ESTOMATOLOGIA -
1) Introdução a Estomatologia -No exame físico o profissional tem o dever
• Semiologia: estudo de sinais e sintomas. de mensurar os dados vitais do paciente e
• Diversos aspectos contribuem para por meio deles identificar alterações
diagnóstico e prevenção de lesões clínicas
PASSOS IMPORTANTES PULSO
1) Contato com o paciente -Obtenção do número de batimentos do
2) Anamnese: histórico de sintomas narrados coração, medidos externamente por meio
pelo paciente sobre determinado caso clínico de palpação de uma artéria superficial.
3) Exame clínico e físico -Nessa técnica podemos observar
-A anamnese é parte essencial para o frequência cardíaca, número de batidas,
diagnóstico. Aliada ao exame físico serve taquicardia, bradicardia e se a pulsação
para ajudar na identificação de doenças, arterial é fraca ou forte.
suas causas e o melhor tratamento possível. -Os valores normais são
-Para que a anamnese seja adequada o Menores de um ano: 100-160 BPM
profissional deve seguir as normas de Entre 1 e 10 anos: 70-120 BPM
resolução do CRO e um passo a passo. Adultos: 60-100 BPM
-Assim é possível identificar alterações
PASSO A PASSO DA ANAMNESE cardíacas e elaborar melhor conduta.
• Identificação do paciente -Os locais mais comuns de realização de
• Queixa principal exame é na artéria braquial e carotídea
• Histórico da doença atual (braço e pescoço)
• Histórico familiar de doenças
• Histórico pessoal de doenças TEMPERATURA
• Exame físico intra-oral e extra-oral -Obtenção do valor de calorimetria do
corpo humano dividido em pele e corporal.
2) Dados Vitais PELE- mensura temperatura cutânea, com
• Pulso o dorso da mão ou com a polpa digital.
• Temperatura Pode ser usado em casos de abcesso e
• Pressão Arterial enfisemas subcutâneos
• Frequência Respiratória CORPORAL- para mensura-la é necessário
• Dor aparelhos específicos de mercúrio ou digital
-Para se obter a temperatura corporal correta FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
é necessário respeitar o tempo de espera I
-Deve ser medida com paciente em
fornecido pelo fabricante do equipamento. decúbito dorsal, contando quantas vezes o
-Situações de temperatura: normotermica, tórax é insuflado no período de 1 minuto.
hipertérmica e hipotérmica. Recém-nascidos: cerca de 44 R/M
Bebês: 20-40 R/M
-A febre pode ser causada por fatores
Crianças até 4 anos: 20-30 R/M
endógenos ou exógenos Crianças entre 5-12 anos: 16-25 R/M
-Deve-se se atentar as características do início Adultos: 14-18 R/M
Idosos: 19-26 R/M
da febre, sua intensidade e duração.
Frequência alta: taquipneia
Febre leve: até 37,5 °C Frequência baixa: bradipineia
Moderada: 37,5 - 38,5 °C Ausência de frequência: Apneia
Alta: acima de 38,5°C DOR
-Pode ser aferida de formar axial, oral, retal, -Considerada hoje, como 5º sinal vital.
entre outras menos utilizadas. -Pode ser classificada em: Leve, Moderada
ou Intensa
PRESSÃO ARTERIAL -O paciente é quem deve indicar o grau de
-Pode ser mensurada de forma direta (intra- intensidade que ele está vivendo.
arterial) ou de forma indireta
(esfigmomanômetro) 3) Urgência e Emergência
-diversos órgãos e substâncias participam da Urgência: indica que o atendimento deve
regulação da pressão arterial. ser feito o mais rápido possível, porém, não
-Para aferição sem interferência o paciente implica no risco imediato de morte.
deve estar posicionado de forma correta, sem Emergência: indica a necessidade de
uso de estimulantes recentemente (café, atendimento imediato, pois implica no risco
álcool, energético) sem ter realizado muito de morte iminente
esforço como atividades físicas.
-Sístole (1º valor) e diástole (2º valor)
ALERGIA
-Os parâmetros normais para adultos são:
-Pode ser local (envolvendo pele/mucosa)
ou sistêmica (alimento ou medicamentos)
-A alergia local se manifesta como
eritema pruriginoso e pode ser em uma
área ou disseminada.
