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Fase Ordinatória do Procedimento Comum

Coleção de resumos: Processo Civil Obs.: esses resumos mais são anotações de aula, a autora recomenda que atentem-se às referências e os livros indicados! REFERÊNCIAS: - GONÇALVES, Marcus Vinicius Rios. Curso de Direito Processual: Teoria Geral. São Paulo: Saraiva Educação, 2020. - Aulas da universidade RECOMENDAÇÕES DE LEITURA: - Comentários ao código de processo civil (vol. 1 a 21) de Cândido Rangel Dinamarco - Direito Processual Civil Esquematizado de Pedro Lenza e Marcus Vinicius Rios.

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Fase Ordinatória do Procedimento Comum

Coleção de resumos: Processo Civil Obs.: esses resumos mais são anotações de aula, a autora recomenda que atentem-se às referências e os livros indicados! REFERÊNCIAS: - GONÇALVES, Marcus Vinicius Rios. Curso de Direito Processual: Teoria Geral. São Paulo: Saraiva Educação, 2020. - Aulas da universidade RECOMENDAÇÕES DE LEITURA: - Comentários ao código de processo civil (vol. 1 a 21) de Cândido Rangel Dinamarco - Direito Processual Civil Esquematizado de Pedro Lenza e Marcus Vinicius Rios.

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É a fase que o juiz deve pôr ordem no processo, decidindo o rumo a ser seguido.
São 3 as atividades do juiz:
a) Verificar necessidade de dar ao autor oportunidade de manifestar-se
sobre a contestação se ela trouxer elementos novos aos autos;
b) Sanar eventuais irregularidades;
c) Decidir sobre a necessidade de produção de provas.

Desse modo, a conduta do juiz variará de acordo com a situação!

PRESENTES
Autor terá prazo de 15 dias
Juiz deve examinar se deve ou não intimar o autor para manifestar-se em
para sobre ela se manifestar réplica
HIPÓTESES DOS ARTS. 350 E 351
1º passo

Réu apresenta AUSENTES


contestação? As partes devem
especificar as provas que
pretendem produzir – art.
348, CPC
Juiz deverá verificar se a revelia produz ou
não seus efeitos

Produz + presunção de veracidade Do contrário → autor especificar


dos fatos na petição inicial = as provas que pretende produzir
julgamento antecipado do mérito

O juiz deve verificar se há defeitos ou vícios sanáveis, e de cuja


regularização depende o julgamento do mérito.
Se vício insanável + impedir seu prosseguimento e o julgamento do
pedido → extinguirá o processo sem resolução de mérito
Se vício sanável → verificar se há ou não necessidade de produção
de provas → se sim = saneará o processo

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1.0 – Réplica:

É a manifestação do autor sobre a contestação – 15 dias → dobrado nas


hipóteses dos arts. 180, 183 e 229 do CPC.

Haverá necessidade de ouvir o autor, no mesmo prazo de 15 dias, se o réu, na


contestação, arguir as matérias enumeradas no art. 337 do CPC ➔ preliminares que
devem ser apreciadas antes do julgamento do mérito.

Matéria da réplica é restrita àquilo que o réu tenha arguido em sua contestação,
como preliminar ou fato extintivo, impeditivo ou modificativo do autor ➔ com a
réplica ele poderá apresentar novos documentos, sobre os quais o juiz ouvirá a parte
contrária.

2.0 – Especificação de provas:

O art. 348 do CPC dispõe que: Estendida a possibilidade de


conceder às partes
oportunidade para especificar
provas antes do saneamento
Art. 348. Se o réu não contestar a do feito
ação, o juiz, verificando a inocorrência
do efeito da revelia previsto no art.
344 , ordenará que o autor especifique
as provas que pretenda produzir, se
ainda não as tiver indicado.

Marcus Vinicius Rios aponta que, tem sido comum que o juiz determine às partes
que especifiquem as provas que pretendem produzir ocorrendo quando:
a. Réu revel, mas revelia sem efeitos;
b. Após contestação do réu e desnecessário réplica;
c. Após réplica.

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Prazo: 5 dias + necessário que as partes justifiquem ao


É possível que as partes
juiz a necessidade de sua realização + desnecessário indicar não requeiram provas, e
rol testemunhas, quesitos ou indicar assistentes técnicos. que o juiz as determine
de ofício (elementos
Não haverá preclusão para a parte que não requereu insuficientes para o
provas, caso o juiz determine a abertura da fase de julgamento do pedido).

instrução.

