Historia Da Moda
Historia Da Moda
Introdução..............................................................................................3
Século XIV...............................................................................................4
Século XV................................................................................................10
Século XVI...............................................................................................13
Século XVII..............................................................................................19
Século XVIII.............................................................................................22
Século XIX...............................................................................................26
Bibliografia.............................................................................................30
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Introdução
3
Século XIV
Por toda a Europa, a corte francesa ganhou fama por as suas vestimentas
extravagantes, muitas vezes criticadas pelos contemporâneos. No final do primeiro
quarto do século aconteceu uma grande mudança nos trajes masculinos. As longas
vestimentas que cobriam as pernas foram colocadas de lado e substituídas por túnicas
ajustadas, primeiro acima do joelho e mais tarde entre a coxa e a cintura. Esta
mudança controversa fez consequências na moda dos séculos seguintes. A túnica, ou
cotehardie, ajustada na cintura e nas ancas (e mais tarde acolchoada no peito), trouxe
rigidez ao corpo. A cotehardie era tão apertada, especialmente na cintura, que quem a
vestia precisava de assistência para a colocar e tirar.
No caso das mulheres, nos primeiros anos do século em Inglaterra, começaram
a vestir vestidos com decote baixo, uma moda que ficou pelos restantes anos do
século. Durante toda a Idade Medieval as mulheres não eram permitidas de mostrar os
braços. Usavam os chamados “corse”, que eram moldados mais e mais justos na
cintura e eventualmente para baixo nas ancas.
No século anterior, era complicado distingui classes, já que todas se vestiam da
mesma forma, com esta mudança, foi fácil começar a distinguir os nobres dos
camponeses, já que as novas tendências apenas eram utilizadas por membros da
corte.
Figura 1.
1 Túnica branca de linho, utilizada por os Monarcas Ingleses como parte do serviço da coroação
2 Veste litúrgica, geralmente utilizada nos ritos romanos extraordinários antes da dalmática.
3 Veste litúrgica da Igreja católica utilizada para celebrações religiosas.
4
Outras vestimentas que são mostradas no manuscrito também representam a
moda da época. Aparece também um aristocrata na figura 2, com um traje menos
extravagante mas que veste algo similar á moda do reino anterior.
Também era usado um manto com ou sem capuz chamado de mantle ou cloke.
Estes mantos circulares começaram a ser usados no início do século XIV e eram feitas
de diversos materiais. Eram vestidos com ou sem capuz agarrado. Para maior
movimento de braços e mão, os lados eram subidos e ficavam drapeados sobre os
braços. Estes mantos não eram abertos na frente, apenas vestidos pela cabeça,
envolvendo o corpo num só tecido (fig 3.). Vestidos pelos dois sexos, estas mantas
eram bastante utilizadas para viagens e para andar a cavalo e eram revestidos a pelo
para maior conforto.
Outro cloke bastante utilizado, de origem francesa era utilizado neste reinado
de Eduardo II. Similar ao manto falado anteriormente (fig 3), este era curtado também
em círculo como mostra na figura 4, com um buraco para a cabeça no cento (A) e
aberto de cima abaixo na frente. Nos lados, de distâncias iguais a A, cortado em
paralelo e perpendicular á abertura frontal, duas aberturas (B e C) para as mãos se
necessário. O manto era fechado normalmente com 3 ou 4 ornamentos na zona do
peito (D) e algumas vezes continuavam até baixo. Este manto era utilizado pelos dois
sexos da nobreza e era feito num material luxuoso, como veludo ou seda, revestido a
seda ou pelo. Ocasionalmente possuía tiras de bordado.
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Figura 3. Manto Circular Figura 4. Diagrama de um manto circular.
Este manto foi depois utilizado de outras maneiras sem ser a tradicional, como
visto na figura 5. Esta maneira era mais graciosa e majestosa. O braço direito passava
pelo lado B e a cabeça pela abertura C, ficando assim o buraco para a cabeça A a cair á
frente, com os ornamentos D sobre o ombro direito e a abertura da frente no lado
direito também. Quando a mão esquerda era levantada, o manto drapeava no ombro
esquerdo.