-Na alergia sistêmica a concentração da
-Pode apresentar variações de acordo com: substância é importante, quanto mais
idade, raça, sexo, emoções ou sono. rápido aparecer mais rápido a evolução.
I
-O quadro alergênico sistêmico inicia-se com HIPERVENTILAÇÃO
prurido e eritema, evoluindo para agioedema -Desencadeada por ansiedade e estresse
e cianose. -Sinal clínico dado pelo aumento da
-Para tratamentos utiliza-se anti-histamínicos
frequência respiratória
e corticoides. -Ansiolíticos devem ser prescritos antes da
consulta em pacientes com propensão a
ASMA desenvolver episódios de hiperventilação.
-Fatores predisponentes que levam ao -Se o episódio ocorrer durante atendimento
desenvolvimento de broncoespasmos. deve-se parar o procedimento, acalmar o
-Os sinais clínicos dependem da gravidade do paciente e monitorar seus dados vitais.
caso do paciente.
LEVE: sibilo, taquicardia, ansiedade e tosse DIABETES
SEVERA: dispneia, cianose, rubor, ansiedade, -O atendimento de pacientes diabéticos
confusão mental e sudorese. deve ocorrer com a glicemia controlada.
-Ao sinal de crise, o dentista deve estar -É prudente fazer procedimentos pela
atento e interromper o procedimento manhã, administrar ansiolíticos, realizar
odontológico, sentar o paciente, utilizar antisepssia criteriosa e antibioticoterapia
broncodilatadores e monitorar dados vitais. profilática para procedimentos invasivos.
-Se houver confusão mental e perda de
RINITE consciência, deve-se monitorar dados
vitais, realizar o glicoteste e administrar
-Nos casos de crise deve-se evitar o
glicose até o paciente recobrar a
atendimento devido o risco de aspiração.
consciência.
-O consultório deve ser o mais despojado
-Caso não saia do estado de choque, deve
possível de adornos e áreas que contenham
ser transferido para atendimento médico.
micro-organismos.
-Não se deve administrar insulina sem
realizar o glicoteste.
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA
-Pacientes com DPOC podem ter a doença ENDOCARDITE BACTERIANA
agravada com o estresse emocional. -Pessoas com condições cardíacas correm
-O atendimento odontológico deve ser maior risco de infecções no endocárdio, por
realizado com monitoramento de dados vitais. bactérias que não afetam indivíduos
-Em caso de apneia deve ser administrado ar saudáveis
comprimido e o paciente deve ser -Procedimentos odontológicos invasivos são
encaminhado para atendimento médico fontes de bactéria e requerem profilaxia
especializado. antibiótica para evitar infecções.
HIPERTENSÃO -São mais comuns nas
-A pressão arterial deve ser aferida antes de bochechas e parte lateral
cada procedimento. do vermelhão do lábio
-Pacientes hipertensos devem ser atendidos superior, mas podem
com monitoramento de PA a cada 20 minutos. aparecer em outros locais.
-Nos casos de aumento de PA, deve-se TRATAMENTO: não existe cura, e não há
administrar medicação via oral e esperar que necessidade de exames para diagnóstico.
faça efeito. O laser tem apresentado bons resultados.
INFARTO DO MIOCÁRDIO FRÊNULOS LABIAIS
-Profissional deve diferencia a dor toráxica -Prega da membrana mucosa e de tecido
da dor psicogênica ou epigástrica. fibroso, aderida ao lábio e a gengiva ou ao
-Refere forte dor, sensação de pressão sob o ventre da língua e assoalho bucal.
tórax, dor na região central do tórax -Os frênulos labiais, são classificados de
irradiada para mandíbula, ombro e braço acordo com o local de inserção do freio:
esquerdo, e sensação de morte iminente. • Inserção na mucosa alveolar, incluindo a
-Queixa feita após exercício físico, refeição, união mucogengival.
ansiedade ou estresse. • Na gengiva inserida
-Caso apresente sintomas, deve-se suspender • Na papila interdental
o atendimento, reclinar o cadeira, administrar • Penetrante na papila.
medicação, oxigenioterapia, acalmar o
VARIAÇÕES ANORMALIDADES
paciente e monitorar dados vitais.
