Trânsito Ronaldo Bandeira
Trânsito Ronaldo Bandeira
Legislação de Trânsito
Ronaldo Bandeira
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3 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por
este Código.
§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos
ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema
Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar
esse direito.
§ 3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas
competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e
manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.
§ 4º (VETADO)
§ 5º Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em suas ações
à defesa da vida, nela incluída a preservação da saúde e do meio-ambiente.
Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas
e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as
peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública,
as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento
de estabelecimentos privados de uso coletivo. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
Art. 3º As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo, bem como aos proprietários, condutores dos
veículos nacionais ou estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas.
Art. 4º Os conceitos e definições estabelecidos para os efeitos deste Código são os constantes do Anexo I.
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Comentários
1. Do alcance do CTB
Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à
circulação, rege-se por este Código.
Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as
passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade
com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias
especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias
abertas à circulação pública, as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por
unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso
coletivo. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
§ 1o O convênio valerá para toda a área física do porto organizado, inclusive, nas áreas
dos terminais alfandegados, nas estações de transbordo, nas instalações portuárias públicas de
pequeno porte e nos respectivos estacionamentos ou vias de trânsito internas. (Incluído pela
Lei nº 12.058, de 2009).
Fica claro que na seara administrativa (infrações de trânsito) o agente da autoridade de trânsito competente só atuará
nas vias abertas à circulação pública, que são previstas ao longo do artigo 2º, “caput” e em seu parágrafo único, além do
artigo 7-A, o qual elenca as áreas portuárias, lembrando que estas só serão consideradas vias abertas a circulação
mediante um convênio, não sendo, portanto, de forma inata vias abertas a circulação pública.
Já na seara penal (crimes de trânsito) seguiremos a princípio da territorialidade previsto no artigo 5° do CP, com fulcro no
artigo 291 do CTB, ou seja, tanto na via pública, bem como na via privada aplicaremos os crimes de trânsito em espécie.
A exceção se encontra quando o legislador trouxer de forma expressa o local do crime, como, por exemplo, os artigo 308,
309 e 311, esses crimes só serão abarcados nas vias determinadas de forma expressa na letra da lei. Assunto esse que
desdobraremos muito mais na nossa primeira aula de crimes de trânsito.
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2. Do Conceito de Trânsito
§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos,
conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.
Por trânsito entende-se a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou grupos, acompanhados ou não.
Vale instar que o animal solto na via, está em trânsito, porém é um trânsito irregular.
Por estacionamento entende-se a imobilização pelo tempo superior ao ato do embarque e desembarque de passageiros.
Já parada é a imobilização pelo tempo estritamente necessário para o ato do embarque e desembarque de passageiros.
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4. Do Dever, Prioridade e Responsabilidade dos Órgãos e Entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito
§ 4º (VETADO)
Percebemos que o legislador deixa claro que o DEVER pelo trânsito seguro é de obrigação dos órgãos e entidades
componentes do SNT, enquanto o DIREITO são de todos. Aqui vale uma observação muito importante o CESPE já inverteu
os termos para fazer uma pegadinha com o candidato, logo, muito cuidado e atenção na hora de sua prova.
O § 3° por sua vez alude a responsabilidade objetiva adotada pelo legislador aos órgãos e entidades que compõem o
SNT, ou seja, àquela que não depende de culpa e dolo, bastando haver nexo causal (relação de causa e efeito).
Ressalta-se que, assim como a Constituição Federal cuidou de mencionar as pessoas jurídicas de direito público e as de
direito privado prestadoras de serviços públicos, o CTB envolveu, na questão da responsabilidade objetiva, tanto os órgãos,
quanto as entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, o que equivale dizer que a regra se aplica tanto à
Administração pública direta quanto indireta.
Na atividade dos órgãos e entidades de trânsito, entendemos que o legislador preocupou-se em mencionar,
expressamente, a omissão e o erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços, justamente pelo dever
legal que possui o Sistema Nacional de Trânsito, no sentido de garantir o direito ao trânsito seguro.
A fim de ilustrar e exemplificar trago uma questão que já foi alvo de questionamento de sua banca. Na questão era
afirmado que existia um cruzamento entre vias que devido a omissão do órgão com circunscrição sobre ela a placa de
preferência de uma via sobre a outra estava encoberta e por este motivo houve uma colisão entre veículos que por ali
circulavam, neste situação o examinador perguntava se o órgão em questão responderia objetivamente pelos danos
causados (obviamente excluindo totalmente a culpa subjetiva dos condutores), uma vez que houve a omissão na
manutenção da vegetação da via a resposta é correta e está comentada na questão de número 2 logo abaixo.
Outro ponto que elencamos no título desse capítulo é quanto a prioridade dos órgãos e entidades do SNT, o § 5° deixa
bem claro que os órgãos e entidades priorizam a defesa a vida incluindo nela a preservação da saúde e meio ambiente.
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CAPÍTULO II
DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO
Seção I
Disposições Gerais
Art. 5º O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, administração, normatização,
pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia,
operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades.
I - estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa
ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento;
II - fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de critérios técnicos, financeiros e administrativos para
a execução das atividades de trânsito;
III - estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações entre os seus diversos órgãos e entidades, a fim
de facilitar o processo decisório e a integração do Sistema.
Seção II
Da Composição e da Competência do Sistema Nacional de Trânsito
I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coordenador do Sistema e órgão máximo normativo e consultivo;
II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE, órgãos
normativos, consultivos e coordenadores;
III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
Art. 7o-A. A autoridade portuária ou a entidade concessionária de porto organizado poderá celebrar convênios
com os órgãos previstos no art. 7o, com a interveniência dos Municípios e Estados, juridicamente interessados, para o fim
específico de facilitar a autuação por descumprimento da legislação de trânsito. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
§ 1o O convênio valerá para toda a área física do porto organizado, inclusive, nas áreas dos terminais alfandegados,
nas estações de transbordo, nas instalações portuárias públicas de pequeno porte e nos respectivos estacionamentos ou
vias de trânsito internas. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
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Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão os respectivos órgãos e entidades executivos de
trânsito e executivos rodoviários, estabelecendo os limites circunscricionais de suas atuações.
Art. 9º O Presidente da República designará o ministério ou órgão da Presidência responsável pela coordenação
máxima do Sistema Nacional de Trânsito, ao qual estará vinculado o CONTRAN e subordinado o órgão máximo executivo
de trânsito da União.
Art. 10. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com sede no Distrito Federal e presidido pelo dirigente do órgão
máximo executivo de trânsito da União, tem a seguinte composição: (Redação dada pela Lei nº 12.865, de 2013)
I - (VETADO)
II - (VETADO)
XXI - (VETADO)
XXIII - 1 (um) representante do Ministério da Justiça. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
XXIV - 1 (um) representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; (Incluído pela
Lei nº 12.865, de 2013)
XXV - 1 (um) representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). (Incluído pela Lei nº 12.865,
de 2013)
§ 1º a 3º (VETADO)
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Comentários
O artigo 5°, “caput”, nos conceitua perfeitamente o que significa SNT, assim como define suas finalidades, vejamos
abaixo o esquema para melhor entendimento:
SNT
DEFINIÇÃO
FINALIDADE
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2. Da composição do SNT
(1) Os órgãos executivos de trânsito dos municípios não integram automaticamente o SNT dependendo de uma
municipalização no trânsito do município.
(2) As PMs dos estados e DF compõem o SNT, porém para possuírem o poder de polícia administrativa de trânsito
dependem de convênio com os executivos de trânsito/rodoviário.
