Caderno Pedagógico
de Unidades Curriculares:
Recomposição
das aprendizagens
a
geir tóri
a
a
n is
es
ra H
gu
rafia
Geog
st
rtu
aE
Po
a
gu
átic
ioso
gua Relig
Lín
o
em
sin
Lín
En
Mat
ão Física
ç
ca
du s
ncia
Ciê
E
te
Ar
EDUCAÇÃO
FÍSiCA
Anos Finais
PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA
Rafael Greca de Macedo
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO
Maria Sílvia Bacila
SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA
Oséias Santos de Oliveira
DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA
Maria Cristina Brandalize
DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO, ESTRUTURA E INFORMAÇÕES
Adriano Mario Guzzoni
COORDENADORIA DE REGULARIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS
INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS
Eliana Cristina Mansano
COORDENADORIA DE OBRAS E PROJETOS
Guilherme Furiatti Dantas
COORDENADORIA DE RECURSOS FINANCEIROS DESCENTRALIZADOS
Margarete Rodrigues de Lima
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL
Andressa Woellner Duarte Pereira
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Kelen Patrícia Collarino
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL
Simone Zampier da Silva
DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
Estela Endlich
DEPARTAMENTO DE INCLUSÃO E ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO
Gislaine Coimbra Budel
COORDENADORIA DE EQUIDADE, FAMÍLIAS E REDE DE PROTEÇÃO
Sandra Mara Piotto
COORDENADORIA DE PROJETOS
Andréa Barletta Brahim
Carta da Secretária
Se o meu compromisso é realmente com o homem concreto, com
a causa de sua humanização, de sua libertação, não posso por isso
mesmo prescindir da ciência, nem da tecnologia, com as quais me
vou instrumentando para melhor lutar por esta causa.
Paulo Freire
Educar é um ato de indissociabilidade entre o ensinar e o
aprender, como nos inspira a pedagogia freireana. Nesse
contexto, enquanto Secretária da Educação de Curitiba,
Cidade Educadora, reitero o meu compromisso com
uma educação emancipatória, inclusiva e de qualidade
apresentando os Cadernos de Recomposição das
Aprendizagens. A produção do compêndio Cadernos de
Recomposição das Aprendizagens, em dezesseis volumes,
expressa a continuidade das ações que integram o projeto
coletivo de enfrentamento e superação dos desafios
impostos pela pandemia.
O Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a
BNCC, o Currículo de Educação Infantil: Diálogos com a
BNCC, o Referencial Curricular de Educação Integral em
Tempo Ampliado, os Cadernos de Transição Curricular,
em duas edições, as Diretrizes Curriculares da EJA e,
atualmente, os Cadernos de Recomposição Curricular
compõem uma síntese das proposições curriculares para
a garantia do direito à educação em diferentes contextos,
tempos e espaços escolares.
A Rede Municipal de Ensino (RME) de Curitiba
desenvolveu, no intervalo histórico de março de 2020
aos dias atuais, um projeto educativo, concomitante ao
período da pandemia, e não temeu usar da originalidade e
singularidade de propostas pedagógicas transformadoras
que foram compostas, entre outras iniciativas, pelo
planejamento das videoaulas e sua viabilização em TV
aberta, pela organização e produção de kits pedagógicos
que garantiram o respeito à diversidade de aprendizagens
de nossas crianças e estudantes, pelo acolhimento e
respeito às histórias pessoais no programa “Órfãos da
COVID”, pelo processo de formação docente intitulado
PRAER (Programa de Recomposição das Aprendizagens
dos Estudantes da RME), pela produção de materiais
pedagógicos específicos de apoio e formação aos
pedagogos e professores, a destacar o lançamento
dos Cadernos Pedagógicos de Recomposição das
Aprendizagens.
Concluo no desejo de que todas as iniciativas qualificadas,
que derivam do suporte curricular da RME, se materializem
em nossas escolas e sejam luz para o planejamento
das aulas e práticas pedagógicas; que as crianças e os
estudantes concretos, parafraseando o grande Paulo Freire,
vivenciem as mais ricas e significativas experiências de
aprendizagem. Se os tempos de pandemia foram vencidos,
há o compromisso por um tempo novo de humanização e
libertação pela Educação.
Curitiba, 6 de junho de 2023.
Maria Sílvia Bacila
Secretária Municipal da Educação
Apresentação
Os últimos anos têm sido muito desafiadores para os
profissionais da educação. A necessidade diária e imediata
de diagnosticar, planejar, mediar, intervir e monitorar as
aprendizagens dos estudantes frente à heterogeneidade da
sala de aula nos coloca no centro do desafio global quanto
ao papel da educação: promovermos a recomposição das
aprendizagens ao mesmo tempo em que compreendemos
os novos contornos do trabalho docente e as diferentes
formas, tempos e espaços de aprendizagem de nossos
estudantes.
Para efetivarmos possibilidades de aprendizagem, nessas
novas configurações, a partir do Currículo do Ensino
Fundamental1, é preciso evidenciar o protagonismo das
equipes gestoras, dos professores e dos estudantes, além de
reconhecer, sobretudo, o momento que estão passando, de
buscar maneiras de apoiá-los e de saber como está cada uma
dessas pessoas que vem à escola, dada a dimensão humana
da educação.
É de extrema importância retomarmos o compromisso
que a escola tem com a equidade e com a inclusão, pois
esta instituição é feita para os estudantes e a eles pertence.
Nosso papel é trabalhar pela potencialização desse espaço,
rico em diversidade social, cultural e em possibilidades de
aprendizagem, considerando seus diferentes níveis em todos
1 CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Educação. Currículo do Ensino
Fundamental: Diálogos com a BNCC. 1.º ao 9.º ano – Volume 1 ao 5. Curitiba, 2020.
os anos do Ensino Fundamental, pois a heterogeneidade
é inerente à sala de aula. Proporcionar o Currículo a cada
estudante, não somente como documento norteador, mas
como direito de aprendizagem, é imprescindível.
Nessa jornada que empreendemos com o propósito da
recomposição das aprendizagens, é fundamental um olhar
muito atento para as realidades de cada escola, das turmas
e dos estudantes, preconizando, como educadores, o
diagnóstico e o acompanhamento das evoluções – balizadas
pelo Currículo – na perspectiva de uma educação integral e
de uma organização integrada do trabalho pedagógico com
os diversos componentes curriculares.
O trabalho deve estar orientado para possibilitar a todos
os estudantes o avanço em seus processos educativos.
Nesse sentido, repensar as modalidades organizativas do
tempo didático visando a um ensino que ultrapasse os
conteúdos, além de efetivar o trabalho a partir de diferentes
agrupamentos, é essencial.
Essas proposições estão alicerçadas na elaboração de um
planejamento direcionado para o bom e efetivo uso dos
atuais tempos e espaços de (e para) aprender, associado
a uma avaliação constante que possibilite a análise da
aprendizagem de cada um e a identificação do tipo
mais adequado de intervenção, de estratégia e de apoio
pedagógico que cada estudante necessita para conseguir
avançar.
Na perspectiva da aprendizagem como processo constante
e mediado, é preciso compreender a escola como espaço
plural e democrático que promove e não desencoraja. A
educação não existe para reprovar pessoas. Ela existe para
que as pessoas aprendam, e essa é uma responsabilidade
dos adultos que nela atuam.
E o que se deve fazer para que todos aprendam?
Em primeiro lugar, olhar cuidadosamente para o Currículo
e para sua organização pedagógica por Ciclos. Em segundo
lugar, é preciso intensificar os momentos de aprendizagem,
cientes de que é necessário variar, diversificar e persistir nas
situações de aprendizagem, porque aprender requer tempo.
Essa ação pressupõe incluir no planejamento os espaços da
escola, além da sala de aula, entendendo-os como parte de
um ambiente educativo, no qual podem ser associados o
presencial ao não presencial, seja com ou sem mediação de
tecnologias.
A reorganização das atividades pedagógicas, com o objetivo
de materializar os direitos de aprendizagem dos estudantes,
fortalece continuidades entre os ciclos e os anos escolares.
Assim, afirmamos, de maneira permanente, o exercício
coletivo de viver e recriar a escola cotidianamente com e
para as crianças e os estudantes, olhando, inclusive, para
suas singularidades circunscritas na pluralidade.
Vários são os aspectos que precisam ser observados para que
os estudantes tenham direito a uma educação de qualidade,
que considere a diversidade, respeitando suas características
e promovendo o seu desenvolvimento a partir do potencial
individual. Dentre esses aspectos, dois são fundamentais: o
primeiro é considerar as diferentes modalidades organizativas
para que todos os objetivos de aprendizagem sejam
incorporados ao planejamento e para que as diferentes
atividades possam se constituir como bons contextos para
a aprendizagem; o segundo aspecto diz respeito a prever
diferentes agrupamentos, isto é, em alguns momentos,
todos os estudantes realizam a mesma proposta, em outros,
diante de uma mesma proposta, os estudantes realizam
tarefas diferentes e, ainda, em outros momentos, as propostas
são diversificadas, de forma que os grupos tenham tarefas
diferentes em função do que estão precisando aprender.
Ao longo de todo esse processo, devem ser consideradas as
singularidades na elaboração de metodologias e práticas
pedagógicas, o que está atrelado ao movimento de
reinterpretação do papel do professor e do estudante no
contexto da recomposição da aprendizagem, e também
o apoio de toda comunidade escolar. É importante ainda
darmos continuidade às ações de proximidade com a
família, corresponsável pela produção de encaminhamentos
e de procedimentos para a promoção dos estudantes, com
base no diálogo e no compromisso, frente às demandas de
aprendizagem que o mundo atual nos impõe.
Preconizar um ensino centrado no estudante, a partir
de propostas instigantes, coerentes com seu contexto,
fortalecendo o seu protagonismo no processo de
aprendizagem e no seu senso crítico diante da realidade,
é pensar em uma escola que condiz com um espaço
democrático e acolhedor, assim como compreende que os
estudantes aprendem em tempos diferentes, o que requer
planejamentos diversificados cujas atividades pedagógicas
são proporcionadas de diferentes formas.
Mesmo diante da necessidade de reorganização das
atividades pedagógicas, é preciso manter o foco nos
princípios do Currículo e compreender esse documento
como instrumento a favor da aprendizagem e como fonte
primordial desse direito do estudante. Por essa razão, os
conteúdos nele estabelecidos precisam estar presentes nos
planejamentos, que devem ser diversificados e assertivos.
E quanto ao papel da equipe gestora no acompanhamento
das ações para a recomposição da aprendizagem?
É preciso lembrar que o acompanhamento das
aprendizagens não tem uma única função e não é
atribuição de um único profissional da educação, pois cada
instância tem seu papel nesse processo. A equipe gestora
é fundamental no sentido de construir, com a equipe de
profissionais, as sugestões de temas e abordagens que
sejam referências para o planejamento em todos os anos
escolares, além de, como um segmento de profissionais
que precisa garantir a qualidade do trabalho pedagógico e
do planejamento, acreditar sempre nos estudantes e ter a
ciência de que o trabalho é árduo, porém possível.
Bom trabalho a todos!
SUMÁRIO
Recomposição das aprendizagens na
Educação Física 15
A intencionalidade da avaliação e do
planejamento em Educação Física 25
CICLO III 34
Ginástica 35
Saberes e práticas da ginástica no Ciclo III 39
Corpo em movimento: série de exercícios físicos 51
Desafio de Cross training 57
Ampliando possibilidades 60
CICLO IV 64
Dança 65
Educação Física e dança 69
Dança na escola! Dança da escola! 70
Contextualizando a dança-teatro 77
Dança-teatro da escola 80
Dança em cena 80
Improvisação 83
REFERÊNCIAS 89
Recomposição das aprendizagens na
Educação Física
A Educação Física é permeada de múltiplos saberes que
caracterizam sua especificidade e não possui uma única
maneira de ser pensada e desenvolvida na escola, pois abrange
práticas corporais diversificadas, multifacetadas e dialógicas
(CURITIBA, v. 4, 2020b).
