Mariana Henriques
5º Ano – MICF
Apontamentos do Controlo de Qualidade
O controlo de qualidade diz respeito a:
Amostragem
Especificações
Ensaios
Organização
Documentação
Procedimentos de libertação
Que assegurem a realização de todos os ensaios necessários e adequados, de modo a
que os materiais não sejam aprovados para utilização e os produtos sejam distribuídos
ou vendidos sem que a sua qualidade seja satisfatória.
Qualidade satisfatória: considera-se que a qualidade de um produto é satisfatória
quando o fabricante cumpre um SQQ, com normas e procedimentos aprovados tanto
em termos de produção como de CQ, seja a nível do IPC (em processo) como na
amostragem, produto intermedio, a granel, ou acabado e toda a documentação esteja
devidamente organizada.
O CQ não se confina apenas às atividades de laboratório, mas deve ser envolvido em
todas as decisões que impliquem com a qualidade do produto, nomeadamente:
Preservar as amostras de referência dos materiais e produtos
Assegurar que os contentores dos produtos e materiais estão bem rotulados
Assegurar a estabilidade dos produtos
Participar nas investigações das reclamações relacionadas com a qualidade do
produto
Nota: o pessoal do CQ deve ter acesso às áreas de produção não só para a
amostragem, como também para investigações, quando necessário.
Documentação do CQ
Especificações
Procedimentos de amostragem
Procedimentos para ensaio e de registo de resultados, incluindo boletins
analíticos e cadernos de laboratório
Relatórios analíticos e certificados de análise
Relatórios de controlo ambiental, quando necessários
Relatórios de validação e métodos de análise, a usar nos programas de
validação, quando necessários
Procedimentos para registo de calibração dos aparelhos e manutenção do
equipamento
Todos os documentos de CQ correspondentes a um lote têm de ser arquivados até 1
ano depois de terminado o prazo de validade desse lote, ou pelo menos, 5 anos após
a certificação da aprovação do lote pela pessoa qualificada.
Nota: Relativamente a certos tipos de dados, como por exemplo, resultados de ensaios
analíticos, rendimentos, controlo ambiental recomenda-se a conservação dos registos
de modo a permitir a análise da sua evolução no tempo.
Amostragem
As amostras colhidas têm que obedecer a procedimentos escritos, aprovados, que
descrevam:
O método de amostragem
O equipamento
A quantidade de amostra a colher
As instruções para eventuais subdivisões da amostra
O tipo e as condições do contentor que vai conter a amostra
As precauções especiais, nomeadamente quando se trata de amostras de
produtos estéreis ou nocivos
Condições de armazenagem
Instruções para limpeza e conservação do equipamento de amostragem
Rotulagem das amostras: deve ter as indicações de conteúdo, nº de lote, data da
amostragem e referência dos contentores onde a amostra foi colhida.
Conservação de amostras:
Conservação de amostras de todos os lotes de medicamentos acabados até ao
final do 1º ano subsequente ao termo do prazo de validade.
As amostras das matérias-primas utilizadas no processo de fabrico são
conservadas no prazo acima descrito, no qual não pode ser inferior a dois anos,
contados da saída para venda ou distribuição do produto. Exceções: solventes,
gases ou água.
Nota: Período previsto na alínea anterior pode ser reduzido se o período de estabilidade
dessas matérias, tal como referido na especificação relevante, for inferior.
São conservadas amostras de todos os lotes de medicamentos experimentais
formulados a granel e dos principais componentes de embalagem utilizados para
cada lote do medicamento acabado.
2 Anos após a conclusão ou
cessação do último ensaio clinico
que for mais recente.
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É importante notar que as amostras são mantidas à disposição do INFARMED e
o
demais autoridades competentes.
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i
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o
e
Amostras de referência
Representativas do lote dos materiais ou produtos a que correspondam. Podem
ser colhidas amostras para controlo de partes importantes do processo, como
por exemplo, o início e o fim.
Devem ser guardadas na sua embalagem final e ser armazenadas nas
condições recomendadas.
Devem ter uma dimensão que permita, no minino, uma análise completa.
Incluídas na farmacoteca.
