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Novo Testamento: História e Ensinamentos

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NOVO TESTAMENTO

SINÓPTICOS

Depois de 400 anos de silêncio, tempos difíceis,

Cujo últimos dominadores: Os romanos,

A cultura judaica ameaçavam.

Mas os judeus não se intimidaram,

E sua tradição continuaram.

A Septuaginta, os Apócrifos e os Manuscritos do Mar Morto,

Sua história estava a determinar,

E os olhos do mundo inteiro no presente, futuro e passado estavam a testemunhar,

A história alguns textos a deuterocanonicidade passou a relegar,

Fonte histórica valiosa pôde a toda Cristandade prestar.

O período Inter testamental,

Definiu para os judeus o seu âmbito organizacional político e social,

Lugar preparatório da ascensão do Evangelho Cristão,

Para o mundo anunciação,

Da mensagem de salvação.

Ao servo Mateus reserva,

Dos céus uma grande movimentação,


A graça da divina inspiração,

A voz de Deus mais uma vez a mover o punho a mão.

O papel marcar com a pena tinta o papiro então,

Ao Novo Testamento dar grande inauguração,

O qual provavelmente foi escrito,

Entre 60 e 70 depois de Cristo,

Cujo significado do grego é Ungido.

A GERAÇÃO E NASCIMENTO DE JESUS

Mateus 1, Lucas 3:23-38.

O Novo Testamento atesta do Velho a execução do cumprimento,

De Abraão até Jesus 14 geração,

Da providência, dos princípios é a via mão,

Do Messias prometido,

Da Graça encarnada,

Do povo escolhido,

Do ventre de Maria a bem aventurada.

Do casal sagrado é por Emanuel apresentado,

Fruto do Santo Espírito, milagre no ventre materno ainda virgem preparado,

Irradiando para todos,

Seu nome seria Jesus,


O primogênito menino divino,

Que Maria daria a luz.

OS PLANOS DE DEUS NÃO SE FRUSTRAM

MATEUS 2, LUCAS 2:1-7

Dos meios físicos atesta,

De sobremodo sobrenatural, este concerto divinal,

Para qual o Rei de Jerusalém Herodes foi um grande desacerto,

Por uma estrela oriental,

Dos magos que deram a ele prontamente,

Uma notícia surpreendente,

De uma cidade insignificante aparente,

Em Belém da Judeia,

O Messias sairá,

O Supremo Pastor suas ovelhas guiará.

Com festa jubilar,

Os magos ao Ele encontrar,

Começaram o adorar,

E de presentes lhe cercar.

Que por sua vez de forma alguma foram de Sua localização,

A Herodes informar,
Porque o Rei, ao menino queria encontrar,

Para enfim um fim em sua vida dar,

Os planos de Deus tolamente pensava em frustrar.

Tendo então José, Jesus e Maria,

Feito cumprir de Jeremias a antiga profecia,

Para o Egito fugido,

Depois de sua terra desprezado ter sido,

Deus disse: “Do Egito chamei meu filho”.

Para que por meio deste sinal e tantos outros se fazer cumprir,

Tal como Raquel ao se lamentar,

Ao ver seus filhos José e Benjamim para o Egito partir.

Depois de Herodes ter morrido,

Aquelas seu filho,

O teve no reinado sucedido,

Para Israel por fim a Família Sagrada pôde retornar,

Mas logo mais seguro estiveram a achar,

Na região de Galileia ficar,

Na cidade de Nazaré,

Foi naquela cidade que pousaram Maria, Jesus e José,

Sendo Jesus chamado de “nazareno”,

Assim como Deus em profecia no passado,


“Renovo” decretou das raízes de Jessé.

ARREPENDEI-VOS!

MATEUS 3; MARCOS 1:1-8; JOÃO 3:23

Metanoeo vem do grego: “Arrependei-vos”!

Significa mudança de mente,

Bradava de Jesus seu primo João Batista,

Voz que bradava no deserto por arrependimento urgente,

Em prol do Reino, do pecado exige contrimento,

E não santidade aparente,

Como das “raça de víboras”,

Papel que os fariseus faziam brilhantemente.

De não retorno ao lamaçal,

Da enganação raíz de todo mal,

Do fogo eterno e da ira santa, justiça intento,

Do galho mau fruto é combustível alimento.

A árvore que dá bons frutos ao Reino pertence,

Do contrário zunido do machado se faz presente.


A água do batismo simboliza purificação,

Da glória interna externamente é demonstrada,

Vínculo pactual com o eternal,

Tendo por pai Abraão,

É Sua Israel, Sagrada Nação,

Na história da redenção,

Aquele a quem veio na terra anunciar,

Não era digno sequer de suas sandálias tirar,

O Elias da profecia, falo de João e sob sua mão,

A Jesus, no Jordão, o Espírito Santo viria a batizar.

Com glória os céus se abriram e de uma voz ouviu-se um brado:

“Este é meu filho amado, a quem me comprazo.”

TENTAÇÃO

MATEUS 4; MARCOS 1:12-13; LUCAS 4:1-13

A seguir Jesus em tentação pelo Diabo ao deserto foi levado,

Do orgulho, da fome, da vaidade,

Do apego a materialidade foi tentado,

As suas tentações foram muito maior que as que hoje temos experimentado,

Do escárnio, o Maldito a Escritura tem deturpado,

“Não tentarás o Senhor teu Deus,

Nem só de pão viverá o homem,


Mas de toda Palavra que procede da boca de Deus,

Ao Senhor Deus somente a ele adorarás”,

Foi o suficiente para a audácia satânica afastar.

Foi assim que Jesus respondeu,

Ao alto ser levado,

Depois de toda a glória mundana,

Satanás o ter mostrado,

E pela verdade da Palavra o acabou Humilhado,

E Jesus permaneceu confiante no Soberano,

Com fé inabalável,

Na suprema Soberania esteve sempre confiado.

João foi para a prisão,

Assim Jesus soube então,

Rapidamente mudou de região,

Passou a pregar de João o bordão:

“Arrependei-vos eis que está próximo,

Uma nova nação.”

Ao caminhar junto da Galileia mar,

Jesus vê dois irmãos: André e Simão.

E lhes disse: “pescadores de homens serão!”

Mais a frente Tiago e João encontrou,


Os quais a divina missão abraçou.

O SERMÃO DO MONTE

MATEUS 5; LUCAS 6:20-23

A fama de Jesus correu por toda Síria,

Trouxeram à ele todo tipo de enfermidade e tormentos,

Lunáticos, paralíticos e endemoninhados,

O qual foram pelo médico dos médicos tratados.

Seguiu da Galileia a Judeia com numerosa multidão,

No monte proferiu glorioso sermão:

“Bem aventurado os humildes, os mansos e justos,

O Reino dos céus herdarão,

Felizes os que choram, tem fome e sede de justiça,

Porque consolados serão.

Bem aventurados os misericordiosos,

Porque misericórdia alcançarão,

Felizes os limpos de coração,

Porque estes a Deus verão,

Bem aventurados os pacificadores,

Pois filhos de Deus já o são,


Privilegiados são os perseguidos por serem cristãos,

Pois deles é glorioso galardão.”

Perseverante é o fiel na luta contra a corrupção,

Tal como o sal retarda da carne a putrefação,

Luminária luz o mundo iluminar,

Os seus filhos em boas obras a escuridão do mundo bruma afastar.

Jesus não veio para a Lei revogar,

Mas antes para cumprir,

Até que Cristo cumpra enfim,

Chegará a Nova Aliança,

E dos fiéis da graça a superabundância,

Cabe ao fiel a Lei em profundidade observar,

Não apenas o homicida sujeito a condenação estará,

Mas todo aquele que em ira seu irmão maltratar.

É necessário verdade no perdão,

Amor na reconciliação.

“Não adulterarás” foi dito,

Até aquele que com impureza a outro olhar,

Condenado já está,

De modo que convém um olho perder,


Que pelo pecado destituído da salvação ser,

Que a palavra do fiel não se assemelhe ao do infiel,

Que após algum juramento siga o seu cumprimento.

