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RI 2019 - VFinal-julho

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1 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Agrupamento de Escolas
Nº 3 de Elvas

Regulamento Interno
Período 2019/2023

Setembro.2019
2 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Artigo 41º Finalidade.............................................. 14


Índice Artigo 42º Composição........................................... 14
Artigo 43º Competências ........................................ 14
Artigo 44º Conselhos de turma de carácter disciplinar
.............................................................................. 14
Artigo 45º Conselhos de turma de avaliação ............ 14
Artigo 46º Designação do Diretor de Turma ............ 15
Índice ................................................................................ 2
Secção III - Conselho de Diretores de Turma ........... 15
Preâmbulo......................................................................... 5 Artigo 47º Composição........................................... 15
Artigo 48º Competências ........................................ 15
Capítulo I - Base legal, Objeto e Âmbito de Aplicação ....... 5 Artigo 49º Coordenador dos Diretores de turma....... 15
Artigo 1º Base legal.................................................. 5 Artigo 50º Competências do Coordenador dos
Artigo 2º Objeto ....................................................... 5 Diretores de Turma................................................. 15
Artigo 3º Âmbito de Aplicação ................................. 5
Artigo 4º Princípios Orientadores.............................. 5 Secção IV - Coordenação Pedagógica dos Cursos do
Ensino Recorrente, e do Centro para a Qualificação e
Capítulo II - Órgãos de Administração e Gestão ................ 5 o Ensino Profissional ................................................. 16
Artigo 5º Constituição .............................................. 5 Artigo 51º Coordenador Pedagógico dos Cursos de
Secção I - Conselho Geral............................................ 5 Ensino Recorrente e do Centro para a Qualificação e o
Artigo 6º Definição .................................................. 5 Ensino Profissional................................................. 16
Artigo 7º Composição .............................................. 6 Artigo 52º Competências do Coordenador dos Cursos
Artigo 8º Competências ............................................ 6 de Ensino Recorrente e do Centro para a Qualificação
Artigo 9º Designação de representantes ..................... 6 e o Ensino Profissional ........................................... 16
Artigo 10º Eleições................................................... 7 Artigo 53º Diretor de Curso .................................... 16
Artigo 11º Mandato .................................................. 7 Artigo 54º Competências do Diretor de Curso ......... 16
Artigo 12º Reuniões do conselho geral ...................... 7 Artigo 55º Orientador de Estágio ............................ 16
Artigo 13º Competências do presidente ..................... 7 Artigo 56º Competências do Orientador de Estágio.. 16
Artigo 14º Regime de funcionamento........................ 7 Secção V - Conselho de Docentes............................... 16
Secção II - O Diretor ................................................... 8 Artigo 57º Conselho de Docentes Alargado ............. 16
Artigo 15º Definição ................................................ 8 Artigo 58º Composição........................................... 16
Artigo 16º Competências .......................................... 8 Artigo 59º Competências ........................................ 16
Artigo 17º Recrutamento e mandato.......................... 9 Artigo 60º Funcionamento ...................................... 17
Artigo 18º Assessorias técnico-pedagógicas .............. 9 Secção VI - Coordenadores de Ciclo ......................... 17
Secção III - Conselho Pedagógico................................ 9 Artigo 61º Coordenador de Educação Pré-Escolar ... 17
Artigo 19º Definição ................................................ 9 Artigo 62º Competências ........................................ 17
Artigo 20º Composição............................................. 9 Artigo 63º Coordenador do 1º Ciclo do Ensino Básico
Artigo 21º Competências ........................................ 10 .............................................................................. 17
Artigo 22º Funcionamento ...................................... 11 Artigo 64º Competências ........................................ 17
Artigo 23º Dissolução dos órgãos............................ 11 Artigo 65º Coordenador de Ano .............................. 17
Artigo 24º Conselho administrativo......................... 11 Artigo 66º Competências ........................................ 17
Artigo 25º Composição........................................... 11 Artigo 67º Coordenador de Ciclo ............................ 17
Artigo 26º Competências ........................................ 11 Artigo 68º Competências ........................................ 17
Artigo 27º Funcionamento ...................................... 11 Artigo 69º Coordenador dos Cursos
Profissionais/Educação e Formação/Vocacionais ..... 17
Secção IV - Coordenação de escola ou de Artigo 70º Competências ........................................ 17
estabelecimento de educação pré-escolar .................. 11
Artigo 28º Coordenador.......................................... 11 Secção VII Avaliação Interna.................................... 17
Artigo 29º Competências ........................................ 11 Artigo 71º Definição............................................... 17
Artigo 72º Composição da Comissão de Avaliação
Capítulo III - Organização Pedagógica e Estruturas de Interna ................................................................... 18
coordenação e supervisão pedagógica.............................. 12 Artigo 73º Competências da Comissão de Avaliação
Artigo 30º Finalidades ............................................ 12 Interna ................................................................... 18
Artigo 31º Composição........................................... 12
Secção VIII Comissões de Trabalho .......................... 18
Secção I - Departamentos Curriculares .................... 12 Artigo 74º Definição e Objetivo .............................. 18
Artigo 32º Definição .............................................. 12
Artigo 33º Composição........................................... 12 Secção IX Biblioteca Escolar ..................................... 18
Artigo 34º Competências do Conselho de Artigo 75º Finalidades ............................................ 18
Departamento Curricular ........................................ 12 Artigo 76º Objetivos ............................................... 18
Artigo 35º Coordenador do Departamento Curricular Artigo 77º Professor Bibliotecário........................... 18
.............................................................................. 13 Artigo 78º Competências do Professor Bibliotecário 18
Artigo 36º Competências do Coordenador do Artigo 79º Equipa da Biblioteca .............................. 19
departamento Curricular ......................................... 13 Artigo 80º Competências da Equipa da Biblioteca
Artigo 37º Grupo de Recrutamento ......................... 13 Escolar ................................................................... 19
Artigo 38º Competências do Grupo de Recrutamento Capítulo IV - Serviços Especializados de Apoio Educativo
.............................................................................. 13 ........................................................................................ 19
Artigo 39º Coordenador Auxiliar ............................ 14 Artigo 81º Definição............................................... 19
Artigo 40º Competências do Coordenador Auxiliar . 14 Artigo 82º Composição........................................... 19
Secção II - Conselhos de Turma ................................ 14 Secção I - Serviços de Psicologia e Orientação .......... 19
3 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Artigo 83º Definição/Composição........................... 19 Artigo 128º Permuta / Compensação / Substituição de


Artigo 84º Funções ................................................. 19 aulas ...................................................................... 26
Secção II - Equipa multidisciplinar de apoio à Secção II - Direitos e Deveres do Pessoal Não Docente
educação inclusiva ..................................................... 20 ................................................................................... 27
Artigo 85º Composição........................................... 20 Artigo 129º Direitos ............................................... 27
Artigo 86º Competências ........................................ 20 Artigo 130º Deveres ............................................... 27
Artigo 131º Direito de Representação...................... 27
Secção III – Centro de Apoio à Aprendizagem ......... 20
Artigo 87º Definição e Objectivo ............................ 20 Secção III - Direitos e Deveres dos Pais e
Encarregados de Educação ....................................... 28
Secção IV – Serviços de Acção Social Escolar (ASE) 20 Artigo 132º Direitos e Deveres dos Pais e
Artigo 88º Definição e Objetivo .............................. 20 Encarregados de Educação...................................... 28
Artigo 89º Competências ........................................ 21 Artigo 133º Incumprimento dos deveres por parte dos
Secção V – Apoios Pedagógicos ................................. 21 Pais ou Encarregados de Educação.......................... 28
Artigo 90º Organização .......................................... 21 Artigo 134º Contraordenações ................................ 29
Artigo 91º Apoio Pedagógico Livre: Objetivos ........ 21 Artigo 135º Direito de Representação...................... 29
Artigo 92º Regime de Funcionamento ..................... 21 Capítulo VIII - Alunos..................................................... 30
Artigo 93º Apoio Pedagógico: Definição................. 21
Artigo 94º Competências dos docentes responsáveis Secção I - Direitos e Deveres do aluno ....................... 30
pelas Aulas de Apoio Pedagógico ........................... 21 Artigo 136º Direitos ............................................... 30
Artigo 95º Objetivos e Regime de Funcionamento... 21 Artigo 137º Assistência às aulas .............................. 31
Artigo 138º Representação dos alunos ..................... 31
Capítulo V - Aulas de Complemento e Aprofundamento Artigo 139º Direito à Valorização de Comportamentos
Curricular ....................................................................... 22
Meritórios .............................................................. 31
Artigo 96º Definição e Objetivos ............................ 22 Artigo 140º Acesso ao Quadro de Valor .................. 32
Secção I - Atividades de Extensão Curricular........... 22 Artigo 141º Acesso ao Quadro de Excelência .......... 32
Artigo 97º Definição e Objetivos ............................ 22 Artigo 142º Acesso à Menção de Melhor Turma...... 32
Artigo 98º Projeto do Desporto Escolar ................... 22 Artigo 143º Deveres ............................................... 33
Artigo 100º Outros Projetos .................................... 22 Artigo 144º Responsabilidade dos alunos ................ 33
Artigo 101º Clubes ................................................. 22 Secção II - Dever de assiduidade ............................... 34
Artigo 102º Funcionamento .................................... 22 Artigo 145º Frequência e assiduidade ...................... 34
Secção II – Atividades de Enriquecimento Curricular Artigo 146º Faltas e sua natureza ............................ 34
(AEC) ........................................................................ 23 Artigo 147º Dispensa da atividade física.................. 34
Artigo 103º Natureza e âmbito ................................ 23 Artigo 148º Justificação de faltas ............................ 34
Artigo 104º Regime de inscrição e frequência ......... 23 Artigo 149º Faltas injustificadas.............................. 35
Artigo 105º Oferta .................................................. 23 Artigo 150º Regime de Assiduidade dos Cursos
Artigo 106º Constituição de turmas ......................... 23 Profissionais........................................................... 35
Artigo 107º Entidades promotoras........................... 23 Artigo 151º Excesso grave de faltas ........................ 35
Artigo 152º Efeitos da ultrapassagem dos limites de
Capítulo VI - Outras Estruturas ...................................... 23 faltas ...................................................................... 36
Secção I - Associação de Estudantes.......................... 23 Artigo 153º Medidas de recuperação e de integração 36
Artigo 108º Definição............................................. 23 Artigo 154º Incumprimento ou ineficácia das medidas
Artigo 109º Composição......................................... 23 .............................................................................. 37
Artigo 110º Competências ...................................... 23 Secção III - Disciplina................................................ 38
Artigo 111º Regime de Funcionamento ................... 23 Artigo 155º Qualificação da Infração ...................... 38
Artigo 112º Direitos ............................................... 24 Artigo 156º Participação de Ocorrência ................... 38
Artigo 113º Deveres ............................................... 24 Artigo 157º Finalidade das Medidas Corretivas e das
Artigo 114º Eleição e Mandato ............................... 24 Disciplinares Sancionatórias ................................... 38
Secção II - Assembleia de Delegados de Turma ........ 24 Artigo 158º Determinação da Medida Disciplinar .... 38
Artigo 115º Definição............................................. 24 Artigo 159º Medidas Disciplinares Corretivas ......... 38
Artigo 116º Composição......................................... 24 Artigo 160º Aplicação das Medidas Corretivas ........ 39
Artigo 161º Medidas Disciplinares Sancionatórias ... 39
Secção III - Associação de Pais e Encarregados de Artigo 162º Aplicação das Medidas Disciplinares
Educação ................................................................... 24 Sancionatórias ........................................................ 39
Artigo 117º Definição............................................. 24 Artigo 163º Uso de equipamentos tecnológicos ....... 40
Artigo 118º Composição......................................... 24 Artigo 164º Cumulação de Medidas Disciplinares ... 40
Artigo 119º Competências ...................................... 24 Artigo 165º Responsabilidade Civil......................... 40
Artigo 120º Direitos ............................................... 25
Artigo 121º Deveres ............................................... 25 Capítulo IX - Avaliação das aprendizagens ...................... 40
Artigo 166º Finalidades .......................................... 40
Capítulo VII - Direitos e Deveres dos Membros da Artigo 167º Avaliação ............................................ 40
Comunidade Educativa ................................................... 25 Artigo 168º Avaliação interna das aprendizagens..... 41
Artigo 122º Direitos gerais ..................................... 25 Artigo 169º Avaliação externa das aprendizagens .... 41
Artigo 123º Deveres Gerais .................................... 25 Artigo 170º Intervenientes no processo de avaliação 41
Artigo 171º Efeitos da avaliação ............................. 41
Secção I - Direitos e Deveres do Pessoal Docente ...... 26
Artigo 172º Escala de avaliação .............................. 42
Artigo 124º - Direitos ............................................. 26
Artigo 173º Transição e retenção ............................ 42
Artigo 125º Direito de Representação...................... 26
Artigo 174º Aprovação e conclusão......................... 42
Artigo 126º Garantias e outros direitos .................... 26
Artigo 175º Diplomas e certificados ........................ 42
Artigo 127º Deveres ............................................... 26
4 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Artigo 176º Instrumentos de Avaliação ................... 42


Capítulo X – Visitas de estudo e actividades lectivas no
exterior do recinto escolar ............................................... 43
Artigo 177º Aulas no Exterior do Recinto Escolar ... 43
Artigo 178º Visitas de Estudo ................................. 43
Artigo 179º Passeios Escolares ............................... 44
Artigo 180º Representação das escolas .................... 44
Artigo 181º Comunicação à área governativa dos
negócios estrangeiros ............................................. 44
Artigo 182º Procedimentos ..................................... 44
Capítulo XI - Gestão do Pessoal, Espaços, Instalações e
Tempos Escolares ............................................................ 46
Artigo 183º Recursos Humanos e Materiais............. 46
Secção I - Cursos, Funcionamento e Instalações ....... 46
Artigo 184º Cursos ................................................. 46
Artigo 185º Recursos Educativos ............................ 46
Artigo 186º Cedência / Arrendamento de Instalações
.............................................................................. 46
Artigo 187º Condições de Acesso e Permanência .... 46
Artigo 188º Circulação da Informação no
Agrupamento ......................................................... 46
Artigo 189º Requisição de Materiais e Equipamentos
.............................................................................. 47
Secção II - Serviços de Segurança ............................. 47
Artigo 190º Âmbito ................................................ 47
Artigo 191º Plano de emergência ............................ 47
Artigo 192º Instrução, Formação e Exercícios de
Segurança .............................................................. 47
Secção III - Gestão de Tempos Escolares .................. 47
Artigo 193º Atividades de Ocupação Plena dos
Tempos Escolares .................................................. 47
Capítulo XII - Disposições Gerais .................................... 48
Artigo 194º Normas Subsidiárias ............................ 48
Artigo 195º Garantias de Aplicação ........................ 48
Artigo 196º Direito de Petição ................................ 48
Artigo 197º Iniciativa e Tempo da Revisão.............. 48
Artigo 198º Novo Texto do Regulamento Interno .... 48
Artigo 199º Nota revogatória .................................. 48
5 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Preâmbulo Artigo 3º Âmbito de Aplicação

1. O Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas (AE3E), 1. O presente regulamento aplica-se a docentes, alunos,


criado em Abril de 2013, resultou da agregação do anterior trabalhadores não docentes, encarregados de educação e
Agrupamento de Escolas de Vila Boim com a Escola outros elementos da comunidade educativa do Agrupamento.
Secundária D. Sancho II, de Elvas.
2. Aplica-se, ainda, a todos aqueles que entrem nos
2. O AE3E tem sede na Escola Secundária D. Sancho II, espaços escolares que constituem o AE3E.
de Elvas.

3. O AE3E é constituído pelos seguintes estabelecimentos Artigo 4º Princípios Orientadores


públicos de educação e de ensino: Escola Secundária D.
Sancho II; EBI/JI de Vila Boim; EB 1 de Barbacena; EB 1/JI 1. O presente regulamento interno foi elaborado tendo
de Stª. Eulália; EB 1/JI de São Vicente; EB 1/JI de Terrugem; como base os princípios e as exigências de uma escola pública
EB 1/JI de Vila Fernando. a quem está confiada uma missão de serviço público que
consiste em dotar todos e cada um dos cidadãos, das
competências e conhecimentos que lhes permitam explorar
plenamente as suas capacidades, integrar-se ativamente na
sociedade e dar um contributo efetivo para a vida económica,
social e cultural do País.
Capítulo I - Base legal, Objeto e Âmbito de
Aplicação 2. Teve-se como princípios orientadores na elaboração
deste regulamento: a participação e responsabilização dos
Artigo 1º Base legal vários intervenientes no processo educativo, o respeito pela
liberdade de expressão, o valor do trabalho e da cooperação, o
O regulamento interno, para além de outra legislação direito à formação integral dos alunos e à transparência nos
geral, é particularmente consequente com a seguinte atos de administração e gestão.
legislação:
• Decreto-Lei nº 4/2015, de 7 de Janeiro, (Código do 3. A comunidade escolar passa a reger-se pelo presente
Procedimento Administrativo (CPA)); regulamento, sem prejuízo das demais disposições legais, pelo
• Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril (Regime de que os diversos elementos da comunidade educativa devem
Autonomia, Administração e Gestão dos pautar a sua atuação de acordo com os princípios e regras nele
Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar, e consagrados.
dos Ensinos Básico e Secundário) alterado pelo Decreto-
Lei nº 137/2012, de 2 de julho (Regime de Autonomia,
Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos
da Educação Pré-Escolar, e dos Ensinos Básico e Capítulo II - Órgãos de Administração e
Secundário (RAAG)); Gestão
• Decreto-Lei nº 270/2009, com as alterações propostas
Artigo 5º Constituição
pelo Decreto-Lei nº 75/2010, de 23 de junho (Estatuto da
Carreira Docente (ECD)), com alterações do Decreto-Lei
1. Aplica-se o disposto no Decreto-Lei nº75/2008, de 22
nº 41/2012, de 21 de fevereiro;
de abril, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei
• Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro nº224/2009, de 11 de setembro, pelo Decreto-Lei nº137/2012,
(Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente (ADD)), de 2 de julho, adiante designado por Regime de Autonomia,
alterado pelo Decreto regulamentar n.º 26/2012, de 21 de Administração e Gestão (RAAG), e do presente regulamento
fevereiro; interno, adiante designado por RI.
• Decreto-Lei nº 240/2001, de 30 de Agosto, perfil geral
de desempenho profissional do educador de infância e 2. Os órgãos de administração e gestão são os seguintes:
dos professores dos ensinos básico e secundário; a) Conselho Geral;
• Lei nº 51/2012, de 5 de setembro (Estatuto do Aluno e b) Diretor;
Ética Escolar (EAEE)); c) Conselho Pedagógico;
• Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de Julho, currículo e d) Conselho Administrativo.
avaliação dos alunos do ensino básico e secundário;
• Decreto-Lei nº 54/2018, de 6 de Julho, educação 3. Os órgãos de administração e gestão são responsáveis
inclusiva. perante a comunidade educativa e a administração educativa e
cumprem os princípios e orientações previstos no RAAG.

Artigo 2º Objeto
Secção I - Conselho Geral
De acordo com o contemplado no artigo 9º do Decreto-Lei
nº 137/2012, de 2 de julho, e em harmonia com o Projeto Artigo 6º Definição
Educativo, o Regulamento Interno define o regime de
funcionamento do AE3E, de cada um dos seus órgãos de 1. O Conselho Geral é o órgão de direção estratégica
administração e gestão, das estruturas de orientação e serviços
responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade
de apoio educativo, bem como os direitos e deveres da da escola, assegurando a participação e representação da
comunidade escolar que devem ser conhecidos, respeitados e
comunidade educativa, nos termos e para os efeitos do nº 4 do
cumpridos por todos os seus elementos. artigo 48º da Lei de Bases do Sistema Educativo.
6 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, a c) Autorizar, nos termos do art.o 30º do RAAG, a
articulação com o município faz-se ainda através da Câmara constituição de assessorias técnico-pedagógicas, com base na
Municipal no respeito pelas competências do Conselho fundamentação apresentada pelo diretor;
Municipal de Educação. d) Elaborar o respetivo regimento, de acordo com o
estipulado no art.o 55º do RAAG;
e) Fixar a data e definir as normas e procedimentos para o
Artigo 7º Composição processo eleitoral do Conselho Geral;
f) Diligenciar para que os atos eleitorais previstos na lei e
1. Considerando o artigo 12º do RAAG, o Conselho Geral no presente RI estejam terminados até 31 de Março do ano
tem a seguinte composição: letivo de final de mandato, excepto a eleição do diretor que
a) Sete representantes do pessoal docente; deve estar concluída até 31 de Maio do último ano em que
b) Dois representantes do pessoal não docente; cessa o mandato;
c) Quatro representantes dos pais e/ou encarregados de g) Cumprir o previsto no artigo 36º do Estatuto do Aluno
educação; e Ética Escolar (EAEE), decisão final do recurso de aplicação
d) Dois representantes dos alunos maiores de 16 anos de de medida disciplinar;
idade; h) Avaliar a componente interna do diretor nos termos do
e) Três representantes do município; artigos 3º e 9º da Portaria nº 266/2012, de 30 de agosto.
f) Três representantes da comunidade local. i) Aprovar por maioria simples a carta de missão do diretor
nos termos do artigo 6º da Portaria nº 266/2012, de 30 de
2. O diretor participa nas reuniões do Conselho Geral, sem agosto.
direito a voto. j) Aprovar a proposta de classificação final da avaliação a
atribuir ao diretor nos termos do artigo 11º da Portaria nº
266/2012, de 30 de Agosto.
Artigo 8º Competências
3. O Presidente é eleito por voto secreto, com maioria
1. Nos termos do artigo 13º do RAAG compete ao absoluta dos votos dos membros do Conselho Geral. Em caso
Conselho Geral: de empate realizar-se-á uma segunda volta.
a) Eleger o respetivo presidente, de entre os seus membros,
à excepção dos representantes dos alunos; 4. O Secretário de cada reunião é nomeado pelo Presidente
b) Eleger o diretor, nos termos dos artigos 21º a 23º do aquando da elaboração da convocatória, entre os membros
RAAG; docentes, obedecendo à ordem alfabética.
c) Aprovar o projeto educativo e acompanhar e avaliar a
sua execução; 5. No desempenho das suas competências, o Conselho
d) Aprovar o regulamento interno do agrupamento de Geral tem a faculdade de requerer aos restantes órgãos as
escolas ou escola não agrupada; informações necessárias para realizar eficazmente o
e) Aprovar os planos anual e plurianual de atividades; acompanhamento e a avaliação do funcionamento do
f) Apreciar os relatórios periódicos e aprovar o relatório Agrupamento e de lhes dirigir recomendações, com vista ao
final de execução do plano anual de atividades; desenvolvimento do Projeto Educativo e ao cumprimento do
g) Aprovar as propostas de contratos de autonomia; Plano Anual de Atividades (PAA).
h) Definir as linhas orientadoras para a elaboração do
orçamento; 6. O Conselho Geral pode constituir no seu seio uma
i) Definir as linhas orientadoras do planeamento e comissão permanente, na qual pode delegar as competências
execução, pelo diretor, das atividades no domínio da ação de acompanhamento da atividade do Agrupamento entre as
social escolar; suas reuniões ordinárias, respeitando a proporcionalidade dos
j) Aprovar o relatório de contas de gerência; corpos que nele têm representação.
k) Apreciar os resultados do processo de auto-avaliação;
l) Pronunciar-se sobre os critérios de organização dos 7. Para efeitos de elaboração do Regulamento Interno, o
horários; Conselho Geral pode constituir uma comissão. O
m) Acompanhar a ação dos demais órgãos de Regulamento Interno é aprovado por maioria absoluta dos
administração e gestão; votos dos membros do Conselho Geral em efetividade de
n) Promover o relacionamento com a comunidade funções.
educativa;
o) Definir os critérios para a participação da escola em
atividades pedagógicas, científicas, culturais e desportivas; Artigo 9º Designação de representantes
p) Dirigir recomendações aos restantes órgãos, tendo em
vista o desenvolvimento do projeto educativo e o 1. Nos termos do artigo 14º do RAAG:
cumprimento do plano anual de atividades; a) Os representantes do pessoal docente são eleitos por
q) Participar, nos termos definidos em diploma próprio, no todos os docentes e formadores em exercício de funções no
processo de avaliação do desempenho do diretor; agrupamento de escolas.
r) Decidir os recursos que lhe são dirigidos; b) Os representantes dos alunos e do pessoal não docente
s) Aprovar o mapa de férias do diretor. são eleitos separadamente pelos respetivos corpos.
c) Os representantes dos pais e encarregados de edu- cação
2. Além das competências previstas no número anterior, são eleitos em assembleia geral de pais e encarregados de
compete ao Conselho Geral: educação do agrupamento de escolas, sob proposta das
a) Publicitar todas as deliberações por si tomadas, nos respetivas organizações representativas.
locais de afixação habituais no prazo máximo de dois dias após d) Os representantes do município são designados pela
terem sido tomadas; câmara municipal, podendo esta delegar tal compe- tência nas
b) Cumprir e fazer cumprir as deliberações por si tomadas; juntas de freguesia.
e) Os representantes da comunidade local, quando se trate
de individualidades ou representantes de atividades de caráter
7 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

económico, social, cultural e científico, são cooptados pelos a) Dirigir os trabalhos do Conselho Geral, coordenando as
demais membros nos termos do regulamento interno. atividades de eventuais secções ou comissões constituídas
f) Os representantes da comunidade local, quando se trate no seu âmbito;
de representantes de instituições ou organizações são b) Promover, coordenar e homologar os atos eleitorais da
indicados pelas mesmas nos termos do regulamento interno. responsabilidade do Conselho Geral no estrito respeito da lei
e presente RI;
2. Considera-se ainda o seguinte: c) Comunicar os resultados dos atos eleitorais para o cargo
a) Os representantes do pessoal docente candidatam-se à de diretor ao órgão do governo competente para o efeito, a fim
eleição, apresentando-se em listas separadas. de serem homologados;
b) As listas do pessoal docente asseguram, a representação d) Dar posse ao Diretor, em sessão do Conselho Geral, no
dos diferentes níveis e ciclos de ensino, através de um prazo de trinta dias, a partir da data de homologação;
representante de cada departamento curricular. e) Dar cumprimento às deliberações do Conselho Geral
c) As listas do pessoal não docente serão constituídas por sobre a recondução do diretor ou a abertura do procedimento
pessoal não docente em exercício efetivo de funções no AE3E. concursal, tendo em vista a realização de nova eleição
d) As listas dos Alunos serão constituídas por alunos com conforme previsto na lei;
16 ou mais anos de idade à data das eleições. f) Dar cessação ao mandato do diretor nos termos da Lei;
e) Os representantes dos pais e encarregados de educação g) Representar o Conselho Geral em atos para os quais
são eleitos em assembleia geral de pais e encarregados de aquele tenha sido convocado ou convidado;
educação (AGPEE). h) Dar posse aos novos membros do Conselho Geral e
f) As listas devem conter a indicação dos candidatos a presidir aos trabalhos do órgão até eleição de novo Presidente;
membros efetivos, em número igual ao dos respetivos i) Requerer, junto do diretor, o suporte logístico necessário
representantes no conselho geral, bem como dos candidatos a ao funcionamento do Conselho Geral;
membros suplentes. j) Cumprir o previsto no regulamento do sistema de
avaliação do desempenho do pessoal docente estabelecido no
Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos
Artigo 10º Eleições Professores dos Ensinos Básico e Secundário (actual artigo 9º
do Decreto Regulamentar nº 26/2012, de 21 de Fevereiro);
A conversão dos votos em mandatos faz-se de acordo com l) Validar a carta de missão do diretor nos termos do artigo
o método de representação proporcional da média mais alta de 3º da Portaria nº 266/2012, de 30 de Agosto;
Hondt. m) Comunicar ao diretor os casos de perda ou renúncia de
mandato dos titulares do órgão.

