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FIV: Esperança para Mulheres Acima dos 40

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A FERTILIZAÇÃO IN VITRO – FIV: A ESPERANÇA PARA AS MULHERES APÓS

OS 40 ANOS

Adriana Cury de Melo 1


Elida Vaz 2

RESUMO
Atualmente a infertilidade humana tem a cada dia tornando-se um problema frequente, e
está relacionado ao adiamento da maternidade, o que na atualidade é comum na sociedade.
Logo ao longo dos anos as áreas de estudo sobre essa temática têm sido desenvolvidas
vários protocolos e práticas médicas para tornar viável a gravidez humana mesmo em
condições não muito favorável. Assim o presente estudo tem como objetivo analisar as
tentativas de fertilização in vitro em mulheres que foram submetidas a este tipo de
fertilização. Os dados foram coletados através de uma entrevista, na qual as participantes
trocam experiência sobre o tratamento. O intuito é conhecer o prodecimento e a troca de
experiencias das mulheres participantes deste grupo; identificar as principais causas de
infertilidade; analisar as dificuldades enfrentadas por elas antes e durante a
desenvovlvimento do procedimento de Fertilização in vitro; bem como avaliar o método
utilizado e a sua taxa de sucesso.
Palavra-chave: Fertilização In Vitro. Infertilidade. Família.

INTRODUÇÃO

O presente estudo tem como tema “Fertilização In Vitro - FIV - A esperança para as
mulheres após os 40 anos”. Tem como objetivo informar sobre as nuances da
fertilização in vitro como alternativa para superar desafios de infertilidade.

A infertilidade humana tem a cada dia tornando-se um problema frequente, e está


relacionado ao adiamento da maternidade, o que na atualidade é comum na
sociedade. Logo ao longo dos anos as áreas de estudo sobre essa temática têm
sido desenvolvido vários protocolos e práticas médicas para tornar viável a gravidez
humana mesmo em condições não muito favorável. Logo a infertilidade é conhecida
como uma doença incapacitante, diagnosticada quando não se consegue
engravidar após 12 anos de relações sexuais regulares e sem proteção,
destacando aqui casais em idade reprodutiva (OMS, 2020).

Nos últimos anos, vem se tornando normal mulheres que buscam ser mães mais
1
Aluno concluinte do curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Estácio de Sá. Polo de Vila
Mariano - SP. Matricula 202102549914.
2
Professor (a) Orientador (a) do artigo da Universidade Estácio de Sá.
tardiamente em consequência da conquista do uso de contraceptivos, e assim,
dando prioridade na carreira profissional (MOREIRA; PINTO et aI., 2021).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde 15% da população mundial


possuem problemas de infertilidade (OMS, 2020), sendo relacionados devido a
diversos problemas fisiológicos em mulheres ou em seus parceiros (ALAM, et al.,
2019).

Portanto essa temática acaba se tornando um problema de saúde pública na


sociedade, passando a ser um dos principais fatores que ocasionam os casais e
recorrer a procedimentos de reprodução assistida, como a Fertilização in vitro (FIV)
(OMS, 2020).

No entanto a Fertilização In Vitro (FIV) é a técnica mais complexa de reprodução


assistida, que consiste em fecundar óvulo e espermatozoide em ambiente
laboratorial, formando embriões que serão cultivados, selecionados e transferidos
ao útero da mulher. O tratamento é conhecido por demorado e ter um alto custo
não somente financeiro como também físico e psicológico para mulher, tendo em
vista por se dividir em várias fases durante o procedimento (MONTAGNINI, et al.,
2009; CAMBIAGHI; LEÃO, 2022).

De acordo com o protocolo à vigor a mulher primeiramente é subordinada aos


estímulo hormonal, para consequentemente aspiração dos óvulos. Depois, no
laboratório, passam por procedimento de fertilização com o espermatozoide, o
embrião formado fica em cultivo entre 2 a 5 dias, e em seguida transferido para o
útero da paciente na tentativa de gerar uma gravidez (MARCONDES, 2018).

Além da importância do acesso a práticas de reprodução assistida como a FIV para


alcançar um tratamento realizado nas conformidades com a OMS. Logo, é direito
da sociedade ser preparada através dos diversos estudos científicos que
comprovam o planejamento reprodutivo. Ou melhor, baseando nos avanços da
ciência e na decisão de um planejamento familiar responsável, o casal toma
coragem em fazer o procedimentos como a FIV. O Estado tem dever previsto na
constituição de proporcionar os recursos hospitalares e os científicos para valer
este direito (FIO CRUZ, 2018).

Infelizmente estão escassos estudos que comprovam dados estatísticos


estatísticos, sobretudo o perfil das pacientes e as variantes que incluem na taxa de
sucesso do procedimento. Sem contar com a ausência da assistência da medicina
reprodutiva essencialmente em países de média e baixa renda reproduz a
desigualdade social, sejam pessoas inférteis ou não (MOREIRA PINTO et al., 2021;
OMS, 2020).

Portanto, o presente estudo visa analisar os dados de mulheres cariocas


submetidas à FIV através do ponto de vista das participantes de um grupo de troca
de experiências sobre o tratamento. O intuito é conhecer o procedimento e a troca
de experiências das mulheres participantes deste grupo; identificar as principais
causas de infertilidade; analisar as dificuldades enfrentadas por elas antes e
durante o desenvolvimento do procedimento de Fertilização in vitro; bem como
avaliar o método utilizado e a sua taxa de sucesso.

MÉTODOS E PROCEDIMENTOS

Para alcançar o objetivo deste estudo será empreendida a pesquisa descritiva que
conforme Vergara (2000, p. 45), “esclarece que ela pode também estabelecer
relações entre variáveis e definir sua natureza”. E segundo Gil (2010), “a pesquisa
descritiva tem como objetivo a descrição das características de determinada
população”.

