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Identidade Docente: Tradição e Inovação

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UNIVERSIDADE PITÁGORAS

JAQUELINE DE UNOPAR ANHANGUERA


JESUS COSTA
PEDAGOGIA LICENCIATURA

JAQUELINE DE JESUS COSTA

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS – IDENTIDADE DOCENTE

IPIRÁ
2024
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS – IDENTIDADE DOCENTE

Trabalho apresentado ao Curso de Licenciatura


em Pedagogia da UNOPAR, ANHANGUERA,
PÍTAGORAS como requisito parcial para a
obtenção de média semestral. Disciplina:
Práticas Pedagógicas: Identidade docente

IPIRÁ
2024
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO..........................................................................................4
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................5
4 REFERÊNCIAS..................................................................................................... 6
3

1 INTRODUÇÃO

A identidade docente, historicamente moldada por valores tradicionais como o


compromisso ético, a transmissão de conhecimento e o papel de guia no processo
formativo, encontra-se em uma encruzilhada diante das mudanças contemporâneas
no cenário educacional. A crescente diversidade cultural e socioeconômica dos
alunos, a revolução tecnológica e as novas exigências pedagógicas impõem
desafios complexos aos professores, que precisam redefinir constantemente seu
papel na sociedade. Além disso, a educação do século XXI exige práticas
pedagógicas inovadoras e integradoras que promovam o desenvolvimento de
habilidades como o pensamento crítico, a colaboração e a criatividade. Esse novo
contexto suscita uma crise de identidade entre muitos educadores, que se veem
obrigados a equilibrar a preservação de valores fundamentais com a adaptação às
rápidas mudanças.
Por um lado, os professores enfrentam a pressão de se adequar a novas
ferramentas tecnológicas e métodos de ensino, como a educação híbrida e o uso
intensivo de plataformas digitais, que transformam o papel do educador em
mediador do conhecimento, ao invés de ser apenas a fonte de informação. Por outro
lado, os valores tradicionais, que incluem a formação do caráter, o cultivo de valores
éticos e a promoção da cidadania, permanecem como pilares indispensáveis para o
desenvolvimento integral dos alunos. Esse paradoxo torna-se ainda mais evidente
diante da diversidade de perfis de estudantes, com diferentes culturas, contextos
familiares e necessidades específicas, que desafiam os professores a adotar uma
postura mais inclusiva e pluralista.
O Texto 1, de Da Silva & Chakur (2009), aborda essa crise de identidade
profissional entre os professores do ensino fundamental, destacando as dificuldades
que os educadores enfrentam ao tentar conciliar as expectativas sociais tradicionais
com as demandas contemporâneas de inovação pedagógica e inclusão. A
necessidade de lidar com novas tecnologias, as pressões institucionais e a
pluralidade de contextos sociais acabam gerando um sentimento de perda de
referência entre os docentes, que precisam redefinir constantemente seu papel em
um ambiente educacional em transformação. Já o Texto 2, uma entrevista com
António Nóvoa, traz uma reflexão aprofundada sobre a formação docente e a
importância de uma identidade flexível e adaptativa. Nóvoa argumenta que, para
4

enfrentar os desafios do presente e do futuro, os professores precisam desenvolver


uma identidade profissional em constante construção, que não esteja presa a
modelos rígidos, mas que seja capaz de incorporar práticas inovadoras e responder
às exigências da sociedade contemporânea, sem perder de vista a essência do
educador como inspirador e mediador de processos formativos. Diante desses
pontos, este trabalho propõe uma análise crítica das ideias apresentadas nos dois
textos, discutindo como os professores podem construir uma identidade docente que
equilibre tradição e inovação. A questão central que permeia a reflexão é: Como
preservar os valores fundamentais do ofício docente enquanto se responde às novas
demandas educacionais, sem que isso resulte em uma perda de identidade? A
resposta a esse dilema passa pela compreensão de que a identidade profissional do
professor deve ser fluida e em constante adaptação, ao mesmo tempo em que
permanece ancorada nos princípios éticos e pedagógicos que definem o educador
como um agente transformador na vida dos alunos e da sociedade.
5

