0% acharam este documento útil (0 voto)
46 visualizações50 páginas

Alimentação Universitária: Reflexões e Ações

Projeto de Educação Alimentar e Nutricional para jovens universitários. Pesquisa e ações de EAE.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
46 visualizações50 páginas

Alimentação Universitária: Reflexões e Ações

Projeto de Educação Alimentar e Nutricional para jovens universitários. Pesquisa e ações de EAE.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

NA UNIVERSIDADE...

COMER PRA QUÊ?


Na Universidade... Comer Pra Quê?
ISBN 978-65-00-74845-1

comerpraque.org

Perfil no Perfil na Grupo de Canal no


Instagram Pluriverso debates YouTube

Na universidade: comer pra quê? [livro eletrônico]: um novo jeito de pensar e viver a alimentação /
[coordenação Amábela de Avelar Cordeiro, Carolina Martins dos Santos Chagas, Thais Salema
Nogueira de Souza; ilustração Claudio Barría]. 1. ed. Cabo Frio, RJ: Ed. dos Autores, 2023.
PDF

Vários colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 978-65-00-74845-1

1. Alimentação saudável 2. Direito à alimentação -Brasil 3. Educação alimentar e nutricional - Brasil


4. Nutrição - Aspectos da saúde I. Cordeiro, Amábela de Avelar. II. Chagas, Carolina Martins dos
Santos. III. Souza, Thais Salema Nogueira de. IV. Barría, Claudio.

23-164594 CDD-613.2

(CC BY-NC-SA 4.0)


Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
Coordenação Revisão técnica

Equipe Comer pra Quê? (CPQ) Amábela de Avelar Cordeiro


Amábela de Avelar Cordeiro Carolina Martins dos Santos Chagas
Carolina Martins dos Santos Chagas Caroline Furtado Bilro
Thais Salema Nogueira de Souza Paula Bernardes Machado
Thais Salema Nogueira de Souza
Departamento de Promoção da Bruna Pitasi Arguelhes
Alimentação Adequada e Saudável Gisele Ane Bortolini
(DPAAS)/ Secretaria
Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (SESAN)/ Ministério do
Desenvolvimento Social (MDS) Colaboração
Gisele Ane Bortolini Danielle Genunço de Freitas
Patrícia Chaves Gentil Heloisa da Silveira Fonseca
Lilian Rahal Jennifer Gomes Marques
Larissa Paiva Theodoro
Laura de Paula Lavorato
Pâmela Ione Alves Monteiro
Produção de conteúdo Pedro Paulo Magno Menezes
Valkyrian Mendes Brito
Equipe Comer pra Quê? (CPQ)
Amábela de Avelar Cordeiro Projeto gráfico e diagramação
Paula Bernardes Machado Kangen Comunidade Criativa
Pluriverso Coletivo
BEM+ Laboratório Informal kangen.cc
Felipe Rodrigues Siston
Julia Guerra Miranda Ilustrações e arte finalização
Claudio Barría
laboratorioinformal.org
Revisão e Copidesque
Carolina Leal

O movimento Comer Pra Quê faz um agradecimento especial a todas as juventudes


que participaram das oficinas e que inspiraram a elaboração desta publicação.
NA UNIVERSIDADE...
COMER PRA QUÊ?
SUMÁRIO

Apresentação
Comer pra quê? (quem somos)
Baião universitário: modo de preparo
A gente não quer só comida
Comer alimenta o corpo e a mente
Mão na massa e mão na terra
Fakes para fritar
Engajamento universitário
Cai pra rede
Plano (coletivo) em ação
Chegamos ao fim…
Referências
Apresentação

E aí, já pensou no que vai comer hoje? Tá a caminho do bandejão, da cantina ou


em busca daquele microondas que salva? Atenção: este e-book é para abrir o
apetite. Foi preparado para você desfrutá-lo nos intervalos, para comer sozinho
ou com seus amigos de mesa. E, quem sabe, influenciar, a cada refeição, as coisas
ao redor. 01
Centenas de jovens universitárias e universitários do curso de nutrição acreditam
que o seu hábito diário de alimentação, no ambiente da universidade, pode ser
uma fagulha para transformações na vida de muita gente. Sério! É uma questão
de objetivos e estratégias. Eles acreditam no seu protagonismo porque pararam
pra refletir: "comer pra que na universidade?"

Sim, matar a fome é bom. Mas essa é apenas uma das dimensões da alimentação.
Agora que é a nossa vez e a nossa hora de comer num espaço tão potente como a
universidade, que tal valorizar a diversidade e a complexidade da alimentação?
Da economia à relação psicoafetiva com a comida; o prato de hoje pode ampliar
nossos direitos, inclusive à cultura e ao meio ambiente.

Então, xô tédio e passividade. Na hora do almoço, do jantar, do café da manhã ou


do lanche não tem só comida. Bora influenciar toda uma universidade que come,
fazendo do comer um caminho de autonomia, abundância e justiça, uma
referência marcante para as nossas vidas.

Pronto, bora lá porque você não está sozinho, tem também parceiros
preocupados com o seu sucesso nessa jornada. O Ministério do Desenvolvimento
Social e o movimento Comer pra Quê? são só alguns deles, continua com a gente
para saber mais.

Comer pra quê?

volta ao
sumário
Comer pra quê? (quem somos)

O movimento Comer Pra Quê? (CPQ) já traz em seu título uma pergunta para
estimular a reflexão e o diálogo sobre a alimentação. Ele foi gerado junto a jovens
de quatro capitais brasileiras (Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) e
hoje continua sua construção com jovens de todo o Brasil.

E quer saber? Tudo começou em 2014 com a parceria entre três universidades
situadas no estado do Rio de Janeiro (UFRJ, UNIRIO e UERJ) e o Ministério do
02
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em 2019, a UFLA, que fica em
Minas Gerais, chegou para reforçar a equipe. Agora, mais uma vez com o apoio
do MDS, queremos crescer. Você e a sua universidade também podem se engajar
neste movimento, afinal quem é que não gosta de matar a fome aí?

Nossa proposta principal é incentivar a consciência crítica sobre a alimentação,


que é um direito humano básico! A alimentação tem diferentes dimensões e o
CPQ se propõe a compreendê-las junto com as juventudes brasileiras. Quando
falamos em comida precisamos estar ligados na relação com o meio ambiente,
com a cultura, com questões econômicas, políticas e sociais. É ver a comida para
além de seus aspectos nutricionais. O CPQ já desenvolveu vários materiais,
produzidos em diálogo com a juventude, que tratam destas questões.

Quer conhecer mais sobre o CPQ? Chega no nosso site comerpraque.org Lá você
encontra vídeos, animações, fanzines, podcast e muito mais...

Este e-book conta com a potência dos encontros com jovens graduandos do
curso de nutrição e foi construído para inspirar ações no ambiente universitário.

Quer dar um novo significado à alimentação dentro da universidade?


