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Psicopedagogia e TDAH em Crianças

Enviado por

Evelyn Lopes
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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR FACULDADE EDUCAMINAS

GESTÃO ESCOLAR E DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO


PSICOPEDAGOGIA

ÉVELYN LOPES DA SILVA

A PSICOPEDAGOGIA E CRIANÇAS COM TDAH

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

RIO DE JANEIRO
2022
ÉVELYN LOPES DA SILVA

A PSICOPEDAGOGIA E CRIANÇAS COM TDAH

Trabalho de Conclusão de Curso de Pós


Graduação Lato Sensu apresentada como
requisito parcial à obtenção do título de
Especialista, do Centro de Ensino
Superior Educaminas.

RIO DE JANEIRO
2022
Espaço destinado a elaboração da ficha catalografica sob responsabilidade exclusiva do
Departamento de Biblioteca da Educaminas.
TERMO DE APROVAÇÃO

(A SER FORNECIDA PELA SECRETARIA DO CURSO)

A PSICOPEDAGOGIA E CRIANÇAS COM TDAH


por

ÉVELYN LOPES DA SILVA

Este Trabalho de Conclusão de curso foi apresentado em 30 de abril de 2022 como


requisito parcial para a obtenção do título de Pós Graduação Lato Sensu
apresentada como Especialista em Psicopedagogia. A candidata foi argüida pela
Banca Examinadora composta pelos professores abaixo assinados. Após
deliberação, a Banca Examinadora considerou o trabalho aprovado.

__________________________________
(escreva aqui o nome do orientador)
Prof.(a) Orientador(a)

___________________________________
(escreva aqui o nome do membro titular)
Membro titular

___________________________________
(escreva aqui o nome do membro titular)
Membro titular

- O Termo de Aprovação assinado encontra-se na Coordenação do Curso -


.

Dedico este trabalho o meu esposo e


minha filha, pelos momentos de ausência
e pela compreensão que tiveram comigo
ao longo dessa jornada.
AGRADECIMENTOS

“Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar de tudo o que
lhe pedimos.” William Shakespeare
Certamente estes parágrafos não irão atender a todas as pessoas que
fizeram parte dessa importante fase de minha vida. A minha mãe, meus irmãos, e
meus avós.
Ao meu esposo André Cardoso, e à minha filha Sophia Lopes, eles são a
minha razão primeira de tudo.
As minhas amigas, Aline Costa, Andreza Costa, Sue Ellen Oliveira, por suas
amizades companheiras incentivadoras e sinceras.
Ao meu estimado amigo Dr. Helio Monteiro, pelos deliciosos diálogos sobre
psicologia analítica, e por compartilhar seus tão caros conhecimentos.
A minha Psicanalista Dra. Raymana Mello, pela oportunidade que tive de
compartilhar da analise pessoal e conhecer mais profundamente a abordagem
Freudiana, a qual me despertou o desejo seguir pesquisando sobre o diálogo da
psicanálise diante do comportamento das mulheres, que culminou na realização
deste trabalho.
A Secretaria do Curso, pela cooperação.
Aos queridos professores com suas aulas sempre interessantes que
despertam nos seus alunos o desejo de saber. Pela grande admiração que tenho
pela sabedoria, simplicidade, gentileza e generosidade de cada um.
E finalmente, não menos importante dedico esse trabalho ao meu avô Sr.
João Carneiro Lopes (in memoriam) que não está mais entre nós, mas que soube
inserir o conceito de caráter, honestidade e respeito e gratidão que continuam sendo
os valores mais importantes da minha vida. Sua dignidade sempre será um exemplo
pra mim.
“Para escrever tenho que me colocar no
vazio. Neste vazio é que existo
intuitivamente. Mas é um vazio
terrivelmente perigos: dele arranco
sangue. Sou um escritor que tem medo
da cilada das palavras: as palavras que
digo escondem outras – quais? Talvez
diga. Escrever pé uma pedra lançada no
poço fundo”. (Lispector, Clarice em Um
sopro de vida)
RESUMO

Lopes, Evelyn. A PSICOPEDAGOGIA E CRIANÇAS COM TDAH. Ano de defesa


2022. 30 páginas. Monografia Especialização em Psicopedagogia - Universidade
Educaminas. Rio de Janeiro, 2022.

