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Derivadas 2º Semestre

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Tema 1: Cálculo diferencial em R

1 Cálculo Diferencial. Taxas de variação. Conceito de derivada. Interpretação


geométrica da derivada. Regras de derivação de funções. Derivadas de 2a ordem e
de ordem superior. Problemas de aplicação.
2 Aplicação das derivadas no estudo das funções em R. Cálculo de máximos e
mínimos. Intervalos de monotonia. Concavidade. Pontos de inflexão. Assímptotas.
3 Aplicação das Derivadas nas áreas de Matemática, Economia e de Gestão.
Teoremas sobre funções diferenciáveis. Teorema de valor médio. Problemas de
optimização. Funções Marginais. Custo Marginal. Receita Marginal. Lucro
Marginal. Custo Médio e Receita Média. Custo Médio Marginal. Elasticidade-
preço da Demanda. Elasticidade – renda da Demanda. Relação entre Receita e
Elasticidade-preço da Demanda.

Considerações Teóricas
1.1. Conceito de derivada. Interpretação geométrica da derivada.
Sejam y = f(x) uma função real de variável real definida em ]a, b[ e x0 ] a, b[.

f ( x0  x)  f ( x0 )
A razão chama-se razão incremental ( ao acréscimo x da variável
x
independente correspondente o acréscimo f ( x0  x)  f ( x0 ) da função).
A derivada da função no ponto x0, f ´(x0 ) é o limite,
se existir, da razão incremental quando x tende
para zero

f ( x0  x)  f ( x0 )
f ´(x0 )  lim
x  0 x

Geometricamente f ´(x0 ) é o declive da recta


tangente ao gráfico da função no ponto P é a posição
limite da secante PP’ quando P’ tende para P,
deslocando-se sobre a curva.

Equação da tangente à curva no ponto (x0, y0)

y  y0  f ´(x0 ) . x  x0 

Equação da normal à curva no ponto (x0, y0)


y  y0  
1
 x  x0 
f ( x0 )
A derivada de uma função num ponto pode ser finita ou infinita.
Uma função diz-se diferenciável num ponto se tiver derivada finita nesse ponto, e
diferenciável num intervalo ]a, b[ se tiver derivada finita em todos os pontos do
intervalo.

1
Exemplo 1: Considere a função f ( x)  :
x2
a) Calcule a derivada de f no ponto x = 1.

Resolução:
1 1

f ( x0  x)  f ( x0 ) x  x  2 x0  2
a) f ´(x0 )  lim = lim 0 =
x  0 x x  0 x
x 0  2  x 0  x  2  x
= lim = lim =
x  0 x  x  2  x  x  2  x  x x  2  x  x  2 
0 0 0 0
1 1
= lim 
x  0  x  2  x  x  2   x 0  2 2
0 0

1
No ponto x = 1  f ' (1)    1
1  22

3
Exemplo 2: Considere a função 𝑓(𝑥) = √3𝑥 − 1.

a) Usando a definição, calcule a derivada da função.

a)
3
𝑓(𝑥0 +∆𝑥)−𝑓(𝑥0 ) √3(𝑥0 +∆𝑥)−1− 3√3𝑥0 −1
𝑓 ′ (𝑥0 ) = lim∆𝑥→0 = lim∆𝑥→0 =
∆𝑥 ∆𝑥
3
0 √3(𝑥0 +∆𝑥)−1− 3√3𝑥0 −1
|0| lim∆𝑥→0 =
∆𝑥
3
( √3(𝑥0 +∆𝑥)−1)3 −( 3√3𝑥0 −1)3
lim∆𝑥→0 3 3 =
∆𝑥.[( √3(𝑥0 +∆𝑥)−1)2 + √3(𝑥0 +∆𝑥)−1. 3√3𝑥0 −1+( 3√3𝑥0 −1)2 ]
3𝑥0 +3∆𝑥−1−3𝑥0 +1
lim∆𝑥→0 3 3 =
∆𝑥.[( √3(𝑥0 +∆𝑥)−1)2 + √3(𝑥0 +∆𝑥)−1. 3√3𝑥0 −1+( 3√3𝑥0 −1)2 ]
3 1
lim∆𝑥→0 3 3 3 3 = 3 = 𝑓′(𝑥0 )
[( √3(𝑥0 +∆𝑥)−1)2 + √3(𝑥 0 +∆𝑥)−1. √3𝑥0 −1+( √3𝑥0 −1)2 ] √(3𝑥0 −1)2

1.2. Regras de derivação de funções


Seja u = f(x), z = g(x) , y = h(x) e k uma constante
 Derivada da soma
u  z  y  u  z  y
 Derivada do produto de uma função por uma constante
u  kz  u   kz 
 Derivada de um produto
u  z  y  u   z y  z y 
 Derivada de um quociente
z z y  z y 
u  u 
y y2

1.3. Derivadas de funções elementares

i) Se f ( x)  k  f ( x)  0 (k é uma constante)
ii) Se f ( x)  x n  f ( x)  nx n 1
1 1
iii) Se f ( x)   f ( x)   2
x x
p
iv) Se f ( x)  n x p  f ' ( x) 
nn x n p
1
v) Se f ( x)  x  f ( x) 
2 x
vi) Se f ( x)  senx  f ( x)  cos x
vii) Se f ( x)  cos x  f ( x)   senx
1
viii) Se f ( x)  tgx  f ( x) 
cos2 x
1
ix) Se f ( x)  cot gx  f ( x)  
sen 2 x
1
x) Se f ( x)  arcsenx  f ' ( x)  ( x  1)
1 x2
1
xi) Se f ( x)  arccos x  f ' ( x)   ( x  1)
1 x2
1
xii) Se f ( x)  arctgx  f ' ( x) 
1 x2
1
xiii) Se f ( x)  arcctgx  f ' ( x)  
1 x2
xiv) Se f ( x)  a x  f ( x)  a x ln a , (a  0 e a 1)
xv) Se f ( x)  e x  f ( x)  e x
1
xvi) Se f ( x)  ln x  f ' ( x) 
x
1
xvii) Se f ( x)  log b x  f ( x)  , (b  0 e b  1)
x ln b

Exemplos: Calcule a derivada das seguintes funções:


