Quinta-feira, 6 de Junho de 2024 I SÉRIE —
Número 110
IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E. P. ARTIGO 2
(Âmbito)
AVISO
1. A presente Lei aplica-se aos empresários individuais
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser e às sociedades empresariais devidamente constituídas.
remetida em cópia devidamente autenticada, uma por cada
2. A presente Lei não é aplicável às MPMEs que desenvolvam
assunto, donde conste, além das indicações necessárias para
as seguintes actividades:
esse efeito, o averbamento seguinte, assinado e autenticado:
Para publicação no «Boletim da República». a) fabrico e comercialização de armas e munições;
b) fabrico e comercialização de explosivos e artigos
de pirotecnia;
c) fabrico e comercialização de substâncias tóxicas, nocivas
SUMÁRIO à saúde humana; e
d) exploração de jogos de fortuna e azar.
Assembleia da República: 3. A presente Lei não se aplica, igualmente, à MPMEs que:
Lei n.º 7/2024: a) são filial, sucursal, agência ou representação
Aprova a Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas, adiante em Moçambique de pessoa jurídica com sede
designadas por MPMEs. no estrangeiro;
b) detêm participação social numa grande empresa; e
Resolução n.º 6/2024:
c) detêm participação do Estado ou outra pessoa colectiva
Aprova o Informe do Gabinete Parlamentar de Prevenção pública.
e Combate ao HIV e SIDA, apresentado à IX Sessão
ARTIGO 3
Ordinária da Assembleia da República, da IX Legislatura.
(Definições)
Resolução n.º 7/2024:
Os termos e expressões usados na presente Lei constam
Aprova a Informação da Comissão de Petições, Queixas no Glossário em anexo, que dela é parte integrante.
e Reclamações à IX Sessão Ordinária, da IX Legislatura
da Assembleia da República. ARTIGO 4
(Instituição de apoio)
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 1. A instituição de apoio às MPMEs é uma entidade pública
autónoma criada pelo Governo com as seguintes atribuições:
Lei n.º 7/2024 a) promover, fomentar a estruturação, profissionalizar
e modernizar os Empreendedores das MPMEs;
de 6 de Junho
b) promover e intermediar o acesso a tecnologias simples
Havendo necessidade de estabelecer a Lei que assegura maior de processamento rural, financiamento e mercado;
promoção e protecção das micro, pequenas e c) promover e implantar plataformas de apoio
médias empresas, bem como a certificação das mesmas, e que aos empreendedores e às MPMEs;
em consequência geram emprego e maior competitividade d) certificar o estatuto da empresa.
2. As MPMEs beneficiam de apoio na remoção
da economia nacional, ao abrigo do disposto no número 1,
de constrangimentos burocráticos pela entidade competente
do artigo 178 da Constituição da República, a Assembleia da
para a promoção e fomento das MPMEs.
República determina:
CAPÍTULO II
CAPÍTULO I
Formalização, Classificação e Certificação das MPMEs
Disposições Gerais
ARTIGO 5
ARTIGO 1
(Formalização)
(Objecto)
As MPMEs são constituídas e licenciadas nos termos
A presente Lei é aplicável às Micro, Pequenas e Médias do Código Comercial, regulamentos de licenciamento e demais
Empresas, adiante designadas por MPMEs. legislação aplicável.
1620 I SÉRIE — NÚMERO 110
ARTIGO 6 3. O sistema electrónico de certificação é integrado no sistema
(Classificação das MPMEs)
de registo e licenciamento no âmbito da interoperabilidade,
utilizando plataformas digitais, e do cadastro de contribuinte
1. A classificação das MPMEs nos termos estabelecidos fiscal, da segurança social e do cadastro de fornecedores de bens
na lei, obedece os critérios do número de trabalhadores efectivos e serviços ao Estado.
e o volume de negócios, observando o seguinte: 4. A categorização da empresa em conformidade com
a) micro empresa - a que emprega até dez trabalhadores a classificação prevista no artigo 6 da presente Lei é obtida após
efectivos e cujo volume de negócios anual, não exceda a sua constituição mediante certificado atribuído pela entidade
3.000.000,00 de Meticais; vocacionada à promoção e fomento das MPMEs, devendo
b) pequena empresa - a que emprega entre 11 a 30 a interessada juntar os seguintes documentos:
trabalhadores efectivos e tenha um volume, anual, de a) Certidão de Registo Comercial;
negócios superior a 3.000.000,00 até 30.000.000,00
b) Alvará ou cópia da Licença;
de Meticais; e
c) número de trabalhadores existentes, comprovado pela
c) média empresa - a que emprega 31 até 100 trabalhadores
entidade competente; e
efectivos e tenha um volume de negócios anual,
d) volume de negócio, comprovado pela entidade
superior a 30.000.000,00 até 160.000.000,00
competente.
de Meticais.
2. O número de trabalhadores efectivos a que se refere 5. Confirmados os requisitos indicados no número 2 do
o presente artigo corresponde à média dos existentes no ano civil presente artigo é emitido um certificado de MPMEs, válido por
antecedente. 12 meses, renováveis por igual período mediante solicitação
do titular.
