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Documento Norteador Formacao Doulas - FenadoulasBr

Orientador de Doulas

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© © All Rights Reserved
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Documento Norteador sobre a Formação de Doulas

As recomendações abaixo referentes à conduta ética na atuação das doulas são oriundas do
grupo de trabalho de formação da CONADOULA 2023, Porto Alegre, e aprovadas em plenária final do
mesmo evento no dia 20 de maio de 2023.

Considerando as recomendações feitas na Conadoula 2021, as articulações de doulas


realizadas em Brasília em 2022 e 2023, a partir da aprovação do PL 3946/21 no Senado e das
discussões e plenárias das associações, seguem as recomendações tanto para cursos presenciais
quanto para cursos online de formação inicial ou continuada.

Quanto ao formato e à carga horária

Orienta-se que os cursos sejam realizados em formato presencial, híbrido ou online de forma síncrona.

A carga horária mínima sugerida é de 120 horas/aula e deve ser discriminada de forma explícita por
eixo curricular e distribuída em: parte teórica, parte prática, parte vivencial, estudos de caso e prática
supervisionada.

A prática supervisionada deve ser equivalente a, no mínimo, 20% da carga horária total, com
supervisão através de acompanhamento, presencial ou remoto, com apresentação posterior de
relatório.

Para cursos híbridos e online, no mínimo 50% da carga horária deve ser presencial e/ou síncrona. Os
outros 30% podem ser compostos de aulas e atividades assíncronas.

A pessoa precisa ter, no mínimo, 75% de presença na parte presencial e/ou síncrona para ser
certificada.

Quanto a profissionais que ministram o curso

No mínimo, 60% devem ser doulas sem formação nas áreas de medicina, enfermagem e/ou
obstetrícia. A porcentagem restante poderá ser de pessoas convidadas de qualquer área de atuação.
A Doula deverá ter no mínimo dois anos de experiência e comprovação de 10 acompanhamentos
contemplando todo o ciclo gravídico puerperal.
Quanto à coordenação do curso

Deve ser mulher ou pessoa com útero que atue como Doula e tenha formação em nível superior e/ou
notório saber.

Com no mínimo dois anos de experiência como Doula e 10 acompanhamentos contemplando todo o
ciclo gravídico puerperal.

Ter participação nas Convenções de Classe para uma real responsabilidade política e social e
comprometimento com a categoria profissional.

Quanto às participantes

O nível de escolaridade mínima para as Doulas a serem formadas será nível médio. A idade mínima
requerida é de 18 anos.

Quanto ao curso

Para uma formação reflexiva, o curso deverá ter um projeto político pedagógico baseado em
metodologias críticas que resgatem perspectivas feministas, antirracistas, anticapacitistas,
antigordofóbicas, anticlassistas, antiLGBTfóbicas, antietaristas.

Deve oferecer formação ético-política que contemple as formas de organização dos movimentos de
doulas e demais movimentos sociais.

Deve oferecer suporte emocional para as doulas em formação e já formadas, tais como grupos de
apoio, tutoria e supervisão.

Quanto à avaliação

Para constatar que a pessoa formanda compreendeu os ensinamentos básicos da doulagem, incluindo
condutas éticas, e fornecer o certificado, além do relatório de prática supervisionada, o curso deve
possuir uma forma avaliativa, preferencialmente um trabalho de conclusão.
Eixos Fundamentais Curriculares:

I. Aspectos sociais, culturais e históricos do parto e nascimento;


II. Atenção integral ao parto e nascimento;
III. Aspectos biopsicossociais da gestação, parto e puerpério;
IV. Relações de gênero e saúde;
V. Relações étnico-raciais e racismo obstétrico;
VI. Gênero e sexualidade e LGBTfobia obstétrica;
VII. Corpo, capacitismo, etarismo e gordofobia;
VIII. Relações de classe e interseccionalidade;
IX. Campos de atuação da Doula;
X. Código de ética;
XI. Empreendedorismo, cooperativismo, associativismo, voluntariado;
XII. Políticas públicas em saúde, com ênfase na saúde parental e infantil;
XIII. Lutos no ciclo gravídico puerperal;
XIV. Educação e saberes no ciclo gravídico puerperal;
XV. Práticas integrativas e complementares em saúde;
XVI. Violência obstétrica, violência institucional;
XVII. Sexualidade no ciclo gravídico puerperal;
XVIII. Amamentação, puerpério e exterogestação;
XIX. Cuidados iniciais com o recém-nascido;
XX. Comunicação e mediação de conflitos;
XXI. Anatomia e fisiologia do ciclo gravídico puerperal;
XXII. Estágio e/ou prática supervisionada;
XXIII. Sistema Único de Saúde (SUS) - História, diretrizes e princípios;
XXIV. Biossegurança no atendimento hospitalar e domiciliar

Considerações Finais

Reforçamos que os cursos de Doulas devem visar a profissionalização na área da doulagem e não a
formação complementar de outras categorias profissionais da saúde.

Recomenda-se às doulas que não se formaram em cursos que se enquadrem nas orientações acima
que busquem cursos que se adequem ao proposto nesse documento.

Sugere-se que os Cursos de Formação de Doulas orientem o acesso e leitura dos documentos
produzidos pela Convenção Nacional de Doulas (CONADOULA), pela Federação de Doulas do Brasil
(FenadoulasBR), assim como demais documentos importantes relativos à atuação em pandemias ou
situações emergenciais.

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