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Métodos de Avaliação do Consumo Alimentar

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Eufrasio Basilio
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Índice

Introdução....................................................................................................................................2

Objetivos:.....................................................................................................................................2

Específicos:..................................................................................................................................2

Metodologia ou técnica de pesquisa............................................................................................2

Quantificação do consumo alimentar...........................................................................................3

Descrição......................................................................................................................................3

Quantidade...................................................................................................................................3

Horários........................................................................................................................................4

Modelos alimentares....................................................................................................................5

Modelo porcao...............................................................................................................................6

Modelo Vertical:..........................................................................................................................6

Modelo Horizontal:......................................................................................................................7

Escalas..........................................................................................................................................8

Parâmetros para avaliação nutricional.......................................................................................10

Album Fotografico.....................................................................................................................10

Conclusão...................................................................................................................................13

Bibliografia................................................................................................................................14
Introdução
A avaliação do consumo alimentar na prática clínica é realizada com a finalidade de fornecer
subsídios para o desenvolvimento e a implantação de planos nutricionais. Fatores como
condições do estado geral do indivíduo/paciente, evolução da condição clínica e os motivos pelos
quais o indivíduo necessita de orientação nutricional direcionam a escolha do método de
avaliação do consumo alimentar. O método escolhido deve fornecer informações que permitam
ao profissional orientar uma alimentação que vise promover a saúde, prevenir outras
intercorrências e adequar o estado nutricional do paciente. Apesar de a literatura nacional
disponibilizar informações abrangentes sobre métodos e técnicas para estimativa do consumo
alimentar, o ambiente de atuação profissional ainda está permeado de dúvidas a respeito dos
métodos mais adequados para essa avaliação na prática diária. O presente artigo se propôs a
apresentar uma análise crítica, no contexto da aplicabilidade clínica, dos métodos disponíveis de
inquéritos alimentares e suas características.

Objetivos:
Geral: abordagem sobre Quantificação do consumo alimentar.

Específicos:
 Conhecer os seus tipos de quantificação.

Metodologia ou técnica de pesquisa


Para a elaboração deste trabalho, iremos recorrer a livros encontrados na biblioteca, e nas
plataformas digitais, através de outros meios para facilitar a pesquisa do mesmo.

Desta forma, a abordagem do tema deste trabalho tem como base principal entender, e saber
explicar os conteudos que aqui forem descritos, e por este aspecto, havendo erros relativamente a
abordagem do tema e ao trabalho, aceitamos críticas, sugestões e correções da parte do Docente
para que haja aperfeiçoamento em termos de elaborar um trabalho científico semelhante.
Quantificação do consumo alimentar

A quantificação do consumo alimentar é um processo essencial para avaliar a ingestão de


nutrientes e planejar dietas adequadas. Existem vários métodos para realizar essa quantificação,
incluindo:

1. Questionários de Frequência Alimentar (QFA): Este método envolve registrar a


frequência com que determinados alimentos são consumidos durante um período
específico. A quantidade consumida é calculada multiplicando a frequência de consumo
pela porção média padrão e ajustando por fatores sazonais.
2. Diários Alimentares: Os indivíduos registram tudo o que consomem ao longo de um ou
mais dias. Este método fornece dados detalhados sobre a ingestão alimentar diária,
permitindo uma análise precisa dos nutrientes consumidos.

Um diário alimentar é realizado semelhante a um planner diário, a diferença é que ao invés de


anotar atividades acadêmicas ou profissionais, aqui é focado unicamente na alimentação.

Por isso, primeiramente, se deve pensar na forma de anotação que será usada: pode ser um
dispositivo eletrônico como um celular ou computador, assim como feito à mão em uma folha de
papel. O importante mesmo é seguir os campos essenciais, como pode ser observado a seguir:

Descrição
Como a intenção é ter um controle geral, a descrição dos alimentos consumidos é extremamente
importante. Desta forma, se deve anotar quais alimentos consumidos em cada refeição para ter
um controle base da alimentação ao todo.

