STCW EMENDA
DE MANILA
FP&FF
PREVENÇÃO E COMBATE À INCÊNDIO
FIRE PREVENTION AND FIRE FIGHTING
Manual de Curso MFOR.STCW-P.04 00
Prevenção e Combate a Incêndio 2/ 56
ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO ................................................................... 5
2 PONTO A CONSIDERAR ..................................................... 5
3 TEORIA DA COMBUSTÃO................................................... 6
3.1 Definição de fogo ................................................................. 6
3.1.1 Fogo ............................................................................... 6
3.1.2 Incêndio .......................................................................... 6
3.2 Triângulo do Fogo ................................................................ 6
3.2.1 Oxigénio .......................................................................... 6
3.2.2 Combustível ..................................................................... 6
3.2.3 Calor ............................................................................... 7
4 PROPRIEDADES DOS INFLAMAVEIS ................................... 8
4.1 Limites de Inflamabilidade ..................................................... 8
4.2 Densidade ........................................................................... 9
4.2.1 Densidade dos vapores.................................................... 10
4.2.2 Densidade dos líquidos .................................................... 10
4.3 Fontes de ignição ............................................................... 10
4.3.1 Principio de Prevenção de Fogo ........................................... 10
5 Habilidade de reconhecer riscos de incêndio e agir para
elimina-los .............................................................................. 11
5.1 Formação do fogo .............................................................. 11
5.2 Tipos de Fontes de Ignição................................................. 12
5.3 Temperaturas de Ignição .................................................... 12
5.3.1 Ponto de Fulgor ou inflamação ......................................... 12
5.3.2 Ponto de Combustão ....................................................... 12
5.3.3 Ponto de auto-ignição ..................................................... 13
6 CLASSIFICAÇÃO DO FOGO .............................................. 14
6.1 Metodos de Classificação do Fogo ........................................ 14
6.2 METODOS DE EXTINÇÃO DO ............................................... 15
6.2.1 Tetraedro do fogo ........................................................... 15
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6.2.1.1 Reacção em cadeia .................................................. 16
6.2.2 Arrefecimento ................................................................ 17
6.2.3 Abafamento ................................................................... 17
6.2.4 Isolamento .................................................................... 18
6.2.5 Quebra da reacção em cadeia .......................................... 18
6.3 EXTINTORES ..................................................................... 19
6.4 Agentes extintores ............................................................. 19
6.5 Tipos de extintores e suas aplicações ................................... 20
6.6 Vantagens dos extintores .................................................... 24
6.7 Desvantagens dos extintores ............................................... 24
7 PROPAGAÇÃO DO FOGO.................................................. 24
8 EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO ..................... 25
8.1 Mangueiras de Incêndio ...................................................... 25
8.1.1 Arranjos de mangueiras................................................... 25
8.1.2 Cuidados básicos com as mangueiras ................................ 26
8.2 Causas de Danos nas Mangueiras ........................................ 26
8.3 Agulheta ou Esguichos ........................................................ 27
8.3.1 Problemas no manuseio da agulheta ................................. 27
8.3.2 Tipos de Jato ................................................................. 28
8.4 Carretel da Mangueira ........................................................ 29
8.5 Hidrantes .......................................................................... 30
8.6 EXTINÇÃO COM JACTO DE ÁGUA ......................................... 31
8.7 VENTILAÇÃO ..................................................................... 33
8.8 ESPUMA ............................................................................ 34
9 SISTEMA DE DETECÇÃO .................................................. 35
9.1 Principais requisitos para um sistema de detecção ................. 36
10 UTILIZAÇÃO E PRECAUÇÃO DE INSTALAÇÕES FIXAS......... 36
10.1 Sistemas Fixos de Combate à Incêndio ................................. 36
10.2 Princípio Básico de Combate à Incêndio ................................ 37
10.3 Estratégia de Combate à Incêndio ........................................ 38
11 RESGATE ....................................................................... 39
11.1 Factores a considerarem ..................................................... 39
11.2 Precauções ao se mover em ambiente com fumo ou escuro .... 40
12 APARELHO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (ARA) .............. 41
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12.1 Componentes do conjunto ................................................... 41
12.2 Regras para o uso do Aparelho ............................................ 41
13 MALES INDUZIDOS PELO CALOR ..................................... 42
13.1 Classificação ...................................................................... 42
13.2 Tabela dos efeitos do calor .................................................. 43
13.3 Factores que reduzem os efeitos do calor.............................. 45
14 SINAIS ........................................................................... 45
14.1 Sinais diurnos .................................................................... 45
14.2 Sinais Sonoro (Apito) .......................................................... 46
14.3 Sinais Luminosos ................................................................ 47
15 ESTRUTURA DE RESPOSTA DA EMERGÊNCIA .................... 47
15.1 Tarefas para combate à incêndio a bordo.............................. 48
15.2 Plano de Segurança (Safety Plan) e rotas de fuga. ................. 49
15.3 Acções a serem tomadas na ocorrência de fumaça com vapores
de inflamáveis .............................................................................. 50
15.4 Perigos da atmosfera com fumaça ........................................ 51
15.4.1 Ambientes com atmosfera tóxica ou explosiva ................ 52
15.5 Instruções suplementares sobre alarmes e procedimentos
adicionais em acções combinadas ................................................... 52
15.6 Comunicação e coordenação durante as tarefas de combate a
incêndio ....................................................................................... 54
15.7 Acções considerando a hierarquia ........................................ 55
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1 INTRODUÇÃO
A vida na terra seria impossível sem os benefícios do fogo no
aquecimento, cozimento, forjando metais, etc. Embora nossa
civilização pouco ou nada possa fazer sem ele o fogo pode muito
bem ser um dos maiores inimigos da humanidade, com sua acção
destrutiva, se nos escapa ao controlo. O mais leve descuido pode
levar a uma catástrofe. Centenas de incêndios ocorrem por ano
resultando em grandes perdas de vida e de propriedades, tirando
da acção os negócios.