O TDAH, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade vem sendo considerado


por profissionais da saúde como um dos transtornos possivelmente mais prevalentes
e estudados nos últimos anos. Muitos estudos veem despertando e chamando a
atenção de diversos profissionais e a população em geral, para os malefícios e
danos causados quando da sua presença na vida das crianças. Os prejuízos são
grandes e não só dificultam o seu desenvolvimento, mas em todo o entorno que o
sujeito se encontra seja a escola, os amigos e os próprios familiares. Falar sobre a
necessidade de conhecer as estratégias de educação, possibilitando e capacitando
os professores que lidam diretamente com as crianças diagnosticadas com o
transtorno, é um dos objetivos do presente trabalho, buscar conhecer, através da
prática do professor que lida diretamente com essas crianças, suas dificuldades
prejuízos e consequências para a vida. Não esquecendo de salientar a importância
da capacitação dos profissionais que lidam diretamente com os escolares e da
busca incessante por estratégias que facilitam e trabalham com os déficits advindos
com o transtorno.

Palavras-chave: Intervenção psicopedagógica. TDAH. Crianças.


ABSTRACT

Attention Deficit Hyperactivity Disorder, has been considered by health professionals


as one of the most prevalent and studied disorders in recent years. Many studies
have awakened and called the attention of several professionals and the general
population to the harm caused when they are present in children's lives. The
damages are great and not only hinder their development, but in the entire
environment where the subject is, be it the school, friends and family. Talking about
the need to know education strategies, enabling and training teachers who deal
directly with children diagnosed with the disorder, is one of the objectives of the
present work, seeking to know, through the practice of the teacher who deals directly
with these children, their difficulties, losses and consequences for life. Not forgetting
to emphasize the importance of training professionals who deal directly with
schoolchildren and the incessant search for strategies that facilitate and work with
the deficits arising from the disorder.

Key words: Psychopedagogical intervention.TDAH. Children.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................13
2 MARCO TEÓRICO DO TDAH
ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
3 O TDAH E O ENSINO APRENDIZADO
ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
4 ATUAÇÕES PEDAGÓGICAS E AS CONTRIBUIÇÕES EM SALA ……………..23
5 CONCLUSÃO
ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
REFERÊNCIAS.......................................................................................................27
13

1 INTRODUÇÃO

Cada vez mais se torna frequente na mídia e redes sociais a preocupação


de pais, educadores e profissionais da saúde com o número elevado de informações
acerca dos problemas de aprendizagem e sua relação com o Transtorno de Déficit
de Atenção/Hiperatividade (TDAH).
O TDAH é um transtorno neuropsicobiológico de causas diversas e de
nomenclatura plurivariada, que muitos estudiosos têm se debruçado em pesquisas
que possam esclarecer melhor quais fatores etiológicos responsáveis por este, como
também, suas consequências e malefícios para a vida do indivíduo, seu entorno e
de seus familiares. Assim, frente a uma grande demanda na procura por
atendimentos que possam favorecer a aprendizagem, que por diversos motivos
pode estar deficitária, independente de ser um caso de TDAH ou não, surge a
Psicopedagogia, área de conhecimento que tem como principal foco de estudo as
características da aprendizagem humana.
O psicopedagogo trabalha em função da priorização das habilidades
escolares, e auxílio das dificuldades de aprendizagem, tendo uma estreita relação
com os variados transtornos, síndromes, dificuldades existentes, que afetam
diretamente e de forma substancial a aprendizagem, como por exemplo, o
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Depressão, Ansiedade, Fobias e
Transtornos de Aprendizagem, dentre outros.
Conforme Dumas (2011), o TDAH acarreta comportamentos inadequados
em diversas áreas: social, afetiva e acadêmica, caracterizado pela falta de atenção,
hiperatividade e impulsividade, com isso fomenta vários prejuízos no dia a dia do
indivíduo e de seus familiares, como a estigmatização de preguiçosos,
desinteressados, mal educados, desorganizados, entre outros adjetivos. Sua
etiologia varia pelas diversas teorias e estudos, podendo ser oriundas dos fatores
biológicos, neurobiológicos, ligados a gravidez, familiares, sociais e culturais, assim,
devendo ser considerados todos os contextos e fatores existentes.
A vida em sociedade nos exige certo grau de maturidade, comportamentos
plausíveis e organização, fazendo com que crianças com TDAH, sejam
marginalizadas, excluídas e desmotivadas, pois geralmente estes são agitadas,
desatentas, e aparentemente não dão ouvidos as solicitações feitas (DUMAS, 2011).
Sendo a escola um espaço de total interação social e de formação para a vida, tanto
14