Quantidade
Descrever a quantidade é tão importante quanto anotar os alimentos consumidos. Alguns deles
são saudáveis apenas se forem consumidos em determinada quantidade, então anotar essas
medidas e o quanto consumido é essencial para auxiliar nesse controle.
Horários
Tendo em vista que há alimentos que não são recomendados para serem consumidos em
determinado turno, o controle de horários é essencial assim como a quantidade e descrição, já
que essas informações se complementam entre si.

A anotação dos horários faz com que se tenha uma gestão ainda mais eficiente do diário
alimentar, podendo ter conhecimento sobre efeitos da alimentação em determinado período,
auxiliando o(a) profissional(a) a ter controle mais específico sobre o que está acontecendo com o
paciente e determinar formas de auxiliá-lo.

Apesar das sugestões presentes no artigo, o diário alimentar deve ser adaptado conforme a
necessidade individual de cada paciente, por isso a orientação de um(a) nutricionista ou
nutrólogo(a) continua sendo essencial. Sempre procure a instrução destes(as) profissionais para
que, através dos seus objetivos, o diário alimentar funcione conforme suas necessidades
nutricionais ou médicas. O diário alimentar é uma ferramenta muito útil no controle
da alimentação, com ele, é possível ter uma análise profunda sobre hábitos alimentares
individuais.

Apesar de ser uma ferramenta simples, o acompanhamento por um profissional é essencial, pois
é através deste(a) que o paciente saberá se os resultados estão sendo alcançados, por isso não
deixe de consultar com um(a) nutricionista ou nutrólogo(a).

3. Recordatórios de 24 Horas: Este método consiste em entrevistas onde os indivíduos


relatam todos os alimentos e bebidas consumidos nas últimas 24 horas. É uma técnica útil
para obter uma visão geral do consumo alimentar recente.

O recordatório alimentar de 24 horas (R24h), inquérito dietético utilizado como parâmetro para
avaliação nutricional, é utilizado na prática clínica como subsídio para diagnóstico nutricional,
desenvolvimento e implantação de planos alimentares. Este deve integrar um protocolo de
atendimento para avaliação nutricional, definir e quantificar todos os alimentos e bebidas
ingeridas no período anterior à entrevista, que podem ser as 24 horas precedentes ou, mais
comumente, o dia anterior, levando em consideração o preparo, informações sobre peso e
tamanho das porções, em gramas, mililitros ou medidas caseiras.
Esta entrevista conduzida pelo nutricionista durante a consulta deve manter um padrão, já que a
qualidade da informação coletada dependerá da memória e da cooperação do paciente, assim
como da capacidade do profissional em estabelecer um canal de comunicação, do qual se
obtenha, quantitativamente, o real consumo alimentar por meio do diálogo. As principais
vantagens deste método são: baixo custo, rápida aplicação, estimativa da ingestão habitual,
propicia baixa alteração no comportamento alimentar, estimativa do valor energético total,
utilização em qualquer faixa etária (para crianças e idosos pode ser realizado com auxílio de
acompanhante) e analfabetos. Entretanto, existem alguns fatores limitantes, como: capacidade de
memória do entrevistado, indução de respostas, quantificação das porções, ingestão alimentar
relatada pode ser atípica e apenas um recordatório aplicado pode não estimar a dieta habitual.

Desta forma, o nutricionista poderá utilizar materiais e outras ferramentas como forma de
aumentar a fidedignidade dos dados coletados, tais como: álbuns de fotografias, modelos
tridimensionais de alimentos ou de medidas caseiras, para que o cliente/paciente responda
detalhadamente sobre o tamanho e o volume das porções consumidas. Apesar da complexidade
da avaliação da dieta, tendo em vista a imperfeição reconhecida deste e de outros inquéritos
alimentares, esta ferramenta é um ótimo aliado da avaliação nutricional em consultório por
fornecer dados imprescindíveis ao estabelecimento da conduta dietética ou dietoterápica.

4. Pesagem Direta dos Alimentos: Envolve pesar os alimentos antes e depois do consumo
para determinar a quantidade exata ingerida. Este método é muito preciso, mas pode ser
impraticável para uso diário.

Esses métodos ajudam a identificar padrões alimentares, avaliar a adequação da ingestão de


nutrientes e orientar intervenções nutricionais para promover a saúde e prevenir doenças.

