Dec 10645
Dec 10645
A NOVA CONSOLIDAÇÃO DA
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
DO MUNICÍPIO DE BAURU
ANO DE 2008
(Atualizada até 31/03/2008)
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PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
Í N D I C E G E R A L
PREFÁCIO
APRESENTAÇÃO
PARTE GERAL
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
CAPÍTULO I
DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
CAPÍTULO II
DAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS
CAPÍTULO III
DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS E GARANTIAS DO CONTRIBUINTE
Seção I
Das Disposições Introdutórias
Seção II
Dos Direitos do Contribuinte
Seção III
Dos Deveres da Administração Fazendária Municipal
CAPÍTULO V
DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Seção I
Das Modalidades
Seção II
Do Fato Gerador
Seção III
Do Sujeito Ativo
Seção IV
Do Sujeito Passivo
Subseção I
Das Disposições Gerais
Subseção II
Da Solidariedade
Subseção III
Do Domicílio Tributário
Seção V
Da Responsabilidade Tributária
Subseção I
Da Responsabilidade dos Sucessores
Subseção II
Da Responsabilidade de Terceiros
Subseção III
Da Responsabilidade por Infrações
CAPÍTULO VI
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DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Seção I
Das Disposições Gerais
Seção II
Da Constituição do Crédito Tributário
Subseção I
Do Lançamento
Subseção II
Da Fiscalização
Subseção III
Da Cobrança e Recolhimento
Seção III
Da Suspensão do Crédito Tributário
Subseção I
Das modalidades de Suspensão
Subseção II
Da Moratória
Subseção III
Da Cessação do Efeito Suspensivo
Seção IV
Da Extinção do Crédito Tributário
Subseção I
Das Modalidades de Extinção
Subseção II
Do Pagamento
Subseção III
Da Compensação
Subseção IV
Da Transação
Subseção V
Da Remissão
Subseção VI
Da Prescrição
Subseção VII
Da Decadência
Subseção VIII
Da Conversão do Depósito em Renda
Subseção IX
Da Homologação do Lançamento
Subseção X
Da Consignação em Pagamento
Subseção XI
Da Dação em Pagamento de Bens Imóveis
Subseção XII
Das Demais Modalidades de Extinção
Seção V
Da Exclusão do Crédito Tributário
Subseção I
Das Modalidades de Exclusão
Subseção II
Da Isenção
Subseção III
Da Anistia
CAPÍTULO VII
DA DÍVIDA ATIVA
CAPÍTULO VIII
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ESTADO DE SÃO PAULO
PARTE ESPECIAL
TÍTULO I
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO
CAPÍTULO ÚNICO
DA ESTRUTURA
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TÍTULO II
DOS IMPOSTOS
CAPÍTULO I
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL URBANA
Seção I
Da Incidência
Seção II
Do Cálculo do Imposto Predial Urbano
CAPÍTULO II
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL URBANA
Seção I
Da Incidência
Seção II
Do Cálculo do Imposto Territorial Urbano
CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES COMUNS RELATIVAS AOS IMPOSTOS PREDIAL E TERRITORIAL URBANO
Seção I
Do Valor Venal
Seção II
Do Sujeito Passivo
Seção III
Do Lançamento e da Arrecadação
Seção IV
Dos Imóveis objeto de Desapropriação ou Apossamento Administrativo
Seção V
Das Isenções e Dos Descontos
CAPÍTULO IV
DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA
Seção I
Da Incidência e dos Sujeitos da Obrigação
Seção II
Dos Elementos Quantitativos
Subseção I
Da Estimativa
Subseção II
Do Arbitramento
Subseção III
Da Construção Civil
Subseção IV
Dos Serviços de Diversões Públicas, Lazer, Entretenimento e Congêneres
Seção III
Do Lançamento e Do Recolhimento
Seção IV
Dos Deveres Instrumentais Tributários
Subseção I
Das Notas Fiscais de Serviços
Subseção II
Da Escrituração Eletrônica das Notas Fiscais de Serviços
Subseção III
Das Normas Comuns aos Documentos Fiscais
