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Controlo Hormonal S Reprodutor 12ºbio

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Controlo Hormonal do Sistema Reprodutor

Biologia 12º Ano


Prof. Agostinho Botelho
Resposta sexual e fecundação

A fecundação, na espécie humana, é interna, ocorrendo, normalmente no primeiro


terço das trompas de Falópio.

Para que ocorra a fecundação, não basta haver produção de gâmetas, tem de haver
um comportamento sexual que permita o encontro de um gâmeta masculino com um
gâmeta feminino.

De facto, a sexualidade humana é caracterizada por uma série de estímulos e respostas,


muitas vezes condicionadas por fatores de outra ordem, que não os meramente físicos,
tendo como objetivo a união de células gameticas, de forma a gerar um novo indivíduo.
A cópula permite que o esperma seja depositado no trato genital feminino.

Em cada ejaculação, o homem liberta, normalmente, de 2 ml a 5 ml de sémen,


contendo cada mililitro cerca de 50 milhões a 130 milhões de espermatozoides,
que nadam ao longo do trato reprodutor feminino.

Destes, apenas um, habitualmente, fecunda o óvulo.

Para que um espermatozoide consiga penetrar no oócito II tem de ultrapassar


algumas barreiras.
 De facto, o oócito II encontra-se envolvido por uma camada, formada por
proteínas e glícidos, designada zona pelúcida.
 O espermatozoide tem de transpor estas camadas para fertilizar o gâmeta
feminino.
A fecundação

O espermatozóide Verifica-se a As enzimas


ultrapassa as Ocorre a reação libertação, por
exocitose, de digerem a zona
células foliculares e acrossómica
enzimas pelúcida
atinge a zona
pelúcida acrossómicas

As mitocôndrias do A cabeça do
A penetração do espermatozóide Ocorre a fusão da
espermatozóide e a
espermatozóide no são destruídas, membrana do
peça intermédia
oócito II leva-o a razão pela qual a espermatozóide
completar a descendência penetram no
com a membrana
segunda divisão apenas herda citoplasma do
do oócito II
meiótica mitocôndrias de gâmeta feminino.
origem materna

Forma-se o óvulo e As membranas dos O conteúdo do


o 2.° glóbulo polar,
gâmetas espermatozóide
que acaba por
fundem-se penetra no óvulo
degenerar
Após a penetração de um espermatozóide, é importante impedir a entrada de outros
- situação designada polispermia, que levaria à formação de um conjunto
cromossómico triplóide, tomando inviável o desenvolvimento do ovo.

Libertação de
substâncias O espermatozóide
presentes em O núcleo do óvulo perde o flagelo e o
Formação uma aumenta de
vesículas do segmento
camada volume,
citoplasma do intermediário,
impermeável a originando o pró-
oócito, designadas agora inúteis.
outros núcleo feminino.
grânulos corticais,
espermatozóides
para a região
adjacente à zona
pelúcida

Dois gâmetas
haplóides (com 23 Os dois pró-
O núcleo do
cromossomas Mistura dos núcleos
espermatozoide
cada) unem-se cromossomas de (haplóides)
também aumenta
para dar origem a origem materna e aproximam-se um
de volume,
um zigoto diplóide paterna - do outro e
originando o pró-
(com 46 cariogamia fundem as suas
núcleo masculino
membranas
cromossomas).
CONTROLO HORMONAL

A reprodução é uma função associada a uma série de estímulos sensoriais, pelo


que está diretamente dependente da ação do sistema nervoso.

Contudo, a sua regulação é efetuada através da interação complexa de um


conjunto de hormonas, sendo bastante distinta no homem e na mulher.

As hormonas envolvidas na regulação da reprodução são segregadas nas gónadas,


mas também a nível encefálico, na hipófise e no hipotálamo.
Hipófise e o Hipotálamo

Lobo
anterior

Hipófise
Lobo
posterior
A hipófise ou pituitária 
Hipotálamo
 É uma glândula endócrina situada na base do encéfalo.
Hormonas de libertação

 É constituída por dois lobos: GnRH



 Lobo anterior, de natureza glandular Hipófise
(lobo anterior)

 Lobo posterior, de natureza nervosa Gonadoestimulinas


(FSH e LH)

O hipotálamo Gónadas♀ Gónadas ♂


 É um órgão intimamente relacionado com a hipófise. Hormonas sexuais
 Produz hormonas (hormonas hipotalamicas) que estimulam a hipófise.

Esta relação é notória do ponto de vista físico, pois o hipotálamo encontra-se


ligado por um pedúnculo ao lobo posterior da hipófise.

O conjunto destes dois órgãos denomina-se complexo hipotálamo-hipófise.


Hormonas esteroides

As hormonas, de natureza esteróide, secretadas pelas gónadas podem ser


agrupadas em três grandes grupos:
 androgénios
 estrogénios
 progestinas.