Modelos alimentares

Os modelos alimentares referem-se aos diferentes padrões e abordagens que orientam a escolha e
a combinação de alimentos na dieta de um indivíduo ou grupo. Esses modelos são fundamentais
não apenas para a saúde física, mas também para aspectos sociais e culturais1.

Existem diversos tipos de modelos alimentares, como:


1. Dieta Mediterrânea: Rica em frutas, vegetais, grãos integrais, azeite de oliva e peixes.
2. Dieta Vegetariana/Vegana: Baseada em alimentos de origem vegetal, excluindo carne
(e produtos de origem animal no caso do veganismo).
3. Dieta Low-Carb: Reduz a ingestão de carboidratos, focando em proteínas e gorduras
saudáveis.
4. Dieta Paleo: Baseada em alimentos que nossos ancestrais caçadores-coletores
consumiam, como carne, peixe, frutas, vegetais, nozes e sementes.

Modelo porcao

Para a declaração da tabela de informação nutricional, existem diferentes modelos que podem ser
utilizados:

Modelo Vertical:

o Porções por embalagem: 000


o Porção: 000 g (medida caseira)
o 100 g | 000 g | %VD
o Valor energético (kcal)
o Carboidratos (g)
o Açúcares totais (g)
o Proteínas (g)
o Gorduras totais (g)
o Gorduras saturadas (g)
o Gorduras trans (g)
o Fibras alimentares (g)
o Sódio (mg)

Modelo Horizontal:

o Porções por embalagem: 000


o Porção: 000 ml (medida caseira)
o 100 ml | 000 ml | %VD
o Valor energético (kcal)
o Gorduras totais (g)
o Carboidratos (g)
o Gorduras saturadas (g)
o Açúcares totais (g)
o Gorduras trans (g)
o Açúcares adicionados (g)
o Fibras alimentares (g)
o Sódio (mg)

Esses modelos ajudam a padronizar a apresentação das informações nutricionais, facilitando a


compreensão dos consumidores.
Escalas
Existem várias escalas utilizadas na nutrição para diferentes propósitos. Aqui estão algumas das
mais comuns:

Escala da Fome: A Escala da Fome é um gráfico que define, em números de 1 a 10, o grau da
nossa fome e saciedade. Por meio dele, devemos refletir sobre nossa fome antes de cada refeição
e, depois de comer, avaliar nossa saciedade. Tudo isso para recuperarmos nossos próprios
sentidos para comer adequadamente.
A Escala de Insegurança Alimentar (EIA) é uma ferramenta utilizada para medir a percepção
da insegurança alimentar em domicílios. Ela classifica os domicílios em quatro categorias1:

1. Segurança Alimentar: Acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em


quantidade suficiente.
2. Insegurança Alimentar Leve: Comprometimento da qualidade da alimentação, mas a
quantidade ainda é percebida como adequada.
3. Insegurança Alimentar Moderada: Modificações nos padrões alimentares usuais, com
restrição na quantidade de alimentos entre os adultos.
4. Insegurança Alimentar Grave: Comprometimento da qualidade e redução da
quantidade de alimentos para todos os membros da família, podendo incluir a experiência
de fome.

Essa escala é importante para entender não apenas a falta de alimentos, mas também a qualidade
da alimentação disponível.
Parâmetros para avaliação nutricional

Em Moçambique, a avaliação nutricional é realizada utilizando diversos parâmetros para garantir


uma análise abrangente do estado nutricional da população como:

1. Antropometria: Inclui medições de peso, altura, circunferência da cintura e do quadril,


dobras cutâneas e índice de massa corporal (IMC). Essas medidas são comparadas com
padrões estabelecidos para a faixa etária e o sexo do indivíduo.
2. Inquéritos e Estudos: São realizados inquéritos como o Inquérito Demográfico e de
Saúde (IDS), Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF) e Inquérito sobre Indicadores
Múltiplos (MICS). Esses estudos fornecem dados detalhados sobre a segurança alimentar
e nutricional.
3. Avaliações Anuais: O país realiza avaliações anuais de segurança alimentar e nutricional
para monitorar e responder às necessidades nutricionais da população.
4. Indicadores Bioquímicos: Análises de sangue e outros exames laboratoriais são usados
para avaliar deficiências nutricionais específicas, como anemia e deficiência de
micronutrientes.
5. Avaliação Dietética: Inclui a análise dos hábitos alimentares e consumo de alimentos
para identificar possíveis deficiências ou excessos nutricionais.