A existência de pessoal treinado e competente na prevenção
de incêndios, e o uso de extintores de incêndio é essencial. O uso
impulsivo de um extintor sem nenhum conhecimento pode ser
desastroso. O treinamento na prevenção de incêndios e o controlo
eliminarão o desconhecido, significando pronta e efectiva acção do
pessoal caso se deparem com um incêndio. Isso pode significar a
eliminação de um incêndio nos seus minutos iniciais ou a evolução
do fogo a proporções catastróficas.
2 PONTO A CONSIDERAR
Muitos incêndios começam pequenos, então a detecção
antecipada é vital. Planificação prévia e treinamento são essenciais
para segurança contra fogo, todo incêndio deve ser considerado
sério.
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A segurança contra incêndio não pode ser deixada apenas
para os profissionais. Ela afecta a todos, em qualquer lugar.
3 TEORIA DA COMBUSTÃO
3.1 Definição de fogo
3.1.1 Fogo
É uma reacção química de rápida oxidação com
desenvolvimento de luz e calor.
3.1.2 Incêndio
É o fogo que foge ao controlo do homem, com tendência de
se alastrar e destruir.
3.2 Triângulo do Fogo
O fogo ocorre sempre que houver a reunião entre calor,
oxigénio e combustível em proporções ideais.
3.2.1 Oxigénio
O oxigénio contido no ar que respiramos é o elemento que
sustenta e alimenta a combustão. A proporção de oxigénio no ar é
de aproximadamente 21%.
3.2.2 Combustível
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É todo o elemento susceptível de entrar em combustão e
compreende praticamente todos os materiais que nos cercam e
apresentam-se nos três estados físicos da matéria.
• Sólido
• Líquido
• Gasoso
É com a simples ausência de um deles, (oxigénio, calor e
combustível) não há fogo. Convencionou-se então representar os
três elementos sob a forma de um triângulo.
Triângulo do fogo
3.2.3 Calor
Calor é uma forma de energia que se transfere de um corpo
para outro, quando há entre eles diferença de temperatura.
São três os meios básicos de transmissão do calor
• Condução
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• Radiação
• Convecção
4 PROPRIEDADES DOS INFLAMAVEIS
4.1 Limites de Inflamabilidade
São chamados de limites inferiores e limites superiores de
inflamabilidade as concentrações que se encontram a baixo é acima
da faixa de inflamabilidade (mistura ideal). Essas misturas são
usualmente descritas em termos de percentagem em volume de
gás ou vapor no ar.
Uma mistura abaixo do limite inferior de inflamabilidade e
demasiada pobre para queimar ou explodir e uma mistura acima do
limite superior de inflamabilidade é demasiada rica para queimar
ou explodir. Os valores dos limites de inflamabilidade são aferidos a
pressão atmosférica e temperatura normal, e definidos para cada
tipo de combustível.
Exemplos:
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Características de algumas substancias
Limites de
Ponto de Temperatura
Substancia Inflamabilidade
Fulgor de Ignição
Inferior Superior
Gasolina -42,8 280 1,4 7,6
Querosene 40 410 1 8
Butano Gás 405 1,9 8,5
Acetileno Gás 305 2,5 80
4.2 Densidade
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4.2.1 Densidade dos vapores
Vapores dos hidrocarbonetos são mais pesados que o ar
• Gasolina 3,5 mais pesada
• Petróleo 4,5 mais pesado
4.2.2 Densidade dos líquidos
Na maioria os derivados de petróleo não se misturam com a
água possuem densidade <1
• Gasolina
• Gasóleo
• Petróleo
4.3 Fontes de ignição
4.3.1 Principio de Prevenção de Fogo
Fogo e explosão podem ser os grandes riscos potenciais em
navios, estrutura ou plataforma, que podem destruir alojamentos,
armazéns, equipamentos, vidas, e em casos extremos a perda da
instalação ou navio. O combate à incêndio na área de offshore é
difícil e pode vir a ser um desafio de alto risco para as brigadas de
incêndio, considerando que seus componentes não são bombeiros
em tempo integral.
Com bons sistemas de prevenção de incêndios,
treinamentos e exercícios, esses riscos e dificuldades podem ser
enormemente reduzidos e quase eliminados. Se você quer manter
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seu trabalho offshore e sua casa intacta, então gerência os riscos
de incêndio pela adopção do sistema correcto de prevenção de fogo
nas áreas e colocando em prática o plano e controlo de fogo através
de treinamentos e exercícios regulares. A teoria da combustão e a
propagação do fogo devem ser entendidas.
A prevenção de incêndios em uma instalação, deriva ter um
entendimento desses conceitos mais do que de questão de cuidado,
bom senso e boa manutenção das instalações.
5 Habilidade de reconhecer riscos de incêndio e agir para elimina-
los
• Fumar apenas em áreas seguras
• Boa manutenção das instalações
• Deixar rotas de escape e saídas livres
• Manter portas corta-fogo fechadas
• Fechar bem e segregar os líquidos inflamáveis
• Certificar-se que os extintores nas respectivas áreas são do
tipo indicado
• Treinamento de reacção em emergência e o uso do
equipamento são essenciais para a segurança do pessoal.
Lembre-se: O pior desastre que pode nos acontecer é aquele para o
qual não estamos preparados.
5.1 Formação do fogo
Substâncias combustíveis existem como líquidos, sólidos e
gases. A queima da maioria dos materiais produz uma chama, isso
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ocorre quando gases ou vapores liberados por um material líquido
ou sólido entram em ignição.
5.2 Tipos de Fontes de Ignição
• Eléctrica: Os equipamentos eléctricos (curtos circuitos e arco
voltaico)
• Mecânica: Esmeril, jacto de gralhas e atritos
• Química: Reacção química exotérmica
5.3 Temperaturas de Ignição
Há um número de definições aplicadas às várias
temperaturas nas quais a ignição acontece.
