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Biologia: Organologia Vegetal

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FRENTE MÓDULO

BIOLOGIA C 22
Organologia Vegetal
Os diferentes tecidos vegetais se organizam formando
diferentes órgãos. Utilizando as angiospermas como referencial,
esses órgãos estão representados pelas raízes, caules, folhas,
Zona suberosa
flores, sementes e frutos. As raízes, os caules e as folhas constituem
os chamados órgãos vegetativos, responsáveis pelas funções
necessárias à sobrevivência do indivíduo. As flores, as sementes
Raízes secundárias
e os frutos formam os órgãos reprodutivos, responsáveis
pela perpetuação da espécie.
Zona pilífera

RAÍZES Zona lisa

Arquivo Bernoulli
Nas angiospermas, encontramos diferentes tipos de raízes, Zona meristemática
classificadas de acordo com as ramificações que apresentam,
Coifa
o meio em que crescem, o seu aspecto externo ou, ainda,
Partes de uma raiz axial.
uma função mais marcante e especializada que elas realizam.
O conjunto de raízes de uma planta constitui o seu sistema A Coifa (caliptra) é uma estrutura em forma de capuz
radicular. que envolve e protege a zona meristemática localizada na
extremidade da raiz. Nas raízes subterrâneas, protege contra
Existem dois tipos básicos de raízes: pivotante (axial) e
micro-organismos e contra o atrito ou aspereza do solo;
fasciculada (cabeleira).
nas raízes aquáticas, contra o ataque de micro-organismos;
nas raízes aéreas, impede a transpiração excessiva. A Zona
meristemática é formada por tecidos meristemáticos, nos
quais as células estão em intensa atividade mitótica. A Zona
lisa (zona de alongamento) apresenta células que, por ação
de determinados hormônios, sofrem grande distensão ou
Arquivo Bernoulli

alongamento, determinando um crescimento longitudinal


da raiz. A Zona pilífera está situada acima da zona lisa, na
qual a epiderme da raiz apresenta projeções denominadas
Raiz axial – Há uma raiz central mais desenvolvida, denominada pelos absorventes que têm a função de absorver água e
raiz principal, de onde partem ramificações (raízes secundárias substâncias minerais necessárias ao desenvolvimento da planta.
ou radicelas) que são menos desenvolvidas que a raiz principal. Na Zona suberosa (zona de ramificações) ocorre o fenômeno
Exemplo: as raízes das árvores em geral.
da suberificação (formação do súber), que dá maior proteção a
essa parte da raiz. Geralmente, apresenta ramificações (raízes
secundárias) que contribuem para uma melhor fixação da planta
no substrato.

OBSERVAÇÃO
A zona de transição entre a raiz e o caule denomina-se colo
Arquivo Bernoulli

ou coleto.

Quanto à origem, as raízes podem ser classificadas em


primárias, secundárias e adventícias.
Raiz fasciculada – Não há uma raiz principal mais desenvolvida,
A) Raízes primárias – Originam-se diretamente da radícula
e sim um feixe ou rede de raízes, todas com igual desenvolvimento.
Exemplo: raízes do milho. (uma parte do embrião vegetal contido na semente).
B) Raízes laterais ou secundárias – São as ramificações
Nas raízes axiais, podemos distinguir as seguintes
originárias do periciclo da raiz primária.
regiões: coifa, zona meristemática, zona lisa, zona pilífera e
zona suberosa. C) Raízes adventícias – Originam-se do caule ou das folhas.

Bernoulli Sistema de Ensino 93


Frente C Módulo 22

Quanto ao meio em que crescem e se desenvolvem, as raízes Raiz tabular Raiz-suporte Raiz-escora
podem ser classificadas em terrestres, aquáticas e aéreas.

Arquivo Bernoulli
A) Raízes terrestres – São subterrâneas, isto é,
desenvolvem-se dentro do solo. Em algumas espécies
de plantas, essas raízes tornam-se mais espessas
em consequência do acúmulo de reservas nutritivas,
sendo, então, chamadas de raízes tuberosas. Raízes-estaca.
As raízes sugadoras ou haustórios são típicas de
A B plantas parasitas (holoparasitas e hemiparasitas).
Essas raízes penetram no caule da planta hospedeira
até atingir os feixes líbero-lenhosos, dos quais
sugam a seiva bruta (no caso das hemiparasitas,

Arquivo Bernoulli
como a erva-de-passarinho) ou a seiva elaborada
(no caso das holoparasitas, como o cipó-chumbo).

Raízes tuberosas – A raiz tuberosa pode ser axial ou fasciculada:


na tuberosa axial, como as da cenoura, da beterraba e do nabo,
só a raiz principal (raiz primária) se desenvolve em espessura;

Arquivo Bernoulli
na tuberosa fasciculada, como a da batata-doce, as várias
raízes secundárias são espessas. A. Raiz tuberosa axial; B. Raiz
tuberosa fasciculada.