Seção V
Das Infrações e Penalidades
Seção VI
Das Isenções e Dos Descontos
Seção VII
Das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Inscritas no Simples Nacional
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CAPÍTULO V
DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS E DE DIREITOS A ELES RELATIVOS
Seção I
Da Incidência
Seção II
Da Não-Incidência
Seção III
Dos Contribuintes e Responsáveis
Seção IV
Do Lançamento
Seção V
Do Cálculo
Seção VI
Do Pagamento
Seção VII
Das Obrigações dos Tabeliães e demais Serventuários de Ofício
Seção VIII
Do Arbitramento
Seção IX
Da Guia de Recolhimento
Seção X
Das Infrações e Penalidades
TÍTULO III
DAS TAXAS - DA INCIDÊNCIA E DAS MODALIDADES
CAPÍTULO I
DAS TAXAS DE LICENÇA
Seção I
Das Disposições Gerais
Seção II
Da Taxa de Licença para Localização, Instalação e Funcionamento de Estabelecimento ou para Prestação de
Serviços
Seção III
Da Taxa de Licença para o Exercício de Comércio Eventual ou Ambulante
Seção IV
Da Taxa de Licença para Execução de Obras Particulares
Seção V
Da Taxa de Licença para Execução de Arruamento e Loteamentos de Terrenos Particulares
Seção VI
Da Taxa De Fiscalização de Publicidade e Anúncios
Seção VII
Da Taxa de Licença para Ocupação nas Vias e Logradouros Públicos
Seção VIII
Da Taxa de Renovação da Licença para Localização e Funcionamento de Estabelecimento de Produção, Comércio,
Indústria ou Prestação de Serviços de Qualquer Natureza
Seção IX
Das Isenções
CAPÍTULO II
DAS TAXAS DE EXPEDIENTE E DE SERVIÇOS DIVERSOS
Seção I
Da Taxa de Expediente
Seção II
Da Taxa de Serviços Diversos
CAPÍTULO III
DA TAXA DE SERVIÇOS URBANOS
Seção I
Da Taxa de Extinção de Formigueiros
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Seção II
Da Taxa de Capinação e Limpeza de Terrenos Baldios, Quintais de Casas Desocupadas ou Abandonadas, bem
como Obras Abandonadas
Seção III
Da Taxa de Matrícula de Animais e Vacinação de Cães
Subseção I
Da Incidência
Subseção II
Do Pagamento
Seção IV
Da Taxa de Serviços de Bombeiros
Seção V
Da Taxa de Ocupação e Uso de Área do Calçadão
TÍTULO IV
DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
CAPÍTULO I
DA INCIDÊNCIA
CAPÍTULO II
DO SUJEITO PASSIVO
CAPÍTULO III
DO CÁLCULO
CAPÍTULO IV
DO LANÇAMENTO
CAPÍTULO V
DO PLANO COMUNITÁRIO DE MELHORIAS
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E DAS ISENÇÕES
TÍTULO V
DA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA
TITULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
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PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
PREFÁCIO
REGULAMENTO GERAL
DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA DO MUNICÍPIO DE BAURU
Primeiramente, saliento a minha enorme satisfação e alegria, misturada e temperada com o senso de grande
responsabilidade em razão da confiança que me foi depositada, ao deixar sob minha autoria este prefácio ao
Regulamento Geral da Legislação Tributária do Município de Bauru.
Sempre que tenho oportunidade de falar sobre a legislação tributária, eu invoco uma inesquecível expressão
criada pelo tributarista italiano Lello Gangemi em 1959, importada por Alfredo Augusto Becker, um dos pioneiros
nos estudos de Direito Tributário no Brasil. Refiro-me à expressão “MANICÔMIO TRIBUTÁRIO”, que foi assim
comentada pelo mencionado jurista brasileiro, em seu clássico livro “Teoria Geral do Direito Tributário”, 3ª ed., São
Paulo: Lejus, 1998, p. 5-6:
“O estudo do sistema tributário italiano atual deu a Lello Gangemi a seguinte visão: ‘a infelicíssima
situação do nosso ordenamento tributário: um caos de leis contraditórias e em antítese aos mais
elementares princípios de racionalidade, justiça e socialidade’.
