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Conceitos Fundamentais do Direito Tributário

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Brunna Mesquita
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📎

direito tributário
CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO:

Os tributos que o estado decreta com base no princípio de autoridade, no


exercício da soberania, se constituem no objeto do Direito Tributário.
A relação jurídica que se instaura entre o Estado, que tem o poder de exigir o
tributo, e a pessoa sob sua jurisdição, que tem o dever de pagar esse tributo, é
submetida a uma série de normas jurídicas que vão compor a disciplina do Direito
Tributário.
O Direito que disciplina o processo de retirada compulsória, pelo Estado, da
parcela de riquezas de seus súditos, mediante a observância dos princípios
reveladores do Estado de Direito. É a disciplina jurídica que estuda as relações
entre o fisco e o contribuinte.
Na formulação de Ruy Barbosa Nogueira “Direito Tributário”, é a disciplina da
relação entre fisco e contribuinte, resultante da imposição, arrecadação, e
fiscalização dos impostos, taxas e contribuições.
AUTONOMIA DO DIREITO TRIBUTÁRIO:
O Direito Tributário disciplina um dos objetos do Direito Financeiro, qual seja, a
receita pública, e nesta apenas aquela concernente à derivada, isto é a receita
tributária.
Por essa razão, alguns autores costumam dizer que o Direito Tributário é capítulo
do Direito Financeiro, o qual constitui a disciplina jurídica de toda a atividade
financeira do Estado.
A elaboração jurídico-sistemática da matéria tributária, coube sobretudo aos
escritores alemães, conforme assinala Ruy Barbosa Nogueira.
Hoje existem nos mais diversos países inúmeras obras em matéria de Direito
Tributário.
No Brasil, existe atualmente sólida doutrina que cuida da matéria tributária a
cadeira de Direito Tributário e jurisprudência especializada.

direito tributário 1
Fontes de dto. tributário
Fonte significa origem, causa, nascente.
O Direito Tributário tem suas fontes materiais e formais.

Fontes formais

São os atos normativos ou conjunto de normas que dão nascimento ao Direito


Tributário.
Incluem as normas jurídicas que compõem a formulação da hipótese de
incidência – HI; as normas jurídicas que compõem o processo administrativo e as
normas jurídicas que dispõem sobre a tutela jurisdicional em matérias tributária.
Essas normas são constituídas de normas constitucionais, e pelos atos
normativos referidos no art. 59 da CF, quais sejam: emendas à constituição; leis
complementares; leis ordinárias; leis delegadas; medidas provisórias; decretos
legislativos; e resoluções. Incluem-se também os tratados e as convenções
internacionais.

Fontes Materiais:

Fontes materiais ou reais, são os pressupostos fáticos


da tributação.
São as riquezas ou os bens em geral, utilizados pelo
legislador como veículos de incidência tributária, como
o patrimônio a
renda e os serviços.

Esses bens, por servirem como suporte fático do fenôneno tributário


são conhecidos com
fatos imponíveis.

O CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL 1966:

A Lei n.º 5.172, de 25 de outubro de 1966, que dispõe: “ sobre o sistema tributário
nacional e institui normas gerais de direito aplicáveis à União, Estados e
Municípios.”

direito tributário 2
Com o advento
do Ato Complementar n.º 36, de 13 de março de 1967, art. 7.º, tal lei foi
denominada Código Tributário Nacional.
A
jurisprudência passou a aceitar a Lei 5.172/66, como Lei Complementar.
O CTN, contém 218 artigos, sendo constituído de dois livros:

a) O Livro Primeiro (arts. 2.º ao 95) regula o sistema tributário nacional, contendo
normas sobre disposições gerais, limitações da competência tributária, impostos
do sistema, taxas e contribuições de melhoria, inclusive normas sobre distribuição
de receitas tributárias.

b) O Livro Segundo (arts. 96 ao 218) dispõe sobre normas gerais de direito


tributário, contendo regras sobre legislação tributária (objeto, vigência, aplicação,
interpretação e integração) obrigação tributária ( fato gerador, sujeito ativo,
sujeito passivo e responsabilidade), crédito tributário (constituição, suspensão,
extensão, exclusão, garantias e privilégios), e administração tributária (
fiscalização, dívida ativa e certidão negativa).

Esta lei ordinária, com efeitos de lei complementar, tem alguns efeitos no
ordenamento jurídico:
a) Constitui voz de comando para a ação do legislador ordinário dos três níveis de
governo (União, Estados e Municípios);
b) Não revoga a legislação ordinária preexistente;
c) Não cria tributo, pois somente a lei ordinária (salvo exceções constitucionais)
pode definir o fato gerador da obrigação tributária.