3.0 – Regularização:

Vejamos o art. 352 do CPC:

Aplica-se quando a irregularidade


for sanável
Art. 352. Verificando a existência de
irregularidades ou de vícios sanáveis, o
juiz determinará sua correção em Se insanável ➔
prazo nunca superior a 30 (trinta) dias. extinção do processo
sem resolução de
mérito

Essa não é a única oportunidade que o juiz tem de determinar a regularização


do processo.

4.0 – julgamento conforme o estado do processo:

Vícios insanáveis que constituam óbice ao julgamento do pedido ➔ processo


não terá atingido o seu objetivo.

Sempre que o juiz verifica a desnecessidade, após providências preliminares, de


produção de outras provas, além das dos autos.

2 situações:

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a. Quando não há necessidade de produção de outras provas;


b. Quando ocorrer revelia e ela produzir o efeito do art. 344 e não houver
requerimento de prova (art. 349).

Tais hipóteses foram positivadas porque, no procedimento comum, em regra a


prolação da sentença ocorre após a realização da audiência de instrução e
julgamento.

Ao proferir o julgamento antecipado, o juiz deve verificar, com segurança, se


estão preenchidos seus requisitos.

Concluída a fase postulatória, pode acontecer que não seja possível promover
o julgamento imediato de todos os pedidos → CPC autoriza tal julgamento de um ou
alguns dos pedidos ou parte deles, sem pôr fim ao processo ou à fase de
conhecimento, que devem prosseguir, porque os demais pedidos ou parte deles
precisam ser instruídos.

Vejamos o art. 356:

Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles:
I - mostrar-se incontroverso;
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 .

§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação líquida ou ilíquida.

§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que julgar parcialmente
o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra essa interposto.

§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva.

§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser processados em
autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz.

§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.

Proferido o julgamento parcial, a parte poderá liquidar ou executar desde logo


a obrigação reconhecida. Se houver agravo, e enquanto houver recurso pendente, a
execução será provisória; se não, será definitiva.

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5.0 – saneamento e organização do processo:

Não sendo caso de julgamento antecipado (parcial/total), e tomadas as


providências preliminares, o juiz proferirá decisão de saneamento e organização do
processo, que deve ser feito por decisão interlocutória.

Será delimitado as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória,


especificando os meios de prova admitidos; definirá a distribuição do ônus da prova,
delimitará as questões de direito relevantes para a decisão de mérito e designará, se
necessário, audiência de instrução e julgamento.

FINALIDADE: permitir que o juiz, se for o caso, convide as partes a integrar ou


esclarecer as suas alegações, trazendo-lhe maiores elementos para que possa
promover o saneamento e a organização do processo.

Proferida a decisão, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar


ajustes, no prazo de 5 dias, findo o qual a decisão se torna estável.

Contra ela não cabe agravo de instrumento (salvo as do art. 1.015 do CPC).

Ao promover o saneamento, o juiz deliberará sobre as provas necessárias para


a instrução do processo. Autoriza a prova testemunhal ➔ data para audiência de
instrução e julgamento (prazo de até 15 dias).

6.0 – Audiência de Instrução e Julgamento:


Material feito por André Alves e Saulo Alves (AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO – Estudos do Novo CPC
(estudosnovocpc.com.br))

Conceito – É o ato processual complexo, no qual variadas atividades são praticadas


pelo juiz, partes, advogados, MP e terceiros, como: intimação de testemunhas,
esclarecimento do perito, oitiva de testemunhas etc.

Características da AIJ
a. Publicidade; Art. 368 do NCPC. A audiência será pública, ressalvadas as
exceções legais (art. 189 do NCPC).
b. Solenidade;
c. Essencialidade;

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d. Presidência do juiz;
e. Finalidade, complexa e concentrada de instrução, discussão e decisão da
causa;
f. Unidade e Continuidade.

