𝑑𝑡²
• 𝑥 − 𝑑𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑖𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡â𝑛𝑒𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
• 𝐾 − 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑣𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
• 𝑚 − 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
No estudo de MHS, na maioria das vezes não estamos preocupados em resolver a equação
diferencial, mas apenas chegar na equação que mostra a aceleração sendo diretamente
proporcional a perturbação 𝑥.

AULA 02 – MHS 8
Prof. Vinícius Fulconi

2.1 DEDUÇÃO MATEMÁTICA PARA A EQUAÇÃO DO


MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES

2.1.1. RELAÇÃO ENTRE VELOCIDADE E DESLOCAMENTO


Considere a equação diferencial para o movimento harmônico simples:
𝑑2 𝑥 𝐾
𝑎= =− ⋅𝑥
𝑑𝑡² 𝑚
𝑑𝑥
Multiplicando ambos os lados da equação por :
𝑑𝑡
𝑑 𝑑𝑥 𝑑𝑥 𝐾 𝑑𝑥
[ ( )] ⋅ =− ⋅𝑥⋅
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑚 𝑑𝑡

𝑑𝑣 𝐾 𝑥 ⋅ 𝑑𝑥
∫𝑣 ⋅ =∫− ⋅
𝑑𝑡 𝑚 𝑑𝑡
𝑣2 𝐾 𝑥2
=− ⋅ +𝑐
2 𝑚 2
Sendo c uma constante de integração. Para 𝑥 = 𝐴 (amplitude de movimento), ou seja, o corpo
atingiu o ponto mais longe da sua posição de equilíbrio e para retornar ao ponto inicial, a
velocidade precisa mudar de sentido. Da cinemática, sabemos que nesse ponto a velocidade do
corpo é nula:
𝐾 𝐴2 𝐾 𝐴2
0=− ⋅ +𝑐 ⟹𝑐 = ⋅
𝑚 2 𝑚 2
Assim, temos para a equação:

1 𝑑𝑥 2 𝐾 ⋅ 𝑥2 𝑑𝑥 𝐾
( ) =− (𝐴 − 𝑥 2 ) ⟹ = √ √𝐴 − 𝑥 2
2 𝑑𝑡 2𝑚 𝑑𝑡 𝑚
Definiremos a frequência angular do movimento como 𝜔, assumindo o valor de:
𝐾
𝜔² =
𝑚
Portanto, para um movimento harmônico simples:

𝑣 = 𝜔 ⋅ √𝐴² − 𝑥 2

2.1.2. RELAÇÃO ENTRE A ACELERAÇÃO E DESLOCAMENTO


Após adotar o valor de 𝜔, sabendo que 𝑎 = 𝑑𝑣/𝑑𝑡, chegamos que:
𝑎 = −𝜔² ⋅ 𝑥

AULA 02 – MHS 9
Prof. Vinícius Fulconi

E essa equação da aceleração do MHS é muito importante, pois ela revela os pontos onde
a aceleração terá módulo máximo e mínimo.

2.1.3. EQUAÇÃO DO MOVIMENTO EM FUNÇÃO DO TEMPO


Se analisarmos e manipularmos a relação (𝐹: 2.1.2) temos:

𝑑𝑥 𝐾
=√ ⋅ 𝑑𝑡
√𝐴 − 𝑥 2 𝑚
Integrando ambos os lados da equação:

𝑑𝑥 𝐾 𝑥
∫ = ∫√ ⋅ 𝑑𝑡 ⟹ 𝑎𝑟𝑐 𝑠𝑒𝑛 ( ) = 𝜔 ⋅ 𝑡 + 𝑐
√𝐴 − 𝑥 2 𝑚 𝐴

𝑥(𝑡) = 𝐴 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔 ⋅ 𝑡 + 𝑐 )
Esta relação mostra como a equação horária do corpo em função da amplitude do
movimento e a frequência angular do MHS.

2.1.4. PERÍODO (𝑻) DE UM MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES


A função seno é uma função periódica e, portanto, temos a seguinte relação:
𝑠𝑒𝑛(𝑡 ) = 𝑠𝑒𝑛(𝑡 + 𝑇), 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑇 𝑜 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑎 𝑓𝑢𝑛çã𝑜
Temos também que, dada uma velocidade angular:
2𝜋
𝑇=
𝜔
Logo o período do movimento é dado por:
𝑚
𝑇 = 2𝜋√
𝐾

2.1.5. Analogia gráfica


Considere uma caneta presa em um bloco preso em uma mola vertical. Um papel se move
com velocidade constante na direção horizontal. O bloco oscila e a caneta risca o papel, como
mostrado abaixo.

AULA 02 – MHS 10
Prof. Vinícius Fulconi

Figura 2: Representação esquemática de um MHS. A medida que o corpo de massa 𝑚 oscila na vertical, o papel se movimenta na horizontal
descrevendo como varia a posição do corpo em função do tempo.

A figura formada no papel é justamente uma função senoidal, conforme vimos na


demonstração da função horária do MHS:
𝑥(𝑡) = 𝐴 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔 ⋅ 𝑡 + 𝑐 )

2.1.6. CARACTERÍSTICAS DO MOVIMENTO


Considere uma mola presa em uma parede. A mola tem constante elástica 𝐾 e um corpo
de massa 𝑚 está preso à mola. Inicialmente o bloco está em repouso e a mola não está distendida.

Figura 3: Representação de um sistema massa mola em MHS.

A mola é distendida 𝐴 metros para a direita, em reação a sua posição de equilíbrio. Adota se um
eixo horizontal positivo para a direita.
Vale ressaltar que a orientação do eixo adotado é sempre coincidente com o sentido positivo do
deslocamento.
• Se o deslocamento ocorre para a direita, o sentido positivo do eixo estará para a
direita.
• Se o deslocamento ocorre para a esquerda, o sentido positivo do eixo estará para a
esquerda.

AULA 02 – MHS 11
Prof. Vinícius Fulconi

Figura 4: Massa após sofrer uma elongação.

Analisando o digrama de corpo livro para o corpo temos:

Figura 5: Diagrama de corpo livre no bloco.

Para a direção horizontal a força resultante é a força provocada pela mola. Na direção vertical a
resultante é nula, pois o bloco não se move nessa direção.
A força elástica, resultante da direção horizontal, tem sentido oposto ao eixo adotado e,
dado que a elongação da mola é 𝐴, temos:
𝐹𝑅 = −𝐾 ⋅ 𝐴
Da segunda lei de Newton:
𝐾
𝐹𝑅 = −𝐾 ⋅ 𝐴 = 𝑚 ⋅ 𝑎 ⇒ 𝑎 = − ⋅𝐴
𝑚
A relação encontrada acima é justamente a expressão necessária e suficiente para a
realização de um movimento harmônico simples. Deste modo, o corpo executa um MHS.
Analisaremos algumas posições do corpo, na execução do movimento harmônico simples.
Considere a figura abaixo:

AULA 02 – MHS 12
Prof. Vinícius Fulconi

Figura 6: Características das velocidades e das acelerações no MHS.

Faremos uma tabela para analisar as velocidades, acelerações e equilíbrios nas posições
mostradas acima. Para isso, basta analisar os pontos de máxima e de mínima amplitude, assim
como o ponto onde a amplitude é nula nas expressões da velocidade e da aceleração do MHS.
Posição Estado de Movimento Aceleração Velocidade Deslocamento
A O corpo possui aceleração Para 𝑥 = 𝐴: Para 𝑥 = 𝐴: É a própria
máxima e velocidade nula. 𝑎𝑚á𝑥 = −𝜔2 ⋅ 𝐴 𝑉=0 amplitude A.
Está em um ponto de máximo
deslocamento (amplitude A).
B O corpo possui aceleração Para 𝑥 = 0: 𝑣𝑚á𝑥 = −𝜔 ⋅ 𝐴 O deslocamento é
nula e velocidade máxima. 𝑎=0 nulo.
Está momentaneamente em
equilíbrio.
C O corpo possui aceleração Para 𝑥 = −𝐴: Para 𝑥 = −𝐴: É a própria
máxima e velocidade nula. 𝑎𝑚á𝑥 = 𝜔2 ⋅ 𝐴 𝑉=0 amplitude A.
Está em um ponto de máximo
deslocamento (amplitude A).
D O corpo possui aceleração Para 𝑥 = 0: 𝑣𝑚á𝑥 = 𝜔 ⋅ 𝐴 O deslocamento é
nula e velocidade máxima. 𝑎=0 nulo.
Está momentaneamente em
equilíbrio.

AULA 02 – MHS 13
Prof. Vinícius Fulconi

2.2 MOVIMENTO CIRCULAR


Considere um objeto em trajetória circular de raio A. O movimento é uniforme com
velocidade linear 𝑉. O corpo parte de 𝑥 = 𝐴 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠, 𝑦 = 0 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠 no tempo 𝑡 = 0 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠.

Figura 7: Objeto deslocando com velocidade angular constante em um movimento circular.

Para o movimento circular uniforme, temos:


𝜙 =𝜔⋅𝑡

2.2.1. POSIÇÃO
A projeção horizontal (eixo x) do movimento circular é dado por:
𝑥 = 𝐴 ⋅ 𝑐𝑜𝑠𝜙
𝑥 (𝑡 ) = 𝐴 ⋅ cos(𝜔 ⋅ 𝑡 ) (𝐼)
Podemos pensar, em primeira análise, que a expressão (I) é diferente da função horária do MHS
encontrada anteriormente e, portanto, não seria um movimento harmônico simples. Entretanto,
podemos fazer a seguinte operação:
𝑐𝑜𝑠𝛼 = 𝑠𝑒𝑛(90° − 𝛼)
𝜋
𝑥 (𝑡 ) = 𝐴 ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 ) = 𝐴 ⋅ 𝑠𝑒𝑛 ( − 𝜔 ⋅ 𝑡)
2
𝜋
𝑥 (𝑡 ) = −𝐴 ⋅ 𝑠𝑒𝑛 (𝜔 ⋅ 𝑡 − ) (𝐼𝐼)
2
Faremos nos tópicos seguintes a confirmação que o movimento apresentado pela equação (𝐼𝐼) é
um movimento harmônico simples.

2.2.2. VELOCIDADE
A velocidade horizontal, decomposta em x, é dada por:
𝑉𝑋 (𝑡 ) = −𝑉 ⋅ 𝑠𝑒𝑛 𝜙

AULA 02 – MHS 14
Prof. Vinícius Fulconi

𝑉𝑋 (𝑡 ) = −𝑉 ⋅ 𝑠𝑒𝑛 (𝜔 ⋅ 𝑡 ) (𝐼𝐼𝐼)
O sinal negativo indica que a velocidade está no sentido oposto ao sentido positivo do eixo
x.

2.2.3. ACELERAÇÃO
O movimento circular uniforme só apresenta aceleração centrípeta. Assim, faremos a
decomposição da aceleração centrípeta na direção horizontal.
𝑉2
𝑎𝑋 (𝑡 ) = − ⋅ 𝑐𝑜𝑠 𝜙
𝑅
𝑉2
𝑎𝑋 (𝑡 ) = − ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 ) (𝐼𝑉)
𝐴

2.2.4. VERIFICAÇÃO DO MOVIMENTO


Para ser um MHS, devemos verificar o cumprimento da seguinte equação diferencial:
𝑑²𝑥
+ 𝜔2 ⋅ 𝑥 = 0
𝑑𝑡²
Substituindo (𝐼):
𝑑 𝑑
𝐸= ( (𝐴 ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 ))) + 𝜔2 ⋅ 𝐴 ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 )
𝑑𝑡 𝑑𝑡
𝐸 = −𝜔2 ⋅ 𝐴 ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 ) + 𝜔2 ⋅ 𝐴 ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 )
𝐸=0
Portanto, a projeção horizontal de um movimento circular uniforme é um movimento harmônico
simples.
Outra forma de verificar que é um MHS, seria manipular a expressão da aceleração 𝑎𝑋 (𝑡) com a
expressão de 𝑥(𝑡), da seguinte forma:
𝑉2 𝑉2 𝑉2
𝑎𝑋 (𝑡) = − ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 ) = − 2 ⋅ 𝐴 ⋅ cos( 𝜔 ⋅ 𝑡 ) = − 2 ⋅ 𝑥(𝑡)
𝐴 𝐴 𝐴
Portanto:
𝑉2
𝑎𝑋 (𝑡 ) = −⋅ 𝑥(𝑡)
𝐴2
Este resultado mostra que a aceleração é diretamente proporcional ao deslocamento 𝑥 e,
portanto, é um MHS.

AULA 02 – MHS 15
Prof. Vinícius Fulconi

Exemplo 1:
Verifique se o movimento 𝑦(𝑡 ) = 𝑎 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡) + 𝑏 ⋅ cos (𝜔𝑡) é um movimento
harmônico simples.
Comentário:
Basta testar a equação:
𝑑²𝑦
+ 𝜔2 ⋅ 𝑦 = 0
𝑑𝑡²
𝑑𝑦
= 𝑎𝜔 ⋅ 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 ) − 𝑏𝜔 ⋅ sen (𝜔𝑡)
𝑑𝑡
𝑑²𝑦
= −𝑎𝜔² ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 ) − 𝑏𝜔² ⋅ cos (𝜔𝑡)
𝑑𝑡²
Aplicando a definição, temos:
−𝑎𝜔² ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 ) − 𝑏𝜔² ⋅ cos (𝜔𝑡) +𝜔2 (𝑎 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 ) + 𝑏 ⋅ cos(𝜔𝑡 )) = 0
Deste modo, o movimento é harmônico simples.

2.2.5. FORMULAS PARA A PROVA DO ITA E DO IME


Listaremos a seguir as principais fórmulas para a aplicação direta de um movimento
harmônico simples.

Vai cair na prova


Equações do movimento:
- Posição
𝒙(𝒕) = 𝑨 ⋅ 𝒄𝒐𝒔 (𝝎𝒕 + 𝝋𝟎 )
- Velocidade
𝒗(𝒕) = −𝝎 ⋅ 𝑨 ⋅ 𝒔𝒆𝒏 (𝝎𝒕 + 𝝋𝟎 )
- Aceleração
𝒂(𝒕) = −𝝎² ⋅ 𝑨 ⋅ 𝒄𝒐𝒔 (𝝎𝒕 + 𝝋𝟎 )
𝝋𝟎 − 𝑭𝒂𝒔𝒆 𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝒅𝒐 𝒎𝒐𝒗𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐
𝑨 − 𝑨𝒎𝒑𝒍𝒊𝒕𝒖𝒅𝒆
𝝎 − 𝒇𝒓𝒆𝒒𝒖ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒂𝒏𝒈𝒖𝒍𝒂𝒓

AULA 02 – MHS 16
Prof. Vinícius Fulconi

Relações entre as grandezas


𝒗 = 𝝎 ⋅ √𝑨² − 𝒙𝟐
𝒂 = −𝝎² ⋅ 𝒙
𝒂
𝒗 = 𝝎 ⋅ √𝑨𝟐 +
𝝎²

Exemplo 2:
𝑟𝑎𝑑
Uma partícula executa um MHS com 𝜔 = 4𝜋 com amplitude 𝐴 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠. No
𝑠
instante inicial a partícula tem aceleração máxima possível para o movimento. A
partícula é liberada do repouso em 𝑡 = 0 𝑠, iniciando seu movimento. Se no instante 𝑡
√3
a partícula já percorreu (1 − ) ⋅ 𝐴 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠 , determine t.
2
Comentário:
A equação do movimento é do tipo:
𝑥 (𝑡 ) = 𝐴 ⋅ 𝑐𝑜𝑠 (𝜔𝑡 + 𝜑0 ) ⇒ 𝑥 (𝑡 ) = 𝐴 ⋅ 𝑐𝑜𝑠 (4𝜋𝑡 + 𝜑0 )
Na posição de aceleração máxima: 𝑥 = 𝐴, 𝜑0 = 0
𝑥 (𝑡 ) = 𝐴 ⋅ 𝑐𝑜𝑠 (4𝜋𝑡)
√3 𝐴√3
Se a partícula percorreu (1 − ) ⋅ 𝐴, 𝑥 =
2 2
𝐴√3 𝜋
= 𝐴 ⋅ 𝑐𝑜𝑠 (4𝜋𝑡) ⇒ 𝑐𝑜𝑠 (± + 2𝑘𝜋) = 𝑐𝑜𝑠 (4𝜋𝑡)
2 6
𝜋 1 𝑘
± + 2𝑘𝜋 = 4𝜋𝑡 ⇒ 𝑡 = (± + ) 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠, 𝑘 𝜖 ℤ
6 24 2

Exemplo 3:
Uma partícula executa um MHS, oscilando entre dois pontos fixos separados de 20 cm.
Se a velocidade máxima é de 30 𝑐𝑚/𝑠. Encontre a velocidade quando o deslocamento
é 𝑥 = 5 𝑐𝑚.
Comentário:
Dividindo as duas equações abaixo:
𝑣 = 𝜔 ⋅ √𝐴² − 𝑥 2
𝑣𝑚á𝑥 = 𝜔 ⋅ 𝐴
Temos:
𝑣 √𝐴²−𝑥 2 𝑣 √10²−52
= ⇒ =
𝑣𝑚á𝑥 𝐴 30 10

𝑣 = 20 ⋅ √3 𝑐𝑚/𝑠

AULA 02 – MHS 17
Prof. Vinícius Fulconi

Exemplo 4:
Uma partícula de massa 𝑚 = 1 𝑘𝑔 oscila em movimento harmônico simples com
frequência angular 1 𝑟𝑎𝑑/𝑠. Encontre a fase da partícula em 𝑡 = 1 𝑠, ao passar pelo
ponto de velocidade máxima.
Comentário:
A fase da partícula é denotada por:
Φ = ω ⋅ t + 𝜑0
No ponto de velocidade máxima:
𝜋
𝜑0 =
2
Ou
3𝜋
𝜑0 =
2
Portanto,
𝜋
Φ=1+
2
3𝜋
Φ=1+
2

AULA 02 – MHS 18
Prof. Vinícius Fulconi

3. ENERGIA NO MHS
A energia total (𝐸) no movimento harmônico simples é a contribuição da energia potencial
(𝑈) e da energia cinética (𝐾).
𝐸𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = 𝐸𝐶𝐼𝑁É𝑇𝐼𝐶𝐴 + 𝐸𝑃𝑂𝑇𝐸𝑁𝐶𝐼𝐴𝐿
𝐸 =𝐾+𝑈
O movimento harmônico simples é definido pela equação:
𝐹 = −𝐾 ⋅ 𝑥
O trabalho realizado pela força 𝐹 é a energia potencial armazenada do sistema quando está
deslocado 𝑥 de sua posição de equilíbrio.
𝑋
𝑈 = ∫ ( 𝐾 ⋅ 𝑥) ⋅ 𝑑𝑥
0

𝑥²
𝑈(𝑥) = 𝐾 ⋅
2
Mas pela definição do 𝜔, podemos reescrever a energia potencial da seguinte forma:
𝑚𝜔2 𝑥 2
𝑈 (𝑥 ) =
2
Em função do tempo, faremos a substituição da equação x(t) = A ⋅ cos (𝜔𝑡 + φ0 ):
A² ⋅ cos² (𝜔𝑡 + φ0 )
𝑈(𝑡 ) = 𝑚 ⋅ 𝜔² ⋅
2
𝑚 ⋅ 𝜔² ⋅ A² ⋅ cos² (𝜔𝑡 + φ0 )
𝑈 (𝑡 ) =
2
A energia cinética é dada por:
𝑉2
𝐾=𝑚⋅
2
Em função do tempo, faremos a substituição da equação v(t) = −𝜔 ⋅ A ⋅ se n(𝜔𝑡 + φ0 ):
(−𝜔 ⋅ A ⋅ se n(𝜔𝑡 + φ0 ))2
𝐾=𝑚⋅
2
𝑚 ⋅ 𝜔² ⋅ A² ⋅ se n ²(𝜔𝑡 + φ0 )
𝐾(𝑡) =
2
Deste modo, a energia total é dada por:

AULA 02 – MHS 19
Prof. Vinícius Fulconi

𝐸 =𝐾+𝑈
𝑚 ⋅ 𝜔² ⋅ A² ⋅ se n ²(𝜔𝑡 + φ0 ) 𝑚 ⋅ 𝜔² ⋅ A² ⋅ cos² (𝜔𝑡 + φ0 )
𝐸= +
2 2
𝑚 ⋅ 𝜔² ⋅ A² 𝐾 ⋅ 𝐴²
𝐸= =
2 2
No fim das contas, temos a seguinte expressão:
𝐸𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = 𝐸𝐶𝐼𝑁É𝑇𝐼𝐶𝐴 + 𝐸𝑃𝑂𝑇𝐸𝑁𝐶𝐼𝐴𝐿
𝐾 ⋅ 𝐴² 𝑉2 𝑥²
=𝑚⋅ +𝐾⋅
2 2 2
A figura abaixo relaciona graficamente as energias cinética e potencial no MHS.

