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Paper - Lei de Ohm

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GAMIFICAÇÃO NO ENSINO DE FÍSICA

Acadêmicos
Débora de Araújo Franco
Guilherme Willian Delfino
Lucas Spósito Antunes Vieira
Lucivaldo de Oliveira Rodrigues
Wilson José Andrioli Junior

Tutor externo
Cicero Alves da Silva

RESUMO

1. INTRODUÇÃO

Este paper tem como objetivo demonstrar a lei de Ohm utilizando um


simulador de circuito elétrico para auxiliar na compreensão dos conceitos fundamentais
que regem os circuitos elétricos. Atualmente, existem vários simuladores de circuitos
elétricos disponíveis que permitem entender de forma mais fácil como a lei de Ohm
funciona na prática. Através da utilização de um simulador, é possível realizar
experimentos virtuais que ilustram a lei de Ohm, além de permitir a visualização das
grandezas elétricas envolvidas no circuito, tais como tensão, corrente elétrica e
resistência.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A Lei de Ohm é um dos principais conceitos da eletricidade e foi


descoberta pelo físico alemão Georg Simon Ohm, em 1827.

De acordo com Silva et al. (2017), “a Lei de Ohm estabelece a relação


entre a tensão aplicada, a corrente elétrica que flui em um circuito e a resistência elétrica
deste circuito”. Essa relação é dada pela fórmula V = I*R, onde V representa a tensão
em volts, I é a intensidade da corrente elétrica em ampères e R é a resistência elétrica
em ohms.
Em outras palavras, a corrente elétrica que flui por um circuito é
diretamente proporcional à tensão aplicada e inversamente proporcional à resistência do
circuito. A Lei de Ohm é aplicada em diversas áreas, tais como a eletrônica, a
engenharia elétrica e a física. Ela é especialmente importante no dimensionamento e
projeto de circuitos elétricos, já que permite calcular a corrente elétrica e a tensão
adequadas para cada componente do circuito. De acordo com Sadiku (2013, p. 244):

"A Lei de Ohm é fundamental para entender o


comportamento dos circuitos elétricos. A lei afirma que,
para um resistor ideal, a corrente elétrica que passa por
ele é diretamente proporcional à diferença de potencial
elétrico entre suas extremidades e inversamente
proporcional à sua resistência elétrica. Em outras
palavras, a corrente elétrica aumenta à medida que a
diferença de potencial elétrico aumenta e diminui à
medida que a resistência elétrica aumenta. A Lei de
Ohm é aplicável tanto a circuitos elétricos simples como
a circuitos elétricos complexos, e é uma ferramenta
essencial para projetar e entender circuitos elétricos em
muitas aplicações diferentes."

Além disso, a Lei de Ohm também serve como base para outras leis e
conceitos em eletricidade, como a Lei de Kirchhoff, que trata da conservação da energia
elétrica em um circuito, e a Lei de Joule, que estabelece a relação entre a potência
elétrica e a dissipação de calor em um resistor.

O estudo de circuitos elétricos, embora seja essencial aprender seus


conteúdos teóricos, pode ir mais além ao utilizarmos simuladores de circuitos elétricos
computacionais. Um estudo realizado por Cavalcante e Zanata (2013) sugere que a
utilização de simuladores pode auxiliar os alunos na superação de dificuldades em
relação aos conceitos e leis relacionados a circuitos elétricos.

A utilização de simuladores computacionais como ferramentas auxiliares


no ensino da Lei de Ohm tem se mostrado cada vez mais eficaz e difundida. Além de
permitir que os estudantes visualizem de forma mais clara o comportamento da corrente
elétrica em diferentes situações, o uso desses simuladores também pode proporcionar
uma experiência mais imersiva e interativa.

Os simuladores permitem a criação de cenários em que os estudantes


possam manipular variáveis como a resistência, a corrente e a tensão elétrica e observar
de forma clara as relações entre elas. A Lei de Ohm pode ser mais bem compreendida
com o uso dessas ferramentas, já que permite que os estudantes visualizem e
experimentem por si só como funciona um circuito elétrico com diferentes valores
desses parâmetros.

Além disso, o uso de simuladores computacionais permite que os


estudantes possam realizar experimentos virtuais de forma segura e que permitam uma
série de experimentações, o que pode ser especialmente útil em situações em que a
realização de experimentos reais é impraticável ou inviável, como em ambientes com
equipamentos e recursos limitados ou em situações de distanciamento social.

Outro benefício do uso de simuladores computacionais é a possibilidade


de obter resultados imediatos e que possam ser verificados, sem a necessidade de
cálculos extensos ou equipamentos caros. Essa rapidez e precisão na obtenção de
resultados pode permitir aos estudantes dedicar mais tempo a analisar e interpretar os
resultados obtidos.

FIGURA 1 – SIMULADOR DE SISTEMA ELÉTRICO

FONTE: Desenvolvido por Wilson José Andrioli Junior (2023).