Em outubro de 1961, Jaimme Garcia Añoveros, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da
Universidade de Sevilla, também demonstra que a presente situação jurídico-tributária é de confusão
total e orgia. A segurança jurídica perdeu-se dentro da maraña legislativa e, hoje, um impulso fanático
caracteriza a proliferação das leis tributárias, nunca se sabendo ‘asta qué punto se trata de buena fé o
de fariseísmo’.
No Brasil, como em qualquer outro país, ocorre o mesmo fenômeno patológico-tributário. E mais
testemunhas são desnecessárias, porque todos os juristas que vivem a época atual – se refletirem sem
orgulho e preconceito – dar-se-ão conta que circulam nos corredores dum manicômio jurídico
tributário”.
Para confirmar a realidade atual dessa insanidade legislativa em matéria tributária, cito recente e balizada
pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgada em outubro de 2007 por
seu ilustre Presidente Gilberto Luiz do Amaral, na qual constam algumas informações enlouquecedoras, quais
sejam:
• 148.577 (cento e quarenta e oito mil, quinhentas e setenta e sete) normas foram editadas desde 1988 no
âmbito federal. Entre elas, seis emendas constitucionais de revisão, 55 emendas constitucionais, duas leis
delegadas, 69 leis complementares, 3.762 leis ordinárias, 1.012 medidas provisórias originárias, 5.941
reedições de medidas provisórias, 9.240 decretos federais e 128.909 normas complementares (portarias,
instruções normativas, ordens de serviço, atos declaratórios pareceres normativos etc). De acordo com o
instituto, esses números resultam em uma média de 21,41 normas federais editadas por dia nesses 19 anos;
• Ainda pelas contas desta respeitável entidade, os Estados brasileiros respondem pela edição de 956.695
(novecentas e cinqüenta e seis mil, seiscentas e noventa e cinco) normas, com média de 35.433 por Estado
e 5,11 normas editadas por dia em cada um;
• Já os 5.565 Municípios brasileiros foram responsáveis pela edição de 2.522.741 (isso mesmo: dois milhões,
quinhentas e vinte e duas mil, setecentas e quarenta e uma!) normas, com média de 453 normas criadas ou
modificadas por dia em cada um deles.
Numa expressão de reconhecimento acerca dessa característica da legislação tributária, o artigo 212 do Código
Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25/10/1966) prevê que “Os Poderes Executivos federal, estaduais e
municipais expedirão, por decreto, dentro de 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Lei, a consolidação, em
texto único, da legislação vigente, relativa a cada um dos tributos, repetindo-se esta providência até o dia 31 de
janeiro de cada ano”.
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É neste contexto doido que entra em cena esta nova legislação, esta nova norma que habitará e vigorará dentro
no manicômio tributário bauruense.
Por um lado, deve-se admitir que o presente texto normativo não atingiu a inalcançável perfeição, contendo,
ainda, alguns dispositivos que geram (e continuarão gerando) embates entre os contribuintes e o Fisco Municipal,
que vão parar no Conselho Municipal de Contribuintes ou, ainda, no próprio Poder Judiciário. Aliás, esperamos
muito que este nosso Tribunal Administrativo Tributário consiga atingir esse mister tão importante para a renovação
e aperfeiçoamento tanto da fiscalização como da legislação tributária municipal.
No entanto, deve ser destacada essa louvável iniciativa dos idealizadores e executores do presente
“Regulamento”, diante da total necessidade e importância de se ter um único texto normativo oficial que não apenas
consolide (= junte e resuma num único diploma normativo o disposto em várias legislações), mas também
regulamente (= dê aplicação a alguns dispositivos legais não auto-aplicáveis, bem como forneça expressamente a
interpretação oficial sobre determinado tema) a vasta e complicada legislação tributária que vigora em nossa cidade.
Com efeito, além (e a partir) da Constituição Federal de 1988, existem algumas normas criadas pelo Legislativo
Federal (Decretos-leis nº 57/66, nº 195/67 e nº 406/68, Leis Complementares nº 116/03 e nº 123/06, o Código
Tributário Nacional, dentre outras) e, é claro, as normas criadas pelo próprio Legislativo e Executivo Municipal (leis
ordinárias, decretos, instruções normativas e portarias) que, separadas, dificultam sobremaneira o conhecimento, a
interpretação e a aplicação de tais normas com reflexo na tributação municipal.