3x  5
a) f(x) = x + 2 b) g(x) = 2x7 c) h( x)  d) m( x)  e x senx
x 1
Resolução:

a) f’(x) = 1 + 0 = 1
b) g’(x) = 2. 7x7-1=14x6

3x  5' x 1  x 1' 3x  5 3x 1 13x  5 3x  3  3x  5


c) h' ( x)  = = =
x 12 x 12 x 12
8
=
x 12

d) m' ( x)  e x ' senx  e x senx '  e x senx  e x cos x  e x senx  cos x 


e)

1.4. Derivadas de funções compostas

Seja a função composta y  h( x)   f  g ( x)  f g  x  ,sendo g derivável em relação a


x e f derivável em relação a g(x), então: h ( x)  f g  x   g ( x) .
dy dy du
Considerando u = g(x) e y = f(u), temos:   Chamada regra da cadeia.
dx du dx
Exemplo:Determine a derivada das seguintes funções:
1
a) y  e x
2
b) y  sen( x 3  5 x) c) n(x) = ln(3x – 5)

Resolução:
1
a) y  e x
2

 dy u
 y  e  e
u

du dy dy du dy x 2  1
  e  2 x  2 xe x  1
2

 ; , logo
u  x 2  1  du dx du dx dx
 2x
 dx

b) y  sen( x 3  5 x)
 dy
 y  sen u  du  cosu
 ;
u  x 3  5 x  du  3x 2  5
 dx
 cosx 3  5 x   3x 2  5  3x 2  5cosx 3  5 x 
dy
dx
b) n' ( x) 
1
3x  5' = 3
3x  5 3x  5

1.5. Derivadas de 2a ordem e de ordem superior


Seja y = f(x) uma função diferenciável de x. Chamemos sua derivada de primeira a
derivada da função (ou derivada primeira). Se a derivada primeira for deferenciável, sua
derivada é chamada derivada segunda da função original e é denotada por um dos
d2y
símbolos , y  ou f (x) .
dx 2
Por sua vez, a derivada da derivada segunda é chamada derivada terceira da função e é
d3y
denotada por um dos símbolos , y  ou f (x) . E assim em diante.
dx 3
N.B. A derivada de uma função de uma dada ordem em um ponto pode existir somente
quando a função e todas as derivadas de ordem menor são diferenciáveis neste ponto.

Exemplo: Determine a derivada quarta da seguinte função: y  x 3  2 x 2  7 x  18


dy d2y d3y d4y
 3x  4 x  7 ;
2
 6x  4 ; 6 0
dx dx 2 dx 3 dx 4
Obs: Todas as derivadas de ordem superior a 4 existem e são nulas.

1.6. Teoremas sobre funções diferenciáveis

Fórmula de Taylor
Se uma função f(x) é contínua e tem derivadas contínuas, incluindo as de grau (n – 1) no
segmento 𝑎 ≤ 𝑥 ≤ 𝑏 (𝑜𝑢 𝑏 ≤ 𝑥 ≤ 𝑎), e que para cada ponto interior do mesmo existe
uma derivada finita 𝑓 𝑛 (𝑥), neste intervalo é justa a fórmula de Taylor:
𝑓′′ (𝑎).(𝑥−𝑎)2 𝑓′ ′′(𝑎).(𝑥−𝑎)3
𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎) + 𝑓 ′ (𝑎). (𝑥 − 𝑎) + + +⋯+
2! 3!
𝑓𝑛−1 (𝑎).(𝑥−𝑎)𝑛−1 𝑓′ ′′(𝜀).(𝑥−𝑎)𝑛
(𝑛−1)!
+
𝑛!
Onde 𝜀 = 𝑎 + 𝜃(𝑥 − 𝑎) 𝑒 0 < 𝜃 < 1

No caso partucular, quando a = 0 teremos a fórmula de Maclaurin


𝑓′′ (0).(𝑥)2 𝑓′ ′′(0).(𝑥)3 𝑓𝑛−1 (0).(𝑥)𝑛−1
𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑜) + 𝑓 ′ (0). (𝑥) + + + ⋯+ (𝑛−1)!
+
2! 3!
𝑓′ ′′(𝜀).(𝑥)𝑛
𝑛!
Onde 𝜀 = 𝜃𝑥 𝑒 0 < 𝜃 < 1

Exemplos:

1. Desenvolver o polinímio 𝑓(𝑥) = 𝑥 4 + 5𝑥 3 − 𝑥 2 − 2𝑥 + 10 em potências


de (𝑥 + 1).

𝑥 = −1 = 𝑎 𝑓(−1) = 7 𝑓 ′ (𝑥) = 4𝑥 3 − 3𝑥 2 + 8𝑥 + 2 𝑓 ′ (−1) = −13

𝑓 ′′ (𝑥) = 12𝑥 2 + 15𝑥 ± 2𝑥 − 2 𝑓 ′′ (−1) = 11 𝑓 ′′′ (𝑥)


= 24𝑥 + 30 𝑓 ′′′ (−1) =
6
𝑓 ′′′′ (𝑥) = 24 𝑓 ′′′′ (−1) = 24

𝑓 ′′ (−1).(𝑥+1)2 𝑓 ′′′ (−1).(𝑥+1)3 𝑓 ′′′′ (−1).(𝑥+1)4


𝑓(𝑥) = 𝑓(−1) + 𝑓 ′ (−1). (𝑥 + 1) + + +
2! 3! 4!

20(𝑥 + 1)2 6(𝑥 + 1)3 24(𝑥 + 1)4


𝑓(𝑥) = 7 + 11(𝑥 + 1) − + +
2! 3! 4!