2 DESENVOLVIMENTO

O artigo de Da Silva e Chakur (2009) aborda a crise de identidade enfrentada


por professores do ensino fundamental, revelando como as transformações nas
demandas educacionais e sociais impactam a prática docente. Essa análise crítica
visa explorar os principais argumentos do texto e discutir suas implicações no
contexto atual da educação.
Primeiramente, o texto de Da Silva e Chakur (2009) identifica que a crise de
identidade profissional dos professores é impulsionada por diversos fatores, entre os
quais se destacam a introdução de tecnologias digitais, a pressão por resultados
educacionais e a crescente diversidade dos alunos. A integração de novas
tecnologias, conforme apontado pelos autores, exige dos professores habilidades
técnicas e pedagógicas que nem sempre são compatíveis com a formação inicial
recebida. Essa lacuna gera uma sensação de inadequação e sobrecarga, já que
muitos educadores precisam adaptar suas práticas sem o devido suporte
institucional (DA SILVA; CHAKUR, 2009, p. 15).
Além disso, a pressão por resultados educacionais, visível através de
avaliações padronizadas e sistemas de desempenho, é destacada como um fator
que contribui significativamente para a crise de identidade dos docentes. Os autores
argumentam que essa pressão leva os professores a priorizar estratégias que
maximizem o desempenho dos alunos em testes, em detrimento de abordagens
pedagógicas mais criativas e holísticas. Essa pressão não só limita a autonomia do
professor, mas também gera um sentimento de frustração e desconexão entre a
prática pedagógica e os valores educacionais que sustentam a profissão (DA SILVA;
CHAKUR, 2009, p. 20).
A questão da diversidade cultural e socioeconômica dos alunos é abordada
como outro aspecto crítico da crise de identidade. Os professores enfrentam a
complexa tarefa de atender a um grupo heterogêneo de estudantes, cada um com
diferentes contextos e necessidades. O texto enfatiza a inadequação dos recursos e
das práticas pedagógicas para lidar com essa diversidade como um fator que
intensifica a crise de identidade dos professores, já que a falta de políticas inclusivas
e de suporte adequado contribui para o sentimento de fracasso e insegurança entre
os docentes (DA SILVA; CHAKUR, 2009, p. 25).
6

A análise crítica do texto revela a relevância dos argumentos apresentados, mas


também aponta para algumas limitações. Embora o texto seja eficaz em identificar
os problemas enfrentados pelos professores, poderia ser enriquecido com uma
discussão mais aprofundada sobre as soluções possíveis. A análise poderia explorar
como os programas de formação inicial e continuada podem ser ajustados para
melhor preparar os professores para as demandas contemporâneas. Além disso,
uma exploração mais detalhada sobre o impacto da pressão por resultados na
saúde mental e na qualidade do ensino poderia oferecer uma visão mais abrangente
sobre as implicações desse fenômeno (DA SILVA; CHAKUR, 2009).
Em relação à diversidade, o texto aborda a questão de forma pertinente, mas
seria benéfico incluir discussões sobre estratégias eficazes para atender às
necessidades diversas dos alunos e sobre como políticas inclusivas podem ser
implementadas de maneira mais eficaz. Essas considerações adicionais poderiam
contribuir para uma compreensão mais completa dos desafios enfrentados pelos
professores e das possíveis abordagens para mitigar a crise de identidade.
O Texto 2, que apresenta uma entrevista com António Nóvoa, aborda aspectos
fundamentais da formação profissional dos professores e da construção de uma
identidade docente adaptativa. Nóvoa (2022) explora a necessidade de uma
abordagem mais dinâmica e flexível na formação dos professores, em resposta às
constantes mudanças no cenário educacional e às novas demandas que surgem no
contexto contemporâneo.
Segundo Nóvoa, a identidade profissional dos professores deve ser entendida
como um processo em constante evolução, em vez de uma formação inicial estática
e definitiva. Ele argumenta que a formação inicial não deve se limitar a fornecer um
conjunto fixo de conhecimentos e habilidades, mas deve preparar os docentes para
enfrentar e se adaptar às mudanças contínuas que caracterizam o ambiente
educacional. A visão de Nóvoa destaca a importância de uma formação que permita
aos professores desenvolverem-se continuamente, ajustando suas práticas
pedagógicas às novas necessidades e desafios que surgem ao longo de suas
carreiras (NÓVOA, 2022, p. 6).
A formação contínua é apresentada como um componente essencial para o
desenvolvimento de uma identidade docente adaptativa. Nóvoa enfatiza que os
professores devem ter acesso a oportunidades regulares para atualizar suas
competências e refletir sobre suas práticas. Essa formação não deve ser apenas um
7