3. Os dados considerados para a determinação do volume
de negócios são calculados numa base anual entre as datas 6. A empresa pode passar de uma categoria para outra em
de encerramento de contas. resultado da comunicação referida no artigo 9 da presente Lei.
7. Compete ao Governo determinar as especificidades em
4. Sempre que em dois exercícios consecutivos uma empresa
superar ou ficar abaixo dos limites indicados no número 1 do termo de procedimentos para cada categoria das MPMEs.
presente artigo, fica obrigado à mudança para a classificação ARTIGO 8
correspondente.
5. Não é considerada micro, pequena ou média empresa (Indeferimento do pedido)
a que, apesar de enquadrada nas categorias previstas 1. O pedido de certificação é objecto de indeferimento sempre
no número 1 do presente artigo, detenha mais de vinte e cinco que:
por cento de participação de grande empresa ou do Estado. a) a empresa não preenche os requisitos para ser
6. Para efeitos do disposto no número 1 do presente artigo, uma MPME;
a classificação de empresa que apresenta parâmetros de número b) o pedido não esteja instruído nos termos do número 3
de trabalhadores efectivos e volume de negócios diferentes dos do artigo 7 da presente Lei;
indicados, prevalece o volume de negócios.
c) a instrução do pedido enferma de inexactidão
7. Para os casos de empresa que inicia a actividade, o volume
ou falsidades;
de negócios deve ser estabelecido de acordo com a previsão
relativa ao ano civil corrente. d) a empresa esteja proibida de contratar em razão de prática
de acto ilícito em procedimento de contratação;
ARTIGO 7 e) a empresa que não cumpra com as boas práticas
(Certificação, validade e alteração de categoria)
ambientais, mediante informação do cadastro emitida
pela entidade fiscalizadora;
1. A certificação das MPMEs é o processo de classificação f) a empresa seja reincidente na violação das normas
do estatuto de micro, pequena e média empresa de qualquer ambientais e sanitárias;
entidade interessada em obtê-la, que culmina com a emissão de
g) a empresa esteja suspensa de actividades por violação
um documento pela entidade vocacionada à promoção e fomento
dos deveres do titular de licença; e
das MPMEs e que serve de prova de que o estatuto da empresa
se conforma com os requisitos legais. h) a empresa pratica acto que atenta contra o bom ambiente
2. A certificação tem por objectivo: de negócios, como o açambarcamento e práticas anti-
a) comprovar que a micro, pequena ou média empresa -concorrenciais.
possui esse estatuto às entidades da Administração 2. O indeferimento não impede a uma nova submissão
Pública ou que com ela tem acordo de parceria e que do pedido mediante a regularização das situações previstas
esteja obrigada a exigir a comprovação do estatuto no número 1 do presente artigo.
de micro, pequena ou média empresa para efeitos de
procedimentos administrativos de atribuição de apoios, ARTIGO 9
ou outras formas de discriminação positiva de micro, (Comunicação de alterações)
pequenas e médias empresas;
b) comprovar o seu estatuto para obtenção de financiamentos A empresa certificada deve comunicar à entidade certificadora,
bancários e dos diversos fundos do Estado; e no prazo de 45 dias, contados a partir da data do fecho de contas,
c) comprovar o seu estatuto nas oportunidades de acesso as alterações à sua situação relativas a:
ao mercado empresarial bem como a melhoria a) elementos de identificação de empresa, nomeadamente
do ambiente de negócios, entre outros, nos termos a designação social, objecto e local de sede;
a regulamentar. b) número de trabalhadores;
6 DE JUNHO DE 2024 1621
c) volume de negócios; 2. Para efeitos do disposto no número 1 do presente artigo
d) aquisições e alienações de capital ou participações a verificação é feita através do balanço da empresa, cuja
sociais; e publicação é obrigatória nos termos do Código Comercial.
e) cisão, fusão, declaração da insolvência e dissolução. 3. A violação do disposto no número 1 do presente artigo
impede a priorização da grande empresa na contratação
CAPÍTULO III de empreitadas de obras públicas, fornecimento de bens
e prestação de serviços ao Estado e demais pessoas colectivas
Benefícios para as MPMEs
públicas.
SECÇÃO I 4. Exceptua-se do disposto no número 3 do presente artigo
Incentivos gerais os casos, devidamente comprovados pela grande empresa,
da indisponibilidade dos bens e serviços nas MPMEs.
ARTIGO 10
(Planos de ordenamento territorial e de desenvolvimento) SECÇÃO III
1. As estruturas administrativas no âmbito do ordenamento Financiamento às MPMEs
territorial devem sempre ter em atenção à inclusão ou ocupação ARTIGO 14
do espaço pelas MPMEs. (Fontes de financiamento)
2. Os órgãos provinciais, distritais e municipais devem
reservar espaço físico para a implementação das MPMEs As MPMEs são financiadas pelas instituições de crédito
de acordo com os respectivos planos de ordenamento territorial e sociedades financeiras, mercado de capitais, investidores
singulares e colectivos, financiamento colaborativo, organizações
e de desenvolvimento.
não-governamentais e dos diversos fundos públicos.