(3) Como o DF não possui municípios as competências dos órgãos executivos de trânsito municipal serão atribuídas
aos executivos de trânsito do estado (§ 1°, artigo 24).
Portaria nº 29
Art. 1º Esta Portaria designa os membros do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), o qual será presidido pelo Diretor
do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN):
I - Diretor do DENATRAN:
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b) suplente: VAGO.
VII - representantes do Ministério Coordenador Máximo do Sistema Nacional de Trânsito (Ministério da Infraestrutura):
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Resolução 776/19
Art. 1º O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), com sede no Distrito Federal, coordenador do Sistema
Nacional de Trânsito (SNT) e órgão máximo normativo e consultivo, tem como missão coordenar e supervisionar as ações
e atividades desenvolvidas pelos órgãos e entidades de trânsito, de forma articulada e integrada, zelando pelo
cumprimento da Lei com vistas à garantia de um trânsito em condições seguras para todos com a promoção, valorização
e preservação da vida, notadamente por meio do exercício das competências e atribuições previstas no Código de Trânsito
Brasileiro (CTB) e outras normas em vigor.
Art. 2º O CONTRAN é integrado por Ministro de Estado de cada um dos seguintes Ministérios:
I - da Infraestrutura, que o presidirá;
II - da Justiça e Segurança Pública;
III - da Defesa;
IV - das Relações Exteriores;
V - da Economia;
VI - da Educação;
VII - da Saúde;
VIII - da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações;
IX - do Meio Ambiente.
§ 1º Em seus impedimentos e ausências, os Ministros de Estado poderão se fazer representar por servidor
de nível hierárquico igual ou superior ao nível 6 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS ou, no caso do
Ministério da Defesa, alternativamente, por Oficial-General que ocupe cargo de nível equivalente.
§ 2º Compete ao dirigente do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) atuar como Secretário-
Executivo do CONTRAN.
§ 3º O DENATRAN é responsável em prestar suporte técnico, jurídico, administrativo e financeiro ao
CONTRAN.
§ 4º Fica instituído o comitê técnico de assessoramento ao CONTRAN, o qual será composto por
representantes de cada um dos respectivos Ministérios e coordenado pelo dirigente do DENATRAN.
§ 5º Os representantes de que trata o § 1º serão designados por meio de Portaria do Presidente do
CONTRAN mediante indicação dos Ministros membros.
§ 6º A documentação produzida pelo Comitê Técnico deverá ser acostada aos autos do processo.
Art. 3º Vinculadas ao CONTRAN funcionarão as Câmaras Temáticas constituídas, na forma de seu regimento
interno, com o objetivo de estudar e de oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para as
decisões do Colegiado.
Parágrafo único. Os membros das Câmaras Temáticas serão selecionados pelo dirigente do DENATRAN e
designados pelo Ministro de Estado da Infraestrutura.
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Comentários
*1º Em seus impedimentos e ausências, os Ministros de Estado poderão se fazer representar por servidor de nível
hierárquico igual ou superior ao nível 6 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS ou, no caso do Ministério da
Defesa, alternativamente, por Oficial-General que ocupe cargo de nível equivalente.
**Atenção pois segundo a resolução 776 a composição será feita pelo próprio ministro de Estado. Diferentemente da
antiga composição, ainda prevista no CTB (Decreto 4711) que poderá ser por qualquer membro do ministério.
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4. Visão Geral (Sistema Nacional de Trânsito e sua Coordenação Máxima de acordo com a Portaria
29)
Ministério da
Coordenação Máxima
doo Sistema (Portaria 29) Infraestrutura (De acordo com
Portaria 29)
Subordinado Vinculado
DENATRAN CONTRAN
Vinculado
Diretor do DENATRAN
presidirá o CONTRAN
Câmaras
Temáticas
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I - estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito;
III - (VETADO)
V - estabelecer seu regimento interno e as diretrizes para o funcionamento dos CETRAN e CONTRANDIFE;
VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas neste Código e nas resoluções complementares;
VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para a aplicação das multas por infrações, a arrecadação e o repasse
dos valores arrecadados; (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
IX - responder às consultas que lhe forem formuladas, relativas à aplicação da legislação de trânsito;
XII - apreciar os recursos interpostos contra as decisões das instâncias inferiores, na forma deste Código;
XIII - avocar, para análise e soluções, processos sobre conflitos de competência ou circunscrição, ou, quando
necessário, unificar as decisões administrativas; e
XIV - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito da União, dos Estados e do Distrito
Federal.
Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao CONTRAN, são integradas por especialistas e têm como
objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para decisões daquele
colegiado.
§ 1º Cada Câmara é constituída por especialistas representantes de órgãos e entidades executivos da União, dos
Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, em igual número, pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito, além
de especialistas representantes dos diversos segmentos da sociedade relacionados com o trânsito, todos indicados
segundo regimento específico definido pelo CONTRAN e designados pelo ministro ou dirigente coordenador máximo do
Sistema Nacional de Trânsito.
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§ 2º Os segmentos da sociedade, relacionados no parágrafo anterior, serão representados por pessoa jurídica e
devem atender aos requisitos estabelecidos pelo CONTRAN.
§ 4º (VETADO)
I a IV - (VETADO)
Art. 14. Compete aos Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal -
CONTRANDIFE:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições;
III - responder a consultas relativas à aplicação da legislação e dos procedimentos normativos de trânsito;
a) das JARI;
b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inaptidão permanente constatados nos exames de
aptidão física, mental ou psicológica;
VI - indicar um representante para compor a comissão examinadora de candidatos portadores de deficiência física à
habilitação para conduzir veículos automotores;
VII - (VETADO)
X - informar o CONTRAN sobre o cumprimento das exigências definidas nos §§ 1º e 2º do art. 333.
XI - designar, em caso de recursos deferidos e na hipótese de reavaliação dos exames, junta especial de saúde para
examinar os candidatos à habilitação para conduzir veículos automotores. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
Parágrafo único. Dos casos previstos no inciso V, julgados pelo órgão, não cabe recurso na esfera administrativa.
Art. 15. Os presidentes dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados e do Distrito
Federal, respectivamente, e deverão ter reconhecida experiência em matéria de trânsito.
§ 1º Os membros dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados e do Distrito
Federal, respectivamente.
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1. Competências CONTRAN
Já sabemos que este órgão é o órgão máximo normativo (artigo I, primeira parte) e consultivo (artigo 12, IX) do sistema
e também coordenador do sistema (artigo 12, II), vale sempre lembrar que atualmente de acordo com a portaria 29, o
coordenador máximo do sistema é o ministério da INFRAESTRUTURA. O CESPE já questionou em suas questões, inclusive,
se o CONTRAN é o órgão máximo do sistema dando inclusive como correta a alternativa.
Percebemos que o inciso I traz claramente a competência normativa do CONTRAN, trazendo também em sua última
parte a competência de estabelecer as diretrizes da Política Nacional de trânsito. Enquanto compete ao DENATRAN
controlar e fiscalizar (artigo 19, II).
O inciso II, já citado acima deixa claro a competência deste órgão de coordenador do sistema Nacional de Trânsito.
O inciso IV, por sua vez alude a competência de criação das câmaras temáticas que são órgãos técnicos vinculados ao
CONTRAN, integradas por especialistas com o objetivo de estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre
assuntos específicos para decisões daquele colegiado.