Olho por olho e dente por dente tem sido a regra,

A vingança tem sido para muitos a justiça esperança fraterna,

O inimigo entra também na política da boa vizinhança colega,

Jamais a eles odiarás,

Por amor, sem compulsão,

Voluntarismo da bondade é melhor irmão:

“Ao que entregar além da túnica a capa,

Ao que ao invés de uma milha duas andar,

Ao que não dá as costas a quem necessitar,

Aquele que a outra face dar,

Pelos inimigos e a quem vos perseguir orar,

Para que filho do Pai celeste venha se tornar!

Olhe para fora e assim observará,

A chuva e o Sol para todos disposta está,

Não há mérito em quem vos ama amar.”

Afaste-se do teatro dos hipócritas,

O qual recheada as sinagogas está,

Em busca da perfeição,
Da boa justiça privada esteja de todos a mão,

Não toque trombetas para a multidão,

Da recompensa vem do céu, precioso galardão,

E não dos aplausos das podres mãos deste mundão,

É preciso em Cristo estar sempre em comunhão.

CARIDADE, ORAÇÃO, JEJUM E TESOURO

MATEUS 6:1-34; LUCAS 16:14-15

A oração em recôndito curta e sincera,

É certo que Deus recompensará,

Muito falar não é garantia que Deus ouvirá,

É certo o que a Palavra vem asseverar,

Não em vã repetição,

Assim como faz o pagão

Mas da espontânea oração,

Que do Deus onisciente tem precisão.

Pai nosso que nos céus está,

Santificado para sempre,


Seu nome sempre exaltado será,

Assim na terra como no céu celeste,

O teu Reino virá.

O nosso pão todo dia nos dá,

Perdoa nossas dívidas,

Assim como nossos devedores estamos a perdoar.

Não nos deixes na tentação da escuridão,

Livra-nos do mal, da dor e da agonia,

Pois teu é o reino, o poder, a glória,

Para sempre, em nossa eterna sinfonia.

NÃO JULGAR

Mateus 7, Lucas 6:37-42, Marcos 4:24

Quando o jejum se ergue na jornada,

E o corpo anseia por um alento sutil,

Que o coração, em silêncio, seja a estrada,

Para o combate da carne,

Em direção ao divino perfil.


Não te mostres triste,

Em lamentos visíveis,

Nem com o rosto marcado pela dor,

Pois é no segredo, nas práticas invisíveis,

Que se revela a honra e caráter do verdadeiro amor.

A essência do jejum é alma e mente,

Não um gesto de dor ou exibido temor,

Mas um mergulho profundo, de forma paciente,

Para encontrar em Deus, o mais terno esplendor.

Em cada sacrifício, em cada prece silenciosa,

Há um propósito além do sofrimento:

Um diálogo interno, uma paz luminosa,

Que transforma o jejum em espiritual alimento.

Não acumules riquezas na terra transitória,

Onde a traça e a ferrugem têm seu poder,

Nem onde os ladrões, em noite ilusória,

Podem roubar o que buscamos reter.

Busca, ao invés, tesouros no céu ameno,

Onde nada se perde, onde tudo é eterno,


Lá onde a luz e o amor é pleno,

E o coração encontra paz neste terreno.

No céu, a riqueza não é de ouro ou prata,

Mas de bondade, de fé e de amor profundo,

Onde a alma se eleva, pura e exata,

E o verdadeiro tesouro é o amor

Máximo distante do profano imundo.

Assim, viva com o coração elevado,

Investindo em atos de luz e de bondade,

Pois onde estiver teu tesouro amado,

Ali estará também a tua verdadeira vontade.

A lâmpada do corpo é o olhar,

Se o seu olho estiver são,

Todo corpo iluminado ficará.

O deus deste mundo é o instável dinheiro,

As cifras relegue desprendimento,

Mas seja servo apenas do Deus verdadeiro,

Caso não deseje eterno tormento.

Abandonar-se a providência,

É a fuga da ansiedade excelência,


Quanto ao corpo o comer e vestir,

É mais importante a vida existir,

Teu valor é maior que o das aves,

Mais precioso, mais sublime,

Confia no amor que acalma agrave,

A vida é dom que no fiel se exprime.

Vive o presente, sem medo e sem dor,

Pois o amanhã, em Suas mãos está,

Entrega teu fardo, busca o Senhor,

E em cada passo, Ele te susterá.

Na mesma medida em que julgar serás julgados,

Primeiro se auto examinar,

Para ser diagnosticado,

O remédio correto administrado,

E ao outro não proferir mau ajuizado.

Não é sábio as pérolas da santidade,

Serem a lamaçal porcalhada jogadas,

Pois assim serão pisadas e maltratadas.

No silêncio da alma, um pedido se ergue,

Como um murmúrio suave que se segue.


“Peça e receberás”, é o convite divino,

Onde a esperança dança, tece o destino.

Nos caminhos da vida, ao buscar o sentido,

Cada passo, uma mensagem do que foi prometido.

“A porta se abrirá”, surge um feixe de luz,

Quando a fé é o guia e a coragem conduz.

Não há sombra que a fé possa encobrir,

Nem distância que Deus não possa unir.

Bata, e Deus responderá,

Com dons e respostas que a alma regozijará.

Na busca do Ser, no clamor sincero,

Encontra-se o amor, o propósito vero.

O mistério da vida, a verdade oculta,

Revelada em cada pedido, distante dissoluta.

Então, peça com fé, busque com ardor,

E a vida abrirá suas portas de esplendor.

Na jornada da busca,

No compasso perseverante da oração,

Encontra-se a paz, a linha pendão.

No meio do tumulto, entre gritos e dor,


Surge a voz que acalma, que transforma o pavor.

Em uma cura silenciosa, num gesto de amor,

O Reino de Deus se revela, imenso e redentor.

O homem com a mão ressequida, em desespero,

Encontra a cura no toque do divino, sincero.

Com um simples comando, a saúde é restaurada,

E a luz do Reino brilha, clara e iluminada.

Os fariseus questionam, buscando o embate,

Mas o Espírito revela, não há como negar,

Se o mal é expulso com o poder de Deus,

O Reino está presente, e o bem já venceu.

Não é pelo violento confronto ou pela força do medo,

Mas pela paz que transforma, pelo amor que é o segredo.

O Reino de Deus ouço as trombetas soar,

Não é mais distante,

É o braço divino que se ergue, é o bem triunfante.

E assim, nas ruas e corações,

O poder do Espírito derruba as opressões.

O mal se retira, as trevas se desfazem,

Pois o Reino chegou, as portas e janelas se abrem.


Que cada ato de bondade, cada gesto de paz,

Revele o Reino de Deus, onde o amor se faz.

No coração do homem, no meio da multidão,

O Reino se revela, em cura, arrependimento e transformação.

Jesus do monte desce, seguido por multidão,

Se aproximou um leproso com fé,

Que disse: “o Senhor pode me limpar se quiser”

Após o estender da divina mão,

Ficou curado e encontrou paz no coração.

Quando Jesus entrou em Cafarnaum,

Se aproximou um Centurião,

Com muita submissão,

E humildade foi com Jesus encontrar,

E pediu para seu empregado curar:

“Senhor, apenas uma palavra tua”,

Foi o clamor de quem soube confiar,

E na voz da promessa perseverar,

A cura fez-se presente, sem sequer precisar tocar.

Além da sogra de Pedro a febre afasta,


Ao por do Sol multidões de enfermos,

Vinheram lhe procurar,

Endemoninhados e tantos outros aflitos,

Com poder que transcende e traz alívio infinito,

Para fazer cumprir o que Isaías tinha predito.

Jesus num barco subiu e dormiu,

Enquanto uma tempestade a todos cobriu,

O medo a seus discípulos assolou,

Mas Jesus com autoridade a voz levantou,

E todo movimento acalmou,

Os discípulos ficarem estarrecidos,

E começaram a se perguntar:

“Quem é este que manda no vento e no mar?”