• Simples • Bífido
-Nesses casos o pulso e a frequência
• Com Nódulo • Com recesso
respiratória estarão irregulares e a PA
• Com apêndice • Teto-labial
sistólica menor que 100mmHg. Paciente deve
• Duplo
ser encaminhado ao atendimento médico.
• Coincidência de duas
4) Aspectos Clínicos Normais e
Variações de Normalidade
-Tratamento: Frenectomia
Também chamadas de glândulas
GRÂNULOS DE FORDYCE sebáceas ectopicas
-Placas amareladas em mucosa jugal, indolor PAPILA PAROTÍDEA PROEMINENTE
e de número variado. Podem apresentar -As papilas parotideas são
rugosidade. consideradas as maiores
-Corresponde a glândulas sebáceas de glândulas salivares, são
número variado que não requer tratamento. bilaterais e secretam a saliva.
LINHA ALBA DE OCLUSÃO -Clinicamente caracterizadas como máculas
-Elevação linear e pigmentadas, assintomáticas, de bordas bem
esbranquiçada na bochecha, definidas e tamanho variado.
bilateral e assintomática. -Normalmente identificada em indivíduos de
-Acompanha linha de encontro entre os pele escura (geneticamente), mas a
dentes superiores e inferiores. intensidade da pigmentação tem influência
-Ao realizarmos fechamento da boca a de fatores: químicos, físicos e hormonais.
pressão faz com que a bochecha fiquem em -São mais comuns na gengiva e mucosa
contato com os dentes causando a linha. jugal mas podem acometer toda a cavidade
-Caracterizada por aumento da atividade
melanócita e aumento na produção de
LEUCOEDEMA
mielina.
-Lesão branca de etiologia
desconhecida, em mucosa PAPILITE FOLIADA
jugal, geralmente bilateral -Tanto a primária como a secundária são de
e opaca. difícil pré-operatório.
-Para diagnóstico utiliza-se técnica de -Por ser uma inflamação que afeta
estiramento da mucosa, quando se estica a principalmente a região da língua é
lesão some e ao soltar reaparece. Manobra comparada a glossite.
sempre realizada frente a presença de lesão -Existem também outros tipos de papilite:
branca. Necrosante, Duodenal e Lingual transitória.
-Apresenta espongiose no exame histológico, SINTOMAS
apresenta intenso edema intracelular com • Protuberância na Língua
possível acantose e hiperqueratose • Dor aguda
• Saliva em excesso
MELANOPLASIA • Casos de queilite
-Lesões pigmentosas de origem racial • Perda de Apetite e Paladar
MELANÓCITOS: células dentríticas, que • Febre em alguns casos
podem ser localizadas na cavidade bucal. CAUSAS
-Na mucosa oral a deposição do pigmento de -Não existe apenas um motivo para
melanina é definida geneticamente, porém, manifestação da inflamação, pode ser
fatores metabólicos podem influenciar na desencadeada por alergia, medicamentos ou
deposição do pigmento. até infecções
-A pigmentação racial é uma das causas mais -A melhor forma de tratamento é através
comuns de pigmentação mucosa multifatorial da identificação da causa do problema, não
ou difusa. é contagiosa.
4
↑
LÍNGUA FISSURADA/ESCROTAL 2)Fibras constituídas por neurônios pós
-Condição benigna que precisa de ganglionares simpáticos, dentro do sistema
determinados cuidados a saúde bucal para nervoso autónomo.
evitar incômodos e infecções. 3)Fibras constituídas por neurônios
-Não é tida como perigosa ou problemática, receptores ou sensitivos.
comumente associada a genética, mas, é mais -Transmitem informações da medula espinal
associada a incômodos e infecções. para o cérebro.
-Existem alguns problemas de saúde que -Mecanismo de defesa do ser humano.
podem causar mudança na aparência da Anuncia problemas e inflamações, ajuda no
língua. tratamento de doenças.