No que tange aos procedimentos técnicos, a pesquisa será classificada como


Estudo de campo, que será realizada com mulheres paulistas e que foram
submetidas ao tratamento FIV, no Estado de São Paulo “[...] a pesquisa de campo é
o tipo de pesquisa que pretende buscar a informação diretamente com a população
pesquisada. Ela exige do pesquisador um encontro mais direto” (GONÇALVES,
2001, p. 67).

Com critérios de inclusão da amostra de no mínimo 05 participantes, sendo


mulheres com idade entre 36 – 50 anos, todas casadas com parceiros com idade
entre 35- 45 anos. Optou-se por avaliar esta população, tendo em vista terem se
submetidas ao tratamento de FIV.

Foi utilizado para a coleta de dados uma entrevista semi-estruturada, em que se


perguntou faixa etária, situação conjugal, quantidade de filhos, se a gravidez
ocorreu naturalmente, em tempo, perguntas inerentes à porque escolheu esse
método para engravidar, assim como se teve apoio e acompanhamento em todo o
processo da FIV como, por exemplo, se teve esclarecimento sobre cada etapa do
tratamento pela própria clínica ou teve que recorrer a outros meios de informações,
para que os participante pudessem expressar suas experiências de maneira clara e
assim, oportunizar uma visão mais precisa do público-alvo, possibilitando das maior
credibilidade à pesquisa.

Para as entrevistas semi-estruturada, feito de forma presencial, tomou-se o devido


cuidado de informar aos participantes acerca da finalidade da diligência. Devido ao
fato da infertilidade humana a cada dia vem se tornando um problema frequente e
com avanços da ciência a troca de experiência ser de suma importância a
participação desta pesquisa de campo. Foi preciso o comprometimento do grupo
em esclarecer sobre como é essencial essa troca de experiência de cada uma para
outras mulheres que querem e buscam métodos para engravidar, sendo satisfatório
o futuro compartilhamento do artigo com os participantes.

Para a análise dos dados foi utilizado um roteiro de entrevista como instrumento
constituído de dezessete questões, sobre o tema a ser investigado, objetivando
adquirir conhecimento sobre o tratamento de FIV, diante das situações
vivenciadas. Os resultados serão expostos conforme o roteiro elaborado da
entrevista.

REFERENCIAL TEÓRICO

O ciclo menstrual é ligado aos aspectos que proporciona a gravidez, mas algumas
sofrem influencias por vários motivos que afetam a fertilidade. Segundo dados
divulgados na Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a infertilidade
afetam em média 35% das mulheres, 35% em homens e 20% no casal.
Considerando esses valores subestimados ao fato da dificuldade enfrentada peça
comunidade científica para reunir todos os dados estatísticos existentes referente a
infertilidade, sobretudo a feminina. Portanto, este fato acontece principalmente
devido à aplicação de diferentes metodologias nos estudos (MOREIRA PINTO,et
al., 2021).

Para a infertilidade, diversas podem ser as causas. Até onde se sabe o fator idade
avançada é muito comum, principalmente devido a transição nos últimos anos em a
mulher tarda a maternidade (VANDER BORGHT, 2018).
Entre as diversas patologias, a endometriose tem sido considerada como a causa
do alto índice de mulheres inférteis. Uma vez que podem causar danos tubários,
uterino e nos ovários. Além de afetar de alguma forma o equilíbrio hormonal no
ciclo menstrual (ALAM, et al., 2019).

Pode-se relaciona alguns dos aspectos que estão ligados diretamente com a
impossibilidade da fertilidade: De acordo Taylor, et al. (2021), a endometriose é
uma doença crônica definida pela presença de tecido endometrial no ambiente
extra-uterino. Sendo um distúrbio multifatorial que apesar de não ter estimativas
concisas, acredita-se que afeta cerca de 10% a 15% das mulheres em idade
reprodutiva de acodro com os dados do Banco Mundial em 2017 (ZONDERVAN, et
al., 2018).

Os sintomas clínicos mais comuns na endometriose são a dor pélvica crônica, e


irregularidades menstruais. Mas, tem algumas mulheres que são assintomáticas, ou
seja não apresentam nenhum sintoma (LAGANÁ, et al., 2016; WOLTHUIS-
TOMASSETTI, 2014 apud LAGANÁ, et al., 2017).

Atualmente para ser diagnosticado por meio de exame clínico, ultrassom pélvico
transvaginal e a ressonância magnética para identificar e confirmar o seu estágio
(BAZOT-DARAI, 2017; CHAPRON,et al., 2019).

A divisão desta patologia consiste no local e nível de acesso. Logo, as pacientes


podem manifestar lesões superficiais ou profundas, em forma de cistos ou
cicatrizes em regiões próximas ou longe do sistema reprodutivo (FALCONE T, et
al., 2018).

A patogênese não é completamente conhecida, mas de segundo Laganá, et al


(2017) compreende diversas possibilidades que apresentam a comunicação entre
modificações epigenéticas, hormonais e processos imunológicos. Um exemplo
tradicional é a teoria de Sampson ou menstruação retrógrada, esta hipótese
considera o refluxo tubário do endométrio em descamação no período da
menstruação como a causa da doença (ZONDERVAN, et al., 2018).

Dessa forma, as células endometriais podem implantar-se no peritônio de órgãos


pélvicos como: tubas uterinas, ovários, bexiga, intestino, etc. Segundo Chapron, et
al. (2019), este fato acontece por interferência de um ambiente hormonal favorável
e fatores imunológicos ineficientes. No entanto, há conflito a respeito em como a
endometriose possibilita a infertilidade na mulher.