Ensaios de CQ
Todos os métodos de análise têm de ser validados e estar descritos na
autorização de comercialização, a sua execução deve ser de acordo com os
aprovados na autorização.
Resultados obtidos têm de ser registados e verificados.
Nota: estes ensaios incluem os IPCs (ensaios em processo de fabrico) que também tem
que cumprir os pressupostos acima mencionados.
Registos de ensaios:
Devem de incluir no mínimo, a seguinte informação:
Nome do material ou produto ou forma farmacêutica
Nº de lote e as identificações e os nº de lote do fabricante e/ou fornecedor
Especificações relevantes e métodos de ensaio
Resultados dos ensaios, observações, cálculos e certificação de análise
Data das análises
Identificação da pessoa que executou o ensaio e de quem verificou
Decisão do estado de qualidade (aprovado, rejeitado, etc)
GCLPs
Deve ser dispensada especial atenção:
Qualidade dos reagentes de laboratório
o Têm de ser assinalada a data de preparação e assinatura do preparador
o Prazo de validade e condições de armazenagem no rótulo
o Soluções volumétricas têm de ter marcado no rótulo a data da última
aferição e o fator de normalidade resultante
Material de vidro volumétrico
Soluções de reagentes
Padrões de referência
o Primários – farmacopeias
o Trabalho ou secundários – caracterizados e avaliados quanto à sua
adequação para o fim em vista tendo como referência o padrão primário
Meios de cultura
Nota: Nos rótulos dos reagentes e nos padrões de referência deve ser marcada a data
de receção.
Contrato para fabrico e análises
O INFARMED pode autorizar o fabricante a contratar terceiros para a realização
de certas fases do processo de fabrico, ou de atos de controlo, segundo os
métodos descritos no processo de fabrico
Tem de existir um contrato que inclui obrigatoriamente:
Nome ou firma e domicílio ou sede de quem presta o serviço
As operações de fabrico a realizar
As obrigações de ambas as partes, nomeadamente a conformidade à
observância das boas práticas de fabrico pelo prestador
Modo de como o responsável pela certificação de lotes exerce as suas
responsabilidades
O prestador de serviços não pode subcontratar qualquer das prestações descritas no
contrato sem autorização prévia do fabricante e notificação ao INFARMED. É obrigado
a cumprir as GMPs e está sujeito a inspeções por parte do INFARMED ou de outras
autoridades competentes.
Apontamentos de reclamações e recolha de produtos
Reclamações
O fabricante fica obrigado a dispor de um sistema de registos e de análise de
reclamações
Todas as reclamações relativas a deficiências de qualidade de medicamentos
são devidamente registadas e investigadas pelo fabricante
A pessoa responsável pelo CQ deve ser, envolvida na avaliação das
reclamações.
Nota: se um defeito for identificado num lote, deve ser avaliada a possibilidade de outros
lotes terem sido afetados. Se esse lote foi adicionado parcialmente a outros lotes, então
também esses devem ser investigados.
Todas as medidas e decisões devem de ser registadas e referenciadas na
documentação dos lotes afetados.
O registo de reclamações deve ser regularmente revisto para que se verifique se
há problemas específicos ou repetitivos com um produto.
Suspensão e recolha:
O fabricante informa o INFARMED de qualquer deficiência de qualidade
suscetível de conduzir à recolha ou restrições anormais de fornecimento de
medicamentos, e se possível indicar todos os países de destino.
O fabricante ou o titular de AIM comunicam imediatamente ao INFARMED a
suspensão ou retirada do mercado um medicamento, acompanhada da
respetiva de fundamentação, quando a mesma disser respeito à eficácia do
medicamento ou à proteção da saúde pública.
Nota: a decisão de recolha deve ser dada a conhecer à Agência Europeia e, quando
possa estar em causa a saúde pública em estados terceiros, à OMS.
Devem ser estabelecidos procedimentos escritos, regularmente revistos e
atualizados, sempre que necessário, de maneira a que uma recolha decorra
rapidamente.
A eficiência dos procedimentos de recolha deve ser avaliada com uma
periodicidade regular.
Os registos de distribuição devem ser rapidamente obtidos e devem figurar
sempre o nº do lote e a quantidade distribuída.
Deve ser preparada uma lista em que constem os armazenistas, hospitais ou
outros pontos de distribuição.