5.3.1 Ponto de Fulgor ou inflamação
É a menor temperatura em que o combustível desprende
vapores inflamáveis que, em mistura como ar, se inflamam na
presença de um a fonte de externa de calor, sem manter a
combustão (flash).
5.3.2 Ponto de Combustão
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É a temperatura em que o combustível desprende vapores
inflamáveis que, em mistura com o ar se inflamam na presença de
uma fonte de ignição.
Nota: Será visto que a diferença entre ponto de fulgor e
ponto de combustão é que a temperatura do ponto de fulgor é
necessária somente para a produção de vapor que permita um flash
momentâneo acontecer enquanto que a ponto de combustão tem
que ser suficientemente alta para produzir vapor suficiente para
sustentar a reacção de modo que a substância continue queimando
independentemente da fonte de ignição.
5.3.3 Ponto de auto-ignição
É a temperatura na qual o combustível desprende vapores
inflamáveis que em contacto com o ar se inflamam sem a presença
de uma fonte de calor.
• Temperatura de ignição
Ocorre quando o calor de um incêndio eleva a
temperatura dos objectos de um aposento até o seu ponto
de auto-ignição.
• Reignição
Ocorre quando o fogo em um compartimento fechado
consome o oxigénio, sendo então aberta uma porta ou janela
permitindo a entrada de mais oxigénio. Nesse momento, um
aumento rápido e explosivo do fogo acontece.
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• Efeito cogumelo
Na proporção em que um fogo queima o ar quente e
as partículas não queimadas elevam-se ao ponto mais alto
formando uma camada.
6 CLASSIFICAÇÃO DO FOGO
6.1 Metodos de Classificação do Fogo
As substâncias combustíveis são agrupadas nas classes a seguir:
Classe A – Combustíveis sólidos que deixam resíduo ex.: papel,
tecido, madeira, etc.
Classe B – Líquidos e gases Inflamáveis ex.: petróleo, querosene,
gasolina, óleo, solventes, etc.
Classe C – Equipamento eléctrico energizado
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Classe D – Metais Inflamáveis ex.: sódio, potássio, magnésio,
urânio, lítio, etc. Nota: é necessário agente extintor
especial.
6.2 METODOS DE EXTINÇÃO DO
6.2.1 Tetraedro do fogo
O tetraedro do fogo é uma complementação do triângulo do
fogo, uma vez que os estudos realizados nos últimos anos revelam
um novo elemento do fogo que é a reacção em cadeia.
A cadeia de reacção, formada durante a combustão, forma produtos
intermediários instáveis, prontos a se combinarem com outros
elementos, gerando novos produtos, só que estáveis.
Aos produtos instáveis cabe a transmissão da energia gerada pela
reacção que por sua vez, liberara bastante calor, mantendo a
sustentação e propagação do fogo. Portanto se conseguimos
quebrar esta reacção em cadeia, estamos promovendo a extensão
da combustão.
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O triângulo foi então alterado para o tetraedro do fogo, cujas
faces são o combustível, o oxigénio, o calor e a reacção em cadeia.
Tetraedro do fogo
6.2.1.1 Reacção em cadeia
As moléculas originais do combustível parecem combinar-se com o
oxigénio em uma série de etapas sucessivas. Por sua vez os
hidrocarbonetos se dissociam em radicais livres, sujeito a acção do
oxigénio, formando compostos oxigenados altamente instáveis,
reagindo com radicais oxidrila (OH) e também com o hidrogénio,
formando a reacção em cadeia.
A extinção do fogo é conseguida pela remoção de qualquer
um dos quatro componentes do fogo. Como mostrado abaixo, o
componente removido depende do tipo de agente extintor
empregado utilizando os métodos de arrefecimento, abafamento,
isolamento, quebra da reacção em cadeia ou qualquer combinação
destas.
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6.2.2 Arrefecimento
O arrefecimento de um fogo exige a aplicação de algo que
absorva calor. Embora existam outros meios, a água é o mais
comum e eficiente dos meios de arrefecimento.
Remoção do Calor
6.2.3 Abafamento
O oxigénio pode ser removido de um fogo se este for coberto
por um cobertor molhado ou se sobre este fogo for lançada terra ou
areia ou ainda pela cobertura do fogo com espuma química ou
mecânica. Alguns gases mais pesados que o ar, tal como o dióxido
de carbono, pode ser usado para cobrir o fogo evitando que o
oxigénio entre em contanto com o mesmo.
Remoção do oxigénio
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6.2.4 Isolamento
Geralmente a remoção do combustível de um incêndio é
difícil e perigosa, mas há excepções. Os tanques de armazenagens
de líquidos inflamáveis podem ser arranjados de tal forma que seu
conteúdo possa ser bombeado para tanques vazios e isolados em
caso de incêndio. Quando gases inflamáveis pegam fogo ao serem
transportados por uma tubulação, o fogo se extinguirá se este fluxo
for interrompido pelo fechamento de uma válvula.
Remoção do Combustível
6.2.5 Quebra da reacção em cadeia
Estudos feitos em anos recentes indicam que a conhecida
afirmação: “Remover o calor, remover o oxigénio ou remover o
combustível para extinguir um fogo” não se aplica quando o pó
químico seco é usado com o agente extintor. Este agente desactiva
produtos intermediários da reacção química resultando daí uma
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redução na razão de combustão (a razão da evolução do calor)
extinguindo assim o fogo.
Quebra reacção em cadeia
6.3 EXTINTORES
A não ser em condições de grandes incêndios ou explosões,
a maioria dos incidentes começa relativamente pequeno e pode ser
controlado pelo uso de um extintor manual. É importante
entretanto, que todo empregado esteja familiarizado com os
extintores distribuídos pela plataforma, instalação ou lugar similar
de trabalho e dos princípios aplicados aos seus conteúdos,
operação e uso.
