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Matemática para Escriturário do Banco do Brasil

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Matemática

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PIRATARIA
É CRIME!
Todos os direitos autorais deste material são reservados e
protegidos pela Lei nº 9.610/1998. É proibida a reprodução parcial
ou total, por qualquer meio, sem autorização prévia expressa por
escrito da Nova Concursos.

Pirataria é crime e está previsto no art. 184 do Código Penal,


com pena de até quatro anos de prisão, além do pagamento
de multa. Já para aquele que compra o produto pirateado
sabendo desta qualidade, pratica o delito de receptação, punido
com pena de até um ano de prisão, além de multa (art. 180 do CP).

Não seja prejudicado com essa prática.


Denuncie aqui: [email protected]
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SUMÁRIO

MATEMÁTICA..........................................................................................................................5
NÚMEROS INTEIROS, RACIONAIS E REAIS........................................................................................ 5

PROBLEMAS DE CONTAGEM............................................................................................................. 11

SISTEMA LEGAL DE MEDIDAS........................................................................................................... 18

RAZÕES E PROPORÇÕES................................................................................................................... 21

DIVISÃO PROPORCIONAL.................................................................................................................................24

REGRAS DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTAS....................................................................................................29

PORCENTAGENS...............................................................................................................................................38

LÓGICA PROPOSICIONAL.................................................................................................................. 42

NOÇÕES DE CONJUNTOS.................................................................................................................. 56

RELAÇÕES E FUNÇÕES...................................................................................................................... 67

FUNÇÕES POLINOMIAIS...................................................................................................................................70

FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS.................................................................................................74

MATRIZES............................................................................................................................................ 75

DETERMINANTES............................................................................................................................... 81

SISTEMAS LINEARES......................................................................................................................... 87

SEQUÊNCIAS....................................................................................................................................... 98

PROGRESSÕES ARITMÉTICAS.........................................................................................................................99

PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS.....................................................................................................................104

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MATEMÁTICA

NÚMEROS INTEIROS, RACIONAIS E REAIS

NÚMEROS NATURAIS

Os números construídos com os algarismos de 0 a 9 são chamados de naturais. O símbolo


desse conjunto é a letra N, e podemos escrever os seus elementos entre chaves: N = {0, 1, 2, 3,
4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, …}.
Os três pontos, conhecidos como reticências, indicam que este conjunto tem infinitos
números naturais.
O zero não é um número natural propriamente dito, pois não é um número de “contagem
natural”. Utiliza-se o símbolo N* para designar os números naturais positivos (excluindo o
zero). Veja: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…}.

Importante!
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N, e podemos ter ainda o símbolo N*,
que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.

Conceitos básicos relacionados aos números naturais:

z Sucessor: é o próximo número natural.

„ Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de 51 é 52. Ou seja, o sucessor do número “n”


é o número “n + 1”;

z Antecessor: é o número natural anterior.

„ Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor de 77 é 76. Ou seja, o antecessor do núme-


ro “n” é o número “n – 1”;

z Números consecutivos: são números em sequência;


MATEMÁTICA

„ Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém 10, 9, 11 não são. Assim, (n – 1, n e n


+ 1) são números consecutivos;

z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso, o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares;
z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam o resto 1; 5
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z Todos os números que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.

Também é importante lembrar que:

z A soma ou subtração de dois números pares tem resultado par:

12 + 8 = 20 | 12 – 8 = 4;

z A soma ou subtração de dois números ímpares tem resultado par:

13 + 7 = 20 | 13 – 7 = 6;

z A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar:

14 + 5 = 19 | 14 – 5 = 9;

z A multiplicação de números pares tem resultado par:

8 · 6 = 48;

z A multiplicação de números ímpares tem resultado ímpar:

3 · 7 = 21;

z A multiplicação de um número par por um número ímpar tem resultado par:

4 · 5 = 20.

NÚMEROS INTEIROS

Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., –7, -–6, –5, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}.
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Sendo assim, pode-
mos representar por meio de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está
contido no conjunto de números inteiros, ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:

Podemos destacar alguns subconjuntos de números. Veja:


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z Números inteiros não negativos: {4, 5, 6...}. Veja que são os números naturais;
z Números inteiros não positivos: {… –3, –2, –1, 0}. Veja que o zero também faz parte deste
conjunto, pois ele não é positivo nem negativo;
z Números inteiros negativos: {… –3, –2, –1}. O zero não faz parte;
z Números inteiros positivos: {5, 6, 7...}. Novamente, o zero não faz parte.

Operações com Números Inteiros

Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números, são elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.

Adição

É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adição de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25.


Veja mais alguns exemplos:

z Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18;
z Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85.

z Principais Propriedades da Operação de Adição

„ Propriedade comutativa: a ordem dos números não altera a soma —> 115 + 35 é igual
a 35 + 115;
„ Propriedade associativa: quando é feita a adição de 3 ou mais números, podemos
somar 2 deles primeiramente, e depois somar o outro. Independentemente da ordem
vamos obter o mesmo resultado —> 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10;
„ Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado
a zero é igual a ele mesmo —> 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55;
„ Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro. Exemplo: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o número inteiro 10
(8 + 2 = 10).

Subtração

Subtrair dois números é o mesmo que diminuir de um deles o valor do outro. Ou seja, sub-
trair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:

z Subtrair 5 de 16: 16 – 5 = 11;


MATEMÁTICA

z 10 subtraído de 30: 30 – 10 = 20.

z Principais Propriedades da Operação de Subtração

„ Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da subtração, pois, ao subtrair zero de


qualquer número, este número permanecerá inalterado → 13 – 0 = 13;
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„ Propriedade do fechamento: a subtração de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro → 33 – 10 = 23.

Multiplicação

A multiplicação funciona como se fosse uma repetição de adições. Veja: a multiplicação 20


· 3 é igual à soma do número 20 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma do número 3 vinte vezes
(3 + 3 + 3 + ... + 3).
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar sempre, são as regras de sinais na
multiplicação de números.

SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –

Atenção:

z A multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 51 · 2 = 102; (–33) · (–3)
= 99;
z A multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 · (–4) = –100;
(–15) · 5 = –75.

z Principais Propriedades da Operação de Multiplicação

„ Propriedade comutativa: A · B é igual a B · A, ou seja, a ordem não altera o resultado


—> 8 · 5 = 5 · 8 = 40;
„ Propriedade associativa: (A · B) · C é igual a (C · B) · A, que é igual a (A · C) · B —> (3 · 4)
· 2 = 3 · (4 · 2) = (3 · 2) · 4 = 24;
„ Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da multiplicação, pois ao multipli-
car 1 por qualquer número, esse número permanecerá inalterado —> 15 · 1 = 15;
„ Propriedade do fechamento: a multiplicação de números inteiros sempre gera um
número inteiro —> 9 · 5 = 45;
„ Propriedade distributiva: essa propriedade é exclusiva da multiplicação. Veja como
fica: A · (B + C) = (A · B) + (A · C), ou seja, 3 · (5+7) = 3 · (12) = 36.

Usando a propriedade: 3 · (5 + 7) = 3 · 5 + 3 · 7 = 15 + 21 = 36.

Divisão

Quando dividimos A por B, queremos repartir a quantidade A em partes de mesmo valor,


8 sendo um total de B partes.
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Exemplo: temos 50 balas e queremos dividir entre 10 pessoas, isto é, queremos dividir 50
em 10 partes de mesmo valor. Ou seja, nesse caso teremos 10 partes de 5 unidades, pois se
multiplicarmos 10 · 5 = 50. Ou, ainda, podemos somar 5 unidades 10 vezes consecutivas, ou
seja, 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 50.
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar sempre, são as regras de sinais na
divisão de números.

SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –

Atenção:

z a divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 60 ÷ 3 = 20; (–45) ÷ (–15) = 3;
z a divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 ÷ (–5) = –5; (–120) ÷ 5
= –24

Esquematizando:

Dividendo
Divisor

30 5
0 6

Resto Quociente

Dividendo = Divisor · Quociente + Resto


30 = 5 · 6 + 0

z Principais Propriedades da Operação de Divisão

„ Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da divisão, pois, ao dividir qual-
quer número por 1, o resultado será o próprio número —> 15 ÷ 1 = 15.

Atente-se: a divisão não possui propriedade do fechamento, diferenciando-se das demais


operações com números inteiros. A divisão não possui essa propriedade, uma vez que ao
MATEMÁTICA

dividir números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais: 2 ÷ 10 = 0,2 (não
pertence ao conjunto dos números inteiros).

NÚMEROS RACIONAIS

São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
A
Ou seja, escritos na forma B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros. 9
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7 –15
Exemplos: 4 e 9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.
Atenção: qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também
racional.
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:

Representação Fracionária e Decimal

Há 3 tipos de números no conjunto dos números racionais:

8 7 3
z Frações: 3 , 5 , 11 etc.;
z Números decimais com finitas casas: 1,75;
z Dízimas periódicas: 0,33333...

Operações e Propriedades dos Números Racionais

As operações de adição e subtração de números racionais seguem a mesma lógica das ope-
rações com números inteiros. Veja:

15,25 + 5,15 = 20,4 15,25


+05,15
20,40

57,3 – 0,12 = 57,18 57,30


+00,12
57,18

z Multiplicação de números decimais: aplicamos o mesmo procedimento da multiplica-


ção comum, contudo, precisamos ficar atentos à colocação da vírgula.

4,6 · 1,70 = 6,9020 ou 6,902

4,06 → 2 casas decimais


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x 1,70 → 2 casas decimais
000
2842
+406
6,9020 → 4 casas decimais

z Divisão de números decimais: devemos multiplicar ambos os números (divisor e divi-


dendo) por uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.), de modo a retirar todas as casas
decimais presentes. Após isso, é só efetuar a operação normalmente.

5,7 ÷ 1,3
5,7 · 100 = 570
1,3 · 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38

NÚMEROS REAIS

É o conjunto que envolve todos os outros conjuntos, ou seja, aqui encontramos os números
naturais, inteiros e racionais, envolvidos de uma única maneira. Dentro dos números reais,
podemos envolver todos os outros números dentro das operações matemáticas, sejam elas de
adição, subtração, multiplicação ou divisão.
O símbolo desse conjunto é a letra R e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros, racionais e reais. Veja:

Z
R
N

Operações e Propriedades dos Números Reais

As operações adição, subtração, multiplicação e divisão ocorrem com os números reais tal
como ocorre com os números racionais.
MATEMÁTICA

PROBLEMAS DE CONTAGEM

Fatorial de um Número Natural

Serve para facilitar e acelerar resolução de questões. Veja sua representação simbólica:
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Fatorial de N = n!

Sendo “n” um número natural, observe como desenvolver o fatorial de n:

n! = n · (n-1) · (n-2) · ... · 2 · 1, para n ≥ 2


1! = 1
0! = 1

Exemplos:

3! = 3 · 2 · 1= 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120

Agora, veja esse outro exemplo:

Calcular 6!
4!

Resolução:

6! 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
=
4! 4·3·2·1

Poderíamos, também, resolver abrindo o 6! até 4! e depois simplificar. Veja:

6! 6·5·4!
4! = 6 · 5 = 30
=
4!

Princípio Fundamental da Contagem

Podemos, também, encontrar como princípio multiplicativo. Vamos esquematizar uma


maneira que vai ser bem simples para resolvermos problemas sobre o tema, observe o
lembrete:

z identificar as etapas do enunciado;


z calcular todas as possibilidades em cada etapa;
z multiplicar.

Exemplo: para fazer uma viagem São Paulo-Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
Resolução: usando o lembrete acima:

z identificar as etapas do enunciado;


z escolher o meio de transporte para ida e para a volta;
z calcular todas as possibilidades em cada etapa;

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z na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta
temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião);
z multiplicar:

4 · 4 = 16 maneiras.

E se o problema dissesse que você não pode voltar no mesmo transporte que viajou na ida.
Qual seria a resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai mudar na quantidade de
possibilidades de escolhas para voltar. Veja:
Resolução: usando o lembrete:

z identificar as etapas do enunciado;


z escolher o meio de transporte para ida e para a volta;
z calcular todas as possibilidades em cada etapa;
z na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta
temos 3 possibilidades de escolha (não posso voltar no mesmo meio de transporte);
z multiplicar:

4 · 3 = 12 maneiras.

Permutação Simples

Imagine que temos 5 livros diferentes para serem ordenados em uma estante. De quan-
tas maneiras é possível ordenar? Para questões envolvendo permutação simples, devemos
encarar de um modo geral que temos n modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupará
o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupará o último lugar. Então,
temos:
Modos de ordenar:

n · (n-1) · ... 1 = n!

Então, resolvendo, teremos 5! = 5·4·3·2·1 = 120 maneiras de ordenar os livros na estante.


Agora, observe um outro exemplo:
Quantos são os anagramas da palavra CAJU?
Resolução:
Cada anagrama de CAJU é uma ordenação das letras que a compõem, ou seja, C, A, J, U.

CAJU CUJA ACJU AUJC


CJUA ACUJ
MATEMÁTICA

CAUJ ...

CUAJ CJAU AUCJ ...

Desta maneira, o número de anagramas é 4! = 4·3·2·1 = 24 anagramas.

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Dica
Anagrama é a ordenação de maneira distinta das letras que compõem uma determinada
palavra.

Permutação com Repetição

Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O problema é causado por conta da repetição
de letras na palavra ARARA.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira tradicional, faríamos 5! (número de
letras na palavra), mas é preciso que descontemos as letras repetidas. Assim, devemos dividir
pelo número de letras fatorial, ou seja, 3! e 2!.

5! 5·4·3! = 5·4
= = 10
3!·2! 3!·2·1 2

Temos, então, 10 anagramas na palavra ARARA.

Lembre-se: na permutação com repetição devemos descontar os anagramas iguais, por


isso dividimos pelo fatorial do número de letras repetidas.

Permutação sem Repetição

Vamos imaginar que temos uma mesa circular com 5 lugares e queremos ordenar 5 pes-
soas de maneiras distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D, e E ao redor
da mesa:

A E

B A
E D
MESA MESA

D C C B

Diante do conceito de permutação, essas duas disposições são iguais, ou seja, a pessoa A
tem à sua direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). Não podemos contar duas
vezes a mesma disposição. Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar à mesa,
todas as 5 posições disponíveis são equivalentes. Isto porque não existe uma referência espa-
cial (ponto fixo determinado). Nestes casos, devemos utilizar a fórmula da permutação circu-
lar de n pessoas, que é:

Pc (n) = (n-1)!

Em nosso exemplo, o número de possibilidades de posicionar 5 pessoas ao redor de uma


mesa será:

Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
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Arranjo Simples

Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pessoas nas cadeiras de uma praça, mas
tínhamos apenas 3 cadeiras à disposição. De quantas formas poderíamos fazer isso?
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponíveis, isto é, 5 possibilidades. Já para a
segunda cadeira, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi utilizada na primeira
cadeira. Por último, na terceira cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas restantes.
Observe que sempre sobrarão duas pessoas em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantida-
de de formas de posicionar essas pessoas sentadas é dada pela multiplicação a seguir:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =

5 · 4 · 3 = 60

O exemplo acima é um caso típico de arranjo simples. Sua fórmula é dada a seguir:

n!
A(n, p) =
(n - p) !

Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” elementos em “p” posições (p sendo menor
que n), e onde a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a fórmula:

5! 5!
A(5, 3) = = = 5·4·3·2·1 = 60
(5 - 3) ! 2! 2·1

Uma outra informação muito importante é que nos problemas envolvendo arranjo sim-
ples a ordem dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma possibilidade para
outra. Vamos supor que as 5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora
observe uma maneira de posicionar as pessoas na praça:

CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Ana Bianca Clara

Perceba que Daniele e Esmeralda ficaram em pé nessa disposição.

CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Clara Bianca Ana

A Daniele e a Esmeralda continuam de fora e a Bianca permaneceu no mesmo lugar. O que


mudou foi a posição da Ana em relação à Clara. Assim, uma simples mudança na posição da
ordem gera uma nova possibilidade de posicionamento.
MATEMÁTICA

Combinação

Para entendermos esse tema, vamos imaginar que queremos fazer uma salada de frutas e
precisamos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã, banana, mamão e morango. Cor-
tando as frutas maçã, banana e morango e depois colocando em um prato. Agora cortando as
frutas banana, morango e maçã para colocar em um outro prato. 15
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Você percebeu que a ordem aqui não importou? É exatamente isso, a ordem não importa e
estamos diante de um problema de Combinação. Será preciso calcular quantas combinações
de 4 frutas, 3 a 3, é possível formar.
Para resolvermos é necessário usar a fórmula:

n!
C(n, p) = (n - p) !p!

Substituindo na fórmula, os valores do exemplo, temos:

4!
C(4, 3) =
(4 - 3) !3!
4·3·2·1
C(4, 3) =
1·3·2·1
C(4, 3) = 4

Lembre-se:
No arranjo a ordem importa.
Na combinação a ordem não importa.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (VUNESP — 2016) Um Grupamento de Operações Especiais trabalha na elucidação de um cri-


me. Para investigações de campo, 6 pistas diferentes devem ser distribuídas entre 2 equipes, de
modo que cada equipe receba 3 pistas. O número de formas diferentes de se fazer essa distribui-
ção é

a) 6.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.

Vamos descobrir o número de formas de escolher 3 pistas em 6, visto que ao escolher 3


pistas, restarão outras 3 pistas que vão compor o outro grupo de pistas. Dessa maneira, de
quantas formas podemos escolher 3 pistas em um grupo de 6? Aqui a ordem não é relevante,
então, vamos usar a combinação:
C(6, 3) = 6!
= 6 · 5 · 4 · 3! = 6·5·4
= 6·5·4
=
(6 - 3) !3! 3!3! 3! 3·2·1

5 · 4 = 20. Resposta: Letra E.

2. (IDECAN — 2016) Felipe é uma criança muito bagunceira e sempre espalha seus brinquedos
pela casa. Quando vai brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos. Felipe sempre
escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião. Sabendo que Felipe tem 7 carrinhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem levar o mesmo conjunto de brinque-
dos já levados antes?
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a) 100 vezes.
b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.

Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1, 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para
escolher 1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo um de cada tipo. O total de pos-
sibilidades será dado por: 7 · 5 · 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brinquedos diferentes).
Resposta: Letra D.

3. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Em um aeroporto, 30 passageiros que desembarcaram de deter-


minado voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma epidemia infecciosa,
foram selecionados para ser examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos passageiros
selecionados estiveram em A ou em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses
25 passageiros estiveram em A e em B.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que segue.
A quantidade de maneiras distintas de se escolher 2 dos 30 passageiros selecionados de modo
que pelo menos um deles tenha estado em C é superior a 100.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Se 25 passageiros tiveram em A ou B e nenhum deles em C, então, C teve 5 passageiros (é o


que falta para o total de 30). Vamos escolher 2 passageiros, de modo que pelo menos um seja
de C, teremos:
Podemos achar o total para escolha dos 2 passageiros que seria:
30!
C (30,2) = (30 – 2) ! 2!
30!
C (30,2) = 28! 2!
30 · 29 · 28!
C (30,2) = 28! 2 · 1
30 · 29
C (30,2) = 2
= 15 · 29 = 435
Agora, tiramos a opção de nenhum deles ser de C, que seria:
25!
C (25,2) = (25 – 2) ! 2!
25!
C (25,2) = 23! 2!
25 · 24 · 23!
C (25,2) = 23! 2 · 1
25 · 24
C (25,2) = = 25 · 2 = 300
MATEMÁTICA

Então, pelo menos um deles é de C, teremos:


435 - 300 = 135.
Resposta: Certo.

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4. (IBFC — 2015) Paulo quer assistir um filme e tem disponível 5 filmes de terror, 6 filmes de aven-
tura e 3 filmes de romance. O total de possibilidades de Paulo assistir a um desses filmes é de:

a) 90.
b) 33.
c) 45.
d) 14.

Paulo tem disponível 14 filmes no total, 5 de terror, 6 de aventura e 3 de romance; e dentre


esses 14 filmes disponíveis tem que escolher um, portanto o total de possibilidades será dado
pela combinação de 14 elementos, tomados um a um.
C(14,1) = 14 possibilidades.
Resposta: Letra D.

5. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Em um processo de coleta de fragmentos papilares para posterior


identificação de criminosos, uma equipe de 15 papiloscopistas deverá se revezar nos horários de
8 h às 9 h e de 9 h às 10 h.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Se dois papiloscopistas forem escolhidos, um para atender no primeiro horário e outro no segun-
do horário, então a quantidade, distinta, de duplas que podem ser formadas para fazer esses
atendimentos é superior a 300.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Quantos servidores há para escolher que ficará no 1° horário? 15.


Agora, já para escolher o que ficará no 2° horário, temos apenas 14, pois um já foi escolhido
para ficar no 1° horário. Multiplicando as possibilidades = 15 · 14 = 210.
Resposta: Errado.

SISTEMA LEGAL DE MEDIDAS

Foram várias as unidades de medidas usadas ao longo do tempo desde a antiguidade. Não
há muito tempo, o número de sapatos no Brasil era medido através do tamanho de feijões
colocados um do lado do outro em sua maior extensão. Isso ocorria na zona rural, onde, para
comprar sapatos na cidade, uma pessoa fazia as compras para os outros, essa foi a origem do
número/tamanho dos sapatos no Brasil, mas em outros países, os valores são outros.
Os pés, antebraço, braço de governantes eram as medidas usadas nos países europeus.
Devido a essa diversidade, a França convocou seus melhores cientistas para gerar um siste-
ma métrico que pudesse servir de base para relações internas e internacionais.
A França, no final do século XVIII, ofereceu ao mundo o Sistema Métrico Decimal ou Siste-
ma Internacional de Unidades (SI) com valores objetivos para as várias grandezas de compri-
mento, massa, tempo, principalmente, e seus múltiplos e submúltiplos.
A medida de comprimento padrão do SI é o metro (m), cujos múltiplos são quilômetro
(km), hectômetro (hm), decâmetro (dam), e os submúltiplos são decímetro (dm), centímetro
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(cm) e milímetro (mm). Existem mais múltiplos e submúltiplos que não são tão importantes
nessa fase de sua formação, o que não o impede de pesquisá-los.
As relações dos valores dos múltiplos e submúltiplos do metro são mostrados na tabela
abaixo.

MÚLTIPLOS METRO SUBMÚLTIPLOS


km hm dam m dm cm mm
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001 m

Dica
Para transformar m em km, você deve pensar que o km é 1000 vezes maior que o m, logo
o valor final de m deverá ser um número 1000 vezes menor que o valor inicial dado, i.e, se
o desejo é transformar 10 m em km, a relação usada será 10/1000 = 0,01. Não faz sentido
o m ser maior que o km!

No SI as unidades de medidas de massa são derivadas do grama. Os múltiplos seguem a


mesma nomenclatura e símbolos, i.e., k_ para mil vezes maior que o grama, h_ para 100 vezes
maior, da_ para 10 vezes maior, logo, os submúltiplos são dez vezes menores para cada medi-
da a direita, i.e., d_ 10 ou 0,1 vezes o valor do grama, c_ 100 ou 0,01 vezes o valor do grama e,
m_ 1000 ou 0,001 vezes o valor do grama. Esse raciocínio serve para todos os casos.
De fato, em termos gerais, as transformações seguem o modelo acima de cálculo, dos múl-
tiplos para os submúltiplos multiplica-se, para cada medida à direita, o valor 10, e dos sub-
múltiplos para os múltiplos, divide-se cada medida à esquerda pelo valor 10. Veja que esse
algoritmo serve para todos os tipos de medidas com capacidade de expoente 1, e está repre-
sentado na figura abaixo.

10x 10x 10x 10x 10x 10x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10

As medidas de área são diretamente derivadas do metro (m), assim como as de volume
que serão estudadas a seguir. O ponto central é a medida m2 e seus múltiplos e submúltiplo
são o km2, o hm2, o dam2 e os submúltiplos do m2 são o dm2, o cm2 e o mm2. As conversões de
medidas elevadas ao expoente 2 (ao quadrado) são feitas via múltiplos de 102 (100), veja a
figura:

100x 100x 100x 100x 100x 100x


MATEMÁTICA

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100

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A medida de capacidade mais usada é o litro (ℓ ou L, dever ser representado em l cursivo
ou com L maiúsculo). Apesar de as medidas de capacidade derivadas do ℓ serem vastamen-
te usadas, as medidas de capacidade no SI são os valores tridimensionais das medidas de
comprimento derivadas do m3, que formam o conjunto das medidas de volume. Nesse caso,
estudaremos as duas medidas e suas transformações, i.e., as medidas derivadas do litro e
derivadas do m3.
A partir do ℓ, tem-se os múltiplos: quilolitro (kℓ), hectolitro (hℓ) e o decalitro (daℓ); e os
submúltiplos: decilitro (dℓ), centilitro (cℓ) e o mililitro (mℓ).
Um litro equivale a 0,001 m3, essa é uma relação que você deve ter em mente para fazer as
transformações entre ℓ e m3 e, também, para os múltiplos e submúltiplos de ambos.

MÚLTIPLOS LITRO SUBMÚLTIPLOS


kl hl da l l dl cl ml
1.000 m 100 m 10 m 1m 0,1 m 0,01 m 0,001 m
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
1l 0,1l 0,01l 0,001l 0,0001l 0,00001l 0,000001l

A tabela de conversão de expoentes cúbicos requer que a conversão seja feita usando 103
(1000), veja a tabela abaixo.

103x 103x 103x 103x 103x 103x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103

Acompanhe na tabela a seguir, onde estão resumidos os vários tipos de medidas para uma
visão geral sobre o assunto.

TIPOS DE MEDIDA
MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
MEDIDAS BASE
quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)
decalitro centilitro mililitro
CAPACIDADE quilolitro (kl) hectolitro (hl) litro () decilitro (dl)
(dal) (cl) (ml)
quilômetro hectômetro decâmetro decímetro centímetro milímetro
COMPRIMENTO metro (m)
(km) (hm) (dam) (dm) (cm) (ml)
quilograma hectograma decagrama decigrama centigrama miligrama
MASSA grama (g)
(kg) (hg) (dag) (dg) (cg) (mg)
decâmetro metro centímetro milímetro
quilômetro hectômetro decímetro
VOLUME cúbico cúbico cúbico cúbico
cúbico (km3) cúbico (hm3) cúbico (dm3)
(dam3) (m3) (cm3) (mm3)

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RAZÕES E PROPORÇÕES

A razão entre duas grandezas é igual à divisão entre elas. Veja:

2
5

Ou podemos representar por 2 ÷ 5 (lê-se 2 está para 5).


Já a proporção é a igualdade entre razões. Veja:

2 4
=
3 6

Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:

2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6

Para resolvermos esse tipo de problema devemos usar a Propriedade Fundamental da


razão e proporção: produto dos meios pelos extremos.
Meio: 3 e x;
Extremos: 2 e 6.
Logo, devemos fazer a multiplicação entre eles numa igualdade. Observe:

3·X=2·6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4

Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizan-
do essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais
complexas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas!

Propriedade das Proporções

z Somas Externas

a c a+c
MATEMÁTICA

= =
b d b+d

Vamos entender um pouco melhor resolvendo uma questão-exemplo:


Suponha que uma fábrica vai distribuir um prêmio de R$ 10.000 para seus dois emprega-
dos (Carlos e Diego). Esse prêmio vai ser dividido de forma proporcional ao tempo de serviço
deles na fábrica. Carlos está há 3 anos na fábrica e Diego está há 2 anos. Quanto cada um vai
receber? 21
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Resolução:
Primeiro, devemos montar a proporção. Sejam C a quantia que Carlos vai receber e D a
quantia que Diego vai receber, temos:

C D
=
3 2

Utilizando a propriedade das somas externas:

C D C+D
= =
3 2 3+2

Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:

C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5

Aqui cabe uma observação importante!


Esse valor 2.000, que chamamos de “Constante de Proporcionalidade”, é que nos mostra o
valor real das partes dentro da proporção. Veja:

C
= 2.000
3
C = 2000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)

Assim, Carlos vai receber R$6.000 e Diego vai receber R$ 4.000.

z Somas Internas

a c a+b c+d
= = =
b d b d

É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna,
desde que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.

a c a+b c+d
= = =
b d a c

Vejamos um exemplo:

x 2
=
-
14 x 5

x + 14 - x 2+5
=
x 2
22
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14 7
=
x 2

7 · x = 2 · 14

14 · 2
x= =4
7

Portanto, encontramos que x = 4.


Atenção! Vale lembrar que essa propriedade também serve para subtrações internas.

z Soma com Produto por Escalar

a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d

Vejamos um exemplo para melhor entendimento:


Uma empresa vai dividir o prêmio de R$ 13.000 proporcionalmente ao número de anos
trabalhados.
São dois funcionários que trabalham há 2 anos na empresa e três funcionários que traba-
lham há 3 anos.
Resolução:
Seja A o prêmio dos funcionários com 2 anos e B o prêmio dos funcionários com 3 anos de
empresa, temos:

A B
=
2 3

Porém, como são 2 funcionários na categoria A e 3 funcionários na categoria B, podemos


escrever que a soma total dos prêmios é igual a R$ 13.000.

2A + 3B = 13.000

Agora multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:

2A 3B
=
4 9

Aplicando a propriedade das somas externas, podemos escrever o seguinte:

2A 3B 2A + 3B
= =
4 9 4+9
MATEMÁTICA

Substituindo o valor da equação 2A + 3B na proporção, temos:

2A 3B 2A + 3B
= = = 13.000 = 1.000
4 9 4+9 13

23
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Logo,

2A
4
= 1.000

2A = 4 · 1.000
2A = 4.000
A = 2.000

Fazendo a mesma resolução em B:

3B
= 1.000
9

3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000

Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os fun-
cionários com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:

Total = 2 · 2.000 + 3 · 3.000 = 4000 + 9.000 = 13.000.

DIVISÃO PROPORCIONAL

Diretamente Proporcional

Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia
em partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos
melhor como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:

X Y Z
4
=
5
=
6
= constante de proporcionalidade.

Usando uma das propriedades da proporção, somas externas, temos:

X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15

A menor dessas partes é aquela que é proporcional a 4, logo:

X
4
= 60.000
24
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X = 60.000 · 4
X = 240.000

Inversamente Proporcional

É um tipo de questão menos recorrente, mas, não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais a
4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que deve ser distribuí-
do para facilitar o nosso cálculo, veja:

X X X
+ + = 740.000
4 5 6

Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.

4–5–6|2

2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60

Assim, dividindo o M.M.C. pelo denominador e multiplicando o resultado pelo numerador


temos:

15x 12x 10x


+ + = 740.000
60 60 60
37x
= 740.000
60
X = 1.200.000

Agora, basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.

x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
MATEMÁTICA

x 1.200.000
= = 200.000
6 6

Logo, as partes divididas inversamente proporcionais aos números 4, 5 e 6 são, respectiva-


mente, 300.000, 240.000 e 200.000.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
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1. (FAEPESUL — 2016) Em uma turma de graduação em Matemática Licenciatura, de forma fictícia,
temos que a razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8. Determine a
quantidade de homens desta sala, sabendo que esta turma tem 120 alunos.

a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.

A razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8:


M 5
=
T 8

A turma tem 120 alunos, então: T = 120


Fazendo os cálculos:
M 5
=
T 8

M 5
=
120 8

8 · M = 5 · 120
8M = 600
600
M= 8

M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.

2. (VUNESP — 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5.
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com 21
anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse grupo é

a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.

A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x Total de 9x
121 5x

No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
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120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8

4x - 2 5
=
5x + 1 8

8 (4x – 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação: 9x = 9
x 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.

3. (IBADE — 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson recebe
R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em ordem
crescente de valores.

a) R$ 249,00, R$ 213,00 e R$ 169,00.


b) R$ 169,00, R$ 213,00 e R$ 249,00.
c) R$ 145,00, R$ 228,00 e R$ 348,00.
d) R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00
e) R$ 267,00, R$ 231,00 e R$ 223,00.

D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W= A – 44
W= 36+D – 44
W= D – 8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
MATEMÁTICA

A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44
W = 223
Logo, os valores em ordem crescente que Wanderson, Darlan, Arley recebem são, respectiva-
mente, R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.
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4. (CEBRASPE-CESPE — 2018) A respeito de razões, proporções e inequações, julgue o item
seguinte.
Situação hipotética: Vanda, Sandra e Maura receberam R$ 7.900 do gerente do departamento
onde trabalham, para ser divido entre elas, de forma inversamente proporcional a 1/6, 2/9 e 3/8,
respectivamente.
Assertiva: Nessa situação, Sandra deverá receber menos de R$ 2.500.

( ) CERTO ( ) ERRADO

6x 9x 8x
+ + = 7.900
1 2 3

Tirando o MMC entre 1, 2 e 3 vamos achar 6. Temos:


36x
+
27x
+ 16x = 7.900
6 6 6

79x
= 7.900
6

x = 600
Sendo assim, Sandra está inversamente proporcional a:
9x
2

Basta substituirmos o valor de X na proporção.


9x 9 $ 600 = 2.700
=
2 2
(Valor que Sandra irá receber é maior que 2.500). Resposta: Errado.

5. (IESES — 2019) Uma escola possui 396 alunos matriculados. Se a razão entre meninos e meni-
nas foi de 5/7, determine o número de meninos matriculados.

a) 183
b) 225
c) 165
d) 154

Total de alunos = 396


Meninos = H
Meninas = M
Razão: H + 5x
M 7x

Agora vamos somar 5x com 7x = 12x


12x é igual ao total que é 396
12x = 396
x = 33
Portanto o número de meninos será:

28 Meninos = 5x = 5 · 33 = 165. Resposta: Letra C.


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REGRAS DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTAS

Regra de Três Simples

A regra de três simples envolve apenas duas grandezas. São elas:

z Grandeza dependente: é aquela cujo valor se deseja calcular a partir da grandeza


explicativa;
z Grandeza explicativa ou independente: é aquela utilizada para calcular a variação da
grandeza dependente.

Existem dois tipos principais de proporcionalidades que aparecem frequentemente em


provas de concursos públicos. Veja a seguir:

z Grandezas diretamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica o aumento


da outra;
z Grandezas inversamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica a redução
da outra.

Vamos esquematizar para sabermos quando será direta ou inversamente proporcionais:

DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL

Aqui, as grandezas aumentam ou diminuem juntas (sinais iguais).

PROPORCIONAL + / - OU - / +

Aqui, uma grandeza aumenta e a outra diminui (sinais diferentes).


Agora, vamos esquematizar a maneira que iremos resolver os diversos problemas:

DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL

INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL

Vejamos alguns exemplos para fixarmos um pouco mais como funciona.


MATEMÁTICA

z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?

Primeiro vamos montar a relação entre as grandezas e depois identificar se é direta ou


inversamente proporcional.

29
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12 m -------- 2160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)

Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grande-
zas são diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:

12 m -------- 2.160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)

12 · X = 30 · 2160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos

Assim, comprovamos que realmente são necessários mais tijolos.

z Uma equipe de 5 professores gastou 12 dias para corrigir as provas de um vestibular.


Considerando a mesma proporção, quantos dias levarão 30 professores para corrigir as
provas?

Do mesmo jeito que no exemplo anterior, vamos montar a relação e analisar:

5 (prof.) --------- 12 (dias)


30 (prof.) -------- X (dias)

Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos
com uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade
de dias deverá diminuir (-). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e
vamos resolver multiplicando na horizontal. Observe:

5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2

A equipe de 30 professores levará apenas 2 dias para corrigir as provas.

Regra de Três Composta

A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:

30
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z as análises devem sempre partir da variável dependente em relação às outras variáveis;
z as análises devem ser feitas individualmente, ou seja, deve-se comparar as grandezas duas
a duas, mantendo as demais constantes;
z a variável dependente fica isolada em um dos lados da proporção.

Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática como isso tudo funciona:

z Se 6 impressoras iguais produzem 1000 panfletos em 40 minutos, em quanto tempo 3 des-


sas impressoras produziriam 2000 desses panfletos?

Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.

6 (imp.) -------- 1.000 (panf.) -------- 40 (min)


3 (imp.) -------- 2.000 (panf.) -------- X (min)

Vamos escrever a proporcionalidade isolando a parte dependente de um lado e igualando


as razões da seguinte forma — se for direta, vamos manter a razão, agora, se for inversa,
vamos inverter a razão. Observe:

40 ? ?
= ·
X ? ?

Analisando isoladamente duas a duas:


6 (imp.) -------- 40 (min)
3 (imp.) ---- ---- X (min)
Perceba que de 6 impressoras para 3 impressoras o valor diminui (-) e que o tempo irá
aumentar (+), pois agora teremos menos impressoras para realizar a tarefa. Logo, as grande-
zas são inversas e devemos inverter a razão.

40 3 ?
= ·
X 6 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

1.000 (panf.) -------- 40 (min)


2.000 (panf.) ------ -- X (min)

Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.
MATEMÁTICA

40 3 1000
= ·
X 6 2000

Agora, basta resolver a proporção para acharmos o valor de X.

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40 3000
X
= 12000

3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160

As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 160 minutos, que correspondem a 2


horas e 40 minutos.
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento, vamos analisar mais um exemplo.

„ Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.

Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.

6 (pág.) -------- 45 (linhas) -------- 80 (letras)


X (pág.) -------- 30 (linhas) -------- 40 (letras)
6 ? ?
X
=
?
·?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 45 (linhas)


X (pág.) -- ----- 30 (linhas)

Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 ?
= ·
X 45 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 80 (letras)


X (pág.) ------- 40 (letras)

Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2

32
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6 2
=
X 6

2X = 36
X = 18

O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual
a 18.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE — 2019) No item seguinte apresenta uma situação hipotética, seguida de


uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, porcentagens e descontos.
No primeiro dia de abril, o casal Marcos e Paula comprou alimentos em quantidades suficientes
para que eles e seus dois filhos consumissem durante os 30 dias do mês. No dia 7 desse mês,
um casal de amigos chegou de surpresa para passar o restante do mês com a família.
Nessa situação, se cada uma dessas seis pessoas consumir diariamente a mesma quantidade
de alimentos, os alimentos comprados pelo casal acabarão antes do dia 20 do mesmo mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

4 pessoas ------- 24 dias


6 pessoas ------- x dias
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar na horizontal:
6x = 4 · 24
6x = 96
x = 96 ÷ 6
x = 16
Como já haviam comido por 6 dias é só somar:
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por 6) = 22 dias (a comida acabará no dia
22 de abril).
Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE — 2018) O motorista de uma empresa transportadora de produtos hospi-


talares deve viajar de São Paulo a Brasília para uma entrega de mercadorias. Sabendo que irá
percorrer aproximadamente 1.100 km, ele estimou, para controlar as despesas com a viagem, o
consumo de gasolina do seu veículo em 10 km/L. Para efeito de cálculos, considerou que esse
consumo é constante.
Considerando essas informações, julgue o item que segue.
Nessa viagem, o veículo consumirá 110.000 dm3 de gasolina.
MATEMÁTICA

( ) CERTO ( ) ERRADO

Com 1 litro ele faz 10 km.


Sabendo que 1 L é igual a 1dm³, então podemos dizer que com 1dm³ ele faz 10km.
Portanto,
33
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10 km -------- 1dc³
1.100 km --------- x
10x = 1.100
x = 110dm³ (a gasolina que será consumida).
Resposta: Errado.

3. (VUNESP — 2020) Uma pessoa comprou determinada quantidade de guardanapos de papel. Se


ela utilizar 2 guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar 15 dias a mais do que duraria
se ela utilizasse 3 guardanapos por dia. O número de guardanapos comprados foi

a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.

x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.

4. (FUNDATEC — 2017) Cinco mecânicos levaram 27 minutos para consertar um caminhão. Supon-
do que fossem três mecânicos, com a mesma capacidade e ritmo de trabalho para realizar o
mesmo serviço, quantos minutos levariam para concluir o conserto desse mesmo caminhão?

a) 20 minutos.
b) 35 minutos.
c) 45 minutos.
d) 50 minutos.
e) 55 minutos.

Mecânicos ------ Minutos


5 ---------------- 27
3 ---------------- x
Quanto menos mecânicos, mais minutos eles gastarão para finalizar o trabalho; logo a gran-
deza é inversamente proporcional. Multiplica na horizontal:
3x = 27 · 5
34 3x = 135
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x = 135 ÷ 3
x = 45 minutos. Resposta: Letra C.