Artigo 11º Mandato


Artigo 14º Regime de funcionamento
1. O mandato dos membros do conselho geral tem a
duração de quatro anos, sem prejuízo do disposto nos números 1. Convocação dos representantes
seguintes. a) A convocatória das reuniões efetuar-se-á, por afixação
de aviso na escola sede do Agrupamento de escolas para os
2. O mandato dos representantes dos pais e encarregados membros docentes, não docentes e alunos ou por envio de
de educação e dos alunos tem a duração de dois anos escolares. correio eletrónico e, por carta registada em correio azul, fax ou
3. Os membros do conselho geral são substituídos no correio eletrónico para os restantes elementos;
exercício do cargo se entretanto perderem a qualidade que b) A antecedência da convocatória deverá ser, quando
determinou a respetiva eleição ou designação. afixada, de 3 dias úteis e, quando for por carta registada, de 5
dias úteis, ou por envio de correio eletrónico, de 3 dias úteis;
4. As vagas resultantes da cessação do mandato dos c) Em casos de urgência justificada, as reuniões
membros eleitos são preenchidas pelo primeiro candidato não extraordinárias são convocadas, pelo Presidente, através de
eleito, segundo a respetiva ordem de precedência, na lista a qualquer meio expedito e eficaz e, pode ser feito em prazo
que pertencia o titular do mandato, com respeito pelo disposto inferior ao referido;
no artigo 10º. d) Das convocatórias constarão, obrigatoriamente o dia,
hora, local da reunião e respetiva ordem de trabalhos;
e) As convocatórias serão acompanhadas de todos os
Artigo 12º Reuniões do conselho geral documentos necessários à discussão dos assuntos nelas
referidos.
1. O conselho geral reúne ordinariamente uma vez por
trimestre e extraordinariamente sempre que convocado pelo 2. Duração das reuniões do conselho geral
respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um a) As sessões não poderão exceder a duração de 3 horas,
terço dos seus membros em efetividade de funções ou por salvo quando o Conselho deliberar o seu prolongamento, até
solicitação do diretor. ao limite máximo de 4 horas, desde que se preveja a sua
conclusão na mesma sessão;
2. As reuniões do conselho geral devem ser marcadas em b) Caso a ordem de trabalhos não seja concluída, será
horário que permita a participação de todos os seus membros. marcada nova sessão, em prazo a definir pelo Conselho, sendo
a mesma comunicada aos membros ausentes e não carece de
convocatória específica.
Artigo 13º Competências do presidente c) As reuniões podem ser interrompidas pelo Presidente
pelos seguintes motivos:
Para além das competências previstas no código do i). Intervalo, com duração máxima de 15 minutos;
procedimento administrativo para os presidentes dos órgãos ii) Ultrapassagem do tempo limite.
colegiais, compete ao presidente do Conselho Geral:
3. Quórum
8 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

a) O Conselho Geral só poderá deliberar em primeira dos membros presentes, os assuntos tratados, as deliberações
convocação, quando estiver presente a maioria dos seus tomadas, a forma e o resultado das respectivas votações e as
membros com direito a voto; declarações de voto;
b) Não comparecendo o número mínimo exigido (50% b) As atas serão lavradas pelo elemento que, na reunião,
mais um), o Conselho Geral reunirá em segunda convocatória exerça o cargo de secretário e aprovadas em plenário, ou no
30 minutos depois, podendo deliberar com os membros final da respectiva reunião por minuta ou no início da seguinte,
presentes. sendo assinadas, após aprovação, nos termos da lei;
c) Do conteúdo das atas será dado conhecimento à
4. Ordem de trabalhos comunidade escolar;
a) Em cada reunião, ordinária ou extraordinária, existe um d) As atas já aprovadas deverão ser arquivadas e a sua
período designado por “Ordem do dia” e um outro designado consulta deverá ser disponibilizada a qualquer membro da
por “Antes da ordem do dia”; comunidade escolar que a solicite.
b) No período “antes da ordem do dia” o Conselho Geral
apenas pode formular recomendações aos órgãos competentes
para que tomem providências consideradas relevantes, Secção II - O Diretor
c) A ordem de trabalhos das reuniões plenárias é definida
por iniciativa do Presidente. Artigo 15º Definição
d) Nos casos em que a reunião lhe seja requerida, serão os
requerentes a indicar a ordem de trabalhos, podendo o 1. O diretor é o órgão de administração e gestão do
Presidente aditar-lhe os pontos que entenda necessários, agrupamento de escolas nas áreas pedagógica, cultural,
e) No início das reuniões ordinárias, qualquer um dos administrativa, financeira e patrimonial.
membros pode solicitar a inclusão de um novo ponto na ordem
de trabalhos, desde que o assunto seja da competência do 2. O diretor é coadjuvado no exercício das suas funções
Conselho Geral, e reconhecida pela maioria de dois terços a por um subdiretor e por um a três adjuntos.
urgência de deliberação.

5. Direito de intervenção Artigo 16º Competências


A palavra é concedida pelo Presidente aos membros do
Conselho Geral para: 1. Nos termos do artigo 20º do RAAG compete ao Diretor:
a) Participar nos debates e apresentar propostas; a) Submeter à aprovação do conselho geral o projeto
b) Invocar o Regimento ou interpelar a mesa; educativo elaborado pelo conselho pedagógico;
c) Apresentar requerimentos, reclamações, recursos ou b) Ouvido o conselho pedagógico, compete ao diretor
protestos; elaborar e submeter à aprovação do conselho geral:
d) Pedir e dar esclarecimentos e formular declarações de i) As alterações ao regulamento interno;
voto; ii) Os planos anual e plurianual de atividades;
e) Exercer o direito de defesa; iii) O relatório anual de atividades;
f) O direito de intervenção está condicionado pela iv) As propostas de celebração de contratos de
inscrição prévia, sendo a palavra dada por ordem de inscrição, autonomia;
salvo nos casos do direito de defesa e interpelação. c) Aprovar o plano de formação e de atualização do
pessoal docente e não docente, ouvido também, no último
6. Deliberações e votações caso, o município.
a) As deliberações são tomadas por maioria simples de
votos dos membros presentes, excepto quando se verifica 2. No ato de apresentação ao conselho geral, o diretor faz
disposição legal em contrário; acompanhar os documentos referidos na alínea a) do número
b) O Presidente do Conselho Geral tem voto de qualidade anterior dos pareceres do conselho pedagógico.
em caso de empate, salvo se a votação se tiver efetuado por
escrutínio secreto, caso em que haverá tantas votações quanto 3. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas
as necessárias até se obter a maioria; por lei ou regulamento interno, no plano da gestão pedagógica,
c) Sem prejuízo do direito de abstenção, todos os membros cultural, administrativa, financeira e patrimonial, compete ao
devem votar nas reuniões em que estejam presentes; diretor, cumprir o definido no ponto 4º do artigo 20º do
d) As abstenções não contam para o apuramento da RAAG.
maioria;
e) Não é permitido o voto por procuração ou por 4. Além das competências definidas na lei, nomeadamente
correspondência; no artigo 20º do RAAG, compete ainda ao diretor:
f) As votações realizam-se por escrutínio secreto sempre a) Organizar e assegurar o funcionamento de um sistema
que se realizem eleições, estejam emcausa juízos de valor eficaz de comunicação e informação entre todos os setores da
sobre pessoas ou quando o Conselho Geral assim o delibere, escola;
sendo de braço no ar nos restantes casos; b) Garantir o respeito pelas normas e regras estabelecidas
g) As declarações de voto são ditadas para a ata ou na lei e no presente RI;
apresentadas pelo seu autor, por escrito, sendo anexadas às c) Zelar, pelos meios ao seu alcance, pelo normal
deliberações a que se reportam e dando-lhe idêntica funcionamento da escola de modo a impedir quaisquer
publicidade; alterações que perturbem o desenvolvimento das atividades
h) Aqueles que ficaram vencidos na deliberação tomada, e escolares ou se tornem inconvenientes para a ação educativa;
fizeram registar na ata a sua declaração de voto, ficam isentos d) Solicitar a intervenção de outras entidades nos termos
da responsabilidade que daquela deliberação eventualmente do artigo 47º do EAEE;
resulte. e) Promover e acompanhar, no AE3E, todas as iniciativas
que contribuam para a educação integral dos alunos;
7. Atas das reuniões f) Distribuir, organizar e coordenar todos os serviços
a) De cada reunião será lavrada ata que conterá, prestados pelo AE3E, de acordo com as normas e
designadamente, a data e o local da reunião, a identificação regulamentos em vigor;
9 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

g) Estabelecer os critérios para a gestão e distribuição do


crédito global de horas letivas semanais atribuídas de acordo 2. O recrutamento, posse e duração de mandato para o
com a lei; cargo de diretor far-se-ão de acordo com o estipulado nos
h) Dentro dos limites legais e regulamentares, designar, artigos 21º, 22º-A, 22º-B, 23º, 24º e 25º do RAAG e legislação
conferir posse e exonerar qualquer membro docente subsequente que, eventualmente e sobre a matéria, venha a ser
relativamente ao exercício de cargo de coordenação publicada.
pedagógica, de entre os que reúnem as condições previstas no
Estatuto da Carreira e demais legislação em vigor; 3. O regime de exercício de funções, direitos e deveres
i) Decidir sobre propostas de constituição e encerramento específicos far-se-ão de acordo com o estipulado nos artigos
de núcleos de estágio/formação, ouvido o Conselho 26º, 27º, 28º e 29º do RAAG e legislação subsequente que,
Pedagógico; eventualmente e sobre a matéria, venha a ser publicada.
j) Celebrar protocolos com as Instituições de ensino
superior para realização da prática pedagógica supervisionada,
no âmbito da formação inicial de professores; Artigo 18º Assessorias técnico-pedagógicas
l) Estabelecer e desenvolver, no respeito pela lei,
protocolos, acordos de cooperação e contratos de parceria com 1. Para apoio à atividade do diretor e mediante proposta
quaisquer organizações de carácter cultural, desportivo, social, deste, o Conselho Geral pode autorizar a constituição de
económico ou outro, que se insiram nos objetivos do projeto assessorias técnico-pedagógicas, para as quais são designados
educativo; docentes em exercício de funções na escola.
m) Organizar, periodicamente, o processo de avaliação no
que respeita a serviços prestados, atividades, funcionamento e 2. Os critérios para a constituição e dotação das assessorias
recursos, estabelecendo para o efeito os mecanismos que referidas no número anterior são definidos por despacho do
entenda mais adequados; membro do Governo responsável pela área da educação
n) Estabelecer as reduções de horário letivo semanal e/ou
as compensações devidas aos professores em resultado do 3. Os assessores exercem funções de informação,
exercício de cargos técnico-pedagógicos ou comissões/grupos formação, planeamento, organização, coordenação e controlo
de trabalho, previstos neste RI, de acordo com os limites nas áreas para as quais forem designados, competindo-lhes
legais; nomeadamente:
o) Homologar os resultados de todos os processos a) Coadjuvar o diretor e os Coordenadores de
eleitorais realizados na Escola, com excepção dos processos Estabelecimento;
eleitorais do Conselho Geral, do diretor e daqueles cuja b) Elaborar estudos, relatórios e informações sobre todas
responsabilidade é da assembleia de pais ou encarregados de as questões de ordem técnica e pedagógica;
educação e da associação de estudantes; c) Coordenar projetos e atividades a desenvolver no
p) Apreciar e decidir sobre os requerimentos de férias e AE3E;
mandar elaborar o respetivo mapa, de que conste todo o d) Levantar, inventariar e avaliar os recursos e meios
pessoal, docente e não docente, em serviço no AE3E; disponíveis e/ou a disponibilizar para o desenvolvimento das
q) Apreciar e decidir sobre os requerimentos de licenças atividades e projetos;
bem como a justificação de faltas de pessoal docente e não e) Colaborar com o diretor na elaboração e avaliação do
docente, de acordo com as disposições legais; plano de atividades e do projeto educativo;
r) Apreciar e decidir sobre reclamações de alunos e pais f) Coordenar grupos de trabalho, constituídos pelo diretor,
ou encarregados de educação relativas ao processo de sempre que este delegue essa coordenação;
avaliação dos seus educandos, de acordo com a lei; g) Exercer as demais competências que lhes forem
s) Autorizar, no interesse dos alunos, transferências para cometidas pelo diretor, de âmbito técnico e pedagógico;
cursos, áreas ou componentes vocacionais diferentes daqueles h) Prestar apoio no processo de Exames e no programa
que frequentam, assegurando-se que, no final do curso/ciclo, ENEB/ENES;
sejam respeitados os requisitos curriculares definidos a nível i) Gerir a rede informática do agrupamento;
nacional; j) Supervisionar o funcionamento das tecnologias e
t) Executar e zelar pelo cumprimento das deliberações do plataformas informáticas existentes no AE3E.
Conselho Geral no que for da competência deste;
u) Elaborar e apresentar o relatório de auto-avaliação à
apreciação do Conselho Geral; Secção III - Conselho Pedagógico
w) Elaborar e submeter à apreciação do Conselho
Administrativo o projeto de orçamento de acordo com as Artigo 19º Definição
linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral;
v) Representar o AE3E no Conselho Municipal de O conselho pedagógico é o órgão de coordenação e
Educação sempre que para tal seja convidado; supervisão pedagógica e orientação educativa do AE3E,
x) Autorizar o desdobramento das turmas ou nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da
funcionamento de forma alternada de disciplinas dos ensinos orientação e acompanhamento dos alunos e da formação
básico e secundário, dentro dos limites a estabelecer em inicial e contínua do pessoal docente.
despacho do membro do Governo responsável pela área da
educação;
z) Fixar o calendário do procedimento de avaliação do Artigo 20º Composição
desempenho docente e não docente nos termos da legislação
em vigor; 1. O Conselho Pedagógico é composto por um máximo de
aa) Designar anualmente os diretores de instalações. 17 membros e observando a seguinte distribuição:

a) Seis membros dos departamentos curriculares


Artigo 17º Recrutamento e mandato i) Apoios Educativos;
ii) Expressões;
1. O diretor é eleito pelo Conselho Geral. iii) Ciências Sociais e Humanas;
10 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

iv) Línguas; l) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação


v) Matemática e Ciências Experimentais; pedagógica e de formação, no âmbito do agrupamento de
vi) Tecnologias. escolas ou escola não agrupada e em articulação com
instituições ou estabelecimentos do ensino superior
b) Cinco membros da coordenação pedagógica vocacionados para a formação e a investigação;
i) Coordenador do Pré-Escolar; m) Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e
ii) Coordenador do 1º Ciclo; cultural;
iii) Coordenador dos Diretores de turma – 2º e 3º Ciclos; n) Definir os requisitos para a contratação de pessoal
iv) Coordenador dos Diretores de Turma – Secundário; docente, de acordo com o disposto na legislação aplicável;
v) Coordenador dos Cursos Profissionais/Vocacionais. o) Propor mecanismos de avaliação dos desempenhos
organizacionais e dos docentes, bem como da aprendizagem
c) três membros de coordenação de estruturas e serviços dos alunos, credíveis e orientados para a melhoria da qualidade
educativos do serviço de educação prestado e dos resultados das
i) Coordenador do Centro QUALIFICA; aprendizagens;
ii) Coordenador da Biblioteca Escolar; p) Participar, nos termos regulamentados em diploma
iii) Coordenador dos Serviços de Psicologia e Orientação próprio, no processo de avaliação do desempenho do pessoal
(SPO); docente.

2. O Diretor é, por inerência, Presidente do Conselho 2. Para além das competências previstas no número
Pedagógico. anterior, compete ainda ao conselho pedagógico:
a) Redigir e aprovar o respetivo regimento interno, de
3. Os membros docentes do Conselho Pedagógico devem acordo com o artigo 55º do RAAG, nos primeiros trinta dias
pertencer aos quadros de nomeação definitiva do do mandato deste órgão;
Agrupamento. b) Emitir parecer sobre a constituição e encerramento de
núcleos de estágio/formação;
4. Os representantes do pessoal docente no conselho geral c) Solicitar às estruturas pedagógicas a emissão de
não podem ser membros do Conselho Pedagógico. pareceres, informações e relatórios sobre todo e qualquer
assunto no âmbito das suas atribuições;
d) Apoiar a integração dos alunos na comunidade escolar,
Artigo 21º Competências colaborando com outros órgãos da escola e com a associações
de pais e associação de estudantes;
1. Nos termo do artigo 33º do RAAG são competências do e) Eleger, de entre os seus membros, os quatro que,
Conselho Pedagógico: juntamente com o presidente do conselho pedagógico,
a) Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter constituirão a secção de avaliação do desempenho docente
pelo diretor ao conselho geral; (SADD);
b) O conselho pedagógico, enquanto órgão de f) Aprovar os parâmetros para cada uma das dimensões da
coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa, avaliação e os documentos de registo e avaliação do
para além de propor a definição das opções curriculares desenvolvimento das atividades realizadas pelos avaliados nos
estruturantes a consagrar no projeto educativo da escola, termos das dimensões previstos na legislação em vigor;
delibera sobre: g) Constituir secções de trabalho a definir no regimento
i) A adoção de outros instrumentos de planeamento interno do conselho pedagógico;
curricular, definindo, sempre que existam, a sua natureza e h) Planificar, organizar e decidir sobre todas as matérias
finalidades; relativas a exames a nível de escola, previstas na lei;
ii) As formas de monitorização do planeamento curricular a) contribuir para a definição da duração das reuniões de
no âmbito dos instrumentos adotados pela escola, ao abrigo da natureza pedagógica convocadas nos termos legais, do pessoal
Portaria 223-A e 226-A/2018. docente, no âmbito da organização do ano letivo (OAL);
c) Apresentar propostas para a elaboração do regulamento i) autorizar a constituição ou a continuidade, a título
interno e do plano anual de atividades, e emitir parecer sobre excecional, de turmas com número superior ao estabelecido
os respetivos projetos; para o 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e ensino secundário,
d) Emitir parecer sobre as propostas de celebração de mediante análise de proposta fundamentada do diretor, sem
contratos de autonomia; prejuízo do disposto no nº 3 do artigo 16º do Despacho
e) Elaborar e aprovar o plano de formação e de atualização Normativo nº 6/2018, de 12 de abril.
do pessoal docente;
f) Definir critérios gerais nos domínios da informação e da 3. Considerando o regime de constituição de grupos e
orientação escolar e vocacional, do acompanhamento turmas, no âmbito das suas competências, o conselho
pedagógico e da avaliação dos alunos; pedagógico define os critérios gerais a que obedece a
g) Até ao início do ano letivo, o conselho pedagógico da elaboração dos horários dos alunos, designadamente quanto a:
escola, define os critérios de avaliação, no âmbito das a) Hora de início e de termo de cada um dos períodos de
prioridades e opções curriculares, e sob proposta dos funcionamento das atividades letivas (manhã, tarde e noite);
departamentos curriculares, ao abrigo da Portaria 223-A e b) Distribuição dos tempos letivos, assegurando a
226-A/2018. concentração máxima das atividades da turma num só turno
h) Propor aos órgãos competentes a criação de áreas do dia;
disciplinares ou disciplinas de conteúdo regional e local, bem c) Limite de tempo máximo admissível entre aulas de dois
como as respetivas estruturas programáticas; turnos distintos do dia;
i) Definir princípios gerais nos domínios da articulação e d) Atribuição dos tempos de disciplinas cuja carga
diversificação curricular, dos apoios e complementos curricular se distribui por três ou menos dias da semana;
educativos; e) Distribuição semanal dos tempos das diferentes
j) Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos disciplinas de língua estrangeira e da educação física;
curriculares; f) Alteração pontual dos horários dos alunos para efeitos
de substituição das aulas por ausências de docentes;
11 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

g) Distribuição dos apoios a prestar aos alunos, tendo em


conta o equilíbrio do seu horário semanal; Artigo 24º Conselho administrativo
h) Desenvolvimento das atividades de enriquecimento
curricular no 1º ciclo do ensino básico atento o disposto no O conselho administrativo é o órgão deliberativo em
artigo 18º da Portaria nº 644-A/2015, de 24 de agosto. matéria administrativo-financeira do agrupamento de es- colas
ou escola não agrupada, nos termos da legislação em vigor.
4. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o
conselho pedagógico pode ainda estabelecer outros critérios a
seguir na elaboração dos horários e na organização das Artigo 25º Composição
atividades educativas que se mostrem relevantes, no contexto
da escola, para a promoção de dinâmicas de flexibilidade O conselho administrativo tem a seguinte composição:
curricular. a) O diretor, que preside;
b) O subdiretor ou um dos adjuntos do diretor, por ele
5. Nos termos do Decreto-Lei nº 54/2018, de 6 de Julho, o designado para o efeito;
Conselho Pedagógico c) O chefe dos serviços administrativos, ou quem o
a) participa na composição dos elementos permanentes da substitua.
equipa multidisciplinar, sendo designados pelo diretor, 3
membros com funções de coordenação pedagógica de
diferentes níveis de ensino; Artigo 26º Competências
b) emite parecer relativo à homologação, pelo diretor, do
relatório técnico-pedagógico (RTP) e, quando aplicável, o Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas
programa educativo individual (PEI), obtida a concordância por lei ou regulamento interno, compete ao conselho
dos pais ou encarregados de educação. administrativo:
a) Aprovar o projeto de orçamento anual, em conformi-
dade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral;
Artigo 22º Funcionamento b) Elaborar o relatório de contas de gerência;
c) Autorizar a realização de despesas e o respetivo
1. O conselho pedagógico reúne ordinariamente uma vez pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a
por mês e extraordinariamente sempre que seja convocado legalidade da gestão financeira;
pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de d) Zelar pela atualização do cadastro patrimonial.
um terço dos seus membros em efetividade de funções ou
sempre que um pedido de parecer do conselho geral ou do
diretor o justifique. Artigo 27º Funcionamento

2. Nas reuniões plenárias ou de comissões especializadas, O conselho administrativo reúne ordinariamente uma vez
designadamente quando a ordem de trabalhos verse sobre as por mês e extraordinariamente sempre que o presidente o
matérias previstas nas alíneas a), b), e), f), j) e k) do artigo do convoque, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer
RAAG, podem participar, sem direito a voto, a convite do dos restantes membros.
presidente do conselho pedagógico, representantes do pessoal
não docente, dos pais e encarregados de educação e dos
alunos. Secção IV - Coordenação de escola ou de estabelecimento
de educação pré-escolar

Artigo 23º Dissolução dos órgãos Artigo 28º Coordenador

1. A todo o momento, por despacho fundamentado do 1. A coordenação de cada estabelecimento de educação


membro do Governo responsável pela área da educação, na pré-escolar ou de escola integrada num agrupamento é
sequência de processo de avaliação externa ou de ação assegurada por um coordenador.
inspetiva que comprovem prejuízo manifesto para o serviço
público ou manifesta degradação ou perturbação da gestão do 2. Nas escolas em que funcione a sede do agrupamento,
agrupamento de escolas, podem ser dissolvidos os respetivos bem como nos que tenham menos de três docentes em
órgãos de direção, administração e gestão. exercício efetivo de funções, não há lugar à designação de
coordenador.
2. No caso previsto no número anterior, o despacho do
membro do Governo responsável pela área da educação que 3. O coordenador é designado pelo diretor, de entre os
determine a dissolução dos órgãos de direção, administração e professores em exercício efetivo de funções na escola ou no
gestão designa uma comissão administrativa encarregada da estabelecimento de educação pré-escolar.
gestão do agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
4. O mandato do coordenador de estabelecimento tem a
3. A comissão administrativa referida no número anterior duração de quatro anos e cessa com o mandato do diretor.
é ainda encarregada de organizar novo procedimento para a
constituição do conselho geral, cessando o seu mandato com a 5. O coordenador de estabelecimento pode ser exonerado
eleição do diretor, a realizar no prazo máximo de 18 meses a a todo o tempo por despacho fundamentado do diretor.
contar da sua nomeação.

Artigo 29º Competências

Compete ao coordenador de escola ou estabelecimento de


educação pré-escolar:
12 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

a) Coordenar as atividades educativas, em articulação com a) Departamento de Línguas;


o diretor; b) Departamento de Ciências Sociais e Humanas;
b) Cumprir e fazer cumprir as decisões do diretor e exercer c) Departamento de Matemática e Ciências
as competências que por esta lhe forem delegadas; Experimentais;
c) Transmitir as informações relativas a pessoal docente e d) Departamento de Expressões
não docente e aos alunos; e) Departamento dos Apoios Educativos
d) Promover e incentivar a participação dos pais e f) DepartamentodeTecnologias.
encarregados de educação, dos interesses locais e da autarquia
nas atividades educativas.
Artigo 34º Competências do Conselho de Departamento
Curricular

Capítulo III - Organização Pedagógica e São atribuições do Conselho do Departamento Curricular,


Estruturas de coordenação e supervisão quer na globalidade, quer na especialidade das disciplinas ou
pedagógica grupos de recrutamento:
a) Planificar e adequar à realidade do Agrupamento a
Artigo 30º Finalidades aplicação dos planos de estudo estabelecidos a nível nacional;
b) Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das
1. As estruturas de coordenação e supervisão pedagógica didáticas específicas das disciplinas;
são estruturas que colaboram com o conselho pedagógico e c) Assegurar, de forma articulada com outras estruturas de
com o diretor, nos termos do artigo 42º do RAAG. orientação educativa do Agrupamento, a adoção de
metodologias específicas destinadas ao desenvolvimento quer
2. A constituição de estruturas de coordenação educativa dos planos de estudo quer das componentes de âmbito local do
e supervisão pedagógica visa, nomeadamente: currículo;
a) A articulação e gestão curricular na aplicação do cur- d) Analisar a oportunidade de adoção de medidas de
rículo nacional e dos programas e orientações curriculares e gestão flexível dos currículos e de outras medidas destinadas
programáticas definidos a nível nacional, bem como o a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão;
desenvolvimento de componentes curriculares por iniciativa e) Elaborar propostas curriculares diversificadas, em
do agrupamento de escolas ou escola não agrupada; função da especificidade de grupos de alunos;
b) A organização, o acompanhamento e a avaliação das f) Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de
atividades de turma ou grupo de alunos; atuação nos domínios da aplicação de estratégias de
c) A coordenação pedagógica de cada ano, ciclo ou curso; diferenciação pedagógica e da avaliação das aprendizagens;
d) A avaliação de desempenho do pessoal docente. g) Identificar necessidades de formação dos docentes;
h) Analisar e refletir sobre as práticas educativas e o seu
contexto;
Artigo 31º Composição i) Estabelecer e assegurar a ligação entre os Grupos de
Recrutamento que integram o Departamento;
As Estruturas de Orientação Educativa são constituídas j) Integrar todos os professores, nomeadamente os menos
por: experientes e/ou que pela primeira vez exercem funções no
a) Departamentos Curriculares; Agrupamento, e apoiá-los, promovendo a troca de
b) Conselho de Turma; experiências e materiais de ensino;
c) Conselho de Diretores de Turma; k) Refletir sobre os problemas relacionados com a
d) Coordenações do Pré-Escolar e 1o Ciclo; avaliação dos alunos, aferindo critérios de avaliação e de
e) Coordenação Pedagógica dos Cursos do Ensino equilíbrio na relação ano/nível dos programas;
Recorrente; l) Proceder à análise crítica dos programas e demais
f) Coordenaçãodos CursosProfissionais/Vocacionais documentação específica emanada dos Serviços Centrais e/ou
g) Coordenação do Centro para a Qualificação e Ensino Regionais;
Profissional; m) Acompanhar e avaliar o intercâmbio pedagógico com
h) Coordenação dos Serviços de Psicologia e Orientação outros estabelecimentos de ensino, cujo projeto deverá constar
i) Equipa do Plano Tecnológico da Educação (PTE); do Plano Anual de Atividades;
j) Equipa de Avaliação Interna; n) Realizar o levantamento do material didático e
k) Comissões de trabalho; bibliográfico ao dispor dos respetivos docentes, em ligação
l) Biblioteca Escolar. com o Diretor de Instalações, caso exista, bem como com os
serviços da Biblioteca Escolar;
o) Inventariar as necessidades, em consonância com a
Secção I - Departamentos Curriculares alínea anterior, e delas dar conhecimento ao Diretor;
p) Tomar conhecimento, incentivar e apoiar os projetos
Artigo 32º Definição que visem a inovação e a dinamização do Agrupamento, quer
no desenvolvimento dos programas, quer no que respeita à
O Departamento Curricular é uma estrutura de orientação formação integrada para a cidadania;
educativa a quem incumbe especialmente o desenvolvimento q) Apoiar todas as atividades e planificações que digam
de medidas que reforcem a articulação interdisciplinar na respeito à formação dos docentes, nomeadamente, a que visa
aplicação dos planos de estudo. à profissionalização, à formação contínua e outra;
r) Elaborar, sob a incumbência do respetivo responsável
(Coordenador do Departamento), um dossier global por
Artigo 33º Composição departamento curricular com (podendo ser em formato
digital):
Os Departamentos Curriculares são seis e são constituídos i) Relação nominal e cópia dos horários dos
pela totalidade dos docentes que integram a (s) mesma(s) área professores;
(s) disciplinar(es)/grupos de recrutamento:
13 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

ii) Convocatórias das reuniões e respetiva ata, sendo a h) Transmitir ao departamento as diretivas pedagógicas
ata da reunião do Conselho do Departamento e/ou outras recebidas, quer em plenário, quer através dos
Curricular; representantes de Grupo de Recrutamento;
iii) Determinações e informações provenientes de i) Apresentar ao Diretor um relatório crítico, anual, do
qualquer dos órgãos da administração e gestão do trabalho por ele desenvolvido;
Agrupamento; j) Comunicar ao Diretor as faltas dos docentes às reuniões
iv) Legislação geral; por si convocadas;
v) Documentos internos tais como: Projeto Educativo, k) Avaliar os docentes do seu departamento conforme o
Plano Anual de Atividades e Regulamento Interno; previsto na lei;
s) Elaborar, sob a incumbência do respetivo Coordenador l) Delegar competências de avaliação, conforme o previsto
Auxiliar um dossier com: na lei.
i) Exemplares dos programas;
ii) Relação dos manuais escolares e outros
instrumentos de trabalho adotados; Artigo 37º Grupo de Recrutamento
iii) Planificação por disciplina/ano/nível
programático, para todo o ano letivo; O Grupo de Recrutamento, constituído pelos respetivos
iv): Exemplares de todas as provas de avaliação escrita docentes, reúne:
que forem sendo realizadas no decorrer do ano letivo a) Ordinariamente, 2 vezes por período;
e outros materiais produzidos; b) Extraordinariamente, por convocatória do
v) Inventário realizado pelo Diretor de Instalações, se representante, por proposta de, pelo menos, dois terços dos
o houver. respetivos docentes, ou por iniciativa de qualquer dos órgãos
de administração e gestão do Agrupamento. Das reuniões
serão lavradas atas, a arquivar em dossier próprio.
Artigo 35º Coordenador do Departamento Curricular