2. Escreva a fórmula de Taylor para a função 𝑓(𝑥) = 𝑒 3−2𝑥 𝑐𝑜𝑚 𝑎 = 2 𝑒 𝑛 = 2.

𝑓 ′′ (𝑎). (𝑥 − 𝑎)2 𝑓 ′′′ (𝜀). (𝑥 − 𝑎)3


𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎) + 𝑓 ′ (𝑎). (𝑥 − 𝑎) + +
2! 3!
𝑓(2) = 𝑒 3−4 = 𝑒 −1 𝑓 ′ (𝑥) = −2𝑒 3−2𝑥 𝑓 ′ (2) = −2𝑒 −1

𝑓 ′′ (𝑥) = 4𝑒 3−2𝑥 𝑓 ′′ (2) = 4𝑒 −1

𝑓 ′′′ (𝑥) = −8𝑒 3−2𝑥 𝑓 ′′′ (𝜀) = −8𝑒 3−2𝜀

4𝑒 −1 . (𝑥 − 2)2 8𝑒 3−2𝜀 . (𝑥 − 2)3


𝑒 2−𝑥 = 𝑒 −1 − 2𝑒 −1 . (𝑥 − 2) + −
2! 3!
𝜀 = 2 + 𝜃(𝑥 − 2) 𝑒 0<𝜃<1

Teoremas do valor médio

1. Teorema de Rolle
Seja f uma função contínua em [a; b] e derivável em (a; b). Se f(a) = f(b), então existe c
pertencente (a; b) tal que

onde a < c < b

Exemplo: Considere f(x) = sen x, e a = 0, b = π. Então f(a) = f(b). Nesse


𝜋
caso, o ponto c cuja existência é garantida pelo teorema é c = 2

𝜋
De facto, f'(x) = cos x, logo 𝑓 ′ ( 2 ) = 0.
2. Teorema de Lagrange (colorário do Teorema de Rolle)
Seja f uma função contínua em [a; b], derivável em (a; b). Então existe c pertencente (a;
b) tal que

onde a < c < b

Exemplo: Considere por exemplo f(x) = x2 no intervalo [0; 2].

A construção geométrica de C é clara: traçamos a reta paralela a AB, tangente à


parábola. Neste caso a posição do ponto C = (c; f(c)) pode ser calculada explicitamente:

como e como c satisfaz

temos 2c = 2, isto é: c = 1.

3. Teorema de Cauchy
Sejam f (x) e F (x) definidas em um intervalo fechado [a, b] e derivável em (a, b). Se F’
(x) for diferente de zero para todo x ∈ (a, b) então ∃ pelo menos um número real c ∈ (a,
b) :

𝑓(𝑏) − 𝑓(𝑎) 𝑓′(𝑐)


=
𝐹(𝑏) − 𝐹(𝑎) 𝐹′(𝑐)

Onde a < c < b.


Exemplo: Verifique a alidade das condições do teorema de Cauchy para as funções
𝒇(𝑥) = 𝑥 2 + 2 𝑒 𝐹(𝑥) = 𝑥 3 − 1 no segmento [1, 2]
𝐹(2) = 7, 𝐹(1) = 0, 𝑓(2) = 6 𝑒 𝑓(1) = 3 𝐹 ′ (𝑥) = 3𝑥 2 𝑒 𝑓 ′ (𝑥) = 2𝑥

𝑓(𝑏) − 𝑓(𝑎) 𝑓′(𝑐) 6−3 2𝑐 14


= = 2 9𝑐 2 − 14𝑐 = 0 𝑐 =0∨𝑐 =
𝐹(𝑏) − 𝐹(𝑎) 𝐹′(𝑐) 7 − 0 3𝑐 9
14
0 não satisfaz , o valor intermédio é .
9

1.7. Regra de L’Hôspital


Teorema: (Regra de L’Hôspital-Bernoulli) Se f(x) e (x) são infinitamentes
f ( x)
pequenas, ou infinitamentes grandes, quando x  a, isto é, se a razão representa
 ( x)
0 
no ponto x = a uma expressão indeterminada da forma e teremos, que:
0 
f ( x) f ( x)
lim  lim com a condição de que exista o limite desta razão das derivadas.
x  a g ( x) x  a g ( x )

Obs. Esta regra é também, aplicável no caso em que que a = .

sen3 x e x  ex  2x  1 1 
Exemplo: Determine: a) lim b) lim c) lim   2
x0 2x x0 x  senx 
2
x  0 sen x x 
Resolução:
sen3x  0 
a) lim  
x0 2x 0
sen3x 3 cos 3x 3
lim  lim 
x0 2x x0 2 2

e x  e  x  2x  0 
b) lim  
x 0 x  senx 0
x
e  e  2x
x
e x  ex  2 0 e x  ex 0  e x  ex
lim  lim     lim     lim 2
x0 x  senx x  0 1  cos x
 0  x  0 senx  0  x  0 cos x

 1 1 
c) lim        , Reduzindo a fração a um denominador comum,

x  0 sen 2 x x2 
teremos:
 x 2  sen 2 x
 0 2 x  2senx cos x
lim  2      lim =
  0  x  0 2 xsen x  x 2senx cos x
x0 2 2 2
 x sen x
0 2 x  sen 2 x
 0   lim =
  x  0 2 xsen x  x sen 2 x
2 2
2  2 cos 2 x 0
= lim  
x  0 2 sen x  2 x 2 senx cos  2 xsen 2 x  2 x cos x
0
2 2

2  2 cos 2 x
lim =
x  0 2 sen x  4 xsen 2 x  2 x 2 cos x
2

=
4sen 2 x 0
lim  
x  0 4 senx cos x  4 sen 2 x  8 x cos x  4 x cos x  2 x 2 senx
0
8 cos 2 x 8 1
 lim  
x  0 4 cos 2 x  8 cos 2 x  8 cos x  8 xsenx  4 cos x  4 xsenx  4 xsenx  2 x cos x
2
488 4 3

1.8. Intervalos de monotonia e primeira derivada de uma função

Teorema
Seja f uma função contínua em [a, b] e derivável em ]a, b[ .
 Se f’(x) > 0 para todo o intervalo x  ]a, b[, então f é estritamente crescente em [a, b].
 Se f’(x) < 0 para todo o intervalo x  ]a, b[, então f é estritamente decrescente em [a,
b].

Extremos relativos e primeira derivada de uma função

Teorema
Se uma função f é contínua num intervalo fechado [a, b] e tem um máximo ou um
mínimo em c]a, b[ , então f’(c) = 0 ou f’(c) não existe.

Definição: Um número c do domínio de uma função f é um ponto crítico de f se f’(c) =


0 ou f’(c) não existe.