Figura 8: Gráfico da energia mecânica no MHS.

Alguns pontos interessantes para se notar:


• Quando a energia cinética é máxima a energia potencial é nula e vice-versa.
• Quando 𝑥 = 0 a energia cinética é máxima e igual a energia total.
• Quando 𝑥 = ±𝐴 a energia potencial é máxima e igual a energia total.
• As energias cinética e potencial são iguais no ponto 𝑥 = ±𝐴√2.
Além disso, percebemos que a energia mecânica sempre se conversa no sistema. De um modo
geral, podemos dizer que:
𝑉2 𝑥2
𝑚⋅ +𝐾⋅ = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
2 2

AULA 02 – MHS 20
Prof. Vinícius Fulconi

4. SISTEMAS MASSA - MOLA

4.1 - MÉTODO DAS FORÇAS


O método das forças consiste na análise da força resultante sobre um sistema quando
afastamos ele da posição de equilíbrio.
Considere um bloco de massa m preso por uma mola de constante elástica k, presa à uma
parede vertical, que inicialmente não está deformada. Afastamos o bloco por uma distância x da
posição de equilíbrio. Não há atrito entre o corpo e o solo.

Figura 9: Sistema massa-mola.

Para análise da situação, seguiremos os seguintes passos:


• Adotaremos um eixo positivo no sentido de deslocamento do sistema. Se o sistema
é deslocado para a direita, o eixo positivo estará apontado para a direita e vice-
versa.
• Determinaremos as forças que atuam sobre o bloco. O sinal das forças em relação
ao eixo adotado é de extrema importância.
• Aplica-se a segunda lei de Newton.
Aplicando a segunda lei de Newton temos:
𝐹𝑟 = 𝑚 ⋅ 𝑎 ⇒ −𝐾 ⋅ 𝑥 = 𝑚 ⋅ 𝑎
𝐾
𝑎=− ⋅𝑥
𝑚
Pela definição da frequência angular no MHS, temos:

AULA 02 – MHS 21
Prof. Vinícius Fulconi

𝑚
𝜔² =
𝐾
Portanto, o período é dado por:
2𝜋
𝑇=
𝜔
𝑚
𝑇 = 2𝜋√
𝐾
Note que o período de oscilação é função da massa e da mola, não depende da deformação
que a mola sofreu, desde que ela esteja trabalhando na sua região elástica.

4.2 - MÉTODO DAS ENERGIAS


Devido ao fato do sistema não possuir forças dissipativas (como por exemplo o atrito), a
energia mecânica sistema sempre se conserva. Então:
𝑉2 𝑥2
𝑚⋅ +𝐾⋅ = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
2 2
Fazendo a diferencial no tempo da expressão acima, o lado direito da igualdade torna-se
nulo, pois é uma constante real. Assim:
𝑑 𝑉2 𝑥2
(𝑚 ⋅ +𝐾⋅ )=0
𝑑𝑡 2 2
𝑑 𝑥2 𝑑 𝑉2
(𝐾 ⋅ ) + (𝑚 ⋅ ) = 0
𝑑𝑡 2 𝑑𝑡 2
𝑑𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑣
𝐾 ⋅ 2𝑥 ⋅ 𝑚⋅2 ⋅
𝑑𝑡 + 𝑑𝑡 𝑑𝑡 = 0
2 2
𝑑𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑣
𝐾 ⋅ 2𝑥 ⋅ 𝑚⋅2 ⋅
𝑑𝑡 + 𝑑𝑡 𝑑𝑡 = 0
2 2
𝑑𝑣
𝐾⋅𝑥+𝑚⋅ =0
𝑑𝑡
𝐾
𝐾⋅𝑥+𝑚⋅𝑎 =0⇒𝑎 =− ⋅𝑥
𝑚
Note que encontramos a mesma expressão para o sistema. É a clássica expressão que rege o
movimento harmônico simples. Novamente, temos:
𝑚
𝜔² =
𝐾
Portanto:
𝑚
𝑇 = 2𝜋√
𝐾

AULA 02 – MHS 22
Prof. Vinícius Fulconi

Em ambos os casos não fizemos nenhuma consideração sobre a superfície de contato e as


vizinhas do sistema massa - mola. Isso nos mostra, que o período só depende da constante elástica
e da massa do bloco. Para todos os sistemas abaixo, de mesma massa do bloco e mesma constante
da mola, os períodos são idênticos.

Figura 10: Representação de três sistema massa - molas diferentes, mas com o mesmo período, já que eles possuem a mesma relação 𝑚/𝑘.

De um modo geral, para a análise energética do problema, soma-se todas energias


potenciais e cinéticas envolvidas no sistema e depois deriva-se no tempo igualando a zero.
𝑈(𝑥) + 𝐾 (𝑥) = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
𝑑𝑈(𝑥) 𝑑𝐾 (𝑥)
+ =0
𝑑𝑡 𝑑𝑡

4.3 - COMBINAÇÃO DE MOLAS

4.3.1. CORTES EM MOLAS


A constante elástica de uma mola é inversamente proporcional ao seu comprimento.
𝐾 ⋅ 𝐿 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
Isto é, se dividirmos uma mola de comprimento 𝐿, com constante elástica 𝐾, em 𝑛 partes
temos:
𝐾 ⋅ 𝐿 = 𝑘1 ⋅ 𝐿1 = 𝑘2 ⋅ 𝐿2 =⋅⋅⋅= 𝑘𝑛 ⋅ 𝐿𝑛
𝐿 𝐿 𝐿
𝐾 ⋅ 𝐿 = 𝑘1 ⋅ = 𝑘2 ⋅ =⋅⋅⋅= 𝑘𝑛 ⋅
𝑛 𝑛 𝑛
𝐾. 𝑛 = 𝑘1 = 𝑘2 = ⋅⋅⋅ = 𝑘𝑛

AULA 02 – MHS 23
Prof. Vinícius Fulconi

4.3.2. COMBINAÇÃO EM SÉRIE


Quando um conjunto de 𝑛 molas de constantes 𝑘1, 𝑘2, … , 𝑘𝑛 são colocadas em série,
podemos trocar todo o conjunto por uma mola equivalente de constante (𝐾), tal que:
𝑛
1 1 1 1
= + ⋯+ = ∑
𝐾 𝑘1 𝑘2 𝑘𝑖
𝑖=1

Para a associação de duas molas:

Figura 11: Associação de duas molas em série.

1 1 1
= +
𝐾 𝑘1 𝑘2

4.3.2. COMBINAÇÃO EM PARALELO


Quando um conjunto de 𝑛 molas de constantes 𝑘1 , 𝑘2 , … , 𝑘𝑛 são colocadas em paralelo,
podemos trocar todo o conjunto por uma mola equivalente de constante (𝐾), tal que:
𝑛

𝐾 = 𝑘1 + 𝑘2 +⋅⋅⋅ +𝑘𝑛 = ∑ 𝑘𝑖
𝑖=1

Para a associação de duas molas:

𝐾 = 𝑘1 + 𝑘2
As demonstrações de associações de mola já foram feitas na aula de força elástica. Caso tenha
alguma dúvida, retorne à aula 04.

AULA 02 – MHS 24
Prof. Vinícius Fulconi

Exemplo 5:
Uma partícula O de massa 𝑚 é presa por três molas de mesma constante elástica 𝐾. A
mola A é vertical e as molas B e C fazem um ângulo de 90°. Se a partícula é deslocada
uma pequena distância, verticalmente para baixo, da posição de equilíbrio, mostrada
na figura, determine o período das oscilações.

Comentário:
Considere que a partícula seja deslocada uma distância 𝑦:

O eixo positivo de deslocamento adotado é vertical para baixo. Pela análise das forças,
temos:
𝐹𝑟 = −𝐹𝐴 − 𝐹𝐵 . 𝑐𝑜𝑠45° − 𝐹𝐶 . 𝑐𝑜𝑠45°
√2
𝐹𝑟 = −𝑘 ⋅ 𝑦 − 2 ⋅ 𝑘 ⋅ 𝑦′.
2
Da geometria do problema:
𝑦 ′ = 𝑦 ⋅ 𝑐𝑜𝑠45°
Portanto:
√2 √2
𝐹𝑟 = −𝑘 ⋅ 𝑦 − 2 ⋅ 𝑘 ⋅ 𝑦. ⋅
2 2
𝐹𝑟 = −(2𝑘) ⋅ 𝑦
𝑚
Do período do movimento harmônico simples, 𝑇 = 2𝜋√ , com 𝐾 = 2𝑘, vem:
𝐾

𝑚
𝑇 = 2𝜋√
2𝑘

Exemplo 6:
Se o bloco é levemente deslocado da posição de equilíbrio, determine o período de
pequenas oscilações do sistema.

AULA 02 – MHS 25
Prof. Vinícius Fulconi

Comentário:
Considere a força de tração que atuam sobre o bloco e a mola. Se no bloco atua uma
força de tração de módulo 𝑇, na mola atua uma força de tração de módulo 𝑇/2.
Considerando os deslocamentos da mola (𝑥′) e do bloco (𝑥), temos:
𝑥 ′ = 2𝑥
(I) Método das forças:

No equilíbrio:
𝑇 =𝑚⋅𝑔
{ 2𝑇 ′ = 𝑇
𝐾 ⋅ 𝑥0 = 𝑚 ⋅ 𝑔
Ao deslocar o bloco de uma distância 𝑥, verticalmente para baixo, temos:

𝑇1 − 𝑚 ⋅ 𝑔 = 𝑚 ⋅ 𝑎
{ 2𝑇1′ − 𝑚 ⋅ 𝑔 = 𝑚 ⋅ 𝑎
2𝐾 ⋅ (𝑥 ′ + 𝑥0 ) − 𝑚 ⋅ 𝑔 = 𝑚 ⋅ 𝑎
Das equações acima temos:
4𝐾
2𝐾 ⋅ 𝑥 ′ = 𝑚 ⋅ 𝑎; 𝑥 ′ = 2𝑥; 𝑎 = − 𝑥
𝑚
𝑚
𝑇 = 2𝜋√
4𝑘

(II) Método da energia:


2
𝑉2 (𝑥 ′ +𝑥0 )
𝑚⋅ +𝐾⋅ − 𝑚 ⋅ 𝑔 ⋅ 𝑥 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
2 2
Derivando no tempo:

AULA 02 – MHS 26
Prof. Vinícius Fulconi

𝑑𝑉 𝑑𝑥′
2⋅𝑉⋅ 2(𝑥 ′ +𝑥0 )⋅ 𝑑𝑥
𝑑𝑥 𝑑𝑡
𝑚⋅ +𝐾⋅ −𝑚⋅𝑔⋅ =0
2 2 𝑑𝑡

Como 𝑥 = 2𝑥
𝑑𝑥 ′ 𝑑𝑥
=2
𝑑𝑡
𝑑𝑡

𝑚 ⋅ 𝑎 + 2𝐾 (𝑥 + 𝑥0 ) − 𝑚𝑔 = 0
Na situação inicial:
𝐾 (𝑥0 ) = 𝑚𝑔
Assim:
4𝐾
𝑎=− 𝑥
𝑚
𝑚
𝑇 = 2𝜋√
4𝑘

Exemplo 7:
Um cilindro sólido é preso por uma mola de massa desprezível e pode rolar sem
deslizar sobre uma superfície horizontal. Calcule o período de oscilações do cilindro. O
cilindro tem massa 𝑚 e a mola tem constante elástica 𝐾.

Comentário:
A melhor análise para esse exemplo é a análise energética:
𝑑 𝑉2 𝜔2 𝑥2
(𝑚 ⋅ + 𝐼𝐶𝑀 ⋅ + 𝐾 ⋅ )=0
𝑑𝑡 2 2 2
Em relação ao centro de massa temos:
𝑣
𝜔=
𝑅
𝐼 = 𝑚 ⋅ 𝑅²⁄2
𝑑 𝑉2 𝑉2 𝑥2
(𝑚 ⋅ +𝑚⋅ +𝐾⋅ )=0
𝑑𝑡 2 4 2
3𝑚
𝑇 = 2𝜋√
2𝑘

AULA 02 – MHS 27
Prof. Vinícius Fulconi

5. PÊNDULO
Estudaremos o caso de um ponto mássico preso por um fio, inextensível e perfeitamente
flexível, preso em um suporte rígido. Esse ponto de massa oscilando com pequenas amplitudes é
um movimento harmônico simples.

5.1 - PÊNDULO SIMPLES

5.1.1. MÉTODO DOS TORQUES


O comprimento do pêndulo simples é a distância entre o ponto de suspenso do fio e o centro de
massa do corpo suspendido. Considere o instante de tempo em que o fio está defletido um
pequeno ângulo 𝜃 em relação a horizontal.
O torque em relação ao ponto O é dado por:

Figura 12: Esquema de um pêndulo simples.

𝜏 = 𝜏𝑃𝑒𝑠𝑜 + 𝜏 𝑇𝑟𝑎çã𝑜
𝜏 = 𝑚𝑔𝑙 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 0
Para ângulos pequenos: 𝑠𝑒𝑛𝜃 ≈ 𝜃
𝜏 = 𝑚𝑔𝑙 ⋅ 𝜃
A segunda lei de Newton para deslocamentos angulares é dada por:

AULA 02 – MHS 28
Prof. Vinícius Fulconi

𝜏𝑅 = 𝐼 ⋅ 𝛼
O momento de inércia para o pêndulo é:
𝐼 = 𝑚 ⋅ 𝑙²
E, portanto:
𝜏 = 𝑚𝑔𝑙 ⋅ 𝜃 = −𝑚 ⋅ 𝑙2 ⋅ 𝛼
𝑑²𝜃
𝑚𝑔𝑙 ⋅ 𝜃 = −𝑚 ⋅ 𝑙2 ⋅
𝑑𝑡²
𝑑²𝜃 𝑔
=− ⋅𝜃
𝑑𝑡² 𝑙
Podemos associar novamente a 𝜔². Então:

𝑔 2𝜋 𝑙
𝜔² = ⇒𝑇= ⇒ 𝑇 = 2𝜋√
𝑙 𝜔 𝑔

5.2 - PENDULO SIMPLES EM REFERENCIAS ACELERADOS


Veremos nesse tópico como determinar o período de oscilação de um pêndulo que tem seu ponto
de suspensão acelerado.

5.2.1. ACELERAÇÕES VERTICAIS


Considere o seguinte diagrama de corpo livre para um pêndulo que tem seu ponto de
suspensão acelerado para cima 𝑎 m/s².

AULA 02 – MHS 29
Prof. Vinícius Fulconi

Figura 13: Diagrama de corpo livre em um pêndulo simples.

𝑇 − 𝑚 ⋅ 𝑔 = 𝑚 ⋅ 𝑎 ⇒ 𝑇 = 𝑚 ⋅ (𝑔 + 𝑎)
Dessa forma, é como se tivéssemos uma gravidade equivalente 𝑔′ = 𝑔 + 𝑎, o período é dado por:

𝑙
𝑇 = 2𝜋√
𝑔+𝑎

De forma geral, para acelerações verticais temos:

𝑙
𝑇 = 2𝜋√
𝑔±𝑎

• É positivo quando a aceleração tem sentido oposto ao da gravidade 𝑔.


• É negativo quando a aceleração tem mesmo sentido da gravidade 𝑔.

5.2.2. ACELERAÇÕES HORIZONTAIS

Figura 14: Vagão se movendo com a aceleração 𝑎 para a direita.

𝑔′ = √𝑎2 + 𝑔2

AULA 02 – MHS 30
Prof. Vinícius Fulconi

𝑙
𝑇 = 2𝜋√
√𝑎2 + 𝑔²

5.2.3. PLANOS INCLINADOS

Figura 15: Vagão descendo um plano inclinado.

𝑔′ = √𝑔2 − (𝑔𝑠𝑒𝑛𝜃 )2
𝑔′ = 𝑔 ⋅ 𝑐𝑜𝑠𝜃

𝑙
𝑇 = 2𝜋√
g ⋅ cosθ

5.3 - PÊNDULO COM COMPRIMENTO DE FIO MUITO GRANDE


Considere um pêndulo de comprimento 𝑙, que não é desprezível se comparado ao raio 𝑅
da terra. Considere que o pêndulo executa um movimento harmônico simples com amplitude
muito pequena.

AULA 02 – MHS 31
Prof. Vinícius Fulconi

Figura 16: Diagrama de forças para um pêndulo com comprimento muito longo.

Em uma posição angular Φ, determinaremos a força resultante horizontal sobre esse


pêndulo.
𝐹𝑋 = 𝑇 ⋅ 𝑠𝑒𝑛Φ + 𝑚𝑔 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝜃
Como os ângulos são pequenos:
𝑠𝑒𝑛𝑥 ≈ 𝑥 ⇒ 𝐹𝑋 = 𝑇 ⋅ Φ + 𝑚𝑔 ⋅ 𝜃 (𝐼)
A força resultante vertical é praticamente nula, pois as oscilações são de amplitude muito
pequena.
𝐹𝑦 = 𝑇 ⋅ 𝑐𝑜𝑠Φ − 𝑚𝑔 ⋅ 𝑐𝑜𝑠𝜃 ≈ 0 ⇒ 𝑇 = 𝑚𝑔 (𝐼𝐼)
Substituindo a equação (II) na equação (I):
𝑥 𝑥
𝐹𝑋 = 𝑚𝑔 ⋅ (Φ + 𝜃) ⇒ 𝑠𝑒𝑛𝜃 ≈ 𝜃 = ⇒ 𝑠𝑒𝑛Φ ≈ Φ =
𝑅 𝑙
Portanto, temos:
1 1 𝐹𝑋
𝐹𝑋 = 𝑚𝑔 ⋅ ( + ) ⋅ 𝑥 ⇒ 𝐾𝑒𝑞 =
𝑅 𝑙 𝑥

𝑚 1
𝑇 = 2𝜋√ ⇒ 𝑇 = 2𝜋√
𝐾𝑒𝑞 1 1
𝑔( + )
𝑅 𝑙

(I) Para 𝒍 = 𝑹

1 𝑅
𝑇 = 2𝜋√ ⇒ 𝑇 = 2𝜋√
1 1 2𝑔
𝑔( + )
𝑅 𝑅

(II) Para 𝒍 → ∞

AULA 02 – MHS 32
Prof. Vinícius Fulconi

𝑅
𝑇 = 2𝜋√
𝑔

5.4 - PÊNDULO SIMPLES EM UM LÍQUIDO


Em um pêndulo simples de comprimento 𝑙 está imerso em um líquido de densidade 𝜌. A
esfera oscilante tem densidade 𝜎.

Figura 17: Pêndulo simples no interior de um líquido.

