Matemática para Escriturário do Banco do Brasil
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Matemática
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PIRATARIA
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escrito da Nova Concursos.
MATEMÁTICA..........................................................................................................................5
NÚMEROS INTEIROS, RACIONAIS E REAIS........................................................................................ 5
PROBLEMAS DE CONTAGEM............................................................................................................. 11
RAZÕES E PROPORÇÕES................................................................................................................... 21
DIVISÃO PROPORCIONAL.................................................................................................................................24
PORCENTAGENS...............................................................................................................................................38
LÓGICA PROPOSICIONAL.................................................................................................................. 42
NOÇÕES DE CONJUNTOS.................................................................................................................. 56
RELAÇÕES E FUNÇÕES...................................................................................................................... 67
FUNÇÕES POLINOMIAIS...................................................................................................................................70
MATRIZES............................................................................................................................................ 75
DETERMINANTES............................................................................................................................... 81
SISTEMAS LINEARES......................................................................................................................... 87
SEQUÊNCIAS....................................................................................................................................... 98
PROGRESSÕES ARITMÉTICAS.........................................................................................................................99
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS.....................................................................................................................104
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MATEMÁTICA
NÚMEROS NATURAIS
Importante!
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N, e podemos ter ainda o símbolo N*,
que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.
z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso, o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares;
z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam o resto 1; 5
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z Todos os números que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.
12 + 8 = 20 | 12 – 8 = 4;
13 + 7 = 20 | 13 – 7 = 6;
z A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar:
14 + 5 = 19 | 14 – 5 = 9;
8 · 6 = 48;
3 · 7 = 21;
4 · 5 = 20.
NÚMEROS INTEIROS
Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., –7, -–6, –5, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}.
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Sendo assim, pode-
mos representar por meio de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está
contido no conjunto de números inteiros, ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:
Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números, são elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.
Adição
z Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18;
z Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85.
Propriedade comutativa: a ordem dos números não altera a soma —> 115 + 35 é igual
a 35 + 115;
Propriedade associativa: quando é feita a adição de 3 ou mais números, podemos
somar 2 deles primeiramente, e depois somar o outro. Independentemente da ordem
vamos obter o mesmo resultado —> 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10;
Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado
a zero é igual a ele mesmo —> 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55;
Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro. Exemplo: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o número inteiro 10
(8 + 2 = 10).
Subtração
Subtrair dois números é o mesmo que diminuir de um deles o valor do outro. Ou seja, sub-
trair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:
Multiplicação
SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –
Atenção:
z A multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 51 · 2 = 102; (–33) · (–3)
= 99;
z A multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 · (–4) = –100;
(–15) · 5 = –75.
Divisão
SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –
Atenção:
z a divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 60 ÷ 3 = 20; (–45) ÷ (–15) = 3;
z a divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 ÷ (–5) = –5; (–120) ÷ 5
= –24
Esquematizando:
Dividendo
Divisor
30 5
0 6
Resto Quociente
Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da divisão, pois, ao dividir qual-
quer número por 1, o resultado será o próprio número —> 15 ÷ 1 = 15.
dividir números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais: 2 ÷ 10 = 0,2 (não
pertence ao conjunto dos números inteiros).
NÚMEROS RACIONAIS
São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
A
Ou seja, escritos na forma B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros. 9
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7 –15
Exemplos: 4 e 9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.
Atenção: qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também
racional.
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:
8 7 3
z Frações: 3 , 5 , 11 etc.;
z Números decimais com finitas casas: 1,75;
z Dízimas periódicas: 0,33333...
As operações de adição e subtração de números racionais seguem a mesma lógica das ope-
rações com números inteiros. Veja:
5,7 ÷ 1,3
5,7 · 100 = 570
1,3 · 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38
NÚMEROS REAIS
É o conjunto que envolve todos os outros conjuntos, ou seja, aqui encontramos os números
naturais, inteiros e racionais, envolvidos de uma única maneira. Dentro dos números reais,
podemos envolver todos os outros números dentro das operações matemáticas, sejam elas de
adição, subtração, multiplicação ou divisão.
O símbolo desse conjunto é a letra R e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros, racionais e reais. Veja:
Z
R
N
As operações adição, subtração, multiplicação e divisão ocorrem com os números reais tal
como ocorre com os números racionais.
MATEMÁTICA
PROBLEMAS DE CONTAGEM
Serve para facilitar e acelerar resolução de questões. Veja sua representação simbólica:
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Fatorial de N = n!
Exemplos:
3! = 3 · 2 · 1= 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120
Calcular 6!
4!
Resolução:
6! 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
=
4! 4·3·2·1
6! 6·5·4!
4! = 6 · 5 = 30
=
4!
Exemplo: para fazer uma viagem São Paulo-Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
Resolução: usando o lembrete acima:
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z na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta
temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião);
z multiplicar:
4 · 4 = 16 maneiras.
E se o problema dissesse que você não pode voltar no mesmo transporte que viajou na ida.
Qual seria a resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai mudar na quantidade de
possibilidades de escolhas para voltar. Veja:
Resolução: usando o lembrete:
4 · 3 = 12 maneiras.
Permutação Simples
Imagine que temos 5 livros diferentes para serem ordenados em uma estante. De quan-
tas maneiras é possível ordenar? Para questões envolvendo permutação simples, devemos
encarar de um modo geral que temos n modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupará
o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupará o último lugar. Então,
temos:
Modos de ordenar:
n · (n-1) · ... 1 = n!
CAUJ ...
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Dica
Anagrama é a ordenação de maneira distinta das letras que compõem uma determinada
palavra.
Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O problema é causado por conta da repetição
de letras na palavra ARARA.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira tradicional, faríamos 5! (número de
letras na palavra), mas é preciso que descontemos as letras repetidas. Assim, devemos dividir
pelo número de letras fatorial, ou seja, 3! e 2!.
5! 5·4·3! = 5·4
= = 10
3!·2! 3!·2·1 2
Vamos imaginar que temos uma mesa circular com 5 lugares e queremos ordenar 5 pes-
soas de maneiras distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D, e E ao redor
da mesa:
A E
B A
E D
MESA MESA
D C C B
Diante do conceito de permutação, essas duas disposições são iguais, ou seja, a pessoa A
tem à sua direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). Não podemos contar duas
vezes a mesma disposição. Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar à mesa,
todas as 5 posições disponíveis são equivalentes. Isto porque não existe uma referência espa-
cial (ponto fixo determinado). Nestes casos, devemos utilizar a fórmula da permutação circu-
lar de n pessoas, que é:
Pc (n) = (n-1)!
Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
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Arranjo Simples
Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pessoas nas cadeiras de uma praça, mas
tínhamos apenas 3 cadeiras à disposição. De quantas formas poderíamos fazer isso?
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponíveis, isto é, 5 possibilidades. Já para a
segunda cadeira, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi utilizada na primeira
cadeira. Por último, na terceira cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas restantes.
Observe que sempre sobrarão duas pessoas em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantida-
de de formas de posicionar essas pessoas sentadas é dada pela multiplicação a seguir:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =
5 · 4 · 3 = 60
O exemplo acima é um caso típico de arranjo simples. Sua fórmula é dada a seguir:
n!
A(n, p) =
(n - p) !
Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” elementos em “p” posições (p sendo menor
que n), e onde a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a fórmula:
5! 5!
A(5, 3) = = = 5·4·3·2·1 = 60
(5 - 3) ! 2! 2·1
Uma outra informação muito importante é que nos problemas envolvendo arranjo sim-
ples a ordem dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma possibilidade para
outra. Vamos supor que as 5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora
observe uma maneira de posicionar as pessoas na praça:
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Ana Bianca Clara
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Clara Bianca Ana
Combinação
Para entendermos esse tema, vamos imaginar que queremos fazer uma salada de frutas e
precisamos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã, banana, mamão e morango. Cor-
tando as frutas maçã, banana e morango e depois colocando em um prato. Agora cortando as
frutas banana, morango e maçã para colocar em um outro prato. 15
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Você percebeu que a ordem aqui não importou? É exatamente isso, a ordem não importa e
estamos diante de um problema de Combinação. Será preciso calcular quantas combinações
de 4 frutas, 3 a 3, é possível formar.
Para resolvermos é necessário usar a fórmula:
n!
C(n, p) = (n - p) !p!
4!
C(4, 3) =
(4 - 3) !3!
4·3·2·1
C(4, 3) =
1·3·2·1
C(4, 3) = 4
Lembre-se:
No arranjo a ordem importa.
Na combinação a ordem não importa.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
a) 6.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.
2. (IDECAN — 2016) Felipe é uma criança muito bagunceira e sempre espalha seus brinquedos
pela casa. Quando vai brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos. Felipe sempre
escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião. Sabendo que Felipe tem 7 carrinhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem levar o mesmo conjunto de brinque-
dos já levados antes?
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a) 100 vezes.
b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.
Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1, 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para
escolher 1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo um de cada tipo. O total de pos-
sibilidades será dado por: 7 · 5 · 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brinquedos diferentes).
Resposta: Letra D.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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4. (IBFC — 2015) Paulo quer assistir um filme e tem disponível 5 filmes de terror, 6 filmes de aven-
tura e 3 filmes de romance. O total de possibilidades de Paulo assistir a um desses filmes é de:
a) 90.
b) 33.
c) 45.
d) 14.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Foram várias as unidades de medidas usadas ao longo do tempo desde a antiguidade. Não
há muito tempo, o número de sapatos no Brasil era medido através do tamanho de feijões
colocados um do lado do outro em sua maior extensão. Isso ocorria na zona rural, onde, para
comprar sapatos na cidade, uma pessoa fazia as compras para os outros, essa foi a origem do
número/tamanho dos sapatos no Brasil, mas em outros países, os valores são outros.
Os pés, antebraço, braço de governantes eram as medidas usadas nos países europeus.
Devido a essa diversidade, a França convocou seus melhores cientistas para gerar um siste-
ma métrico que pudesse servir de base para relações internas e internacionais.
A França, no final do século XVIII, ofereceu ao mundo o Sistema Métrico Decimal ou Siste-
ma Internacional de Unidades (SI) com valores objetivos para as várias grandezas de compri-
mento, massa, tempo, principalmente, e seus múltiplos e submúltiplos.
A medida de comprimento padrão do SI é o metro (m), cujos múltiplos são quilômetro
(km), hectômetro (hm), decâmetro (dam), e os submúltiplos são decímetro (dm), centímetro
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(cm) e milímetro (mm). Existem mais múltiplos e submúltiplos que não são tão importantes
nessa fase de sua formação, o que não o impede de pesquisá-los.
As relações dos valores dos múltiplos e submúltiplos do metro são mostrados na tabela
abaixo.
Dica
Para transformar m em km, você deve pensar que o km é 1000 vezes maior que o m, logo
o valor final de m deverá ser um número 1000 vezes menor que o valor inicial dado, i.e, se
o desejo é transformar 10 m em km, a relação usada será 10/1000 = 0,01. Não faz sentido
o m ser maior que o km!