B) Raízes aquáticas – Têm coifa mais desenvolvida


do que as raízes terrestres; tal fato se justifica pela
Raízes sugadoras (haustórios).
necessidade de proteção contra ataques de inúmeros
seres vivos existentes na água. Em geral, possuem As raízes-cinta ou cinturas são características de
parênquima aerífero abundante para permitir a plantas epífitas, como as orquídeas. Essas raízes
flutuação da planta. O aguapé é um bom exemplo crescem enroladas em um tronco suporte e têm
de planta que possui raízes desse tipo. sua parte mais externa envolvida por uma camada
branca, porosa (esponjosa) denominada velame ou
véu que absorve a umidade do ar.
As raízes estrangulantes envolvem o tronco da planta
que lhes serve de suporte, apertando-o e matando
lentamente a planta por impedir a circulação da seiva.
Ocorre, por exemplo, no cipó mata-pau.
Raiz
Arquivo Bernoulli

aquática
Raiz

Planta com raiz aquática (aguapé).


Arquivo Bernoulli

Tronco da árvore
C) Raízes aéreas – Desenvolvem-se em contato hospedeira
direto com o ar atmosférico. Podem ser de vários
tipos: grampiformes, estacas, haustórios, cinturas, Raízes estrangulantes.
estrangulantes e pneumatóforos. As raízes respiratórias ou pneumatóforos crescem
As raízes grampiformes são raízes adventícias curtas, verticalmente em direção à superfície da água em busca
originadas do caule, que possuem na extremidade de O2 atmosférico. São comuns em plantas de Pântanos e
substâncias adesivas que servem para fixar a planta de Mangues, ambientes onde normalmente há uma taxa
num substrato. Na hera, que cresce sobre paredes pequena de O2 dissolvido na água. Essas raízes possuem
e muros, encontramos esse tipo de raiz. pequenos orifícios denominados pneumatódios, pelos quais
se dá a penetração do O2.
As raízes-estaca, conhecidas como raízes-escora,
e as raízes-suporte também são raízes adventícias Pneumatódios
originadas do caule que crescem em direção ao solo
onde se fixam, ajudando a planta a se estabilizar.
Essas raízes são encontradas, por exemplo, no
milho e em plantas de pântanos e de mangues.
Um tipo particular de raízes-suporte são as raízes
tabulares que crescem e se fundem com o caule,
formando verdadeiras tábuas ou pranchas que ajudam
na fixação da planta e também fornecem maior
superfície para a respiração do sistema radicular.
São encontradas principalmente em plantas de
grande porte, por exemplo, em certas figueiras. Raízes respiratórias (pneumatóforos).

94 Coleção 6V
Organologia Vegetal

CAULES Quanto ao meio onde crescem e se desenvolvem, os caules


podem ser subterrâneos, aquáticos e aéreos.

O caule é o órgão que faz a ligação entre as raízes e as folhas. A) Caules subterrâneos – Desenvolvem-se no interior
Pelos feixes líbero-lenhosos (vasos lenhosos e vasos do solo. Podem ser dos seguintes tipos: rizomas,
liberianos) existentes em seu interior, circulam substâncias bulbos e tubérculos.
entre as folhas e as raízes, em ambos os sentidos.
Em um caule típico, distinguimos as seguintes regiões:
gemas (apicais e axilares), nós e entrenós (internós).

Gema apical
Flor Rizoma“gengibre” Bulbo “lírio”

Folha

BIOLOGIA
Prato

Imagens: Istockphoto
Caule
Nó Raiz
Fruto tubérculo

Entrenó Bulbo tunicado “cebola”

Caules subterrâneos.
Arquivo Bernoulli

Gema axilar Os rizomas crescem horizontalmente no interior


do solo. Podem ser grossos ou delgados e muitas
vezes armazenam substâncias nutritivas. De sua
parte inferior, saem as raízes e, da superior, as
estruturas aéreas do vegetal. O gengibre, usado
Partes de um caule. como tempero principalmente pela cozinha oriental,
é um caule desse tipo. A bananeira também possui
As gemas (botões vegetativos) são estruturas constituídas por
esse tipo de caule. Os bulbos apresentam em sua
meristemas primários, responsáveis pelo crescimento do órgão. porção inferior uma estrutura discoidal, chamada
Podem ser axilares (laterais) e terminais (apicais). prato, de onde partem as raízes fasciculadas.
O desenvolvimento das gemas axilares origina os ramos. Na parte superior, possuem uma gema terminal
Certas gemas laterais não se desenvolvem normalmente, protegida por folhas modificadas denominadas
permanecendo em estado dormente (gemas dormentes), escamas ou catáfilos. Cebola, alho, açafrão, palma
constituindo uma espécie de reserva, pois só se desenvolvem e lírio possuem caule desse tipo. No alho, cada
quando a planta precisa de novos ramos, como acontece dente é um pequeno bulbo e, por isso, fala-se
depois da perda da gema apical ou terminal numa poda. que ele é um bulbo composto. Os tubérculos são
dilatados e contêm um parênquima amilífero bem
Já os nós são regiões do caule nas quais se inserem (se
desenvolvido. Diferenciam-se das raízes tuberosas
fixam) as gemas, as folhas ou as flores. Os entrenós
por apresentarem gemas laterais dormentes.
(internós) são espaços compreendidos entre dois A batata-inglesa é o exemplo mais conhecido desse
nós consecutivos. tipo de caule.
A observação em microscopia da gema apical (terminal)
e regiões subjacentes permite constatar ali a presença de B) Caules aquáticos – Desenvolvem-se no interior da
uma zona meristemática, uma zona de distensão e uma água. São tenros, clorofilados e contêm parênquima
zona de diferenciação, conforme mostra a figura a seguir: aerífero, que facilita a respiração e a flutuação.
Como exemplo, temos os caules do aguapé e da
Células vitória-régia.
indiferenciadas
Zona meristemática
Gema (meristema apical)
apical
Água
Caule
Arquivo Bernoulli