na troca de conhecimentos quanto nos laços adquiridos entre professores e alunos


e, percebendo 5 o número crescente de encaminhamentos para atendimento de
crianças com problemas condutuais e de aprendizagem, surgiu o interesse em
estudar a percepção do professor em relação ao TDAH. Dessa forma, o trabalho
objetiva conhecer a percepção dos professores atuantes frente às crianças
diagnosticadas com o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.
Dentre os objetivos buscou-se especificar: a) analisar o grau de
conhecimento dos professores sobre o TDAH; b) verificar a relação entre aluno-
escola-família e c) pontuar o rendimento escolar das crianças com TDAH. A partir
disso, é notório a importância social e acadêmica do estudo, pois tais investigações
darão oportunidade aos profissionais atuantes aprofundar seus conhecimentos
sobre o TDAH, juntamente com as relações interpessoais e acadêmicas do
indivíduo, bem como, poderão ser evitados rotulações e prejuízos emocionais nas
pessoas envolvidas nesse processo, dando possibilidade a sociedade de mais base
teórica e/ou podendo auxiliar na prática dos profissionais da educação. Com isso, a
relevância pessoal se faz no processo de pesquisa bibliográfica e de campo,
podendo ter a possibilidade de abranger as concepções sobre o transtorno e
presenciar diversas situações no dia a dia escolar.

2 MARCO TEÓRICO DO TDAH

De acordo com Rotta et al., (2006 p. 365), o Transtorno de Déficit de


Atenção/Hiperatividade “é um transtorno neurobiológico, de causas ainda
desconhecidas, mas com forte participação genética na sua etiologia”. Autores ainda
afirmam que suas causas podem ser caracterizadas pelos fatores biológicos, pré,
peri e pós natal, familiares, ambientais, sociais e culturais. Indivíduos acometidos
com o TDAH apresentam problemas de atenção, hiperatividade e impulsividade,
além desses aspectos, eles estão propensos a apresentar dificuldades temporais,
organizacionais e de conduta (DUMAS, 2011).
Em alguns casos, esses sintomas podem refletir no processo de
aprendizagem, mesmo que o déficit de atenção seja ou não associado com a
hiperatividade, pois “frequentemente comprometem o rendimento escolar, já que a
15

atenção seletiva a estímulos relevantes é condição para a ocorrência das


aprendizagens em geral, particularmente as escolas” (ROTTA et al., 2006, p. 365).
No fim da Primeira Guerra Mundial, abateu-se sobre alguns países a
epidemiologia de encefalite, acarretando uma proporção fundamental para o TDAH,
pois foi quando surgiu uma das primeiras descrições sobre mudanças de
comportamentos, como tagarelice, crises emocionais, entre outros, a qual subsidiou
aos autores a hipótese de que crianças hipercinéticas apresentavam algum tipo de
lesão cerebral, sem causas definidas.
Assim, no decorrer do século XX, o transtorno passou a receber diversas
denominações, como a de Lesão Cerebral Mínima, Disfunção Cerebral Mínima,
Hipercinesia, Síndrome Hipercinética da Infância e Déficit de Atenção com ou sem
Hiperatividade (DUMAS, 2011), sendo hoje caracterizado pelo Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V, 2014), como Transtorno de
Déficit de Atenção/Hiperatividade, e pela Classificação de Doenças Internacionais
(CID-10, 1993) como Transtorno Hipercinético. De acordo com o DSM-V (2014),
pessoas com o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade apresentam
características como o de excesso de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade,
interferindo no desenvolvimento desse indivíduo. No manual diagnóstico são listados
sintomas que especificam as características do TDAH.
Na desatenção são listados nove sintomas, como: a dificuldade de manter
atenção em tarefas, dificuldades em seguir instruções, esquecimento de atividades
cotidianas, frequentemente aparenta não escutar as solicitações feitas, dificuldades
em organizar tarefas e atividades, dificuldade em prestar atenção em detalhes ou
comete erros por distração nas tarefas escolares, frequentemente perde materiais
escolares, distrai facilmente por estímulos externos e reluta em atividades que
necessitam de um esforço mental mais prolongado.
Na hiperatividade e impulsividade também são listados nove sintomas,
sendo estes: se remexer frequentemente ou batucar as mãos e pés, correr ou subir
nas coisas em situações inapropriadas, tagarelice, frequentemente levanta-se em
momentos que espera que fiquem sentados, tem dificuldades para participar
calmamente das brincadeiras, normalmente são pessoas elétricas e tem dificuldades
em esperar sua vez. Para o diagnóstico do transtorno é necessário seis ou mais
sintomas persistentes por no mínimo seis meses, observados em mais de um
contexto, evidenciando que esses sintomas interferem no funcionamento social,
16