Essa ferramenta é para apoiar você!

volta ao
sumário
Baião universitário:
modo de preparo
No movimento de expandir o debate sobre a alimentação, uma das propostas do
CPQ foi investir no diálogo com as juventudes universitárias. Começamos com
estudantes de graduação em nutrição por entender a importância da formação
crítica, humana e contextualizada, fundamental para profissionais de saúde. Com
esse grupo e inspirados por um tradicional prato da cultura brasileira, o baião de
dois, batizamos esse método:
03

Um método chamado Baião Universitário

O processo de construção coletiva com jovens estudantes de nutrição ocorreu em


diferentes espaços, entre abril de 2021 e março de 2022. Tivemos oficinas de
sensibilização, formação e mobilização sobre a alimentação e a Educação Alimentar e
Nutricional (EAN) tendo em vista a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN).

O primeiro passo foi buscar compreender a “visão de


mundo” dos jovens, a partir de suas percepções e relações
com a alimentação na atualidade, explorando conexões com
as questões ambientais, econômicas, políticas, psicoafetivas,
socioculturais e de saúde. Porém, não bastaria reunir
impressões, percepções, saberes e práticas.
Compreendemos que seria necessário envolver as
juventudes na construção coletiva de estratégias que
pudessem mobilizar outros jovens.

volta ao
sumário
O método Baião Universitário usou algumas referências
importantes, que orientaram as ações com jovens:

Pedagogia freiriana e educação popular: os encontros aconteceram


com amorosidade, diálogo, problematização, escuta, respeito aos
diversos saberes, conscientização e construção coletiva para
transformação das realidades. Saiba mais.
Políticas públicas: Os princípios do Marco de Referência em Educação 04
Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas (MREAN) foram
fundamentais para embasar as discussões. Saiba mais.
Vínculos e diálogos: Vínculos de companheirismo e compreensão, em
favor de soluções compartilhadas, criativas e de educação mútua, foram
estimulados com base na teoria do diálogo de David Bohm. Saiba mais

Tendo em vista que a pandemia de Covid-19


atravessou a temporalidade das ações, as
atividades foram adaptadas para o meio
digital. As redes sociais do projeto ficaram
ainda mais atraentes para o seu público: as
juventudes.

Inclusive, segue aí: @comer.pra.que.

E, em paralelo, nosso WhatsApp se tornou um


universo de grupos organizando a
participação de jovens nos eventos do Baião.

volta ao
sumário
Nós fizemos também eventos online e chamadas de vídeo aos
montes, além de explorar toda uma caixa de ferramentas para uma
maior conexão com os jovens na internet: questionários, murais
interativos e programa gerador de nuvem de palavras e enquetes.

05

Assim coproduzimos este e-book que você tem em mãos, com centenas de jovens
estudantes de nutrição. O papo aqui é de jovem para jovem.

O papo aqui é de jovem para jovem.


A partir daqui te convidamos a pensar e agir, construindo um
plano de ação para sua universidade.
Bora?

volta ao
sumário
A gente não quer só comida

O acesso a uma alimentação adequada de forma contínua, ou seja, ter comida


de verdade no prato todo dia, é um direito humano básico. E não poderia ser
diferente, afinal, a gente precisa de uma alimentação adequada e saudável para
06
alimentar nosso corpo – biológico e social – e ser capaz de estudar, trabalhar,
seguir construindo a sociedade e cuidando do planeta. Mesmo quando o direito
humano não é violado de forma intensa, ao ponto de levar uma pessoa a
períodos de fome, ainda há outras dimensões da alimentação que podem afetar,
tanto as pessoas individualmente, quanto a sociedade como um todo.

Não basta termos comida todo dia, ela precisa ser adequada em quantidade e
qualidade. Também importa o caminho que essa comida percorreu para chegar
no seu prato, como foi produzida, quais os efeitos ambientais e sociais da sua
produção, consumo, descarte de resíduos e até mesmo como esse alimento
pode afetar sua saúde em curto e longo prazo.

Por isso é preciso ter em mente que


comer é um ato político e
multidimensional.

volta ao
sumário
o
um ato político e
n t a ç ã
A l i m e multidimensional

Poder comer de verdade e com dignidade, ou seja, com


refeições balanceadas, sem passar fome e sem prejudicar o Direito
acesso a outros direitos. Se são direitos BÁSICOS (assim como
educação, saúde, lazer) não deveríamos ter que escolher entre humano
um e outro, não é mesmo?
07
Quantas vezes o preço da comida está um absurdo de caro?! É um
sobe e desce. A comercialização de alimentos influencia tanto na
Econômica economia global – as tais commodities –, como na esfera
econômica dos trabalhadores locais envolvidos na produção

Você já ouviu que saco vazio não para em pé, né? Aqui nos
referimos ao que nutre e fortalece seu corpo. Os nutrientes Biológica
que possibilitam o desenvolvimento do corpo, manutenção da
saúde e prevenção de doenças.

A marca que o alimento deixa no ambiente. A forma como ele


foi produzido contribuiu para a degradação ou manutenção
Ambiental do ecossistema? E o gasto de água? Quanto de energia é
utilizada no transporte do campo até a mesa? As embalagens
utilizadas são biodegradáveis?

No almoço em família, nas festas, ou sozinho em casa,


suas crenças, gostos e hábitos interferem no que você e
Psicossocial
as pessoas em volta escolhem comer e cultural

volta ao
sumário
Direito
humano

Econômica Biológica

Alimentação

Psicossocial
Ambiental
e cultural

volta ao
sumário
Sua alimentação é adequada e saudável?
Veja até onde esse conceito está presente na sua vida:

É variada, equilibrada e prazerosa


É ambiental, social e economicamente sustentável
Evita contaminantes físicos, químicos, biológicos e organismos geneticamente
modificados 09
Tem acesso permanente e regular a alimentos saudáveis
Inclui alimentos adequados às necessidades biológicas, de gênero, e idade
Respeita as tradições e cultura do território em que vive ou da sua origem
Atende às necessidades especiais (caso tenha alergia e intolerância)

Se encontrou vários itens na lista, você está praticando uma


alimentação que estimula o prazer, valoriza a cultura alimentar,
promove a sua saúde e a do meio ambiente.

volta ao
sumário
É exatamente aí que entra a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (PAAS)
para estimular a população brasileira a alcançar um patamar de saúde e de Segurança
Alimentar e Nutricional cada vez melhor.

A PAAS tem uma contribuição grande para a garantia do Direito Humano à Alimentação
e, por isso, é citada em quatro políticas públicas nacionais de diferentes setores, que
orientam as ações do governo voltadas para a população:
Política Nacional de Promoção da Saúde
Política Nacional de Alimentação e Nutrição
Política de Segurança Alimentar e Nutricional
Política Nacional de Alimentação Escolar
10
E existe espaço para se avançar ainda mais, em especial nas políticas de acesso e
permanência de estudantes nas universidades. O Plano Nacional de Assistência
Estudantil (Pnaes) é um bom exemplo. Ele garante diversos direitos aos estudantes,
especialmente aqueles em vulnerabilidade econômica, tais como moradia estudantil,
transporte, saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche, apoio pedagógico e…
alimentação!