O peso equivalente no liquido é o peso menos a força de empuxo:


𝑃′ = 𝑃 − 𝐹𝑒
𝑚
𝑚𝑔′ = 𝑚𝑔 − 𝜌𝑔
𝜎
𝜌
𝑔′ = 𝑔 (1 − )
𝜎
𝑙
𝑇 = 2𝜋√ 𝜌
𝑔 ⋅ (1 − )
𝜎

5.5 - TÚNEL EM GRAVITAÇÃO


Em um planeta de massa 𝑀 e raio 𝑅 é feito um túnel que atravessa o planeta, como na
figura abaixo:

AULA 02 – MHS 33
Prof. Vinícius Fulconi

Figura 18: Esquema de um túnel em um planeta.

Considere um túnel que atravessa o planeta em uma posição genérica, como mostra a figura
acima. Se uma massa 𝑚 está a uma distância 𝑥 do centro do túnel, a aceleração da partícula a
uma distância 𝑦 do centro do planeta é dada por:
𝐺 ⋅ 𝑚 ⋅ 𝑚𝑖𝑛𝑡
𝐹𝑔 𝑦2
− =𝑎⇒− =𝑎
𝑚𝑖𝑛𝑡 𝑚
𝑀𝑦³
𝐺⋅𝑚⋅
𝑅³
𝑦2 𝐺𝑀
− =𝑎 ⇒𝑎 =− 3 ⋅𝑦
𝑚 𝑅
A gravidade na superfície do planeta é dada por:
𝑔𝑀 𝑔
𝑔= 2
⇒𝑎 =− ⋅𝑦
𝑅 𝑅
Decompondo a aceleração na direção do movimento:
𝑔 𝑔 𝑥
𝑎𝑦 = 𝑎𝑠𝑒𝑛𝜃 = − ⋅ 𝑦 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝜃 = − ⋅ 𝑦 ⋅
𝑅 𝑅 𝑦
𝑔
𝑎𝑦 = − ⋅ 𝑥
𝑅
Comparando com as equações do movimento harmônico simples:

𝑔 𝑅
𝜔2 = ⇒ 𝑇 = 2𝜋√
𝑅 𝑔

AULA 02 – MHS 34
Prof. Vinícius Fulconi

6. OSCILAÇÕES E HIDROSTÁTICA

6.1 - CORPOS FLUTUANTES


Um corpo flutuante é sempre um sistema de equilíbrio estável. Quando um deslocamento
é realizado, surge uma força restauradora para voltar o sistema ao ponto de equilíbrio.
Considere um cilindro sólido de densidade 𝜎, área de base 𝐴 e altura ℎ. O corpo flutua em
equilíbrio estável em um líquido de densidade 𝜌. Considere que o comprimento submerso seja 𝑥.

Figura 19: Corpo parcialmente submerso.

𝑚 ⋅ 𝑔 = 𝜌 ⋅ (𝐴 ⋅ 𝑥 ) ⋅ 𝑔 (𝐼)
Um pequeno deslocamento vertical, para baixo, 𝑦 é realizado no cilindro. A força resultante
vertical sobre o cilindro é dada por:
𝐹𝑟 = 𝑚 ⋅ 𝑔 − 𝜌 ⋅ (𝐴 ⋅ (𝑥 + 𝑦)) ⋅ 𝑔
𝐹𝑟 = 𝑚 ⋅ 𝑔 − 𝜌 ⋅ (𝐴 ⋅ 𝑥) ⋅ 𝑔 − 𝜌 ⋅ 𝐴 ⋅ 𝑔 ⋅ 𝑦 (𝐼𝐼)
Substituindo a equação (I), vem:
𝐹𝑟 = − 𝜌 ⋅ 𝐴 ⋅ 𝑔 ⋅ 𝑦
A constante equivalente é dada por:
𝐹𝑟
𝐾𝑒𝑞 =
𝑦
Portanto, o período para este MHS é expresso por:

𝑚 𝐴⋅ℎ⋅𝜎
𝑇 = 2𝜋√ = 2𝜋√
𝐾𝑒𝑞 𝐾𝑒𝑞

AULA 02 – MHS 35
Prof. Vinícius Fulconi

ℎ⋅𝜎
𝑇 = 2𝜋√
𝜌⋅𝑔

6.2 - TUBOS EM U
Considere um tubo de seção uniforme posicionado em um plano vertical. Um líquido é
colocado no tubo e espera-se o equilíbrio ser atingido. No equilíbrio a altura do líquido nos dois
ramos são iguais.

Figura 20: Tubo em U.

O sistema é levemente perturbado. No ramo esquerdo do tubo o líquido desce uma distância 𝑥.
No ramo direito, em relação ao nível original do líquido, o líquido sobe 𝑥 + 𝑥′.

Figura 21: Diagrama de corpo livre no líquido.

O excesso de líquido no ramo da direita é dado por:


∆𝑙 = 𝑥 + 𝑥′
Da geometria da figura:
𝑠𝑒𝑛𝛼
𝑥 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛼 = 𝑥 ′ ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽 ⇒ 𝑥 ′ = 𝑥 ⋅
𝑠𝑒𝑛𝛽
Assim:
𝑠𝑒𝑛𝛼 𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼
∆𝑙 = 𝑥 + 𝑥 ′ = 𝑥 + 𝑥 ⋅ ⇒ ∆𝑙 = 𝑥 ⋅
𝑠𝑒𝑛𝛽 𝑠𝑒𝑛𝛽
O excesso de líquido no ramo direito provoca uma força restauradora no sistema. O empuxo
excedente de líquido é dado por:
𝑊 = 𝜌 ⋅ 𝐴 ⋅ ∆𝑙 ⋅ 𝑔
𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼
𝑊 =𝜌⋅𝐴⋅𝑔⋅𝑥⋅
𝑠𝑒𝑛𝛽

AULA 02 – MHS 36
Prof. Vinícius Fulconi

Em que 𝐴 é a área de seção do tubo e 𝜌 a densidade do líquido. A componente na direção do tubo


do empuxo excedente é dada por:
𝐹 = 𝑊 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽
𝐹 = 𝜌 ⋅ 𝐴 ⋅ 𝑔 ⋅ 𝑥 ⋅ (𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼)
𝑚 ⋅ 𝑎 = 𝜌 ⋅ 𝐴 ⋅ 𝑔 ⋅ 𝑥 ⋅ (𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼)
𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼
𝑎 =𝜌⋅𝐴⋅𝑔⋅𝑥⋅
𝑚
Sendo 𝑎 a aceleração. A massa total (𝑚) de líquido no tubo é:
𝑚 = 𝜌 ⋅ 𝑉𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
ℎ⋅𝐴 ℎ⋅𝐴
𝑉𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = +
𝑠𝑒𝑛𝛼 𝑠𝑒𝑛𝛽
1 1
𝑚 =𝜌⋅ℎ⋅𝐴⋅( + )
𝑠𝑒𝑛𝛼 𝑠𝑒𝑛𝛽
𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼
𝑚 =𝜌⋅ℎ⋅𝐴⋅( )
𝑠𝑒𝑛𝛼 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽
Substituindo na expressão da aceleração:
𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼
𝑎 =𝜌⋅𝐴⋅𝑔⋅𝑥⋅
𝑠𝑒𝑛𝛽 + 𝑠𝑒𝑛𝛼
𝜌⋅ℎ⋅𝐴⋅( )
𝑠𝑒𝑛𝛼 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽
𝑠𝑒𝑛𝛼 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽
𝑎 =𝑔⋅𝑥⋅

Comparando com as equações do movimento harmônico simples, vem:
𝑠𝑒𝑛𝛼 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽
𝜔2 = 𝑔 ⋅

Logo, o período para esse MHS é dado por:


𝑇 = 2𝜋√
𝑔 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛼 ⋅ 𝑠𝑒𝑛𝛽

AULA 02 – MHS 37
Prof. Vinícius Fulconi

7. Figuras de Lissajous
Considere dois movimentos harmônicos perpendiculares entre si. Os movimentos harmônicos
são:

𝑥 = 𝑎 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡)
{
𝑦 = 𝑏 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 + 𝛷)

Desenvolvendo o valor de y, temos:

𝑦 = 𝑏 ⋅ 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 ) 𝑐𝑜𝑠(𝛷) + 𝑏 ⋅ 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 ) 𝑠𝑒𝑛(𝛷)

Substituindo o valor de x no lugar de 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 ), temos:


𝑥
𝑦=𝑏⋅ ⋅ 𝑐𝑜𝑠(𝛷) + 𝑏 ⋅ 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 ) 𝑠𝑒𝑛(𝛷)
𝑎
Isolando 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 ):

𝑎𝑏 𝑐𝑜𝑠(𝛷)
𝑦−
𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 ) = 𝑥
𝑏𝑠𝑒𝑛(𝛷)

Podemos utilizar a relação fundamental:

𝑐𝑜𝑠²(𝜔𝑡 ) + 𝑠𝑒𝑛²(𝜔𝑡 ) = 1
2
𝑎𝑏 𝑐𝑜𝑠(𝛷)
𝑦− 𝑥2
( 𝑥 ) + 2=1
𝑏𝑠𝑒𝑛(𝛷) 𝑎

AULA 02 – MHS 38
Prof. Vinícius Fulconi

𝑥 2 𝑦 2 2𝑥𝑦 𝑐𝑜𝑠(𝛷)
+ − = 𝑠𝑒𝑛²𝛷
𝑎2 𝑏2 𝑎𝑏

Essa será a equação que guiará todas as figuras de Lissajous. Agora, veremos uma relação para
cada caso analisado.

• Caso 𝛷 = 0

𝑏
𝑦= 𝑥
𝑎
A figura representa uma reta:

• Caso 𝛷 = 90°

𝑥2 𝑦2
+ =1
𝑎2 𝑏2
A figura representa uma elipse:

AULA 02 – MHS 39
Prof. Vinícius Fulconi

• Caso 𝛷 = 45°

𝑥 2 𝑦 2 𝑥𝑦√2 1
+ − =
𝑎2 𝑏2 𝑎𝑏 2
A figura representa uma elipse rotacionada:

Existem outras figuras, para encontrar basta fazer as substituições do ângulo 𝛷.

AULA 02 – MHS 40
Prof. Vinícius Fulconi

Questões - Nível 1

1. (EsPCEx 2018)
Com relação a um ponto material que efetua um movimento harmônico simples linear, podemos
afirmar que:
a) ele oscila periodicamente em torno de duas posições de equilíbrio.
b) a sua energia mecânica varia ao longo do movimento.
c) o seu período é diretamente proporcional à sua frequência.
d) a sua energia mecânica é inversamente proporcional à amplitude.
e) o período independe da amplitude de seu movimento.

2.
Uma partícula, em movimento harmônico simples de amplitude igual a 0,25 m e período de 2 s,
apresenta módulo da aceleração máxima, em m/s2 , igual a:
𝜋²
a)
2
𝜋²
b)
4

c) π²
𝜋
d)
2
𝜋
e)
4

3. (EsPCEx 2012)
Uma mola ideal está suspensa verticalmente, presa a um ponto fixo no teto de uma sala, por uma
de suas extremidades. Um corpo de massa 80 g é preso à extremidade livre da mola e verifica-se
que a mola desloca-se para uma nova posição de equilíbrio. O corpo é puxado verticalmente para
baixo e abandonado de modo que o sistema massa - mola passa a executar um movimento
harmônico simples. Desprezando as forças dissipativas, sabendo que a constante elástica da mola
vale 0,5 N/m e considerando π = 3,14, o período do movimento executado pelo corpo é de
a) 1,256 s
b) 2,512 s
c) 6,369 s
d) 7,850 s
e) 15,700 s

AULA 02 – MHS 41
Prof. Vinícius Fulconi

4. (EsPCEx 2015)
Uma criança de massa 25 kg brinca em um balanço cuja haste rígida não deformável e de massa
desprezível, presa ao teto, tem 1,60 m de comprimento. Ela executa um movimento harmônico
simples que atinge uma altura máxima de 80 cm em relação ao solo, conforme representado no
desenho abaixo, de forma que o sistema criança mais balanço passa a ser considerado como um
pêndulo simples com centro de massa na extremidade P da haste. Pode-se afirmar, com relação
à situação exposta, que
Dados:
-intensidade da aceleração da gravidade g = 10 m/s²
-considere o ângulo de abertura não superior a 10°

a) a amplitude do movimento é 80 cm.


b) a frequência de oscilação do movimento é 1,25 Hz.
c) o intervalo de tempo para executar uma oscilação completa é de 0,8 𝜋s.
d) a frequência de oscilação depende da altura atingida pela criança.
e) o período do movimento depende da massa da criança.

5. (EsPCEx 2012)
Peneiras vibratórias são utilizadas na indústria de construção para classificação e separação de
agregados em diferentes tamanhos. O equipamento é constituído de um motor que faz vibrar
uma peneira retangular, disposta no plano horizontal, para separação dos grãos. Em uma certa
indústria de mineração, ajusta-se a posição da peneira de modo que ela execute um movimento
harmônico simples (MHS) de função horária x = 8 cos (8 π t), onde x é a posição medida em

AULA 02 – MHS 42
Prof. Vinícius Fulconi

centímetros e t o tempo em segundos. O número de oscilações a cada segundo executado por


esta peneira é de
a) 2
b) 4
c) 8
d) 16
e) 32

6. (EsPCEx 2014)
Um objeto preso por uma mola de constante elástica igual a 20 N/m executa um movimento
harmônico simples em torno da posição de equilíbrio. A energia mecânica do sistema é de 0,4 J e
as forças dissipativas são desprezíveis. A amplitude de oscilação do objeto é de:
a) 0,1 m
b) 0,2 m
c) 1,2 m
d) 0,6 m
e) 0,3 m

7. (UFPB)
Um Professor de Física utiliza uma mola, de constante elástica k e comprimento L (quando não
distendida), para demonstrar em sala de aula o movimento harmônico simples (MHS). A mola,
presa ao teto da sala, pende verticalmente. Um corpo de massa m é preso à extremidade livre da
mola e subitamente largado.
Desprezando todas as forças dissipativas, admitindo que a mola tem massa desprezível e que a
gravidade terrestre é g, analise as afirmações a seguir: (g = 10 m/s2)
I. O período do MHS obtido é T = 2.π.√𝐿/𝑔.
II. O corpo não realiza MHS devido à gravidade.
III. A nova posição de equilíbrio está deslocada de ΔL = m.g/k.
IV. A energia mecânica total do corpo, no movimento vertical, é igual à soma das suas energias
cinética, potencial elástica e potencial gravitacional.
Estão corretas apenas:
a) I e II
b) I e III
c) I e IV
d) II e III

AULA 02 – MHS 43
Prof. Vinícius Fulconi

e) III e IV

8. (UECE)
Um sistema oscilante massa-mola possui uma energia mecânica igual a 1,0 J, uma amplitude de
oscilação 0,5 m e uma velocidade máxima igual a 2 m/s. Portanto, a constante da mola, a massa
e a frequência são, respectivamente, iguais a:
a) 8,0 N/m, 1,0 kg e 4/π Hz
b) 4,0 N/m, 0,5 kg e 4/π Hz
c) 8,0 N/m, 0,5 kg e 2/π Hz
d) 4,0 N/m, 1,0 kg e 2/π Hz

9. (EEAR 2016)
Um tubo sonoro aberto em suas duas extremidades, tem 80 cm de comprimento e está vibrando
no segundo harmônico. Considerando a velocidade de propagação do som no tubo igual a 360
m/s, a sua frequência de vibração, em hertz, será
a) 150
b) 250
c) 350
d) 450

10. (UFPE)
Um objeto de massa M = 0,5 kg, apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito, está preso a
uma mola cuja constante de força elástica é K = 50 N/m. O objeto é puxado por 10 cm e então
solto, passando a oscilar em relação à posição de equilíbrio.

Qual a velocidade máxima do objeto, em m/s?


a) 0,5
b) 1,0
c) 2,0
d) 5,0
e) 7,0

AULA 02 – MHS 44
Prof. Vinícius Fulconi

11. (UCMG)
Um corpo executa um movimento harmônico simples. Com relação à sua aceleração, afirma-se
que:
a) é máxima nos extremos do percurso.
b) é máxima no ponto médio do percurso.
c) é indeterminada.
d) é nula nos extremos do percurso.
e) tem o mesmo sentido em qualquer instante.

12. (UFPA)
A equação do movimento harmônico simples descrito por uma partícula é x = 10 cos (100π t +
π/3) sendo x em centímetro e t em segundos. Qual será a amplitude e a frequência do movimento
respectivamente em centímetros e hertz?
a) 10; 50
b) 10; 100
c) 50; 50
d) 50; 100
e) 10; π/3

13. (PUC CAMPINAS SP)


A massa oscilante de um oscilador harmônico realiza um MHS cuja equação é x = 5 cos (π t + π/2).
O gráfico correspondente é:

a)

b)

c)

AULA 02 – MHS 45
Prof. Vinícius Fulconi

d)
e) nenhuma das anteriores.

14. (MACKENZIE - SP)


Um corpo de 250g de massa encontra-se em equilíbrio, preso a uma mola helicoidal de massa
desprezível e constante elástica k igual a 100N/m, como mostra a figura abaixo. O atrito entre as
superfícies em contato é desprezível. Estica-se a mola, com o corpo até o ponto A, e abandona-se
o conjunto nesse ponto, com velocidade zero. Em um intervalo de 1,0s, medido a partir desse
instante, o corpo retornará ao ponto A

a) uma vez.
b) duas vezes.
c) três vezes.
d) quatro vezes.
e) seis vezes.

AULA 02 – MHS 46
Prof. Vinícius Fulconi

Gabarito - Nível 1
1. E
2. B
3. B
4. C
5. B
6. B
7. E
8. C
9. D
10. B
11. A
12. A
13. A
14. C

AULA 02 – MHS 47
Prof. Vinícius Fulconi

Questões comentadas - Nível 1

1. (EsPCEx 2018)
Com relação a um ponto material que efetua um movimento harmônico simples linear, podemos
afirmar que:
a)ele oscila periodicamente em torno de duas posições de equilíbrio.
b)a sua energia mecânica varia ao longo do movimento.
c) o seu período é diretamente proporcional à sua frequência.
d) a sua energia mecânica é inversamente proporcional à amplitude.
e) o período independe da amplitude de seu movimento.
Comentário:
Um corpo que oscila num movimento harmônico simples , possui uma posição de equilíbrio e sua
energia mecânica é constante. Tal movimento assemelha-se a um MCU, de onde podemos
deduzir tais equações:
2𝜋
𝑥 (𝑜𝑢 𝑦) = 𝐴. cos(𝜔𝑡 ) ; 𝑘 = 𝑚. 𝜔2 𝑒 𝜔 = 2𝜋𝑓 =
𝑇
Assim temos que a afirmação E é verdadeira pois o período só depende da velocidade angular!