Enquanto componente curricular, pertencente à área das
linguagens, pressupõe a problematização, a disseminação
e a construção de conhecimentos sobre o corpo, por meio
de diferentes modos de se expressar, que produzem trocas
e significações culturais, e provocam mudanças, tanto no
organismo quanto na compreensão da sociedade em que se
inserem os sujeitos de cada contexto.
Ressaltamos que a formação integral dos estudantes
considera todas as dimensões da formação humana, e assim a
Educação Física se faz imprescindível para o desenvolvimento
de competências que são intrínsecas à área de linguagens. O
documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aponta
competências1 gerais para a Educação Básica, as quais
ressaltam a necessidade de articular saberes e vivências das
várias áreas do conhecimento, valorizando a diversidade para a
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
1 Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e
procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para
resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do
trabalho. (BRASIL, 2018, p. 8).
O Currículo de Educação Física da Rede Municipal de Ensino
(RME) de Curitiba está organizado a partir de uma concepção
pautada na cultura corporal, que considera a historicidade
do corpo humano, continuamente construída por meio de
interações culturais imbuídas de múltiplos significados, nos
quais se insere a perspectiva de contribuir com a formação
integral de cada um dos estudantes.
Nesse sentido, destacamos que o trabalho realizado a partir
da cultura corporal
[...] pode ser entendido como todo movimento cultural que é
permeado pelo corpo, pela existência humana e seu movimento
no mundo, apresentando uma intencionalidade da consciência
corporal, que ao perceber e agir sobre o mundo, percebe-se
enquanto sua própria existência e sua própria finitude. (SOUZA,
2016, p. 65-66).
Nessa lógica, ponderamos que as vivências relacionadas com
a Educação Física se traduzem em práticas corporais que têm
relação com os enfrentamentos do universo vivido, com a
expressão corporal a partir da cultura, com o desenvolvimento
de capacidades e a apreensão de habilidades, fomentando as
potencialidades de todos e de cada um dos estudantes, para
uma formação humana que integre aspectos físicos, motores,
cognitivos, afetivos e psicossociais, acarretando na inclusão
da diversidade presente na singularidade de cada sujeito e
nas infinitas culturas.
O Currículo de Educação Física apresenta um plano curricular
que é referência para o aporte pedagógico dos profissionais da
16
área, sistematizado em torno de eixos estruturantes, os quais
correlacionam conteúdos levando em conta: a possibilidade
de expandir a cultura corporal dos estudantes, os ciclos de
aprendizagem e a divisão trimestral.
Os eixos estruturantes ginástica, dança, jogos e brincadeiras,
lutas e esportes consideram a pluralidade da cultura corporal
presente na variedade de manifestações corporais, que, por
sua vez, precisa ser abarcada pedagogicamente de modo
que os estudantes possam conhecer, vivenciar, analisar e
significar conhecimentos.
A partir disso, atenta-se para a importância de que os conhecimentos,
as vivências, as experiências, as ideias, os conceitos e as atitudes
compartilhadas representem saberes que permitam que os
estudantes reconheçam, valorizem e apropriem-se de conhecimentos
acerca do próprio corpo e da cultura corporal, para além das aulas,
adotando posturas de respeito frente à diversidade, repudiando
preconceitos e compreendendo o universo das manifestações
corporais referentes ao corpo, à saúde, à esportivização, à diversidade,
à mídia e à tecnologia, ao mundo do trabalho, ao lazer e ao modo
como afetam gostos e preferências pessoais. Diante disso, reiteramos
a importância de aproximar e articular teoria e prática, tendo em
vista a necessidade de desenvolver, nas aulas de Educação Física,
um trabalho respaldado e contextualizado, que articule proposições
teóricas às práticas corporais. (CURITIBA, 2020b, p. 82).
A Educação Física tem se mostrado cada vez mais
substancial e relevante para a formação humana, permeada
por escolhas que mobilizam ações em torno da forma como é
desenvolvida na escola, como um componente curricular
dinâmico que preconiza experiências corporais pautadas na
inclusão, na empatia e no direito à aprendizagem.
17
Dito isso, considera-se a recomposição das aprendizagens
como possibilidade de intervir de forma permanente, por
meio da criação de oportunidades que possam garantir
aprendizados que impulsionem o processo de ensino. Cabe
ao professor identificar de forma criteriosa e sensível os
níveis de aprendizagem de seus estudantes, permitindo que
possam expor seus conhecimentos, anseios e demandas,
e assim possa conferir espaço para a heterogeneidade, o
diálogo e a construção de encaminhamentos metodológicos
que privilegiem o que é essencial.
Ressaltamos que o trabalho pedagógico precisa considerar
os princípios expostos no Currículo de Educação Física,
com o propósito de recompor, organizar e sistematizar os
conteúdos a serem desenvolvidos de forma fundamentada:
18
Princípios do trabalho pedagógico na Educação Física da
RME de Curitiba
Ponderar a multiculturalidade:
conhecimento curricular – o que
Confronto, análise e reflexão os estudantes sabem e querem
saber? Conhecimento popular X
conhecimento científico.
Considerar a sincronia entre as
Simultaneidade diferentes práticas corporais, pois
coincidem em muitos aspectos.
Planejar para ampliar e
aprofundar os conhecimentos,
Espiralidade permitindo direito de acesso
a múltiplas manifestações da
cultura corporal.
Compreender que a cultura
corporal e o contexto escolar
Provisoriedade têm caráter dinâmico e
emergem proposições que
precisam ser contempladas.
Incluir caráter lúdico ao processo
de ensino-aprendizagem,
provocando envolvimento
Ludicidade dos estudantes com vistas a
despertar a criatividade e a
motivação para a resolução de
problemas.
Ressalta-se que os princípios estão em consonância com
uma perspectiva que acolhe disparidades e culturas,
compreendendo o multiculturalismo que se faz presente em
um mundo extremamente globalizado, imerso em novas
tecnologias e novos meios de comunicação, que ultrapassam
fronteiras da informação em tempo real.
19
Nesse sentido, a (re)configuração
dos processos educacionais com
base em diferentes olhares sobre as
relações que se constroem em cada
contexto, suscita práticas e
iniciativas pedagógicas intencionais,
contextualizadas e que fornecem
Estudante Isabelle Kertelt de Jesus, da
condições de incluir diferenças de
aprendizagem e abarcar os diálogos
Escola Municipal de Educação Especial
Tomaz Edison de Andrade Vieira, 2022.
Disponível em: [Link]/MNbVx. Acesso em:
12 dez. 2022. produzidos pelos processos de
mudança.
Isso significa que precisamos consolidar a Educação Física
na escola levando em conta os desafios de uma educação
contemporânea, assumindo um compromisso cotidiano
com as dinâmicas dos processos educativos, que incluem
reflexões sobre globalização, tecnologias, relações interétnicas,
diversidade cultural, saúde, inclusão, etc., desenvolvendo
encaminhamentos com metodologias ativas e inclusivas, que
resultem em ações com foco na ampliação de aprendizagens
significativas.
A diversidade cultural, associada à discrepância educacional,
desperta a necessidade de cada vez mais contemplarmos
encaminhamentos que acolhem as diferenças presentes nas
múltiplas identidades culturais e, sobretudo, as necessidades
referentes ao percurso formativo dos estudantes, de fazermos
escolhas criteriosas, providas de adequação metodológica que
contemple os diferentes ritmos de aprendizagem, de modo que
cada estudante, com sua singularidade, possa ser desafiado e
avançar em suas possibilidades.
20
Desse modo, “[...] é preciso oportunizar a este estudante um
ambiente acolhedor, que o permita se sentir apto e capaz
em ser protagonista da sua aprendizagem” (VOLKWEISS et
al., 2019, p. 14). Em vista disso, é essencial dar vez e voz aos
estudantes no processo de construção de conhecimentos,
pois ouvir o que pensam, dizem, criam e fazem é importante
para que possam aprender como autores, desenvolvendo a
sua autonomia.
A Educação Física, enquanto área do
conhecimento que influencia e é
influenciada por diferentes contextos,
tem a premissa de se construir na
escola, de forma intencional e
sistematizada, com a finalidade de
contribuir para a qualidade de vida e
a formação humana global dos
estudantes, para que internalizem
aprendizagens que perpassam pelo
Estudante Ryan Gustavo de Paula,
movimento corporal, se apropriem
da Escola Municipal de Educação de saberes referentes a manifestações
Especial Tomaz Edison de Andrade
Vieira, 2022. Disponível em: [Link]/ corporais, e associem aprendizagens,
AqUFB. Acesso em: 12 dez. 2022.
que os permitam recorrer e fruir do
conhecimento na vida pessoal e coletiva, no interior da escola
e, sobretudo, no exterior.
“O ponto de partida é, em si, simples: estudante pode participar.
Deve!” (DEMO e SILVA, 2020, p. 73).
21
Dito isso, sublinhamos que a formação dos estudantes
protagonistas “extrapola os espaços formais de educação”
(ALVES; BRANDENBURG, 2018), de modo que:
Quando se considera a cidade como espaço educativo, a
perspectiva é a mesma, ou seja, a cidade também deve servir para
que se promova a formação cidadã e para que os indivíduos e a
sociedade, de modo geral, se tornem conscientes de suas ações e
de sua importância na construção e na transformação do espaço
das cidades. (ALVES; BRANDENBURG, 2018, p. 37-38).
A ampla abrangência do trabalho em Educação Física da
RME reverbera para uma Cidade Educadora, que reconhece,
promove e exerce um papel educador que se mantém para
além dos muros da escola, refletindo no desenvolvimento
humano e na qualidade de vida de cada estudante. “Nesse
sentido é necessário valorizar os saberes gerais, particulares e
locais de cada região e de cada escola”. (SANTOS, 2020, p. 91).
22
A intencionalidade da avaliação e do
planejamento em Educação Física
A sistematização do trabalho pedagógico em Educação Física,
proposta no Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos
com a BNCC, está intrinsecamente ligada às estratégias
avaliativas e ao planejamento do professor. Ambas as ações
exigem intencionalidade pedagógica que é imprescindível
na promoção de uma educação humanizadora, na qual os
sujeitos de aprendizagem são valorizados em seus saberes e
culturas.
De acordo com GESSER (2011 apud CURITIBA, 2020a, p. 22):
A intencionalidade das ações escolares está presente em todas as
proposições, trazendo a responsabilidade para os profissionais em
garantir que todos os estudantes aprendam os conhecimentos
científicos e históricos a que têm direito. Para tanto, a ação de
planejar o ensino tem a função de viabilizar a relação entre teoria
e prática, de possibilitar a reflexão dos profissionais da escola sobre
os processos de ensino, de forma que reavaliem e redimensionem a
prática educativa, pois os atos de avaliar e planejar são articulados.
Desse modo, a intenção é o que dá sentido para as escolhas
pedagógicas, permitindo ao professor saber o que ensinar
e articular as atividades próprias do trabalho educacional às
necessidades do estudante e aos objetivos curriculares, de
acordo com seus contextos de vida.
Ao organizar o planejamento de ensino da Educação Física,
é preciso vinculá-lo, adequá-lo e pautá-lo no Projeto Político-
Pedagógico (PPP) da escola e no Currículo do Ensino
Fundamental: Diálogos com a BNCC, que corrobora com
os princípios da BNCC. Da mesma maneira, é fundamental
que o planejamento considere a heterogeneidade
presente na escola, o que demanda do professor um olhar
sensível às diversidades, singularidades e necessidades
de cada turma e de cada estudante, mantendo o foco na
compreensão dos processos de aprendizagem.
Sugestão de leitura:
O Currículo de Educação Física faz parte do volume 4 do Currículo
do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC. O documento
que traz considerações importantes sobre as proposições
relacionadas com a área e expõe de forma detalhada como se dá
a sistematização do trabalho na RME de Curitiba.
Acesse: [Link]
Sugestão de vídeo:
A equipe de Educação Física da SME de
Curitiba apresenta considerações sobre o
currículo da área em formato de vídeo.