ARTIGO 11
ARTIGO 15
(Estatísticas económicas)
(Formas de financiamento e serviços financeiros)
A entidade que superintende a áreas de Estatística deve
1. As MPMEs beneficiam de facilitação no acesso à informação
providenciar na sua página de Internet a estatística económica sobre serviços e produtos financeiros disponíveis, incluindo
para tomada de decisão das MPMEs. as subvenções, e na reengenharia e renegociação de créditos.
SECÇÃO II 2. Os fundos públicos, as instituições de crédito, sociedades
financeiras e organizações não-governamentais devem
Contratação de bens e serviços disponibilizar com regularidade trimestral, a pedido da entidade
ARTIGO 12 de promoção e fomento das MPMEs informação sobre os produtos
financeiros disponíveis e condições do seu acesso, créditos
(Contratação de bens e serviços pelo Estado e outras pessoas
autorizados, amortizados, em situação de mora e incumprimento
colectivas públicas) relativamente as MPMEs certificadas.
1. As MPMEs gozam de direito de preferência nos termos 3. Sem prejuízo do regime do sigilo bancário, a entidade
do Regime de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, de apoio e promoção, disponibiliza trimestralmente dados
Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado. e informações sobre as instituições integrantes do sistema
2. O Estado e demais pessoas colectivas públicas devem financeiro nacional que contribuem para melhor acesso ao crédito
reservar para MPMEs, uma margem mínima de 20% do seu pelas MPMEs.
orçamento para aquisição de bens e serviços, sendo a mesma 4. As MPMEs beneficiam de mecanismos de co-garantia
percentagem aplicável para as empreitadas de obras públicas. de créditos concedidos pelo Governo ao abrigo da facilitação
do acesso à obtenção de crédito, e sempre que requerido,
3. As grandes empresas, nos contratos de empreitadas
ter contabilidade organizada.
de obras públicas, fornecimento de bens e prestação de serviços
ao Estado, obtidos por meio de concurso, devem reservar, 5. A entidade de promoção e fomento das MPMEs faz
no mínimo, 20% do valor dos contratos para as MPMEs a credenciação dos planos de negócios que suportam os pedidos
de financiamento para os fundos públicos e acesso à base de dados
a adjudicar com a supervisão do adjudicatário.
das centrais de informação de crédito privadas.
4. A entidade responsável pela supervisão dos processos de
6. A entidade de promoção e fomento das MPMEs propõe aos
aquisição de bens e serviços do Ministério que superintende
fundos públicos, instituições de crédito e sociedades financeiras
a área de Finanças, providencia à entidade de fomento e condições de acesso ao financiamento que sejam sustentáveis
promoção das MPMEs, numa base trimestral, estatísticas relativas para as empresas.
à implementação do disposto nos números 1, 2 e 3 do presente
7. Após a submissão do pedido de financiamento,
artigo.
as instituições financeiras devem se pronunciar no prazo de 90
5. Para efeitos do presente artigo, gozam de preferência dias sobre a situação das propostas de solicitação de financiamento
as MPMEs que tenham os seus produtos e serviços de produção submetidas pelas MPMEs.
nacional.
ARTIGO 16
ARTIGO 13
(Serviços de apoio ao financiamento)
(Contratação de bens e serviços pelas grandes empresas)
1. As MPMEs gozam de um serviço de apoio ao acesso
1. As grandes empresas devem fixar uma quota anual do seu ao financiamento caracterizado por assessoria técnica e financeira
orçamento para a contratação de bens e serviços fornecidos que compreende:
e prestados pelas MPMEs. a) a recepção da solicitação;
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b) a triagem e caracterização do processo de candidatura; 2. Em qualquer procedimento perante um tribunal, as micro
c) o apoio na constituição do processo de financiamento; e pequenas empresas gozam de redução para a metade dos
d) o apoio na negociação e renegociação com a instituição emolumentos devidos.
financiadora; e 3. Os incentivos referidos no número 2 do presente artigo são
e) o acompanhamento do projecto com financiamento aplicáveis às médias empresas, sendo a redução de 20%.
aprovado. 4. A redução de taxas e emolumentos das custas judiciais
2. O disposto no número 1 do presente artigo é obrigatório referidas no número 2 do presente artigo é aplicável nos primeiros
quando se trata de financiamento público e deve estar integrado nos três anos após a primeira certificação independentemente
programas de desenvolvimento de capacidades empreendedoras
da passagem de uma categoria para a outra.
e empresariais em todo o território nacional.
3. A intervenção da entidade para promoção e fomento ARTIGO 21
das MPMEs é obrigatória nos casos referidos no número 1
do presente artigo e nos programas de apoio às MPMEs com (Acesso e redução da tarifa de energia)
implicação financeira, podendo fazê-lo indirectamente nos termos
É assegurado o acesso e a redução da tarifa de energia para
a regulamentar.
as MPMEs, nos termos a serem regulamentados pelo Governo,
4. Pela realização do serviço descrito no número 1 do presente
artigo, a entidade para promoção e fomento das MPMEs cobra sem prejuízo do disposto no regime jurídico atinente ao Sistema
uma taxa a ser aprovada pelo Governo. Tarifário para o Fornecimento de Energia Através da Rede
Eléctrica Nacional.
ARTIGO 17
ARTIGO 22
(Fundo para as MPMEs)
(Incubadoras de empresas e centros de transferência
1. É instituído o Fundo de Apoio ao Fomento e Desenvolvimento
de tecnologia)
das MPMEs.