As ações podem somar forças para tornar possível a igualdade de oportunidades entre
todos os estudantes. Afinal, é muito mais fácil focar nos estudos quando estamos
satisfeitos, além de a alimentação contribuir para a melhoria do desempenho
acadêmico, evitar repetência ou evasão.

volta ao
sumário
Bora entrar em movimento!
Clique e exercite um
A ideia é refletir e planejar
plano de ação

volta ao
sumário
Imagem do projeto Muros com arte produzida pela www.edhorizonte.com.br
Comer alimenta o corpo e a mente

O ato de comer não precisa se resumir a quantas calorias e nutrientes tem no nosso
prato. Quando escolhemos alimentos adequados e saudáveis, estamos cuidando de
nós mesmos e promovendo nossa saúde como um todo. Esse autocuidado pode ajudar
a melhorar nossa autoestima e bem-estar, estimulando sentimentos positivos em nós.
12
E sabe aquelas vezes, quando estamos tristes ou estressados, em que buscamos
comidas reconfortantes, como o prato favorito da infância? Essa também pode ser uma
estratégia para lidar com emoções.

Além disso, a escolha de alimentos pode ter uma associação cultural e psicossocial,
como uma forma de expressar a identidade pessoal ou do grupo. Degustar pratos
regionais ou tradicionais da família pode trazer sensação de pertencimento e
identidade, além de ser uma forma de celebrar e fortalecer aquela cultura.

Comer junto a outras pessoas também pode ser um importante aliado na nossa
saúde mental. Sabia que tem até um nome para essa prática? Comensalidade. É
aquele momento de saborear a comida enquanto colocamos a conversa em dia. Na
universidade, muitos jovens relatam que comem pior quando estão sozinhos e que ter
companhia estimula a escolha de ingredientes e preparos melhores. Cozinhar, ir à feira
junto ou sair para almoçar em grupo: a comida é também um motivo para
compartilhar os momentos da vida.

volta ao
sumário
Mão na massa e mão na terra

Megacidade é uma expressão criada pela ONU para cidades com mais de dez milhões
de habitantes. Se somarmos a população matriculada em todas as instituições de
ensino superior do Brasil e seus docentes, faltam só alguns milhares de pessoas para
essa população atingir esse patamar – isso sem contar os outros trabalhadores. Ficaria
um pouco atrás de São Paulo. A diferença é que em nenhuma megacidade todos
respiram diariamente a troca ou a criação de conhecimentos em centenas de
disciplinas, base de toda inovação científica. E claro: toda essa gente tem que comer!
13
Não será pouco o gás para abastecer todas as cozinhas da nossa megacidade. E bem lá
no início da cadeia da alimentação, tem terra, muito chão para plantar, criar animais e
tudo mais que mata a fome dessa gente. Sem contar os trabalhadores, do agricultor ao
catador de material reciclável.

E falando nisso, imagina a quantidade de lixo gerado se 10 milhões de pessoas


comprarem comidas embaladas em plástico? Só 23% dos plásticos foram reciclados em
2020. Então, nesse exemplo, a escolha alimentar dessa multidão universitária geraria
como consequência, num único dia, quase 8 milhões de plásticos em lixões, aterros,
oceanos e por onde mais esse lixo se espalha.

A caminho de ser uma megacidade

O Censo de Ensino Superior de 2021 diz que a população de


estudantes matriculados é de quase 9 milhões, em mais de 2.500
instituições de ensino superior, públicas e privadas. E os docentes
são aproximadamente 320 mil. Mais de 9 milhões e 300 mil no total.
Agora faça um exercício. Multiplique esse número pelo valor que
você consome de refeição ou alimentação por um mês.

Dica de site para descobrir o valor da cesta básica na sua região.

volta ao
sumário
Poucos universitários têm autonomia em relação à sua alimentação, ou pior, passam a
sacrificá-la em nome da idealização de um sucesso profissional, deixando de lado os
hábitos de comer com qualidade. Há quem tenha acabado de sair da casa dos pais ou
dos responsáveis e não tenha conhecimentos sobre o preparo e o armazenamento de
alimentos; há quem tenha dificuldade de planejar suas refeições e quem não saiba
como escolher bons alimentos com a grana que tem disponível, entre diversas outras
situações que prejudicam a autonomia alimentar.

Mas é possível variar as estratégias. Algumas universidades contam com equipamentos


de Segurança Alimentar e Nutricional, ou seja, Restaurantes Universitários (RU) ou
bandejões. São eles que garantem o direito à alimentação pela assistência estudantil
das universidades públicas. E, de fato, são uma ótima alternativa para muita gente.
14
Uma pesquisa do RU da Universidade Federal Rural da Amazônia (RU-UFRA) divulgou
que a média de atendimento anual, em uma amostra de 26 RUs em todo o Brasil, variou
de 447 mil até 1 milhão e 742 mil refeições durante o período de doze meses. É muita
gente para comer. É muita gente produzindo alimentos. É muita gente preparando a
comida. É muita gente limpando e descartando resíduos da alimentação, não acha?

É tanta gente comendo pra quê? Será que é para ampliar direitos, produzir
conhecimento e novas soluções de igualdade e justiça social e ambiental? Sem dúvida,
essa multidão que acessa a universidade torna esse lugar propício para fazer ações de
promoção da alimentação saudável. Vamos então botar a mão na massa e na terra,
ocupar essas cozinhas, hortas, feiras, centros acadêmicos e salas de aula das
universidades Brasil afora?

Partiu colocar a mão na massa!


Mas veja, nem toda vida universitária é exuberante em valorizar uma
alimentação saudável e que faça a diferença nas várias dimensões do comer.

Como descobrir onde é que você está se metendo toda vez que se alimenta na
universidade? Como você está acessando esse direito?

Existem várias formas, mas uma estratégia promissora é conhecer as características dos
alimentos considerados saudáveis e observar os tipos de alimentos consumidos nos
ambientes alimentares da universidade. Faça uma lista dos itens mais consumidos ao
seu redor e as dimensões da alimentação adequada e saudável se abrirão para você.

volta ao
sumário
Em posse dessa informação, vamos aos hábitos alimentares: os alimentos oferecidos e
o modo de preparo são nutritivos e saudáveis? Uma forma de descobrir isso é saber
diferenciar pelo menos quatro grupos de alimentos.

Nem sempre a rotina na universidade permite acessar o RU. Várias universidades nem
tem esse equipamento de Segurança Alimentar e Nutricional. Muitos estudantes
acabam recorrendo às cantinas, lanchonetes, restaurantes privados e barraquinhas –
locais onde produtos fritos, doces e ultraprocessados ganham ainda mais destaque.
Ou seja, a depender do que é oferecido no ambiente universitário podemos circular em
desertos ou pântanos alimentares. Nesse cenário, a escolha dos estudantes é essencial
para mudar a cultura alimentar na universidade, não só por práticas individuais mais
saudáveis, mas também para contribuir com um sistema alimentar sustentável e com a
promoção da alimentação adequada e saudável de um modo geral. 15

O acesso à alimentação além de ser um direito humano, pode fazer


a diferença na saúde e bem-estar da população como um todo. As
práticas alimentares saudáveis devem ter como prioridade o
resgate de hábitos alimentares regionais, facilitando o consumo de
alimentos in natura e minimamente processados, como frutas,
legumes, verduras, cereais integrais, tubérculos, raízes, feijões,
sementes, castanhas, leite e derivados, carnes e ovos,
considerando sempre sua segurança sanitária.