5. (IESES — 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa em 28 dias. Se o número de pedreiros
fosse aumentado para sete, em quantos dias essa mesma casa ficaria pronta?

a) 18 dias.
b) 16 dias.
c) 20 dias.
d) 22 dias.

5 (pedreiros) ---------- 28 (dias)


7 (pedreiros) ------------- X (dias)
Perceba que as grandezas são inversamente proporcionais, então basta multiplicar na
horizontal.
5 . 28 = 7 · X
7X = 140
X = 140 ÷ 7
X = 20 dias. Resposta: Letra C.

6. (CEBRASPE-CESPE — 2020) Determinado equipamento é capaz de digitalizar 1.800 páginas em


4 dias, funcionando 5 horas diárias para esse fim. Nessa situação, a quantidade de páginas que
esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar em 3 dias, operando 4 horas e 30 minutos diá-
rios para esse fim, é igual a

a) 2.666.
b) 2.160.
c) 1.215.
d) 1.500.
e) 1.161.

Primeiro vamos passar para minutos:


5h = 300min.
4h30min= 270min.
min.-----Dias-----Pag.
300 -------4-------1800
270 -------3-------X
Resolvendo, temos:
MATEMÁTICA

300 (Simplifica por 30)


1800
= 4·
X 3 270 (Simplifica por 30)

1800
= 4 · 10
X 3 9

4 · X · 10 = 1800 · 3 · 9
X = 1215 páginas que esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar. Resposta: Letra C.
35
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7. (VUNESP — 2016) Em uma fábrica, 5 máquinas, todas operando com a mesma capacidade de
produção, fabricam um lote de peças em 8 dias, trabalhando 6 horas por dia. O número de dias
necessários para que 4 dessas máquinas, trabalhando 8 horas por dia, fabriquem dois lotes des-
sas peças é

a) 11.
b) 12.
c) 13.
d) 14.
e) 15.

5 máquinas -------1 lote --------- 8 dias ------------ 6 horas


4 máquinas -------2 lotes --------x dias -------------8 horas
Quanto mais dias para entrega do lote, menos horas trabalhadas por dia (inversa), menos
máquinas para fazer o serviço (inversa) e mais lotes para serem entregues (direta).
Resolvendo:
8/x = 1/2 · 8/6 · 4/5 (simplifique 8/6 por 2)
8/x = 1/2 · 4/3 · 4/5
8/x = 16/30 (simplifique 16/30 por 2)
8/x = 8/15
8x = 120
x = 120/8
x = 15 dias. Resposta: Letra E.

8. (CEBRASPE-CESPE — 2018) No item a seguir é apresentada uma situação hipotética, seguida


de uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, divisão proporcional, média e
porcentagem.
Todos os caixas de uma agência bancária trabalham com a mesma eficiência: 3 desses caixas
atendem 12 clientes em 10 minutos. Nessa situação, 5 desses caixas atenderão 20 clientes em
menos de 10 minutos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

3 caixas – 12 clientes – 10 minutos


5 caixas – 20 clientes – x minutos.
10 5 12
= #
X 3 20

5 · 12 · X = 10 · 3 · 20
60x = 600
X = 10.
Os 5 caixas atenderão em exatamente 10 minutos, não em menos de 10, como a questão afir-
ma. Resposta: Errado.

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9. (VUNESP — 2020) Das 9 horas às 15 horas, de trabalho ininterrupto, 5 máquinas, todas idênti-
cas e trabalhando com a mesma produtividade, fabricam 600 unidades de determinado produto.
Para a fabricação de 400 unidades do mesmo produto por 3 dessas máquinas, trabalhando nas
mesmas condições, o tempo estimado para a realização do serviço é de

a) 5 horas e 54 minutos
b) 6 horas e 06 minutos.
c) 6 horas e 20 minutos.
d) 6 horas e 40 minutos.
e) 7 horas e 06 minutos.

Das 9h às 15h = 6 horas = 360 min


360 min ------ 5 máquinas ----- 600 unidades (corta os zeros iguais)
x ------------- 3 máquinas ---- 400 unidades (corta os zeros iguais)
360 3 6
= ·
X 5 4

x · 3 · 6 = 360 · 5 · 4
x · 18 = 7.200
x = 7.200 ÷ 18
x = 400
Logo, transformando minutos para horas novamente, temos:
X = 400min
X = 6h40min. Resposta: Letra D.

10. (VUNESP — 2020) Em uma fábrica de refrigerantes, 3 máquinas iguais, trabalhando com capaci-
dade máxima, ligadas ao mesmo tempo, engarrafam 5 mil unidades de refrigerante, em 4 horas.
Se apenas 2 dessas máquinas trabalharem, nas mesmas condições, no engarrafamento de 6 mil
unidades do refrigerante, o tempo esperado para a realização desse trabalho será de

a) 6 horas e 40 minutos.
b) 6 horas e 58 minutos.
c) 7 horas e 12 minutos.
d) 7 horas e 20 minutos.
e) 7 horas e 35 minutos.

3 máquinas ------------ 5 mil garrafas ------------ 4 horas


MATEMÁTICA

2 máquinas ------------ 6 mil garrafas ------------ x


Veja que se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que serão engarrafados mais refri-
gerantes (direta) e se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que são menos máquinas
trabalhando (inversa).
4 5000 2
= ·
X 6000 3
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2·X·5=4·6·3
10X = 72
x = 7, 2 horas (7 horas + 0,2 horas = 7 horas + 0,2 · 60 min = 7 horas e 12 minutos)
Obs.: para transformar horas em minutos, basta multiplicarmos o número por 60 min. Logo,
0,2 horas = 0,2 · 60 = 120 ÷ 10 = 12 min. Resposta: Letra C.

PORCENTAGENS

A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.

30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10

Sendo assim, a razão 30% pode ser escrita de várias maneiras:

30 3
30% = = 0,3 =
100 10

Também é possível fazer a conversão inversa, isto é, transformar um número qualquer


em porcentual. Para isso, basta multiplicar por 100. Veja:

25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%

Número Relativo

A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.

10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100

Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.

Dica
Quando o todo varia, a porcentagem também varia!

38
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Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.

2 1
=
8 4

Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, vamos multiplicar a fração por 100:

1 · 100 = 25%
4

Soma e Subtração de Porcentagem

As operações de soma e subtração de porcentagem são as mais comuns. É o que acontece


quando se diz que um número excede, reduziu, é inferior ou é superior ao outro em tantos
por cento. A grandeza inicial corresponderá sempre a 100%. Então, basta somar ou subtrair
o percentual fornecido dos 100% e multiplicar pelo valor da grandeza.
Exemplo 1:
Paulinho comprou um curso de 200 horas-aula. Porém, com a publicação do edital, a esco-
la precisou aumentar a carga horária em 15%. Qual o total de horas-aula do curso ao final?
Inicialmente, o curso de Paulinho tinha um total de 200 horas-aula que correspondiam a
100%. Com o aumento porcentual, o novo curso passou a ter 100% + 15% das aulas inicial-
mente previstas. Portanto, o total de horas-aula do curso será:
(1 + 0,15) · 200 = 1,15 · 200 = 230 horas-aula

Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao
valor inicial da grandeza.

Variação percentual = Final - Inicial


Inicial

Veja mais um exemplo para podermos fixar melhor.


Exemplo 2:
Juliano percebeu que ainda não assistiu a 200 aulas do seu curso. Ele deseja reduzir o
número de aulas não assistidas a 180. É correto afirmar que, se Juliano chegar às 180 aulas
almejadas, o número terá caído 20%?
A variação percentual de uma grandeza corresponde ao índice:
MATEMÁTICA

Final - Inicial 180 - 200


Variação percentual = = =
Inicial 200
20
– = - 0,10
200

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Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista
ou em duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o
mês seguinte. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga
para a financeira uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior
a 14% ao mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Valor da bicicleta = 1.720,00


Parcelado = 920,00 (entrada) + 920,00 (parcela)
Na compra a prazo, o agente vai pagar 920,00 (entrada), logo vai sobrar (1720-920 = 800,00)
No próximo mês é preciso pagar 920,00 ou seja 800,00 + 120,00 de juros. Agora é pegar
120,00 (juros) e dividir por 800,00 resultado:
120,00/800,00 = 0,15% ao mês.
A questão diz que seria inferior a 0,14%, ou seja, está errada. Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE — 2019) Na assembleia legislativa de um estado da Federação, há 50 par-


lamentares, entre homens e mulheres. Em determinada sessão plenária estavam presentes
somente 20% das deputadas e 10% dos deputados, perfazendo-se um total de 7 parlamentares
presentes à sessão.
Infere-se da situação apresentada que, nessa assembleia legislativa, havia

a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.

50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 · (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
40 2x + 50 - x = 70
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2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.

3. (VUNESP — 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de

a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.

Veja que se 12% faltaram, então 88% fizeram a prova.


Pessoas presentes (88%) e dessas 45% eram mulheres e 55% eram homens. Portanto, basta
multiplicar o percentual dos homens pelo total:
55% de 88% das pessoas que fizeram a prova; ou
0,55 · 0,88 = 0,484.
Transformando em porcentagem: 0,484 · 100 = 48,4%. Resposta: Letra D.

4. (FCC — 2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco de
açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevistados
que não gostam de nenhum dos dois é de

a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.

Vamos dispor as informações em forma de conjuntos para facilitar nossa resolução:

Graviola Açai

60% – 15% = 15% 50% – 15% =

45% 35%

Nenhum = X
MATEMÁTICA

Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.

41
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5. (FUNCAB — 2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma
aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investido em
uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período. Ambas
as aplicações foram feitas no sistema de juros simples.
Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles tiveram:

a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00
e) lucro de R$5.000,00.

3/5 de 20.000,00 = 12.000,00


12.000,00 · 4% = 480,00
480 · 10 (meses) = 4.800 (juros)
O que sobrou 20.000,00 - 12.000,00 = 8.000,00. Aplicação que foi investida e gerou prejuízo de
5% ao mês, durante 10 meses:
8.000,00 · 5% = 400,00
400 · 10 meses= 4.000
Portanto 20.000,00 + 4.800(juros) = 24,800,00 – 4.000= 20.800,00 /10 meses= 2.080,00 lucros.
Resposta: Letra C.

LÓGICA PROPOSICIONAL

VALORES LÓGICOS

Na lógica temos apenas dois valores lógicos: verdadeiro ou falso. Quando temos uma
declaração verdadeira, o seu valor lógico é Verdade (V) e quando é falsa, dizemos que seu
valor lógico é Falso (F).

PROPOSIÇÕES LÓGICAS SIMPLES

Vamos começar nosso estudo falando sobre o que é uma proposição lógica. Observe a frase
a seguir:
Ex.: Paula vai à praia.
Para saber se temos ou não uma proposição, precisamos de três requisitos fundamentais:

z Ser uma oração: ou seja, são frases com verbos;


z Oração declarativa: a frase precisa estar apresentando uma situação, um fato;
z Pode ser classificada como verdadeira ou falsa: ou seja, podemos atribuir o valor lógico
verdadeiro ou o valor lógico falso para a declaração.

42
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Tendo isso em vista, podemos afirmar claramente que a frase “Paula vai à praia” é uma
proposição lógica, pois temos a presença de um verbo (ir), uma informação completa (temos
o sujeito claro na oração) e podemos afirmar se é verdadeira ou falsa.

Importante!
Proposição Lógica é uma oração declarativa que admite apenas um valor lógico: V ou F.

Ou então podemos também esquematizar o que é uma proposição lógica assim:


Chama-se proposição toda sentença declarativa que pode ser valorada ou só como verda-
deira ou só como falsa. A presença do verbo é obrigatória juntamente com o sentido com-
pleto (caráter informativo).

Verdadeira

Sentença
ou Sentido
Declarativa
completo

Falsa

Obrigatório

Verbo

Toda proposição pode ser representada simbolicamente pelas letras do alfabeto. Veja no
exemplo:

z p: Sabino é um pintor esperto;


z r: Kate é uma mulher alta.

Na situação temos duas proposições sendo representadas pelas letras p e r.


Agora que já sabemos o que são proposições lógicas, fica tranquilo distinguir o que não
são proposições. Isto é fundamental, pois várias questões de prova perguntam exatamente
isso — são apresentadas algumas frases e você precisa identificar qual delas não é uma pro-
posição. Vejamos os casos em que mais aparecem:

� Perguntas: são as orações interrogativas.


Exemplo: Que horas vamos ao cinema?
Essa pergunta não pode ser classificada como verdadeira ou falsa;
� Exclamações: são frases exclamativas.
MATEMÁTICA

Exemplo: Que lindo cabelo!


Essa exclamação não pode ser valorada, pois apresentam percepções subjetivas;
� Ordens: são orações com verbo no imperativo.
Exemplo: Pegue o livro e vá estudar.

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Uma ordem não pode ser classificada como verdadeira ou falsa. Muito cuidado com esse
tipo de oração, pois pode ser facilmente confundida com uma proposição lógica.
Não são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Temos um outro caso menos cobrado em provas, mas que também não é proposição lógi-
ca: o paradoxo. Para ficar mais claro, veja o exemplo a seguir:
Ex.: Esta frase é uma mentira.
Quando atribuímos um valor de verdade para a frase, então, na verdade, ele mentiu, uma
vez que a própria frase já diz isso, e se atribuirmos o valor falso, então a frase é verdade, pois
ela diz ser uma mentira e já sabemos que isso é falso.
Perceba que sempre que valoramos a frase ela nos resulta um valor contrário, ou seja,
estamos diante de uma frase que é contraditória em si mesma. Isso é a definição de um
paradoxo.

SENTENÇA ABERTA

Dizemos que uma sentença é aberta quando não conseguimos ter a informação completa
que a oração nos mostra. Veja o exemplo a seguir:
Ex.: Ele é o melhor cantor de rock.
Perceba que há presença do verbo e que conseguimos parcialmente entender o que a frase
quer dizer. Todavia, logo surge a pergunta: ele quem? Aqui nossa informação não consegue
ser completa e por isso temos mais um caso que não é proposição lógica. Observe outros
exemplos:

X + 5 = 10

Aquele carro é amarelo.

5+5
X – Y = 20

Todos os exemplos acima são sentenças abertas, então podemos resumir da seguinte
forma:
As variáveis: ele, aquele ou variáveis matemáticas (X ou Y) tornam a sentença aberta.
Sempre será uma proposição lógica na escrita matemática e podemos notar que há verbos
nos casos a seguir:

z = (é igual);
z ≠ (é diferente);
z > (é maior);
z < (é menor);
z ≥ (é maior ou igual);
z ≤ (é menor ou igual);

Esquematizando o que não são proposições lógicas:

44
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Sentenças Interrogativas(?)

Sentenças sem Verbo


NÃO SÃO
PROPOSIÇÕES
Sentenças com Verbo no Imperativo

Sentenças Abertas

Paradoxo

PRINCÍPIOS DA LÓGICA PROPOSICIONAL

É fundamental que você conheça três princípios para deixarmos tudo alinhado com as
proposições lógicas.
Veja:

z Princípio do terceiro excluído: uma proposição deve ser verdadeira ou falsa, não haven-
do outra possibilidade. Não é possível que uma proposição seja “quase verdadeira” ou
“quase falsa”;
z Princípio da não contradição: dizemos que uma mesma proposição não pode ser, ao
mesmo tempo, verdadeira e falsa;
z Princípio da Identidade: cada ser é único, ou seja, uma proposição não assume o signifi-
cado de outra proposição lógica.

PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Temos proposições compostas quando há duas ou mais proposições simples ligadas por
meio dos conectivos lógicos. Veja os exemplos:

z Sabino corre e Marcos compra leite;


z O gato é azul ou o pato é preto;
z Se Carlinhos pegar a bola, então o jogo vai acabar.

Cada conectivo tem sua representação simbólica e sua nomenclatura. Veja a relação de
conectivos:

CONECTIVOS NOMENCLATURA SIMBOLOGIA


e Conjunção ^
ou Disjunção v
ou...ou Disjunção Exclusiva v
MATEMÁTICA

se...então Condicional →
se e somente se Bicondicional ⟷

45
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Exemplos:

z Na linguagem natural:

„ O macaco bebe leite e o gato come banana;


„ Maria é bailarina ou Juliano é atleta;
„ Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta;
„ Se estudar, então vai passar;
„ Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro.

z Na linguagem simbólica:

„ p ^ q;
„ p v q;
„ p v q;
„ p → q;
„ p ⟷ q.

Agora que conhecemos os conectivos lógicos, vamos ver algumas camuflagens dos opera-
dores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:

� Conectivos “e” usando “mas”:


Exemplo: Jurema é atriz, mas Pedro é cantor;
� Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”:
Exemplo: Baiano é corredor ou ele é nadador, mas não ambos;
� Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”:
Exemplos: Desde que faça sol, Pedrinho vai à praia;
Caso você estude, irá passar no concurso;
Basta Ana comer massas, e engordará;
Quem joga bola é rápido;
Todos os médicos sabem operar;
Qualquer criança anda de bicicleta;
Toda vez que chove, não vou à praia.

É importante saber que na condicional a primeira proposição é o termo antecedente e a


segunda é o termo consequente.

P→Q
P = antecedente
Q = consequente

TABELA VERDADE

Trata-se de uma tabela na qual conseguimos apresentar todos os valores lógicos possíveis
46 de uma proposição.
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Números de Linhas de Tabela Verdade

Neste momento, vamos aprender a construir tabelas verdade para proposições compostas.

z 1º passo: contar a quantidade de proposições envolvidas no enunciado.

Exemplo: P v Q (temos duas proposições).

z 2º passo: calcular a quantidade de linhas da tabela usando a fórmula 2n = 2proposições (onde n


é o número de proposições).

Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.

P Q PVQ

z 3º passo: dispor os valores “V” e “F” na primeira coluna fazendo o agrupamento pela
metade do número de linhas da tabela.

Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas = (agrupamento da primeira coluna de 2 em 2 – V V / F F).

P Q PVQ
V
V
F
F

z 4º passo: preencher as demais colunas com agrupamento de valores lógicos (V ou F) sem-


pre pela metade do agrupamento anterior.

Exemplo: primeira coluna de 2 em 2 (a próxima será de 1 em 1).

P Q PVQ
V V
V F
MATEMÁTICA

F V
F F

Pronto! A nossa tabela já está montada, agora precisamos aprender qual o resultado que
teremos quando combinamos os valores lógicos usando os conectivos lógicos.
Número de linhas da tabela verdade:
47
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2n = 2proposições (onde n é o número de proposições).
Vamos caminhar mais um pouco e aprender todas as combinações lógicas possíveis para
cada conectivo lógico.

Negação (~P)

Uma proposição, quando negada, recebe valores lógicos opostos ao da proposição original.
O símbolo que iremos utilizar é ¬ p ou ~p.

P ~P
V F
F V

Dupla Negação ~(~P)

A dupla negação nada mais é do que a própria proposição. Isto é, ~(~P) = P

P ~P ~(~P)
V F V
F V F

Conectivo Conjunção “E” (^)

Só teremos uma resposta verdadeira quando todos os valores lógicos envolvidos forem
verdadeiros.

P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F

Conectivo Disjunção “Ou” (v)

Teremos resposta verdadeira quando pelo menos um dos valores lógicos envolvidos for
verdadeiro.

P Q PVQ
V V V
V F V
F V V
F F F

48
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Conectivo Disjunção Exclusiva “Ou... Ou” ( v )

Teremos resposta verdadeira quando os valores lógicos envolvidos forem diferentes.

P Q PVQ
V V F
V F V
F V V
F F F

Conectivo Bicondicional “Se e Somente Se” ()

Teremos resposta verdadeira quando os valores lógicos envolvidos forem iguais.

P Q PQ
V V V
V F F
F V F
F F V

Conectivo Condicional “Se..., Então” (→)

Especialmente neste caso, vamos aprender quando teremos o resultado falso, pois o conec-
tivo condicional só tem uma possibilidade de tal ocorrência Somente teremos resposta falsa
quando o valor lógico do antecedente for verdadeiro e o consequente falso.

P Q P→ Q
V V V
V F F
F V V
F F V

Condicional falsa: Vai Ficar Falsa

VF=F

TAUTOLOGIA

É uma proposição cujo valor lógico é sempre verdadeiro.


