Classificação dos Actos Comerciais em Direito
Classificação dos Actos Comerciais em Direito
DELEGAÇÃO DE CHIMOIO
ACTOS COMERCIAIS
Realizado por:
Manuel Muroto
Vicente Sadziwa
Regina Chimoio
Silvestre Pacule
Arminda Afonso
LICENCIATURA EM DIREITO
3ºANO – PÓS-LABORAL
Chimoio, 2024
INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
DELEGAÇÃO DE CHIMOIO
ACTO COMERCIAL
Realizado por:
Manuel Muroto
Vicente Sadziwa
Regina Chimoio
Silvestre Pacule
Arminda Afonso
Docente:
LICENCIATURA EM DIREITO
3ºANO – PÓS-LABORAL
Chimoio 2024
Índice
Capítulo I. Introdução..............................................................................................................................4
1. Objectivos....................................................................................................................................5
1.2. Metodologia.............................................................................................................................5
2. Acto comercial.............................................................................................................................6
III. Conclusão.........................................................................................................................................13
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Capítulo I. Introdução
O presente trabalho trata com actos comerciais desta feita podemos entender por actos
comerciais todos aqueles que se acharem especialmente regulados neste Código, e, além
deles, todos os contratos e obrigações dos comerciantes, que não forem de natureza
exclusivamente civil, se o contrário do próprio acto não resultar”. (O art. 2º C.Com) ocupa-se
dos actos de comércio objectivos (1ª parte) e subjetivos (2ª parte).
Portanto, são comerciais os actos regidos por diplomas que vierem substituírem normas do
código comercial mantendo-se como extravagantes, são actos os tratados em normas
extravagantes que se assume comerciais.
Quanto a classificação dos actos comerciais, existe diversidades de actos comerciais como
por instancia, actos comerciais objectivos, subjetivos, por conexão ou acessórios, mistos e
entre outros. Portanto, existem dois critérios que distinguem os actos comerciais, os actos
comerciais objectivos e subjetivos.
O critério subjetivo, determina actos praticados pelos empresários que exercem actividades
comerciais.
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1. Objectivos
1.1. Objectivo geral
5
Capítulo II. Contextualização teórica
2. Acto comercial
Da leitura do art. 2º CCom emerge a ideia de que certos actos jurídicos, ou seja, certos
acontecimentos juridicamente relevantes são considerados como comerciais. Não há, na lei
comercial, uma definição material unitária de acto de comércio.
Mas nem o art. 2º, nos permitem detectar um conceito material de acto de comércio, ou seja,
uma definição que, obedecendo ao processo lógico do género próximo e diferença específica,
indique qual a matéria comercial. O art. 2º diz quais são os actos de comércio, mas não diz o
que eles são nem faz uma enumeração explícita de tais actos, nem exemplificativa, nem
taxativa. Utiliza-se naquele artigo um processo de enumeração implícita, através de remissão
para outros preceitos da lei comercial e da remissão em branco para as actividades dos
comerciantes. Não há, pois, na lei comercial, uma definição material unitária de acto de
comércio. E, por outro lado, na medida em que o art. 2º considera comerciais, em regra,
todos os actos do comerciante no exercício da sua actividade, mais difícil parece encontrar
um conceito que a todos abarque, uma factualidade típica, que englobe todos os actos na sua
multiplicidade. Já vimos que, sob o ponto de vista da ciência económica, existe um conceito
de comércio: é toda a actividade de mediação entre a produção e o consumo de bens, em que
o agente económico especula com o valor dos bens, correndo um risco e visando obter um
lucro.
Como já vimos, são actos de comércio objectivos os que são regulados na lei comercial, em
razão do seu conteúdo ou circunstâncias.
E são actos subjetivos aqueles a que a lei atribui comercialidade pela circunstância de serem
praticados por comerciantes, com base na presunção de serem tais actos conexos com a
actividade comercial dos seus autores. Os actos subjetivos pressupõem, portanto, a qualidade
de comerciante de quem os pratica, ao passo que os actos objectivos são adequados para
atribuir aquela qualidade a quem os pratica de forma profissional. A importância desta
categoria é, pois, manifesta, face aos arts. (2º, nº 1º, do C.Com. e 4º,).