Por outro lado, é importante limitar o consumo de alimentos processados, aqueles que
são fabricados essencialmente com a adição de sal ou açúcar (ou outra substância de
uso culinário como óleo ou vinagre), como os legumes em conserva, frutas em calda,
sardinha ou atum enlatados, além de pães.

E também evitar o consumo de produtos ultraprocessados, os que passam por longos


processos industriais em sua fabricação e que apostam nas propagandas convincentes e
pra lá de duvidosas – como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e
macarrão instantâneo.

Cozinhar é uma prática que gera autonomia, independência, saúde e, de quebra,


você economiza uma grana! Nessa hora, o ideal é utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar
em pequenas quantidades.
Que tal desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias?

volta ao
sumário
Já sabemos que o comer envolve várias dimensões, então não importa somente “o
que” se come, mas também o “como” se come. Uma alimentação adequada envolve
comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível,
com companhia. Bater aquele rango junto de uma pessoa querida dá gosto!

Se liga na dica:
Na hora de comprar seus alimentos, escolha lugares que ofertem uma variedade de
alimentos in natura ou minimamente processados. Se for comer fora, opte por locais que
servem refeições feitas na hora, isso vai facilitar escolhas mais adequadas.
Dedique tempo de qualidade ao comer, com atenção, e tenha sempre fontes de
informações seguras sobre a alimentação.

Estratégias 16
De jovem pra jovem, para influenciar a alimentação na universidade:
A metodologia do Baião universitário rendeu muitas ideias.
Aqui algumas delas, diretamente do jovem universitário, sobre como meter a mão na
massa e transformar a experiência de alimentação.

Reunir a galera para cozinhar.


Incentivar a experimentar novos alimentos, preparações e combinações de sabores.
Criar e divulgar um perfil nas redes sociais e compartilhar receitas com dicas de como
torná-las mais práticas. Chama a galera para cozinhar!
Reunir colegas da universidade para cozinhar pratos típicos das diferentes regiões do
país a partir de receitas que você encontra no Instagram, Youtube, Tiktok, ou onde
preferir.
Que tal se juntar a outros colegas e produzir material impresso (cartazes, varal) e
colar em espaços da universidade como o RU, CAs, biblioteca, etc?
As pessoas se interessam por coisas diferentes, então é importante utilizar diferentes
estratégias, como: perguntas instigantes, imagens chamativas, expressões artísticas,
rodas de conversa, entre outros.
Colocar perguntas provocativas em cartazes ou murais, em locais de ampla circulação,
na intenção de provocar reflexão e ampliar a consciência sobre alimentação.
Culpabilizar as pessoas por seu processo de saúde e doença não é legal. É importante
cuidar para que a comunicação não seja impositiva ou violenta.

volta ao
sumário
E agora, mão na terra

O que talvez não seja comum encontrar na sua rotina de alimentação universitária é
justamente o que cresce debaixo da terra. Mas não precisa ser assim. Já pensou
participar de um mutirão na horta antes de ir para o RU? Sim, em alguns casos o que
vem de baixo da terra para a mesa vem do chão da própria universidade. Muda -
conheça quem faz. Cursos como os de Engenharia Florestal conseguiram, ao longo dos
anos no Brasil, ocupar cada vez mais espaços das universidades para fazer disciplinas
práticas. E não só: as terras de agricultores familiares e até de assentamentos de
movimentos sociais também passaram a fazer parte das trocas de conhecimentos 17
universitários. Famílias e, às vezes, povoados inteiros dependem das universidades
para ter uma economia ativa e saudável. Como você e os seus colegas podem participar
desse movimento de mão na terra? Uma boa forma de começar a responder esta
questão é montando um grupo de estudos para contribuir.

Grupo de compras coletivas universitário financia a agricultura familiar


Se todos na universidade investissem uma grana juntos, o que daria para
fazer? Conheça a história do projeto universitário que possibilitou um
sistema de painéis solares para famílias camponesas.
Professores da Universidade Federal de Lavras, junto de um coletivo de compras
de alimentos orgânicos, abriram um fundo de crédito para que famílias de
pequenos agricultores tivessem acesso à tecnologia de painéis solares. Virou
uma espécie de banco solidário. Ao invés dos agricultores pedirem
empréstimos, pagando juros altos numa grande instituição financeira, eles
pagam as parcelas à organização de consumidores, com um benefício mútuo. O
consumidor que tem condições investe no fundo, sabendo que, além de ter seu
dinheiro de volta, garante que o agricultor e sua família terão melhores
condições de prosperar e continuar distribuindo os alimentos orgânicos.

volta ao
sumário
Mais possibilidade de ação
Promover feiras orgânicas e de agricultura familiar dentro
do campus.
Parceria com alunos de computação para criar app.
Montar grupos de estudos para promoção da alimentação
saudável ao seu redor, se aprofundando na teoria e na
prática da agroecologia e das tecnologias sociais.
Identificar e visitar agricultores rurais e urbanos ao redor da
universidade – veja se sua cidade tem cadastro de 18
pequenos agricultores.
Conhecer projetos de pesquisa ou extensão da própria
universidade que já abordam questões da alimentação
saudável e sustentável.
Propor mutirões urbanos ou rurais, envolvendo a
universidade, para identificar terras improdutivas e projetar
plantações e colheita em hortas ou agroflorestas.
Propor feiras com agricultores locais, troca de frutas e
sementes, visitas ao campo ou a iniciativas urbanas.
Articular os agricultores locais, os pontos de
comercialização da universidade e o RU com disciplinas ou
projetos de pesquisa e extensão.
Expandir a rede de apoio incluindo o poder público da
cidade, por meio da secretaria de meio ambiente,
desenvolvimento rural, cultura, entre outras, assim como
restaurantes populares.
Elaborar projetos de pesquisas inovadores: a alimentação
aborda várias áreas, desde as exatas, sociais e humanas.
Montar um grupo de compras coletivas para assegurar
estabilidade aos pequenos agricultores e um fornecimento
regular de alimentos saudáveis aos estudantes.

volta ao
sumário
Grupos para compras coletivas direto do agricultor

A renda do pequeno agricultor pode ser muito instável. Ele está exposto às forças da
natureza e dos mercados. A Comunidade que Sustenta a Agricultura, um modelo
inovador de interação entre consumidores e produtores, tem melhorado esse cenário.
Um grupo de 20 pessoas ou famílias, já poderia dar mais proteção ao pequeno produtor
rural e sua família. Bastaria que se organizassem para fazer compras coletivas de cestas
de alimentos orgânicos ao longo de todo o ano, retirando semanalmente cerca de 8 a
19
12 itens. Tudo respeitando a sazonalidade natural e os períodos de colheita. Alface,
cheiro verde, cenoura, por exemplo, seriam mais frequentes. Abacate, tomate, laranja
dependeriam da época.

