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Fresagem Convencional: Fundamentos E Casos Práticos

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AMÉRICO DOMINGUES

Fresagem
Convencional
FUNDAMENTOS E CASOS PRÁTICOS

PROCESSOS DE FABRICO

LIVRO INTERATIVO COM

IMAGENS
DINÂMICAS 3D
AUTOR
Américo Domingues

TÍTULO
FRESAGEM CONVENCIONAL – Fundamentos e Casos Práticos

COLEÇÃO
PROCESSOS DE FABRICO

EDIÇÃO
Quântica Editora – Conteúdos Especializados, Lda.
Tel. 220 939 053 . E-mail: [email protected] . www.quanticaeditora.pt
Praça da Corujeira n.o 38 . 4300-144 PORTO

CHANCELA
Engebook – Conteúdos de Engenharia

DISTRIBUIÇÃO
Booki – Conteúdos Especializados
Tel. 220 104 872 . Fax 220 104 871 . E-mail: [email protected] . www.booki.pt

APOIO
CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica . www.cenfim.pt
METALMAKE – Fórum da Metalomecânica . www.metalmake.pt

REVISÃO
Quântica Editora – Conteúdos Especializados, Lda.

DESIGN
Delineatura – Design de Comunicação . www.delineatura.pt

IMPRESSÃO
novembro, 2021

DEPÓSITO LEGAL
470587/20

A cópia ilegal viola os direitos dos autores.


Os prejudicados somos todos nós.

Copyright © 2021 | Todos os direitos reservados a Quântica Editora – Conteúdos Especializados, Lda.

A reprodução desta obra, no todo ou em parte, por fotocópia ou qualquer outro meio, seja eletrónico, mecânico ou
outros, sem prévia autorização escrita do Editor e do Autor, e ilícita e passível de procedimento judicial contra o infrator.

Este livro encontra-se em conformidade com o novo Acordo Ortográfico de 1990, respeitando as suas indicações
genéricas e assumindo algumas opções específicas.

CDU
621.91 Engenharia Mecânica. Fresagem.

ISBN
Papel: 9789899017283
E-book: 9789899017290

Catalogação da publicação
Família: Engenharia Mecânica
Subfamília: Tecnologia / Fabrico
v

Índice

Prefácio................................................................................................................ vii
Introdução.............................................................................................................ix

1. Conceitos Gerais de Fresagem..................................................................11


1.1. Generalidades..................................................................................................................................13
1.2. Processos de fresagem............................................................................................................15
1.3. Fixação das ferramentas.......................................................................................................... 17
1.4. Fixação das peças........................................................................................................................20
1.5. Processos de divisão................................................................................................................. 23
1.6. Parâmetros de corte.................................................................................................................. 26
1.7. Sequências de maquinagem................................................................................................ 30

2. Instrumentos de Medida.............................................................................33
2.1. Paquímetro...................................................................................................................................... 35
2.2. Micrómetro......................................................................................................................................39
2.3. Micrómetro de interiores........................................................................................................41
2.4. Micrómetro de profundidade.............................................................................................. 42
2.5. Micrómetro interior de três pontas..................................................................................43
2.6. Paquímetro de engrenagens............................................................................................... 45
2.7. Suta.........................................................................................................................................................47
2.8. Esquadro........................................................................................................................................... 49
2.9. Régua ou escala............................................................................................................................51
2.10. Calibres............................................................................................................................................ 52
2.11. Relógio comparador............................................................................................................... 55
2.12. Escantilhão de raios................................................................................................................ 56
2.13. Escantilhão de roscas (ou conta fios)...........................................................................57
2.14. Apalpa folgas................................................................................................................................ 58
2.15. Graminho....................................................................................................................................... 59
2.16. Riscador............................................................................................................................................61
.

3. Casos Práticos Resolvidos.......................................................................... 63


3.1. Desenhos de definição............................................................................................................. 65
3.1.1. Sistema de aperto............................................................................................................ 66
FRESAGEM CONVENCIONAL
vi FUNDAMENTOS E CASOS PRÁTICOS

3.1.1.1. Fêmea T...................................................................................................................... 66


3.1.1.2. Barra............................................................................................................................ 110
3.1.1.3. Calço...........................................................................................................................170
3.1.1.4. Parafuso M12......................................................................................................... 211
3.1.2. Cavedal................................................................................................................................ 220
3.1.3. Abertura dos dentes de uma roda dentada................................................ 256
3.1.4. Gaveta de molde............................................................................................................281
3.1.4.1. Gaveta....................................................................................................................... 282
3.1.4.2. Régua.........................................................................................................................333