evento isolado, mas uma parte integrada do desenvolvimento profissional dos


docentes. Ele destaca a necessidade de um ambiente que promova a aprendizagem
colaborativa e reflexiva, permitindo aos professores ajustar suas abordagens de
ensino de acordo com as demandas emergentes e as características dos alunos
(NÓVOA, 2022, p. 8).
Outro ponto crucial abordado por Nóvoa é a autonomia dos professores. Ele
argumenta que os docentes devem ter liberdade para adaptar suas práticas
pedagógicas às necessidades específicas dos alunos e ao contexto educacional,
sem serem rigidamente guiados por normas externas. A autonomia é vista como um
fator-chave para a construção de uma identidade profissional sólida, pois permite
que os professores exerçam sua expertise e criatividade, ajustando suas
abordagens de ensino de maneira a responder eficazmente aos desafios do
ambiente educacional (NÓVOA, 2022, p. 10).
A análise crítica do texto revela que a perspectiva de Nóvoa sobre a identidade
docente como um processo dinâmico é uma contribuição valiosa para a
compreensão da profissão. Sua ênfase na formação contínua e na autonomia dos
professores é relevante e reflete a necessidade de flexibilidade e adaptabilidade no
ensino. No entanto, a discussão poderia se beneficiar de uma análise mais
aprofundada sobre como as instituições educacionais podem apoiar efetivamente os
professores nesse processo de construção contínua da identidade profissional.
Exemplos concretos de programas de formação que têm sido bem-sucedidos na
implementação dessa abordagem dinâmica poderiam enriquecer a compreensão
sobre como essa visão pode ser concretizada na prática.
Além disso, a análise poderia explorar mais os desafios práticos na
implementação de programas de formação contínua, como a falta de tempo e
recursos para os professores. Dados empíricos sobre a eficácia de diferentes
modelos de formação contínua poderiam oferecer uma visão mais abrangente sobre
como esses programas podem ser melhorados para atender às necessidades dos
docentes. A discussão sobre a autonomia dos professores também poderia ser
aprofundada, considerando como equilibrar essa autonomia com as exigências de
políticas educacionais e padrões curriculares, e quais estratégias podem garantir
que a autonomia seja exercida de maneira a beneficiar tanto o desenvolvimento
profissional dos docentes quanto o desempenho dos alunos.
A análise dos textos de Da Silva e Chakur (2009) e Lomba e Faria Filho (2022)
8