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Passando agora para o capuz. O capuz desenvolveu-se de uma forma bastante
interessante neste reino. Com o crescimento da cauda dos mantos, estas eram usadas
de várias maneiras pelos mais jovens, com mais de 1 metro e 80. Era utilizado para trás
do ombro ao dependuro, ou sobre o braço. Também era utilizado para segurar o
capuz, para ficar no lugar. Na mesma altura, o capuz alongou dos dois lados da cabeça
como mostra a figura 6. Este tipo de capuz/chapéu foi considerado bastante estranho,
e depois de introduzida á sociedade, foram confinados aos bobos da corte, a mummers
e a dançarinos de morris4. Mais tarde foram postos sinos em cada ponta e
costumavam ser de duas cores. Outra moda, devido ao aborrecimento do uso
convencional do chapéu, foi introduzida por alguns dandys5 da corte.
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Quanto á moda feminina, existe uma ilustração (fig.9) da rainha Isabella de
França, no inicio do século XIV, com um vestido mais justo nos ombros e busto, e
circular na parte inferior. As mangas mais circulares a partir dos cotovelos e na parte
traseira com drapeado. Segundo a moda da altura, o vestido seria para ser utilizado
perto do copo, subido e seguro por umas das mãos. Nenhum manto é representado na
ilustração, apesar de serem utilizados por ladies da nobreza.
Na figura 10, podemos ver uma nobre vestida com um peliçon, variado dos
cloke usados pelos homens. Este, no entanto, é cortado em forma oval já que a cauda
longo era precisa. Na imagens 11 vemos um diagrama da vestimenta. O colarinho doba
na frente e eram apenas costurados na costura dos ombros. Possui aberturas para as
mãos e era também costurado pelo na zona dos ombros para o colarinho, quando
virado, mostra-se o revestimento do manto. Fechado com ornamentos perto do
pescoço, o peliçon era utilizado por mulheres da nobreza como uma vestimenta tanto
formal como semi-formal.
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Figura 10. Diagrama de um peliçon.
Figura 11. Primeiro vestido sem lados.
Figura 12. Diagrama de um vestido sideless.
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Século XV
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Apesar das vestimentas mais curtas, os mantos compridos não desapareceram.
As pessoas mais velhas continuaram fiéis aos seus trajes compridos durante mais
algum tempo.
Falando então da moda na Borgonha, França. A corte ultrapassou
completamente a riqueza dos trajes vistos ao redor do mundo com tecidos ricos e
bordados variados. O casamento de Philip, o bravo e Margarite de Flandres, filha e
herdeira do poderoso Louis II, acrescentou ao importante património do duque, os
maiores recursos e mais ricos do país de toda a cristandade, com as prósperas cidades
de Ypres, Bruges e Ghent, uma enorme indústria de tecidos e seda, uma bolsa de
valores e a feira de Antuérpia que se estava a tornar um centro de comércio
internacional, criando uma estrutura económica muito mais forte que França. Na
ambição para igualar os reis ao seu redor, os duques gastaram bastante em luxos
pessoais, particularmente em vestimentas. Philip, por exemplo, na sua entrada em
Paris, utilizou 4 mantos sucessivamente de veludo, decorados com flores em dourado
e pedras preciosas, um casaco escarlate com quarenta cordeiros e cisnes bordados
com pérolas e um manto verde cujas mangas eram bordadas com ramos de espigueiro
e ovelhas em pérolas. Estes tecidos foram maioritariamente importados de Itália.
Os livros de contas dos duques surpreendem, não só pelos custos das suas
vestimentas, mas também das suas famílias. Eram pompons, plumas e muito mais para
decorar capas, chapéus vindos de Itália e chaperons de feltro ou veludo feitos na
Alemanha.
O gosto rico, o uso do luxo, as roupas importadas de seda e os ornamentos de
cabeça exagerados, mais acentuada em Borgonha do que em França, mostra uma linha
assimétrica dominada por um espírito mais Barroco. A resultado da diversidade e
complexo de diplomacia dos duques, o traje borgonhês teve várias influências como
por exemplo Isabel de Portugal, terceira mulher de Philipe que trouxe novas modas.
