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Gimnospermas

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GIMNOSPERMAS

Biologia – prof(a). Leticia Anelise.


Alunos: Antônio de Carvalho,
Samuel Bordignon Wiegand e
Matheus Moreira Milagres.
Índice

Introdução;
Espécies;
Características;
Classificação;
Bibliografia.
Introdução

Gimnospermas são plantas que possuem


sementes não envoltas por frutos, ou seja,
que não apresentam ovário nem fruto.
Sendo o termo derivado do grego:

"gymnos" (nu)

"sperma" (semente).
Há mais de 1000 espécies de gimnospermas, sendo dividas em:

-Coníferas;
-Cicadófitas;
-Gnetophyta;
-Ginkgophyta;
-Callitris canescens;
Coníferas

Grupo significativo dentro das gimnospermas que incluem muitas espécies


conhecidas. São predominantes em várias regiões do mundo, especialmente em
climas temperados e boreais.

Podendo ser divididos em várias famílias, como a Pinaceae:


- Pinus (Pinheiros): Inclui espécies como o pinheiro-bravo (Pinus pinaster)
e o pinheiro-de-alepo (Pinus halepensis).
- Picea (Abetos): Exemplo é o abeto-da-Noruega (Picea abies).
- Abies (Abetos verdadeiros): Como o abeto-de-balsamo (Abies balsamea).
- Cedrus (Cedros): Inclui o cedro-do-Líbano (Cedrus libani).
Coníferas

Características:

Folhas em formato de agulha ou escama, adaptadas para reduzir a perda de água;


Produção de cones, onde sementes são geradas;
Madeira resinosa, usada comercialmente;
Distribuição global, menos na Antártica;
Fonte importante de papel e madeira;
Formam grandes florestas, que são habitat para uma vasta gama de vida selvagem;
Coníferas

Abeto da Noruega
Pinheiro-bravo
Coníferas

Cedro-do-líbano
Cicadófitas

Também conhecidas como cicadáceas, são um grupo de gimnospermas


que se destacam por sua aparência semelhante a palmeiras, embora não
sejam diretamente relacionadas a elas.

Possuem 3 principais famílias: Cycadaceae (Cicadacéas), Zamiaceae e


Stangeriaceae.
Cicadófitas

Características:

Folhas grandes e pinadas, como a das palmeiras;


Crescem devagar;
Dioicas, possuem machos e fêmeas separados;
Produzem cones, para reproduzir;
Tóxicas, contém abundantes neurotoxinas e compostos carcinogênicos.

Exemplos: pinheiros, abetos, cedros e sequoias.


Cicadófitas

Cycas revoluta
Cicadófitas

Cycas media
(várias).
Gnetophyta

Ou Gnetófitas, são uma divisão de gimnospermas que inclui


três gêneros distintos: Ephedra, Gnetum e Welwitschia.

Estas plantas são únicas entre as gimnospermas devido a


certas características morfológicas e reprodutivas que
são mais semelhantes às angiospermas (plantas com
flores).
Gnetophyta

Ephedra:

Comumente conhecida como chá de Mormon ou planta de efedrina,


encontrada em regiões áridas ao redor do mundo, especialmente nas
Américas do Norte e do Sul, Ásia e Europa. São arbustos ou pequenas
árvores com caules fotossintéticos e folhas reduzidas que contém o
alcaloide efedrina, que tem usos medicinais, mas pode ser tóxico em altas
doses.
Gnetophyta

Gnetum:

Principalmente encontrado em regiões tropicais da


África, Ásia e América do Sul, são principalmente lianas
(trepadeiras lenhosas) ou árvores, folhas se assemelham
às das angiospermas, com formas largas e achatadas.
Algumas espécies são usadas como alimento ou para fins
medicinais em tradições locais. Ao contrário de muitas
gimnospermas, possuem elementos de vaso no xilema.
Gnetophyta

Gnetum gnemon
Gnetophyta

Welwitschia:

Conhecida pela única espécie Welwitschia mirabilis, nativa do Deserto do


Namibe, na Namíbia e Angola. Consiste em apenas duas folhas grandes,
semelhantes a fitas, que crescem continuamente desde a base e podem viver por
mais de mil anos, a planta depende da névoa para obter umidade devido ao seu
ambiente árido.
Suas sementes não são encerradas em um ovário, diferenciando-as das
angiospermas e alinhando-as com outras gimnospermas.
Ginkgophyta

Incluindo apenas uma espécie restante, o Ginkgo bibola,


comumente chamado de nogueira-do-Japão. Também
chamada de fóssil vivo devido a sua sobrevivência
inalterada por milhares de anos.
Ginkgophyta

Algumas características:

As folhas do ginkgo são distintas, em forma de leque, com veias que se irradiam a
partir do ponto de inserção do pecíolo;
São resistentes a doenças, pragas e poluição;
Podem viver por mais de mil anos;
Suas folhas possuem substancias que melhoram a circulação do sangue,
principalmente para os tecidos cerebrais, ajudando contra perda de memória e
tonturas. Também retardam ajudam contra a alopecia, calvície, doenças brônquicas,
disfunção erétil, problemas de visão, depressão e enxaqueca;
Muitas arvores dessa espécie sobreviveram ao bombardeio em Hiroshima, se
tornando um símbolo de paz, esperança e resiliência;
São dioicas, logo, possuem machos e fêmeas;
Ginkgophyta
Callitris canescens