Dessa forma, o presente Decreto auxilia o intérprete e aplicador do Direito Tributário Bauruense, ainda mais
quando menciona expressamente a matriz legal do dispositivo lançado no presente regulamento, corrigindo uma
sentida omissão do texto anterior (Decreto nº 10.084/05).
Parabéns à nossa amada Cidade de Bauru, que ganha um proveitoso e rico texto normativo sobre a tributação
municipal, que beneficiará não apenas a Administração Tributária do Município, como também os contribuintes
bauruenses e os seus profissionais auxiliares (contadores, advogados, administradores, economistas, consultores e
assessores em geral).
APRESENTAÇÃO
Estão agrupados nesta Consolidação os atos normativos vigentes no Município de Bauru relativos ao
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis
(ITBI), ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), às Taxas de Serviços Públicos e de Poder de Polícia,
à Contribuição de Melhoria e à Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP), às normas
gerais relativas à tributação municipal, à fiscalização tributária, ao processo administrativos fiscal, e ao
Parcelamento Administrativo de Débitos Tributários.
A presente versão ainda apresenta importante inovação em relação ao Diploma anterior: a referência às
legislações matrizes dos dispositivos que fazem parte desta Consolidação. Quando determinada norma tem origem
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em lei, prevalece esta remissão, ainda que reproduzida também por decreto ou instrução normativa. A referência a
dispositivos de decretos ou instruções indica que a regra não adveio de lei e, por conseguinte, a sua natureza de
norma regulamentar. Por outro lado, a ausência de remissão deve ser entendida como nova regra regulamentar ou
novo entendimento da Fazenda Pública, não constante de normatizações anteriores.
Por tudo isso, esta nova edição da Consolidação, aprovada originariamente pelo Decreto nº. 10.084, de 1º
de setembro de 2005 (Diário Oficial de 15/10/05), continua a ser um instrumento valioso para a pesquisa e para a
interpretação da legislação tributária do Município de Bauru, facilitando o trabalho dos contribuintes e de todos os
profissionais que militam na área tributária local.
Bauru, 31/03/2008.
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ESTADO DE SÃO PAULO
O PREFEITO MUNICIPAL DE BAURU, no uso de suas atribuições legais conferidas pelo art. 51
da Lei Orgânica do Município de Bauru e cumprindo o que determina o art. 212 da Lei nº 5172, de 25 de outubro de
1966 – Código Tributário Nacional, e dando continuidade ao trabalho de consolidação dos atos normativos
tributários, iniciado em 2005,
DECRETA
PARTE GERAL
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
CAPÍTULO I
DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Art. 2º - A expressão “legislação tributária” compreende as leis, decretos, instruções normativas, portarias e
súmulas administrativas vinculantes que versem, no todo ou em parte, sobre tributos de
competência do Município e relações jurídicas a eles pertinentes (art. 2º da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 3º - Somente a lei, no sentido material e formal, pode estabelecer (art. 3º da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 4º - Não constitui majoração de tributo, para os efeitos do inciso II do artigo anterior, a atualização
monetária de seus elementos quantitativos (art. 4º da Lei nº 1929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A atualização a que se refere este artigo será feita anualmente por decreto do Prefeito (art. 4º,
parágrafo único, da Lei nº 1929/75 – CTMB).
Art. 5º - O Prefeito regulamentará, por decreto, e o Secretário de Economia e Finanças, por instrução
normativa, leis que versem sobre matéria tributária de competência do Município, observando (art.
5º da Lei nº 1929/75 – CTMB):
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§ 1º - O conteúdo e o alcance dos regulamentos restringir-se-ão aos das leis em função das quais tenham
sido expedidos, não podendo, em especial (art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 1929/75 – CTMB):
Parágrafo único - Estão adstritas à observância do caput deste artigo as leis que reduzem ou extinguem isenções e
outros benefícios fiscais (art. 6º, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO II
DAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS
§ 1º - A imunidade das pessoas políticas de direito constitucional interno abrange a administração direta,
as autarquias e as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, as empresas públicas e as
sociedades de economia mista, prestadoras de serviços públicos (art. 8º, parágrafo único, da Lei nº
1.929/75).