Seja c um ponto crítico de f e f contínua em c:


 Se f ’(x) muda de sinal de positiva para negativa em c, então f(c) é um máximo
relativo.
 Se f ’(x) muda de sinal de negativa para positiva em c, então f(c) é um mínimo
relativo.

Extremos relativos e segunda derivada de uma função

Seja y = f(x) uma função cuja derivada se anula no ponto x = c, isto é, f ’(c) = 0.
Sopunhamos alem disso que a derivada segunda f ’’(x) existe e é contínua numa
vizinhança do ponto c.
Teorema : Seja f ’(c) = 0; então a função tem um máximo no ponto x = c se f ’’(c) < 0,
e um mínimo se f ’’(c)> 0.

 Se no ponto crítico, x = c, f ”(c) = 0, a função pode, ou admitir neste ponto um


máximo ou um mínimo, ou não ter extremo neste ponto. Neste caso o estudo deverá
ser feito segundo o primeiro método.
𝟑
Exemplos: Achar os extremos das funções: 𝒚 = 𝒙𝟑 − 𝟑𝒙 + 𝟑 𝒆 𝒚 = 𝟐𝒙 + 𝟑 √𝒙𝟐

𝑻𝒆𝒔𝒕𝒆 𝒅𝒂 𝟏ª 𝒅𝒆𝒓𝒊𝒗𝒂𝒅𝒂: 𝒚 = 𝒙𝟑 − 𝟑𝒙 + 𝟑 𝒚′ = 𝟑𝒙𝟐 − 𝟑 = 𝟎 𝒙 = ±𝟏

𝑥 −∞ −1 1 +∞
𝑓′(𝑥) + 0 - 0 +
𝑓(𝑥) ↗ 5 ↘ 1 ↗
Máximo (- 1; 5) e Mínimo (1; 1)

𝟑 𝟐
𝑻𝒆𝒔𝒕𝒆 𝒅𝒂 𝟐ª 𝒅𝒆𝒓𝒊𝒗𝒂𝒅𝒂: 𝒚 = 𝟐𝒙 + 𝟑 √𝒙𝟐 𝒚′ = 𝟐 + 𝟑 = 𝟎 𝒙 = −𝟏 𝑦 ′′ =
√𝒙
2 2
− 3 𝑓 ′′ (−1) = − 𝑓(−1) = 1 𝐿𝑜𝑔𝑜 (−1; 1)é 𝑀á𝑥𝑖𝑚𝑜 𝑟𝑒𝑙𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑜𝑢 𝑙𝑜𝑐𝑎𝑙
3𝑥 √𝑥 3

1.9. Problemas de maximização e minimização


1. Determinar as dimensões de um retângulo de perímetro 20 cm e que a área seja
máxima.

𝑃=
2𝑥 + 2𝑦 = 20 𝑦 = 10 − 𝑥 ____________ ___________
20 { ⟹{ ⟹ {𝐴 = 10𝑥 − 𝑥 2 ⟹ {𝐴′ = 10 − 2𝑥 = 0
𝐴 = 𝑥. 𝑦 𝐴 = 𝑥(10 − 𝑥)

𝑥 = 5 𝐴′′ = −2 𝐴′′ (5) < 0 ⟹ 𝑀á𝑥𝑖𝑚𝑜 𝑥 = 5 𝑦 = 10 − 5 = 5.

𝑥 = 5 𝑐𝑚 𝑒 𝑦 = 5 𝑐𝑚 𝑙𝑜𝑔𝑜 é 𝑢𝑚 𝑄𝑢𝑎𝑑𝑟𝑎𝑑𝑜

2. Desejamos fabricar uma caixa com uma folha quadrada de lado “a” cortando
quadrados de lado “x” desconhecido nos quatro cantos da folha. Determinar o
valor de “x” a fim de que a caixa tenha volume máximo.

a a-2x

𝑉 = (𝑎 − 2𝑥)2 . 𝑥 = (𝑎2 − 4𝑎𝑥 + 4𝑥 2 ). 𝑥 = 𝑎2 𝑥 − 4𝑎𝑥 2 + 4𝑥 3

8𝑎 ± √64𝑎2 − 4.12. 𝑎2 𝑎 𝑎
𝑉 ′ = 𝑎2 − 8𝑎𝑥 + 12𝑥 2 = 0 𝑥1,2 = 𝑥1 = 𝑒 𝑥2 =
2.12 2 6
𝑎 𝑎
𝑉 ′′ = −8𝑎 + 24𝑥 𝑉 ′′ ( ) = 4𝑎 > 0 𝑙𝑜𝑔𝑜 é 𝑀í𝑛𝑖𝑚𝑜
2 2
𝑎 𝑎
𝑉 ′′ ( ) = −4𝑎 > 0 𝑙𝑜𝑔𝑜 é 𝑀á𝑥𝑖𝑚𝑜
6 2
𝑎
R: Para que a caixa tenha o volume máximo o valor de x é de .
6

2. Aplicação das derivadas em áreas económicas

Considerações Teóricas
Objectivo: Estudar o significado económico da marginalidade avaliando: o custo
marginal, custo médio, receita marginal, lucro marginal. O conceito de elasticidade
associado ao preço e à procura (demanda) de um produto e a sua relação com a receita,
bem como a elasticidade associada à demanda, etc.

Funções Marginais:
O significado económico da palavra marginal: - Consideremos, por exemplo, que numa
indústria de electrodomésticos, na produção de q unidades de certo tipo de aparelho, o
custo C em dólares foi estudado e pode se estabelecer através da fórmula
C  0.1q 3  18q 2  1500 q  10000 . Nessas condições podemos então responder e
relacionar as respostas das seguintes perguntas:

a) Qual é o custo quando são produzidos 50 aparelhos?


b) Qual é o custo na produção do 51o aparelho?
c) Qual é a taxa de variação do custo em relação à quantidade q  50 ?