Nas terras de Gadara, dois homens no cemitério estavam morando,

Por entre colinas e sombras de espanto,

Possuído pelo Diabo, debaixo de cruel manto

Era motivo para muitos de violência e pranto.

Ergueram-se os endemoninhados, em força bruta,

Clamando, em tormento, que lhes deixasse partir:

“Que temos nós contigo, ó Filho de Deus?

Vieste nos atormentar antes de nos destruir?”


O Senhor, em sua intrépida excelência,

Fez-se exato o ordenamento,

E, com sua palavra, fez o mar de dor intenso,

Liberando os homens de todo o sofrimento.

Os demônios, então, em porcos se lançaram,

Que corriam, frenéticos, até se precipitar,

Nas águas profundas, onde se afogaram,

Como símbolo da força do Senhor a libertar.

Os habitantes, perplexos e temerosos,

Viram o milagre e o dom da paz,

Mas preferiram em seus corações pecaminosos recusar,

O poder divino que dos escombros iria os levantar.

Assim, na terra de Gadara, o poder de Deus floresceu,

Um milagre que muitos preferiram esquecer,

Mas o poder de Cristo sempre permaneceu,

Como farol de esperança, a cintilar e crescer.

Jesus indo em direção ao outro lado do lago,

Alguns trouxeram um paralisado, na cama deitado,

E disse Jesus: “Coragem, meu filho! Os seus pecados estão perdoados.”


Alguns mestres da lei começaram a pensar:

“Este homem em blasfêmia esta mergulhado!”

Jesus sabia o que em mente estavam a tratar,

Então disse ao paralítico: “Pegue sua cama e agora comece a andar!”

Jesus mostrou para todos,

Que o Filho do Homem tem poder para curar e perdoar.

Jesus ao cobrador de impostos Mateus pôs a chamar,

Este logo com ele em sua casa se colocou a jantar,

Sentou-se à mesa com cobradores, e má fama começou a pegar,

Jesus, com sua grande sabedoria, começou então a falar:

“Vão e procurem entender,

O que as Escrituras têm a dizer,

Os doentes é que de médicos estão a precisar,

E não os sãos para de novo curar.”

Os discípulos do João Batista a Jesus perguntaram,

Por que nós e os fariseus,

Diferente dos discípulos seus,

A muito temos jejuado?

Jesus lhes respondeu:

“Porque o noivo da festa já é chegado,

Não se costura pano velho a novo retalho,

Para o tecido não ficar mau remendado,


Nem se põe em odres novos vinho velho,

Para não haver vinho estragado e renegado.”

Enquanto Jesus pregava ao povo atento,

Se aproximou ajoelhado

Um religioso em lamento

Lhe disse com fé profunda:

“A minha filha faleceu, ponha nela as mãos e de vida a inunda.”

Ao chegar Jesus ao funeral,

Fez-se um alvoroço geral,

“A menina apenas dorme,” disse Jesus, com calma,

E pôs-se a pegar-lhe pela mão, tocou-lhe a alma,

Logo todos viram que a menina estava de volta, a despertar,

Jesus a fez viver novamente, com seu poder a revelar.

Certa mulher que há doze anos,

De hemorragia padecia,

É surpreendente o quanto ela cria,

Que apenas tocando na barra de Jesus,

Tinha certeza que curada ficaria.

Dois cegos, em outro caso desesperados começaram a gritar:


“Filho de Davi, tem misericórdia de nós!”

“Se vocês crerem assim, assim posso fazer,”

Foi o que Jesus pôs a responder.

A cura do mudo,

Que o diabo tinha subjugado,

Os fariseus, em sua trama,

Chamaram de obra do Diabo,

Como se o milagre estivesse a todos enganado.

Diante de tantos males,

E de um povo angustiado,

Jesus, em sua compaixão,

Viu o abandono refletido,

E comparou-os a ovelhas, sem pastor,

Pois assim muitos tem sido,

Perdidas na vasta solidão, terror grunhido.

Jesus então a seus aprendizes anuncia:

“A colheita é grande,

Mas poucos são os ceifeiros,

Os discípulos peçam ao dono da plantação,

O Mestre guia,

Que envie trabalhadores,


Com fervor e valentia.”

MATEUS 10

Jesus aos seus 12 discípulos esteve a chamar,

E com toda autoridade os forjar,

Sua missão? Curar e pregar,

As boas novas, com poder divino a todos espalhar.

Simão Pedro, e seu irmão André,

Juntos na peleja da fé,

No traço da lealdade,

Tiago, o filho de Zebedeu, com olhar de veracidade,

E João, o amado, na doce sinceridade.

Felipe, o curioso, profundo buscador,

Junto a Bartolomeu estava Mateus, o cobrador,

Agora em nova jornada esplendor,

Tomé, o questionador, à procura da clareza,

Com Jesus a encontrou com toda certeza.

Tiago, filho de Alfeu, de passos discretos,

Simão, o Zelote, com fervor em sua alma,

Judas Tadeu, com sabedoria sempre a perguntar,


E Judas Iscariotes, cuja traição se avizinha,

Entre os doze no fim o caminho não se alinha.

Juntos a anunciar,

Entre Israel as ovelhas perdidas buscar,

O Reino dos Céus a se aproximar.

Jesus lhes disse: “Vocês receberam a graça sem pagar,

Portanto a distribua sem nada cobrar”.

De casa em casa entre elas haverá,

Aqueles que bem os receberá,

Com a paz os saudara,

E a paz nelas ficará.

Disse o Messias: “no dia do Juízo Final,

Deus terá mais pena de Sodoma e Gomorra,

Do que a cidade que o Evangelho rejeitar?

Por isso o pó de suas sandálias os discípulos dissipará”.

Por causa do Evangelho ao tribunal serão levados,

E nas sinagogas até mesmo chicoteados,

Muitos entregaram os seus próprios filhos e irmãos para serem castigados,

Mas não fiquem preocupados,

Deus com sabedoria estará ao seu lado.


Ovelhas em meio aos lobos serão,

Do ódio triturador caldeirão,

Querem do Evangelho fazer maldição,

Mas quem firme ficar até o fim terá salvação.

Não tem nada a temer os discípulos de Cristo,

E quanto ao secreto silencioso inaudito?

Um dia será por todos conhecido,

Até os fios dos seus cabelos estão contados,

Deus é Soberano de cima a baixo em todos os lados,

E diz: “ao bom fiel me comprazo”.

Não tenham medo quem o corpo pode matar,

E sim temor a quem ao inferno pode a alma enviar,

Nada que venha a acontecer,

Escapa do todo poderoso poder.

Por isso a vossa fé não venha arrefecer.

É necessário em alto e bom som proclamar,

Bom testemunho público entregar,

Para que assim no último dia,

Deus o seu nome venha chamar.


Se engana quem apenas de paz está a proclamar,

A espada de Cristo não se esconderá,

Pois no seio familiar,

Devido ao Meu nome convulsão entre os parentes terá.

Maior amor a Deus dará,

Acima de mãe e pai que na terra ficará,

Não serve a Deus quem ao mundo preso está,

É necessários de sí mesmo se libertar,

E assim vida verdadeira terá.

11

João se encontrava engalfinhado na prisão,

Enviou a Jesus seus aprendizes então,

Para de Cristo indagar:

“O Senhor é aquele Messias que iria chegar,

Ou a outro devemos esperar?”

“Cegos, coxos, leprosos e surdos são sarados

Até mesmo os mortos são ressuscitados,

E o Evangelho a todos temos apregoado,”

Foi a resposta de Jesus a eles empregado.


Na aridez do deserto se levantou monumental,

“Eu afirmo que vocês foram ver muito mais que um profeta,

João, dos profetas o maior e mais leal estou a declarar,

Veio o Reino anunciar e do Messias o caminho preparar.”

É constante a desobediência, corações endurecidos,

Cidades de Corazim e Betsaida, são severamente advertidos.

Acreditas que ao céu subirás, com força alcançarás salvação?

A conformidade com o pecado gera a justa divina ira e eterna desolação.