Acesse: [Link]
iTqIE94dr-Jqz&index=8
26
Partindo da apropriação da concepção e dos princípios
do trabalho pedagógico postos no Currículo de Educação
Física, considerando o compromisso com os diferentes
ritmos e tempos de aprendizagem adotados pelos ciclos de
aprendizagem, o professor detém um plano curricular que
norteia a construção do planejamento anual e dos planos
de aula, sistematizando a sua ação pedagógica a partir dos
eixos estruturantes (ginástica, dança, lutas, esportes, jogos e
brincadeiras) e dos conteúdos, organizados trimestralmente
em cada etapa de ensino, como evidenciamos no quadro
abaixo:
Ao elaborar o planejamento trimestral e, consequentemente,
cada plano de aula, o professor precisa relacionar elementos
específicos do conteúdo, considerando os objetivos e critérios
de ensino-aprendizagem de cada ano escolar como proposto no
plano curricular de Educação Física, organizando-os a partir
27
de quatro dimensões metodológicas que se articulam e se
complementam:
CONHECER
Pretende-se apresentar o assunto que será estudado, e
considerando o que os estudantes sabem sobre o tema,
contextualizar e estabelecer um diálogo com conexões a
partir de textos, imagens, vídeos, ideias, conceitos, etc.
VIVENCIAR
Pretende-se promover encaminhamentos diversificados
que preveem a inclusão de todos os estudantes, para
que possam explorar e se apropriar dos conhecimentos
relacionados àquele conteúdo.
ANALISAR
Pretende-se refletir sobre o que acontece em todos os
momentos das aulas, quando surgem conflitos, tensões e
questionamentos relacionados com o universo da Educação
Física; convém ao professor instigar reflexões sob diferentes
olhares, abrir espaço para críticas e mudanças, incentivando
relações de igualdade e de respeito à diversidade.
SIGNIFICAR
Pretende-se provocar a construção de significados e
reflexões sobre a cultura da escola e a cultura a ser praticada
fora dela, evidenciando que os conhecimentos têm relação
com o mundo.
Para que o planejamento se efetive na construção de práticas
pedagógicas humanizadoras e diversificadas, não basta
apenas articular a aprendizagem aos conteúdos curriculares,
sendo necessário considerar a complexidade da inter-relação
28
teoria/prática em consonância com os princípios e objetivos
dos ciclos de aprendizagem da Educação Física, ponderando
os diversos contextos de vida dos sujeitos que participam
ativamente do processo pedagógico.
Sugestão de leitura:
O Caderno de Orientações Pedagógicas para o
Acolhimento de Estudantes Migrantes na RME de
CADERNO DE ORIENTAÇÕES
PEDAGÓGICAS PARA O ACOLHIMENTO
DE ESTUDANTES MIGRANTES
na Rede Municipal
de Ensino de Curitiba
Curitiba tem como objetivo propor reflexões
pedagógicas que consideram o acolhimento e o
ensino-aprendizagem dos estudantes migrantes
da RME.
2022
Acesse: [Link]
Quando nos comprometemos em conhecer, acolher
afetivamente e integrar os estudantes ao ambiente escolar,
permitimo-nos ampliar o olhar sobre as aptidões e as
necessidades específicas de cada um. Nosso desafio se coloca
no sentido de desvelar
experiências anteriores,
acerca de motivações e
interesses que os movem,
de conhecimentos que
fazem sentido para o
contexto em que vivem, Estudantes da Escola Municipal Albert Schweitzer.
Disponível em: [Link]/fS2oJ.
envolvendo-os de forma Acesso em: 12 dez. 2022.
direta, participativa
e reflexiva em todas as etapas do processo educativo,
concedendo a eles o papel de estudantes protagonistas de suas
aprendizagens.
29
Dessa forma, é necessário partir de uma avaliação que forneça
essas e outras informações que possam subsidiar mediações
apropriadas para a organização do trabalho pedagógico.
Para Furlan (2007, p. 37), a “avaliação só faz sentido se for
utilizada com a finalidade de saber mais sobre o aluno e de
colher elementos para que a educação escolar aconteça de
forma próxima à realidade e dentro de um contexto”.
Sendo assim, a avaliação a serviço do processo humano
da aprendizagem, sobretudo na Educação Física da RME
de Curitiba, é compreendida como uma ação pedagógica
intencional e contínua, que possibilita a garantia de direitos
do estudante e, diante de contextos globalizados variantes,
respeita o processo de recomposição das aprendizagens.
A avaliação, nessa perspectiva, permite ao
professor observar o percurso individual
da construção do conhecimento do
estudante, analisar a eficácia dos
processos de ensino-aprendizagem
e promover a sistematização do
trabalho e do (re)planejamento das
ações do professor (CURITIBA, v. 1,
2020a).
Para promover uma prática pedagógica mediadora na
Educação Física, é preciso compreender como o estudante
enxerga o mundo em que vive, o que valoriza, considerar
sua cultura, suas histórias de vida, aspirações, habilidades e
experiências. Enquanto avaliação diagnóstica, quanto mais o
30
professor conhecer a realidade do estudante e compreender
seu contexto familiar, social e cultural, mais qualificado estará
para realizar suas escolhas de trabalho, a fim de intervir
positivamente no percurso de construção de saberes para a
vida.
Ao nos aproximarmos do universo dos estudantes, podemos
partir de onde eles se encontram para ampliar suas percepções
sob diferentes pontos de vista, mediando a construção do
conhecimento e a aceitação de novos desafios, relacionando
a dinâmica da prática educativa com a realidade social, assim
fazendo da escola um lugar de valorização do conhecimento
(BACICH; MORAN, 2018).
A articulação entre os diversos registros diagnósticos fornece
informações que permitem dimensionar e diversificar o
trabalho pedagógico em função dos ritmos e tempos de
aprendizagem de cada estudante, inferindo na composição do
planejamento dos próximos percursos formativos (CURITIBA,
v. 1, 2020a).
Ressaltamos que a avaliação diagnóstica deve ser realizada
em diversos momentos do processo de ensino-aprendizagem,
contribuindo com a constante análise da efetividade do
desenvolvimento do conhecimento e, quando necessário, com
o replanejamento.
Destacamos que, ao explorar uma variedade de
encaminhamentos metodológicos na Educação Física,
proporcionamos diversas formas de acessar o conhecimento,
permitindo que o estudante seja protagonista e tenha a
possibilidade de refletir e construir conceitos, apropriando-se
31
de distintas formas de resolver desafios e compreender o
mundo, a partir da leitura crítica das práticas corporais.
Da mesma maneira, ao organizar diversos momentos
avaliativos, investindo em diferentes instrumentos de
avaliação, é possível produzir fontes de informação que
possibilitam a análise qualitativa sobre os avanços dos
estudantes na construção dos conhecimentos e recomposição
das aprendizagens.
As informações angariadas possibilitam que o professor
analise a necessidade de realizar adequações metodológicas,
na intenção de acolher e atender às demandas dos estudantes
com diferenças de aprendizagem2. Ao elaborar atividades
diferenciadas a eles, por meio de adequação metodológica,
os desafiamos a avançar em suas aprendizagens, ao
passo que respeitamos seus percursos individuais, suas
potencialidades e seus tempos e ritmos de aprendizagem.
Dica
É possível utilizar diferentes registros avaliativos que podem
evidenciar o percurso formativo da aprendizagem do estudante.
Entre eles, destacamos:
• diário de observações do professor;
• portfólio com desenhos, vídeo, fotos, atividades textuais dos
estudantes;
• painéis e exposições de produções coletivas e individuais;
• debates, seminários; entre outros.
2 As diferenças de aprendizagem emergem de diferentes contextos, pois cada estudante aprende
de forma individualizada e tem seu próprio tempo de aprender e de reagir diante dos desafios.
O professor deve ficar atento às necessidades de todos os estudantes, desde os que ainda não
atingiram determinado critério avaliado até os que superaram o esperado em relação ao mesmo
critério.
32
Destacamos que as adequações metodológicas podem
ser planejadas a partir de atividades individuais e coletivas,
considerando que as atividades em grupo promovem
experiências construtivas de convivência, de exploração de
expressão corporal, de comunicação, do confronto de ideias,
da socialização, no entendimento que a relação com o outro
favorece a multiplicação de saberes.
Nesse sentido, apresentamos sugestões metodológicas com
o objetivo de complementar os estudos e as reflexões do
professor, enfatizando a importância de garantirmos o direito
à aprendizagem significativa acerca dos conhecimentos da
Educação Física para todos os estudantes.
33
CICLO III
a
geir tóri
a
a
n His
es
ra
gu
grafia
Geo
st
rtu
aE
Po
a
gu
átic
ioso
Relig
gua
Lín
em
o
sin
Lín
En
Mat
ica
çã o Fís
ca
du s
iência
E
C
te
Ar
Ginástica
Fundamentado nos princípios da equidade e da inclusão,
o Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com a BNCC
reconhece a pluralidade e a diversidade cultural presente na
escola e age em prol do direito de aprendizagem de todos os
estudantes.
Por essa razão, o ensino na RME de Curitiba está organizado a
partir dos ciclos de aprendizagem, não restringindo o tempo
de aprender e se desenvolver em apenas um ano letivo.
Pelo contrário, esse sistema de ensino utiliza-se de múltiplos
esforços individuais e coletivos durante o período do ciclo para
a promoção da aprendizagem dos estudantes. Os estudantes
de 6.o e 7.o anos estão inseridos no Ciclo III que, na Educação
Física, tem como objetivo permitir aos estudantes:
Educação Física – Objetivo do Ciclo III:
Conhecer, explorar, analisar e transformar as diversas práticas
corporais, por meio dos conteúdos de ginástica, dança, lutas,
esportes, jogos e brincadeiras, compreendendo e confrontando
as propostas de cooperação e competição, construindo
relações de respeito frente à diversidade, utilizando criatividade
na resolução de problemas e desafios, fruindo, apreciando
e significando as diferentes manifestações corporais como
elementos de sua formação cultural. (CURRÍCULO, v. 1, 2020b,
p. 122).
Esse objetivo deve ser atingido até o término do 7.° ano
escolar, sendo desmembrado em objetivos específicos de
acordo com o conteúdo de cada ano. Tal organização permite
que a construção do conhecimento considere o trabalho
desenvolvido nos anos anteriores, ampliando os saberes
escolares ao longo da vida.
Destacamos que os elementos da cultura corporal
(ginástica, dança, lutas, esportes, jogos e brincadeiras) se
traduzem como conhecimentos importantes, que possuem
sentidos diversificados. Ou seja, os conhecimentos da área
têm relação com um corpo que se movimenta a partir de
uma perspectiva cultural, que faz parte de um determinado
contexto.
Dessa maneira, mesmo que haja
uma organização curricular que
prevê o trabalho com objetivos
específicos para cada ano
escolar, os conteúdos se pautam
em conhecimentos culturais
que também estão associados
à saúde, ao bem-estar e à Pirâmides humanas. Disponível em: https://
[Link]/presidentekennedy/
qualidade de vida, às formas de novidades/agenda/ginastica-circense#.
Acesso em 6 dez. 2022.
se relacionar, de interpretar, de
conhecer, de significar e de ressignificar saberes (CURITIBA, v.
1, 2020b).
O professor pode e deve organizar o planejamento anual e
trimestral, fomentando diálogos com conteúdos de outros
anos e até mesmo de outros eixos estruturantes, a fim de
viabilizar a formação de estudantes autônomos e articulados
com diversas relações sociais pelas quais atuará no mundo.
36
O mapa conceitual a seguir exemplifica algumas dessas
relações que podem ser promovidas a partir do eixo
Ginástica. O mapa pode ser atualizado de acordo com as
vivências, experiências e expansão da cultura corporal dos
estudantes.
Destacamos que é necessário planejar práticas pedagógicas
que considerem as diversas realidades que constituem
o ambiente escolar e que tenham o estudante como
protagonista de sua construção do conhecimento. Assim, as
propostas apresentadas neste capítulo objetivam contribuir
com o planejamento de ações metodológicas que colaboram
com a ampliação dos repertórios de aprendizagem dos
estudantes.
37
Educação Física Escolar – Eixo estruturante Ginástica
38
Saberes e práticas da ginástica no
Ciclo III
Por ser uma prática corporal multifacetada,
a ginástica, na perspectiva escolar,
permite uma infinidade de possibilidades
pedagógicas que proporcionam a
apropriação de saberes e práticas sociais
que ampliam o conhecimento sobre o seu
universo e atribui sentido e significado
às experimentações e vivências gímnicas,
relacionando esses conhecimentos com
situações do dia a dia (CURITIBA, v. 1, 2020b).