Gabarito: E
2.
Uma partícula, em movimento harmônico simples de amplitude igual a 0,25 m e período de 2 s,
apresenta módulo da aceleração máxima, em m/s2 , igual a:
𝜋²
a)
2
𝜋²
b)
4

c) π²
𝜋
d)
2
𝜋
e)
4

Comentário:
Do enunciado, temos:
𝐴 = 0,25 𝑒 𝑇 = 2 𝑠
Portanto:
2𝜋 2𝜋 𝑟𝑎𝑑
𝜔= = =𝜋
𝑇 2 𝑠

AULA 02 – MHS 48
Prof. Vinícius Fulconi

Da expressão de posição de um MHS:


𝒙 = 𝑨. 𝐜𝐨𝐬(𝝎𝒕) → 𝒗 = 𝑨𝝎. 𝒔𝒆𝒏(𝝎𝒕) → 𝒂 = 𝑨. 𝝎𝟐 . (− 𝐜𝐨𝐬(𝝎𝒕))
Assim, para a aceleração máxima, temos:
𝝅𝟐
𝒂𝒎á𝒙 = 𝑨. 𝝎𝟐 → 𝟎, 𝟐𝟓. 𝝅𝟐 =
𝟒
Gabarito: B
3. (EsPCEx 2012)
Uma mola ideal está suspensa verticalmente, presa a um ponto fixo no teto de uma sala, por uma
de suas extremidades. Um corpo de massa 80 g é preso à extremidade livre da mola e verifica-se
que a mola desloca-se para uma nova posição de equilíbrio. O corpo é puxado verticalmente para
baixo e abandonado de modo que o sistema massa - mola passa a executar um movimento
harmônico simples. Desprezando as forças dissipativas, sabendo que a constante elástica da mola
vale 0,5 N/m e considerando π = 3,14, o período do movimento executado pelo corpo é de
a) 1,256 s
b) 2,512 s
c) 6,369 s
d) 7,850 s
e) 15,700 s
Comentário:
Sabendo que o período do MHS é dado por:
𝑚
𝑇 = 2 .𝜋 .√
𝑘

80 . 10⁻³
𝑇 = 2 . 3,14 . √
0,5

𝑇 = 2 . 3,14 . √16 . 10⁻²


4
𝑇 = 2 . 3,14 .
10
𝑇 = 2,512 𝑠
Gabarito: B
4. (EsPCEx 2015)
Uma criança de massa 25 kg brinca em um balanço cuja haste rígida não deformável e de massa
desprezível, presa ao teto, tem 1,60 m de comprimento. Ela executa um movimento harmônico
simples que atinge uma altura máxima de 80 cm em relação ao solo, conforme representado no
desenho abaixo, de forma que o sistema criança mais balanço passa a ser considerado como um
pêndulo simples com centro de massa na extremidade P da haste. Pode-se afirmar, com relação
à situação exposta, que

AULA 02 – MHS 49
Prof. Vinícius Fulconi

Dados:
-intensidade da aceleração da gravidade g = 10 m/s²
-considere o ângulo de abertura não superior a 10°

a) a amplitude do movimento é 80 cm.


b) a frequência de oscilação do movimento é 1,25 Hz.
c) o intervalo de tempo para executar uma oscilação completa é de 0,8 𝜋s.
d) a frequência de oscilação depende da altura atingida pela criança.
e) o período do movimento depende da massa da criança.
Comentário:
Analisando as alternativas, temos que:
- Alternativa A está incorreta, pois se a amplitude fosse de 80 cm a distância entre os dois pontos
na qual a velocidade é nula seria de 160 cm que é igual ao valor do fio do balanço e, portanto,
haveria a formação de um triângulo equilátero e, consequentemente, o ângulo θ seria de 60° e,
do enunciado, temos que θ é menor que 10°. Logo, a amplitude do movimento não pode ser de
80 cm.
- Alternativa B, devemos calcular a frequência do movimento:
1 𝑔
𝑓= .√
2. 𝜋 𝑙

1 10
𝑓= .√
2. 𝜋 1,6

AULA 02 – MHS 50
Prof. Vinícius Fulconi

1 100
𝑓= .√
2. 𝜋 16
1 10
𝑓= .
2. 𝜋 4
10
𝑓=
8. 𝜋
1,25
𝑓= 𝐻𝑧
𝜋
Logo, a alternativa está incorreta.
- Alternativa C, devemos calcular o período do movimento, sabendo que:
1
𝑇=
𝑓
1
𝑇=
10
8. 𝜋
8. 𝜋
𝑇=
10
𝑇 = 0,8. 𝜋 𝑠
Logo, a alternativa está correta.
- Alternativa D, devemos analisar a fórmula da frequência:
1 𝑔
𝑓= .√
2. 𝜋 𝑙
Logo, a alternativa está incorreta, pois a fórmula não depende da altura atingida pela criança.
- Alternativa D, devemos analisar a fórmula do período:

𝑙
𝑇 = 2. 𝜋. √
𝑔

Logo, a alternativa está incorreta, pois a fórmula não depende da massa da criança.
Gabarito: C
5. (EsPCEx 2012)
Peneiras vibratórias são utilizadas na indústria de construção para classificação e separação de
agregados em diferentes tamanhos. O equipamento é constituído de um motor que faz vibrar
uma peneira retangular, disposta no plano horizontal, para separação dos grãos. Em uma certa
indústria de mineração, ajusta-se a posição da peneira de modo que ela execute um movimento
harmônico simples (MHS) de função horária x = 8 cos (8 π t), onde x é a posição medida em
centímetros e t o tempo em segundos. O número de oscilações a cada segundo executado por
esta peneira é de
a) 2

AULA 02 – MHS 51
Prof. Vinícius Fulconi

b) 4
c) 8
d) 16
e) 32
Comentário:
Sabendo que a fórmula do MHS é dada por:
𝑥 = 𝐴 . 𝐶𝑜𝑠(𝜑₀ + 𝜔. 𝑡)
Da fórmula do enunciado, temos que:
𝜔 = 8 .𝜋
Como queremos o número de oscilações a cada segundo, queremos a frequência. Portanto:
2 .𝜋 .𝑓 = 8 .𝜋
𝑓 = 4 𝐻𝑧
𝑓 = 4 𝑜𝑠𝑐𝑖𝑙𝑎çõ𝑒𝑠 𝑎 𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜
Gabarito: B
6. (EsPCEx 2014)
Um objeto preso por uma mola de constante elástica igual a 20 N/m executa um movimento
harmônico simples em torno da posição de equilíbrio. A energia mecânica do sistema é de 0,4 J e
as forças dissipativas são desprezíveis. A amplitude de oscilação do objeto é de:
a) 0,1 m
b) 0,2 m
c) 1,2 m
d) 0,6 m
e) 0,3 m
Comentário:
Sabendo que a energia no MHS é dada por:
𝑘 . 𝐴²
𝐸=
2
20 . 𝐴²
0,4 =
2
4
= 10 . 𝐴²
10
4
𝐴2 =
100

4
𝐴=√
100

AULA 02 – MHS 52
Prof. Vinícius Fulconi

2
𝐴=
10
𝐴 = 0,2 𝑚
Gabarito: B
7. (UFPB)
Um Professor de Física utiliza uma mola, de constante elástica k e comprimento L (quando não
distendida), para demonstrar em sala de aula o movimento harmônico simples (MHS). A mola,
presa ao teto da sala, pende verticalmente. Um corpo de massa m é preso à extremidade livre da
mola e subitamente largado.
Desprezando todas as forças dissipativas, admitindo que a mola tem massa desprezível e que a
gravidade terrestre é g, analise as afirmações a seguir: (g = 10 m/s2)
I. O período do MHS obtido é T = 2.π.√𝐿/𝑔.
II. O corpo não realiza MHS devido à gravidade.
III. A nova posição de equilíbrio está deslocada de ΔL = m.g/k.
IV. A energia mecânica total do corpo, no movimento vertical, é igual à soma das suas energias
cinética, potencial elástica e potencial gravitacional.
Estão corretas apenas:
a) I e II
b) I e III
c) I e IV
d) II e III
e) III e IV
Comentário:
Analisando as afirmativas:
- Afirmativa I está incorreta, pois o período do MHS obtido é dado por:
𝑚
𝑇 = 2 .𝜋 .√
𝑘
- Afirmativa II está incorreta, pois a gravidade não impossibilita o MHS, ela apenas altera a posição
de equilíbrio.
- Afirmativa III, devemos calcular o ponto no qual a força elástica se iguala ao peso:
𝐹=𝑃
𝑘 .𝑥 = 𝑚 .𝑔
𝑚 .𝑔
𝑥=
𝑘
Como a posição de equilíbrio no início era igual a zero, temos que x representa o deslocamento
da posição de equilíbrio. Logo, a afirmativa está correta.

AULA 02 – MHS 53
Prof. Vinícius Fulconi

- Afirmativa IV está correta, pois no movimento vertical temos a velocidade, a mola e a gravidade
e, portanto, temos as energias relacionadas a elas que seriam a energia cinética, energia potencial
elástica e energia potencial gravitacional. Com isso, a energia total é dada pela soma dessas três
energias. Logo, a afirmativa está correta.
Dessa forma, apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Gabarito: E
8. (UECE)
Um sistema oscilante massa-mola possui uma energia mecânica igual a 1,0 J, uma amplitude de
oscilação 0,5 m e uma velocidade máxima igual a 2 m/s. Portanto, a constante da mola, a massa
e a frequência são, respectivamente, iguais a:
a) 8,0 N/m, 1,0 kg e 4/π Hz
b) 4,0 N/m, 0,5 kg e 4/π Hz
c) 8,0 N/m, 0,5 kg e 2/π Hz
d) 4,0 N/m, 1,0 kg e 2/π Hz
Comentário:
Calculando a constante da mola, sabendo que:
𝐾. 𝐴²
𝐸=
2
𝐾. 0,5²
1=
2
𝐾. 1
2=
4
𝐾 = 8 𝑁/𝑚
Calculando a massa, sabendo que:
𝑚. 𝑣𝑚²
𝐸=
2
𝑚. 2²
1=
2
𝑚. 4
1=
2
1
𝑚=
2
𝑚 = 0,5 𝑘𝑔
Calculando a frequência, sabendo que:

1 𝐾
𝑓= .√
2 .𝜋 𝑚

AULA 02 – MHS 54
Prof. Vinícius Fulconi

1 8
𝑓= .√
2 .𝜋 0,5
1
𝑓= . √16
2 .𝜋
4
𝑓=
2 .𝜋
2
𝑓= 𝐻𝑧
𝜋
Dessa forma, temos que a alternativa correta é a letra C.
Gabarito: C
9. (EEAR 2016)
Um tubo sonoro aberto em suas duas extremidades, tem 80 cm de comprimento e está vibrando
no segundo harmônico. Considerando a velocidade de propagação do som no tubo igual a 360
m/s, a sua frequência de vibração, em hertz, será
a) 150
b) 250
c) 350
d) 450
Comentário:
Sabendo que a frequência em um tubo aberto nas duas extremidades é dada por:
𝑛 .𝑣
𝑓=
2 .𝐿
2 .360
𝑓=
2 . 80 . 10⁻²
2 .360 . 10²
𝑓=
2 . 80
360 . 10²
𝑓=
80
36 . 10²
𝑓=
8
900
𝑓=
2
𝑓 = 450 𝐻𝑧

Gabarito: D
10. (UFPE)

AULA 02 – MHS 55
Prof. Vinícius Fulconi

Um objeto de massa M = 0,5 kg, apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito, está preso a
uma mola cuja constante de força elástica é K = 50 N/m. O objeto é puxado por 10 cm e então
solto, passando a oscilar em relação à posição de equilíbrio.

Qual a velocidade máxima do objeto, em m/s?


a) 0,5
b) 1,0
c) 2,0
d) 5,0
e) 7,0
Comentário:
Sabendo que a energia total do MHS é dada por:
𝑘 . 𝐴² 𝑚 . 𝑣𝑚𝑎𝑥²
𝐸= =
2 2
−2
50 . (10 . 10 )² 0,5 . 𝑣𝑚𝑎𝑥²
=
2 2
𝑣𝑚𝑎𝑥²
50 . (10−1 )² =
2
100 . 10−2 = 𝑣𝑚𝑎𝑥²
𝑣𝑚𝑎𝑥 2 = 1
𝑣𝑚𝑎𝑥 = 1 𝑚/𝑠
Gabarito: B
11. (UCMG)
Um corpo executa um movimento harmônico simples. Com relação à sua aceleração, afirma-se
que:
a) é máxima nos extremos do percurso.
b) é máxima no ponto médio do percurso.
c) é indeterminada.
d) é nula nos extremos do percurso.
e) tem o mesmo sentido em qualquer instante.
Comentário:

AULA 02 – MHS 56
Prof. Vinícius Fulconi

De um conhecimento prévio, sabemos que a aceleração no MHS será máxima nos extremos e
nula no ponto médio do percurso. Contudo, podemos analisar o caso da mola para concluir esse
fato, pois a força elástica é nula no ponto médio e máxima nos extremos e, como, a aceleração é
diretamente proporcional à força, temos que ela será nula e máxima quando a força elástica
também for.
Gabarito: A
12. (UFPA)
A equação do movimento harmônico simples descrito por uma partícula é x = 10 cos (100π t +
π/3) sendo x em centímetro e t em segundos. Qual será a amplitude e a frequência do movimento
respectivamente em centímetros e hertz?
a) 10; 50
b) 10; 100
c) 50; 50
d) 50; 100
e) 10; π/3
Comentário:
Sabendo que a fórmula do MHS é dada por:
𝑥 = 𝐴 . 𝐶𝑜𝑠(𝜑₀ + 𝜔. 𝑡)
Com isso, comparando com a equação do enunciado, temos:
𝐴 = 10 𝑐𝑚
𝜔 = 100 . 𝜋
2 . 𝜋 . 𝑓 = 100 . 𝜋
𝑓 = 50 𝐻𝑧
Dessa forma, temos que o gabarito é letra A.
Gabarito: A
13. (PUC CAMPINAS SP)
A massa oscilante de um oscilador harmônico realiza um MHS cuja equação é x = 5 cos (π t + π/2).
O gráfico correspondente é:

a)

b)

AULA 02 – MHS 57
Prof. Vinícius Fulconi

c)

d)
e) nenhuma das anteriores.
Comentário:
Analisando para t=0:
𝑥 = 5 . 𝐶𝑜𝑠(𝜋. 𝑡 + 𝜋/2)
𝑥 = 5 . 𝐶𝑜𝑠(𝜋/2)
𝑥 = 5 .0
𝑥=0
Dessa forma, temos que as alternativas C e D estão incorretas.
Como ele começa em π/2, ele após esse momento, irá para valores negativos como escrito na
letra A.
Gabarito: A
14. (MACKENZIE - SP)
Um corpo de 250g de massa encontra-se em equilíbrio, preso a uma mola helicoidal de massa
desprezível e constante elástica k igual a 100N/m, como mostra a figura abaixo. O atrito entre as
superfícies em contato é desprezível. Estica-se a mola, com o corpo até o ponto A, e abandona-se
o conjunto nesse ponto, com velocidade zero. Em um intervalo de 1,0s, medido a partir desse
instante, o corpo retornará ao ponto A

a) uma vez.
b) duas vezes.
c) três vezes.

AULA 02 – MHS 58
Prof. Vinícius Fulconi

d) quatro vezes.
e) seis vezes.
Comentário:
Calculando a frequência do MHS do enunciado:

1 𝑘
𝑓= .√
2 .𝜋 𝑚

1 100
𝑓= .√
2 .𝜋 250 . 10⁻³

1 10⁴
𝑓= .√
2 .𝜋 25
1 100
𝑓= .
2 .𝜋 5
1 100
𝑓= .
𝜋 10
10
𝑓=
𝜋
𝑓 = 3,18 𝐻𝑧
Com isso, temos que para 1 segundo o bloco executa 3,18 oscilações. Logo, ele passa 3 vezes por
A.
Gabarito: C

AULA 02 – MHS 59
Prof. Vinícius Fulconi

Questões - Nível 2

1. (Escola Naval 2018)


Analise a figura abaixo.

A figura acima mostra um pêndulo oscilando em movimento harmônico simples. Sua equação de
posição angular em função do tempo é dada por: θ(t)=(π/30)sen(ωt) radianos. Sabe-se que
L=2,5m é o comprimento do pêndulo, e g=10m/s2 é a aceleração da gravidade local. Qual a
velocidade linear, em m/s, da massa m=2,0kg, quando passa pelo ponto mais baixo de sua
trajetória?
Dado: considere π =3
a) 0,30
b) 0,50
c) 0,60
d) 0,80
e) 1,00

2. (Escola Naval 2018)


Analise a figura abaixo

AULA 02 – MHS 60
Prof. Vinícius Fulconi

A figura mostra um pêndulo cônico no qual um pequeno objeto de massa m, preso à extremidade
inferior de um fio, move-se em uma circunferência horizontal de raio R, com o módulo da
velocidade constante. O fio tem comprimento L e massa desprezível. Sendo g a aceleração da
gravidade e sabendo que a relação entre a tração T e o peso P do objeto é T=4P, qual o período
do movimento?

a)

b)

c)

d)

e)

3. (Escola Naval 2018)


Analise o gráfico abaixo

AULA 02 – MHS 61
Prof. Vinícius Fulconi

Em uma série de experiências, foi medido, para três valores do comprimento L, o período de
oscilação correspondente a meio comprimento de onda estacionária entre as extremidades fixas
de uma corda com densidade linear de massa 0,60 kg/m. Os resultados, representados no gráfico
(linear) da figura acima, indicam que a tensão na corda, em newtons, em todas as experiências
realizadas, foi igual a:
a) 60
b) 45
c) 30
d) 20
e) 15

4. (EFOMM 2018)
Na figura (a) é apresentada uma mola de constante K, que tem presa em sua extremidade um
bloco de massa M. Esse sistema oscila em uma superfície lisa sem atrito com amplitude A, e a
mola se encontra relaxada no ponto 0. Em um certo instante, quando a massa M se encontra na
posição A, um bloco de massa m e velocidade v se choca com ela, permanecendo grudadas (figura
(b)). Determine a nova amplitude de oscilação A’ do sistema massamola.

a)

AULA 02 – MHS 62
Prof. Vinícius Fulconi

b)

c)

d)
e) A' = A

5. (AFA 2019)
Um corpo de massa m = 1 kg movimenta-se no sentido horário, ao longo de uma trajetória circular
de raio A, em movimento circular uniforme com velocidade angular igual a 2 rad/s, conforme a
figura abaixo.

Nessas condições, os sistemas massa-mola oscilando em movimento harmônico simples, a partir


de t = 0, que podem representar o movimento dessa partícula, respectivamente, nos eixos x e y,
são:
a)

b)

AULA 02 – MHS 63
Prof. Vinícius Fulconi

c)

d)

6. (EFOMM 2017)
Em uma mola ideal pendurada no teto, foi colocado um corpo de massa igual a 10 kg, que causou
uma deformação na mola igual a 50 cm. Posteriormente, a massa de *(ERRO)*0,1 kg foi
substituída por uma massa de 12,5 kg. Nessa nova condição, o sistema foi posto para oscilar.
Admitindo que a aceleração da gravidade g = 10 m/s2, determine o período de oscilação do
movimento.
a) π/2s
b) 3π/4s
c) π s
d) 2π/3s
e) 2π s

7. (AFA 2018)
COMO A HIPERMETROPIA ACONTECE NA INFÂNCIA:
É muito comum bebês e crianças apresentarem algum tipo de erro refrativo, e a hipermetropia é
o caso mais constante. Isso porque este tipo de ametropia (erro de refração) pode se manifestar

AULA 02 – MHS 64
Prof. Vinícius Fulconi

desde a fase de recém-nascido. A hipermetropia é um erro de refração caracterizado pelo modo


em que o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. Consequentemente, isso
faz com que a visão de longe seja melhor do que a de perto. (...)
De acordo com a Dra. Liana, existem alguns fatores que podem influenciar a incidência de
hipermetropia em crianças, como o ambiente, a etnia e, principalmente, a genética. “As formas
leves e moderadas, com até seis dioptrias, são passadas de geração para geração (autossômica
dominante). Já a hipermetropia elevada é herdada dos pais (autossômica recessiva)”, explicou a
especialista.
A médica ainda relatou a importância em identificar, prematuramente, o comportamento
hipermétrope da criança, caso contrário, esse problema pode afetar a rotina visual e funcional
delas. “A falta de correção da hipermetropia pode dificultar o processo de aprendizado, e ainda
pode reduzir, ou limitar, o desenvolvimento nas atividades da criança. Em alguns casos, pode ser
responsável por repetência, evasão escolar e dificuldade na socialização, requerendo ações de
identificação e tratamento”, concluiu a Dra. Liana.
Os sintomas relacionados à hipermetropia, além da dificuldade de enxergar de perto, variam
entre: dores de cabeça, fadiga ocular e dificuldade de concentração em leitura.(...)
O tratamento utilizado para corrigir este tipo de anomalia é realizado através da cirurgia refrativa.
O uso de óculos (com lentes esféricas) ou lentes de contato corretivas é considerado método
convencional, que pode solucionar o problema visual do hipermétrope.
(Disponível em:www.cbo.net.br/novo/publicacao/revista_vejabem. Acesso em: 18 fev. 2017.)
De acordo com o texto acima, a hipermetropia pode ser corrigida com o uso de lentes esféricas.
Dessa maneira, uma lente corretiva, delgada e gaussiana, de vergência igual a +2 di, conforme
figura a seguir, é utilizada para projetar, num anteparo colocado a uma distância p' da lente, a
imagem de um corpo luminoso que oscila em movimento harmônico simples (MHS). A equação

que descreve o movimento oscilatório desse corpo é

AULA 02 – MHS 65
Prof. Vinícius Fulconi

Considere que a equação que descreve a oscilação projetada no anteparo é dada por 𝑦′ =

(0,5)𝑠𝑒𝑛 (𝑆𝐼) .
Nessas condições, a distância p′, em cm, é:
a) 100
b)200
c) 300
d) 400

8. (Escola Naval 2017)


Analise o gráfico abaixo.