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§ 3º - Estarão excluídas da imunidade as entidades que explorem atividade econômica (art. 7º, § 2º, do
Decreto nº 10.084/05).
§ 5º - Para fins do parágrafo anterior, consideram-se anexos dos templos todos os locais que viabilizam
o culto ou dele decorrem, tais como a casa paroquial, o seminário, o convento, a abadia, o centro
de formação dos pastores, a casa do rabino, dentre outros (art. 7º, § 5º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 6º - A imunidade dos partidos políticos e suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores e
das instituições de educação e assistência social está subordinada à comprovação dos requisitos
previstos no art. 14 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (art. 7º, § 6º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 9º - Para o reconhecimento da imunidade das entidades de assistência social, exige-se ainda o atributo
da generalidade do acesso dos beneficiários, independentemente de contraprestação (art. 7º, § 9º,
do Decreto nº 10.084/05).
§ 10 - A imunidade prevista no inciso III, d, deste artigo, é objetiva e de extensão mínima, não
alcançando a impressão e a distribuição dos livros, jornais e periódicos, exceto o próprio papel
destinado à impressão e os filmes fotográficos (art. 7º, § 10, do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO III
DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Art. 8º - Todas as funções referentes a cadastramento, lançamento, cobrança e fiscalização dos tributos
municipais, aplicação de sanções por infração à legislação tributária do Município, bem como as
medidas de repressão e prevenção de fraudes, serão exercidas pelos órgãos afetos e subordinados
ao Departamento de Arrecadação Tributária da Secretaria de Economia e Finanças, segundo as
atribuições constantes da Lei de Organização Administrativa do Município e dos respectivos
regimentos internos (art. 9º da Lei nº 1929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Aos órgãos referidos neste artigo reserva-se a denominação de “Fisco” ou “Fazenda Municipal”
(art. 9º, parágrafo único, da Lei nº 1929/75 – CTMB).
Art. 9º - Os órgãos e servidores incumbidos do lançamento, cobrança e fiscalização dos tributos, sem
prejuízo do rigor e vigilância indispensáveis ao bom desempenho de suas atividades, darão
assistência técnica aos contribuintes e responsáveis, prestando-lhes esclarecimentos sobre a
interpretação e fiel observância da legislação tributária (art. 10 da Lei nº 1929/75 – CTMB).
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CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS E GARANTIAS DO CONTRIBUINTE
Seção I
Das Disposições Introdutórias
Art. 10 - Os direitos e garantias do contribuinte disciplinados no presente Capítulo serão reconhecidos pela
Administração Fazendária Municipal, sem prejuízo de outros decorrentes de normas gerais de
direito tributário, da legislação municipal e dos princípios e normas veiculados pela Constituição
Federal (art. 12-A da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03).
Art. 11 - A Fazenda Pública Municipal obedecerá, dentre outros, aos princípios da justiça, legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório,
segurança jurídica, interesse público e eficiência (art. 12-B da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído
pela Lei nº 5.077/03).
Art. 12 - No desempenho de suas atribuições, a Administração Tributária pautará sua conduta de modo a
assegurar o menor ônus possível aos contribuintes, assim no procedimento e no processo
administrativo, como no processo judicial (art. 12-C da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela
Lei nº 5.077/03).