“Venham a mim, os cansados e fatigados,

Eu lhes darei alívio, de peso serão aliviados.

A bondade em meu ser é sempre abrigada,

E encontrarão descanso, com alma renovada.”

12

Jesus atravessava um campo de trigo dourado,

Seus discípulos, com fome, estavam ao seu lado.

Começaram a comer espigas, matar a fome buscaram,

Ao verem as espigas, logo se alimentaram.

Os fariseus o dedo a apontar começaram,

Pois era Sábado,

Dos dias, pela Lei, o mais sagrado.


“Não lestes o que fez Davi em necessidade,

Quando com seus homens famintos, entrou no templo sagrado?

Comeu os pães da proposição, embora fosse contra a Lei, não é verdade?

E ainda assim, a Lei não o teve foi condenado, nem castigado.

Ou não ledes na Lei o trabalho dos sacerdotes em dia de descanso?

No templo, trabalham sem culpa, e no entanto, são justificados.

Mas eu vos digo, mais que o Templo é o que vos apresento, avanço,

Pois misericórdia quero, e não sacrifícios adornados.”

Se conhecêsseis o verdadeiro sentido do coração que é puro,

Não condenaríeis os inocentes, nem os que de mim estão bem perto.

O Filho do Homem é Senhor do Sábado, é seguro, estou bem certo,

E seu amor e misericórdia é sempre presente aberto.

Jesus prosseguiu neste compasso,

E seguiu fazendo milagres no Sábado,

“Se uma ovelha cair no Sábado num buraco,

Será que não tirariam de lá?”

Da mesma forma nossa Lei permite aos outros ajudar.

Os fariseus enraivecidos planejaram a Jesus Matar.

Jesus, ao saber da trama, retirou-se em paz serena,

Com os discípulos seguiu, onde a cura era plena.


Multidões o seguiam, com esperança e fé sincera a pulsar,

E Ele, com amor, suas dores sempre a amparar.

Não clamou aos ventos, nem fez alarde estrondoso,

Curou os enfermos com um toque suave e carinhoso,

Para se fazer cumprir as palavras do profeta ditoso.

Não quebrou o galho fraco, nem apagou o pavio brando,

Mas trouxe luz e vida, e a todos estava amparando.

Deus fez d’Ele um sinal, um servo justo e fiel,

Em quem as nações encontrarão justiça e o bem mais fiel.

Em seu nome repousa a esperança, amena e tranquila,

Ele traz paz e verdade, o caminho e a vida.

Um homem cego e mudo foi trazido, aflito e atormentado,

Jesus curou-o com poder, e o povo ficou admirado.

“Pode este ser o Filho de Davi?” perguntavam em espanto,

Mas os fariseus, com desdém, murmuravam em pranto.

“É por Beelzebu que expulsa demônios,” diziam em desaforo,

Desafiando o milagre com um argumento insensato e escuro.

Mas Jesus, com sabedoria, responde ao erro e à afronta,

“Um reino dividido, por si mesmo, nunca se apronta.”

Se Satanás expulsa Satanás, seu reino está dividido,


E se assim é, como será que um reino será erguido?

Com clareza e verdade, Jesus refuta o engano cruel,

Mostrando que Sua obra é a luz de um reino eterno e fiel.

“Quem não está comigo é contra”, afirma o Senhor com firmeza,

“E quem não ajunta, espalha”, sem dúvida ou fraqueza.

Em Sua voz ressoa a verdadeira suprema oferta, clara e direta,

A escolha é nossa: estar com Cristo ou numa fenda incerta.

Em cada ação e passo, revela-se a nossa decisão,

Se alinhados com o Mestre, vivemos em comunhão.

Mas se desviamos, afastados da luz e da verdade,

Da árvore dos bons frutos nos afastamos,

Perdemos de vista a eternidade,

E de nós o brilho celeste ofuscamos.

Assim, a escolha é feita, com cada ato e intenção,

Estar ao lado de Cristo é viver em plena união.

A quem nos guia e orienta, com amor e dedicação,

Aquele que está com Jesus encontrará a salvação.

A árvore é conhecida pelo fruto que dá,

E o homem é revelado pelo que seu coração falará.

Se o coração é bom, o fruto será doce e puro,

Mas se é maligno, o fruto será amargo e inseguro.


A boa árvore dá frutos bons, é o que Jesus ensina,

Enquanto a má árvore, com frutos ruins, se destina.

Cada palavra que saí de nós é um reflexo,

Do que em nosso interior vive, sem disfarce ou disnexo.

No dia do julgamento, nossas palavras nos julgarão,

Cada proferida expressão, do “pecadinho” ou “pecadão”,

Todos geram condenação,

Pois do coração, a boca fala, é a verdade que revelará,

E os frutos de nossas ações a justiça confirmará.

Um clamor se fez ouvir,

Mestres e escribas, querendo de Jesus sinais surgir.

Com corações duros e indiferença sem fim,

Pediam prodígios, mas o maior milagre estava alí.

Jesus, com olhar profundo e voz de calma,

Revelou um mistério, a luz da Sua alma.

“Não haverá sinal, senão o de Jonas, o profeta,

Que três dias no ventre do peixe ficou, a vida quieta.”

Assim como Jonas três dias depois voltou do mar profundo,

O Filho do Homem, na sepultura, romperá no horizonte mundo.


E no julgamento, Nínive erguerá sua voz,

Contra esta geração, que teve do Sinal em algo atroz.

A Rainha de Sabá viajou distante, buscando um saber que seduz.

Foi ter com rei Salomão, sabedoria anos luz,

Mas um maior que Salomão está entre nós, bem aqui,

E poucos notam a verdade que n’Ele está a refulgir.

Em Sua presença, a sabedoria se revela,

Cada gesto e palavra, uma lição bela.

O sinal que pedem, as maravilhas de fato,

É Cristo, o Amor, em Seu amor, neste verso meu caro.

A gente má, que em conformidade com o pecado está,

Do diabo constrói morada.

O espírito mau quando sai de alguém,

Anda por lugares secos, procurando descansar,

E a vida da pessoa do mal fica refém,

Põe sete vezes a sua vida piorar,

O diabo astuto vem a ela retornar.

Escute, sua mãe e seus irmãos estão do lado de fora,

E querem falar com o Senhor, já é hora,

E Jesus lhes respondeu:


“Minha mãe e meus irmãos, são aqueles que fazem a vontade de meu Deus.”

13

Na beira da Galileia Jesus estava a ensinar,

Um monte de pessoas começou a se achegar,

Da parábola do semeador esteve a ilustrar:

“A minha pregação é semelhante às sementes,

Estou pois em todo instante as lançar,

Aqueles que me ouvir,

É semelhante a boa semente que em bom solo está a cair,

Aquelas em terra fértil crescerá enfim,

Diferente daquelas que caíram em solo ruim.

Mas porque parábolas usar?

Por que há quem tem ouvidos e não ouvirá,

A profecia de Isaías assim se cumprirá,

Vocês ouvirão, mas não entenderão,

Olharão mas não se enxergarão.

E aqueles que Deus mostra o Reino mais fartos ficarão,

E aqueles que nada possuem, ao menos com pouco ficarão.

O Reino dos Céus é parecido com a seguinte parábola:

O homem boa semente de trigo pois a semear,


E de noite veio alguém que semeou o joio em meio ao trigo, para lhe prejudicar,

A se espreitar o joio ao trigo começaram a se entrelaçar,

O bom Senhor disse: Deixe que juntos estejam a crescer,

Quando o dia da colheita chegar,

Coloquem os joios a separar,

E prontos estejam a lançar na fornalha ardente,

Onde haverá choro e ranger de dentes.

Ao pescador que a rede lançar,

Ao ela arrastar,

E a margem chegar,

Se põe a tudo aquilo que é ruim e bom a separar,

Bem assim é o Senhor, naquele dia que perto está.

Ao Tesouro que no campo está a esconder,

E alguém se exprime ao encontrar,

Com alegria se coloca a cantarolar,

E entrega tudo para no Reino entrar.