Os produtos recolhidos devem de ser identificados e armazenados em
separado, em área restrita.
Os progressos da recolha devem de ser registados, e no final, deve ser
elaborado um relatório em que conste a reconciliação entre a
quantidade distribuída do produto e a recolhida durante a operação.
Avaliação do risco potencial:
Risco para a saúde
humana ou animal
• indivíduos normais ou
Probabilidade de Ação de recolha
vulneráveis ocorrência da
não • Imediata
• sub/sobredosagem
• Outras considerações
(índice terapêutico) conformidade
• imediato ou longo
prazo
Outras considerações:
Assim a ação de recolha inclui:
Outras reclamações que possam
Notificação das autoridades competentes, dos estar relacionadas
profissionais de saúde e do público em geral. Distribuição do lote (apenas
Quarentena do stock remanescente no fabricante hospitais ou também farmácias)
e recolha no distribuidor, mesmo que a recolha
Data da 1ª e ultima distribuição
total não se justifique.
Publicação no website da autoridade competente. Stock remanescente no distribuidor
Seguimento do processo e tomada de medidas
Probabilidade de outros lotes terem
para evitar recorrências. sido contaminados
Revisão anual dos produtos
Uma vez por ano a GQ, CQ, Produção e administração reveem cada produto e cada
lote fabricado.
Procedimento:
Analisar os ficheiros de reclamação de clientes, as especificações dos produtos
e a variação interlote do produto final.
o Verificar se a uniformidade do produto se encontra dentro de limites
estatisticamente aceitáveis
As reclamações são particularmente importantes porque nos dão ideia se um
determinado problema se tornou recorrente
o Identificação da causa e resolução do problema Ação corretiva
imediata / revalidação
Analisar as amostras de referência (farmacoteca) e os resultados dos ensaios
de estabilidade em tempo real
Relatório final da Comissão de Revisão
o Recomendações / modificações do produto ou da sua documentação, e
plano de implementação com calendário de objetivos a atingir
Apontamentos de ensaios de estabilidade de medicamentos
Tipos de instabilidade
A instabilidade de medicamentos pode conduzir a:
1. ↓ Teor ativo (degradação química do fármaco) – importante no caso de
fármacos com estreita margem terapêutica
2. Formação de produtos de degradação tóxicos (degradação química do fármaco)
– ex: cloroquinina e nitrazapam sofrem fotodegradação com formação de
produtos tóxicos
3. ↓ Biodisponibilidade ↓ Eficácia terapêutica (alterações químicas ou físicas
dos excipientes)
4. Alteração da aparência da forma farmacêutica (nem sempre afeta a eficácia
terapêutica mas diminui a confiança do doente no medicamento)
Obrigações:
Compete ao fabricante determinar as características de estabilidade de cada
produto
Um medicamento deve de obedecer a critérios de estabilidade químicos,
toxicológicos, terapêuticos e físicos
Fatores ambientais que afeta a velocidade das reações:
pH
o Importante para fármacos em solução; catálise de reações ácido-base
o Determinação do pH ótimo – log constante de velocidade (k) vs pH (ponto
de inflexão representa a estabilidade máxima)
Nota: aditivos (tampões, tensioativos, etc) usados para manter pH podem catalisar
reações de degradação, por isso a escolha dos aditivos adequados às nossas
formulações é de extrema importância.
Temperatura
Ar
Humidade
o Importante nas formas orais sólidas e fármacos suscetíveis de hidrólise
o Humidade residual importante na manutenção da integridade de
proteínas liofilizadas.
Luz
Microrganismos
Importância do material de acondicionamento primário
Vidro
o Cedência de alcalinidade (borossilícico, sódicocálcico tratado pelo SO2
, sódico-cálcico)
o Proteção da forma farmacêutica do efeito da luz (vidro âmbar cede
óxidos de ferro e manganésio que catalisam oxidações)
Plásticos
o Cedência de aditivos usados no seu fabrico (ex. plastificantes)
o Adsorção ou absorção de componentes da forma farmacêutica (ex.
fármaco, conservantes, perfumes) Revestimentos epóxi
o Reação química ou física entre conteúdo/recipiente com deformação
deste último
o Permeabilidade aos gases e vapores (ex. vapor de H2O, CO2, O2)
Metais
o Tubos colapsáveis ou latas (aerossoles): aço inox, estanho, estanho
revestido com plástico, alumínio ou alumínio revestido
o Principalmente os de alumínio reagem com alguns fármacos.