1. O coordenador de departamento é eleito pelo respetivo Artigo 38º Competências do Grupo de Recrutamento
departamento, de entre uma lista de três docentes, propostos
pelo diretor para o exercício do cargo, tendo-se em São competências de cada Grupo:
consideração a sua competência pedagógica e científica, bem a) Planificar e adequar à realidade do Agrupamento e dos
como a sua capacidade de relacionamento e liderança. alunos as atividades letivas e não letivas;
b) Promover a atualização dos conhecimentos, a troca de
2. Para efeitos do disposto no número anterior considera- experiências e de recursos entre os professores do Grupo,
se eleito o docente que reúna o maior número de votos assim como com professores do respetivo Departamento
favoráveis dos membros do departamento curricular. Curricular, do Agrupamento e de outras escolas;
c) Prestar apoio aos professores em início de carreira ou
3. O mandato dos coordenadores dos departamentos vindos de outras escolas;
curriculares tem a duração de 4 anos e cessa com o mandato d) Promover a atualização dos recursos materiais do
do diretor. Pode, todavia, cessar a qualquer momento por Agrupamento;
decisão do Diretor ouvido o Conselho Pedagógico, a pedido e) Assegurar a articulação entre o grupo e as demais
do interessado ou mediante proposta fundamentada, de pelo estruturas de orientação educativa, os serviços de apoio
menos dois terços dos membros do Departamento Curricular. socioeducativo e orientação vocacional e os órgãos de
administração e de gestão, relativamente a questões
específicas do grupo;
Artigo 36º Competências do Coordenador do f) Apresentar ao Diretor, no final de cada ano letivo e
departamento Curricular através do Coordenador do respetivo Departamento, uma
proposta de organização dos horários dos professores que o
Compete ao Coordenador de Departamento Curricular: compõem, para o ano letivo seguinte;
a) Promover a troca de experiências e a cooperação entre g) Propor ao respetivo Departamento Curricular, os
todos os docentes que integram o Conselho critérios de avaliação dos alunos, bem como os instrumentos
de Docentes ou o Departamento Curricular; de avaliação que devem ser diversificados e adequados às
b) Promover a articulação com outras estruturas ou disciplinas que integram o grupo;
serviços do Agrupamento, com vista ao desenvolvimento de h) Propor ao respetivo Departamento Curricular, a escolha
estratégias de diferenciação pedagógica; dos manuais escolares;
c) Cooperar na elaboração, desenvolvimento e avaliação i) Elaborar pareceres no que se refere aos programas e à
dos instrumentos de autonomia do Agrupamento; organização curricular;
d) Promover a realização de atividades de investigação, j) Propor a modalidade das provas extraordinárias de
reflexão e de estudo, visando a melhoria da qualidade das avaliação sob a orientação do Conselho
práticas educativas; Pedagógico e tendo em conta a especificidade de cada
e) Participar nas reuniões do Conselho Pedagógico ou disciplina;
quaisquer outras convocadas por quem de. direito; k) Colaborar na realização das matrizes das provas dos
f) Convocar reuniões ordinárias e propor ao Diretor a exames elaborados a nível de escola, das provas
realização de reuniões extraordinárias; extraordinárias de avaliação, bem como dos respetivos
g) Transmitir ao Conselho Pedagógico: critérios de correção, submetendo-os, através do coordenador
i) As recomendações e propostas do respetivo do respetivo departamento, à aprovação do Conselho
departamento, resultantes de reuniões plenárias e/ou Pedagógico;
reuniões com os representantes de Grupo de l) Colaborar na inventariação das necessidades de
Recrutamento; equipamento e material didático.
ii) Propostas para o desenvolvimento de componentes
curriculares locais e a adopção de medidas destinadas
a melhorar as aprendizagens dos alunos;
14 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Artigo 39º Coordenador Auxiliar Artigo 43º Competências

1. O Coordenador Auxiliar é designado pelo Diretor 1. São competências do Conselho de Turma:


ouvido o coordenador do respetivo departamento, tendo em a) Articular as atividades dos professores da turma com as
consideração a sua competência pedagógica e científica, bem dos Departamentos Curriculares, Conselhos de Área
como a sua capacidade de relacionamento e liderança. Disciplinar ou Especialidade, designadamente, no que se
refere ao planeamento e coordenação de atividades
2. Os Grupos de Recrutamento são coordenados pelo interdisciplinares a nível de turma e consequente elaboração
Coordenador Auxiliar, tendo o respetivo mandato a duração do plano curricular de turma;
de 4 anos. b) Dar parecer sobre todas as questões de natureza
pedagógica e disciplinar que à turma digam respeito;
c) Analisar, em colaboração com o Conselho de Diretores
Artigo 40º Competências do Coordenador Auxiliar de Turma, os problemas de integração dos alunos e o
relacionamento entre professores e alunos da turma;
Compete ao Coordenador Auxiliar: d) Colaborar nas ações que favoreçam a inter-relação do
a) Participar nas reuniões, plenárias e/ou sectoriais, do Agrupamento com a comunidade;
Departamento Curricular, convocadas pelo respetivo e) Aprovar as propostas de avaliação do rendimento
Coordenador; escolar apresentadas por cada professor de turma nas reuniões
b) Convocar o Conselho dos Docentes do Grupo de de avaliação, a realizar no final de cada período letivo, de
Recrutamento, sempre que entenda necessário, quer num acordo com os critérios estabelecidos pelo Conselho
plano específico, quer em conjugação com o Departamento Pedagógico;
Curricular; f) Aferir e definir critérios de atuação comuns, dentro da
c) Transmitir ao Coordenador do Departamento Curricular sala de aula.
as informações, pareceres e propostas que julgue pertinentes, g) Detetar dificuldades, ritmos de aprendizagem e outras
a fim de que aquele as encaminhe devidamente; necessidades dos alunos, colaborando com os Serviços de
d) Comunicar ao Diretor as faltas dos professores às Psicologia e Orientação e do núcleo de apoio educativo;
reuniões por si convocadas; h) Elaborar o Projeto Curricular de Turma, o qual deve
e) Apoiar os professores, menos experientes, integrar estratégias de diferenciação pedagógica e de
nomeadamente: adequação curricular para o contexto da sala de aula;
i) Fazer a receção ao novo professor mediante o i) Promover ações que estimulem o envolvimento dos pais
manual de acolhimento do Agrupamento; e encarregados de educação no percurso escolar dos alunos;
ii) Promover a troca de experiências e a cooperação j) Analisar situações de insucesso escolar ocorridas com
entre os docentes que integram o grupo; alunos da turma e colaborar no estabelecimento de medidas de
f) Representar o Grupo de Recrutamentono Conselho apoio que considere mais adequadas;
Pedagógico quando for designado pelo Diretor, em casos de k) Avaliar os alunos tendo em conta os objetivos definidos
Departamentos com um elevado número de professores; de acordo com os critérios estabelecidos em Conselho
g) Assegurar a coordenação das orientações curriculares e Pedagógico, depois de ouvidas as diferentes estruturas de
dos programas de estudo, promovendo a adequação dos seus apoio educativo;
objetivos e conteúdos à situação concreta do Agrupamento; l) Analisar a integração dos alunos e o relacionamento
h) Assegurar a transmissão de toda a informação recebida interpessoal, diligenciando um eficaz acompanhamento
do Coordenador de Departamento a todos os elementos do sempre que considerado necessário;
Grupo de Recrutamento. m) Apreciar ocorrências de cariz disciplinar e propor
medidas educativas consideradas adequadas a cada caso.

2. A elaboração dos planos curriculares de turma, para


Secção II - Conselhos de Turma acompanhamento e avaliação das atividades a desenvolver que
explicitem as estratégias de diferenciação pedagógica e de
Artigo 41º Finalidade adequação curricular a adotar com cada grupo de alunos ou
com cada turma, visando promover mais e melhores
O Conselho de Turma dos 2º, 3º ciclos e secundário aprendizagens, bem como o reforço da articulação escola-
organiza, acompanha e avalia as atividades a desenvolver com família.
a turma para a qual elaborará planos de trabalho, integrando
tarefas de diferenciação pedagógica e de adequação curricular,
com vista à melhoria das condições de aprendizagem e à Artigo 44º Conselhos de turma de carácter disciplinar
articulação escola-família.
Os Conselhos de Turma, reunidos por motivos de carácter
disciplinar, devem incluir obrigatoriamente a participação do
Artigo 42º Composição Delegado de Turma, do representante dos pais ou
encarregados de educação e dos serviços especializados de
1. O Conselho de Turma é composto por: apoio educativo.
a) Todos os professores da turma, e pelo professor de
Educação Especial sempre que existam alunos com
Necessidade Educativas Especiais; Artigo 45º Conselhos de turma de avaliação
b) Delegado de Turma, excepto em reuniões em que se 1. O conselho de turma, para efeitos de avaliação dos
trate da avaliação dos alunos; alunos, é constituído pelos professores da turma.
c) Um representante dos pais ou encarregados de
educação, excepto em reuniões de avaliação dos alunos; 2. Compete ao conselho de turma:
d) Um membro dos Serviços de Psicologia e Orientação a) Apreciar a proposta de classificação apresentada por
(S.P.O.), sempre que o Conselho de Turma considere cada professor, tendo em conta as informações que a suportam
pertinente a sua presença e a solicite. e a situação global do aluno;
15 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

b) Deliberar sobre a classificação final a atribuir em cada e) propor ao Conselho Pedagógico a realização de ações
disciplina. de formação no domínio da orientação educativa e da
coordenação das atividades das turmas;
3. O funcionamento dos conselhos de turma obedece ao f) promover a execução das orientações do Conselho
previsto no Código do Procedimento Administrativo. Pedagógico, visando a formação dos professores e a realização
de ações que estimulem a interdisciplinaridade;
4. Quando a reunião não se puder realizar, por falta de g) analisar as propostas dos Conselhos de Turma e
quórum ou por indisponibilidade de elementos de avaliação, submetê-las, através do Coordenador dos Diretores de Turma,
deve ser convocada nova reunião, no prazo máximo de 48 ao Conselho Pedagógico;
horas, para a qual cada um dos docentes deve previamente h) propor e planificar formas de atuação junto dos pais e
disponibilizar, ao diretor da escola, os elementos de avaliação encarregados de educação;
de cada aluno. i) promover a interação entre a escola e a comunidade.

5. Nas situações previstas no número anterior, o diretor de


turma, ou quem o substitua, apresenta ao conselho de turma os Artigo 49º Coordenador dos Diretores de turma
elementos de avaliação de cada aluno.
1. O Coordenador dos Diretores de Turma é designado
6. As deliberações das reuniões dos conselhos de turma de pelo Diretor de entre os Diretores de Turma, tendo em conta a
avaliação devem resultar do consenso dos professores que as sua competência pedagógica e científica no âmbito da
integram. organização curricular dos respetivos Cursos.

7. No conselho de turma podem intervir, sem direito a 2. O mandato do Coordenador dos Diretores de Turma tem
voto, outros professores ou técnicos que participem no a duração de 4 anos. Pode cessar, a qualquer momento, a
processo de ensino e aprendizagem, bem como outros pedido do interessado ou por decisão do Diretor, depois de
elementos cuja participação o conselho pedagógico con- ouvido o Conselho Pedagógico.
sidere conveniente.
3. Ao Coordenador será sempre atribuída uma direção de
turma.
Artigo 46º Designação do Diretor de Turma

1. É designado pelo Diretor, por ano letivo. Artigo 50º Competências do Coordenador dos Diretores
de Turma
2. A cada professor pode atribuir-se o máximo de uma
direção de turma. São competências do Coordenador dos Diretores de
Turma:
3. O critério de continuidade pedagógica deverá ser a) colaborar com os Diretores de Turma e com os serviços
observado, sempre que possível, no exercício do cargo de de apoio existentes no Agrupamento na elaboração de
Diretor de Turma. estratégias pedagógicas;
b) assegurar a articulação entre as atividades
4. A redução da componente letiva referente a cada desenvolvidas pelos Diretores de Turma que coordena e as
Direção de Turma deve ser de 4 tempos, sendo realizadas por cada Departamento Curricular;
2 obrigatoriamente letivos. Estes tempos devem constar no c) divulgar, junto dos referidos Diretores de Turma toda a
horário do professor sendo um para o atendimento dos informação necessária ao adequado desenvolvimento das suas
encarregados de educação e outro para tarefas administrativas. competências;
d) apreciar e submeter ao Conselho Pedagógico as
propostas do Conselho de Diretores de Turma dos Cursos que
Secção III - Conselho de Diretores de Turma coordena.
e) colaborar com o Conselho Pedagógico na apreciação de
Artigo 47º Composição projetos relativos a atividades de complemento curricular;
f) promover a execução das orientações do Diretor;
O Conselho de Diretores de Turma é constituído por todos g) apresentar ao Diretor um relatório crítico, anual, do
os Diretores de Turma. trabalho por ele desenvolvido;
h) elaborar um dossier, que pode ser em formato digital
com:
Artigo 48º Competências i) relação nominal dos Diretores de Turma e cópia dos
seus horários;
Compete ao Conselho de Diretores de Turma: ii) convocatórias de reuniões e respetivas atas, sendo a
a) planificar as atividades e projetos a desenvolver, ata da reunião do Conselho de Diretores de Turma;
anualmente, de acordo com as orientações do Conselho iii) determinações e informações provenientes de
Pedagógico; qualquer dos órgãos da administração e gestão do
b) cooperar com outras estruturas de orientação educativa Agrupamento;
e com os serviços especializados de apoio educativo na gestão iv) legislação geral;
adequada de recursos e na adoção de medidas pedagógicas v) documentos internos tais como: Projeto Educativo,
destinadas a melhorar as aprendizagens; Plano Anual de Atividades e Regulamento Interno.
c) dinamizar e coordenar a realização de projetos
interdisciplinares das turmas;
d) identificar necessidades de formação no âmbito da
direção de turma;
16 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Secção IV - Coordenação Pedagógica dos Cursos do


Ensino Recorrente, e do Centro para a Qualificação e o Artigo 56º Competências do Orientador de Estágio
Ensino Profissional
Compete ao orientador de estágio:
Artigo 51º Coordenador Pedagógico dos Cursos de a) elaborar, em conjunto com o Diretor de Curso e monitor
Ensino Recorrente e do Centro para a Qualificação e o da entidade de acolhimento, o plano de estágio;
Ensino Profissional b) supervisionar o estágio em representação da escola em
conjunto com o monitor que representa a entidade de
O Coordenador dos Cursos de Ensino Recorrente de nível acolhimento;
secundário e do Centro para a Qualificação e o Ensino c) acompanhar e avaliar o estágio em conjunto com o
Profissional é designado pelo Diretor para um mandato de 4 monitor e o aluno, em articulação com o Diretor de curso.
anos.
Secção V - Conselho de Docentes

Artigo 52º Competências do Coordenador dos Cursos de Artigo 57º Conselho de Docentes Alargado
Ensino Recorrente e do Centro para a Qualificação e o
Ensino Profissional Os educadores de infância e os professores do 1º ciclo
organizam-se numa estrutura de orientação educativa
São competências do Coordenador: denominada Conselho de Docentes Alargado.
a) acompanhar e articular as ofertas de cursos
tecnológicos, profissionais, educação formação de jovens e
educação formação de adultos; Artigo 58º Composição
b) assegurar o funcionamento dos cursos a nível
pedagógico e administrativo; O Conselho de Docentes é formado por todos os docentes
c) zelar pelo cumprimento da legislação; dos estabelecimentos de Educação Pré-Escolar, todos os
d) assegurar os procedimentos relativos ao regime de docentes dos estabelecimentos do 1º Ciclo do Ensino Básico e
frequência não presencial; todos os docentes dos Apoios Socioeducativos e um
e) reunir com os responsáveis pelas turmas dos cursos de representante do grupo 910 (Educação Especial) que estão em
ensino recorrente e dos cursos disponibilizados no Centro exercício efetivo de funções no Agrupamento.
QUALIFICA, uma vez por trimestre.

Artigo 59º Competências


Artigo 53º Diretor de Curso
Compete ao Conselho de Docentes Alargado
O Diretor de Curso Profissional/Tecnológico/Educação a) Elaborar a planificação anual das atividades
Formação é designado pelo Diretor, ouvido o Conselho pedagógicas, por ano e ciclo, em conformidade com o Plano
Pedagógico, preferencialmente de entre os professores que Anual de Atividades do Agrupamento;
lecionam as disciplinas da componente de formação b) Acompanhar a execução das atividades planificadas e
tecnológica/técnica. introduzir as alterações necessárias;
c) Avaliar de forma contínua as atividades realizadas;
d) Assegurar a coordenação pedagógica por ano e ciclo,
Artigo 54º Competências do Diretor de Curso em colaboração com o coordenador e o Diretor;
e) Acompanhar o sistema de avaliação trimestral;
São competências do Diretor de Curso: f) Pronunciar-se relativamente a eventuais avaliações
a) assegurar a articulação pedagógica entre as diferentes sumativas extraordinárias, deliberando em conjunto com o
disciplinas e áreas não disciplinares do Curso; professor da turma a que o aluno pertence, o procedimento a
b) organizar e coordenar as atividades a desenvolver no adotar;
âmbito da formação tecnológica/técnica; g) Pronunciar-se sobre casos pontuais relacionados com
c) Participar em reuniões do Conselho de Turma; discentes e docentes, tomando as devidas resoluções;
d) articular com os órgãos de gestão da escola no que h) Articular os projetos curriculares de turma com o
respeita aos procedimentos necessários à realização da prova professor titular da turma, visando a concretização do projeto
de aptidão tecnológica/profissional/final; curricular de escola e o desenvolvimento do currículo
e) coordenar as atividades relacionadas com o estágio nacional;
tecnológico/formação em contexto de trabalho; i) Analisar a oportunidade de adopção de medidas de
f) assegurar a articulação com os serviços de apoio gestão flexível dos currículos e de outras medidas destinadas
socioeducativo; a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão;
g) coordenar o acompanhamento e a avaliação do Curso. j) Elaborar propostas curriculares diversificadas, em
função da especificidade de grupos de alunos;
l) Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de
Artigo 55º Orientador de Estágio atuação nos domínios da aplicação de estratégias de
diferenciação pedagógica e da avaliação das aprendizagens;
O Orientador de Estágio dos Cursos m) Identificar necessidades de formação dos docentes;
Profissional/Tecnológico/Educação Formação é o docente que n) Analisar e refletir sobre as práticas educativas e o seu
assegura a supervisão do estágio e é designado pelo Diretor de contexto;
entre os professores que lecionam as disciplinas da o) Realizar a formação de turmas.
componente tecnológica/técnica.
17 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Artigo 60º Funcionamento Artigo 66º Competências

1. O Conselho de Docentes reúne-se, ordinariamente, uma Compete ao Coordenador de ano:


vez por mês, em reunião com duração até 2 horas e, a) Articular as atividades de todas as turmas do ano;
extraordinariamente, sempre que a Presidente deste conselho b) Apoiar os Diretores de Turma na articulação
o convoque ou a pedido de dois terços dos docentes. pedagógica das turmas do referido ano;
c) Coordenar a ação do respectivo conselho, articulando
2. As reuniões de Conselho de Docentes são convocadas, estratégias e procedimentos;
no mínimo, com 48 horas de antecedência. Na respectiva e) Submeter ao Conselho Pedagógico as propostas do
convocatória deverá constar a ordem de trabalhos da reunião. conselho que coordena;;
g) Apresentar à direção executiva um relatório crítico,
3. No final de cada reunião será lavrada uma ata na qual anual, do trabalho desenvolvido.
deverá constar o conteúdo da reunião.

Artigo 67º Coordenador de Ciclo


Secção VI - Coordenadores de Ciclo
O Coordenador de Ciclo é designado pelo Diretor de entre
Artigo 61º Coordenador de Educação Pré-Escolar os professores do quadro de agrupamento em exercício efetivo
de funções que integrem o Conselho de Diretores de Turma.
O Coordenador de Educação Pré-Escolar é designado pelo
Diretor de entre os educadores com a categoria de professor
titular, caso existam, que exercem funções no Agrupamento. Artigo 68º Competências

Compete ao Coordenador de Ciclo:


Artigo 62º Competências a) Articular as atividades de todas as turmas do 3º Ciclo;
b) Apoiar os Diretores de Turma na articulação
Compete ao Coordenador de Educação Pré-Escolar: pedagógica e curricular das turmas do Ciclo.
a) Articular as atividades de todos os Jardins de Infância c) Articular conjuntamente com os Coordenadores dos
integrantes do AE3E; outros ciclos e coordenadores de ano, as atividades de natureza
b) Representar no Conselho Pedagógico os Jardins de pedagógica e curricular.
Infância do AE3E, devendo transmitir aos Educadores de d) Coordenar a ação do respectivo conselho, articulando
Infância as determinações do mesmo; estratégias e procedimentos;
c) Apoiar os coordenadores de estabelecimento de e) Submeter ao Conselho Pedagógico as propostas do
Educação Pré-Escolar na articulação pedagógica; conselho que coordena;
d) Articular conjuntamente com os outros coordenadores f) Apresentar à direção executiva um relatório crítico,
de Ciclo atividades de natureza pedagógica e curricular. anual, do trabalho desenvolvido.
e) Apresentar à direção executiva um relatório crítico
anual do trabalho desenvolvido.
Artigo 69º Coordenador dos Cursos
Profissionais/Educação e Formação/Vocacionais
Artigo 63º Coordenador do 1º Ciclo do Ensino Básico
O Coordenador dos Cursos Profissionais/ Educação e
O Coordenador do 1º Ciclo do Ensino Básico é designado Formação/Vocacionais será designado pelo Diretor de entre os
pelo Diretor de entre os professores do 1º ciclo com a categoria docentes que lecionam estas modalidades de ensino.
de professor titular, caso existam, que exercem funções no
Agrupamento.
Artigo 70º Competências

Artigo 64º Competências Compete ao Coordenador dos Cursos Profissionais/


Educação e Formação/Vocacionais:
Compete ao Coordenador do 1o Ciclo do Ensino Básico: a) Coordenar a equipa de docentes que lecionam os
a) articular as atividades de todas as Escolas do 1o Ciclo Cursos;
do Ensino Básico integrantes do AE3E; b) Articular as diferentes componentes de formação;
b) representar no Conselho Pedagógico as Escolas do 1o c) Representar os Cursos Profissionais/ Educação e
Cicio do Ensino Básico do AE3E, devendo transmitir aos Formação/Vocacionais no Conselho Pedagógico;
professores as determinações do mesmo; d) Supervisionar a preparação da componente prática em
c) apoiar os Coordenadores de Estabelecimento do 1o contexto de trabalho.
Ciclo do Ensino Básico na articulação pedagógica;
d) Articular conjuntamente com os outros Coordenadores
de Ciclo atividades de natureza pedagógica e curricular; Secção VII Avaliação Interna
e) Apresentar à direção executiva um relatório crítico
anual do trabalho desenvolvido. Artigo 71º Definição

A avaliação interna é encarada como um processo


Artigo 65º Coordenador de Ano sistemático e contínuo, em que todos os membros da
comunidade participam, com o objetivo de alcançar as metas
O Coordenador de ano é designado pelo Diretor de entre pretendidas pelo Projeto Educativo do Agrupamento.
os professores do quadro de agrupamento em exercício efetivo Esta permitirá, assim, analisar em cada momento os
de funções que integrem o Conselho de Diretores de Turma. resultados alcançados, identificar possíveis causas e procurar
18 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

fornecer informação pertinente que permita, num ambiente de


abertura, solidariedade e partilha, garantir o empenho de Secção IX Biblioteca Escolar
todos, na promoção de uma cultura de melhoria continuada da
instituição, do funcionamento e dos resultados do Projeto Artigo 75º Finalidades
Educativo.
Na prossecução destes objetivos será constituída uma A biblioteca escolar é um espaço de aprendizagem físico
comissão de trabalho segundo o disposto nos artigos seguintes. e digital na escola onde a leitura, pesquisa, investigação,
pensamento, imaginação e criatividade são fundamentais para
o percurso dos alunos da informação ao conhecimento e para
Artigo 72º Composição da Comissão de Avaliação Interna o seu crescimento pessoal, social e cultural.

A composição da Comissão de Avaliação Interna é


designada anualmente pelo Diretor. Artigo 76º Objetivos

São, entre outros, objetivos da Biblioteca Escolar:


Artigo 73º Competências da Comissão de Avaliação a) proporcionar à comunidade educativa a utilização de
Interna espaços, equipamentos e serviços, numa perspetiva
pedagógica;
Compete à Comissão de Avaliação Interna do b) fomentar o gosto e interesse pela leitura e pesquisa
Agrupamento: documental;
a) avaliar o grau de concretização do Projeto Educativo do c) incentivar a participação ativa dos alunos na construção
Agrupamento e o modo como se prepara e concretiza a do seu próprio saber;
educação, o ensino e as aprendizagens dos alunos, tendo em d) desenvolver alunos letrados em informação que
conta as suas características específicas; participem responsável e eticamente na sociedade.
b) avaliar o desempenho dos órgãos de administração e e) promover, de forma articulada com os curricula,
gestão do Agrupamento abrangendo o funcionamento das sustentada e continuada, ações pedagógicas que visem:
estruturas escolares de gestão e de orientação educativa, o i) literacia e promoção da leitura;
funcionamento administrativo, a gestão de recursos e a visão ii) literacia dos media e da informação (por exemplo,
inerente à ação educativa, enquanto projeto e plano de atuação; literacia da informação, competências e fluência em
c) proceder, de dois em dois anos, a uma avaliação informação, literacia dos media, transliteracia);
integrada do Agrupamento, e apresentá-la à comunidade iii) aprendizagem baseada em investigação (por
educativa; exemplo, aprendizagem baseada em problemas,
d) acompanhar e avaliar a implementação dos vários pensamento crítico);
projetos de desenvolvimento educativo em curso no iv) integração das tecnologias;
Agrupamento e estabelecer a articulação com o Conselho v) formação de professores; e
Pedagógico; vi) valorização da literatura e da cultura.
e) acompanhar o sucesso escolar, avaliado através dos
resultados do desenvolvimento das aprendizagens escolares
dos alunos, em particular dos resultados identificados através Artigo 77º Professor Bibliotecário
dos regimes de avaliação em vigor;
f) elaborar relatórios anuais sobre as várias áreas 1. O cargo de Professor Bibliotecário pode ser preenchido
avaliadas, integrando os resultados das comissões de trabalho, por docentes do quadro de escola ou outros docentes dos
identificando os pontos fortes e as debilidades onde devem ser quadros ali colocados, com experiência profissional e
implementadas ações de melhoria. formação na área das bibliotecas escolares, mediante
g) fornecer ao Conselho Pedagógico e aos Departamentos apresentação de candidatura interna em formulário próprio
Curriculares, em tempo útil, os resultados da avaliação interna para o efeito.
de forma a permitir corrigir eventuais problemas identificados;
h) efetuar estudos de opinião junto da comunidade 2. Caso não seja possível, deverá a Direção do
educativa tendo em vista a obtenção de informação relevante Agrupamento abrir procedimento concursal para candidatura
sobre o grau de satisfação com o funcionamento dos vários externa, conforme as diretrizes da legislação vigente.
sectores do Agrupamento;
i) sensibilizar os vários membros da comunidade
educativa para a participação ativa no processo de avaliação, Artigo 78º Competências do Professor Bibliotecário
valorizando o seu papel neste processo.
Compete ao Professor Bibliotecário:
a) assegurar serviço de biblioteca para todos os alunos do
Agrupamento;
Secção VIII Comissões de Trabalho b) promover a articulação das atividades da biblioteca com
os objetivos do projeto educativo;
Artigo 74º Definição e Objetivo c) assegurar a gestão dos recursos humanos afetos à
biblioteca;
Comissões que colaboram com o Conselho Pedagógico, d) garantir a organização do espaço e assegurar a gestão
com o Diretor e com a Comissão de Avaliação Interna do funcional e pedagógica dos recursos materiais afetos à
Agrupamento, com vista ao desenvolvimento do Projeto biblioteca;
Educativo, efetuando o levantamento da informação do e) definir e operacionalizar uma política de gestão dos
âmbito específico da sua nomeação/designação, constituídas recursos de informação, promovendo a sua integração nas
anualmente pelo Diretor. práticas de professores e alunos;
f) apoiar as atividades curriculares e favorecer o
desenvolvimento dos hábitos e competências de leitura, das
19 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

várias literacias e das competências digitais, trabalhando Artigo 82º Composição


colaborativamente com todas as estruturas do Agrupamento;
g) apoiar atividades livres, extracurriculares e de 1. São parte integrante dos Serviços Especializados de
enriquecimento curricular incluídas no plano de atividades ou Apoio Educativo:
projeto educativo do Agrupamento; a) Serviços de Psicologia e Orientação;
h) implementar processos de avaliação dos serviços e b) Serviços de Ação Social Escolar;
elaborar um relatório periódico de autoavaliação a remeter ao c) Equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva;
Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares d) Centro de Apoio à Aprendizagem;
(GRBE); e) Apoios Educativos.
i) representar a biblioteca escolar no conselho
pedagógico.

Artigo 79º Equipa da Biblioteca Secção I - Serviços de Psicologia e Orientação

1. Os docentes que integram a equipa da biblioteca escolar Artigo 83º Definição/Composição


são designados pelo diretor do Agrupamento (que deve
consultar o professor bibliotecário), de entre os que 1. O Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) é um
demonstrem competências nos domínios pedagógico, de serviço especializado de apoio educativo do Agrupamento,
gestão de projetos, de gestão da informação, das ciências que visa o acompanhamento do aluno, individualmente ou em
documentais e das tecnologias de informação e comunicação grupo, ao longo do seu percurso escolar, contribuindo para
e com disponibilidade de horário. identificar interesses e aptidões, intervindo em áreas de
dificuldade que possam surgir em situação de ensino/
2. Na constituição da equipa da biblioteca escolar deve ser, aprendizagem, facilitando o desenvolvimento da sua
sempre que possível, ponderada a titularidade de formação de identidade pessoal e a construção do seu próprio projeto de
base que abranja as diferentes áreas do conhecimento de modo vida e a aproximação entre a família, a escola e o mundo do
a permitir uma efetiva complementaridade de saberes. trabalho.

2. A equipa técnica do SPO deste Agrupamento é


Artigo 80º Competências da Equipa da Biblioteca Escolar constituída por uma psicóloga.