revela abordagens distintas e complementares sobre a construção da identidade


docente no contexto educacional contemporâneo. Enquanto Da Silva e Chakur
exploram a crise de identidade que os professores enfrentam ao tentar conciliar
valores tradicionais com novas demandas, Lomba e Faria Filho, com base na visão
de António Nóvoa, propõem uma perspectiva sobre a identidade docente como um
processo dinâmico e adaptativo.
Da Silva e Chakur (2009) abordam a crise de identidade docente como um
fenômeno causado pela necessidade de adaptar práticas pedagógicas tradicionais
às exigências emergentes da era digital e à crescente diversidade cultural nas salas
de aula. A crise é vista como resultado da tensão entre a preservação dos valores
educacionais fundamentais e a integração de novas tecnologias e metodologias. Os
autores argumentam que os professores estão sob pressão para atualizar suas
práticas e enfrentar desafios associados à inclusão de alunos com diferentes
contextos culturais, o que pode levar a um sentimento de inadequação e sobrecarga.
Este cenário é descrito como uma fonte significativa de estresse e dificuldade para
os educadores, que lutam para manter sua identidade profissional enquanto se
ajustam às mudanças rápidas e frequentemente complexas no campo da educação.
Por outro lado, Lomba e Faria Filho (2022) oferecem uma perspectiva mais
otimista e propositiva, baseada na visão de António Nóvoa, que enfatiza a
necessidade de uma identidade docente flexível e evolutiva. Nóvoa argumenta que a
identidade do professor deve ser entendida como um processo contínuo de
adaptação e crescimento, ao invés de um estado fixo e definitivo. Ele defende que a
formação contínua e a autonomia dos professores são essenciais para permitir que
os educadores se ajustem às novas demandas educacionais enquanto preservam
seu papel central como facilitadores do aprendizado. A visão de Nóvoa propõe que
os professores devem ter acesso a oportunidades regulares para atualizar suas
competências e refletir sobre suas práticas, permitindo-lhes integrar inovações e
responder a desafios de forma eficaz sem comprometer a essência de sua profissão.
Comparando as duas abordagens, observa-se que ambas reconhecem a
necessidade de adaptação dos professores às novas realidades educacionais, mas
com enfoques distintos. Da Silva e Chakur se concentram na crise e nos desafios
relacionados à tentativa de conciliar tradições e inovações, evidenciando a
complexidade e as dificuldades associadas a esse processo. A crise de identidade
descrita pode ser vista como um reflexo do descompasso entre as expectativas
9

tradicionais e as novas exigências, levando a uma sensação de insegurança e


estresse entre os professores.
Por outro lado, a abordagem de Nóvoa, conforme discutida por Lomba e Faria
Filho, oferece uma solução mais positiva e construtiva, focando na formação
contínua e a autonomia como mecanismos para a adaptação bem-sucedida. A
perspectiva de Nóvoa sugere que, em vez de ver as novas demandas como uma
ameaça à identidade docente, os educadores devem encará-las como
oportunidades para crescimento e inovação. A autonomia é destacada como um
elemento chave que permite aos professores ajustar suas práticas de acordo com as
necessidades específicas dos alunos e o contexto educacional, mantendo a
relevância e a eficácia de sua atuação.
A reflexão sobre essas perspectivas sugere que a construção da identidade
docente deve ser compreendida como um processo dinâmico e contínuo. O
equilíbrio entre a preservação dos valores fundamentais da profissão e a adaptação
às novas demandas não é uma tarefa simples, mas é essencial para a prática
docente contemporânea. A flexibilidade e a inovação são fundamentais para
enfrentar os desafios do ambiente educacional atual, mas devem ser integradas de
forma que enriquecem e complementam o papel essencial do educador como
facilitador do aprendizado. Assim, a identidade docente pode evoluir para incorporar
as novas realidades sem perder de vista os princípios centrais que definem a
profissão.
Em resumo, a identidade docente deve ser uma síntese entre tradição e
inovação, onde os professores são capacitados a adaptar suas práticas e a se
atualizar continuamente, mas sempre mantendo o compromisso com os valores
educativos que sustentam a sua função. Essa abordagem permitirá aos educadores
não apenas sobreviver, mas prosperar em um cenário educacional em constante
mudança, garantindo que continuem a desempenhar um papel vital na formação e
desenvolvimento dos alunos.
10