K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_
÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10
As medidas de área são diretamente derivadas do metro (m), assim como as de volume
que serão estudadas a seguir. O ponto central é a medida m2 e seus múltiplos e submúltiplo
são o km2, o hm2, o dam2 e os submúltiplos do m2 são o dm2, o cm2 e o mm2. As conversões de
medidas elevadas ao expoente 2 (ao quadrado) são feitas via múltiplos de 102 (100), veja a
figura:
K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_
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A medida de capacidade mais usada é o litro (ℓ ou L, dever ser representado em l cursivo
ou com L maiúsculo). Apesar de as medidas de capacidade derivadas do ℓ serem vastamen-
te usadas, as medidas de capacidade no SI são os valores tridimensionais das medidas de
comprimento derivadas do m3, que formam o conjunto das medidas de volume. Nesse caso,
estudaremos as duas medidas e suas transformações, i.e., as medidas derivadas do litro e
derivadas do m3.
A partir do ℓ, tem-se os múltiplos: quilolitro (kℓ), hectolitro (hℓ) e o decalitro (daℓ); e os
submúltiplos: decilitro (dℓ), centilitro (cℓ) e o mililitro (mℓ).
Um litro equivale a 0,001 m3, essa é uma relação que você deve ter em mente para fazer as
transformações entre ℓ e m3 e, também, para os múltiplos e submúltiplos de ambos.
A tabela de conversão de expoentes cúbicos requer que a conversão seja feita usando 103
(1000), veja a tabela abaixo.
K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_
Acompanhe na tabela a seguir, onde estão resumidos os vários tipos de medidas para uma
visão geral sobre o assunto.
TIPOS DE MEDIDA
MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
MEDIDAS BASE
quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)
decalitro centilitro mililitro
CAPACIDADE quilolitro (kl) hectolitro (hl) litro () decilitro (dl)
(dal) (cl) (ml)
quilômetro hectômetro decâmetro decímetro centímetro milímetro
COMPRIMENTO metro (m)
(km) (hm) (dam) (dm) (cm) (ml)
quilograma hectograma decagrama decigrama centigrama miligrama
MASSA grama (g)
(kg) (hg) (dag) (dg) (cg) (mg)
decâmetro metro centímetro milímetro
quilômetro hectômetro decímetro
VOLUME cúbico cúbico cúbico cúbico
cúbico (km3) cúbico (hm3) cúbico (dm3)
(dam3) (m3) (cm3) (mm3)
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RAZÕES E PROPORÇÕES
2
5
2 4
=
3 6
Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:
2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6
3·X=2·6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4
Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizan-
do essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais
complexas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas!
z Somas Externas
a c a+c
MATEMÁTICA
= =
b d b+d
C D
=
3 2
C D C+D
= =
3 2 3+2
Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:
C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5
C
= 2.000
3
C = 2000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)
z Somas Internas
a c a+b c+d
= = =
b d b d
É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna,
desde que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.
a c a+b c+d
= = =
b d a c
Vejamos um exemplo:
x 2
=
-
14 x 5
x + 14 - x 2+5
=
x 2
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14 7
=
x 2
7 · x = 2 · 14
14 · 2
x= =4
7
a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d
A B
=
2 3
2A + 3B = 13.000
Agora multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:
2A 3B
=
4 9
2A 3B 2A + 3B
= =
4 9 4+9
MATEMÁTICA
2A 3B 2A + 3B
= = = 13.000 = 1.000
4 9 4+9 13
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Logo,
2A
4
= 1.000
2A = 4 · 1.000
2A = 4.000
A = 2.000
3B
= 1.000
9
3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000
Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os fun-
cionários com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:
DIVISÃO PROPORCIONAL
Diretamente Proporcional
Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia
em partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos
melhor como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:
X Y Z
4
=
5
=
6
= constante de proporcionalidade.
X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15
X
4
= 60.000
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X = 60.000 · 4
X = 240.000
Inversamente Proporcional
É um tipo de questão menos recorrente, mas, não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais a
4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que deve ser distribuí-
do para facilitar o nosso cálculo, veja:
X X X
+ + = 740.000
4 5 6
Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.
4–5–6|2
2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60
Agora, basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.
x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
MATEMÁTICA
x 1.200.000
= = 200.000
6 6
a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.
M 5
=
120 8
8 · M = 5 · 120
8M = 600
600
M= 8
M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.
2. (VUNESP — 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5.
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com 21
anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse grupo é
a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.
A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x Total de 9x
121 5x
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
26
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120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8
4x - 2 5
=
5x + 1 8
8 (4x – 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação: 9x = 9
x 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.
3. (IBADE — 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson recebe
R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em ordem
crescente de valores.
D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W= A – 44
W= 36+D – 44
W= D – 8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
MATEMÁTICA
A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44
W = 223
Logo, os valores em ordem crescente que Wanderson, Darlan, Arley recebem são, respectiva-
mente, R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.
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4. (CEBRASPE-CESPE — 2018) A respeito de razões, proporções e inequações, julgue o item
seguinte.
Situação hipotética: Vanda, Sandra e Maura receberam R$ 7.900 do gerente do departamento
onde trabalham, para ser divido entre elas, de forma inversamente proporcional a 1/6, 2/9 e 3/8,
respectivamente.
Assertiva: Nessa situação, Sandra deverá receber menos de R$ 2.500.
( ) CERTO ( ) ERRADO
6x 9x 8x
+ + = 7.900
1 2 3
79x
= 7.900
6
x = 600
Sendo assim, Sandra está inversamente proporcional a:
9x
2
5. (IESES — 2019) Uma escola possui 396 alunos matriculados. Se a razão entre meninos e meni-
nas foi de 5/7, determine o número de meninos matriculados.
a) 183
b) 225
c) 165
d) 154
DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL
PROPORCIONAL + / - OU - / +
DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL
INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL
z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?
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12 m -------- 2160 (tijolos)
30 m -------- X (tijolos)
Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grande-
zas são diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:
30 m -------- X (tijolos)
12 · X = 30 · 2160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos
Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos
com uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade
de dias deverá diminuir (-). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e
vamos resolver multiplicando na horizontal. Observe:
5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2
A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:
30
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z as análises devem sempre partir da variável dependente em relação às outras variáveis;
z as análises devem ser feitas individualmente, ou seja, deve-se comparar as grandezas duas
a duas, mantendo as demais constantes;
z a variável dependente fica isolada em um dos lados da proporção.
Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática como isso tudo funciona:
Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.
40 ? ?
= ·
X ? ?
40 3 ?
= ·
X 6 ?
Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.
MATEMÁTICA
40 3 1000
= ·
X 6 2000
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40 3000
X
= 12000
3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160
Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.
Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.
Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
6 30 ?
= ·
X 45 ?
Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2
32
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6 2
=
X 6
2X = 36
X = 18
O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual
a 18.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.
x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.
4. (FUNDATEC — 2017) Cinco mecânicos levaram 27 minutos para consertar um caminhão. Supon-
do que fossem três mecânicos, com a mesma capacidade e ritmo de trabalho para realizar o
mesmo serviço, quantos minutos levariam para concluir o conserto desse mesmo caminhão?
a) 20 minutos.
b) 35 minutos.
c) 45 minutos.
d) 50 minutos.
e) 55 minutos.
5. (IESES — 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa em 28 dias. Se o número de pedreiros
fosse aumentado para sete, em quantos dias essa mesma casa ficaria pronta?
a) 18 dias.
b) 16 dias.
c) 20 dias.
d) 22 dias.
a) 2.666.
b) 2.160.
c) 1.215.
d) 1.500.
e) 1.161.
1800
= 4 · 10
X 3 9
4 · X · 10 = 1800 · 3 · 9
X = 1215 páginas que esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar. Resposta: Letra C.
35
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7. (VUNESP — 2016) Em uma fábrica, 5 máquinas, todas operando com a mesma capacidade de
produção, fabricam um lote de peças em 8 dias, trabalhando 6 horas por dia. O número de dias
necessários para que 4 dessas máquinas, trabalhando 8 horas por dia, fabriquem dois lotes des-
sas peças é
a) 11.
b) 12.
c) 13.
d) 14.
e) 15.
( ) CERTO ( ) ERRADO
5 · 12 · X = 10 · 3 · 20
60x = 600
X = 10.
Os 5 caixas atenderão em exatamente 10 minutos, não em menos de 10, como a questão afir-
ma. Resposta: Errado.
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9. (VUNESP — 2020) Das 9 horas às 15 horas, de trabalho ininterrupto, 5 máquinas, todas idênti-
cas e trabalhando com a mesma produtividade, fabricam 600 unidades de determinado produto.
Para a fabricação de 400 unidades do mesmo produto por 3 dessas máquinas, trabalhando nas
mesmas condições, o tempo estimado para a realização do serviço é de
a) 5 horas e 54 minutos
b) 6 horas e 06 minutos.
c) 6 horas e 20 minutos.
d) 6 horas e 40 minutos.
e) 7 horas e 06 minutos.
x · 3 · 6 = 360 · 5 · 4
x · 18 = 7.200
x = 7.200 ÷ 18
x = 400
Logo, transformando minutos para horas novamente, temos:
X = 400min
X = 6h40min. Resposta: Letra D.
10. (VUNESP — 2020) Em uma fábrica de refrigerantes, 3 máquinas iguais, trabalhando com capaci-
dade máxima, ligadas ao mesmo tempo, engarrafam 5 mil unidades de refrigerante, em 4 horas.
Se apenas 2 dessas máquinas trabalharem, nas mesmas condições, no engarrafamento de 6 mil
unidades do refrigerante, o tempo esperado para a realização desse trabalho será de
a) 6 horas e 40 minutos.
b) 6 horas e 58 minutos.
c) 7 horas e 12 minutos.
d) 7 horas e 20 minutos.
e) 7 horas e 35 minutos.
PORCENTAGENS
A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.
30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10
30 3
30% = = 0,3 =
100 10
25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%
Número Relativo
A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.
10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100
Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.
Dica
Quando o todo varia, a porcentagem também varia!
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Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.
2 1
=
8 4
1 · 100 = 25%
4
Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao
valor inicial da grandeza.
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Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista
ou em duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o
mês seguinte. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga
para a financeira uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior
a 14% ao mês.
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.
50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 · (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
40 2x + 50 - x = 70
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2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.
3. (VUNESP — 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de
a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.
4. (FCC — 2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco de
açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevistados
que não gostam de nenhum dos dois é de
a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.
Graviola Açai
45% 35%
Nenhum = X
MATEMÁTICA
Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.
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5. (FUNCAB — 2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma
aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investido em
uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período. Ambas
as aplicações foram feitas no sistema de juros simples.
Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles tiveram:
a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00
e) lucro de R$5.000,00.
LÓGICA PROPOSICIONAL
VALORES LÓGICOS
Na lógica temos apenas dois valores lógicos: verdadeiro ou falso. Quando temos uma
declaração verdadeira, o seu valor lógico é Verdade (V) e quando é falsa, dizemos que seu
valor lógico é Falso (F).
Vamos começar nosso estudo falando sobre o que é uma proposição lógica. Observe a frase
a seguir:
Ex.: Paula vai à praia.