Compete à equipa nuclear gerir, organizar e dinamizar a 3. São utentes deste serviço todos os elementos da
BE tendo em conta o Projeto Educativo e elaborar o respetivo comunidade educativa – alunos, professores, encarregados de
Plano de Atividades. São competências da equipa responsável educação e pessoal não docente.
pela BE:
a) planear e realizar atividades de acordo com objetivos do 4. Os SPO desenvolvem a sua atividade de acordo com um
projeto educativo; plano anual de atividades, elaborado no início de cada ano
b) apoiar a realização de atividades incluídas no plano de letivo, e integrado no Plano Anual de Atividades do
atividades ou projeto educativo do Agrupamento; Agrupamento. As suas intervenções articulam-se com as de
c) favorecer o desenvolvimento dos hábitos e outros serviços do Agrupamento e da comunidade.
competências de leitura, das várias literacias e das
competências digitais;
d) gerir o fundo de documentação; Artigo 84º Funções
e) organizar informação, serviços de referência e fontes de
informação; Os SPO desenvolvem a sua ação nos domínios da
f) proceder à difusão da informação e marketing; orientação escolar e profissional, do apoio psicológico e
g) gerir os recursos humanos, materiais e financeiros; psicopedagógico, e ainda, do apoio ao desenvolvimento do
h) atualizar o Regimento Interno; sistema de relações da comunidade escolar competindo-lhe
i) elaborar um Plano de Atividades; genericamente:
j) participar nos processos de avaliação dos serviços e na a) promover atividades de informação e orientação escolar
elaboração do relatório de autoavaliação; e vocacional dos alunos;
k) dinamizar sessões de formação; b) esclarecer os alunos e os encarregados de educação,
l) incentivar o trabalho colaborativo da e com a Biblioteca quanto às opções curriculares oferecidas pelas diferentes
Escolar. escolas da área, de forma a apoiar os alunos na construção do
seu projeto de vida, e clarificar as suas oportunidades no que
respeita ao prosseguimento de estudos ou inserção na vida
ativa;
c) em articulação com outras organizações, dotar a escola
Capítulo IV - Serviços Especializados de de meios que auxiliem os alunos na realização de estágios e no
Apoio Educativo conhecimento e acesso ao mercado de trabalho;
d) em colaboração com os Diretores de Turma,
Artigo 81º Definição desenvolver mecanismos que permitam detetar a tempo
dificuldades de base, diferentes ritmos de aprendizagem ou
Os Serviços Especializados de Apoio Educativo outras necessidades dos alunos que exijam medidas de
asseguram o acompanhamento dos alunos, quer compensação ou formas de apoio adequado nos domínios
individualmente quer em grupo, ao longo do percurso escolar, psicológico, pedagógico e socioeducativo;
promovendo o desenvolvimento dos jovens, o sistema de e) colaborar em atividades ou projetos organizados pela
relações interpessoais no Agrupamento e deste com a escola;
comunidade. f) articular com outros serviços do Agrupamento,
designadamente saúde escolar e serviços de Acão Social
Escolar.
20 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

quando efetuado por docentes, integra a componente não


Secção II - Equipa multidisciplinar de apoio à educação letiva do seu horário de trabalho.
inclusiva
Secção III – Centro de Apoio à Aprendizagem
Artigo 85º Composição
Artigo 87º Definição e Objectivo
1. Conforme o artigo 12º do Decreto-Lei nº 54/2018, de 5
de Julho, em cada escola é constituída uma equipa Centro de apoio à aprendizagem
multidisciplinar de apoio à educação inclusiva. 1. O centro de apoio à aprendizagem é uma estrutura de
apoio agregadora dos recursos humanos e materiais, dos
2. A equipa multidisciplinar é composta por elementos saberes e competências da escola.
permanentes e por elementos variáveis.
2. O centro de apoio à aprendizagem, em colaboração com
3. São elementos permanentes da equipa multidisciplinar: os demais serviços e estruturas da escola, tem como objetivos
a) Um dos docentes que coadjuva o diretor; gerais:
b) Um docente de educação especial; a) Apoiar a inclusão das crianças e jovens no grupo/ turma
c) Três membros do conselho pedagógico com funções de e nas rotinas e atividades da escola, designadamente através
coordenação pedagógica de diferentes níveis de educação e da diversificação de estratégias de acesso ao currículo;
ensino; b) Promover e apoiar o acesso à formação, ao ensino
d) Um psicólogo. superior e à integração na vida pós -escolar;
c) Promover e apoiar o acesso ao lazer, à participação
4. São elementos variáveis da equipa multidisciplinar o social e à vida autónoma.
docente titular de grupo/turma ou o diretor de turma do aluno,
consoante o caso, outros docentes do aluno, técnicos do centro 3. A ação educativa promovida pelo centro de apoio à
de recurso para a inclusão (CRI) e outros técnicos que aprendizagem é subsidiária da ação desenvolvida na turma do
intervêm com o aluno. aluno, convocando a intervenção de todos os agentes
educativos, nomeadamente o docente de educação especial.
5. Cabe ao diretor designar:
a) Os elementos permanentes; 4. O centro de apoio à aprendizagem, enquanto recurso
b) O coordenador, ouvidos os elementos permanentes da organizacional, insere -se no contínuo de respostas educativas
equipa multidisciplinar; disponibilizadas pela escola.
c) O local de funcionamento.
5. Para os alunos a frequentar a escolaridade obrigatória,
6. Cabe ao coordenador da equipa multidisciplinar: cujas medidas adicionais de suporte à aprendizagem sejam as
a) Identificar os elementos variáveis referidos no nº 4; previstas nas alíneas b), d) e e) do nº 4 do artigo 10º, é
b) Convocar os membros da equipa para as reuniões; garantida, no centro de apoio à aprendizagem, uma resposta
c) Dirigir os trabalhos; que complemente o trabalho desenvolvido em sala de aula ou
d) Adoptar os procedimentos necessários de modo a noutros contextos educativos, com vista à sua inclusão.
garantir a participação dos pais ou encarregados de educação
nos termos do artigo 4º, consensualizando respostas para as 6. Constituem objetivos específicos do centro de apoio à
questões que se coloquem. aprendizagem:
a) Promover a qualidade da participação dos alunos nas
7. Nos estabelecimentos de educação e ensino em que, por atividades da turma a que pertencem e nos demais contextos
via da sua tipologia ou organização, não exista algum dos de aprendizagem;
elementos da equipa multidisciplinar previstos nos nº 3 e 4, b) Apoiar os docentes do grupo ou turma a que os alunos
cabe ao diretor definir o respetivo substituto. pertencem;
c) Apoiar a criação de recursos de aprendizagem e
instrumentos de avaliação para as diversas componentes do
Artigo 86º Competências currículo;
d) Desenvolver metodologias de intervenção
1. Compete à equipa multidisciplinar: interdisciplinares que facilitem os processos de aprendizagem,
a) Sensibilizar a comunidade educativa para a educação de autonomia e de adaptação ao contexto escolar;
inclusiva; e) Promover a criação de ambientes estruturados, ricos em
b) Propor as medidas de suporte à aprendizagem a comunicação e interação, fomentadores da aprendizagem;
mobilizar; f) Apoiar a organização do processo de transição para a
c) Acompanhar e monitorizar a aplicação de medidas de vida pós-escolar.
suporte à aprendizagem;
d) Prestar aconselhamento aos docentes na implementação 7. Compete ao diretor da escola definir o espaço de
de práticas pedagógicas inclusivas; funcionamento do centro de apoio à aprendizagem numa
e) Elaborar o relatório técnico-pedagógico previsto no lógica de rentabilização dos recursos existentes na escola.
artigo 21º e, se aplicável, o programa educativo individual e o
plano individual de transição previstos, respetivamente, nos
artigos 24º e 25º; Secção IV – Serviços de Acção Social Escolar (ASE)
f) Acompanhar o funcionamento do centro de apoio à
aprendizagem. Artigo 88º Definição e Objetivo

9. O trabalho a desenvolver no âmbito da equipa 1. Serviço que tem como objetivo a promoção da
multidisciplinar, designadamente a mobilização de medidas de igualdade de oportunidades, visando uma efetiva
suporte à aprendizagem bem como a elaboração do relatório
técnico-pedagógico e do programa educativo individual,
21 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

democratização e universalização do ensino, assim como o 3. Em cada uma destas aulas, o professor registará os
combate à exclusão social e escolar. sumários em livro próprio e tomará nota dos alunos presentes.

2. Os Serviços de Ação Social Escolar são assegurados por


um oficial administrativo que organiza e gere os programas Artigo 93º Apoio Pedagógico: Definição
socioeducativos a seguir indicados:
i) Auxílios Económicos, Alojamento e Apoio Alimentar; É um conjunto de estratégias e atividades concebidas e
ii) Seguro escolar; realizadas no Agrupamento, no âmbito curricular e
iii) Bolsas de Mérito. extracurricular, contribuindo para que os alunos adquiram
conhecimentos e competências e desenvolvam capacidades,
atitudes e valores.
Artigo 89º Competências

É da competência destes serviços: Artigo 94º Competências dos docentes responsáveis pelas
a) Proceder ao encaminhamento dos alunos, em caso de Aulas de Apoio Pedagógico
acidente e organizar os processos relativos a acidentes
escolares; Compete aos docentes responsáveis pelas aulas de apoio
b) Providenciar o acompanhamento do acidentado; pedagógico:
c) Participar em serviços ou programas organizados pela a) Planificar a intervenção, selecionar e organizar as
escola que visem prevenir a exclusão escolar dos alunos; estratégias a desenvolver nas aulas, tendo em conta as
d) Organizar e assegurar a informação dos apoios solicitações dos Conselhos de Turma;
complementares aos alunos, associações de pais, encarregados b) Proceder, periodicamente, a análise de tipo avaliativo,
de educação e professores; transmitindo as respetivas conclusões aos Diretores de Turma;
e) Participar na organização e supervisão técnica dos c) Coordenar as suas intervenções com as dos docentes da
serviços do refeitório, bufete e papelaria e orientar o respetivo turma;
pessoal, sem prejuízo das dependências hierárquicas definidas d) Registar os sumários em suporte e local próprios;
na lei aplicável; e) Elaborar um relatório de final de período a entregar ao
f) Organizar os processos individuais dos alunos que se Diretor de Turma nas reuniões de avaliação.
candidatem a subsídios ou bolsas de estudo;
g) Participar na organização dos transportes escolares;
h) Desenvolver as ações que garantam as condições Artigo 95º Objetivos e Regime de Funcionamento
necessárias de prevenção do risco;
i) Colaborar na seleção e definição dos produtos e material 1. O Apoio Pedagógico será facultado, em grupo, ou
escolar, num processo de orientação de consumo; individualmente, aos alunos que se encontrem nas seguintes
j) Dar e recolher informações, junto dos Diretores de situações:
Turma, com o objetivo de dar resposta aos problemas dos a) Serem portadores de deficiência física ou intelectual,
alunos; devidamente comprovada, através do relatório da equipa
l) estabelecer a articulação com os demais Serviços multidisciplinar ou através de relatório médico do Centro de
Especializados de Apoio Educativo; Saúde, após recolha de opinião de outros profissionais;
m) Exercer as demais competências previstas na lei. b) Quando não tenham sido lecionados, no ano letivo
anterior, pelo menos dois terços do número de aulas
curriculares previstas;
Secção V – Apoios Pedagógicos c) Quando não tenham sido ministrados conteúdos
reconhecidamente significativos dos programas;
Artigo 90º Organização d) Manifestarem carências de aprendizagem da língua
portuguesa que se repercutam no seu estudo e no das outras
Os apoios Pedagógicos organizam-se em: disciplinas;
a) Apoio Pedagógico Livre; e) Revelem, por quaisquer outros motivos, dificuldades ou
b) Apoio Pedagógico. carências de aprendizagem que se tornem impeditivas de um
desenvolvimento adequado do processo de ensino-
aprendizagem;
Artigo 91º Apoio Pedagógico Livre: Objetivos
2. As propostas de aulas de apoio devem ser
São objetivos do Apoio Pedagógico livre: acompanhadas dos seguintes elementos:
a) Orientar os alunos com dificuldades de aprendizagem; a) Análise diagnóstica que fundamente a necessidade,
b) Apoiar os alunos na realização dos trabalhos escolares; especificando as dificuldades inventariadas e as áreas onde
c) Proporcionar aos alunos atividades alternativas; deve ser centrada a intervenção;
d) Incutir nos alunos métodos e hábitos de trabalho; b) Especificação dos conteúdos curriculares a mobilizar
e) divulgar métodos e técnicas de estudo. no âmbito da intervenção;
c) Proposta da periodicidade e duração da intervenção;
d) Objetivos concretos a atingir, formas de
Artigo 92º Regime de Funcionamento acompanhamento e coordenação, quando tenham que ser
envolvidos docentes externos à turma.
1. Funciona em regime facultativo em horário
determinado. 3. Em cada uma destas aulas, o professor tomará nota dos
alunos ausentes para posterior conhecimento do Diretor de
2. É assegurado pelos professores designados pelo Turma e do Encarregado de Educação. O regime de faltas e
Diretor. justificação das mesmas será análogo ao que estiver em vigor
para as aulas normais, excetuando o limite máximo de faltas
injustificadas, que é de 3 faltas injustificadas.
22 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

4. A avaliação global dos resultados das aulas de Apoio Artigo 99º Projeto “Jovens/Escola/Saúde”
Pedagógico compete aos Diretores de Turma, tendo por base
os relatórios dos docentes responsáveis que são anexos às atas 1. O Projeto “Jovens/Escola/Saúde” (PJES) do Ministério
dos Conselhos de Turma. da Educação desenvolve-se no Agrupamento, em parceria
com a Administração Regional de Saúde, desde o ano letivo
5. As aulas de Apoio Pedagógico são de aceitação 2006/2007.
voluntária por parte do aluno e do respetivo encarregado de
educação. 2. São objetivos gerais deste Projeto:
a) Dinamizar os princípios e as práticas da promoção da
6. Na medida do possível, serão atribuídas a professores saúde em meio escolar;
dos alunos em questão. b) Dinamizar a execução do Programa Nacional de Saúde
Escolar.
7. Devem funcionar, sempre que possível, em horas que
não crie tempos livres intercalados no horário do aluno. 3. As atividades a desenvolver pelo projeto devem estar de
acordo com as orientações do guião do mesmo e ter em
consideração as necessidades da comunidade educativa.

Capítulo V - Aulas de Complemento e 4. A equipa dinamizadora do projeto é designada pelo


Aprofundamento Curricular diretor.

Artigo 96º Definição e Objetivos 5. Compete ao Coordenador do PJES:


a) Convocar as reuniões com as equipas/ grupos de
1. São aulas extracurriculares que se destinam a reforçar docentes envolvidos no projeto, dando delas conhecimento ao
conteúdos programáticos e/ou preparar alunos para concursos, diretor;
olimpíadas e outros projetos. A participação nestas atividades b) Elaborar um plano de ação anual no âmbito da
é voluntária quer para alunos quer para professores. promoção para a saúde;
c) Manter em funcionamento no Agrupamento um
2. São objetivos gerais das atividades de complemento gabinete de apoio e atendimento aos alunos – cujo horário é
curricular: definido e afixado em local visível no início do ano letivo;
a) Reforçar o papel do Agrupamento como um polo d) Coordenar e acompanhar o desenvolvimento das
privilegiado do desenvolvimento local, como espaço aberto e atividades previstas;
de interação com a comunidade educativa; e) Elaborar, no final de cada ano letivo, com a equipa, o
b) Contribuir para a formação integral e a realização relatório de avaliação do projeto a remeter para a direção
pessoal do aluno; regional de educação, após a sua aprovação em Conselho
c) Ocupar os tempos livres dos alunos através de ações de Pedagógico.
carácter lúdico, cultural e formativo.

Artigo 100º Outros Projetos


Secção I - Atividades de Extensão Curricular
1. Os Projetos são realizados em parceria com diferentes
Artigo 97º Definição e Objetivos entidades e promovidos pela Direção-Geral de Educação.

1. As atividades de extensão curricular têm carácter 2. São objetivos gerais destes Projetos dinamizar os
facultativo e deverão ser de natureza pedagógica e científica. princípios e as práticas da Educação, Cidadania e Inclusão

2. São objetivos gerais das atividades de extensão 3. As atividades a desenvolver pelos projetos devem estar
curricular: de acordo com as orientações dos guiões dos mesmos.
a) Reforçar o papel do Agrupamento como um polo
privilegiado do desenvolvimento local, como espaço aberto e
de interação com a comunidade educativa; Artigo 101º Clubes
b) Contribuir para a formação integral e a realização
pessoal do aluno; Os clubes destinam-se à promoção de atividades de
c) Ocupar os tempos livres dos alunos através de ações de caráter, facultativo e de natureza eminentemente lúdica e
carácter lúdico, cultural e formativo. cultural, visando a formação integral e a realização pessoal dos
educandos, no sentido da utilização criativa e formativa dos
seus tempos livres, como complemento das atividades
Artigo 98º Projeto do Desporto Escolar curriculares dos diferentes níveis de ensino.

1. O Clube do Desporto Escolar constitui uma unidade


organizativa em que se processam as práticas de Desporto Artigo 102º Funcionamento
Escolar no Agrupamento. Este dirige-se a toda a comunidade
escolar e tem como objetivo principal a aquisição de um estilo 1. As actividades de extensão curricular devem possuir
de vida ativa e saudável, possibilitando um desenvolvimento características estabelecidas segundo tema central que lhe deu
motor, pessoal e social. Deve ser oferecido, de entre as origem e o contexto onde se desenvolve conferindo-lhes
atividades previstas no projeto, aquelas que reflitam e se heterogeneidade e são caraterizadas por princípios
adequem às motivações e interesses dos alunos pelo desporto. transversais como sejam: liberdade e autonomia, primado da
cultura, gestão participada, participação comunitária e
2. As regras de funcionamento estão definidas no “Projeto colegialidade.
de Desporto Escolar”.
23 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

2. Os docentes ou grupos interessados em dinamizar Moral e Religiosa (EMR) pode ser deduzida de uma hora
actividades de extensão curricular devem apresentar a sua semanal.
proposta integrada no plano anual de atividades (PAA), o qual
será aprovado pelo Conselho Pedagógico.
Artigo 106º Constituição de turmas
3. Os clubes funcionarão segundo horário afixado no
início de cada ano letivo, do qual se dará conhecimento a toda O número de alunos por turma e por atividade deverá ser
a escola. estabelecido de acordo com o tipo de atividade e o espaço em
que esta se realiza, obedecendo aos requisitos legais para a
4. As actividades de extensão curricular funcionam constituição de turmas em vigor para o 1.º ciclo do ensino
preferencialmente em espaços próprios, exclusivos ou básico.
partilhados, a designar.

Artigo 107º Entidades promotoras


Secção II – Atividades de Enriquecimento Curricular
(AEC) Podem ser promotoras das AEC as seguintes entidades:
a) Agrupamentos de escolas;
Artigo 103º Natureza e âmbito b) Autarquias locais;
c) Associações de pais e de encarregados de educação; d)
1. O desenvolvimento das atividades de enriquecimento Instituições particulares de solidariedade social (IPSS).
curricular no 1º ciclo do ensino básico decorre conforme o
disposto na Portaria nº 644-A/2015, de 24 de agosto.

2. Consideram-se AEC no 1.º ciclo do ensino básico as Capítulo VI - Outras Estruturas


atividades de caráter facultativo e de natureza eminentemente
lúdica, formativa e cultural que incidam, nomeadamente, nos Secção I - Associação de Estudantes
domínios desportivo, artístico, científico e tecnológico, de
ligação da escola com o meio, de solidariedade e voluntariado Artigo 108º Definição
e da dimensão europeia na educação.
Os alunos têm o direito de se constituírem em Associação
de Estudantes (A.E.), que se rege por estatutos próprios.
Artigo 104º Regime de inscrição e frequência

1. As AEC são de oferta obrigatória e de frequência Artigo 109º Composição


gratuita, sendo a inscrição facultativa.
1. A Associação de Estudantes é uma associação
2. Uma vez realizada a inscrição dos alunos nas atividades, constituída totalmente por alunos do Agrupamento, visando a
os encarregados de educação comprometem -se a que os seus defesa dos seus interesses.
educandos as frequentem até ao final do ano letivo, no respeito
pelo dever de assiduidade consagrado no Estatuto do Aluno e 2. Os elementos que constituem os órgãos desta associação
Ética Escolar, aprovado pela Lei n.º 51/2012, de 5 de são definidos no respetivo estatuto.
setembro, em termos a definir no respetivo Regulamento
Interno.
Artigo 110º Competências

Artigo 105º Oferta Para além do consignado nos seus Estatutos a Associação
de Estudantes deve ainda:
1. A oferta das AEC deve ser adaptada ao contexto da a) Cumprir o programa com que se apresentou às eleições;
escola com o objetivo de atingir o equilíbrio entre os interesses b) Tomar conhecimento dos problemas dos alunos;
dos alunos, a formação e perfil dos profissionais que as c) Ter um papel importante na dinamização da vida do
asseguram e os recursos materiais e imateriais de cada Agrupamento, nomeadamente a nível cultural e
território. desportivo, sem prejuízo das atribuições consignadas no
respetivo estatuto.
2. As AEC têm uma duração semanal de entre cinco a sete
horas e meia, para os 1º e 2º anos de escolaridade, e de entre
três a cinco horas e meia, para os 3.º e 4.º anos de escolaridade, Artigo 111º Regime de Funcionamento
de acordo com o previsto no Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5
de julho, na sua redação atual. 1. A Associação de Estudantes disporá de um espaço
próprio, de acordo com a disponibilidade das instalações
3. A oferta da componente semanal das AEC só pode ser existentes, sendo responsável pela sua conservação e
superior a 5 horas, para os 1º e 2º anos de escolaridade, e manutenção, bem como de todo o equipamento que lhe seja
superior a 3 horas, para os 3º e 4º anos de escolaridade, quando cedido.
a carga horária semanal do currículo for inferior a 25 ou 27
horas, respetivamente, sendo necessária, para esse efeito, 2. As normas de utilização das instalações da A.E. devem
confirmação explícita da DGEstE, no caso de estas atividades ser acordadas entre a mesma e o Diretor do Agrupamento, não
serem oferecidas por entidade promotora exterior à escola. podendo, no entanto, funcionar para além do horário normal
do Agrupamento, sem autorização do Diretor.
4. A oferta das AEC aos alunos cujos encarregados de
educação optem pela frequência da disciplina de Educação
24 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

3. Esta Associação deverá, em cada ano, apresentar ao


Diretor do Agrupamento, até ao dia 30 de Junho, um relatório Secção III - Associação de Pais e Encarregados de
e contas do exercício do mandato. Educação

Artigo 117º Definição


Artigo 112º Direitos
1. A Associação de pais e encarregados de educação da
A Associação de Estudantes tem direito a: AE3E é uma associação voluntária, sem fins lucrativos e que
a) Um espaço próprio nas instalações do Agrupamento; se rege por estatutos próprios.
b) Financiamento, de acordo com o estipulado na lei
vigente, e material para a realização de projetos; 2. Tem sede na escola Secundária de D. Sancho II – Elvas
c) Manifestar as suas opiniões junto dos órgãos do e é de duração indeterminada.
Agrupamento;
d) Promover iniciativas destinadas à angariação de fundos,
visando a realização de atividades de complemento curricular Artigo 118º Composição
no âmbito do Plano Anual de Atividades do Agrupamento;
e) Promover atividades, dentro ou fora do Agrupamento, 1. Órgãos de gestão da Associação:
que contribuam para a formação integral do aluno enquanto a) A Assembleia Geral, órgão soberano da Associação, é
cidadão. constituída por todos os associados que elegem por 1 ano o
presidente, um vice-presidente e um secretário. Tem uma
reunião ordinária em cada período letivo. As deliberações são
Artigo 113º Deveres tomadas por maioria absoluta dos associados presentes, salvo
nos casos de alteração de estatutos, demissão dos órgãos de
A Associação de Estudantes tem o dever de: gestão e extinção da Associação. A Assembleia só poderá
a) Cooperar, sempre que considerar pertinente, com a deliberar em primeira convocação se estiver presente metade
escola em qualquer projeto proposto, organizado pelos alunos, dos associados e, em segunda convocação, meia hora mais
professores ou outros; tarde, com qualquer número de associados;
b) Colaborar com os órgãos do Agrupamento na b) O Conselho Executivo é eleito, por um ano, pela
otimização da ligação do Agrupamento ao meio envolvente; Assembleia Geral e é constituído por um número ímpar, de
c) Contribuir, pela sua participação, para a resolução dos cinco a onze membros, de modo a dele fazerem parte pais ou
problemas respeitantes ao processo educativo; encarregados de educação de alunos de cada ano dos cursos do
d) Promover a boa imagem do Agrupamento; Agrupamento. Estes membros elegem entre si o presidente, o
e) Manter o espaço que lhe foi cedido pela escola em boas secretário e o tesoureiro, cabendo aos restantes as funções de
condições de utilização. vogais. Há uma reunião ordinária mensal que delibera quando
estiver presente a maioria dos seus membros, sendo as
deliberações tomadas por maioria dos votos dos membros
Artigo 114º Eleição e Mandato presentes e tendo o presidente voto de desempate;
c) O Conselho Fiscal é eleito pela Assembleia-Geral e
A Associação de Estudantes é eleita pelos alunos do constituído por um presidente e dois vogais. Reúne
Agrupamento em sufrágio universal e por voto direto e ordinariamente uma vez por trimestre; delibera quando estiver
secreto, pelo período de um ano. presente a maioria dos seus membros, sendo as deliberações
tomadas por maioria dos votos dos membros presentes e tendo
o presidente voto de desempate.

2. Regime Financeiro da Associação:


a) As receitas da Associação compreendem as quotizações
Secção II - Assembleia de Delegados de Turma voluntárias dos seus associados e as subvenções ou doações
que, eventualmente, lhe sejam atribuídas;
Artigo 115º Definição b) A quota anual (cujo montante é voluntário para cada
associado) tem um valor mínimo estabelecido pela
A Assembleia de Delegados de Turma é uma estrutura Assembleia Geral; a liquidação é efetuada numa única
representativa dos alunos do Agrupamento de apoio ao prestação, no momento da inscrição.
Conselho Pedagógico e de consulta do Diretor em matérias de
interesse geral dos alunos.
Artigo 119º Competências
Artigo 116º Composição
1. Contribuir para a prevenção e resolução de situações
1. A Assembleia de Delegados de Turma é constituída lesivas dos interesses físicos, morais e cívicos dos alunos e de
pelos Delegados de todas as turmas do Agrupamento. Em caso quaisquer problemas pedagógicos dos mesmos.
de impedimento do Delegado este será substituído pelo
Subdelegado. 2. Colaborar com os vários corpos e órgãos de gestão do
Agrupamento em atividades de carácter pedagógico, cultural
2. O Diretor bem como a Associação de Estudantes e social.
poderão participar nas reuniões, sem direito a voto, quando
solicitados por qualquer das partes. 3. Prestar à escola, dentro das suas possibilidades, a
colaboração que lhe seja pedida para a resolução de quaisquer
problemas, desde que compatível com as suas finalidades.

4. Colaborar com associações congéneres, no âmbito das


suas atribuições.
25 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

aquando da elaboração de legislação sobre educação e ensino,


5. Emitir parecer sobre as linhas gerais de política da sendo-lhes fixado um prazo não inferior a 8 dias, a contar da
educação e sobre a gestão do estabelecimento de ensino. data em que lhes é facultada a consulta para se pronunciarem
sobre o objeto da mesma.
6. Fomentar a integração do Agrupamento no meio social
em que está inserida. 6. As atividades extracurriculares e de tempos livres levadas a
cabo com alunos são consideradas, quando incluídas no Plano
7. Promover a colaboração entre pais, encarregados de Anual de Atividades do Agrupamento, no âmbito do seguro
educação, alunos, professores e pessoal não docente do escolar.
Agrupamento.