Zona de distensão
Gema axilar (aumento do volume
Arquivo Bernoulli

celular)
Entrenó

Zona de diferenciação C) Caules aéreos – Desenvolvem-se em contato com
(modificação estrutural) o ar atmosférico. Constituem a maioria dos caules e
Vasos lenhosos
podem ser dos seguintes tipos: tronco, haste, estipe,
Detalhes de uma gema apical. colmo, cladódio, estolho, volúvel e sarmentoso.

Bernoulli Sistema de Ensino 95


Frente C Módulo 22

Arquivo Bernoulli
Tronco Haste Estipe Colmo

Troncos são caules eretos, grossos, duros, lenhosos, muito Caules volúveis Caule sarmentoso
resistentes e ramificados. É o tipo de caule típico das árvores Os caules volúveis são trepadores que crescem dando giros (em
e arbustos. As árvores diferem dos arbustos por terem o espiral) em torno de um suporte, e os sarmentosos são trepadores
eixo principal do tronco muito mais desenvolvido do que as que se prendem ao suporte por meio de gavinhas (modificações
ramificações. Nos arbustos, o eixo principal e as ramificações caulinares ou foliares enroladas em espiral). Como exemplo
têm aproximadamente o mesmo desenvolvimento. Hastes são de caule volúvel, temos o da trepadeira campânula, e de caule
caules eretos, finos, flexíveis, verdes (clorofilados) e ramificados. sarmentoso, temos o da videira (uva), do chuchu e do maracujá.
Exemplos: caule do tomateiro e do pé de couve.

Órgãos vegetais: raízes e caules


Nessa videoaula, veremos as raízes e os caules, importantes
Arquivo Bernoulli

órgãos vegetativos das plantas.


Tronco Haste Estipe Colmo

Estipes são caules eretos, cilíndricos, sem ramificações, com


FOLHAS
um conjunto de folhas apenas em seu ápice (folhas em capitel).
É típico da família das palmáceas (coqueiros, palmito, etc.). Órgãos geralmente verdes (clorofilados) que constituem
Colmos são caules eretos, cilíndricos, divididos em segmentos o principal sistema de assimilação (fotossíntese) da planta.
denominados gomos. Raramente, são ramificados e podem ser Originam-se de protuberâncias laterais do caule denominadas
ocos ou cheios. O bambu (colmo oco) e a cana-de-açúcar (colmo primórdios foliares. Nas xerófitas (plantas de regiões áridas),
cheio) são típicos exemplos desses caules. as folhas são, em geral, pequenas e duras, devido à presença de
tecidos de sustentação mecânica e, às vezes, ficam reduzidas
a pequenas escamas ou se transformam em espinhos,
como nas cactáceas, o que resulta em boa economia de água
para a planta, porque diminui a superfície de transpiração.
Nas higrófitas (plantas de regiões úmidas), ao contrário,
as folhas são em geral grandes, com reduzida quantidade de
tecidos de sustentação. Nas umbrófitas (plantas que crescem
Cladódio à sombra), há maior quantidade de clorofila para garantir
uma boa taxa de fotossíntese e, por isso, elas possuem
Arquivo Bernoulli

a coloração verde-escuro.
Uma folha completa apresenta bainha, pecíolo e limbo.

Cladódios – São caules eretos, em forma de fita ou achatados, Nervuras


clorofilados e ricos em parênquima aquífero. Suas folhas são
Arquivo Bernoulli

ausentes ou transformadas em espinhos. Esse tipo de caule


representa uma adaptação a regiões de clima seco. É o tipo de
caule das cactáceas (cactos).
Limbo
Pecíolo
Bainha (nem sempre observada nas folhas)
Partes de uma folha.
Arquivo Bernoulli

Bainha é uma estrutura nem sempre presente, representada


por um alargamento da base do pecíolo com a finalidade
Estolho
de permitir uma inserção mais firme da folha no caule.
Estolhos (estolões) – São caules rastejantes (caules prostrados) Em algumas espécies, as bainhas das folhas se desenvolvem
que crescem paralelamente ao chão. Originam numerosas raízes mais e envolvem parcialmente o caule, dando uma maior
adventícias que se introduzem no solo, auxiliando na fixação. proteção às gemas laterais. Nesse caso, as folhas são
Exemplos: caules da grama, do morangueiro, da abóbora e da denominadas invaginantes e aparecem, por exemplo, na grama
melancia. e no milho. Já o pecíolo é a haste que prende a folha ao caule.