Duarte, Righi (2021) manifestam hipóteses que apontam mecanismo da


fisiopatologia ter como razão básica 16 inflamação peritoneal crônica, no qual,
intervém diretamente na ovulação, transporte e implantação do embrião. Alguns
aspectos dignos de destaque neste contexto: O primeiro deve-se ao fato dos
implantes reconhecido pela endometriose serem apontado como corpos estranhos,
estes auxilia na resposta inflamatória local no qual manifesta no aumento da
liberação de citocinas pró-inflamatórias (TANBO; FEDORCSAK, 2017).

Com o processo são liberados elementos como: Fator de Necrose Tumoral (TNF),
interleucinas e Espécies Reativas de Oxigênio (ROS). Ocorre também o aumento
da concentração de macrófagos, Células Natural Killers, Linfócitos T, entre outros
(MILLER, et al., 2017; ZIEGLER , et al., 2010 apud DUARTE, RIGHI, 2021).

As ROS atingem a ovulação da mulher por causa dos danos oxidativos nas suas
células foliculares, e automaticamente na qualidade dos oócitos, essenciais para o
bom crescimento do embrião. As ROS são executadas pelo metabolismo do
oxigênio em circunstâncias fisiológicas, e são mediadores de resposta inflamatória,
controlando proliferação celular. No endométrio ectópico acontece um aumento na
liberação desse elemento, no qual, sua atuação causa destruição no mesotélio
peritoneal e proporciona a inserção das células endometriais (SANTOS, 2016).

Para Scutiero (2017), outro problema presente na doença é a deficiência no


resultado imune por não obter a eliminação destas células antes de ligarem-se.
Mas as células inflamatórias existentes no líquido peritoneal podem causa adessão
fibróticas secundárias as lesões nas tubas uterinas, por exemplo, isso, impedira o
encontro dos gametas e transporte dos embriões (TANBO; FEDORCSAK, 2017).

Portanto é imprescindível destacar que as tubas não sofrem obstrução apenas


devido a endometriose. A literatura mostra outras várias causas, como por
exemplo: Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) não tratadas, cirurgias
pélvicas, complicações de uma gravidez ectópica, entre outros problemas (OMS,
2020).

Consequentemente, de acordo com diversos estudos a receptividade endometrial


para a implantação do embrião também é danificada devido a produção do
estrogênio e resistência à ação da progesterona, este último tem relação à
ausência de seu receptor nas células de implantes (ZIEGLER, et al., 2010 apud
DUARTE, RIGHI, 2021).

Há tempos se argumenta se os elevados níveis de estrogênio tem relação com a


manutenção dos focos de endometriose, o que ocasiona o avanço para ovulação
no ciclo reprodutivo da mulher acometida pela doença (TANBO; FEDORCSAK,
2017).

Sendo necessária uma secreção equilibrada de progesterona, pois apresenta


função importante na manutenção do endométrio secretor para a possível
fecundação, assim como sua atuação anti-inflamatória por meio da seleção das
células imunes. Logo, devido à concentração menor desse hormônio nas células de
endometriose acarreta o aumento de células pró-inflamatórias que provam
prejuízos no tecido endometrial (TANBO; FEDORCSAK, 2017; PATEL et al., 2017).

Ao contrário da endometriose, em que existem oscilações dos hormônios que


influenciam no ciclo menstrual, no processo de envelhecimento feminino, existe
uma sucessiva perda na produção hormonal assim como diminui a reserva
ovariana (SADLER, 2016).

De acordo com os dados, uma gravidez tardia está ligada diretamente ao


decréscimo na capacidade reprodutiva da mulher cerca de 15% a partir dos 25
anos de idade, atingindo os 7% aos 30 anos (VANDER-BORGHT, WYNS, 2018).

Com relação de causa e efeito não está bem elucidada, há algumas hipóteses
baseadas em estudos que associam o impacto da idade avançada na qualidade
dos oócitos por acumularem mais danos oxidativos, anomalias cromossômicas,
alterações da zona pelúcida com o passar dos anos, assim como uma diminuição
na capacidade de reparação do ácido Desoxirribonucleico (DNA) enquanto se
encontram em metáfase II (PETERS, et al.,2020).

Assim, além da diminuição hormonal, no qual, interfere drasticamente na fertilidade


da mulher, os seus oócitos podem ter uma condição inferior aos das mais jovens
(MOREIRA-PINTO,et. al., 2021; LEROY, et al.,2018).

Os problemas relacionados com a fertilidade é um desafio para a medicina


reprodutiva para realização de práticas de qualidade para desenvolvimentos de
tratamentos, como no caso deste estudo a Fertilização In Vitro – FIV. Esse método
caracterizado através de uma fertilização executada em laboratório por meio da
manipulação dos gametas, feminino e masculino, até virar um embrião. Após, será
transportado para a cavidade uterina da mulher com a finalidade de gerar a
gravidez (MARCONDES, 2018).

Diverso estudo relacionado às técnicas da FIV tendo inicio em 1950. No entanto, só


em 1978 foi realizado pela primeira vez esse procedimento pelas mãos do
ginecologista Patrick Steptoe e o embriologista Robert Edwards, na Inglaterra.
Nascia assim o primeiro bebê através da fecundação “não natural’, Louise Brown,
concebida pela mãe com obstrução bilateral das tubas uterinas (STEPTOE,
EDWARDS,1978).