Para saber se temos ou não uma proposição, precisamos de três requisitos fundamentais:
42
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Tendo isso em vista, podemos afirmar claramente que a frase “Paula vai à praia” é uma
proposição lógica, pois temos a presença de um verbo (ir), uma informação completa (temos
o sujeito claro na oração) e podemos afirmar se é verdadeira ou falsa.
Importante!
Proposição Lógica é uma oração declarativa que admite apenas um valor lógico: V ou F.
Verdadeira
Sentença
ou Sentido
Declarativa
completo
Falsa
Obrigatório
Verbo
Toda proposição pode ser representada simbolicamente pelas letras do alfabeto. Veja no
exemplo:
43
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Uma ordem não pode ser classificada como verdadeira ou falsa. Muito cuidado com esse
tipo de oração, pois pode ser facilmente confundida com uma proposição lógica.
Não são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Temos um outro caso menos cobrado em provas, mas que também não é proposição lógi-
ca: o paradoxo. Para ficar mais claro, veja o exemplo a seguir:
Ex.: Esta frase é uma mentira.
Quando atribuímos um valor de verdade para a frase, então, na verdade, ele mentiu, uma
vez que a própria frase já diz isso, e se atribuirmos o valor falso, então a frase é verdade, pois
ela diz ser uma mentira e já sabemos que isso é falso.
Perceba que sempre que valoramos a frase ela nos resulta um valor contrário, ou seja,
estamos diante de uma frase que é contraditória em si mesma. Isso é a definição de um
paradoxo.
SENTENÇA ABERTA
Dizemos que uma sentença é aberta quando não conseguimos ter a informação completa
que a oração nos mostra. Veja o exemplo a seguir:
Ex.: Ele é o melhor cantor de rock.
Perceba que há presença do verbo e que conseguimos parcialmente entender o que a frase
quer dizer. Todavia, logo surge a pergunta: ele quem? Aqui nossa informação não consegue
ser completa e por isso temos mais um caso que não é proposição lógica. Observe outros
exemplos:
X + 5 = 10
5+5
X – Y = 20
Todos os exemplos acima são sentenças abertas, então podemos resumir da seguinte
forma:
As variáveis: ele, aquele ou variáveis matemáticas (X ou Y) tornam a sentença aberta.
Sempre será uma proposição lógica na escrita matemática e podemos notar que há verbos
nos casos a seguir:
z = (é igual);
z ≠ (é diferente);
z > (é maior);
z < (é menor);
z ≥ (é maior ou igual);
z ≤ (é menor ou igual);
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Sentenças Interrogativas(?)
Sentenças Abertas
Paradoxo
É fundamental que você conheça três princípios para deixarmos tudo alinhado com as
proposições lógicas.
Veja:
z Princípio do terceiro excluído: uma proposição deve ser verdadeira ou falsa, não haven-
do outra possibilidade. Não é possível que uma proposição seja “quase verdadeira” ou
“quase falsa”;
z Princípio da não contradição: dizemos que uma mesma proposição não pode ser, ao
mesmo tempo, verdadeira e falsa;
z Princípio da Identidade: cada ser é único, ou seja, uma proposição não assume o signifi-
cado de outra proposição lógica.
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Temos proposições compostas quando há duas ou mais proposições simples ligadas por
meio dos conectivos lógicos. Veja os exemplos:
Cada conectivo tem sua representação simbólica e sua nomenclatura. Veja a relação de
conectivos:
se...então Condicional →
se e somente se Bicondicional ⟷
45
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Exemplos:
z Na linguagem natural:
z Na linguagem simbólica:
p ^ q;
p v q;
p v q;
p → q;
p ⟷ q.
Agora que conhecemos os conectivos lógicos, vamos ver algumas camuflagens dos opera-
dores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:
P→Q
P = antecedente
Q = consequente
TABELA VERDADE
Trata-se de uma tabela na qual conseguimos apresentar todos os valores lógicos possíveis
46 de uma proposição.
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Números de Linhas de Tabela Verdade
Neste momento, vamos aprender a construir tabelas verdade para proposições compostas.
Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.
P Q PVQ
z 3º passo: dispor os valores “V” e “F” na primeira coluna fazendo o agrupamento pela
metade do número de linhas da tabela.
P Q PVQ
V
V
F
F
P Q PVQ
V V
V F
MATEMÁTICA
F V
F F
Pronto! A nossa tabela já está montada, agora precisamos aprender qual o resultado que
teremos quando combinamos os valores lógicos usando os conectivos lógicos.
Número de linhas da tabela verdade:
47
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2n = 2proposições (onde n é o número de proposições).
Vamos caminhar mais um pouco e aprender todas as combinações lógicas possíveis para
cada conectivo lógico.
Negação (~P)
Uma proposição, quando negada, recebe valores lógicos opostos ao da proposição original.
O símbolo que iremos utilizar é ¬ p ou ~p.
P ~P
V F
F V
P ~P ~(~P)
V F V
F V F
Só teremos uma resposta verdadeira quando todos os valores lógicos envolvidos forem
verdadeiros.
P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F
Teremos resposta verdadeira quando pelo menos um dos valores lógicos envolvidos for
verdadeiro.
P Q PVQ
V V V
V F V
F V V
F F F
48
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Conectivo Disjunção Exclusiva “Ou... Ou” ( v )
P Q PVQ
V V F
V F V
F V V
F F F
P Q PQ
V V V
V F F
F V F
F F V
Especialmente neste caso, vamos aprender quando teremos o resultado falso, pois o conec-
tivo condicional só tem uma possibilidade de tal ocorrência Somente teremos resposta falsa
quando o valor lógico do antecedente for verdadeiro e o consequente falso.
P Q P→ Q
V V V
V F F
F V V
F F V
VF=F
TAUTOLOGIA
Exemplo 1: a proposição P ∨ (~P) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre V, con-
forme a tabela verdade.
P ~P P V ~P
V F V
F V V
49
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Exemplo 2: a proposição (P Λ Q) → (PQ) é uma tautologia, pois a última coluna da tabe-
la verdade só possui V.
CONTRADIÇÃO
P ~P P ^ (~P)
V F F
F V F
CONTINGÊNCIA
Sempre que uma proposição composta recebe valores lógicos falsos e verdadeiros, inde-
pendentemente dos valores lógicos das proposições simples componentes, dizemos que a
proposição em questão é uma contingência. Ou seja, é quando a tabela verdade apresenta,
ao mesmo tempo, alguns valores verdadeiros e alguns falsos.
Exemplo: a proposição [P ^ (~Q)] v (P→~Q)] é uma contingência, conforme a tabela verdade.
( ) CERTO ( ) ERRADO
50
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Veja que P→Q foi considerado falso pelo enunciado da questão. Assim, na condicional, para
ser falso, a regra é que o precedente (antecedente) seja verdadeiro e o seguinte (consequente),
falso. Lembre-se da dica: Vai Ficar Falso = V F. Resposta: Errado.
a) 2.
b) 4.
c) 8.
d) 16.
e) 32.
Você precisa guardar esta dica: a proposição que contiver uma afirmação com o conectivo ou
mais a negação dessa mesma afirmação (ou vice-versa) será sempre uma tautologia. Então,
É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre “verdadeiro”. Res-
posta: Letra B.
( ) CERTO ( ) ERRADO
MATEMÁTICA
Basta perceber que o conectivo em questão é o “E” (conjunção), que só é verdadeiro quando
as duas são verdadeiras. Sendo assim, se P for falso, já irá invalidar o argumento. Resposta:
Errado.
51
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5. (VUNESP — 2018) Seja M a afirmação: “Marília gosta de dançar”. Seja J a afirmação “Jean gosta
de estudar”. Considere a composição dessas duas afirmações: “Ou Marília gosta de dançar ou
Jean gosta de estudar”. A tabela verdade que representa corretamente os valores lógicos envol-
vidos nessa situação é:
TABELA VERDADE
M J Ou M ou J
V V 1
V F 2
F V 3
F F 4
a) V, F, V e F.
b) F, V, V e F.
c) F, F, V e V.
d) V, F, F e V.
e) V, V, V e F.
Veja que precisamos saber quando o resultado das combinações lógicas do conectivo “ou...
ou” dá verdade. Lembrando da nossa parte teórica, sempre que tivermos valores lógicos
diferentes, o resultado será verdadeiro. Sabendo disso,
M J Ou M ou J
V V F
V F V
F V V
F F F
Resposta: Letra B.
CONECTIVOS LÓGICOS
Conceito
Os conectivos lógicos (ou operadores lógicos, como também podem ser chamados) servem
para ligar duas ou mais proposições simples e formar, assim, proposições compostas.
Temos cinco operadores lógicos no total e cada um tem sua nomenclatura e representação
simbólica. Veja a tabela a seguir:
52
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Tabela de Conectivos
z Negação: uma proposição quando negada, recebe valores lógicos opostos dos valores lógi-
cos da proposição original. O símbolo que iremos utilizar é ¬p ou ~p. Exemplos:
MATEMÁTICA
p: O gato é amarelo;
~p: O gato não é amarelo;
q: Raciocínio Lógico é difícil;
~q: É falso que raciocínio lógico é difícil;
r: Maria chegou tarde em casa ontem;
~r: Não é verdade que Maria chegou tarde em casa ontem. 53
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Dica
A negação, além da forma convencional, pode ser escrita com as expressões a seguir:
É falso que... / Não é verdade que...
Agora que já fomos apresentados aos conectivos lógicos, vamos ver algumas “camufla-
gens” dos operadores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:
z Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”
Exemplos:
( ) CERTO ( ) ERRADO
54
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Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresentada é de
uma bicondicional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
MATEMÁTICA
A vigilância dos cidadãos exercida pelo Estado é (verbo de ligação) consequência da radi-
calização da sociedade civil em suas posições políticas. Temos apenas um verbo e por esse
motivo é uma proposição simples.
Cuidado com o uso da palavra “consequência” em proposições como esta. Em determinadas
situações, de fato, teremos uma proposição condicional, vejamos:
55
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Passar (verbo no infinitivo) é consequência de estudar (verbo no infinitivo). Nesse caso temos
uma proposição composta pela condicional. Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Para ser proposição composta, haveria mais de um verbo na frase, por isso, a frase em ques-
tão é considerada uma proposição simples. Procure o verbo na oração. A fiscalização federal
é imprescindível para manter a qualidade tanto dos alimentos quanto dos medicamentos que
a população consome. Resposta: Certo.
NOÇÕES DE CONJUNTOS
Conjunto X
Podemos afirmar que no interior do círculo há todos os elementos que pertencem (com-
põem) ao conjunto X, já na parte externa do círculo estão todos os elementos que não fazem
parte de X, ou seja, “y” não pertence ao conjunto X.
No gráfico acima podemos dizer que o elemento “x” pertence ao conjunto X e o elemento
“y” não pertence.
Matematicamente, usamos o símbolo Є para indicar essa relação de pertinência. Isto é: x Є
X, já o elemento “y” não pertence ao conjunto X, onde usamos o símbolo ∉ para essa relação
de não pertinência. Matematicamente:
y ∉ X.