Para serem válidos os extintores devem ser
• Prontamente disponíveis e visíveis
• Apropriado ao risco que cobre
• Fácil de operar
• Mantidos em perfeito estado de funcionamento
6.4 Agentes extintores
• Agua -Arrefecimento e abafamento
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• CO2 - Abafamento e arrefecimento
• Espuma - Abafamento e arrefecimento
• Pó Químico seco - Quebra da Reacção em Cadeia
6.5 Tipos de extintores e suas aplicações
Extintor Tipo Água Pressurizado
10 litros de água pressurizada com
Conteúdo
nitrogénio
Duração 1 minuto
Alcance 8 metros
Extingue o
Arrefecimento
fogo por
Usado em Incêndios Classe A
- Verificar manómetro;
- Conduzir o extintor pela alça de
transporte;
Operação - Retirar o pino de segurança;
- Testar operação;
- Dirigir para a base do fogo;
- Pode ser usado intermitentemente.
Extintor Tipo Água à Pressurizar
Conteúdo 10 litros de água à presssuarizar com CO2
Duração 1 minuto
Alcance 8 a 10 metros
Extingue o
Resfriamento
fogo por
Usado em Incêndios Classe A
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- Conduzir o extintor pela alça de transporte;
- Segurar mangueira firmemente;
- Abrir a ampola de gás propelente (CO2)
Operação
- Direccionar o jacto de - água para a base do
fogo;
- Não pode ser usado intermitentemente.
Extintor Tipo Espuma Mecânica Pressurizado
Conteúdo Água e LGE*
Duração 30 a 90 segundos
Alcance 6 metros
Extingue o
Abafamento e arrefecimento
fogo por
Usado em Incêndios Classe B
- Verificar manómetro;
- Conduzir o extintor pela alça de
transporte;
Operação - Retirar o pino de segurança;
- Testar operação;
- Dirigir o jacto para uma antepara.
*LGE= Líquido Gerador de Espuma
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Extintor do Tipo Pó Químico Seco Pressurizado
Bicarbonato de sódio e estereato
Conteúdo
pressurizado com nitrogénio
Duração 40 a 50 segundos
Alcance 1,8 a 4 metros
Extingue o Quebra da reacção em cadeia e
fogo por secundariamente abafamento.
Usado em Pequenos incêndios das Classes B e C
- Verificar manómetro;
- Conduzir o extintor pelo alça de
transporte;
- Retirar o pino de segurança;
Operação
- Testar operação
- Dirigir o Jacto para a base do fogo,
num movimento de varredura;
- Pode ser usado intermitentemente.
Extintor Tipo Pó Químico Seco à Pressurizar
Bicarbonato de Sódio e estereato
Conteúdo
pressurizado com CO2
Duração 40 a 50 segundos
Alcance 6 a 8 metros
Extingue o Quebra de reacção em cadeia e
fogo por secundariamente abafamento
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Princípios de incêndios das Classes B
Usado em
eC
- Proceda à abertura do gás
propelente (CO2), tendo cuidado de
prender o mangote na cavidade da
alça de transporte, inclinando o
Operação cilindro de modo a se proteger do
tampão;
- Testar o extintor;
- Dirigir o jacto para a base do fogo em
movimento de varredura.
Extintor do Tipo CO2 (Dióxido de carbono)
Conteúdo CO2 líquido
Duração 30 segundos
Alcance 1,5 a 2,5 metros
Extingue o
Abafamento
fogo por
Usado em Incêndios Classe C e B
Operação - Conduzir o extintor pela alça de
transporte;
- Retirar o pino de segurança;
- Testar o equipamento;
- Dirigir o jacto à base do fogo sem
movimentos de varredura.
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6.6 Vantagens dos extintores
• Acção rápida
• Portáteis
• Manuseio individual
• Estão localizados proximo dos locais de possíveis riscos
6.7 Desvantagens dos extintores
• Curta duração
• Curto alcance
• Não serve para todas as classes de incêndio
• Não protege o usuário do calor irradiado
7 PROPAGAÇÃO DO FOGO
Condução: O calor se propaga de um
corpo para outro por contacto directo. Ex.:
vigas de aço, chaparia de convés,
anteparas de aço – o calor se transfere
através de materiais sólidos.
Convecção: o fogo se propagando de um
nível mais baixo para um mais alto por
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Prevenção e Combate a Incêndio 25/ 56
elevação de gases quentes. Ex.: escadas,
poços de elevador ou dutos de ventilação.
Radiação: Materiais podem entrar em
ignição se colocados muito próximos de
uma fonte de calor irradiado. ex.: A
energia do calor é transmitida através da
atmosfera em linhas rectas através do
espaço.
8 EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO
8.1 Mangueiras de Incêndio
A mangueira de incêndio é normalmente de 1 1/2 ou 2 1/2 de
diâmetro, com 15 metros de comprimento e conexões de engates
rápidos nas extremidades.
8.1.1 Arranjos de mangueiras
As mangueiras podem ser enrolados, em condição de uso
imediato, nos seguintes métodos
• Enrolados a partir do centro - método marinha (americano)
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• Enroladas a partir da extremidade método alemão (Dutch
rolled)
• Em gomos (flaked) (zig/zag)
8.1.2 Cuidados básicos com as mangueiras
• Não permitir a passagem ou estacionamento de
equipamentos sobre a mangueira
• Deve ser limpa após o uso
• Guardar correctamente
• Armazenar em local seco e limpo
• Inspeccionar regularmente quanto à mofo ou deterioração
• Não devem ser arrastadas pelo chão desnecessariamente
• As conexões não devem ser atiradas ou jogadas ao chão
8.2 Causas de Danos nas Mangueiras
• Abrasão - causada pelo arrastamento e puxada em torno de
cantos
• Choque – pressurização ou fechamento rápido
• Mofo – Causado por guarda-las com humidade nos abrigos
• Corrosivos – é a deterioração química da mangueira através
de produtos álcalis e ácidos
• Impacto das conexões – amaçar por ser de metal macio
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Prevenção e Combate a Incêndio 27/ 56
8.3 Agulheta ou Esguichos
Agulheta é o termo aplicado ao componente montado na
saída da mangueira. É projectado para aumentar a velocidade,
lançar e direccionar o jacto de água para o fogo.