Iniciando assim a FIV, no qual milhares de casais obtiveram a tão sonhada


gestação realizada com ajuda do avanço da medicina. No Brasil, o primeiro
procedimento acontece 1984 em São Paulo através do nascimento de Anna Paula.
Sendo o ginecologista Milton Nakamura o responsável pelo primeiro procedimento
no país e na América Latina, que usou oócitos doados (MOURA et al., 2009). E
mesmo ano, foi efetuado o primeiro procedimento usando um embrião preservado.
Logo este caso é de extrema importância para a história da Reprodução Humana
Assistida (RHA) proporcionando como exemplo: a preservação da fertilidade, a
doação de embriões, a biópsia embrionária, dentre outros benefícios (COHEN et
al., 2005).

Porém, somente em 2000 começou a ser utilizada em todo o mundo, tendo


continuidade até a presente data, inovando no tratamento principalmente da
infertilidade masculina (ZEGERS-HOCHSCHILD et al., 2011).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com a reportagem de Dr. Rodrigo Rosa Filho publicado na revista pães e
filhos a Fertilização In Vitro (FIV) esta dentre uns dos métodos de reprodução
humana mais popular, é sugerido para diversos problemas que podem acarreta na
infertilidade feminina ou masculina. Neste método, os óvulos e espermatozoides são
retirados para estrem sendo fecundados em laboratório, com o embrião formado
sendo consequentemente concebidos para o útero, assim as chances de concepção
aumentam. O índice de FIV para ter sucesso precisa da maior parte dos fatores de
infertilidade apontado pelo casal e da idade da mulher. Geralmente quanto mais
nova for a mulher mais possibilidade de alcançar o sucesso no método, destacando
que até 30 anos as possibilidade chegando a 70% (Rodrigo Rosa Filho, revista pais
e filhos, 2021).

Ainda segundo o Dr Rodrigo Rosa Filho publicou na revista pais e filhos, em 2023,
faz 45 anos de existência da técnica de FIV, na Inglaterra, em julho de 1978. A FIV
não apenas revolucionou a Medicina, mas também a sociedade e a cultua, pelo fato
de alcançarem grandes avanços médicos. Esta técnica desde a sua descoberta, a
mesma proporciona os casais que apresentam dificuldades de concepção realizem o
sonho de terem um filho biológico. Além de mais de 8 milhões de pessoas nascidas
através deste métodos temos a mudança sociais. Pois antes da FIV vários casais
sofriam com infertilidade, que era constantemente relacionada com sentimento de
fracasso. No entanto a FIV ela traz a esperança e oportunidade de superar esse
problema enfrentado, ampliando os laços familiares e a união. Assim também umas
das principais modificações foi com relação a naturalidade na parentalidade, o que
auxiliou a eliminar o preconceito. Além de ampliar o conceito de família. A FIV
possibilitou também que casais do mesmo sexo, pessoas solteira, mulheres com
idade avançada e indivíduos com infertilidade pudessem ter a experiência de forma
uma família. Logo esse avanço modificou de maneira significativa a maneira como a
sociedade enxergar e maternidade e a paternidade, aumentando alternativas de
formar famílias.

Os avanços ocorreram também na FIV no percurso da mesma, atualmente temos a


capacidade de cultivar embriões em laboratório até que atinjam o que se conhecemos
como estágio de blastocisto (que acontece cinco ou seis dias depois a fertilização). Se um
embrião é saudável o suficiente para sobreviver até esse estágio fora do corpo, ele tem
uma chance maior de permanecer após a implantação. Avanços estes que selecionam os
melhores embriões para que assim permita que os provedores transferissem apenas um,
em vez de vários embriões para o útero de cada vez. As pesquisas continuar com a
finalidade de aprimorar cada vez, mais a técnicas FIV, para que possa aumentar os índices
de sucesso e pontuando os riscos associados. Assim como o desenvolvimento de novas
tecnologias, como o diagnóstico genético pré-implantação, permitindo a detectar as
prováveis doenças genéticas e auxiliando a escolher os embriões com capacidade de se
desenvolver de forma saudável. Temos esperança de que a técnica se torne mais
acessível para beneficiar muito mais pessoas. Com todos esses benefícios, é inegável que
a fertilização in vitro permaneça como um dos maiores marcos da história da Medicina (Dr.
Rodrigo Rosa Filhos, revista pais e filhos, 2023).

O levantamento foi realizado entre abril e maio de 2024. Por meio de um roteiro de
perguntas realizadas entre as mulheres paulista que se voluntariaram a participar do
estudo. Os pesquisadores avaliaram as mulheres que passaram pelo tratamento
FIV, para analisar e conhecer o método bem como impactos psciológicos na tentava
de engravidar. Participaram das entrevistas 05 mulheres, com idade entre 35 e 50
anos, sendo um grupo com bastante experiencia no assunto e bem determinadas a
conta suas experiências, apresentando algumas naão possuiem filhos dentre outras
possuiem 1 a 2 filhos de forma natural sem ajuda do tratamento, tendo sido
abordados com a elaboração de 17 perguntas, porém, não havendo nehuma
resistência na colaboração da interlocução, por parte das participantes que sem
prolbema nenhum contara suas experiências natualmente.

Em relação à primeira pergunta: “Qual nome, e idade?”

Participante 1: Andrea, 44 anos.


Participante 2: Joana, 46 anos .
Participante 3: Adiana, 50 anos.
Participante 4: Renata, 49 anos.
Participante 5: Maria Aparecida, 36 anos.
Participante 6: Elizangela, 37 anos.
.

A segunda pergunta foi: “É casada”? Caso sim qual o nome e idade do

Andrea: Sim. Renan, 38 anos.


Joana: Sim. Silvio, 44 anos.
Adriana: Sim. Rodolfo, 39 anos.
Renata: Sim. Fernando, 45 anos.
Maria Aparecida: Sim. Emerson, 35 anos.
Elisângela: Sim. Marcelo, 42 anos.