Pensar na ginástica como experiência cultural, instiga-nos a
considerar conhecimentos acerca do corpo, historicamente
construídos e socialmente transmitidos, inspirando-nos
a sistematizar esses conhecimentos no planejamento, de
maneira a promover processos de ensino e aprendizagem
que incidem na promoção de saberes e práticas que se
relacionam com contextos socioculturais vividos pelos
estudantes.
Assim, ao apreciar, explorar e
experimentar os diferentes tipos de
ginástica, subsidiados por sua
historicização, os estudantes podem
intensificar sua percepção acerca das
possibilidades de expressão e
39
movimentação corporal, das alterações fisiológicas, da
construção de hábitos e comportamentos saudáveis, bem
como da adoção de atitudes positivas para a saúde e para
a qualidade de vida, expandindo sua cultura corporal.
Vamos falar sobre corpo em movimento!
Ao propor encaminhamentos com a ginástica nas aulas de
Educação Física, o trabalho pedagógico pode ser organizado
metodologicamente a partir de uma intervenção inicial,
na qual é possível sinalizar o conteúdo a ser trabalhado,
estabelecendo conexões com os saberes precedentes dos
estudantes.
Professor, apresente a animação Inativo – Ativo, de Gabriel
Calegario.
Acesse: [Link]
Animação Inativo – Ativo. Disponível em: [Link]
watch?v=MZA4LG92DRE. Acesso em: 6 dez. 2022.
40
Após, questione os estudantes:
• Como é a rotina na sua casa?
• Quanto tempo do seu dia você permanece deitado no sofá,
sentado na frente do celular, do computador ou de outra
tela?
• Quais são os hábitos de vida que têm relação com a
promoção da saúde?
• Quais são os hábitos de vida que prejudicam a saúde?
• Você gosta de brincar, de jogar, de dançar, de fazer esportes?
• O que é ginástica?
• Quem já viu pessoas fazendo ginástica?
• Onde viram?
• Quem pode fazer ginástica?
• Como são os movimentos da ginástica?
• Que espaços podem ser utilizados?
• Todas as ginásticas são iguais?
• O que é ginástica de condicionamento físico? O que é
ginástica aeróbica esportiva (GAE)? O que é ginástica
artística? O que é ginástica rítmica?
• Qual a diferença entre atividade física e exercício físico?
• Como desenvolver capacidades físicas? Qual sua
importância no dia a dia?
• O que significa ter uma vida ativa?
41
• Você acha que ter uma vida ativa é importante? Por quê?
• O que significa ser saudável fisicamente? E mentalmente?
E socialmente?
• Quais os benefícios das aulas de Educação Física para a
saúde?
• Quais espaços da comunidade promovem atividade física?
• Quais são as atividades realizadas no bairro?
Você sabia?
Historicamente, nosso corpo se movimenta de diferentes formas,
de acordo com nossos interesses e necessidades:
Na Pré-História, era preciso nadar, caçar, pescar e lutar para
sobreviver.
Na Antiguidade, os gregos que moravam em Atenas utilizaram
o exercício físico como educação corporal. Já os espartanos e os
romanos utilizavam como preparação para a guerra. Nessa época,
já aconteciam os Jogos Olímpicos.
Na Idade Média, a movimentação corporal também respondia às
necessidades de preparação militar, por meio de justas e torneios.
Nessa época, disputas de esgrima, equitação, arco e flecha, lutas,
jogos simples e de pelota eram realizadas.
Na Idade Moderna, a ginástica foi sistematizada, e os métodos
ginásticos (Escola Alemã, Sueca, Francesa e Americana) foram
criados.
Para saber mais, acesse:
[Link]
Professor, partindo das considerações dos estudantes, expli-
que que uma pessoa é considerada sedentária quando não
faz atividade física com frequência e, com isso, gasta pouca
42
energia durante o dia. Para manter uma vida ativa, a Organi-
zação Mundial da Saúde (OMS) indica fazer atividade física
por, pelo menos, duas horas e meia durante a semana. Co-
mente que o sobrepeso e a obesidade na infância e na ado-
lescência compreendem duas das grandes preocupações
mundiais sobre a saúde populacional e têm relação direta com
os hábitos de vida adotados pelos indivíduos, pois a crescen-
te industrialização e o interesse progressivo por atividades
passivas, de cunho tecnológico, têm provocado um aumen-
to no sedentarismo e na obesidade.
Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em: [Link]
photos/a.488361671209144/1620487861329847/?type=3. Acesso em: 7 dez. 2022.
43
Professor, você sabia?
O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) monitora
a situação alimentar e nutricional de populações de risco com o
objetivo de obter o perfil nutricional e sua evolução ao longo do tempo.
Com isso, é possível planejar ações que atendam às necessidades
nutricionais da população, principalmente no enfrentamento da
desnutrição e obesidade.
Em Curitiba, a Secretaria Municipal da Educação (SME), em parceria
com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), elabora o perfil da
situação nutricional dos estudantes de sua RME a partir dos
dados antropométricos (neste caso, peso e altura) coletados pelos
professores e profissionais da escola e processados pelas equipes
da SME e da SMS, como podemos analisar no gráfico abaixo.
Gráfico 1: Perfil nutricional de escolares da Rede Municipal de Ensino. Curitiba, 1996 a 2022.
Para saber mais, acesse: [Link]
Professor, questione os estudantes sobre suas rotinas
de atividade física, sobre as dificuldades e/ou facilidades
encontradas na sua prática regular, sobre as relações e/ou
diferenças entre a rotina que pretende ter e a rotina que tem
atualmente, além de outros questionamentos que podem
surgir durante o processo de ensino-aprendizagem. É possível
iniciar a reflexão com uma autoavaliação promovida a partir
do questionário a seguir:
44
Questionário de atividade física
Nome: _______________________________ Idade: _____ Turma: ______
1. Você praticou algum tipo de exercício físico ou esporte na última
semana?
( ) Não ( ) Sim Quais? ___________________________________
2. Quantos dias na semana você faz exercícios físicos?
( ) 0 dias ( )1 dia ( ) 2 dias ( ) 3 dias ( ) 4 dias
( ) 5 dias ( ) 6 dias ( ) 7 dias
3. No dia em que faz exercícios físicos, quanto tempo dura essa
atividade?
( ) 10 a 15 min ( ) 15 a 30 min ( ) 30 a 60 min
( ) mais que 60 min
4. Você anda a pé ao longo do seu dia?
( ) Sim ( ) Não ( ) De vez em quando
5. Você percorre algum trajeto a pé ou de bicicleta para ir e/ou voltar
da escola?
( ) Sim ( ) Não ( ) De vez em quando
6. Se você respondeu positivamente à pergunta anterior, quanto
tempo você demora para fazer o percurso?
( ) 5 min ( ) 10 min ( ) 15 min ( ) 20 min ( ) mais de 20 min
7. Em média, quantas horas por dia você costuma ficar em frente às
telas (televisão, celular, tablet, computador, etc.)?
( ) 1 hora ( ) De 2 a 3 horas ( ) 4 horas no máximo
( ) mais de 4 horas
8. Quantas horas do dia você costuma ficar sentado?
( ) 4 horas ( ) De 4 a 6 horas ( ) De 6 a 8 horas
( ) De 8 a 10 horas ( ) De 10 a 12 horas ( ) Mais de 12 horas
45
Após a autoavaliação dos estudantes, comente que os
benefícios da atividade física extrapolam o senso comum
da busca pelo corpo ideal, muitas vezes imposto pelas
campanhas publicitárias, pela mídia e pelos contextos
dominantes. Os efeitos positivos da atividade física são
percebidos no fortalecimento de músculos e ossos, do sistema
cardiovascular e imunológico, na aceleração do metabolismo
e, consequentemente, no combate ao excesso de peso
ou obesidade, na diminuição do estresse e da ansiedade,
na melhora da autoestima, na promoção de sensações de
satisfação e bom humor, entre outros.
O que significa ter um corpo saudável?
Muitas vezes somos influenciados pela mídia e pelas
redes sociais a pensar que há um único modelo
de corpo saudável. Na verdade, ele não precisa ser,
necessariamente, um corpo magro e musculoso, ele
precisa ser capaz de realizar atividades do dia a dia. Um
corpo saudável também é capaz de realizar atividades
e exercícios físicos, fazendo diversos movimentos,
como locomoção, equilíbrio, manipulação, entre tantos
outros.
Para saber mais, assista à videoaula de Ciências do 5.° ano,
com o conteúdo “Locomoções”, a partir dos 8min44s.
Acesse: [Link]
y4FZYjBoC8&list=PLEtRs8lszO9WuFODVw6-
46
Para saber mais:
Exercício é remédio: entenda como fazer atividade
física promove saúde, previne e até trata doenças.
Acesse: [Link]
e-remedio-entenda-como-atividade-fisica-previne-e-trata-doencas-
/#cover
11 benefícios da atividade física (e como começar a
treinar).
Acesse: [Link]
Para saber mais:
Quais os principais benefícios da atividade física
para a saúde?
Acesse: [Link]
atividade-fisica-para-saude
Uma vida inteira de exercícios regulares retarda o
envelhecimento, diz estudo.
Acesse: [Link]
exercise-slows-down-ageing-study-finds
Professor, evidencie para os estudantes que todas as pessoas
podem praticar algum tipo de atividade física. Comente
que atividade física é todo o movimento voluntário realizado
pelo corpo humano, como subir escadas, caminhar até a
escola e jogar bola no parque. E quando a atividade física
é planejada e sistematizada com o objetivo de melhorar o
condicionamento físico e desenvolver capacidades físicas
47
como força, flexibilidade, agilidade, resistência, velocidade e
coordenação motora, estamos falando de exercício físico. Ou
seja, todo exercício físico é uma atividade física, mas
nem toda a atividade física é considerada exercício físico.
Estudantes das Escolas Municipais CEI Professora Lina Maria Martins Moreira, Sidônio Muralha e
Professora Sônia Maria Coimbra Kenski. Imagens disponíveis em: [Link]
br/noticias/praticas-circenses-dentro-do-conteudo-ginastica/22995, [Link]
br/2019/[Link] e [Link]
kenski-escola-municipal/18100. Acesso em: 8 dez. 2022.
48
Em seguida, apresente os vídeos abaixo e oriente os estudantes
para que analisem quem são as pessoas que estão em
movimento, em quais locais estão, quais materiais foram
utilizados e se é possível identificar se estão fazendo atividade
física ou exercício físico:
Brincadeiras Ginásticas.
Acesse: [Link]
Ginástica com materiais.
Acesse: [Link]
Vamos fazer GR (Ginástica Rítmica) e GA
(Ginástica Artística)?
Acesse: [Link]
Aparelhos Ginástica Artística.
Acesse: [Link]
Ginástica Aeróbica Esportiva.
Acesse: [Link]
Ginástica de condicionamento físico.
Acesse: [Link]
Gymnaestrada.
Acesse: [Link]
49
Após a análise dos vídeos,
comente que, ao praticar
atividades físicas e modificar
hábitos a partir dos
conhecimentos apreendidos
nas aulas de Educação Física, é
possível desenvolver exercícios
que todos podem fazer, cada Adolescentes jogando futebol
um do seu jeito. Explique que sentado. Disponível em: https://
[Link]/futura-exibe-
todos temos características praticas-de-educacao-fisica-inclusiva/.
Acesso em: 12 dez. 2022.
diferentes: alguns são mais
rápidos, outros mais resistentes, alguns têm mais força, outros,
mais equilíbrio.
Destaque que é preciso ter um acompanhamento específico
ao fazer exercícios físicos, porque cada pessoa vai fazer um
tipo de exercício, de acordo com seus objetivos, possibilidades e
limitações. Por isso é importante ter orientação profissional e
o acompanhamento médico deve estar sempre em dia.
Sugestão de pesquisa:
Que tal pedir aos estudantes para pesquisar e construir um
banner, cartaz, vídeo ou uma outra maneira de conscientizar
os colegas da escola e a comunidade sobre a importância da
atividade física e dos hábitos saudáveis? É possível organizar
uma exposição dos materiais produzidos pelos estudantes.