2. O Fundo de Apoio ao Fomento e Desenvolvimento das As MPMEs beneficiam de redução em 25% relativamente aos
MPMEs tem por objectivo agregar valor às iniciativas do Estado custos dos serviços nos centros de transferência de tecnologia,
destinadas a implantação, crescimento e desenvolvimento. aceleradoras de negócios, centros de negócios e incubadores
3. As empresas implementadoras de Parcerias Público-Privadas, de empresas nos primeiros três anos de actividade.
Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais
disponibilizam 1% do seu orçamento destinado a responsabilidade ARTIGO 23
social e corporativa para apoiar a competitividade das MPMEs.
(Transferência de conhecimento e inovação)
4. As fontes de financiamento, os termos e condições
de funcionamento deste fundo são objecto de regulamentação 1. As MPMEs beneficiam de acesso ao financiamento para
pelo Governo. iniciativas orientadas para a transferência de conhecimento
SECÇÃO IV e inovação, bem como às plataformas de comércio electrónico.
2. As MPMEs podem concorrer para o financiamento de
Benefícios fiscais
programas de pesquisa orientados para a inovação, devendo
ARTIGO 18 submeter os respectivos projectos à aprovação da entidade de
(Incentivos fiscais) promoção e fomento das MPMEs, que estabelece um mecanismo
As MPMEs beneficiam de incentivos fiscais previstos na Lei de incentivo à disseminação dos conhecimentos e das inovações,
de Investimento Privado e no Código de Benefícios Fiscais. salvaguardados os direitos da propriedade intelectual.
3. Nos centros de transferência de conhecimento e incubadoras
ARTIGO 19 de empresas são criados núcleos de inovação com a finalidade
(Redução de taxas e emolumentos) de coordenar a implementação dos programas de inovação.
1. As MPMEs beneficiam de redução para a metade das taxas ARTIGO 24
aplicáveis para a obtenção do selo “Made in Mozambique”,
o registo de direitos da propriedade intelectual, para certificação (Acesso aos mecanismos de comunicação e informação)
de qualidade e na participação em feiras organizadas pelo Estado.
1. As MPMEs certificadas beneficiam de acesso preferencial
2. As taxas de estabelecimento das MPMEs em Parques
de Ciência e Tecnologia, Zonas de Rápido Desenvolvimento, à comunicação e informação através da respectiva Base de Dados
Centros Logísticos, Mercados Abastecedores, Infra-estruturas da entidade para a promoção e fomento das MPMEs.
de Armazenagem, Zonas Económicas Especiais, Zonas Francas 2. As MPMEs gozam de acesso às publicações em matérias
Industriais e Parques Industriais geridos pelo Estado são reduzidas relativas a actividades produtivas específicas por si desenvolvidas,
em 25% nos primeiros três anos da sua actividade. na respectiva Base de Dados da entidade para a promoção
e fomento das MPMEs.
SECÇÃO V
Outros benefícios das MPMEs ARTIGO 25
ARTIGO 20 (Feiras)
(Acesso à justiça) 1. Para a promoção e a integração no mercado nacional
1. A Resolução de letígios envolvendo MPMEs, deve e internacional, as MPMEs beneficiam de facilidades
privilegiar a forma extra-judicional através dos mecanismos de na organização e realização de feiras comerciais e sectoriais
arbitragem, mediação comercial e conciliação. e multisectoriais dedicadas às suas actividades.
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2. A entidade de promoção e fomento das MPMEs beneficia ARTIGO 29
de um percentual dos negócios concretizados que tenha
(Formação profissional)
intermediado, nos termos legalmente estabelecidos.
1. A entidade para promoção e fomento das MPMEs deve
CAPÍTULO IV garantir prioridade às MPMEs na formação e certificação
Direitos e Obrigações profissional promovida pelo sector público, consentânea com
SECÇÃO I o plano de formação deste sector, em articulação com
as associações empresariais.
Direitos e obrigações das MPMEs
2. Os beneficiários da formação e certificação profissional
ARTIGO 26 referida no número 1 do presente artigo são trabalhadores
(Direitos das MPMEs) efectivos, gestores e proprietários das MPMEs.
3. Para o efeito do disposto no presente artigo, a entidade
1. As MPMEs gozam de acesso à assistência técnica
governamental responsável pela formação profissional afecta
e capacitação regular em matérias relevantes para, entre
outras, a sua criação, organização e gestão, consolidação anualmente orçamento com o propósito de formação profissional
e desenvolvimento da produção e produtividade. do quadro das MPMEs.
2. As MPMEs gozam de prioridade no acesso aos centros
ARTIGO 30
de orientação ao empresário, incubadoras de empresas e centros
de transferência de tecnologia. (Capacitação e assistência técnica)
3. As MPMEs beneficiam de facilidade no acesso à informação
1. A entidade de promoção e fomento das MPMEs deve
sobre programas de assistência técnica e de capacitação
promovidos por entidades públicas e privadas. prover com regularidade assistência e capacitação técnica a favor
4. As MPMEs beneficiam de acesso ao financiamento para das MPMEs, com particular destaque em matérias relativas à sua
iniciativas orientadas para a transferência de conhecimento criação, organização e gestão, consolidação e desenvolvimento
e inovação, bem como às plataformas de comércio electrónico. da produção e produtividade.
