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Curso Psicologia -
Disciplina: ANTROPOLOGIA
PROF. DR. FERNANDO LUIZ MONTEIRO DE SOUZA
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Conceitos básicos: cultura e humanização
• Da Matta afirma ainda que “quando um antropólogo utiliza a palavra cultura, ele se refere à maneira de
viver total em grupo, sociedade, país ou pessoa”. A cultura propicia regras para o convívio dos
indivíduos em determinada civilização, permitindo que desenvolvam relações entre si dentro destas
regras do viver.
• “No sentido antropológico, portanto, a cultura é um conjunto de regras que nos diz como o mundo
pode e deve ser classificado. Apresentada assim, a cultura parece ser um bom instrumento para
compreender as diferenças entre os homens e as sociedades”.
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Cultura(s) & evolucionismo
A crítica ao modelo evolucionista
A escola antropológica representada por Franz Boas rompeu com o modelo evolucionista de interpretação
das culturas, que as julgava de acordo com uma visão linear de progresso. Assim, no modelo calcado no
evolucionismo, como Edward Tylor,
Cultura tinha uma concepção universalista, baseado na ideia de uma unidade psíquica da humanidade: com
isso, para pensadores como Tylor e outros que se fundamentavam em torno de ideias de um darwinismo
social, as culturas evoluiriam, passando todas pelos mesmos estágios, rumo ao progresso. Boas negou esse
modelo de explicação baseado na evolução de estágios culturais, adotando, por outro lado, uma perspectiva
particularista que via cada cultura como algo único.
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Cultura(s) & evolucionismo
• Civilizados (produtores de cultura, técnico e cientifico – ‘evoluído’)
• Incivilizados (sem cultura) -
• Cultura de Elite – dominantes, poderosos
• Cultura Popular - grupos dominados, do povo
• Cultura de Massa – indústria cultural
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Cultura(s) x evolucionismo
• Desse modo, as diferenças entre culturas não eram mais interpretadas por um suposto grau de
avanço rumo ao progresso.
• As culturas passaram a ser compreendidas como algo único e os costumes e regras sociais de
um determinado povo deveriam ser interpretados de acordo com as funções que
desempenhavam em cada sociedade.
• A partir daquele momento (início do século XX), o relativismo cultural foi tomado como uma
espécie de regra de conduta antropológica, combatendo, por sua vez, todo e qualquer esboço de
postura etnocêntrica que fazia com que o pesquisador julgasse as demais culturas com base na
sua.
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O etnocentrismo
• Quando um indivíduo ou grupo toma a sua cultura pela perspectiva do juízo de valor,
depreciando ou ignorando às demais variações culturais, damos o nome de
etnocentrismo. A visão etnocêntrica desconsidera a lógica de funcionamento de outra
cultura ou mesmo compreende os mecanismos do processo cultural, limitando-se à sua
visão e referência cultural.
• Tudo o que é diferente, para a visão etnocêntrica, é errado, inoportuno, diferente, e deve
ser rejeitado.
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Cultura e a diversidade
• A cultura é um fenômeno necessariamente social, partilhado pelas pessoas de
determinado grupo.
• Não é difícil supor que os grupos partilham valores, regras da vida, modos de agir, de
falar, de se vestir etc.
• A diversidade cultural refere-se aos diferentes modos de ser desses grupos de pessoas,
que precisam conviver e se relacionar nos mesmos espaços.
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Relativizar ( a interpretação)
• Relativizar significa conceber uma cultura dentro de seu próprio contexto cultural.
• Quando um pesquisador se propõe a ir a campo, precisa se despir de qualquer parâmetro externo
que possa ser considerado etnocêntrico.
• Parte-se em realizar a avaliação sem privilegiar os valores de um só ponto de vista .
• O relativismo cultural é uma atitude necessária para aceitar a diversidade cultural em qualquer
contexto, pois permite compreender que toda cultura é única.
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O relativismo cultural
• Os costumes e as regras sociais de determinado grupo devem ser interpretados de acordo
com as funções que possuem naquele grupo, ou, seja o contexto específico.
• O relativismo cultural, como premissa teórico-metodológica da Antropologia, considera
que cada cultural é representada de acordo com suas próprias interpretações, sem
qualquer escala hierárquica.
• A identidade cultural e a diferença