8.3.1 Problemas no manuseio da agulheta
• Reacção do jacto: Quando a água é projectada pela agulheta,
uma reacção igual e oposta ao jacto se faz sentir, causando
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Prevenção e Combate a Incêndio 28/ 56
o recuo do esguicho em direcção oposta ao fluxo. Portanto, a
pessoa ou pessoas que estiverem segurando o esguicho
devem exercer esforço suficiente para anular este efeito.
• Golpe de aríete – Quando o fluxo de água é estancado
subitamente pelo fechamento rápido do esguicho, ondas de
choque são transmitidas ao longo da extensão da mangueira
ou tubo. Isso pode resultar no enfraquecimento ou ruptura
das mangueiras. Abertura rápida do hidrante para
pressurização em uma mangueira provoca chicoteamento.
8.3.2 Tipos de Jato
Jacto pleno – É o jacto sólido de água
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Prevenção e Combate a Incêndio 29/ 56
Jato de Ataque 45o – É um jacto de ataque com fluxo constituído de
leque de pequenas gotas de água, podendo ser de: 15 a 45 graus
1
Neblina 80o -
É um jacto de protecção com fluxo
constituído de leque de pequenas gotas de água,
podendo ser de: 45 a 80 graus
8.4 Carretel da Mangueira
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Prevenção e Combate a Incêndio 30/ 56
Esses carretéis são instalados para dar um ataque inicial ao
incêndio.
Quando houver um carretel de mangueira instalado, fica
eliminada a necessidade de extintores portáteis tipo água.
Vantagens dos carretéis (sobre os extintores)
• Simples de usar
• Suprimento de água interminável
• Jacto mais efectivo
• Tem controlo na saída do esguicho para jacto sólido e
neblina
• O operador não precisa conduzir o pesado do equipamento
• Custo efectivo – Sem recarga, manutenção barata.
8.5 Hidrantes
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Prevenção e Combate a Incêndio 31/ 56
É requisito estabelecido por lei, que toda instalação
guarnecida de pessoal seja provida de um circuito principal de
suprimento de água para incêndio. Esse circuito é
permanentemente alimentado pelas bombas de incêndio.
Os bocais de saída dos hidrantes são estrategicamente
posicionados nesse circuito especificamente para combate à
incêndios
8.6 EXTINÇÃO COM JACTO DE ÁGUA
Ataque directo
Aplicação de jacto pleno directamente no material a queimar
(classe A).
Aplicação de jacto entre (150 e 450) directamente no
combustível a queimar (classe
B).
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Prevenção e Combate a Incêndio 32/ 56
Ataque indirecto
Jacto de ataque (450 a 600) aplicado acima do fogo ao nível do
teto.
Ataque defensivo
Ataque externo com jactos dirigidos entre o fogo e partes
expostas para evitar a propagação
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Prevenção e Combate a Incêndio 33/ 56
Ataque ofensivo
Ataque interno agressivo enquanto as condições permitirem
que se entre na área do incêndio.
Movimentos para o arrefecimento
Aplicar jactos formando: um T, Z e O
8.7 VENTILAÇÃO
Ajuda a equipe na entrada
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Prevenção e Combate a Incêndio 34/ 56
Minimiza danos do calor e fumaça
Aumenta segurança e visibilidade
8.8 ESPUMA
Composição
• Liquido Gerador de Espuma (LGE)
• Água
• Ar
Tipos
• Flúor Proteína
• Sintética: AFFF – Espuma Formadora de Filme Aquoso
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Prevenção e Combate a Incêndio 35/ 56
9 SISTEMA DE DETECÇÃO
É importante que o fogo seja detectado o mais cedo possível,
podem ser descoberto por pessoas na vizinhança, porem algumas
áreas são desabitadas. Estas áreas devem ser assistidas por um
sistema de detecção automática. Há cinco tipos de sensores de
detecção de fogo e gás:
• Fumaça - do tipo câmara de ionização que estão instalados
em locais onde os primeiros indícios de fogo são
provenientes de emanação de fumaça. Como em salas de
controlo, rádio, módulos de acomodação, etc.
• Calor - do tipo temperatura fixa e termovelocímetrico,
utilizadas em ares onde o incêndio e caracterizado pela
elevação brusca de temperatura.
• Fusível plugs - do tipo bujão fusível, constituído de um
circuito pneumático instalado em determinados
equipamentos, fazendo com que o calor do incêndio
incipiente funde os fusíveis, despressurizando o circuito e
ocasionado por consequência o fechamento de
determinadas válvulas de emergências.
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Prevenção e Combate a Incêndio 36/ 56
• Chama – do tipo ultra-violeta para identificar a presença de
incêndio com a existência de chama como primeiro indício.
• Sensores de gás - do tipo point watcher, que operam
segundo o principio de absorção de raios infravermelhos de
produtos infamáveis e combustíveis e onde há anteparas,
estruturas e equipamentos que dificultam e obstruem a
ventilação natural, favorecendo o acumulo de nuvens
inflamáveis para monitorar as áreas onde possa ocorrer
concentração de gases, o sistema mede continuamente a
concentração de gás.
