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Aloe Vera: Propriedades e Cultivo

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Aloe vera, mais conhecida popularmente por babosa, é uma espécie de planta suculenta

do gênero Aloe. Cresce selvagem em climas tropicais ao redor do mundo e é cultivada para
usos agrícolas e medicinais. Também é usada para fins decorativos e cresce com sucesso
dentro de casa como uma planta em vaso.

É usada em muitos produtos de consumo, incluindo bebidas, loções para a pele, cosméticos ou
pomadas para pequenas queimaduras e queimaduras solares. Existem diversas evidências
científicas da eficácia ou segurança dos extratos de Aloe vera, como por exemplo, para fins
cosméticos ou medicinais, mas tais evidências positivas são às vezes contraditórias com
outros estudos

Descrição

Aloe vera é uma planta com caule curto ou longo e uma longa pica, que cresce de 0,6 m até
2 metros de altura, multiplicando-se por brotamento. As folhas são grossas e carnosas, de cor
verde a cinza-esverdeado, com algumas variedades mostrando manchas brancas nas
superfícies superior e inferior das folhas A borda da folha é serrilhada e tem pequenos dentes
ou espinhos. As flores são produzidas no verão em uma espiga de até 1 m de altura, cada flor
sendo pendente, de cor amarela e formato tubuloso de 2–3 cm de comprimento.

Taxonomia e etimologia

A planta foi descrita pela primeira vez por Carl Linnaeus em 1753 como Aloe
perfoliata var. vera e foi descrita novamente, aí como espécie, em 1768 por Nicolaas Laurens
Burman como Aloe vera no livro Flora Indica em 6 de abril e por Philip Miller como Aloe
barbadensis (cerca de dez dias depois de Burman f.) no Dicionário dos jardineiros.

Distribuição

A distribuição natural de A. vera não está clara, pois a espécie foi amplamente cultivada em
todo o mundo. As vertentes naturalizadas das espécies ocorrem na metade sul da Península
Arábica, através do Norte da África (Marrocos, Mauritânia, Egito), bem como do Sudão e
países vizinhos, juntamente com as Ilhas Canárias, Cabo Verde e Madeira.[12] Essa
distribuição é algo semelhante à de Euphorbia balsamifera, Pistacia atlantica, e algumas
outras, sugerindo que uma floresta esclerófila seca uma vez cobriu grandes áreas, mas foi
dramaticamente reduzida devido à desertificação no Sahara, deixando essas poucas áreas hoje
isoladas. Para comparação, várias espécies relacionadas (ou às vezes idênticas) em outros
grupos de plantas podem ser encontradas nos dois lados extremos do Sahara como: árvore-
dragão (Dracaena) e Aeonium, que são dois dos exemplos mais representativos.

A espécie foi introduzida na China e em várias partes do sul da Europa no século XVII. A
espécie é amplamente naturalizada em outros lugares, ocorrendo em regiões temperadas e
tropicais da Austrália, América do Sul, México, Caribe e estados do sudeste dos EUA. A
distribuição real da espécie foi sugerida como resultado do cultivo humano

Cultivo

Aloe vera é amplamente cultivada como ornamental, sendo popular entre os jardineiros
modernos como uma planta medicina e por suas flores, forma e suculência interessantes.
Esta suculência permite que as espécies que a possuam sobrevivam bem em áreas com pouca
chuva, tornando-se ideais para jardins com baixa utilização de água. A espécie é de zona de
rusticidade e é intolerante à geada e neve pesadas. Ela é relativamente resistente à maioria das
pragas de insetos, embora ácaros, insetos e pulgões possam causar um declínio na saúde das
plantas Esta planta ganhou da Royal Horticultural Society o "Prêmio de mérito do jardim".

Em vaso, a espécie requer um solo bem drenado e arenoso e condições luminosas e


ensolaradas. Suas plantas podem queimar sob muito sol ou murchar quando o vaso não drena
a água. Recomenda-se o uso de uma mistura de propagação comercial de boa qualidade ou de
"mistura de cactos e suculentas" embalados, pois permitem uma boa drenagem. Vasos de
terracota sao preferíveis por serem porosos As plantas envasadas deverao ser deixadas secar
antes de serem regadas novamente. Quando colocada em vaso, pode ficar com muitos
"brotos" que crescem dos lados da "planta-mãe". As plantas nesta condição devem ser
divididas em vários vasos, para maior crescimento e ajudar a prevenir infestações de pragas.
Durante o inverno, Aloe vera pode ficar "adormecida", período durante o qual é necessária
pouca humidade. Nas áreas que recebem geada ou neve, a espécie é melhor mantida em
ambientes fechados ou em estufas aquecida

Existe uma produção agrícola em larga escala de Aloe vera na Austrália, Bangladesh, Cuba, República
Dominicana, China, México, Índia, Jamaica Kenya, Tanzânia e África do Sul, bem como nos EUA para
abastecer a indústria de cosméticos

Fonte google imagens

Medicina tradicional

Como já referido O gel de babosa normalmente é usado para fazer medicamentos tópicos para
problemas de pele, como queimaduras, feridas, congelamento, erupções cutâneas , psoríase ,
herpes labial ou pele seca. O látex de aloe é usado individualmente ou fabricado como um
produto com outros ingredientes a serem ingeridos para alívio da constipação. Resultados
promissores de estudos clínicos in vitro e in vivo com extrato da planta, e não de seus
componente bioativos, incentivam um maior número de ensaios clínicos para testar a
aplicação clínica do Aloe vera e seus principais compostos, principalmente na proteção óssea,
câncer e diabetes.
Comercialização

Aloe vera é usada no tecido facial, sendo promovida como um hidratante e anti-irritante para reduzir a
irritação do nariz. As empresas de cosméticos geralmente adicionam seiva ou outros derivados de Aloe
vera a produtos como maquiagem, tecidos ou papéis, hidratantes, sabonetes, protetores solares,
incenso, cremes para barbear ou shampoos. Uma revisão da literatura acadêmica observa que sua
inclusão em muitos produtos de higiene deve-se ao seu "efeito emoliente hidratante".

