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Modelo Relatorio Invertebrados

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
FACULDADE DE OCEANOGRAFIA

Alunos: Francisco de Assis Dantas Viana


Genevra Xaviera Lucille Simons
Luana Souza de Morais
Mayara de Souza Rodrigues
Matheus Sacramento Batista
Professor: Marcelo Petracco

SAÍDA DE CAMPO DA DISCIPLINA INVERTEBRADOS II PARA ILHA DE


MAIANDEUA-ALGODOAL NO MUNICÍPIO DE MARACANÃ – PA

Relatório referente à
atividade de campo
da disciplina de
Invertebrados II
realizada na Ilha de
Algodoal/Maiandeua

Belém – PA
2018
1. INTRODUÇÂO
2. OBJETIVO
3. MATERIAIS E METODOS
3.1 AREA DE ESTUDO
3.2 AMOSTRAGEM

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

5. CONCLUSÃO

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

2. OBJETIVO

Captura, identificação e compreensão da fauna de invertebrados existentes nos


ambientes de mangue, lago, afloramento rochoso e praial da ilha de Algodoal.

OBJETIVO ESPECÍFICO

Verificar como ocorre a distribuição dos organismos aquáticos em especial os


invertebrados marinhos e a relação com cada ambiente.

Adotar técnicas adquiridas em sala de aula e aplica-las na prática, afim de preencher a


lacuna do conhecimento.

3. MATERIAIS E METODOS

3.1. ÁREA DE ESTUDO

As coletas foram realizadas no dia 03 e 04 de julho de 2018 na Praia do Farol, Praia da


Princesa e lago da Princesa, na ilha de Algodoal/Maiandeua (S 00°35’03” a 00°38’29”
S e 47°31’54” a 47°34’57” W), no município de Maracanã que está localizado no
nordeste do Estado do Pará. A região apresenta um conjunto de ecossistemas como
restingas, manguezais, dunas, lagos permanente ou temporário (Amaral, 1998;
Mascarenhas, 2006) e a disposição das praias na ilha são formadas na zona costeira pela
ação das ondas e correntes fluviomarinhas da baia do maracanã que desemborcam no
mar litorâneo.
Ilha de Algodoal-Maiandeua
Oceano Atlântico Maracanã/Pa
1. Vila de Algodoal

8 2.
3.
Praia das Lanchas
Porto Hidroviário
panin 4. Furo da Lancha
7 5. Praia da Caixa d’Agua
6. Furo do Meio
Mara

7. Praia do Farol
6 8.
9.
Praia da Princesa
Lago da Princesa
9
de

0m 500m 1000m
Baía

5 1

Marapanin 4
3 2
Belém

Figura 1. Mapa esquemático da Ilha de Algodoal/Maiandeua - Maracanã-Pa. Adaptado de Google Earth.

3.2.1 PRAIA

O ambiente de praia é definido por Morais, Pinheiro e Cavalcanti (2002) como faixas de
terras emersas e submersas entre o nível máximo de influência da maré cheia e onde o
sedimento sofre movimentação pelas ondas.

Na ilha de Algodoal, a faixa de praia é mais larga na porção noroeste e nordeste. A praia
da Princesa, localizada na porção norte da ilha de Maiandeua, recebe influência direta
do oceano Atlântico, e a grande influência hidrodinâmica local é consequência das
condições de macromarés, que em geral, resultam em fortes correntes de maré
(Beardsley et al. 1995).
Figura 2. Praia da caixa d’água, ilha de Algodoal/Maiandeua

3.2.2 MANGUEZAL

Os manguezais são ecossistemas característicos de ambientes tropicais, de grande


importância ecológica, servindo de berçários para diversas espécies aquáticas,
propiciando micro-habitat a esses organismos, além de atuar como uma fonte alimentar
e sustento econômico para os moradores locais, e é conhecido pela alta produtividade
primaria, constituída principalmente por peixes, moluscos e crustáceos, porém diversos
animais usufruem deste ambiente, desde formas microscópicas até répteis e mamíferos.

No Pará, a Costa de Manguezais de Macromarés da Amazônia (CMMA) se estende da


Baía do Marajó até a região do nordeste paraense, e apresenta uma área de 842,81 km²
de floresta de mangue (Souza-Filho, 2005).
Figura 3. Ambiente de Manguezal localizado na porção oeste da ilha.

3.2.3 LAGO

O ambiente dos lagos é caracterizado como geossistema lacustre litorâneo que pode
estar localizado na zona de pós-praia e no reverso de dunas ou falésias (Silva, 1993). Na
ilha de Algodoal-Maiandeua está representado principalmente por lagoas do tipo
temporárias, estando localizadas na zona interdunar e na calha de cordões arenosos,
tendo um caráter intermitente (Mascarenhas, 2006).

A origem hídrica do Lago da Princesa pode estar associada tanto aos índices de
pluviosidade quanto às variações sazonais. Em período de maior precipitação, o lago
alcança níveis de aproximadamente 5 m nos meses de julho e agosto. Porém, nos meses
de fevereiro e março, pode-se observar um nível muito baixo do volume de água, devido
ao forte período de estiagem. Além dos aportes pluviais, seu manancial é abastecido,
embora com menos frequência, pelas águas do lençol freático (Mascarenhas, 2006).