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Em Itália e Espanha, a mudança de traje resultou de um fator mais económico e
social. Em Itália, os trajes masculinos mudaram pouco entre o meio do século XIV e o
século XV. É errado acreditar que as vestimentas mais curtas foram adotadas em Itália
sem oposição. Esta oposição é comprovada pelas leis sumptuary6 de 1430 em
Florença, destinadas a impedir o encurtamento das roupas. Mas, talvez por causa
destas leis, esta nova moda espalhou-se muito rapidamente por toda a Itália.
Certas características aparecem na arte trecento italiana. Vemos vestidos com
decotes mais baixos, possivelmente um estilo de Cyprus, ajustado no corpo, toucados
em camadas e mangas cortadas para mostrar a chemise. Os homens usavam
vestimentas curtas e assentadas, meias apertadas, calças justas e chapéus
pontiagudos. Entre o meio do século XIV e o século XV, o traje masculino mudou um
pouco. Um manto curto, usualmente revestido a pelo que cobria os ombros, era
utilizado sobre as vestimentas justas referidas anteriormente. Durante a segunda
metade do século XV, o gibão apertado, com uma abertura triangular na frente, tem
mangas bufantes até ao cotovelo e justas até ao pulso e eram abotoadas ou apertadas
com fita. O manto italiano batia nos joelhos com um cinto baixo. As mangas com
bainha dourada e bordada com arabescos e flores mostravam grande criatividade. Em
Veneza, a moda ditava mangas em balão, largas no ombro e apertadas no pulso com
uma abertura de lado. Eram decoradas, normalmente na manga direita, com insígnias,
emblemas e nomes. Estas mangas eram seguras no ombro por fita e laços que eram
populares entre os homens mais elegantes.
Pinturas e esculturas mostram a variedade de toucados. As mulheres italianas
nunca usavam toucados pontiagudos, preferiam antes penteados com rolos.
Em Itália, tal como outros, as roupas era um objeto com múltiplas influências
estrangeiras.
6Leis feitas com o propósito de restringir luxo ou extravagância, particularmente contra gastos
desordenados em matéria de vestuário, comida, móveis etc.
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Século XVI
Até ao final do século XV, os grupos de população eram isolados uns dos
outros, por exemplo, a europa não sabia nada sobre a América e muito pouco sobre a
África e a Ásia. No século XVI essas populações descobriram-se uns aos outros e
desenvolveram relações mais próximas.
Em 1492, Cristóvão Colombo chega às américas e em 1498 o navegador Vasco
da Gama contorna o Cabo da Boa Esperança e chega á India, a Calecute. Por algum
tempo, Sevilha e Lisboa possuíam um monopólio entre a Europa, a América e a Ásia.
Muitos dos materiais básicos da roupa europeia ficaram envolvidos na distribuição
feita por os portugueses e pelos espanhóis. Os comerciantes da Alemanha, Flandres e
França comprovam bens em Lisboa e Sevilha, trazendo produtos exóticos para os seus
países tal como algodão egípcio, seda síria e persa e também algodão indiano.
A influência italiana na moda, que dominou toda a Europa desde o final do
século XIII, começou a ficar cada vez mais fraca depois do meio do século XV. Como
dito anteriormente, no final do século XV, a moda italiana começou a ter várias
influências estrangeiras, algumas vezes francesas e alemãs, mas maioritariamente
espanholas.
Em 1525, quando a batalha de Pavia decidiu a favor de Carlos V, a
predominância espanhola reapareceu não só nas vestimentas como também no
espírito de magnificência. A corte de Carlos V deu a Itália um sistema de suporte á
volta do peito e da cintura e arranjos inflexíveis de dobras formais, e a Itália adotou os
seus tecidos ricos e estes estilos.
Os homens utilizavam este traje espanhol com doublets7 de cor escura, muito
comum em roupa espanhola, que impôs a moda masculina para preto. As mulheres
normalmente utilizavam verde, azul e tons de roxo escuro.
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Até ao final do século, as influências espanholas continuaram a ser marcantes.