Donde, para responder às questões apresentadas temos a seguinte resolução:

Resolução:
a) Para determinar o custo neste caso quando são produzidos 50 aparelhos, basta
substituir q  50 na função custo e obter-se:
C (50)  0,1  (50) 3  18  (50) 2  1500  50  10 000  52 500,00

b) Para determinar o custo na produção do 51o aparelho, como já se sabe qual é o custo
para fabricar 50 aparelhos, basta calcular o custo para fabricar 51 unidades e achar a
diferença dos custos. Assim, teremos:
C (51)  0,1  (51) 3  18  (51) 2  1500  51  10 000  52 947,10 ,
donde
C (51)  C (50)  52 947,10  52 500,00  447,10
ou seja, para a fabricação do 51o aparelho, o custo é de $447,10. Isto é, neste caso,
gastou-se $447,10 por uma unidade.
Este resultado pode ser interpretado doutra maneira dizendo que, no nível de
produção de 50 unidades, o custo adicional para a produção de mais uma unidade é
de $447,10.
c) Para determinar a taxa de variação do custo, em relação a q, quando q  50 , isto é,

C ' (50)  0,3  (50) 2  36  (50)  1500  450 ; significando que a taxa de variação do
custo de produção no nível q  50 é C ' (50)  450 /unidade.
Donde, comparando o valor obtido em b) para a produção do 51 o aparelho, pode
notar-se que esse valor $447,10 é “próximo” da taxa de variação $450,00/unidade
no nível justificado considerando que:

C (51)  C (50) C (50  1)  C (50)


Taxa de Variação    447 ,10
51  50 1

C (50  h)  C (50)
e, se tiver e calculando o limite quando h  0 ter-se-á,
h

C (50  h)  C (50)
C ' (50)  lim  450 / unidade.
h 0 h

Isto significa portanto que o valor $447.10 é uma aproximação deste limite quando se
considera h  1 . A este acréscimo de $447.10 que se verifica na produção de uma
unidade para além das 50 produzidas, é chamado custo marginal ou seja, custo
adicional para a produção de mais um electrodoméstico quando já se produziram 50
electrodomésticos. Este valor pode ser então aproximado pelo cálculo da derivada
C ' (50) . Assim, os economistas, por uma questão prática e pela rapidez nos cálculos,
costumam considerar Custo Marginal, num determinado nível de produção, como a
derivada da função custo num ponto dado. Com efeito, apesar de que no nível q  50 o
resultado não seja exactamente o mesmo, considera-se aqui a aproximação feita e
chamaremos então, Custo Marginal em q  50  C ' (50) .

Tome-se de novo a função custo C  0.1q 3  18q 2  1500 q  10000 e preencha-se a


tabela que se segue e depois calcule-se a diferença entre C (a  1)  C (a) e C ' (a) .

Quantidade Custo Calcular Custo Calcular Custo


Produzida C (a) Marginal por Marginal por
qa [ C (a  1)  C (a) C ' (a)
]
... ... ... ...
50 52 500,00 ? 450,00
51 52 947,00 447,10 ?
... ... ... ...
65 58 912,50 ? 427,50
66 59 341,60 429,10 ?
... ... ... ...
150 167 500,00 ? 2 850,00
151 170 377,10 2 877,10 ?
Ora, para o nível q  65 electrodomésticos tem-se o custo marginal C ' (65)  427,50
que é uma boa aproximação para o custo real (429,10) na produção do 66o
electrodoméstico.

Função Custo Marginal e outras Funções Marginais:


Assim, como foi possível notar, para cada nível de produção tem-se um custo marginal,
o que motiva a determinação da função Custo Marginal. E, em análises feitas em
economia e gestão, define-se a função Custo Marginal, simbolizada por Cmg , como a
derivada da função Custo, isto é, Cmg  C ' (q) . Donde, se tivermos:

C (q)  0.1q 3  18q 2  1500 q  10000 ,


então,
Cmg  C ' (q)  0.3q 2  36q  1500 .

Com este tipo de função, os economistas e os gestores têm o interesse em avaliar como
variam os custos em determinados níveis de produção na medida em que ocorrem
variações nas quantidades produzidas.

Este conceito de custo marginal pode também ser estendido para a análise de outras
funções como: Receita Marginal, Lucro Marginal, Custo Médio Marginal, Produção
Marginal, etc. Assim, formulamos em seguida as correspondentes definições.

Função “Receita Marginal”:


Dá-nos a variação da receita correspondente ao aumento de uma unidade na
venda de um produto. A função Receita Marginal, designada por Rmg , é obtida
pela derivada da Função Receita R(q) e escreve-se: Rmg  R' (q) .

N.B.: A Receita na venda de um produto é dada por R  p  q onde p é o preço


em função da quantidade demandada q.

Função “Lucro Marginal”:


Dá-nos a variação do lucro correspondente ao aumento de uma unidade na venda
de um produto. A função Lucro Marginal, designada por Lmg ou  mg , é obtida
pela derivada da Função Lucro L(q) ou  (q) e escreve-se: Lmg  L' (q) ou
 mg   ' (q) . L(q)=R(q) - C(q)

Função “Custo Médio Marginal’:

A função “Custo Médio”, designada por C m e é obtida dividindo-se a função


C (q)
Custo C (q) pela quantidade q produzida, ou seja, C m e  .
q
A função “Custo Médio Marginal” dá-nos a variação do custo médio de um
produto correspondente ao aumento de uma unidade na produção dele. Esta é
obtida pela derivada da função Custo Médio e escreve-se: Cmemg  C ' me (q)

Função “Produção Marginal”:


Dá-nos a variação da produção correspondente ao aumento de uma unidade na
quantidade de insumos (factor de produção = ou capital; ou mão-de-obra; ou
matéria-prima; etc.), utilizado na produção. A função Produção Marginal,
designada por Pmg é obtida pela derivada da função Produção P(q) e escreve-
se: Pmg  P' (q) .
De forma análoga são também estudadas funções marginais como as funções:
“Propensão Marginal a Consumir”; Propensão Marginal a Poupar.

ELASTICIDADE: Considerações Teóricas

Elasticidade–preço da Demanda
Usa-se para avaliar a “sensibilidade” da demanda em relação às mudanças de preços
dq p
e denota-se por E   e dá-nos aproximadamente a variação percentual da
dp q
demanda mediante o aumento de 1% no preço.