É um tipo de conífera nativa da Austrália. A planta é


conhecida por sua folhagem acinzentada e por crescer
em habitats áridos ou semiáridos
Callitris canescens

Características:

Não são grandes, são pequenas e talvez médias (há casos contrários);
É a adaptada a solo pobre e seco;
Folhas escamosas e cinzas;
Produz cones lenhosos;
Só é encontrada na Australia e lá ajuda o ecossistema fornecendo habitat e alimento
para várias espécies;
A planta é adaptada para resistir ao fogo, característica de quem vive na seca.
Características das gimnospermas:

Sementes nuas;
Raízes;
Caules;
Folhas;
Ciclo de vida reprodutivo;
Classificação.
Sementes nuas
fêmea

As sementes se desenvolvem em
estruturas chamadas cones ou
estróbilos.

Não apresentam fruto, nem


flores.

macho
Raízes

Raiz principal/pivotante/axial ;
Raízes secundarias;
Crescimento secundário;
Raízes

Raiz principal: também


conhecida como raiz pivotante
ou axial, serve para a fixação
da planta no solo, absorção de
nutrientes e também interage
com microrganismos do solo,
como os fungos micorrízicos
que se associam com a raiz.

Raíz secundária: servem para


armazenar nutrientes, estabilidade
extra, aumento da área de
absorção, reparação e
regeneração.
Raízes
Câmbio vascular: é um meristema
lateral localizado entre o xilema e o
Crescimento secundário: é um tipo de floema. Produz novos tecidos
crescimento vegetal que resulta no vasculares: xilema secundário
aumento do diâmetro (espessura) das (internamente) e floema secundário
raízes e caules das plantas. É mediado (externamente).
por dois tipos principais de tecidos
meristemáticos: o câmbio vascular e o
felogênio.
Felogênio (câmbio da casca): é outro meristema
lateral, localizado na parte externa do caule e da
raiz. Produz a periderme, que substitui a
epiderme à medida que a planta cresce em
espessura. A periderme é composta por três
partes: felogênio (câmbio da casca), feloderme
(tecido interno) e súber (ou cortiça, tecido
externo).
Raízes
Raízes

SÚBER XILEMA

CÂMBIO
FELÔGENIO
FLOEMA
Raízes São simbiontes obrigatórios.
Estimulam o crescimento das plantas
aumentando substancialmente a
MICORRIZAS absorção de fósforo, zinco e cobre
em solos com disponibilidade
subótima.
Caules

Caules lenhosos;
Anéis de crescimento;
Caules

Caules lenhosos: A maioria das


gimnospermas possui caules lenhosos que
crescem em espessura ao longo do tempo
devido ao crescimento secundário. Este
crescimento é facilitado pelo câmbio
vascular que produz xilema secundário
(madeira) e floema secundário (líber).
Caules

Anéis de crescimento: é possível


observar anéis de crescimento
que indicam os anos de vida da
planta e podem fornecer
informações sobre as condições
ambientais ao longo dos anos.
Folhas

As folhas podem variar em forma, mas muitas


gimnospermas são frequentemente perenes, o que
significa que permanecem na planta durante todo o
ano, ao invés de caírem sazonalmente.
Folhas

Folhas Aciculadas: muitas gimnospermas, como os pinheiros,


possuem folhas em forma de agulha (aciculadas). Estas folhas
são geralmente finas e pontiagudas, uma adaptação que ajuda a
reduzir a perda de água em ambientes secos.
Folhas

Folhas Escamiformes: Algumas gimnospermas, como os ciprestes, têm folhas em forma de


escama. Estas folhas são pequenas, sobrepostas e cobrem os ramos de forma densa,
proporcionando uma proteção adicional contra a perda de água.
Folhas

Folhas Aplanadas: Em algumas gimnospermas, como os


abetos, as folhas são achatadas e dispostas em dois lados
de um ramo, criando uma aparência plana. Estas folhas
ainda são relativamente pequenas e rígidas
Ciclo de Vida
Reprodutivo

As gimnospermas, um grupo de plantas vasculares que inclui


coníferas, cicas, ginkgos e gnetófitas, têm um ciclo de vida
reprodutivo fascinante e adaptável.

Este ciclo começa com a produção de estruturas reprodutivas


especializadas, os cones masculinos e femininos, que são
encontrados em plantas separadas em espécies dioicas ou na
mesma planta em espécies monoicas.
Ciclo de Vida
Reprodutivo

Os cones masculinos, também chamados de estróbilos,


são estruturas reprodutivas das gimnospermas que
produzem grãos de pólen.