Seguindo as irmãs espanholas, as mulheres italianas procuravam uma silhueta cónica.
A moda espanhola procurava estilizar as curvas do corpo. Dois elementos de roupa
característicos eram: o bodice8 e o farthingale9. Por baixo deste farthingale, era
normalmente utilizada uma saia preta chamada de basquina. Era formada então uma
silhueta cónica. Para completar a silhueta geométrica, le fraise apareceu em 1555.
Originalmente era uma pequena fita com renda que atava no pescoço e acabava no
início do bodice e logo cresceu para dimensões maiores. Outra moda feminina que
ficou bastante conhecida na Europa foi a ropa, que se acredita ter origem portuguesa,
manto aberto na frente, normalmente com mangas duplas afuniladas.
Apesar da moda masculina usualmente ir buscar modas passadas, eram
normalmente modificadas. Por exemplo: os slashings dos uniformes suíços que se
espalharam por a Alemanha, pela França e Inglaterra que eram mais pequenos
comparados com os que eram usados em Espanha. Mangas bufantes com pequenos
cortes eram bastante utilizadas em Espanha, antes de chegarem a França. Em todos os
países, exceto na Itália, estas mangas ficaram até 1580.
Do meio do século, o doublet espanhol acentuou a cintura fina. Tinha um
monte de botões na frente e era utilizado sobre um gibão que possuía cordas que
seguravam os rasgos. A silhueta era alargada com enchimentos e começou a haver a
militarização dos trajes do dia a dia, até para as roupas femininas.
No resto da Europa, o cetim que era utilizado nos sapatos no início do século foi
substituído, desde 1570, por couro para todas as classes. Os chapéus masculinos, que
até 1580 eram achatados, adotaram o estilo italiano mais alto: eram fortes, decorados
e geralmente com uma pluma para adernar o lado esquerdo, que era normalmente
utilizada pelos franceses do lado direito.
Pode-se dizer que durante o século XVI, a moda espanhola era bastante
individual, e não tinha muitas influências estrangeiras.
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Durante o primeiro quarto de século do século XVI, podemos ver que a moda
francesa prevaleceu, com tecidos ricos em materiais e decorações, reciprocamente
influenciada pela moda italiana. Para Louis XII, existia 3 peças essenciais:
primeiramente, o doublet com decote baixo, que mostrava a camisola, normalmente
feita de 2 tecidos, um mais rico para a frente e as mangas e um mais grosseiro para as
costas. As mangas com aberturas desde o ombro ao cotovelo ou então cortada no
cotovelo para formar mangas caídas. Em segundo, as meias, que neste período
finalmente aparecem separadas da peça de baixo. E em terceiro o cloak que tinha
diferentes formas. O manto ou robe era agora utilizado apenas por pessoas de mais
idade ou então como sinal de uma função especial na sociedade.
Os vestidos femininos mantiveram o corte do final do século XV, eram vestidos
por cima da chemise, do hose10 e de um corpete. As mulheres utilizavam um touret de
veludo ou seda, um género de véu bordado ou com pedras preciosas.
10No século XVI, o hose era separado em 2 partes: o upper hose e as meias. Upper hose seria um género
de cuecas que teriam como função segurar as meias. Tanto usado por homens como por mulheres.
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Outras variações do vestido, em que seria fechado desde o pescoço até á
cintura, deixando apenas a saia do vestido de baixo á mostra, com mangas bufantes,
normalmente do ombro até ao cotovelo. Também é comum ver-se vestidos em que o
corpete, de forma mais quadrada, acentuava a cintura e a saia, aberta na frente, servia
para mostrar o vestido de baixo composto por várias camadas.
Figura 19. Vestido no estilo de robe, fechado na parte frontal desde o pescoço até á
cintura, mostrando na parte inferior a saia de dentro.
Figura 20. Vestido mais ajustado, composto por um corpete de decote mais quadrado,
com uma saia aberta na frente para mostrar a saia de baixo.