A renda desse produtor costuma ser complementada pelas feiras, mas elas são
instáveis. E tem também as políticas de aquisição de alimentos da agricultura familiar,
que nem sempre estão implementadas nos municípios ou nas universidades e podem
ser uma oportunidade de mobilização, para que as feiras sejam desenvolvidas
plenamente – acionando até o Ministério Público em casos de grande resistência. Um
pequeno agricultor forte, que pode contar com o apoio da universidade, significa oferta
de alimentos mais saudáveis por gerações.

volta ao
sumário
Continue construindo o Clique
Plano de Ação

volta ao
sumário
Imagem do projeto Muros com arte produzida pela www.edhorizonte.com.br
Fakes para fritar

21

No pior cenário, a sua prática alimentar na universidade reforça sistemas


insustentáveis. Isto é, a agricultura “convencional”, que mantém um regime patronal e
de monocultura, com uso de agrotóxicos, pesticidas e cultivos de transgênicos. A
proteína animal que você come vem da criação intensiva de animais. Depois de tudo
isso, os produtos chegam ao campus após passar por uma longa cadeia de
intermediários, percorrendo distâncias capazes de nos surpreender, talvez até de avião,
graças a grandes varejistas e, claro, com consequências sobre os preços, certamente
elevados. E ainda produz resíduos que vão permanecer no planeta por séculos.

Os produtores locais, vizinhos, nem se tornam uma opção, ou têm seus produtos
comprados por preços muito baixos, injustos.

volta ao
sumário
O pior cenário das 5 dimensões na sua
experiência de alimentação na universidade:

Desconsidera a fisiologia da alimentação, os nutrientes estão


desbalanceados e existe a oferta de preparações ou alimentos com
muita gordura, açúcar, sódio, conservantes e poucas vitaminas e
Biológica
minerais. Assim, o desenvolvimento do corpo e a saúde ficam
prejudicados.

Há uma oferta de produtos e preparações globalizadas, que não passam 22


nem perto da cultura da sua região. O estímulo para uma alimentação
Psicossocial rápida e prática produz baixa autonomia culinária. Além disso, pode ser
e cultural gerada uma relação dependente com alimentação: quem nunca comeu
um docinho para “compensar” um dia de muitas provas? Tudo bem,
isso só não precisa ser um hábito recorrente, concorda?

Gera elevado desperdício de alimentos ou péssimas possibilidades


de aquisição, como os produtos embalados, que passaram por
muitas etapas industriais para serem produzidos, transportados e
comercializados. Consequentemente, com alto desperdício de
Ambiental
energia e água, e muita geração de resíduos, práticas que
desrespeitam e degradam o meio ambiente.

Dinheiro investido não fica no território ao redor da universidade,


favorecendo o lucro de cadeias produtivas extensas, distantes e
Econômica modelos de gestão centralizadores da renda. É o caso das grandes
indústrias de alimentos ou do agronegócio.

Se todas as dimensões acima não estão garantidas, os espaços Direito


que ofertam comida na universidade não estão promovendo uma
alimentação adequada e saudável, que é um direito! humano

volta ao
sumário
E se o pior cenário despertou a curiosidade sobre quais são as características
positivas, veja no quadro um sistema sustentável possível:

Baixo Consumo
Produção Cadeias curtas de
processamento de sustentável de
agroecológica comercialização
alimentos alimentos

Agricultura Pouco ou nenhum


Preservar nutrientes Alimentos frescos
Familiar intermediário

Produtos
Comprar produtos
Diversificada Processar o mínimo produzidos próximo
sustentáveis
a você
23
Sem adição de Comércio justo e Comprar direto do
Orgânicos
gordura trans economia solidária agricultor

Sem adição de Valoriza-se produto Alimentos regionais


Sazonais
conservantes e produtor e tradicionais

Lavoura-
Confia-se no Ter habilidades
pecuária-floresta Sem outros aditivos
produtor culinárias
integradas

Baixo desperdício de alimentos, energia e água

(*) Adaptado de: “Alimentação saudável e sustentável: uma revisão narrativa sobre desafios e perspectivas”
(Martinelli; Cavalli, 2019).

Às vezes a gente come algo por estar acostumado, ou porque todo mundo come, mas
não se questiona se é realmente algo que faz bem. Você, sem saber, pode ter sido
atingido por propagandas que ressaltam a facilidade e outros pontos supostamente
positivos de certos alimentos, sem que fique óbvio que aquele é um produto
ultraprocessado, com açúcar demais, gordura demais e pobre em nutrientes.

Aqui vão alguns exemplos para você ficar ligado:

volta ao
sumário
O que é o que é?

Grupo 1: in natura ou minimamente processados

In Natura: vem direto de plantas e animais e não sofre


alterações. Exemplos: milho na espiga; frutas; verduras;
legumes. Minimamente processado: passam por
processos de limpeza, moagem, fermentação,
congelamento, porém sem adição de sal; óleos; gorduras;
açúcar ou outros itens culinários. Exemplos: arroz; feijão;
frutas secas; castanhas; farinha de mandioca.
24

Grupo 2: itens culinários


Usamos apenas para preparar os alimentos in natura
ou minimamente processados. Eles não são
consumidos isoladamente, mas entram nas
preparações para temperar, refogar, fritar, cozinhar.
Exemplos: sal; açúcar; óleos de soja, de milho, de
girassol; azeite; manteiga; vinagre.

Grupo 3: alimentos processados

Alimentos processados são fabricados pela indústria


com a adição de sal, açúcar ou outra substância de uso
culinário para que os alimentos in natura durem mais e
para realçar o paladar. Exemplo: pães feitos de farinha
de trigo; fermento biológico; água/leite e sal; vegetais
em conserva; frutas em calda; toucinho; carne seca;
sardinha e atum enlatados.

volta ao
sumário
Grupo 4: alimentos ultraprocessados

Já os ultraprocessados são produtos com pouca ou nenhuma


quantidade de alimento in natura e minimamente processados na sua
composição, tem excesso de sódio, açúcar e gorduras não saudáveis,
além de compostos sintetizados em laboratório, com maior potencial
de risco à saúde humana. Resumindo, sua composição parece mais
com detergente do que com comida. Exemplos: biscoitos; sorvetes;
balas; cereais açucarados; mistura para bolo; sopas; macarrão e
temperos instantâneos; molhos; salgadinhos de milho; refrescos e 25
refrigerantes; iogurtes e bebidas lácteas adoçados e aromatizados;
bebidas energéticas; produtos congelados.

(voltar à pág. 15)

De olho na lista de compras

Nem mesmo os jovens estudantes das áreas de saúde, como Nutrição e


Enfermagem, estão livres das fakes na alimentação. Uma pesquisa numa
universidade pública com quase 50 jovens mulheres dessas áreas
mostrou que salgados assados, cachorro-quente, salgados fritos e chips,
alimentos fornecidos por grandes lanchonetes, eram uma opção entre
70% a 100% delas. Outra pesquisa na Bahia, de olho na lista de compras
de um RU durante dois meses, em 2019, encontrou 149 itens que seriam
utilizados para o preparo dos alimentos. Apesar da predominância de
alimentos saudáveis – hortaliças e frutas (28+16) –, uma boa quantidade
de itens na lista de compras eram ultraprocessados (28): doces (10),
batata em flocos (1), biscoitos de pacote (3), condimentos/molhos
prontos (5), embutidos (2), pães industrializados (1), bebidas prontas (3),
margarina (2) e amaciante para carne (1).

volta ao
sumário
Fakes para fritar

Exemplos de comidas fakes para fritar, pouco a pouco, da sua vida


universitária.