Atos realizados na AIJ – Compreende a audiência, na sistemática do Código, atos de


quatro espécies:

(a) atos preparatórios: a designação de data e horário para a audiência, a


intimação das partes e outras pessoas que devem participar; depósito
do rol de testemunhas em cartório; o pregão das partes e advogados
na sua abertura;
(b) atos de tentativa da conciliação das partes: quando a lide versar sobre
direitos patrimoniais privados;
(c) atos de instrução: esclarecimento do perito e assistentes técnicos;
depoimentos pessoais; inquirição de testemunhas; acareação de
partes e testemunhas;
(d) ato de julgamento: debate oral e sentença.

Poder de Polícia do Juiz – art. 360 do NCPC – O juiz exerce o poder de polícia,
incumbindo-lhe:
I. manter a ordem e o decoro na audiência;
II. ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem
inconvenientemente;
III. requisitar, quando necessário, força policial;
IV. tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do
Ministério Público e da Defensoria Pública e qualquer pessoa que
participe do processo;
V. registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos apresentados
em audiência.
Obs.: os dois últimos incisos são novidades do NCPC em relação ao art. 445 do CPC
de 1973.

Direct and Cross Examination – O direito pátrio adotava o sistema presidencial na


condução da audiência, cabendo ao juiz direta e pessoalmente colher a prova (art.
446, II, do CPC de 1973). Esse sistema foi modificado pelo 459 do NCPC, ao prever
que as perguntas sejam feitas diretamente pelo advogado das partes, e não mais
pelo juiz, após ouvi-las dos advogados.

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Dispensabilidade – Apesar de sua grande importância, não se trata de procedimento


indispensável, somente sendo designada quando for necessária a produção de
prova oral ou o esclarecimento de peritos a respeito de seu laudo.

• Poderá, em caráter excepcional, ser essa audiência designada para a


realização da prova técnica simplificada (art. 464, § 2º do NCPC).

Procedimento da audiência de instrução e julgamento

Ordem dos procedimentos – A ordem pode ser modificada quando existir fundada
razão, em especial o respeito ao princípio da economia processual. Esta é a ordem:
a) abertura;
b) pregão;
c) tentativa de conciliação;
d) fixação de pontos controvertidos;
e) esclarecimentos do perito e dos assistentes técnicos;
f) depoimento pessoal;
g) oitiva de testemunhas;
h) debates orais; e
i) prolação da sentença.

Abertura e Pregão – Art. 358 do NCPC – No dia e na hora designados, o juiz declarará
aberta a audiência de instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e os
respectivos advogados, bem como outras pessoas que dela devam participar.

• Assim, o pregão é a comunicação oral, de forma clara e em volume razoável,


de que a audiência terá seu início e que as partes e patronos estão
convidados a ingressar na sala de audiência e tomar seus lugares.
• A ausência de pregão gera vício processual, que poderá ser saneado caso as
partes e patronos, mesmo sem comunicação, participem da audiência.
Entretanto, na ausência de pregão e das partes, haverá nulidade, sendo da
parte o ônus de provar tal ausência.
• Ressalta-se que não haverá nulidade, se, diante de ausência de pregão, a
parte e/ou o patrono não se encontravam no local da audiência ou se o juiz
decidir o mérito em favor da parte a quem aproveitaria a declaração de
nulidade.

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Conciliação – Art. 359 do NCPC – Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as


partes, independentemente do emprego anterior de outros métodos de solução
consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem.

• A parte, mesmo intimada, não será obrigada a comparecer à audiência, sendo


sua ausência entendida como desinteresse na autocomposição. Entretanto,
o advogado com poderes especiais poderá conciliar.
• A conciliação é obrigatória, mas sua ausência não gera vício apto a anular a
audiência.
• Humberto Theodoro Júnior diz que: na sistemática do Código atual, a recusa
de comparecimento sem justificação à audiência dedicada à tentativa de
conciliação é vista como ato atentatório à dignidade da justiça (art. 334, § 8º).
Assim, as intimações e sanções expressamente estatuídas para a audiência
de conciliação ou de mediação deverá ser observadas também na audiência
de instrução e julgamento, sempre que nela houver o juiz de tentar conciliar
as partes (art. 359).
• Sendo frutífera a conciliação, ou seja, obtida a autocomposição, caberá ao juiz
proferir sentença homologatória de mérito, com a consequente extinção do
processo.