O Inciso V deixa claro que o CONTRAN possui regimento interno próprio e ainda estabelece as diretrizes para o
funcionamento do CETRAN e CONTRANDIFE, que também são órgãos normativos e consultivos, porém no âmbito
estadual e distrital respectivamente. Assim como o CONTRAN estabelece as diretrizes dos órgãos normativos estaduais e
distrital o CONTRAN com fulcro no artigo 12, VI, também estabelece as diretrizes das JARI.
Por ser um órgão normativo, inclusive o máximo, compete ao CONTRAN a normatização e zelar pela uniformidade
contida no CTB e nas resoluções de sua competência, inclusive. A competência normativa do CONTRAN se estende ainda
pelos incisos VII, VIII, X e XV ficando cristalina que a padronização da aplicação, arrecadação e repasse de multas, processo
de aprendizagem, habilitação, expedição de documentos de condutores, registro e licenciamento de veículos, bem como
o processo de formação do candidato à obtenção da CNH são competências normativas do CONTRAN.
Como já citado diversas vezes o CONTRAN por ser um órgão consultivo possui a competência prevista no artigo 12, IX
dirimindo assim por meio de consultas as dúvidas não sanadas em outros âmbitos.
O inciso XI, do artigo 12, traz a tona o que a resolução 160 ratifica, ou seja, o CONTRAN aprovando , complementando
e alterando os dispositivos de sinalização e equipamentos de trânsito (realizada por diversas resoluções).
O inciso XII é interessante, pois prova que no âmbito do segundo recurso (último recurso na esfera administrativa) o
CONTRAN possui a competência recursal. Deixando claro que o CONTRAN só julgará os recursos após indeferimento do
primeiro (recurso esse que poderá ser impetrado tanto pelo recorrente, bem como pelo próprio órgão autuador,
provando assim a autonomia administrativa da JARI), somente por infrações no âmbito da União de natureza gravíssima
ou que gere suspensão do direito de dirigir por mais de 6 meses ou que gere cassação.
O inciso XIV é ilustrado na resolução 289, obviamente do CONTRAN, que deixa claro que o CONTRAN interferiu no
conflito existente entre DPRF e DNIT, por serem ambos de âmbito da União coube ao CONTRAN dirimir o conflito existente
no que tange a fiscalização por peso e velocidade.
Na nossa última observação vale instar que as competências do CONTRAN não se exaurem somente aqui no artigo 12,
o CTB possui de forma espraiada outros artigos que preveem as competências do CONTRAN como, por exemplo, o artigo
91, 97, 99, entre outros.
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Assim como o CONTRAN os CETRANs e o CONTRANDIFE também são órgãos normativos (artigo 14, II) e consultivos
(artigo 14, III) e coordenadores do sistema entretanto no âmbito estadual e distrital, respectivamente. Dentre suas
competências se destacam a de estimulação e orientação de campanhas educativas de trânsito. Outra competência que
inclusive é comum ao CONTRAN, obviamente, que em âmbitos distintos é a competência recursal (artigo 14, V, a) nesta
alínea se observa a competência recursal dos Cetrans e Contradife quando indeferido o recurso na primeira instância no
âmbito estadual, distrital e municipal compete a esses órgãos julgarem na segunda instância. Vale instar que além da
competência recursal que esses órgãos possuem compete a eles também a competência revisional (artigo XI) quando
recursos dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inaptidão permanente constatados nos exames de
aptidão física, mental ou psicológica; inclusive designando junta especial de saúde para examinar os candidatos à
habilitação para conduzir veículos automotores (artigo 14, XI), obviamente quando no deferimento do recurso e na
reavaliação dos exames.
Assim como o CONTRAN que tem a competência de dirimir conflitos no âmbito da União, estados e DF os órgãos
normativos estaduais tem a competência de dirimir os conflitos no âmbito municipal.
Quando no processo de habilitação do candidato deficiente físico um membro da comissão será indicado pelo
CETRAN/CONTRANDIFE (artigo 14, VI).
Por fim os membros e presidentes desses órgãos serão nomeados pelo governador do estado e DF, respectivamente,
e deverão ter reconhecida experiência em trânsito. O mandato são de 2 anos podendo ser admitida a recondução,
podendo, portanto, chegar até 4 anos.
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e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1° À Polícia Rodoviária Federal, órgão permanente, integrante da estrutura regimental do Ministério
da Justiça, no âmbito das rodovias federais, compete:
I - realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com o
objetivo de preservar a ordem, a incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;
II - exercer os poderes de autoridade de polícia de trânsito, cumprindo e fazendo cumprir a legislação e demais
normas pertinentes, inspecionar e fiscalizar o trânsito, assim como efetuar convênios específicos com outras
organizações similares;
III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito e os valores decorrentes da prestação de
serviços de estadia e remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de cargas excepcionais;
IV - executar serviços de prevenção, atendimento de acidentes e salvamento de vítimas nas rodovias federais;
V - realizar perícias, levantamentos de locais boletins de ocorrências, investigações, testes de dosagem alcoólica
e outros procedimentos estabelecidos em leis e regulamentos, imprescindíveis à elucidação dos acidentes de trânsito;
VI - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção
de veículos, escolta e transporte de cargas indivisíveis;
VII - assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de
medidas emergenciais, bem como zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança,
promovendo a interdição de construções, obras e instalações não autorizadas;
VIII - executar medidas de segurança, planejamento e escoltas nos deslocamentos do Presidente da República,
Ministros de Estado, Chefes de Estados e diplomatas estrangeiros e outras autoridades, quando necessário, e sob a
coordenação do órgão competente;
IX - efetuar a fiscalização e o controle do tráfico de menores nas rodovias federais, adotando as providências
cabíveis contidas na Lei n° 8.069 de 13 junho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);
X - colaborar e atuar na prevenção e repressão aos crimes contra a vida, os costumes, o patrimônio, a ecologia,
o meio ambiente, os furtos e roubos de veículos e bens, o tráfico de entorpecentes e drogas afins, o contrabando, o
descaminho e os demais crimes previstos em leis.
Art 2° O documento de identidade funcional dos servidores policiais da Polícia Rodoviária Federal
confere ao seu portador livre porte de arma e franco acesso aos locais sob fiscalização do órgão, nos termos
da legislação em vigor, assegurando - lhes, quando em serviço, prioridade em todos os tipos de transporte e
comunicação.
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Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a
preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária
federal; III - polícia
ferroviária federal; IV -
polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019)
...
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado
em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
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referência mais expressa à atuação policial do órgão, voltada à segurança das rodovias, como se verifica
nos incisos IX e X do seu artigo 1º, respectivamente: “efetuar a fiscalização e o controle do tráfico de
menores nas rodovias federais, adotando as providências cabíveis contidas na Lei nº 8.069 de 13 de junho
de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente)” e “colaborar e atuar na prevenção e repressão aos crimes
contra a vida, os costumes, o patrimônio, a ecologia, o meio ambiente, os furtos e roubos de veículos e
bens, o tráfico de entorpecentes e drogas afins, o contrabando, o descaminho e os demais crimes previstos
em leis”.
Dentre as competências estabelecidas no artigo 20, destaca-se o inciso III, que prevê a aplicação
das multas de trânsito, por infrações constatadas no âmbito de sua circunscrição, o que distingue sua
atuação das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal (incluindo as Polícias Rodoviárias
Estaduais), as quais, por serem agentes de trânsito (artigo 23, III), apenas lavram os autos de infrações,
para que o órgão ou entidade executivo de trânsito ou rodoviário conveniado promova a imposição da
sanção administrativa cabível.