5. Gozam igualmente de acesso aos incentivos, financiamentos 2. A entidade de promoção e fomento das MPMEs deve
e apoios constantes do presente artigo e dos demais previstos implantar centros de orientação ao empresário, incubadoras
na presente Lei, as MPMEs que comprovadamente estejam de empresas e centros de transferência de tecnologia, financiadas
certificadas pela entidade de promoção e fomento destes pelo Orçamento de Estado e por recursos de parceiros
e demonstrem terem totalmente regularizadas as obrigações fiscais de cooperação e do sector privado.
e de segurança social nos termos da lei. 3. A assistência e capacitação técnica mencionadas no
ARTIGO 27
número 1 do presente artigo podem ser realizadas por entidades
públicas de treinamento vocacional, privadas e Organizações
(Obrigações das MPMEs) não Governamentais, devendo, para o efeito e a pedido dos
São obrigações das MPMEs, à luz da presente Lei: interessados, serem credenciadas pela entidade de promoção
a) regularizar as obrigações fiscais e de segurança social, e fomento das MPMEs.
bem como cumprir com a demais legislação específica;
b) acordar com o Estado os seus planos de amortização ARTIGO 31
de dívida fiscal ou cuja existência o montante seja (Criação de base de dados de formadores)
objecto de impugnação administrativa ou contenciosa.
A entidade para promoção e fomento das MPMEs deve
SECÇÃO II conceber, manter e gerir uma base de dados sobre os formadores
(Obrigações da Instituição de Promoção e Fomento das MPMEs) credenciados que solicita credenciação junto da mesma para
a provisão de formação e capacitação das MPMEs.
ARTIGO 28
(Partilha de informações) CAPÍTULO V
1. A entidade competente para promoção e fomento Monitoria, Transgressões e Sanções
das MPMEs deve manter uma base de dados com informação ARTIGO 32
de livre acesso sobre as MPMEs que deve estar disponível
na sua página de Internet. (Monitoria)
2. A entidade competente para promoção e fomento 1. As empresas certificadas, à luz da presente Lei, estão sujeitas
das MPMEs deve prestar, tempestivamente, à empresa requerente à monitoria posterior à emissão do certificado pela entidade
a informação referente à comprovação de certificação, bem como
vocacionada à promoção e fomento das MPMEs, numa base
a quaisquer entidades no âmbito do procedimento administrativo
anual.
para cuja instrução ou decisão final seja exigida a apresentação
da comprovação do estatuto de MPMEs. 2. Compete à entidade vocacionada à promoção e fomento
3. A entidade para promoção e fomento das MPMEs deve das MPMEs:
disponibilizar os serviços de divulgação, formação e apoio na a) aferir o cumprimento do disposto na presente Lei; e
preparação das MPMEs para as diversas fases dos concursos b) organizar e instruir os processos referentes às transgressões
públicos, e partilha com o Ministério que superintende a área previstas na presente Lei, sem prejuízo das competências
de Finanças a sua base de dados. atribuídas por lei a outras entidades públicas.
1624 I SÉRIE — NÚMERO 110
3. No âmbito da monitoria, deve ser permitido aos funcionários ARTIGO 38
da entidade vocacionada à promoção e fomento das MPMEs
(Reincidência)
o acesso a todos documentos da empresa que se reputarem
relevantes para o apuramento da sua conformidade. 1. Tem lugar a reincidência quando a empresa sancionada
ao abrigo da presente Lei, antes de decorridos dois anos a contar
ARTIGO 33
da data da fixação definitiva da sanção anterior, voltar a cometer
(Transgressões) outra infracção idêntica.
Constituem transgressões à presente Lei: 2. Havendo reincidência, sem prejuízo de outras sanções
a) a prestação, pelas empresas, de falsas declarações aplicáveis, as transgressões são puníveis com a perda dos
ou obtenção de documentos de forma fraudulenta para benefícios atribuídos, à luz da presente Lei.
efeitos de certificação da empresa; e
ARTIGO 39
b) a não comunicação pelas empresas à entidade certificadora
da alteração da sua situação, nos termos do artigo 9 (Revogação do certificado da empresa)
da presente Lei.
É aplicada a medida de revogação do certificado da empresa
ARTIGO 34 em caso de, em sede de fiscalização realizada pela entidade
vocacionada à promoção e fomento das MPMEs, concluir-se
(Sanções)
a existência das seguintes situações:
Sem prejuízo de outras medidas previstas em demais a) prestação pela empresa de falsas declarações
legislação, a violação às disposições da presente Lei é sancionada ou apresentação de documentos obtidos de forma
com aplicação das seguintes medidas: fraudulenta com vista à certificação;
a) multa; b) cancelamento da licença ou alvará da empresa;
b) suspensão; e
c) cessação de actividade da empresa; e
c) revogação.
d) declaração, por sentença judicial transitado em julgado,
ARTIGO 35 de insolvência ou dissolução da empresa.