Fixação de Pontos Controvertidos – O NCPC não conta com a previsão de que a


fixação dos pontos controvertidos é uma das tarefas do juiz na audiência de
instrução e julgamento. Porém, há quem entenda que mesmo sem a previsão
expressa nesse sentido o juiz deverá fixar os pontos controvertidos antes da
instrução, seja porque não fez antes, seja para delimitar o objeto da prova oral diante
de prova de outra natureza já produzida anteriormente.

• Ordem de Produção de Provas Após a Fixação dos Pontos – art. 361 do


NCPC – As provas orais serão produzidas em audiência, ouvindo-se nesta
ordem, preferencialmente:
I. o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos
de esclarecimentos requeridos no prazo e na forma do art. 477,
caso não respondidos anteriormente por escrito;
a. As partes poderão requerer por escrito, em prazo máximo de
10 dias antes da audiência, a presença do perito para prestação
de esclarecimentos (art. 477, §§ 3º e 4º do NCPC).

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II. o autor e, em seguida, o réu, que prestarão depoimentos pessoais;


III. as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas.

Debates Orais – art. 364 do NCPC – Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao
advogado do autor e do réu, bem como ao membro do Ministério Público, se for o
caso de sus intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada
um, prorrogável por 10 (dez) minutos, a critério do juiz.

• Existência de Litisconsórcio ou Terceiro – § 1º Havendo litisconsorte ou


terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da prorrogação um só todo
(20+10 minutos), dividir-se-á entre os do mesmo grupo, se não
convencionarem de modo diverso.
• Conversão em Memoriais Escritos – § 2º Quando a causa
apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá
ser substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor
e pelo réu, bem como pelo Ministério Público, se for o caso de sua
intervenção, em prazos sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos
autos.
o Cabe ao juiz a determinação da conversão ou não, sendo irrelevante a
vontade das partes.
o Sem previsão expressa em sentido contrário no caso de autos
eletrônicos devem ser mantidos os prazos sucessivos.

Prolação da Sentença – Caso o juiz converta os debates orais em memoriais, a


sentença será proferida por escrito em cartório, intimando-se as partes, por meio de
seus procuradores, pela imprensa oficial. Entretanto, ultrapassada a fase dos
debates orais o juiz poderá proferir sua sentença oralmente em audiência (mera
faculdade do juiz).

• Nos termos do art. 366 do NCPC, encerrado o debate ou oferecidas as razões


finais, o juiz proferirá sentença em audiência ou no prazo de 30 dias, sendo
tal prazo de natureza imprópria.

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Audiência Una e Contínua – 365 do NCPC – A audiência é una e contínua, podendo


ser excepcional e justificadamente cindida na ausência de perito ou de testemunha,
desde que haja concordância das partes.

Parágrafo único. Diante da impossibilidade de realização da instrução, do debate e


do julgamento no mesmo dia, o juiz marcará seu prosseguimento para a data mais
próxima possível, em pauta preferencial.

Assim, interrompida a audiência, apenas se prosseguirá em data próxima, não se


designando uma nova. Isto tem algumas consequências no plano fático processual:

i) não é possível praticar novos atos preparatório (ex.: arrolar testemunhas) para a
continuação da audiência;

ii) havendo direito superveniente de aplicação imediata, aplicam-se à continuação


as regras vigentes quando da realização do início da audiência;

iii) havendo nulidade na primeira sessão, as sucessivas serão afetadas; e

iv) presente o advogado na primeira sessão e ausente na continuação, o juiz não


poderá dispensar as provas por ele requeridas.

Adiamento da audiência:

Causas de Adiamento – art. 362 do CPC – A audiência poderá ser adiada:


I – por convenção das partes,
Por acordo de vontade entre as partes a audiência pode ser adiada tantas vezes
quantas for feito o acordo, em novidade quando comparado com o sistema
revogado que permitia apenas um adiamento em decorrência do acordo entre as
partes.

II – se não puder comparecer, por motivo justificado, qualquer pessoa que dela deva
necessariamente participar;
III – por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) minutos do
horário marcado.
Análise do inciso II – Ausências:
• Ausência do Juiz – Com ou sem justo motivo, a audiência será adiada.
Entretanto, uma ausência sem justificação poderá ensejar punição no
âmbito administrativo.