Classificação da Elasticidade–preço da Demanda:

i. Se | E | 1 ; então a demanda é inelástica em relação ao preço, ou seja, a


demanda é pouco “sensível” à variação do preço em um determinado nível.
ii. Se | E | 1; então a demanda é elástica em relação ao preço, isto é, a demanda
é bastante “sensível” à variação do preço em determinado nível.
iii. Se | E | 1; então a demanda tem elasticidade unitária em relação ao preço.

Exemplo/Exercício: A demanda para um certo produto é dada por q  100  5 p , onde o


preço varia no intervalo 0  p  20 .
a) Obtenha a função que dá a elasticidade-preço da demanda para cada preço:
dq p (100  5 p )'. p  5p
{Resolução: E     }
dp q (100  5 p ) 100  5 p
b) Obtenha a elasticidade para os preços p  5 , p  10 e p  15 e interprete as
respostas.
[Sol.: Para p  5  E  0.33 , indicando que, se ocorrer um
aumento de 1% para o preço p  5 , a demanda diminuirá 0.33%
aproximadamente. Para p  10  E  1 , indicando que se
ocorrer um aumento de 1% no preço p  10 , a demanda cairá
1% aproximadamente. Para p  15  E  3 , indicando que se
ocorrer um aumento de 1% no preço p  15 , a demanda cairá
3%, aproximadamente]
=====///=====
Elasticidade–renda da Demanda
A Elasticidade-renda da Demanda mede a sensibilidade da demanda mediante o
aumento em 1% na renda do consumidor. Ora, se a demanda q é uma função da
dq r
renda r, então a elasticidade-renda da Demanda será dada por, E   . Assim,
dr q
como para a maioria dos produtos, a demanda aumenta quando a renda aumenta,
considera-se aqui apenas a elasticidade positiva que pode ser classificada como:

Classificação da Elasticidade–renda da Demanda:

(i) Se E  1; então a demanda é inelástica em relação à renda.


(ii) Se E  1 ; então a demanda é elástica em relação à renda, isto é, a demanda é
bastante “sensível” à variação da renda em determinado nível.
(iii) Se E  1 ; então a demanda tem elasticidade unitária em relação à renda.

=====///=====

Relação entre receita e Elasticidade–preço da Demanda


A partir da elasticidade podemos tirar conclusões a respeito do aumento ou da
diminuição da receita. Para tal, vamos estabelecer a receita como função do preço e
obter a derivada em relação ao preço:

R( p)  p.q
R' ( p)  ( p.q)'  p'.q  p.q'
q
R' ( p )  q  p.q '   (q  p.q ' )
q
q q p
R' ( p )   q  p.q '  q  q   q '
q q q
 p 
R' ( p)  q1  q'  ,
 q 
ou melhor,
 p dq  p dq
R' ( p)  q1    . Sendo  E,
 q dp  q dp
temos,

R ' ( p )  q1  E 

Esta última expressão R ' ( p )  q1  E  usa-se para estabelecer o comportamento da


 q 1  E  . Considerando a
dR
receita a partir dos valores da elasticidade e anota-se
dp
receita como função do preço e E a elasticidade-preço da Demanda ocorrendo num
pequeno aumento no preço, então:

(i) Se | E | 1 ; a receita aumenta.


(ii) Se | E | 1; a receita diminui.
(iii) Se | E | 1; a receita permanece constante.
=====///=====

EXERCÍCIOS:

y
1. Calcule y e :
x
a) y = 2x -3 e x varia de 3,3 a 3,5.
b) y = x2 + 4x e x varia de 0,7 a 0,85.
2
c) y  e x varia de 0,75 a 0,5.
x
4 16
[Sol.: a) 0,4 e 2 ; b) 0,8325 e 5,55 ; c) e  ]
3 3

2. Calcule y se y = x2 - 3x + 5, x = 5 e x   0,01. Qual é então o valor de y


quando x = 4,99?
[Sol.: y = -0,0699; y= 14,9301]

3. A procura de cortes de cabelo CC, numa determinada barbearia, depende do preço p


(em centenas de meticais) e pode ser representada pela função procura,
CC( p)  144  p 2 . Calcule:
a) A taxa de variação media da procura de cortes de cabelo TVMCC resultante da
subida de preço de p  6 (600,00MZN ) para p  8 (800,00 MZN ) ;
b) A taxa media de variação na procura TVMCC, dada uma pequena alteração no
preço a partir de p  6 ;
c) A taxa instantânea de variação na procura de cortes de cabelo TVICC em p  6
.

[Sol.: a) -14; b) 12   p . Considerando p6 , se  p  1,


TVMCC  12  (1)  13 (a procura decresce de 108 para 95 unidades). E, se  p  2
TVMCC  12  (2)  14 (a procura decresce de 108 para 80 unidades, isto , 28
unidades ou 14 unidades em media por cada aumento de 100,00 MZN em p ); c)
TVICC  12 ]

4. Dada a função oferta S ( p)  50 p 2 , calcule:


a) A taxa de variação media da oferta TVMS, quando o preço sobe de p  3
contos para p  5 contos;
b) A taxa de variação media da oferta TMVS, face a uma pequena alteração no
preço a partir de p  3 contos;
c) A taxa de variação instantânea da pferta TVIS no ponto p  3 contos.
[Sol.: a) 400; b) 300  50 p , se p  3 e  p  2 , TMVS  400 ; c) 300.]