(Multa) ARTIGO 40
A falta de comunicação pela empresa de factos que deve (Sanções acessórias)
comunicar, em conformidade com o disposto no artigo 9 da
presente Lei, implica aplicação de multa até cinco salários As sanções, à luz da presente Lei, são publicadas no Boletim
mínimos, determinado com referência ao salário da Função da República ou no jornal de maior circulação nacional ou local,
Pública. as expensas do infractor.
ARTIGO 36 CAPÍTULO VI
(Suspensão) Disposições finais
1. Sem prejuízo da aplicação da multa, é aplicada a medida ARTIGO 41
de suspensão, por um período de dois anos, do certificado (Poder regulamentar)
e do direito de preferência na contratação de bens e serviços
pelo Estado e outras pessoas colectivas públicas a empresa que: Compete ao Governo regulamentar a presente Lei, no prazo
a) não comunicar os factos que devam ser informados, em de 90 dias, a contar da data da sua publicação.
conformidade com o disposto no artigo 9 da presente
ARTIGO 42
Lei; e
b) não regularizar as obrigações fiscais e de segurança (Revogação)
social.
É revogada toda legislação que contrarie a presente Lei.
2. O despacho da entidade vocacionada à promoção e fomento
das MPMEs que aplica a medida de suspensão deve indicar ARTIGO 43
o prazo para a remissão da informação pelo infractor que não
deve ser superior a 45 dias. (Entrada em vigor)
3. A suspensão do certificado referida no número 1 do A presente Lei entra em vigor 90 dias a contar da data da sua
presente artigo paralisa a contagem da sua validade.
publicação.
ARTIGO 37 Aprovada pela Assembleia da República, aos 28 de Março
(Levantamento da suspensão)
de 2024. — A Presidente da Assembleia da República, Esperança
Laurinda Francisco Nhiuane Bias.
Decretada a suspensão, esta só é levantada mediante suprimento
Promulgada, aos 20 de Maio de 2024.
das irregularidades detectadas pela entidade vocacionada
à promoção e fomento das MPMEs, sem prejuízo do cumprimento Publique-se.
pelo infractor do prazo estipulado no artigo 40 da presente Lei. O Presidente da República, FILIPE JACINTO NYUSI.
6 DE JUNHO DE 2024 1625
Anexo Zona económica especial – área de actividade económica
Glossário em geral, geograficamente delimitada e regida por um regime
aduaneiro especial com base no qual as mercadorias que aí
Assistência técnica – actividade com vista ao conhecimento entram, se encontrem, circulem, se transformem industrialmente
da empresa, suas necessidades, recursos disponíveis, estratégia
ou saiam para fora do território nacional estão totalmente isentas
de negócios e recomendar um plano de acções a desenvolver
de quaisquer imposições aduaneiras, fiscais e para-fiscais
que inclui a facilitação junto de entidades públicas e privadas na
componente empresarial. correlacionadas, gozando, adicionalmente, de um regime cambial
C livre e de operações «off-shore» e de regimes fiscal, laboral e de
migração especificamente instituídos e adequados a entrada rápida
Capacitação – realização de cursos e workshops a fim e eficiente funcionamento dos empreendimentos e investidores
de melhorar as capacidades e habilidades dos recursos humanos que aí pretendam ou se encontrem já a operar ou a residir,
das MPMEs.
particularmente no seu relacionamento e cumprimento das suas
Centro de Orientação ao Empresário – é uma plataforma obrigações comerciais e financeiras para o exterior, assegurando-
coerente, integrada e dinâmica que promove o apoio e assistência
se, em contrapartida, a promoção do desenvolvimento regional
técnica a todas as necessidades das MPMEs e empreendedores.
e geração de benefícios económicos em geral e, em especial,
Certificação MPMEs – o processo de aferição do estatuto
de incremento da capacidade produtiva comercial tributária
de Micro, Pequena e Média Empresa de qualquer empresa
interessada em obtê-la. e de geração de posto de trabalho e de divisas para a República
Certificação de qualidade – processo através do qual de Moçambique.
os organismos com competências atribuídas avaliam se Zona franca industrial – área ou unidade ou série de
determinado sistema ou produto, atendem as normas técnicas. unidades de actividade industrial, geograficamente delimitada
Certificado MPMEs – documento emitido pela entidade e regulada por um regime aduaneiro específico na base do qual
certificadora que atesta a categoria de empresa e a validade as mercadorias que aí se encontrem ou circulem, destinadas
do mesmo. exclusivamente à produção de artigos de exploração, bem
Custas judiciais – despesas pagas pelas partes que como os próprios artigos de exportação daí resultantes, estão
correspondem à taxa para prestação de serviços públicos dos isentos de todas as imposições aduaneiras, fiscais e para-fiscais
tribunais, que compreende a taxa de justiça e os encargos. correlacionadas, beneficiando, complementarmente, de regimes
cambial, fiscal e laboral especialmente instruídos e apropriados
E
à natureza e eficiente funcionamento dos empreendimentos que
Emolumentos – a taxa paga pela prestação dos serviços aí operem, particularmente no seu relacionamento e cumprimento
de registo e notariado. das suas obrigações comerciais e financeiras para com o exterior,
Empreendedor – cidadão moçambicano que exerce uma assegurando-se, em contrapartida, o fomento do desenvolvimento
actividade económica/e ou profissional com finalidade de geração regional e a geração de benefícios económicos em geral e, em
de renda dentro do território nacional. especial, de incremento da capacidade produtiva, comercial,
Formação profissional – tipo de formação, com currículo tributária e de geração de postos de trabalho e de moeda externa
específico, destinada, maioritariamente, a população não
para o país.