4. Trabalhos Práticos Propostos................................................................. 357


4.1. Chumaceira...................................................................................................................................359
4.2. Batente de porta........................................................................................................................362
4.3. Molde móvel com inserção................................................................................................366
4.4. Retificador de mós....................................................................................................................369

5. Tolerâncias e Qualidades de Fabrico................................................... 375


5.1. Conceitos gerais.........................................................................................................................377
5.2. Tolerância dimensional.........................................................................................................378
5.3. Desvios.............................................................................................................................................378
5.4. Tolerância....................................................................................................................................... 381
5.5. Sistema de tolerâncias e ajustamentos ISO.............................................................383
5.6. Toleranciamento geral.......................................................................................................... 385
5.7. Qualidades de fabrico e tolerâncias na furação e mandrilagem............ 386
5.8. Tolerâncias em elementos roscados...........................................................................387
5.9. Toleranciamento geométrico...........................................................................................389

Índice de Figuras................................................................................................................................cccxciii
Índice de Tabelas........................................................................................................................................cdv
ix

Introdução

Esta obra surge no contexto de uma forte tradição nacional no fabrico de peças
por arranque de apara. A Fresagem aparece como um processo de fabrico de
referência na nossa indústria metalomecânica, tendo sido por essa razão esco-
lhida como primeiro tema a ser tratado nesta coleção dedicada aos Processos
de Fabrico principais da nossa indústria metalomecânica.

Um dos objetivos principais desta obra inicial da coleção é preservar o conheci-


mento de muitos e excelentes profissionais que o setor metalomecânico possui.
Este livro é, por isso, dirigido a professores, formadores, estudantes e todos os
profissionais que pretendam evoluir na sua qualificação na temática do fabrico
de peças por arranque de apara.

Outro dos objetivos primordiais é o de fomentar a autoaprendizagem como


premissa fundamental à concretização de um modelo de autoformação, de-
fendendo a necessidade de dotar o nosso sistema de formação profissional de
recursos técnico-pedagógicos que facilitem e promovam esse modelo. Os mé-
todos de ensino aplicados na formação profissional, em particular, e no ensino,
em geral, baseiam-se, comummente, numa perspetiva muito homogénea, pouco
individualizada, e com uma vertente expositiva e centrada no formador. Por esse
motivo, este livro foi concebido para que se possa fazer uma aprendizagem au-
tónoma através de explanações teóricas e exercícios práticos completamente
resolvidos e profusamente ilustrados.

Esta obra apresenta ainda como novidade relevante um conjunto alargado de


imagens 3D dinâmicas associadas aos conteúdos do livro. Estas imagens podem
ser acedidas e manipuladas a partir de uma ligação a um portal online, pelo que
estão facilmente disponíveis a partir de a um simples telemóvel ou computador,
bastando utilizar os QR Codes apresentados ao longo do livro.

Apresentando centenas de imagens 3D dinâmicas, esta obra ultrapassa a ver-


tente impressa, permitindo ao leitor aceder a novos formatos, com conteúdos
pedagogicamente mais motivantes, proporcionando um progresso mais prático
e autónomo na aprendizagem.
FRESAGEM CONVENCIONAL
x FUNDAMENTOS E CASOS PRÁTICOS

O livro desenvolve-se, desta forma, com um núcleo central teórico-prático,


apresentando conteúdos e exercícios que são acompanhados de figuras que
explicitam visualmente os elementos, processos e tarefas apresentadas. Numa
coluna lateral, estas figuras estão referenciadas e respetivamente ligadas a
páginas online, nas quais ganham uma versão tridimensional, rotativa, móvel e
manipulável, ou seja, dinâmica.

Constitui-se, assim, como um verdadeiro livro 3D, cujas instruções são a seguir
exemplificadas.

FIGURA TEXTO QR CODE

IMAGEM 3D
DINÂMICA
no portal online
www.metalmake.pt
13

1. Conceitos Gerais
de Fresagem

1.1. Generalidades

A fresagem é um processo de fabrico realizado por meio de uma


ferramenta rotativa, de secção circular, munida de dentes com
arestas cortantes repartidas uniformemente sobre a sua periferia.
Esta ferramenta designa-se por fresa. Através deste processo de
fabrico obtém-se peças de formas prismáticas (figura 1.1.) nos mais
diversos materiais, por exemplo, de aço, ferro fundido, metais não
ferrosos e materiais sintéticos, com superfícies planas ou curvas,
com entalhes, com ranhuras, com sistemas de dentado, entre
outras características.