5. A partir da definição da derivada, calcule a derivada de cada uma das seguintes


funções:

a) y  4x  3 b) y  4  3x y  x 2  2x  3 1 2x  1
c) d) y e) y
x2 2x  1
1  2x g) y x 1 i) y  1  2x 1
f) y h) y j) y
1  2x x 2x

6. Calcule as derivadas das seguintes funções:

a) y  1 x t2 2  x3  1 
4
d) y  3 sen 2 x
b) s  c) y   3 
3 t 2  2x  1 
x f) y  4tg 5 x 1 h) y  sen3x  cos 2 x
e) y  4 cos g) y  cot g 8 x
2 4
i) 
y  cos 1  x 2  j) y  cos1  x  k)
2
y  sen 2 3x  2 l) y  e5x

m) y  e x y  e sen 3 x y  e  x cos x p) y  e e
3 x
n) o)
q) y  ln 4 x  5 y  ln 3  x 2 1 4 t) y  2 x 2 2  x
r) s) y  2 
2x x

7. Verificar o Teoreme de Rolle para as funções:

a) 𝑦 = 𝑥 2 − 3𝑥 + 2 sobre o segmento [1, 2].

b) 𝑦 = 𝑥 3 + 𝑥 2 − 6𝑥 sobre o segmento [0, 1].

c) 𝑦 = (𝑥 − 1)(𝑥 − 2)(𝑥 − 3) sobre o segmento [1, 3].

d) 𝑦 = 𝑠𝑒𝑛2 𝑥 sobre o segmento [0, 𝜋].

e) 𝑦 = 𝑥 − 𝑥 3 𝑛𝑜 𝑠𝑒𝑔𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 − 1 ≤ 𝑥 ≤ 0 𝑒 0 ≤ 𝑥 ≤ 1
𝜋 𝜋
f) 𝑦 = 𝑐𝑜𝑠 2 𝑥 sobre o seguimento [− , ]. Caso se verifique calcule o valor
4 4
intermédio.

8. A função 𝑓(𝑥) = 4𝑥 3 + 𝑥 2 − 4𝑥 − 1 tem raízes 1 e – 1. Achar a raíz da derivada


𝑓 ′ (𝑥), de que é assunto no teorema de Rolle.
3
9. A função 𝑦 = √(𝑥 − 2)2 nos extremos de [0; 4] tem valores iguais de y. É válida
para esta função o Teorema de Rolle no segmento [0; 4]? Por quê?
5
10. A função 𝑦 = 1 − √𝑥 4 nos extremos de [-1; 1] tem valores iguais de y. É válida
para esta função o Teorema de Rolle no segmento [-1; 1]? Por quê?

11. Verificar a validade das condições do teorema de Lagrange e achar o ponto


4⁄
intermédio correspondente 𝜀 para a função 𝑓(𝑥) = 𝑥 3 no segmento [-1, 1].

12. Verificar a fórmula de Lagrange para a função 𝑦 = 𝑠𝑒𝑛𝑥 sobre o segmento [𝑥1 , 𝑥2 ].

13. Verificar a fórmula de Lagrange para a função 𝑦 = 2𝑥 − 𝑥 2 sobre o segmento [0,


1].

14. Verificar a fórmula de Lagrange para a função 𝑦 = 𝑥 − 𝑥 3 sobre o segmento [-2, 1].

15. Verificar a validade do teorema de Cauchy as funções 𝑓(𝑥) = 𝑠𝑒𝑛𝑥 𝑒 𝐹(𝑥) =


𝜋
𝑐𝑜𝑠𝑥 sobre o segmento[0; 2 ]. Encontre o valor intermédio.

16. Escrever a fórmula de Cauchy para as funções 𝑓(𝑥) = 𝑥 2 𝑒 𝐹(𝑥) = 𝑥 3 , sobre o


segmento [1, 2] e achar 𝜀.

17. Numa empresa de produção de robôs o custo mínimo de produção de cada robô é de
50 USD e o custo máximo é de 250 USD. A expressão para a produção de robôs é de
𝑃(𝑥) = 𝑥 3 − 𝑥 + 50. Para a venda dos robôs aplicar-se-à um preço intermédio do
custo. Quanto deve custar um robô?

18. Numa empresa de produção de robôs o preço de produção é de 𝑓(𝑥) = 10𝑥 2 + 5 e


o preço de comercialização é de 𝐹(𝑥) = 35𝑥 3 − 3. O preço de produção e de
comercialização oscila de 50 à 600 Mt. Qual deve ser o preço intermédio aplicável para
a produção e comercialização?

19. Desenvolver a função 𝑓(𝑥) = 𝑙𝑛𝑥 em potências de 𝑥 − 1 até o termo com (𝑥 − 1)2.

20. Decompor a função 𝑎𝑟𝑐𝑡𝑔𝑥 segundo as potências de 𝑥 − 1, até o termo que


contenha (𝑥 − 1)4 .

21. Decompor o polinómio 𝑥 3 − 5𝑥 2 + 5𝑥 − 2 segundo as potências de 𝑥 − 2.

22. Desenvolver a função 𝑓(𝑥) = 𝑠𝑒𝑛𝑥 em potências de 𝑥 até o termo 𝑥 3 e com 𝑥 5 .

23. Desenvolver a função 𝑓(𝑥) = 𝑒 𝑥 em potências de 𝑥 até o termo com 𝑥 𝑛−1 .

24. Escreva a fórmula de Taylor para a função 𝑓(𝑥) = 𝑒 2−𝑥 𝑐𝑜𝑚 𝑎 = 1 𝑒 𝑛 = 2

25. Escrever a fórmula de Taylor para a função 𝑦 = √𝑥 para 𝑎 = 1 𝑒 𝑛 = 3.

26. Escrever a fórmula de Maclaurin para a função 𝑦 = √1 + 𝑥 para 𝑛 = 2.

27. Calcule os limites seguintes:


x 3  2 x 2  x  2 b) lim ln x
3
√𝑥 2 −2 3√𝑥 +1 x  senx
a) lim c) lim𝑥→1 (𝑥−1)2
d) lim
x 1 x3  7x  6 x  0 cot gx x  x

𝑡𝑔𝑥−𝑠𝑒𝑛𝑥
e) lim𝑥→0  x 1 
f) lim   
ln x 
𝑥−𝑠𝑒𝑛𝑥
x 1 x  1
g) 
𝑥.𝑐𝑜𝑠𝑥−𝑠𝑒𝑛𝑥
lim𝑥→0
𝑥3

e)
20. Estudar os extremos das seguintes funções:
a) 𝑦 = 2 + 𝑥 − 𝑥 2 b) 𝑦 = 𝑥 3 − 3𝑥 2 + 3𝑥 + 2 c) 𝑦 = 𝑥 2 (𝑥 − 12)2
𝑥3
d) 𝑦 = 𝑥(𝑥 − 1)2 (𝑥 − 2)2 e) 𝑦 = 𝑥 2 +3 f) 𝑦 = 𝑥𝑙𝑛𝑥 g) 𝑦 = 𝑥 − ln(1 + 𝑥)
𝑒𝑥 𝑎 𝑥
h) 𝑦 = i) 𝑦 = 𝑥 3 − 6𝑥 2 + 9𝑥 − 8 j) 𝑦 = 𝑥. 𝑙𝑛𝑥 2 k) 𝑦 = 𝑥 ln (𝑎) , 𝑎 > 0
𝑥

21. O senhor Adalberto têm um terreno rectangular que é adjacente ao murro de uma
fábrica. Com 120 metros de arrame ele concluiria a vedação do seu terreno. Quais são
as dimensões do seu terreno para que a área seje máxima.