Seção II
Dos Direitos do Contribuinte
Art. 13 - São direitos do contribuinte (art. 12-D da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03):
I- ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício
de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativo-tributários em que tenha a
condição de interessado, deles ter vista, obter cópias dos documentos neles contidos e
conhecer as decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de
consideração escrita e fundamentada do órgão competente;
IV - receber comprovante pormenorizado dos documentos, livros e mercadorias entregues à
fiscalização fazendária ou por ela apreendidos;
V- ser informado dos prazos para pagamento das prestações a seu cargo, inclusive multas,
com a orientação de como proceder, bem assim, das hipóteses de redução do respectivo
montante;
VI - obter certidões negativas de débito, ainda que o crédito tributário tenha sido extinto por
causa diversa do pagamento ou se tornado inexigível, sem prejuízo de nelas constar a
razão determinante da extinção ou da inexigibilidade;
VII - ter preservado, perante a Administração Fazendária Municipal, o sigilo de seus negócios,
documentos e operações;
VIII - não ter recusada, em razão da existência de débitos tributários pendentes, autorização
para a impressão de documentos fiscais necessários ao desempenho de suas atividades;
IX - ser posto no mesmo plano da Administração Fazendária Municipal, no que se refere a
pagamentos, reembolsos e atualização monetária.
Seção III
Dos Deveres da Administração Fazendária Municipal
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Art. 14 - Excetuado o requisito da tempestividade, é vedado estabelecer qualquer outra condição que limite
o direito à interposição de impugnações ou recursos na esfera administrativa (art. 12-E da Lei nº
1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03).
Art. 15 - É igualmente vedado (art. 12-F da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03):
Art. 16 - Serão objeto de intimação os atos do processo de que resultem, para o interessado, a imposição de
deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades (art. 12-G da Lei nº
1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03).
Art. 17 - A existência de processo administrativo ou judicial, em matéria tributária, não poderá impedir o
contribuinte de fruir de benefícios e incentivos fiscais (art. 12-H da Lei nº 1.929/75 – CTMB,
incluído pela Lei nº 5.077/03).
Art. 18 - O termo de início de fiscalização deverá obrigatoriamente circunscrever precisamente seu objeto,
vinculando a Administração Fazendária Municipal (art. 12-I da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído
pela Lei nº 5.077/03).
Art. 19 - Sob pena de nulidade, os atos administrativos da Administração Fazendária Municipal serão
motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando (art. 12-J da Lei nº
1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03):
§ 2º - Na solução de vários assuntos da mesma natureza pode ser utilizado meio mecânico que reproduza
os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados (art.
12-J, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03).
Art. 20 - Serão examinadas e julgadas pela Administração todas e quaisquer questões suscitadas no
processo administrativo contencioso, inclusive as de índole constitucional (art. 12-L da Lei nº
1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº 5.077/03).
CAPÍTULO V
DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
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Seção I
Das Modalidades
Art. 21 - Obrigação tributária principal é a que surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela
decorrente (art. 13, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A obrigação tributária acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em principal
relativamente à penalidade pecuniária (art. 13, § 3º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção II
Do Fato Gerador
Art. 22 - Fato gerador da obrigação tributária principal é a situação definida em lei como necessária e
suficiente para justificar o lançamento e a cobrança de cada um dos tributos de competência do
Município (art. 14 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 23 - Fato gerador da obrigação tributária acessória é qualquer situação que, na forma da legislação
tributária, imponha a prática ou abstenção de ato que não configure obrigação principal (art. 15 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção III
Do Sujeito Ativo
Art. 24 - Na qualidade de sujeito ativo da obrigação tributária, o Município de Bauru é a pessoa de direito
público titular da competência para lançar, cobrar e fiscalizar os tributos previstos na Constituição
Federal de 1988 e criados por leis municipais específicas (art. 16 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção IV
Do Sujeito Passivo
Subseção I
Das Disposições Gerais
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Art. 25 - Sujeito passivo da obrigação tributária principal é a pessoa física ou jurídica obrigada, nos termos
da lei, ao pagamento de tributos da competência do Município (art. 17 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - O sujeito passivo da obrigação principal será considerado (art. 17, parágrafo único, da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
I- contribuinte, quando tiver relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fator
gerador;
II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorrer de
disposições expressas em lei.
Art. 26 - Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada à prática ou à abstenção de atos
discriminados na legislação tributária do Município, que não configurem obrigação principal (art.
18 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção II
Da Solidariedade
I- as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da
obrigação principal;
II - as pessoas expressamente designadas em lei.