96 Coleção 6V
Organologia Vegetal

Em algumas folhas, como nas do fumo, não há pecíolo. OBSERVAÇÃO


Nesse caso, a folha é dita apeciolada ou séssil. Limbo Os espinhos também podem ser modificações caulinares
é a porção laminar da folha, em que se observam nervuras (do caule), como acontece nas laranjeiras e nos limoeiros, e
constituídas por feixes líbero-lenhosos. têm a finalidade de proteger a planta, afastando dela animais
que poderiam danificá-la.
Quanto às nervuras do limbo, as folhas são classificadas
em paralelinérveas, peninérveas, curvinérveas, uninérveas D) Gavinhas – Folhas modificadas, longas, finas e
e palminérveas. flexíveis, que se enrolam em um suporte qualquer
ao entrarem em contato com o mesmo. Aparecem,
por exemplo, no chuchu e na ervilha.

OBSERVAÇÃO
As gavinhas também podem ser modificações do caule,
como acontece na videira e no maracujá.
Paralelinérvea Peninérvea Palminérvea E) Cotilédones – Folhas embrionárias ricas em reservas
nutritivas que serão utilizadas no desenvolvimento

BIOLOGIA
do embrião durante o período de germinação das
sementes.

Arquivo Bernoulli
F) Folhas coletoras – Aparecem em plantas epífitas,
Curvinérvea Uninérvea formando uma bolsa na qual se acumulam água e
substâncias que caem das copas das árvores sobre
Classificação das folhas quanto às nervuras – Paralelinérveas: as quais crescem.
as nervuras são paralelas; exemplo: folhas do milho. Peninérveas: G) Folhas insetívoras – Folhas modificadas, adaptadas
a disposição das nervuras lembra uma pena; exemplo: folhas da para a captura e para a digestão de insetos.
mangueira. Palminérveas (digitinérveas, reticulinérveas): da nervura
mediana, mais desenvolvida, partem numerosas ramificações que
se tornam mais finas à medida que se afastam; exemplo: folhas do
mamoeiro. Curvinérveas: a nervura mediana é ladeada por nervuras Pelos
curvas; exemplo: folhas da quaresmeira. Uninérveas: possuem uma
só nervura na região mediana; exemplo: folhas do craveiro (cravo).

Em algumas espécies de plantas, podem existir folhas


modificadas, adaptadas para a realização de diferentes
funções (nutrição, proteção, fixação). Assim, temos:

Arquivo Bernoulli
A) Escamas (catáfilos) – Folhas aclorofiladas que
protegem a gema terminal (apical) de caules Ascídia
subterrâneos do tipo bulbo. Cebola e alho apresentam Folhas insetívoras – Em algumas espécies de plantas, as folhas
folhas desse tipo. insetívoras formam uma urna, denominada ascídia, constituída
por tecido secretor que produz um líquido ácido, contendo enzimas
B) Brácteas – Folhas protetoras que podem apresentar
proteolíticas, para realizar a digestão dos insetos que nela caem e
coloração variada, dispostas ao redor das flores. ficam aprisionados; em outras espécies, a folha insetívora é dividida
As flores do copo-de-leite e do antúrio apresentam-se em duas metades que se fecham abruptamente quando tocadas,
protegidas por brácteas. aprisionando os insetos.

Inflorescência
Flor
FLORES
Brácteas
As flores são formadas por um conjunto de folhas
modificadas e especializadas na reprodução.
A floração (formação das flores) é um mecanismo bastante
complexo que, dependendo da espécie de planta, sofre
Arquivo Bernoulli

influência de certos hormônios vegetais e de alguns fatores


ambientais, como a chuva, a luminosidade e a temperatura.
Na Caatinga, por exemplo, a maioria das plantas depende
principalmente das chuvas para florescer. Já em outras
Anthurium Bougainvillea
espécies, a floração depende principalmente do fotoperíodo.
C) Espinhos – Folhas alongadas, finas, rígidas que protegem O fotoperíodo é a relação entre a duração dos dias
a planta contra agressões mecânicas e transpiração (período iluminado) e das noites (período escuro). A resposta
excessiva. Aparecem, por exemplo, nas cactáceas. fisiológica da planta a essa relação é chamada fotoperiodismo.