Tanto o homem como a mulher produzem os três tipos de hormonas,


mas em proporções distintas.
Controlo hormonal no homem
As hormonas sexuais masculinas
 São, genericamente, designadas androgénios
 A testosterona é a mais importante.
 São produzidas principalmente nos testículos, mais precisamente nas células de
Leydig.

Durante o desenvolvimento embrionário, o feto já produz testosterona, que é


responsável pelo desenvolvimento dos órgãos sexuais.

Por volta dos 11 anos, durante a puberdade


 A secreção de testosterona torna-se regular e aumenta
 Estimula a espermatogénese, bem como o aparecimento de caracteres sexuais
secundários.
Hormonas de libertação (RH ou GnRH)
 Segregadas a partir da puberdade pelo hipotálamo.
 Estimulam o lobo anterior da hipófise a produzir FSH e LH.

Hormonas gonadotrópicas (ou gonadoestimulinas)


 Segregadas pela hipófise
 Regulam o funcionamento testicular, quer a nível da espermatogénese quer da
produção de testosterona.
 As principais hormonas gonadotrópicas são a folículo-estimulina (FSH) e a lúteo-
estimulina, ou hormona luteinizante (LH).

FSH e LH
 Atuam nas células dos testículos.
 A LH induz as células de Leydig a produzirem mais testosterona.
 A FSH e a testosterona atuam sobre as células dos tubos seminíferos,
estimulando a espermatogénese.
Funcionamento do complexo hipotálamo-hipófise
É regulado pela concentração de testosterona no sangue, através de um mecanismo
de retroalimentação ou feedback negativo.

Elevada concentração
O hipotálamo reduz a
de testosterona no
produção de GnRH
sangue

Deixa de Diminuição da
Diminuição
Inibe a hipófise produzir LH e produção de
de GnRH
FSH testosterona

A produção de testosterona é ainda influenciada por estímulos nervosos que


coordenam a atividade do hipotálamo.

A produção de GnRH também é controlada por feedback negativo, determinado


pelas concentrações de LH e FSH no sangue.

Estes mecanismos permitem manter as hormonas a níveis relativamente constantes.


Mecanismo de feedback negativo na regulação hormonal masculina
Controlo hormonal na mulher

A regulação hormonal na mulher é muito diferente da que se verifica no homem,


sendo bastante mais complexa.

Na mulher, o padrão de secreção hormonal e os eventos reprodutivos regulados


pelas hormonas são cíclicos.
Ciclo sexual

Nos homens
 A espermatogénese ocorre de forma contínua, a partir da puberdade

Nas mulheres
 A produção de gâmetas e os fenómenos que lhe estão associados ocorrem
em ciclos de 28 em 28 dias, desde a puberdade até à menopausa (fase na
vida da mulher que se inicia entre os 46 e os 50 anos, aproximadamente, e
se caracteriza pela paragem dos ciclos sexuais).
 As alterações cíclicas são particularmente evidentes ao nível dos ovários e do
útero.
Ciclo ovárico
Cada ciclo ovárico é caracterizado pela evolução de um folículo, que ocorre em
duas fases separadas pela ovulação - a fase folicular e a fase luteínica.
CICLO
OVÁRICO

Fase folicular Fase luteínica

Caracterizada pela formação do


Crescimento de alguns folículos corpo lúteo, que regride no caso
primordiais, dos quais apenas um, de não ocorrer fecundação.
normalmente, atinge a maturação,
dado que os restantes costumam
degenerar.
Esta fase termina com a ovulação.

O ciclo seguinte começa com um novo crescimento de folículos primordiais.

Os ciclos ováricos, normalmente, ocorrem alternadamente em cada um dos ovários.


Ciclo uterino
Paralelamente ao ciclo ovárico, ocorre um ciclo uterino, ou menstrual, ao longo do qual
se dão alterações a nível do endométrio.

Estas alterações, induzidas pelas hormonas ováricas, ocorrem em ciclos de 28 dias e


subdividem-se em três fases: fase menstrual, fase proliferativa e fase secretora.
Fase menstrual

O corpo lúteo atrofia, e


Se não ocorre A consequente rutura
deixa de segregar
fecundação no ciclo dos vasos sanguíneos
progesterona e
anterior provoca hemorragias
estrogénio

O sangue, juntamente
com os restos da
mucosa, forma um fluxo Provoca a destruição da
que dura cerca de 5 dias maior parte da camada
e se denomina funcional do endométrio
menstruação
CICLO UTERINO

Fase menstrual Fase proliferativa Fase secretora

Se não ocorre fecundação no Entre o 5º e o 14º dias ocorre


uma proliferação das células Após a ovulação, o
ciclo anterior, o corpo lúteo endométrio atinge a sua
atrofia, e deixa de segregar do endométrio.
máxima espessura [até 8 mm),
progesterona e estrogénio. Esta mucosa vai-se fica mais vascularizado e
A diminuição da concentração regenerando e vascularizando segrega um muco rico em
destas hormonas no sangue até atingir cerca de 6 mm de glicogénio.
provoca a destruição da maior espessura.
A fase secretora é simultânea à
parte da camada funcional do A fase proliferativa é fase luteínica do ovário
endométrio. simultânea à fase folicular do
A consequente rutura dos ovário.
vasos sanguíneos provoca
hemorragias.
No final desta fase (14º dia)
O sangue, juntamente com os ocorre a ovulação.
restos da mucosa, forma um
fluxo que dura cerca de 5 dias
e se denomina menstruação.
Se não houver fecundação:
Ao 28º dia reinicia-se um novo ciclo, com o aparecimento de nova menstruação.