§ 1º - A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem (art. 20, parágrafo único,
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - Entende-se por interesse comum, para fins do disposto no inciso I deste artigo, a situação em que
duas ou mais pessoas pratiquem o fato gerador da mesma obrigação tributária (art. 28, § 2º, do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 29 - Salvo os casos expressamente previstos em lei, a solidariedade produz os seguintes efeitos (art. 21
da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Subseção III
Do Domicílio Tributário
I- quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou
desconhecida, o centro habitual de sua atividade;
II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais, o lugar da sua
sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada
estabelecimento;
III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no território
da entidade tributante.
§ 2º - Quando não couber a aplicação das regras previstas em quaisquer dos incisos do parágrafo
anterior, considerar-se-á como domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da
situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram ou poderão dar origem à obrigação
tributária (art. 22, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito quando a sua localização, acesso ou
quaisquer outras características impossibilitem ou dificultem a arrecadação e a fiscalização do
tributo, aplicando-se, então, a regra do parágrafo anterior (art. 22, § 3º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 31 - O domicílio tributário será obrigatoriamente consignado nas petições, requerimentos, consultas,
reclamações, recursos, declarações, guias e quaisquer outros documentos dirigidos ou
apresentados ao Fisco Municipal (art. 23 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção V
Da Responsabilidade Tributária
Subseção I
Da Responsabilidade dos Sucessores
Art. 32 - Os créditos tributários referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano, às taxas pela prestação
de serviços referentes a tais bens, ou às contribuições de melhoria, sub-rogam-se na pessoa dos
respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação (art. 24 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Nos casos de arrematação em hasta pública, adjudicação e aquisição pela modalidade de venda por
propostas no processo de falência, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço (art. 24,
parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
I- o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos, sem
que tenha havido prova de sua quitação;
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos até a data da
partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão, do
legado ou da meação;
III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.
Art. 34 - A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra
ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas de direito
privado fusionadas, transformadas ou incorporadas (art. 26 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Parágrafo único - O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado,
quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente ou
seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual (art. 26, parágrafo único,
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 35 - A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional e continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos
tributos devidos até a data do ato, relativos ao fundo de estabelecimento adquirido (art. 27 da Lei
nº 1.929/75 – CTMB):
§ 1º - O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial (art. 133, § 1º, da
Lei nº 5.172/66 – CTN, incluído pela Lei Complementar nº 118/05):
I- em processo de falência;
II - de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial.
§ 2º - Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for (art. 133, § 2º, da Lei nº
5.172/66 – CTN, incluído pela Lei Complementar nº 118/05):
Art. 36 - Nos casos de responsabilidade inter vivos previstos nos artigos anteriores, o alienante continua
responsável pelo pagamento do tributo, sem prejuízo da responsabilidade assumida pelo
adquirente (art. 36 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - A regra do caput deste artigo não se aplica à hipótese do art. 32, caput, deste Regulamento.
Subseção II
Da Responsabilidade de Terceiros
Parágrafo único - O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório (art. 28,
parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 38 - São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes
de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos (art. 29
da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Subseção III
Da Responsabilidade por Infrações
Art. 39 - Salvo os casos expressamente ressalvados em lei, a responsabilidade por infrações à legislação
tributária do Município de Bauru independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato (art. 30 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
I- quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando
praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou cumprimento de
ordem expressa emitida por quem de direito;
II - quanto às infrações em cuja definição o dolo especifico do agente seja elementar;
III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo especifico:
a) das pessoas referidas no art. 37, contra aquelas por quem respondem;
b) dos mandatários, prepostos e empregados, contra seus mandantes, preponentes ou
empregadores;
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, contra
estas.
Art. 41 - A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso,
do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela
autoridade administrativa, quando o montante do tributo depender de apuração (art. 32 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Não será considerada espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento
administrativo ou medida de fiscalização, relacionadas com a infração (art. 32, parágrafo único, da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O parcelamento não produzirá os efeitos previstos pelo caput deste artigo (art. 41, § 2º, do Decreto
nº 10.084/05).