Artigo 121º Deveres


Artigo 120º Direitos
1. As Associações de Pais e Encarregados de Educação
1. Constituem direitos das Associações de Pais e têm o dever de promover, junto dos seus associados, a
Encarregados de Educação: adequada utilização dos serviços e recursos educativos.
a) Participar, nos termos do regime de autonomia,
administração e gestão dos estabelecimentos públicos de 2. No caso de receberem apoios por parte do Estado ou de
educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na qualquer outra entidade, as associações de pais têm o dever de
definição da política educativa do Agrupamento; prestar informação sobre a sua natureza, origem e aplicação
b) Participar, nos termos da lei, na administração e gestão através da apresentação de relatório de atividades e contas, em
dos estabelecimentos de educação ou de ensino; termos a regulamentar, à entidade a indicar pelo Ministério da
c) Reunir com os órgãos de administração e gestão do Educação, até final do mês de Março do ano seguinte ao que
estabelecimento de educação ou de ensino em que esteja se reportam, incumbindo à referida entidade promover a sua
inscrita a generalidade dos filhos e educandos dos seus publicitação em lugar próprio do sítio do Ministério da
associados, designadamente para acompanhar a participação Educação na internet.
dos pais nas atividades do Agrupamento;
d) distribuir a documentação de interesse das Associações
de pais e encarregados de educação e afixá-la em locais
destinados para o efeito no estabelecimento de ensino;
e) beneficiar de apoio documental a facultar pelo Capítulo VII - Direitos e Deveres dos
estabelecimento de educação ou de ensino ou pelos serviços Membros da Comunidade Educativa
competentes do Ministério da Educação.
Artigo 122º Direitos gerais
2. Constituem direitos das Associações de pais e
encarregados de educação a nível nacional, regional ou local: Em matéria de direitos gerais dos membros da
a) Pronunciar-se sobre a definição da política educativa; comunidade escolar, o presente Regulamento Interno, entre
b) Estar representadas nos órgãos consultivos no domínio outros, contempla os seguintes:
da educação, a nível local, bem como em órgãos consultivos a a) Participar no processo de elaboração do Projeto
nível regional ou nacional com atribuições nos domínios da Educativo de escola, Regulamento Interno e Plano Curricular
definição e do planeamento do sistema educativo e da sua de Turma, e acompanhar o respetivo desenvolvimento, nos
articulação com outras políticas sociais; termos da lei;
c) Beneficiar do direito de antena nos serviços públicos de b) Apresentar sugestões e críticas relativas ao
rádio e televisão, nos mesmos termos das associações com funcionamento de qualquer sector do Agrupamento;
estatuto de parceiro social; c) ser ouvido em todos os assuntos que lhe digam respeito,
d) Solicitar junto dos órgãos da administração central, individualmente ou através do seus órgãos representativos;
regional e local as informações que lhes permitam acompanhar d) Ser tratado com respeito e correção por qualquer
a definição e a execução da política de educação; elemento do Agrupamento;
e) Beneficiar de apoio do Estado, através da administração e) Receber um exemplar do Regulamento Interno do
central, regional e local, para a prossecução dos seus fins, Agrupamento, caso sejam membros de órgãos de
nomeadamente no exercício da sua atividade no domínio da administração e gestão. Nos restantes casos, deverá o mesmo
formação, informação e representação dos pais e encarregados ser disponibilizado sempre que o solicitem.
de educação, nos termos a regulamentar;
f) Participar na elaboração e acompanhamento de planos e
programas nacionais, regionais e locais de educação; Artigo 123º Deveres Gerais
g) Iniciar e intervir em processos judiciais e em
procedimentos administrativos quanto a interesses dos seus De acordo com o estabelecido na legislação em vigor,
associados, nos termos da lei. consideram-se os seguintes deveres gerais aplicáveis a toda a
comunidade educativa:
3. O direito previsto na alínea c) do número anterior é a) Ser assíduo, pontual e responsável no cumprimento dos
exclusivamente reportado às Associações de Pais de âmbito seus horários e/ou tarefas que lhe forem atribuídos;
nacional. b) conhecer, cumprir e fazer cumprir o regulamento
interno do Agrupamento;
4. As Associações de Pais e Encarregados de Educação de c) Promover um convívio são, de modo a criar um clima
âmbito regional e local exercem os direitos previstos nas de confiança e harmonia, baseado no respeito mútuo;
alíneas a) e b) do nº 2 em função da incidência das medidas no d) Ser recetivo a críticas relativas ao seu trabalho ou à sua
âmbito geográfico e do objeto da sua ação. conduta, aceitando sugestões que visem melhorar os mesmos;
e) Zelar pela defesa, conservação e asseio do
5. As Associações de Pais e Encarregados de Educação, Agrupamento, nomeadamente no que diz respeito às
através das respetivas confederações, são sempre consultadas instalações, material didático, mobiliário e espaços verdes;
26 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

f) Conhecer as normas e horários de funcionamento dos k) Direito ao conhecimento das normas de utilização e
serviços do Agrupamento; segurança dos materiais e equipamentos do Agrupamento;
g) Alertar os responsáveis para a presença de pessoas l) Direito ao conhecimento das normas de utilização de
estranhas à comunidade escolar. instalações específicas, designadamente, biblioteca escolar,
laboratórios, reprografia, papelaria, refeitório e bufete;
m) Direito à informação das iniciativas em que possa
Secção I - Direitos e Deveres do Pessoal Docente participar;
n) Direito à representatividade no Conselho Geral.
Artigo 124º - Direitos

1. São garantidos ao pessoal docente os direitos Artigo 127º Deveres


estabelecidos para os funcionários e agentes do Estado em
geral, bem como os direitos profissionais decorrentes do Para além dos deveres que lhes são conferidos por lei,
presente Regulamento. nomeadamente nos art.º 10º, 10º-Aº, 10º-B e 10º-C do ECD, o
professor tem ainda o dever de:
2. São direitos profissionais do pessoal docente: a) Ser assíduo, pontual e responsável no cumprimento dos
a) Direito de participação no processo educativo; horários e das tarefas que lhe forem atribuídas;
b) Direito à formação e informação para o exercício da b) Tomar conhecimento das deliberações e outras
função educativa; informações dos órgãos de administração e gestão e agir em
c) Direito ao apoio técnico, material e documental; conformidade;
d) Direito à segurança na atividade profissional; c) Cumprir e fazer cumprir as normas e os procedimentos
e) Direito à consideração e ao reconhecimento da sua em uso na escola;
autoridade pelos alunos, nas suas famílias e demais membros d) Exercer a autoridade que lhe é conferida pela lei e pela
da comunidade educativa; função;
f) Direito à colaboração das famílias e da comunidade e) Sensibilizar os alunos para a conservação do edifício,
educativa no processo de educação dos alunos. do mobiliário e do material escolar;
f) Ser o primeiro a entrar e o último a sair da sala de aula,
laboratório ou espaço oficinal, zelando pela utilização racional
Artigo 125º Direito de Representação do material ou equipamentos, cuidando que o quadro da sala
de aula fique limpo, a sala arrumada, as luzes desligadas e a
O(s) representante(s) do pessoal docente são eleitos por porta fechada;
corpo eleitoral próprio, constituído pelos docentes em g) Comunicar de forma clara e inequívoca aos alunos os
exercício efetivo de funções no Agrupamento, segundo o padrões exigidos na aula em matéria de trabalho escolar, bem
disposto na lei e neste Regulamento Interno. como em matéria de regras de comportamento;
h) Respeitar o tempo destinado a cada uma das aulas, bem
como o período de intervalo;
Artigo 126º Garantias e outros direitos i) Manter os equipamentos tecnológicos desligados
durante a aula;
São também garantidos ao pessoal docente: j) Registar, de acordo com as instruções facultadas e nos
a) Direito a emitir opiniões e recomendações sobre as suportes administrativos disponibilizados, toda a informação
orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e que venha a ser requerida no âmbito de qualquer atividade
do sistema educativo; desenvolvida com os alunos;
b) Direito a participar na definição de orientações l) Tratar os alunos com equidade;
pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas m) Alertar os alunos para os deveres constantes na
estruturas de coordenação; legislação em vigor e no regulamento interno desta escola
c) Direito à formação e informação pelo acesso a ações de numa linguagem clara, objetiva, adequada ao seu perfil e faixa
formação contínua regulares, destinadas a atualizar e etária, sem que sejam emitidos quaisquer juízos de valor.
aprofundar os conhecimentos e as competências profissionais n) Participar ao diretor todos os comportamentos que
dos docentes; presencie ou tenha conhecimento e sejam suscetíveis de
d) Direito ao apoio técnico, material e documental que se constituir infração disciplinar, no prazo de um dia útil.
exerce sobre os recursos necessários à formação e informação o) Participar na organização e assegurar a realização das
do pessoal docente, bem como ao exercício da atividade atividades educativas desenvolvidas pela e na Escola, sempre
educativa; que convocado.
e) Direito à segurança na atividade profissional que
compreende a penalização da prática de ofensa corporal ou
outra violência sobre o docente no exercício das suas funções Artigo 128º Permuta / Compensação / Substituição de
ou por causa destas; aulas
f) Direito a ser pronta e adequadamente assistido em caso
de acidente ou doença súbita, ocorridos no âmbito das 1. A Permuta e a Substituição de Aulas é de registo
atividades escolares; obrigatório e deve ser feita com uma antecedência mínima de
g) Direito a ser tratado com respeito e correção por vinte e quatro horas.
qualquer membro da comunidade escolar;
h) Direito à confidencialidade dos elementos constantes 2. Considera-se permuta de aula a atividade letiva
do seu processo individual, de natureza pessoal ou relativos à planificada concretizada por troca com outro docente da
família; mesma turma, assegurando o cumprimento do currículo
i) Direito a ser ouvido em todos os assuntos que lhe digam escolar dos alunos.
respeito;
j) Direito à organização e participação em iniciativas que 3. Considera-se substituição da aula, a lecionação por um
promovam a sua formação; docente da mesma área disciplinar.
27 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

4. A Compensação de Aulas é de registo obrigatório e deve l) Não abandonar o seu posto de trabalho sem providenciar
ser sempre solicitado autorização ao diretor, em impresso que a sua função fique assegurada por outrem;
próprio, com uma antecedência mínima de vinte e quatro m) Prestar assistência em situações de primeiros socorros
horas. e, em caso de necessidade, acompanhar o aluno a unidades
hospitalares.
5. O professor deverá informar os alunos com a mesma
antecedência para que estes possam fazer a gestão do seu
tempo e do material didático a transportar. Artigo 131º Direito de Representação

6. Caso a Compensação da aula altere o horário da turma, O representante do Pessoal não Docente é eleito por corpo
obrigando os alunos a ficar na escola para além do seu horário eleitoral próprio, constituído pelo pessoal não docente em
habitual, deverá o professor solicitar por escrito aos pais ou exercício efetivo de funções no Agrupamento, segundo o
encarregados de educação a respetiva autorização. Regulamento Interno.

7. Os professores envolvidos na Permuta / Compensação /


Substituição de Aulas se não comparecerem no dia e hora
acordados, terão de justificar a falta nos termos da lei.

Secção II - Direitos e Deveres do Pessoal Não Docente

Artigo 129º Direitos

Aos direitos gerais de que são titulares acresce o seguinte


conjunto de direitos específicos:
a) Atualizar-se e preparar-se técnica e pedagogicamente,
no sentido de poder cumprir adequadamente as suas tarefas;
b) Dispor de um intervalo em cada período do dia, de
acordo com a organização do serviço expressamente
programado;
d) Estar informado sobre toda a legislação que lhe diga
diretamente respeito;
e) Ser tratado correta e dignamente pelos colegas, alunos
e professores e receber a necessária cooperação no exercício
das suas funções.

Artigo 130º Deveres

Aos deveres gerais de isenção, de zelo, de obediência, de


lealdade, de sigilo, de correção, de assiduidade e de
pontualidade, acresce o seguinte conjunto de deveres:
a) Cumprir com as funções que lhe estão atribuídas;
b) Tratar com correção alunos, professores, outros
funcionários e o público em geral, prestando as informações e
os serviços mais adequados;
c) Guardar sigilo sobre assuntos referentes às atividades
escolares;
d) Empenhar-se no sentido de manter o bom
funcionamento do serviço, sempre que substitua um colega
por falta ou impedimento deste;
e) Zelar pela manutenção da ordem e da disciplina dentro
do edifício e a área circundante, particularmente nas zonas que
lhe dizem respeito;
f). Assinar diariamente o livro de presenças ou marcar
presença através de dispositivo mecânico ou eletrónico;
g) Primar pela assiduidade e pontualidade;
h) Levar ao conhecimento do diretor toda e qualquer
deficiência e anomalia que tenha verificado em qualquer
aspeto do funcionamento da escola, a fim de poderem ser
tomadas as respetivas providências;
i) Ser recetivo a sugestões que visem melhorar a qualidade
do seu trabalho;
j) Utilizar uma linguagem simples e adequada na relação
com os alunos;
k) Estabelecer com os colegas um ambiente de sã
camaradagem, trabalho, cooperação e respeito;
28 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

educando, quando diferentes, informando a escola em caso de


alteração.
Secção III - Direitos e Deveres dos Pais e Encarregados n) Respeitar, usar de lealdade e civilidade para com todos
de Educação os membros da comunidade escolar;
o) Contactar periodicamente o diretor de turma no horário
Artigo 132º Direitos e Deveres dos Pais e Encarregados de previamente estabelecido, para receber e prestar informações
Educação sobre o seu educando;
p) Incentivar o seu educando a cumprir empenhadamente
1. Aos pais ou encarregados de educação incumbe uma quer o plano curricular, quer o plano de acompanhamento,
especial responsabilidade, inerente ao seu poder-dever de recuperação ou desenvolvimento que lhe possa ter sido
dirigirem a educação dos seus filhos e educandos no interesse aplicado.
destes e de promoverem ativamente o desenvolvimento físico,
intelectual e cívico dos mesmos, conforme o artigo 43º da Lei 3. Os pais ou encarregados de educação são responsáveis
nº 51/2012, de 5 de Setembro - Estatuto do Aluno e Ética pelos deveres dos seus filhos e educandos, em especial quanto
Escolar (EAEE), à assiduidade, pontualidade e disciplina.

2. Nos termos da responsabilidade referida no número 4. Para efeitos do disposto no presente Regulamento,
anterior, deve cada um dos pais ou encarregados de educação, considera-se Encarregado de Educação quem tiver menores a
em especial: residir consigo ou confiado aos seus cuidados:
a) Acompanhar ativamente a vida no Agrupamento do seu a) Pelo exercício das responsabilidades parentais;
educando; b) Por decisão judicial;
b) Promover a articulação entre a educação na família e o c) Pelo exercício de funções executivas na direção de
ensino no Agrupamento; instituições que tenham menores, a qualquer título, à sua
c) Diligenciar para que o seu educando beneficie, responsabilidade;
efetivamente, dos seus direitos e cumpra rigorosamente os d) Por mera autoridade de facto ou por delegação,
deveres que lhe incumbem, nos termos do presente devidamente comprovada, por parte de qualquer das entidades
Regulamento, procedendo com correção no seu referidas nas alíneas anteriores.
comportamento e empenho no processo de ensino;
d) Contribuir para a criação e execução do Projeto 5. Em caso de divórcio ou de separação e, na falta de
Educativo e do Regulamento Interno do Agrupamento e acordo dos progenitores, o Encarregado de Educação será o
participar na vida do Agrupamento; progenitor com quem o menor fique a residir.
e) Cooperar com os professores no desempenho da sua
missão pedagógica, em especial quando para tal forem 6. Estando estabelecida a residência alternada com cada
solicitados, colaborando no processo de ensino e um dos progenitores, deverão estes decidir, por acordo ou, na
aprendizagem dos seus educandos; falta deste, por decisão judicial, sobre o exercício das funções
f) Reconhecer e respeitar a autoridade dos Professores no de Encarregado de Educação.
exercício da sua profissão e incutir nos seus filhos ou
educandos o dever de respeito para com os Professores, o 7. O Encarregado de Educação pode ainda ser o pai ou a
Pessoal não Docente e os colegas do Agrupamento, mãe que, por acordo expresso ou presumido entre ambos, é
contribuindo para a preservação da disciplina e harmonia da indicado para exercer essas funções, presumindo-se ainda, até
comunidade educativa; qualquer indicação em contrário, que qualquer ato que pratica
g) Contribuir para o correto apuramento dos factos em relativamente ao percurso escolar do filho é realizado por
procedimento de índole disciplinar instaurado ao seu decisão conjunta do outro progenitor.
educando, participando nos atos e procedimentos para os quais
for notificado e, sendo aplicada a este medida corretiva ou
medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a Artigo 133º Incumprimento dos deveres por parte dos Pais
mesma prossiga os objetivos de reforço da sua formação ou Encarregados de Educação
cívica, do desenvolvimento equilibrado da sua personalidade,
da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena 1. O incumprimento pelos pais ou encarregados de
integração na comunidade educativa e do seu sentido de educação, relativamente aos seus filhos ou educandos menores
responsabilidade; ou não emancipados, dos deveres previstos no artigo anterior,
h) Contribuir para a preservação da segurança e de forma consciente e reiterada, implica a respetiva
integridade física e psicológica de todos os que participam na responsabilização nos termos da lei e do presente
vida do Agrupamento; Regulamento.
i) Integrar ativamente a comunidade educativa no
desempenho das demais responsabilidades desta, em especial 2. Constitui incumprimento especialmente censurável dos
informando-a e informando-se sobre todas as matérias deveres dos pais ou encarregados de educação:
relevantes no processo educativo dos seus educandos; a) O incumprimento dos deveres de matrícula, frequência,
j) Comparecer no Agrupamento sempre que tal se revele assiduidade e pontualidade pelos filhos e ou educandos, bem
necessário ou quando para tal for solicitado; como a ausência de justificação para tal incumprimento, nos
k) Conhecer o Estatuto do Aluno e o presente termos dos nos 2 a 5 do artigo 16º do EAEE;
Regulamento Interno e subscrever, fazendo subscrever b) A não comparência no Agrupamento sempre que os
igualmente aos seus filhos e educandos, declaração anual de seus filhos e ou educandos atinjam metade do limite de faltas
aceitação do mesmo e do compromisso ativo quanto ao seu injustificadas, nos termos do nº 3 do artigo 18º do EAEE, ou a
cumprimento integral; sua não comparência ou não pronúncia, nos casos em que a
l) Indemnizar a escola relativamente a danos patrimoniais sua audição é obrigatória, no âmbito de procedimento
causados pelo seu educando; disciplinar instaurado ao seu filho ou educando, nos termos
m) Manter constantemente atualizados os seus contactos previstos nos artigos 30º e 31º do EAEE;
telefónico, endereço postal e eletrónico, bem como os do seu c) A não realização, pelos seus filhos e ou educandos, das
medidas de recuperação definidas pela escola nos termos do
29 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

presente Regulamento, das atividades de integração no levantados tantos autos quanto o número de educandos em
Agrupamento e na comunidade decorrentes da aplicação de causa.
medidas disciplinares corretivas e ou sancionatórias, bem
como a não comparência destes em consultas ou terapias 4. Na situação a que se refere o número anterior, o valor
prescritas por técnicos especializados. global das coimas não pode ultrapassar, na mesma escola ou
agrupamento e no mesmo ano escolar, o valor máximo mais
3. O incumprimento reiterado, por parte dos pais ou elevado estabelecido para um aluno do escalão B do 3º ciclo
encarregados de educação, dos deveres a que se refere o do ensino básico, na regulamentação que define os apoios no
número anterior, determina a obrigação, por parte do âmbito da ação social escolar para a aquisição de manuais
Agrupamento, de comunicação do facto à competente escolares.
Comissão de Proteção de Crianças e Jovens ou ao Ministério
Público, nos termos previstos no presente Regulamento. 5. Tratando-se de pais ou encarregados de educação cujos
educandos beneficiam de apoios no âmbito da ação social
4. O incumprimento consciente e reiterado pelos pais ou escolar, em substituição das coimas previstas nos nºs 2 a 4,
encarregado de educação de alunos menores de idade dos podem ser aplicadas as sanções de privação de direito a apoios
deveres estabelecidos no nº 2 pode ainda determinar por escolares e sua restituição, desde que o seu benefício para o
decisão da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens ou do aluno não esteja a ser realizado.
Ministério Público, na sequência da análise efetuada após a
comunicação prevista no número anterior, a frequência em 6. A negligência é punível.
sessões de capacitação parental, a promover pela equipa
multidisciplinar do Agrupamento de escolas ou escolas não 7. Compete ao Diretor-Geral da Administração Escolar,
agrupadas, sempre que possível, com a participação das por proposta do Diretor do Agrupamento ou agrupamento, a
entidades a que se refere o nº 3. elaboração dos autos de notícia, a instrução dos respetivos
processos de contraordenação, sem prejuízo da colaboração
5. Nos casos em que não existam equipas dos serviços inspetivos em matéria de educação, e a aplicação
multidisciplinares constituídas, compete à Comissão de das coimas.
Proteção de Crianças e Jovens ou, na sua inexistência, ao
Ministério Público dinamizar as ações de capacitação parental 8. O produto das coimas aplicadas nos termos dos números
a que se refere o número anterior, mobilizando, para o efeito, anteriores constitui receita própria do Agrupamento.
a escola ou agrupamento, bem como as demais entidades a que
se refere o artigo 53º do EAEE. 9. O incumprimento, por causa imputável ao Encarregado
de Educação ou ao seu educando, do pagamento das coimas a
6. Tratando-se de família beneficiária de apoios que se referem os nºs 2 a 4 ou do dever de restituição dos
sociofamiliares concedidos pelo Estado, o facto é também apoios escolares estabelecido no nº 5, quando exigido, pode
comunicado aos serviços competentes, para efeito de determinar, por decisão do Diretor do Agrupamento:
reavaliação, nos termos da legislação aplicável, dos apoios a) no caso de pais ou encarregados de educação aos quais
sociais que se relacionem com a frequência escolar dos seus foi aplicada a sanção alternativa prevista no n.º 5, a privação,
educandos e não incluídos no âmbito da ação social escolar ou no ano escolar seguinte, do direito a apoios no âmbito da ação
do transporte escolar recebidos pela família. social escolar relativos a manuais escolares;
b) nos restantes casos, a aplicação de coima de valor igual
7. O incumprimento por parte dos pais ou encarregados de ao dobro do valor previsto nos n.ºs 2, 3 ou 4, consoante os
educação do disposto alínea b) do nº 2 do presente artigo casos.
presume a sua concordância com as medidas aplicadas ao seu
filho ou educando, excepto se provar não ter sido cumprido, 10. Sem prejuízo do estabelecido na alínea a) do nº 9, a
por parte do Agrupamento, qualquer dos procedimentos duração máxima da sanção alternativa prevista no nº 5 é de um
obrigatórios quanto ao procedimento disciplinar e celeridade ano escolar.
do mesmo de acordo com os Artigos 30º e 31º do EAEE.
11. Em tudo o que não se encontrar previsto na presente
lei em matéria de contraordenações, são aplicáveis as
Artigo 134º Contraordenações disposições do Regime Geral do Ilícito de Mera Ordenação
Social.
1. A manutenção da situação de incumprimento consciente
e reiterado por parte dos pais ou encarregado de educação de
alunos menores de idade dos deveres a que se refere o nº 2 do Artigo 135º Direito de Representação
artigo anterior, aliado à recusa ou à ineficácia das ações de
capacitação parental determinadas e oferecidas nos termos do 1. Os representantes dos pais e encarregados de educação
referido artigo, constitui contraordenação. são eleitos em Assembleia Geral de Pais e Encarregados de
Educação do Agrupamento, sob proposta das respetivas
2. As contraordenações previstas no nº 1 são punidas com organizações representativas.
coima de valor igual ao valor máximo estabelecido para os
alunos do escalão B do ano ou ciclo de escolaridade 2. Quando as respetivas organizações representativas, a
frequentado pelo educando em causa, na regulamentação que que se refere no ponto anterior, não se encontrem em
define os apoios no âmbito da ação social escolar para funcionamento, estes representantes serão eleitos em
aquisição de manuais escolares. Assembleia de Pais e Encarregados de Educação, convocada
para o efeito, pelo Diretor do Agrupamento.
3. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, quando
a sanção prevista no presente artigo resulte do incumprimento
por parte dos pais ou encarregados de educação dos seus
deveres relativamente a mais do que um educando, são
30 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

p) Organizar e participar em iniciativas que promovam a


Capítulo VIII - Alunos formação e ocupação de tempos livres;
q) Ser informado sobre o regulamento interno da escola e,
Secção I - Direitos e Deveres do aluno por meios a definir por esta e em termos adequados à sua idade
e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que
Artigo 136º Direitos justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente sobre
o modo de organização do plano de estudos ou curso, o
1. São direitos dos alunos, de acordo com o Artigo 7º do programa e objetivos essenciais de cada disciplina ou área
EAEE: disciplinar e os processos e critérios de avaliação, bem como
a) Ser tratado com respeito e correção por qualquer sobre a matrícula, o abono de família e apoios
membro da comunidade educativa, não podendo, em caso socioeducativos, as normas de utilização e de segurança dos
algum, ser discriminado em razão da origem étnica, saúde, materiais e equipamentos e das instalações, incluindo o plano
sexo, orientação sexual, idade, identidade de género, condição de emergência, e, em geral, sobre todas as atividades e
económica, cultural ou social ou convicções políticas, iniciativas relativas ao projeto educativo da escola;
ideológicas, filosóficas ou religiosas; r) Participar nas demais atividades da escola, nos termos
b) Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de da lei e do respetivo regulamento interno;
acordo com o previsto na lei, em condições de efetiva s) Participar no processo de avaliação, através de
igualdade de oportunidades no acesso; mecanismos de auto e heteroavaliação;
c) Escolher e usufruir, nos termos estabelecidos no quadro t) Beneficiar de medidas, a definir pela escola, adequadas
legal aplicável, por si ou, quando menor, através dos seus pais à recuperação da aprendizagem nas situações de ausência
ou encarregados de educação, o projeto educativo que lhe devidamente justificada às atividades escolares.
proporcione as condições para o seu pleno desenvolvimento
físico, intelectual, moral, cultural e cívico e para a formação 2. A fruição dos direitos consagrados nas suas alíneas g),
da sua personalidade; h) e r) do número anterior pode ser, no todo ou em parte,
d) Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação, temporariamente vedada em consequência de medida
a assiduidade e o esforço no trabalho e no desempenho escolar disciplinar corretiva ou sancionatória aplicada ao aluno, nos
e ser estimulado nesse sentido; termos previstos no presente Estatuto.
e) Ver reconhecido o empenhamento em ações meritórias,
designadamente o voluntariado em favor da comunidade em 3. São igualmente direitos do Aluno:
que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na a) Conhecer e ser informado das normas de utilização e de
escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido; segurança das instalações específicas, equipamentos e
f) Usufruir de um horário escolar adequado ao ano materiais da Escola, designadamente Biblioteca, Laboratórios,
frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das Oficina de Artes, Salas de Informática, Refeitório, Bufete,
atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as Balneário e Instalações Gimnodesportivas;
que contribuem para o desenvolvimento cultural da b) Conhecer e ser informado sobre o modo de organização
comunidade; do seu plano de estudos ou curso, os objetivos gerais e as
g) Beneficiar, no âmbito dos serviços de ação social planificações globais para cada disciplina ou área disciplinar,
escolar, de um sistema de apoios que lhe permitam superar ou os parâmetros e critérios de avaliação de cada disciplina, nos
compensar as carências do tipo sociofamiliar, económico ou primeiros 30 dias de atividades letivas de cada ano escolar;
cultural que dificultem o acesso à escola ou o processo de c) Receber, corrigidos e avaliados, todos os testes e
ensino; trabalhos escolares numa aula da respetiva disciplina, antes do
h) Usufruir de prémios ou apoios e meios complementares termo das atividades de cada período letivo, exceto em
que reconheçam e distingam o mérito; situações que decorram da única e exclusiva responsabilidade
i) Beneficiar de outros apoios específicos, adequados às dos Alunos ou causados por impedimento justificado do
suas necessidades escolares ou à sua aprendizagem, através Professor;
dos serviços de psicologia e orientação ou de outros serviços d) Assistir às aulas de disciplinas que não está a frequentar,
especializados de apoio educativo; depois de autorizado pela Direção do Agrupamento;
j) Ver salvaguardada a sua segurança na escola e e) Usar o parque destinado ao estacionamento de
respeitada a sua integridade física e moral, beneficiando, velocípedes, devendo estes, caso sejam motorizados, ser
designadamente, da especial proteção consagrada na lei penal conduzidos à mão e com o motor desligado desde o portão de
para os membros da comunidade escolar; acesso até ao local de estacionamento;
k) Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de f) Ser notificado da decisão de procedimento disciplinar
acidente ou doença súbita, ocorrido ou manifestada no de que seja arguido ou, quando menor de idade, o encarregado
decorrer das atividades escolares; de educação.
l) Ver garantida a confidencialidade dos elementos e g) Recorrer das decisões disciplinares que sobre si
informações constantes do seu processo individual, de recaiam, de acordo com o disposto, no artigo 36.º do EAEE.
natureza pessoal ou familiar; h) Desenvolver, individualmente ou em grupo, ações de
m) Participar, através dos seus representantes, nos termos qualquer índole, no respeito pelos princípios e normas em
da lei, nos órgãos de administração e gestão da escola, na vigor na escola, devidamente supervisionadas por um
criação e execução do respetivo projeto educativo, bem como professor ou funcionário e autorizadas pelo diretor.
na elaboração do regulamento interno; i) Integrar os quadros de mérito, de honra e usufruir de
n) Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e prémios de mérito nas condições previstas no regulamento
demais funções de representação no âmbito da escola, bem específico desses quadros.
como ser eleito, nos termos da lei e do regulamento interno da j) Dar conhecimento e solicitar diligências, junto do
escola; diretor, sempre que sinta ou conjeture estar em perigo a sua
o) Apresentar críticas e sugestões relativas ao saúde, segurança ou educação mesmo em circunstâncias de
funcionamento da escola e ser ouvido pelos professores, tempo e lugar não relacionadas diretamente com a escola.
diretores de turma e órgãos de administração e gestão da
escola em todos os assuntos que justificadamente forem do seu 4. O aluno com medidas de apoio à aprendizagem e
interesse; inclusão tem ainda direito a:
31 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