Em relação à terceira pergunta de “Tem filhos? Quantos?”

Andrea: Sim. Um..


Joana: Sim. Dois.
Adriana: Sim. Um.
Renata: Sim. Um..
Maria Aparecida: Sim. Dois.
Elisângela: Sim. Uma.

Já na quarta pergunta “Alugma gravidez ocorreu naturalmente sem que


precisasse buscar tratamento?”, observou-se que, sobre a investigação citada,
exatamente mais que a metade dos que responderam, disseram ter tido um aborto.

Andrea: Sim, mas sofri um aborto...


Joana: Sim, a primeira aos 26 anos.
Adriana: Sim, mas perdi.
Renata: Não.
Maria Aparecida: Sim, a 17 anos atrás, do meu primeiro casamento.
Elisângela: Sim.

.
Sobre a quinta pergunta, quando foi interpelado se “Como soube sobre a FIV e por
que decidiu utilizar esse método para engravidar?”

Andrea: Minha prima e uma amiga que já estavam fazendo, e me


orientaram a buscar informações. Depois, após uma cirurgia de mioma e
endometriose, meu médico ginecologista/obstetra me orientou a procurar
um colega especialista em Fertilização.
Joana: Depois de tentar 2 anos na pandemia, fomos em uma clinica para
entender as opções que tínhamos, já que pela idade não queria ficar
esperando muito mais
Adriana: Soube no meu trabalho, na Revista Pais&Filhos e decidi pelo
método quanto completei 46 anos e entendi que naturalmente eu não
engravidaria mais
Renata: Meu pai era ginecologista e obstetra. Sempre fui bem entendida no
assunto. 1 ano e tentativa para engravidar natural. Parti para 3IA sem
sucesso. Apos isso ja comecei com a FIV, mas no decorrer das tentativas
sem sucesso foram 4 Cirurgias de pólipos endometriais e 1 cirurgia de
endometriose.
Maria Aparecida: Através de pesquisa na Internet, e indicação de meninas
que tbm estava passando pelo mesmo processo que, decidimos por FIV pq
meu esposo ele é azoospermico, e de forma natural é impossível uma
gravidez
Elisângela: Soube após descobrir ser infertil.
.
Em relação à sexta pergunta: “Quantas FIV você já fez e em quais clínicas?”

Andrea: Fiz uma única vez na Fertivillità com Dr Marcelo Giacobbe.


Joana: 1, clínica Vida & Fertilidade em Campina
Adriana: Fiz 1 FIV Nilo &Frantz
Renata: 3IA e 9FIV 1 tentativa na ideia fertil em Santo André e todas as
outras na Huntington do hospital Santa joana
Maria Aparecida: Fiz 3 indução de óvulos, fui ovodoadora. 2 indução pra
ovodoadora e 1 indução para o meu tratamento.
Elisângela: 2 vezes em clínica diferentes.

Na sétima pergunta: “Você teve apoio e acompanhamento em todo o processo


da FIV? Quem?”

Andrea: Sim tive apoio da família, amigos e corpo clínico.


Joana: Sim, dá própria clinica.
Adriana: Sim do meu marido
Renata: Tirando meu médico que sempre me acompanhou, sempre foi
muito atencioso, não tive tanto apoio. No começo ate tive muito, mas após a
4ª tentativa negativa, começaram a falar pra eu desistir. Falo mais abaixo no
texto livre.
Maria Aparecida: Sim, tive apoio total do meu esposo, cada etapa
estavamos juntos.
Elisângela: Sim enão, esteve comigo meu esposo.

A oitava pergunta foi: “Você considera que teve todo esclarecimento sobre cada
etapa do tratamento pela própria clínica ou buscou informações?”

Andrea: Eu tive bastante apoio, mas por natureza sou curiosa e me


aprofundava através de pesquisas.
Joana: A clínica foi impecável nas informações e apoio durante todo o
processo
Adriana: Sim tive esclarecimento
Renata: Sim, totalmente, mas sempre busquei também sobre tratamentos
pré, durante e pós-transferência de embrião.
Maria Aparecida: Uma parte tive sim, mais tive que pesquisar bastante e
estudar tbm, pra mim poder entender mais sobre oq era cada procedimento
e oq fazer pra ajudar a chegar e conquistar o meu tão sonhado positivo.
Elisângela: Sim.

Quanto ao conhecimento sobre o assunto na nona pergunta de “Caso tenha


buscado informações fora da clínica durante o processo, indique onde?”

Andrea: Amigas, familiares, Internet.


Joana: Não.
Adriana: No Google é redes sociais
Renata: Internet, grupos de
Maria Aparecida: Busquei em todo tipo de rede, pegando depoimentos de
pessoas que fizeram, como fizeram, o qual motivo que estavam ali no
mundo da FIV e muito mais.
Elisângela: Busquei em todos os tipos de redes sociais, pegando
depoimentos de pessoas que foram sobmetidas a técnica, como fizeram,
por qual motivo que estavam ali no mundo da FIV e muito mais.

Quanto à décima pergunta “Você teve dificuldades no preparo para a FIV?


Quais?”

Andrea: Antes precisei regular vários fatores como pressão, anemia, mas
fora isso não.
Joana: Não, só ansiedade mesmo.
Adriana: Sim, para engrossar o endométrio, manter todos os exames em
ordem simultaneamente. Comecei o preparo em junho de 21 e transferi
apenas em setembro, sendo uma nova preparação por mês.
Renata: No preparo não, mas a ansiedade é irritabilidade ficaram mais
fortes por conta dos hormonnios.
Maria Aparecida: Não tive nenhuma dificuldade, pois o problema todo
estava no meu esposo.
Elisângela: Sim, na aplicação das injeções.