Sugestões de títulos do banner:
10 Comportamentos diários para um estilo de vida ativo;
10 Atividades para fazer em casa, brincando, jogando e se
movimentando;
10 Comportamentos diários para uma alimentação saudável.
50
Considerando os conteúdos de ginástica do Ciclo III e o
interesse dos estudantes, proponha a vivência de atividades
que permitem manter o corpo em movimento. Apresentamos,
a seguir, algumas possibilidades de encaminhamentos
metodológicos que se relacionam com os diferentes
conhecimentos sobre a ginástica de condicionamento físico,
ginástica aeróbica esportiva, ginástica artística e ginástica
rítmica, considerando também o desenvolvimento da
percepção dos estudantes acerca da construção de hábitos e
comportamentos saudáveis, assim como a adoção de atitudes
que prezam pela saúde e qualidade de vida.
Nas atividades a seguir, os estudantes poderão vivenciar e
explorar movimentos de diferentes modalidades de ginástica
e identificar capacidades físicas utilizadas nos exercícios,
analisando as alterações fisiológicas que ocorrem no próprio
corpo quando ele está em movimento e percebendo como a
prática da ginástica pode contribuir para a melhoria da saúde,
do bem-estar e do cuidado consigo mesmo.
Corpo em movimento: série de exercícios
físicos
Professor, comente com os estudantes que iniciar uma rotina
de exercícios físicos nem sempre é fácil. Exige conhecimento,
tempo, disposição, planejamento e persistência. Mas os
benefícios para a saúde e para a qualidade de vida são
infinitamente maiores que esses fatores. Então, o primeiro
passo é começar a se movimentar. Oriente os estudantes a:
51
• levantar os braços e esticar-se ao máximo por alguns
segundos, ocupando a maior altura possível sem tirar os
pés do chão;
• movimentar em círculo os braços estendidos ao lado do
corpo, girando-os para frente e depois para trás;
• segurar a ponta dos pés com as mãos, sem dobrar os
joelhos, mantendo a posição por alguns segundos;
• segurar a ponta do dedão do pé esquerdo com a mão
direita por alguns segundos;
• segurar a ponta do dedão do pé direito com a mão
esquerda por alguns segundos;
• afastar as pernas até onde conseguir;
• sentar no chão sem usar o apoio das mãos;
• manter-se sentado, estender e afastar as pernas para os
lados, mantendo a posição com as costas retas;
• levantar sem usar o apoio das mãos;
• correr sem sair do lugar por cerca de 15 segundos.
Você poderá incluir outros movimentos ginásticos que
façam parte do repertório dos estudantes. Após a vivência,
pergunte: como vocês se sentiram quando começaram a se
movimentar? Como está a sua respiração? Como estão seus
músculos? Qual foi a sua impressão ao realizar o primeiro
movimento? Vocês se sentiram motivados a continuar se
movimentando? Estão prontos para fazer uma sequência de
ginástica de condicionamento físico?
52
Professor, apresente os vídeos abaixo e, em seguida, organize
o espaço e os materiais3 para que os estudantes possam
realizar a sequência de movimentos apresentada nos vídeos:
Ginástica de condicionamento
físico – série de exercícios físicos
para adolescentes.
Acesse: [Link]
Ginástica de condicionamento
físico – série de exercícios com
adolescentes.
Acesse: [Link]
Relembre os estudantes dos movimentos apresentados no
vídeo orientando para que explorem cada um deles antes
de realizar a sequência completa. Peça para que prestem
atenção nas mudanças do corpo ao longo da atividade.
Agachamento na parede: afastar
os pés, alinhando-os na direção
dos ombros. Dobrar os joelhos e
agachar até que as coxas fiquem
na posição horizontal, como se
estivesse sentando em uma
cadeira imaginária, mantendo o bumbum e as costas na
parede.
3 É possível utilizar cones ou outros objetos em substituição aos calçados utilizados nos vídeos.
53
Prancha na parede: em pé,
encostar a ponta dos pés em
uma parede e dar um passo
para traz. Projetar o corpo para
frente sem tirar os pés do chão,
mantendo os membros inferiores alinhados com o tronco.
Manter as mãos afastadas para amortecer o impacto na
parede e empurrar o corpo novamente para a posição inicial.
Minhoca: iniciar o movimento
com as mãos e os pés no chão,
próximos um do outro, e os
joelhos estendidos. As mãos vão
caminhar para frente, até que
o corpo todo fique na posição
horizontal. Em seguida, o movimento inverso é realizado.
Prancha com auxílio de
cotovelos: Apoiar a ponta dos
pés, os cotovelos e as mãos no
chão, elevar o tronco e o quadril,
mantendo a coluna reta e
contraindo o abdômen.
Escalador: na posição de
prancha, com os braços
estendidos, flexionar um dos
joelhos, aproximando-o do peito.
Voltar à posição inicial e realizar
54
o mesmo movimento com o outro joelho. Utilizar velocidade
na realização do movimento.
Abdominal com objetos: deitar
no colchonete com a barriga
voltada para cima. Dobrar os
joelhos, apontando-os para
cima, e encostar as solas dos pés
no chão. Movimentar o tronco
para frente, pegar um dos objetos que está ao lado do corpo,
encostar no joelho e colocar no outro lado do corpo.
Salto de sapatos: Posicionar-
se à frente da pilha de
calçados e saltar com os pés
unidos, elevando os joelhos e
amortecendo o impacto no
chão.
Burpees: Iniciar em pé. Agache
e apoie as mãos no chão.
Impulsione as pernas para trás
sem tirar as mãos do chão,
mantendo a coluna reta e a
ponta dos pés no chão (posição
de prancha). Faça uma flexão, aproximando o peito do chão e,
logo em seguida, volte para a posição inicial, em pé, finalizando
o movimento com um salto e com os braços estendidos acima
da cabeça.
Repetir cada exercício por aproximadamente 20 segundos.
55
Adequação metodológica:
O nível de condicionamento físico está diretamente ligado
à frequência e à intensidade de atividade física realizada no
dia a dia. Considerando as singularidades dos estudantes e a
intenção de respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem,
apresentamos uma possibilidade de adequar a sequência de
exercícios apresentada no vídeo “ginástica de condicionamento
físico” série de exercícios físicos para adolescentes”, modificando
alguns exercícios:
Agachamento na parede: ao agachar, a coxa pode ficar na
diagonal entre a parede e o chão, como se estivesse sentando
em uma banqueta alta imaginária, mantendo o bumbum e as
costas na parede.
Prancha na parede: a distância entre o estudante e a parede
pode ser de meio passo.
Minhoca: ao caminhar para frente e para trás com as mãos e
pés no chão, é possível dobrar os joelhos.
Prancha com auxílio de cotovelos: além de utilizar os pés e os
cotovelos, os joelhos também podem ser utilizados para apoiar
o corpo no chão.
Escalador: a velocidade na realização do movimento pode ser
reduzida.
Abdominal com objetos: o objeto pode passar de um lado para
o outro, sem necessariamente, encostar nos joelhos.
Salto de sapatos: o salto pode acontecer com a elevação de um
dos pés e depois o outro. A altura do salto pode ser adaptada de
acordo com a necessidade do estudante.
Burpees: ao agachar e impulsar as pernas para trás, o quadril
pode manter-se alto, sem a necessidade de fazer a posição da
prancha e da flexão.
56
Para analisar
Professor, ao final da atividade, promova uma roda de conversa e
questione os estudantes: como vocês se sentiram fazendo
a sequência de exercícios físicos? O que foi mais fácil e o
que foi mais difícil? O corpo ficou cansado? Ficou quente?
Alguém ficou tremendo? Os batimentos cardíacos ficaram
acelerados? Alguém ficou com sede? Alguém ficou
com preguiça? Vocês já tinham feito alguma sequência
de exercícios físicos como a que exploramos? Todos
conseguiram realizar a atividade da mesma maneira? Por
que somos diferentes? Como devemos agir diante das
diferenças? Você conhece alguém que tem vida sedentária?
Como podemos ajudar essa pessoa a compreender a
importância da atividade física?
Desafio de Cross training
O Cross training utiliza movimentos ginásticos para
desenvolver o condicionamento físico do praticante a
partir da realização de uma série de exercícios físicos que
movimentam o corpo todo. Ao vivenciar o desafio de Cross
training, é possível desenvolver capacidades físicas de forma
individualizada, pois cada estudante poderá fazer os exercícios
na intensidade que seu corpo permitir. Professor, promova a
vivência e a exploração dos seguintes movimentos ginásticos:
Agachamento: afastar os pés, alinhando-os na direção dos ombros,
e dobrar os joelhos como se estivesse sentando em uma cadeira
imaginária. Ao fazer o movimento de descida, as mãos se unem à
frente do queixo.
57
Polichinelo: iniciar o exercício com as pernas afastadas, braços
erguidos e mãos unidas acima da cabeça. Saltar de forma
sincronizada, unindo as pernas e afastando as mãos, deslocando-as
para baixo. Logo em seguida, saltar outra vez, afastando as pernas
e erguendo as mãos acima da cabeça novamente. Não esquecer
de flexionar os joelhos para amortecer o salto.
Abdominal: deitar no colchonete com a barriga voltada para cima.
Dobrar os joelhos, apontando-os para cima, e encostar as solas dos
pés no chão. Com as mãos na nuca, movimentar o tronco para
frente, aproximando-o dos joelhos. Voltar à posição inicial.
Flexão: deitar no colchonete com a barriga voltada para baixo e
apoiar as mãos (alinhadas na direção dos ombros) no chão. Com
os braços esticados e a ponta dos pés no chão, contrair o abdômen
e elevar o tronco e o quadril, mantendo a coluna reta. Flexionar os
cotovelos e aproximar o tronco e o quadril, simultaneamente, do
chão, mantendo a coluna reta. Voltar à posição inicial.
Pular corda: segurar as pontas da corda com as mãos mantendo
a parte central atrás dos calcanhares. Impulsionar a corda
para frente do corpo e saltar quando ela se aproximar dos pés.
Após a exploração, cada estudante poderá vivenciar uma
sequência de movimentos de acordo com a letras do seu
primeiro nome (sem o sobrenome). Pode-se variar a atividade,
explorando a sequência de movimentos, utilizando as letras
do nome completo, o nome de um ou mais colegas, ou,
dependendo do condicionamento físico dos estudantes, uma
frase pequena. A seguir, exemplificamos uma possibilidade
de desafios de Cross training:
Desafios Cross trainnig I - pular corda 10 vezes R - 10 polichinelos
A - 3 agachamentos J - 1 flexão S - 3 agachamentos
B - pular corda 15 vezes K - pular corda 20 vezes T - 5 abdominais
C - 10 polichinelos L - 6 agachamentos U - 1 flexão
D - 5 abdominais M - 5 agachamentos V - 2 flexões
58
E - 5 polichinelos N - pular corda 5 vezes W - 1 flexão
X - pular corda 20
F - 3 abdominais O - 2 abdominais
vezes
G - 2 flexões P - 4 abdominais Y - 2 flexões
H - 6 agachamentos Q - 2 flexões Z - 5 agachamentos
Adequação metodológica:
Exercitar-se pode ser muito
divertido e motivante, mas
alguns estudantes podem
se sentir expostos ou
intimidados por diferentes
motivos.
Por isso, professor, atente-se
para que sejam respeitadas
as individualidades a partir da proposição de encaminhamentos
desafiadores e estimulantes que privilegiem as singularidades
de cada um. Oriente os estudantes para que construam novos
desafios com outros movimentos ginásticos.
Podem ser utilizados movimentos da ginástica aeróbica esportiva,
da ginástica artística, da ginástica rítmica; esses movimentos
podem ser realizados em duplas, com seu apoio ou dos colegas,
com manipulação de materiais utilizando movimentos com
deslocamentos, movimentos de tronco, de membros superiores
e de cabeça ou somente de membros inferiores, entre outras
possibilidades que fazem ou podem vir a fazer parte do repertório
de movimentos ginásticos dos estudantes. Outra possibilidade é
formar grupos e construir composições coreográficas individuais
e coletivas com base nos movimentos explorados no desafio do
cross training.