Mais que o dobro das calorias do macarrão tradicional.


Passa por um processo de fritura na fábrica.
Pobre em nutrientes e fibras. 26
Possui 20% da recomendação diária de sódio.
Mais caro que o macarrão tradicional.
Passa por uma longa cadeia de processos industriais, que é
injusta e insustentável.
Macarrão instantâneo
Aditivos químicos artificiais: corantes, estabilizantes,
aromatizantes, conservantes.

Altamente calóricas, com alto teor de açúcar.


Cereais refinados, poucas fibras.
Presença de corantes e conservantes.
Se vende como uma alternativa saudável.
Passa por uma longa cadeia de processos industriais, que é
injusta e insustentável.
Aditivos químicos artificiais: corantes, estabilizantes,
Barra de Cereais
aromatizantes, conservantes.

Alto teor de açúcar.


Baixo em nutrientes.
Baixo em fibras.
Às vezes sem fruta de verdade.
Passa por uma longa cadeia de processos industriais, que é
injusta e insustentável.
Aditivos químicos artificiais: corantes, estabilizantes,
Suco de caixinha
aromatizantes, conservantes.

volta ao
sumário
Fakes para fritar

Alguns Podcasts para


se aprofundar em mais
fakes pra fritar.

27

O que a universidade pode fazer diante de tudo isso?

Estimular ações de transparência e comunicação sobre o tema: conheça


estratégias de comunicação e agroecologia.
Engajar coletivos em mutirões de hortas, feiras ou compras coletivas com
agricultores familiares locais
Combater a desinformação em geral. Exemplos nos perfis de RUs no Instagram:
@UFRJU, @restaurante_escola_unirio, @ru.uerj.
Reunir uma rede de apoio formada por especialistas das diversas áreas na
universidade para identificar desafios e desenvolver soluções.
Toda regulação tem uma longa história de tentativas, mobilização, negociação e
resistência. Com uma população de milhares, a universidade é um espaço
privilegiado para mobilizar pessoas em causas que favoreçam a comunidade em
geral e não apenas o corpo social (estudantes, técnicos e docentes).
Criar ações articuladas com diretórios e centros acadêmicos.
Promover ações de extensão com a comunidade local.
Facilitar o controle social dos estudantes sobre o Programa Nacional de Assistência
Estudantil (Pnaes).

volta ao
sumário
Vamos lá, exercite mais uma etapa Vai ;)
do plano de ação!

volta ao
sumário
BEM+ Sérgio Odilon. Reconstrução do painel de grafite da Biblioteca Engenho do Mato, BEM.
Engajamento universitário
Mão dupla: da universidade para o campo

Mamão, milho, batata doce, inhame, café,


banana e abacate são alguns alimentos
que Raul tem hoje sem precisar ir à feira ou
ao mercado. Nem sempre foi assim, o
estudante se considera um cidadão
29
"neorrural". Sua vida começou na cidade,
mas, após o contato com o curso de
Engenharia Florestal, decidiu se mudar
para o campo e investir no plantio de
orgânicos. Sem largar o ambiente da
universidade, o estudante segue seus
estudos sobre o plantio sustentável, hoje
no doutorado.

​ om o tempo, Raul percebeu que os agricultores locais estavam distantes da academia,


C
desconectados das pesquisas e debates que ocorriam dentro da universidade. Em 2011,
ele se juntou a um núcleo de estudos e decidiram mudar essa realidade. Começaram a
fazer mutirões de troca de experiências com os agricultores locais para conhecer as
práticas tradicionais e promover uma aproximação entre a cidade e o campo.

Uma das iniciativas é a CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura. Nela, os


apoiadores reunidos pagam uma taxa mensal para ter acesso a alimentos orgânicos,
produzidos localmente e de forma sustentável. A iniciativa valoriza o agricultor, que
passa a receber um salário justo pelo seu trabalho, e garante aos consumidores
alimentos frescos e saudáveis, livres de agrotóxicos e aditivos químicos.
A iniciativa dos jovens universitários não para por aí. Gil Lara, outro estudante que se
juntou ao grupo, notou inclusive a dificuldade que os produtores locais enfrentam até
com a aparência dos orgânicos em mercados: "Às vezes o alimento tá muito bonito e o
consumidor acha que não é orgânico. Se o alimento tá muito feio o consumidor não
quer comprar". Uma insegurança que gera desperdício e desvaloriza o produtor.

volta ao
sumário
Para minimizar esse problema, os estudantes decidiram investir em mais canais de
comercialização, como a CSA, de forma constante e com equilíbrio. Segundo Gil, "a
gente não produz mais para não ter perda". Cada família de agricultores é responsável
por produzir 20 cestas semanais de alimentos sortidos, que são distribuídas em pontos
de coleta aos consumidores. Uma das vantagens para o consumidor é a estabilidade
nos preços, os agricultores garantem o mesmo preço o ano todo.

O sucesso da iniciativa, para Raul, está em entender a realidade antes de propor ações.
"O agricultor foca em produzir” e não precisa ficar buscando novas inserções e pontos
de venda. “O jovem universitário está com a cabeça aberta e cheio de opções, tem essa 30
oportunidade de articular, mas tem que ter o interesse e o contato com a realidade
social”, diz ele. Os projetos bem-sucedidos, explica Raul, têm contato, os estudantes
vão na propriedade do agricultor, veem quais são as necessidades para desenvolver
projetos e criar essa ponte.

E assim, os estudantes de diversos cursos estão transformando a realidade local,


criando novas oportunidades para os agricultores e garantindo alimentos saudáveis
para a população. Uma iniciativa que mostra como a universidade pode ser uma
verdadeira ferramenta de transformação social. "Vi mudanças na história de vida dos
camponeses, antes os filhos e filhas desses camponeses tinham poucas opções”. Agora,
Raul percebe a possibilidade deles irem para a universidade, prosperando com a terra
própria, onde aplicam técnicas agroecológicas e geram uma renda maior.

(voltar à pág. 27)

volta ao
sumário
O plano de ação está quase lá! Clique

volta ao
sumário
Imagem do projeto Muros com arte produzida pela www.edhorizonte.com.br
Cai pra rede

Mais de 84% da população brasileira usa a internet, de acordo com o IBGE, e passa
metade de suas vidas conectada. Em consequência da pandemia de Covid-19,
aumentou a parcela desse tempo dedicada ao uso de serviços de compras online de
alimentos e à procura de informações e serviços de saúde.
32
Só que toda essa conexão não nos tornou massivamente expostos às cinco dimensões
da PAAS, nem mesmo à mais popular, a biológica. Na verdade, tem sido comum nas
redes digitais uma linguagem de estigmatização do peso, a disseminação da culpa em
relação à alimentação e elogios à magreza, além de comparações sociais, ocasionando
depressão e novos distúrbios alimentares.

Cair pra essa rede, seja qual for o seu curso, e ocupar o espaço vazio sobre alimentação
não é fácil. Mas ações simples podem engajar e disseminar o papo da alimentação
adequada: recomendamos seguir perfis que produzem conteúdo como os de grupos de
pesquisa e de extensão, jornalismo investigativo, entidades, associações e coletivos do
campo da alimentação. Curta, comente, compartilhe!