acadêmico e profissional. O DSM-V (2014), determina três subtipos do TDAH, a


primeira refere-se à apresentação combinada que se caracteriza com o
preenchimento da desatenção e hiperatividade-impulsividade.
A segunda é a apresentação predominante-desatenta que se refere à
característica da desatenção sem a hiperatividade-impulsividade. E por fim, a 7
apresentação predominante-hiperativa/impulsiva, que se caracteriza com o
preenchimento da característica da hiperatividade-impulsividade, sem a desatenção.
Na CID-10 (1993) o Transtorno Hipercinético é caracterizado por combinação de um
comportamento hiperativo com a desatenção marcante, falta de persistência nas
atividades, condutas invasivas, desorganização e falta de controle. Entretanto, não
existe uma etiologia específica, sendo que seus principais sintomas aparecem nos
seus primeiros cinco anos de vida, persistindo até a vida adulta.
Para o diagnóstico desse transtorno com base nessa classificação é
necessário que a atenção esteja comprometida, seja pelas interrupções de
atividades ou pelas tarefas inacabadas, sendo também necessário que o indivíduo
apresente características da hiperatividade, ou seja, inquietação excessiva em
situações que necessitem de calma, algazarras, entre outros. Portanto, com todos
esses avanços no que cerne ao Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
citados acima, se faz necessário mudanças e novas diretrizes no sistema
educacional brasileiro, propiciando uma melhor formação dos profissionais,
capacitando-os para lidar com essa nova demanda e fazer uso das leis que
garantem o acesso à escola, permitindo as crianças, o direito de estudar, aprender e
serem atendidas em suas especificidades, não sendo necessário as mesmas serem
convidadas a sair da escola, como acontece com muitos educandos. Pensando em
um trabalho informativo e de fácil leitura, a seguir será abordado nos tópicos abaixo,
a percepção dos professores frente ao transtorno supracitado, como ainda uma
prévia sobre a importância da participação da família nesse processo de ensino e
aprendizagem, e a possibilidade da criação de projetos com ações inclusivas para
as crianças.
Crianças com TDAH podem apresentar problemas de aprendizagem, fraca
conquista acadêmica, evasão escolar, alto índice de abandono dos estudos e
repetições constantes. Assim, se faz necessário que os profissionais da educação
sejam conscientes das dificuldades apresentadas por estes, criando estratégias que
mostrem eficácia na prevenção e intervenção no processo de ensino e
17

aprendizagem. (DUPAUL., STONER, 2007). Entretanto, o que pode se perceber em


alguns casos é o desconhecimento dos profissionais sobre os transtornos e
síndromes, dificultando essa relação entre professor aluno.
Concomitantemente, a precarização do atual sistema educacional e a
desvalorização do professor, faz com que os profissionais se desestimulem com a
sua profissão, ocasionando o descontentamento no que cerne a construção do
conhecimento.
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade não é um Transtorno da
Aprendizagem (TA), porém a base de sintomas deste, influencia diretamente no
processo de aprendizagem (ROTTA, et al., 2006), chegando a ter de 10% a 25% de
comorbidade entre o TDAH e o TA (ROHDE., HALPERN, 2004). Com isso, em 2012,
a Associação Brasileira do Déficit de Atenção ressaltou que os professores precisam
avaliar quais são as principais dificuldades enfrentadas por pessoas com o TDAH e
o que mais atrapalha o seu desempenho escolar.
Com essa avaliação, o professor pode, juntamente com a equipe
multidisciplinar da instituição, investigar as habilidades do indivíduo e traçar
estratégias para melhoraria do seu desempenho escolar.
Durante o processo de ensino e aprendizagem, a escola e a família têm um
papel primordial para um bom envolvimento da criança no contexto escolar, pois
estes podem influenciar de forma positiva ou negativa no desenvolvimento cognitivo,
emocional e social do aprendente. No qual, a boa relação interpessoal entre os
contextos pode trazer inúmeros benefícios, proporcionando condições básicas para
um melhor “aprendizado e desenvolvimento da criança” (POLONIA., DESSEN, 2005,
p. 304). Entretanto, quando a comunicação entre os contextos é deficitária, os mais
prejudicados são os aprendentes, pois a relação pode se tornar distante, rígida,
baseada apenas na relação conteudista. (POLONIA., DESSEN, 2005). Por décadas,
havia uma hierarquização na relação professor-aluno, no qual o professor era o
detentor do saber e o aluno era um sujeito passivo. Atualmente, essa relação
professor aluno tem características diferenciadas, tendo como base a discussão
sobre as concepções de ser um educador, da não detenção do saber e o aluno
percebido como sujeito ativo em todo o processo. Silveira (2014), afirma que a
educação voltada para a afetividade precisaria ser uma das primeiras preocupações
dos professores, visto que é um aspecto primordial condicionante de caráter,
comportamental e cognitiva da criança. Assim, se faz necessário que haja um bom
18

diálogo entre a família, escola e aluno, principalmente no que concerne a relação


professor-aluno, pois o convívio é intenso e diário, tendo como princípio o respeito a
ambos. 9 De acordo com Silva e Santos (2002) a relação entre professor e aluno
deve ser dinamizada e respeitando sua diversidade, pois o aluno não é um
armazenador de conhecimento, mas sim, uma pessoa capaz de pensar, decidir e
opinar, mesmo quando esse seja acometido de transtornos, síndromes, entre outros.
Em alguns casos, a relação do professor com a criança que tenha o TDAH, pode
tornar-se angustiante, no qual a empatia entre ambos pode semear uma boa
convivência em sala, concomitantemente, podendo ainda contribuir para um bom
rendimento acadêmico, como afirma Rogers (1985, p. 131):
Quando um professor tem a capacidade de compreender
internamente as reações do estudante, tem uma consciência sensível
da maneira pela qual o processo de educação e aprendizagem se
apresenta ao estudante, então, mais uma vez, aumentam as
possibilidades de uma aprendizagem significativa.