9.1 Principais requisitos para um sistema de detecção
• Detecção antecipada
• Identificar a área de fogo
• Accionar o alarme
• Disparar o sistema de combate à incêndio fixo
10 UTILIZAÇÃO E PRECAUÇÃO DE INSTALAÇÕES FIXAS
10.1 Sistemas Fixos de Combate à Incêndio
• Sprinkler – sistema de tubulação cheia e pressurizada, onde
actua o combate somente no foco do incêndio. Exemplo:
- Acomodações
- Camarotes
- Escritórios
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Prevenção e Combate a Incêndio 37/ 56
• Pulverizadores (Dilúvio) – Sistema de tubulação seca e
despressurizada, e através de abertura de uma válvula
inunda toda área protegida. Exemplo:
- Planta de processo
- Tanques e Vasos de combustíveis/inflamáveis
• CO2 – Sistema de aplicação de CO2 por tubulações
inundando toda área protegida. Exemplo:
- Salas de painéis eléctricos
- Salas de baterias
- Salas de controlo
• Canhões monitores agua/espuma – podem ser fixo ou
portáteis, os fixos protegem o heliporto (helideck)
10.2 Princípio Básico de Combate à Incêndio
Em caso de fogo, Lembre-se: L I R E
Localizar Focalize a área do fogo
Informar Accione o alarme manual ou grite fogo
Restringir Confine o compartimento, remova o combustível
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Prevenção e Combate a Incêndio 38/ 56
Extinguir Incêndio pequeno tente extinguir:
• Escolha o meio de combate
• Se for grande, evacue a área, alertando os
demais durante a retirada.
10.3 Estratégia de Combate à Incêndio
Desde que o fogo já se instalou em grande área da plataforma/navio
importantes pontos devem ser considerados para o combate ao
incêndio:
• O que está queimando?
• Onde está localizado o fogo?
• Como posso chegar até o fogo?
• Qual o equipamento necessário?
• Qual o principal perigo?
• Que precaução devo tomar para evitar a propagação do
fogo?
• Há gases perigosos na área?
• Há necessidade de resfriar as colunas/estrutura?
• Há necessidade de remover material inflamável?
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Prevenção e Combate a Incêndio 39/ 56
• É possível isolar algum compartimento?
• A ventilação foi cortada e os dampers fechados? (o corte de
ar/oxigénio tem que ser considerado)
• A estabilidade da plataforma/navio pode ser ameaçada com
o uso de água, mangueira ou outro tipo de combate ao
incêndio?
• É possível mudança de curso (em caso de navio) a fim de
possibilitar melhor posição de combate à incêndio?
11 RESGATE
11.1 Factores a considerarem
• Avaliação do risco
• Manter um quadro mental da localização e pontos de saída
• Se no fogo: parar, deitar, cobrir o rosto e rolar
• Sem aparelho de protecção respiratória rastejar abaixo da
fumaça
• Se possível use aparelho de protecção respiratória
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Prevenção e Combate a Incêndio 40/ 56
11.2 Precauções ao se mover em ambiente com fumo ou escuro
Desordem
• Não ande
• Mantenha o peso do corpo no pé de trás e com o outro
procure por buracos, escadas, mobílias, anteparas, etc.
Protecção do rosto
Mantenha um braço erguido e a frente com a palma da mão
estendida, com o outro proteja o rosto, com isso você evita choques
com obstáculos e cabos eléctricos.
Usando escadas
• Sempre lentamente e cuidadosamente
• Verifique a cada passo o próximo degrau para garantir a sua
segurança
• Prossiga com o corpo arqueado ou sentado
• Mantenha-se encostado na parede ou no corrimão
Sinais de Calor
Sinta com o tacto as paredes, portas anteparas e maçanetas,
procurando sinais de calor que podem indicar fogo do outro lado,
ex.: bolhas na tinta.
Restrição no uso de água
• Evitar o desperdício de água jogando na fumaça
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Prevenção e Combate a Incêndio 41/ 56
• O uso inadequado pode destruir pilhas de materiais,
derrubar equipamentos causando dificuldades no acesso e
bloqueando rotas de fuga.
12 APARELHO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (ARA)
12.1 Componentes do conjunto
• Cilindro de ar respirável
• Suporte do cilindro
• Válvula de abertura
• Válvula de demanda de ar
• Mascara facial
• Alarme de abandono
12.2 Regras para o uso do Aparelho
• Verificar pressões nos manómetros (2216 psi): cilindro e
suporte
• Teste de estanqueidade, apito e integridade do aparelho
• Inspecionar a mascara facial
• Vestir equipamento correctamente
• Conectar mascara facial no mangote, coloca-la no rosto e
abrir cilindro
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Prevenção e Combate a Incêndio 42/ 56
• Ajustar mascara facial correctamente
Nota: Você deve estar treinado no uso do APR e utiliza-lo somente
após todos os testes.
13 MALES INDUZIDOS PELO CALOR
A exposição ao calor em condições excessivas no combate a
incêndio, humidade expressiva e o uso e o uso de roupas especiais
para combate, podem afectar o bem-estar do brigadista.
Os brigadistas devem manter uma ingestão adequada de
líquidos para prevenir a desidratação e os efeitos do calor.
13.1 Classificação
Os efeitos do calor ou males induzidos pelo calor em ordem de
gravidade.
• Choque
• Exaustão
• Cãibras
• Queimaduras solar
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Prevenção e Combate a Incêndio 43/ 56
13.2 Tabela dos efeitos do calor
Males do
Causa Sintomas Tratamento
Calor
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Prevenção e Combate a Incêndio 44/ 56
- Pulso rápido - Chamar a
- O cérebro
- Pele quente e ambulância
É afectado
seca - Deitar na sombra
pelo calor
- Alta - Remover roupas
- Falha no
temperatura extras
Choque mecanismo
- Face corada - Humedecer com
que
- Confusão e água
regulam a
apático - Fazer ingerir agua
temperatur
- Pode levar a - Deve ser
a
inconsciência hospitalizado
- Vertigem,
- Remover da área
desfalecimento
quente
- Dor de cabeça
- Deitar na sombra
- Pulso rápido e
- Dar líquidos
fraco
- Falta de - Remover roupas
- Respiração
Exaustão sais extras
irregular
reguladores - Não retornar ao
- Aumento da
trabalho
temperatura
- Buscar
corporal
atendimento
- Confusão
médico
irritabilidade
- Contracção - Remover para
- Falta muscular e dor lugar fresco
Cãibra excessiva - Cansaço - Descansar
de fluido - Náusea e - Dar repositor
vomito hidroeletrolito
- Vermelhidão e - Remover dos
Queimadu - Exposição
couceira raios solares
ra Solar excessiva
-Pele em bolhas - Banho em agua
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Prevenção e Combate a Incêndio 45/ 56
- Extremamente fria
doloroso
13.3 Factores que reduzem os efeitos do calor
• Ingestão correcta de líquidos
• Períodos de descanso, especialmente em trabalhos
extenuantes
• Uso de roupas de protecção pode diminuir a transpiração do
corpo
A desidratação e o esforço contínuo são as causas mais comuns
dos males induzidos pelo calor.