Figura 1.1.
A operação toma o nome de fresar por se realizar em máquinas- Exemplos de peças.
-ferramenta designadas fresadoras. As fresadoras são máquinas
de grandes recursos e são, juntamente com os tornos mecânicos,
CAPÍTULO 1.
CONCEITOS GERAIS DE FRESAGEM 15

de vida útil. Noutros casos, os gumes de corte são helicoidais e,


neste caso, os arranques da apara sucedem-se de forma contínua.
O facto do arranque ser contínuo tem interesse não só para o
comportamento do material e da ferramenta e sobretudo para
os elementos de acionamento, motor e órgãos da máquina-ferra-
menta, mas também porque daí resulta uma baixa intermitência
que faz prolongar a vida da ferramenta e dos órgãos mecânicos
da máquina.

1.2. Processos de fresagem

Pela operação de fresagem pode realizar-se uma grande quanti-


dade de trabalhos de aplainamento, rasgos, perfis, entre outros.
Nestes trabalhos, a fresa pode atuar fundamentalmente por dois
processos: fresagem cilíndrica e fresagem frontal (figura 1.3).

Na fresagem cilíndrica o eixo da ferramenta é paralelo à superfície Figura 1.3.


a maquinar. A periferia de corte da ferramenta ataca a peça de Fresagem cilíndrica e frontal.
forma intermitente podendo resultar daí uma superfície de traba-
lho levemente ondulada. Na fresagem frontal a fresa tem arestas
cortantes na periferia e na base ou topo da fresa. A ferramenta
corta pela periferia e pelo seu topo, sendo que a superfície de
trabalho fica sem ondulação. O eixo da ferramenta é perpendicular
à superfície a maquinar.
35

2. Instrumentos
de Medida

2.1. Paquímetro

O paquímetro (figura 2.1.) é um instrumento de medida usado


quando a quantidade de peças a produzir não justifica um instru-
mento específico e a precisão requerida não é inferior a 0,02 mm.
É um instrumento acabado, de forma fina com as superfícies per-
feitamente planas e polidas. O cursor é ajustado à régua, de modo
que permita a sua livre movimentação de forma perfeitamente
ajustada. O cursor é dotado de uma escala móvel, chamada nónio,
que se desloca em frente às escalas da régua e indica o valor da
dimensão requerida, tanto em milímetros como em polegadas.
O paquímetro da figura executa medições exteriores (figura 2.2.),
interiores, profundidades e degraus.

Figura 2.1.
Paquímetro.

Figura 2.2.
O nónio (figura 2.3.) consiste numa escala dividida por N divisões, Paquímetro a executar
correspondente a um espaço de N-1 divisões da régua principal. medições exteriores.
CAPÍTULO 2.
INSTRUMENTOS DE MEDIDA 45

de interior, a leitura da escala faz-se da direita para a esquerda e o


nónio roda no sentido contrário ao do micrómetro de exteriores.

2.6. Paquímetro de engrenagens

As engrenagens são elementos de máquinas muito importantes.


São usadas para a transmissão de movimentos ou de forças e
encontram-se em quase todos os mecanismos, aparelhos, má-
quinas ou motores. As exigências quanto à sua qualidade e pre-
cisão são cada vez maiores. Tais exigências levam à necessidade
de um controlo cada vez mais eficiente. Um controlo eficiente
das engrenagens consiste principalmente na verificação da sua
fabricação, permitindo assim aperfeiçoá-la. A interpretação dos
resultados das medições efetuadas permite descobrir e eliminar
as fontes de erro.

A medição da espessura dos dentes de engrenagens faz-se com


um paquímetro especial, constituído por duas escalas perpen-
diculares entre si, e normalmente designado por paquímetro de
engrenagens (figura 2.21.).

A espessura dos dentes da engrenagem é feita no diâmetro Figura 2.21.


primitivo, entre os pontos 1 e 2 conforme indicado na figura 2.22. Paquímetro de engrenagens.
65

3. Casos Práticos
Resolvidos

Neste capítulo vamos abordar de forma detalhada a maquinação


de alguns componentes e conjuntos mecânicos. Os casos práticos
são apresentados passo a passo, profundamente ilustrados, o que
facilita uma aprendizagem em autonomia.