Os vestidos ficaram cada vez mais extravagantes nos anos seguintes, alguns
historiadores dizem que ou se ama ou se odeia. Os ombros ganham rolos, ficando cada
vez maiores e cheios, continuando a crescer, criando uma nova silhueta, que dava a
ilusão de uma cintura muito mais fina.
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Figura 21 e 22. Ombros mais largos que criam a ilusão de uma cintura muito mais fina.
Este estilo fica mais extravagante nos anos 80. Os ombros são extremamente
exagerados e as mangas tão cheias que era preciso um género de estrutura para as
segurar no lugar. Começou também a ser comum o uso de almofadas em forma de
rolos para dar volume e forma às saias, atadas á cintura para dar volume á traseira dos
vestidos.
Os penteados ganharam também bastante volume. Os cabelos eram frisados e
teased para criar mais volume e usualmente modelado dos lados do rosto para criar
uma forma de coração.
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Em 1590 surgiu uma moda que criou uma silhueta completamente inatural.
Com torsos enormes, mangas igualmente grandes e cheias e saias em forma de sino.
Segundo alguns historiadores, esta silhueta surgiu ao crescimento da indústria da
baleia em Inglaterra. Os corpetes começaram a utilizar ossos de baleia para criar forma
e rigidez.
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Século XVII
Os homens usavam cabelos abaixo dos ombros, com grandes cachos, o rosto
barbeado, mas com bigode e chapéus de abas largas. As roupas masculinas eram
sempre muito enfeitadas. Utilizava-se calções largos que se assemelhavam a uma saia,
e por baixo meias de seda coloridas com grandes laços em renda e um casaco longo
até os joelhos.
As mulheres, na primeira metade do século, usavam os cabelos rente no alto da
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cabeça e cachos dos lados. Para sair, usavam pequenos capuzes pretos ou xales de
renda sob a cabeça. Os tecidos bordados, rendados e luxuosos eram privilégio da
aristocracia; já os tecidos de segunda mão e lisos serviam para as classes emergentes.
Geralmente as roupas para essas camadas da sociedade também se diferenciavam da
aristocracia pelos seus tamanhos e ajustes, adaptadas aos seus afazeres e deveres. A
altura e a largura das saias das mulheres da classe trabalhadora para maior mobilidade
nos afazeres domésticos, eram menores que as saias das damas da aristocracia.
A partir da segunda metade do século XVII, a França começa a ditar as modas. A
figura de Luís XIV é fundamental para se entender este período. Ostentar o luxo era a
forma para demonstrar o seu poder e, quando Luís XIV sobe ao trono, várias modas se
desenvolver. Luis XIV começou a moda do uso das perucas, que por ser
parcialmente careca, passou maior parte da sua vida a usá-las e
consequentemente o uso delas tornou-se sinônimo de riqueza e luxo. Era
comum espalhar talco ou farinha nas cabeleiras para imitar o cabelo branco
mas, por mais elegante que esta moda parece-se, era também pouco higiénica.
Eram feitas de crina de cavalo, pelos de cabra ou cabelos humanos mesmo, e
para tirar o mau cheiro eram aromatizadas com talco e lavanda ou cheiros
cítricos. Estas perucas valiam o equivalente ao salário de uma semana inteira de
trabalho de um trabalhador comum, no entanto acabou por subiu o seu preço
mais de 3200%.
Surge também o primeiro jornal de moda em França, chamada de
Mercure Galant. O jornal foi criado por o primeiro-ministro Jean-Baptiste
Colbert e trazia informações sobre as roupas francesas, instituindo o conceito
de rotatividade de coleções por estações.
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Outro rei importante para a conceção da moda europeia do século XVII foi o rei
inglês Carlos II, que tinha uma rivalidade com Luís XIV através da moda. Durante os
anos de 1660 e 1685, ele tem o seu nome associado a uma evolução nas roupas, sendo
a sua maior inovação a introdução da túnica persa, com botões que se ajuntavam ao
corpo. Esta inovação foi responsável pelos primeiros anos do traje moderno de casaco
calças que até hoje permanece.