MATEMÁTICA

Exemplo 1: a proposição P ∨ (~P) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre V, con-
forme a tabela verdade.

P ~P P V ~P
V F V
F V V
49
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Exemplo 2: a proposição (P Λ Q) → (PQ) é uma tautologia, pois a última coluna da tabe-
la verdade só possui V.

P Q (P^Q) (PQ) (P^Q)→(PQ)


V V V V V
V F F F V
F V F F V
F F F V V

CONTRADIÇÃO

É uma proposição cujo valor lógico é sempre falso.


Exemplo: a proposição P ^ (~P) é uma contradição, pois o seu valor lógico é sempre F, con-
forme a tabela verdade.

P ~P P ^ (~P)
V F F
F V F

CONTINGÊNCIA

Sempre que uma proposição composta recebe valores lógicos falsos e verdadeiros, inde-
pendentemente dos valores lógicos das proposições simples componentes, dizemos que a
proposição em questão é uma contingência. Ou seja, é quando a tabela verdade apresenta,
ao mesmo tempo, alguns valores verdadeiros e alguns falsos.
Exemplo: a proposição [P ^ (~Q)] v (P→~Q)] é uma contingência, conforme a tabela verdade.

P Q [P^(~Q)] (P→~Q) [P^(~Q)]V(P→~Q)


V V F F F
V F V V V
F V F V V
F F F V V

z Tautologia: uma proposição que é sempre verdadeira;


z Contradição: uma proposição que é sempre falsa;
z Contingência: uma proposição que pode assumir valores lógicos V e F, conforme o caso.

A seguir, revise seus conhecimentos com alguns exercícios comentados.

1. (CEBRASPE-CESPE — 2019) Acerca da lógica sentencial, julgue o item que segue.


Se uma proposição na estrutura condicional — isto é, na forma P→Q, em que P e Q são proposi-
ções simples — for falsa, então o precedente será, necessariamente, falso.

( ) CERTO ( ) ERRADO

50
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Veja que P→Q foi considerado falso pelo enunciado da questão. Assim, na condicional, para
ser falso, a regra é que o precedente (antecedente) seja verdadeiro e o seguinte (consequente),
falso. Lembre-se da dica: Vai Ficar Falso = V  F. Resposta: Errado.

2. (AOCP — 2019) Considere a proposição: “O contingente de policiais aumenta ou o índice de cri-


minalidade irá aumentar”. Nesse caso, a quantidade de linhas da tabela verdade é igual a

a) 2.
b) 4.
c) 8.
d) 16.
e) 32.

O número de linhas da tabela verdade depende do número de proposições e é calculado pela


fórmula: 2ⁿ. Assim,
O contingente de policiais aumenta (1ª proposição)
O índice de criminalidade irá aumentar (2ª proposição)
22 = 4 linhas. Resposta: Letra B.

3. (FUNDATEC — 2019) Trata-se de um exemplo de tautologia a proposição:

a) Se dois é par então é verão em Gramado.


b) É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
c) Maria é alta ou Pedro é alto.
d) É verão em Gramado se e somente se Maria é alta.
e) Maria não é alta e Pedro não é alto.

Você precisa guardar esta dica: a proposição que contiver uma afirmação com o conectivo ou
mais a negação dessa mesma afirmação (ou vice-versa) será sempre uma tautologia. Então,
É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre “verdadeiro”. Res-
posta: Letra B.

4. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de


argumentação.
Se P e Q são proposições simples, então a proposição [P→Q]∧P é uma tautologia, isto é, indepen-
dentemente dos valores lógicos V ou F atribuídos a P e Q, o valor lógico de [P→Q]∧P será sempre V.

( ) CERTO ( ) ERRADO
MATEMÁTICA

Basta perceber que o conectivo em questão é o “E” (conjunção), que só é verdadeiro quando
as duas são verdadeiras. Sendo assim, se P for falso, já irá invalidar o argumento. Resposta:
Errado.

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5. (VUNESP — 2018) Seja M a afirmação: “Marília gosta de dançar”. Seja J a afirmação “Jean gosta
de estudar”. Considere a composição dessas duas afirmações: “Ou Marília gosta de dançar ou
Jean gosta de estudar”. A tabela verdade que representa corretamente os valores lógicos envol-
vidos nessa situação é:

TABELA VERDADE
M J Ou M ou J
V V 1
V F 2
F V 3
F F 4

Os valores 1, 2, 3 e 4 da coluna “Ou M ou J” devem ser preenchidos, correta e respectivamente,


por:

a) V, F, V e F.
b) F, V, V e F.
c) F, F, V e V.
d) V, F, F e V.
e) V, V, V e F.

Veja que precisamos saber quando o resultado das combinações lógicas do conectivo “ou...
ou” dá verdade. Lembrando da nossa parte teórica, sempre que tivermos valores lógicos
diferentes, o resultado será verdadeiro. Sabendo disso,

M J Ou M ou J
V V F
V F V
F V V
F F F

Resposta: Letra B.

CONECTIVOS LÓGICOS

Conceito

Os conectivos lógicos (ou operadores lógicos, como também podem ser chamados) servem
para ligar duas ou mais proposições simples e formar, assim, proposições compostas.
Temos cinco operadores lógicos no total e cada um tem sua nomenclatura e representação
simbólica. Veja a tabela a seguir:

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Tabela de Conectivos

CONECTIVO NOMENCLATURA SÍMBOLO LEITURA


e Conjunção ^ peq
ou Disjunção v p ou q
ou...ou Disjunção exclusiva v Ou p ou q
Condicional
se...,então → Se p, então q
(implicação)
Bicondicional
se e somente se p se e somente se q
(bi-implicação)

z Conjunção (conectivo “e”): sua representação simbólica é ^. Exemplo:

„ Na linguagem natural: O macaco bebe leite e o gato come banana;


„ Na linguagem simbólica: p ^ q.

z Disjunção Inclusiva (conectivo “ou”): sua representação simbólica é v. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Maria é bailarina ou Juliano é atleta;


„ Na linguagem simbólica: p v q.

z Disjunção Exclusiva (conectivo “ou...ou”): sua representação simbólica é: v. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta;


„ Na linguagem simbólica: p v q.

z Condicional (conectivos “se, então”): sua representação simbólica é →. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Se estudar, então vai passar;


„ Na linguagem simbólica: p → q.

z Bicondicional (conectivo “se e somente se”): sua representação simbólica é ⟷. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro;


„ Na linguagem simbólica: p⟷q.

z Negação: uma proposição quando negada, recebe valores lógicos opostos dos valores lógi-
cos da proposição original. O símbolo que iremos utilizar é ¬p ou ~p. Exemplos:
MATEMÁTICA

„ p: O gato é amarelo;
„ ~p: O gato não é amarelo;
„ q: Raciocínio Lógico é difícil;
„ ~q: É falso que raciocínio lógico é difícil;
„ r: Maria chegou tarde em casa ontem;
„ ~r: Não é verdade que Maria chegou tarde em casa ontem. 53
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Dica
A negação, além da forma convencional, pode ser escrita com as expressões a seguir:
É falso que... / Não é verdade que...

Agora que já fomos apresentados aos conectivos lógicos, vamos ver algumas “camufla-
gens” dos operadores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:

z Conectivo “e” usando “mas”

„ Exemplo: Jurema é atriz, mas Pedro é cantor;

z Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”

„ Exemplo: Baiano é corredor ou ele é nadador, mas não ambos;

z Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”

„ Exemplos:

Desde que faça sol, Pedrinho vai à praia;


Caso você estude, irá passar no concurso;
Basta Ana comer massas, e engordará;
Quem joga bola é rápido;
Todos os médicos sabem operar;
Qualquer criança anda de bicicleta;
Toda vez que chove, não vou à praia.

Dica: na condicional, a 1ª proposição é o termo antecedente e a 2ª é o termo consequente.


P  Q1
P = antecedente
Q = consequente

Revise seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (CEBRASPE-CESPE — 2018) As proposições P, Q e R a seguir referem-se a um ilícito penal envol-


vendo João, Carlos, Paulo e Maria:
P: “João e Carlos não são culpados”. Q: “Paulo não é mentiroso”. R: “Maria é inocente”.
Considerando que ~X representa a negação da proposição X, julgue o item a seguir.
A proposição “Se Paulo é mentiroso então Maria é culpada.” pode ser representada simbolica-
mente por (~Q)↔(~R).

( ) CERTO ( ) ERRADO

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Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresentada é de
uma bicondicional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de


argumentação.
A proposição “A construção de portos deveria ser uma prioridade de governo, dado que o trans-
porte de cargas por vias marítimas é uma forma bastante econômica de escoamento de merca-
dorias.” Pode ser representada simbolicamente por P∧Q, em que P e Q são proposições simples
adequadamente escolhidas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

A representação simbólica apresentada para julgarmos é de uma conjunção. E na questão


foi apresentada uma proposição composta pela condicional na forma “camuflada” dentro de
uma relação de causa e consequência “Dado que...”. Resposta: Errado.

3. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Considere as seguintes proposições: P: O paciente receberá alta; Q:


O paciente receberá medicação; R: O paciente receberá visitas.
Tendo como referência essas proposições, julgue o item a seguir, considerando que a notação
~S significa a negação da proposição S.
A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida: Se o paciente receber alta, então ele não rece-
berá medicação ou não receberá visitas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

P: O paciente receberá alta;


~P: O paciente não receberá alta;
Q: O paciente receberá medicação;
R: O paciente receberá visitas.
A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida:
Se o paciente não receber alta, então ele receberá medicação ou receberá visitas. Resposta:
Errado.

4. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Julgue o item a seguir, a respeito de lógica proposicional.


A proposição “A vigilância dos cidadãos exercida pelo Estado é consequência da radicalização
da sociedade civil em suas posições políticas.” pode ser corretamente representada pela expres-
são lógica P→Q, em que P e Q são proposições simples escolhidas adequadamente.

( ) CERTO ( ) ERRADO
MATEMÁTICA

A vigilância dos cidadãos exercida pelo Estado é (verbo de ligação) consequência da radi-
calização da sociedade civil em suas posições políticas. Temos apenas um verbo e por esse
motivo é uma proposição simples.
Cuidado com o uso da palavra “consequência” em proposições como esta. Em determinadas
situações, de fato, teremos uma proposição condicional, vejamos:
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Passar (verbo no infinitivo) é consequência de estudar (verbo no infinitivo). Nesse caso temos
uma proposição composta pela condicional. Resposta: Errado.

5. (CEBRASPE-CESPE — 2016) Considerando os símbolos normalmente usados para representar


os conectivos lógicos, julgue o item seguinte, relativos a lógica proposicional e à lógica de argu-
mentação. Nesse sentido, considere, ainda, que as proposições lógicas simples sejam represen-
tadas por letras maiúsculas.
A sentença A fiscalização federal é imprescindível para manter a qualidade tanto dos alimentos
quanto dos medicamentos que a população consome pode ser representada simbolicamente
por P∧Q.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Para ser proposição composta, haveria mais de um verbo na frase, por isso, a frase em ques-
tão é considerada uma proposição simples. Procure o verbo na oração. A fiscalização federal
é imprescindível para manter a qualidade tanto dos alimentos quanto dos medicamentos que
a população consome. Resposta: Certo.

NOÇÕES DE CONJUNTOS

Conjunto é uma reunião de elementos ou pessoas que possuem a mesma característica,


por exemplo, numa festa pode haver o conjunto de pessoas que só bebem cerveja ou o con-
junto daquelas que só gostam de músicas eletrônicas.
Representamos um conjunto da seguinte forma:

Conjunto X

Podemos afirmar que no interior do círculo há todos os elementos que pertencem (com-
põem) ao conjunto X, já na parte externa do círculo estão todos os elementos que não fazem
parte de X, ou seja, “y” não pertence ao conjunto X.
No gráfico acima podemos dizer que o elemento “x” pertence ao conjunto X e o elemento
“y” não pertence.
Matematicamente, usamos o símbolo Є para indicar essa relação de pertinência. Isto é: x Є
X, já o elemento “y” não pertence ao conjunto X, onde usamos o símbolo ∉ para essa relação
de não pertinência. Matematicamente:

y ∉ X.

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Complemento de um Conjunto

O complemento de X é o conjunto formado por todos os elementos do Universo e o ele-


mento “y” faz parte dele, claro que com exceção daqueles que estão presentes em X. Repre-
sentamos o complemento ou complementar pelo símbolo XC. Podemos afirmar que “y” não
pertence à X, mas pertence ao conjunto complementar de X: matematicamente: y Є XC.

Interpretando Regiões e Conhecendo a Interseção e União de Conjuntos

Uma outra situação é quando temos dois conjuntos (X e Y), podemos representar da seguin-
te forma, no geral:

X Y

a b c

Interpretando os conjuntos anterior temos:

z o elemento “a” pertence apenas ao conjunto X, pois ele está numa região que não tem con-
tato com o conjunto Y;
z o elemento “c” faz parte somente ao conjunto Y;
z o elemento “b” pertence aos dois conjuntos, ou seja, faz parte da interseção entre os con-
juntos X e Y. A representação simbólica é feita por X ∩ Y. Como o elemento “b” faz parte
dessa região, temos:

„ b Є (X ∩ Y) — o elemento “b” pertence à interseção dos conjuntos X e Y;

z o elemento “d” não faz parte de nenhum dos dois conjuntos. Logo, podemos dizer que “d”
não pertence à União entre os conjuntos X e Y. A união é a junção das regiões dos dois con-
juntos e é representada simbolicamente por X ∪ Y. Assim, d ∉ (X ∪ Y) — o elemento “d”
não pertence à união entre os conjuntos X e Y.

Vamos analisar uma outra situação:


MATEMÁTICA

X Y

X–Y X∩Y Y–X

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Nesta representação, podemos interpretar a região X – Y (diferença de conjuntos) como
sendo a região formada pelos elementos de X que não fazem parte do conjunto Y. Veja o
exemplo:

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

X – Y = basta tirar de X os elementos que estão nele e também em Y, ou seja, X – Y = {2, 3,


4, 8}
Já no caso da região Y – X, temos:

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

Y – X = {9, 10}

Podemos falar, também, da região de interseção dos conjuntos X ∩ Y.

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

X ∩ Y = {5, 6, 7}

E por fim, vamos identificar a união entre os conjuntos X e Y. Observe que vamos juntar
todos os elementos dos dois conjuntos, mas sem repetir os elementos presentes na interse-
ção. Veja:

X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Y = {5, 6, 7, 9, 10}

X ∪ Y = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10}

Relação de “Contém”/“Não Contém” e “Está Contido”/“Não Está Contido” entre Conjuntos

Em algumas situações, a intersecção entre os conjuntos X e Y pode ser todo o conjunto Y,


por exemplo. Isso acontece quando todos os elementos de B são também elementos de A. Veja
isso no gráfico a seguir:

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X

Perceba que realmente X ∩ Y = Y. Quando temos a situação acima, podemos dizer que o
conjunto Y está contido no conjunto X, representado matematicamente por Y ⊂ X. Ou pode-
mos dizer, ainda, que o conjunto X contém o conjunto Y, representado matematicamente
por X ⊃ Y.

Importante!
Entenda a diferença:
● falamos que um elemento pertence ou não pertence a um conjunto;
● falamos que um conjunto está contido ou não está contido em outro conjunto.

Representação de Conjunto usando Chaves

Geralmente usamos letras maiúsculas para representar os nomes de conjuntos e minúscu-


las para representar elementos. Ex.: A = {4, 6, 7, 9}; B = {a, b, c, d} etc. Ainda podemos utilizar
notações matemáticas para representar os conjuntos. Veja o exemplo a seguir:

A = {∀ x Є Z | x ≥ 0}

Podemos entender e fazer a leitura do conjunto anterior da seguinte maneira: o conjunto


A é composto por todo x pertencente ao conjunto dos números inteiros, tal que x é maior ou
igual a zero.
Agora, veja um outro exemplo:

B = {∃ x Є Z | x > 5}

Uma interpretação para o conjunto é: no conjunto B existe x pertencente ao conjunto dos


números inteiros, tal que x é maior do que 5.
Agora vamos esquematizar todas as simbologias para que você possa gravar mais facil-
mente e aplicar na hora de resolver as questões. Observe a tabela a seguir:
MATEMÁTICA

SÍMBOLO NOME EXPLICAÇÃO


Ex: X = {a,b,c} representa o conjunto X composto por a, b
{,} chaves
ec
Significa que o conjunto não tem elementos, é um conjunto
{ } ou ∅ conjunto vazio
vazio
∀ para todo Significa “Para todo” ou “Para qualquer que seja”

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SÍMBOLO NOME EXPLICAÇÃO
Є pertence Indica relação de pertinência de elementos
∉ não pertence Indica relação de não pertinência de elementos
∃ existe Indica relação de existência
∄ não existe Indica que não há relação de existência
⊂ está contido Indica que um conjunto está contido em outro conjunto
⊄ não está contido Indica que um conjunto não está contido em outro conjunto

⊃ contém Indica que determinado conjunto contém outro conjunto


Indica que determinado conjunto não contém outro
⊅ não contém
conjunto
Serve para fazer a ligação entre a composição de um con-
| tal que
junto na “representação em chaves”
união de
A∪B Lê-se como “X união Y”
conjuntos
interseção de
A∩B Lê-se como “X intersecção Y”
conjuntos
diferença de
A-B Lê-se como “diferença de A com B”
conjuntos
XC complementar Refere-se ao complemento do conjunto X

Diagrama de Venn

Vamos entender como se resolve questões que envolvem Operações com Conjuntos
se relacionando. Acompanhe os exemplos a seguir e a maneira como desenvolvemos suas
resoluções:

z Em uma sala de aula, 20 alunos gostam de Matemática, 30 gostam de Português, e 10 gos-


tam das duas matérias. Sabendo que 5 alunos não gostam de nenhuma dessas duas maté-
rias, quantos alunos há nessa sala de aula?

Siga os passos abaixo:

z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas;
z preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z preencha as demais informações no diagrama;
z some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.

Vamos à resolução:

z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas:

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Matemática Português

z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):

Matemática Português

10

z Preencha as demais informações no diagrama:

Matemática (20) Português (30)

20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20

Total = X
20 gostam de Matemática;
30 gostam de Português;
10 gostam dos dois;
10 gostam apenas de Matemática;
20 gostam apenas de Português;
5 não gostam de nenhuma.

z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos:


MATEMÁTICA

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Matemática (20) Português (30)

20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20

10+10+20+5 = X
X = 45 alunos é o total dessa sala.

Também seria possível resolver esse tipo de questão usando a seguinte fórmula:

n(X ∪ Y) = n(X) + n(Y) – n(X ∩ Y)

Esta fórmula nos diz que o número de elementos da União entre os conjuntos X e Y (X ∪ Y)
é dado pelo número de elementos de X, somado ao número de elementos de Y, subtraído do
número de elementos da interseção (X ∩ Y). Aplicando no exemplo, temos:
Matemática (M)
Português (p)

n(M ∪ P) = n(M) + n(P) – n(M ∩ P)

n(M ∪ P) = 20 + 30 – 10

n(M ∪ P) = 40

Temos 40 alunos que gostam de Matemática ou Português (aqui já está incluso quem gosta
das duas matérias). Para finalizar a resolução, devemos apenas somar os 5 alunos que não
gostam das duas matérias. Assim, 40 + 5 = 45 alunos no total dessa sala.
Assim como nos problemas com 2 conjuntos, quando nós tivermos 3 conjuntos será possí-
vel resolver o problema por meio de Diagramas de Venn ou por meio de fórmula. Acompanhe
a resolução do exemplo:
André, Bernardo e Carol ouviram certa quantidade de músicas. Nenhum deles gostaram
de seis músicas e os três gostaram de dez músicas. Além disso, houve doze músicas que só
André e Bernardo gostaram, nove músicas que só André e Carol gostaram e quatro músicas
que só Bernardo e Carol gostaram. Não houve música alguma que somente um deles tenha
gostado. O número de músicas que eles ouviram foi?
Siga os passos a seguir:

z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas;
z preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z preencha as demais informações no diagrama;
z some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.
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Vamos à resolução:

z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas:

André Bernardo

Carol

z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):

André Bernardo

10

Carol

z Preencha as demais informações no diagrama:

André Bernardo

0 12 0

10
9 4
MATEMÁTICA

0 Carol

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Colocamos o número 10 bem no centro, pois sabemos que os três gostaram de dez músicas,
depois preenchemos com as demais informações:

z 12 músicas que somente André e Bernardo gostaram (na interseção entre os 2 apenas);
z 9 que somente André e Carol gostaram;
z 4 que somente Bernardo e Carol gostaram;
z 6 músicas que ninguém gostou (de fora dos três conjuntos).