A fiscalização de trânsito relativa ao excesso de peso e de velocidade ainda é exercida em conjunto
com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, órgão executivo rodoviário da
União, nos termos da Resolução do Conselho Nacional de Trânsito nº 289/08.
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11 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Em relação a cumprir a legislação de trânsito e as normas significa que o PRF quando NÃO estiver
em situação de emergência NÃO pode, por exemplo, transitar pelo acostamento, deixar de usar o
cinto, etc... Fazendo assim cumprir a legislação.
1 Uniformizada; viatura caracterizada; não pode autuar indo para o trabalho com seu carro particular... -
realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com o objetivo de
preservar a ordem, incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;
Outro ponto interessante de se extrair de forma indireta é que NÃO há EXPRESSAMENTE dentre
as competências da PRF no CTB e no Decreto a fiscalização por excesso de peso, lotação e dimensão,
entretanto a interpretação deriva da preservação do patrimônio da União contido neste inciso II, daí a
previsão legal por meio de resolução desta fiscalização pela PRF.
Inclusive a previsão legal da fiscalização por excesso de peso que foi objeto de conflito entre DNIT
e DPRF foi dirimida pela resolução de N° 289 do CONTRAN, Uma vez que é competência deste orgão
dirimir conflitos entre órgãos da União.
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12 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
rodoviários, outro ponto a salientar de diferença entre esses dois órgãos é que a PM não possui a
competência de aplicar e arrecadar as multas, destarte não possuindo a figura da autoridade de
trânsito neste órgão ficando, então, responsável pela aplicação e arrecadação da multa o órgão que
realizou o convênio.
Outro ponto muito importante a ser comentado é em relação a aplicação da autuação e da multa,
perceba que neste inciso o legislador fala da possibilidade do órgão aplicar a multa, entretanto, saiba
que isso ocorre após o devido processo legal, garantindo o processo administrativo que o então
autuado tem direito. Que fique claro que o PRF (agente) AUTUA e só após todo o processo
administrativo haverá a aplicação da multa pela autoridade de trânsito, que no DPRF fica sob
competência do superintendente. Portanto, resumindo e concluindo – o agente PRF que aborda na
“pista” lavra o auto de infração (AUTUA), após o processo administrativo a autoridade de tRânsito gera
a multa, quando o CTB refere-se neste inciso a aplicação da MULTA que fique claro que não é realizada
pelo agente na primeira abordagem ele apenas autuará, após o processo administrativo o órgão por
meio de seu superintende (autoridade de trânsito) converterá em multa, caso esse auto prospere.
Percebemos também no que tange a aplicação das medidas administrativas, que teoricamente o
único órgão que aplica a medida de remoção de animais é o DPRF.
Na última parte deste inciso vislumbramos a competência do DPRF em realizer a escolta de carga
superdimensionada ou perigosa, competência essa inata e propria do DPRF não podendo ser delegada
em regra.
III - Efetuar levantamento dos locais de acidentes de trânsito e dos serviços de atendimento, socorro e
salvamento de vítimas;
Percebemos aqui que a competência de efetuar levantamento dos locais de acidente que será
feito por meio do Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) é o documento no qual a Polícia Rodoviária
Federal (PRF) registra alguns acidentes que ocorreram nas rodovias federais, como acidentes que
deixaram vítimas(lesionadas ou mortas), acidentes envolvendo produto perigoso, acidentes que
causem danos ao meio ambiente, entre outros.
Aqui vale mais um comentário de ouro que é em relação a realização de perícia em acidente de
trânsito (artigo 1°, V, decreto 1655/95) que apesar de sofrer diversas críticas de outros órgãos de
segurança assim como a possibilidade de lavratura de TC (termo circunstanciado) pelo PRF foi julgado
constitucional até o presente momento.
IV - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços
de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
Aqui temos uma competência que originalmente é exclusiva na União que poderá ser delegada ao
particular por meio de credenciamento dos serviços de escolta e transporte de carga indivisível. Vale
observar que cabe ao DPRF fiscalizar se as normas do credenciamento estão sendo cumpridas.
Cabe ressaltar que o credenciamento de escolta armada, mesmo nas rodovias e estradas federais,
é competência do DPF.
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13 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Credenciamento de escoltas
superdimensionadas;
indivisíveis;
excedentes em peso;
excedentes em dimensões ;
outras cargas que, pelo seu grau de periculosidade, dependam de autorização e escolta
especial para transitar nas rodovias e estradas federais.
Carga excedente/indivisível/superdimensionada é carga unitária, representada por uma única
peça estrutural ou por um conjunto de peças fixadas por rebitagem, solda ou outro processo,
para fins de utilização direta como peça acabada ou ainda, como parte integrante de conjuntos
estruturais de montagem ou de máquinas ou equipamentos e que pela sua complexidade, só
possa ser montada em instalações apropriadas.
V - Assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de
medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança,
promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas;
Previsão importantíssima do DPRF que deverá assegurar a livre circulação nas rodovias federais,
percebam que esta previsão deriva do direito constitucional de ir e vir, esta competência será executada
no caso de manifestações, bloqueios, greves, passeatas... Percebam que o bloqueio pode-se dar
também por meio de causa natural, como, por exemplo, quando parte da rodovia desmorona, neste
caso o DPRF poderá solicitar apoio do DNIT para adoção de medidas emergenciais.
No que tange a garantia do direito de vizinhança é a competência do DPRF que impede
construções e instalações não autorizadas na chamada faixa de domínio, caso haja o PRF deverá
imediatamente interditar a construção ou instalação. Vale observar que não compete ao Departamento
aplicar as penalidades civis decorrentes da infração cometida pela empresa devendo apenas realizar a
interdição.
VI - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas, adotando ou
indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal;
Competência importante a fim de se adotarem medidas referentes a prevenção de acidentes, o
encaminhamento ao órgão rodoviário federal se dá devido a competência dele em realizar a
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14 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
manutenção das rodovias e estradas e sua devida sinalização cuidando, portanto, da parte de
infraestrutura.
IX - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para
outra unidade da Federação;
Competência esta comum ao DPRF, aos executivos rodoviários e aos executivos de trânsito dos
ESTADOS e DF e Municípios, este inciso visa a integração entre os órgãos a fim de uma existir uma
uniformização nacional entre os órgãos que compõem o SNT e celeridade entre os procedimentos
adotados entre esses órgãos, que inclusive é um objetivo básico do Sistema.
X - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas
dos órgãos ambientais.
Ponto importante ressaltando a prioridade em defesa da vida que inclui a defesa do meio
ambiente e saúde. Quando o inciso se refere ao apoio aos órgãos ambientais são ações operacionais
entre IBAMA e DPRF que podem ocorrer a fim de coibir crimes ambientais, por exemplo.
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15 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
1. Competências da JARI:
Art. 16. Junto a cada órgão ou entidade executivos de trânsito ou rodoviário funcionarão Juntas
Administrativas de Recursos de Infrações - JARI, órgãos colegiados responsáveis pelo julgamento dos
recursos interpostos contra penalidades por eles impostas.
Parágrafo único. As JARI têm regimento próprio, observado o disposto no inciso VI do art. 12, e apoio
administrativo e financeiro do órgão ou entidade junto ao qual funcionem.
III - encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações
sobre problemas observados nas autuações e apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente.
