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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO
DA MMª. VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES
FORO REGIONAL PETRÓPOLIS - PORTO ALEGRE
Ação de Separação Litigiosa com Pedido de Alimentos
Provisórios, Partilha de Bens e Assistência Judiciária Gratuita
Autora : xxxxx
Réu : xxxxx
xxxxxx brasileira, massoterapeuta (free-lancer),
portadora da Cédula de Identidade/RG nº x, inscrita no
CPF/MF nº x residente e domiciliada na Rua xxxxxxxxx no
Jardim Leopoldina, nesta Capital – CEP: 91251-010, por seus
Procuradores, "ut" Instrumento de Mandato, vem, mui
respeitosamente, com fulcro no § 1º, do art. 5º da Lei
6.515/77, à presença de VOSSA EXCELÊNCIA, propor
AÇÃO DE SEPARAÇÃO LITIGIOSA em face de
xxxxxxxxx, brasileiro, auxiliar de venda (camelô),
portador da Cédula de Identidade/RG nº xxxxxxxx, inscrito
no CPF/MF nº xxxxxxxxxxxxxxxresidente e domiciliado na
Rua xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx em Viamão/RS – CEP: 94400-
00, pelas razões de fato e de direito adiante expostas.
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Av. Assis Brasil, n° 3857 – J. Lindóia – POA – RS – CEP : 91.110-007 – Fone : 33402244
I - DOS FATOS E FUNDAMENTOS JURÍDICOS
As partes celebraram casamento no dia 15 de setembro de
1995 sob o regime de comunhão parcial de bens, conforme se verifica
pela Certidão de Casamento em anexo.
Por ocasião do matrimônio, adveio o nascimento de dois filho
sxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx atualmente com 04 anos
de idade (Certidões de nascimento em anexo), sendo ambos menores
impúberes perante a lei, observando-se que Taila possui problemas
sérios de saúde.
A primogênita do casal, frente ao problema que possui,
chamada de convulsão ou vazio nas têmporas durante o sono,
periodicamente necessita a realização de baterias de exames para
verificar a evolução do quadro clínico o que dificulta por muitas vezes
a atividade laborativa da autora, valendo ainda salientar que utiliza
fraldas para dormir, fala com muita dificuldade, freqüenta psicólogo
semanalmente desde maio do corrente (quartas-feiras por orientação
escolar face a agressividade apresentada com os colegas), necessita
de escola especial, e o réu não se sensibiliza com a situação
enfrentada aduzindo sempre que a autora procura doença na criança,
porém com 06 anos de idade se comunica através de gestos e fala
algumas palavras com muitas dificuldades.
Ocorre que o réu abandonou o lar conjugal em 1° de novembro
do corrente, sendo que atualmente vive no endereço mencionado na
qualificação de propriedade do casal. Portanto, as partes encontram-
se separadas de fato há aproximadamente um mês.
O réu embora visite os filhos não tem contribuído com o custeio
de quaisquer despesas dos mesmos, cuja guarda ficou com a autora,
quando da separação de fato do casal.
A autora, por seu turno, percebe mensalmente
aproximadamente a importância de R$300,00, para o custeio de suas
despesas e seus filhos, que já se encontram em idade escolar.
O réu é camelô, tendo suas atividades laborativas na
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, e durante o período de
datas comemorativas tais como dia da criança, natal, dia das mães e
dos pais alcança um lucro significativo (aproximadamente
R$10.000,00 – dez mil reais – de lucro), o que enseja o pagamento
por parte do réu a título de pensão alimentícia, o pagamento de um
13°, vez que as necessidades dos filhos sempre são suportadas em
proporção maior pela genitora e pelo fato de que tal pagamento não
resultará em prejuízo ao réu.
O réu abandonou sua família de forma abrupta, deixando de
prestar a assistência moral e material à autora, infringindo também a
seus filhos, os deveres de vida em comum.
Os menores necessitam de pagamento pelo réu, da pensão
alimentícia no valor de 03 (três) salários mínimos mensais, a ser
depositado na conta-corrente de titularidade da autora no Banco
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Pede pela formalização da guarda dos filhos em seu nome,
ficando garantido de forma livre o direito de visita por parte do réu,
fazendo-se necessário a combinação prévia entre as partes.