Os “zeros” representam o fato de que não houve música que somente um deles tenha
gostado.

Logo, vem a última etapa:

z Some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos;

Total = X
6+0+12+10+9+0+4+0=X
X = 41 músicas

Questões com três conjuntos podem ser resolvidas usando a seguinte fórmula:

n(X ∪ Y ∪ Z) = n(X) + n(Y) + n(Z) – n(X ∩ Y) – n(X ∩ Z) – n(Y ∩ Z) + n(X ∩ Y ∩ Z)

Traduzindo a fórmula:
Total de elementos da união = soma dos conjuntos – interseções dois a dois + interseção
dos três.
Bom! Já vimos a teoria e precisamos praticar o que aprendemos, não é mesmo? Vamos
praticar!

1. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango


congelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos
foram distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com
os três produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína;
100, com frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne
suína.
Nessa situação hipotética,
250 contêineres foram carregados somente com carne suína.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Vamos extrair as informações e colocar dentro dos diagramas:


800 contêineres distribuição;
0 contêineres com os 3 produtos;
300 contêineres carne bovina;
450 contêineres carne suína;
64 100 contêineres com frango e carne bovina;
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150 contêineres com carne suína e carne bovina;
100 contêineres com frango e carne suína.

Bovina Frango

50 100 X

150 100

200 Suína

Veja que apenas 200 contêineres foram carregados somente com carne suína. Resposta:
Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango


congelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos
foram distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com
os três produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína;
100, com frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne
suína.
Nessa situação hipotética,
50 contêineres foram carregados somente com carne bovina.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Vamos extrair as informações e colocar dentro dos diagramas:


800 contêineres distribuição;
0 contêineres com os 3 produtos;
300 contêineres carne bovina;
450 contêineres carne suína;
100 contêineres com frango e carne bovina;
150 contêineres com carne suína e carne bovina;
100 contêineres com frango e carne suína.

Bovina Frango

50 100 X
MATEMÁTICA

150 100

200 Suína

Veja que exatamente 50 contêineres foram carregados somente com carne bovina. Resposta:
Certo. 65
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3. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango
congelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos
foram distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com
os três produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína;
100, com frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne
suína.
Nessa situação hipotética,
400 contêineres continham frango congelado.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Com as informações colocadas nos diagramas na questão anterior, podemos somar todas
as informações que não possuem contato com o conjunto de frango e subtrair do total. Veja:
50 (só bovinos);
150 (bovinos e suínos);
200 (só suínos).
Somando tudo isso, teremos 400 contêineres com outras carnes, o que sobrou do total será
a resposta para a questão.
800-400= 400 contêineres contêm franco. (Lembre-se, a banca não perguntou somente fran-
go). Logo, 400 contêineres continham frango congelado. Resposta: Certo.

4. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Em um aeroporto, 30 passageiros que desembarcaram de deter-


minado voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma epidemia infecciosa,
foram selecionados para ser examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos passageiros
selecionados estiveram em A ou em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses
25 passageiros estiveram em A e em B.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem
Se 11 passageiros estiveram em B, então mais de 15 estiveram em A.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Dos 30 passageiros, são 25 que estiveram apenas em A ou B, de modo que os outros 5 passa-
geiros estiveram apenas em C. Veja ainda que 6 passageiros estiveram A e B, de modo que os
outros 19 estiveram somente em um desses dois países. Logo,

A B

X 6 25 – 6 – x =

19 – x

C 5

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Sabemos que o número de pessoas que estiveram em B é dado pela soma 6 + (19 – X). Ou seja,
11 = 6 + (19 – X)
11 = 25 – X
X = 25 – 11
X = 14
Logo, as pessoas que estiveram em A são X + 6 = 14 + 6 = 20. Resposta: Certo.

5. (CEBRASPE-CESPE — 2016) Situação hipotética: A ANVISA realizará inspeções em estabeleci-


mentos comerciais que são classificados como Bar ou Restaurante e naqueles que são consi-
derados ao mesmo tempo Bar e Restaurante. Sabe-se que, ao todo, são 96 estabelecimentos a
serem visitados, dos quais 49 são classificados como Bar e 60 são classificados como Restau-
rante. Assertiva: Nessa situação, há mais de 15 estabelecimentos que são classificados como
Bar e como Restaurante ao mesmo tempo.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Extraindo os dados:
total: 96;
bar: 49;
restaurante: 60.
Somando tudo, temos 49 + 60 = 109. Passou o total de 96, porque estamos contando 2x vezes
os estabelecimentos que estão na interseção. Logo, descontamos o que passou do total. 109
– 96 = 13 estabelecimentos que são classificados como Bar e como Restaurante ao mesmo
tempo. Resposta: Errado.

RELAÇÕES E FUNÇÕES

Mesmo que você ainda não saiba o conceito de função, você já lidou com elas no seu
cotidiano, direta ou indiretamente, seja no cálculo do valor de uma corrida de táxi, seja no
cálculo do valor de uma conta de energia. As funções ocorrem quando há a associação entre
dois conjuntos, onde todo elemento de um conjunto tem correspondência com um elemento
do outro, ou seja, um elemento está em função do outro.
As funções podem ser representadas tanto em tabelas quanto em fórmulas. Para entender
melhor essa representação, vamos tomar como exemplo o cálculo do valor de uma corrida
de táxi. Nesse cálculo, temos a chamada bandeira, isto é, um valor fixo para qualquer corri-
da, que será somado com o produto da distância percorrida pelo valor da quilometragem. Se
um taxista tem a bandeira 10 e o valor da quilometragem é 3, podemos montar uma fórmula
onde o valor pago (VP) é igual ao produto de 3 pela distância percorrida (D) somado com 10,
MATEMÁTICA

resultando em: VP = 3 · D + 10. Para representar essa função em formato de tabela, precisa-
mos assumir valores para D, já que VP depende diretamente dele, ficando:

DISTÂNCIA (D) 10 15 20 30
VALOR PAGO (VP) 40 55 70 100
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Dessa maneira, a definição de função é: uma relação f entre um conjunto A e um conjunto
B, denotada por f = A → B, onde, para cada x pertencente a A, existe um único y no conjunto B.
Na figura abaixo, observa-se que as relações f e g não são funções, pois, para f, nem todo
elemento de A tem um respectivo em B. Já para a relação g, não se tem todo elemento de A
com um único respectivo em B. A relação h: esta, sim, é uma função, visto que para todo ele-
mento de A existe um único respectivo em B.

A f B

A g B

A H B

Figura 1. Diagrama de Venn para relações: f, g e h, entre dois conjuntos A e B.

Geralmente, existe uma expressão Y = f(x) que expressa todos os elementos da relação,
assim, para representar uma função f, de A em B, segundo uma lei de formação, tem-se:

f={(x,y)|x∈A, y∈B e y = f(x)}

ou

f: A → B

x ↦ f(x)

Por exemplo, a função f, que associa a cada número real x o número 2x, é expressa da
seguinte forma:

f={(x,y)|x∈A, y∈B e y = 2x}

ou
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f: A → B

x ↦ 2x

Domínio, Contradomínio e Imagem da Função

O domínio (D) é formado por todos os possíveis elementos do conjunto A (D = A) e, nos


gráficos, são os valores que a abscissa (eixo x) pode assumir. O contradomínio (CD = B) é
formado por todos os elementos do conjunto B, que são formados por todos os valores que
as ordenadas (eixo y) podem assumir. A imagem (Im) é formada por todos os elementos do
contradomínio que se relacionam com algum elemento do domínio. Assim, quando todo ele-
mento x, pertencente a A, está associado a um elemento y, pertencente a B, dizemos que y é a
imagem de x e denotamos por y = f(x).
Conjunto imagem ou imagem de uma função é o subconjunto formado pelos elementos
do contradomínio que possuem algum elemento correspondente no domínio.
Atenção! Se tivermos um elemento do conjunto de partida (A) que não tiver seu respecti-
vo valor em relação ao conjunto (B), então essa relação não será função.

B CD(f)

A D(f)

a d
g
b e
h
c f

lm(f)

Figura 2. Diagrama A e B, em relação ao domínio (D), contradomínio (CD) e imagem (Im).

Funções Injetoras, Sobrejetoras e Bijetoras

As funções injetoras são funções tais que os distintos elementos do domínio se relacio-
nam com distintos elementos da imagem, ou seja, dois elementos do domínio não podem ter
a mesma imagem (figura 3a). Uma função f: ℝ → ℝ dada por f(x) = 4x é injetora, visto que,
para x1 ≠ x2 , tem-se 4x1 ≠ 4x2, logo, f(x1) ≠ f(x2).
As funções sobrejetoras são funções nas quais o seu conjunto imagem (Im) é igual ao
contradomínio (CD), isto é, Im = CD = B (figura 3b). Sobre funções em que aconteçam as duas
MATEMÁTICA

situações ao mesmo tempo, ou seja, seriam funções injetoras e sobrejetoras, dizemos que são
funções bijetoras (figura 3c).

z Diagrama para funções injetoras:

69
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2 0
3 2
5 4
6
A 8
10
B

Figura 3a.

z Diagrama para funções sobrejetoras:

-2 12
-1 3
1 27
3
B
A

Figura 3b.

z Diagrama para funções bijetoras:

1 -1
4 2
7 5
9 7
11 9

B
A

Figura 3c.

FUNÇÕES POLINOMIAIS

Toda função polinomial é definida por uma expressão polinomial do tipo abaixo:

P (x) = anxn + an–1xn–1 + ··· + a1x + a0

Onde “n” é um número inteiro positivo ou nulo e “x” é a variável.

Operações Polinomiais

z Adição

Vamos operar os termos semelhantes e depois colocá-los em ordem decrescente, segundo


a sua potência. Observe:

70 P(x) = –2x² + 5x – 2
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Q(x) = –3x³ + 2x – 1
P(x) + Q(x) = (–2x² + 5x – 2) + (–3x³ + 2x – 1)

„ Primeiro vamos eliminar os parênteses e depois juntar os termos semelhantes;

P(x) + Q (x) = –2x² + 5x – 2 –3x³+ 2x – 1


P(x) + Q (x) = –2x² + (5x + 2x) – 3x³ + (–2 – 1)

„ Agora vamos operar os termos semelhantes;

P(x) + Q(x) = – 3x³ – 2x² + 7x – 3

„ Vamos colocar em ordem decrescente, segundo a sua potência:

z Subtração

Vamos operar os termos semelhantes e depois colocá-los em ordem decrescente, segundo


a sua potência. Observe:

P(x) = –3x² + 4x – 1
Q(x) = –7x³ + 4x – 1
P(x) – Q(x)= (–3x2 + 4x – 1) – (–7x3 + 4x – 1)

„ Primeiro vamos eliminar os parênteses e depois juntar os termos semelhantes;

P(x) – Q(x) = (–3x² + 4x – 1) – (–7x³ + 4x – 1)

Aqui é preciso fazer o jogo de sinais:

P(x) – Q(x) = –3x² + 4x – 1 + 7x³ – 4x + 1


P(x) – Q(x) = –3x² + (4x – 4x) + 7x³ + (–1 + 1)

„ Agora vamos operar os termos semelhantes;

P(x) – Q(x) = –3x² + 7x³

„ Vamos colocar em ordem decrescente, segundo a sua potência:


MATEMÁTICA

P(x) – Q(x) = = 7x³ – 3x²

z Multiplicação

Para operarmos a multiplicação de polinômios, primeiro vamos fazer a propriedade dis-


tributiva e depois juntar os termos semelhantes, para realizar a soma ou subtração de ter-
mos. Veja: 71
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P(x) = x – 2
Q(x) = –3x³ + 2x – 1
P(x) · Q(x) = (x – 2) · (–3x³ + 2x – 1)

„ Vamos fazer a distributiva:

(x – 2) · (–3x³ + 2x – 1)

Lembre-se de fazer o jogo de sinais:

x · (–3x3 ) + x · 2x + x · (–1) + (–2) · (–3x3 ) + (–2) · 2x + (–2) · (–1)


–3x4 + 2x2 – x + 6x³ – 4x +2

„ Agora vamos operar os termos semelhantes;

–3x4 + 2x2 – x + 6x³ – 4x +2


–3x4 + 2x2 +(– x – 4x) +2 + 6x³
–3x4 + 2x2 – 5x +2 + 6x³

„ Vamos colocar em ordem decrescente, segundo a sua potência:

P(x) · Q(x) = –3x4 + 6x³ + 2x2 – 5x +2

z Divisão

Na divisão de funções polinomiais, devemos dividir o termo de maior grau até que não
tenhamos mais como fazer a divisão. Observe a resolução abaixo:

P(x) = x³ – 4x2 + x – 3
Q(x) = x2 – 2
P(x) ÷ Q(x) = (x³ – 4x2 + x – 3) ÷ ( x2 – 2)

Vamos colocar na forma de uma divisão padrão:

x3 — 4x2 + x — 3 x2 — 2 Divisor

—x3 + 2x x—4

—4x2 + 3x — 3 Quociente

4x2 — 8

+3x — 11

Resto

72
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Gráfico da Função Polinomial

Basta atribuir valores a “x” nas funções P(x) para que o gráfico seja construído. Quando
isso é feito encontramos os pares ordenados (x e y), que irão definir os pontos do gráfico da
função. Veja os exemplos a seguir:

P(x) = x2 + 1 (vejamos o gráfico da função polinomial de grau 1).

4 y
3
2
1
X
-4 -3 -2 -1 0 0 1 2 3 4 5
-1
-2
-3
-4

P(x) = x2 + 2x + 1 (vejamos o gráfico da função polinomial de grau 2).

18 y
16
14
12
10
8
6
4
2 x
0
-6 -5 -4 -3 -2 -1 -2 0 1 2 3 4

P(x) = x³ + 2x² + 2x + 1 (vejamos o gráfico da função polinomial de grau 3).

y
8
6
4
2 x
0
-3,5 -3 -2,5 -2 -1,5 -1 -0,5 0 -0,5 1 1,5
-2
MATEMÁTICA

-4
-6
-8
-10
-12

73
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FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS

Função Exponencial

A função f(x) = 2x é uma função exponencial. Perceba que a variável x encontra-se no


expoente. De modo geral, representamos as funções exponenciais assim f(x) = ax. O coeficien-
te “a” precisa ser maior do que zero, e diferente de 1. A função é crescente se a > 1. Já se 0 <
a < 1, a função é decrescente.
A função exponencial tem domínio no conjunto dos números reais (R) e contradomínio no
conjunto dos números reais positivos, ou seja, f: R → R+*. Observe os gráficos das funções f(x)
= 2x (crescente) e de g(x) = 0,5x (decrescente):

f (x) g (x)

3
1

—5 —3 —1 —1 1 3 5
—3

—5

Função Logarítmicas

Antes de falarmos sobre função logarítmica, é interessante relembrar algumas proprieda-


des importantes.
Na expressão logab = c, chamamos o número “a” de base do logaritmo. Veja que o resultado
do logaritmo (c) é justamente o expoente, ao qual deve ser elevada a base “a” para atingir o
valor b. Assim, as propriedades mais importantes são:

z logb1 = 0, porque b0 = 1;
z logb b = 1, porque b1 = b;
z logb bk = k, porque bk = bk;
z logbM = M;
z loga (b · c) = logab + logac;
z loga (b ÷ c) = logab – logac;
z logabn = n · logab;
1
z logabn = m logab.

A função f(x) = log5(x) é um exemplo de função logarítmica. Veja que nela a variável x
encontra-se dentro do operador logaritmo. De maneira geral, podemos representá-las da
seguinte forma f(x) = loga(x). Assim como nas exponenciais, o coeficiente a precisa ser positi-
vo (a > 0) e diferente de 1.
O domínio é formado apenas pelos números reais positivos — pois não há logaritmo de
número negativo — e o contradomínio é o conjunto dos números reais. Ou seja, temos uma
função do tipo f: R+* → R.
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Se a > 1, a função é crescente. Já se 0 < a < 1, a função é decrescente. Como exemplo, veja
os gráficos de f(x) = log2x e de g (x) = log0,5x

f (x) g (x)

–5 –3 –1 –1 1 3 5
–3

–5

MATRIZES

Matrizes podem ser definidas da seguinte maneira: sejam dois números naturais m e n
diferentes de zero, denominamos matriz de ordem m por n (indica–se m x n) qualquer
tabela M formada por números pertencentes ao conjunto dos reais, sendo estes números
distribuídos em m linhas e n colunas.

> H
-2 1 0
A= é uma matriz de ordem 2 x 3
2 4 3

= G é uma matriz de ordem 2 x 2


0 -1
B=
3 5
JK 9 1 NO
KK 3 OO
C= KK- 8 7 OO é uma matriz de ordem 3 x 2
K 4 0 O
L P

Toda matriz m x n tem os seus elementos representados por (aij), em que i representa a
linha e j a coluna em que o elemento está localizado. Exemplo:

d n
a11 a12
A=
a 21 a 22

{
a11 (lê–se a um um) elemento que está na 1ª linha e 1ª coluna
a12 (lê–se a um dois) elemento que está na 1ª linha e 2ª coluna
a21 (lê–se a dois um) elemento que está na 2ª linha e 1ª coluna
a22 (lê–se a dois dois) elemento que está na 2ª linha e 2ª coluna
MATEMÁTICA

Observação: uma matriz M de ordem m x n também pode ser indicada por M = (aij) ou M
= (aij) m · n ou M=(aij )(m × n)

75
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TIPOS DE MATRIZES

Matriz Linha

É toda matriz do tipo 1 x n, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma linha. Exemplo:
C = [–3 4 1] é uma matriz linha de ordem 1 x 3.
M = (– 9 7 0 – 15 )é uma matriz linha de ordem 1 x 4.

Matriz Coluna

É toda matriz do tipo m x 1, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma coluna. Exemplo:

RS VW
SS –2 WW
SS 17 WW
A = S W é uma matriz coluna de ordem 4 x 1
SS 0 WW
SS WW
–17
T X
B = d n é uma matriz coluna de ordem 2 x 1
–6
1

Matriz Nula

É matriz que possui todos os elementos iguais a zero. Exemplo:

E= = G é uma matriz nula de ordem 2 x 4


0 0 0 0
0 0 0 0

N= e o é a matriz nula de ordem 2 x 2


0 0
0 0

Matriz Quadrada de Ordem n

É toda matriz do tipo n x n, ou seja, em uma matriz quadrada de ordem n o número de


linhas e o número de colunas são iguais. Exemplo:

A= d n é uma matriz quadrada de ordem 2 x 2


2 –8
7 0

RS V
SS –7 4 2 WWW
B = SS 2 9 0W
3
SS 2 WW é uma matriz quadrada de ordem 3 x 3.
S 5
– –1 22 WW
T X
Observação: para toda matriz quadrada, no lugar de mencionarmos que sua ordem é n
x n, dizemos apenas que ela é uma matriz de ordem n. Por exemplo, ao referirmo–nos a
uma matriz quadrada de ordem 3, estamos dizendo que esta matriz possui três linhas e três
colunas.

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Diagonal Principal

Chamamos de “diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem n” o conjunto dos


elementos que possui índices iguais. Exemplo:

A= d n é uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal principal é uma matriz com-
2 –8
7 0
posta pelos elementos a11 = 2 e a22 = 0.

Diagonal Secundária

Chamamos de “diagonal secundária de uma matriz quadrada de ordem n” o conjunto dos


elementos que possui soma dos índices igual a n + 1. Exemplo:

d n
2 –8
A = 7 0 é uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal secundária é composta pelos
elementos a12 = – 8, e a21 = 7.

