Universidade Eduardo Mondlane
Faculdade de Engenharias
Departamento de Engenharia Electrotécnica
Engenharia Eléctrica
Teoria de Circuitos
INVESTIGAÇÃO DOS CIRCUITOS ELÉCTRICOS DE C.A. COM
LIGAÇÕES DOS ELEMENTOS EM SÉRIE
Discentes: Docentes:
Ferreira, Mário João Prof. Dr. Eng.º. Chilengue
Guambe, David Artur Engº Chissico
Macamo, Rui Marcos Engº Chissano
Matavele, Stélio Macocane Moisés Monitor Limpondo
Tivane, Celso André
Maputo, Abril, 2017
Índice
Introdução................................................................................................................................................. 2
Objectivos: ................................................................................................................................................ 3
Resumo Teórico ........................................................................................................................................ 3
Apresentação dos dados analíticos e experimentais:............................................................................... 7
Fórmulas usadas param obtenção dos dados analíticos: ....................................................................... 10
Conclusão: ............................................................................................................................................... 11
Referencia Bibliográfica: ......................................................................................................................... 12
Índice de Figuras ..................................................................................................................................... 13
1
Introdução
Este relatório pretende introduzir os conceitos fundamentais associados aos Circuitos eléctrico
em corrente alternada. Começam-se por distinguir as várias formas de corrente eléctrica, dentro
das quais se salientam a corrente contínua e a corrente alternada sinusoidal. Uma corrente
alternada é aquela que é alternadamente positiva e negativa. No caso em que essa variação seja
da forma sinusoidal, a corrente é designada alternada sinusoidal.
Neste relatório é apresentada uma teoria de base sobre os circuitos de associação série dos
elementos usados em corrente alternado, assim como os dados experimentais e analíticos da
experiencia realizada.
2
Objectivos:
Investigar as correlações entre a corrente e a tensão num circuito em série alimentado por
uma fonte sinusoidal.
Adquirir habilidades na construção e análise dos diagramas vectoriais.
Verificar na prática um dos métodos de determinação de parâmetros de uma bobina real,
isto é, L e Rbob.
Resumo Teórico
Uma corrente alternada é aquela que é alternadamente positiva e negativa. No caso em que essa
variação seja da forma sinusoidal, a corrente é designada alternada sinusoidal.
A nível da cadeia energética, se ao nível da utilização da energia eléctrica, um variado e
significativo número de cargas funciona em corrente contínua, a sua produção, transporte ou
distribuição é feita quase exclusivamente em corrente alternada.
Diferentemente dos circuitos de corrente continua analisados, os circuitos de corrente alternada
possuem três elementos que podem ser associados em serie e/ou em paralelo. Os elementos que
serão analisados nos circuitos de corrente alternada são: Bobinas, Condensadores e resistores. É
de salientar que estes em circuitos comportam-se de diferentes maneiras, influenciando na
análise da corrente e tensão.
Relação de fase entre grandezas CA
A relação de fase é uma comparação entre momentos em que fenómenos eléctricos acontecem.
Figura 1
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Ao comparar as tensões acima, tomando uma como referencia, pode ocorrer três
situações, que auxiliam na verificação do comportamento da tensão e corrente em
circuitos dos elementos acima descritos.
Figura 2
Na primeira condição as duas tensões tem os seus picos na mesma posição, a isto diz-se
que “ as tensões estão em fase”.
Nas outras situações as duas tensões atingem os valores máximos (picos) em instantes
diferentes, quando isso acontece diz-se que as tensões estão desfasadas (há um atraso
e/ou adiantamento).
Comportamento de alguns elementos em CA
Resistência
No circuito representado abaixo temos um resistor ligado a uma fonte ideal de tensão alternada.
A Lei de Ohm aplicada em qualquer instante a esse circuito resulta V=R.I, a queda de tensão em
um resistor é directamente proporcional à corrente que por ele circula, e o diagrama que
representa as variações da tensão e da corrente ao longo de um período completo em um CPR
está indicado na figura abaixo.