Utilizando conhecimentos de programação e um software de


desenvolvimento adequado, optamos por criar um simulador de sistema elétrico simples
e interativo, composto por uma entrada de tensão, uma chave liga/desliga (que pode ser
acionada pelo usuário), uma resistência (cujo valor pode ser alterado pelo usuário) e um
aparelho elétrico, no caso um ventilador. O simulador ainda apresenta a corrente elétrica
do sistema, cujo valor varia de acordo com a resistência aplicada.
Desta forma, os simuladores computacionais são ferramentas altamente
eficazes e cada vez mais utilizadas no ensino da Lei de Ohm e outros princípios que
compõem o estudo da Eletricidade. Através do uso dessas ferramentas, os estudantes
podem visualizar e interagir, o que pode levar a uma melhor compreensão e aprendizado
dos temas estudados.

3. METODOLOGIA

Embora existam diversos simuladores de circuitos elétricos que


apresentem a Lei de Ohm, a maioria deles são voltados para profissionais de
Engenharias e outros, sendo extremamente técnicos ou específicos.

O simulador utilizado e apresentado nesse artigo foi confeccionado a


partir de um software de criação multimídia chamado Clickteam Fusion Developer, que
está na sua versão 2.5. Este software permite o desenho e integração de elementos
visuais e objetos de interfaces tais como caixas de combinação (‘comboboxes’), textos
estáticos (‘labels’), e objetos gráficos desenhados especificamente para proporcionar
uma experiência interativa agradável e convidativa.

Este simulador permite que o usuário visualize as mudanças de


velocidade no movimento das pás de um ventilador ‘virtual’ conforme se altera o valor
da resistência no circuito elétrico que controla o ventilador. Também é possível verificar
que, conforme se altera a resistência, também se altera a corrente, de forma
inversamente proporcional, isto é, conforme aumentamos a resistência, a corrente
diminui e, conforme diminuímos a resistência, a corrente aumenta, corroborando a
aplicação prática da Lei de Ohm.

Ao executar o programa, o usuário percebe que o simulador inicia em


modo de ‘repouso’, isto é, sem passagem de corrente e o ventilador está desligado. Ao
clicar na chave de liga/desliga o ventilador começa a girar na sua velocidade mais alta,
sob uma resistência de 440 ohms e corrente de 0,5 ampéres. Conforme se aumenta a
resistência, a velocidade do ventilador diminui, pois a corrente elétrica responde de
forma inversamente proporcional à resistência.

Na plataforma Youtube, postamos um vídeo onde é possível ver o


simulador em funcionamento, apresentando as características citadas acima.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os simuladores estão se tornando cada vez mais populares como


ferramenta de ensino, especialmente em áreas como a física, onde a visualização de
conceitos pode ser de grande ajuda. Com relação à lei de Ohm, várias avaliações de
desempenho indicaram que os alunos podem aprender melhor a partir da simulação do
que de outros métodos tradicionais de ensino. Além disso, os simuladores também
permitem que os alunos alterem variáveis, como a resistência, e observem o resultado, o
que pode levar a uma melhor compreensão dos conceitos relacionados à lei de Ohm.

No entanto, é importante ressaltar que os simuladores não devem


substituir completamente a prática de laboratório real, onde os alunos podem testar suas
hipóteses e observar os resultados em tempo real. Os simuladores podem ser uma
ferramenta complementar útil para estudos preliminares, mas eles não devem ser usados
como substitutos completos da prática de laboratório real. Além disso, é importante
lembrar que a aprendizagem é um processo ativo e os alunos devem ser incentivados a
usar as ferramentas disponíveis para explorar conceitos e desenvolver habilidades. Os
simuladores são apenas uma parte desse processo e devem ser usados de forma a
complementar as atividades de sala de aula e laboratório.

Existem vários exemplos de corrente elétrica sendo estudada e


pesquisada por diversas profissões. Os metereologistas estudam os relâmpagos e os
movimentos de cargas elétricas na atmosfera; os engenheiros elétricos trabalham com
sistemas elétricos complexos como, por exemplo, as redes de energia e equipamentos de
proteção contra descargas elétricas, entre outros. Além disso no nosso cotidiano
realizamos atividades que dependem de circuitos elétricos de maneira corriqueira como,
por exemplo, caixas eletrônicos, computadores, celulares, e muitos outros.

REFERÊNCIAS

Cavalcante, A. C. S., & Zanata, T. B. (2013). O uso de simuladores computacionais


no ensino de Física: Possibilidades e dificuldades. Revista Brasileira de Física, 43(4),
287-296.

José Andrioli Junior, Wilson. Simulador – Lei de Ohm. Youtube, 12/04/2023.


Disponível em: [Link]
Sadiku, M. N. O., & Alexander, C. K. (2013). Fundamentos de circuitos elétricos.
AMGH Editora.

Silva, F. L., Faria, F. A., & Rufino, S. M. A. (2017). Relação entre tensão, corrente e
resistência elétrica - uma abordagem didática. Revista Eletrônica em Gestão,
Educação e Tecnologia Ambiental, 21(2), 335-347.

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