Bernoulli Sistema de Ensino 97


Frente C Módulo 22

Cada espécie apresenta um fotoperíodo crítico que Esses pesquisadores observaram que as plantas de dias
corresponde a um determinado valor, em horas de iluminação curtos necessitam de uma noite longa para florescer,
diária, que, se não for obedecido, provoca alteração da mas, se o período de escuridão for interrompido elas
resposta de floração. O fotoperíodo crítico varia de espécie não florescem. Por outro lado, se houver interrupção do
para espécie, mas é constante em uma mesma espécie. período de luz, a floração não se altera. As plantas de dias
Assim, podemos classificar as plantas em três categorias: longos, por sua vez, necessitam de noites curtas, sendo,
plantas neutras ou indiferentes, plantas de dias curtos (PDC) porém, capazes de florescer quando submetidas a noites
ou plantas de noites longas e plantas de dias longos (PDL) longas interrompidas pela luz. Apesar dessas observações,
ou de noites curtas. o fenômeno continuou a ser denominado fotoperiodismo.
As plantas indiferentes ou neutras são aquelas que
florescem independentemente do fotoperíodo. Nesse caso, PDC
PDL
Não floresce Floresce
a floração ocorre em resposta a outros tipos de estímulos.
Exemplos: tomate, pimentão, milho, feijão e girassol.
As plantas de dias curtos florescem quando a duração da
iluminação estiver abaixo do fotoperíodo crítico. Em outras Floresce Não floresce
palavras, são aquelas que florescem quando a duração da
noite (período escuro) é igual ou maior que o fotoperíodo
crítico. Florescem principalmente no início da primavera ou

Arquivo Bernoulli
no outono. Exemplos: morango, fumo e dália.
As plantas de dias longos são as que florescem quando a
duração da iluminação estiver acima do fotoperíodo crítico.
Em outras palavras, elas florescem quando submetidas Precisam de uma noite Precisam de noites
a períodos de escuridão inferiores ao fotoperíodo crítico. longa para florescer. Se o curtas, lorescendo
Essas plantas florescem principalmente no verão. Exemplos: período de escuridão for quando submetidas
interrompido por até mesmo a noites longas
flores da alface, espinafre, trigo, cevada e rabanete.
1 minuto de exposição à interrompidas
luz, elas não florescem. pela luz.
Planta de dia curto
10h
(fotoperíodo crítico 13h Plantas de dia curto (PDC) e de dia longo (PDL).
de 11 horas)
Algumas plantas só respondem ao fotoperíodo depois de
receberem algum outro tipo de estimulação, como baixas
temperaturas. O trigo de inverno, por exemplo, não florescerá
a menos que fique exposto por várias semanas a temperaturas
As plantas de dia curto florescem em inferiores a 10 °C. Essa necessidade de frio para florescer
fotoperíodos menores que o crítico. é comum em muitas plantas de clima temperado, sendo
Planta de dia longo chamada de vernalização. Se, após a vernalização, o trigo de
(fotoperíodo de 10h
15h
inverno (uma planta de dia curto) for submetido a fotoperíodos
13 horas) indutores menores que o fotoperíodo crítico, ele florescerá.
Arquivo Bernoulli

FRUTOS
As plantas de dia longo florescem em Os óvulos e os ovários das flores, ao se desenvolverem,
fotoperíodos maiores que o crítico. dão origem a duas importantes estruturas. Como vimos
Fotoperíodo crítico. anteriormente, os óvulos resultam em sementes que
contêm o embrião em seu interior. Após a fecundação dos
Nas plantas em que a floração depende do fotoperíodo,
óvulos, o ovário dá origem a frutos, que são constituídos,
a substância sensível à luz relacionada com essa atividade
basicamente, pelo pericarpo e pela semente.
é um pigmento de cor azul-esverdeada, semelhante à
ficocianina das cianobactérias, denominado fitocromo. O pericarpo é o fruto propriamente dito, constituído por
O fitocromo é uma cromoproteína encontrada em três camadas: epicarpo, mesocarpo e endocarpo.
quantidades muito pequenas em todo o corpo da planta e,
Semente
em maior concentração, nos tecidos meristemáticos apicais Epicarpo
Mesocarpo
Arquivo Bernoulli

das raízes e dos caules. Algumas pesquisas demonstram Mesocarpo


Pericarpo
que são os fitocromos localizados nas folhas que participam Endocarpo Endocarpo
da floração. Epicarpo Semente
Em 1938, Hanner e Bonner, estudiosos do fotoperiodismo das
plantas, constataram que a floração das plantas, na realidade, Partes de um fruto – Epicarpo (casca): é a camada mais externa
é determinada pelo período de escuridão, ou seja, do fruto. Mesocarpo: é a camada média ou intermediária do fruto.
p e l o t e m p o d e d u ra ç ã o d a n o i t e , e n ã o d o d i a . Endocarpo: é a camada interna que envolve a(s) semente(s).

98 Coleção 6V
Organologia Vegetal

De acordo com a consistência do pericarpo, os frutos Quanto à origem, os frutos podem ser classificados em
podem ser carnosos ou secos. verdadeiros ou pseudofrutos.

