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Aula HTP Lu 2024

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TESTE PROJETIVO GRÁFICO H.T.P.

HOUSE – TREE - PERSON


Professora Lucinéia Pesente
TESTE PROJETIVO GRÁFICO H.T.P.
- Publicado em 1949 por John N. Buck;
- É uma técnica gráfica expressiva que permite analisar o traçado que o
sujeito usa no espaço gráfico;
- Permite a inferência de aspectos da personalidade do sujeito;
- “Este instrumento foi aprovado pelo Sistema de Avaliação dos Testes
Psicológicos (SATEPSI), em janeiro de 2004 (CFP, 2009).” (BORSA,
2010).
- Última versão do manual técnico foi publicada em 2024 (Tardivo et al,
2024).
São chamadas de técnicas ou testes gráficos
os que possuem o desenho como principal
estímulo.

(BORSA, 2010)
“... o HTP revela-se um instrumento útil no contexto clínico, pois
permite ao psicólogo obter informações importantes a respeito dos
aspectos básicos da personalidade, especificamente no que se refere a
forças e fraquezas do indivíduo e sua interação com o ambiente. Assim,
o HTP é capaz de estimular a projeção de elementos da personalidade
e de áreas de conflito na situação terapêutica e proporciona uma
compreensão dinâmica das características e do funcionamento do
indivíduo” (Buck, 2003).
(BORSA, LINS e CARDOSO, 2018, p. 409)
DESENHO COMO ESTÍMULO

• “O desenho é considerado uma das formas de comunicação mais


antigas entre os seres humanos”.

• Comunicam história, vivências, sentimentos e emoções.


(BORSA et al. 2018, p. 409).
O DESENHO COMO ESTÍMULO
No séc. XX passou a ser utilizado para investigar habilidades cognitivas,
características emocionais e da personalidade.

• Cognitiva: medida de avaliação do desenvolvimento cognitivo (habilidade


perceptomotora, relaciona-se ao desenvolvimento)
• Emocional: “avaliar indicadores de “impulsividade, agressividade, insegurança,
raiva e sentimentos de inadequação”
• Projetiva: o desenho é uma forma de manifestação dos aspectos inconscientes da
personalidade (Hammer, 1991: Machover, 1967, 1967).” Seria a exposição do
mundo interno, fantasias, desejos, impulsos, medos, ansiedades e conflitos.
(BORSA et al, 2018, p. 409)
HISTÓRIA DO INSTRUMENTO
• Não há relatos consistentes sobre sua história;
• Foi criado em 1948 por John N. Buck, “como uma técnica clínica que
visa a obter informações acerca da sensibilidade, da maturidade e da
integração da personalidade do indivíduo, bem como da sua forma
de interagir com as pessoas e com o ambiente”;
• Foi criado a partir de sistematização de pesquisas sobre testes
gráficos, com desenho de uma pessoa e uma árvore e
posteriormente foi inserido o de uma casa.
(BORSA, LINS e CARDOSO, 2018, p. 409).
HISTÓRIA DO INSTRUMENTO
• Sua origem é associada ao Teste do Boneco (mais tarde conhecido como o
Desenho da Figura Humana (DFH)) criado em 1926 por Florence Goodenough nos
EUA., que buscava investigar o desenvolvimento intelectual infantil.

• Em 1928, o Suíço Emil Jucker utilizava o desenho da árvore para identificar


possíveis dificuldades em seus pacientes que buscavam por orientação
educacional ou vocacional. A escolha do desenho da árvore se deu pela
importância de seu simbolismo nas culturas e mitos.

(BORSA, LINS e CARDOSO, 2018, p. 409).


HISTÓRIA DO INSTRUMENTO
• Em 1949, Karl Koch publicou o “Teste da Árvore” com estudos experimentais e
reflexões fenomenológicas sobre significados possíveis para cada traço da
produção e tratamento estatístico do material coletado.

• Em 1949, Karen Machover sistematizou o desenho de uma pessoa para o estudo


da personalidade a partir da identificação de características no desenho que se
relacionam a fatores emocionais. “Assim, partiu-se do princípio de que a figura
representa o próprio indivíduo e de que a folha de papel representa o ambiente e
seu contexto de vida” (Cardoso & Pasian, 2015)

(BORSA, LINS e CARDOSO, 2018, p. 409).