Essa aprendizagem significativa pode ser colocada como o diferencial do


professor, principalmente, para pessoas com necessidades diferenciadas, pois com
a percepção de que todos possuem capacidades de evoluir cognitivamente, tendo a
consciência de que cada ser é único e que a aprendizagem parte de dentro para
fora, partiremos para o princípio de que com a estimulação necessária se dará
oportunidade para que todos progridam de maneira exitosa.
Com base na liberdade, o aluno pode se sentir mais motivado a aprender e
se interessar pela a aprendizagem, gerando descontração entre o professor e o
aluno, ocasionando uma maior fluidez no processo interativo, “certamente o
professor encontrará dificuldade para fugir a esse esquema de dominação e controle
sobre os alunos, pois é dessa forma que acontecem as relações em nossa
sociedade” (SILVA., SANTOS, 2006, p. 36), porém, não deixemos que essas regras
e normas se perpetuem dentro da sala de aula, causando um ambiente aterrorizante
e sem vida. 2.2.2 TDAH e a Educação Inclusiva De acordo com Stainback (1999, p.
23) “a educação é uma questão de direitos humanos e os indivíduos com
deficiências devem fazer parte das escolas, as quais devem modificar seu
funcionamento para incluir todos”.
19

Entretanto, apesar da vasta discussão sobre o assunto, percebe-se que a


teoria diverge da prática, no qual, pessoas com desenvolvimento atípico não são
socialmente aceitos e/ou rotulado com incapaz cognitivamente, o que provoca ou
reforça sua baixa auto estima.
Além 10 disso, o método de ensino utilizado pelas instituições é bastante
significativo na relação de ensino-aprendizagem, podendo auxiliar ou dificultar esse
processo. A respeito disto, Mannoni (1977) relata que em muitos casos ao invés da
escola propiciar uma boa convivência para com os alunos, eles acabam
embrutecendo as pessoas que fazem parte desta, minimizando ou impossibilitando
as práticas inclusivas, e assim, tornando a escola um lugar não propício ao
crescimento do indivíduo.
Porém, é sabido que a escola é fundamental na vida de um indivíduo, no
qual esta influência torna-se ainda mais evidente no caso de pessoas com
síndromes, transtornos ou outras doenças que trazem limitações ou prejuízos no
desenvolvimento das crianças. Diante disso, a LDB (1996), no Art. 59, assegura que
os sistemas de ensino deverão propiciar currículos, métodos, técnicas, acesso
igualitário, entre outros, para alunos com necessidades diferenciadas. Bem como, o
projeto de Lei 7081/2010 que está sendo tramitado na Câmara dos Deputados,
estabelece que as instituições devam proporcionar aos alunos com TDAH e Dislexia
“acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento de sua
aprendizagem, e que os sistemas de ensino garantam aos professores formação
própria sobre a identificação e abordagem pedagógica” (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO, 2011).
Para tal, é necessário a certificação do aparato que as instituições de ensino
possam oferecer para lidar com os alunos que possuem necessidades
diferenciadas, pois mesmo que existam leis brasileiras que garantam a inclusão. Na
prática diária os profissionais se deparam com a falta de recursos e despreparo
profissional para lidar com essas crianças, “além disso, poucas medidas têm sido de
fato, tomadas para amenizar o descompasso entre a formação inicial de docentes e
as questões de ordem prática desencadeadas com a inclusão escolar” (GREUGOL,
et al., 2013, p. 308). Com base na literatura, existem alguns meios que facilitam tais
processos em alunos com TDAH.
Crianças com esse transtorno têm dificuldade em prestar atenção e atender
as instruções dadas pelos professores, com isso, é importante que se crie meios que
20

viabilizem o processo, Rotta (2006, p. 369-372), sugere algumas intervenções,


como:
 Estabelecer uma rotina diária clara, com períodos de descanso definidos;
 Usar reforços visuais e auditivos para definir e manter essas regras e expectativas,
como calendários e cartazes;
 Dar instruções de forma direta, clara e curta;
 Iniciar a aula pelas atividades que requerem mais atenção, deixando para o final
do turno aquelas que são mais “agradáveis e/ou estimulantes”;
 Dar mais tempo os alunos;
 Colocar um número menor de páginas;
 Estabelecer consequências razoáveis e realistas para o não-cumprimento de
tarefas e das regras bem combinadas anteriormente;
 Ignorar as transgressões leves que não forem intencionais;
 Permitir que ele saia para dar uma volta, tomar água;
 Sentar o aluno perto do professor, para que estes possam acompanhar mais
próximos o trabalho desenvolvido pela criança, longe de janelas e das portas (...).