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Complemento de um Conjunto
Uma outra situação é quando temos dois conjuntos (X e Y), podemos representar da seguin-
te forma, no geral:
X Y
a b c
z o elemento “a” pertence apenas ao conjunto X, pois ele está numa região que não tem con-
tato com o conjunto Y;
z o elemento “c” faz parte somente ao conjunto Y;
z o elemento “b” pertence aos dois conjuntos, ou seja, faz parte da interseção entre os con-
juntos X e Y. A representação simbólica é feita por X ∩ Y. Como o elemento “b” faz parte
dessa região, temos:
z o elemento “d” não faz parte de nenhum dos dois conjuntos. Logo, podemos dizer que “d”
não pertence à União entre os conjuntos X e Y. A união é a junção das regiões dos dois con-
juntos e é representada simbolicamente por X ∪ Y. Assim, d ∉ (X ∪ Y) — o elemento “d”
não pertence à união entre os conjuntos X e Y.
X Y
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Nesta representação, podemos interpretar a região X – Y (diferença de conjuntos) como
sendo a região formada pelos elementos de X que não fazem parte do conjunto Y. Veja o
exemplo:
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
Y – X = {9, 10}
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
X ∩ Y = {5, 6, 7}
E por fim, vamos identificar a união entre os conjuntos X e Y. Observe que vamos juntar
todos os elementos dos dois conjuntos, mas sem repetir os elementos presentes na interse-
ção. Veja:
X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Y = {5, 6, 7, 9, 10}
X ∪ Y = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10}
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X
Perceba que realmente X ∩ Y = Y. Quando temos a situação acima, podemos dizer que o
conjunto Y está contido no conjunto X, representado matematicamente por Y ⊂ X. Ou pode-
mos dizer, ainda, que o conjunto X contém o conjunto Y, representado matematicamente
por X ⊃ Y.
Importante!
Entenda a diferença:
● falamos que um elemento pertence ou não pertence a um conjunto;
● falamos que um conjunto está contido ou não está contido em outro conjunto.
A = {∀ x Є Z | x ≥ 0}
B = {∃ x Є Z | x > 5}
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SÍMBOLO NOME EXPLICAÇÃO
Є pertence Indica relação de pertinência de elementos
∉ não pertence Indica relação de não pertinência de elementos
∃ existe Indica relação de existência
∄ não existe Indica que não há relação de existência
⊂ está contido Indica que um conjunto está contido em outro conjunto
⊄ não está contido Indica que um conjunto não está contido em outro conjunto
Diagrama de Venn
Vamos entender como se resolve questões que envolvem Operações com Conjuntos
se relacionando. Acompanhe os exemplos a seguir e a maneira como desenvolvemos suas
resoluções:
z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas;
z preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z preencha as demais informações no diagrama;
z some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.
Vamos à resolução:
z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas:
60
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Matemática Português
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):
Matemática Português
10
20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20
Total = X
20 gostam de Matemática;
30 gostam de Português;
10 gostam dos dois;
10 gostam apenas de Matemática;
20 gostam apenas de Português;
5 não gostam de nenhuma.
61
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Matemática (20) Português (30)
20 – 10 = 10 10 30 – 10 = 20
10+10+20+5 = X
X = 45 alunos é o total dessa sala.
Também seria possível resolver esse tipo de questão usando a seguinte fórmula:
Esta fórmula nos diz que o número de elementos da União entre os conjuntos X e Y (X ∪ Y)
é dado pelo número de elementos de X, somado ao número de elementos de Y, subtraído do
número de elementos da interseção (X ∩ Y). Aplicando no exemplo, temos:
Matemática (M)
Português (p)
n(M ∪ P) = 20 + 30 – 10
n(M ∪ P) = 40
Temos 40 alunos que gostam de Matemática ou Português (aqui já está incluso quem gosta
das duas matérias). Para finalizar a resolução, devemos apenas somar os 5 alunos que não
gostam das duas matérias. Assim, 40 + 5 = 45 alunos no total dessa sala.
Assim como nos problemas com 2 conjuntos, quando nós tivermos 3 conjuntos será possí-
vel resolver o problema por meio de Diagramas de Venn ou por meio de fórmula. Acompanhe
a resolução do exemplo:
André, Bernardo e Carol ouviram certa quantidade de músicas. Nenhum deles gostaram
de seis músicas e os três gostaram de dez músicas. Além disso, houve doze músicas que só
André e Bernardo gostaram, nove músicas que só André e Carol gostaram e quatro músicas
que só Bernardo e Carol gostaram. Não houve música alguma que somente um deles tenha
gostado. O número de músicas que eles ouviram foi?
Siga os passos a seguir:
z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas;
z preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações);
z preencha as demais informações no diagrama;
z some todas as regiões e iguale ao total de elementos envolvidos.
62
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Vamos à resolução:
z identifique os conjuntos;
z represente em forma de diagramas:
André Bernardo
Carol
z Preencha as informações de dentro para fora (da interseção para as demais informações):
André Bernardo
10
Carol
André Bernardo
0 12 0
10
9 4
MATEMÁTICA
0 Carol
63
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Colocamos o número 10 bem no centro, pois sabemos que os três gostaram de dez músicas,
depois preenchemos com as demais informações:
z 12 músicas que somente André e Bernardo gostaram (na interseção entre os 2 apenas);
z 9 que somente André e Carol gostaram;
z 4 que somente Bernardo e Carol gostaram;
z 6 músicas que ninguém gostou (de fora dos três conjuntos).
Os “zeros” representam o fato de que não houve música que somente um deles tenha
gostado.
Total = X
6+0+12+10+9+0+4+0=X
X = 41 músicas
Questões com três conjuntos podem ser resolvidas usando a seguinte fórmula:
Traduzindo a fórmula:
Total de elementos da união = soma dos conjuntos – interseções dois a dois + interseção
dos três.
Bom! Já vimos a teoria e precisamos praticar o que aprendemos, não é mesmo? Vamos
praticar!
( ) CERTO ( ) ERRADO
Bovina Frango
50 100 X
150 100
200 Suína
Veja que apenas 200 contêineres foram carregados somente com carne suína. Resposta:
Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Bovina Frango
50 100 X
MATEMÁTICA
150 100
200 Suína
Veja que exatamente 50 contêineres foram carregados somente com carne bovina. Resposta:
Certo. 65
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3. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Determinado porto recebeu um grande carregamento de frango
congelado, carne suína congelada e carne bovina congelada, para exportação. Esses produtos
foram distribuídos em 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner foi carregado com
os três produtos; 300 contêineres foram carregados com carne bovina; 450, com carne suína;
100, com frango e carne bovina; 150, com carne suína e carne bovina; 100, com frango e carne
suína.
Nessa situação hipotética,
400 contêineres continham frango congelado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Com as informações colocadas nos diagramas na questão anterior, podemos somar todas
as informações que não possuem contato com o conjunto de frango e subtrair do total. Veja:
50 (só bovinos);
150 (bovinos e suínos);
200 (só suínos).
Somando tudo isso, teremos 400 contêineres com outras carnes, o que sobrou do total será
a resposta para a questão.
800-400= 400 contêineres contêm franco. (Lembre-se, a banca não perguntou somente fran-
go). Logo, 400 contêineres continham frango congelado. Resposta: Certo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Dos 30 passageiros, são 25 que estiveram apenas em A ou B, de modo que os outros 5 passa-
geiros estiveram apenas em C. Veja ainda que 6 passageiros estiveram A e B, de modo que os
outros 19 estiveram somente em um desses dois países. Logo,
A B
X 6 25 – 6 – x =
19 – x
C 5
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Sabemos que o número de pessoas que estiveram em B é dado pela soma 6 + (19 – X). Ou seja,
11 = 6 + (19 – X)
11 = 25 – X
X = 25 – 11
X = 14
Logo, as pessoas que estiveram em A são X + 6 = 14 + 6 = 20. Resposta: Certo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Extraindo os dados:
total: 96;
bar: 49;
restaurante: 60.
Somando tudo, temos 49 + 60 = 109. Passou o total de 96, porque estamos contando 2x vezes
os estabelecimentos que estão na interseção. Logo, descontamos o que passou do total. 109
– 96 = 13 estabelecimentos que são classificados como Bar e como Restaurante ao mesmo
tempo. Resposta: Errado.
RELAÇÕES E FUNÇÕES
Mesmo que você ainda não saiba o conceito de função, você já lidou com elas no seu
cotidiano, direta ou indiretamente, seja no cálculo do valor de uma corrida de táxi, seja no
cálculo do valor de uma conta de energia. As funções ocorrem quando há a associação entre
dois conjuntos, onde todo elemento de um conjunto tem correspondência com um elemento
do outro, ou seja, um elemento está em função do outro.
As funções podem ser representadas tanto em tabelas quanto em fórmulas. Para entender
melhor essa representação, vamos tomar como exemplo o cálculo do valor de uma corrida
de táxi. Nesse cálculo, temos a chamada bandeira, isto é, um valor fixo para qualquer corri-
da, que será somado com o produto da distância percorrida pelo valor da quilometragem. Se
um taxista tem a bandeira 10 e o valor da quilometragem é 3, podemos montar uma fórmula
onde o valor pago (VP) é igual ao produto de 3 pela distância percorrida (D) somado com 10,
MATEMÁTICA
resultando em: VP = 3 · D + 10. Para representar essa função em formato de tabela, precisa-
mos assumir valores para D, já que VP depende diretamente dele, ficando:
DISTÂNCIA (D) 10 15 20 30
VALOR PAGO (VP) 40 55 70 100
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Dessa maneira, a definição de função é: uma relação f entre um conjunto A e um conjunto
B, denotada por f = A → B, onde, para cada x pertencente a A, existe um único y no conjunto B.
Na figura abaixo, observa-se que as relações f e g não são funções, pois, para f, nem todo
elemento de A tem um respectivo em B. Já para a relação g, não se tem todo elemento de A
com um único respectivo em B. A relação h: esta, sim, é uma função, visto que para todo ele-
mento de A existe um único respectivo em B.
A f B
A g B
A H B
Geralmente, existe uma expressão Y = f(x) que expressa todos os elementos da relação,
assim, para representar uma função f, de A em B, segundo uma lei de formação, tem-se:
ou
f: A → B
x ↦ f(x)
Por exemplo, a função f, que associa a cada número real x o número 2x, é expressa da
seguinte forma:
ou
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f: A → B
x ↦ 2x
B CD(f)
A D(f)
a d
g
b e
h
c f
lm(f)
As funções injetoras são funções tais que os distintos elementos do domínio se relacio-
nam com distintos elementos da imagem, ou seja, dois elementos do domínio não podem ter
a mesma imagem (figura 3a). Uma função f: ℝ → ℝ dada por f(x) = 4x é injetora, visto que,
para x1 ≠ x2 , tem-se 4x1 ≠ 4x2, logo, f(x1) ≠ f(x2).
As funções sobrejetoras são funções nas quais o seu conjunto imagem (Im) é igual ao
contradomínio (CD), isto é, Im = CD = B (figura 3b). Sobre funções em que aconteçam as duas
MATEMÁTICA
situações ao mesmo tempo, ou seja, seriam funções injetoras e sobrejetoras, dizemos que são
funções bijetoras (figura 3c).
69
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2 0
3 2
5 4
6
A 8
10
B
Figura 3a.
-2 12
-1 3
1 27
3
B
A
Figura 3b.