Comentários
Vamos para mais um bloco meu querido (a) aluno (a). No início deste bloco entenderemos a JARI com
suas respectivas competências, composição, dentre outros pontos importantes, vejamos:
A JARI (Junta Administrativa de Recursos e Infrações) são órgãos colegiados responsáveis pelo
julgamento interpostos contra penalidades por eles impostas, podemos afirmar que a JARI possui autonomia
administrativa (ponto importante que inclusive já foi alvo de prova) com o órgão a qual funciona e regimento
interno próprio, apenas recebendo apoio administrativo e financeiro do órgão ou entidade ao qual funciona.
Conforme comentamos no parágrafo anterior percebemos que a JARI funcionará junto a alguns órgãos
e entidades que compõe o SNT. Segundo o artigo 16, “caput” a JARI funcionará junto aos órgãos executivos
de trânsito e executivos rodoviários, não fazendo, portanto, nenhuma distinção no que tange a aplicação da
penalidade de multa por estes órgãos competentes, sendo assim com fulcro ainda neste artigo podemos
inferir que o DENATRAN, os DETRAN estaduais, os executivos de trânsito municipais, bem como todos os
executivos rodoviários possuiriam uma JARI funcionando juntamente a eles. Entretanto sabemos, por
exemplo, que o DENATRAN não possui JARI na prática, uma vez que não possui a competência de aplicar e
arrecadar as multas impostas, logo, pelo princípio da simetria da forma não há que se falar em JARI
funcionando juntamente a este órgão, por outro lado o DPRF não foi contemplado no “caput” do artigo 16
e este órgão possuirá uma JARI funcionando juntamente a ele. Vale alertar que essa celeuma foi sanada pela
resolução 357 do CONTRAN. Então, peço muita cautela no momento de marcar a questão, pois à luz do CTB
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16 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
há uma configuração do funcionamento da JARI, enquanto segundo o CONTRAN há outra (que inclusive é a
correta).
No que tange a composição a JARI possuirá no mínimo três membros devendo obedecer aos seguintes
critérios:
01 (um) integrante com conhecimento na área de trânsito com, no mínimo, nível
médio de escolaridade;
01 (um) representante servidor do órgão ou entidade que impôs a penalidade;
01 (um) representante da entidade representativa da sociedade ligada à área de
trânsito.
Vale instar que havendo necessidade haverá mais de uma JARI (De acordo com o número de recursos
interportos). Diante desta hipótese a autoridade de trânsito a qual a JARI está funcionando designará um
coordenador.
Por fim as competências da JARI estão elencadas ao longo do artigo 17, incisos I, II e III. Dentre todas
as três competências a que permeia as demais é, obviamente, a competência de julgamento de recursos
interpostos, sabemos que as outras duas competências servem para subsidiar a primeira, ou seja, dar meios
para que o julgador tenha meios para um melhor julgamento como é o caso da competência prevista no
artigo 17, II que visa uma melhor análise da situação recorrida por meios de informações complementares
que darão embasamento técnico para um julgamento justo. Já a competência prevista no inciso III, também
do artigo 17, tem como objetivo auxiliar os órgãos aos quais funciona para no caso de autuações/recursos
que estejam trazendo problemas de forma sistemática (como, por exemplo, uma tipificação errada ou falta
de complementação no campo observação do AI...) a fim de sanar ou diminui-los.
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17 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Antes de fazermos uma análise as principais competências deste órgão é salutar que você analise
morfologicamente a nomenclatura do órgão, fica claro que estamos tratando de um órgão executivo de
trânsito, logo suas competências majoritariamente girarão em torno da execução das diretrizes, normas e
regulamentos do trânsito Brasileiro (inciso I, artigo 19).
Ainda uma outra competência que é conveniente ser comentada é a prevista no artigo 19, II, pois
além de ratificar o controle e à fiscalização da execução da Política Nacional de Trânsito e do Programa
Nacional de Trânsito. Percebemos ainda a competência de correição dos órgãos delegados, assunto este que
discorreremos no final deste capítulo.
Continuando nossa análise ao artigo 19 chegamos nas principais competências do DENATRAN, que
sem dúvida são as seguintes:
Separei os incisos supra a fim de você meu aluno se atender para eles, pois tratam-se de assuntos
que caem com mais recorrência na prova CESPE/UNB. Realizando uma análise aos mesmos fica claro que a
competência de estabelecer procedimentos acerca da aprendizagem, habilitação de condutores de veículos,
de registro e licenciamento é do DENATRAN, enquanto ao CONTRAN compete normatizar os procedimentos,
assim:
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18 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Normatizar os
Procedimentos: CONTRAN
Entretanto, a principal competência que este órgão possui é a de expedir a permissão para dirigir, a
carteira nacional de habilitação, os certificados de registro e o de licenciamento anual mediante delegação
aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal. O ponto que devemos frisar aqui é a competência
originária do DENATRAN na expedição da habilitação (incluindo a Permissão internacional para conduzir),
Registro e Licenciamento de veículos, que somente por meio de delegação caberá aos DETRAN’s estas
competências para que sejam executadas ao longo do nosso extenso território nacional. Quando tratarmos
das competências arroladas no artigo 22, do CTB, que elencará as competências dos órgãos executivos de
trânsito dos estados retomaremos este assunto de forma mais profunda.
Em relação aos projetos de implementação de sinalização e equipamentos de trânsito competirá ao
DENATRAN a elaboração (juntamente com os demais órgãos e entidades do SNT), organização, elaboração,
complementação e até alteração dos manuais e normas destes projetos aprovados pelo CONTRAN
(conforme já estudado em blocos anteriores).
Propostas acerca da
complementação DENATRAN
ou alteração da elaborará Compete ao
sinalização e dos juntamente com os CONTRAN aprovar
dispositivos e demais órgãos do as propostas.
equipamentos de SNT as propostas
trânsito
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19 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Em relação a Educação para o Trânsito temos dois incisos que versam acerca deste assunto, vejamos:
Como dissemos em blocos anteriores as competências do CONTRAN não se exaurem somente ao longo do
artigo 12, por exemplo, aqui recorreremos ao artigo 75 do CTB que menciona a competência do CONTRAN
em estabelecer, anualmente, os temas e cronograma das campanhas de âmbito nacional que deverão ser
promovidas por todos os órgãos ou entidades do SNT.
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20 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Estabelecer, anualmente, os
temas e cronograma das
campanhas nacionais de
• CONTRAN
educação para o Trânsito.
Promover a elaboração e a
implementação de programas •DENATRAN e
de educação de trânsito nos Ministério da
estabelecimentos de ensino Educação
Acompanhar e coordenar
as atividades de Educação
para o Trânsito •CETRAN E
reportando-se ao CONTRANDIFE
CONTRAN
promover e participar de
projetos e programas de
DPRF, Executivos de Trânsito do educação e segurança, de
Estado e DF, Executivos de Trânsito acordo com as diretrizes
Municipais e Executivos estabelecidas pelo
CONTRAN
Rodoviários em todos os âmbitos.
Conforme já analisado anteriormente sabemos que o suporte técnico, jurídico, administrativo e financeiro
do CONTRAN é de competência do DENATRAN.
E por fim como prometemos no início deste capítulo compete ao DENATRAN a correição dos órgãos
delegados competência esta ratificada no § 1°, artigo 19 do CTB podendo assumir, inclusive, a execução total
ou parcial das atividades dos órgãos executivos de trânsito do Estado e do DF.
Lembrando que analisaremos ainda mais um pouco de forma integrada com as competências dos
DETRAN’s as atribuições deste órgão.