Você pode ainda experimentar ser um nano, micro ou macro influenciador digital, caso
já não seja. Comece conhecendo o que pensam as pessoas da sua rede de
relacionamentos, amigos e familiares, investigue quem são os influenciadores que
tratam temas sobre alimentação e suas dimensões, quem eles seguem, construa uma
relação de parceria com esses influenciadores apresentando o seu próprio conteúdo de
forma simples e conectada com a atualidade.

volta ao
sumário
O regime da verdade
Antes de cair para a rede, precisamos falar de um desafio real. Aí na universidade você
enfrenta uma dificuldade a mais se quiser furar a sua bolha digital. As tecnologias de
comunicação têm afetado a nossa cultura, especialmente o modo que acreditamos ou
desacreditamos em algo ou alguém. A confiança nas autoridades institucionais e nos
métodos da ciência está disputando espaço com linguagens e narrativas que geram
intimidade, testemunhos do tipo “eu vivi, fiz ou fui” e relatos pessoais da vida comum.
Para completar, temos um ambiente complexo de algoritmos e inteligências artificiais
que aprendem com agilidade sobre as nossas preferências, 24h por dia, convocando a
nossa atenção. E nem sempre com as opções mais saudáveis ou sustentáveis. Dizer a
verdade e evitar desinformação não está fácil. Mas encarar tudo isso é tão importante
quanto comer. 33

Aqui preparamos alguns recursos e dicas para você também entrar nesse movimento:

Prontos pra servir: copia, adapta e cola.


A ideia é mobilizar seu próprio círculo
de amizades e furar a bolha digital!

[WhatsApp] Sugestão de enquete para


entender o que pensam seus amigos e amigas
sobre alimentação.

[Instagram] Compartilhe fotos e vídeos das ações realizadas na sua universidade com
a hashtag: #movimentaCPQ

Fórum do Plano de Ação: Clique aqui e compartilhe no fórum suas percepções e o que
tem feito em relação à alimentação e se inspire com o que outros jovens estão fazendo.

volta ao
sumário
Sugestões de ação online para PAAS

Ler os rótulos e entender o que tem no que você vai comer é uma dificuldade para
muita gente. O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) está buscando incluir um
sistema de rótulos mais fácil para identificar ultraprocessados. Chega de rótulos
complicados! Assista o vídeo e compartilhe.
34
Ferramentas e conteúdos para te ajudar a não levar para casa ultraprocessados: o
App Desrotulando; o De Olho no Rótulo e o Põe no rótulo.

Para desenvolver habilidades culinárias, teste também as receitas de jovens de


todo o Brasil ou opções tradicionais da sua região, ou da sua família. Na internet
há uma infinidade de vídeos com passo a passo para aprender várias preparações.

Vá além dos supermercados, busque formas de adquirir alimentos por grupos de


compra e venda direta com o produtor local. Não faltam dicas on-line para até
mesmo fazer a sua hortinha em casa.

Quem tem experiências parecidas ou pretende desenvolver projetos semelhantes,


pode deixar aqui o seu cadastro.

volta ao
sumário
Algumas contas que são inspiração:

@cidinhadajeito
@nucleopenso
@comidaeconomia
@comidainvisivel
@comidadoamanha
@promocaodaautonomiaculinaria
@culinafro_ufrj 35
@favela_organica
@conjuvebr
@rede.ru.brasil
@ufrjru
@ru.uerj
@ru.ufjf
@comer.pra.que
@ana_agroecologia
@xepaativismo
@aba.agroecologia
@movimentosemterra
@ojoioeotrigo
@comermudaomundo
@sfynbrasil
@verdejarsocioambiental
@mpa.campesinato
@sustentarea
@aliancaalimentacao
@enenutricao
@nea.yeba

volta ao
sumário
Uhuu! o seu plano de ação ai! Clique

BEM+ Sérgio Odilon. Reconstrução do painel de grafite da Biblioteca Engenho do Mato, BEM. volta ao
sumário
Plano (coletivo) em ação
Aqui uma dica de plano (coletivo) de ação para formar o seu grupo de transformação
da experiência alimentar nas universidades e com elas!
Compartilhe com seus colegas!

1 | Acesso a informações

1º - informe-se do quadro geral: quais são os espaços que oferecem


37
comida na sua universidade? Quais tipos de alimentos são oferecidos?
Qual caminho esses alimentos percorrem até chegar em você?

2º - tente responder com os seus colegas a essas cinco dimensões da


Promoção da Alimentação Adequada e Saudável:

Como a relação com a alimentação pode ampliar direitos humanos na


sua universidade? Ser mais nutritiva? Ser uma experiência
transformadora de culturas e mentalidades? Ser mais cuidadosa com o
meio ambiente? Ser mais responsável com a economia e o trabalho?

Compartilhe as suas respostas aqui no fórum

Partilhe essas reflexões nas redes sociais com


uso da hashtag #movimentaCPQ, marcando o Agora volta
onde vc parou
@comer.pra.que, sua universidade e quem mais
você quiser

volta ao
sumário
Plano (coletivo) em ação

2 | Mão na massa e mão


na terra

Reúna um coletivo de amigos ou pessoas sensíveis ao tema. 38


Conversem sobre as informações encontradas até aqui e criem os seus
planos de ação, estimando prazos para experimentação e execução.
Perguntem-se quem são os seus parceiros dentro e fora da
universidade. Exemplo: professores e alunos dos cursos de Nutrição,
Agronomia, Jornalismo, Ciências ambientais… agricultores familiares,
ativistas da área, organizações não governamentais.

Compartilhe as suas respostas aqui no fórum

Partilhe essas reflexões nas redes sociais com


uso da hashtag #movimentaCPQ, marcando o Agora volta
onde vc parou
@comer.pra.que, sua universidade e quem mais
você quiser

volta ao
sumário
Plano (coletivo) em ação

3 | Fakes para fritar

Liste aqui quais são os obstáculos que podem enfrentar,


as práticas que querem modificar, não esquecendo das
Agora volta
informações ou crenças falsas que atrapalham o caminho. onde vc parou

39
4 | Engajamento
Que tal dividir conosco os seus desafios, sucessos,
frustrações? Vamos montar uma rede ampla de apoio
Agora volta
ao engajamento por uma nova experiência de onde vc parou

alimentação nas universidades.

5 | Cai pra rede

Agora é a vez de você montar a sua estratégia online. Tem muita gente
com quem você pode se conectar e fazer parceria. Quais são as suas
redes? Liste e interaja com seus parceiros online.

Compartilhe as suas respostas aqui no fórum

Partilhe essas reflexões nas redes sociais com


uso da hashtag #movimentaCPQ, marcando o
@comer.pra.que, sua universidade e quem mais
você quiser

volta ao
sumário
Chegamos ao fim…

…desse texto, porque a conversa sobre comer vai além. A gente não quer só a
dimensão biomédica da alimentação (nutrientes, saúde, corpo). Bora ampliar o diálogo,
inventar novas práticas e ocupar mais universidades desse Brasil. Tem muito a se fazer
pelos direitos à alimentação no nosso país.
40
Uma galera está contigo para multiplicar as vozes e transmitir uma mensagem plural:
comer é economia, sociedade, cultura e meio ambiente. Tudo tão íntimo da gente
quanto a vontade de matar a fome. Venha ser protagonista junto com os estudantes de
nutrição, os pesquisadores e os agricultores familiares, gente que já está nesse
movimento de cidadania. E venha com a sua universidade!