1 -1
4 2
7 5
9 7
11 9
B
A
Figura 3c.
FUNÇÕES POLINOMIAIS
Toda função polinomial é definida por uma expressão polinomial do tipo abaixo:
Operações Polinomiais
z Adição
70 P(x) = –2x² + 5x – 2
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Q(x) = –3x³ + 2x – 1
P(x) + Q(x) = (–2x² + 5x – 2) + (–3x³ + 2x – 1)
z Subtração
P(x) = –3x² + 4x – 1
Q(x) = –7x³ + 4x – 1
P(x) – Q(x)= (–3x2 + 4x – 1) – (–7x3 + 4x – 1)
z Multiplicação
(x – 2) · (–3x³ + 2x – 1)
z Divisão
Na divisão de funções polinomiais, devemos dividir o termo de maior grau até que não
tenhamos mais como fazer a divisão. Observe a resolução abaixo:
P(x) = x³ – 4x2 + x – 3
Q(x) = x2 – 2
P(x) ÷ Q(x) = (x³ – 4x2 + x – 3) ÷ ( x2 – 2)
x3 — 4x2 + x — 3 x2 — 2 Divisor
—x3 + 2x x—4
—4x2 + 3x — 3 Quociente
4x2 — 8
+3x — 11
Resto
72
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Gráfico da Função Polinomial
Basta atribuir valores a “x” nas funções P(x) para que o gráfico seja construído. Quando
isso é feito encontramos os pares ordenados (x e y), que irão definir os pontos do gráfico da
função. Veja os exemplos a seguir:
4 y
3
2
1
X
-4 -3 -2 -1 0 0 1 2 3 4 5
-1
-2
-3
-4
18 y
16
14
12
10
8
6
4
2 x
0
-6 -5 -4 -3 -2 -1 -2 0 1 2 3 4
y
8
6
4
2 x
0
-3,5 -3 -2,5 -2 -1,5 -1 -0,5 0 -0,5 1 1,5
-2
MATEMÁTICA
-4
-6
-8
-10
-12
73
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FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS
Função Exponencial
f (x) g (x)
3
1
—5 —3 —1 —1 1 3 5
—3
—5
Função Logarítmicas
z logb1 = 0, porque b0 = 1;
z logb b = 1, porque b1 = b;
z logb bk = k, porque bk = bk;
z logbM = M;
z loga (b · c) = logab + logac;
z loga (b ÷ c) = logab – logac;
z logabn = n · logab;
1
z logabn = m logab.
A função f(x) = log5(x) é um exemplo de função logarítmica. Veja que nela a variável x
encontra-se dentro do operador logaritmo. De maneira geral, podemos representá-las da
seguinte forma f(x) = loga(x). Assim como nas exponenciais, o coeficiente a precisa ser positi-
vo (a > 0) e diferente de 1.
O domínio é formado apenas pelos números reais positivos — pois não há logaritmo de
número negativo — e o contradomínio é o conjunto dos números reais. Ou seja, temos uma
função do tipo f: R+* → R.
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Se a > 1, a função é crescente. Já se 0 < a < 1, a função é decrescente. Como exemplo, veja
os gráficos de f(x) = log2x e de g (x) = log0,5x
f (x) g (x)
–5 –3 –1 –1 1 3 5
–3
–5
MATRIZES
Matrizes podem ser definidas da seguinte maneira: sejam dois números naturais m e n
diferentes de zero, denominamos matriz de ordem m por n (indica–se m x n) qualquer
tabela M formada por números pertencentes ao conjunto dos reais, sendo estes números
distribuídos em m linhas e n colunas.
> H
-2 1 0
A= é uma matriz de ordem 2 x 3
2 4 3
Toda matriz m x n tem os seus elementos representados por (aij), em que i representa a
linha e j a coluna em que o elemento está localizado. Exemplo:
d n
a11 a12
A=
a 21 a 22
{
a11 (lê–se a um um) elemento que está na 1ª linha e 1ª coluna
a12 (lê–se a um dois) elemento que está na 1ª linha e 2ª coluna
a21 (lê–se a dois um) elemento que está na 2ª linha e 1ª coluna
a22 (lê–se a dois dois) elemento que está na 2ª linha e 2ª coluna
MATEMÁTICA
Observação: uma matriz M de ordem m x n também pode ser indicada por M = (aij) ou M
= (aij) m · n ou M=(aij )(m × n)
75
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TIPOS DE MATRIZES
Matriz Linha
É toda matriz do tipo 1 x n, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma linha. Exemplo:
C = [–3 4 1] é uma matriz linha de ordem 1 x 3.
M = (– 9 7 0 – 15 )é uma matriz linha de ordem 1 x 4.
Matriz Coluna
É toda matriz do tipo m x 1, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma coluna. Exemplo:
RS VW
SS –2 WW
SS 17 WW
A = S W é uma matriz coluna de ordem 4 x 1
SS 0 WW
SS WW
–17
T X
B = d n é uma matriz coluna de ordem 2 x 1
–6
1
Matriz Nula
RS V
SS –7 4 2 WWW
B = SS 2 9 0W
3
SS 2 WW é uma matriz quadrada de ordem 3 x 3.
S 5
– –1 22 WW
T X
Observação: para toda matriz quadrada, no lugar de mencionarmos que sua ordem é n
x n, dizemos apenas que ela é uma matriz de ordem n. Por exemplo, ao referirmo–nos a
uma matriz quadrada de ordem 3, estamos dizendo que esta matriz possui três linhas e três
colunas.
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Diagonal Principal
A= d n é uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal principal é uma matriz com-
2 –8
7 0
posta pelos elementos a11 = 2 e a22 = 0.
Diagonal Secundária
d n
2 –8
A = 7 0 é uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal secundária é composta pelos
elementos a12 = – 8, e a21 = 7.
Matriz Diagonal
É a matriz em que todos os elementos que não pertencem à diagonal principal são iguais
a zero. Exemplo:
RS VW
SS–15 0 0 WW
B= S SS 0 1 0 W WW
S0 0 – 7W
T X
Matriz Identidade de Ordem n
É toda matriz quadrada em que os elementos da diagonal principal são iguais a 1. A matriz
identidade é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua ordem, ou seja, In. Exemplos:
JK1 0 0NO
K O
I3 = K KK0 1 0OOO é uma matriz identidade de ordem 3
K0 0 1O
RS L PV
SS1 0 0 0WWW
SS0 1 0 0WW
I4 = S
SS0 0 1 0WWW é uma matriz identidade de ordem 4
SS W
S0 0 0 1WW
T X
MATEMÁTICA
IGUALDADE DE MATRIZES
Duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)m x n serão iguais quando aij = bij para todo i∈ {1,2,...,m}
e todo j∈ {1,2,...,n}. Portanto, para que duas matrizes sejam iguais, elas devem ser do mesmo
tipo e apresentar todos os elementos correspondentes iguais.
77
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Exemplo:
Seja A = < F e B = < F , a matriz A será igual à matriz B, se, e somente se, x = 7, y = –6 e
x 2 7 2
9 –6 z y
z = 9.
ADIÇÃO DE MATRIZES
Exemplo:
Dado um número k e uma matriz A = (aij)(m x n), chama–se produto kA a matriz B = (bij)(m
x n)
tal que bij = kaij, para todo i e todo j. Isso significa que multiplicar uma matriz A por um
número k é construir uma matriz B formada por todos os elementos de A multiplicados por k.
[ ][
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1)
2∙ 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5
3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2 ][
8 –2
= 0 10
6 2 ∙ √2 ]
Propriedades do Produto de um Número por uma Matriz
z P1) a · (b · A) = (a · b) · A;
z P2) a · (A + B) = a · A + a · B;
z P3) (a + b) · A = a · A + b · A;
z P4) 1 · A = A.
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PRODUTO DE MATRIZES
[ ] [ ]
1 –2
2 4 2
∙ 0 5
–1 –3 5 4 0
2x3 2x3
=
[ 2∙1+4∙0+2∙4
(– 1) ∙ 1 + (– 3) ∙ 0 + 5 ∙ 4
2 (– 2) + 4 ∙ 5 + 2 ∙ 0
(– 1) ∙ (– 2) + (– 3) ∙ 5 + 5 ∙ 0 ]=
[ 1019 16
– 13 ] 2x2
[ ]
1
–2 · [ 3 –5 4 0 ]
1x4
12 =
3x1
[ 1·3
(– 2) · 3
12 · 3
1 · (– 5)
(– 2) · (– 5)
12 · (– 5)
1·4
(– 2) · 4
12 · 4
1·0
(– 2) · 0
12 · 0 ] =
[ ]
3 –5 4 0
–6 10 –8 0
36 – 60 48 0
3x4
dição necessária para A e B comutarem é que sejam matrizes quadradas e de mesma ordem.
É importante observar também que a implicação AB = 0 → A = 0 ou B = 0 não é válida para
matrizes, ou seja, é possível encontrar duas matrizes não nulas cujo produto é a matriz nula.
Exemplo:
[ 01 00 ] · [ 00 01 ] = [ 00 00 ] 79
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MATRIZ TRANSPOSTA
Dada a matriz A – (aij)m x n, chamamos transposta de A a matriz At = (aji´)(n x m) tal que aji’ = aij
para todo i e todo j. Isso significa que as colunas de At são ordenadamente iguais às linhas de
A. Exemplos:
RS V
SS 4 5 WWW
Se A = > 2H
4 2 –1
,
sua transposta é: A = SS2 7 WW t
5 7 5 2x3 SS W
S –1 52 WW3x2
T RS –1X VW
SS WW
S 0 W
Se B = [– 1 0 5 19 – 6]1 x 4, sua transposta é: Bt = SSS5 WWW
SS 19WW
S –6 W4x1
Propriedades de uma Matriz Transposta T X
z P1) (At)t = A;
z P2) (A + B)t = At + Bt;
z P3) (k · A)t = k · At;
z P4) (A · B)t = Bt · At.
MATRIZ SIMÉTRICA
MATRIZ ANTISSIMÉTRICA
Denominamos matriz antissimétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que At = –A.
MATRIZ INVERSA
Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos que A é uma matriz invertível se existir
uma matriz A–1 tal que A · A–1 = A–1 · A = In, em que In é a matriz identidade de ordem n.
Observações: se A não é invertível, dizemos que A é uma matriz singular.
Se A é invertível, então é única a matriz A–1.
Exemplos:
A– 1 ∙ A = [ –72 –13 ] ∙ [ 21 73 ] =
[ 7 ∙ 1 + (–3) ∙ 2
–2∙1+1∙2 –2∙3+1∙7 ]
7 ∙ 3 + (– 3) ∙ 7
= [
1
0 1 ]
0
=I 2
A– 1 ∙ A = [ ac b
d ] ∙ [ 02 1
3 ] = [ 01 01 ]
[ a∙2+b∙0
c∙2+d∙0
a∙1+b∙3
c∙1+d∙3 ] = [ 01 01 ]
{ 2a = 1 1 1
⇒a= eb=–
a + 3b = 0 2 6
1
{ 2c = 0
c + 3d = 1
⇒c=0ed=
3
RS V
SS 1 1W
W
6W
–
Portanto, A = SS W
2
1 W
–1
SS 0 WW
S 3 W
T X
Propriedades de uma Matriz inversa
z P1) (A–1)–1 = A;
z P2) (A · B)–1 = B–1 · A–1;
z P3) (At)–1 = (A–1)t.
