PEATE / BERA
AVALIAÇÃO AUDITIVA COMPLEMENTAR
Prof. Daline Backes Eyng
Potencial Evocado Auditivo
• É o registro da atividade elétrica que ocorre no
Sistema auditivo, da orelha interna até o cortex
cerebral, em resposta a um estímulo acústico.
• O estímulo necessita de intensidade suficiente para
excitar as CC e provocar uma resposta.
Potencial Evocado Auditivo
Classificam-se em 3 tipos, de acordo com a latência, ou seja,
o tempo transcorrido entre a apresentação do estímulo
acústico e o surgimento da resposta medida em
milissegundos (ms):
Curta latência: entre 10ms e 12ms
Média Latência: entre 10ms e 80 ms
Longa Latência: 80ms a 750ms
Potencial Evocado Auditivo
Curta latência: entre 10ms e 12ms
• Respostas provenientes do VIII par de nervo craniano e
tronco encefálico.
Média Latência: entre 10ms e 80 ms
• Respostas provenientes do cortex auditivo.
Longa Latência: 80ms a 750ms
• Respostas corticais e cognitivas.
Potencial Evocado Auditivo
Curta latência: entre 10ms e 12ms
• Eletrococleografia (ECochG);
• BERA
Longa Latência: 80ms a 750ms
• P300
Eletrococleografia (ECochG)
• É o registro do potencial elétrico endococlear e do nervo
auditivo, em resposta ao estímulo acústico emitido.
• Consiste na colocação de um eletrodo no MAE, sobre a
MT, para a captação da resposta.
Eletrococleografia (ECochG)
Indicações:
• Avaliação objetiva de crianças e adultos não cooperantes;
• Suspeita de comprometimento do nervo auditivo e vias
auditivas centrais;
• Monitoramento cirurgico da orelha interna e nervo auditivo;
• Monitoramento da pressão da endolinfa (associado a doená
de Meniere).
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
• É um exame objetivo de audição, que avalia a
integridade das vias auditivas.
• Consiste no registro e análise da atividade
eletrofisiológica do sistema auditivo até o tronco
encefálico.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
• É um potencial evocado originado pela cóclea, no nervo
auditivo e vias auditivas do tronco encefálico.
• Ocorre após estímulos de breve duração e intensiade
suficiente
• Geram uma série de ondas que se formam nos 10 a 12ms
primeiros milissegundos do exame , após a estimulação.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
• São 7 ondas, das quais as 5 primeiras são utilizadas e
a onda V a mais importante.
• São consideradas para análise ainda as latência
absolutas e as latência interpicos.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Origem dos potenciais evocados:
• Onda I – porção distal do nervo auditivo;
• Onda II – porção proximal do nervo auditivo;
• Onda III – núcleo coclear;
• Onda IV – complex olivar superior;
• Onda V – lemnisco lateral;
• Onda VI – colículo inferior;
• Onda VII – corpo geniculado medial.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Origem dos potenciais evocados:
• Onda I – porção distal do nervo auditivo
• Onda II – porção proximal do nervo auditivo
• Onda III – núcleo coclear
• Onda IV – complex olivar superior
• Onda V – lemnisco lateral
• Onda VI – colículo inferior Mesencéfalo
• Onda VII – corpo geniculado medial. Tálamo
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Realização do exame:
• Limpeza da pele;
• Colocação de eletrodos;
• Fone TDH 39 ou de inserção;
• Estímulo acústico: Click ou Tone Burst
• Ambiente eletricamente protegido e acusticamente isolado
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Objetivo do exame:
• Pesquisa do limiar eletrofisiológico auditivo.
• Pesquisa da integridade da via auditiva.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Tipo de Estímulo:
• CLIK:
Avalia uma faixa de frequências mais altas (médias/agudas).
• TONE BURST:
Avalia frequências específicas, conforme equipamento.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Condições do paciente:
• Relaxamento natural, sem movimentos da
musculature de cabeça e pescoço;
• Neonatos e lactentes: sono natural após mamada;
• Uso de sedação (por medicos anestesistas).
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Análise das ondas:
• As ondas I, III e V são as mais evidentes e por isso, são consideradas na
análise do traçado.
• A onda V é a mais constante e a mais fácil de identificar, pesistindo até o
limiar.
• A latência (expressa em milissegundos – ms) é considerada o parametro
mais importante e demonstra a integridade functional do sistema
auditivo.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Pesquisa do limiar eletrofisiológico:
• Inicia-se com forte intensidade, geralmente 80 dBNA,
decrescendo de 20 em 20 dB, até desaparecer a onda V;
• Então aumenta-se de 10 em 10 dB até obter a menor intensidade
que desencadeia o aparecimento dessa onda (limiar
eletrofisiológico);
• Com a diminuição da intensidade, ocorre o aumento dos tempos
de latencia e a diminuição da amplitude das ondas, porém a onda
V é sempre visível até o limiar.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Pesquisa da integridade da via auditiva:
• Utiliza-se intensidade alta e não variável, a fim de identificar
as ondas I, III, V e realizer a análise:
• Da latência absoluta das ondas;
• Da latência interpicos entre elas.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Latência absoluta das ondas:
É o intervalo de tempo decorrido entre o estímulo e o pico da
onda.