Quanto à décima primeira pergunta: “Quanto tempo durou todo o tratamento e


quais foram os maiores desafios?”
Andrea: 04 meses e o psicológico é o maior desafio
Joana: Da primeira consulta ao dia da inseminação, foram 3 meses. Acho q
o pior foi à expectativa de dar certo ou nao
Adriana: 04 meses e o psicológico é o maior desafio.
Renata: 12 anos, entre a primeira consulta e a transferência. O maior
desafio foi engroddar o endométrio no mínimo ideal.
Maria Aparecida: Bom processo da minha FIV demorou um pouco, pq tive
q passar por 3 estimulação do ovários por isso demorou um pouquinho,
maior desafio são vários na FIV, mais o maior de todos é vc conseguir
engravidar e sofre um aborto com 8 semanas de gestação, que foi o que
aconteceu comigo na primeira vez.
Elisângela: Uns 20 dias, o maior desafio foi a aniedade.

À décima segunda pergunta: “Quantas transferências você fez até conseguir o


positivo?”

Andrea: Fiz uma única transferência.


Joana: 1
Adriana: Fiz uma única transferência.
Renata: 1
Maria Aparecida: 2..
Elisângela: 4, porém engravidei naturalmente.

Quanto à décima terceira pergunta, sobre o indicador de morbidade do profissional


de Depois da transferencia do embrião quais foram os seus maiores desafios
até a confirmação da gravidez?

Andrea: Ansiedade.
Joana: Irritação absurda, ansiedade, medo do resultado.
Adriana: A ansiedade do teste e o controle da saúde mental.
Renata: Controlar o medo, a ansiedade e insegurança.
Maria Aparecida: O medo com toda certeza de sofre um aborto novamente.
Elisângela: A gravidez não evoluir.

Quanto à décima quarta pergunta, sobre o indicador de morbidade do profissional de


“Você utilizou recursos próprios para a FIV ou fez pelo SUS?”

Andrea: Recursos próprios.


Joana: Proprios.
Adriana: Recursos próprios.
Renata: Próprios.
Maria Aparecida: Sim foi totalmente do nosso custo financeiro.
Elisângela: Recursos próprios.

Quanto à décima quinta pergunta, sobre o indicador de morbidade do profissional de


“Qual foi o gasto médio total de cada FIV?”

Andrea: Em torno de 45 mil com remédios.


Joana: Em torno de 45 mil com remédios.
Adriana: 25 mil.
Renata: Em média 30 mil só com medicação laboratório e transferência,
fora os exames que convênio não cobria, honorários médicos.
Maria Aparecida: Não me recordo valor exato, mais acredito q gastei em
torno de 10 mil, pq graças a Deus eu tive o meu tratamento custeado pq fui
ovodoadora, então não gastei muito.
Elisângela: Uns R$23.000,00

Quanto à décima sexta pergunta, sobre o indicador de morbidade do profissional de


“Em sua opinião, quais as vantagens e desvantagens de engravidar com
fertilização in vitro?”

Andrea: Vantagem por ser o único meio devido a minha idade, qualidade de
óvulos entre outros. Desvantagem é o alto custo
Joana: A vantagem é ter todo o suporte para a realização de um sonho,
com mil exames que ajudam a ter certeza q vai dar tudo certo.
Desvantagem foi só custo mesmo
Adriana: Vantagem por ser o único meio devido a minha idade, qualidade
de óvulos entre outros. Desvantagem é o alto custo.
Renata: Vantagem seria "engravidar mais facil" que não é tão fácil tbm.
Devido a uma série de problemas que a pessoa possa ter. A desvantagem
pra mim só é em relação a ansiedade. Pq na natural vc tem relações e
espera que engravide. Na FIV vc já sabe que tem o embrião lá. Então a
expectativa é bem maior
Maria Aparecida: Estão iguais, pq tanto na gravidez natural ou pela FIV os
desafios e os medos são iguais, principalmente pra uma mulher que está
tentando engravidar a anos e não consegue.
Elisângela: Estão iguais, pq tanto na gravidez natural ou pela FIV os
desafios e os medos são iguais, principalmente pra uma mulher que está
tentando engravidar a anos e não consegue.

Fechando as entrevistas, com cada participante relando uma consideração final


sobre a temática.