DETERMINANTES
Determinantes podem ser definidos do seguinte modo: considere o conjunto das matrizes
quadradas de elementos reais. Seja M uma matriz de ordem n desse conjunto. Denominamos
determinante da matriz M (e indicamos por det M) o número que associamos à matriz M,
operando seus elementos conforme a ordem desta matriz.
MATEMÁTICA
81
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DETERMINANTE DE MATRIZ QUADRADA DE ORDEM 2
Se M = < F , então:
2 –1
6 5
det M = 2 · 5 – [6 · (– 1) · = 10 – (–6) = 10 + 6 = 16
det M = a11 · a22· a33 + a12· a23· a31 + a13· a21· a32 – a13· a22· a31 – a11 ∙ a23· a32 – a12· a21· a33
Este dispositivo apresentado acima é conhecido como regra de Sarrus, e é utilizado para
o cálculo de determinantes de ordem 3.
Vejamos agora um exemplo numérico:
SRS1 2 1W
W
V
S W
M =S
S5 3 –2WW
Seja SS W , calcule o seu determinante.
2 4 –1W
T X
1 2 1 1 2
det M = 5 3 –2 5 3 = 1 · 3 · (1) + 2 · (–2) · 2 +
2 4 –1 2 4 1 · 5 · 4 – (1 · 3 · 2 + 1 · (–2) · 4 + 2 · 5 · (–1)
1 2 1 1 2
det M = 5 3 –2 5 3 = – 3 – 8 + 20 – (6 – 8 – 10) = 9 – (– 12) = 9 + 12 = 21, portanto, o det
2 4 –1 2 4
de M = 21.
MENOR COMPLEMENTAR
Considere uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja aij um elemento de M. Definimos menor com-
plementar do elemento aij, e indicamos por Dij, como sendo o determinante da matriz que se
obtém suprimindo a linha i e a coluna j de M.
Exemplo:
82
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RS V
SS1 -2 3 WWW
Seja M = SS1 -1 5W WW , então:
SS
S2 4 - 2W W
T X
D11 = –1 5 = –18, note que suprimimos a primeira linha e a primeira coluna da matriz
4 –2
M,
M= [ 1
1
2
–2 3
–1 5
]
, calculando, assim, o determinante dos elementos restantes.
4 –2
O raciocínio é análogo para os demais termos, portanto teremos:
RS VW
SS1 -2 3W
S1 WW
Seja M = S SS
-1 5W W, então:
S2 4 - 2W W
T X
A11 = (–1)1+1 · D11 = (–1)2 · –1 5 = 1 · (–18) = –18
4 –2
= 1 · (–1)2 · 2 –3 + 3 · (–1)3 ·
4 2
5 –3 5 2
+ 4 · (–1)4 · = 1 · 1 · (4 + 12) + 3 · (–1)
1 2 1 4 · (10 + 3) + 4 · 1 · (20 – 2) = 16 – 39 + 72 = 49
RS V
SS4 –1 6W
W W
M’ = SS4 5 0W
WW , o det de M’ = –56, ou seja, det M’ = 2 · det M, o det de M’ = –56, ou seja, caso
SS
2 –1 1W
T X
fosse multiplicada a primeira coluna da matriz M por 2, o determinante da nova matriz M’
RS WV
SS4 –1 3W
W
também seria o dobro do det M. M’ = SS8 5 0W
WW , o det M’ = –56
SS
S4 –1 1WW
T X
P4) Multiplicação da Matriz por Uma Constante
Se A = d n , o det A = 14
4 –1
2 3
Seja M uma matriz de ordem n ≥ 2. Se trocarmos de posição duas filas paralelas, obteremos
uma nova matriz M’ tal que det M’ = –det M. Exemplo:
RS W V
SS 1 –1 2W
W
Seja M = SS 0 3 4W
WW , o det M = 13
SS
–3 5 1W
T X
Se trocarmos de posição a primeira coluna com a segunda coluna, teremos:
RS V
SS–1 1 2W
W
SS 3 W
M’ = 0 4W
WW , o det M’ = –13
SS
5 –3 1W
T X
Portanto a conclusão que chegamos é que: det M’ = det M.
O raciocínio é análogo caso fosse feita a troca de linhas paralelas.
Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respec-
MATEMÁTICA
RS V
SS–1 0 2W
W W
Seja M = SS 4 5 7W
WW , o det de M = 0, pois a 1ª e 3ª linha são iguais.
SS
–1 0 2W
T X
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P7) Filas Paralelas Proporcionais
Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respecti-
vamente proporcionais, então det M = 0. Exemplo:
RS V
SS 1 2 6W
WW
Seja M = SS 3 –1 –3WWW , o det M = 0, pois a 3ª linha é a 2ª linha multiplicada por 3.
SS
–2 4 12 W
T X
P8) Combinação Linear de Filas Paralelas
Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma linha (ou coluna) que é a combinação
linear de outras linhas (ou colunas), então det M = 0. Exemplos:
JK 1 –2 –1 N
O
K OO
Seja M = KKK 3 4 7 OO , o det M = 0, pois a 3ª coluna é a soma da 1ª coluna com a 2ª coluna.
K –5 2 –3
O
L P
JK2 –3 5NOO
K
Seja N = KKK1 4 O
0 O , o det N = 0, pois a 3ª linha é o dobro da 2ª linha menos a 1ª linha.
OO
K3 –10 10
L P
P9) Teorema de Binet
Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, então det (AB) = det A · det B. Exemplo:
–1 1
A =
detA
Exemplo:
RS V
SS0 3 –1W
W
W
A = SS2 3W
1 1
SS
–4 WW , o det A = 19, logo o det A–1 = det A
=
19
1 2 –3W
T X
P10) Matriz Triangular
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RS VW
SS–3 0 0 WW
SS1 2 0 W WW
Seja A = –5 –1W ,
como temos uma matriz triangular superior, ou seja, todos os elementos
SS4
T X
acima da diagonal principal são nulos, logo o determinante de A será dado pelo produto dos
elementos da diagonal principal da matriz A.
RS V
SS1 –2 7W
W
SS0 W
4 2WWW
Seja B = SS
como temos uma matriz triangular inferior, ou seja, todos os elementos
0 0 –3W
T X
acima da diagonal principal são nulos, logo o determinante de B será dado pelo produto dos
elementos da diagonal principal da matriz B.
Portanto: det B = 1 · 4 · ( 3) = 12
SISTEMAS LINEARES
Equação Linear
Em que:
z a1, a2, a3, . . . , an: são coeficientes reais, não todos nulos;
z x1, x2, x3, . . . , xn : são as incógnitas;
z c : é o termo independente.
z 4x + 3y – z = –1;
z 2x – y = 3;
z –2x – y + 5z = 0 (Equação linear homogênea)
z x2 + y – z3 = 3;
z xy – 5z = –7;
z x – 2y + √z = 3.
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Sistema Linear
Denominamos sistema linear o conjunto de duas ou mais equações lineares com n incóg-
nitas. Exemplos:
{ 4x – y = 2
x + 7y = 1
Neste caso, temos um sistema linear de duas incógnitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os
termos independentes deste sistema.
{
–3x + 2y – z = – 1
x + y – 5z = 3
2x – 5y + 2z = 4
Neste caso, temos um sistema linear de três incógnitas, sendo elas x, y e z. O –1 e o 4 são os
termos independentes deste sistema.
Um sistema linear de m equações com n incógnitas, indicado por m x n (lemos “m por n”),
pode ser representado por um conjunto de equações do tipo:
{
a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1
a21x1 + a22x2 + a23x3 + . . . + a2nxn = c2
S a31x1 + a32x2 + a33x3 + . . . + a3nxn = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
am1x1 + am2x2 + am3x3 + . . . + amnxn = cm
Note que pela definição do produto de matrizes o sistema linear genérico acima pode ser
escrito na forma matricial da seguinte maneira:
[ ][ ] [ ]
a11 a12 a13 ... a1n x1 c1
a21 a22 a23 ... a2n x2 c2
a31 a32 a33 ... a3n x3 = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ ∙ ∙
am1 am2 am3 ... amn xn cn
Exemplos:
Escrevendo na forma matricial os dois exemplos anteriores, temos:
{ 4x – y = 2
x + 7y = 1
⇒
[ ] [ ] [ ]
4–1
1 7
·
x
y
=
2
1
{ [ ][][ ]
–3x + 2y – z = –1 –3 2 –1 x ––1
x + y – 5z = 3 ⇒ 1 1 –5 ∙ y = 3
2x – 5y + 2z = 4 2 –5 2 z 4
88
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SOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR
Seja uma sequência ou n–upla ordenada de números reais (a1, a2, a3, ..., an), esta será solu-
ção de um sistema linear S, se for a solução de todas as equações lineares de S, ou seja:
Exemplo:
{
x + 2y – 2z = –5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8
O sistema acima admite como solução a tripla ordenada (1, 2,1), pois, substituindo estas
coordenadas em cada uma das equações lineares, temos:
{ { {
(1) +2 (–2) – 2 (1) = –5 1 – 4 – 2 = –5 –5 = –5
2(1) – 3 (–2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9 ⇒ 9 = 9 Todas as sentenças são verdadeiras.
3(1) – (–2) + 3(1) = 8 3+2+3=8 8=8
{
x + y + 2z = 0
3x + 4y – z = 0
2x + 3y – 3z = 0
Todo sistema linear homogêneo admite a solução nula (0, 0, ..., 0), chamada de solução tri-
vial. Além da solução trivial, um sistema linear homogêneo pode ter outras soluções.
Regra de Cramer
MATEMÁTICA
{ aa xx ++ bb yy == cc
1
2
1
2
1
2
89
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= G é a matriz incompleta do sistema c1 e c2, que, por sua vez, são os termos indepen-
a1 b1
a2 b2
dentes do sistema.
O exemplo acima é análogo para qualquer sistema linear n x n, portanto a regra de Cramer
pode ser aplicada para resolver qualquer sistema linear n x n, em que D ≠ 0. A solução será
dada pelas seguintes razões:
( X1 =
D1
D
,X2 =
D2
D
,X3 =
D3
D
, . . . , xn =
Dn
D )
Exemplos:
Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra de Cramer:
Portanto:
Dx 11 Dy 22
x= = = 1, y = = =2
D 11 D 11
b)
{ x – 2y + z = 0
2x + y – 3z = –5
4x – y – z = –1
1 –2 1 0 –2 1 1 0 1 1 –2 0
D = 2 1 –3 = 10, Dx = –5 1 –3 = 10 Dy = 2 –5 –3 = 20, Dz = 2 1 –5 = 30
4 –1 –1 –1 –1 –1 4 –1 –1 4 –1 –1
Dx 10 Dy 20 Dz 30
Portanto: x = = = 1, y = = =2 , z= = =3
D 10 D 10 D 10
90
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CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS LINEARES
Determinado
Possível
Sistema Indeterminado
Impossível
Sistema Impossível
Um sistema será impossível (SI) quando o determinante D da matriz incompleta for igual
a zero (D = 0) e pelo menos um dos determinantes das incógnitas for diferente de zero.