Matriz Diagonal

É a matriz em que todos os elementos que não pertencem à diagonal principal são iguais
a zero. Exemplo:

RS VW
SS–15 0 0 WW
B= S SS 0 1 0 W WW
S0 0 – 7W
T X
Matriz Identidade de Ordem n

É toda matriz quadrada em que os elementos da diagonal principal são iguais a 1. A matriz
identidade é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua ordem, ou seja, In. Exemplos:

I2 = < F é uma matriz identidade de ordem 2


1 0
0 1

JK1 0 0NO
K O
I3 = K KK0 1 0OOO é uma matriz identidade de ordem 3
K0 0 1O
RS L PV
SS1 0 0 0WWW
SS0 1 0 0WW
I4 = S
SS0 0 1 0WWW é uma matriz identidade de ordem 4
SS W
S0 0 0 1WW
T X
MATEMÁTICA

IGUALDADE DE MATRIZES

Duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)m x n serão iguais quando aij = bij para todo i∈ {1,2,...,m}
e todo j∈ {1,2,...,n}. Portanto, para que duas matrizes sejam iguais, elas devem ser do mesmo
tipo e apresentar todos os elementos correspondentes iguais.

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Exemplo:

Seja A = < F e B = < F , a matriz A será igual à matriz B, se, e somente se, x = 7, y = –6 e
x 2 7 2
9 –6 z y
z = 9.

ADIÇÃO DE MATRIZES

Dadas duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)m x n, chamamos soma de A + B a matriz C=(cij)(m x


n)
tal que cij = aij + bij, para todo i e todo j. Isso significa que a soma de duas matrizes A e B do
tipo m x n é uma matriz C do mesmo tipo, em que cada elemento é a soma dos elementos
correspondentes em A e B.

Exemplo:

[ –14 09 27 ] + [ –31 –01 05 ] = [ –14+–31 90 +– 10 27 ++ 05 ] = [ –45 –91 77 ]


Propriedades da Adição de Matrizes

A adição de matrizes do tipo m x n admite as seguintes propriedades:

z P1) Associativa: (A + B) + C = A + (B + C);


z P2) Comutativa: A + B = B + A;
z P3) Elemento neutro: A + 0 = A, em que 0 é a matriz nula;
z P4) Elemento simétrico: A + (–A) = 0, em que A é a matriz oposta de A.

PRODUTO DE NÚMERO POR MATRIZ

Dado um número k e uma matriz A = (aij)(m x n), chama–se produto kA a matriz B = (bij)(m
x n)
tal que bij = kaij, para todo i e todo j. Isso significa que multiplicar uma matriz A por um
número k é construir uma matriz B formada por todos os elementos de A multiplicados por k.

[ ][
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1)
2∙ 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5
3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2 ][
8 –2
= 0 10
6 2 ∙ √2 ]
Propriedades do Produto de um Número por uma Matriz

O produto de um número por uma matriz admite as seguintes propriedades:

z P1) a · (b · A) = (a · b) · A;
z P2) a · (A + B) = a · A + a · B;
z P3) (a + b) · A = a · A + b · A;
z P4) 1 · A = A.

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PRODUTO DE MATRIZES

Dadas duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bjk)n x p, denominamos o produto AB a matriz C = (cik)


mxp
tal que cik = ai1 · b1k + ai2 · b2k + ai3 · b3k + . . . + ain · bnk = Ʃn aij · bjk para todo i ∈ {1,2, ... ,m} e k
J=1

∈ {1,2, ... ,p}.


Observações: a definição dada garante a existência do produto somente se o número de
colunas de A for igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo m x n e B é do tipo n x p.
A definição dada afirma que o produto AB é uma matriz que tem o número de linhas de A
e o número de colunas de B, pois AB é do tipo m x p.
Exemplos:

[ ] [ ]
1 –2
2 4 2
∙ 0 5
–1 –3 5 4 0
2x3 2x3
=

[ 2∙1+4∙0+2∙4
(– 1) ∙ 1 + (– 3) ∙ 0 + 5 ∙ 4
2 (– 2) + 4 ∙ 5 + 2 ∙ 0
(– 1) ∙ (– 2) + (– 3) ∙ 5 + 5 ∙ 0 ]=
[ 1019 16
– 13 ] 2x2

[ ]
1
–2 · [ 3 –5 4 0 ]
1x4
12 =
3x1

[ 1·3
(– 2) · 3
12 · 3
1 · (– 5)
(– 2) · (– 5)
12 · (– 5)
1·4
(– 2) · 4
12 · 4
1·0
(– 2) · 0
12 · 0 ] =

[ ]
3 –5 4 0
–6 10 –8 0
36 – 60 48 0
3x4

[ 05 –33 –12 ] 3x2


·
[ ] 1
–1
10 3x1
=

[05··11++3(–· ·3)(–· 1)(– 1)+ (–+ 2)1 ··1010] = [ –1823 ] 1x2

Propriedades do Produto de Matrizes

O produto de matrizes admite as seguintes propriedades:

z P1) Associativa: (A · B) · C = A · (B · C);


z P2) Distributiva à direita em relação à adição: (A + B) · C = A · C + B · C;
z P3) Distributiva à esquerda: C · (A + B) = C · A + C · B;
z P4) (k · A) · B = A · (k · B) = k · (A · B).

Observações: é muito importante notar que, em geral, a multiplicação de matrizes não é


comutativa, ou seja, para duas matrizes quaisquer A e B, temos AB ≠ BA.
Quando A e B são tais que AB = BA, dizemos que A e B comutam. Notemos que uma con-
MATEMÁTICA

dição necessária para A e B comutarem é que sejam matrizes quadradas e de mesma ordem.
É importante observar também que a implicação AB = 0 → A = 0 ou B = 0 não é válida para
matrizes, ou seja, é possível encontrar duas matrizes não nulas cujo produto é a matriz nula.
Exemplo:

[ 01 00 ] · [ 00 01 ] = [ 00 00 ] 79
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MATRIZ TRANSPOSTA

Dada a matriz A – (aij)m x n, chamamos transposta de A a matriz At = (aji´)(n x m) tal que aji’ = aij
para todo i e todo j. Isso significa que as colunas de At são ordenadamente iguais às linhas de
A. Exemplos:

RS V
SS 4 5 WWW
Se A = > 2H
4 2 –1
,
sua transposta é: A = SS2 7 WW t
5 7 5 2x3 SS W
S –1 52 WW3x2
T RS –1X VW
SS WW
S 0 W
Se B = [– 1 0 5 19 – 6]1 x 4, sua transposta é: Bt = SSS5 WWW
SS 19WW
S –6 W4x1
Propriedades de uma Matriz Transposta T X

A matriz transposta admite as seguintes propriedades:

z P1) (At)t = A;
z P2) (A + B)t = At + Bt;
z P3) (k · A)t = k · At;
z P4) (A · B)t = Bt · At.

MATRIZ SIMÉTRICA

Denominamos matriz simétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que At = A.


Exemplo:

Se C = C = < F , sua transposta é C =< F.


2 –1 2 –1
t
Portanto, a matriz C é simétrica, pois Ct = C.
–1 3 –1 3

MATRIZ ANTISSIMÉTRICA

Denominamos matriz antissimétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que At = –A.

Se D = < F , sua transposta é D =< F.


0 4 t 0 –4
–4 0 4 0

Portanto, a matriz D é antissimétrica, pois Dt = –D.

MATRIZ INVERSA

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos que A é uma matriz invertível se existir
uma matriz A–1 tal que A · A–1 = A–1 · A = In, em que In é a matriz identidade de ordem n.
Observações: se A não é invertível, dizemos que A é uma matriz singular.
Se A é invertível, então é única a matriz A–1.
Exemplos:

A matriz A = < F é inversível e =< F,


1 3 1 –3
A
–1
pois
80 2 7 –2 7
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A ∙ A– 1 = [ 21 73 ] ∙ [ –72 –13 ] =
[ 1 ∙ 7 + 3 ∙ (– 2)
2 ∙ 7 + 7 ∙ (– 2) 2 ∙ (– 3) + 7 ∙ 1 ]
1 ∙ (– 3) + 3 ∙ 1
= [
1
0 1 ]
0
=I 2

A– 1 ∙ A = [ –72 –13 ] ∙ [ 21 73 ] =
[ 7 ∙ 1 + (–3) ∙ 2
–2∙1+1∙2 –2∙3+1∙7 ]
7 ∙ 3 + (– 3) ∙ 7
= [
1
0 1 ]
0
=I 2

Qual é a inversa da matriz A = < F?


2 1
0 3

Fazendo A –1 = < F , temos:


a b
c d

A– 1 ∙ A = [ ac b
d ] ∙ [ 02 1
3 ] = [ 01 01 ]
[ a∙2+b∙0
c∙2+d∙0
a∙1+b∙3
c∙1+d∙3 ] = [ 01 01 ]
{ 2a = 1 1 1
⇒a= eb=–
a + 3b = 0 2 6

1
{ 2c = 0
c + 3d = 1
⇒c=0ed=
3

RS V
SS 1 1W
W
6W

Portanto, A = SS W
2
1 W
–1
SS 0 WW
S 3 W
T X
Propriedades de uma Matriz inversa

A matriz inversa admite as seguintes propriedades:

z P1) (A–1)–1 = A;
z P2) (A · B)–1 = B–1 · A–1;
z P3) (At)–1 = (A–1)t.

DETERMINANTES

Determinantes podem ser definidos do seguinte modo: considere o conjunto das matrizes
quadradas de elementos reais. Seja M uma matriz de ordem n desse conjunto. Denominamos
determinante da matriz M (e indicamos por det M) o número que associamos à matriz M,
operando seus elementos conforme a ordem desta matriz.
MATEMÁTICA

DETERMINANTE DE MATRIZ QUADRADA DE ORDEM 1

Se M é de ordem 1, então o det M é o único elemento de M. Exemplo:


Se M = [4], então o det M = 4

81
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DETERMINANTE DE MATRIZ QUADRADA DE ORDEM 2

Se M é de ordem 2, então o det M é o produto dos elementos da diagonal principal de M,


menos o produto dos elementos da diagonal secundária de M. Exemplo:

Se M = < F , então:
2 –1
6 5

det M = 2 · 5 – [6 · (– 1) · = 10 – (–6) = 10 + 6 = 16

DETERMINANTE DE MATRIZ QUADRADA DE ORDEM 3

Se M é de ordem 3, então o det M é dado por:

det M = a11 · a22· a33 + a12· a23· a31 + a13· a21· a32 – a13· a22· a31 – a11 ∙ a23· a32 – a12· a21· a33

Podemos memorizar esta definição da seguinte maneira:

z repetimos, ao lado da matriz, as duas primeiras colunas;


z os termos precedidos pelo sinal + são obtidos multiplicando–se os elementos segundo as
flechas situadas na direção da diagonal principal;
z os termos precedidos pelo sinal – são obtidos multiplicando–se os elementos segundo as
flechas situadas na direção da diagonal secundária.

Este dispositivo apresentado acima é conhecido como regra de Sarrus, e é utilizado para
o cálculo de determinantes de ordem 3.
Vejamos agora um exemplo numérico:

SRS1 2 1W
W
V
S W
M =S
S5 3 –2WW
Seja SS W , calcule o seu determinante.
2 4 –1W
T X

Utilizando a regra de Sarrus, temos que:

1 2 1 1 2
det M = 5 3 –2 5 3 = 1 · 3 · (1) + 2 · (–2) · 2 +
2 4 –1 2 4 1 · 5 · 4 – (1 · 3 · 2 + 1 · (–2) · 4 + 2 · 5 · (–1)

1 2 1 1 2
det M = 5 3 –2 5 3 = – 3 – 8 + 20 – (6 – 8 – 10) = 9 – (– 12) = 9 + 12 = 21, portanto, o det
2 4 –1 2 4
de M = 21.

MENOR COMPLEMENTAR

Considere uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja aij um elemento de M. Definimos menor com-
plementar do elemento aij, e indicamos por Dij, como sendo o determinante da matriz que se
obtém suprimindo a linha i e a coluna j de M.
Exemplo:

82
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RS V
SS1 -2 3 WWW
Seja M = SS1 -1 5W WW , então:
SS
S2 4 - 2W W
T X
D11 = –1 5 = –18, note que suprimimos a primeira linha e a primeira coluna da matriz
4 –2
M,

M= [ 1
1
2
–2 3
–1 5
]
, calculando, assim, o determinante dos elementos restantes.
4 –2
O raciocínio é análogo para os demais termos, portanto teremos:

D12 = 1 5 = –12, D = 1 –1 = 6, D21 = –2 3 = –8, D22 = 1 3 = –8


2 –2 13
2 4 4 –2 2 –2

D23 = 1 –2 = 8, D = –2 3 = –7, D32 = 1 3 = 2, D33 = 1 –2 = 1.


2 4 31
–1 5 1 5 1 –1

COMPLEMENTO ALGÉBRICO (COFATOR)

Consideremos uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja aij um elemento de M. Definimos com-


plemento algébrico do elemento aij, sendo este, por sua vez, indicado por Aij, como sendo o
número (–1)i + j · Dij . Exemplo:

RS VW
SS1 -2 3W
S1 WW
Seja M = S SS
-1 5W W, então:
S2 4 - 2W W
T X
A11 = (–1)1+1 · D11 = (–1)2 · –1 5 = 1 · (–18) = –18
4 –2

A12 = (–1)1+2 · D12 = (–1)3 · 1 5 = (–1) · (–12) = 12


2 –2

A13 = (–1)1+3 · D13 = (–1)4 · 1 –1 = 1 · (6) = 6


2 4

A21 = (–1)2+1 · D21 = (–1)3 · –2 3 = (–1) · (–8) = 8


4 –2

A22 = (–1)2+2 · D22 = (–1)4 · 1 3 = 1 · (–8) = –8


2 –2

A23 = (–1)2+3 · D23 = (–1)5 · 1 –2 = (–1) · (8) = –8


2 4

A31 = (–1)3+1 · D31 = (–1)4 · –2 3 = 1 · (–7) = –7


–1 5

A32 = (–1)3+2 · D32 = (–1)5 · 1 3 = (–1) · (2) = –2


1 5

A33 = (–1)3+3 · D33 = (–1)6 · 1 –2 = 1 · (1) = 1


1 –1
MATEMÁTICA

TEOREMA FUNDAMENTAL DE LAPLACE

O determinante de uma matriz M de ordem n ≥ 2 é a soma dos produtos dos elementos


RS W V
SS1 3 4W
WW
de uma fila qualquer (linha ou coluna) pelos respectivos cofatores. Seja M = SS5 2 –3W , então:
SS W
1 4 2W
T X 83
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1 3 4
det M = 5 2 –3 = a11 · A11 + a12 · A12 + a13 · A13 = 1 ·
1 4 2 (–1)1+1 · D11 + 3 · (–1)1+2 · D12 + 4 · (–1)1+3 · D13 =

= 1 · (–1)2 · 2 –3 + 3 · (–1)3 ·
4 2
5 –3 5 2
+ 4 · (–1)4 · = 1 · 1 · (4 + 12) + 3 · (–1)
1 2 1 4 · (10 + 3) + 4 · 1 · (20 – 2) = 16 – 39 + 72 = 49

Observações: podemos utilizar Sarrus ou Laplace no cálculo do determinante de uma


matriz qualquer, os resultados obtidos serão os mesmos. Na utilização de Laplace qualquer
fila (linha ou coluna) escolhida produzirá o mesmo valor de determinante. De preferência,
escolha sempre a fila com a maior quantidade de elementos iguais a zero. Este procedimento
facilita os cálculos do determinante.

PROPRIEDADES DOS DETERMINANTES

A definição de determinante e o teorema de Laplace permitem–nos fazer o cálculo de


qualquer determinante, no entanto, é possível simplificar o cálculo com a aplicação de certas
propriedades. Vejamos estas propriedades:

P1) Matriz Transposta

Se M é a matriz de ordem n e Mt sua transposta, então det Mt = det M.


Exemplo:
RS V
SS–1 2 0 WWW
Seja a matriz M = SS 3 4 –6WW , o det M = –10
SS W
2 1 –2W
T X
RS VW
SS–1 3 2 WW
logo a M = SS 2 4 1 WW , e o det Mt = –10
t
SS W
0 –6 –2W
T X
P2) Fila Nula

Se os elementos de uma fila (linha ou coluna) qualquer de uma matriz M de ordem n


forem todos nulos, então det M = 0.
RS V
SS 3 –1 4W
W W
Seja M = SS 0 0 0W
WW , o det de M = 0
SS
–3 5 2W
T X
P3) Multiplicação de Uma Fila por Uma Constante

Se multiplicarmos uma fila qualquer de uma matriz M de ordem n por um número k, o


determinante da nova matriz M’ obtida será o produto de k pelo determinante de M, isto é,
det M’ = k · det M.
Exemplo:
RS V
SS2 –1 3WWW
Seja M = SS4 5 0WW , o det M = –28
SS W
84 2 –1 1W
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Se multiplicarmos a primeira linha da matriz por 2, teremos:

RS V
SS4 –1 6W
W W
M’ = SS4 5 0W
WW , o det de M’ = –56, ou seja, det M’ = 2 · det M, o det de M’ = –56, ou seja, caso
SS
2 –1 1W
T X
fosse multiplicada a primeira coluna da matriz M por 2, o determinante da nova matriz M’
RS WV
SS4 –1 3W
W
também seria o dobro do det M. M’ = SS8 5 0W
WW , o det M’ = –56
SS
S4 –1 1WW
T X
P4) Multiplicação da Matriz por Uma Constante

Se A é uma matriz de ordem n, então det (ɑ · A) = ɑn · det A. Exemplo:

Se A = d n , o det A = 14
4 –1
2 3

Se quiséssemos descobrir o determinante de 3 · A, faríamos:

det 3 · A = (3)2 · det A = 9 · 14 = 126

P5) Troca de Filas Paralelas

Seja M uma matriz de ordem n ≥ 2. Se trocarmos de posição duas filas paralelas, obteremos
uma nova matriz M’ tal que det M’ = –det M. Exemplo:

RS W V
SS 1 –1 2W
W
Seja M = SS 0 3 4W
WW , o det M = 13
SS
–3 5 1W
T X
Se trocarmos de posição a primeira coluna com a segunda coluna, teremos:

RS V
SS–1 1 2W
W
SS 3 W
M’ = 0 4W
WW , o det M’ = –13
SS
5 –3 1W
T X
Portanto a conclusão que chegamos é que: det M’ = det M.
O raciocínio é análogo caso fosse feita a troca de linhas paralelas.

P6) Filas Paralelas Iguais

Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respec-
MATEMÁTICA

tivamente iguais, então det M = 0. Exemplo:

RS V
SS–1 0 2W
W W
Seja M = SS 4 5 7W
WW , o det de M = 0, pois a 1ª e 3ª linha são iguais.
SS
–1 0 2W
T X

85
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P7) Filas Paralelas Proporcionais

Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respecti-
vamente proporcionais, então det M = 0. Exemplo:

RS V
SS 1 2 6W
WW
Seja M = SS 3 –1 –3WWW , o det M = 0, pois a 3ª linha é a 2ª linha multiplicada por 3.
SS
–2 4 12 W
T X
P8) Combinação Linear de Filas Paralelas

Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma linha (ou coluna) que é a combinação
linear de outras linhas (ou colunas), então det M = 0. Exemplos:

JK 1 –2 –1 N
O
K OO
Seja M = KKK 3 4 7 OO , o det M = 0, pois a 3ª coluna é a soma da 1ª coluna com a 2ª coluna.
K –5 2 –3
O
L P
JK2 –3 5NOO
K
Seja N = KKK1 4 O
0 O , o det N = 0, pois a 3ª linha é o dobro da 2ª linha menos a 1ª linha.
OO
K3 –10 10
L P
P9) Teorema de Binet

Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, então det (AB) = det A · det B. Exemplo:

Seja A = d n , o det A = 5 e B = d n , o det B = 3.


3 2 –2 –7
–1 1 1 2

Logo, pelo Teorema de Binet, o det (A · B) = det A · det B = 5 · 3 = 15.