coberta pelo sistema formal de ensino ou adultos inseridos
no mercado de trabalho formal ou informal, orientada para a
aquisição de competências (conhecimentos, aptidões e atitudes)
Resolução n.º 6/2024
necessárias para o exercício de uma ocupação profissional ou para
proporcionar aos trabalhadores um aperfeiçoamento contínuo de 6 de Junho
e requalificação profissional dos mesmos. Tendo o Plenário da Assembleia da República apreciado
I o Informe sobre o trabalho realizado pelo Gabinete Parlamentar
de Prevenção e Combate ao HIV e SIDA, no intervalo de Janeiro
Incubadora de empresa – é uma forma de organização a Abril de 2024, ao abrigo do disposto no artigo 181
de apoio e estímulo as empresas e empreendedores nas suas da Constituição da República, a Assembleia da República
primeiras etapas de existência, através da disponibilização determina:
de espaço de trabalho, assessoria empresarial, contabilística,
financeira e jurídica. ARTIGO 1
Interoperabilidade – a capacidade de diversos sistemas (Aprovação)
informáticos trabalharem entre si na troca de informações
relevantes de forma eficaz e eficiente. É aprovado o Informe do Gabinete Parlamentar de Prevenção
e Combate ao HIV e SIDA, apresentado à IX Sessão Ordinária
V da Assembleia da República, da IX Legislatura.
Volume de negócios – facturação anual da empresa. ARTIGO 2
Z (Actividades a desenvolver)
Zona de rápido desenvolvimento – área geográfica 1. O Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV
do território nacional, caracterizada por potencialidades em e SIDA deve:
recursos naturais, carecendo, porém, de infra-estruturas e com a) melhorar e aprofundar cada vez mais os mecanismos
fraco nível de actividade económica. de fiscalização dos processos de prevenção
1626 I SÉRIE — NÚMERO 110
e combate ao HIV e SIDA a todos os níveis, sejam ARTIGO 3
eles públicos ou privados, incluindo as organizações
(Entrada em vigor)
não governamentais e da sociedade civil;
b) prosseguir com a fiscalização do cumprimento da Lei A presente Resolução entra em vigor na data da sua publicação.
n.º 19/2014, de 27 de Agosto, Lei de Protecção Aprovada pela Assembleia da República, aos 2 de Maio
da Pessoa, do Trabalhador e do Candidato a Emprego de 2024.
Vivendo com HIV e SIDA e da Lei n.º 6/99, de 2 Publique-se.
de Fevereiro, Lei que Interdita o Acesso de Menores A Presidente da Assembleia da República, Esperança
aos Clubes de Diversão Nocturna e Lugares Similares; Laurinda Francisco Nhiuane Bias.
c) reforçar a interacção com vários intervenientes
da implementação da resposta ao HIV e SIDA, a todos
Resolução n.º 7/2024
os níveis, tendo como foco a melhoria da produção
de resultados; de 6 de Junho
d) continuar a participar na troca de experiências com outras Em conformidade com o disposto no artigo 79 da Constituição
instituições parlamentares e nos fora internacionais da República e no artigo 21 da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro,
que trabalham na resposta ao HIV e SIDA. que Regulamenta e Disciplina o Direito de Apresentar Petições,
2. Os Conselhos Nacional, provincial e distrital de combate Queixas e Reclamações perante Autoridade Competente,
ao SIDA, bem como os parceiros e implementadores de resposta a Comissão de Petições, Queixas e Reclamações, apresentou
ao HIV e SIDA observam escrupulosamente o estabelecido ao Plenário da Assembleia da República a Informação à IX
no Decreto n.º 59/2017, de 3 de Novembro, que redefine Sessão Ordinária, da IX Legislatura, sobre as petições que deram
as competências do Secretariado Executivo do Conselho Nacional entrada na Assembleia da República, bem como o tratamento que
de Combate ao SIDA, com vista a assegurar a intervenção mereceram, no período de Dezembro de 2023 a Março de 2024.
equitativa dos esforços de resposta e que todos os recursos Nos termos do disposto no artigo 181 da Constituição
destinados sejam do domínio do Governo do respectivo escalão. da República, a Assembleia da República determina:
3. Os Conselhos Nacional, provincial e distrital de combate
ARTIGO 1
ao SIDA devem assegurar a prestação de contas de todos actores
envolvidos na resposta ao HIV e SIDA em mecanismos definidos (Aprovação)
pelo Governo do respectivo escalão de acordo com o disposto no É aprovada a Informação da Comissão de Petições, Queixas
Decreto n.º 59/2017, de 3 de Novembro. e Reclamações à IX Sessão Ordinária, da IX Legislatura da