a) Beneficiar de um serviço de apoio especializado; b) A eleição deve ter lugar nos primeiros 30 dias após o
b) Beneficiar de condições especiais de frequência, regime início das atividades letivas, sendo o voto presencial e secreto
de disciplina, formas de avaliação diferenciada e adequações e o resultado da eleição registado em ata;
curriculares; c) O Delegado de Turma será o Aluno que obtiver a
c) Ser dispensado da frequência de uma ou mais maioria dos votos e o Subdelegado o segundo mais votado;
disciplinas, em parte ou no todo, de acordo com as suas d) Em caso de empate, procede-se a um novo escrutínio de
necessidades educativas; entre os 2 Alunos mais votados na primeira volta;
d) Beneficiar, em caso de deficiência visual ou motora, de e) O Delegado e o Subdelegado podem ser substituídos,
fácil acesso às salas de aula e, em caso de deficiência auditiva, em qualquer altura do ano letivo, sob proposta fundamentada
de um regime especial de integração. de, pelo menos, 2/3 dos Alunos da turma, ou ainda pelo
Conselho de Turma, Diretor de Turma ou Direção da Escola;
f) Caso o Delegado ou Subdelegado sejam submetidos à
Artigo 137º Assistência às aulas aplicação de medidas corretivas ou disciplinares
sancionatórias cessam, de imediato, o seu mandato,
1. O Aluno que pretenda assistir a aulas de disciplinas em procedendo-se a nova eleição.
que não está inscrito, deve solicitar autorização, por escrito, ao
Diretor. 7. As competências do Delegado de Turma são:
a) Colaborar com os Professores na divulgação de
2. O Diretor pode autorizar a assistência, depois de obter informação de interesse para a turma;
o acordo do(s) respetivo(s) Professor(s). b) Ser porta-voz dos Alunos da turma junto dos seus
Professores, Diretor de Turma, e órgãos da Escola;
3. Após autorização do Diretor/Professor o aluno tem os c) Cooperar na divulgação do Projeto Educativo, Plano de
mesmos direitos que um aluno interno. Atividades e Regulamento Interno, contribuindo para o seu
cumprimento;
4. A autorização pode ser cancelada por decisão do Diretor d) Promover o diálogo na resolução de problemas,
ou do(s) Professor(s). contribuindo, através do próprio exemplo, para a manutenção
de um bom entendimento;
e) Responsabilizar os Alunos da turma para a conservação,
Artigo 138º Representação dos alunos limpeza das instalações e bom estado dos equipamentos e
material didático;
De acordo com o Artigo 8º do EAEE: f) Dinamizar e colaborar nas atividades da turma, dentro e
1. Os alunos podem reunir -se em assembleia de alunos ou fora da sala de aula;
assembleia geral de alunos e são representados pela associação g) Representar a turma em reuniões para as quais seja
de estudantes, pelos seus representantes nos órgãos de direção convocado;
da escola, pelo delegado ou subdelegado de turma e pela h) Solicitar a realização de reuniões com o Diretor de
assembleia de delegados de turma, nos termos da lei e do Turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas,
regulamento interno da escola. indicando o assunto a tratar e fundamentando o pedido;
i) O Subdelegado deve apoiar o Delegado no exercício das
2. A associação de estudantes e os representantes dos suas funções e substituí-lo nos seus impedimentos.
alunos nos órgãos de direção da escola têm o direito de
solicitar ao diretor a realização de reuniões para apreciação de
matérias relacionadas com o funcionamento da escola. Artigo 139º Direito à Valorização de Comportamentos
Meritórios
3. O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de
solicitar a realização de reuniões da turma, sem prejuízo do 1. Conforme a alínea h) do artigo 7º do EAEE todos os
cumprimento das atividades letivas. alunos têm direito a Usufruir de prémios ou apoios e meios
complementares que reconheçam e distingam o mérito;
4. Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa,
diretor de turma ou o professor titular de turma pode solicitar 2. Considerando o artigo 9º do EAEE, são de distinguir os
a participação dos representantes dos pais ou encarregados de alunos que, em cada ciclo de escolaridade, preencham um ou
educação dos alunos da turma na reunião referida no número mais dos seguintes requisitos:
anterior. a) Revelem atitudes exemplares de superação das suas
dificuldades;
5. Não podem ser eleitos ou continuar a representar os b) Alcancem excelentes resultados escolares;
alunos nos órgãos ou estruturas da escola aqueles a quem seja c) Produzam trabalhos académicos de excelência ou
ou tenha sido aplicada, nos últimos dois anos escolares, realizem atividades curriculares ou de complemento curricular
medida disciplinar sancionatória superior à de repreensão de relevância;
registada ou sejam, ou tenham sido nos últimos dois anos d) Desenvolvam iniciativas ou ações de reconhecida
escolares, excluídos da frequência de qualquer disciplina ou relevância social.
retidos em qualquer ano de escolaridade por excesso grave de
faltas, nos termos do presente Estatuto. 3. Assim, o AE3E, institui as seguintes distinções:
a) Quadro de Valor e Excelência;
6. A eleição do Delegado e Subdelegado de Turma b) Menção da melhor Turma.
processa-se do seguinte modo:
a) O Delegado e Subdelegado de Turma são eleitos de 4. O Quadro de Valor e Excelência e a Menção Melhor
entre os Alunos da turma que manifestem uma assiduidade e Turma, têm como objetivo:
pontualidade regulares e tenham sentido de responsabilidade, a) Estimular os alunos no sentido do gosto pela
sendo aconselhável que estejam inscritos em todas as aprendizagem;
disciplinas curriculares do ano; b) Valorizar o aproveitamento escolar dos alunos;
32 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

c) Valorizar as atitudes e valores demonstrados ao longo 1. O Quadro de Excelência reconhece os alunos que se
do ano; evidenciaram em determinado momento do ano, atingindo um
d) Contribuir para o desenvolvimento pleno e harmonioso patamar de excelência em um ou mais projetos de relevância
dos alunos; pessoal e escolar, nomeadamente:
e) Reconhecer publicamente os alunos que se destacam ao a) Alcancem excelentes resultados escolares;
longo do ano com resultados, atitudes e valores que b) Produzam trabalhos académicos de excelência.
contribuem para o seu desenvolvimento pessoal e/ou benefício
da comunidade escolar. 2. Têm acesso ao Quadro de Excelência os alunos que
reúnam uma das seguintes condições:
5. O Conselho de Turma, o Diretor de Turma, ou qualquer a) No 1ºCiclo do Ensino Básico: Muito Bom nas
elemento da comunidade educativa pode propor para disciplinas de Português, Matemática e Estudo do Meio e
valorização, com a devida fundamentação, alunos que tenham classificação não inferior a Bom nas expressões, ou, em
evidenciado comportamentos meritórios. alternativa a classificação de Bom na disciplina de Estudo do
Meio, desde que obtenha Muito Bom a pelo menos uma das
6. As propostas referidas no número anterior deverão ser disciplinas de Português ou Matemática e classificação não
apresentadas, sempre que possível, até cinco dias após as inferior a Bom nas expressões (4º ano); pelo menos 2
reuniões de avaliação dos respectivos Conselhos de Turma. classificações de Muito Bom e uma de Bom nas áreas
curriculares disciplinares e classificação não inferior a Bom
7. A análise das propostas será da responsabilidade do nas Expressões (1º, 2º e 3º anos).
Conselho Pedagógico ou de uma Comissão por si nomeada. b) Nos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico: média aritmética
simples igual ou superior a nível 4, sem arredondamento, no
8. O Quadro de Valor e Mérito é organizado conjunto das disciplinas.
trimestralmente no final de cada período. c) Ensino Secundário: os alunos que obtenham média
aritmética simples igual ou superior a 16 valores sem
9. A lista dos selecionados com as respetivas fotografias arredondamento e não tenham qualquer classificação inferior
(facultativas) será afixada em local próprio na Escola do a 10 valores ou disciplinas em atraso.
Agrupamento. d) Ensino Profissional: os alunos que obtenham uma
média aritmética simples igual ou superior a 16 valores sem
10. A cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á no arredondamento e não tenham qualquer classificação inferior
“Dia do Diploma”. a 10 valores ou módulos em atraso. Esta média ponderada
obtida nos módulos das várias disciplinas dos cursos, não
11. A atribuição das menções no âmbito do Quadro de integra a classificação da prova de aptidão profissional (PAP).
Valor e Excelência será registada no processo individual do
aluno. 3. Os candidatos à menção do Quadro de Excelência
devem ainda ser observar os seguintes requisitos:
a) Disciplina: não terem sido alvo de aplicação de medidas
Artigo 140º Acesso ao Quadro de Valor disciplinares corretivas ou sancionatórias;
b) Assiduidade: não excedam um terço do limite de faltas
1. O Quadro de Valor reconhece os alunos que se injustificadas permitido por lei, excepto nos casos em que esse
evidenciaram em determinado momento do ano, atingindo um número tenha sido causado por motivos de doença ou outro
patamar de excelência em um ou mais projetos de relevância motivo grave;
pessoal e escolar, nomeadamente: c) Cooperação: revelem condutas que demonstrem
a) Revelem atitudes exemplares de superação das suas cooperar e aceitar as regras, evidenciando bom
dificuldades; relacionamento com os diversos elementos da comunidade
b) realizem atividades curriculares ou de complemento escolar.
curricular de relevância;
c) Desenvolvam iniciativas ou ações de reconhecida
relevância social; Artigo 142º Acesso à Menção de Melhor Turma
d) Representem dignamente a escola quer a nível nacional
quer internacional; 1. É candidata à Menção Melhor Turma, aquela que
e) Incluídos em situações excepcionais que serão obtiver o melhor desempenho tendo em conta os critérios a
analisadas após fundamentação adequada. seguir apresentados eliminatórios pela seguinte ordem:
a) Disciplina: São excluídos da Menção Melhor Turma, as
2. Os candidatos à menção do Quadro de Valor devem turmas em que tenha existido qualquer processo disciplinar
ainda observar os seguintes requisitos: durante o ano lectivo.
a) Disciplina: não terem sido alvo de aplicação de medidas b) Assiduidade: Melhor assiduidade - corresponde ao
disciplinares corretivas ou sancionatórias; menor número de total de faltas injustificadas dadas por todos
b) Assiduidade: não excedam um terço do limite de faltas os alunos da turma, excepto à disciplina de Educação Moral e
injustificadas permitido por lei, excepto nos casos em que esse Religiosa.
número tenha sido causado por motivos de doença ou outro c) Aproveitamento: Melhor média - é a média aritmética
motivo grave; simples de todas as disciplinas excepto Educação Moral e
c) Cooperação: revelem condutas que demonstrem Religiosa.
cooperar e aceitar as regras, evidenciando bom
relacionamento com os diversos elementos da comunidade 2. Os critérios referidos para a Menção Melhor Turma são
escolar. exclusivamente para os alunos da turma que estejam
matriculados em todas as disciplinas do plano de estudos.

Artigo 141º Acesso ao Quadro de Excelência 3. O processo para a Menção de Melhor Turma é
organizado anualmente, no final do ano letivo, e exposto
publicamente em local próprio da escola, sendo indicadas as
33 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

três melhores turmas (uma de 2º Ciclo, uma de 3º Ciclo e uma aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou
de Secundário). outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou
estruturas da escola em que participe, exceto quando a
4. Os alunos da Turma a quem foi atribuída a Menção utilização de qualquer dos meios acima referidos esteja
Melhor Turma terão direito a participar numa viagem/passeio diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e seja
escolar de um dia e local a determinar, no final do ano letivo, expressamente autorizada pelo professor ou pelo responsável
até 31 de Agosto. pela direção ou supervisão dos trabalhos ou atividades em
curso.
s) Não captar sons ou imagens, designadamente, de
Artigo 143º Deveres atividades letivas e não letivas, sem autorização prévia dos
professores, dos responsáveis pela direção da escola ou
São deveres do aluno de acordo com o artigo 10º do supervisão dos trabalhos ou atividades em curso, bem como,
EAEE: quando for o caso, de qualquer membro da comunidade
a) Estudar, aplicando -se, de forma adequada à sua idade, escolar ou educativa cuja imagem possa, ainda que
necessidades educativas e ao ano de escolaridade que involuntariamente, ficar registada;
frequenta, na sua educação e formação integral; t) Não difundir, na escola ou fora dela, nomeadamente, via
b) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de Internet ou através de outros meios de comunicação, sons ou
todos os seus deveres no âmbito das atividades escolares; imagens captados nos momentos letivos e não letivos, sem
c) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu autorização do diretor da escola;
processo de ensino; u) Respeitar os direitos de autor e de propriedade
d) Tratar com respeito e correção qualquer membro da intelectual;
comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser v) Apresentar -se com vestuário que se revele adequado,
discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo, em função da idade, à dignidade do espaço e à especificidade
orientação sexual, idade, identidade de condição económica, das atividades escolares, no respeito pelas regras estabelecidas
cultural ou social, ou convicções políticas, ideológicas, na escola;
filosóficas ou religiosas. x) Reparar os danos por si causados a qualquer membro da
e) Guardar lealdade para com todos os membros da comunidade educativa ou em equipamentos ou instalações da
comunidade educativa; escola ou outras onde decorram quaisquer atividades
f) Respeitar a autoridade e as instruções dos professores e decorrentes da vida escolar e, não sendo possível ou suficiente
do pessoal não docente; a reparação, indemnizar os lesados relativamente aos prejuízos
g) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e causados.
para a plena integração na escola de todos os alunos;
h) Participar nas atividades educativas ou formativas
desenvolvidas na escola, bem como nas demais atividades Artigo 144º Responsabilidade dos alunos
organizativas que requeiram a participação dos alunos;
i) Respeitar a integridade física e psicológica de todos os 1. Os alunos são responsáveis, em termos adequados à sua
membros da comunidade educativa, não praticando quaisquer idade e capacidade de discernimento, pelo exercício dos
atos, designadamente violentos, independentemente do local direitos e pelo cumprimento dos deveres que lhe são
ou dos meios utilizados, que atentem contra a integridade outorgados pelo presente Estatuto, pelo regulamento interno
física, moral ou patrimonial dos professores, pessoal não da escola e pela demais legislação aplicável.
docente e alunos;
j) Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da 2. A responsabilidade disciplinar dos alunos implica o
comunidade educativa, de acordo com as circunstâncias de respeito integral pelo presente Estatuto, pelo regulamento
perigo para a integridade física e psicológica dos mesmos; interno da escola, pelo património da mesma, pelos demais
k) Zelar pela preservação, conservação e asseio das alunos, funcionários e, em especial, professores.
instalações, material didático, mobiliário e espaços verdes da
escola, fazendo uso correto dos mesmos; 3. Nenhum aluno pode prejudicar o direito à educação dos
l) Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros demais.
da comunidade educativa;
m) Permanecer na escola durante o seu horário, salvo 4. São também deveres e responsabilidades do Aluno:
autorização escrita do encarregado de educação ou da direção a) Fazer-se acompanhar do cartão de estudante, ativá-lo à
da escola; entrada da Escola e apresentá-lo sempre que solicitado;
n) Participar na eleição dos seus representantes e prestar- b) Dirigir-se, ao toque, para o local onde vai decorrer a
lhes toda a colaboração; atividade letiva;
o) Conhecer e cumprir o presente Estatuto, as normas de c) Informar o Professor, em caso de atraso, das razões que
funcionamento dos serviços da escola e o regulamento interno o justificam;
da mesma, subscrevendo declaração anual de aceitação do d) Aguardar à porta da sala de aula pelo Professor não
mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu cumprimento podendo abandonar o local sem autorização do Funcionário;
integral; e) Comparecer nas aulas com todo o material necessário
p) Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em ao bom funcionamento das mesmas;
especial drogas, tabaco e bebidas alcoólicas, nem promover f) Informar-se, junto dos órgãos, estruturas ou serviços da
qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas; Escola, sobre todos os assuntos escolares que lhe digam
q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos respeito;
tecnológicos, instrumentos ou engenhos passíveis de, g) Disponibilizar-se para aceitar cargos decorrentes de
objetivamente, perturbarem o normal funcionamento das eleições, nomeadamente no que concerne à função de
atividades letivas, ou poderem causar danos físicos ou Delegado ou Subdelegado;
psicológicos aos alunos ou a qualquer outro membro da h) Não permanecer nos locais da Escola destinados ao
comunidade educativa; estacionamento de veículos;
r) Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, i) Não permanecer junto às salas onde estejam a decorrer
designadamente, telemóveis, equipamentos, programas ou atividades letivas de outras turmas;
34 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

j) Não cometer fraude nem beneficiar dos atos 3. A falta de pontualidade deve ser marcada sempre que o
fraudulentos dos outros Alunos durante a realização de testes atraso seja significativo, podendo o aluno assistir ao resto da
ou exames; aula.
k) Redigir as diversas fichas e provas de avaliação com
letra legível e zelar pela boa apresentação dos documentos que 4. A falta disciplinar verifica-se quando o aluno viola os
produz; seus deveres, de acordo com o EAEE, podendo o aluno ter
l) Não usar tinta corretora nas provas de avaliação, ordem saída da sala de aula.
nomeadamente testes e exames;
m) Comparecer aos momentos de avaliação presencial 5. A reincidência na ausência de material escolar por parte
marcados nas diversas disciplinas; do aluno, levará à marcação de uma falta de material, sendo
n) Transmitir ao Encarregado de Educação informação esta considerada injustificada e contabilizada para o limite de
relevante proporcionada pela Escola; faltas do aluno.
o) Conhecer todos os aspetos respeitantes à sua atividade
escolar (as disciplinas do seu curriculum de modo a 6. As faltas são registadas pelo professor titular de turma,
matricular-se corretamente; as condições de transição e pelo professor responsável pela aula ou atividade ou pelo
progressão; os parâmetros e os critérios de avaliação a aplicar diretor de turma em suportes administrativos adequados.
em cada disciplina; o regime de faltas e as normas que regem
a justificação das mesmas 7. Compete ao diretor garantir os suportes administrativos
adequados ao registo de faltas dos alunos e respetiva
atualização, de modo que este possa ser, em permanência,
utilizado para finalidades pedagógicas e administrativas.
Secção II - Dever de assiduidade
8. A participação em visitas de estudo previstas no plano
Artigo 145º Frequência e assiduidade de atividades da escola não é considerada falta relativamente
às disciplinas ou áreas disciplinares envolvidas, considerando
Considerando o artigo 13º do EAEE: -se dadas as aulas das referidas disciplinas previstas para o dia
1. Para além do dever de frequência da escolaridade em causa no horário da turma.
obrigatória, os alunos são responsáveis pelo cumprimento dos
deveres de assiduidade e pontualidade, nos termos
estabelecidos na alínea b) do Artigo 10º e no nº 3 do presente Artigo 147º Dispensa da atividade física
artigo.
1. O aluno pode ser dispensado temporariamente das
2. Os pais ou encarregados de educação dos alunos atividades de educação física ou desporto escolar por razões
menores de idade são responsáveis, conjuntamente com estes, de saúde, devidamente comprovadas por atestado médico, que
pelo cumprimento dos deveres referidos no número anterior. deve explicitar claramente as contraindicações da atividade
física.
3. O dever de assiduidade e pontualidade implica para o
aluno a presença e a pontualidade na sala de aula e demais 2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o aluno
locais onde se desenvolva o trabalho escolar munido do deve estar sempre presente no espaço onde decorre a aula de
material didático ou equipamento necessários, de acordo com educação física.
as orientações dos professores, bem como uma atitude de
empenho intelectual e comportamental adequada, em função 3. Sempre que, por razões devidamente fundamentadas, o
da sua idade, ao processo de ensino. aluno se encontre impossibilitado de estar presente no espaço
onde decorre a aula de educação física deve ser encaminhado
4. O controlo da assiduidade dos alunos é obrigatório, nos para um espaço em que seja pedagogicamente acompanhado.
termos em que é definida no número anterior, em todas as
atividades escolares letivas e não letivas em que participem ou
devam participar. Artigo 148º Justificação de faltas

5. Sem prejuízo do disposto no presente Estatuto, as Considerando o artigo 16º do EAEE:


normas a adoptar no controlo de assiduidade, da justificação 1. São consideradas justificadas as faltas dadas pelos
de faltas e da sua comunicação aos pais ou ao encarregado de seguintes motivos:
educação são fixadas no regulamento interno. a) doença do aluno, devendo ser efetuada informação por
escrito, pelo encarregado de educação ou pelo aluno quando
maior de idade, quando determinar um período inferior ou
Artigo 146º Faltas e sua natureza igual a três dias úteis, ou por médico se determinar
impedimento superior a três dias úteis, podendo, quando se
1. Consideram-se os seguintes tipos de faltas: trate de doença de caráter crónico ou recorrente, uma única
a) falta de assiduidade; declaração ser aceite para a totalidade do ano letivo ou até ao
b) falta de pontualidade; termo da condição que a determinou;
c) falta disciplinar; b) isolamento profilático, determinado por doença
d) falta de material. infetocontagiosa de pessoa que coabite com o aluno,
comprovada através de declaração da autoridade sanitária
2. A falta de assiduidade corresponde à ausência do aluno competente;
nas atividades letivas. Decorrendo as aulas em tempos c) falecimento de familiar, durante o período legal de
consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência justificação de faltas por falecimento de familiar previsto no
do aluno. regime do contrato de trabalho dos trabalhadores que exercem
funções públicas;
d) nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o
dia imediatamente posterior;
35 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

e) realização de tratamento ambulatório, em virtude de 2. Na situação prevista na alínea c) do número anterior, a


doença ou deficiência, que não possa efetuar -se fora do não aceitação da justificação apresentada deve ser
período das atividades letivas; fundamentada de forma sintética.
f) assistência na doença a membro do agregado familiar,
nos casos em que, comprovadamente, tal assistência não possa 3. As faltas injustificadas são comunicadas aos pais ou
ser prestada por qualquer outra pessoa; encarregados de educação, ou ao aluno maior de idade, pelo
g) comparência a consultas pré-natais, período de parto e diretor de turma ou pelo professor titular de turma, no prazo
amamentação, nos termos da legislação em vigor; máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.
h) ato decorrente da religião professada pelo aluno, desde
que o mesmo não possa efetuar -se fora do período das
atividades letivas e corresponda a uma prática comummente Artigo 150º Regime de Assiduidade dos Cursos
reconhecida como própria dessa religião; Profissionais
i) participação em atividades culturais, associativas e
desportivas reconhecidas, nos termos da lei, como de interesse 1. Para efeitos de conclusão do curso com aproveitamento
público ou consideradas relevantes pelas respetivas devem estar reunidos cumulativamente os seguintes
autoridades escolares; requisitos:
j) preparação e participação em atividades desportivas de a) A assiduidade do aluno não pode ser inferior a 90% da
alta competição, nos termos legais aplicáveis; carga horária de cada módulo de cada disciplina;
k) cumprimento de obrigações legais que não possam b) A assiduidade do aluno, na Formação em Contexto de
efetuar -se fora do período das atividades letivas; Trabalho (FCT), não pode ser inferior a 95% da carga horária
l) outro facto impeditivo da presença no Agrupamento ou prevista.
em qualquer atividade escolar, desde que, comprovadamente,
não seja imputável ao aluno e considerado atendível pelo 2. Em situações excecionais, quando a falta de assiduidade
diretor, pelo diretor de turma ou pelo professor titular; do aluno for devidamente justificada, a escola deverá
m) as decorrentes de suspensão preventiva aplicada no assegurar:
âmbito de procedimento disciplinar, no caso de ao aluno não a) O prolongamento das atividades até ao cumprimento do
vir a ser aplicada qualquer medida disciplinar sancionatória, número total de horas de formação estabelecidas; ou
lhe ser aplicada medida não suspensiva do Agrupamento, ou b) O desenvolvimento de mecanismos de recuperação
na parte em que ultrapassem a medida efetivamente aplicada; tendo em vista o cumprimento dos objetivos de aprendizagem;
n) participação em visitas de estudo previstas no plano de estes mecanismos de recuperação deverão constar dos critérios
atividades do Agrupamento, relativamente às disciplinas ou de avaliação definidos no início do ano.
áreas disciplinares não envolvidas na referida visita; c) O prolongamento da FCT a fim de permitir o
cumprimento do número de horas estabelecido.
2. A justificação das faltas exige um pedido escrito
apresentado pelos pais ou encarregados de educação ou, 3. Quando o aluno não cumpra os limites referidos no
quando maior de idade, pelo próprio, ao professor titular da ponto 1 deverá reunir-se o diretor de turma e os professores
turma ou ao diretor de turma, com indicação do dia e da das respetivas disciplinas, para avaliar a situação. Caso se
atividade letiva em que a falta ocorreu, referenciando os considere que os conteúdos e objetivos de aprendizagem não
motivos justificativos da mesma na caderneta escolar, tratando foram recuperados deve propor o aluno para a realização de
-se de aluno do ensino básico, ou em impresso próprio, um plano de recuperação (PR) ao(s) módulo(s) e/ou
tratando -se de aluno do ensino secundário. disciplina(s) em que o aluno ultrapassou o limite, nas seguintes
condições:
3. O diretor de turma, ou o professor titular da turma, pode a) A direção disponibilizará os recursos necessários à
solicitar aos pais ou encarregados de educação, ou ao aluno realização do plano de recuperação;
maior de idade, os comprovativos adicionais que entenda b) O plano de recuperação deverá incidir sobre os
necessários à justificação da falta, devendo, igualmente, conteúdos lecionados durante o período em que o aluno
qualquer entidade que para esse efeito for contactada, faltou;
contribuir para o correto apuramento dos factos. c) O diretor de turma deve informar os pais e encarregados
de educação ou o aluno, quando maior de idade, que este irá
4. A justificação da falta deve ser apresentada previamente, realizar um plano de recuperação;
sendo o motivo previsível, ou, nos restantes casos, até ao 3.º d) O plano de recuperação poderá ser contabilizado para
dia útil subsequente à verificação da mesma. efeitos de avaliação na disciplina, de acordo com os respetivos
critérios de avaliação;
5. Nas situações de ausência justificada às atividades e) O recurso ao plano de recuperação previsto no número
escolares, o aluno tem o direito a beneficiar de medidas, a anterior apenas pode ocorrer uma vez no decurso do ano
definir pelos professores responsáveis e/ou pela escola, letivo, para cada uma das disciplinas do plano de formação.
adequadas à recuperação da aprendizagem em falta.
4. Continuando a verificar-se o incumprimento do dever
de assiduidade por parte do aluno deve o diretor de turma
Artigo 149º Faltas injustificadas comunicar esse facto ao encarregado de educação referindo as
implicações do excesso de faltas na progressão modular e na
1. As faltas são injustificadas quando: conclusão do curso.
a) não tenha sido apresentada justificação, nos termos do
artigo anterior;
b) a justificação tenha sido apresentada fora do prazo; Artigo 151º Excesso grave de faltas
c) a justificação não tenha sido aceite;
d) a marcação da falta resulte da aplicação da ordem de 1. Em cada ano letivo as faltas injustificadas não podem
saída da sala de aula ou de medida disciplinar sancionatória. exceder:
a) 10 dias, seguidos ou interpolados, no 1º ciclo do
ensino básico;
36 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

b) o dobro do número de tempos letivos semanais aluno, designadamente, nos termos dos artigos 44º e 45º do
por disciplina nos restantes ciclos ou níveis de ensino, EAEE.
sem prejuízo do disposto no número seguinte.
4. Todas as situações, atividades, medidas ou suas
2. Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, consequências previstas no presente artigo são
designadamente nos cursos profissionais, ou noutras ofertas obrigatoriamente comunicadas, pelo meio mais expedito, aos
formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da pais ou ao encarregado de educação ou ao aluno, quando maior
respetiva carga horária, o aluno encontra-se na situação de de idade, ao diretor de turma e ao professor tutor do aluno,
excesso de faltas quando ultrapassa os limites de faltas sempre que designado, e registadas no processo individual do
justificadas e/ou injustificada daí decorrente, relativamente a aluno.
cada disciplina, módulo, unidade ou área de formação, nos
termos previstos na regulamentação ou definidos, no quadro 5. À terceira falta injustificada às atividades de apoio ou
daquela, no presente regulamento interno. complementares, de inscrição ou de frequência facultativa,
implica a imediata exclusão do aluno das atividades em causa.
3. Quando for atingido metade dos limites de faltas
previstos nos números anteriores, os pais ou encarregados de
educação, ou o aluno maior de idade, são informados, pelo Artigo 153º Medidas de recuperação e de integração
meio mais expedito, pelo diretor de turma ou pelo professor
que desempenhe funções equiparadas ou pelo professor titular 1. Para os alunos menores de 16 anos, independentemente
de turma. da modalidade de ensino frequentada, a violação dos limites
de faltas previstos no artigo 151º pode obrigar ao cumprimento
4. A notificação referida no número anterior tem como de atividades de recuperação das aprendizagens, a definir pela
objetivo alertar para as consequências da violação do limite de escola, que permitam recuperar atrasos na aprendizagem e/ou
faltas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o a integração escolar e comunitária do aluno, pelas quais os
cumprimento efetivo do dever de assiduidade. alunos e os seus encarregados de educação são
corresponsáveis.
5. Todos os procedimentos relativos ao excesso grave de
faltas executados pelo Director de Turma tem como objetivo 2. Nos termos do número anterior, cumprem-se as
prevenir a continuação da falta de assiduidade do aluno, pelo seguintes atividades:
que, se iniciam assim que detectado o problema de a) uma vez definido o período sobre o qual incidem as
assiduidade. faltas dadas, o(s) professor(es) da(s) disciplina(s) procede(m)
ao elenco dos conteúdos programáticos ministrados nas aulas
6. Para efeitos do disposto nos números 1 e 2, são também a que o aluno faltou, preenchendo o documento existente para
contabilizadas como faltas injustificadas as decorrentes da o efeito;
aplicação da medida corretiva de ordem de saída da sala de b) com base nesse elenco, o(s) professor(es) da(s)
aula, bem como as ausências decorrentes da aplicação da disciplina(s) em que o aluno ultrapassou o limite de faltas
medida disciplinar. definem Atividades de Recuperação de Aprendizagem
(ARA) onde estipula(m) as tarefas, que podem revestir forma
7. Caso se revele impraticável o referido nos números escrita, oral ou prática, que o aluno deve realizar (as quais se
anteriores, por motivos não imputáveis à escola, e sempre que confinarão às matérias tratadas nas aulas cuja ausência
a gravidade especial da situação o justifique, a respetiva originou a situação de excesso de faltas);
Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco (CPCJ) c) ao aluno é dado um prazo de duas semanas para
deve ser informada do excesso de faltas do aluno menor de procurar, pelos seus próprios meios, o apoio de que necessita
idade, assim como dos procedimentos e diligências até então em período suplementar ao horário letivo;
adoptados pela escola e pelos encarregados de educação, d) a duração da prova não poderá exceder os 100 minutos;
procurando em conjunto soluções para ultrapassar a sua falta e) o encarregado de educação e o aluno são informados
de assiduidade. pelo diretor de turma, pelo meio mais expedito, da
implementação das ARA;
f) o diretor de turma faculta ao aluno uma cópia do
Artigo 152º Efeitos da ultrapassagem dos limites de faltas documento preenchido referido na alínea a);
g) após a realização da prova, e no decorrer da semana a
1. A ultrapassagem dos limites de faltas injustificadas seguir, deve(m) o(s) professor(es) da(s) disciplina(s) proceder
previstos no nº 1 do artigo anterior constitui uma violação dos à avaliação das ARA desenvolvidas pelo aluno, que será
deveres de frequência e assiduidade e obriga o aluno faltoso expressa qualitativamente nas menções de Não Satisfaz ou
ao cumprimento de medidas de recuperação e ou corretivas Satisfaz.
específicas, de acordo com o estabelecido nos artigos h) a avaliação das ARA serve apenas para aferir a
seguintes, podendo ainda conduzir à aplicação de medidas recuperação do atraso das aprendizagens.
disciplinares sancionatórias, nos termos do presente Estatuto. i) se na maioria das disciplinas em que o aluno tiver
ultrapassado o limite de faltas injustificadas houver avaliação
2. A ultrapassagem dos limites de faltas previstos nas positiva, o resultado final das atividades de recuperação será
ofertas formativas a que se refere o nº 2 do artigo anterior de Satisfaz. No caso de o aluno realizar atividades de
constitui uma violação dos deveres de frequência e recuperação a um conjunto de disciplinas, a decisão sobre a
assiduidade e tem para o aluno as consequências estabelecidas calendarização e avaliação das atividades de recuperação será
na regulamentação específica da oferta formativa em causa e decidida pelo Conselho de Turma.
ou no regulamento interno da escola, sem prejuízo de outras j) a avaliação das ARA é comunicada ao aluno e ao
medidas expressamente previstas no presente Estatuto para as encarregado de educação pelo diretor de turma, pelo meio
referidas modalidades formativas. mais expedito.
k) o conselho de turma deve, no final de cada período,
3. O previsto nos números anteriores não exclui a proceder à análise da situação do aluno, responsabilizando,
responsabilização dos pais ou encarregados de educação do através do diretor de turma, o encarregado de educação,
37 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