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21 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua
circunscrição:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições;
III - vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança veicular, registrar, emplacar, selar a placa, e licenciar
veículos, expedindo o Certificado de Registro e o Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão federal
competente;
IV - estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito;
V - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis pelas infrações
previstas neste Código, excetuadas aquelas relacionadas nos incisos VI e VIII do art. 24, no exercício regular do Poder
de Polícia de Trânsito;
VI - aplicar as penalidades por infrações previstas neste Código, com exceção daquelas relacionadas nos incisos
VII e VIII do art. 24, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
VIII - comunicar ao órgão executivo de trânsito da União a suspensão e a cassação do direito de dirigir e o
recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
IX - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas;
X - credenciar órgãos ou entidades para a execução de atividades previstas na legislação de trânsito, na forma
estabelecida em norma do CONTRAN;
XII - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as
diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à
simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade
da Federação;
XIV - fornecer, aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários municipais, os dados
cadastrais dos veículos registrados e dos condutores habilitados, para fins de imposição e notificação de penalidades
e de arrecadação de multas nas áreas de suas competências;
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22 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
XV - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga,
de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos
ambientais locais;
XVI - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo
CETRAN.
Comentários
No início deste bloco explanaremos ainda mais acerca da competência de expedição da habilitação, como
já sabemos a expedição originária do documento de habilitação, inclusive expedir a permissão internacional
(artigo 19, XX), é do DENATRAN. Entretanto, sabemos que mediante delegação esta competência passa a ser
dos Executivos de Trânsito do Estado haja vista a impossibilidade do DENATRAN sediado em Brasília exercer
de forma isolada as competências relativas a expedição do documento de habilitação em todo território
nacional.
Segundo o princípio da simetria da forma quem é responsável pela competência é também aquele
responsável pela retirada daquela. Logo, quando analisamos o artigo 22, em seu inciso VIII, percebemos a
competência deste órgão em comunicar ao DENATRAN a cassação e suspensão do direito de dirigir, pois a
competência originária é deste órgão. Vejamos como funciona:
Responsável por organizar e
manter:
Expedir Originariamente o 1. RENACH (Art. 19, VIII)
Documento de Habilitação 2. RENAVAM (Art. 19, IX)
DENATRAN
3. RENAINF (Art. 19, XXX)
4. RENAEST (Art. 19, X)*
Ao aplicar as penalidades abaixo a autoridade de
trânsito do DETRAN deverá comunicar ao
DENATRAN, pois este órgão é responsável por
manter e organizar o RENACH. Mediante Delegação
Princípio da Simetria da
Forma
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23 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
*Vale observar que as informações relativas a estatística geral de trânsito no território nacional deverão ser
repassadas de forma mensal ao DENATRAN pelos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos
rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
§ 3º Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios fornecerão, obrigatoriamente, mês a mês, os
dados estatísticos para os fins previstos no inciso X.
Em relação a competência de fiscalização vale também um bom comentário diferenciando as
competências dos executivos de trânsito do estado e DF e municipais, vejamos:
Competência de Fiscalização
Em sentido amplo, fiscalizam
por parada, estacionamento e
circulação (Art. 24, VI). Bem
Executivos de Trânsito como por excesso de peso,
do Minicípio dimensão e lotação (Art. 24,
VIII)
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24 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua
circunscrição: (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)
IV - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os acidentes de trânsito e suas causas;
VII - aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa, por infrações de circulação,
estacionamento e parada previstas neste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que
aplicar;
VIII - fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações
por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar;
XII - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de
remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação
e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento,
à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários dos condutores de uma para
outra unidade da Federação;
XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego,
com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes;
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, veículos de tração e propulsão humana e de tração
animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de
infrações; (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)
XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal;
XIX - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do
respectivo CETRAN;
XX - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambiental
local, quando solicitado;
XXI - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos
técnicos a serem observados para a circulação desses veículos.
§ 1º As competências relativas a órgão ou entidade municipal serão exercidas no Distrito Federal por
seu órgão ou entidade executivos de trânsito.
Comentários
Já de antemão vale lembrar o que comentamos no capítulo referente ao Sistema Nacional de Trânsito, que
inclusive já foi alvo de prova CESPE/UNB que questionava se esse órgão integraria de forma automática o
SNT. Como sabemos esse questionamento é incorreto, pois para que os municípios passem a integrar
efetivamente o SNT dependerão da municipalização de trânsito que exigirá diversas exigências que deverão
ser encaminhadas ao DENATRAN.
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26 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
Superado este assunto vamos a analise das principais competências desse órgão, vejamos:
Percebemos que o inciso III, traz a competência de implementação, manutenção e operação do sistema de
sinalização, e equipamentos de controle viários competência esta que também é mencionada no artigo 21,
III (Órgãos executivos rodoviários).
Perceba também que no inciso IV há a previsão de coleta de dados estatísticos e elaboração de estudos
sobre os acidentes de trânsito que se você puxar na sua memória lembrará que estes dados deverão ser
encaminhados ao DENATRAN de forma mensal.
Inciso V trabalharemos nos próximos capítulos e blocos quando mencionarmos as polícias Militares dos
Estados e DF.
Vamos agora analisar que ao me ver é o principal assunto que poderá ser alvo de prova, trata-se do inciso
VI e VII que analisando com frieza percebemos que caberá a esse órgão a competência de aplicação das
penalidades de multa e advertência por escrito de forma expressa e suas medidas administrativas de forma
consectária. No que tange a fiscalização em áreas públicas os executivos de trânsito municipais poderão
fiscalizar pelas infrações referentes a parada, estacionamento e circulação, sem qualquer tipo de restrição.
Já quando falamos em áreas privadas de uso coletivo a fiscalização ficará restrita a tão somente a infrações
de uso de vagas reservadas em estacionamentos.
Conforme falado mencionado no assunto anterior compete a esse órgão a fiscalização por excesso de peso,
lotação e dimensões (artigo 24, VIII). Que também é uma competência que está elencada no rol do artigo
21, VIII (que prevê as competências dos órgãos executivos rodoviários).
A fiscalização referente ao artigo 95 do CTB gira em torno das obras e eventos que acontecem na área de
circunscrição dos municípios que carecem de regulamentação. Sabemos que, por exemplo, uma carreata de
um político sem autorização poderá gerar um grande desconforto a população, um passeio ciclístico, um
moto-passeio... Logo quando esses eventos ocorrerem sem autorização do órgão competente o agente da
autoridade de trânsito deverá lavrar o AI com base no artigo 174 (gravíssima (multa x10) com fulcro no MBFT
(Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito) na ficha referente ao código de infração 526-62.
Art. 95. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de
veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia
do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.
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27 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
A Implementação, operação e manutenção do sistema de estacionamento rotativo pago nas vias é bem
comum atualmente em algumas cidades.
No inciso XI o legislador traz uma competência prevista aqui aos órgãos executivos de trânsito municipais
e aos órgãos executivos rodoviários (artigo 21, VII) que é arrecadação de valores provenientes de estada e
remoção de veículo e objetos (observe que a remoção de animais no papel só cabe ao DPRF), e escolta de
veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas. Lembre-se que esta competência também é prevista
nas competências do DPRF (artigo 20, III).
O inciso XII esta competência, por sua vez, é prevista aqui e nas competências do DPRF (artigo 20, V) que
é o credenciamento dos serviços de escolta, fiscalização e adoção de medidas de segurança relativas aos
serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível.
Outra competência que conseguimos vislumbrar na prática e imediatamente nos remete a cidade de SP é
a competência municipal de planejamento e implantação de medidas para redução da circulação de veículos
e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes a cidade de SP foi a
primeira no Brasil em adotar o sistema de rodizio a fim de diminuir a emissão de poluentes e
consequentemente o número de veículos nas vias paulistanas.
