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Resolução de Casos em Direito Civil III

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Cleryston Sousa
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CLERYSTON BARBOSA DE SOUSA

RESOLUÇÃO DE CASOS “EXERCICIOS”

PALMAS / TO
2023
CLERYSTON BARBOSA DE SOUSA

RESOLUÇÃO DE CASO “EXERCICIOS”

EXERCICIOS elaborado da matéria de


Direito Civil III apresentado ao curso de
graduação em Direito da Faculdade Serra
do Carmo, como requisito parcial da nota
de N1.

Orientador: Prof. Karine Alves G. Mota

PALMAS / TO
2023
EXERCÍCIOS

1) Florisvaldo celebra um contrato de comodato, no qual se compromete a emprestar seu


imóvel residencial à Clementina, perdurando tal obrigação até o dia em que conseguir
vendê-lo a outrem. Observados os pressupostos de eficácia do negócio jurídico, qual
elemento acidental foi inserido no contrato? Fale sobre esse elemento:

No contrato de comodato celebrado por FlorisvaIdo segue algumas observações que


seguem: Conforme descrito no art.104, II do código civil o contrato precisa ser determinado
ou determinável sendo nessa hipótese não deixando claro o término do contrato pois fere o
princípio da boa-fé que no caso, ele não estipulou um prazo para a desocupação do imóvel
após a sua venda. Outra situação a ser observado que mesmo sendo um contrato de
comodato ele precisa de uma carta de anuência do comodatário para assim exercer a venda
a terceiros.

2) Genário celebra um contrato de promessa de compra e venda com Maria Chiquinha,


estipulando que a compra e venda definitiva realizar-se-á no dia em seus pais falecerem e
o imóvel, objeto do contrato, for por ele adquirido através de herança. Tal contrato tem
validade? Fundamente:

O contrato de promessa de compra e vende entre Genário e Maria Chiquinha se torna


nulo pois conforme o art. 426 do código civil não pode ser contrato a herança de pessoas
vivas.

3) Luiz encontra o amigo João e diz que pretende vender um veículo de sua propriedade,
João diz que talvez lhe interesse o negócio e que, se for o caso, tem uma moto para dar
como parte do pagamento. Antes que o contrato se forme, João descobre que o veículo
não pertence a Luiz. Em qual fase da formação dos contratos se enquadra tal situação?
Existe vínculo das partes a uma relação jurídica obrigacional? Quais consequências podem
ser geradas em decorrência do fato narrado? Justifique suas respostas.
A negociação de Luiz e seu amigo João não gera nenhuma relação jurídica pois estão
na fase da formação de contrato na “declaração de vontade” que não gera vinculo em
nenhuma das partes. E por outrem Luiz fere o princípio da boa-fé no qual exige que as partes
se comportem de forma correta não só durante as tratativas, como também durante a
formação e o cumprimento do contrato que na situação quer negociar um veículo que não é
de sua propriedade.

4) A editora A´rt enviou para Paulo, via correio, uma proposta de contratação, com prazo
de 10 dias para aceitação. A editora recebeu tardiamente (fora do prazo) a aceitação de
Paulo. Houve a formação do contrato entre ausentes? Por quê? Qual a natureza jurídica
dessa aceitação? Qual a responsabilidade da editora caso a aceitação tenha sido postada
no prazo, no entanto, por motivo da greve nos correios tenha chegado fora do prazo?
Fundamente:

Na primeira situação o contrato de Paulo não é válido pois conforme o art. 434, III do
código civil não se dá a conclusão na natureza entre ausentes na hipótese de não chegar no
prazo convencionado. Porem caso a aceitação tenha sido postada no prazo e por problemas
fortuitos não foi entregue no prazo, a editora deve comunicar a Paulo sob pena de perdas e
danos conforme artigo 430 do código civil.

5) Pedro anuncia por meio de propaganda nos classificados do Jornal do Tocantins a venda
de seu automóvel pelo preço de R$30.000,00. Essa oferta ao público é proposta de
contratar? Quais as consequências dessa oferta ao público? Justifique:

Conforme o artigo 429 do código civil é válida a proposta de Pedro para contratar a
venda do seu automóvel. Portanto havendo divergência no preço ele precisa usar os mesmos
meios de divulgação para revogar ou alterar conforme o parágrafo único deste artigo.

6) Ana te procura como advogado(a) e relata o seguinte caso: Precisa cobrar uma dívida de
R$200.000,00 que está estampada em um contrato de compra e venda. O contrato foi
assinado pelo comprador e vendedor de forma eletrônica, mas não tem 2 testemunhas.
Você precisa analisar qual a ação mais adequada ao caso: 1. ação de cobrança; 2. ação
monitória; 3. execução de título extrajudicial. Após definir a ação pesquise na tabela de
honorários da OAB/TO https://oabto.org.br/images/tabelahonorarios.pdf o valor mínimo
(piso) e elabore uma proposta de honorários (pesquise modelos para te inspirar) para
enviar para sua cliente.

No fato narrado conforme o artigo 784 do código de processo civil inciso II todo contrato para
ser título executivo extrajudicial deve ser assinado por duas testemunhas. porem há decisão
do Superior Tribunal de Justiça que criou uma exceção à regra, declarando que é título
executivo extrajudicial o contrato sem a assinatura de duas testemunhas desde que
seja assinado pelas partes por assinatura eletrônica qualificada, com certificado digital.

*obs: Segue no anexo proposta de honorários


REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

GONÇALVES, Carlos Roberto, Direito Civil Brasileiro – Contratos e atos unilaterais vol. 3, 20º
edição São Paulo Saraivajur, 2023
VADE MECUN -Código civil Brasileiro de 2015 – 13º Edição JUSPODIVM
VADE MECUN -Código Processo Civil Brasileiro de 2015 – 13º Edição JUSPODIVM
ANEXO

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