Madeiras
CONDIÇÕES PARA OS ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS
Sd ≤ Rd (expressão matemática ou de cálculo para Estados Limites Últimos).
Sd – solicitação de cálculo dos esforços atuantes ou tensão atuante de projeto.
Rd – resistência de cálculo correspondente ao tipo de solicitação ou tensão resistente de
projeto.
CÁLCULO DAS TENSÕES RESISTENTES DE PROJETO OU RESISTÊNCIAS DE PROJETO (𝑓𝑤𝑑 )
f𝑤𝑘
f𝑤𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑1 . 𝑘𝑚𝑜𝑑2 . 𝑘𝑚𝑜𝑑3
𝛾𝑤
TIPOS DE MADEIRAS
- Madeiras maciças: - Roliça ou bruta
- Falquejada
- Serrada: - Dicotiledôneas
- Coníferas
- Madeiras industrializadas: - Laminadas
- Compensadas
- Recompostas
Madeira roliça ou bruta: É empregada em forma de tronco, servindo para estacas,
escoramentos, postes, colunas, etc.
Madeira falquejada: Tem as faces laterais aparadas a machado, formando seções maciças
quadradas ou retangulares; é utilizada em estacas, cortinas cravadas, pontes, etc.
Madeira serrada: É o produto estrutural de madeira mais comum. O tronco da árvore é cortado
nas serrarias, em dimensões padronizadas para o comércio, passando depois por um período de
secagem.
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Dicotiledôneas e coníferas: As árvores para aplicações estruturais são classificadas em dois tipos
quanto à sua anatomia. As dicotiledôneas são madeiras duras pela sua maior resistência e maior
densidade. Típicas de regiões de clima quente. Exemplo: praticamente todas as espécies de
madeira da região amazônica. As coníferas são madeiras moles pela sua menor resistência e
menor densidade. Típicas de regiões de clima frio. Exemplo: Pinho do Paraná, Pinus.
Madeira laminada e colada: É o produto estrutural de madeira mais importante nos países
industrializados. A madeira selecionada é cortada em lâminas, de 15 mm ou mais de espessura,
que são colocadas sob pressão, formando grandes vigas em geral de seção retangular. As
principais vantagens em relação à madeira maciça são: peças de grandes dimensões (maiores
que com a madeira serrada), melhor controle da umidade, permite a construção de peças de
eixo curvo (arcos, cascas, etc.).
Madeira compensada: É formada pela colagem de laminas finas, em número ímpar, com as
direções das fibras alternadamente ortogonais. As principais vantagens em relação à madeira
maciça são: pode ser fabricada em folhas grandes, menos retração e inchamento devido à
ortogonalidade de direção das fibras nas camadas.
Madeira recomposta: É formada com resíduos de madeira ou outras fibras prensadas e coladas
com adesivo. São de baixa resistência. Geralmente não é usada como material estrutural.
CATEGORIAS DA MADEIRA.
A categoria da madeira depende de sua qualidade. Por inspeção visual ou classificação mecânica
são determinados e quantificados os defeitos que afetam sua qualidade.
Primeira categoria: Todas as peças isentas de defeitos, analisados através de uma inspeção
visual (normalizada). Classificação mecânica de modo a garantir a homogeneidade das peças
dentro de um lote.
Segunda Categoria: Quando não foram aplicados os métodos de inspeção e classificação e/ou
não se cumprem os requisitos da primeira categoria.
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CARACTERIZAÇÃO COMPLETA DA RESISTÊNCIA DA MADEIRA
A caracterização completa da resistência da madeira a ser empregada no projeto e na
construção de estruturas será feita de acordo com os métodos especificados no Anexo B da NBR
7190/1997, para as seguintes propriedades (sempre referidas à umidade de 12%):
valor médio de uma propriedade de resistência, determinado pela media aritmética dos
valores obtidos nos ensaios para a caracterização correspondente (fm )
valor característico inferior ( f k ,inf ) é convencionalmente adotado como aquele que tem
apenas 5% de probabilidade de não ser atingido em um dado lote do material. Da
mesma forma, o valor característico superior ( f k ,sup ) é aquele que tem apenas 5% de
probabilidade de ser ultrapassado em um dado lote de material. De modo geral, salvo
recomendação explícita ao contrário, entende-se que o valor característico adotado na
determinação dos valores de cálculo para uma dada propriedade da madeira seja o valor
característico inferior ( fk )
resistência de cálculo ( fd )
resistência à compressão paralela às fibras ( f c , 0 )
resistência à tração paralela às fibras ( f t , 0 )
resistência à compressão normal às fibras ( f c ,90 )
resistência à tração normal às fibras ( f t ,90 )
resistência media à tração, medida no ensaio de flexão de peças retangulares, admitindo
diagrama linear de tensões (fM )
resistência ao cisalhamento paralelo às fibras ( f v , 0 )
resistência ao embutimento paralelo às fibras ( f e , 0 )
resistência ao embutimento normal às fibras ( f e , 90 )
densidade básica ( bás )
densidade aparente a 12% de umidade ( 12 )
Para efeito do projeto estrutural, considera-se como nula a resistência à tração normal às fibras
das peças de madeira (ft,90 ).
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CONDIÇÕES DE REFERÊNCIA
Os valores das propriedades de resistência e de rigidez a serem utilizados na elaboração
de projetos estruturais são os correspondentes à umidade de 12%, escolhida como referência.
Como, na realização dos ensaios previstos no Anexo B da NBR 7190/1997, nem sempre se
consegue condicionar os corpos-de-prova exatamente na umidade de 12%, são usadas as
expressões 5.3 e 5.4, dadas a seguir, para corrigir os valores das propriedades de resistência e
de rigidez quando sua determinação experimental se verificou a partir de corpos-de-prova com
umidade no intervalo de 10 a 20%.
3 U% 12
f 12 f U % 1
100
.....................................................................................5.3
2 U% 12
E 12 E U % 1
100
..................................................................................5.4
onde:
f12 resistência a 12% de umidade
f U % = resistência à porcentagem de umidade 12 U% 20
E12 módulo de elasticidade longitudinal a 12% de umidade
E U% módulo de elasticidade longitudinal à porcentagem de umidade
12 U% 20
RELAÇÃO ENTRE RESISTÊNCIAS (w) CARACTERÍSTICA (k) E RESISTÊNCIAS (w) MÉDIA (m)
f wk ,12 0,70f wm ,12 (tração e compressão)
f vk ,12 0,54f vm,12 (cisalhamento)
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CARACTERIZAÇÃO SIMPLIFICADA DA RESISTÊNCIA DA MADEIRA
Para as espécies usuais, na falta da determinação experimental, permite-se adotar as seguintes
relações para os valores característicos das resistências a partir dos resultados dos ensaios de
compressão paralela às fibras (f𝑐0,𝑘 ).
f𝑐0,𝑘
⁄f = 0,77
𝑡0,𝑘
f𝑡𝑀,𝑘
⁄f = 1,0
𝑡0,𝑘
f𝑐90,𝑘
⁄f = 0,25
𝑐0,𝑘
f𝑒0,𝑘
⁄f = 1,0
𝑐0,𝑘
f𝑒90,𝑘
⁄f = 0,25
𝑐0,𝑘
f𝑣0,𝑘
Para coníferas: ⁄f = 0,15
𝑐0,𝑘
f𝑣0,𝑘
Para dicotiledôneas: ⁄f = 0,12
𝑐0,𝑘