procurando garantir o cumprimento efetivo do dever de 4. Considerando o previsto no nº 5 do artigo 45º do EAEE
assiduidade. e tratando-se de pais ou encarregados de educação cujos
l) sempre que cesse o incumprimento do dever de educandos beneficiam de apoios no âmbito da ação social
assiduidade por parte do aluno são desconsideradas as faltas escolar, em substituição das coimas previstas no ponto
em excesso. anterior, pode o diretor, por sua decisão, determinar a
aplicação das medidas previstas no nº 9 do artigo supracitado.
3. O disposto no número anterior é aplicado
independentemente do ano de escolaridade ou do número de 5. Nos casos em que houver lugar à retenção, por
disciplinas em que se verifique a ultrapassagem do limite de incumprimento ou ineficácia das medidas de recuperação e
faltas, bem como as matérias a trabalhar nas mesmas, as quais integração previstas na lei, o aluno continua obrigado à
se confinarão às tratadas nas aulas cuja ausência originou a frequência do Agrupamento até ao final do ano letivo e até
situação de excesso de faltas. perfazer os 18 anos de idade, ou até ao encaminhamento para
o novo percurso formativo, se ocorrer antes.
4. Não há lugar ao cumprimento das ARA, sempre que
para o cômputo do número e limites de faltas tenham sido 6. Para o cumprimento do disposto no número anterior,
determinantes as faltas decorrentes de medida corretiva de deve o Conselho de Turma ou diretor, determinar as atividades
ordem de saída de sala de aula ou disciplinar sancionatória de a que o aluno está obrigado, podendo elaborar um horário
suspensão. alternativo ao da turma, para o aluno em causa,
nomeadamente: serviços comunitários no Agrupamento ou na
5. As atividades de recuperação das aprendizagens comunidade.
previstas no presente artigo serão realizadas uma única vez por
aluno, no decurso do ano letivo. 7. Quando a medida a que se refere o nº 1 não for possível
ou o aluno for encaminhado para oferta formativa diferente da
6. Tratando-se de aluno de idade igual ou superior a 16 que frequenta e o encaminhamento ocorra após 31 de Janeiro,
anos, a violação dos limites de faltas previstos no artigo 151º o não cumprimento das atividades e/ou medidas previstas no
pode dar também lugar à aplicação das medidas previstas no artigo anterior, ou a sua ineficácia por causa não imputável à
presente regulamento, que se revelem adequadas, tendo em escola, determinam ainda, logo que definido pelo conselho de
vista os objetivos formativos, preventivos e integradores a turma: a exclusão na disciplina ou disciplinas em que se
alcançar, em função da idade, do percurso formativo, da sua verifique o excesso de faltas, tratando -se de alunos do ensino
regulamentação específica e da situação concreta do aluno. secundário, sem prejuízo da obrigação de frequência do
Agrupamento até final do ano letivo e até perfazerem os 18
7. O disposto nos nos 2 a 6 é também aplicável aos alunos anos de idade, ou até ao encaminhamento para o novo percurso
maiores de 16 anos, com as necessárias adaptações, quando a formativo, se ocorrer antes.
matéria não se encontre prevista em sede de regulamento
interno. 8. Tratando -se de aluno com idade superior a 12 anos que
já frequentou, no ano letivo anterior, o mesmo ano de
escolaridade, poderá haver lugar, até final do ano letivo em
Artigo 154º Incumprimento ou ineficácia das medidas causa e por decisão do diretor da escola, à prorrogação da
medida corretiva aplicada nos termos do artigo anterior.
1. Sempre que se revele o incumprimento ou ineficácia das
medidas referidas no artigo anterior, a violação dos limites de 9. Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes,
faltas pode dar lugar à aplicação de medidas corretivas designadamente nos cursos profissionais ou noutras ofertas
previstas na lei e no regulamento interno do Agrupamento, por formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da
proposta de conselho de turma, que, para o efeito, deve reunir. respetiva carga horária, o incumprimento ou a ineficácia das
medidas previstas implica, independentemente da idade do
2. O incumprimento das medidas previstas no nº 2 do aluno, a exclusão dos módulos ou unidades de formação das
artigo anterior e nº 1 do presente artigo, a sua ineficácia ou a disciplinas ou componentes de formação em curso no
impossibilidade de atuação, determinam, tratando-se de aluno momento em que se verifica o excesso de faltas, com as
menor, a comunicação do facto ao Diretor do Agrupamento consequências previstas na regulamentação específica e
que dele dará conhecimento à CPCJ, ou na falta desta, ao definidas no presente regulamento.
Ministério Público junto do Tribunal de Família e Menores
territorialmente competente, de forma a procurar encontrar, 10. As atividades a desenvolver pelo aluno decorrentes do
com a colaboração do Agrupamento e, sempre que possível, dever de frequência estabelecido no nº 7, no horário das
com a autorização e corresponsabilização dos pais ou disciplinas de que foi excluído são as seguintes:
encarregados de educação, uma solução adequada ao processo a) participação em ações de manutenção do Agrupamento;
formativo do aluno e à sua inserção social e socioprofissional, b) coadjuvância com professores e/ou assistentes
considerando, de imediato, a possibilidade de operacionais em tarefas escolares e de limpeza;
encaminhamento do aluno para diferente percurso formativo c) serviços comunitários no Agrupamento.
aplicando-se assim o previsto no artigo 44º do EAEE.
11. As atividades referidas no ponto anterior, serão
3. A manutenção da situação de incumprimento consciente realizadas, de acordo com a situação específica de cada aluno,
e reiterado por parte dos pais ou encarregados de educação de após ultrapassar o limite de faltas injustificadas a 3 disciplinas
alunos menores de idade dos deveres previstos no nº 2 do ou a partir do final do segundo período, independentemente do
artigo 44º do EAEE, aliada à recusa, à não comparência ou à número de disciplinas a que tenha excedido o limite de faltas
ineficácia das ações de capacitação parental determinadas e injustificadas. O incumprimento ou a ineficácia das medidas e
oferecidas nos termos do referido artigo, constitui atividades referidas no presente artigo implica também
contraordenação punível com coima nos termos dos nºs 2 a 4 restrições à realização de provas de equivalência à frequência
do artigo 45º do EAEE. ou de exames, sempre que tal se encontre previsto em
regulamentação específica de qualquer modalidade de ensino
ou oferta formativa.
38 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

os objetivos da sua educação e formação, no âmbito, do


12. O incumprimento ou a ineficácia das medidas e desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do projeto
atividades referidas no presente artigo implica também educativo do Agrupamento, e nos termos do presente
restrições à realização de provas de equivalência à frequência Regulamento Interno.
ou de exames, sempre que tal se encontre previsto em
regulamentação especifica de qualquer modalidade de ensino
ou oferta formativa. Artigo 158º Determinação da Medida Disciplinar

13. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade 1. Na determinação da medida disciplinar corretiva ou


e/ou das atividades, pode dar ainda lugar à aplicação de sancionatória aplicável, deve ser tido em consideração, a
medidas disciplinares sancionatórias previstas no presente gravidade do incumprimento do dever, as circunstâncias,
Regulamento. atenuantes e agravantes apuradas, em que esse incumprimento
se verificou, o grau de culpa do aluno, a sua maturidade e
demais condições pessoais, familiares e sociais.

Secção III - Disciplina 2. São circunstâncias atenuantes da responsabilidade


disciplinar do aluno o seu comportamento anterior, o seu
Artigo 155º Qualificação da Infração aproveitamento escolar e o seu reconhecimento, com
arrependimento da natureza ilícita da sua conduta.
A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos na
lei e no Regulamento Interno do Agrupamento, em termos que 3. São circunstâncias agravantes da responsabilidade do
se revelem perturbadores do funcionamento normal das aluno a premeditação, o conluio, bem como a acumulação de
atividades do Agrupamento ou das relações no âmbito da infrações disciplinares e a reincidência, em especial se no
comunidade educativa, constitui infração passível da decurso do mesmo ano letivo.
aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar
sancionatória, nos termos dos artigos seguintes.
Artigo 159º Medidas Disciplinares Corretivas

Artigo 156º Participação de Ocorrência 1. As medidas corretivas prosseguem finalidades


pedagógicas, dissuasoras e de integração, assumindo uma
1. O professor ou membro do pessoal não docente que natureza eminentemente preventiva.
presencie ou tenha conhecimento de comportamentos
suscetíveis de constituir infração disciplinar deve participá-los 2. São medidas corretivas:
imediatamente ao diretor do Agrupamento. a) advertência;
b) a ordem de saída da sala de aula, e demais locais onde
2. O aluno que presencie comportamentos referidos no se desenvolva o trabalho escolar;
número anterior deve comunicá-los imediatamente ao diretor c) a realização de tarefas e atividades de integração
de turma, o qual, no caso de os considerar graves ou muito escolar, podendo, para esse efeito, ser aumentado o período de
graves, os participa, no prazo de um dia útil, ao diretor do permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno no
Agrupamento. Agrupamento;
d) o condicionamento no acesso a certos espaços
escolares, ou na utilização de certos materiais e equipamentos,
Artigo 157º Finalidade das Medidas Corretivas e das sem prejuízo dos que se encontrem afetos a atividades letivas;
Disciplinares Sancionatórias e) advertência registada no processo individual do aluno,
que uma vez cumprido o que aí se determina, lhe será retirada
1. Todas as medidas corretivas e disciplinares do processo;
sancionatórias prosseguem finalidades pedagógicas, f) a mudança de turma;
preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma g) qualquer outra medida a determinar no Plano Curricular
sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, o respeito de Turma.
pela autoridade dos professores no exercício da sua atividade
profissional e dos demais funcionários, bem como a segurança 3. A advertência consiste numa chamada verbal de atenção
de toda a comunidade educativa. ao aluno, perante um comportamento perturbador do
funcionamento normal das atividades escolares ou das
2. As medidas corretivas e medidas disciplinares relações entre os presentes, no local onde elas decorrem, com
sancionatórias visam ainda garantir o normal prosseguimento vista a alertá-lo para que deve evitar tal tipo de conduta e a
das atividades do Agrupamento, a correção do comportamento responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus deveres como
perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista aluno.
ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua
capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena 4. Na sala de aula, a repreensão é da exclusiva
integração na comunidade educativa, do seu sentido de competência do professor, enquanto, fora dela, qualquer
responsabilidade e das suas aprendizagens. professor ou membro do pessoal não docente tem competência
para repreender o aluno.
3. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em
conta a especial relevância do dever violado e gravidade da 5. A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde
infração praticada, prosseguem igualmente, para além das se desenvolva o trabalho escolar é da exclusiva competência
identificadas no número anterior, finalidades punitivas. do professor respetivo e implica a permanência do aluno no
Agrupamento, competindo àquele determinar o período de
4. As medidas corretivas e medidas disciplinares tempo durante o qual o aluno deve permanecer fora da sala de
sancionatórias, devem ser aplicadas em coerência com as aula, se a aplicação da medida corretiva acarreta ou não
medidas de apoio à aprendizagem e inclusão do aluno e com
39 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

marcação de falta e, se for caso disso, quais as atividades que ao encarregado de educação, tratando-se de aluno menor de
o aluno deve desenvolver no decurso desse período de tempo. idade.

6. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas


c), d) e e) do nº 2 é da competência do diretor do Agrupamento Artigo 161º Medidas Disciplinares Sancionatórias
de escolas ou escola não agrupada que, para o efeito, pode
ouvir o diretor de turma ou o professor titular da turma a que 1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma
o aluno pertença. sanção disciplinar imputada ao comportamento do aluno,
devendo a ocorrência dos factos susceptíveis de a configurar
7. A aplicação, e posterior execução, da medida corretiva ser participada de imediato, pelo professor ou funcionário que
prevista na alínea d) do nº 2, não podem ultrapassar o período a presenciou ou dela teve conhecimento, à direção com
de tempo correspondente a um ano letivo. conhecimento ao diretor de turma.

8. Aplicam-se as seguintes atividades de integração: 2. São medidas disciplinares sancionatórias:


a) realizar trabalhos escritos, no âmbito das atividades a) A repreensão registada;
curriculares, em hora(s) a marcar na sala de estudo ou b) A suspensão até 3 dias;
biblioteca escolar; c) A suspensão entre 4 e 12 dias úteis;
b) Apoio nas tarefas de limpeza dos espaços abertos, d) A transferência de escola.
colaborando com os assistentes operacionais, ajudando nas e) A expulsão de escola;
tarefas de remoção dos caixotes do lixo ou outras;
c) Limpeza de espaços interiores e remoção de riscos nas
carteiras e paredes; Artigo 162º Aplicação das Medidas Disciplinares
d) Pagar pelo dano causado ou corrigir o dano causado; Sancionatórias
e) As tarefas a executar pelo aluno devem ser
supervisionadas por funcionário ou professor, mediante 1. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de
programa estabelecido pelo diretor. repreensão registada, quando a infração for praticada na sala
de aula, é da competência do professor respetivo, competindo
9. Perante um comportamento perturbador do ao diretor do Agrupamento de escolas ou escola não agrupada
funcionamento normal das atividades escolares ou das nas restantes situações, averbando-se no respetivo processo
relações entre os presentes no local onde elas decorrem, com individual do aluno a identificação do autor do ato decisório,
vista a alertá-lo para que deve evitar tal tipo de conduta e a data em que o mesmo foi proferido e fundamentação de facto
responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus deveres como e de direito de tal decisão.
aluno.
2. A suspensão até três dias úteis, enquanto medida
dissuasora, é aplicada, com a devida fundamentação dos factos
Artigo 160º Aplicação das Medidas Corretivas que a suportam, pelo diretor do Agrupamento de escolas ou
escola não agrupada, após o exercício dos direitos de audiência
1. Fora da sala de aula, qualquer professor ou funcionário e defesa do visado.
não docente tem competência para advertir o aluno,
confrontando-o verbalmente com o comportamento 3. Compete ao diretor do Agrupamento, ouvidos os pais
perturbador do normal funcionamento das atividades do ou o encarregado de educação do aluno, quando menor de
Agrupamento ou das relações no âmbito da comunidade idade, fixar os termos e condições em que a aplicação da
educativa, alertando-o de que deve evitar tal tipo de conduta. medida disciplinar sancionatória referida no número anterior é
executada, garantindo ao aluno um plano de atividades
2. Na aplicação da medida corretiva de ordem de saída da pedagógicas a realizar, com corresponsabilização daqueles e
sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho podendo igualmente, se assim o entender, estabelecer
escolar, o professor deverá ter em consideração que: eventuais parcerias ou celebrar protocolos ou acordos com
a) é da sua exclusiva competência tal aplicação; entidades públicas ou privadas.
b) é uma medida cautelar aplicável ao aluno que se
comporte de modo a que impeça o prosseguimento do 4. Compete ao diretor a decisão de aplicar a medida
processo ensino/aprendizagem dos restantes alunos; disciplinar sancionatória de suspensão do Agrupamento entre
c) deve determinar o período de tempo durante o qual o 4 e 12 dias úteis, após a realização do procedimento disciplinar
aluno deve permanecer fora da sala de aula e indicando que a previsto no artigo 30.º do EAEE, podendo previamente ouvir
medida implica a permanência do aluno no Agrupamento, em o conselho de turma, para o qual deve ser convocado o
local a definir pelo professor; professor tutor, quando exista e não seja professor da turma.
d) compete ao mesmo decidir se a aplicação de tal medida
corretiva acarreta ou não a marcação de falta ao aluno e quais 5. O não cumprimento do plano de atividades pedagógicas
as atividades, se for caso disso, que o aluno deve desenvolver a que se refere o número anterior pode dar lugar à instauração
no decurso desse período de tempo; de novo procedimento disciplinar, considerando-se a recusa
e) implica a comunicação por escrito, para efeitos de circunstância agravante, nos termos do n.º 3 do artigo 25º do
adequação do seu plano de trabalho, da ocorrência ao diretor EAEE.
de turma.
6. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de
3. A aplicação, e posterior execução, da medida corretiva transferência de escola compete, com possibilidade de
prevista na alínea d) do n.º 2 não podem ultrapassar o período delegação, ao diretor -geral da educação, precedendo a
de tempo correspondente a um ano letivo. conclusão do procedimento disciplinar a que se refere o artigo
30.º do EAEE, com fundamento na prática de factos
4. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de
c), d) e) e f) do nº 2 do artigo 159º é comunicada aos pais ou ensino dos restantes alunos do Agrupamento ou do normal
40 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

relacionamento com algum ou alguns dos membros da Capítulo IX - Avaliação das aprendizagens
comunidade educativa.
Artigo 166º Finalidades
7. A medida disciplinar sancionatória de transferência de
escola apenas é aplicada a aluno de idade igual ou superior a Considerando o artigo 22º do Decreto-Lei nº 55/2018, de
10 anos e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, 6 de Julho:
desde que esteja assegurada a frequência de outro
estabelecimento situado na mesma localidade ou na localidade 1. A avaliação, sustentada por uma dimensão formativa, é
mais próxima, desde que servida de transporte público ou parte integrante do ensino e da aprendizagem, tendo por
escolar. objetivo central a sua melhoria baseada num processo
contínuo de intervenção pedagógica, em que se explicitam,
8. A aplicação da medida disciplinar de expulsão do enquanto referenciais, as aprendizagens, os desempenhos
Agrupamento compete, com possibilidade de delegação, ao esperados e os procedimentos de avaliação.
diretor-geral da educação precedendo conclusão do
procedimento disciplinar a que se refere o artigo 30.º do 2. Enquanto processo regulador do ensino e da
EAEE, consiste na retenção do aluno no ano de escolaridade aprendizagem, a avaliação orienta o percurso escolar dos
que frequenta quando a medida é aplicada, na proibição de alunos e certifica as aprendizagens realizadas, nomeadamente
acesso ao espaço escolar até ao final daquele ano escolar e nos os conhecimentos adquiridos, bem como as capacidades e
dois anos escolares imediatamente seguintes. 9- A medida atitudes desenvolvidas no âmbito das áreas de competências
disciplinar de expulsão do Agrupamento é aplicada ao aluno inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade
maior quando, de modo notório, se constate não haver outra Obrigatória.
medida ou modo de responsabilização no sentido do
cumprimento dos seus deveres como aluno. 3. Na avaliação devem ser utilizados procedimentos,
técnicas e instrumentos diversificados e adequados às
9. Complementarmente às medidas previstas no nº 2 do finalidades, ao objeto em avaliação, aos destinatários e ao tipo
artigo 159º, compete ao diretor do Agrupamento de escolas ou de informação a recolher, que variam em função da
escola não agrupada decidir sobre a reparação dos danos ou a diversidade e especificidade do trabalho curricular a
substituição dos bens lesados ou, quando aquelas não forem desenvolver com os alunos.
possíveis, sobre a indemnização dos prejuízos causados pelo
aluno à escola ou a terceiros, podendo o valor da reparação 4. As diferentes formas de recolha de informação sobre as
calculado ser reduzido, na proporção a definir pelo diretor, aprendizagens, realizadas quer no âmbito da avaliação interna,
tendo em conta o grau de responsabilidade do aluno e ou a sua da responsabilidade dos professores e dos órgãos de gestão
situação socioeconómica. pedagógica da escola, quer no âmbito da avaliação externa,
com a intervenção de avaliadores externos ou da
responsabilidade dos serviços ou organismos da área
Artigo 163º Uso de equipamentos tecnológicos governativa da Educação, prosseguem, de acordo com as suas
finalidades, os seguintes objetivos:
1. Quando o uso dos equipamentos tecnológicos não se a) Informar e sustentar intervenções pedagógicas,
encontrar de acordo com o estabelecido no artigo 10º do reajustando estratégias que conduzam à melhoria da qualidade
EAEE, o professor poderá reter esse equipamento. das aprendizagens, com vista à promoção do sucesso escolar;
b) Aferir a prossecução dos objetivos definidos no
2. Conforme a gravidade da situação, o professor, no final currículo;
a actividade letiva, pode proceder à entrega desse equipamento c) Certificar aprendizagens.
ao diretor ou ao coordenador de estabelecimento.

3. Nos termos do ponto anterior, pode decidir-se que serão Artigo 167º Avaliação
os pais ou encarregado de educação a levantar o equipamento
apreendido. 1. A avaliação interna das aprendizagens:
a) Compreende, de acordo com a finalidade que preside à
recolha de informação, as seguintes modalidades:
Artigo 164º Cumulação de Medidas Disciplinares i) Formativa;
ii) Sumativa;
1. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas
b) a e) do n.º 2 do artigo 159º é cumulável entre si. b) Mobiliza técnicas, instrumentos e procedimentos
diversificados e adequados.
2. A aplicação de uma ou mais das medidas corretivas é
cumulável apenas com a aplicação de uma medida disciplinar 2. Em complemento da avaliação interna, a avaliação
sancionatória, sendo que por cada infração apenas pode ser externa:
aplicada uma medida disciplinar sancionatória. a) Gera informação a utilizar para fins:
i) Formativos;
ii) Sumativos;
Artigo 165º Responsabilidade Civil
b) Compreende, em função da natureza de cada uma das
A aplicação de medida educativa disciplinar não isenta o ofertas educativas e formativas:
aluno e o respetivo representante legal da responsabilidade i) Provas de aferição;
civil, por danos causados ao lesado. ii) Provas finais do ensino básico;
iii) Exames finais nacionais;
iv) Provas de aptidão artística;
v) Provas de aptidão profissional.
41 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

3. As provas e exames a que se referem as subalíneas i) a 3. A avaliação dos alunos do ensino básico geral e dos
iii) da alínea b) do número anterior podem ser realizadas em cursos artísticos especializados integra a realização de provas
suporte eletrónico. finais de ciclo no final do 9º ano de escolaridade.

4. A avaliação dos alunos dos cursos científico-


Artigo 168º Avaliação interna das aprendizagens humanísticos integra exames finais nacionais, a realizar no ano
terminal da respetiva disciplina, nos termos seguintes:
1. A avaliação formativa assume caráter contínuo e a) Disciplina de Português, da componente de formação
sistemático, ao serviço das aprendizagens, recorrendo a uma geral;
variedade de procedimentos, técnicas e instrumentos de b) Disciplina trienal da componente de formação es-
recolha de informação, adequados à diversidade das pecífica;
aprendizagens, aos destinatários e às circunstâncias em que c) Duas disciplinas bienais da componente de formação
ocorrem. específica, de acordo com o percurso formativo próprio do
aluno, ou uma disciplina bienal da componente de for- mação
2. A informação recolhida com finalidade formativa específica do curso frequentado e a disciplina de Filosofia.
fundamenta a definição de estratégias de diferenciação
pedagógica, de superação de eventuais dificuldades dos 5. A avaliação dos alunos nos cursos artísticos
alunos, de facilitação da sua integração escolar e de apoio à especializados do ensino secundário integra a prova de aptidão
orientação escolar e vocacional, permitindo aos professores, artística.
aos alunos, aos pais e encarregados de educação e a outras
pessoas ou entidades legalmente autorizadas obter informação 6. A avaliação dos alunos nos cursos profissionais integra
sobre o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, com a prova de aptidão profissional.
vista ao ajustamento de processos e estratégias.

3. A avaliação sumativa traduz-se na formulação de um Artigo 170º Intervenientes no processo de avaliação


juízo global sobre as aprendizagens realizadas pelos alunos,
tendo como objetivos a classificação e certificação. 1. Na avaliação das aprendizagens intervêm todos os
elementos com competência no processo, designadamente
4. O juízo global conducente à classificação não prejudica professores, formadores, tutores e membros de júris,
o necessário reporte, assente em pontos de situação ou assumindo particular responsabilidade o professor titular de
sínteses, sobre as aprendizagens realizadas pelos alunos, a turma, no 1º ciclo, e os professores que integram o conselho
qualidade das mesmas e os percursos para a sua melhoria. de turma, nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e no ensino
secundário.
5. A avaliação formativa é a principal modalidade de
avaliação e permite obter informação privilegiada e 2. A escola deve assegurar a participação informada dos
sistemática nos diversos domínios curriculares, devendo, com alunos e dos pais e encarregados de educação no processo de
o envolvimento dos alunos no processo de auto-regulação das avaliação das aprendizagens, promovendo, de forma
aprendizagens, fundamentar o apoio às mesmas, em sistemática, a partilha de informações, o envolvimento e a
articulação com dispositivos de informação dirigidos aos pais responsabilização dos vários intervenientes, de acordo com as
e encarregados de educação. características da sua comunidade educativa.

6. Na avaliação interna, para efeitos de planificação, 3. Com vista à organização do processo de avaliação
realização e avaliação do ensino e da aprendizagem, externa, nomeadamente no que se refere à sua coordenação,
constituem referencial os documentos curriculares em vigor. planificação e execução, são constituídas equipas em cada
região do território nacional, que integram o Júri Nacional de
Exames.
Artigo 169º Avaliação externa das aprendizagens

1. A avaliação externa tem como referencial base as Artigo 171º Efeitos da avaliação
Aprendizagens Essenciais, previstas no nº 2 do artigo 17º do
Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de Julho, enquanto denominador 1. A avaliação formativa sustenta a definição de
curricular comum, devendo ainda contemplar a avaliação da estratégias de ensino, gerando medidas pedagógicas
capacidade de mobilização e de integração dos saberes adequadas às características dos alunos e às aprendizagens a
disciplinares, com especial enfoque nas áreas de competências desenvolver.
inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade
Obrigatória. 2 — Enquanto processo de apoio às aprendizagens, a
avaliação formativa recorre a dispositivos de informação
2. As provas de aferição, de aplicação universal e detalhada sobre os desempenhos dos alunos e apoia a sua
obrigatória, realizam-se no final do 2º, 5º e do 8º anos de orientação escolar e vocacional.
escolaridade e permitem:
a) Acompanhar o desenvolvimento do currículo, nas 3. Sem prejuízo do disposto no nº 5, a avaliação sumativa
diferentes áreas, providenciando informação regular ao realiza-se no final de cada período letivo e dá origem, no final
sistema educativo; do ano letivo, a uma tomada de decisão:
b) Fornecer informações detalhadas acerca do desempe- a) No ensino básico geral e nos cursos artísticos especia-
nho dos alunos à escola, aos professores, aos encarregados de lizados do ensino básico, sobre a transição e a aprovação,
educação e aos próprios alunos; respetivamente, para o ano e ciclo de escolaridade sub-
c) Potenciar uma intervenção pedagógica atempada, sequente, sobre a conclusão do nível básico de educação ou a
dirigida às dificuldades identificadas para cada aluno. reorientação do percurso educativo dos alunos, bem como
sobre a progressão nas disciplinas da componente de formação
artística;
42 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

a ser integrado no ano escolar subsequente deve prever as


b) Nos cursos científico-humanísticos e nos cursos medidas multinível de acesso ao currículo, definindo as
artísticos especializados do ensino secundário, sobre a estratégias de ensino e aprendizagem e os recursos educativos
aprovação em cada disciplina, a progressão nas disciplinas não adequados ao desenvolvimento pleno das aprendizagens.
terminais, a transição para o ano de escolaridade subsequente
ou a reorientação do percurso educativo dos alunos, e a 5. Sempre que o aluno dos cursos científico-humanísticos
conclusão do nível secundário de educação. e artísticos especializados não reúna condições de transição, o
instrumento de planeamento curricular relativo à turma em
4. Nos cursos profissionais, a avaliação sumativa dá que o aluno venha a ser integrado no ano escolar subsequente
origem a uma tomada de decisão sobre a aprovação em cada obedece ao previsto no número anterior.
disciplina, módulo ou UFCD, a progressão, ou a reorientação
do percurso educativo dos alunos, e a conclusão do nível de 6. A disciplina de Educação Moral e Religiosa não é
educação e qualificação profissional correspondente, considerada para efeitos de progressão dos alunos.
ocorrendo no final de cada módulo ou UFCD.

5. Sempre que as escolas adoptem uma organização do Artigo 174º Aprovação e conclusão
funcionamento de disciplinas diversa da anual, a avaliação
sumativa processa-se nos termos previstos na regulamentação 1. A conclusão do ensino básico geral e dos cursos
específica. artísticos especializados do ensino básico está dependente da
realização de provas finais às disciplinas sujeitas a avaliação
externa.
Artigo 172º Escala de avaliação
2. A conclusão do ensino secundário está dependente:
1. A informação resultante da avaliação sumativa a) Nos cursos científico-humanísticos, da realização de
materializa-se: exames finais nacionais às disciplinas sujeitas a avaliação
a) No 1º ciclo do ensino básico, na atribuição de uma externa;
menção qualitativa acompanhada de uma apreciação b) Nos cursos artísticos especializados, da aprovação na
descritiva em cada componente de currículo; prova de aptidão artística e, consoante a área artística, na
b) Nos 2º e 3º ciclos, numa escala numérica de 1 a 5 em formação em contexto de trabalho;
cada disciplina; c) Nos cursos profissionais, da aprovação na prova de
c) No ensino secundário, numa escala numérica de 0 a 20 aptidão profissional e na formação em contexto de trabalho.
valores nas disciplinas, módulos, unidades de formação de
curta duração e formação em contexto de trabalho.