Outros usos potenciais para extratos de Aloe vera incluem a diluição de para a fertilização artificial de
ovelhas,como conservante de alimentos frescos, ou para conservação de água em pequenas
fazendas. Também foi sugerido que biocombustíveis podem ser obtidos a partir de sementes de Aloe
vera

Toxicidade

A medicação de uso tópico de Aloe vera não está associada a efeitos colaterais significativos.[56] A
ingestão oral de Aloe vera, no entanto, pode causar cólicas abdominais e diarreia, que por sua vez
podem diminuir a absorção de remédios. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC)
descobriu que ingestão de líquido não decolorado de Aloe Vera é cancerígeno em animais e afirma que
é um possível cancerígeno em humanos também. No Brasil a ANVISA alerta para riscos do consumo
de alimentos e sucos com Aloe vera, que não é seguro, contudo o uso de gel tópico para cicatrização
está aprovado pela ANVISA, mas até esta data não há registro de Aloe vera para consumo .
No estado espontâneo, o orégão vulgar é uma planta de montanha como o nome indica, derivado das
palavras oros (=montanha) e ganos (=esplendor) (S.R.D, 1983), sendo assim designada como uma
planta heliófila (Cunha et al., 2011). Em 1754 foi classificado pelo botânico Lineu designando o
género por Origanum, caracterizando-a como sendo uma labiada com flores mais ou menos em picos,
brácteas conspícuas e muitas vezes coloridas, cálices com cinco dentes iguais (Kintzios, 2002).
Botanicamente, é considerado um caméfito sublenhoso, de caules até 90cm, pubescentes, hirsutos ou
aveludados, eretos e por vezes avermelhados. É uma planta vivaz com folhas ovadas, inteiras, glabras
ou pilosas, pontuado- -glandulosas e pecioladas (Cunha, 2009). O orégão tem floração durante os
meses de julho a setembro (S.R.D, 1983), e é no cimo dos ramos que se encontram inúmeras flores
cor-de-rosa púrpura, brancas ou malva dispostas em espigas curtas, agrupadas em panículas
(Lientaghi, 2002). A planta possui um cálice campanulado com 13 nervuras e 5 dentes e é a única
planta labiada da flora europeia que apresenta este tipo de inflorescência bem visível, ao longe, pela
justaposição das suas pequenas corolas com tubo saliente e com o lábio superior ereto sendo o inferior
trilobado com 4 estames divergentes (Fig. 1). A sua raiz é apresentada sob a forma de rizoma
rastejante, escuro e com raízes fibrosas (S.R.D, 1983). É uma planta muito comum, exceto em zonas
siliciosas, aparecendo com mais frequência em terras secas, vertentes ervosas, em estremas podendo
mesmo surgir em terrenos de caminho-de-ferro (Lientaghi, 2002). Esta cultura perene propaga-se por
sementes, estacas ou divisão

A espécie Origanum vulgare é oriunda do médio oriente, e foi introduzida na europa no séc. XVI
(Roger, 1997). O género Origanum tem a sua área de distribuição entre a região mediterrânea e a
região euro-siberiana, irano- -turânica e sudoeste do mediterrâneo, aparecendo a maior parte desta
espécie (75%) dos Açores e Ilhas Canárias até à Inglaterra e Escandinávia e depois até à China e
Taiwan como se pode observar na Figura 2 (Leto et al., 1994; Cunha, 2009 e Kintzios, 2002)

. Propriedades Medicinais

Esta planta aromática e medicinal (O. vulgare) é considerada uma planta tónica e tem uma grande
diversidade de propriedades medicinais, sendo as propriedades digestivas e expetorantes as que mais
se enfatizam (Clevely e Richmond,1998). É devido ao seu poder béquico-expetorante, essencialmente,
que ela tem maior utilidade medicinal tendo-lhe sido reconhecida uma eficácia efetiva contra a tosse
convulsa em crianças dos 2 aos 12 anos, sendo que, em adultos se notou a sua capacidade de acalmar
as tosses violentas acompanhadas de broncorreia e também em idosos se verificou que esta planta
acalmava os acessos de tosses extenuantes, seguidas de gripes e de catarros brônquicos. O orégão foi,
desde sempre, utilizado pelos camponeses em infusões e inalações contra afeções brônquicas, sendo
considerada “uma planta peitoral” (Lientaghi, 2002)
1. «Aloe vera (L.) Burm. f.» Tropicos.org

2. ↑ «Aloe vera (L.) Burm.f. is an accepted name» theplantlist.org

3. ↑ Perkins, Cyndi. «Is Aloe a Tropical Plant?». SFgate.com. Consultado em 13 de fevereiro de


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use is not compelling.

6. ↑ Ir para:a b Marshall JM (1990). «Aloe vera gel: what is the evidence?». Pharm J. 244: 360–
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