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Figura 3
Em qualquer instante, a tensão possui o valor do corrente multiplicado pela resistência, que é
constante. Se a corrente é zero, a tensão é zero; se a corrente aumenta, a tensão aumenta; se a
corrente é máxima positiva, a tensão é máxima positiva, e assim por diante. Essa relação
proporcional, com a tensão e a corrente tendo o mesmo tipo de variação ao mesmo tempo é
característica de CPR e dizemos que, nesses circuitos, a tensão e a corrente estão em fase.
Bobina pura ou Indutância
O circuito representado na figura é a idealização de um circuito indutivo puro. Tal circuito não
ocorre na prática comum, pois sempre está presente o efeito resistivo dos condutores.
Figura 4
De forma análoga ao capacitor, o indutor não possui proporcionalidade entre valores
instantâneos de tensão e corrente. A tensão é proporcional à taxa de variação da corrente.
Fazendo uma análise gráfica semelhante ao que foi feito com o capacitor, obtém-se o gráfico ao
lado. Dessa forma, concluímos que a corrente e a tensão em um indutor estão desfasadas de 90º
E, com a tensão em avanço, ou com a corrente em atraso.
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Condensadores
A figura ao lado representa um capacitor puro ligado a uma fonte de CA. Essa idealização é
muito útil, pois apesar de sempre estar presente o efeito resistivo dos condutores, esse efeito é
inexpressivo em muitos casos práticos, sendo então desprezado quando se usam bons capacitores
industrializados.
A tensão e a corrente em um CPC não estão em fase, pois não têm os mesmos tipos de variações
ao mesmo tempo. Dizemos que estão desfasadas, e como as variações sofridas pela corrente são
sofridas pela tensão 90ºE após, a desfasagem é de 90ºE com a tensão em atraso, ou com a
corrente em avanço, que dá a mesma informação.
Figura 5
Circuito série em corrente alternada
Circuito RC-série por notação trigonométrica. Consideremos um circuito RC série alimentado
por uma fonte com sinal senoidal de frequência f. Vamos admitir uma corrente no circuito dada
por:
i(t) = I0sen(ωt+φ)
Onde I0 é a amplitude, φ é fase inicial e ω a frequência angular ( ω = 2πf ).
Em excitação por um sinal senoidal em um resistor, a corrente e a voltagem estão em fase. A
impedância ´e ZR = R, ou seja, a própria resistência do resistor. No capacitor a voltagem e a
corrente estão desfasadas π/2 rad com a corrente adiantada em relação á voltagem.
6
Material Usado
- 1 Gerador de sinais; 1 osciloscópio de 2 raios;1 painel de montagem; condutores de ligação;3
multímetros;2 condensadores (0,1;1)μF; 2 resistências (1;1,5)kΩ e 1 décadas de indutância 1H.