Vamos executar dois conjuntos, o primeiro designado por sistema


de aperto e o segundo por gaveta para molde.

Neste capítulo vamos ainda analisar detalhadamente a maqui-


nação de dois componentes isolados, o primeiro designado por
cavedal, que é um componente muito usado como elemento
fundamental para apoio e aperto de outras peças, e o segundo
uma roda dentada, que é sem dúvida um dos elementos icónicos
na indústria metalomecânica. Em relação à roda dentada vamos
só talhar os dentes.

Nota: Uma vez que este capítulo conta com um elevado número
de figuras, as mesmas não terão legenda.

3.1. Desenhos de definição

Nos desenhos seguintes estão representados os dois conjuntos


e os dois componentes mecânicos, cujas operações de fabrico
serão detalhadamente descritas.

Nos de desenhos de fabrico, ao longo deste capítulo, serão re-


presentados dois conjuntos e dois componentes mecânicos, cujas
operações de fabrico serão detalhadamente descritas e ilustradas.
CAPÍTULO 3.
CASOS PRÁTICOS RESOLVIDOS 109

Rode o desandador uma volta para direita e um quarto Figura 3.113.


de volta para esquerda, proceda desta forma até roscar
a totalidade do furo. Se utilizar a coluna de furação da
fresadora ferramenteira, terá de ajustar sempre o ponto
ao macho; se não tiver coluna de furação, deverá ajustar
com o movimento de subida da mesa para garantir a ver-
ticalidade do macho.

76. De seguida, introduza o segundo macho que já não precisa


de ponto para o respetivo alinhamento repetindo o mesmo
procedimento, uma volta para a direita e um quarto de
volta para a esquerda.

77. Passe o terceiro macho roscando sempre para a direita. Figura 3.114.
FRESAGEM CONVENCIONAL
134 FUNDAMENTOS E CASOS PRÁTICOS

Figura 3.177. 40. Verifique o estado das pastilhas e proceda ao acabamento


de todas faces tirando 0,25 mm em cada uma das faces.

41. Aperte novamente a peça, pela primeira e segunda face,


apoiada nos calços. Defina uma altura de aperto de 2 mm.
Bata com um maço de nylon para a fixação dos calços.

Figura 3.178. 42. Aperte a bucha de aperto rápido com o centrador de mola.
Defina uma velocidade de rotação entre 400 e 650 rpm.
CAPÍTULO 3.
CASOS PRÁTICOS RESOLVIDOS 153

77. Desça 2,3 mm em Z, pois iremos deixar 0,2 mm para


acabamento à profundidade. Faça zero peça na face de
referência indicada, tangenciando com a fresa na face.

78. Posicione agora a fresa fora do alcance da peça, no movi- Figura 3.229.
mento transversal, do lado do mordente fixo.

79. Desloque no movimento longitudinal em 14,8 mm, em Figura 3.230.


relação ao zero peça, com este valor de deslocamento
deixamos 0,2 mm para acabamento, para a cota de 15 mm.

Figura 3.231.
359

4. Trabalhos Práticos
Propostos

Neste capítulo são apresentados alguns trabalhos práticos que


podem ajudar a sedimentar os conhecimentos adquiridos nos
capítulos anteriores. São propostos quatro conjuntos: chumacei-
ra, batente de porta, molde móvel com inserção e retificador
de mós.

Nota: Uma vez que este capítulo conta com figuras referentes
a trabalhos práticos, não terão legenda.

4.1. Chumaceira

Figura 4.1.
CAPÍTULO 4.
TRABALHOS PRÁTICOS PROPOSTOS 361

Figura 4.4.

Figura 4.5.

Figura 4.6.
377

5. Tolerâncias e
Qualidades de Fabrico

Os processos de fabrico, sobretudo os de arranque de apara,


estão sujeitos a imprecisões, o que impossibilita o fabrico de
qualquer peça de forma rigorosa de acordo com as cotas nominais
estabelecidas. Estas imprecisões, maiores ou menores consoante
os processos de fabrico escolhidos, levam a que as dimensões
finais de fabrico para serem validadas necessitem somente de
ficar dentro de um intervalo, definido por uma dimensão máxima
e mínima ou por desvios máximo e mínimo em relação à dimensão
nominal.