O movimento CPQ está disponível para discutir a multidimensionalidade da


alimentação com atenção para a formação crítica, contextualizada e ampliada de
universitários de todas as áreas do conhecimento.

Além de abrir o seu apetite, esperamos que esse e-book tenha despertado uma
esperança renovada: a de que a cidadania é possível através do comer. Nós temos sim
direito a uma sociedade justa, igualitária e cuidadosa na preservação do meio ambiente
e do planeta.

Comer está longe de ser só comer: o comer está diretamente conectado aos nossos
direitos básicos.

Então, voltando à pergunta lá do início: comer pra quê? O que você responderia agora?

volta ao
sumário
Biografia consultada
Artigos Científicos

Almeida IFE, Veloso IS. Ultra-processed foods offer in a restaurant at a public university.
RSD [Internet]. 2022Mar.19 [cited 2023Jun.26];11(4):e31411427375. Disponível em:
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/27375

Alves HJ, Boog MCF. Promoção de saúde e comensalidade: um estudo entre residentes de
moradia universitária. Segurança Alimentar e Nutricional. 2015 Feb 3;13(2):43–53.
Disponível em: 41
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/1831/1884

Brasil. Guia alimentar para a população Brasileira [Internet]. 2014. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.p
df

Brasil. Marco de Referência da Educação Popular para as Políticas Públicas [Internet].


Disponível em:
http://www4.planalto.gov.br/consea/publicacoes/outros-assuntos/marco-de-referencia-
da-educacao-popular-para-as-politicas-publicas/9-marco-de-referencia-da-educacao-
popular-para-as-politicas-publicas.pdf

Brasil. Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas


[Internet]. 2012. Disponível em: https://www.cfn.org.br/wp-
content/uploads/2017/03/marco_EAN.pdf

De Souza Lima R, Ferreira Neto JA, Pereira Farias R de C. Alimentação, comida e cultura: o
exercício da comensalidade. DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde [Internet]. 2015 Jul
28 [cited 2020 Dec 3];10(3).

Martinelli SS, Cavalli SB. Alimentação saudável e sustentável: uma revisão narrativa sobre
desafios e perspectivas. Ciência & Saúde Coletiva. 2019 Nov;24(11):4251–62. Disponível
em: https://www.scielo.br/j/csc/a/z76hs5QXmyTVZDdBDJXHTwz/?lang=pt

Monteiro MRP, Andrade ML de O, Zanirati VF, Silva RR. Hábito e consumo alimentar de
estudantes de uma universidade pública brasileira. Revista de APS [Internet]. 2009 May 6
[cited 2023 Jun 26];12(3). Disponível em:
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/14158/7662

volta ao
sumário
Perez PMP, Castro IRR de, Franco A da S. Trajetória de mudanças das práticas alimentares
de estudantes de uma universidade pública brasileira. Ciência & Saúde Coletiva [Internet].
2022 Jun 17;27:2789–803. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/csc/a/Dx8mzjbbK4nbkWBCxpmYXrm/

Sacramento I, Monari ACP, Falcão H. Mediaciones culturales y etnografía: entrelaces


teórico-metodológicos para la comprensión de los procesos de desinformación en la
salud. Razón y Palabra [Internet]. 2022 [cited 2023 Jun 26];26(115):74–90. Disponível em:
https://www.revistarazonypalabra.org/index.php/ryp/article/view/1940/1778

Sites, notícias
42
Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. Candidata e candidato, o que tem no seu
prato? [Internet]. Disponível em:
https://alimentacaosaudavel.org.br/categoria/campanhas/

Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. [Internet]. Planalto.gov.br.


2020.Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Compromisso Empresarial para Reciclagem - CEMPRE. Taxas de reciclagem. [Internet].


Disponível em: https://cempre.org.br/taxas-de-reciclagem/

Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA). Home - CSA BRASIL [Internet]. 2022 [cited
2023 Jun 26]. Disponível em: https://csabrasil.org/csa/

De onde vem nossa comida? (Entrevista - Legendado) [Internet]. www.youtube.com.


[cited 2023 Jun 26]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=i4-
pd7NXkWI&t=21s

Decreto nº 7.234,19 de julho de 2010. [Internet]. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7234.htm

DIEESE - Cesta Básica Nacional - Sistema de Consulta [Internet]. www.dieese.org.br.


Disponível em: https://www.dieese.org.br/cesta/

Escola de Diálogo de São Paulo - Sobre o Diálogo [Internet]. [cited 2023 Jun 26]. Disponível
em: http://escoladedialogo.com.br/escoladedialogo/index.php/sobre-o-dialogo/

volta ao
sumário
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Alimentação [Internet]. idec.org.br. [cited
2023 Jun 26]. Disponível em: https://idec.org.br/programas-tematicos/alimentacao

Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio


Teixeira. Censo da Educação Superior 2021: divulgação de resultados. [Internet]. 2022.
Disponível em:
https://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2021/apr
esentacao_censo_da_educacao_superior_2021.pdf

Miojo, o mestre dos disfarces [Internet]. open.spotify.com. 2022 [cited 2023 Jun 26].
Disponível em: https://open.spotify.com/episode/4A88vmtlJAj45OFJWbbRPn? 43
si=VYjDALKmQaOMMONMqokdlw

O Joio e O Trigo, jornalismo investigativo sobre alimentação, saúde e poder. Disponível


em: https://ojoioeotrigo.com.br/

P... Anvisa! [Internet]. open.spotify.com. 2020 [cited 2023 Jun 26]. Disponível em:
https://open.spotify.com/episode/1h4utX7p7QHbnrNVIrhSKa?
si=6rMujxnBTvai6asoLJ1kWw

Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) [Internet]. Ministério da Cidadania. Disponível


em: https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/inclusao-produtiva-
rural/paa

Ramos, Guilherme. Brasileiros passam mais da metade de suas vidas na Internet, estima
pesquisa. TechTudo, 2022. Disponível em:
https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/05/brasileiros-passam-mais-da-metade-de-
suas-vidas-na-internet-estima-pesquisa.ghtml

Rebouças F. Brasileiros dobram compras online de alimentos e bebidas [Internet]. iFood


News. 2022 [cited 2023 Jun 26]. Disponível em: https://news.ifood.com.br/brasileiros-
dobram-compras-online-de-alimentos-e-bebidas%EF%BF%BC/

Valente, Jonas. Serviços de saúde e compras na internet crescem na pandemia. Agência


Brasil, 2022. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-
04/servicos-de-saude-e-compras-na-internet-crescem-na-pandemia

volta ao
sumário
Livro concebido em formato e
suporte digital, diagramado com
fontes Sigher e Source Sans Pro.

comerpraque.org

Perfil no Perfil na Grupo de Canal no


Instagram Pluriverso debates YouTube

Você também pode gostar