O gráfico acima representa a posição x de uma partícula que realiza um MHS (Movimento
Harmônico Simples), em função do tempo t. A equação que relaciona a velocidade v, em cm/s, da
partícula com a sua posição x é
a) v2= π2(1- x2)

b)
c) v2= π2(1+ x2)

d)

AULA 02 – MHS 66
Prof. Vinícius Fulconi

e)

9. (Escola Naval 2016)


Analise a figura abaixo.

A figura acima mostra duas molas ideais idênticas presas a um bloco de massa m e a dois suportes
fixos. Esse bloco está apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito e oscila com amplitude
A em torno da posição de equilíbrio x = 0. Considere duas posições do bloco sobre o eixo x:
x1 = A/4 e x2= 3A/4. Sendo v1 e v2 as respectivas velocidades do bloco nas posições x1 e x2, a
razão entre os módulos das velocidades, v1/v2, é:

a)

b)

c)

d)

e)

10. (EFOMM 2016)


Um cubo de 25,0 kg e 5,0 m de lado flutua na água. O cubo é, então, afundado ligeiramente para
baixo por Dona Marize e, quando liberado, oscila em um movimento harmônico simples com uma
certa frequência angular. Desprezando-se as forças de atrito, essa frequência angular é igual a:
a) 50 rad/s
b) 100 rad/s

AULA 02 – MHS 67
Prof. Vinícius Fulconi

c) 150 rad/s
d) 200 rad/s
e) 250 rad/s

11. (EFOMM 2016)


Um pêndulo simples de comprimento L está fixo ao teto de um vagão de um trem que se move
horizontalmente com aceleração a. Assinale a opção que indica o período de oscilações do
pêndulo.
a)

b)

c)

d)

e)

12. (AFA 2017)


Uma partícula de massa m pode ser colocada a oscilar em quatro experimentos diferentes, como
mostra a Figura 1 abaixo.

AULA 02 – MHS 68
Prof. Vinícius Fulconi

Para apenas duas dessas situações, tem-se o registro do gráfico senoidal da posição da partícula
em função do tempo, apresentado na Figura 2.

Considere que não existam forças dissipativas nos quatro experimentos; que, nos experimentos
II e IV, as molas sejam ideais e que as massas oscilem em trajetórias perfeitamente retilíneas; que
no experimento III o fio conectado à massa seja ideal e inextensível; e que nos experimentos I e
III a massa descreva uma trajetória que é um arco de circunferência.
Nessas condições, os experimentos em que a partícula oscila certamente em movimento
harmônico simples são, apenas
a) I e III
b) II e III
c) III e IV
d) II e IV

AULA 02 – MHS 69
Prof. Vinícius Fulconi

13. (EFOMM 2011)


Observe a figura a seguir.

Considere o sistema massa-mola indicado acima, que oscila sobre um plano horizontal num
movimento harmônico simples com energia mecânica E, amplitude A, frequência f e velocidade
máxima Vm. Se a energia mecânica deste sistema for aumentada para 2E, quais serão,
respectivamente, a amplitude, a frequência e a velocidade máxima do novo movimento
harmônico simples?
a) 2A, 2f, 2Vm
b) 2A, 2f, √2Vm
c) √2A, f, 2Vm
d) √2A, f, √2Vm
e) A, √2f, √2Vm

14. (EFOMM 2011)


Observe a figura a seguir.

Uma mola ideal tem uma de suas extremidades presa ao teto e a outra a uma esfera de massa m
que oscila em movimento harmônico simples. Ligada à esfera, tem-se um fio muito longo de
massa desprezível, e nele observa-se, conforme indica a figura acima, a formação de uma onda
harmônica progressiva que se propaga com velocidade V. Sendo assim, a constante elástica da
mola é igual a
16𝑉²𝜋²𝑚
a) 𝑘 =
𝐿²
9𝑉²𝜋²𝑚
b) 𝑘 =
𝐿²
4𝑉²𝜋²𝑚
c) 𝑘 =
𝐿²
2𝑉²𝜋²𝑚
d) 𝑘 =
𝐿²
𝑉²𝜋²𝑚
e) 𝑘 =
𝐿²

AULA 02 – MHS 70
Prof. Vinícius Fulconi

15. (UFU 1999)


Um bloco de massa m=1kg preso à extremidade de uma mola e apoiado sobre uma superfície
horizontal sem atrito, oscila em torno da posição de equilíbrio, com uma amplitude de 0,1m,
conforme mostra a figura (a) abaixo. A figura (b) mostra como a energia cinética do bloco varia
de acordo com seu deslocamento.

É CORRETO afirmar que


a) quando o bloco passa pelos pontos extremos, isto é, em x=± 0,1m, a aceleração do bloco é nula
nesses pontos.
b) o módulo da força que a mola exerce sobre o bloco na posição +0,1m é 2,0 . 10³ N.
c) a constante elástica da mola vale 2,0.10⁴ N/m.
d) a energia potencial do bloco na posição +0,05m vale 100J.
e) na posição de equilíbrio, o módulo da velocidade do bloco é 20m/s.

16.

Um objeto de massa M, apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito, está preso a uma mola cuja
constante de força elástica é K. O objeto é puxado por x e então solto, passando a oscilar em relação à
posição de equilíbrio.

Qual é o período de oscilação?


𝑲
a) √𝑴

𝑴
b) √ 𝑲

AULA 02 – MHS 71
Prof. Vinícius Fulconi

𝑴
c) 𝐱√ 𝑲

𝑴
d) 𝟐𝝅√ 𝑲

17.
Considere um pêndulo simples oscilando com uma pequena amplitude. Em relação ao seu
período, assinale a alternativa correta.
a) O período do pêndulo simples não depende do comprimento do fio.
b) Dois pêndulos simples com o mesmo comprimento, um na terra e outro na Lua, oscilarão com
o mesmo período.
c) Quanto maior for a massa do pêndulo, maior será seu período.
d) Quanto maior for comprimento do fio, maior será o período.

18.
O bloco 𝐴 de massa 𝑚𝐴 = 4 𝑘𝑔 se apoia sem unir sobre uma plataforma B de massa desprezível
unida à mola, a qual se encontra em um M.H.S. Se o coeficiente elástico da mola é 𝑘 = 80 𝑁/𝑚,
qual deve ser o valor máximo que deve ter a amplitude das oscilações, de modo que 𝐴 não se
desprenda de 𝐵? (𝑔 = 10 𝑚/𝑠 2 ).

a) 0,5 𝑚
b) 1 𝑚
c) 0,25 𝑚
d) 0,75 𝑚

19.

Um oscilador massa mola oscila em movimento harmônico simples sobre uma superfície lisa com
amplitude A. Em que posição (distância entre a massa e o ponto de equilíbrio do sistema), sua energia
cinética será três vezes maior que sua energia potencial?

AULA 02 – MHS 72
Prof. Vinícius Fulconi

a) A/4

b) A/3

c) A/2

d) A/8

e) A/6

20.

Um relógio de pêndulo se adianta 5s por dia a 15°C e se atrasa 10s por dia a 30°C. Qual é o coeficiente
de dilatação linear do metal que é feito o pêndulo deste relógio? A expressão abaixo relaciona a
variação do período com a variação da temperatura. O período 𝑷𝟎 é a referência usada para a medida:
ano, mês ou dia. O valor 𝜶 é o coeficiente de dilatação linear do metal.
𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ ∆𝑻
∆𝑷 =
𝟐

a) 𝜶 = 𝟑 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

b) 𝜶 = 𝟓 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

c) 𝜶 = 𝟕 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

d) 𝜶 = 𝟖 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

e) 𝜶 = 𝟏, 𝟏 ⋅ 𝟏𝟎−𝟒 °𝑪−𝟏

21.
Um pêndulo simples de comprimento L está oscilando no planeta Terra com período T, onde o
campo gravitacional é de 𝑔 = 10 𝑚/𝑠². Se o mesmo pêndulo for levado para outra planeta, onde
o campo gravitacional é 𝑔 = 40 𝑚/𝑠², qual deverá ser seu período?
𝑇
a)
8
𝑇
b)
4

c) 4𝑇
d) 2𝑇
𝑇
e)
2

22.

AULA 02 – MHS 73
Prof. Vinícius Fulconi

Considere um sistema massa-mola mostrado na figura abaixo. A massa é de 2 kg e a mola tem


constante de oscilação 8 N/m. Inicialmente, a mola não está deformada e está em repouso.

Se o bloco for puxado 10 cm para direita e for solto, qual será a equação horária de suas
oscilações?
a) 𝑥 (𝑡 ) = 100 ⋅ cos (𝑡)
b) 𝑥 (𝑡 ) = 10 ⋅ cos (𝑡)
c) 𝑥 (𝑡 ) = 0,2 ⋅ sen (2𝑡)
d) 𝑥 (𝑡 ) = 0,1 ⋅ cos (2𝑡)
e) 𝑥 (𝑡 ) = 20 ⋅ sen (2𝑡)

23.(FUVEST 2020)

Um pêndulo simples é composto por uma haste metálica leve, presa a um eixo bem lubrificado, e por
uma esfera pequena de massa muito maior que a da haste, presa à sua extremidade oposta. O período
𝑃 para pequenas oscilações de um pêndulo é proporcional à raiz quadrada da razão entre o
comprimento da haste metálica e a aceleração da gravidade local. Considere este pêndulo nas três
situações:

1. Em um laboratório localizado ao nível do mar, na Antártida, a uma temperatura de 0 °𝐶.

2. No mesmo laboratório, mas agora a uma temperatura de 250 𝐾.

3. Em um laboratório no qual a temperatura é de 32 °𝐹, em uma base lunar, cuja aceleração


da gravidade é igual a um sexto daquela da Terra.

Indique a alternativa correta a respeito da comparação entre os períodos de oscilação 𝑃, 𝑃2 e 𝑃3 do


pêndulo nas situações 1, 2 e 3, respectivamente.

a) 𝑃1 < 𝑃2 < 𝑃3

b) 𝑃1 = 𝑃3 < 𝑃2

c) 𝑃2 < 𝑃1 < 𝑃3

c) 𝑃3 < 𝑃2 < 𝑃1
e) 𝑃1 < 𝑃2 = 𝑃3

AULA 02 – MHS 74
Prof. Vinícius Fulconi

Gabarito - Nível 2
1. B
2. D
3. A
4. A
5. C
6. A
7. C
8. D
9. A
10. B
11. D
12. D
13. D
14. E
15. E
16. D
17. D
18. A
19. C
20. A
21. E
22. D
23. C

AULA 02 – MHS 75
Prof. Vinícius Fulconi

Questões comentadas - Nível 2


1. (Escola Naval 2018)
Analise a figura abaixo.

A figura acima mostra um pêndulo oscilando em movimento harmônico simples. Sua equação de
posição angular em função do tempo é dada por: θ(t)=(π/30)sen(ωt) radianos. Sabe-se que
L=2,5m é o comprimento do pêndulo, e g=10m/s2 é a aceleração da gravidade local. Qual a
velocidade linear, em m/s, da massa m=2,0kg, quando passa pelo ponto mais baixo de sua
trajetória?
Dado: considere π =3
a) 0,30
b) 0,50
c) 0,60
d) 0,80
e) 1,00
Comentário:
Da expressão da posição angular, podemos observar que:
𝜋
𝜃𝑚á𝑥 =
30
Assim, da expressão do período do movimento para pêndulos, temos:

𝐿
𝑇 = 2𝜋√ → 𝑇 = 2𝜋. 0,5 = 𝜋 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠
𝑔

Logo, temos:

AULA 02 – MHS 76
Prof. Vinícius Fulconi

2𝜋 𝑟𝑎𝑑
𝜔= =2
𝜋 𝑠
Portanto, sabendo que:
𝑉 = 𝜔. 𝐴(𝑝𝑜𝑖𝑠 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚𝑖𝑙𝑎𝑟 𝑀𝐻𝑆 𝑐𝑜𝑚 𝑀𝐶𝑈)
Podemos calcular o valor da amplitude, quando o ângulo for máximo:
𝜋 1
𝐴 = 𝐿. 𝑠𝑒𝑛 ( ) → 𝐿. 𝑠𝑒𝑛 ( )
30 10
É importante sabermos que sen(x) = x, quando x é muito pequeno. Logo:
𝐿
𝐴= = 0,25 𝑚
10
Assim, o valor da velocidade é:
𝑉 = 2.0,25 = 0,5 𝑚/𝑠
Gabarito: B
2. (Escola Naval 2018)
Analise a figura abaixo

A figura mostra um pêndulo cônico no qual um pequeno objeto de massa m, preso à extremidade
inferior de um fio, move-se em uma circunferência horizontal de raio R, com o módulo da
velocidade constante. O fio tem comprimento L e massa desprezível. Sendo g a aceleração da
gravidade e sabendo que a relação entre a tração T e o peso P do objeto é T=4P, qual o período
do movimento?

a)

b)

AULA 02 – MHS 77
Prof. Vinícius Fulconi

c)

d)

e)
Comentário:
Isolando o objeto, temos:

Assim, somando as forças no eixo vertical, temos:


𝟏
𝑇. 𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝑃 → 𝒔𝒆𝒏𝜽 =
𝟒
Assim, podemos relacionar a força centrípeta:

𝑇 𝑔 𝟒𝒈
𝑚. 𝜔2 . 𝐿. 𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝑇. 𝑐𝑜𝑠𝜃 → 𝜔2 = → 𝜔 = √4𝑚. →𝝎=√
𝑚. 𝐿 𝑚. 𝐿 𝑳
Por fim, podemos achar o período:

2𝜋 2𝜋 2𝜋 𝑳
𝜔= →𝑇= →𝑇= → 𝑻 = √𝝅𝟐 .
𝑇 𝜔 𝒈
√4𝑔
𝐿

Gabarito: D

AULA 02 – MHS 78
Prof. Vinícius Fulconi

3. (Escola Naval 2018)


Analise o gráfico abaixo

Em uma série de experiências, foi medido, para três valores do comprimento L, o período de
oscilação correspondente a meio comprimento de onda estacionária entre as extremidades fixas
de uma corda com densidade linear de massa 0,60 kg/m. Os resultados, representados no gráfico
(linear) da figura acima, indicam que a tensão na corda, em newtons, em todas as experiências
realizadas, foi igual a:
a) 60
b) 45
c) 30
d) 20
e) 15
Comentário:
Sabendo que, numa corda fixa em suas extremidades:
𝑽 1 2𝐿
𝒇 = 𝑵. →𝑓= →𝑇=
𝟐𝑳 𝑇 𝑁. 𝑉
Assim, pela expressão de Taylor:

𝑻
𝑽=√
𝝁

Do gráfico, temos:
𝑇 0,2
= = 0,2
𝐿 1

AULA 02 – MHS 79
Prof. Vinícius Fulconi

Portanto, substituindo na expressão acima:


2 𝒎
= 0,2 → 𝑽 = 𝟏𝟎
𝑁. 𝑉 𝒔
𝑇
100 = → 𝑻 = 𝟔𝟎 𝑵
0,6
Gabarito: A
4. (EFOMM 2018)
Na figura (a) é apresentada uma mola de constante K, que tem presa em sua extremidade um
bloco de massa M. Esse sistema oscila em uma superfície lisa sem atrito com amplitude A, e a
mola se encontra relaxada no ponto 0. Em um certo instante, quando a massa M se encontra na
posição A, um bloco de massa m e velocidade v se choca com ela, permanecendo grudadas (figura
(b)). Determine a nova amplitude de oscilação A’ do sistema massamola.

a)

b)

c)

d)
e) A' = A
Comentário:
Para a colisão:
𝑚
(𝑀 + 𝑚). 𝑢 = 𝑚. 𝑣 → 𝑢 = 𝑣.
𝑚+𝑚
Conservando a energia após a colisão:
1 2
1 2
𝑚2 1
𝑘. 𝐴 + (𝑀 + 𝑚). 𝑣 . = 𝑘. 𝐴′2
2 2 (𝑀 + 𝑚 )2 2

𝑚2 𝑣2 𝒎𝟐 𝒗𝟐
′2
𝐴 =𝐴 + 2
. ′ √ 𝟐
→𝑨 = 𝑨 + .
𝑘 𝑚+𝑚 𝒌 𝒎+𝒎
Gabarito: A
5. (AFA 2019)

AULA 02 – MHS 80
Prof. Vinícius Fulconi

Um corpo de massa m = 1 kg movimenta-se no sentido horário, ao longo de uma trajetória circular


de raio A, em movimento circular uniforme com velocidade angular igual a 2 rad/s, conforme a
figura abaixo.