CAUSAS
• Genética e hereditariedade TIPOS DE DORES OROFACIAIS
• Distúrbio gastro-intestinal • Odontalgias (dor de dente)
• Fatores diversos (alergia) • Disfunções Temporomandibulares
• Deficiências vitamínicas e de minerais (Muscular ou Articulares)
• Nevralgias (Principal Trigêmio)
• Infiltração neoplásica
LÍNGUA CRENADA/DENTADA
• Outros tipos
-Denominação das marcas
deixadas pelo contorno dos
dentes na borda da língua. -O diagnóstico deve ser feito através de
-Tem como causa principal a idade. exame clínico e exames complementares
como: radiográficos, Tomográficos (avalia
5) Dor Orofacial tecidos ósseos) e Ressonância Magnética
-Dor é uma experiência sensorial e emocional (avalia tecidos moles)
desagradável associada com danos reais ou
potenciais em tecidos, ou assim percepcionada EXAME CLÍNICO
como dano. • Queixa principal.
• História da dor atual.
NEUROFISIOLOGIA DA DOR • Hábitos parafuncionais (apertamento ou
-Existem três tipos de fibras nervosas no bruxismo), episódios de crises (duração,
corpo que partem da medula espinal para período do dia, dificuldade de
todo corpo. movimentação mandibular, entre outras
1)Neurônios motores, para controle informações).
muscular, dentro do sistema nervoso • História médica completa.
somático. • Avaliação da dor
A
• Exame clínico através de palpação intra e • Teste diagnóstico (anestesia do ponto
extra oral. gatilho da dor, nervo trigêmeo, se a dor
• Analisar Disfunções Musculares, olcusão passar se confirma que é a patologia)
(contatos prematuros, guias oclusias e sinais • Em processos dolorosos agudos e
de parafunção, desgastes dentários), crônicos decorrentes de patologia dos
presença de próteses mal-adaptadas. tecidos moles deve ser feita a inspeção
intra-oral e palpação das estruturas
BRUXISMO associadas.
-Transtorno em que a pessoa aperta, desliza
ou bate os dentes. -O tratamento irá depender do
diagnóstico estabelecido, podendo ser
EXAME CLÍNICO clínico, cirúrgico, medicamentoso,
• Avaliação das Articulaçoes fitoterápico e etc…
Temporomandibulares
• Palpação da ATM (Extra e Intra-auricular). 6) Lesões Fundamentais
• Avaliação de Movimentos mandibulares • Alterações morfológicas que
(Abertura bucal, protusão, lateralidade). conduzem à descrição de lesões na
• Auscultação das Articulações pele e mucosa.
Temporomandibuares (Crepitação e estalidos)
TIPOS DE ALTERAÇÕES
DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Mácula ou mancha- alteração de
SINTOMAS coloração sem elevação.
• Dores na ATM. Nódulo- lesão sólida com mais de 3mm
• Cefaléias. Pápula- Lesão sólida menor que 3mm
• Ruídos na ATM. Bolha- lesão que contém conteúdo líquido
• Dificuldade em abrir a boca e mastigar maior que 3mm
• Zumbidos Vesícula- lesão que contém conteúdo
• Alterações dentárias. líquido menor que 3mm
Úlcera- lesão que apresenta ausência do
EXAME CLÍNICO
epitélio atingindo tecido conjuntivo.
↑
• Atenção para as queixas de dores de
Erosão- alteração apenas no epitélio que
origem neuropática.
se torna fino e frágil.
• Teste de sensibilidade de ramos nervosos:
Pústula- coleção de exsudato purulento
Nevralgia do Trigêmio.
Equimose- área hemorrágica não elevada
com coagulação sanguínea.
I
OUTRAS CARACTERÍSTICAS DE LESÕES
Endofídica: lesão com afundamento de placa
(exemplo- úlcera)
Exofídica: lesão com aumento de volume,
elevação. (exemplo-nódulo)
Séssil- lesão com diâmetro menor que a base,
totalmente aderida a pele.
Pediculada- lesão com diâmetro maior que a
base, aderida a pele por base estreita.
7) Câncer de Boca
• São caracterizadas como lesões que não
cicatrizam com o passar do tempo.
• Tabaco, álcool, radiação solar é vírus HPV
são fatores que tem grande influência sobre o
câncer oral.
• O câncer mais comum em boca é o
Carcinoma espinocelular, que apresenta células
escamosas.
• o Melanoma oral tem como principal
característica lesões pigmentadas de bordas
irregulares e assimétricas
LESÕES CANCERIZÁVEIS
• Lesões brancas (leucoplasia)
• Lesões vermelhas (eritroplasia)
• Queilite Actínica (lábios)
• Líquen plano ( mucosas da boca e pele).