Para analisar
Professor, ao final da atividade, promova momentos de
autoavaliação, possibilitando aos estudantes expressarem
59
suas impressões e refletirem sobre a prática. Pergunte: como
vocês se sentiram fazendo o desafio de Cross training? O
que foi mais fácil e o que foi mais difícil? Todos conseguiram
realizar os exercícios da mesma maneira? Como é possível
cuidar do próprio corpo? Por que é importante cuidar de si
mesmo e do outro? Vocês acham que é possível melhorar a
saúde? Como? Somos capazes de fazer qualquer atividade
e exercício físico? Crianças, adultos, idosos e pessoas com
deficiência poderiam fazer o desafio de cross training? Quais
movimentos teriam que ser modificados? Como incentivar
as pessoas que moram com você a fazer atividade física?
Por que a ginástica é importante na escola e fora da escola?
Como vocês se sentem quando fazem ginástica?
Ampliando possibilidades
No que se refere às ações estratégicas
atreladas às aulas de Educação Física,
podemos utilizar diversos recursos
pedagógicos, como a produção de
alimentos saudáveis aliando práticas
do cotidiano de maneira criativa e
sustentável, a fim de proporcionar a
apropriação de saberes e práticas
sociais que ampliam o conhecimento
sobre a ginástica, desenvolvendo a
Estudantes participando do consciência corporal e a autonomia
projeto Mãos na Massa na
E. M. Bairro Novo do CAIC dos estudantes.
Guilherme L. B. Sobrinho.
Disponível em: [Link]/
HYWWT. Acesso em: 12 dez.
2022.
60
Professor, inicie a conversa comentando que um hábito
importante para a saúde é manter uma alimentação
adequada e saudável. Explique que os alimentos fornecem
energia para a realização de todas as tarefas da nossa
vida. Alguns alimentos são mais saudáveis e têm muita
energia, além de muitos nutrientes, e alguns não são
saudáveis, apenas têm muitas calorias e poucos nutrientes.
Os estudantes podem ser incentivados a comentar sobre
sua alimentação. Questione-os: o que vocês entendem por
alimentação saudável? O que comeram hoje? Qual é sua
comida preferida? Quem come verduras e legumes todos
os dias? Quais as frutas que já experimentaram? Quem
prepara os alimentos que vocês consomem? Quantos litros
de água vocês costumam ingerir por dia?
Em seguida, apresente o vídeo sugerido abaixo e peça para
que anotem no caderno os ingredientes e o modo de preparo
da receita de sanduíche saudável de ricota. Os estudantes
poderão produzir a receita com os familiares ou até mesmo
na escola. Acesse: [Link]
Sanduíche saudável de ricota. Acervo da Equipe de Educação Física da SME, 2022.
61
Outras receitas saudáveis podem
ser encontradas no Caderno Mãos
na Massa: economia doméstica
para estudantes da Rede Municipal
Educação Física
de Ensino de Curitiba – Educação
1
Física.
Acesse: [Link]
Para saber mais:
Ciências:
Na página do componente curricular Ciências, você
encontrará diversos materiais para trabalhar os
conteúdos relacionados à alimentação humana.
Acesse: [Link]
humana/6275
História:
Na página do componente curricular História, você
encontrará diversas sugestões para trabalhar os
conteúdos relacionados aos modos de se alimentar
em diferentes tempos e espaços, a partir de diferentes
fontes.
Acesse: [Link]
Sites para consulta:
• Ministério da Saúde: [Link]
• Secretaria da Saúde/PR: [Link]
• Secretaria Municipal da Saúde: [Link]
[Link]/
• Saúde esporte sociedade esportiva: [Link]
[Link]/
62
• Plano de ação global para a atividade física 2018 – 2030: https://
[Link]/2020/04/who-nmh-pnd-18.5-por.
pdf
• Política nacional de atenção integral à saúde da criança: http://
[Link]/arquivos/File/Politica_Nacional_de_
Atencao_Integral_a_Saude_da_Crianca_PNAISC.pdf
• Criança e natureza: [Link]
existimos/os-beneficios-de-brincar-ao-ar-livre/
• Pastoral da criança: [Link]
dia-da-crianca/dia-da-crianca-momento-de-interacao-e-de-
cuidado-com-a-obesidade
• Radar da primeira infância: [Link]
[Link]/saude-da-crianca-acompanhamento-crescimento-e-
desenvolvimento-infantil/
• Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome
Metabólica: [Link]
• Guia Alimentar para a População Brasileira: http://
[Link]/images/pdf/2014/novembro/05/
[Link]
• Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde: [Link]
[Link]/
• World Health Organization: [Link]
room/fact-sheets/detail/physical-activity
• Cardápio de brinquedos e brincadeiras: [Link]
br/wp-content/uploads/2019/02/cardapiodebrincadeiras_
web_20161212.pdf
• A criança e a mídia: imagem, educação e participação – UNESCO:
[Link]
• Semana Mundial do Brincar – Guia 2016: http://
[Link]/wp_content/uploads/2016/04/
GuiaSMB_final.pdf
• Aliança pela infância: [Link]
• Rede Nacional Primeira Infância – obesidade na primeira infância:
[Link]
[Link]
63
CICLO IV
a
geir tóri
a
a
n His
es
ra
gu
grafia
Geo
st
rtu
aE
Po
a
gu
átic
ioso
Relig
gua
Lín
em
o
sin
Lín
En
Mat
ica
çã o Fís
ca
du s
iência
E
C
te
Ar
Dança
É imprescindível ponderar, no processo educativo, os princípios
da equidade e da inclusão que são intrínsecos ao Currículo
do Ensino Fundamental de Curitiba, os quais, por sua vez,
legitimam a pluralidade e a diversidade cultural presentes
na escola, com foco no direito de aprendizagem de todos os
estudantes.
Nesse sentido, o ensino na RME de Curitiba está organizado
a partir de ciclos de aprendizagem, que relevam a
heterogeneidade, o direito de aprendizagem de todos e a
consolidação de saberes a partir da pluralidade cultural e
da diversidade, ao longo de um período, que compreende
um ciclo o qual prevê a sistematização de propostas para
que todos possam progredir de acordo com seus ritmos de
aprendizagem.
A organização do ensino em Ciclos de Aprendizagem compreende
que o processo de aprendizagem é contínuo, portanto, refletir,
discutir e propor ações educacionais que oportunizem a todos
os estudantes o direito à aprendizagem é uma necessidade dos
profissionais da escola. (CURITIBA, 2021, p. 10).
Os estudantes do 8.° e 9.° anos estão inseridos no Ciclo IV, e o
trabalho realizado nas aulas de Educação Física, nesse ciclo,
tem como objetivo permitir que os estudantes possam:
Educação Física – Objetivo do Ciclo IV:
Conhecer, explorar, analisar e transformar as diversas práticas
corporais, por meio dos conteúdos de ginástica, dança, lutas,
esportes, jogos e brincadeiras, compreendendo e confrontando
as propostas de cooperação e competição, visando a criação de
novas práticas corporais da/na escola, construindo relações de
respeito frente à diversidade, utilizando criatividade na resolução
de problemas e desafios, fruindo, apreciando e significando as
diferentes manifestações corporais como elementos de sua
formação cultural. (CURITIBA, v. 4, 2020b, p. 132).
Destacamos que os eixos estruturantes
do Currículo (ginástica, dança, lutas,
esportes, jogos e brincadeiras) se
traduzem como conhecimentos da
cultura corporal que possuem sentidos
diversificados. Isso significa que os
conhecimentos da área têm relação
com sujeitos que se movimentam a
partir de uma perspectiva cultural, de
um determinado contexto histórico. Dança cubana. Disponível
em: [Link]
com/png-ncelkt/download.
Dessa maneira, existe uma organização html. Acesso em: 19 dez.
curricular que prevê o trabalho com 2022.
eixos e objetivos específicos para cada ano escolar, com
conteúdos que se pautam em conhecimentos culturais,
que se relacionam com a saúde, com o bem-estar e com a
qualidade de vida, com formas de interpretar, de conhecer,
de significar e de ressignificar saberes relacionados com o
corpo em movimento (CURITIBA, v. 4, 2020b).
66
Assim, o planejamento do professor precisa contemplar um
processo de ensino capaz de ampliar conhecimentos e de
articular diálogos entre os conteúdos de cada ano escolar, bem
como, entre os eixos estruturantes, viabilizando a formação
de estudantes que se percebem protagonistas de relações
sociais pelas quais atuará em seus contextos.
O mapa conceitual proposto a seguir
elucida possíveis relações que podem ser
desenvolvidas a partir do eixo: Dança. Cada
mapa pode suscitar reflexões, bem como
pode ser atualizado e incrementado de
acordo com vivências e experiências que
emergem.
Salientamos que, ao utilizar o mapa
Dança cubana. Disponível
conceitual, é fundamental planejar práticas
em: [Link]
[Link]/png-
pedagógicas intencionais, fundamentadas
ncelkt/[Link].
Acesso em: 19 dez. 2022.
a partir dos objetivos do Currículo, relevando
as diversas realidades escolares e o protagonismo estudantil.
Após o mapa conceitual, são apresentadas propostas com
a premissa de contribuir com a organização do trabalho
pedagógico, colaborando com a ampliação dos repertórios
de aprendizagem dos estudantes.
67
Educação Física Escolar – Eixo estruturante Dança
68
Educação Física e dança
O trabalho com a dança se desenvolve, nas aulas de
Educação Física, com o intuito de possibilitar aos estudantes
experiências pautadas na expressão corporal criativa e
inclusiva, contemplando a formação integral, a partir de
confluências e encontros, preconizando o “dançar” como um
saber que é próprio da escola, pois “[...] dançar na escola não é
somente preciso, é também possível” (MARQUES, 2011, p. 16).
A dança é uma das formas mais antigas de expressão do
ser humano e, na atualidade, é conhecida e reconhecida,
principalmente, por conta de interferências midiáticas. Diante
disso, faz-se necessário projetar a dança nas aulas de Educação
Física de forma explícita e criteriosa, enquanto manifestação
corporal historicamente situada.
É importante partir de discussões que envolvam elementos
culturais, estéticos, históricos e sociais que demonstrem a
extensão da dança na sociedade e na história humana, além
de como ela se insere direta ou indiretamente em múltiplos
contextos da vida de todas as pessoas.
Para Darido e Rangel (2005), a mídia é um meio de
comunicação capaz de influenciar significativamente o
modo de pensar e agir das pessoas e expõe, de forma massiva,
coreografias de danças que influenciam e interferem na
maneira como os estudantes podem configurar e apreender
alguns movimentos. Nesse sentido, reiteramos que:
No que tange aos encaminhamentos metodológicos da Educação
Física, reiteramos que a dança se materializa como manifestação
69
corporal da cultura humana a partir de conhecimentos e
possibilidades tanto físicas como culturais e expressivas. Desse
modo, o trabalho compreende a dança no fazer acompanhado
da reflexão crítica acerca das dimensões históricas e culturais,
dos conhecimentos sobre o corpo e possibilidades de apreciação,
comunicação e expressão, por meio de práticas voltadas para a
descoberta e o reconhecimento corporal de si mesmo, nas relações
com o outro e com o espaço. (CURITIBA, v. 4, 2020b, p. 85, grifo nosso).
A dança, como linguagem
corporal, precisa oportunizar
diferentes vivências, por meio
de atividades expressivas, que
ampliem percepções e saberes
AXIS Dance. Disponível em: [Link] inerentes aos movimentos
[Link]/wp-content/uploads/2020/10/
do corpo para que todos os
AXISDanceCompany_DavidDeSilva3-
[Link]. Acesso em: 12 de dez. 2022. estudantes possam construir
referências positivas relacionadas
ao próprio corpo e ao movimento dançante, desconstruindo
estereótipos negativos e estigmas com relação a como se
deve dançar e sobre quem pode dançar.
O trabalho com a dança precisa ser crítico, amplo e diverso,
de cunho transformador e não reprodutor, relacionando-
se com os sentidos, com os significados que os estudantes
atribuem a essa prática e com as possíveis problematizações
que acompanham o universo da dança.
Dança na escola! Dança da escola!