3 O TDAH E O ENSINO APRENDIZADO.

O TDAH vem sendo discutido e estudado cada vez mais, entretanto, ainda é
um assunto que busca novos esclarecimentos.
Neste sentido, qual a real necessidade dos professores terem conhecimento
sobre as características desse transtorno. A Lei nº. 9394, de 20 de dezembro de
199616, que apresentou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB),
enfatizou que o direito à educação é de todos, sem deixar de atender as
especificidades de alunos com deficiência, incluindo o TDHA. A LDB em no capítulo
III, artigo 4º deixou claro que é dever do Estado à educação escolar pública,
completando no parágrafo III o “atendimento educacional especializado gratuito aos
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades,
preferencialmente na rede regular de ensino”.
Na seara do atendimento a criança com déficit de atenção pode-se citar o
Projeto de Lei n.º 7.081, de 2010, que propôs que o poder público mantivesse um
21

programa de diagnóstico e tratamento de estudantes da educação básica Transtorno


do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Outro avanço recente foi a Lei nº. 13.146, de 6 de julho de 201518 que
destacou as necessidades educacionais da pessoa com deficiência através da Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com
Deficiência) destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o
exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência,
visando à sua inclusão social e cidadania. Vale destacar no Estatuto da Pessoa com
Deficiência o capítulo IV, os artigos do 27 ao 30 que tratam do direito à educação,
sustentando no art. 27 que a educação constitui direito da pessoa com deficiência,
assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao
longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de
seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas
características, interesses e necessidades de aprendizagem. Parágrafo único. É
dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar
educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma
de violência, negligência e discriminação. Grevet et al. colocam que o TDAH produz
grande impacto na vida de seus portadores, originando relações interpessoais
instáveis e tumultuadas, baixo desempenho acadêmico e profissional, o que resulta
em grandes prejuízos no funcionamento familiar e social.
Nesse contexto, o professor necessita observar e considerar os aspectos
afetivos, cognitivos e sociais com o objetivo de adequar a aprendizagem de forma,
que este aluno aprenda dentro das suas possibilidades, com práticas compatíveis
para realidade do indivíduo dentro do seu contexto social.
Sobre isso Dias comenta ser preciso um novo conceito de escola inclusiva,
com mudanças necessárias em sala de aula, como no nível administrativo,
envolvendo o compartilhamento, “elemento essencial para a formação de equipes
cooperativas que podem ser consideradas segundo duas perspectivas: a primeira
diz respeito às atividades de planejamento e tomada de decisão que acontecem fora
da sala de aula, e a segunda está relacionada às atividades didáticas
compartilhadas em sala de aula”.
Durante o processo de aprendizagem, que deve ocorrer tanto dentro da sala
de aula como fora da escola, o professor que é mediador desta intervenção deve
ficar atento às realidades que habitam o entorno dos alunos. De acordo com a Lei
22

nº. 10.172, de 9 de janeiro de 2001 que aprovou o Plano Nacional da Educação


(PNE), Brasil 2001 descreve que “se a inteligência se forma a partir do nascimento e
se há janelas de oportunidade na infância quando um determinado estímulo ou
experiência exerce maior influência sobre a inteligência do que em qualquer outra
época da vida”, não se deve descuidar desse período, o que significa não
desperdiçar um imenso potencial humano.
Do mesmo modo, é preciso atender esses alunos com profissionais
especializados capazes de fazer a mediação entre o que a criança conhece e o que
pode vir a conhecer, o que significa investir no desenvolvimento humano de forma
inusitada.
O bom desempenho escolar das crianças com TDAH depende, cada vez
mais, de práticas pedagógicas inovadoras que atendam às exigências do ambiente
escolar, para que esse indivíduo não seja prejudicado.
Feuerstein e Vygotsky apontam para a necessidade de criação de uma nova
ordem escolar, diferente da realidade que vivenciamos em nossas escolas, ou seja,
uma escola em que os sujeitos da educação possam dialogar, duvidar, questionar e
compartilhar saberes, uma escola em que haja espaço para erros, contradições e
diferenças.
Ao perceber um aluno com TDAH o professor tenta encontrar possibilidades
que leve ao sucesso deste indivíduo, diante do que é possível ser feito em sala de
aula. O professor tenta colocar as práticas pedagógicas na linha de possibilidades e
não a que seria ideal.
Ele adapta o aluno a sua realidade, mas nunca deve tratá-lo como uma
criança diferente, especial, pois isso pode levar ao insucesso. O professor busca
trazer ideias viáveis de como efetuar um trabalho de sucesso em sala de aula, mais
isso não depende só dele, mas de todo contexto. Diversas vezes é observado
sucesso no trabalho quando são compartilhadas práticas e informações que surgem
no dia a dia com outros docentes, Goldstein (apud Viaro) cita três tipos de
intervenções: a primeira é o uso de medicamento; a segunda, são técnicas não
médicas, as quais pais e professores devem compreender e utilizar e a terceira,
refere-se ao meio que este indivíduo está inserido e como ele é tratado neste
contexto (escola e família).
23