As roupas masculinas tinham, por regra, os seguintes acessórios: o rhinegrave,
uma espécie de saia calção; o clete justo e bordado; peruca; sapatos de salto alto; os
justaucorps, sobreveste ou gibão (colete comprido que ia até ao joelho ajustado na
cintura); lenços originados das golas da camisa, volumosos no pescoço; e
maquilhagem.
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Século XVIII
Figura 30 e 31. Robe Volante e Robe Battante por ordem. The Met Museum, 1730.
11Triângulo rijo do mesmo tecido que o vestido, que era preso no corpete e ficava á vista quando usado
o robe por cima.
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possuindo pregas, que não deixavam ver a modelação do corpete visto de trás. Essas
pregas são então a grande diferença entre o robe a la française e o robe a l’anglaise.
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Figura 34. Exemplo de panier utilizado para dar volume ao vestido.
Figura 35. Vestido de casamento da rainha Sofia Magdalena da Suécia, 1761.
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Um dos melhores filmes em que podemos ver a evolução dos trajes durante o
século XVIII é o filme Marie Antoinette de 2006, realizado por Sofia Coppola. Os
figurinos, por Milena Canonero, captam a essência do século e de Maria Antonieta na
perfeição, como podemos ver nas imagens abaixo.
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Século XIX
O casaco é mais curto na frente, e mais longo atrás. As calças deixam de ser da
mesma cor que o casaco e de dia os homens utilizam botas de montaria. Com o
avançar do século XIX, a padronização do uso destas roupas mais elegantes começa,
deixando de ser restritas apenas á aristocracia. O colarinho fica mais baixo e o plastrão
fica em desuso, começando a utilizar-se uma gravata borboleta. O uso da cartola era
apenas para jantares e eventos mais formais, e durante o dia era usual um chapéu
mais casual de palha ou um chapéu côco. O casaco agora fica da mesma altura, em
contraste com o século anterior em que era mais curto á frente que atrás, a não ser
em eventos de gala que ainda era utilizado esse tipo de casaco, no entanto mais
simples e normalmente preto. Eram utilizadas também luvas brancas com esse casaco
mais formal, e o uso da gravata borboleta branca era indispensável. Existe também um
aumento da roupa mais informal, que se vê nas pinturas da época. Começou então a
haver uma separação mais evidente entre roupas do dia e roupas da noite, entre o
casual e o mais formal.
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Figura 41. O almoço
dos Barqueiros por
Pierre-Auguste Renoir,
1880-1881
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A silhueta de 1840, trazia uma silhueta bem marcada. A junção do corpete com
a saia de copula, fazia a cintura parecer mais fina e a mulher mais delicada. O corpete
desta época não afinava muito a cintura e possuía um pedaço de madeira na frente
entre os seios que servia para suportar o peito e deixar a barriga no lugar chamado
busk. O corpete procurava alongar o corpo, terminando em ponta na frente e ás vezes
também nas costas. Tinham ombros caídos e arredondados.
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Em 1856 ocorre o que se acredita ser um dos principais efeitos da modernidade
(industrialização e capitalismo) na moda, restaurando-se as relações entre a imagem
publica e a vivencia urbana, as crinolinas de metal passam a ser usadas, o que
enfatizou o uso do artificio, o gosto pelo moderno e pelo frívolo que os moralistas da
época acusavam de ser o inicio da imoralidade da vestimenta moderna.
A cintura e as mangas dos vestidos femininos estreitam, ao passo que as saias
aumentam ao máximo em diâmetro. A jovem consumidora de moda torna-se
diametralmente oposta ao modelo de mulher modesta, quieta e resignada de 1840,
tornando-se vaidosa e exibicionista.
Até 1861, as crinolinas ainda eram feitas manualmente e a partir de 1862, a
produção das mesmas já era responsável por mais de um sétimo da extração de ferro
na minha de Sheiffield na Inglaterra.
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Bibliografia
HOUSTON, M. Medieval Costume in England and France: the 13th, 14th and
15th Centuries. Nova Iorque: Dover Publications
HART, Avril, Richard Davis, Susan North. Historical Fashion In Detail: Yhe 17 th
and 18th Centuries. 1998.
https://www.metmuseum.org
https://www.palaisgalliera.paris.fr
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