Nessas condições, os sistemas massa-mola oscilando em movimento harmônico simples, a partir


de t = 0, que podem representar o movimento dessa partícula, respectivamente, nos eixos x e y,
são:
a)

b)

c)

d)

AULA 02 – MHS 81
Prof. Vinícius Fulconi

Comentário:
Sabendo que podemos assimilar um MCU à um MHS, temos:
𝑘 = 𝑚. 𝜔2 → 𝒌 = 𝟒
Da figura, podemos observar que o objeto, partindo de t=0, irá no sentido da compressão (ou
elongação) máxima no eixo x(partindo da posição de maior amplitude) e no sentido da
compressão máxima no eixo y (partindo do equilíbrio). Portanto, unindo as duas informações,
temos que a alternativa C satisfaz as condições.
Gabarito: C
6. (EFOMM 2017)
Em uma mola ideal pendurada no teto, foi colocado um corpo de massa igual a 10 kg, que causou
uma deformação na mola igual a 50 cm. Posteriormente, a massa de *(ERRO)*0,1 kg foi
substituída por uma massa de 12,5 kg. Nessa nova condição, o sistema foi posto para oscilar.
Admitindo que a aceleração da gravidade g = 10 m/s2, determine o período de oscilação do
movimento.
a) π/2s
b) 3π/4s
c) π s
d) 2π/3s
e) 2π s
Comentário:
No equilíbrio:
𝑁
𝑘. 𝑥 = 𝑚𝑔 → 𝑘. 0,5 = 100 → 𝑘 = 200
𝑚
Logo, o período ao substituir a massa:
12,5.4𝜋 2 𝝅
𝑘 = 𝑚. 𝜔2 → 200 = 2
→𝑻=
𝑇 𝟐
Gabarito: A (Questão anulada por erro de digitação)
7. (AFA 2018)
COMO A HIPERMETROPIA ACONTECE NA INFÂNCIA:
É muito comum bebês e crianças apresentarem algum tipo de erro refrativo, e a hipermetropia é
o caso mais constante. Isso porque este tipo de ametropia (erro de refração) pode se manifestar

AULA 02 – MHS 82
Prof. Vinícius Fulconi

desde a fase de recém-nascido. A hipermetropia é um erro de refração caracterizado pelo modo


em que o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. Consequentemente, isso
faz com que a visão de longe seja melhor do que a de perto. (...)
De acordo com a Dra. Liana, existem alguns fatores que podem influenciar a incidência de
hipermetropia em crianças, como o ambiente, a etnia e, principalmente, a genética. “As formas
leves e moderadas, com até seis dioptrias, são passadas de geração para geração (autossômica
dominante). Já a hipermetropia elevada é herdada dos pais (autossômica recessiva)”, explicou a
especialista.
A médica ainda relatou a importância em identificar, prematuramente, o comportamento
hipermétrope da criança, caso contrário, esse problema pode afetar a rotina visual e funcional
delas. “A falta de correção da hipermetropia pode dificultar o processo de aprendizado, e ainda
pode reduzir, ou limitar, o desenvolvimento nas atividades da criança. Em alguns casos, pode ser
responsável por repetência, evasão escolar e dificuldade na socialização, requerendo ações de
identificação e tratamento”, concluiu a Dra. Liana.
Os sintomas relacionados à hipermetropia, além da dificuldade de enxergar de perto, variam
entre: dores de cabeça, fadiga ocular e dificuldade de concentração em leitura.(...)
O tratamento utilizado para corrigir este tipo de anomalia é realizado através da cirurgia refrativa.
O uso de óculos (com lentes esféricas) ou lentes de contato corretivas é considerado método
convencional, que pode solucionar o problema visual do hipermétrope.
(Disponível em:www.cbo.net.br/novo/publicacao/revista_vejabem. Acesso em: 18 fev. 2017.)
De acordo com o texto acima, a hipermetropia pode ser corrigida com o uso de lentes esféricas.
Dessa maneira, uma lente corretiva, delgada e gaussiana, de vergência igual a +2 di, conforme
figura a seguir, é utilizada para projetar, num anteparo colocado a uma distância p' da lente, a
imagem de um corpo luminoso que oscila em movimento harmônico simples (MHS). A equação

que descreve o movimento oscilatório desse corpo é

AULA 02 – MHS 83
Prof. Vinícius Fulconi

Considere que a equação que descreve a oscilação projetada no anteparo é dada por 𝑦′ =

(0,5)𝑠𝑒𝑛 (𝑆𝐼) .
Nessas condições, a distância p′, em cm, é:
a) 100
b)200
c) 300
d) 400
Comentário:
Da vergência:
1
= 𝑉𝑒𝑟𝑔ê𝑛𝑐𝑖𝑎 → 𝑓 = 0,5 𝑚
𝑓
Da expressão do aumento linear, temos:
𝑖 𝑝′
=−
𝑜 𝑝
Do enunciado temos a equação de oscilação do objeto e imagem, logo:
𝜋
0,1. 𝑠𝑒𝑛 [4𝑡 + ]
2 =−𝑝
3𝜋 𝑝′
0,5. 𝑠𝑒𝑛 [4𝑡 + ]
2
𝝅 𝟑𝝅
𝒔𝒆𝒏 [𝟒𝒕 + ] = − 𝒔𝒆𝒏 [𝟒𝒕 + ]
𝟐 𝟐
𝑝′
𝑝=
5
Da expressão de Gauss:
1 5 1 𝑝′ 1
= + → = → 𝑝′ = 3𝑚 = 𝟑𝟎𝟎 𝒄𝒎
𝑓 𝑝′ 𝑝′ 6 2
Gabarito: C
8. (Escola Naval 2017)
Analise o gráfico abaixo.

AULA 02 – MHS 84
Prof. Vinícius Fulconi

O gráfico acima representa a posição x de uma partícula que realiza um MHS (Movimento
Harmônico Simples), em função do tempo t. A equação que relaciona a velocidade v, em cm/s, da
partícula com a sua posição x é
a) v2= π2(1- x2)

b)
c) v2= π2(1+ x2)

d)

e)
Comentário:
Do gráfico, podemos concluir que:
𝜋
𝑥 = 2. 𝑠𝑒𝑛 ( 𝑡)
2
Assim, utilizando da equação de Torricelli para um MHS, temos:
4𝜋 2 𝒙𝟐
𝑣 2 = 𝜔2 (𝐴2 − 𝑥 2 ) → 𝑣 2 = . (4 − 𝑥 2 ) → 𝒗𝟐 = 𝝅𝟐 (𝟏 − )
16 𝟒
Gabarito: D

AULA 02 – MHS 85
Prof. Vinícius Fulconi

9. (Escola Naval 2016)


Analise a figura abaixo.

A figura acima mostra duas molas ideais idênticas presas a um bloco de massa m e a dois suportes
fixos. Esse bloco está apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito e oscila com amplitude
A em torno da posição de equilíbrio x = 0. Considere duas posições do bloco sobre o eixo x:
x1 = A/4 e x2= 3A/4. Sendo v1 e v2 as respectivas velocidades do bloco nas posições x1 e x2, a
razão entre os módulos das velocidades, v1/v2, é:

a)

b)

c)

d)

e)
Comentário:
Pela equação de Torricelli para um MHS, temos:
𝑣 2 = 𝜔2 (𝐴2 − 𝑥 2 )

2
𝐴2
2 2 2
9𝐴2
𝑣1 = 𝜔 . (𝐴 − ) 𝑒 𝑣2 = 𝜔 . (𝐴 − )
16 16
Por fim:
15𝐴2
𝑣1 2 16 𝑣1 2 15 𝒗𝟏 𝟏𝟓
( ) = → ( ) = → = √
𝑣2 7𝐴2 𝑣2 7 𝒗𝟐 𝟕
16
Gabarito: A

AULA 02 – MHS 86
Prof. Vinícius Fulconi

10. (EFOMM 2016)


Um cubo de 25,0 kg e 5,0 m de lado flutua na água. O cubo é, então, afundado ligeiramente para
baixo por Dona Marize e, quando liberado, oscila em um movimento harmônico simples com uma
certa frequência angular. Desprezando-se as forças de atrito, essa frequência angular é igual a:
a) 50 rad/s
b) 100 rad/s
c) 150 rad/s
d) 200 rad/s
e) 250 rad/s
Comentário:
Ao deslocar x m para baixo, temos:

𝜌. 𝐴. 𝑔. 𝑥 = 𝐹𝑟𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒
𝑁
1000.25.10. 𝑥 = 𝑘. 𝑥 → 𝑘 = 250.000
𝑚
𝑘 = 𝑚𝜔2 → 250.000 = 25. 𝜔2 → 𝜔 = 100 𝑟𝑎𝑑/𝑠
Gabarito: B
11. (EFOMM 2016)
Um pêndulo simples de comprimento L está fixo ao teto de um vagão de um trem que se move
horizontalmente com aceleração a. Assinale a opção que indica o período de oscilações do
pêndulo.
a)

AULA 02 – MHS 87
Prof. Vinícius Fulconi

b)

c)

d)

e)

Comentário:
Para um pêndulo em MHS, temos:
𝐿
𝑇 = 2𝜋√ , onde “a” é a aceleração resultante
𝑎𝑟𝑒𝑠

Assim, do enunciado, temos:

AULA 02 – MHS 88
Prof. Vinícius Fulconi

Portanto:
2
𝑎𝑟𝑒𝑠 = 𝑎 2 + 𝑔2
Logo:

𝐿
𝑇 = 2𝜋√
√𝑎2 + 𝑔²

Gabarito: D
12. (AFA 2017)
Uma partícula de massa m pode ser colocada a oscilar em quatro experimentos diferentes, como
mostra a Figura 1 abaixo.

Para apenas duas dessas situações, tem-se o registro do gráfico senoidal da posição da partícula
em função do tempo, apresentado na Figura 2.

AULA 02 – MHS 89
Prof. Vinícius Fulconi

Considere que não existam forças dissipativas nos quatro experimentos; que, nos experimentos
II e IV , as molas sejam ideais e que as massas oscilem em trajetórias perfeitamente retilíneas; que
no experimento III o fio conectado à massa seja ideal e inextensível; e que nos experimentos I e
III a massa descreva uma trajetória que é um arco de circunferência.
Nessas condições, os experimentos em que a partícula oscila certamente em movimento
harmônico simples são, apenas
a) I e III
b) II e III
c) III e IV
d) II e IV
Comentário:
A figura I e III não caracterizam MHS , apenas suas projeções horizontais. Para pequenas
oscilações a figura III pode ser caracterizada como MHS , porém no enunciado é explicitado que
os experimentos I e III a massa descreve uma trajetória que é um arco de circunferência. Portanto
apenas os experimentos II e IV se caracterizam como MHS.
Gabarito: D
13. (EFOMM 2011)
Observe a figura a seguir.

Considere o sistema massa-mola indicado acima, que oscila sobre um plano horizontal num
movimento harmônico simples com energia mecânica E, amplitude A, frequência f e velocidade
máxima Vm. Se a energia mecânica deste sistema for aumentada para 2E, quais serão,
respectivamente, a amplitude, a frequência e a velocidade máxima do novo movimento
harmônico simples?
a) 2A, 2f, 2Vm
b) 2A, 2f, √2Vm
c) √2A, f, 2Vm
d) √2A, f, √2Vm
e) A, √2f, √2Vm
Comentário:
Sabendo que a energia no MHS é dada por:

AULA 02 – MHS 90
Prof. Vinícius Fulconi

𝑚. 𝑣𝑚² 𝑘 . 𝐴²
𝐸= =
2 2
Com isso, para 2E, temos:
𝑘 . 𝐴² 𝑘 . 𝐴′²
2. =
2 2
2
2 . 𝐴 = 𝐴′²
𝐴′ = 𝐴√2
Analogamente para a velocidade, temos:
𝑚 . 𝑣𝑚² 𝑚 . 𝑣𝑚′²
2. =
2 2
2 . 𝑣𝑚² = 𝑣𝑚′²
𝑣𝑚′ = 𝑣𝑚√2
Sabendo do MHS que frequência é dada por:

1 𝑘
𝑓= .√
2. 𝜋 𝑚
Com isso, temos que a frequência não muda, já que o m e o k são constantes. Logo:
𝑓′ = 𝑓
Dessa forma, temos que o gabarito é a letra D.
Gabarito: D
14. (EFOMM 2011)
Observe a figura a seguir.

Uma mola ideal tem uma de suas extremidades presa ao teto e a outra a uma esfera de massa m
que oscila em movimento harmônico simples. Ligada à esfera, tem-se um fio muito longo de
massa desprezível, e nele observa-se, conforme indica a figura acima, a formação de uma onda
harmônica progressiva que se propaga com velocidade V. Sendo assim, a constante elástica da
mola é igual a
16𝑉²𝜋²𝑚
a) 𝑘 =
𝐿²
9𝑉²𝜋²𝑚
b) 𝑘 =
𝐿²
4𝑉²𝜋²𝑚
c) 𝑘 =
𝐿²

AULA 02 – MHS 91
Prof. Vinícius Fulconi

2𝑉²𝜋²𝑚
d) 𝑘 =
𝐿²
𝑉²𝜋²𝑚
e) 𝑘 =
𝐿²

Comentário:
Calculando a frequência na onda dada:
𝑉 = 𝜆 .𝑓
𝑉 = 2 .𝐿 .𝑓
𝑉
𝑓=
2. 𝐿
Como a frequência na corda vai ser a mesma frequência do MHS, temos:

1 𝑘
𝑓= .√
2. 𝜋 𝑚

𝑉 1 𝑘
= .√
2. 𝐿 2. 𝜋 𝑚

𝜋 .𝑉 𝑘
=√
𝐿 𝑚
𝜋² . 𝑉² 𝑘
=
𝐿² 𝑚
2 2
𝜋 .𝑉 .𝑚
𝑘=
𝐿²
Gabarito: E
15. (UFU 1999)
Um bloco de massa m=1kg preso à extremidade de uma mola e apoiado sobre uma superfície
horizontal sem atrito, oscila em torno da posição de equilíbrio, com uma amplitude de 0,1m,
conforme mostra a figura (a) abaixo. A figura (b) mostra como a energia cinética do bloco varia
de acordo com seu deslocamento.

AULA 02 – MHS 92
Prof. Vinícius Fulconi

É CORRETO afirmar que


a) quando o bloco passa pelos pontos extremos, isto é, em x=± 0,1m, a aceleração do bloco é nula
nesses pontos.
b) o módulo da força que a mola exerce sobre o bloco na posição +0,1m é 2,0 . 10³ N.
c) a constante elástica da mola vale 2,0.10⁴ N/m.
d) a energia potencial do bloco na posição +0,05m vale 100J.
e) na posição de equilíbrio, o módulo da velocidade do bloco é 20m/s.
Comentário:
Analisando as alternativas, temos:
- Alternativa A está incorreta, pois as acelerações nos pontos extremos serão as máximas em
módulo.
- Alternativa B, devemos calcular a constante da mola. Sabendo que:
𝑚 . 𝑣𝑚𝑎𝑥² 𝐾 . 𝐴²
=
2 2
𝐾 . 0,1²
𝐸𝐶, 𝑚𝑎𝑥 =
2
𝐾
200 =
200
𝐾 = 4 . 104 𝑁/𝑚
Dessa forma, temos que:
𝐹𝑚𝑎𝑥 = 𝐾 . 𝐴
𝐹𝑚𝑎𝑥 = 4 . 104 . 0,1
𝐹𝑚𝑎𝑥 = 4 . 103 𝑁
- Alternativa C está incorreta, pois na letra B calculamos o valor de K que não é 2 . 10⁴ N/m.
- Alternativa D, devemos calcular a energia potencial
𝐾 . 𝑥²
𝐸𝑃𝑜𝑡 =
2
4 . 10⁴ . 0,05²
𝐸𝑃𝑜𝑡 =
2
4
𝐸𝑃𝑜𝑡 = 2 . 10 . 0,05²
𝐸𝑃𝑜𝑡 = 2 . 104 . 25 . 10−4
𝐸𝑃𝑜𝑡 = 2 . 25
𝐸𝑃𝑜𝑡 = 50 𝐽
Logo, a alternativa está incorreta.
- Alternativa E, sabendo que na posição de equilíbrio teremos a velocidade máxima. Portanto:

AULA 02 – MHS 93
Prof. Vinícius Fulconi

𝑚 . 𝑣𝑚𝑎𝑥²
𝐸𝐶, 𝑚𝑎𝑥 =
2
1 . 𝑣𝑚𝑎𝑥²
200 =
2
𝑣𝑚𝑎𝑥² = 400
𝑣𝑚𝑎𝑥 = 20 𝑚/𝑠
Logo, a alternativa está correta.
Gabarito: E
16.

Um objeto de massa M, apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito, está preso a uma mola cuja
constante de força elástica é K. O objeto é puxado por x e então solto, passando a oscilar em relação à
posição de equilíbrio.

Qual é o período de oscilação?


𝑲
a) √𝑴

𝑴
b) √ 𝑲

𝑴
c) 𝐱√ 𝑲

𝑴
d) 𝟐𝝅√ 𝑲

Comentário:

O período de oscilação do bloco é dado por:


𝒎
𝑻 = 𝟐𝝅√
𝑲
É muito importante que essa expressão seja memorizada.

𝑴
𝑻 = 𝟐𝝅√
𝑲

Gabarito: D
17.

AULA 02 – MHS 94
Prof. Vinícius Fulconi

Considere um pêndulo simples oscilando com uma pequena amplitude. Em relação ao seu
período, assinale a alternativa correta.
a) O período do pêndulo simples não depende do comprimento do fio.
b) Dois pêndulos simples com o mesmo comprimento, um na terra e outro na Lua, oscilarão com
o mesmo período.
c) Quanto maior for a massa do pêndulo, maior será seu período.
d) Quanto maior for comprimento do fio, maior será o período.
Comentário:
a) Falsa.

𝑙
𝑇 = 2𝜋√
𝑔

b) Falsa. O período depende da aceleração da gravidade. A aceleração a gravidade na terra e na


lua são distintas.
c) Falsa. O período do pêndulo não depende da massa.
d) Verdadeira.

𝑙
𝑇 = 2𝜋√
𝑔

Gabarito: D
18.
O bloco 𝐴 de massa 𝑚𝐴 = 4 𝑘𝑔 se apoia sem unir sobre uma plataforma B de massa desprezível
unida à mola, a qual se encontra em um M.H.S. Se o coeficiente elástica da mola é 𝑘 = 80 𝑁/𝑚,
qual deve ser o valor máximo que deve ter a amplitude das oscilações, de modo que 𝐴 não se
desprenda de 𝐵? (𝑔 = 10 𝑚/𝑠 2 ).

a) 0,5 𝑚
b) 1 𝑚
c) 0,25 𝑚
d) 0,75 𝑚

AULA 02 – MHS 95
Prof. Vinícius Fulconi

Comentário
Analisando no ponto de maior amplitude com a mola distendida, temos que a mola estará
distendida com um comprimento igual a amplitude. E como queremos a maior para que o bloco
não se desprenda, então queremos que a normal entre A e B seja nula. Portanto, temos que:
𝑚 .𝑔
𝐹𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑎 = 𝑃𝑒𝑠𝑜 ⇒ 𝑘 . 𝐴 = 𝑚 . 𝑔 ⇒ 𝐴 =
𝑘
4 . 10 1
𝐴= =
80 2
𝐴 = 0,5 𝑚
Gabarito: A

19.

Um oscilador massa-mola oscila em movimento harmônico simples sobre uma superfície lisa com
amplitude A. Em que posição (distância entre a massa e o ponto de equilíbrio do sistema), sua energia
cinética será três vezes maior que sua energia potencial?

a) A/4

b) A/3

c) A/2

d) A/8

e) A/6

Comentário:

A energia total de um movimento de um MHS é dada por:


𝑨𝟐
𝑬𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 = 𝑲 ⋅
𝟐
A energia total é a soma da energia cinética e da energia potencial:
𝑨𝟐
𝑬𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 = 𝑲 ⋅ = 𝑲 + 𝑬𝒑𝒐𝒕
𝟐

Sabemos que a energia cinética é três vezes maior que a potencial:


𝑲 = 𝟑𝑬𝒑𝒐𝒕

Desta maneira, temos:


𝑨𝟐
𝑲⋅ = 𝑲 + 𝑬𝒑𝒐𝒕
𝟐
𝑨𝟐
𝑲⋅ = 𝟑𝑬𝒑𝒐𝒕 + 𝑬𝒑𝒐𝒕
𝟐

AULA 02 – MHS 96
Prof. Vinícius Fulconi

𝑨𝟐
𝑲⋅ = 𝟒𝑬𝒑𝒐𝒕
𝟐
A energia potencial de um MHS é dada por:
𝑲 ⋅ 𝒙²
𝑬𝒑𝒐𝒕 =
𝟐
Substituindo, temos:
𝑨𝟐 𝑲 ⋅ 𝒙²
𝑲⋅ =𝟒⋅
𝟐 𝟐
𝑨𝟐 = 𝟒𝒙²

𝑨 = 𝟐𝒙
𝑨
𝒙=
𝟐
Gabarito: C

20.

Um relógio de pêndulo se adianta 5s por dia a 15°C e se atrasa 10s por dia a 30°C. Qual é o coeficiente
de dilatação linear do metal que é feito o pêndulo deste relógio? A expressão abaixo relaciona a
variação do período com a variação da temperatura. O período 𝑷𝟎 é a referência usada para a medida:
ano, mês ou dia. O valor 𝜶 é o coeficiente de dilatação linear do metal.
𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ ∆𝑻
∆𝑷 =
𝟐

a) 𝜶 = 𝟑 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

b) 𝜶 = 𝟓 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

c) 𝜶 = 𝟕 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

d) 𝜶 = 𝟖 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏

e) 𝜶 = 𝟏, 𝟏 ⋅ 𝟏𝟎−𝟒 °𝑪−𝟏

Comentários:

Podemos usar uma expressão para a variação do período em função da variação da temperatura.
𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ ∆𝑻
∆𝑷 =
𝟐

1) 𝑷𝟎 − 𝑷𝒆𝒓í𝒐𝒅𝒐 𝒅𝒐 𝒑ê𝒏𝒅𝒖𝒍𝒐 𝒏𝒂 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒆𝒓𝒂𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒓𝒆𝒇𝒆𝒓ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝑻𝟎 .