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• Ausência do MP – Sendo por motivo justificado a audiência será


adiada. Entretanto, quando se tratar de motivo injustificado a doutrina
se divide em três:
Primeira Corrente – Entende ser a presença do MP indispensável na audiência
independente de sua qualidade no processo. Assim, sem sua presença haverá
nulidade relativa. A doutrina majoritária defende esta corrente, pois quando o MP
figurar como fiscal da lei sua presença torna-se indispensável, e, quando for parte
no processo estará defendendo interesses metaindividuais ou individuais
indisponíveis, assim de relevância social.
Segunda Corrente – Entende que a única exigência é a intimação do MP. Sua
ausência não determina o adiamento da audiência.

Terceira Corrente – Para esta corrente depende da qualidade do MP: se figurar como
parte no processo não será capaz de causar o adiamento da audiência; mas se
figurar como fiscal da lei haverá o adiamento.

• Ausência do Perito – Se justificada causa o adiamento da audiência.


Caso seja injustificada caberá sua condução coercitiva o que
invariavelmente gera adiamento da audiência. No tocante aos
assistentes técnicos, parece que, havendo justo motivo, a audiência
deverá ser adiada, mas em caso contrário deverá ser realizada.
• Ausência da Partes – Se for justificada causa o adiamento da
audiência. Sem justo motivo a audiência será realizada normalmente.
Ressalta-se que tendo sido feita a intimação para depoimento pessoal
sua ausência injustificada acarretará confissão tácita.
• Ausência de Testemunha – Havendo intimação e não comparecendo
a testemunha esta será conduzida coercitivamente, logo haverá o
adiamento. Não tendo sido intimada porque a parte que arrolou se
comprometeu a levá-la, a sua ausência justificada leva ao adiamento,
mas sem motivo justo, é entendida como desistência da parte em
produzir a prova, que precluirá.
• Ausência do Advogado – Se justificada gera o adiamento da audiência,
o que não ocorre se inexistir justo motivo.
• Ausência de ambos os Advogados – Poderá o juiz dispensar toda a
instrução e proferir logo o julgamento conforme o estado do processo,

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ou, então, promover a colheita da prova, sem a presença dos


interessados.
• Mesmo as hipóteses de ausência justificada de outras pessoas que
deveriam participar da audiência, o adiamento de que fala o art. 362, II,
nem sempre abrange toda a audiência, mas apenas os atos que
dependiam do ausente. O NCPC é mais flexível e determina que as
provas orais serão ouvidas na ordem do art. 361, apenas
preferencialmente. Logo, cabe ao juiz decidir, nas circunstâncias do
caso concreto, se há ou não prejuízo para o processo com a eventual
quebra da sequência estipulada pela lei. Dessa forma, o adiamento
total da audiência somente ocorrerá se a falta for do advogado e tiver
sido justificada até a abertura da audiência (art. 362, § 1º).
• Art. 362, § 1º do NCPC– O impedimento deverá ser comprovado até a
abertura da audiência, e, não o sendo, o juiz procederá à
instrução. Havendo algum imprevisto que gere extrema dificuldade
ou impossibilidade no cumprimento desse prazo (exemplo: doença,
acidente, sequestro, morte etc.), admitir-se-á a alegação posterior do
advogado, que, uma vez acolhida, gera a anulação da audiência já
realizada
• Art. 362, § 2º do NCPC– O juiz poderá dispensar a produção das provas
requeridas pela parte cujo advogado ou defensor público não tenha
comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério
Público. Ressalta-se que se tratando de demanda envolvendo direito
indisponível o juiz será obrigado a produzir a prova; sendo de direito
disponível o juiz analisará no caso concreto não estando obrigado a
dispensar.
• Custas do Adiamento – art. 362, § 3º do CPC – Quem der causa ao
adiamento responderá pelas despesas acrescidas.
• Antecipação da Audiência – Por motivos de conveniência da Justiça,
ou a requerimento de uma das partes, pode o juiz antecipar a data
inicialmente designada para a audiência de instrução e julgamento.
Em tais casos, ao contrário do determinado pelo Código anterior, o juiz
determinará a intimação dos advogados ou da sociedade de
advogados, podendo esta ser feita por publicação na imprensa (NCPC,
art. 363). Isso porque a lei nova não repetiu o disposto no art. 242, § 2º,
do CPC/1973, que exigia a intimação pessoalna espécie e previu

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regime único para a antecipação e o adiamento, submetendo-os à


intimação do advogado na forma comum

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