14 SINAIS
Abaixo estão listados sinais usados pelos serviços de fogo
em todo o mundo. Estes devem ser usados tanto em incêndios
quanto em exercícios de treinamento. É importante ter padrões de
procedimentos operacionais (PPO) de maneira que todo o pessoal
possa reagir a uma instrução de maneira similar.
14.1 Sinais diurnos
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Prevenção e Combate a Incêndio 46/ 56
• Abrir água Agitar um braço da esquerda para a
direita sobre a cabeça
• Fechar água Agitar um braço partindo do peito
para o lado direito
• Montar Ambos os braços estendidos à frente
na altura do peito
• Montagem Geral Agitar os braços sobre a cabeça
• Aumentar pressão Estender braço direito com a palma
para cima e levantar o braço para
cada aumento de um bar
• Diminuir pressão Estender o braço direito com a palma
para baixo e abaixar o braço para cada
diminuição de um bar.
Abrir água Fechar água Aumentar pressão Diminuir pressão
14.2 Sinais Sonoro (Apito)
• Abrir água Um silvo
• Fechar água Dois silvos
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Prevenção e Combate a Incêndio 47/ 56
• Montagem Três silvos
• Montagem geral Uma série de silvos breves
14.3 Sinais Luminosos
Abrir água Balançar a luz na frente do corpo
Fechar água Mover o pulso vigorosamente da esquerda para
a direita
Montagem Mover a luz do joelho até o ombro
Montagem geral Movimento circular da luz na frente do corpo
15 ESTRUTURA DE RESPOSTA DA EMERGÊNCIA
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Prevenção e Combate a Incêndio 48/ 56
15.1 Tarefas para combate à incêndio a bordo
A brigada de incêndio (Fire Team) É composta por
empregados efectivos da unidade com conhecimentos e domínio em
técnicas de combate a incêndio, coordenada pelos técnicos de
segurança (Safety Man) e liderada por empregados que exerçam
liderança perante o equipa da brigada de incêndio.
Ao soar o alarme de emergência as brigadas de incêndio
junto com o coordenador e líderes, devem comparecer ao ponto de
concentração equipar-se e dirigir-se ao local da emergência.
Uma equipa eficaz é uma combinação bem sucedida dos
esforços de um grupo de indivíduos para alcançar um objectivo
comum.
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Prevenção e Combate a Incêndio 49/ 56
O objectivo de qualquer brigada de combate a incêndio é de:
• Salvar vidas
• Evitar qualquer ferimento e resgatar os feridos
• Combater o incêndio
• Prevenir ou minimizar a perda ou dano de equipamentos
• Preservação do meio ambiente
15.2 Plano de Segurança (Safety Plan) e rotas de fuga.
Atendendo procedimentos e padrões de segurança, toda
unidade marítima (navio ou plataforma) durante sua fase de
projecto, instalação e funcionamento, devera ser previsto um plano
de segurança da unidade, neste plano deve constar a localização
dos equipamentos de combate a incêndio e salvatagem de acordo
com o risco, em quantidades suficientes e atendendo as normas
vigentes. Deve ser previsto simbologia dos equipamentos de forma
que qualquer pessoa consiga identificar e localizar rotas de fuga e
equipamentos existentes no local de trabalho. Estes planos de
segurança devem ser instalados nos pisos dos alojamentos,
corredores, refeitórios, auditórios e locais onde concentrações de
pessoas.
Os equipamentos de combate a Incêndio devem ser localizados em
locais:
Manual de Curso MFOR.STCW-P.04 00
Prevenção e Combate a Incêndio 50/ 56
• De fácil visualização
• De fácil acesso e não podendo ser obstruído.
• Onde haja menos probabilidade de fogo bloquear o seu
acesso.
• Existência de sinalização (placa de identificação)
De acordo com normas internacionais, todas as empresas
deveram possuir:
• Equipamento de protecção contra incêndio.
• Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em
serviço em caso de incêndio.
• Equipamentos suficientes para combate a incêndio em seu
inicio.
• Pessoas treinadas no uso correcto desses equipamentos.
• Todos os estabelecimentos, mesmo os dotados de dilúvios
ou sprinkler, deverão ser providos de extintores portáteis a
fim de combater princípio de incêndio. Tais extintores devem
ser apropriados a classe de incêndio a extinguir.
15.3 Acções a serem tomadas na ocorrência de fumaça com
vapores de inflamáveis
Sempre que a brigada tiver que combater um incêndio em
compartimento fechado deve tomar cuidado para não ser apanhada
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Prevenção e Combate a Incêndio 51/ 56
pela explosão de vapores inflamáveis. Os seguintes procedimentos
devem ser adoptados:
• Passe a mão na porta para ver se esta quente
• Cuidado com a maçaneta, ela conduz calor e poderá
queimar a mão
• Todos os membros da equipa devem se abaixar
• Abra a porta só ligeiramente e a segure por vários segundos
- Quando segurar a porta entreaberta, coloque seu peso
sobre ela. Se houver uma explosão a porta servira
como uma protecção ate que ela possa ser fechada.