Os actos de comércio absolutos ou por natureza são comerciais devido à sua natureza
intrínseca, que radica no próprio comércio, na vida mercantil. São actos gerados e tipificados
pelas necessidades da vida comercial. Todavia, dentro desta categoria podemos distinguir
duas espécies de actos:
uns que são a maior parte são actos absolutos em virtude de serem os actos caracterizadores,
típicos, essencialmente integrantes daquelas actividades que formam o objecto material do 1
direito comercial; outros são os actos absolutos em razão da sua forma, ou do objecto sobre o
qual incidem.
1
FERRER CORREIA, ibidem, pp. 46 e ss. FERRER CORREIA, ibidem, pp. 60-63 e 88-93;
CHARTIER, ob. cit., pp. 77 e ss.; J. M. COUTINHO DE ABREU, obra cit., vol. I, 10ª ed.,
pp. 106 e ss.; F. CASSIANO DOS SANTOS, obra e vol. cits., pp. 77 e ss.
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Vejamos os actos da primeira espécie: a sua identificação pressupõe a das actividades (ao
menos as principais) que formam o corpo material do direito mercantil, ou seja, as
actividades comerciais. São elas, por principais categorias:
As compras e revendas dos bens móveis, títulos de crédito, imóveis e direitos a eles relativos,
nos aparecem definidas como comerciais: o legislador não referiu como comercial o núcleo
económico da actividades mediadoras das trocas de bens, nem a sua pertinência a
organizações empresariais, mas sim e apenas os actos nucleares dessas actividades. E isto
porque não o considerou necessário: as actividades de intermediação nas trocas de bens
eram por natureza e indiscutivelmente comerciais.
Actividades industriais:
Mas há outros actos absolutos que não devem a sua comercialidade senão à sua forma,
constituindo a segunda espécie a que atrás nos referimos: é o caso dos actos relativos às
letras, livranças e cheques (saque, aceite, endosso, aval). A pertinência de tais actos de
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direito comercial tem à partida uma motivação histórica: aqueles títulos de crédito
nasceram no comércio e por motivos ligados às necessidades do tráfico mercantil, no
qual continuam a ser prevalentemente utilizados, apesar de se terem de certo modo
generalizado ou "civilizado", na medida em que passaram a ser utilizados com muita
frequência para efetivar relações jurídicas puramente civis.
Igualmente têm natureza comercial, mas em função do seu objecto, as operações relativas ao
seu estabelecimento comercial, como é o caso do trespasse e da cessão de exploração, e as
que tenham por objectivo participações sociais, acções e quotas de sociedades. E isto quer as
partes sejam comerciantes - como em regra sucede -, quer não o sejam - como pode
ocorrer com o herdeiro de um comerciante que mantenha a propriedade do
estabelecimento do de cujus, mas o ceda em exploração.
(é a chamada conexão objectiva). A conexão objectiva pode ser directa, quando o acto está
imediatamente ligado a um acto absoluto (v.g., um mandato para compra de mercadorias
destinadas a revenda); e indirecta, 3quando o acto está ligado a um outro acto acessório (v. g.,
mandato para empréstimo de uma quantia destinada a uma compra de mercadorias destinada
a revenda).
Assim, para esta teoria há duas categorias de actos de comércio: os que estão ligados à
actividade comercial de um comerciante; e os que adquirem comercialidade por terem relação
com o de um acto de comércio por natureza. Mas, então, parece que desta teoria nada de novo
resultaria que o nosso direito não reconhecesse já: os actos acessórios da primeira categoria
são os actos subjetivos (2ª parte do art. 2º do C.Com.); e os da segunda categoria, não sendo
subjetivos, seriam objectivos, isto é, seriam os actos de comércio simultaneamente objectivos
e acessórios, os actos de conexão objectiva que já se referiu atrás (mandato, penhor,
empréstimo, depósito, etc.) Todavia, a teoria do acessório conduz a incluir nesta segunda
categoria de actos acessórios certos actos que não o são em face dos preceitos da nossa lei:
por ela, seriam também actos de comércio acessórios os actos conexos com os actos de
comércio objectivos e absolutos praticados por um não-comerciante.