A) Frutos carnosos – Apresentam pericarpo suculento A) Frutos verdadeiros – Originam-se apenas dos
ovários das flores. Exemplos: abacate e pêssego.
com reservas de água, sais minerais e substâncias
orgânicas. Exemplos: laranja, limão, mamão, melancia, B) Pseudofrutos – São formações suculentas,
tomate, goiaba, uva, pêssego, ameixa, manga, abacate. comestíveis, originárias de outras partes da flor
(pedúnculo, receptáculo). Exemplos: no caju,
B) Frutos secos – Apresentam pericarpo seco devido a
o verdadeiro fruto, originário do ovário floral, é a parte
uma desidratação quase total. Exemplos: feijão, ervilha,
conhecida por castanha-de-caju, enquanto o pedúnculo
milho, trigo, arroz, castanha-de-caju, girassol.
origina um pseudofruto; na maçã e no morango,
a porção comestível é originada do receptáculo da flor.
Quando maduros, os frutos podem ser deiscentes ou
Os pseudofrutos podem ser simples, compostos ou
indeiscentes.
múltiplos.
Maçã
A) Frutos deiscentes – Quando maduros, abrem-se Fruto
Semente
naturalmente, permitindo a saída das sementes.

BIOLOGIA
Arquivo Bernoulli
Exemplos: feijão, soja, arroz, ervilha.
Pseudofruto originário
B) Frutos indeiscentes – Quando maduros, não se do pedúnculo
abrem naturalmente para a saída das sementes.
Exemplos: laranja, melancia, tomate, pêssego, Caju Pseudofruto originário
castanha-de-caju. do receptáculo floral
(parte comestível)
Entre os diversos tipos de frutos, destacamos:
Pseudofrutos simples – Originam-se do pedúnculo ou do receptáculo
A) Baga – Fruto carnoso, indeiscente, com várias de uma só flor. Exemplos: caju, maçã, pera e marmelo.
sementes livres. Exemplos: laranja, melancia,
Morango
mamão, tomate, uva, limão, goiaba. Aquênio
B) Drupa – Fruto carnoso, indeiscente, com uma única
Arquivo Bernoulli

semente protegida por um endocarpo duro (lignificado).


Exemplos: manga, abacate, pêssego, azeitona. Sépala
pedúnculo
C) Cariopse – Fruto seco, indeiscente, com uma Receptáculo floral
semente intimamente aderida ao pericarpo em
toda a sua extensão. Exemplos: arroz, trigo, milho. Pseudofrutos compostos – Originam-se do receptáculo de uma
só flor com muitos ovários. Exemplo: morango.
D) Aquênio – Fruto seco, indeiscente, com uma
Abacaxi
semente ligada ao pericarpo por um ponto. Exemplos:
girassol, morango, castanha-de-caju.
Fruto
E) Vagem ou legume – Fruto seco, deiscente, que
se abre para liberar as sementes por meio de duas
Arquivo Bernoulli

fendas longitudinais. Exemplos: feijão, soja, ervilha.


O amendoim também é um exemplo de vagem que,
por se desenvolver no interior do solo, recebe o nome
de fruto geocárpico.
Pseudofrutos múltiplos ou infrutescências – Originam-se
Ervilha (vagem) de várias partes das diversas flores de uma inflorescência.
Exemplos: amora, abacaxi e figo.

Algumas vezes, o ovário de uma flor pode se desenvolver


sem que tenha ocorrido a fecundação. Esse fenômeno é
Abacate (drupa) denominado partenocarpia e é responsável pela formação
de frutos partenocárpicos, ou seja, frutos que não possuem
Arquivo Bernoulli

sementes. Banana, laranja-da-baía e limão taiti são


Pericarpo exemplos de frutos partenocárpicos.
Casca da semente No caso da bananeira, a reprodução é assexuada
Endosperma (vegetativa) e se dá a partir de brotos que surgem do grande
rizoma (caule subterrâneo). Já o limão taiti e a laranja-da-baía
Cotilédone são espécies selecionadas pelo homem por processos de
Embrião mutação e são mantidas em culturas por meio da técnica
de enxertos, que permite a realização de reproduções
Exemplos de tipos de frutos. assexuadas artificiais, isto é, feitas pelo homem.

Bernoulli Sistema de Ensino 99


Frente C Módulo 22

EXERCÍCIOS DE 05. (PUC-Campinas-SP) As figuras a seguir representam


o comportamento de plantas submetidas a diferentes
APRENDIZAGEM fotoperíodos.

Planta de dia curto (PDC)


01. (PUC Minas) Não apresenta caule subterrâneo:
A) Alho D) Bananeira Floresce
B) Cebola E) Batata-doce
C) Batatinha
Não
02. (UFMG) Observe a figura. floresce

1 Planta de dia longo (PDL)


Não
floresce

3 Floresce

Regiões
da raiz 4
Com base nessas figuras, foram feitas as seguintes
O crescimento e a absorção ocorrem, respectivamente, afirmações:
nas regiões indicadas por
I. As plantas de dia curto precisam de uma noite longa,
A) 1 e 2. C) 2 e 3. E) 4 e 1.
não interrompida pela luz, para florescer.
B) 1 e 4. D) 3 e 2.
II. As plantas de dia longo podem florescer quando noites
longas são interrompidas pela luz.
03. (PUC Minas) A figura a seguir destaca partes da estrutura
de três diferentes cultivares (vegetais). Com base em III. As plantas de dia longo e as de dia curto florescem
seus conhecimentos é correto afirmar, exceto nas mesmas condições de iluminação.
Dessas afirmações, apenas
A) I é correta. D) I e II são corretas.
B) II é correta. E) I e III são corretas.
C) III é correta.