• Caso nada ocorra, a equipa poderá levantar e entrar
15.4 Perigos da atmosfera com fumaça
Durante a aproximação a brigada de incêndio, (depois que o
coordenador da brigada ter feito contacto com sala de controlo
sobre o equipamento, tipo de combustível e a localização do
incêndio), deve levar em consideração a direcção do vento, já que
encontrar a fonte do incêndio pode ser difícil. Grandes volumes de
fumaça podem ser produzidos por um pequeno incêndio que pode
queimar muito devagar emitindo poucas chamas visíveis ou calor. A
fumaça pode ter se deslocado a uma longa distância da fonte do
incêndio. Caso haja dificuldade de aproximação em virtude da
fumaça, mantenha o esguicho aberto em neblina de 90 graus, em
alguns casos pode haver necessidade de combater o incêndio
utilizando equipamentos de protecção respiratória.
Manual de Curso MFOR.STCW-P.04 00
Prevenção e Combate a Incêndio 52/ 56
15.4.1 Ambientes com atmosfera tóxica ou explosiva
Ao soar o alarme o coordenador, líder e os demais membros
da brigada de incêndio, devem se dirigir ao ponto de reunião
equipar-se e traçar directrizes de combate a emergência. Neste
momento o coordenador se informa com o operador da sala de
controlo, através de rádio ou telefone, sobre detalhes do incêndio
ou emergência operacional, então deslocam-se ao local munidos de
equipamentos portáteis de medição de gases, e também utilizando
equipamentos apropriados ao combate a emergência. Verifica a
direcção do vento e solicita a sala de controlo o accionamento dos
recursos fixos de combate a incêndio, caso não tenha sido
accionado em automático. Quando chegar no local devera ser
providenciado, se necessário o isolamento das áreas consideradas
inseguras.
15.5 Instruções suplementares sobre alarmes e procedimentos
adicionais em acções combinadas
Abaixo esta representada a estrutura organizacional
preestabelecida que se forma quando ocorre uma emergência. A
estrutura deve ser compatível com as acções necessárias ao
controlo de emergências, em seus vários tipos, dimensões e
cenários. Deve possibilitar ajustes para a ampliação de sua
capacidade de acção, com outros planos de Contingência, internos
ou externos.
Manual de Curso MFOR.STCW-P.04 00
Prevenção e Combate a Incêndio 53/ 56
Recomenda-se a seguinte estrutura organizacional básica:
Coordenador Geral
Coordenador do
Plano de
Contingência
Assessores de Meio
Ambiente
Segurança Social,
Saúde e
Comunicação Grupos de
Apoio
Coordenador local
OIM
Grupos de Acção
É necessário definir as atribuições e responsabilidades de
cada participante do plano de Contingência e para cada hipótese
acidental, bem como os responsáveis e os procedimentos de
Manual de Curso MFOR.STCW-P.04 00
Prevenção e Combate a Incêndio 54/ 56
comunicação interna da companhia, definir também os órgãos
externos participantes e a comunicação a sociedade.
Devem ser previstos substitutos dos coordenadores na
ausência de seus respectivos titulares.
15.6 Comunicação e coordenação durante as tarefas de combate
a incêndio
Comunicação É definida como “a partilha ou troca de
informações, ideias e conhecimento”
Avaliando essa definição, todos os três aspectos se
relacionam com o trabalho em equipa. Um indivíduo de uma equipa
pode ter conhecimento sobre o perigo envolvido dentro daquela
área; outro pode ter testemunhado alguma coisa importante. Estas
informações devem ser compartilhadas com os outros membros e
especialmente com o líder para que ele possa constantemente
reavaliar a situação.
A comunicação é um aspecto muito importante no trabalho
da equipe porque dela depende o controlo da situação. Se ocorrem
falhas durante as transmissões de instruções os resultados
esperados podem ser comprometidos.
A comunicação deve ocorrer em varias direcções. Ela deve
fluir de uma sala de controlo da unidade marítima para o
OIM/Comandante; e desta para os coordenadores das equipas de
controlo de emergência, e do coordenador para o líder da equipa;
da equipa volta para o líder novamente, e para o OIM/Comandante.
Manual de Curso MFOR.STCW-P.04 00
Prevenção e Combate a Incêndio 55/ 56
Sem informação devidamente comunicada, o líder só poderá
tomar decisões com base em suposição.
Os meios de comunicação que podem ser usados em uma
situação de emergência incluem:
• Sistema de Auto Falante
• Rádios
• Telefones
• Sistema de intercomunicações
Cada sistema listado com excepção de alto-falantes permite a
confirmação da mensagem.
A maioria das instalações offshore tem um canal de emergência
no sistema de rádio ou algum tipo de comunicação definida para
uso em emergência.
Os itens acima se aplicam durante qualquer incidente, desde
dois usuários de EPR falando um com o outro em uma sala cheia de
fumaça até o coordenador da brigada falando com a sala de
Controlo de Emergência.
Ser disciplinado (especialmente no rádio) em todas as
comunicações de emergência;
Dizer o que tiver que ser dito e nada mais;
Pedir para que uma mensagem seja repetida para confirmar.
15.7 Acções considerando a hierarquia
Na unidade offshore a acção é comandada pelo gerente da
unidade OIM enquanto que em navios o responsável é o
comandante.
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Prevenção e Combate a Incêndio 56/ 56
Suas atribuições são
• Centralizar as informações, decidir e orientara acções a
serem tomadas para o controlo da emergência.
• Comunicar as acções do controlo de emergência para a
estrutura organizacional de resposta em terra.
• Certificar-se das providências adoptadas para a parada
operacional de emergência de forma segura.
• Decidir sobre a evacuação ou abandono da unidade
marítima.
• Solicitar os recursos necessários ao coordenador geral do
plano de Contingência, que é responsável maior pela
coordenação da emergência.
• Coordenar a elaboração dos relatórios que buscam
investigar as causas básicas que deram origem à
emergência, para que se tome medidas correctivas e
preventivas.
• Aplicar o plano de contingência da unidade para controlo do
incêndio.
• Solicitar apoio externo, conforme Plano de Contingência
Central, sempre que as proporções do incêndio indicarem a
necessidade de sua adopção.