Borracha
o Rolhas, conta-gotas, vedantes de tampas
o Cedência de componentes da borracha
o Adsorção ou absorção de componentes da forma farmacêutica (ex.
fármaco, conservantes, perfumes) Revestimentos epóxi
Tipos de degradação
Degradação química (+ frequentes nos sistemas farmacêuticos):
Solvólise (hidrólise)
o O fármaco decompõe-se por reação com o solvente, geralmente água
o Fármacos com ligações éster e amida são os mais sujeitos a esta
degradação
Oxidação-redução
o O fármaco decompõe-se por reação com o oxigénio atmosférico
o Reações radicalares iniciadas por impurezas como metais pesados ou
hidroperóxidos; muitas são catalisadas por ácidos e bases; cuidado com
oxigénio dissolvido nas soluções aquosas
o Há geralmente alteração da cor
Degradação física
Polimorfismo
o Diferentes formas cristalinas do mesmo produto que podem exibir
diferente solubilidade, p.f., velocidade de dissolução, etc
Vaporização
o Principal via de perda de fármacos (ex. nitroglicerina) ou excipientes
(aromatizantes ou co-solventes) voláteis
Envelhecimento
o Alteração de características de desintegração ou dissolução da forma
farmacêutica que alteram a sua biodisponibilidade
o Ex: Aumento do tempo de fusão de supositórios de aminofilina com a
armazenagem
Adsorção
o Interação dos fármacos com plásticos ou borrachas
Sedimentação
o Instabilidade física de suspensões emulsões
Quantificação da velocidade de degradação
t1/2 – tempo necessário para que a concentração do fármaco atinja 50% do valor inicial
t90% - tempo necessário para que a concentração do fármaco atinja 90% do valor inicial
(10% de degradação) Importante pois representa um limite razoável para a
degradação da substância ativa
Reações de ordem zero – t1/2 ↑ com ↑ C0
Reações de 1ª ordem – t1/2 independente de C0
Reações de 2ª ordem – t1/2 ↓ com ↓ C0
Ensaios de estabilidade na Indústria Farmacêutica
Os ensaios de estabilidade de fármacos e de medicamentos são levados a cabo desde
que o fármaco é descoberto ou sintetizado, passando pela pré-formulação e só
terminam quando o produto é retirado do mercado.
Os requisitos técnicos a que estes devem obedecer são descritos pela ICH Q1A (R2) –
Stability testing of new drug substances and products – 2003.
Fases dos ensaios de estabilidade:
Estabilidade do fármaco
Compatibilidade com os excipientes
Estabilidade das formulações pré-clínicas
Estabilidade das formulações da Fase I e suas alterações
Estabilidade da formulação final (comercial, consta da AIM)
Estabilidade de formulações que sofreram alterações após aprovação
Para um ensaio é necessário considerar:
Condições climáticas da região em que o produto vai ser comercializado
o Temperatura e humidade
Fotossensibilidade
o Luz
Determinação de prazos de validade de medicamentos
O prazo de validade de cada produto é relacionado com as condições particulares de
armazenagem mencionadas no rótulo e, tem que se basear em dados obtidos a partir
de um programa adequado de testes de estabilidade.
Os estudos podem ser feitos a longo termo (tempo real), intermédio ou acelerado.
Equação de Arrhenius
Prever a estabilidade de um medicamento em condições de armazenagem
normais durante períodos de tempo longos, podemos recorrer a princípios
físicoquímicos que nos permitem extrapolar a partir de resultados obtidos em
condições de estabilidade acelerada
Isto representa uma considerável vantagem económica pois permite a
comercialização de um novo produto imediatamente após formulação
Esta equação expressa a influência da temperatura na velocidade da reação:
Representação gráfica da equação:
O gráfico de ln k vs de 1/T é linear, se Ea for independente
da temperatura.