Como grão de mostarda e o fermento,

O Reino tem começo modesto,

Mas é grande o seu desenvolvimento,

A árvore cresce e alcança o céu,


Onde as aves encontram abrigo e véu.

MATEUS 14, MARCOS 6:14-16; LUCAS 9:7-9.

Quem é aquele que em parábolas sábio se manifesta,

E em milagres a tristeza transforma em festa?

Não é aquele filho do carpinteiro

Não pode ser, é ele que dentre nós veio?

E Jesus lhe disse:

“Não há profeta sem honra, exceto em sua pátria e em sua casa”

E não fez ali muitos milagres,

Por causa dos seus haver incredulidade.

Herodes o tetrarca, veio a fama de Jesus e seus oficiais conhecer

E começou a insinuar

“Que seria de João Batista, dos mortos a ressuscitar?”

Herodes havia mandado João encarcerar.

A esposa de seu irmão Filipe de nome Herodíades

Por João lhe dizer: “Não te é permitido tê-la por mulher”

Herodes queria a vida de João ceifar,

Mas com medo da multidão está.

No aniversário, Herodíades dançava, encantadora,


O rei, sob juramento, sua promessa não negava,

Com pedido surpreendente, a exigência era clara:

“Dá-me a cabeça de João Batista, aqui, agora!”

Das multidões não é preciso que venham a se despedir,

Devido a hora tardar,

É preciso todos da fome saciar,

Nem para sí alimentos precisam comprar,

Todos Jesus na grama pôs a acomodar.

Jesus para sí cinco pães e dois peixes tomou,

Aos céus pediu bênçãos,

Partiu os pães, as multidões saciou,

Pois Deus os pães e peixes multiplicou,

E ainda doze cestos sobrou.

Ao das multidões se despedir,

Subiu ao monte para orar,

O barco que estava a esperar,

Já se encontrava, devido ao vento, a distância léguas mar,

Jesus ao a sola dos pés as águas tocar,

Em direção ao barco começou de noite a andar,

Os discípulos, ao o avistar,

De medo começaram a gritar,


Pedro logo pôs a interpelar:

“Se és tú Senhor, sob as águas em direção a tí faça me ir”

Ao descer do barco Pedro se pôs a caminhar

O vento a soprar, se estremeceu e começou a afundar

Jesus em sua mão segurou e repreendeu:

Homem fraco na fé, por que duvidar?

“Verdadeiramente tú és filho de Deus!”

MATEUS 15; MARCOS 7:1-13; LUCAS 11:38.

“Por que vocês quebram o mandamento,

Para seguir regras que o homem criou?”

O coração pesa mais que o intento,

E a honra aos pais o Senhor ordenou.

Hipócritas, falam com lábios em vão,

Mas o coração de Deus se afastou.

Seus cultos, vazios, sem real devoção,

São ritos que o amor e verdade já não consagrou.

De nada adianta tradição sem Escritura verdade,

Se o coração não busca o Senhor.

Pois só o amor, em sua integridade,


É que traz ao Pai o mais puro louvor.

As multidões seu discurso Jesus direcionou:

Ouvi e entendei,

Não é o que entra na boca que traz impureza,

Mas o que dela sai, revela a real natureza,

Os fariseus quase estavam a se escandalizar,

Pois é do coração,

Que procede má intenção,

Toda planta que Deus não fez brotar,

Será arrancada e vai se dissipar.

Se um cego a outro cego quer guiar,

Ambos no abismo irão tropeçar.

De Tiro e Sidônia, Jesus se afastou,

Uma mulher cananeia a Ele clamou:

“Senhor, Filho de Davi, tem compaixão!

Minha filha sofre, em cruel aflição.”

Os discípulos disseram: “Manda-a embora,

Ela grita atrás de nós a toda hora.”

Mas o Mestre, em silêncio, caminhava,


E a mulher, em súplica,

O aguardava.

“Fui enviado só às ovelhas perdidas,

Da casa de Israel, as escolhidas.”

Porém a mulher, com fé tão pura,

Diante Dele se prostra, segura.

“Senhor, ajuda-me!”, ela suplicou,

Mas Jesus a ela assim falou:

“Não é justo tirar o pão dos filhos

E lançá-lo aos cachorrinhos.”

Ela então respondeu com humildade:

“Até os cachorrinhos, em sua verdade,

Comem das migalhas que caem no chão,

Das mesas dos senhores que os têm em atenção.”

Jesus admirou sua fé sincera,

E disse: “Mulher, tua fé supera,

Como pedes, assim acontecerá!”

E sua filha, naquele instante, curada se pôs a encontrar.

Jesus subiu o monte jaz,


Às margens do mar de Galileia ficou,

Uma grande multidão dele se aproximou,

Trouxe verdadeira paz,

A todos os doentes, em sofrimento tenaz.

Os coxos, os cegos, os mudos também,

Foram postos aos pés do Senhor,

E Ele, com compaixão e amor,

Curou-os a todos, como convém.

O povo maravilhado, então louvou,

Vendo os mudos falar, os coxos andar,

Os cegos a vista voltar a encontrar,

E o Deus de Israel engrandeceu e honrou.

Por três dias, com Ele permaneceram,

Sem ter o que comer ou compartilhar,

E Jesus, vendo-os a fome suportar,

Disse: “Não posso deixá-los sem pão, ou perecerão.”

Sete pães e alguns peixes havia ali,

E o Mestre os fez todos se assentar,

Deu graças e começou a multiplicar,

Saciou a multidão até o fim.


Quatro mil homens, sem contar,

Mulheres e crianças, ali se fartaram,

E ainda sete cestos sobraram,

De pão e peixe, após o alimentar.

Jesus, então, despedindo a multidão,

Entrou no barco e se foi em paz,

Mas deixou a lição que jamais se desfaz:

Quem tem fé viverá sempre a provisão.

MATEUS 16

Alguns fariseus e saduceus,

Foram testar alguns milagres do encarnado Deus,

Jesus exclamou:

“Sabem ler os sinais dos céus,

Quando está claro ou escuro,

Mas não sabem do divinal sinal!”

E então os deixou calado, mudo.

Dos adversários do fermento-ensinamento,

Os discípulos devem ter cuidado,

Ficarem atentos.

Jesus em Cesareia de Filipe


Perguntou aos seus aprendizes:

Quem vocês pensam quem sou?

O Filho do Deus vivo é o Senhor

Foi o que Simão Pedro afirmou.

Feliz és tú que está verdade foi a tí revelada,

Sem tiver por nenhuma outra boca passada.

Foi diretamente do céu pelo Pai a tí dada.

Você é Pedro e sobre esta pedra

Minha Igreja será edificada

Nem a morte e as portas do inferno prevalecerão

As chaves do céus lhe darei

E tudo que na terra proibir

No céu também serão.

Para os seus discípulos o destino de Jesus começou a clarear

A indigesta procissão de ir a Jerusalém

E pelas autoridades e chefes da Lei

Finalmente viriam a Lhe assassinar

E no terceiro dia viria a ressuscitar.

Pedro logo se pôs a levantar,

E a um canto disse a Jesus que isso jamais iria Lhe açoitar,


Que Deus iria Lhe livrar.

Jesus pôs então a exclamar:

De minha frente Satanás saia já!

Você é tal como pedra que faz tropeçar,

Está como homem e não Deus a pensar.

Quem quer ser meu seguidor dos seus interesses pode esquecer

Estejam prontos assim como eu a morrer,

Pois quem põe seus interesses em primeiro lugar,

Nunca verdadeira vida terá.

Que adianta o mundo inteiro conquistar,

E sua própria vida sepultar,

Sem a ela poder nada comprar,

O Filho do Homem da glória com seu Pai e anjos virá,

E a cada um de acordo com suas obras compensará.

MATEUS 17;

Depois de seis dias, Jesus subiu em um monte alto,

Acompanhado por Pedro e os irmãos João e Tiago,

A aparência de Jesus começou a mudar,

O seu rosto, brilhante como Sol pôs a ficar,


O seu rosto, como o Sol, estava a brilhar,

Suas vestes brancas como a luz,

E os teus discípulos viram Moisés e Elias conversando com Jesus.