2) 𝜶 − 𝑪𝒐𝒆𝒇𝒊𝒄𝒊𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒆 𝒅𝒊𝒍𝒂çã𝒐 𝒍𝒊𝒏𝒆𝒂𝒓

AULA 02 – MHS 97
Prof. Vinícius Fulconi

3) ∆𝑷 − 𝒗𝒂𝒓𝒊𝒂çã𝒐 𝒅𝒐 𝒑𝒆𝒓í𝒐𝒅𝒐 𝒅𝒐 𝒑𝒆𝒏𝒅𝒖𝒍𝒐

∆𝑷 > 𝟎 − 𝒓𝒆𝒍ó𝒈𝒊𝒐 𝒂𝒕𝒓𝒂𝒔𝒂 ; ∆𝑷 < 𝟎 − 𝒓𝒆𝒍ó𝒈𝒊𝒐 𝒂𝒅𝒊𝒂𝒏𝒕𝒂

Para o adiantamento do relógio:

𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ (𝟏𝟓 − 𝑻𝟎 )
−𝟓 =
𝟐

Para o atraso do relógio:

𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ (𝟑𝟎 − 𝑻𝟎 )
𝟏𝟓 =
𝟐

Dividindo uma equação pela outra, temos:


𝟑𝟎 − 𝑻𝟎
−𝟑 =
𝟏𝟓 − 𝑻𝟎
𝑻𝟎 = 𝟏𝟖, 𝟕𝟓 °𝑪
Desta maneira, temos:
𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ (𝟑𝟎 − 𝑻𝟎 )
𝟏𝟓 =
𝟐
𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ (𝟑𝟎 − 𝟏𝟖, 𝟕𝟓)
𝟏𝟓 =
𝟐
𝟑𝟎 = 𝑷𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ 𝟏𝟏, 𝟐𝟓
Em um dia o período percorreu um total de 86400 segundos (quantidade de segundos que há em um
dia).

𝟑𝟎 = 𝟖𝟔𝟒𝟎𝟎 ⋅ 𝜶 ⋅ 𝟏𝟏, 𝟐𝟓

𝜶 = 𝟑 ⋅ 𝟏𝟎−𝟓 °𝑪−𝟏
Gabarito: A
21.
Um pêndulo simples de comprimento L está oscilando no planeta Terra com período T, onde o
campo gravitacional é de 𝑔 = 10 𝑚/𝑠². Se o mesmo pêndulo for levado para outra planeta, onde
o campo gravitacional é 𝑔 = 40 𝑚/𝑠², qual deverá ser seu período?
𝑇
a)
8

AULA 02 – MHS 98
Prof. Vinícius Fulconi

𝑇
b)
4

c) 4𝑇
d) 2𝑇
𝑇
e)
2

Comentário:
O período de um pêndulo simples é dado por:

𝐿
𝑇 = 2𝜋√
𝑔

Para o planeta Terra, temos:

𝐿
𝑇 = 2𝜋√
10

Para o outro planeta, temos:

𝐿
𝑇′ = 2𝜋√
40

Desta maneira, temos:

𝐿
𝑇 2𝜋√10
=
𝑇′ 𝐿
2𝜋√
40
𝑇
=2
𝑇′
𝑇
𝑇′ =
2
Gabarito: E
22.
Considere um sistema massa-mola mostrado na figura abaixo. A massa é de 2 kg e a mola tem
constante de oscilação 8 N/m. Inicialmente, a mola não está deformada e está em repouso.

AULA 02 – MHS 99
Prof. Vinícius Fulconi

Se o bloco for puxado 10 cm para direita e for solto, qual será a equação horária de suas
oscilações?
a) 𝑥 (𝑡 ) = 100 ⋅ cos (𝑡)
b) 𝑥 (𝑡 ) = 10 ⋅ cos (𝑡)
c) 𝑥 (𝑡 ) = 0,2 ⋅ sen (2𝑡)
d) 𝑥 (𝑡 ) = 0,1 ⋅ cos (2𝑡)
e) 𝑥 (𝑡 ) = 20 ⋅ sen (2𝑡)
Comentário:
Ao puxar o bloco para a direita e solta-lo, o bloco começará a oscilar em MHS. A frequência
angular de um MHS é dada por:

𝑘 8
𝜔=√ = √ = 2 𝑟𝑎𝑑/𝑠
𝑚 2
Desta maneira, a equação de um MHS é dada por:
𝑥 (𝑡 ) = 𝐴 ⋅ cos (𝜔𝑡 + 𝜙0 )
A amplitude será a própria deformação inicial do bloco:
𝑥 (𝑡 ) = 0,1 ⋅ cos (2𝑡)
Gabarito: D

23.(FUVEST 2020)

Um pêndulo simples é composto por uma haste metálica leve, presa a um eixo bem lubrificado, e por
uma esfera pequena de massa muito maior que a da haste, presa à sua extremidade oposta. O período
𝑃 para pequenas oscilações de um pêndulo é proporcional à raiz quadrada da razão entre o
comprimento da haste metálica e a aceleração da gravidade local. Considere este pêndulo nas três
situações:

1. Em um laboratório localizado ao nível do mar, na Antártida, a uma temperatura de 0 °𝐶.

2. No mesmo laboratório, mas agora a uma temperatura de 250 𝐾.

3. Em um laboratório no qual a temperatura é de 32 °𝐹, em uma base lunar, cuja aceleração


da gravidade é igual a um sexto daquela da Terra.

AULA 02 – MHS 100


Prof. Vinícius Fulconi

Indique a alternativa correta a respeito da comparação entre os períodos de oscilação 𝑃, 𝑃2 e 𝑃3 do


pêndulo nas situações 1, 2 e 3, respectivamente.

a) 𝑃1 < 𝑃2 < 𝑃3

b) 𝑃1 = 𝑃3 < 𝑃2

c) 𝑃2 < 𝑃1 < 𝑃3

c) 𝑃3 < 𝑃2 < 𝑃1

e) 𝑃1 < 𝑃2 = 𝑃3
Comentários:
O período de um pêndulo simples para pequenas oscilações é dado por:

𝑙
𝑃 = 2𝜋√ (𝐼)
𝑔

O comprimento do pêndulo (𝑙) pode ser modificado pela temperatura do meio em questão. A
modificação do comprimento é consequência do fenômeno de dilatação térmica. Para uma
dilatação térmica linear, temos:
𝑙 = 𝑙0 (1 + 𝛼 ⋅ (𝑇 − 𝑇0 ) (𝐼𝐼)
O comprimento 𝑙 quando está na temperatura 𝑇 e o comprimento 𝑙0 quando está na temperatura
𝑇0 . O coeficiente de dilatação linear do fio será expresso por 𝛼. Substituindo (II) em (I):

𝑙0 (1 + 𝛼 ⋅ (𝑇 − 𝑇0 )
𝑃 = 2𝜋√
𝑔

𝑙0
𝑃 = 2𝜋√ ⋅ √1 + 𝛼 ⋅ (𝑇 − 𝑇0 )
𝑔

(1) Situação I.
Para encontrar a temperatura em Kelvin, devemos fazer a conversão de temperatura.
𝑻𝟏 = 𝟐𝟕𝟑𝑲

𝑙0
𝑃 = 2𝜋√ ⋅ √1 + 𝛼 ⋅ (273 − 𝑇0 )
𝑔

(2) Situação II.

𝑻𝟐 = 𝟐𝟓𝟎𝑲

𝑙0
𝑃2 = 2𝜋√ ⋅ √1 + 𝛼 ⋅ (250 − 𝑇0 )
𝑔

AULA 02 – MHS 101


Prof. Vinícius Fulconi

(3) Situação III.


𝑇3 = 273 𝐾
A gravidade é dada por 𝑔/6

6𝑙0
𝑃3 = 2𝜋√ ⋅ √1 + 𝛼 ⋅ (273 − 𝑇0 )
𝑔

Comparando os três valores, temos:


𝑃2 < 𝑃1 𝑒 𝑃3 > 𝑃1

Portanto, temos:
𝑃2 < 𝑃1 < 𝑃3
Gabarito: C

AULA 02 – MHS 102


Prof. Vinícius Fulconi

Questões - Nível 3

1. (EFOMM 2019)
Ana brinca em um balanço, enquanto segura um diapasão vibrando a 520 Hz. O ponto mais alto
de sua trajetória pendular está a 1,25 metros de altura em relação ao ponto mais baixo. Enquanto
isso, Beatriz, de altura semelhante a Ana e localizada em um ponto distante à frente do brinquedo,
corre em direção à amiga com velocidade constante de 2 m/s. Supondo que o movimento
oscilatório de Ana ocorre sem perda de energia, qual valor mais se aproxima da maior frequência
que Beatriz irá ouvir durante sua trajetória?
Considere g = 10 m/s2 e vsom=343 m/s.
a) 531 Hz
b) 533 Hz
c) 535 Hz
d) 536 HZ
e) 538 Hz

2. (EFOMM 2019)
Um bloco está sobre uma mesa horizontal que oscila para a esquerda e para a direita em um
Movimento Harmônico Simples (MHS) com amplitude de 10 cm. Determine a máxima frequência
com que a oscilação pode ocorrer sem que o bloco deslize sabendo que o coeficiente de atrito
estático entre o bloco e a mesa vale 0,6.
Considere g = 10 m/s2
a) 2 Hz
b) √3π Hz
c) 5π Hz
d) √15/π Hz
e) √15 Hz

3. (EFFOM 2018)
Um relógio de pêndulo, constituído de uma haste metálica de massa desprezível, é projetado para
oscilar com período de 1,0 s, funcionando como um pêndulo simples, a temperatura de 20 °C.
Observa-se que, a 35 °C, o relógio atrasa 1,8 s a cada 2,5 h de funcionamento. Qual é o coeficiente
de dilatação linear do material que constitui a haste metálica?
a) 0,7 x 10-5 °C -1
b) 1,2 x 10-5 °C -1
c) 1,7 x 10-5 °C -1

AULA 02 – MHS 103


Prof. Vinícius Fulconi

d) 2,2 x 10-5 °C -1
e) 2,7 x 10-5 °C -1

4. (EFOMM 2018)
A figura abaixo mostra a vista superior de um anel de raio R que está contido em um plano
horizontal e que serve de trilho, para que uma pequena conta de massa m se movimente sobre
ele sem atrito. Uma mola de constante elástica k e comprimento natural R, com uma extremidade
fixa no ponto A do anel e com a outra ligada à conta, irá movê-la no sentido anti-horário.
Inicialmente, a conta está em repouso e localiza-se no ponto B, que é diametralmente oposto ao
ponto A. Se P é um ponto qualquer e θ é o ângulo entre os segmentos e , a velocidade da
conta, ao passar por P, é

a)

b)

c)

d)

e)

5. (ITA 2017)
Na figura, um tubo fino e muito leve, de área de seção reta S e comprimento a, encontra-se
inicialmente cheio de água de massa M e massa específica ρ. Graças a uma haste fina e de peso
desprezível, o conjunto forma um pêndulo simples de comprimento L medido entre o ponto de
suspensão da haste e o centro de massa inicial da água. Posto a oscilar, no instante inicial começa
a pingar água pela base do tubo a uma taxa constante r = −∆M/∆t. Assinale a expressão da
variação temporal do período do pêndulo.
𝑟𝑡
Considere que L aumenta através de uma taxa de:
2𝜌𝑆

AULA 02 – MHS 104


Prof. Vinícius Fulconi

a) 2π √ L/√g
b) 2π √ ρLS − rt/√ ρSg
c) 2π √ ρLS + rt/√ ρSg
d) 2π √ 2ρLS − rt/√ 2ρSg
e) 2π √ 2ρLS + rt/√ 2ρSg

6. (Escola Naval 2016)


Analise a figura abaixo.

A figura acima mostra uma montagem em que o bloco de massa m= 0,70kg, preso à extremidade
de uma mola vertical, oscila em torno da sua posição de equilíbrio. No bloco, prende-se uma corda
muito longa estendida na horizontal. A massa específica linear da corda é 1,6.10-4kg/m. Após
algum tempo, estabelece-se na corda uma onda transversal cuja equação é dada por 𝑦(𝑥, 𝑡) =
0,030. 𝑐𝑜𝑠 (2,0𝑥 − 30𝑡) , onde x e y estão em metros e t em segundos. Nessas condições, a
constante elástica da mola, em N/m, e a tração na corda, em mN, são, respectivamente:
a) 157 e 144
b) 2013 e 36
c) 210 e 160
d) 630 e 36
e) 630 e 144

7. (EFOMM 2011)
Um sistema massa - mola, com constante de mola igual a 40 N/m, realiza um movimento
harmônico simples. A energia cinética, no ponto médio entre a posição de aceleração máxima e

AULA 02 – MHS 105


Prof. Vinícius Fulconi

velocidade máxima, é igual a 0,1J. Sabendo que a velocidade máxima é igual a 2 m/s, a aceleração
máxima é igual a
Dado: Considere √6 = 5/2
a) 30 m/s²
b) 40 m/s²
c) 50 m/s²
d) 60 m/s²
e) 70 m/s²

8. (ITA 2016)
Um pêndulo simples é composto por uma massa presa a um fio metálico de peso desprezível. A
figura registra medidas do tempo T em segundos, para 10 oscilações completas e seguidas do
pêndulo ocorridas ao longo das horas do dia, t. Considerando que neste dia houve uma variação
térmica total de 20◦C, assinale o valor do coeficiente de dilatação térmica do fio deste pêndulo.

a) 2 x 10⁻⁴ °C⁻¹
b) 4 x 10⁻⁴ °C⁻¹
c) 6 x 10⁻⁴ °C⁻¹
d) 8 x 10⁻⁴ °C⁻¹
e) 10 x 10⁻⁴ °C⁻¹

9. (ITA 2015)
Na figura, as linhas cheia, tracejada e pontilhada representam a posição, a velocidade e a
aceleração de uma partícula em um movimento harmônico simples. Com base nessas curvas
assinale a opção correta dentre as seguintes proposições:
I. As linhas cheia e tracejada representam, respectivamente, a posição e a aceleração da partícula.
II. As linhas cheia e pontilhada representam, respectivamente, a posição e a velocidade da
partícula.
III. A linha cheia necessariamente representa a velocidade da partícula.

AULA 02 – MHS 106


Prof. Vinícius Fulconi

a) Apenas I é correta.
b) Apenas II é correta.
c) Apenas III é correta.
d) Todas são incorretas.
e) Não há informações suficientes.

10. (AFA 2015)


Três pêndulos simples 1, 2 e 3 que oscilam em MHS possuem massas respectivamente iguais a m,
2m e 3m são mostrados na figura abaixo.

Os fios que sustentam as massas são ideais, inextensíveis e possuem comprimento


respectivamente L₁, L₂ e L₃.
Para cada um dos pêndulos registrou-se a posição (x), em metro, em função do tempo (t), em
segundo, e os gráficos desses registros são apresentados nas figuras 1, 2 e 3 abaixo.

AULA 02 – MHS 107


Prof. Vinícius Fulconi

Considerando a inexistência de atritos e que a aceleração da gravidade seja 2 2 g = π m / s , é


correto afirmar que
𝐿₂ 2
a) 𝐿₁ = ; 𝐿₂ = 𝐿₃ 𝑒 𝐿₃ = 3𝐿₁
3 3
𝐿₃
b) 𝐿₁ = 2𝐿₂; 𝐿₂ = 𝑒 𝐿₃ = 4𝐿₁
2
𝐿₂ 𝐿₃
c) 𝐿₁ = ; 𝐿₂ = 𝑒 𝐿₃ = 16𝐿₁
4 4

d) 𝐿₁ = 2𝐿₂; 𝐿₂ = 3𝐿₃ 𝑒 𝐿₃ = 6𝐿₁

11. (AFA 2015)


A figura abaixo mostra uma pequena esfera vazada E, com carga elétrica q = +2,0 . 10⁻⁵ C e massa
80 g, perpassada por um eixo retilíneo situado num plano horizontal e distante D = 3 m de uma
carga puntiforme fixa Q = -3,0 . 10⁻⁶ C.

Se a esfera for abandonada, em repouso, no ponto A, a uma distância x, muito próxima da posição
𝑥
de equilíbrio O, tal que, << 1 a esfera passará a oscilar de MHS, em torno de O, cuja pulsação é,
𝐷
em rad/s, igual a

AULA 02 – MHS 108


Prof. Vinícius Fulconi

1
a)
3
1
b)
4
1
c)
2
1
d)
5

AULA 02 – MHS 109


Prof. Vinícius Fulconi

Gabarito - Nível 3
1. A
2. D
3. E
4. D
5. E
6. D
7. C
8. C
9. D
10. C
11. C

AULA 02 – MHS 110


Prof. Vinícius Fulconi

Questões comentadas - Nível 3


1. (EFOMM 2019)
Ana brinca em um balanço, enquanto segura um diapasão vibrando a 520 Hz. O ponto mais alto
de sua trajetória pendular está a 1,25 metros de altura em relação ao ponto mais baixo. Enquanto
isso, Beatriz, de altura semelhante a Ana e localizada em um ponto distante à frente do brinquedo,
corre em direção à amiga com velocidade constante de 2 m/s. Supondo que o movimento
oscilatório de Ana ocorre sem perda de energia, qual valor mais se aproxima da maior frequência
que Beatriz irá ouvir durante sua trajetória?
Considere g = 10 m/s2 e vsom=343 m/s.
a) 531 Hz
b) 533 Hz
c) 535 Hz
d) 536 HZ
e) 538 Hz
Comentário:
Do enunciado, podemos observar que a amplitude do MHS de Ana é 1,25 metros:
𝒚 = 𝑨. 𝒄𝒐𝒔(𝝎𝒕) → 𝐴 = 1,25 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠
Assim, conservando a energia do MHS, temos:
1 1
. 𝑘. 𝐴2 = 𝑚. 𝑉 2 + 𝑚. 𝑔. ℎ
2 2
No ponto mais alto da trajetória pendular de Ana, temos:
𝟏
𝒌. 𝑨𝟐 = 𝒎. 𝒈. 𝑨
𝟐
Conservando a energia no ponto mais baixo da trajetória:
1
𝑚. 𝑔. 𝐴 = 𝑚. 𝑉 2 → 𝑽 = √𝟐𝒈𝑨
2
Assim, pelo efeito doppler, a frequência mais alta que Beatriz irá ouvir, será quando Ana estiver
com a velocidade máxima em direção a beatriz!
(𝑣𝑠𝑜𝑚 + 2)
𝑓𝑏𝑒𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧 = 𝑓𝑎𝑛𝑎 .
𝑣𝑠𝑜𝑚 − √2𝑔𝐴
Logo, teremos:
520.342 520.345
𝑓𝑏𝑒𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧 = → ≅ 𝟓𝟑𝟏 𝑯𝒛
340 − 5 338
Gabarito: A
2. (EFOMM 2019)

AULA 02 – MHS 111


Prof. Vinícius Fulconi

Um bloco está sobre uma mesa horizontal que oscila para a esquerda e para a direita em um
Movimento Harmônico Simples (MHS) com amplitude de 10 cm. Determine a máxima frequência
com que a oscilação pode ocorrer sem que o bloco deslize sabendo que o coeficiente de atrito
estático entre o bloco e a mesa vale 0,6.
Considere g = 10 m/s2
a) 2 Hz
b) √3π Hz
c) 5π Hz
d) √15/π Hz
e) √15 Hz
Comentário:
Do enunciado, podemos observar que a amplitude do MHS é 10 cm:
𝒙 = 𝑨. 𝒄𝒐𝒔(𝝎𝒕) → 𝑥 = 10. cos (𝜔. 𝑡)
Na condição de equilíbrio:
𝑚
𝑚. 10.0,6 = 𝑘. 𝑥𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 → 𝑥𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 = 60.
𝑘
Contudo, sabendo que:
𝒌 = 𝒎. 𝝎𝟐 𝒆 𝝎 = 𝟐𝝅. 𝒇
𝑚 𝑚 1,5
𝑥𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 = 6. → 𝑥𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 = 6. 2 2 → 𝑥𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 = 2 2
𝑘 4𝜋 . 𝑓 . 𝑚 𝜋 𝑓
Como queremos a frequência máxima e o enunciado limita a amplitude para 10 cm, a frequência
máxima será quando:
𝑥𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 = 𝐴𝑚𝑝𝑙𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 = 10. 10−2 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠
Por fim:

15 𝟏𝟓
𝑓2 = → 𝒇 = √
𝜋2 𝝅
Gabarito: D
3. (EFFOM 2018)
Um relógio de pêndulo, constituído de uma haste metálica de massa desprezível, é projetado para
oscilar com período de 1,0 s, funcionando como um pêndulo simples, a temperatura de 20 °C.
Observa-se que, a 35 °C, o relógio atrasa 1,8 s a cada 2,5 h de funcionamento. Qual é o coeficiente
de dilatação linear do material que constitui a haste metálica?
a) 0,7 x 10-5 °C -1
b) 1,2 x 10-5 °C -1
c) 1,7 x 10-5 °C -1
d) 2,2 x 10-5 °C -1

AULA 02 – MHS 112


Prof. Vinícius Fulconi

e) 2,7 x 10-5 °C -1
Comentário:
Sabendo que, num MHS pêndular:

𝐿
𝑇 = 2𝜋. √ = 1
𝑔

Podemos concluir que, do enunciado:


1,8
𝑇+ = 𝑇′
2,5.60.60
1,8
O relógio atrasa segundos a cada segundo, portanto:
2,5.60.60

𝐿 1,8 𝐿(1 + 𝛼. (35 − 20))


2𝜋. √ + = 2𝜋. √
𝑔 2,5.60.60 𝑔

Por fim:

𝐿 1,8
2𝜋. √ (√1 − 1 + 15𝛼) =
𝑔 2,5.60.60

𝐿
2𝜋. √ √15𝛼 = 0,0002 → √15𝛼 = 0,0002 → 15𝛼 = 4. 10−8
𝑔

𝛼 = 2,7𝑥10−5 °𝐶 −1
Gabarito: E
4. (EFOMM 2018)
A figura abaixo mostra a vista superior de um anel de raio R que está contido em um plano
horizontal e que serve de trilho, para que uma pequena conta de massa m se movimente sobre
ele sem atrito. Uma mola de constante elástica k e comprimento natural R, com uma extremidade
fixa no ponto A do anel e com a outra ligada à conta, irá movê-la no sentido anti-horário.
Inicialmente, a conta está em repouso e localiza-se no ponto B, que é diametralmente oposto ao
ponto A. Se P é um ponto qualquer e θ é o ângulo entre os segmentos e , a velocidade da
conta, ao passar por P, é

AULA 02 – MHS 113


Prof. Vinícius Fulconi

a)

b)

c)

d)

e)
Comentário:
Analisando o Triângulo (retângulo em P) APB, temos:

2𝑅. 𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝐴𝑃
Assim, conservando energia de B até P, temos:
1 1 1
𝑘. (2𝑅 − 𝑅)2 = 𝑘. (2𝑅𝑐𝑜𝑠𝜃 − 𝑅)2 + 𝑚. 𝑣 2
2 2 2

𝑘 2 𝑘
𝑣2 = (𝑅 − 4𝑅2 𝑐𝑜𝑠 2 𝜃 + 4𝑅2 𝑐𝑜𝑠𝜃 − 𝑅²) → 𝑣 = 2𝑅√ (𝑐𝑜𝑠𝜃 − 𝑐𝑜𝑠 2 𝜃)
𝑚 𝑚
Gabarito: D
5. (ITA 2017)
Na figura, um tubo fino e muito leve, de área de seção reta S e comprimento a, encontra-se
inicialmente cheio de água de massa M e massa específica ρ. Graças a uma haste fina e de peso

AULA 02 – MHS 114


Prof. Vinícius Fulconi

desprezível, o conjunto forma um pêndulo simples de comprimento L medido entre o ponto de


suspensão da haste e o centro de massa inicial da água. Posto a oscilar, no instante inicial começa
a pingar água pela base do tubo a uma taxa constante r = −∆M/∆t. Assinale a expressão da
variação temporal do período do pêndulo.
𝑟𝑡
Considere que L aumenta através de uma taxa de:
2𝜌𝑆

a) 2π √ L/√g
b) 2π √ ρLS − rt/√ ρSg
c) 2π √ ρLS + rt/√ ρSg
d) 2π √ 2ρLS − rt/√ 2ρSg
e) 2π √ 2ρLS + rt/√ 2ρSg
Comentário:
O problema consiste em analisarmos o “tamanho do pêndulo”, isto é , a distância L aumenta
conforme o recipiente perde massa . Isso ocorre pois o centro de massa do recipiente “desce”.
Portanto:
𝑟𝑡
𝐿′ = 𝐿 +
2𝜌𝑆
Sabendo que o período de um pêndulo é da forma:

𝐿
𝑇 = 2𝜋√
𝑔

Por fim, o novo período será:

𝑟𝑡
𝐿+ 𝟐𝝆𝑺𝑳 + 𝒓𝒕
2𝜌𝑆
𝑇 ′ = 2𝜋√ → 𝑻′ = 𝟐𝝅√
𝑔 𝟐𝝆𝑺𝒈

Gabarito: E
6. (Escola Naval 2016)
Analise a figura abaixo.

AULA 02 – MHS 115


Prof. Vinícius Fulconi

A figura acima mostra uma montagem em que o bloco de massa m= 0,70kg, preso à extremidade
de uma mola vertical, oscila em torno da sua posição de equilíbrio. No bloco, prende-se uma corda
muito longa estendida na horizontal. A massa específica linear da corda é 1,6.10-4kg/m. Após
algum tempo, estabelece-se na corda uma onda transversal cuja equação é dada por 𝑦(𝑥, 𝑡) =
0,030. 𝑐𝑜𝑠 (2,0𝑥 − 30𝑡) , onde x e y estão em metros e t em segundos. Nessas condições, a
constante elástica da mola, em N/m, e a tração na corda, em mN, são, respectivamente:
a) 157 e 144
b) 2013 e 36
c) 210 e 160
d) 630 e 36
e) 630 e 144
Comentário:
Da onda na corda, temos:
𝑦(𝑥, 𝑡 ) = 0,030. 𝑐𝑜𝑠 (2,0𝑥 − 30𝑡 ) ↔ 𝒚(𝒙, 𝒕) = 𝑨. 𝒄𝒐𝒔 (𝒌𝒙 − 𝝎𝒕)
Assim, podemos concluir que:
𝑵
𝜔 = 30 → 𝑘 = 0,7. (30)2 = 𝟔𝟑𝟎
𝒎
30 𝟏𝟓
𝜔 = 30 → 𝑓 = =
2𝜋 𝝅
Da equação de onda:
2𝜋 2𝜋𝑓
𝑘′ = 2 = = → 𝑽 = 𝝅𝒇
𝜆 𝑉
Assim, aplicando Taylor:

𝑇 15 𝑇
𝑉 = √ = 𝜋. →√ = 15 → 𝑇 = 225.1,6. 10−4 → 0,036 𝑁 = 𝟑𝟔𝒎𝑵
𝜇 𝜋 1,6. 10−4

Gabarito: D
7. (EFOMM 2011)
Um sistema massa-mola, com constante de mola igual a 40 N/m, realiza um movimento
harmônico simples. A energia cinética, no ponto médio entre a posição de aceleração máxima e
velocidade máxima, é igual a 0,1J. Sabendo que a velocidade máxima é igual a 2 m/s, a aceleração
máxima é igual a

AULA 02 – MHS 116


Prof. Vinícius Fulconi

Dado: Considere √6 = 5/2


a) 30 m/s²
b) 40 m/s²
c) 50 m/s²
d) 60 m/s²
e) 70 m/s²
Comentário:
Sabendo que a energia do MHS é dada por:
𝑚. 𝑣𝑚² 𝑘 . 𝐴²
𝐸= =
2 2
𝑚. 2² 40 . 𝐴²
=
2 2
4 .𝑚
= 𝐴²
40
𝑚
𝐴2 =
10
Do enunciado, temos que:
𝐸 = 𝐸𝑐 + 𝐸𝑝
𝑘 𝐴
𝐸 = 0,1 + .( )²
2 2
𝑚. 𝑣𝑚² 𝑘 𝐴
= 0,1 + . ( ) ²
2 2 2
𝑚. 2² 40 𝐴2
= 0,1 + .
2 2 4
𝑚
𝑚. 4 40 10
= 0,1 + .
2 2 4
4 .𝑚 40 𝑚
= 0,1 + .
2 2 40
4 .𝑚 𝑚
= 0,1 +
2 2
4 .𝑚 𝑚
− = 0,1
2 2
3 .𝑚 1
=
2 10
1
𝑚= 𝑘𝑔
15
Com isso, podemos calcular o valor da aceleração máxima:

AULA 02 – MHS 117


Prof. Vinícius Fulconi

𝐹 = 𝑘 .𝐴
𝑚 .𝑎 = 𝑘 .𝐴
𝑘 .𝐴
𝑎=
𝑚
40
𝑎= .𝐴
1
15
𝑚
𝑎 = 40 . 15 . √
10
40 . 15
𝑎=
√150
40 . 15
𝑎=
5√6
40 . 3
𝑎=
√6
40 . 3. √6
𝑎=
6
Do dado do enunciado, temos:
120.5
𝑎= 2
6
120 . 5
𝑎=
12
𝑎 = 50 𝑚/𝑠²
Gabarito: C
8. (ITA 2016)
Um pêndulo simples é composto por uma massa presa a um fio metálico de peso desprezível. A
figura registra medidas do tempo T em segundos, para 10 oscilações completas e seguidas do
pêndulo ocorridas ao longo das horas do dia, t. Considerando que neste dia houve uma variação
térmica total de 20◦C, assinale o valor do coeficiente de dilatação térmica do fio deste pêndulo.

a) 2 x 10⁻⁴ °C⁻¹

AULA 02 – MHS 118


Prof. Vinícius Fulconi

b) 4 x 10⁻⁴ °C⁻¹
c) 6 x 10⁻⁴ °C⁻¹
d) 8 x 10⁻⁴ °C⁻¹
e) 10 x 10⁻⁴ °C⁻¹
Comentário:
Sabendo que o período do MHS para o pendulo é dado por:

𝐿
𝑇 = 2 .𝜋 .√
𝑔

Escrevendo o período para o maior e menor período:

80,5 𝐿. (1 + 𝛼. ∆𝑇)
= 2 .𝜋 .√
10 𝑔

80 𝐿
= 2 .𝜋 .√
10 𝑔

Dividindo a primeira equação pela segunda:

80,5 𝐿. (1 + 𝛼. ∆𝑇)
10 = 2 . 𝜋 . √ 𝑔
80 2.𝜋 𝐿
10 𝑔

80,5
= √(1 + 𝛼. ∆𝑇)
80
80,5
( ) ² = (1 + 𝛼. 20)
80
80,5 2
( ) − 1 = 20 . 𝛼
80
𝛼 = 6,27 . 10−4 °𝐶⁻¹
Com isso, temos:
𝛼 = 6. 10−4 °𝐶⁻¹
Gabarito: C
9. (ITA 2015)
Na figura, as linhas cheia, tracejada e pontilhada representam a posição, a velocidade e a
aceleração de uma partícula em um movimento harmônico simples. Com base nessas curvas
assinale a opção correta dentre as seguintes proposições:
I. As linhas cheia e tracejada representam, respectivamente, a posição e a aceleração da partícula.

AULA 02 – MHS 119


Prof. Vinícius Fulconi

II. As linhas cheia e pontilhada representam, respectivamente, a posição e a velocidade da


partícula.
III. A linha cheia necessariamente representa a velocidade da partícula.

a) Apenas I é correta.
b) Apenas II é correta.
c) Apenas III é correta.
d) Todas são incorretas.
e) Não há informações suficientes.
Comentário:
Da análise do gráfico temos que a linha pontilhada e a linha cheia se anulam no mesmo ponto e,
portanto, uma delas é a aceleração e a outra é a posição. Dessa forma, a linha tracejada
representa a velocidade. Analisando as afirmativas, temos:
- Afirmativa I está incorreta, pois a linha tracejada representa a velocidade.
- Afirmativa II está incorreta, pois a velocidade é representada pela linha tracejada.
- Afirmativa III está incorreta, pois a velocidade é representada pela linha tracejada.
Com isso, todas as afirmativas estão incorretas como indicado na letra D.
Gabarito: D

10. (AFA 2015)


Três pêndulos simples 1, 2 e 3 que oscilam em MHS possuem massas respectivamente iguais a m,
2m e 3m são mostrados na figura abaixo.

AULA 02 – MHS 120


Prof. Vinícius Fulconi

Os fios que sustentam as massas são ideais, inextensíveis e possuem comprimento


respectivamente L₁, L₂ e L₃.
Para cada um dos pêndulos registrou-se a posição (x), em metro, em função do tempo (t), em
segundo, e os gráficos desses registros são apresentados nas figuras 1, 2 e 3 abaixo.

Considerando a inexistência de atritos e que a aceleração da gravidade seja 2 2 g = π m / s , é


correto afirmar que
𝐿₂ 2
a) 𝐿₁ = ; 𝐿₂ = 𝐿₃ 𝑒 𝐿₃ = 3𝐿₁
3 3
𝐿₃
b) 𝐿₁ = 2𝐿₂; 𝐿₂ = 𝑒 𝐿₃ = 4𝐿₁
2
𝐿₂ 𝐿₃
c) 𝐿₁ = ; 𝐿₂ = 𝑒 𝐿₃ = 16𝐿₁
4 4

d) 𝐿₁ = 2𝐿₂; 𝐿₂ = 3𝐿₃ 𝑒 𝐿₃ = 6𝐿₁


Comentário:
Analisando os pêndulos, temos:
- Pêndulo 1:

𝐿₁
𝑇 = 2 .𝜋 .√
𝑔

2 𝐿₁
= 2 .𝜋 .√
2 𝑔

1 𝐿₁
=√
2 .𝜋 𝑔

AULA 02 – MHS 121


Prof. Vinícius Fulconi

𝑔
𝐿₁ =
(2 . 𝜋 )2
- Pêndulo 2:

𝐿₂
𝑇 = 2 .𝜋 .√
𝑔

𝐿₂
2 .1 = 2 .𝜋 .√
𝑔

2 𝐿₂
=√
2 .𝜋 𝑔
4 .𝑔
𝐿₂ =
(2 . 𝜋 )2
- Pêndulo 3:

𝐿₃
𝑇 = 2 .𝜋 .√
𝑔

2 𝐿₃
.6 = 2 .𝜋 .√
3 𝑔

𝐿₃
4 = 2 .𝜋 .√
𝑔

4 𝐿₃
=√
2 .𝜋 𝑔
16 . 𝑔
𝐿₃ =
(2 . 𝜋 )2
Calculando as relações pedidas, temos que:
4 .𝑔 𝑔
𝐿₂ = 𝑒 𝐿₁ =
(2 . 𝜋 )2 (2 . 𝜋 ) 2
𝐿₂ = 4. 𝐿₁
𝐿₂
𝐿₁ =
4

4 .𝑔 16 . 𝑔
𝐿₂ = 𝑒 𝐿₃ =
(2 . 𝜋 )2 (2 . 𝜋 ) 2
𝐿₃
𝐿₂ = 4 .
16

AULA 02 – MHS 122


Prof. Vinícius Fulconi

𝐿₃
𝐿₂ =
4

𝑔 16 . 𝑔
𝐿₁ = 𝑒 𝐿₃ =
(2 . 𝜋 )2 (2 . 𝜋 ) 2
𝐿₃ = 16𝐿₁
Dessa forma, temos que a resposta é a letra C.
Gabarito: C
11. (AFA 2015)
A figura abaixo mostra uma pequena esfera vazada E, com carga elétrica q = +2,0 . 10⁻⁵ C e massa
80 g, perpassada por um eixo retilíneo situado num plano horizontal e distante D = 3 m de uma
carga puntiforme fixa Q = -3,0 . 10⁻⁶ C.

Se a esfera for abandonada, em repouso, no ponto A, a uma distância x, muito próxima da posição
𝑥
de equilíbrio O, tal que, << 1 a esfera passará a oscilar de MHS, em torno de O, cuja pulsação é,
𝐷
em rad/s, igual a
1
a)
3
1
b)
4
1
c)
2
1
d)
5

Comentário:
Sabendo que todo MHS é representado por:

𝑘′
𝜔=√
𝑚
Dessa forma, devemos calcular o k’ do MHS. Para isso, iremos analisar as forças na partícula q:

θ
AULA 02 – MHS 123
Prof. Vinícius Fulconi

𝐹 = −𝐹𝑒𝑙𝑒𝑡𝑟𝑖𝑐𝑎 . 𝐶𝑜𝑠 𝜃
𝐾 .𝑄 .𝑞
𝐹=− . 𝐶𝑜𝑠 𝜃
𝑑²
𝐾 .𝑄 .𝑞 𝑥
𝐹=− .
𝑑2 𝑑
9 −6
9 . 10 . 3. 10 . 2. 10⁻⁵
𝐹=− .𝑥
𝑑³
9 . 3. 2. 10⁻²
𝐹=− .𝑥
𝑑³
Por Pitágoras, temos que:

𝑑 = √𝐷 2 + 𝑥²
Com isso, podemos calcular:
54. 10⁻²
𝐹=− 3 .𝑥
(√𝐷 2 + 𝑥 2 )
54. 10⁻²
𝐹=− 3 .𝑥
𝑥2
𝐷 3 . (√1 + )
𝐷²
54. 10⁻²
𝐹=− 3 .𝑥
𝑥2
𝐷 3 . (√1 + )
𝐷²
Aproximando, temos:
54. 10⁻²
𝐹=− .𝑥
𝐷 3 . (1 )3
54. 10⁻²
𝐹=− .𝑥
𝐷³
54. 10⁻²
𝐹=− .𝑥

54. 10⁻²
𝐹=− .𝑥
27

AULA 02 – MHS 124


Prof. Vinícius Fulconi

𝐹 = −2 . 10⁻² . 𝑥
Dessa forma, temos que:
𝑘 ′ = 2. 10−2 𝑁/𝑚
Sendo assim, podemos calcular a pulsação:

𝑘′
𝜔=√
𝑚

2. 10−2
𝜔=√
80 . 10−3

2. 10
𝜔=√
80

20
𝜔=√
80

1
𝜔=√
4
1
𝜔= 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2

Gabarito: C

AULA 02 – MHS 125


Prof. Vinícius Fulconi

Referências Bibliográficas
[1] Tópicos da física 1: Volume 1 – Ricardo Helou Doca, Gualter José Biscuola, Newton Villas Boas
– 21. Ed – São Paulo : Saraiva, 2012.
[2] Problemas de Física Elementar: Saraeva – Editora Mir Moscou.

[3] IIT JEE Problems: Cengage.

Considerações Finais
Querido aluno(a),
Se você está com certo receio em algum tópico, reveja toda a teoria e depois refaça os exercícios
propostos. Uma valiosa dica é fazer a lista inteira e só depois olhar o gabarito com a resolução.
Com isso, você se forçará a ter uma maior atenção na feitura de questões e, portanto, aumentará
sua concentração no momento de prova.
Se as dúvidas persistirem, não se esqueça de acessar o Fórum de Dúvidas! Responderei suas
dúvidas o mais rápido possível!

Você também pode me encontrar nas redes sociais!


Conte comigo,

Siga minhas redes sociais!

Bizuário da Física @viniciusfulconi @professorviniciusfulconi

AULA 02 – MHS 126

Você também pode gostar