2. No 1º ciclo, atenta a sua natureza instrumental, a Artigo 175º Diplomas e certificados


componente de Tecnologias de Informação e Comunicação
não é objeto de avaliação sumativa. 1. Aos alunos que concluam os ensinos básico e
secundário, nas diversas ofertas e modalidades do sistema de
3. As opções de cada escola que resultem na criação de educação e formação, é conferido o direito à emissão de
novas disciplinas estão sujeitas ao previsto no nº 1. diploma e de certificado, com identificação do nível de
qualificação de acordo com o Quadro Nacional de
4. No ensino secundário, independentemente das opções Qualificações e do nível que lhe corresponde no Quadro
adoptadas pela escola, a componente de Cidadania e Europeu de Qualificações.
Desenvolvimento não é objeto de avaliação sumativa, sendo a
participação nos projetos desenvolvidos neste âmbito 2. Para a emissão dos diplomas e certificados é competente
registada no certificado do aluno. o órgão de administração e gestão das escolas.

3. A requerimento dos interessados, podem ainda ser


Artigo 173º Transição e retenção emitidas, em qualquer momento do percurso escolar do aluno,
certidões das habilitações adquiridas.
1. A evolução do processo educativo dos alunos no ensino
básico geral assume uma lógica de ciclo, progredindo para o 4. Pela emissão das certidões, prevista no número anterior,
ciclo imediato o aluno que tenha desenvolvido as é devido um montante a fixar por portaria dos membros do
aprendizagens definidas para cada ciclo de ensino. Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da educação,
que constitui receita própria da escola.
2. Caso o aluno não desenvolva as aprendizagens definidas
para um ano não terminal de ciclo que, fundamentadamente,
comprometam o desenvolvimento das aprendizagens Artigo 176º Instrumentos de Avaliação
definidas para o ano de escolaridade subsequente, o professor
titular de turma, no 1º ciclo, ouvido o conselho de docentes, 1. O princípio da transparência do processo de avaliação
ou o conselho de turma, nos 2º e 3º ciclos, pode, a título deve estar presente em todas as ações realizadas quer pelo
excepcional, determinar a retenção do aluno no mesmo ano de professor quer pelo aluno.
escolaridade, decidindo ainda sobre as vantagens, no caso do
1º ciclo, de o aluno acompanhar o seu grupo ou turma. 2. Ao professor cabe:
a) informar os seus alunos dos critérios de avaliação e
3. O previsto no número anterior não se aplica ao 1º ano respetiva ponderação, propostos pelo departamento curricular
de escolaridade. e aprovados pelo conselho pedagógico, a que obedecerá todo
o processo de avaliação;
4. Verificando-se a retenção, o instrumento de b) cumprir com rigor esses critérios.
planeamento curricular relativo à turma em que o aluno venha
43 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

3. Ao aluno cabe:
a) consciencializar-se da função formativa da avaliação; Quadro II
b) cumprir as solicitações e indicações do professor;
Escala de classificação em valores
c) não cometer práticas fraudulentas.
(Ensino Secundário)
4. A avaliação dos alunos deve ser efetuada utilizando 0–9 Insuficiente
diferentes estratégias, metodologias e suportes, adequada às 10 – 13 Suficiente
características de cada turma e ou aluno, visando o seu
sucesso. 14 – 17 Bom
18 – 20 Muito Bom
5. Os instrumentos de avaliação devem ser apresentados
com uma disposição gráfica e tipo de letra que permitam ao
aluno apreender rapidamente a estrutura da prova.

6. As provas de avaliação escrita devem ser realizadas em


impresso próprio do Agrupamento e as respostas redigidas
com letra legível.
Capítulo X – Visitas de estudo e actividades
7. A data de realização dos momentos de avaliação lectivas no exterior do recinto escolar
formativa é articulada em Conselho de Turma e marcada,
pelos professores, na plataforma digital em vigor.
Artigo 177º Aulas no Exterior do Recinto Escolar
8. Não é permitida a realização de mais do que uma prova
escrita e/ou prática no mesmo dia; As aulas a ministrar no exterior dos recintos escolares ou
as visitas de estudo que se limitem à área circundante aos
9. Não é permitida a realização de mais de três provas diferentes estabelecimentos de ensino que constituem o
escritas em cada semana, as quais devem ser realizadas agrupamento, em tempo coincidente com o destinado à aula
preferencialmente em dias intercalados; da disciplina a que essa aula ou visita se refere, e cuja duração
não ultrapasse o tempo que lhe está destinado, apenas
10. Apenas por motivos de força maior poderão ser necessitam de autorização do diretor.
realizadas provas escritas e/ou práticas de avaliação na última
semana de aulas de cada período letivo;
Artigo 178º Visitas de Estudo
11. Qualquer tentativa de fraude por parte dos alunos, em
seu proveito ou em benefício de outrem, implica a anulação da 1. De acordo com o Despacho nº 6147/2019, de 4 de Julho,
prova aos infratores, sendo-lhes atribuída a classificação de 0 entende-se por “Visita de estudo”, atividade curricular
(zero) valores. intencional e pedagogicamente planeada pelos docentes
destinada à aquisição, desenvolvimento ou consolidação de
12. Durante a realização das provas de avaliação deve aprendizagens, realizada fora do espaço escolar, tendo em
acautelar-se, dentro ou fora da sala de aula, que não exista vista alcançar as áreas de competências, atitudes e valores
qualquer atividade ou ocorrência que perturbe a normal previstos no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade
concentração dos alunos. Obrigatória e, quando aplicável, no perfil profissional
associado à respetiva qualificação do Catálogo Nacional de
11. No caso de alunos abrangidos por medidas seletivas e Qualificações
adicionais de inclusão, devem ser previamente salvaguardados
os direitos legalmente estabelecidos, nomeadamente os que 2. A duração da visita de estudo em território nacional ou
estão previstos no programa educativo individual de cada que implique deslocação ao estrangeiro não pode exceder, em
aluno. regra, cinco dias úteis.
12. A falta injustificada a um momento de avaliação 3. No planeamento e organização de visitas de estudo em
formativa por parte de um aluno, não obriga o professor a território nacional deve observar-se o seguinte:
facultar-lhe a realização de outro, salvo situações a) Obter a autorização prévia do diretor da escola;
b) Obter o consentimento expresso do encarregado de
15. A classificação a constar nos instrumentos de educação;
avaliação do ensino básico e secundário é, obrigatoriamente, c) Respeitar as regras constantes da Lei nº 13/2006, de 17
quantitativa e pode ser acompanhada por uma indicação de Abril, na sua redação atual, que estabelece o regime jurídico
qualitativa, conforme os quadros seguintes: do transporte coletivo de crianças e de transporte escolar;
d) Garantir o cumprimento dos rácios seguintes:
Quadro I i) Um educador ou professor por cada dez crianças ou
Escala de classificação em percentagem alunos da educação pré-escolar e do 1º ciclo do ensino
(Ensino Básico) básico;
ii) Um professor por cada quinze alunos no caso dos 2º e
0% - 49% Insuficiente
3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.
50% - 69% Suficiente
70% - 89% Bom 4. Sempre que o número de crianças ou alunos seja,
consoante o caso, inferior a vinte ou trinta a escola deve
90% - 100% Muito Bom assegurar a presença de pelo menos dois educadores ou
professores.
44 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

5. No cumprimento dos rácios previstos nas subalíneas i) enquadradas no projeto educativo da escola e inseridas no
e ii) da alínea d) do nº 3 ou do disposto no número anterior, PAA.
pode o diretor proceder à substituição de um dos responsáveis
pela visita por outro trabalhador a exercer funções na escola, 3. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o
desde que se garanta o mínimo de um docente por atividade, planeamento, a organização e as condições de realização dos
que deverá ser obrigatoriamente professor dos alunos passeios escolares são estabelecidos por cada escola, nos
envolvidos. termos a definir no regulamento interno.

6. Podem ainda participar nas visitas de estudo os 4. Na realização das atividades a que se refere o nº 1 deve
encarregados de educação, ou pais de alunos, desde que essa estar salvaguardada a participação de acompanhantes idóneos
participação seja enquadrada no contexto da planificação da e em número adequado às atividades a desenvolver, de modo
atividade. a garantir a segurança e a integridade física e moral das
crianças e alunos.
7. Sempre que a duração das visitas de estudo em território
nacional ultrapasse cinco dias úteis, as mesmas carecem de
autorização da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares Artigo 180º Representação das escolas
(DGEstE), a solicitar com a antecedência mínima de 15 dias
úteis, a contar da data prevista para o seu início. 1. À representação das escolas é aplicável, com as devidas
adaptações, o disposto no artigo 187º, com exceçpão do nº 5,
8. A organização de visitas de estudo que impliquem no que se refere à obrigatoriedade de um dos responsáveis pela
deslocações ao estrangeiro estão dependentes de autorização atividade ser docente dos respetivos alunos.
da DGEstE, a solicitar com 30 dias úteis de antecedência, a
contar da data prevista para o seu início, sendo o pedido da 2. Excepciona-se do disposto no número anterior:
escola instruído com os seguintes elementos: a) O Programa Desporto Escolar e outros programas de
a) Local/locais de destino; representação regional, nacional e internacional que se regem
b) Período da deslocação; por regulamentação própria;
c) Fundamentação; b) Outros programas de representação regional, nacional e
d) Acompanhantes responsáveis, tendo em conta os rácios internacional a autorizar pela DGEstE.
previstos nas subalíneas i) e ii) da alínea d) do nº 3 e o disposto
no nº 4;
e) Turmas e alunos envolvidos; Artigo 181º Comunicação à área governativa dos negócios
f) Comprovativo da contratualização de um seguro de estrangeiros
assistência em viagem, em conformidade com o previsto nos
normativos em vigor; 1. Tendo em conta a conjuntura internacional atual e as
g) Comprovativo da comunicação à área governativa dos orientações disponibilizadas na página eletrónica da área
negócios estrangeiros, de acordo com o estipulado no artigo governativa dos negócios estrangeiros, deverá ser feita a
190º; comunicação de todas as visitas ou deslocações ao estrangeiro,
h) Declaração de autorização de saída do país, por quem procedendo-se ao respetivo registo da viagem no endereço de
exerça a responsabilidade parental legalmente certificada, no correio eletrónico do registo ao viajante.
caso de alunos menores de idade, de acordo com os
normativos em vigor. 2. A comunicação a que se refere o número anterior deve
ser feita pela escola uma única vez, preferencialmente para o
9. As atividades a que se referem os nos 3 e 8 estão sujeitas endereço indicado na página eletrónica criada para o efeito e
à apresentação obrigatória de um plano de atividades deve ser acompanhada dos seguintes dados:
destinado aos alunos que, por circunstâncias excepcionais, não a) Destino;
podem participar na visita de estudo e para aqueles cujos b) Datas/Período da deslocação;
professores nela participam. c) Docente responsável e respetivo contacto;
d) Lista de todos os alunos, com número de cartão de
10. A DGEstE pode autorizar num mesmo ato, a título cidadão ou outro documento de identificação;
excepcional e quando devidamente justificado pela escola, e) Encarregados de educação de cada um dos alunos e
visitas ao estrangeiro que se constituem como projetos que respetivos contactos;
impliquem várias deslocações no decurso do ano letivo, desde f) Lista de todos os docentes e outros acompanhantes, com
que integradas num plano, projeto ou atividade a desenvolver número de cartão de cidadão ou outro documento de
pela escola e enquadrados no plano anual de atividades (PAA). identificação;
g) Local de alojamento;
h) Companhia de seguros e respetivo número da apólice
Artigo 179º Passeios Escolares de seguro.

1. Entende-se por “Passeio escolar”, atividade lúdico- 3. Sempre que se verifique alteração de datas e ou dados
formativa institucionalmente planeada e a realizar fora do relevantes relativos a deslocação ao estrangeiro, esta deve ser
calendário das atividades letivas tendo em vista o comunicada à área governativa dos negócios estrangeiros.
desenvolvimento das competências, atitudes e valores
previstos no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade
Obrigatória e, quando aplicável, no perfil profissional Artigo 182º Procedimentos
associado à respetiva qualificação do Catálogo Nacional de
Qualificações. 1. As visitas de estudo são da iniciativa dos professores
e/ou dos alunos, devendo ser planificadas de acordo com os
2. A escola, em parceria com as associações de pais, conteúdos programáticos das diversas áreas disciplinares
autarquias e outras entidades da comunidade, pode realizar curriculares e devendo ter objectivos pedagógicos definidos e
atividades lúdico-formativas fora do recinto escolar, desde que inserido no PAA.
45 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

c) permanecer contactáveis;
2. As visitas de estudo carecem de parecer favorável do
conselho pedagógico, devendo para esse efeito ser aprovado 11. Os professores com atividades letivas no dia da visita,
no respectivo departamento curricular um plano da visita. registarão previamente o sumário, e, posteriormente, as faltas
dos alunos, devendo o assistente operacional do sector ser
3. O plano da visita de estudo deve conter os seguintes informado de tal procedimento.
elementos:
a) professores responsáveis e acompanhantes dos alunos; 12. Os alunos que eventualmente não participem na visita
b) número de alunos por turma/disciplina; terão ocupação didática e pedagógica de acordo com o horário
c) objetivos, estratégias e avaliação previstas; da turma. Para o efeito, o docente que se encontra ausente
d) locais e datas de realização; poderá deixar o material necessário para que o aluno
e) meio de transporte a utilizar; desenvolva este trabalho.
f) locais das refeições e dormidas;
g) horas e locais previstos de partida e de chegada; 13. Se, em resultado de visita de estudo, um professor não
h) orçamento previsível. der a sua aula por não ter alunos, deverá registar escrevendo
no espaço do sumário: "Não houve aula por motivo de
4. Os planos das visitas devem ser entregues até 15 dias realização de visita de estudo", e registará as faltas dos alunos.
antes da data prevista para a sua realização ao diretor, excepto
para visitas a eventos cuja realização não era previsível. 14. Compete ao professor responsável informar os
restantes professores da turma da realização da visita bem
5. Aos Serviços Administrativos compete: como o diretor de turma, devendo este não considerar as faltas
a) Elaborar pedido de orçamento para a visita de estudo, dos alunos que participaram na visita de estudo.
em articulação com o docente responsável pela mesma.
b) Tratar dos assuntos relativos às questões financeiras 15. No prazo de 5 dias úteis após a realização da visita de
inerentes à visita de estudo. estudo, compete ao(s) professor(es) responsável(eis) proceder
c) Lavrar Credencial que acompanha o professor a uma avaliação da mesma, redigindo para o efeito o relatório
responsável (por autocarro). correspondente, na plataforma digital em vigor, podendo ainda
d) Assegurar a tramitação dos aspetos relativos ao “Seguro ser anexados outros elementos pertinentes.
Escolar”.
16. A desistência da visita de estudo deve ser comunicada
por escrito, pelo encarregado de educação, ao responsável pela
6. Deverá ser confirmado, junto da companhia que irá visita, indicando o motivo, até 5 dias úteis antes da visita. Não
assegurar o transporte, se todos os autocarros cumprem as haverá lugar a qualquer devolução de dinheiro, à excepção dos
normas de segurança exigidas por lei (Lei nº 13/2006 de 17 de casos imprevistos e devidamente justificados (doença,
Abril e Portaria nº 1350/2006 de 27 de Novembro). Se falecimento de familiar, etc.), desde que haja reembolso da
possuem raquete e colete refletor. Em caso negativo, o parte das entidades envolvidas (transporte, locais a visitar ou
material em causa deverá ser solicitado nos Serviços outros). Nestes casos, o pedido de devolução por escrito
Administrativos, no dia anterior à visita de estudo. deverá ser feito até três dias úteis depois da visita de estudo.

7. O professor responsável deve informar por escrito os 17. As viagens de finalistas não são consideradas visitas
encarregados de educação dos aspetos principais da visita tais de estudo e não se enquadram neste Regulamento, não sendo
como: objetivos, duração, locais a visitar e das refeições e portanto da responsabilidade do Agrupamento.
dormidas, horários, comparticipação dos alunos nas despesas,
e outros julgados pertinentes. 18. Os casos em que o presente Regulamento seja omisso
ou levante dúvidas deverão ser analisadas em sede de
8. Os encarregados de educação, por sua vez, devem Conselho Pedagógico.
assinar uma declaração em que manifestem o conhecimento
daqueles aspetos e declarem autorizar o seu educando a
participar na visita.

9. Ao Conselho de Turma compete:


a) Agendar as visitas de estudo no Projecto Curricular de
Turma;
b) Assegurar a máxima rentabilização pedagógica das
visitas, através da integração curricular de
conteúdos/competências interdisciplinares;
c) Ponderar a pertinência das visitas de estudo, atendendo
também ao número de propostas, considerando os
inconvenientes decorrentes do prejuízo de actividades letivas;
d) Fundamentar a exclusão dos alunos que, por motivos
disciplinares, possam ficar impedidos de participar nas visitas
e assegurar a sua ocupação plena;

10. No decurso da visita de estudo os professores


organizadores devem:
a) garantir a segurança e o comportamento adequado dos
alunos participantes;
b) comunicar à escola, logo que possível, qualquer
imprevisto ou irregularidade que possa acontecer no decurso
da visita;
46 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

6. A pessoa ou entidade a quem são cedidas/alugadas as


Capítulo XI - Gestão do Pessoal, Espaços, instalações compromete-se, por escrito, a utilizar
Instalações e Tempos Escolares exclusivamente as instalações em causa, bem como a zelar
pelo seu estado e a indemnizar a escola em caso de dano
Artigo 183º Recursos Humanos e Materiais resultante dessa utilização.

Para atingir os seus objetivos e, para desenvolver a sua 7. Pode ser exigido um seguro ou uma caução em dinheiro,
atividade, a escola dispõe de recursos humanos e materiais mediante recibo, importância essa que será devolvida aquando
disponíveis que, anualmente adapta à oferta formativa. da entrega das instalações em bom estado e no prazo previsto.

8. Compete ao diretor definir/acordar as taxas, cauções ou


Secção I - Cursos, Funcionamento e Instalações prestação de serviços a aplicar no caso de aluguer, bem como
todos os pormenores relativos a essa utilização.
Artigo 184º Cursos
9. Caso se venha a justificar deverá ser criado um
O AE3E, é um conjunto de estabelecimentos de educação regulamento específico para este aspeto.
e ensino do Pré-Escolar, 1º, 2º, 3º ciclo e secundário cujo
funcionamento abrange os períodos diurno e noturno. No
regime diurno funcionam os Cursos Científico – Artigo 187º Condições de Acesso e Permanência
Humanísticos, Cursos Tecnológicos, Cursos Profissionais e
Cursos de Educação Formação. do 3º ciclo e ensino secundário 1. O acesso aos diferentes estabelecimentos de ensino do
e os cursos para a Qualificação (Centro Qualifica) e o Ensino agrupamento faz-se, em regra, pelo portão principal.
Profissional (ANQEP). No regime noturno funcionam os
Cursos de Educação e Formação de Adultos de nível básico e 2. Têm acesso livre aos diferentes estabelecimentos os
secundário e os cursos para a Qualificação e o Ensino elementos discentes, docentes e não docentes, devidamente
Profissional (ANQEP). identificados.

3. Têm acesso condicionado quaisquer outras pessoas, por


Artigo 185º Recursos Educativos motivos justificados, desde que devidamente identificadas.
4. É vedado em absoluto o acesso aos diferentes
1. Constituem recursos educativos todos os meios estabelecimentos a todas as pessoas que se encontrem nas
materiais utilizados para conveniente realização da atividade seguintes condições:
educativa. a) negarem a sua identificação à entrada aos diferentes
estabelecimentos ou recusarem indicar os motivos do seu
2. Os diferentes serviços de apoio definirão normas e desejo de acesso à mesma;
horários de funcionamento, a constar em regulamento próprio. b) mostrarem indícios de vir a constituir fatores de
Estes horários deverão ser afixados em local bem visível, em perturbação do normal funcionamento das atividades do
cada um dos locais. Agrupamento.

3. É permitido realizar as refeições (trazidas de casa) na 5. Qualquer funcionário ou professor no exercício das suas
Sala de pessoal docente (Sala dos Professores), uma vez que funções, desde que previamente identificado, e sempre que a
esta possui bar e condições necessárias para tomar refeições, situação o aconselhe, pode exigir a identificação dos alunos,
devendo os Professores utilizadores ter o cuidado de arejar bem como averiguar das razões de permanência de outras
devidamente a sala após a refeição. pessoas nos diferentes estabelecimentos.

6. É vedada a permanência de viaturas dentro do perímetro


Artigo 186º Cedência / Arrendamento de Instalações dos diferentes estabelecimentos do Agrupamento, com
exceção dos períodos de interrupção da componente lectiva e
1. Entende-se por cedência de instalações o empréstimo em situações excepcionais.
temporário de parte das mesmas, sem qualquer contrapartida
para a escola. 7. O portão principal e o átrio principal são locais de
circulação, pelo que devem ser usados como tal.
2. O aluguer refere-se à utilização temporária de parte das
instalações, mediante o pagamento de uma importância em
dinheiro ou prestação de um serviço. Artigo 188º Circulação da Informação no Agrupamento

3. A cedência ou aluguer de instalações do Agrupamento 1. A difusão da informação no Agrupamento faz-se por via
depende sempre de autorização escrita do diretor, e só pode escrita, a qual pode assumir as seguintes formas: ordem de
ser entendida desde que não ponha em causa o normal serviço, memorando, aviso, convocatória, correio eletrónico,
funcionamento das atividades curriculares ou outras em curso afixação de cartazes, folhetos e espaços digitais.
no Agrupamento.
2. Compete ao diretor definir a forma e o meio de divulgar
4. As receitas provenientes do aluguer de instalações serão a informação, bem como assegurar que ela chega aos seus
sempre englobadas na conta de gerência do Agrupamento. destinatários.

5. A cedência ou aluguer de instalações deve obedecer 3. As convocatórias e avisos serão sempre afixados em
rigorosamente a princípios de pluralidade e igual tratamento local próprio com 48 horas de antecedência relativamente às
para instituições similares. reuniões, conforme se destinem a pessoal docente, pessoal não
docente e alunos.
47 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

4. A afixação, divulgação de qualquer tipo de informação, Secção III - Gestão de Tempos Escolares
no interior do Agrupamento, necessita da aprovação do
diretor. Artigo 193º Atividades de Ocupação Plena dos Tempos
Escolares

Artigo 189º Requisição de Materiais e Equipamentos 1. Cabe ao diretor a aprovação de um plano anual de
distribuição de serviço docente, que assegure a ocupação plena
1. A requisição de materiais ou equipamentos a adquirir é dos alunos durante o seu horário letivo, na situação de
da competência dos responsáveis de cada sector ou ausência do docente.
departamento, sendo para o efeito utilizados impressos
próprios, a fornecer pelos serviços administrativos. 2. Em caso de ausência do docente titular de turma ou
disciplina às atividades letivas programadas, o diretor do
2. A requisição temporária de qualquer bem ou agrupamento, sempre que possível pode providenciar a sua
equipamento do Agrupamento será sempre objeto de substituição nos seguintes termos:
autorização escrita do respectivo responsável. O requisitante a) Preferencialmente, mediante permuta da atividade
compromete-se a devolver o bem ou equipamento requisitado letiva programada entre os docentes da mesma turma ou
em bom estado, e no prazo estipulado, ou a indemnizar a disciplina, não havendo registo de falta desde que a permuta
escola em caso de extravio ou dano. assegure a lecionação das aulas em causa;
b) Mediante lecionação da aula correspondente por um
3. Pode ser exigido ao requisitante uma caução, a definir docente de carreira com formação adequada e componente
pelo departamento ou serviço, mediante recibo, que será letiva incompleta.
devolvida aquando da devolução do bem ou equipamento
requisitado em bom estado e no prazo previsto. 3. Quando não for possível realizar as atividades
curriculares nas condições previstas no número anterior,
devem ser organizadas atividades de enriquecimento e
complemento curricular que possibilitem a ocupação
Secção II - Serviços de Segurança educativa dos alunos.

Artigo 190º Âmbito 4. Para efeitos do disposto no número anterior deve ser
dada prioridade à atividade específica indicada pelo professor
A segurança é uma preocupação comum a todos os da disciplina ou consideradas, entre outras, as seguintes
membros da comunidade educativa: pessoal docente e não atividades educativas:
docente, alunos, pais e encarregados de educação. a) Atividades em salas de estudo;
b) Clubes temáticos;
c) Atividades de uso de tecnologias de informação e
Artigo 191º Plano de emergência comunicação;
d) Leitura orientada;
Tem por objetivo a preparação e a organização dos meios e) Treino das diferentes literacias;
próprios aos diferentes estabelecimentos de ensino que f) Atividades desportivas orientadas;
constituem o agrupamento. Visa circunscrever os sinistros e g) Atividades oficinais, musicais e teatrais.
limitar os seus danos, sistematizar a evacuação enquadrada
dos ocupantes e facilitar a intervenção dos bombeiros: 5. O docente que assegurar a ocupação dos períodos de
a) O agrupamento deve atualizar e divulgar o plano de ausência letiva regista, no livro de ponto da turma e,
emergência dos diferentes estabelecimentos de ensino que o posteriormente, nos suportes administrativos da direção de
constituem que deverá ser aprovado pelos serviços de proteção turma, o sumário das atividades realizadas e as faltas dos
civil, de acordo com a lei em vigor; alunos.
b) o plano de emergência deve estabelecer os
procedimentos a observar por toda a comunidade educativa 6. O sumário deve sintetizar, com objetividade, as
relativos à execução das operações destinadas a garantir a atividades realizadas e ser registado pelos alunos no caderno
evacuação ordenada, total ou parcial, rápida e segura dos diário.
ocupantes para o exterior, no caso de ocorrência de situações
consideradas perigosas. 7. É obrigatória a frequência das atividades curriculares e
de enriquecimento ou complemento curricular organizadas
para assegurar o acompanhamento educativo dos alunos dos
Artigo 192º Instrução, Formação e Exercícios de ensinos básico e secundário, sendo a ausência do aluno a tais
Segurança atividades considerada falta à disciplina marcada no respetivo
horário.
Ao longo do ano, o diretor deve:
a) promover programas de informação e sensibilização de
toda a comunidade educativa sobre a conduta e as regras de
segurança a observar;
b) realizar ações de formação e treino para os elementos
da estrutura interna da segurança do Agrupamento;
c) organizar, pelo menos uma vez por ano letivo,
exercícios de evacuação para treino de todos os ocupantes.
48 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Capítulo XII - Disposições Gerais conselho geral, aprovada por maioria absoluta dos membros
em efetividade de funções.
Artigo 194º Normas Subsidiárias
4. A não aprovação de uma proposta de revisão implica
Em tudo o que não se encontrar especialmente regulado no que só possa ser apresentada nova proposta decorridos 180
regime de Autonomia, Administração e Gestão e demais dias.
legislação aplicável, bem como no presente Regulamento
Interno, são subsidiariamente aplicáveis as disposições do
Código do Procedimento Administrativo. Artigo 198º Novo Texto do Regulamento Interno

As alterações do Regulamento Interno serão inseridas no


Artigo 195º Garantias de Aplicação lugar próprio, mediante as substituições, as supressões e os
aditamentos necessários.
1. Conforme o artigo 3º do CPA (Princípio da legalidade),
os órgãos da Administração Pública devem atuar em
obediência à lei e ao direito, dentro dos limites dos poderes Artigo 199º Nota revogatória
que lhes forem conferidos e em conformidade com os
respetivos fins. É revogado o Regulamento Interno 2014/2018.

2. O Diretor é o principal garante da aplicação das normas


e preceitos previstos no presente regulamento interno,
competindo-lhe tomar as consequentes medidas de carácter
administrativo e disciplinar.

3. Aos responsáveis dos órgãos de administração e gestão


e aos titulares das estruturas de orientação educativa e serviços
especializados de apoio educativo, assiste o direito de dirigir
recomendações a qualquer órgão de administração e gestão,
estrutura de orientação educativa ou serviço especializados de
apoio educativo, alertando para o eventual incumprimento de
normas e preceitos previstos no presente Regulamento
Interno.

Artigo 196º Direito de Petição

1. Assiste o direito a todos os membros da comunidade


escolar, sempre que entendam que quaisquer normas ou
preceitos previstos no presente Regulamento Interno não são
cumpridos, de dirigir, sem prejuízo do disposto no número
seguinte, ao diretor, uma petição por escrito, no sentido de ser
reposta a legalidade.

2. As petições produzidas pelos alunos devem ser dirigidas


ao responsável pela turma que integram, que decidirá, de
acordo com a natureza da alegação, pela sua apresentação
junto do diretor.

3. Sempre que os responsáveis pelas turmas decidam não


enviar ao diretor as petições referidas no número anterior,
devem informar por escrito, no prazo de 48 horas, o diretor das
providências, entretanto, tomadas.

4. O Diretor informa os autores das petições que lhe são


dirigidas, no prazo máximo de 48 horas, sobre as medidas
tomadas ou a tomar relativamente à matéria da alegação.

Artigo 197º Iniciativa e Tempo da Revisão

1. A iniciativa da revisão do Regulamento Interno do


Agrupamento compete ao diretor.

2. O Conselho Geral pode solicitar, fundamentadamente,


ao diretor a iniciativa da revisão do Regulamento Interno,
decorrido um ano sobre a data da sua aprovação ou revisão.

3. O Regulamento Interno aprovado nos termos da lei,


pode ser revisto ordinariamente 4 anos após a sua aprovação e
extraordinariamente a todo o tempo por deliberação do
49 Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas Nº 3 de Elvas

Comissão de Trabalho para o Regulamento Interno:


Samuel Luís
Alexandre Henriques
Teresa Guerreiro

Emitido parecer favorável em reunião de Conselho


Pedagógico no dia 26 de Junho de 2019

Aprovada no Conselho Geral de Julho de 2019

Agrupamento de Escolas nº 3 de Elvas


Elvas, 26 de Junho de 2019

A Presidente do Conselho Pedagógico

(Fátima Céu Carola Moreira Pinto)

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