Bulbo
EXERCÍCIOS
Rizoma Tubérculo

A) Rizoma é uma estrutura encontrada em samambaias


PROPOSTOS
e em bananeiras.
B) Tubérculos são raízes que apresentam nódulos ricos 01. (FCM-PB–2015) A banana é uma das frutas mais
em substâncias nutritivas. consumidas no mundo, sendo produzida na maioria dos
países tropicais, representa a quarta fonte de energia
C) No bulbo, como o da cebola, folhas modificadas
e armazenadoras revestem uma pequena porção depois do milho, arroz e trigo. A banana possui variável
interna de caule. fonte de minerais, sendo um importante componente
D) Rizomas, tubérculos e bulbos são estruturas na alimentação em todo o mundo. Seu sabor é um dos
tipicamente subterrâneas. mais importantes atributos de qualidade, a polpa verde é
caracterizada por uma forte adstringência determinada pela
04. (UFPI) Maçã, cebola, abacaxi e batata-inglesa, frequentes presença de compostos fenólicos solúveis, principalmente
em nossa alimentação, são exemplos de: taninos; o caule da bananeira tem função de reserva e
A) pseudofruto, tubérculo, fruto, raiz. propagação vegetativa. Assinale a alternativa correta para
B) pseudofruto, bulbo, infrutescência, caule. a denominação deste tipo de caule.

C) fruto, bulbo, infrutescência, raiz. A) Bulbo D) Limbo

D) fruto, caule, infrutescência, raiz. B) Tubérculo E) Rizoma


E) fruto, folha, infrutescência, caule. C) Pecíolo

100 Coleção 6V
Organologia Vegetal

02. (PUC-Campinas-SP–2016) Certas plantas só florescem 06. (UFRGS-RS–2019) Observe a tira a seguir.
em determinados meses do ano e o fator preponderante
que exerce o papel de relógio biológico para elas é

A) a mudança do pH do solo.

B) o período de iluminação diário.

C) a variação da velocidade do vento.

D) a intensidade das chuvas.


ZERO HORA, 14 e 15 de maio de 2018.
E) a quantidade de nutrientes do solo.
Assinale a alternativa correta sobre as raízes citadas no
primeiro e no segundo quadrinhos.
03. (Vunesp) O abacateiro, o bambu e o feijão apresentam,
respectivamente, os seguintes tipos de caule: A) As do primeiro originam estruturas semelhantes a
espinhos.
A) estipe, tubérculo, tronco.

BIOLOGIA
B) A s d o p r i m e i r o a p r e s e n t a m u m a e p i d e r m e
B) tronco, colmo, haste. multiestratificada que reveste as partes expostas ao ar.
C) tronco, estipe, haste. C) As do segundo são típicas de manguezais.

D) haste, colmo, estipe. D) As do segundo têm como exemplo a cebola.

E) colmo, tronco, tubérculo. E) Os dois tipos de raízes apresentam finas projeções


denominadas haustórios.

04. (FAMERP-SP–2016) Espinhos são encontrados em certas


07. (UFU-MG) Considere as afirmações a seguir relativas
variedades de limoeiros e acúleos são encontrados nas
a frutos.
roseiras. É correto afirmar que, nas plantas,
I. A parte macia e comestível do pêssego é o endocarpo.
A) os espinhos são anexos epidérmicos e os acúleos
são folhas ou ramos modificados e ambos atuam na II. A manga e o abacate são exemplos de frutos do tipo
baga.
proteção.
III. A vagem é um fruto do tipo deiscente.
B) os espinhos e os acúleos são ramos modificados
e atuam na secreção de substâncias. Assinale a alternativa correta.

C) os espinhos e os acúleos são anexos epidérmicos A) Apenas I é verdadeira.

e atuam na captação de luz. B) Apenas II é verdadeira.

D) os espinhos e os acúleos são folhas modificadas C) Apenas III é verdadeira.


e atuam na proteção. D) Apenas I e II são verdadeiras.
E) os espinhos são folhas ou ramos modificados e os E) Apenas I e III são verdadeiras.
acúleos são anexos epidérmicos e ambos atuam
na proteção. 08. (UFPB) Os diferentes órgãos vegetais podem apresentar
adaptações que lhes permitem desempenhar funções
05. (UECE–2017) As raízes das angiospermas podem especiais. Sobre essas adaptações, identifique como
apresentar especializações que permitem classificá-las verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
em diversos tipos. É correto afirmar que as raízes ( ) Brácteas coloridas e vistosas são modificações que
A) escoras apresentam um revestimento chamado favorecem a polinização por insetos e pássaros.
velame, uma epiderme multiestratificada. ( ) Os espinhos encontrados nos limoeiros e nas roseiras
B) respiratórias ou pneumatóforos são adaptadas são modificações, apresentadas pelos caules, que

à realização de trocas gasosas que ocorrem nos evitam a perda de água por transpiração.