Apresentação dos dados analíticos e experimentais:
1.1. 1ª Experiencia: Circuito R-C serie
Figura 6
Saída no Gerador: f=400Hz e U=6V
Valores experimentais:
Estabelecer
f,Hz C, μF R, kΩ U, V Uc, V UR, V I, mA φ
400 1 1 6 2,158 5,290 5,43 30
400 1 1,5 6 5,593 1,521 3,82 20
400 0,1 1 6 5,820 1,464 1,48 80
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Valores analíticos:
Estabelecer
f, Hz C, μF R,KΩ U, V Uc, V UR, V I, mA φ P, w Q ,var S,VA
400 1 1 6 2,28 5,57 5,57 21,8 0,03 0,01 0,03
400 1 1,5 6 1,54 5,805 3,87 14,6 0,02 0,0059 0,023
400 0,1 1 6 5,18 1,46 1,46 75,9 0,002 0,008 0,008
Saída no Gerador: f=200Hz e U=6V
Valores experimentais
Estabelecer
f, Hz C, μF R,KΩ U, V Uc, V UR, V I, mA φ
200 1 1 6 3,760 4,620 5,43 67,5
200 1 1,5 6 2,858 5,272 3,60 90
200 0,1 1 6 0,778 6,149 0,80 90
Valores analíticos
Estabelecer
f, Hz C, μF R,KΩ U, V Uc, V UR, V I, mA φ P, w Q ,var S,VA
400 1 1 6 3,737 4,695 4,695 38,9 0,022 0,018 0,028
400 1 1,5 6 2,835 5,342 3,561 27,1 0,019 0,01 0,021
400 0,1 1 6 5,953 0,748 0,748 82,8 0,005 0,0006 0,005
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2ª Experiencia: Circuito R-L serie
Figura 7
Saída no Gerador: f=400Hz e U=6V
Dados experimentais
Estabelecer
f, Hz C, μF R,KΩ U, V Ubob, V UR, V I, mA φ
200 1 1 6 4,470 2,472 3,56 80
200 1 1,5 6 3,679 3,297 2,94 60
100 1 1 6 2,906 3,523 4,63 120
100 1 1,5 6 2,163 4,063 3,46 180
Dados analíticos
Estabelecer
f, Hz C, μF R,KΩ U, V Ubob, V UR, V I, mA φ P, w Q ,var S,VA
200 1 1 6 4,68 3,73 3,78 52 0,013 0,017 0,022
200 1 1,5 6 3,85 4,6 3,07 40 0,014 0,018 0,019
100 1 1 6 3,19 5,08 5,08 32,2 0,026 0,0016 0,03
100 1 1,5 6 2,317 5,53 3,69 23 0,02 0,000008 0,022
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Fórmulas usadas param obtenção dos dados analíticos:
Xc= Xl=
√ ; √
I= ; UR=I.R ; Uc=[Link]; U bob=I.R
P=I2R; Q=I2X; S=P2 Q2
Cálculos e diagramas em anexo.
10
Conclusão:
Feita a experiencia e alcançados os objectivos desta, e em jeito de conclusão observou-se que:
Existe uma correlação entre a corrente e a tensão em circuitos séries alimentados em
uma fonte sinusoidal;
Em ambos métodos de determinação dos parâmetros da bobina (experimental e analítico)
é possível obter resultados com pequena dispersão;
Dependendo do tipo do circuito, existe uma relação de atraso ou adiantamento
(desfasamento) entre a corrente e a tensão, que pode ser representada na forma de
diagrama fasorial.
Existindo uma dispersão entre os valores obtidos experimentalmente e analiticamente, isso deve-
se ao facto dos instrumentos de medição apresentarem resistências internas, ao arredondamento
feito nos cálculos e de alguns erros grosseiros e aleatórios.
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Referencia Bibliográfica:
1. Bartkowiak, Robert A. Circuitos eléctricos, Makron Books, 1994, São Paulo, Brasil.
2. Bessonov L. Electricidade aplicada para engenheiros, 1ª edição, Edições Lopes da Silva,
1975, Porto/Portugal;
3. Edminister, Joseph A. Circuitos eléctricos (280 probl. resolvidos), 2ª edição, McGraw-
Hill, 1985, São Paulo, Brasil.
4. José Rodrigues, Electrotecnia - Corrente Alternada, Didáctica Editora, Portugal, 1984.
5. BOYLESTAD, Robert L, - Introdução à Análise de Circuitos. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2004.
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Índice de Figuras
Figura 1 ......................................................................................................................................................... 3
Figura 2 ......................................................................................................................................................... 4
Figura 3 ......................................................................................................................................................... 5
Figura 4 ......................................................................................................................................................... 5
Figura 5 ......................................................................................................................................................... 6
Figura 6 ......................................................................................................................................................... 7
Figura 7 ......................................................................................................................................................... 9
13