No que tange ao registro, licenciamento e habilitação de veículos, hoje, caberá aos executivos de trânsito
municipais tão somente o registro, licenciamento e habilitação dos veículos de tração animal e propulsão
humana de forma facultativa. Enquanto os executivos de trânsito estaduais e Distritais caberá o registro,
licenciamento e habilitação dos demais veículos, lembrando que, atualmente, tanto a habilitação (que já era
competência dos DETRANs), bem como o registro e licenciamento dos ciclomotores competem aos
executivos de trânsito estadual e Distrital, vejamos.
Por fim vale mencionar aqui um ponto previsto no § 1° do artigo 24, que provavelmente o Sr. Passaria
batido e que, inclusive, já foi alvo de prova CESPE/UNB. Trata-se de uma previsão óbvia, mas como sempre
digo o óbvio tem que ser dito MONSTRO! Como sabemos o DF não possui municípios, consequentemente
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28 Material de Apoio | PROF: RONALDO BANDEIRA
não faz sentido possuir o órgão executivo de trânsito municipal em sua estrutura, portanto, as competências
elencadas no artigo 24, serão exercidas pelo órgão executivo de trânsito do DF (DETRAN/DF).
Executivos Rodoviários
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário;
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de policiamento ostensivo de trânsito, as respectivas diretrizes para o
policiamento ostensivo de trânsito;
VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar as penalidades de advertência, por escrito, e ainda as multas
e medidas administrativas cabíveis, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas
superdimensionadas ou perigosas;
VIII - fiscalizar, autuar, aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis, relativas a infrações por excesso
de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar;
IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele
previstas;
XII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à
simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade
da Federação;
XIII - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga,
de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas dos órgãos ambientais locais, quando
solicitado;
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XIV - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos
a serem observados para a circulação desses veículos.
Comentários
O artigo 21 estabelece, de uma única vez, as competências dos órgãos rodoviários das três esferas de governo: União,
Estados e Municípios, fazendo distinção apenas quanto à circunscrição, ou seja, área de atuação territorial; isto
significa que as atribuições constantes dos seus incisos devem ser desempenhadas por qualquer órgão ou entidade
criado para atuar nas rodovias; se federais, órgão rodoviário da União; se estaduais, órgão rodoviário da respectiva
Unidade Federativa; se municipais, órgão rodoviário da correspondente cidade em que se localiza. Tais órgãos e
entidades devem ser criados conforme as necessidades e peculiaridades locais, respeitada a autonomia administrativa,
nos termos do artigo 8º do CTB.
Essa delimitação de competências difere do previsto para os órgãos e entidades executivos de trânsito, os quais
possuem atribuições próprias a depender da sua esfera de atuação: as competências do órgão executivo de trânsito
da União (DENATRAN) encontram previsão no artigo 19; as dos órgãos estaduais (DETRANs) no artigo 22 e dos órgãos
municipais no artigo 24.
A fiscalização de trânsito é um exemplo bem peculiar, pois, nas vias urbanas, a legislação prevê divisão de
competências entre os órgãos estaduais e municipais, conforme o tipo de infração cometida [para o Estado,
basicamente, as infrações ligadas diretamente ao veículo e condutor (por exclusão); para o Município, infrações
relacionadas à circulação, estacionamento, parada, peso, dimensões e lotação].
Esta divisão, constante dos artigos 22, V e 24, VI e VIII, encontra-se detalhada, infração por infração, na Resolução do
Conselho Nacional de Trânsito nº 66/98 (e também no Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito), a qual,
entretanto, não se aplica nas vias rurais (estradas e rodovias), pelos seus próprios ‘considerandos’, e pela previsão do
inciso VI do artigo 21, que atribui aos órgãos rodoviários, no limite de sua circunscrição, a execução da fiscalização de
trânsito, sem distinção de qual o tipo de infração cabe a cada um.
Todavia, em relação às penalidades a serem aplicadas, por infrações cometidas, este mesmo inciso VI limita às
sanções de advertência por escrito e multa; desta forma, as demais penalidades do artigo 256 (como, por exemplo, a
suspensão do direito de dirigir e a cassação do documento de habilitação) permanecem sob incumbência dos órgãos e
entidades executivos de trânsito estaduais (DETRAN), ainda que por infrações cometidas nas rodovias (Até a entrada
em vigor da lei 14071/20 que discorreremos das suas modificações em blocos futuros).
Destaca-se que, no âmbito das rodovias federais, a fiscalização de trânsito, específica sobre excesso de velocidade e
de peso, é exercida concomitantemente pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal - DPRF, Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT e Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, de acordo com
a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito nº 289/08.
Por fim, vale salientar mais três incisos de suma importância (VIII, IX e o XIV). Iniciaremos pelo inciso VIII que traz
expresso a competência relativa a fiscalização por excesso de peso, lotação e dimensão, competência esta que se
estende também ao DPRF por meio de resoluções e também ao órgão executivo de trânsito do município. Outra
competência que vale ser ressaltada é a prevista no inciso IX que prevê a competência de fiscalização segundo o artigo
95 do CTB, que prevê a fiscalização a obras e eventos e por fim a competência prevista no artigo XIV que prevê a
competência de vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos
técnicos a serem observados para a circulação desses veículos, uma vez que a autorização é dada por estes órgãos.
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“Art. 10. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com sede no Distrito Federal, tem a seguinte composição:
.........................................................................................................................
VII - (revogado);
..........................................................................................................................
XX - (revogado);
..........................................................................................................................
XXV - (revogado);
...........................................................................................................................
§ 4º Os Ministros de Estado deverão indicar suplente, que será servidor de nível hierárquico igual ou superior
ao nível 6 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS ou, no caso do Ministério da Defesa,
alternativamente, Oficial-General.
§ 5º Compete ao dirigente do órgão máximo executivo de trânsito da União atuar como Secretário-Executivo
do Contran.
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Comentários
Composição CONTRAN antes da lei 14071/20 à luz do Composição CONTRAN depois da lei 14071/20 à luz do
CTB CTB
Art. 10. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com Art. 10. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com
sede no Distrito Federal e presidido pelo dirigente do sede no Distrito Federal, tem a seguinte composição:
órgão máximo executivo de trânsito da União, tem a
seguinte composição: (Redação dada pela Lei nº
12.865, de 2013) II-A - MINISTRO de Estado da Infraestrutura, que o
III – um REPRESENTANTE do Ministério da Ciência e presidirá;
Tecnologia;
IV - um REPRESENTANTE do Ministério da Educação III - MINISTRO de Estado da Ciência, Tecnologia e
e do Desporto; Inovações;
V - um REPRESENTANTE do Ministério do Exército;
VI - um REPRESENTANTE do Ministério do Meio IV - MINISTRO de Estado da Educação;
Ambiente e da Amazônia Legal;
VII - um REPRESENTANTE do Ministério dos V - MINISTRO de Estado da Defesa;
Transportes;
XX - um REPRESENTANTE do ministério ou órgão VI - MINISTRO de Estado do Meio Ambiente;
coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito;
XXII - um REPRESENTANTE do Ministério da XXII - MINISTRO de Estado da Saúde;
Saúde. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
XXIII - 1 (um) REPRESENTANTE do Ministério da XXIII - MINISTRO de Estado da Justiça e Segurança
Justiça. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008) Pública;
XXIV - 1 (um) REPRESENTANTE do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio XXIV - MINISTRO de Estado das Relações Exteriores;
Exterior; (Incluído pela Lei nº 12.865, de 2013)
XXV - 1 (um) REPRESENTANTE da Agência Nacional XXVI - MINISTRO de Estado da Economia; e
de Transportes Terrestres (ANTT). (Incluído pela Lei
nº 12.865, de 2013). XXVII - MINISTRO de Estado da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.