Para iniciar um trabalho com a dança é importante investigar
qual a dimensão do conhecimento que os estudantes possuem
em relação ao assunto, sistematizando informações com vistas
70
a compreender, ponderar e ampliar a multiculturalidade
presente no contexto escolar.
A partir de uma perspectiva multicultural, é possível vislumbrar
como a dança se materializa na comunidade, quais são as
demandas dos estudantes acerca desse conteúdo, analisando
os conhecimentos prévios que eles expõem sobre esse
saber, com o intuito de planejar com foco em aprendizagens
significativas, inserindo novos conhecimentos, e assim,
articulando saberes curriculares e multiculturalismo.
Alguns questionamentos podem nortear a discussão:
• O que é dança?
• Quem pode dançar?
• Onde acontece a dança?
• Onde podemos assistir dança?
• Onde podemos dançar?
• Quais são as danças que vocês
conhecem?
• Qual sua dança preferida? E a sua
música preferida para dançar?
• Quais são os gêneros musicais da
sua playlist?
• Você presta atenção nas letras das
Ingrid Silva. Disponível em: https://
músicas que você ouve? [Link]/wp-content/
uploads/2019/10/15310737535b4254d9a6fda_
1531073753_3x4_rt.jpg-v.
• Existe dança sem música? jpg?quality=60&strip=info
Acesso em: 13 dez. 2022.
71
• O que a dança representa?
• A dança tem sentidos, significados?
• A dança comunica algo?
• Como são criados os movimentos de uma dança?
• Podemos aprender e repetir movimentos das danças que
assistimos e de movimentos coreografados?
• Podemos criar movimentos de dança?
• Existe preconceito no universo da dança? Por quê?
CIA de Dança da APABB. Acervo da equipe de Educação Física da SME. 20224.
Professor, após realizar um debate sobre a temática em
uma conversa inicial, solicite aos estudantes que registrem
suas impressões, de uma maneira que dê visibilidade às
informações. Há a possibilidade de fazer isso utilizando um
modelo de mapa mental, como o exemplo a seguir, em que
os estudantes respondem aos questionamentos nos espaços
em branco.
4 O projeto de dança da APABB foi criado em 2015 com o intuito de proporcionar qualidade de
vida e inclusão das pessoas com deficiência por meio da dança.
72
73
Estudantes pesquisadores
A partir das respostas registradas no mapa mental sugerido,
fixe o material em um local visível para que todos possam
refletir acerca das percepções dos demais. Será possível,
então, propor uma pesquisa no laboratório de informática,
solicitando aos estudantes que investiguem sobre assuntos
colocados em pauta, como por exemplo:
Dança e preconceito – Expressão e comunicação na dança
Estilos de dança – Dança e deficiência – Dança na escola
Professor, na sequência, analise e cogite a possibilidade de
incentivar o grupo a dançar a partir da referência de alguns
tutorias relacionados com danças que emergiram no processo
investigativo e na fala dos estudantes.
Divididos em pequenos grupos,
os estudantes poderão escolher
um estilo de dança, em seguida,
pesquisar e assistir tutoriais para
que possam explorar movimentos
se apropriando das movimentações
e do acervo cultural pertinente às
danças selecionadas.
É importante trazer reflexões Quasar Cia de Dança. Disponível
reiterando que algumas em: [Link]
br/2018/10/29/sesc-gravatai-recebe-
características e movimentos são espetaculo-de-danca-o-que-ainda-
peculiares e pertencem à cultura guardo/. Acesso em: 13 dez. 2022.
de determinados estilos de dança,
caracterizando-os. Nesse sentido, é importante também
ressaltar a importância dos processos criativos na dança e na
74
construção de uma coreografia, mesmo que existam passos
específicos que a caracterizam.
Entre passos e passinhos
Funk carioca
Bases do Passinho: Tutorial com Hugo Oliveira.
Acesse: [Link]
Samba
Como sambar – 5 passos para aprender como
sambar no pé.
Acesse: [Link]
Aprenda como dançar – 1 passo simples de Samba
#shorts.
Acesse: [Link]
Tango
Tango – Aula 1.
Acesse: [Link]
Frevo
Aprenda a dançar frevo – Passo 1 – ponta de pé e
calcanhar.
Acesse: [Link]
Canal Frevo Online.
Acesse: [Link]
75
Após a experimentação, instigue o grupo a pensar sobre o
assunto, questionando-os: como cada dança surgiu? Quais
são as principais transformações que ocorreram ao longo
do tempo do mundo da dança? Quais são os elementos
constitutivos da dança? Qual a relação entre a vida cotidiana
e a dança de ontem e de hoje? Por que preferimos dançar
este ou aquele estilo de dança?
Sugestões de vídeo:
Linha do Tempo da História da Dança.
Acesse: [Link]
Como surgiu a Dança?! #1 Pré História, Egito,
Grécia e Índia!
Acesse: [Link]
Desafio de dança:
Afinal, podemos dançar para além de passos e coreografias prontas, tendo
como referência ideias, emoções, situações do dia a dia da nossa vida? É
possível transmitir informações quando dançamos?
Cia. Artesões do Corpo – Dança-teatro. Disponível em: [Link]
teatro-ou-teatro-danca/. Acesso em: 19 dez. 2022.
76
Contextualizando a dança-teatro
Professor, após a discussão, experimentação e pesquisa em
torno da dança e suas tendências, sentidos e apropriações,
apresente para o grupo a dança-teatro e contextualize fazendo
uma analogia com a dança na atualidade.
Questione o grupo sobre como percebem a dança hoje, se há
reprodução incessante de danças e “dancinhas”, e se existe
processo criativo com base nas memórias e nas experiências
de cada dançarino.
Explique que a dança-teatro emergiu tencionando espaços
para criatividade, para diversidade de movimentos e para
relações humanas que poderiam ser exteriorizadas por meio
de gestos e movimentos de dança.
De acordo com Silveira (2009), o termo dança-teatro foi
utilizado, de início, pelo teórico da dança Rudolph Laban, nos
anos 20, e por isso ele é considerado um dos precursores da
dança-teatro. Para Laban, essa dança era uma nova forma
de arte, um novo gênero que surgia, em que o movimento
por si só era o principal elemento da dança; o restante seria
secundário, como a música ou o figurino.
Outro grande nome relacionado com a dança-teatro é o
da coreógrafa e dançarina Pina Bausch, que, na década de
70, desenvolveu um método de perguntas e respostas para
serem utilizadas nas aulas de dança da sua companhia, a
Wuppertal Tanztheater. Durante as aulas e nos processos
coreográficos, planejava inúmeras questões, envolvendo
diferentes assuntos, como a história de vida e as lembranças
dos bailarinos: o que será que estamos sempre esperando?
77
De onde vem essa necessidade de ansiar por algo? Para
responder às perguntas, os dançarinos poderiam se valer de
diferentes criações, utilizando movimento ou voz, ou ambos
(KATZ, 2009).
Na dança-teatro, existe um significado para os movimentos,
de modo que, para se movimentar, deve haver um contexto
por detrás, e o movimento é o alicerce. É necessário que haja
uma motivação e um sentido para criar, para contar algo com
o corpo.
A dança-teatro se caracteriza por:
• Explorar situações de contextos sociais reais.
• Apresentar obras coreográficas em diferentes espaços
(teatro, praça, rua, parque, museu, shopping, etc.).
• Utilizar multilinguagens.
• Produzir coreografias para provocar reflexões no público.
• Explorar figurinos e cenários de formas peculiares.
• O movimento do corpo é o mais importante e se constrói
com seus significados.
Para saber mais – Sugestões de vídeos:
Dança Abstrata, Dança-Teatro e
Dança Contemporânea.
Acesse: [Link]
Pina - Official 3D Trailer 2011 (HD).
Acesse: [Link]
78
Para saber mais – Sugestões de vídeos:
Tanztheater Wuppertal Pina Bausch – Masurca Fogo –
Trailer (Sadler’s Wells).
Acesse: [Link]
Kingdom. Scottish Dance Theatre.
Acesse: [Link]
Revival Time from the AMDA Dance Concert Living
Gallery.
Acesse: [Link]
Conheça mais sobre dança-teatro no Brasil:
Cia. Artesãos do Corpo / Dança-Teatro
– utilizando o palco e locais não
convencionais como espaços de
atuação, a companhia desenvolve
uma pesquisa focada na diluição
das fronteiras entre dança-teatro
e performance e na investigação
urbano coreográfica dos processos de
influência, alteração e diálogo entre o Sobre o começo ou o fim. Disponível
corpo e a cidade. em: [Link]
site/ Acesso em: 19 dez. 2022.
Acesse: [Link]
79
Trupe dos quatro – cia gaúcha de
dança-teatro contemporânea que,
em seus trabalhos, desenvolve um
vocabulário de movimento e gesto
que busca sintetizar, em seus
diferentes corpos, formas de
Caminhos InComuns. Disponível em: expressão para além do provável.
[Link]
Acesso em: 19 dez. 2022.
Acesse: [Link]
Dança-teatro da escola
O trabalho com a dança-teatro “da escola” parte, justamente, da
escola. Ou seja, é permeado pelas possibilidades relacionadas
com o contexto escolar, com os espaços físicos a serem
utilizados, com o contexto social e cultural dos estudantes,
que dará forma para as experiências de movimentação
corporal propostas e precisará se concretizar como processo
intencional e centrado no movimento do corpo, na expressão
e na comunicação.
É importante, professor, que as aulas envolvam proposições
a serem experimentadas, com atividades que permitam
aos estudantes produzir, como protagonistas, um processo
coreográfico criativo com foco na essência e nos elementos
diferenciados da dança-teatro.
Dança em cena
Atividades que envolvem deslocamentos, equilíbrios, níveis,
saltos, permitem a exploração de um ambiente cênico por
80
meio de movimentações variadas, geram interação entre o
grupo e comunicação intencional entre os estudantes. Assim,
proponha experimentações diversificadas, utilizando músicas
com diferentes ritmos, encenação, diálogos, textos, imagens,
etc.
• Deslocar-se no espaço de diferentes maneiras (frente, lado,
atrás, calcanhares, ponta dos pés, com joelhos flexionados,
desviando de obstáculos, etc.).
• Deslocar-se no espaço em diferentes direções e, cada
vez que alguém tocar nas costas de um colega, ele deve
permanecer parado até que alguém toque um de seus
ombros indicando a direção que irá seguir.
• Deslocar-se no espaço perseguindo um colega, que precisa
se desvencilhar da perseguição.
• Deslocar-se no espaço equilibrando uma tampinha na
cabeça e, caso ela caia, o estudante precisa permanecer
parado até que todos estejam parados.
• Deslocar-se no espaço atentos à movimentação dos
demais, pois quando alguém no grupo parar de se deslocar,
todos devem parar no mesmo momento e quando alguém
recomeçar a movimentação, todos recomeçam.
• Deslocar-se no espaço e contar em voz alta até 10, de forma
aleatória. Quando duas pessoas falarem ao mesmo tempo,
a contagem volta para o começo.
• Deslocar-se no espaço e, quando um nome for chamado,
o estudante faz um “passo” de dança e chama outro nome.
81
Os demais seguem se deslocando conforme solicitado até que
todos os nomes tenham sido chamados.
Adequação metodológica:
Há, no universo do corpo em movimento e consequentemente no
universo da dança, uma tendência para que sejam privilegiados
e determinados padrões estéticos de beleza. Nesse sentido, é
importante promover discussões que possam desconstruir
conceitos impostos pela mídia e por contextos dominantes.
Por isso, professor, é importante que haja sensibilidade para
incluir o elemento lúdico, como causador de desprendimento e
autoconhecimento.
Caixa de impressões
Para conhecer as impressões, ansiedades, representações
e conquistas dos estudantes, é interessante permitir que
façam também registros escritos de suas emoções, sugestões
e dificuldades para serem colocadas dentro de uma caixa,
denominada caixa de impressões.
Algumas questões não são facilmente expostas para um grande
grupo e podem ser fundamentais para que o professor adeque
seu planejamento, de modo que cada estudante seja percebido
a partir de si mesmo.
Leitura para o professor:
A aparência corporal tem sido percebida como algo
extremamente importante para nossa sociedade, e a maneira
como ela é exposta e explorada pela mídia é inquietante, pois é
encarada como produto que determina os padrões de corpo a
serem seguidos.