No caso de ter ocorrido fecundação:


O endométrio apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento do embrião.
Regulação hormonal

A regulação hormonal dos ciclos ovárico e uterino

 Ocorre de forma a que o crescimento do folículo e a ovulação estejam


sincronizados com a preparação do endométrio para uma possível
implantação de um embrião.

 É feita à custa de mecanismos de feedback negativo e positivo, nos quais


estão envolvidas as hormonas hipotalâmicas (RH ou GnRH), as hormonas
hipofisárias (LH e FSH) e as hormonas ováricas (estrogénios e progesterona) .
Fase pré-ovulatória
No início de cada ciclo sexual…, as células dos folículos imaturos possuem recetores
para a FSH, mas não para a LH

A hipófise a segrega as A FSH estimula, assim,


O hipotálamo segrega hormonas LH e FSH o crescimento dos
a hormona GnRH em pequenas folículos, cujas células
quantidades segregam estrogénio

Diminuição da O estrogénio inibe a


produção de FSH e LH produção de GnRH

As relações hormonais que se verificam na fase folicular mudam de forma abrupta quando a taxa de
secreção de estrogénio pelo folículo em crescimento começa a aumentar rapidamente.

Este aumento da quantidade de estrogénios deve-se ao aumento das células foliculares.

Enquanto que um pequeno aumento de estrogénio inibe a secreção da gonadotropinas, a elevada


concentração de estrogénio no sangue tem um efeito contrário e estimula a secreção de
gonadotropinas, ao estimular o hipotálamo a produzir GnRH.
Fase ovulatória
Nesta fase, os folículos já possuem recetores para a LH

Ocorre um mecanismo de feedback positivo:

Aumento da
secreção de
Aumento da Maturação final do
estrogénio pelo Ovulação
produção de LH folículo
folículo em
crescimento
Fase pós-ovulatória
A LH induz a formação do O corpo lúteo, sob a
O corpo lúteo atinge o
corpo lúteo. influência da LH, continua a
desenvolvimento máximo
(fase luteínica do ciclo produzir estrogénio, mas
cerca de 8 a 10 dias após a
hormonal) também uma outra hormona
ovulação
esteróide - a progesterona.

Feedback negativo no
Na parte final da fase complexo hipotálamo- O aumento combinado dos
luteínica, o corpo lúteo hipófise, inibindo a secreção níveis de estrogénio e
desintegra-se de LH e FSH. progesterona

Estimulação do crescimento
Ocorre uma queda abrupta de novos folículos no ovário
A hipófise começa a segregar
dos níveis de estrogénio e de iniciando-se, assim, a fase
FSH. folicular do ciclo ovárico
progesterona
seguinte
Mecanismos de retro-controlo envolvidos no ciclo sexual feminino
Os ciclos ovárico e uterino são sincronizados devido a este complexo mecanismo hormonal:
 A fase folicular do ciclo ovárico é simultânea à fase proliferativa do ciclo uterino.
 A fase luteínica do ciclo ovárico é simultânea com a fase secretora do ciclo uterino.

Durante a fase folicular, o estrogénio produzido pelos folículos em crescimento também


causa o espessamento do endométrio.

Antes da ovulação, o útero já está a ser preparado para receber um possível embrião.

Após a ovulação,
 O estrogénio e a progesterona segregados pelo corpo lúteo continuam a estimular o desenvolvimento
do endométrio, (aumento da vascularização deste tecido e o aparecimento e funcionamento de
glândulas que segregam um fluido capaz de nutrir um possível embrião, antes que o mesmo se fixe ao
endométrio).
 A queda abrupta dos níveis de hormonas ováricas que ocorre aquando da desintegração do corpo
lúteo causa espasmos nas artérias do endométrio, o que priva este epitélio de sangue.
 A desagregação do endométrio resulta na menstruação, recomeçando um novo ciclo uterino.
Entretanto, os folículos ováricos, que causarão um novo espessamento do endométrio, estão a
começar a crescer.

Ciclo após ciclo, o amadurecimento e a libertação de oócitos no ovário é acompanhado por


mudanças no útero, órgão que terá de acomodar o embrião, caso o óvulo seja fecundado.

Na ausência de gravidez, um novo ciclo começa.

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