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A charge que questiona como construir uma identidade docente que preserve a
essência do professor enquanto se adapta às novas demandas educacionais
destaca um desafio central enfrentado pelos educadores na contemporaneidade. A
análise dos textos de Da Silva e Chakur (2009) e Lomba e Faria Filho (2022) fornece
uma base sólida para refletir sobre essa questão e oferece perspectivas
complementares sobre como os professores podem equilibrar tradição e inovação
em sua prática pedagógica.
Da Silva e Chakur (2009) identificam uma crise de identidade que os professores
enfrentam ao tentar reconciliar os valores tradicionais da educação com as
exigências emergentes da era digital e a diversidade cultural. A crise é descrita
como um conflito interno e externo, onde os educadores se veem forçados a
atualizar suas práticas pedagógicas para integrar novas tecnologias e atender a uma
população estudantil cada vez mais diversificada. Esse processo de adaptação pode
gerar um sentimento de inadequação e sobrecarga, pois os professores lutam para
manter sua identidade profissional e seus métodos tradicionais enquanto se ajustam
às demandas contemporâneas.
Por outro lado, o texto de Lomba e Faria Filho (2022), ao explorar as ideias de
António Nóvoa, apresenta uma visão mais otimista e propositiva sobre a identidade
docente. Nóvoa defende que a identidade do professor deve ser flexível e em
constante evolução, refletindo a necessidade de adaptação às novas realidades
educacionais sem comprometer o papel essencial do educador como facilitador e
inspirador do aprendizado. Para Nóvoa, a formação contínua e a autonomia dos
professores são fundamentais para permitir que se ajustem às mudanças e integrem
inovações, mantendo, assim, a relevância e a eficácia de sua prática pedagógica.
Essa perspectiva sugere que a identidade docente pode e deve evoluir para
incorporar novas metodologias e tecnologias, sem perder de vista os princípios
fundamentais que definem a profissão.
Ao comparar as abordagens de ambos os textos, observa-se que, embora Da
Silva e Chakur enfatizem a crise e os desafios associados à tentativa de equilibrar
tradição e inovação, Lomba e Faria Filho, seguindo a visão de Nóvoa, oferecem um
caminho para superar esses desafios por meio da flexibilidade e da formação
contínua. Enquanto a crise de identidade pode ser vista como um reflexo das
11

dificuldades enfrentadas pelos professores ao tentar se ajustar às novas demandas,


a perspectiva de Nóvoa fornece uma abordagem construtiva que permite a
integração das inovações de maneira que enriqueça, em vez de comprometer, a
essência do papel do educador.
A reflexão sobre essas perspectivas sugere que a construção da identidade
docente deve ser entendida como um processo dinâmico e contínuo. Não se trata de
uma escolha entre manter práticas tradicionais ou adotar inovações, mas de
encontrar um equilíbrio que permita aos professores manter sua função essencial
enquanto se adaptam às novas exigências. A flexibilidade e a capacidade de
adaptação são cruciais para enfrentar os desafios do cenário educacional atual, mas
devem ser implementadas de forma que respeitem e reforcem os valores
fundamentais da profissão.
Portanto, a identidade docente deve ser vista como uma síntese entre tradição e
inovação. Os educadores precisam estar preparados para atualizar suas práticas e
se adaptar às mudanças, mas sempre com um forte compromisso com os princípios
educativos centrais que fundamentam seu papel. Isso permitirá que os professores
não apenas naveguem com sucesso pelas complexidades do ambiente educacional
contemporâneo, mas também continuem a desempenhar um papel vital na formação
e desenvolvimento dos alunos, preparando-os para enfrentar os desafios de um
mundo em constante evolução.
Em resumo, a construção da identidade docente na atualidade é um processo de
evolução contínua, onde a inovação deve ser integrada com respeito pelos valores
fundamentais da educação. A identidade do professor, portanto, deve ser flexível e
adaptativa, permitindo que o educador permaneça relevante e eficaz em um cenário
educacional em transformação, garantindo que a prática pedagógica continue a ser
um pilar essencial no desenvolvimento dos alunos.
12

4 REFERÊNCIAS

DA SILVA, E. P.; CHAKUR, C. R. de S. L. A Tomada de Consciência da Crise de


Identidade Profissional em Professores do Ensino Fundamental 1. Schème: Revista
Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas, 2009. Disponível em:
[Link]
pdf. Acesso em: 18 de outubro. 2024.

Texto2: LOMBA, Maria Lúcia Resende; FARIA FILHO, Luciano Mendes. Os


professores e sua formação profissional: entrevista com António Nóvoa. Educar em
Revista, [S.l.], dez. 2022. ISSN 1984-0411. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 18 de outubro.
2024.

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