Esses parâmetros ajudam a identificar áreas de intervenção e a desenvolver políticas e programas


para melhorar a nutrição e a segurança alimentar no país.

Album Fotografico
Os alimentos no álbum foram dispostos em três tamanhos de porções (pequeno, médio e
grande). O tamanho médio foi definido pelo tamanho da porção apresentada na pirâmide
alimentar adaptada para a população de 20, 21. Para obtenção do tamanho pequeno, subtraíram-
se 50% do peso do tamanho médio. E para obtenção do tamanho grande, adicionaram-se 50% do
peso do tamanho médio. Desta forma o tamanho médio corresponde a uma porção, o tamanho
pequeno corresponde a meia porção e o tamanho grande a uma porção e meia.
Foi realizada a estimativa de valor energético, carboidratos, proteínas, lipídios e fibras
alimentares para todos os alimentos por meio de composição química indireta utilizando-se
tabelas de composições de alimentos.
Para ilustrar o processo, estão apresentadas a composição nutricional de energia,
macronutrientes e fibras de dois destes alimentos e seus respectivos registros fotográficos nos
três tamanhos de porções.

Figura 1 – Exemplo de registro fotográfico de um alimento do grupo “Cereais, pães,


tubérculos e raízes”, de acordo com o tamanho da porção.

Figura 2 – Exemplo de registro fotográfico de um alimento do grupo “Frutas”, de

acordo com o tamanho da porção.


Conclusão
Apesar da complexidade da avaliação da dieta, tendo em vista a imperfeição reconhecida dos
métodos de inquérito alimentar, esta deve fazer parte da avaliação nutricional e pode fornecer
dados imprescindíveis ao estabelecimento da conduta dietética ou dietoterápica. Esta revisão
crítica se propôs a alertar os profissionais sobre a utilização apropriada dos métodos,
considerando o objetivo da avaliação e o contexto clínico da aplicação. Buscou-se evidenciar as
vantagens e desvantagens de cada método e, dessa forma, colaborar para a seleção de técnicas
adequadas à avaliação qualitativa ou quantitativa do consumo alimentar e da ingestão de
nutrientes, bem como à interpretação dos resultados obtidos. Espera-se que tais conhecimentos
favoreçam o estabelecimento de um plano de tratamento individualizado, promovendo
expectativas reais que resultem em maior aderência ao plano dietético.
Bibliografia

1. Batista Filho M, Rissini A. A transição nutricional no Brasil. Cad Saúde Pública.


2003;19(suppl.1):s181-s91. 2. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2004. 3.
Mondini L, Monteiro CA. Mudanças no padrão alimentar da população urbana brasileira (1962-
1988). Rev Saúde Pública. 1994;28(6):433-9. 4. Monteiro CA, Mondini L, Costa RBL.
Mudanças na composição e adequação nutricional da dieta familiar nas áreas metropolitanas do
Brasil (1988-1996). Rev Saúde Pública. 2000;34(3):251-8. 5. Levy-Costa RB, Sichieri R, Pontes
NS, Monteiro CA. Disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil: distribuição e evolução
(1974-2003). Rev Saúde Pública. 2005;39(4):530-40. 6. Brug J, Tak NI, te Velde SJ, Bere E,
Bourdeaudhuij T. Taste preferences, liking and other factors related to fruit and vegetable intakes
among schoolchildren: results from observational studies. Br J Nutrition. 2008;99(suppl 1):s7-
s14. 7. Furst T, Connors M, Bisogni CA, Sobal J, Falk LW. Food choice: a conceptual model of
the process. Appetite. 1996;26(3):247-66. 8. Jomori MM, Proença RPC, Calvo MCM.
Determinantes de escolha alimentar. Rev Nutr. 2008;21(1):63-73.

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