Disse Pedro:

Como é bom estarmos aqui Senhor!

Se quiser posso até três barracas armar,

Pois o mesmo fortemente se regozijou.

Uma nuvem os cobriu,

Os que estavam ali ouviu,

Este é meu filho querido que muita alegria dar,

Escutem o que ele tem a dizer,

O medo os tomou e as pernas não puderam sustentar,

E direto ao chão suas faces estavam a prostrar.

No sopé do monte, os passos a marchar,

Um pai aflito, em pranto a clamar,

Seu filho jaz, retorcida fúria,

Preso ao mal, escravizados em lamúria,

“Senhor, vem nos ajudar!”,

Em grito a ressoar,

“Aos teus discípulos levei, sem resposta!”

E o Mestre, em silêncio a escutar,


Com olhar profundo, que nada o vem afastar.

“Ó geração de fé vacilante,

Até quando estarei a guiar-vos assim?

Tragam o menino, não há mais demora,

Pois ao poder do Pai, isto terá fim.”

Sua voz ordena, firme e serena,

O mal se dispersa, a luz prevalece,

A paz retorna, o filho é curado,

No peito do pai, a esperança floresce.

“Por que nós, Senhor, não conseguimos?”

Perguntam aqueles que não entenderam.

“Fé pequena, como um grão de mostarda,

É o que vos falta, o que vos carece.”

Pois a fé, quando pura, move montanhas,

Nada é impossível ao coração que crê,

E diante de Deus, toda sombra se inclina,

Quando a alma confia e o espírito vê.

Quando os discípulos chegaram a Cafarnaum,

Dos impostos do Templo foram lhes cobrar,

Pedro respondeu que o seu mestre, sim iria pagar,


Jesus não queria a essa gente ofender, a Pedro pôde antecipar,

Por isso logo ao lago vá,

Puxe o primeiro peixe que conseguir fisgar,

Na tua boca moeda encontrará,

E as nossas dívidas conseguirá quitar.

MATEUS 18;

Quem vem no Reino do Céu, ser maior, mais importar?

Jesus uma criança pôs em sua frente e disse:

“Aquele que de vida não mudar,

Nunca no Reino poderão entrar.”

O mais importante é aquele que se humilhar,

Igual a uma criança se tornar,

Aquele que meu seguidor quer ser,

Tal como uma criança, igual a esta, estará a mim receber.

O perigo do pecar,

Aí daqueles que aos pequeninos,

De Jesus o caminho,

Forem culpados de o desviar,

Seria melhor que esta pessoa fosse jogada no mais fundo mar.
O Filho do Homem veio salvar quem perdido está

Não venham aos meus pequeninos desprezar

Os anjos deles estão sempre em Deus a presenciar

O que faz um homem que cem ovelhas tem, e vem uma a perder?

Será que não vem as 99 deixar e a perdida procurar?

Quando a perdida encontrar, sua alegria tal será,

Que muito mais contente ficará,

Que com as 99 que em sua posse está.

Assim o Pai de vocês,

Que está no mais alto lugar,

Não quer de nenhum destes pequeninos venham se ausentar,

Se o irmão não reconhecer o seu percurso,

E para com o outro se reconciliar,

Tente em particular,

Com duas pessoas ou mais ao seu esforço testemunhar,

Para fazer o que mandam as Escrituras,

Caso o irmão não venha até mesmo com a autoridade da Igreja se retratar.

Tal como pagão esta pessoa considerada será,

E verdade da oração tem poder,

Tal como mensagem suave da terra ao céu está a ligar,


Toda vez que dois ou três,

Pedir na terra com fervor,

Deus atenderá das súplicas o clamor,

Presente serei,

No meio de vocês.

Pedro chegou perto de Jesus e perguntou,

Quantas vezes devo meu irmão perdoar,

Sete vezes apenas, Senhor?

Não, Pedro, te digo, vá além,

Setenta vezes sete, ad infinitum é amor, amém.

O Reino dos Céus é como um rei,

Que quis ajustar sua dívida fiel,

Chamou o servo que muito devia,

Imenso valor, maior que o céu.

Ajoelhado, o servo implorou,

“Perdoa-me, Senhor, dá-me mais tempo”.

Movido à compaixão, o rei o soltou,

E a grande dívida foi lançada ao vento.

Mas aquele servo, ao sair dali,

Cobrou seu irmão por um valor menor,


Sem piedade, mandou-o à prisão,

Esqueceu-se do perdão que lhe deu o Senhor.

O Rei soube da falta de compaixão,

Chamou o servo e o repreendeu:

“Se eu te perdoei, por que não fizeste

Com teu irmão o que eu te concedeu?”

Assim é o céu, onde o perdão não tem fim,

Setenta vezes sete, devemos perdoar,

Pois o amor divino, que nos liberta enfim,

É o que nos chama sempre a amar.

MATEUS 19;

Fariseus, de mente afiada,

Perguntam sobre o matrimônio sagrado,

“É lícito desfazer a estrada,

Do casamento outrora firmado?”

Jesus, a Palavra diante dos seus olhos ergue,

E à criação Ele retorna,

“Deus fez homem e mulher, e o que se segue,

É uma união que não se abandona.”


Mas eles insistem, objetam a lei,

“Por que então Moisés concedeu o deixar?”

E Jesus revela o que a verdade contém:

“Por causa do coração a endurecer.”

Do início, não era assim, porém,

Todos aquele que sua mulher repudiar,

Exceto por motivo de prostituição,

Comete adultério aquele que outra desposar.

O laço é mais forte que a mão a romper,

Quem se separa e busca outro viver,

Rompe o que é indissolúvel manter.

Diante da palavra de Cristo serena,

Os discípulos em dúvida se põem,

“Se o laço é tão forte, quem vale a pena

Unir-se a alguém e seguir essa lição?”

Jesus os escuta, e então responde:

“Nem todos podem a verdade acolher,

Mas há quem o coração corresponde,

A quem o reino pode entender.”

Há os que nasceram sem tal destinação,


Outros por homens a ela foram levados,

E há os que por amor ao Reino, então,

Escolhem viver de si mesmos afastados.

Quem pode aceitar, que aceite o chamado,

Pois nem todo caminho é para o chão guiado,

Alguns são pela eternidade traçados,

Para o alto, em pura e exclusiva ocupação.

O passaporte da Graça Jesus deus as crianças

Venham a mim meus pequeninos

Não as excluam do Reino, é delas a bonança

Um rico jovem foi a Jesus indagar

“Que de bom devo fazer,

Para a vida eterna conquistar?”

Jesus o contempla, se põe a responder,

“Bom é um só, deve se conscientizar,

Se queres na Vida entrar,

Se a plenitude queres ver,

Os mandamentos deves guardar.”

O jovem responde com comoção:

“Tudo isso já tenho seguido,

Desde a tenra infância,


O que ainda me falta, oh bendito?”

E o Mestre, em sua sabedoria profunda,

Oferece um chamado a mais,

“Vende teus bens, dá aos pobres,

E terás no céu teu tesouro e paz.”

Mas ao ouvir o preço do amor,

O jovem sentiu o peso do ouro tentador,

Baixou sua face, sem mais falar,

E partiu com o coração em triste pesar.

Assim, segue a alma que teme o vazio,

Que não ousa no caminho divino eterno despertar,

Que prefere aos luzeiros terreaes paralisar.

É mais fácil um camelo pela funda da agulha entrar

Que um rico no céu festejar.

Para a salvação por sí só ao homem é impossível chegar,

Mas para Deus tudo pode possibilitar.

Os discípulos puderam da boca do própria Messias testemunhar,

Pois de tudo para trás quiseram deixar.

Nós céus terão um glorioso lugar,

E os doze com o Filho do Homem as doze tribos irão julgar e governar.


MATEUS 20

O Reino dos Céus é como um senhor,

Que ao romper da aurora, com fervor,

Saiu à procura de trabalhador,

Para sua vinha, buscando esforço e valor.