“Art. 10-A. Poderão ser convidados a participar de reuniões do Contran, sem direito a voto, representantes de
órgãos e entidades setoriais responsáveis ou impactados pelas propostas ou matérias em exame.”
VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para o enquadramento das condutas expressamente referidas
neste Código, para a fiscalização e a aplicação das medidas administrativas e das penalidades por infrações e para a
arrecadação das multas aplicadas e o repasse dos valores arrecadados;
XII - (revogado);
......................................................................................................................
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VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para a VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para o
aplicação das multas por infrações, a arrecadação e o repasse enquadramento das condutas expressamente referidas neste
dos valores arrecadados; Código, para a fiscalização e a aplicação das medidas
administrativas e das penalidades por infrações e para a
XII - apreciar os recursos interpostos contra as decisões das arrecadação das multas aplicadas e o repasse dos valores
instâncias inferiores, na forma deste Código; arrecadados;
XII - (revogado);
§ 1º As propostas de normas regulamentares de que trata o inciso I do caput deste artigo serão submetidas a
prévia consulta pública, por meio da rede mundial de computadores, pelo período mínimo de 30 (trinta) dias, antes
do exame da matéria pelo Contran.
§ 2º As contribuições recebidas na consulta pública de que trata o § 1º deste artigo ficarão à disposição do
público pelo prazo de 2 (dois) anos, contado da data de encerramento da consulta pública.
§ 4º Encerrado o prazo previsto no § 3º deste artigo sem o referendo do Contran, a deliberação perderá a sua
eficácia, e permanecerão válidos os efeitos dela decorrentes.
§ 5º Norma do Contran poderá dispor sobre o uso de sinalização horizontal ou vertical que utilize técnicas de
estímulos comportamentais para a redução de acidentes de trânsito.” (NR)
§ 3º A coordenação das Câmaras Temáticas será exercida por representantes do órgão máximo executivo de
trânsito da União ou dos Ministérios representados no Contran, conforme definido no ato de criação de cada Câmara
Temática.
Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao
CONTRAN, são integradas por especialistas e têm como CONTRAN, são integradas por especialistas e têm como
objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico
técnico sobre assuntos específicos para decisões daquele sobre assuntos específicos para decisões daquele colegiado.
colegiado.
§ 3º A coordenação das Câmaras Temáticas será exercida por
§ 3º Os coordenadores das Câmaras Temáticas serão eleitos representantes do órgão máximo executivo de trânsito da
pelos respectivos membros. União ou dos Ministérios representados no Contran,
conforme definido no ato de criação de cada Câmara
Temática.
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..................................................................................................................
III - executar a fiscalização de trânsito, aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa e as medidas
administrativas cabíveis, com a notificação dos infratores e a arrecadação das multas aplicadas e dos valores
provenientes de estadia e remoção de veículos, objetos e animais e de escolta de veículos de cargas
superdimensionadas ou perigosas;
XII - aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração
cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União.” (NR)
Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das
rodovias e estradas federais: rodovias e estradas federais:
III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de III - executar a fiscalização de trânsito, aplicar as penalidades
trânsito, as medidas administrativas decorrentes e os valores de advertência por escrito e multa e as medidas
provenientes de estada e remoção de veículos, objetos, administrativas cabíveis, com a notificação dos infratores e a
animais e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou arrecadação das multas aplicadas e dos valores provenientes
perigosas; de estadia e remoção de veículos, objetos e animais e de
escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou
perigosas;
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XV - aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração
cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União.
Antes não havia previsão legal desta competência Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos
rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
“Art. 22......................................................................................................
III - vistoriar, inspecionar as condições de segurança veicular, registrar, emplacar e licenciar veículos, com a
expedição dos Certificados de Registro de Veículo e de Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão máximo
executivo de trânsito da União;
XVII - criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito, destinadas à educação de crianças e adolescentes,
por meio de aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.
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Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito
trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:
circunscrição:
II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, de
II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento, de reciclagem e de suspensão de condutores e
aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de condutores, expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e
expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Carteira Nacional de Habilitação, mediante delegação do órgão
Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação, mediante máximo executivo de trânsito da União;
delegação do órgão federal competente;
III - vistoriar, inspecionar as condições de segurança veicular,
registrar, emplacar e licenciar veículos, com a expedição dos
Certificados de Registro de Veículo e de Licenciamento Anual,
III - vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da
veicular, registrar, emplacar, selar a placa, e licenciar União;
veículos, expedindo o Certificado de Registro e o
Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão federal XVII - criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito,
competente; destinadas à educação de crianças e adolescentes, por meio de
aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e
comportamento no trânsito.
Parágrafo único. As competências descritas no inciso II do caput deste artigo relativas ao processo de suspensão
de condutores serão exercidas quando:
I - o condutor atingir o limite de pontos estabelecido no inciso I do art. 261 deste Código;
II - a infração previr a penalidade de suspensão do direito de dirigir de forma específica e a autuação tiver sido
efetuada pelo próprio órgão executivo estadual de trânsito.” (NR)
“Art. 24.....................................................................................................
XXII - aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração
cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União;
XXIII - criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito, destinadas à educação de crianças e adolescentes,
por meio de aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.
§ 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os Municípios deverão integrar-se ao Sistema
Nacional de Trânsito, por meio de órgão ou entidade executivos de trânsito ou diretamente por meio da prefeitura
municipal, conforme previsto no art. 333 deste Código.” (NR)
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Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito
trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de
veículos, de pedestres e de animais, e promover o veículos, de pedestres e de animais e promover o
desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas; desenvolvimento, temporário ou definitivo, da circulação, da
segurança e das áreas de proteção de ciclistas;
§ 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, § 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os
os Municípios deverão integrar-se ao Sistema Nacional de Municípios deverão integrar-se ao Sistema Nacional de Trânsito,
Trânsito, conforme previsto no art. 333 deste Código. por meio de órgão ou entidade executivos de trânsito ou
diretamente por meio da prefeitura municipal, conforme
previsto no art. 333 deste Código.”
§ 2º Quando não houver órgão ou entidade executivos de trânsito no respectivo Município, o convênio de que
trata o caput deste artigo poderá ser celebrado diretamente pela prefeitura municipal com órgão ou entidade que
integre o Sistema Nacional de Trânsito, permitido, inclusive, o consórcio com outro ente federativo.” (NR)
“Art. 25-A. Os agentes dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a que se referem
o inciso IV do caput do art. 51 e o inciso XIII do caput do art. 52 da Constituição Federal, respectivamente, mediante
convênio com o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via, poderão lavrar auto de infração de trânsito
e remetê-lo ao órgão competente, nos casos em que a infração cometida nas adjacências do Congresso Nacional ou
nos locais sob sua responsabilidade comprometer objetivamente os serviços ou colocar em risco a incolumidade das
pessoas ou o patrimônio das respectivas Casas Legislativas.
Parágrafo único. Para atuarem na fiscalização de trânsito, os agentes mencionados no caput deste artigo
deverão receber treinamento específico para o exercício das atividades, conforme regulamentação do Contran.”
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