É que, como sabemos, no nosso sistema jurídico-mercantil (tal como no francês), os actos
objectivos não deixam de ser comerciais por serem praticados por não-comerciantes:
são os chamados actos de comércio ocasionais ou avulsos, que qualquer pessoa pode praticar.
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No fundo, a aceitarmos a teoria do acessório naquilo que ela trazia de novo estaríamos a cair
na admissão da analogia como forma de qualificação de actos de comércio.
Realmente, como os actos em questão não poderiam ser subjetivamente comerciais
(pois não seriam praticados por um comerciante), só poderiam ser actos objectivos;
mas, como não estariam regulados na lei comercial, expressamente, só por via analógica
poderiam ser qualificados de comerciais.
Ora, como já vimos, a analogia não é de aceitar para tal efeito. Aliás, estaríamos aqui perante
uma manifesta lesão do valor da certeza jurídica que nos levou a recusar a analogia na
qualificação de actos de comércio. Não se vê como é que poderia assentar-se num critério
seguro e facilmente acessível a terceiros, para saberem que estavam a participar num acto
de comércio que nada permitiria distinguir de um acto civil. Assim, a teoria do acessório não
é de admitir, entre nós, como critério de atribuição de comercialidade a quaisquer actos
jurídicos que não fossem já comerciais em face do art. 2.º do C.Com.
Assim, o acto abstracto tem sempre subjacente um outro acto ou relação jurídica, que é a
sua causa mediata (pois a causa imediata é a convenção relativa à prática do próprio acto
abstracto, a chamada convenção executiva).
São bilaterais ou puros os actos que têm carácter comercial em relação às duas partes. E são
unilaterais ou mistos os actos que apenas são comerciais em relação a uma das partes e civis
em relação à outra. A distinção aplica-se, evidentemente, só àqueles actos que sejam negócios
jurídicos bilaterais. P. ex.: se numa compra e venda o comprador adquirir o bem para
revenda, a compra é comercial; mas se a pessoa que agora o vai comprar o destina a
consumo, faz uma compra civil.
O regime jurídico dos actos bilateralmente comerciais não suscita dúvidas de base. Todavia,
quanto aos actos mistos, pode pôr-se a questão de saber se serão sujeitos ao regime da lei
civil ou da lei comercial (sistema de unidade), ou ao das duas (sistema de cisão). A solução
desta questão é dada explicitamente no os actos mistos estão sujeitos à lei comercial quanto
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a ambas as partes, inclusive aquela em relação à qual não são comerciais (logo, sistema de
unidade).4
4
Vd. FERRER CORREIA, ibidem, pp. 63-66; J. M. COUTINHO DE ABREU, obra cit., vol.
I, 10ª ed., pp. 107 e ss.; PAULO OLAVO CUNHA, “Lições …”, p. 49.
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III. Conclusão
Findo o presente trabalho concluímos que actos comerciais são todos acontecimentos
jurídicos relevantes, nos termos do artigo 2 actividade empresarial consiste na actividade
económico organizada para a produção e ou circulação de bens ou prestação de bens ou
prestação de serviços, destinados ao mercado, com a finalidade lucrativa, e no seu número 2
estatui que não se considera actividade comercial o exercício de uma actividade económica
que seja autonomizável do sujeito que exerce.
Relativamente a classificação dos actos comerciais existem dois critérios para identificação
dos actos comerciais:
Critério objectivo, este critério trata-se actos especialmente regulado no código comercial,
originando-se os actos designados actos objectivos.
Critério subjetivo, este critérios determina os actos praticados pelos comerciantes nas suas
actividades comerciais e são designados actos subjetivos.
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IV. Referências Bibliográficas
FERRER CORREIA, ibidem, pp. 63-66; J. M. COUTINHO DE ABREU, obra cit., vol. I, 10ª
ed., pp. 107 e ss.;
FERRER CORREIA, ibidem, pp. 88-93; CHARTIER, obra cit., pp. 92 e ss.; PAULO
OLAVO CUNHA, “Lições …”, p. 50.
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