5.1. Conceitos gerais

Qualquer dimensão de uma peça não precisa de corresponder a


um único valor, mas sim estar dentro de um intervalo de valores
que não compromete a funcionalidade da peça. Estes intervalos
são criteriosamente definidos pelo desenhador ou projetista para
que peças semelhantes possam ser substituídas entre si, sem que
haja necessidade de ajustes.

A prática demonstra que as medidas das peças podem variar,


dentro de certos limites, para mais ou para menos, sem que isto
prejudique a qualidade ou a sua funcionalidade. Esses desvios
aceitáveis nas medidas das peças caracterizam o que chamamos
de tolerância dimensional. As tolerâncias vêm indicadas nos de-
senhos de fabrico, por valores e símbolos apropriados. As peças,
em geral, não funcionam isoladamente, trabalham associadas a
outras peças, formando conjuntos mecânicos que desempenham
funções específicas. Num conjunto, as peças ajustam-se, isto é,
encaixam-se umas nas outras de diferentes maneiras, por isso,
devemos compreender e reconhecer os tipos de ajustamentos
possíveis entre peças de conjuntos mecânicos.
CAPÍTULO 5.
TOLERÂNCIAS E QUALIDADES DE FABRICO 381

Figura 5.4.
Cotas nominais com diferentes
5.4 Tolerância desvios.

Tolerância é a variação entre a dimensão máxima e a dimensão


mínima. Para obtê-la, calculamos a diferença entre uma e outra
dimensão. Verifique o cálculo da tolerância no exemplo seguinte
(figura 5.6.).

Figura 5.5.
Dimensão máxima = 20,00 + (+0,28) = 20,28 Cálculo da tolerância.
Dimensão mínima = 20,00 + (−0,15) = 19,85
Tolerância = Dimensão máxima − Dimensão mínima = 20,28 −
19,85 = 0,43

Na cota da figura 5.5. a tolerância é 0,43 mm. No exemplo abaixo


(figura 5.6.), os dois afastamentos são negativos. Assim, tanto a
dimensão máxima como a dimensão mínima são menores que a
dimensão nominal e devem ser encontradas por subtração.
AMÉRICO DOMINGUES

Fresagem Convencional
FUNDAMENTOS E CASOS PRÁTICOS

PROCESSOS DE FABRICO
LIVRO INTERATIVO COM

IMAGENS
DINÂMICAS 3D
Sobre a obra

A Fresagem representa um dos principais e mais utilizados processos de fabrico no setor da


Metalomecânica, no modo convencional e CNC. A obtenção de peças e de componentes
mecânicos baseada em processos de fabrico por arranque de apara, onde se inclui a Fresagem,
representa muito da atividade do setor da Metalomecânica. Um profissional que trabalhe ou
deseje vir a trabalhar neste setor tem que obrigatoriamente ser detentor de um conjunto de
conhecimentos técnicos que esta obra procura disponibilizar.
Profusamente ilustrado, o livro oferece uma real possibilidade para uma aprendizagem
segura e autónoma, já que todos os exercícios práticos se encontram totalmente resolvidos e
ilustrados e todas as tarefas se encontram descritas de forma detalhada. Esta obra oferece ainda,
para além do seu modo convencional de aprendizagem, o acesso do leitor ou formando a uma
biblioteca de imagens 3D dinâmicas, que podem ser acedidas online a partir de um conjunto
alargado de QR Codes.
Se num livro convencional as imagens têm um caracter bidimensional, neste pretende-se ir
mais além, e oferecer a possibilidade de manipular dinamicamente grande parte das imagens
apresentadas, tornando definitivamente este um verdadeiro e interativo livro 3D.
Ao longo da obra são abordados os conceitos gerais de Fresagem, instrumentos de medida,
casos práticos de Fresagem, trabalhos práticos propostos, tolerâncias e qualidades de fabrico.
Trata-se de um autêntico manual que serve os referenciais dos cursos de educação e de
formação profissional do setor, nomeadamente os do CENFIM - Centro de Formação Profissional
da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, e de outras Escolas Profissionais.

Sobre o autor

Américo Domingues
Formador do CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalo-
mecânica – durante 30 anos, desenvolve atividade como profissional com larga experiência
na área da maquinagem, nomeadamente a fresagem, pantografia, torneamento e retificação
em diferentes tipos de indústria, como a de moldes, fundição injetada, fabrico de equipamen-
tos, equipamento ferroviário e retificação de motores.

Apoio

Também disponível em formato e-book

ISBN: 978-989-901-728-3

www.engebook.pt

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