22. Dividir o número 36 em dois factores, tal que a soma dos seus quadrados seja
mínima.

23. Dividir o número 8 numa soma de dois números, de modo que a soma dos cubos
desses números seje mínima.

24. Dividir um número positivo a em dois termos, de modo que o seu produto seje o
maior possível.

25. Uma caixa com formato de um paralelepípedo (prisma), de base quadrada de x cm


de lado, tem a área de 150𝑐𝑚2 .
75𝑥−𝑥 3
a) Mostre que o volume do paralelepípedo é dado pela expressão 𝑉(𝑥) = 2

b) Determine as dimensões da caixa, de modo que ela tenha o volume máximo.

26. Dada a função custo total C  q 3  6q 2  14q  75 , escreva a função do custo


variável Cv. Ache a derivada da função Cv e interprete o seu significado económico.

27. A demanda numa firma é dada pela equação q  40  p 0.5 e o custo total pela
equação TC  16  50q  2.5q 2  q 3 . Qual deve ser o preço a praticar de modo a
maximizar os lucros?
28. Qual o lucro máximo de uma empresa cuja receita média é dada pela equação
p  660  q e o custo total TC  25  240 q  72q  6q .
2 3

29. Se o custo marginal de uma firma é a seguinte função da quantidade produzida


Cmg  3q 2  12q  2 . Determine a função do custo total sabendo que a produção de 10
unidades custa 1000 dólares.

30. Considere que numa empresa Têxtil, o custo, em dólares, para produzir q calças é
dado por C (q)  0.001q 3  0.3q 2  45q  5000 .

a. Obtenha a função custo marginal


b. Obtenha o custo marginal aos níveis q  50 , q  100 e q  200
c. Calcule o valor real para produzir a 201a calça e compare o resultado com o obtido
na alínea anterior.

31. Numa fábrica de pneus, o preço de um tipo de pneu é dado por p  0.4q  400 (
0  q  1000 ).
a) Obtenha a função Receita
b) Obtenha a função Receita Marginal
c) Obtenha a receita marginal aos níveis q  400 ; q  500 e q  600 , interpretando o
resultado

31. Uma empresa de pneus tem a receita na venda de um tipo de pneus dada por
R(q)  0.4q 2  400 q , ( 0  q  1000 ), conforme o problema 7. Agora, supondo que o
custo para a produção dos pneus é dada por C (q)  80q  28000 ,
a) Obtenha a função Lucro
b) Obtenha a função Lucro Marginal
c) Obtenha o lucro marginal aos níveis q  300 , q  600 , interpretando os
resultados.
d) Obtenha a quantidade que dá lucro máximo a partir das derivadas do lucro.

32. Numa empresa de comercialização de motores de automóveis, o custo médio de produção


é de 𝑪𝒎𝒆(𝒒) = (𝒒 − 𝟏)𝟐 . (𝒒 − 𝟐)𝟐 e a receita é de 𝑅(𝑞) = 𝑞 2 + 2, determine:
a) O lucro marinal.
b) A quantidade de motores de modo que o custo seja máximo.

33. A receita na produção de fraldas é dada pela expressão 𝑅(𝑞) = 𝑞. 𝑙𝑛𝑞 2 e o custo
dado pela expressão 𝐶(𝑞) = 1 − 𝑙𝑛𝑞, dado em milhões de dólares
a) Calcule o lucro marginal aos níveis de 𝑞 = 𝑒, 𝑞 = 𝑒 2 𝑒 𝑞 = 𝑒 3 .
b) Calcule a produção marginal.
c) Calcule a quantidade de fraldas de modo que a Receita seja mínima
34. O preço para a produção de fraldas é dada por 𝑝 = 𝑞. 𝑙𝑛𝑞 e o custo é dado pelas
expressão 𝐶(𝑞) = 𝑞 2 𝑙𝑛𝑞 + 2𝑞 3 − 2. Determine:
a) O lucro marginal quando 𝑞 = 10, 𝑞 = 15 𝑒 𝑞 = 20. Explica os seus significados.
d) Calcule a quantidade de fraldas de modo que tenha receita mínima

35. A demanda para um certo produto é dada por q  300  10 p , onde o preço varia no
intervalo 0  p  30 .
a) Obtenha a função que dá a elasticidade-preço da demanda para cada preço
b) Obtenha a elasticidade para os preços p  10, p  15 e p  20 e interprete as respostas

36. A demanda para um certo produto é dada por q  1000  20 p , onde o preço varia no
intervalo 0  p  50 .
a) Obtenha a função que dá a elasticidade-preço da demanda para cada preço
b) Obtenha a elasticidade para os preços p  12, p  25 e p  30 e interprete as respostas

37. A demanda para um certo produto é dada por q  r 2  160000 , onde r é a renda do
consumidor.
a) Obtenha a função que dá a elasticidade-renda da demanda para cada renda
b) Obtenha a elasticidade para as rendas r  300, r  400 e r  600 e classifique a
demanda conforme as elasticidades obtidas interpretando os resultados

38. Para um certo produto a demanda q e o preço p são relacionados por q  50  p , com
0  q  50 .
a) Obtenha os intervalos de preço para os quais a demanda é inelástica, elástica e tem
elasticidade unitária
b) A partir dos resultados obtidos na alínea anterior descreva o comportamento da receita
c) Obtenha a receita como função do preço e esboce os gráficos da demanda e receita.
Indique no gráfico da demanda os intervalos correspondentes às diferentes
elasticidades. Indique no gráfico da receita os intervalos de crescimento e
decrescimento bem como o ponto de máximo associados à elasticidade.

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