O SISTEMA TRIBUTÁRIO DE 1988:

A CF/ 88, pouco se distanciou da EC 18/65;

Limitou o Poder de Tributar;

Estabeleceu as Competências Tributárias;

Fez a Distribuição das Receitas Tributárias;

Estabeleceu as matérias reservadas à Lei Complementar,


art, 146.

RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA ´

direito tributário 3
LINHA DO TEMPO:
1.HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA: representa o momento abstrato
previsto em lei, hábil a deflagrar a relação jurídico-tributária.
2.FATOR GERADOR
– o fato gerador ou “fato imponível” é a materialização da hipótese de incidência.
# da perfeita adaptação do fato ao modelo ou
paradigma arquétipo) legal, tem-se o
fenômeno
da subsunção. A partir da subsunção
tributária,
nasce
o liame jurídico obrigacional, que lastreará a relação intersubjetiva
tributária.

#
o fato gerador define a natureza jurídica do tributo;

# o fato gerador ganha significativa importância por definir a


lei a ser aplicada no momento da
cobrança do tributo, em abono ao Princípio
da Irretroatividade Tributária.

A hipotétse de incidência e o fato gerador podem ser decompostos em


aspectos:

pessoal: sujeitos ativo e passivo

temporal: momento ocorrência do fato gerador

espacial: lugar de ocorrência do fato gerador


material: descrição do núcleo da hipótese de incidênca

quantificativo: base de calculo e alíquota

de acordo com o art. 118 CTN são irrekevantes para a ocorrência do fato gerados,
a natureza do objeto, dos atos praticados e os efeitos desses aots
Quanto ao aspecto temporal, considera-se ocorrido o fato gerador:

direito tributário 4
ØI – em se tratando de situação de fato, desde o momento em que se verifiquem
as circunstâncias materiais necessárias a que se produzam os efeitos que são
delas decorrentes;

ØII – em se tratando de situação jurídica,


desde o momento em que tal
situação jurídica esteja
definitivamente constituída, nos termos do direito aplicável.

Em se tratando de negócios jurídicos condicionais, considera-se ocorrido o fato


gerador:

ØSendo a condição suspensiva (evento


futuro e incerto, de cuja realização se faz depender os efeitos do ato), no
momento
de seu implemento
, vale dizer, no momento em que se
realiza a condição. Por exemplo: doação condicionada a um casamento.

ØSendo a condição resolutória (evento


futuro e incerto, de cuja realização se faz decorrer o desfazimento do ato),
desde que o ato ou negócio jurídico foi celebrado, sendo, neste caso,
inteiramente irrelevante a condição. Por exemplo: casamento desfazendo a
doação, a qual foi feita sob condição de o donatário não se casar.

 3.OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA – ART. 113 DO CTN


SUJEITO ATIVO – Arts. 119 e 120 do CTN

Art. 119 do CTN: “Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito


público titular da competência para exigir o seu cumprimento”.
DOIS TIPOS DE SUJEITOS ATIVOS:

Sujeito Ativo Direto: São os entes tributantes – União, Estados,

Municípios e Distrito Federal ( Art. 41, I, II, III, do Código Civil, Lei n°
10.406/2002) – detentores de competência tributária (poder legiferante de
instituição de tributo).

Sujeito Ativo Indireto: São os entes parafiscais – INSS, OAB,


CREA – detentores de capacidade tributária ativa (poder de arrecadação e
fiscalização de tributo)

direito tributário 5
NOTA: Solidariedade (Arts. 124 e 125 do CTN)
No Direito Tributário, admite se tão somente a
SOLIDARIEDADE PASSIVA, e não a solidariedade ativa,
pois só se paga tributo a um único ente credor, sob pena de
deparar o estudioso com o fenômeno da BITRIBUTAÇÃO.

SUJEITO PASSIVO – Arts. 121 a 123 do CTN

A sujeição passiva á matéria adstrita ao pólo passivo da


relação jurídico-tributária. Refere-se, pois, ao lado devedor da
relação intersubjetiva tributária, representado pelos entes
destinatários da invasão patrimonial na retirada compulsória
de valores, a título de tributos.
DOIS TIPOS DE SUJEITOS PASSIVOS: o Direto
(contribuinte) e o Indireto (responsável)

Sujeito Passivo Direto: (Art. 121, parágrafo único, I, do CTN)

É “contribuinte” – aquele que tem uma relação pessoal e dire

direito tributário 6

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