4 ATUAÇÕES PEDAGÓGICAS E AS CONTRIBUIÇÕES EM SALA

Como já citado, o TDAH é um distúrbio de comportamento, que geralmente


aparece na idade infantil e acompanha por toda a vida adulta. Sendo assim,
médicos, educadores e organizações legais reconhecem que muitas crianças
também apresentam dificuldades de aprendizagem, e /ou em alto risco de fracasso
escolar.
No período escolar as crianças passam a serem observadas com um olhar
mais especifico e técnico, sendo esse o trabalho do professor. A partir desta vivência
surgem situações onde se torna mais evidentes comportamentos inadequados que
prejudicam sua aprendizagem, ou seja, o seu rendimento escolar. Segundo Barkley,
o mais importante para o sucesso da criança com TDAH na escola é o professor,
independente do qual tipo de escola quer seja pública ou privada, onde quer que a
criança esteja o sucesso dela dependerá da boa vontade do professor.
A mediação entre pais e equipe interdisciplinar, que este professor irá intervir
para realizações de tarefas possibilitará relações positivas entre todos para tentar
alcançar mudanças na história do aluno.
Os professores devem ter consciência de que uma boa prática em sala de
aula irá fazer diferença para as crianças com TDAH. O indivíduo ao entrar na escola
pode ter tido experiências pautadas em várias situações e irá reagir a esse novo
ambiente de acordo com condicionamentos anteriores, deste modo, é comum achar
crianças que não conseguem adaptar-se, não vão ter um rendimento satisfatório nos
estudos, por estarem afetadas pela ansiedade e/ou tensões psíquicas.
Num ambiente favorável a uma criança com TDAH em idade de
alfabetização, é de total importância que este ambiente seja cuidadosamente
estruturado, é preciso que o professor coloque todas as suas habilidades e
conhecimentos para as crianças aprendam a lição. É importante preparar esses
alunos com atividades planejadas, onde as atividades não tenham itens
desnecessários que distraiam a atenção desse aluno.
As atividades dirigidas às crianças com TDAH devem ser o mais simples
possível para facilitar sua compreensão e que eles consigam concluir em tempo
hábil o que foi solicitado, além disso, é necessário reforça a participação dos alunos
com TDAH com palavras positivas. Intervenções comportamentais são eficazes para
o trabalho com crianças com TDAH, pois elas costumam agir de forma imatura tendo
24

dificuldade em aprender a controlar a sua impulsividade e hiperatividade. As


intervenções não são punições, e sim formas de interações entre professor e aluno,
um modelo de ensino eficaz e eficiente onde a sala passa a ser gerenciada, sendo
assim evita-se problemas de disciplina, tornando-se um ambiente agradável e
favorável para a aprendizagem.
O professor tem que juntamente com o aluno e sua família, traçar um plano
de estudo com objetivos que sejam para sua melhora na aprendizagem, por
exemplo, trabalhando em agrupamentos produtivos (duplas, trios ou quartetos),
lembrando que esses devem ter hipóteses próximas a sua.
Isso nos remete as pesquisas de Vygotsky e da importância da interação
entre professor aluno, mas também entre aluno e aluno em situações de
aprendizagem, no espaço entre o que a criança é capaz de realizar sozinha e o que
pode realizar com a ajuda de outro.
Também se deve usar de reforço verbal positivo, elogiar quando a criança
começa e termina as atividades, fortalecendo assim o seu comportamento
adequado, um sistema de recompensa é muito positivo, O’Regan afirma que
“carimbos, adesivos, estrelas e marcas positivas podem ser usadas para
comportamentos positivos”.
Os professores devem mudar seu comportamento, concentrar suas
estratégias de intervenção mais em reforço positivo, a repreensão somente ensina o
que não se deve fazer. Já o reforço positivo ensina a se mudar as atitudes,
moldando assim o comportamento a longo prazo. Os professores podem e devem
adaptar as estratégias de acordo com a sua realidade. Contudo, “eles não devem
tratar crianças com TDAH de forma muito diferente do que eles tratem os seus
outros alunos. Dar privilégios especiais para crianças com TDAH pode impedir o seu
progresso em direção à aprendizagem e à aceitação”. Evidentemente esses fatores
servem de suporte durante a ação pedagógica para que os alunos potencializem a
aprendizagem, mas é ingênuo acreditar que apenas as práticas escolares vão
alterar esse quadro, de acordo com Kandel et al. (apud Giannesi e Moretti) a
psicopedagogia pode contribuir muito no trabalho com as crianças com TDAH “além
de prover informações sobre o comportamento, tendo como intenção a atividade
cerebral produzida por milhões de células neurais, igualmente trata da influência do
ambiente incluindo-se, nelas, as relações interpessoais”.
25

