Biografia de Max Weber
Maximilian Karl Emil Weber nasceu em Erfurt, no dia 21 de abril
de 1864. Max Weber faleceu nessa mesma cidade, em 1920,
vítima de pneumonia.
Foi um dos maiores intelectuais alemães de sua época, destacando-se
como jurista, economista e sociólogo.
Sua carreira acadêmica iniciou-se em 1882, quando ingressou na
Faculdade de Direito da Universidade de Heidelberg. Ali, frequentará as
aulas de economia política, história e teologia.
Mais tarde, em 1889, na Universidade de Berlim, tornou-se o doutor em
Direito. Em 1893, Weber casou-se com Marianne Schnitger (1870-1954),
feminista e curadora de suas as obras após sua morte.
Nomeado professor de Economia nas Universidades de Freiburg (1894) e
de Heidelberg (1896), Max Weber lecionou até 1900, quando foi afastado
do magistério devido a um colapso nervoso. Ele somente se recuperaria
em 1918 e neste ano voltou a lecionar.
Apesar disso, esteve engajado em outras atribuições, como consultoria e
pesquisas acadêmicas, facilitadas devido seu cargo como Diretor-
associado dos Arquivos de Ciências Sociais e Política Social.
Weber publicou seu primeiro esboço de um método sociológico, no
artigo "Sobre algumas categorias da sociologia compreensiva" (1907).
Em 1917, já em Munique, Max Weber procurou elucidar os fatores
fundamentais do processo de desencantamento do mundo perpetrados
pela ciência.
No decorrer da Primeira Guerra Mundial, foi diretor de hospitais militares
de Heidelberg, até retornar ao ensino de economia em Viena e,
posteriormente, em 1919, em Munique.
Contexto Histórico
Max Weber viveu durante a criação e consolidação do Império Alemão e
foi testemunha da industrialização que tomava conta deste novo país.
Assim, acompanhou de perto o crescimento da organização de um grande
Estado e como os cidadãos eram incorporados à nova burocracia que
regia suas vidas.
Quando Max Weber lecionou a Sociologia já era uma disciplina
consolidada e ele foi um dos fundadores da Associação Alemã de
Sociologia
Obras de Max Weber
Max Weber sofreu grande influência dos escritos de Immanuel Kant,
especialmente da concepção kantiana de "a priori".
Weber desenvolveu o conceito "tipo ideal", segundo o qual as categorias
da ciência social seriam uma construção subjetiva do pesquisador.
Essa temática permeia sua obra como um todo, contudo, é mais clara
em "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", de 1903, "Estudos
sobre a Sociologia e a Religião", de 1921 e "Estudos de Metodologia", de
1922.
Sua obra mais lida é o ensaio “A Ética Protestante e o Espírito do
Capitalismo”. Neste livro, o autor destaca a importância de algumas
características do protestantismo ascético, como principal responsável
pelo nascimento do capitalismo moderno.
Max Weber destacou como o protestantismo, especialmente
o calvinismo dos séculos XVI e XVII, possibilitou criação do capitalismo
industrial.
A crença da riqueza como um sinal da bênção divina, a poupança, a
parcimônia no gastar, constituíram a base do moderno sistema econômico
capitalista e possibilitaram a acumulação de capitais que foram
destinados à industrialização.
Também introduziram na sociedade o comportamento metódico,
disciplinado e racional.
Frases de Max Weber
O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes,
não tivesse tentado o impossível.
Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.
As pessoas raramente reconhecem as oportunidades da
vida, porque muitas vezes elas estão disfarçadas de trabalho.
O homem é um animal amarrado a teias de significados que
ele mesmo teceu.
Não é verdade que o bem pode seguir apenas o bem e o mal
só o mal, mas muitas vezes o oposto é verdadeiro. Quem não vê
isto, é de fato, um bebê de política.
Curiosidades sobre Max Weber
Max Weber foi o consultor alemão para a criação do "Tratado
de Versalhes" de 1919, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Foi um dos responsáveis por redigir a "Constituição de
Weimar" e autor do "Artigo 48", que foi usado por Adolf Hitler para
estabelecer seus poderes ditatoriais.
Max Weber influenciou vários autores como Norbert Elias
(1897-1990), Anthony Giddens, Gilberto Freyre e Clifford Geertz
(1926-2006).
Leia também sobre alguns assuntos relacionados com a sociologia de
Weber:
Sociologia Weberiana
A sociologia weberiana é essencialmente hermenêutica e busca
compreender a rede de significados que o homem teceu e se “enroscou”.
Ela afirma que a sociedade seria o resultado das formas de relação entre
seus sujeitos constituintes.
Ele percebeu, portanto, que a ciência participa de um processo histórico
geral de racionalização e intelectualização da vida.
Por isso, o objeto da sociologia seria a realidade infinita. Para analisá-la,
Weber argumenta que só poderíamos fazer através de "tipos ideais", que
serviriam como modelos interpretativos.
O sociólogo argumenta que o ser humano é levado por ações socais que
por sua vez são caracterizadas em racionais e não-racionais. São elas:
Ação social racional com relação a fins - quando os atos
estão orientados para um fim específico. Exemplos: "Tenho que
trabalhar para ganhar dinheiro." "Quero fazer ginástica para
emagrecer."
Ação social racional com relação a valores - neste caso,
as atitudes passam a ter influência direta de nossas crenças
morais.
Abaixo, as ações sociais que Weber considerava que não passavam pela
racionalidade e se orientavam pelo subjetivismo:
Ação social afetiva - aquelas ações que fazemos porque
cultivamos algum sentimento, positivo ou negativo, em relação às
pessoas. Exemplos: presentear em determinadas datas; expressar
o afeto tocando ou fazendo declarações.
Ação social tradicional - aqui se encaixam os costumes
que seguimos por tradição ou hábitos. Exemplos: festas, maneira
de cozinhar, vestir-se, etc.