Artigo: Uso das redes sociais, imagem corporal e influência da
mídia em acadêmicos dos cursos de educação física.
Acesse: [Link]
82
Improvisação
Atividades que envolvem improvisação em dança possibilitam
desestabilizar o que já é modelo estabelecido e simples
reprodução, permitindo novas combinações e demandando
criação. Ao estabelecer novas situações e propor “gatilhos”
que gerem desafios de dança para os estudantes, eles se
veem obrigados a reorganizar suas experiências para utilizar
no contexto proposto que se materializa como um laboratório
de criação em expressão corporal (MARTINS, 2002).
História coletiva: um estudante inicia contando uma história
que pode ser conhecida ou inventada. Em determinado
momento, outro estudante é escolhido para continuar
imediatamente a partir de onde a história parou, mesmo que
seja no meio de uma palavra. Sugere-se ao professor que seja
feita a gravação das histórias para que posteriormente seja
possível explorar a narrativa por meio de movimentos e outras
intervenções.
Construção coletiva: cada estudante recebe um número
de 1 a 5 e todos passam a se deslocar no espaço de
formas variadas, até que um número chamado deverá criar
coletivamente um objeto (aspirador de pó), um passo de
dança (samba), uma cena específica (pessoas acometidas pela
enchente), etc., enquanto os demais apreciam e analisam.
Uma cena em movimento: utilize gêneros textuais variados
e divida a turma em pequenos grupos. Cada grupo receberá
um texto para que possa interpretar para os colegas as
informações nele, como uma apresentação.
83
Isso não é o que parece: separe um objeto, como por
exemplo um tecido (fronha, toalha, pano de prato), e solicite
a cada estudante que crie uma situação dizendo “isso não é
um tecido, isso é...” uma ponte! Representando em seguida o
objeto que mencionou. O estudante seguinte dirá: “isso não é
um tecido, não é uma ponte, isso é...” e assim por diante, todos
tem a chance de improvisar.
Dançando imagens: apresente, aos estudantes, imagens de
contextos de dança diversificados e proponha que, ao som
de música, movimentem-se tendo como referência os elementos
que são visualmente percebidos. Que movimentos têm
relação com cada uma das imagens?
K-pop. Disponível em: [Link] Nome. Disponível em: [Link]
[Link]/akibaspace/media/2018/08/ br/fotografia/2018/09/20/15374835045
[Link] . Acesso em: 19 dez. ba422f064d83_1537483504_3x2_rt.jpg.
2022. Acesso em: 19 dez. 2022
Mazaka Kids. [Link] Dança ucraniana. Disponível em:
ac/05/45/ac05453cb1765e33f775cf43e477e [Link]
[Link]. Acesso em: 19 dez. 2022. content/uploads/2011/05/solovey.
jpg. Acesso em: 19 dez. 2022.
84
Dança, cotidiano e tecnologia
Quem é você? Quem sou eu?
Nesta proposta, instigue os estudantes a refletirem sobre as
suas ações cotidianas e sobre como reproduzimos movimentos,
diariamente, que nos levam a diferentes caminhos. Cada
pessoa tem maneiras diferentes de agir em todos os instantes
da vida.
Suscite a possibilidade de reorganizar essas experiências de
movimento combinando-as de forma diferenciada, ou seja,
mudando a sequência e tornando incomum as situações
diárias que são tão comuns.
Em duplas, cada estudante fará uma relação com cerca de
3 ações diárias da rotina que realiza, como por exemplo:
levantar da cama, escovar os dentes, amarrar o sapato,
cumprimentar uma pessoa, pentear o cabelo, lavar roupas,
varrer a casa, jogar vídeo game, tomar café, jogar bola,
arrumar a cama, dançar, etc.
Em seguida, cada colega irá filmar a sua dupla realizando
a sequência de ações e o vídeo será editado com o uso do
aplicativo CapCut.
CapCut é um app que permite a edição de vídeos de muitas
formas, podendo, inclusive, transformá-lo dando a ele a
característica de reverso, ou seja, as ações serão vistas de trás
para frente, como um vídeo rebobinado.
Desafie os estudantes para que realizem os movimentos
reversos após assistirem à movimentação produzida pelo
85
aplicativo e a analisarem. Instigue-os a construir uma
coreografia de dança-teatro a partir da reflexão: a rotina pode
ser percebida de formas diferentes? Existem acontecimentos
e situações de vida que também necessitam de percepções
que vão além do que está diante dos nossos olhos?
Organize uma mostra de
dança que utilize ao mesmo
a movimentação corporal
e a transmissão dos vídeos
para que possam apreciar e
analisar as construções dos
Água – Pina Bausch. Disponível em: https://
colegas em uma perspectiva [Link]/incoming/4280251-2f7-3c2/
w976h550-PROP/[Link].
de multilinguagens. Acesso em: 19 dez. 2022.
Após a construção do material, questione o grupo: como
percebem a transformação ocorrida nas ações? A rotina
pode ser percebida a partir de diferentes pontos de vista?
Podemos utilizar nossas experiências para fazer novas
conexões, criações e aprender de forma criativa?
Para saber mais – Ideias sobre vídeo reverso:
Best reverse video ever!?!
Acesse: [Link]
watch?v=0fxjO93TcGk
This is the best reverse video I
ever made!
Acesse: [Link]
watch?v=H4mpMKJFN_E
86
Best reverse video ideas.
Acesse: [Link]
watch?v=H2AQgMixCMw
This reverse video is the best!
Acesse: [Link]
watch?v=FC4RgefY1i4
Cabe ressaltar, professor, que as
sugestões apresentadas precisam
ser aprofundadas e confrontadas
com momentos de análise e
reflexão. Todas as propostas se
inserem no cenário da dança e
podem ser amplamente exploradas Convite ao Olhar. Disponível em:
[Link]
de diferentes maneiras, delineando noticia/4944/danca-com-elastico-
vai-encantar-joacaba-e-treze-tilias
percursos que culminem em Acesso em: 19 dez. 2022.
processos coreográficos que
possam ser contemplados.
Cada atividade pode ser influenciada por conhecimentos
e ideias sugeridas pelos estudantes, podendo ser
fragmentadas, e reconfiguradas sob diferentes proposições.
Cada encaminhamento metodológico planejado exigirá
pesquisa, aperfeiçoamento e abordagem cultural, pois o
conteúdo dança se constrói para ampliar panoramas em um
viés significativo e sistematizado. As práticas precisam inspirar
um “fazer dança”, considerando reflexões que são inerentes ao
reconhecimento das diferenças culturais e ao protagonismo
estudantil.
87
88
REFERÊNCIAS
ALVES, Alceli Ribeiro; BRANDENBURG, Elena Justen. Cidades
educadoras: um olhar acerca da cidade que educa. Curitiba:
Intersaberes, 2018.
BACICH, Lilian; MORAN, José. (Org.). Metodologias ativas para
uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática.
Porto Alegre: Penso, 2018. Disponível em: [Link]
[Link]/wp-content/uploads/2020/08/Metodologias-Ativas-
[Link]. Acesso
em: 11 nov. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
Curricular. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://
b a s e n a c i o n a l co m u m . m e c .g ov. b r/ i m a g e s / B N CC _ E I _
EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 16 dez. 2022.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da
Educação. Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com
a BNCC da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba -
1.º ao 9.° ano. v. 1 – Princípios e Fundamentos. Curitiba: SME,
2020a.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da
Educação. Currículo do Ensino Fundamental: Diálogos com
a BNCC da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba - 1.º
ao 9.° ano. v. 4 - Linguagens - Educação Física. Curitiba: SME,
2020b.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da
Educação. Caderno Pedagógico de Unidades Curriculares
de Transição 2020 – 2021 – Educação Física – Anos Finais.
Curitiba: SME, 2021. Disponível em: [Link]
[Link]/2021/6/pdf/[Link]. Acesso em 19 nov.
2022.
DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, Irene Conceição Andrade.
Educação Física na escola: implicações para a prática
pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
DEMO, Pedro; SILVA, Renan Antônio da. Protagonismo
estudantil. In: Revista ORG & DEMO, v. 21, n. 1, p. 71-92, 2020.
Disponível em: [Link]
orgdemo/article/view/10685 Acesso em: 11 nov. 2022.
FURLAN, Maria Inês Carlin. Avaliação da aprendizagem
escolar: convergências e divergências. São Paulo: Annablume,
2007.
KATZ, Helena. Pina Bausch: dançando o passado como
presente. In: BARDER, Wolfgang; ALMEIDA, Jorge de (Org.).
O pensamento alemão do século XX. Goethe Institute: São
Paulo, 2009.
MARQUES, Isabel A. Ensino de dança hoje: textos e contextos.
6. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MARTINS, Cleide. Improvisação dança cognição: os processos
de comunicação no corpo. Tese (Doutorado em Comunicação
e semiótica). PUC-SP. São Paulo, 2002. Disponível em: https://
[Link]/bitstream/handle/18398/1/Cleide%20
[Link] Acesso em: 19 dez. 2022.
SANTOS, Bruno Freitas. O multiculturalismo na educação.
Margens - Revista Interdisciplinar. v. 14. n. 22. (p. 88-100),
Pará, 2020. Disponível em: [Link]
php/revistamargens/article/view/9647/6801 Acesso em: 11 nov.
2022.
SILVEIRA, Juliana Carvalho Franco da. Contextualização
da dança-teatro de Pina Bausch. Porto Alegre: Cena em
Movimento, 2009. Disponível em: [Link]
[Link]/cenamov/article/view/21603/12437 Acesso em: 12
dez. 2022.
SOUZA, Emerson Renan Berger de. Educação do homem
desde a corporeidade em Merleau-Ponty: o caráter
pedagógico da cultura corporal. 2016. 78 f. Dissertação
(Mestrado em Educação) – UCS. Caxias do Sul, 2016.
Disponível em: [Link]
handle/11338/4590/Dissertacao%20Emerson%20Renan%20
Berger%20de%[Link] ?sequence=1&isAllowed=y.
Acesso em: 11 nov. 2022.
VOLKWEISS, Anelise; MENDES DE LIMA, Vanessa;
RAMOS, Maurivan Güntzel; FERRARO, José Luís Schifino.
Protagonismo e participação do estudante: desafios e
possibilidades. Educação por escrito, v. 10, n. 1, Porto Alegre,
2019.
FICHA TÉCNICA
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL
Simone Zampier da Silva
Gerência de Currículo
Luciana Zaidan Pereira
Equipe Pedagógica da Gerência de Currículo
Franciele Sant Ana Loboda
Pamela Zibe Manosso Perussi
Viviane da Cruz Leal Nunes
Equipe da Gerência de Currículo
Ana Carolina Furis
Ana Paula Ribeiro
Andrea Borowski Gomes
Angela Cristina Cavichiolo Bussmann
Cristiane Lopuch Nogueira
Déa Maria de Oliveira Aguiar
Dircélia Maria Soares de Oliveira Cassins
Fabiola Berwanger
Fernanda Fernandes
Fernanda Setenareski Magrin
Franciane Cristina da Silva Souza
Giselia dos Santos de Melo
Janaina Aparecida Rabelo de Almeida
Janaína Frantz Boschilia
Justina Inês Carbonera Motter Maccarini
Karin Willms
Kelly Cristhine Wisniewski de Almeida Colleti
Lígia Marcelino Krelling
Lucimara Fabricio
Marcos Roberto dos Santos
Paula Francielle Domingues
Rosângela Maria Baiardi de Deus
Rosimeri de Souza Lima
Taís Grein
Taniele Loss
Thiago Luiz Ferreira
Vagner Ferreira de Oliveira
Vanessa Marfut de Assis
Elaboração
Fabiola Berwanger
Vanessa Marfut de Assis
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL
Andressa Woellner Duarte Pereira
NÚCLEO DE MÍDIAS EDUCACIONAIS
Haudrey Fernanda Bronner Foltran Cordeiro
Projeto Gráfico
Ivanete Isidio de Souza
Diagramação
Nadyne Bertanoli
Revisão de Língua Portuguesa
Rita de Cassia Dias Fonseca
2021