Observação: decorre a seguinte relação do Teorema de Binet:

–1 1
A =
detA

Exemplo:

RS V
SS0 3 –1W
W
W
A = SS2 3W
1 1
SS
–4 WW , o det A = 19, logo o det A–1 = det A
=
19
1 2 –3W
T X
P10) Matriz Triangular

O determinante de uma matriz triangular (aquela cujos elementos acima ou abaixo da


diagonal principal são todos iguais a zero) é dado pelo produto dos elementos da diagonal
principal. Exemplos:

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RS VW
SS–3 0 0 WW
SS1 2 0 W WW
Seja A = –5 –1W ,
como temos uma matriz triangular superior, ou seja, todos os elementos
SS4
T X
acima da diagonal principal são nulos, logo o determinante de A será dado pelo produto dos
elementos da diagonal principal da matriz A.

Portanto: det A = (–3) · 2 · (–1) = 6

RS V
SS1 –2 7W
W
SS0 W
4 2WWW
Seja B = SS
como temos uma matriz triangular inferior, ou seja, todos os elementos
0 0 –3W
T X
acima da diagonal principal são nulos, logo o determinante de B será dado pelo produto dos
elementos da diagonal principal da matriz B.

Portanto: det B = 1 · 4 · ( 3) = 12

SISTEMAS LINEARES

Equação Linear

Denominamos equação linear toda equação do tipo:

a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c

Em que:

z a1, a2, a3, . . . , an: são coeficientes reais, não todos nulos;
z x1, x2, x3, . . . , xn : são as incógnitas;
z c : é o termo independente.

Quando o termo independente é nulo, dizemos que a equação linear é homogênea.


Exemplos:

z 4x + 3y – z = –1;
z 2x – y = 3;
z –2x – y + 5z = 0 (Equação linear homogênea)

Não são lineares as equações a seguir:


MATEMÁTICA

z x2 + y – z3 = 3;
z xy – 5z = –7;
z x – 2y + √z = 3.

87
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Sistema Linear

Denominamos sistema linear o conjunto de duas ou mais equações lineares com n incóg-
nitas. Exemplos:

{ 4x – y = 2
x + 7y = 1

Neste caso, temos um sistema linear de duas incógnitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os
termos independentes deste sistema.

{
–3x + 2y – z = – 1
x + y – 5z = 3
2x – 5y + 2z = 4

Neste caso, temos um sistema linear de três incógnitas, sendo elas x, y e z. O –1 e o 4 são os
termos independentes deste sistema.
Um sistema linear de m equações com n incógnitas, indicado por m x n (lemos “m por n”),
pode ser representado por um conjunto de equações do tipo:

{
a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1
a21x1 + a22x2 + a23x3 + . . . + a2nxn = c2
S a31x1 + a32x2 + a33x3 + . . . + a3nxn = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
am1x1 + am2x2 + am3x3 + . . . + amnxn = cm

Note que pela definição do produto de matrizes o sistema linear genérico acima pode ser
escrito na forma matricial da seguinte maneira:

[ ][ ] [ ]
a11 a12 a13 ... a1n x1 c1
a21 a22 a23 ... a2n x2 c2
a31 a32 a33 ... a3n x3 = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ ∙ ∙
am1 am2 am3 ... amn xn cn

Exemplos:
Escrevendo na forma matricial os dois exemplos anteriores, temos:

{ 4x – y = 2
x + 7y = 1

[ ] [ ] [ ]
4–1
1 7
·
x
y
=
2
1

{ [ ][][ ]
–3x + 2y – z = –1 –3 2 –1 x ––1
x + y – 5z = 3 ⇒ 1 1 –5 ∙ y = 3
2x – 5y + 2z = 4 2 –5 2 z 4

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SOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR

Seja uma sequência ou n–upla ordenada de números reais (a1, a2, a3, ..., an), esta será solu-
ção de um sistema linear S, se for a solução de todas as equações lineares de S, ou seja:

a11a1 + a12a2 + a13a3 + . . . + a1nan = c1 (sentença verdadeira)


a21a1 + a22a2 + a23a3 + . . . + a2nan = c2 (sentença verdadeira)
a31a1 + a32a2 + a33a3 + . . . + a3nan = c3 (sentença verdadeira)
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
am1a1 + am2a2 + am3a3 + . . . + amnan = cm (sentença verdadeira)

Exemplo:

{
x + 2y – 2z = –5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8

O sistema acima admite como solução a tripla ordenada (1, 2,1), pois, substituindo estas
coordenadas em cada uma das equações lineares, temos:

{ { {
(1) +2 (–2) – 2 (1) = –5 1 – 4 – 2 = –5 –5 = –5
2(1) – 3 (–2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9 ⇒ 9 = 9 Todas as sentenças são verdadeiras.
3(1) – (–2) + 3(1) = 8 3+2+3=8 8=8

SISTEMA LINEAR HOMOGÊNEO

Chamamos de sistema linear homogêneo aquele possui todos os termos independentes


nulos, ou seja, iguais a zero. Exemplo:

{
x + y + 2z = 0
3x + 4y – z = 0
2x + 3y – 3z = 0

Todo sistema linear homogêneo admite a solução nula (0, 0, ..., 0), chamada de solução tri-
vial. Além da solução trivial, um sistema linear homogêneo pode ter outras soluções.

MÉTODOS PRÁTICOS PARA A RESOLUÇÃO DE UM SISTEMA

Regra de Cramer
MATEMÁTICA

Inicialmente, consideremos o seguinte sistema linear:

{ aa xx ++ bb yy == cc
1
2
1
2
1
2

89
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= G é a matriz incompleta do sistema c1 e c2, que, por sua vez, são os termos indepen-
a1 b1
a2 b2
dentes do sistema.

D= = G é o determinante da matriz incompleta do sistema.


a1 b1
a2 b2

Dx = = G é o determinante da matriz obtida por meio da troca dos coeficientes de x,


c1 c1
c2 c2
pelos termos independentes, na matriz incompleta.

Dy = = G é o determinante da matriz obtida por meio da troca dos coeficientes de y, pelos


a1 c1
a2 c2
termos independentes, na matriz incompleta.

O exemplo acima é análogo para qualquer sistema linear n x n, portanto a regra de Cramer
pode ser aplicada para resolver qualquer sistema linear n x n, em que D ≠ 0. A solução será
dada pelas seguintes razões:

( X1 =
D1
D
,X2 =
D2
D
,X3 =
D3
D
, . . . , xn =
Dn
D )
Exemplos:
Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra de Cramer:

a) { 3x2x–+4yy == –54 D = 3 –4 = 11, Dx = – 5 –4 = 11, D =


2 1 4 1
3
2
–5 = 22
4

Portanto:

Dx 11 Dy 22
x= = = 1, y = = =2
D 11 D 11

Logo, a solução do sistema é o par ordenado (1, 2).

b)
{ x – 2y + z = 0
2x + y – 3z = –5
4x – y – z = –1

1 –2 1 0 –2 1 1 0 1 1 –2 0
D = 2 1 –3 = 10, Dx = –5 1 –3 = 10 Dy = 2 –5 –3 = 20, Dz = 2 1 –5 = 30
4 –1 –1 –1 –1 –1 4 –1 –1 4 –1 –1

Dx 10 Dy 20 Dz 30
Portanto: x = = = 1, y = = =2 , z= = =3
D 10 D 10 D 10

Logo, a solução do sistema é a tripla ordenada (1, 2, 3).

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CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS LINEARES

Os sistemas lineares podem ser classificados conforme o esquema:

Determinado
Possível
Sistema Indeterminado

Impossível

Sistema Possível e Determinado

Um sistema será possível e determinado (SPD) quando o determinante D da matriz incom-


pleta for diferente de zero, ou seja, D ≠ 0.

Sistema Possível e Indeterminado

Um sistema será possível e indeterminado (SPI) quando o determinante D da matriz


incompleta for igual a zero (D = 0) e os determinantes das incógnitas também: (D1 = D2 = D3 =
… = Dn = 0).

Sistema Impossível

Um sistema será impossível (SI) quando o determinante D da matriz incompleta for igual
a zero (D = 0) e pelo menos um dos determinantes das incógnitas for diferente de zero.
Vamos classificar cada um dos sistemas lineares a seguir:

{2x + 3y = 5
a) 4x – y = 1

D = 4 –1 = 14 , como D ≠ 0, o sistema é SPD.


2 3

b)
{ x + 2y – z = 1
2x – 3y + 4z = 2
3x – y + 3z = 3

D 1 2 –1
2 –3 4 = 0, como D = 0, o sistema não é SPD; vamos verificar se é SPI ou SI.
=
3 –1 3

1 2 –1 1 1 –1 1 2 1
MATEMÁTICA

Dx = 2 –3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 –3 2 = 0
3 –1 3 3 3 3 3 –1 3

Como D = 0, Dx = 0, Dy = 0 e Dz = 0, o sistema é SPI.

c)
{ –2x + y – 3z = 0
x – y – 5z = 2
3x – 2y + 2z = –3
91
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D –2 1 –3
1 –1 –5 = 0, como D = 0, o sistema não é SPD; vamos verificar se é SPI ou SI.
=
3 –2 –2

0 1 –3
Dx = 2 –1 –5 = 40 como Dx ≠ 0, o sistema é SI.
–3 –2 –2

Não é necessário analisar o determinante das incógnitas y e z, uma vez que um deles já
apresenta resultado diferente de zero.

ESCALONAMENTO DE SISTEMAS LINEARES

Nem sempre a Regra de Cramer é um instrumento prático para a resolução de sistemas


lineares. Para a resolução de sistemas de três ou mais equações podemos fazer a solução
de uma forma escalonada, ou seja, faremos o escalonamento do sistema. Um sistema esta-
rá escalonado quando, de equação para equação, no sentido de cima para baixo, houver
aumento dos coeficientes nulos situados antes dos coeficientes não nulos. Exemplos:

S1
{ x+y+z=3
0x + y + z = 2 , S2
0x + 0y + z = 1 { x+y+z–t=6
0x – y – 4z + 3t = –13
0x + 0y + 12z – 6t = 20

Vejamos um exemplo prático de como resolver um sistema linear por escalonamento:

{ 2x – 3y + z = 9
x + 2y – 2z = –5
3x – y + 3z = 8

Primeiramente, vamos trocar de posição a linha 2 com a linha 1, para que a incógnita x
que possui o coeficiente 1 fique na primeira linha.

{ x + 2y – 2z = –5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8

Substituiremos a segunda linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:

z multiplicaremos a 1ª equação por (–2) e adicionaremos o resultado à 2ª equação.

Substituiremos a terceira linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:

z multiplicaremos a 1ª equação por (3) e adicionaremos o resultado à 3ª equação.

{ x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
–7y + 9z = 23

92
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Substituiremos a terceira linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:

z multiplicaremos a 2ª equação por (1) e adicionaremos o resultado à 3ª equação.

{ x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
4z = 4

Com o sistema escalonado, podemos determinar os valores das incógnitas da seguinte


forma:
Obtendo z na 3ª equação:

4z = 4

4
z=
4

z=1

Obtendo y na 2ª equação:
Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª equação e encontrar o y:

–7y + 5z = 19
–7y + 5(1) = 19
–7y + 5 = 19
–7y = 19 – 5
–7y = 14

14
y=
–7

y = –2

Obtendo x na 1ª equação:
Como y = 2 e z = 1, vamos substituir os seus valores na 1ª equação e encontrar o x:

x + 2y – 2z = –5
x + 2 (–2) – 2(1) = –5
x – 4 – 2 = –5
x – 6 = –5
x = –5 + 6
x=1
MATEMÁTICA

Logo, a solução do sistema é a tripla ordenada (1, 2, 1).

93
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Exercite seus conhecimentos com os exercícios comentados a seguir:

1. (ESAF — 2009) O determinante da matriz:

B=
[ 2
a
4+a
1
b
2+b
0
c
c ] é:

a) 0
b) 2b c
c) a+b+c
d) 6+a+b+c
e) 2bc + c – a

A matriz B é uma matriz quadrada de ordem 3; para calcular os seus determinantes, vamos
utilizar a Regra de Sarrus:

2 1 0 2 1
a b c a b
4+a 2+b c 4+a 2+b

Vamos fazer o produto das diagonais principais, menos o produto das diagonais secundárias.

2 · b · c + 1 · c · (4 + a) + 0 · a · (2 + b) – [0 · b · (4 + a) + 2 · c · (2 + b) + 1 · a · c] = 2bc +4c + ac –
[4c + 2bc + ac] = 2bc + 4c + ac – 4c – 2bc – ac = 0 Resposta: Letra A.

2. (ESAF — 2012) Dada as matrizes:

A= (21 33) e B = (21 43)


Calcule o determinante do produto AB:

a) 8
b) 12
c) 9
d) 15
e) 6

Pelo Teorema de Binet, temos que: o det (A ∙ B) = det A ∙ det B


Calculando separadamente cada um dos determinantes, teremos:
2 3
Det A = = 2 ∙ 3 – (3 ∙ 1) = 6 – 3 = 3
1 3
2 4
Det B = =2∙3–4∙1=6–4=2
1 3

Portanto o det (A ∙ B) = detA ∙ detB = 3 ∙ 2 = 6 Resposta: Letra E.

3. (CESGRANRIO — 2011) Considere a equação matricial AX = B,

Se A = d n eB= d n , então a matriz X é:


1 2 3 –2
–1 –1 1 4
94
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a) d n
2 –4
2 5

b) d n
–5 –6
4 2

c) d n
3 –1
–1 –4

d) d n
–5 –8
3 2

e) d n
4 0
0 3

Para encontrar a matriz X, vamos escrevê–la como uma matriz genérica, e substituir na
equação indicada no enunciado:

X= ( ac db )
Substituindo as três matrizes conhecidas na equação inicial, temos:
A∙X=B

( –11 2
–1 ) ∙ (ac db ) = ( 31 2

4 )
Fazendo o produto entre as matrizes no primeiro membro, temos:

( (–1)1 ∙∙ aa ++ (–1)
2∙c
∙ c (–1) ∙ b + (–1) ∙ d )
1∙b+2∙d
= (
1 4 )
3 2

(a–a+–2cc –b b+ –2dd ) = (31 42 ) –

Pela igualdade de matrizes geraremos o seguinte sistema linear:

{
a + 2c = 3
b + 2d = – 2
–a – c = 1
–b – d = 4

Trocando de posição a linha 2 com a linha 3, temos:

{
a + 2c = 3
–a – c = 1
b + 2d = –2
–b – d = 4

Vamos encontrar primeiramente os valores de a e c, fazendo a soma da linha 1 com a linha 2, temos:
MATEMÁTICA

c=4

Substituindo c por 4 na primeira linha, temos:

a + 2c = 3

a + 2 · (4) = 3

a+8=3

a=3–8 95
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a = –5

Para encontrar os valores de b e d, faremos a soma da linha 3 com a linha 4, obtendo:

d=2

Substituindo d por 2 na linha 4, temos:

–b – d = 4
–b – (2) = 4
–b – 2 = 4
–b = 4 + 2
–b = 6
b = –6

Portanto a matriz X será igual a: ( 45


– 6

2 . ) Resposta: Letra B.
{ 2x + my = k
4. (UNIRIO — 2009) Se o sistema: 3x + y = 18 possui infinitas soluções, o produto k · m, vale:

a) 8
b) 12
c) 15
d) 18
e) 20

Se o sistema possui infinitas soluções, ele é um sistema possível indeterminado (SPI). Pela
regra de Cramer, um sistema linear 2x2 será SPI, se e somente se, D = 0, Dx = 0 e Dy = 0.

Para encontrar o valor de m, vamos calcular o determinante da matriz incompleta, igualan-


do este a zero, teremos, portanto:

3 1
=0
2 m

3∙m–2∙1=0
3m – 2 = 0
3m = 2
2
m=
3

Para encontrar o valor de k, basta calcular o determinante em relação a uma das duas incóg-
nitas, já que descobrimos o valor de m; porém, para facilitar os cálculos, vamos calcular o
determinante em relação a y. Igualando este a zero, teremos o seguinte:

3 18 =
2 k 0

3 ∙ k – 2 ∙ 18 = 0
96
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3k – 36 = 0
3k = 36
36
k=
3

k = 12

Não se esqueça de que o exercício não pede os valores de m e k, mas, sim, o produto entre
eles. Fazendo o produto entre m e k, teremos:

2 24
m∙k= ∙ 12 = =8
3 3

Resposta: Letra A.

5. (CESGRANRIO — 2011) Considere o sistema a seguir:

{
x + 5y + z = 0
4x + y – 2z = 1
7x + 3y – 4z = –1

Nesse sistema o valor de x é:

a 3
b) 2
c) 1
d) 0
e) –1

O exercício pede somente o valor da incógnita x, portanto, podemos utilizar a Regra de Cra-
Dx
mer para encontrar o seu valor. Pela Regra de Cramer, sabemos que:x = D . Calculando os
respectivos determinantes pela regra de Sarrus, teremos:

1 5 1
D = 4 1 –2
7 3 –4
1 5 1 1 5
D = 4 1 –2 4 1 = 1 ∙ 1 ∙ (–4) + 5 ∙ (–2) ∙ 7 + 1 ∙ 4 ∙
7 3 –4 7 3
3 – [1 ∙ 1 ∙ 7 + 1 ∙ (–2) ∙ 3 + 5 ∙ 4 ∙ (–4)]
D = –4 – 7 + 12 – (7 – 6 – 80) = –62 – (–79) = –62 + 79 = 17
MATEMÁTICA

Logo D = 17

Fazendo Dx , temos:

0 5 1
Dx = 1 1 –2
–1 3 –4 97
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Dx 0 5 1 0 5
1 1 –2 1 1 = 0 ∙ 1 ∙ (– 4) + 5 ∙ (–2) ∙ (–1)
= –1 3 –4 –1 3

+ 1 ∙ 1 ∙ 3 – [1 ∙ 1 ∙ (–1) + 0 ∙ (–2) ∙ 3 + 5 ∙ 1 ∙ (–4)]


Dx = 10 + 3 – (–1 – 20) = 13 – (–21) = 13 + 21 = 34
Logo Dx = 34
Fazendo:
Dx 34
x= = = 2, portanto x = 2. Resposta: Letra B
D 17

SEQUÊNCIAS

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

Esse tema é cobrado de uma maneira que pode parecer como também pode ser compli-
cado. Descobrir a lei de formação ou padrão da sequência é o seu principal objetivo, pois
nas questões sobre sequências/raciocínio sequencial, você será apresentado a um conjunto
de dados dispostos de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógica de formação. O
desafio é exatamente descobrir essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos daquela
mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:

2, 4, 6, 8,...

A primeira pergunta que podemos fazer para achar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo?
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as operações de soma ou multiplicação
entre os termos. Veja no exemplo colocado acima: 2, 4, 6, 8,.. Do primeiro termo para o segun-
do, somamos o número dois e depois repetimos isso.

2+2=4
4+2=6
6+2=8

Logo, o nosso próximo termo será o número 10, pois 8 + 2 = 10.

Caso os números estejam diminuindo, você pode buscar uma lógica envolvendo subtra-
ções ou divisões entre os termos.
Agora, observe essa outra sequência:

2, 3, 5, 7, 11, 13, ...

Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem a dizer que o próximo termo é o 15,
98 mesmo tendo percebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendência é relevar esse
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“probleminha” e marcar logo o valor 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encontrado
deve ser capaz de explicar toda a sequência! Nesse caso, estamos diante dos números primos!
Sim, aqueles números que só podem ser divididos por eles mesmos ou então pelo número 1.
No caso, o próximo seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos números primos são: 17,
19, 23, 29, 31, 37...

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ALTERNADAS

É bem comum aparecerem questões que envolvem uma sequência que tem mais de uma
lei de formação. Podemos ter 2 sequências que se alternam, como neste exemplo:

2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...

Se analisarmos mais minuciosamente, podemos dizer que temos uma sequência que, de
um número para outro, devemos somar 2 unidades e também podemos notar que temos a
sequência que, de um número para o outro, basta somar 5 unidades, elas estão em sequên-
cias numéricas alternadas. Veja:
1ª sequência: 2, 4, 6, 8,...
2ª sequência: 5, 10, 15, 20, ...

PROGRESSÕES ARITMÉTICAS

Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.

z Termo inicial: valor do primeiro número que compõe a sequência;


z Razão: regra que permite, a partir de um termo, obter o seguinte.