4. Os Conselhos de Combate ao SIDA nos diferentes Assembleia da República.
escalões devem avaliar o contributo e desempenho de todas as
ARTIGO 2
organizações nacionais e internacionais que trabalham na matéria
do HIV e SIDA, de acordo com o disposto no Decreto referido (Remessa da informação)
no n.º 3 do presente artigo. Em razão da matéria, a Informação da Comissão de Petições,
5. Encontrar mecanismo para reactivar o financiamento Queixas e Reclamações à IX Sessão Ordinária da Assembleia da
às Organizações Comunitárias de Base-OCBs através República, deve ser enviada ao Governo, às instituições públicas,
do Conselho Nacional de Combate ao SIDA-CNCS, usando aos Conselhos Autárquicos e às instituições privadas, devendo
os fundos do Orçamento do Estado e dos Parceiros de Resposta estas, no prazo de 30 dias, informar à Comissão de Petições,
ao HIV e SIDA. Queixas e Reclamações das decisões que tenham sido tomadas,
6. Orientar os Agentes Implementadores para uma resposta que venham a tomar ou das diligências que estejam em curso, em
ao HIV e SIDA informados por evidências e para resultados. cumprimento com o disposto na alínea a), do n.º 1, do artigo 19 da
7. O sector privado deve cumprir na íntegra a Lei n.º 19/2014, Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, que Regulamenta e Disciplina
de 27 de Agosto, Lei de Protecção da Pessoa, do Trabalhador o Direito de Apresentar Petições, Queixas e Reclamações, perante
e do Candidato a Emprego Vivendo com HIV e SIDA, para Autoridade Competente.
implementação de programas e políticas de resposta a pandemia
ARTIGO 3
no local de trabalho.
8. Que a avaliação da resposta ao HIV e SIDA esteja (Petições da Administração da Justiça)
estritamente ligada ao Plano Estratégico Nacional de Combate As petições, queixas e reclamações que se refiram a questões
ao SIDA 2021-2025 (PEN V) e as metas globais da ONUSIDA. em tramitação judicial, devem ser enviadas ao Procurador-Geral
9. Cumprir integralmente a Lei n.º 6/99, de 2 de Fevereiro, da República, em conformidade com o disposto no número 2, do
que Interdita o Acesso de Menores aos Clubes de Diversão artigo 92 do Regimento da Assembleia da República, aprovado
Nocturna e Lugares Similares, com envolvimento de todos pela Lei n.º 17/2013, de 12 de Agosto, alterado e republicado
segmentos da sociedade em geral e de modo particular pelas Leis n.º 13/2014, de 17 de Junho, n.º 1/2015, de 27 de
do Governo. Fevereiro e n.º 12/2016, de 30 de Dezembro, conjugado com o
10. O Governo deve continuar com acções de formação número 2 do artigo 17, da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, Lei
do pessoal de saúde para um atendimento humanizado da que Regulamenta e Disciplina o Direito de Apresentar de Petições,
população-chave, com vista a redução do estigma e discriminação. Queixas e Reclamações perante Autoridade Competente.
6 DE JUNHO DE 2024 1627
ARTIGO 4 ARTIGO 6
(Indeferimento) (Acompanhamento)
As petições, queixas e reclamações que põem em causa as A Comissão de Petições, Queixas e Reclamações deve realizar
as acções constantes na Informação aprovada pelo Plenário, na
decisões judiciais, que questionam os actos administrativos IX Sessão Ordinária da Assembleia da República e proceder ao
insusceptíveis de recurso, que carecem de fundamento, bem acompanhamento dos casos pendentes até ao seu desfecho.
como que indiquem ter decorrido o prazo legal de prescrição do
direito que é objecto da petição, são indeferidas liminarmente ARTIGO 7
nos termos do artigo 14 da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, (Diligências)
que Regulamenta e Disciplina o Direito de Apresentar Petições, A Comissão de Petições, Queixas e Reclamações deve
Queixas e Reclamações perante Autoridade Competente. encetar diligências junto às entidades visadas com vista a obter
informação sobre as medidas adoptadas por estas, tendentes à
ARTIGO 5 concretização das recomendações da Assembleia da República,
relativas à matéria da sua competência.
(Conclusão do exame)
ARTIGO 8
Concluído o exame, as petições, queixas e reclamações
submetidas à Assembleia da República, são: (Recomendações do Plenário)
a) arquivadas, por desistência do peticionário ou falta No âmbito das suas competências e atribuições, a Comissão de
de comparência injustificada do peticionário nos Petições, Queixas e Reclamações deve cumprir as recomendações
do Plenário, vertidas na Informação aprovada pelo Plenário, na
termos do artigo 15 e do número 6, do artigo 20,
IX Sessão Ordinária da Assembleia da República.
ambos da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, que
Regulamenta e Disciplina o Direito de Apresentar ARTIGO 9
Petições, Queixas e Reclamações perante Autoridade (Entrada em vigor)
Competente;
A presente Resolução entra em vigor na data da sua publicação.
b) encerradas, nos termos da alínea b), do n.º 1,
Aprovada pela Assembleia da República, aos 2 de Maio
do artigo 19 da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, de 2024.
que Regulamenta e Disciplina o Direito de Publique-se.
Apresentar Petições, Queixas e Reclamações A Presidente da Assembleia da República, Esperança
perante Autoridade Competente. Laurinda Francisco Nhiuane Bias.
Preço — 50,00MT
IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P.