Não importa de que forma, a psicopedagogia busca reunir e integrar os


estudos do desenvolvimento, estruturas, funções e disfunções do cérebro
(neuropsicopedagogia) e ao mesmo tempo estuda os processos psicocognitivos
responsáveis pela aprendizagem (neuropsicologia) e os processos
psicopedagógicos responsáveis pelo ensino (psicopedagogia).
Ao identificar o problema de não aprendizagem e encaminhar um aluno, a
psicopedagogia torna-se necessária, pois carrega em sua composição conceitual,
ideias ricas e necessárias a construção de espaços de intervenção, através da
combinação de procedimentos com o objetivo de auxiliar o paciente a superar suas
dificuldades escolares, identificando as perturbações existentes em seu processo de
aprendizagem para promover a continuidade do desenvolvimento cognitivo, partindo
de suas condições e habilidades e superando do modo mais eficiente suas
fragilidades. 32
Portanto, o professor deve buscar inserir aluno com esse transtorno no
ambiente escolar de uma forma que ele perceba que tem o mesmo tratamento dado
as outras crianças, mas com necessidade de uma ajuda especial, sem nenhuma
diferenciação, e sim com ajuda de ferramentas que possam auxiliá-los nessa longa
jornada.

5 CONCLUSÃO

Os levantamentos teóricos apontaram que os transtornos de déficit de


atenção/hiperatividade têm sintomas comuns a outras desordens, assim
compreender adequadamente as características que envolvem o problema e ter
conhecimentos sobre o TDAH torna-se importante para uma renovação da prática
pedagógica e das ações adequadas para lidar com aluno que apresente o
transtorno. Diante deste cenário, mostrou-se necessário identificar os
comportamentos que mais atingem as crianças com TDAH, e que são considerados
comportamentos hiperativos numa soma de informações que levem ao diagnóstico o
mais preciso possível, pois, do diagnóstico depende a exclusão de outras desordens
e, além disso, ele é importante porque dita o tipo de tratamento a ser utilizado. É
importante destacar que o tratamento com medicação causa muitas discussões
entre os estudiosos, entretanto, tais prejuízos apesar de controverso podem ser
26

minimizados desde que antes de iniciar a medicação as crianças sejam avaliadas


detalhadamente. Entretanto, sabe-se que o tratamento medicamentoso ainda é o
que mostra melhor resultado comprovado. Percebeu-se que o TDAH constitui um
transtorno que causa prejuízos significativos para o indivíduo, pois, os pacientes
com TDAH demonstram diversos graus de dificuldades nos diferentes contextos de
sua vida: social, familiar, acadêmica. No que se refere a vida escolar, essas crianças
precisam sentir prazer naquilo que estão realizando, o que facilita sua
aprendizagem, cabendo aos profissionais envolvidos no trabalho com crianças que
possuem o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, reter o conhecimento
deste transtorno e as suas implicações, para evitar rotular estas crianças.
Desta forma, o aluno com TDAH poderá não sofrerá na escola, se essa for
bem gerenciada, pois, ele deve ser inserido em uma sala com intervenções
adequadas que os incentivem a realizar atividades para as quais tenham habilidades
e também possam desenvolver outras habilidades ainda não trabalhada. Com isso
concluímos que o conhecimento sobre o transtorno de déficit de
atenção/hiperatividade é fundamental para desmistificar o tema e conseguir ações
realmente eficazes para ajudar as crianças com essa desordem, e nesse contexto o
trabalho do neuropsicopedagogo pode influenciar de maneira positiva ao auxiliar em
diagnósticos mais precisos que colaborem para que os alunos melhorem e ampliem
suas habilidades através de um processo que objetiva identificar as dificuldades que
estão prejudicando o aprendizado e, encontrando meios adequados para amenizar o
problema.
27

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