Vamos classificar cada um dos sistemas lineares a seguir:
{2x + 3y = 5
a) 4x – y = 1
b)
{ x + 2y – z = 1
2x – 3y + 4z = 2
3x – y + 3z = 3
D 1 2 –1
2 –3 4 = 0, como D = 0, o sistema não é SPD; vamos verificar se é SPI ou SI.
=
3 –1 3
1 2 –1 1 1 –1 1 2 1
MATEMÁTICA
Dx = 2 –3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 –3 2 = 0
3 –1 3 3 3 3 3 –1 3
c)
{ –2x + y – 3z = 0
x – y – 5z = 2
3x – 2y + 2z = –3
91
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D –2 1 –3
1 –1 –5 = 0, como D = 0, o sistema não é SPD; vamos verificar se é SPI ou SI.
=
3 –2 –2
0 1 –3
Dx = 2 –1 –5 = 40 como Dx ≠ 0, o sistema é SI.
–3 –2 –2
Não é necessário analisar o determinante das incógnitas y e z, uma vez que um deles já
apresenta resultado diferente de zero.
S1
{ x+y+z=3
0x + y + z = 2 , S2
0x + 0y + z = 1 { x+y+z–t=6
0x – y – 4z + 3t = –13
0x + 0y + 12z – 6t = 20
{ 2x – 3y + z = 9
x + 2y – 2z = –5
3x – y + 3z = 8
Primeiramente, vamos trocar de posição a linha 2 com a linha 1, para que a incógnita x
que possui o coeficiente 1 fique na primeira linha.
{ x + 2y – 2z = –5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8
{ x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
–7y + 9z = 23
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Substituiremos a terceira linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:
{ x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
4z = 4
4z = 4
4
z=
4
z=1
Obtendo y na 2ª equação:
Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª equação e encontrar o y:
–7y + 5z = 19
–7y + 5(1) = 19
–7y + 5 = 19
–7y = 19 – 5
–7y = 14
14
y=
–7
y = –2
Obtendo x na 1ª equação:
Como y = 2 e z = 1, vamos substituir os seus valores na 1ª equação e encontrar o x:
x + 2y – 2z = –5
x + 2 (–2) – 2(1) = –5
x – 4 – 2 = –5
x – 6 = –5
x = –5 + 6
x=1
MATEMÁTICA
93
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Exercite seus conhecimentos com os exercícios comentados a seguir:
B=
[ 2
a
4+a
1
b
2+b
0
c
c ] é:
a) 0
b) 2b c
c) a+b+c
d) 6+a+b+c
e) 2bc + c – a
A matriz B é uma matriz quadrada de ordem 3; para calcular os seus determinantes, vamos
utilizar a Regra de Sarrus:
2 1 0 2 1
a b c a b
4+a 2+b c 4+a 2+b
Vamos fazer o produto das diagonais principais, menos o produto das diagonais secundárias.
2 · b · c + 1 · c · (4 + a) + 0 · a · (2 + b) – [0 · b · (4 + a) + 2 · c · (2 + b) + 1 · a · c] = 2bc +4c + ac –
[4c + 2bc + ac] = 2bc + 4c + ac – 4c – 2bc – ac = 0 Resposta: Letra A.
a) 8
b) 12
c) 9
d) 15
e) 6
b) d n
–5 –6
4 2
c) d n
3 –1
–1 –4
d) d n
–5 –8
3 2
e) d n
4 0
0 3
Para encontrar a matriz X, vamos escrevê–la como uma matriz genérica, e substituir na
equação indicada no enunciado:
X= ( ac db )
Substituindo as três matrizes conhecidas na equação inicial, temos:
A∙X=B
( –11 2
–1 ) ∙ (ac db ) = ( 31 2
–
4 )
Fazendo o produto entre as matrizes no primeiro membro, temos:
( (–1)1 ∙∙ aa ++ (–1)
2∙c
∙ c (–1) ∙ b + (–1) ∙ d )
1∙b+2∙d
= (
1 4 )
3 2
–
{
a + 2c = 3
b + 2d = – 2
–a – c = 1
–b – d = 4
{
a + 2c = 3
–a – c = 1
b + 2d = –2
–b – d = 4
Vamos encontrar primeiramente os valores de a e c, fazendo a soma da linha 1 com a linha 2, temos:
MATEMÁTICA
c=4
a + 2c = 3
a + 2 · (4) = 3
a+8=3
a=3–8 95
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a = –5
d=2
–b – d = 4
–b – (2) = 4
–b – 2 = 4
–b = 4 + 2
–b = 6
b = –6
2 . ) Resposta: Letra B.
{ 2x + my = k
4. (UNIRIO — 2009) Se o sistema: 3x + y = 18 possui infinitas soluções, o produto k · m, vale:
a) 8
b) 12
c) 15
d) 18
e) 20
Se o sistema possui infinitas soluções, ele é um sistema possível indeterminado (SPI). Pela
regra de Cramer, um sistema linear 2x2 será SPI, se e somente se, D = 0, Dx = 0 e Dy = 0.
3 1
=0
2 m
3∙m–2∙1=0
3m – 2 = 0
3m = 2
2
m=
3
Para encontrar o valor de k, basta calcular o determinante em relação a uma das duas incóg-
nitas, já que descobrimos o valor de m; porém, para facilitar os cálculos, vamos calcular o
determinante em relação a y. Igualando este a zero, teremos o seguinte:
3 18 =
2 k 0
3 ∙ k – 2 ∙ 18 = 0
96
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3k – 36 = 0
3k = 36
36
k=
3
k = 12
Não se esqueça de que o exercício não pede os valores de m e k, mas, sim, o produto entre
eles. Fazendo o produto entre m e k, teremos:
2 24
m∙k= ∙ 12 = =8
3 3
Resposta: Letra A.
{
x + 5y + z = 0
4x + y – 2z = 1
7x + 3y – 4z = –1
a 3
b) 2
c) 1
d) 0
e) –1
O exercício pede somente o valor da incógnita x, portanto, podemos utilizar a Regra de Cra-
Dx
mer para encontrar o seu valor. Pela Regra de Cramer, sabemos que:x = D . Calculando os
respectivos determinantes pela regra de Sarrus, teremos:
1 5 1
D = 4 1 –2
7 3 –4
1 5 1 1 5
D = 4 1 –2 4 1 = 1 ∙ 1 ∙ (–4) + 5 ∙ (–2) ∙ 7 + 1 ∙ 4 ∙
7 3 –4 7 3
3 – [1 ∙ 1 ∙ 7 + 1 ∙ (–2) ∙ 3 + 5 ∙ 4 ∙ (–4)]
D = –4 – 7 + 12 – (7 – 6 – 80) = –62 – (–79) = –62 + 79 = 17
MATEMÁTICA
Logo D = 17
Fazendo Dx , temos:
0 5 1
Dx = 1 1 –2
–1 3 –4 97
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Dx 0 5 1 0 5
1 1 –2 1 1 = 0 ∙ 1 ∙ (– 4) + 5 ∙ (–2) ∙ (–1)
= –1 3 –4 –1 3
SEQUÊNCIAS
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
Esse tema é cobrado de uma maneira que pode parecer como também pode ser compli-
cado. Descobrir a lei de formação ou padrão da sequência é o seu principal objetivo, pois
nas questões sobre sequências/raciocínio sequencial, você será apresentado a um conjunto
de dados dispostos de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógica de formação. O
desafio é exatamente descobrir essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos daquela
mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:
2, 4, 6, 8,...
A primeira pergunta que podemos fazer para achar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo?
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as operações de soma ou multiplicação
entre os termos. Veja no exemplo colocado acima: 2, 4, 6, 8,.. Do primeiro termo para o segun-
do, somamos o número dois e depois repetimos isso.
2+2=4
4+2=6
6+2=8
Caso os números estejam diminuindo, você pode buscar uma lógica envolvendo subtra-
ções ou divisões entre os termos.
Agora, observe essa outra sequência:
Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem a dizer que o próximo termo é o 15,
98 mesmo tendo percebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendência é relevar esse
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“probleminha” e marcar logo o valor 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encontrado
deve ser capaz de explicar toda a sequência! Nesse caso, estamos diante dos números primos!
Sim, aqueles números que só podem ser divididos por eles mesmos ou então pelo número 1.
No caso, o próximo seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos números primos são: 17,
19, 23, 29, 31, 37...
É bem comum aparecerem questões que envolvem uma sequência que tem mais de uma
lei de formação. Podemos ter 2 sequências que se alternam, como neste exemplo:
Se analisarmos mais minuciosamente, podemos dizer que temos uma sequência que, de
um número para outro, devemos somar 2 unidades e também podemos notar que temos a
sequência que, de um número para o outro, basta somar 5 unidades, elas estão em sequên-
cias numéricas alternadas. Veja:
1ª sequência: 2, 4, 6, 8,...
2ª sequência: 5, 10, 15, 20, ...
PROGRESSÕES ARITMÉTICAS
Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.
{1,3,5,7,9,11,13, ...}
Termo Geral da PA
MATEMÁTICA
Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:
an = a1 + (n – 1)r
Logo,
an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
a10 = 1 + 18
a10 = 19
Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa
fórmula, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:
an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:
Sn = n $ (a1 + an)
2
Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na
sequência é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:
Sn = n $ (a1 + an)
2
S7 = 7 $ (1 + 13)
2
S7 = 7 $ 14
2
100
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98
S7 = 2 = 49
Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.
a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.
O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
MATEMÁTICA
2. (FCC — 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
de viagem será igual a
a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.
Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
Colocando a4 em função de a1:
a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4
4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
102 a4 = 274. Resposta: Letra D.
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3. (CEBRASPE-CESPE — 2017) Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética,
seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, modelos periódicos e
geometria dos sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, considerado apto na avaliação médica das
condições de saúde física e mental, foi convocado para o teste de aptidão física, em que uma
das provas consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é
atleta profissional, ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.
Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma
dos termos da PA:
Sn = n $ (a1 + an)
2
S11 = 11 $ (125 + 235)
2
S11 = 11 $ 360
2
S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o
percurso no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.
4. (FCC — 2017) Em um experimento, uma planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas de água, no 1° dia do experi-
mento ela recebeu
MATEMÁTICA
a) 64 gotas.
b) 49 gotas.
c) 59 gotas.
d) 44 gotas.
e) 54 gotas.
Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374, então, o a1 é dado por: 103
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a65= a1 + (n – 1) · r
374 = a1 + (65 – 1)5
374 = a1 + 64 · 5
374 = a1 + 320
a1 = 54 gotas. Resposta: Letra E.
( ) CERTO ( ) ERRADO
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS
Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.
Termo Geral da PG
A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):
an = a1 · qn-1
A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:
n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1
Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.
4
2 · (2 - 1)
S4 =
2-1
2 · (16 - 1)
S4 = 1
2 · 15
S4 = 1
S4 = 30
Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:
a1 · (0 - 1)
S∞ =
q-1
a1
S∞ =
1-q
Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extremos. {a1, a2, a3}
MATEMÁTICA
(a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.