pneumatódios. ( ) Catáfilos desenvolvidos, como os das cebolas, atuam


como órgãos de reserva.
C) tuberosas possuem o apreensório para se fixarem
ao hospedeiro e de onde partem finas projeções, ( ) Raízes adventícias do tipo escoras, encontradas em
os haustórios. plantas típicas dos mangues, são adaptações ao solo
pobre em oxigênio.
D) s u g a d o ra s a r m a z e n a m r e s e r va s n u t r i t i va s ,
principalmente o amido, e por isso apresentam grande A) V V V F C) F F V V E) F V V F

diâmetro. B) V V F F D) V F V F

Bernoulli Sistema de Ensino 101


Frente C Módulo 22

09. (PUC Minas–2015) Num bandejão dois estudantes de 02. Alguns vegetais apresentam órgãos que consumimos
biologia montaram seus pratos como descrito a seguir: como alimento. Um aluno de uma escola de Ensino Médio
recebeu de seu professor de Biologia uma lista de diversos
mandioca cebola vegetais considerados comestíveis. Com essa lista,
cenoura beterraba abóbora
Prato cozida assada o aluno elaborou o quadro a seguir, onde, com o sinal (x),
1 broto de indicou o órgão da planta utilizado como principal
vagem beringela quiabo –
bambu alimento.
mandioca batata- purê de dente de
chuchu
Prato frita -doce batata alho Vegetais
Raiz Caule Fruto Pseudofruto
2 cenoura comestíveis
tomate pimentão jiló –
amarela
Batata inglesa x

Discutindo as possíveis diferenças biológicas entre os Azeitona x


dois pratos, concluíram adequadamente que o prato 1 Tomate x
em relação ao prato 2 apresenta:
Manga x
A) maior variedade de tipos de raízes, de caules e de frutos.
Pera x
B) igual variedade de tipos de raízes, de caules e de frutos.
C) maior variedade de tipos de frutos e menor variedade Mandioca x
de tipos de raízes e de caules. Maçã x
D) maior variedade de tipos de raízes e frutos, e menor Cenoura x
variedade de quantidade de tipos de caules.
Cebola x

10. (Unesp–2016) “Fruto ou Fruta? Qual a diferença, se é Morango x


que existe alguma, entre ‘fruto’ e ‘fruta’?”. A questão tem Pepino x
uma resposta simples: fruta é o fruto comestível. O que
equivale a dizer que toda fruta é um fruto, mas nem todo Após analisar o quadro, o professor informou ao aluno
fruto é uma fruta. A mamona, por exemplo, é o fruto da que ele havia cometido alguns erros.
mamoneira. Não é uma fruta, pois não se pode comê-la.
Com base nos conhecimentos de organologia vegetal,
Já o mamão, fruto do mamoeiro, é obviamente uma fruta.
o número de erros cometidos pelo aluno foi
VEJA, 04 fev. 2015 (Adaptação).
A) dois. C) quatro. E) seis.
O texto faz um contraponto entre o termo popular B) três. D) cinco.
“fruta” e a definição botânica de fruto. Contudo, comete
um equívoco ao afirmar que “toda fruta é um fruto”.
Na verdade, frutas como a maçã e o caju não são frutos
verdadeiros, mas pseudofrutos. Considerando a definição GABARITO Meu aproveitamento
botânica, explique o que é um fruto e porque nem toda
fruta é um fruto. Explique, também, a importância dos
frutos no contexto da diversificação das angiospermas.
Aprendizagem Acertei ______ Errei ______

• 01. E • 03. B • 05. D

SEÇÃO ENEM • 02. D • 04. B

01. (Enem–2017) Os manguezais são considerados um Propostos Acertei ______ Errei ______
ecossistema costeiro de transição, pois são terrestres e
estão localizados no encontro das águas dos rios com o mar. • 01. E • 03. B • 05. B • 07. C
Estão sujeitos ao regime das marés e são dominados por
espécies vegetais típicas, que conseguem se desenvolver
• 02. B • 04. E • 06. B • 08. D

nesse ambiente de elevada salinidade. Nos manguezais,


é comum observar raízes-suporte, que ajudam na
• 09. B

sustentação em função do solo lodoso, bem como raízes • 10. O fruto é o ovário fecundado e desenvolvido. Nem toda
que crescem verticalmente do solo (geotropismo negativo). fruta é um fruto, porque algumas são o resultado de
Disponível em: <http://vivimarc.sites.uol.com.br>. desenvolvimento de outra estrutura floral (ex.: maçã,
Acesso em: 20 fev. 2012 (Adaptação). receptáculo floral; caju, pedúnculo). Evolutivamente,
os frutos são importantes, pois favorecem a dispersão
Essas últimas raízes citadas desenvolvem estruturas em
sua porção aérea relacionadas à das sementes.

A) flutuação.
B) transpiração. Seção Enem Acertei ______ Errei ______
C) troca gasosa. • 01. C • 02. C
D) excreção de sal.
E) absorção de nutrientes. Total dos meus acertos: _____ de _____ . ______ %

102 Coleção 6V

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