Andrea: Quando a mulher decide seguir o caminho da FIV ela pode fazer
tudo sozinha, mas o apoio de família, amigos faz toda diferença!
Joana: Tivemos muita sorte de ter tido o positivo de primeira, pq
emocionalmente é um desgaste muito grande, a expectativa, mas valeu
muito a pena!
Adriana: Quando a mulher decide seguir o caminho da FIV ela pode fazer
tudo sozinha, mas o apoio de família, amigos faz toda diferença!
Renata: Senti muita falta de poder desabafar, sobre medos, angústia,
frustração, pois muitas pessoas me falavam pra desistir, pra não gastar
dinheiro “à toa". Pra isso busquei grupos de tentantes. Que me apoiaram e
me ajudaram muito. Chorei muito sozinha de madrugada. Justamente por
falta desse apoio emocional. Nos grupos senti o acolhimento que precisava.
Muitas vezes o negativo afetou meu casamento. Queria desistir de tudo,
inclusive dele. Não tinha mais vontade de nada. Acho que até cheguei a ter
depressão. Mas não fui buscar ajuda. Quis me fechar, ficar quietinha no
meu canto. Poucas amigas minhas sabiam do que eu estava passando. Os
grupos são muito importantes, pois todas estão no mesmo barco. Sentindo
as mesmas coisas. Estou com uma amiga passando por isso agora. Tenho
apoiado em tudo que eu posso. Pois sei bem o que ela está passando. Já
foram 3 e todas negativas tbm. Passei o contato do meu medico. E ela disse
que fez exames que nunca tinha feito. Está bem confiante. Espero que ela
sinta o meu acolhimento como nunca senti. E sempre que eu sei de alguém
que está passando por isso ou já está em tratamento, procuro conversar, e
falar que a pessoa pode desabafar e conversar qdo quiser comigo. Só sabe
ouvir, quem já passou por isso.
Maria Aparecida: Meu nome é Aparecida tenho 33 anos, meu esposo 32,
estou no segundo casamento, do primeiro tive um filho, tem 14 anos, com
esse atual ele é doido pra ser pai, estamos juntos 3 anos , e des que
estamos juntos sempre deixou claro a vontade e o sonho que ele tem em
ser Pai , tentamos até o ano de 2020, foi quando fui atrás de diagnóstico, fiz
todo tipo de exame que uma mulher tem q passar , mesmo sabendo que eu
não teria nada , eu fiz! Foi quando o médico pediu o espermograma dele e
veio zerado, azoospermia, corri e fui atrás de pessoas com o mesmo caso q
o nosso, fui atrás de clínica a preço de custo , quando encontrei o ideia fértil
de Santo André, começamos o tratamento esse ano em janeiro de 2021, no
ideia fértil de Guarulhos personal com a Dtra Marilyn, refizemos todos os
exames, tudo ok,fui doadora de ovulos , doei 15 e fiquei com 9 ,meu esposo
fez o TESE ,punção para capturar espermatozoides no testículos, de lá o
médico conseguiu vários espermatozoide pra honrra e Glória de Deus, os 9
fertilizados, mas só 3 expandiu para blastocisto, TEC dia 01/09 transferir um
embrião 4BB pra honnra e Glória de Deus, conseguimos o positivo de cara,
mas tive um aborto de 8S1D, gravidez anembrionária, precisei fazer o amiu
em outubro de 2021, tenho dois blastocisto de classificação 5CC e 3CC sem
biopsia, estão congelados. Transferir esses dois blastocisto no dia 28 de
março de 2022, e graças a Deus veio tão sonhado positivo, vários desafios,
começou com sangramento forte, depois descolamento de placenta, e colo
do útero mole, depois líquido amniótico reduzido, e minha gestação foi
assim de alto risco, mais pela graça de Deus saudável, e minha princesa
maravilhosa veio ao mundo no dia 28 de novembro de 2022 pesando 3,400
e 53cm de parto cesariana, hj meus braços estão cheios com a vida da
minha princesa, então valeu e vale passar por todo processo que passei ,
pq Deus fala só Vive o Propósito quem suporta o processo e graças à Deus
hj estou aqui pra contar o meu milagre que se chama Maria Gabriela, Deus
é Bom Perfeito e Agradável sempre.
Elisângela: Achei que engravidaria pela FIB. Mas pude vivenciar que há
um Deus que tudo pode, que é Ele quem dá a vida.

Os entrevistados, em sua maioria, relatam conhecimentos sobre ométodos FIV. A


fertilização in vitro, é uma esperança para a maternidade uma esperança para
mulheres resalizares o sonho de engravidar.

Nesta entrevista observa-se que todas as participantes em toda trajetória


profissional tinham a certeza que gostariam de se mães. Uma particpante no caso a
Adriana apresentou-se bem emocionada em participar do estudo, ela relata que
morava sozinha já há muitos anos e estava convicta de seguir solteira, porém a
certeza que não seria mãe não era definitiva. Quando conheci o Rodolfo, em 2013,
tudo mudou. Na época ele tinha 27 anos e eu 38, ou seja, tinha pouco tempo para
decidir. Foram morar juntos, e um ano depois em uma conversar surge a decisão de
tentar engravidar. Adriana achou que irá engravida rápido, porém nao foi bem assim
que aconteu. Todo mês vinha a frustação. Rodolfo o esposo era contra fazer
exames, pois pensava que viria naturalmente que ainda não era a hora. Há quatro
anos após, já com 42 anos recebe meu primeiro teste positivo. Iniciam-se as
expectativas de uma gravidez, tudo lindo e maravilhoso. Trabalhava ja na Revista
Pais&Filhos então comecei a receber presentes e fiz a sexagem fetal pra saber o
sexo. Um menino, já tinha escolhido o nome, seria Enrico, mas quando fui fazer o
ultrassom com 10 semanas, no momento mais esperado de ouvir o coração, e
infelizmente nao havia batimentos cardíacos. Meu mundo desabou! Passei a viver
anos de angústia e indecisões até 2020, quando decidir juntamente com meu
esposo a procuramos. Fui ao consultório do Dr Ricardo de Oilveira, apelidado Dr
Anjo por uma amiga. Lá ele pediu todos os exames para meu marido, quando
constatamos que ele precisava fazer uma cirurgia de varicocele, e já nos
encaminhou para o Dr Dani Ejzenberg da clinica Nilo Frantz. Começamos então a
mais linda, porém árdua, trajetória da minha vida. Foram meses de preparação de
endométrio, muitos remédio, alguns grandes problemas no meio, como um AVC que
meu pai teve e que o levou a falecer menos de um ano depois, mas apesar de tudo,
faria novamente sem dúvidas. Entre a primeira consulta e a primeira tranferência
foram sete meses (que pareceram sete anos). A primeira eu fiz em 8 de setembro
de 2021 e dez dias depois eu tinha o resultado avassalador negativo. Eu tinha
apenas três blastocistos e estava decidida que queria gemeos, então na primeira já
tentei com os dois melhores classificados por eles. Ou seja, eu tinha o blastocisto
menos provavél, um 3BB, e uma vontade grande de ser mãe, porque a esperança já
estava bem escassa em meio aos meus 47 anos.