105
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1. (FUMARC — 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:
a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.
Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5
q= 5
32
q = 2. Resposta: Letra A.
2. (IBFC — 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:
a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.
Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.
a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.
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Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
y² = y² – 60y +30y – 1.800
y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.
4. (FUNDATEC — 2019) A sequência (x-120; x; x+600) forma uma progressão geométrica. O valor de
x é:
a) 40.
b) 120.
c) 150.
d) 200.
e) 250.
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
x2 = (x – 120) · (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000
x2 – x2 = 480x – 72.000
480x = 72.000
x = 72.000 ÷ 480
x = 150. Resposta: Letra C.
5. (IESES — 2019) Em uma progressão geométrica de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é
igual a 968.
Então, o primeiro termo dessa progressão é:
n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1
n
a1 · (3 - 1)
968 =
3-1
a1 · (243 - 1)
968 = 2
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1.936 = 242a1
a1 = 1.936 ÷ 242
a1 = 8. Resposta: Letra E.
SEQUÊNCIA FIGURAL
Por meio da observação, poderíamos inferir que o 10º elemento seria um círculo, correto?
Contudo, se lhe pedisse para indicar qual figura estaria na posição 623, seria mais difícil de
identificar somente por meio da observação, certo? Então, como podemos identificar qual
elemento está nessa posição?
Iniciaremos identificando a posição solicitada, que, no caso do nosso exemplo, é a posição
623. Depois, identificaremos quantos elementos compõem a sequência, que, neste caso, são
três: um círculo, um triângulo e uma estrela. Em seguida, faremos a divisão da posição pelo
número de elementos, ficando da seguinte maneira:
6’23 3
–6 2
023 27
–21
2
O resto da divisão indica qual o elemento da posição. Em suma, na posição 623 encontra-
remos o segundo elemento, ou seja, encontraremos o triângulo.
Quando a divisão for exata, isto indicará que a sequência foi completa, com o elemento de
determinada posição sendo o último elemento da sequência.
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Revise seus conhecimentos com o exercício comentado a seguir:
Nessa sequência de figuras, a figura 10 é igual à figura 1, a figura 11 é igual à figura 2, a figura 12
é igual à figura 3, e assim por diante. Dessa forma, na figura 325, o número de quadradinhos com
o interior na cor branca será igual a
a) 8.
b) 6.
c) 4.
d) 2.
e) 0.
Pelo enunciado, podemos perceber que há 9 elementos nessa sequência; precisamos achar
o elemento da posição 325. Dessa maneira, iremos dividir 325 por 9 para iniciarmos a
resolução:
32’5 9
–27 3
55 36
–54
MATEMÁTICA
Veja que o resto da divisão é 1, então o elemento na posição 325 terá a mesma configuração
que o elemento na posição 1. Contudo, não é isso que a questão nos pede; ela solicita o núme-
ro de quadradinhos com o interior na cor branca. Observando o padrão da figura 1, perce-
bemos que há 8 quadradinhos na cor branca, assim nossa resposta será a letra A. Resposta:
Letra A.
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HORA DE PRATICAR!
1. (CESGRANRIO — 2023) A sequência dos primeiros 2100 números inteiros positivos foi disposta
em uma Tabela, da seguinte forma:
Nessa distribuição, as linhas de número ímpar recebem só seis números da sequência, a partir
da Coluna 1, ficando a Coluna 7 vazia; já as linhas de número par também recebem só seis núme-
ros da sequência, mas a partir da Coluna 2, ficando a Coluna 1 vazia, como pode ser observado
na Tabela apresentada.
Sendo assim, os números 1808 e 2023 estão escritos, respectivamente, nas seguintes colunas:
a) 6e4
b) 3e3
c) 6e3
d) 6e2
e) 3e2
a) a . b < b . c
b) b - a < c - b
b c
c) a 1 a
d) a . b < a . c
e) a + b < a + c
A média aritmética desses três números é maior que zero se, e apenas se,
a) x2 > 0
b) x1 + x2 + x3 > 0
c) x1 > 0 ; x2 > 0 ; x3 > 0
d) x1 . x2 . x3 > 0
e) xi < 0 para, no máximo, um valor de i entre 1, 2 e 3
5. (CESGRANRIO — 2023) Uma empresa tem 5 navios petroleiros do tipo Panamax, com capacida-
de de carregamento na faixa de 65 mil a 80 mil TPB. Será preciso programar 8 viagens usando
essa frota, de modo que cada petroleiro participe de, pelo menos, uma viagem. Considere que
todos os 5 petroleiros estejam aptos a fazer qualquer uma das 8 viagens, cujas rotas são exata-
mente iguais (mesma origem e mesmo destino). O número total de possibilidades de se distri-
buirem essas 8 viagens entre os 5 petroleiros, nas condições apresentadas, é igual a
a) 35
b) 40
c) 56
d) 120
e) 136
6. (CESGRANRIO — 2022) Por conta de uma doença, um homem precisou fazer uma dieta extrema-
mente rigorosa. Nas duas primeiras semanas de dieta, ele perdeu 12,5% de sua massa corpórea
e, na semana seguinte, ele perdeu mais 5kg, ficando com 81,25% da massa que tinha logo antes
do início da dieta.
Qual era a massa corpórea do homem, em quilogramas, duas semanas depois do início da dieta?
a) 60
b) 65
c) 70
MATEMÁTICA
d) 75
e) 80
7. (CESGRANRIO — 2023) Duas agências bancárias receberam, cada uma, 1200 panfletos infor-
mativos sobre os fundos de investimento que oferecem. Há três tipos de panfletos: um sobre os
fundos conservadores, outro sobre fundos moderados, e o restante sobre fundos agressivos. A
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agência 1 recebeu seus 1200 panfletos em partes proporcionais a 2, 3 e 5, referentes aos tipos
sobre fundos conservadores, moderados e agressivos, respectivamente. Analogamente, a agên-
cia 2 recebeu os seus panfletos em partes proporcionais a 1, 4 e 7. Quantos panfletos sobre
fundos agressivos a agência 2 recebeu a mais do que a agência 1?
a) 100
b) 140
c) 200
d) 240
e) 600
Se a vazão promovida pela bomba fosse 25% maior, em quanto tempo ela esvaziaria a piscina?
a) 8h
b) 7h30min
c) 6h
d) 5h
e) 2h30min
a) 5
b) 7
c) 8
d) 10
e) 20
10. (CESGRANRIO — 2023) Um carro partiu de um ponto A até um ponto B andando com uma velo-
cidade constante de 80 km/h. Posteriormente o carro refez o mesmo percurso, mas agora com
velocidade constante igual a 100 km/h, e gastou 30 minutos a menos do que na primeira vez.
Quanto tempo o carro levou para ir do ponto A ao ponto B, na primeira vez?
a) 3h
b) 2h30min
c) 2h
d) 1h50min
e) 1h30min
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11. (CESGRANRIO — 2023) Agora, são H horas e M minutos. Considerando-se apenas as 24 horas
do dia de hoje, 3/7 do tempo que já se passou correspondem exatamente ao tempo que falta
para a meia-noite.
a) 19
b) 24
c) 37
d) 64
e) 96
12. (CESGRANRIO — 2023) No primeiro dia de agosto, foram registradas 180 reclamações em um
órgão de defesa do consumidor. No segundo dia, foram registradas 184 reclamações.
Supondo-se que há reclamações todos os dias e que cada dia tenha 4 reclamações a mais do
que o dia anterior, durante todos os 31 dias do mês de agosto, o total de reclamações registradas
será igual a
a) 7.108
b) 7.440
c) 7.860
d) 8.184
e) 8.880
13. (CESGRANRIO — 2023) pares de chinelos é de R$ 8.800,00 e que o custo para a produção de 400
pares é de R$ 4.900,00. Considere que o custo de produção C(x) de x pares de chinelos é dado
pela função definida por C(x) = ax + b, em que b indica o custo fixo.
a) 24.500,00
b) 17.600,00
c) 15.300,00
d) 13.600,00
e) 12.400,00
14. (CESGRANRIO — 2023) J convenceu o diretor de um curso preparatório a abrir uma turma espe-
cialmente para o concurso em que ele pretende se inscrever, e comprometeu-se a trazer mais
MATEMÁTICA
a) 0
b) 1
c) 2
d) 3
e) 4
15. (CESGRANRIO — 2023) Uma fábrica vende mensalmente 200 malas a R$ 300,00 cada. O depar-
tamento de vendas trabalha com a hipótese de que cada aumento de R$ 10,00 no preço de cada
mala implica a venda mensal de 20 malas a menos. Por exemplo, em um mês em que cada mala
foi vendida por R$ 320,00, foram vendidas 160 malas. Suponha que a hipótese esteja correta e
que, em um determinado mês, cada mala foi vendida por (300 + 10x) reais, sendo x o número
inteiro de aumentos de R$ 10,00, tal que 0 ≤ x ≤ 10.
Nesse mês, com a venda dessas malas, o valor y, em reais, arrecadado, em função de x, é dado
por
16. (CESGRANRIO — 2022) Ao representar a função y = x0,5 em um sistema de eixos ortogonais com
escalas logarítmicas (escala log-log), obtém- se um gráfico que é uma
17. (CESGRANRIO — 2023) Em uma cidade, as empresas tendem a se tornar clientes de três gran-
des bancos (1, 2 e 3). Na matriz A, apresentada a seguir, o elemento da linha i e da coluna j repre-
senta o número de empresas que deixaram de ser clientes do banco i e se tornaram clientes do
banco j no último triênio.
JK0 5 3N
O
K OO
A = KKK4 0 2O
OO
K1 6 0
L P
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Com base apenas na matriz A, no último triênio, o banco 2 teve um aumento de quantas empre-
sas clientes?
a) 11
b) 10
c) 8
d) 6
e) 5
18. (CESGRANRIO — 2023) Três novas agências de um banco estão sendo criadas, e alguns poucos
materiais ainda precisam ser comprados.
A Tabela a seguir mostra esses materiais e suas respectivas quantidades, pedidas por cada uma
dessas agências. Sabe-se que todos os armários são idênticos e têm o mesmo preço, o mesmo
ocorrendo com as mesas e com as cadeiras.
Agência X 4 7 10 7500
Agência Y 1 2 3 2080
Agência Z 2 2 2 ?
a) 2.200,00
b) 2.380,00
c) 2.460,00
d) 2.520,00
e) 2.740,00
.
.
.
2022) Só 2022 assertivas são falsas neste caderno.
2023) Só 2023 assertivas são falsas neste caderno.
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Considerando-se essas 2023 assertivas, o número de assertivas verdadeiras é
a) 2023
b) 2022
c) 1011
d) 1
e) 0
20. (CESGRANRIO — 2023) As irmãs N, T e S apostaram uma corrida. Elas têm uma peculiaridade:
N nunca mente; T às vezes mente; S sempre mente.
a) S, T, N
b) T, S, N
c) N, T, S
d) T, N, S
e) N, S, T
9 GABARITO
1 E
2 E
3 A
4 B
5 A
6 C
7 A
8 A
9 C
10 B
11 D
12 B
13 C
14 B
15 E
16 C
17 E
18 D
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