• Onda I: entre 1,4 e 1,8 ms;
• Onda III: em torno de 3,7 ms;
• Onda V: próxima a 5,7 ms.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
Latência interpicos entre as ondas:
É o interval de tempo decorrido entre duas ondas.
• Interpico I-III: representa a atividade entre o nervo auditivo e o
tronco encefálico baixo. (≈ 2,1ms)
• Interpico III-V: representa a atividade do tronco encef ’alico alto.
(≈ 1,8ms)
• Interpico I-V: representa toda o trajeto, desde nervo auditivo ate
nucleos e tratos do tronco encefalico. (≈ 4,0ms)
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
• É de suma importancia a comparação da latencia interpico I-
V entre as duas orelhas, sendo que sua diferença não deve
exceder 0,3ms em individuos normais.
• Na ausencia da onda I, a diferença deve ser calculada entre as
latencias absolutas das ondas V (entre uma orelha e outra),
não devendo ultrapassar 0,3ms em individuos normais.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE/BERA/ABR
• A Amplitude do potencial (expressa em microvolts – mV)
reflete a relação entre a amplitude das ondas.
• A relação entre a amplitude da onda I e da onda V é a mais
importante, e deve ser inferior a 1mV.
Correlação das respostas do BERA
(Audiometria de Tronco Cerebral)
com os Tipos de Perda Auditiva
• A pesquisa do limiar eletrofisiológico permite o
diagnóstico de perda auditiva na região de
frequencias entre 3000 a 6000 Hz, devido ao
estímulo tipo “click”, geralmente utilizado na prática
clínica.
Correlação das respostas do BERA
(Audiometria de Tronco Cerebral)
com os Tipos de Perda Auditiva
CONDUTIVA:
• Aumento do tempo de latência absoluta das ondas I, III, V;
• Latências Interpicos I-III, III-V, I-V normais;
• Limiar eletrofisiológico moderadamente elevado.
Correlação das respostas do BERA
com Perda Auditiva Condutiva
Correlação das respostas do BERA
(Audiometria de Tronco Cerebral)
com os Tipos de Perda Auditiva
SENSORIONEURAL (COCLEAR):
• Latência absoluta de ondas I, III, V normais;
• Latências Interpicos normais;
• Pode haver diminuição da amplitude das ondas I e III com a redução
da intensidade, representando perdas de grau leve a moderado;
• Presença apenas da onda V, com tempo de latência aumentado e/ou
ausencia de respostas em altas intensidades, referem perdas de grau
severo a profundo;
• Limiar eletrofisiológico elevado.
Correlação das respostas do BERA
(Audiometria de Tronco Cerebral)
com os Tipos de Perda Auditiva
RETROCOCLEAR:
• Latência Interpico I-V aumentada;
• Presença somente da onda I, com ausencia da onda III e V;
• Ausencia de replicabilidade de ondas (ondas instáveis);
• Diferença da latência absoluta da onda V, entre as 2 orelhas,
maior que 0,3 ms;
• Amplitude da onda V menor que da onda I.
Correlação das respostas do BERA
com lesão Retrococlear
Correlação das respostas do BERA
com lesão Retrococlear
Amplitude das ondas (I e V)
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Realização do Exame:
• Ambiente silencioso;
• Paciente acomodado/deitado (com pouca movimentação);
• Limpeza da pele;
• Colocação dos eletrodos;
• Análise da impedância.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Transdutores
Vantagens do Fone de Inserção:
- redução de interferência de ruído ambiental;
- evita colabamento de conduto.
Utilização do Vibrador Ósseo:
- permite a determinação do limiar eletrofisiológico por VO;
- importante para indivíduos com má formação.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Aplicações Clínicas:
• Identificar anormalidades do nervo auditivo e
tronco encefálico;
• Estimar o limiar auditivo baseado na presença de
resposta a diferentes intensidade de estímulo.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Estimativa do Limiar Auditivo:
É utilizado para casos onde os resultados da ATL são
inconclusivos, em detrimento de:
• Quadros neurológicos;
• Crianças não cooperantes;
• Simuladores.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Estimativa do Limiar Auditivo:
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Aplicações Neurológicas:
É o teste mais empregado para identificar tumores do nervo
auditivo, maiores que 1 cm de diâmetro.
Principais indicações:
• Zumbido unilateral;
• PA unilateral ou assimétrica;
• Surdez súbita;
• IPRF rebaixado;
• Ausencia de reflexo acústico.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Limitações do Exame:
• O BERA avalia somente regiões auditivas no tronco
cerebral.
• Desordens de origem central subcorticais e corticais
necessitam de potenciais de media e longa latência.
Potencial Evocado Auditivo de
Tronco Encefálico – PEATE
Observações:
• Sala do equipamento – necessidade de fio terra;
• Evite outros equipamentos eletrônicos na mesma sala;
• Orientar o paciente sobre as interferências (eletricas e de
movimentação);
• Solicitar que compareça sem cremes ou maquiagem;
• Quando houver interferência, averiguar e/ou
reposicionar eletrodos.
CASOS CLÍNICOS
VAMOS PRATICAR???