Decidi com o médico que eu tentaria do meu jeito, já no próximo mês, mesmo com
uma viagem marcada para Porto de Galinhas e que provavelmente seria 1 dia após
a transferência. “Segrurada na fé que seria na cidade natal do meu pai que minha
filha se implantaria no meu útero, eu segui meus instintos”.

No dia 8 de outubro de 2021 eu fui até a clínica na Av. Brasil, em São Paulo, junto
com meu marido e fizemos a transferência do meu 3BB. No dia seguinte seguimos
de avião para Recife e depois um translado em terra para Porto de Galinhas, no
Enotel Resorts. “Lá passei 5 dias rodeada de amigos e decidi que nada de repouso
e sim vida normal. Me diverti muito e tentava ao máximo deiar minha ansiedade de
lado”. Aguardava todos os dias algum sintoma e já voltando pra São Paulo, no sexto
dia, eu achava que as chances eram mínimas. Ali combinei com meu marido que se
não desse certo a gente não ia desistir nunca, eu ia tentar até morrer.

Depois de 10 dias já encida a vontade de fazer testes de farmácia, fui até a clínica
fazer o Beta HCG tão esperado, já no caminho estava no carro ouvindo um louvor
Deus Proverá, senti um gosto amargo na boca, como se fosse um refluxo, e ali eu
tive a certeza que algo estava diferente no meu corpo. Um pontinho de esperança
me inundou e eu só conseguia pensar que ia dar certo. Fui direto para a redação,
entrei em uma reunião e quando sai eu vi que tinha uma mensagem da clínica, abri
a mensagem e lá estava escrito: Parabéns! Foi a emoção maior que já senti na vida.
A felicidade que meu sonho seria realizada e a certeza de todos os medos que eu
enfrentaria dali até o nascimento da minha filha Alice, mas isso já é uma outra
história.

Fica bem claro neste estudo que foi rodeado de emoções, ouvir todas as
participantes foi emociante e ao mesmo tempo observa-se que a técnica FIV surge
como uma luz no fim do túnel para muitas mulheres que sonham em se tornar mães,
mas enfrentam desafios na concepção naturalmente. Segunda a reportagem do G1
globo online (2020) recentemente, a técnica ganhou os holofotes com o anúncio da
gravidez de Vivianne Araújo, renomada rainha de bateria dos Acadêmicos do
Salgueiro, aos 46 anos. Este método também foi a escolha das atrizes Fabiula
Nascimento e Nanda Costa, que acolheram gêmeos e gêmeas em suas famílias,
respectivamente (G1 Globo, 2020).

Ainda de acordo com a reportagem do G1 globo (2020) a FIV representa o ápice da


reprodução assistida, sendo um procedimento onde a união do óvulo com o
espermatozoide ocorre fora do corpo feminino, em um ambiente laboratorial
controlado. Posteriormente, o embrião resultante é transferido para o útero, onde
pode se desenvolver até o nascimento. Este método oferece esperança para casais
enfrentando infertilidade, incluindo casos de problemas nas trompas de falópio,
ovulação irregular, endometriose, entre outros. Indicada principalmente para
mulheres acima dos 40 anos ou casais que enfrentam diversos tipos de desafios
reprodutivos, a FIV pode ser uma solução eficaz. As taxas de sucesso variam
significativamente com a idade da mulher, sendo mais favoráveis para aquelas
abaixo dos 35 anos. A Clínica Mayo e o Instituto Nacional de Saúde e Excelência no
Cuidado (NICE) ressaltam que cada ciclo de FIV oferece uma chance de sucesso,
que pode aumentar com a realização de até três ciclos.

Apesar das possibilidades encorajadoras, a FIV não está isenta de riscos, como
gravidez múltipla, parto prematuro, síndrome de hiperestimulação ovariana e aborto
espontâneo. Além disso, os custos associados podem ser proibitivos para muitos,
variando entre R$ 15.000 e R$ 20.000 por tentativa. No Brasil, apesar da cobertura
pelo SUS desde 2005, a acessibilidade ainda é limitada. No território brasileiro, as
diretrizes para a aplicação da FIV são estabelecidas pela resolução nº 2.168/2017
do Conselho Federal de Medicina. Entre as normas destacadas estão: a idade
máxima de 50 anos para os pacientes; proibições quanto à seleção do sexo do
bebê, exceto por motivos médicos; e permissões para gestação compartilhada em
casais homoafetivos femininos sem infertilidade diagnosticada (G1 Globo, 2020)..

A fertilização in vitro se consolida como uma opção viável e esperançosa para


muitos que sonham com a maternidade ou paternidade. Enquanto avanços
continuam sendo feitos na área da medicina reprodutiva, casais por todo o Brasil
veem nessa técnica uma oportunidade para realizar o sonho de ter filhos (G1 Globo,
2020).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se neste estudo que o jornalista tem a atuação em mediar a sociedade com
os acontecimento interessantes e relevantes para o conhecimento do público. O
jornalismo neste estudo foi de suma importância, deixando bem claro que o mesmo
passou segurança e incentivou as famílias a conhecer e realizar a técnica FIV -
Fertilização in Vitro. Sem contar que a revista Pais&Filhos e o jornal G1
representaram nas reportagem sobre a temática, pelo fato de esclarecer e
apresentar a técnica FIV, além de mostras artistas famosas e influenciadores que
fizeram o procedimento, dando credibilidade e incentivando as pessoas a realizarem
os procedimentos.

A FIV surge como a solução para casais, homens e mulheres destacadas nas redes
sócias, no jornal G1 e na revista Pais&Filhos levando caminhos para a fertilização
mais assertiva.

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