Observe o exemplo abaixo:

{1,3,5,7,9,11,13, ...}

Veja que 1 + 2 = 3, 3 + 2 = 5, 5 + 2 = 7, 7 + 2 = 9 e assim sucessivamente. Temos um exemplo


nítido de uma Progressão Aritmética (PA) com uma razão 2, ou seja, r = 2 e termo inicial igual
a 1. Em questões envolvendo progressões aritméticas, é importante você saber obter o termo
geral e a soma dos termos, conforme veremos a seguir.

Termo Geral da PA
MATEMÁTICA

Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:

an = a1 + (n – 1)r

Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o “n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é


a razão e n é a posição do termo na PA. 99
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Usando o nosso exemplo acima, vamos descobrir o termo de posição 10. Já temos as infor-
mações que precisamos: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.

z O termo que buscamos é o da décima posição, isto é, a10;


z A razão da PA é 2, portanto r = 2;
z O termo inicial é 1, logo a1 = 1;
z n, ou seja, a posição que queremos é a de número 10: n = 10.

Logo,

an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
a10 = 1 + 18
a10 = 19

Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa
fórmula, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:

an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PA

A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:

Sn = n $ (a1 + an)
2

Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na
sequência é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:

Sn = n $ (a1 + an)
2

S7 = 7 $ (1 + 13)
2

S7 = 7 $ 14
2

100
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98
S7 = 2 = 49

Dependendo do sinal da razão r, a PA pode ser:

z PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem crescente.

Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3;

z PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em ordem decrescente.

Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = –1;

z PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão iguais.

Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.

Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.

Em uma progressão aritmética de 3 termos, o segundo termo ou o termo do meio é a média


aritmética entre o primeiro e terceiro termo. Veja:

PA (a1, a2, a3)  a2 = (a1 + a3) ÷ 2


PA (2, 4, 6)  4 = (2+6) ÷ 2  4 = 4

Exercite seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (IBFC — 2015) O total de múltiplos de 4 existentes entre os números 23 e 125 é:

a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.

O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
MATEMÁTICA

mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:


a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos
(múltiplos):
101
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an = a1 + (n – 1)r
124 = 24 + (n – 1)4
124 = 24 + 4n – 4
124 – 24 + 4 = 4n
104 = 4n
n = 26. Resposta: Letra B.

2. (FCC — 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
de viagem será igual a

a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.

Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
Colocando a4 em função de a1:
a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4
4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
102 a4 = 274. Resposta: Letra D.
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3. (CEBRASPE-CESPE — 2017) Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética,
seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, modelos periódicos e
geometria dos sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, considerado apto na avaliação médica das
condições de saúde física e mental, foi convocado para o teste de aptidão física, em que uma
das provas consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é
atleta profissional, ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.
Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma
dos termos da PA:
Sn = n $ (a1 + an)
2
S11 = 11 $ (125 + 235)
2
S11 = 11 $ 360
2
S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o
percurso no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.

4. (FCC — 2017) Em um experimento, uma planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas de água, no 1° dia do experi-
mento ela recebeu
MATEMÁTICA

a) 64 gotas.
b) 49 gotas.
c) 59 gotas.
d) 44 gotas.
e) 54 gotas.

Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374, então, o a1 é dado por: 103
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a65= a1 + (n – 1) · r
374 = a1 + (65 – 1)5
374 = a1 + 64 · 5
374 = a1 + 320
a1 = 54 gotas. Resposta: Letra E.

5. (CEBRASPE-CESPE — 2014) Em determinado colégio, todos os 215 alunos estiveram presentes


no primeiro dia de aula; no segundo dia letivo, 2 alunos faltaram; no terceiro dia, 4 alunos falta-
ram; no quarto dia, 6 alunos faltaram, e assim sucessivamente.
Com base nessas informações, julgue os próximos itens, sabendo que o número de alunos pre-
sentes às aulas não pode ser negativo.
No vigésimo quinto dia de aula, faltaram 50 alunos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

P.A. (215, 213, 211, 209,..., a25)


Termo Geral da P.A.
an= a1 + (n – 1) · r
a25 = 215 + (25 – 1) · (–2)
a25 = 215 + (24 · – 2)
a25 = 215 – 48
a25 = 167 alunos
Logo, 215 – 167 = 48 alunos ausentes. Resposta: Errado.

PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS

Observe a sequência a seguir:

{2, 4, 8, 16, 32...}

Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.

Termo Geral da PG

A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):

an = a1 · qn-1

No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode ser encontrado assim:


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{2, 4, 8, 16, 32...}
a5 = 2 · 25-1
a5 = 2 · 24
a5 = 2 · 16
a5 = 32

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PG

A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:

n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1

Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.

4
2 · (2 - 1)
S4 =
2-1

2 · (16 - 1)
S4 = 1

2 · 15
S4 = 1

S4 = 30

Soma dos Infinitos Termos de uma Progressão Geométrica

Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:

a1 · (0 - 1)
S∞ =
q-1

a1
S∞ =
1-q

Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extremos. {a1, a2, a3} 
MATEMÁTICA

(a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.

Revise o conteúdo visto com alguns exercícios comentados.

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1. (FUMARC — 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:

a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.

Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5

q= 5
32

q = 2. Resposta: Letra A.

2. (IBFC — 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:

a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.

Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.

3. (IDECAN — 2014) Observe a progressão geométrica (P.G.) e assinale o valor de y.

P.G. = (y + 30; y; y – 60)

a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.

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Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
y² = y² – 60y +30y – 1.800
y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.

4. (FUNDATEC — 2019) A sequência (x-120; x; x+600) forma uma progressão geométrica. O valor de
x é:

a) 40.
b) 120.
c) 150.
d) 200.
e) 250.

Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
x2 = (x – 120) · (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000
x2 – x2 = 480x – 72.000
480x = 72.000
x = 72.000 ÷ 480
x = 150. Resposta: Letra C.

5. (IESES — 2019) Em uma progressão geométrica de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é
igual a 968.
Então, o primeiro termo dessa progressão é:

a) Maior que 18.


b) Maior que 15 e menor que 18.
c) Maior que 12 e menor que 15.
d) Maior que 9 e menor que 12.
e) Menor que 9.

Vamos usar a fórmula da soma da PG:


MATEMÁTICA

n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1

n
a1 · (3 - 1)
968 =
3-1

a1 · (243 - 1)
968 = 2
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1.936 = 242a1
a1 = 1.936 ÷ 242

a1 = 8. Resposta: Letra E.

SEQUÊNCIA FIGURAL

As regularidades em uma sequência figural se referem a padrões visuais, regras ou rela-


ções sistemáticas que governam a transição de uma figura para a próxima em uma série de
elementos visuais. Essas regularidades podem ser identificadas com base em várias proprie-
dades das figuras, como forma, tamanho, orientação, cor e posição.
Há várias maneiras de se fazer a indicação de qual elemento está em uma dada posição.
Uma dessas maneiras seria por meio da observação. Veja o exemplo de sequência de imagens
abaixo:

Por meio da observação, poderíamos inferir que o 10º elemento seria um círculo, correto?
Contudo, se lhe pedisse para indicar qual figura estaria na posição 623, seria mais difícil de
identificar somente por meio da observação, certo? Então, como podemos identificar qual
elemento está nessa posição?
Iniciaremos identificando a posição solicitada, que, no caso do nosso exemplo, é a posição
623. Depois, identificaremos quantos elementos compõem a sequência, que, neste caso, são
três: um círculo, um triângulo e uma estrela. Em seguida, faremos a divisão da posição pelo
número de elementos, ficando da seguinte maneira:

6’23 3
–6 2
023 27
–21
2

O resto da divisão indica qual o elemento da posição. Em suma, na posição 623 encontra-
remos o segundo elemento, ou seja, encontraremos o triângulo.
Quando a divisão for exata, isto indicará que a sequência foi completa, com o elemento de
determinada posição sendo o último elemento da sequência.

108
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Revise seus conhecimentos com o exercício comentado a seguir:

1. (VUNESP — 2023) Observe a sequência de figuras:

Figura 1 Figura 2 Figura 3

Figura 4 Figura 5 Figura 6

Figura 7 Figura 8 Figura 9

Figura 10 Figura 11 Figura 12

Nessa sequência de figuras, a figura 10 é igual à figura 1, a figura 11 é igual à figura 2, a figura 12
é igual à figura 3, e assim por diante. Dessa forma, na figura 325, o número de quadradinhos com
o interior na cor branca será igual a

a) 8.
b) 6.
c) 4.
d) 2.
e) 0.

Pelo enunciado, podemos perceber que há 9 elementos nessa sequência; precisamos achar
o elemento da posição 325. Dessa maneira, iremos dividir 325 por 9 para iniciarmos a
resolução:

32’5 9
–27 3
55 36
–54
MATEMÁTICA

Veja que o resto da divisão é 1, então o elemento na posição 325 terá a mesma configuração
que o elemento na posição 1. Contudo, não é isso que a questão nos pede; ela solicita o núme-
ro de quadradinhos com o interior na cor branca. Observando o padrão da figura 1, perce-
bemos que há 8 quadradinhos na cor branca, assim nossa resposta será a letra A. Resposta:
Letra A.
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HORA DE PRATICAR!
1. (CESGRANRIO — 2023) A sequência dos primeiros 2100 números inteiros positivos foi disposta
em uma Tabela, da seguinte forma:

COLUNA COLUNA COLUNA COLUNA COLUNA COLUNA COLUNA


1 2 3 4 5 6 7
Linha 1 1 2 3 4 5 6
Linha 2 7 8 9 10 11 12
Linha 3 13 14 15 16 17 18
Linha 4 19 20 21 22 23 24
Linha 5 25 26 27 28 29 30
. . . . . . . .
. . . . . . . .
. . . . . . . .

Nessa distribuição, as linhas de número ímpar recebem só seis números da sequência, a partir
da Coluna 1, ficando a Coluna 7 vazia; já as linhas de número par também recebem só seis núme-
ros da sequência, mas a partir da Coluna 2, ficando a Coluna 1 vazia, como pode ser observado
na Tabela apresentada.

Sendo assim, os números 1808 e 2023 estão escritos, respectivamente, nas seguintes colunas:

a) 6e4
b) 3e3
c) 6e3
d) 6e2
e) 3e2

2. (CESGRANRIO — 2022) Sejam a, b e c números reais tais que a ≠ 0 e a < b < c.

É necessariamente verdadeiro que

a) a . b < b . c
b) b - a < c - b
b c
c) a 1 a
d) a . b < a . c
e) a + b < a + c

3. (CESGRANRIO — 2022) M = 6,6666... é uma dízima periódica de período 6;


N = 2,3333... é uma dízima periódica de período 3.

110 Dividindo M por N, encontra-se o mesmo resultado que dividindo


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a) 20 por 7
b) 65 por 23
c) 29 por 9
d) 66 por 23
e) 37 por 13

4. (CESGRANRIO — 2022) Sejam x1, x2 e x3 números reais.

A média aritmética desses três números é maior que zero se, e apenas se,

a) x2 > 0
b) x1 + x2 + x3 > 0
c) x1 > 0 ; x2 > 0 ; x3 > 0
d) x1 . x2 . x3 > 0
e) xi < 0 para, no máximo, um valor de i entre 1, 2 e 3

5. (CESGRANRIO — 2023) Uma empresa tem 5 navios petroleiros do tipo Panamax, com capacida-
de de carregamento na faixa de 65 mil a 80 mil TPB. Será preciso programar 8 viagens usando
essa frota, de modo que cada petroleiro participe de, pelo menos, uma viagem. Considere que
todos os 5 petroleiros estejam aptos a fazer qualquer uma das 8 viagens, cujas rotas são exata-
mente iguais (mesma origem e mesmo destino). O número total de possibilidades de se distri-
buirem essas 8 viagens entre os 5 petroleiros, nas condições apresentadas, é igual a

a) 35
b) 40
c) 56
d) 120
e) 136

6. (CESGRANRIO — 2022) Por conta de uma doença, um homem precisou fazer uma dieta extrema-
mente rigorosa. Nas duas primeiras semanas de dieta, ele perdeu 12,5% de sua massa corpórea
e, na semana seguinte, ele perdeu mais 5kg, ficando com 81,25% da massa que tinha logo antes
do início da dieta.

Qual era a massa corpórea do homem, em quilogramas, duas semanas depois do início da dieta?

a) 60
b) 65
c) 70
MATEMÁTICA

d) 75
e) 80

7. (CESGRANRIO — 2023) Duas agências bancárias receberam, cada uma, 1200 panfletos infor-
mativos sobre os fundos de investimento que oferecem. Há três tipos de panfletos: um sobre os
fundos conservadores, outro sobre fundos moderados, e o restante sobre fundos agressivos. A
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agência 1 recebeu seus 1200 panfletos em partes proporcionais a 2, 3 e 5, referentes aos tipos
sobre fundos conservadores, moderados e agressivos, respectivamente. Analogamente, a agên-
cia 2 recebeu os seus panfletos em partes proporcionais a 1, 4 e 7. Quantos panfletos sobre
fundos agressivos a agência 2 recebeu a mais do que a agência 1?

a) 100
b) 140
c) 200
d) 240
e) 600

8. (CESGRANRIO — 2022) Uma bomba d’água esvazia uma piscina em 10 horas.

Se a vazão promovida pela bomba fosse 25% maior, em quanto tempo ela esvaziaria a piscina?

a) 8h
b) 7h30min
c) 6h
d) 5h
e) 2h30min

9. (CESGRANRIO — 2023) Considere que, em média, dois funcionários de um banco atendam 80


clientes em um período de 5 horas. O banco deseja montar uma equipe de funcionários para
atender 500 clientes em, no máximo, 8 horas. Diante da média de atendimentos considerada e
da intenção do banco, qual é o número mínimo de funcionários a serem utilizados na equipe?

a) 5
b) 7
c) 8
d) 10
e) 20

10. (CESGRANRIO — 2023) Um carro partiu de um ponto A até um ponto B andando com uma velo-
cidade constante de 80 km/h. Posteriormente o carro refez o mesmo percurso, mas agora com
velocidade constante igual a 100 km/h, e gastou 30 minutos a menos do que na primeira vez.
Quanto tempo o carro levou para ir do ponto A ao ponto B, na primeira vez?

a) 3h
b) 2h30min
c) 2h
d) 1h50min
e) 1h30min

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11. (CESGRANRIO — 2023) Agora, são H horas e M minutos. Considerando-se apenas as 24 horas
do dia de hoje, 3/7 do tempo que já se passou correspondem exatamente ao tempo que falta
para a meia-noite.

Dessa forma, H + M é igual a

a) 19
b) 24
c) 37
d) 64
e) 96

12. (CESGRANRIO — 2023) No primeiro dia de agosto, foram registradas 180 reclamações em um
órgão de defesa do consumidor. No segundo dia, foram registradas 184 reclamações.

Supondo-se que há reclamações todos os dias e que cada dia tenha 4 reclamações a mais do
que o dia anterior, durante todos os 31 dias do mês de agosto, o total de reclamações registradas
será igual a

a) 7.108
b) 7.440
c) 7.860
d) 8.184
e) 8.880

13. (CESGRANRIO — 2023) pares de chinelos é de R$ 8.800,00 e que o custo para a produção de 400
pares é de R$ 4.900,00. Considere que o custo de produção C(x) de x pares de chinelos é dado
pela função definida por C(x) = ax + b, em que b indica o custo fixo.

Sendo assim, o custo de produção de 2.000 pares de chinelos, em reais, é igual a

a) 24.500,00
b) 17.600,00
c) 15.300,00
d) 13.600,00
e) 12.400,00

14. (CESGRANRIO — 2023) J convenceu o diretor de um curso preparatório a abrir uma turma espe-
cialmente para o concurso em que ele pretende se inscrever, e comprometeu-se a trazer mais
MATEMÁTICA

alunos para formar essa turma.

O diretor do curso estabeleceu a seguinte condição:


— Uma sala com 70 lugares, ou seja, com capacidade para até 70 estudantes, será disponibili-
zada para a turma, desde que cada estudante, incluindo você, J, pague mensalmente R$ 660,00,
mais R$ 30,00 por cada lugar vago.
113
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Considerando-se a condição estabelecida pelo diretor, para que o curso tenha arrecadação men-
sal máxima com essa turma, ela deverá ter exatamente x estudantes.

Dividindo-se x por 5, obtém-se resto igual a

a) 0
b) 1
c) 2
d) 3
e) 4

15. (CESGRANRIO — 2023) Uma fábrica vende mensalmente 200 malas a R$ 300,00 cada. O depar-
tamento de vendas trabalha com a hipótese de que cada aumento de R$ 10,00 no preço de cada
mala implica a venda mensal de 20 malas a menos. Por exemplo, em um mês em que cada mala
foi vendida por R$ 320,00, foram vendidas 160 malas. Suponha que a hipótese esteja correta e
que, em um determinado mês, cada mala foi vendida por (300 + 10x) reais, sendo x o número
inteiro de aumentos de R$ 10,00, tal que 0 ≤ x ≤ 10.

Nesse mês, com a venda dessas malas, o valor y, em reais, arrecadado, em função de x, é dado
por

a) y = - 200x2 - 5800x + 63600


b) y = - 200x2 - 4000x + 63600
c) y = - 200x2 - 5800x + 60000
d) y = - 200x2 - 4800x + 60800
e) y = - 200x2 - 4000x + 60000

16. (CESGRANRIO — 2022) Ao representar a função y = x0,5 em um sistema de eixos ortogonais com
escalas logarítmicas (escala log-log), obtém- se um gráfico que é uma

a) parábola com concavidade positiva


b) hipérbole com concavidade negativa
c) reta com coeficiente angular positivo
d) reta com coeficiente angular negativo
e) reta com coeficiente angular nulo

17. (CESGRANRIO — 2023) Em uma cidade, as empresas tendem a se tornar clientes de três gran-
des bancos (1, 2 e 3). Na matriz A, apresentada a seguir, o elemento da linha i e da coluna j repre-
senta o número de empresas que deixaram de ser clientes do banco i e se tornaram clientes do
banco j no último triênio.

JK0 5 3N
O
K OO
A = KKK4 0 2O
OO
K1 6 0
L P

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Com base apenas na matriz A, no último triênio, o banco 2 teve um aumento de quantas empre-
sas clientes?

a) 11
b) 10
c) 8
d) 6
e) 5

18. (CESGRANRIO — 2023) Três novas agências de um banco estão sendo criadas, e alguns poucos
materiais ainda precisam ser comprados.

A Tabela a seguir mostra esses materiais e suas respectivas quantidades, pedidas por cada uma
dessas agências. Sabe-se que todos os armários são idênticos e têm o mesmo preço, o mesmo
ocorrendo com as mesas e com as cadeiras.

ARMÁRIO MESA CADEIRA CUSTO TOTAL (R$)

Agência X 4 7 10 7500

Agência Y 1 2 3 2080

Agência Z 2 2 2 ?

O custo total da compra do material para a Agência Z, em R$, é de

a) 2.200,00
b) 2.380,00
c) 2.460,00
d) 2.520,00
e) 2.740,00

19. (CESGRANRIO — 2023) AS 2023 assertivas a seguir estão escritas em um caderno.

1) Só 1 assertiva é falsa neste caderno.


2) Só 2 assertivas são falsas neste caderno.
3) Só 3 assertivas são falsas neste caderno.
.
.
.
n) Só n assertivas são falsas neste caderno.
MATEMÁTICA

.
.
.
2022) Só 2022 assertivas são falsas neste caderno.
2023) Só 2023 assertivas são falsas neste caderno.

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Considerando-se essas 2023 assertivas, o número de assertivas verdadeiras é

a) 2023
b) 2022
c) 1011
d) 1
e) 0

20. (CESGRANRIO — 2023) As irmãs N, T e S apostaram uma corrida. Elas têm uma peculiaridade:
N nunca mente; T às vezes mente; S sempre mente.

z Quem ficou em 1o lugar disse: “S ficou em 2o lugar”.


z Quem ficou em 2o lugar disse: “Eu sou T”.
z Quem ficou em 3o lugar disse: “N ficou em 2o lugar”.

Nessa corrida, tem-se como 1o lugar, 2o lugar e 3o lugar, respectivamente,

a) S, T, N
b) T, S, N
c) N, T, S
d) T, N, S
e) N, S, T

9 GABARITO

1 E

2 E

3 A

4 B

5 A

6 C

7 A

8 A

9 C

10 B

11 D

12 B

13 C

14 B

15 E

16 C

17 E

18 D
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19 D

20 E

MATEMÁTICA

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