Por extrapolação da representação, é assim possível
conduzir ensaios de estabilidade a temperaturas elevadas e
obter estimativas da velocidade de degradação a
temperaturas mais baixas.
K25º - é usado como medida da estabilidade do fármaco em
condições de normais de armazenagem.
Limitações ao uso da equação de Arrhenius:
o Ensaios só são válidos quando a degradação é um fenómeno térmico e
se Ea for 10-30 kcal/mole.
o Os desvios também podem ser devidos ao aquecimento exagerado que
conduz à evaporação do solvente, alteração do mecanismo de
degradação, alteração da forma física da formulação (ex. pomadas e
supositórios).
o Se a decomposição for devida a congelação, contaminação com m.o. ou
agitação excessiva durante o transporte, estes estudos têm pouca
utilidade na determinação do prazo de validade.
Desenho do programa de estabilidade
Número e tamanho dos recipientes a ensaiar em cada tempo de amostragem
Testes a realizar no medicamento contido no sistema recipiente-fecho em que é
comercializado e nas condições de armazenagem adequadas
Número adequado de lotes, em geral pelo menos três lotes de produção, a
serem submetidos a testes de estabilidade em tempo real no caso de um produto
novo e, posteriormente, um lote de produção por ano, ou √n ou log n (n = nº
lotes)
O prazo de validade tem que ser calculado a partir de resultados obtidos
recorrendo a métodos de doseamento específicos e indicativos da estabilidade
do fármaco
Podem ser atribuídos prazos de validade provisórios com base nos resultados
obtidos em estudos de estabilidade acelerada, desde que se possa provar que
esses estudos são cientificamente válidos e que estudos a longo prazo estão a
ser realizados para confirmarem o prazo de validade
Recursos dos ensaios de estabilidade
1. Pessoal
2. Instalações
o Importante: câmaras de armazenagem – devem de ser capazes de
manter a temperatura ±2ºC e a humidade relativa dentro de um valor
±5%. As câmaras devem de ser calibradas periodicamente e os registos
mantidos num livro de registos para cada câmara.
3. Equipamento
o Testes químicos – HPLC (+ usado) Tem que ser validados e ser
indicativos de estabilidade, ou seja, devem ser capazes de distinguir
subst. ativa de produtos de degradação. Permitem a identificação e
quantificação dos produtos de degradação presentes em quantidade ≥
0.1%.
o Testes físicos – dureza de comprimidos, pH, aparência da forma
farmacêutica,etc. Manutenção de amostras em condições de
armazenagem melhores do que as indicadas no rótulo (ex. refrigeração)
para utilizar como referência, assumindo que nestas condições a
alteração da aparência é mínima ou nula.
o Testes biológicos - capacidade de proceder a ensaios de esterilidade,
pirogénios, eficácia de conservantes, contaminação microbiológica
(contagem de colónias).
o Computadores
Desenho de ensaios de estabilidade
Há casos, especialmente formas orais sólidas, em que existem no mercado, para o
mesmo produto:
Diversas dimensões/tipos de embalagem, por questões de marketing
Diversas potências para flexibilidade de dosagem
Nestes casos, para reduzir o número de ensaios a efetuar, podemos recorrer a:
Bracketing
o Testar apenas as potências menor e maior de uma mesma forma
farmacêutica ou com formulação semelhante
o Testar apenas a embalagem de tamanhos extremos quando se usam os
mesmos materiais no recipiente e fecho em todas as embalagens
Nota: Assume-se que a estabilidade dos intermédios é representada pela dos extremos.
Matrixing
o Seleção de uma combinação de fatores (ex. potências, lotes, tamanhos
de recipientes, sistemas recipiente-fecho diferentes) dentre todas as
combinações possíveis, que são testados num determinado tempo.
o Noutro tempo de amostragem seleciona-se outra combinação de fatores
Nota: Assume-se que a estabilidade de cada seleção representa a estabilidade de todas
as amostras num dado tempo.
Só se podem recorrer a este tipo de estratégias quando o produto for muito estável do
ponto de vista químico e físico e, quando não interage com o sistema recipiente-fecho.
O recurso a estas estratégias deve ser demonstrado e documentado pelos resultados
de estabilidade do fármaco em pré-formulação e nas formulações iniciais.