Cada grão de pólen contém células espermáticas


haploides. Os cones femininos, por outro lado, contêm os
óvulos, que são as estruturas que, após a fertilização, se
desenvolverão em sementes.
Ciclo de Vida
Reprodutivo

A polinização nas gimnospermas é predominantemente


anemófila, o que significa que o pólen é disperso pelo vento.

Os grãos de pólen liberados pelos cones masculinos são


levados pelo vento até os cones femininos.

Esse método de polinização é eficiente para plantas que


vivem em ambientes abertos, onde o vento pode
transportar o pólen por grandes distâncias.
Ciclo de Vida
Reprodutivo

Quando um grão de pólen pousa no óvulo do cone


feminino, ele começa a germinar, formando um tubo
polínico.

Este tubo cresce em direção ao óvulo e transporta as


células espermáticas até a oosfera, que é a célula
feminina haploide dentro do óvulo.

Uma vez que uma célula espermática fertiliza a oosfera,


ocorre a formação de um zigoto diploide.
Ciclo de Vida
Reprodutivo

O zigoto então se desenvolve em um embrião dentro do óvulo.

O óvulo fertilizado, agora uma semente, é liberado do cone


feminino maduro.

As sementes das gimnospermas são frequentemente aladas, o


que ajuda na dispersão pelo vento e aumenta as chances de
germinação em um local adequado.
Ciclo de Vida
Reprodutivo
Quando as sementes encontram condições favoráveis, como solo úmido
e luz adequada, elas germinam, dando origem a uma nova planta.

Esta planta cresce, eventualmente desenvolvendo cones masculinos e


femininos, completando assim o ciclo reprodutivo das gimnospermas.

Esse ciclo adaptativo permite que as gimnospermas se reproduzam eficientemente


em uma variedade de ambientes, contribuindo para sua ampla distribuição e
sucesso evolutivo ao longo do tempo geológico.
Ciclo de Vida
Reprodutivo
Ciclo de Vida
Reprodutivo

As araucárias são um exemplo de gimnospermas dioicas, o que significa que têm


árvores separadas para os sexos masculino e feminino. As árvores masculinas produzem
cones masculinos, que liberam o pólen, enquanto as árvores femininas produzem cones
femininos, que contêm os óvulos. Isso contrasta com os pinheiros, como mencionado
anteriormente, que são monoicos, tendo ambos os tipos de cones na mesma planta.
Diversidade e Distribuição

As gimnospermas são encontradas em diversas regiões do


mundo, desde florestas temperadas e boreais até regiões
tropicais.

No Brasil, apenas três divisões são encontradas: Coniferophyta,


Cycadophyta e Gnetophyta.

Regiões onde se mais


encontram Coníferas:
Classificação cientifica

Reino: Plantae.
Clado: Tracheophyta.
Clado: Spermatophyta.
Divisão: Cycadophyta.
Classe: Cycadopsida.
Ordem: Cycadales.
Família: Cycadaceae.
Gênero: Cycas.
Espécie: Cycas revoluta (Cica).
Família: Zamiaceae. Sagu-de-jardim
Gênero: Zamia, Encephalartos, Dioon, entre outros.
Espécie: Zamia integrifolia.
Gênero: Encephalartos.
Espécie: Encephalartos altensteinii.
Classificação cientifica

Divisão: Ginkgophyta.
Classe: Ginkgoopsida.
Ordem: Ginkgoales.
Família: Ginkgoaceae.
Gênero: Ginkgo.
Espécie: Ginkgo biloba.

Ginkgo biloba
Classificação cientifica

Divisão: Pinophyta (Coniferophyta ou Coniferae).


Classe: Pinopsida.
Ordem: Pinales.
Família: Pinaceae.
Gêneros: Pinus (pinheiros), Picea, Abies, Larix, entre outros. Pinus sylvestris
Espécies: Pinus sylvestris, Abies alba e Picea abies.
Família: Cupressaceae.
Gênero: Cupressus.
Espécie: Cupressus sempervirens.
Gênero: Thuja.
Espécie: Thuja occidentalis.

Cupressus sempervirens
Classificação cientifica

Família: Araucariaceae.
Gêneros: Araucaria.
Espécie: Araucaria araucana.
Gênero: Agathis.
Espécie: Agathis australis.
Família: Podocarpaceae.
Gêneros: Podocarpus.
Espécie: Podocarpus totara. Araucaria araucana
Família: Taxaceae.
Gêneros: Taxus.
Espécie: Taxus baccata.

Agathis australis
Podocarpus totara
Classificação cientifica

Divisão: Gnetophyta.
Classe: Gnetopsida.
Ordem: Gnetales.
Família: Gnetaceae.
Gênero: Gnetum.
Espécie: Gnetum gnemon. Welwitschia mirabilis
Ordem: Welwitschiales.
Família: Welwitschiaceae.
Gênero: Welwitschia.
Espécie: Welwitschia mirabilis.
Ordem: Ephedrales.
Família: Ephedraceae.
Gênero: Ephedra.
Espécie: Ephedra sinica.
Ephedra sinica
Bibliografia

Fontes:
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[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
PLC0022/DivEvoPlan_top07.pdf
[Link]
[Link]
ESLqHE
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[Link]

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