HISTÓRIA DO INSTRUMENTO
• Inicialmente J. Buck sistematizou os desenhos, apresentando
aspectos quantitativos e qualitativos, Emmanuel Hamer inseriu a fase
cromática para “investigar a personalidade em um nível mais
profundo”
• Em 1969, esses autores sugeriram os contextos clínicos, hospitalar e o
escolar como campos de aplicação, diversos autores ampliaram essa
perspectiva para contextos clínicos e não clínicos.
(BORSA et al, 2018, p. 409).
MANUAL TÉCNICO HTP
VERSÃO 2024
OBJETIVO/FINALIDADE

“O HTP é ama técnica projetiva gráfica de base psicodinâmica voltada à


investigação da personalidade em termos de representações de si e do
ambiente onde o examinando se encontra inserido, de suas atitudes,
interações, conflitos e recursos psicológicos disponíveis para manejá-
los. Trata-se de uma técnica de fácil compreensão para indivíduos de
diferentes níveis de escolaridade, menos sujeita ao controle consciente
da produção do que o observado em técnicas projetivas verbais ou
inventários de autorrelato. Por esses motivos, é útil nas mais variadas
áreas de atuação do psicólogo”. P.11.
PÚBLICO-ALVO: Indivíduos de 6 a 90 anos de idade, sem restrições.
TEMPO DE APLICAÇÃO: Aproximadamente 30 minutos.
PROFISSIONAIS A QUEM SE DESTINA: Psicólogos.
MATERIAIS: Manual técnico; Protocolo de avaliação; Lápis grafite n. 2;
Papel sulfite; Borracha. Pgs 11 e 12.
APLICAÇÃO

Individual e presencial. São solicitados três desenhos ao examinando,


cada um em uma folha de papel sulfite separada. Inicialmente é
solicitado que desenhe uma casa, depois uma árvore e, por fim, uma
pessoa. Os temas dos desenhos são escolhidos por motivos práticos e
simples: são familiares a todas as pessoas, costumam ser aceitos pelas
diferentes faixas etárias, estimulam verbalizações espontâneas, mais do
que qualquer outra técnica, e são elementos de maior significação
pessoal. A apresentação da folha de papel é padronizada, mas o
examinando tem liberdade para girá-la, se preferir. P. 11.
AVALIAÇÃO

“A casa, a árvore e a pessoa são representações (conscientes ou não) da imagem


que o indivíduo tem de si. Os desenhos são analisados a partir das perspectivas
adaptativa (adequação à tarefa), expressiva (estilo próprio do sujeito) e projetiva
(aspectos psicodinâmicos). As três perspectivas e os três desenhos devem ser
analisados em conjunto, procurando-se padrões característicos da produção do
examinando considerado em sua singularidade. A validade das interpretações é
conferida pela experiência do avaliador, que integra os aspectos particulares
encontrados nos desenhos num todo que faça sentido junto às demais informações
e ao conjunto de dados disponíveis de outras fontes. Dada sua complexidade, a
avaliação não é informatizada”. P.11.
Parâmetros Psicométricos
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE

São apresentados estudos de validade de construto (comparação da produção


entre idades) e de critério (comparação de grupos controles com oito grupos
clínicos: crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica; crianças com
dificuldades de aprendizagem; crianças e adolescentes que manifestam condutas
de autolesão; crianças com câncer; idosos com depressão; adultos com depressão;
internos em casa de custódia; pessoas diagnosticadas com esquizofrenia) com
resultados satisfatórios. P. 12.
Parâmetros psicométricos
• FIDEDIGNIDADE

“Foram realizados estudos de fidedignidade por concordância entre três avaliadores dos aspectos
adaptativos, expressivos e projetivos, calculada por percentuais de concordância e pelo índice de
concordância kappa, tendo atingido valores satisfatórios em ambas as métricas”.

• NORMAS

“A análise dos desenhos, proposta no presente Manual técnico do HTP, dispensa normas por se
tratar de técnica projetiva gráfica, de natureza idiográfica e avaliação qualitativa fundamentada na
Psicanálise. O foco, portanto, é a compreensão do individuo em sua singularidade. As variáveis
analisadas não têm um significado absoluto ou unívoco, devendo ser compreendidas na
configuração especifica, própria de cada pessoa, em que aparecem”. P. 12.
CONDIÇÕES DE APLICAÇÃO
“ambiente da aplicação deve ter boa iluminação e ser reservado, sem a
presença ou a interferência de outras pessoas. Particularmente no caso
de crianças, isso deverá ficar claro para a mãe ou acompanhante. Não
deverá conter quadros, fotos ou imagens que sirvam de modelo para o
examinando. A aplicação deve ser feita em um momento do dia em
que o examinando esteja descansado e sem interesses concorrentes,
sobretudo no caso de crianças. A superfície em que o examinando
desenhará deve ser perfeitamente lisa, sem irregularidades, e ampla o
suficiente para comportar o material de aplicação e permitir que o
examinando desenhe de modo confortável”. P.99.
Instruções
Colocar uma folha sulfite, na horizontal, em frente ao examinando, e
dizer:

Examinador: “Por favor, eu quero que você desenhe uma casa. Você
pode desenhar o tipo de casa que quiser. Faça o melhor que puder.
Você pode apagar o quando quiser e pode levar o tempo que precisar.
Apenas faça o melhor possível.” p. 99.
Instruções
Depois de terminado o desenho da casa, deve-se guardá-lo e colocar
outra folha de papel sulfite, com orientação vertical, em frente ao
examinando, e dizer:

“Eu quero que você desenhe uma árvore”.

Se necessário, pode-se repetir as instruções adicionais. P. 99.


Instruções
Depois de terminado o desenho da árvore, deve-se guardá-lo e colocar
outra folha de papel sulfite, com orientação vertical, em frente ao
examinando, e dizer:

“Eu quero que você desenhe uma pessoa”.

p. 99.
Inquérito
“No contexto clínico, após a conclusão dos três desenhos, pode-se dar
ao examinando a oportunidade de expressar pensamentos e
sentimentos associados aos desenhos realizados. Trata-se de um
procedimento opcional. Os três desenhos são dispostos na frente do
examinando, e pode-se pedir que ele fale um pouco sobre cada um dos
temas desenhados, dizendo: Fale um pouco dessa pessoa. Quem ela
poderia ser, o que ela está fazendo ou sentindo...Fale um pouco dessa
árvore. Que árvore é essa, onde ela está...Fale um pouco dessa casa.
Que casa é essa, onde ela fica...Alternativamente, segundo Trinca
(2013), pode-se sugerir que o sujeito conte uma breve história a
respeito de seu desenho, dizendo: "Olhando o desenho, você pode
contar uma história, dizendo o que acontece". P.100.
Inquérito
“O objetivo do inquérito é contribuir para a compreensão da dinâmica
psicológica do indivíduo e esclarecer aspectos do desenho que
pareçam obscuros ou que chamem a atenção (Buck, 2009). Ele deve ser
sucinto, e os dados obtidos devem ser considerados complementares
aos elementos gráficos”. P. 100.
Desenhos complementares

“Pode-se solicitar o desenho de uma pessoa do sexo oposto ao


desenhado espontaneamente, como uma tarefa de caráter
complementar que pode ser utilizada pelo psicólogo de modo a
contribuir, no contexto clínico, para a interpretação da psicodinâmica
do avaliado”. P.101.
Protocolo de Avaliação
“O protocolo de avaliação é dividido duas partes:
(1) a primeira serve para registrar as características de aspectos
adaptativos, expressivos e projetivos dos desenhos do HTP, e o
avaliador deve assinalar as características verificadas em cada desenho;
(2) a segunda apresenta os eixos de interpretação, que consistem em
grupos de características dos desenhos que podem auxiliar os
psicólogos no momento da interpretação dos resultados”. P. 102
Interpretação
Aspectos adaptativos