3.3 AMOSTRAGEM

As coletas de plâncton e bentos foram feitas na praia da Princesa, Praia do Farol e lago
da Princesa, na ilha de Algodoal/Maiandeua. Na coleta de bentos utilizamos um core de
20 cm de comprimento e 10 cm de diâmetro, adentramos o core no sedimento 20 cm e
logo em seguida retiramos (figura 1),
Figura 4. Coleta de sedimento no lago da Princesa

Colocamos o sedimento contido em uma peneira com malha de 300 µm de abertura,


peneiramos até a retenção de sedimento mais grosso (figura 2),

Figura 5. Peneiramento de sedimento grosso no lago da Princesa


Logo em seguida colocamos o material retido na peneira em uma basqueta de plástico
de 50cm por 30cm e com auxílio de uma pinça de aço os organismos presentes foram
coletados e acondicionados em recipientes de plástico de 250 mL devidamente
identificados.

Em outra forma de coleta utilizamos um perfurador artesanal de cano de PVC com 2


polegadas de diâmetro onde escavamos 5cm de sedimento na praia do farol, onde
peneiramos o sedimento e o material mais grosso retido foi guardado em potes plásticos
de 250 mL.

Na coleta de plâncton, utilizamos uma rede de 300 µm de abertura que na extremidade


inferior é acoplado um copo, que pode ser rosqueado e apresenta uma saída vedada por
tela de náilon para a saída da água e a retenção dos organismos no interior do copo,
diminuindo o volume de água retida. Em um primeiro momento limpamos a malha e o
copo, após limpos utilizamos um balde de 5L de capacidade, a coleta consistiu em
encher 10 vezes o balde onde jogamos a água do lago e das praias na rede, após isso o
material retido no copo foi retirado e armazenada em potes de plástico de 500mL.

Figura 6. Amostragem de plâncton no lago da princesa

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 RELAÇÃO ENTRE AMBIENTES E INVERTEBRADOS

De acordo com as coletas realizadas, foram encontradas diversas espécies, ao qual


foram divididas em filos e o ambiente em que foram coletadas. A tabela 1 demonstra
essa relação de espécies e com os ambientes.
Tabela 1: Relação entre Ambientes e Invertebrados
Filo Táxon Nome popular Ambiente
Callinectus danae Siri

Armases benedictis Caranguejo

Anomura
Praia costão
Petrolisthes
Crustacea rochoso
armatus
Clibanarius Ermitão

Agiridíde
Camarão
Gameríde

Mollusca Thais haemastoma Sapequara

Crustacea Callichirus ssp. Corrupto Praia do Porto

Mollusca Thais haemastoma Sapequara

Annelida Nefítis Poliqueta Lago da


Princesa
Cnidaria Actiniaria Anêmona Praia costão
rochoso
Clibanarius Ermitão

Crustacea Manguezal
Armases benedictis Caranguejo

Mollusca Myodia Turu

Copepoda Acartia tonsa Zooplâncton


Lago da Princesa
e Praia do Porto
Diptera Chrinomidea Larva de mosquito

Ctenófora Bolinopsis vítrea Carambola do mar Costão rochoso


Foi realizado coletas de organismos no dia 03 e 04 de julho de 2018, no dia 03
coletamos gastrópodes e decápodes ao longo da praia do Farol, os organismos foram
capturados e armazenados em potes plásticos devidamente etiquetados. Presenciamos
também o aparecimento de anêmona e carambola do mar.

Figura 7. Alguns dos organismos coletados nas praias

Figura 8. Carambola do mar Figura 9. Anêmona


No dia 04 de julho de 2018, realizamos coleta de no mangue, adentramos o mangue e
capturamos 3 organismos de filos diferentes, Paguroidea, Teredo navalis e Brachyura
que acondicionamos em recipientes de plástico. Foi coletado também um tronco de
árvore deteriorado para análise de Teredos.

Figura 10. Teredo navalis vulgarmente conhecido como Turu

Figura 11. Paguroidea popularmente Figura 12. Brachyura coletado no mangue


conhecido como Ermitão na ilha de algodoal/ Maiandeua
Figura 13. Tronco de arvore do mangue, local de abrigo dos turus

Foram realizadas coletas de plâncton e bentos na Praia do Farol e no Lago da Princesa.


Tanto na praia quanto no lago, foram encontrados na coleta de plâncton em abundância
copepoda do gênero Acartia tonsa. E na coleta de bentos, foram encontrados larvas de
mosquito, além de camarões do gênero gameríde e agiridíde e um poliqueta.. A figura
abaixo mostra as espécies encontradas.

Figura 14: camarão encontrado na coleta de bentos.


Figura 15: copepoda do gênero Acartia

Figura 16: larva de mosquito do gênero Chrinomidae

Figura 17: poliqueta do gênero Nefítis.


5. CONCLUSÃO

6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

AMARAL, I.G. 1998. Caracterização de solos de uma topossequência na ilha de


Maiandeua – PA. 1998. 86 f. Dissertação (mestrado em Agronomia). Faculdade de
Ciências Agrárias do Pará, Belém.

BEARDSLEY, R.C.; CANDELA, J.; LIMEBURNER, R.; GEYER, W.R.; LENTZ,


S.J.; CASTRO, B.M.; CACCHIONE, D. & CARNEIRO, N. 1995. The M2 tide on the
Amazon shelf. Journal of Geophysical Research 100(C2): 2283-2319.

MASCARENHAS, A. L. S. 2006. Análise geoambiental da Ilha de Algodoal-


Maiandeua/PA. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal do Ceará.

MORAIS, J. O.; PINHEIRO, L. de S.; CAVALCANTE, A. A.2002. Dinâmica


Costeira. In: ELIAS, Denise (Org.). O Novo Espaço da Produção Globalizada: o baixo
Jaguaribe- CE. Fortaleza: FUNECE.

SOUZA FILHO, P.W.M. 2005. Costa de manguezais de macromaré da Amazônia:


cenários morfológicos, mapeamento e quantificação de áreas usando dados de sensores
remotos. Revista Brasileira de Geofísica. v. 23, n. 4, p. 427-435.

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