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Levantamento de árvores de Spathodea campanulata

(Bignoniaceae) no Município de Tijucas, SC e


entomofauna associada aos botões florais

Bolsista: Aline Adriano Dunga


Orientador(a): Profº Dr° Luciane da Rocha
Financiado pelo CNPq através do Programa de Iniciação
Científica - PIBIC/ EM
INTRODUÇÃO

● Bignoniaciceae, família de plantas encontradas por todo território brasileiro


desde a Região Amazônica até os Pampas, compreende cerca de 33 gêneros
e mais de 300 espécies.

● A Spathodea campanulata, objeto dessa pesquisa, é de origem africana e


uma representante da família Bignoniaciceae que pode atingir de 15 a 25
metros e tem por característica marcante as flores avermelhadas.
INTRODUÇÃO

• Por ser uma planta exótica, compete com as espécies nativas e pode acarretar
risco de invasão biológica.

• Essa espécie de árvore afeta o ciclo de vida de muitos exemplares de insetos,


como formigas, aranhas e pernilongos devido a toxina pegajosa que serve
como autoproteção da planta.
INTRODUÇÃO

• No estado de Santa Catarina, há uma lei em vigor que proíbe a produção e o


plantio de mudas da Spathodea campanulata, porém não há nenhum projeto
de lei que envolva a substituição dos exemplares dessa espécie.

Fonte: a autora
OBJETIVOS GERAIS

● Fazer um levantamento das árvores de S.


campanulata nos perímetros urbanos do
município de Tijucas, SC, e registrar a presença
de insetos no interior dos botões florais.

Fonte: a autora
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

● Realizar um levantamento das plantas de S. campanulata nos principais


bairros do município e registrar o período de floração ao longo da vigência
do projeto.
● Registrar e identificar os insetos mortos no interior dos botões florais a partir
das coletas em alguns espécimes.
● Compreender a interação dos visitantes florais afetados pela planta, dentro
de um contexto ecológico.
METODOLOGIA

● Entre as árvores identificadas no perímetro urbano da cidade de Tijucas, foram


escolhidos dois exemplares da S. campanulata para a coleta semanal de insetos
(Uma localizada no bairro Areias e a outra no bairro Centro.

● Para facilitar a coleta dos botões florais foi utilizado podador. Foi coletado,
aleatoriamente, de dois a três cachos, contendo de 12 a 15 flores.

● Nas ocasiões de coleta era verificado se os insetos, nos botões florais, estavam
vivos ou mortos e após isso os ramos eram armazenados em sacolas plásticas.
METODOLOGIA

● Após o recolhimento, os insetos triados e mantidos em frascos contendo


álcool a 70%.

● Morfoespeciação através de chaves dicotômicas até nível de ordem.

Fonte: a autora Fonte: a autora


Fonte: a autora Fonte: a autora

Imagem: Exemplar localizado no bairro Areias. Imagem: Exemplar localizado no bairro Centro.
Fonte: a autora Fonte: a autora Fonte: a autora
Fonte: a autora

Fonte: a autora
RESULTADOS

• Bairro Centro - Rua Zé Guardião (1 árvore)


• Bairro Centro - E.E.F. Colégio Cruz e Souza
- Av. Hercílio Luz (2 árvores)
• Bairro Centro - Rua Marechal Deodoro (2
árvores)
• Bairro Areias - Rótula - Rua Treze de Maio
(1 árvore)
• Bairro Praça - Rua Manoel Cruz (1 árvore)
Fonte: a autora
Bairro Areias

Aracnídeos 2

Coleópteros 23

Dípteros 59

Himenópteros 35

Lepidópteros 2

Thisanópteros 149

Tabela 1 – Número de indivíduos coletados nas árvores durante a ocorrência desse projeto de pesquisa
e quantidade de classificações no bairro Areias.
Bairro Centro

Aracnídeos 9

Coleópteros 8

Dípteros 36

Himenópteros 24

Lepidópteros
25

Thisanópteros
104

Tabela 2 – Número de indivíduos coletados nas árvores durante a ocorrência desse projeto de pesquisa e
quantidade de classificações no bairro Centro.
Figura 1 – Número de espécies e de indivíduos por ordem encontrados nos botões da árvore no bairro Areias,
Tijucas, SC.
Figura 1 – Número de espécies e de indivíduos por ordem encontrados nos botões da árvore no bairro Centro,
Tijucas, SC.
CONCLUSÃO

● O presente estudo registrou a diversidade dos visitantes florais, sendo os mais


numerosos representantes de Diptera e Thysanoptera, porém é sugerido a
continuidade dos estudos dos visitantes florais e registros de mortalidade dos
mesmos.
● Nos centros urbanos, medidas devem ser tomadas para que o equilíbrio das
populações de insetos seja mantido, os ecossistemas existentes preservados para
que assim os seres que fazem parte deles não sofram implicações em suas
cadeias alimentares e ciclos.
• Os insetos da ordem Thysoptera, conhecidos popularmente como “trips”, foram
os mais abundantes nos botões florais. Esses insetos inclusive são considerados
pragas por danificarem as flores e transmitirem doenças.
• Nas coletas, como muitos insetos foram encontrados mortos, a realidade sugere
um impacto negativo ao ciclo de vida dos visitantes florais, incluindo
polinizadores.
• Apesar de que com este trabalho não tenha sido possível registrar índices de
mortalidade significativos, sugere-se a continuidade do acompanhamento das
árvores e um aprimoramento do processo metodológico para obtenção de dados
mais conclusivos.
REFERÊNCIAS
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JÚNIOR, N. S. B. Auto-incompatibilidade de ação tardia e outros sistemas reprodutivos em Bignoniaceae. 2003. 286 f. Tese (Doutorado em Biologia), Universidade
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LORENZI, H. et al. Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. São Paulo: Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2003. 384p.

NOGUEIRA NETO, P. Vida e criação das abelhas indígenas sem ferrão, São Paulo: Editora Nogueirapis, 1997. 445p.
REFERÊNCIAS

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Disponível em: http://leis.alesc.sc.gov.br/html/2019/17694_2019_Lei.html. Acesso em abr. 2021.

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SILVEIRA, F. A.; MELO, G. A. R.; ALMEIDA, E. A. B. Abelhas brasileiras: sistemática e identificação. Belo Horizonte, 2002. 253p.

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