“A análise dos aspectos adaptativos oferece menor dificuldade


em termos de interpretação, exigindo, entretanto,
conhecimentos sobre a evolução do grafismo. O nível de
adaptação do indivíduo é avaliado de acordo com uma série
de fatores, analisados a seguir”. P.101.
Aspectos Adaptativos
“Adaptação gráfica: Verifica se o desenho está de acordo com a
evolução geral do grafismo, ou seja, se é compatível com a idade do
indivíduo em termos de presença e organização dos detalhes e do
desenho como um todo, controle do lápis, qualidade da produção. A
produção de acordo com o esperado indica bom controle motor, nível
intelectual satisfatório e capacidade de adaptação às demandas do
ambiente(Figura 5). A produção acima do esperado pode dever-se a
treinamento específico (aulas de desenho), facilidade para desenhar e
presença de bons recursos intelectuais (figura 4). A produção abaixo do
esperado revela desajuste. P. 102.
Adaptação Temática: analisa se o tema está de acordo com o desenho”.
P. 103.
Aspectos expressivos
“Os aspectos expressivos do desenho referem-se à expressão
psicomotora, ao modo como o examinando, utilizando o lápis, se
coloca no ambiente-folha que lhe é oferecido (Van Kolck, 1984). A
maneira como o examinando se coloca na folha revela como ele se
coloca no mundo. Os aspectos expressivos traduzem as atitudes
básicas do indivíduo em relação a si mesmo e ao ambiente, além do
modo como lida com seus impulsos (Hammer, 1991)”. P. 109.
Aspectos projetivos
• “... o HTP parte do pressuposto de que as pessoas veem o mundo de
modo antropomórfico, ou seja, elas tendem a atribuir sua visão a
outros elementos presentes no mundo, podendo, assim, identificar-se
com eles, e não apenas com seus pares humanos. Tendo isso em
vista, a casa, a árvore e a pessoa desenhadas no HTP são
representações da imagem que o indivíduo tem de si. Vale retomar,
aqui, a frase de Elbert Hubbard, artista e escritor norte-americano,
mencionada por Hammer (1991, p. 8):"Quando um artista pinta um
retrato, ele pinta dois: do modelo e dele mesmo". P 129.
Aspectos projetivos do desenho
“Os aspectos projetivos referem-se ao conteúdo do desenho e ao
tratamento dado ao tema. A análise permite identificar necessidades e
qualidades do indivíduo atribuídas ao que foi desenhado... a
interpretação do conteúdo dos desenhos vale-se dos significados dos
símbolos derivados da psicanálise, do folclore, do estudo de sonhos,
mitos e fantasias. Como adverte Souza (2011), apesar de ser inegável a
importância de pesquisas que visem à validação das técnicas
expressivas e a identificação das possibilidades simbólicas
desencadeadas pelos diferentes desenhos solicitados e seus
respectivos elementos, o caráter do conteúdo do desenho é
essencialmente individual, e é nessa perspectiva que deve ser visto”. P
129.
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Orientações sobre o modelo de
cartaz a ser apresentado no JCC
Modelo do cartaz para a apresentação
- Cartaz em folha A1;

- Título:
A TÉCNICA DO DESENHO DA CASA-ÁRVORE-PESSOA (HTP)
Avaliação do desenho da casa
(da árvore ou da pessoa, a depender do desenho analisado)

- Ao final da folha deverá constar as referências do manual técnico de onde foram


tiradas as análises feitas:
Tardivo, L. S. de L. P. C., Moraes, M. C. de V., Marques, A. de M., & Tosi, S. M. V. D.
(2024). A Técnica do desenho casa-árvore-pessoa (HTP): Avaliação psicológica no
contexto brasileiro. Vetor Editora.
Modelo do cartaz para a apresentação
Estrutura
(1) Título (apresentado no slide anterior);
(2) A imagem do desenho analisado;
(3) As características do desenho analisado (adaptativas, expressivas e
projetivas);
(4) Os eixos de interpretação (Adaptação: planejamento, controle do
pensamento, contato com a realidade; Integridade do ego; Autoimagem;
Atitude diante do ambiente; Grau de energia e controle da expressão dos
impulsos; Indicadores de conflito (levar em conta a área); Questões com a
sexualidade; Relação realidade-fantasia; Autoconsciência e capacidade de
elaboração (as páginas de onde forma tiradas devem ser apresentadas);
(5) Referências do manual técnico.
Referências
- CAMPOS, M. de S. C. O teste do desenho como instrumento de diagnóstico da
personalidade. 32ª ed. Petrópolis: Vozes. 2000.
- CUNHA, J. A et al. Psicodiagnóstico – V. 5. ed. Revisada e ampliada. Porto Alegre:
Artmed. 2000.
- Tardivo, L. S. de L. P. C., Moraes, M. C. de V., Marques, A. de M., & Tosi, S. M. V. D.
(2024). A Técnica do desenho casa-árvore-pessoa (HTP): Avaliação psicológica no
contexto brasileiro. Vetor Editora.
- BORSA, J. C. Considerações sobre o uso do teste da CASA-ÁRVORE-PESSOA - HTP.
Aval. psicol., Porto Alegre , v. 9, n. 1, p. 151-154, abr. 2010. Disponível em
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-
04712010000100017&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 set. 2020.
- HUTZ, C. S.; BANDEIRA, D. R.; TRENTINI, C. M. (Orgs.). Avaliação psicológica da
inteligência e da personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2018.

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