Com os primeiros, um acordo firmou,

Um dia de labor, um denário ofertou.

À terceira hora, na praça andou,

Outros viu parados, e a estes chamou:

“Ide à vinha, e o justo darei”,

E sem questionar, logo aceitaram

Na sexta e nona hora, fez igual,

Chamando mais almas, no ritmo final.

Já perto do crepúsculo, à décima primeira,

Achou outros ainda na espera derradeira.

“Por que estais o dia inteiro parados?”

“Porque ninguém nos tem contratado.”

“Ide também, e o que é justo tereis”,


Disse o senhor, com seus próprios mandamentos e leis.

E ao cair da noite, ordenou com cuidado:

“Paguem a todos, dos últimos ao mais consagrado.”

Os últimos receberam seu denário, sem mais,

Mas os primeiros, achando-se vorazes,

Murmuraram contra o bom senhor:

“Trabalhamos o dia todo, sob o calor!”

O senhor, porém, com calma falou:

“Amigo, não te fiz injustiça, te paguei o que firmei.

Não é meu direito, por bondade doar?

Ou teu olhar é mau, por eu amar?”

Assim, os últimos serão os primeiros,

E os primeiros os derradeiros.

Muitos são chamados, mas poucos escolhidos,

Da terra para Reino dos Céus os corações são provados,

De Deus é contado a qualidade e não a quantidade do trabalhado.

Chegou Jesus a uma mãe, em devoção,

Filhos de Zebedeu, em adoração.

Com reverência, ela ousou pedir,

Algo em segredo, ao Mestre a insistir.


“Que queres?” perguntou, com suave olhar,

E ela, com esperança, começou a falar:

“Que no teu Reino, quando for o final,

Meus filhos se assentem no trono real,

Um à tua direita, e outro à esquerda,

Que a eles concedas essa honra eterna.”

Mas Jesus, com firmeza e compaixão,

Respondeu: “Não sabeis qual tua petição.

Podeis beber do cálice que beberei,

E ser batizados como eu serei?”

Os filhos, com ardor, disseram: “Podemos!”

E Ele, com sabedoria, lhes disse:

“Sim, bebereis, de fato, o cálice hão de provar,

E no mesmo batismo vos batizar,

Mas o lugar à minha direita ou à esquerda,

Não cabe a mim, não cabe a mim conceder,

Mas a aqueles a quem o Pai destinar.”

Ao ouvir os dez, encheu-se o coração,

De irritação e amarga indagação.

Por que dois irmãos, em busca de poder,


Se adiantaram, desejando prevalecer?

Mas Jesus, com amor, os chamou para perto,

E em sua voz, o ensinamento certo:

“Entre os gentios, é comum governar,

Com poder e controle, a todos dominar.

Mas entre vós, será diferente o caminho,

Quem quiser ser grande, seja pequenino.

Quem almeja o primeiro, deve se curvar,

Servindo ao próximo, sem se exaltar.

Pois o Filho do Homem não veio a ser servido,

Mas a servir, com amor destemido.

E sua vida entregar, em um ato de amor,

Para resgatar muitos, em graça e valor.”

Doze foram chamados, um a um,

Pelas mãos do Mestre, o Filho da Luz,

Receberam poder, dons celestes,

Para curar e apresentar todos a cruz.

“Vão,” disse Ele, com voz serena,

“Às ovelhas perdidas, sem direção,


Anunciem o Reino que vem em breve,

A paz e o júbilo da salvação.”

Saindo de Jericó, em passo devoto,

Seguia Jesus, com o povo em seu entorno.

Dois cegos, à beira do caminho, sentados,

Ouvindo que o Mestre passava ao lado.

“Senhor, Filho de Davi!”, clamaram com fervor,

“Tem misericórdia, escuta o nosso clamor!”

Mas a multidão os quis silenciar,

Mandando que cessassem de gritar.

Mas os cegos, cheios de esperança e fé,

Clamaram mais alto, com toda a voz que há:

“Filho de Davi, ouve-nos, Senhor,

Tem misericórdia, por teu imenso amor!”

Jesus então parou, com compaixão no olhar,

E aos cegos chamou, pronto a escutar:

“O que quereis que vos faça agora?”

“Que nossos olhos vejam a luz que aflora.”

Com ternura tocou-lhes os olhos então,


E a visão voltou, em plena revelação.

Cheios de gratidão, o seguiram sem temer,

Pois encontraram a luz, e nunca mais se esvair,

Pois a Jesus esteve a seguir.

MATEUS 21

Perto de Jerusalém, à vista do monte,

Jesus mandou seus discípulos à fronte.

“Vão à aldeia, logo à frente avistada,

Lá encontrarão uma jumenta atada.

Desatem-na, e o jumentinho tragam,

Se alguém perguntar, apenas vos digam:

‘O Senhor deles tem grande necessidade,’

E logo de volta os enviará, com plena liberdade.”

Assim se cumpriu o que o profeta dizia,

Que o Rei viria, simples e montado em jumento.

“Dizei à filha de Sião com fervor,

Teu Rei vem a ti, manso e de amor,

Montado em um jumentinho a andar,

Filho de um animal que o fardo vem carregar.”


Os discípulos fizeram como ordenado,

E trouxeram a jumenta, o caminho preparado.

Sobre eles, suas vestes puseram,

E Jesus, com graça, nelas se assentaram.

A multidão, em grande aclamação,

Espalhava ramos e vestes pelo chão,

E com vozes altas a louvar,

"Hosana ao Filho de Davi", a cantar.

"Bendito o que vem em nome do Senhor,

Hosana nas alturas, ao Salvador!"

E ao entrar Jesus, toda a cidade se ergueu,

“Quem é este?” Jerusalém perguntou.

As multidões então responderam, em fé:

“Este é Jesus, o Profeta de Nazaré.”

Jesus entrou no Templo, com passo decidido,

E viu o comércio que ali tinha surgido.

Cambistas e pombas, vendidas ao redor,

Transformando a casa de Deus em comércio mor.

Com mãos firmes, as mesas virou,


Os mercadores, Ele expulsou.

E com voz de justiça, em tom de razão,

Disse: “Minha casa é casa de oração,

Mas vós a fizestes covil de ladrões,

Profanando este santo chão.”

Cegos e mancos, então, vieram a Ele,

E ali, no Templo, viram o que a fé revela.

Curados, ergueram-se em plena alegria,

E os meninos clamavam, com pura harmonia:

“Hosana ao Filho de Davi!” – ecoava no ar,

Louvor que nem os sábios podiam calar.

Sacerdotes e escribas, em grande fúria,

Perguntaram: “Ouves o que essa turba murmura?”

E Jesus, com calma, assim respondeu:

“Sim, já lestes o que o louvor prometeu?

Da boca dos pequenos, o perfeito louvor,

Flui como um rio, em puro clamor.”

Deixando-os ali, partiu sem alarde,

Para Betânia, descansou até a tarde.

Pela manhã, com fome, à cidade Jesus voltou,


No caminho uma figueira logo avistou.

Mas nela só folhas e sementes encontrou,

“Que nunca mais nasça fruto!”, com firmeza declarou.

E a árvore, em secura, no mesmo instante se fechou.

Os discípulos, espantados, logo perguntaram:

“Como a figueira tão depressa se secou?” Admirados ficaram.

Jesus, então, com sabedoria foi a lhes dizer:

“Se fé tiverdes, sem jamais duvidar,

Não só a figueira assim podem secar,

Mas até o monte podem ordenar,

Que se mova e vá ao mar se lançar.

Tudo o que em oração pedirdes, há de alcançar.”

E quando ao templo Jesus chegou,

E ensinando já estava, sem temor,

Vieram os chefes e anciãos lhe perguntar:

“Com que autoridade fazes isto aqui?

Quem te deu poder para assim agir?”

Jesus então, com calma lhes respondeu:

“Também vos pergunto, e se a mim disserdes,

Eu vos direi com que autoridade estas obras faço.

O batismo de João, de onde veio afinal?