A autora dispensa o recebimento, para si, de pensão
alimentícia.
As partes adquiriram, alguns meses antes da união civil, através
de Contrato de Promessa de Compra e Venda, o imóvel sito na
Comarca de
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxx
No referido imóvel, há construção de dois pavimentos, sendo
que na parte de baixo serve de residência atual do réu e a parte de
cima encontra-se locado, observando-se que o valor do aluguel deve
ser convertido em benefício da autora, vez que proprietária de 50%
do imóvel, merecendo seja expedido intimação ao ocupante do
imóvel para que venha a depositar o valor do aluguel em juízo.
Dos móveis esses merecem ficar de uso e posse da autora e
sua prole, vez que todos compõem a residência familiar, bem como
pelo fato de que o réu já possui residência em local diverso, estando
atendidas todas as necessidades do mesmo.
Ainda no tocante aos bens móveis do casal, está de posse do
réu um patrimônio aproximadamente avaliado em R$6.000,00 (seis
mil reais) em mercadorias dos quais devem ser contabilizados para a
realização da partilha.
A autora quando da união se manteve com seu nome de
solteira, xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, portanto não enseja
a modificação do nome.
Ainda de extrema importância ressaltar o fato de que tanto a
autora como a signatária tentou compor a presente demanda, porém
sem lograr sucesso, restando apenas recorrer ao Judiciário
litigiosamente.
Finalmente a demandante está em dificuldades financeiras, e
está sustentado com exclusividade dois filhos, percebendo
atualmente R$300,00 (trezentos reais),não possuindo condições de
suportar os ônus de custas e honorários advocatícios, e com fulcro na
Lei 1.060/50, merece o benefício da Assistência Judiciária Gratuita,
designando os signatários como assistentes.
II - DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS
Isto posto, vem, respeitosamente, a Vossa Excelência, pedir e
requerer o que segue:
1. Inicialmente a fixação de alimentos provisórios aos
filhos, levando-se em consideração os problemas clínicos
apresentados pela primogênita, a ser depositado na conta-
corrente de titularidade da autora no Banco
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
2. Seja julgado totalmente procedente o pedido, decretando-se
a separação das partes, com a conseqüente dissolução do vínculo
matrimonial e a necessária expedição do competente mandado de
averbação no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais
xxxxxxxxxxxxxxx de Porto Alegre.
3. Citação do réu por Mandado no endereço supra mencionado
nos termos do artigo 173 do CPC, vez que encontra-se apenas aos
domingos na sua residência ou então antes das 08 horas e após as 21
horas de segunda a sábado para, querendo, venha contestar a
presente, sob pena de revelia e confesso;
4. Pagamento de pensão alimentícia mensal aos filhos, no valor
de 03 (três) salários mínimos nacionais até o dia 05 de cada mês,
sendo que em dezembro um 13° pagamento a título de pensão, essa
a ser depositada até o dia 28 de cada mês de dezembro a ser
depositado em conta bancária, em nome da autora, cujos dados serão
indicados oportunamente;
5. Seja concedida a guarda dos filhos à autora, sendo estipulado
o direito de visitas do réu de forma livre;
6. A expedição de Mandado de Intimação para o ocupante da
parte superior da construção
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx em Viamão para
que deposite o locativo mensal em Juízo, bem como também
apresente o contrato de locação havida entre as partes
7. Seja ouvido o Digníssimo Representante do Ministério
Público;
8. Concessão do benefício da Justiça Gratuita, conforme
permissivo legal da Lei nº 1.060/50 e de acordo com o art. 5º, inciso
LXXIV, da Constituição Federal, pois a autora é pobre, na acepção
jurídica do termo, não tendo condições financeiras de arcar com as
custas processuais e honorários advocatícios, conforme declaração de
situação econômica em anexo;
9. Pretende provar o alegado por todos os meios de provas
admitidos em direito, especialmente pela juntada de documentos e
inquirição de testemunhas, cujo rol será juntado oportunamente;
10. Condenação do réu em custas, honorários advocatícios em
20% sobre o valor da causa e demais ônus que advirem desta.
Atribui-se a causa o valor de R$15.882,00
Nestes Termos,
Pede Deferimento,
Porto Alegre, 26 de novembro de 2003.