Do céu ou dos homens? A resposta está tal.”

E eles entre si começaram a pensar:

“Se dissermos que é do céu, irá nos cobrar:

‘Por que então não creram nele?’ haverá de nos perguntar.

Mas se dissermos que é dos homens, o povo há de se enfurecer,

Pois a João como profeta sabem reconhecer.”

Assim responderam a Jesus: “Não sabemos”.

E ele lhes disse: “Nem eu vos direi com que autoridade ando e faço o que tenho.”

Então Jesus lhes propôs uma parábola clara:

“Um homem tinha dois filhos, e ao primeiro declarou:

‘Filho, vai hoje trabalhar em minha vinha, por favor.’

Este respondeu: ‘Não quero ir’, mas depois se arrependeu,

E à vinha do pai, enfim, ele correu.”

O segundo filho, quando o pai o chamou,

Respondeu: ‘Sim, Senhor, eu vou’,

Mas de fato, jamais se levantou.

Jesus perguntou: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”

Responderam-lhe: “O primeiro foi quem obedeceu.”

Então Jesus disse: “Em verdade vos digo,


Que publicanos e prostitutas irão adiante de vós no Reino Divino.

Pois João veio a vós em caminho de justiça, mas não crestes nele,

Enquanto pecadores e desprezados nele depositaram fé.

E vós, vendo isso, nem sequer vos arrependestes,

Para crer na verdade que ele trouxe a vosso pé.”

Ouvi mais uma parábola que vos conto agora:

Havia um homem, pai de família, com amor à lavoura.

Plantou uma vinha, cercou-a com zelo,

Construiu um lagar e ergueu uma torre ao céu.

Depois, a uns lavradores arrendou a terra,

E partiu para longe, em outra espera.

Quando o tempo dos frutos enfim chegou,

Seus servos aos lavradores ele enviou,

Para recolher o que lhe pertencia,

Mas de violência o campo se enchia.

A um servo feriram, a outro mataram,

E com pedras o terceiro apedrejaram.

Ele mandou mais servos, em maior número desta vez,

Mas os lavradores lhes fizeram igual dureza e rigidez.

Por fim, enviou seu próprio filho, com confiança no coração:

“Respeitarão a meu filho, será sua redenção.”


Mas os lavradores, ao verem o herdeiro chegar,

Disseram entre si: “Aqui está quem vai herdar,

Vamos matá-lo e sua herança tomar!”

E assim fizeram, o lançaram fora e o fizeram silenciar.

Então Jesus perguntou: “Quando o Senhor da vinha voltar,

O que fará com os lavradores que o fizeram maltratar?”

Responderam-lhe: “Com rigor os punirá,

E a vinha a outros lavradores entregará,

Que os frutos a seu tempo lhe darão,

Com justiça e lealdade no coração.”

Jesus, então, lhes falou, trazendo luz ao saber:

“Não lestes nas Escrituras que é de admirar,

A pedra rejeitada pelos construtores,

Agora é a pedra angular,

A mais importante das torres?

Pelo Senhor foi isso realizado,

E é algo aos nossos olhos venerado.”

E continuou: “O reino de Deus será tirado de vós,

E entregue a quem produza frutos melhores e mais sós.

Quem nesta pedra tropeçar, se despedaçará,


E quem cair sobre ela, em pó se tornará.”

Ao ouvirem isso, os chefes e fariseus logo perceberam,

Que sobre eles Jesus falava, e em ira se acenderam.

Queriam prendê-lo, mas temiam a multidão,

Pois todos o viam como um Profeta de visão.

“Mas cuidado com o caminho de espinhos,

Lobos espreitam, disfarçados de irmãos,

Sejam como ovelhas, puras e brandas,

Mas prudentes como as serpentes são.”


Sem ouro levem, nem sacos de pão,

Pois a jornada é leve, feita na fé,

Acolham o abrigo, a água, o chão,

Pois o trabalhador é digno do que é.

E onde não houver ouvidos atentos,

Onde a mensagem encontrar rejeição,

Sacudam o pó dos pés, tranquilos,

E deixem o julgamento na mão.”

Os doze, com coragem e esperança,

Partiram ao vento, sob o sol e o luar,

Levaram a Palavra, o milagre da dança,

E o Reino de Deus a anunciar.

MATEUS 22

O Reino dos céus se assemelha,

A um rei que festa planejou,

Casamento para o filho,

Os convidados convocou.

Mas os servos que enviou,

Chamando todos a celebrar,

Foram ignorados, desprezados,


Ninguém quis o convite aceitar.

Novos servos o rei mandou,

Dizendo: “Tudo está preparado!

A mesa farta, o banquete posto,

Venham ao festim esperado!”

Mas os convidados se dispersaram,

Para o campo ou para o comércio,

E aos servos maltrataram,

Rejeitaram com desprezo.

Irritado, o rei se levantou,

E mandou exércitos vingar,

Destruiu a cidade daqueles,

Que à festa não quiseram ir, e a afrontar.

Disse então o rei aos servos:

“A festa está pronta, preparada,

Mas os primeiros convidados,

Não eram dignos da jornada.”

“Vão pelos caminhos, chamem quem acharem,

Bons ou maus, tragam à mesa,


Pois a casa deve estar cheia,

De alegria, festa e beleza.”

Mas um homem foi encontrado,

Sem vestes adequadas ao lugar,

O rei o viu, e o questionou:

“Como ousas aqui estar?”

Amordaçado ele ficou,

E o rei mandou então prender,

Nas trevas exteriores, o lançou,

Onde há choro e ranger.

Porque muitos são chamados,

Mas poucos são escolhidos,

E o convite ao Reino é claro,

Mas nem todos estão vestidos.

Os fariseus, em seu conselho,

Buscavam uma palavra encontrar,

Para apanhar Jesus em armadilha,

E fazê-lo tropeçar.

Enviaram discípulos, e de Herodes alguns,


Com palavras lisonjeiras, disfarçando a intenção:

“Mestre, sabemos que és verdadeiro,

E ensinas a Deus com precisão.”

“Dize-nos, o que te parece?

É lícito a César tributar?”

Jesus, vendo a malícia, respondeu:

“Hipócritas, por que me tentam a testar?”

“Mostrem-me a moeda do tributo.”

E trouxeram-lhe então.

“De quem é esta imagem e inscrição?”

“De César,” foi a declaração.

“Dai a César o que é de César,

E a Deus o que é de Deus.”

Maravilhados, nada disseram,

E em silêncio se afastaram seus.

Naquele mesmo dia, os saduceus chegaram,

Negando a ressurreição, vieram questionar,

Sobre a mulher que sete esposos teve,

Qual deles, no fim, iria reclamar?


Jesus, sereno, respondeu:

“Errais, não conhecendo a verdade,

Pois na ressurreição não há casamentos,

Como os anjos, viverão em eternidade.”

“E quanto à ressurreição dos mortos,

Não lestes o que Deus falou?

‘Eu sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó,

Deus dos vivos, e não dos que se apagou.’”

As multidões se admiravam,

Com a doutrina que Jesus proclamava,

E os fariseus, com seus intentos falhos,

Mais uma vez se ajuntavam.

Um especialista na Lei ousou perguntar:

“Mestre, qual o maior mandamento, afinal?”

“Amarás a Deus com todo o coração,

Com toda alma e entendimento total.”

“E ao próximo como a ti mesmo,”

Esse é o segundo, disse Jesus com certeza.

Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois,

Pois no amor se cumpre a grandeza.


Jesus, então, lhes indagou:

“O que vos parece quanto ao Cristo, o Ungido?

De quem ele é filho?” Responderam:

“De Davi, o rei querido.”

“Então como Davi em espírito o chama Senhor,

Dizendo: ‘Senta-te à minha direita,

Até que teus inimigos sejam teus pés?’

Se Davi o chama Senhor, qual a medida certa?”

E ninguém pôde responder,

Nem ousaram mais questionar,

Pois a sabedoria de Jesus

Silenciava todo intento de o testar.

MATEUS 23

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