CAPÍTULO VI
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
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Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 42 - O crédito tributário decorre de obrigação principal e tem a mesma natureza desta (art. 33 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 43 - As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias
ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade, não afetam a obrigação
tributária que lhe deu origem (art. 34 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 44 - O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou se extingue, ou tem a sua
exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos expressamente previstos neste Decreto, fora dos
quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, a sua
efetivação ou as respectivas garantias (art. 35 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção II
Da Constituição do Crédito Tributário
Subseção I
Do Lançamento
Parágrafo único - A atividade administrativa do lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional (art. 36, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 46 - O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então
vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 37 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da
obrigação tributária, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização,
ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito
maiores garantias ou privilégios, exceto, neste ultimo caso, para o efeito de atribuir
responsabilidade tributária a terceiros (art. 37, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
I- lançamento direto: quando sua iniciativa competir a Fazenda Municipal, sendo o mesmo
procedido com base nos dados apurados diretamente pela repartição fazendária junto ao
contribuinte ou responsável ou a terceiro que disponha desses dados;
II - lançamento por homologação: quando a legislação atribuir ao sujeito passivo o dever de
antecipar o pagamento sem prévio exame de autoridade fazendária, operando-se o
lançamento pelo ato em que referida autoridade, tomando conhecimento da atividade
assim exercida pelo obrigado, expressamente o homologue;
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ESTADO DE SÃO PAULO
III - lançamento por declaração: quando for efetuado pelo Fisco, com base na declaração do
sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária,
presta à autoridade fazendária informações sobre a matéria de fato, indispensável a sua
efetivação.
§ 1º - A omissão ou erro do lançamento, qualquer que seja a sua modalidade, não exime o contribuinte
da sua obrigação tributária, nem de qualquer modo lhe aproveita (art. 38, § 1º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
§ 2º - O pagamento antecipado pelo obrigado, nos termos do inciso II deste artigo, extingue o crédito
sob condição resolutiva de sua ulterior homologação (art. 38, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - Na hipótese do inciso II deste artigo, não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos
anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou terceiros, visando à extinção total ou
parcial do crédito (art. 38, § 3º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 4º - Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo
porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou na sua graduação (art. 38, § 3º,
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 48 - As alterações e substituições dos lançamentos originais serão feitas através de novos lançamentos,
a saber (art. 39 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- lançamento de oficio: quando o lançamento original for efetuado ou revisto de oficio pela
autoridade administrativa, nos seguintes casos:
a) quando não for prestada declaração por quem de direito, na forma e nos prazos da
legislação tributária;
b) quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos da
alínea anterior, deixar de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido
de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recusar-se a prestá-lo ou não
o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;
c) quando se comprovar falsidade, erro ou omissão a qualquer elemento definido na
legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;
d) quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, nos
casos de lançamento por homologação;
e) quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente
obrigado, que dê lugar a aplicação de penalidade pecuniária;
f) quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em beneficio daquele, agiu com
dolo, fraude ou simulação;
g) quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento
anterior;
h) quando se comprove que no lançamento anterior ocorreu fraude ou falta funcional da
autoridade que o efetuou, ou a omissão pela mesma autoridade, de ato ou formalidade
essencial;
i) nos demais casos expressamente designados em lei.
II - lançamento aditivo: quando o lançamento original consignar diferença a menor contra o
Fisco, em decorrência de erro de fato em qualquer das suas fases de execução;
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Art. 49 - O lançamento e as suas alterações serão comunicadas ao contribuinte por qualquer uma das
seguintes formas (art. 40 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- notificação direta;
II - publicação no órgão oficial do Município ou Estado;
III - publicação em órgão da imprensa local;
IV - por meio de edital afixado na Prefeitura.
Art. 51 - É facultado à Fazenda Municipal o arbitramento de bases tributárias, quando o montante do tributo
não for conhecido exatamente (art. 42 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - O arbitramento determinará, justificadamente, a base tributária presuntiva (art. 42, § 1º, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O arbitramento a que se refere este artigo não prejudica a liquidez do crédito tributário (art. 42, §
2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção II
Da Fiscalização
Art. 52 - Com a finalidade de obter elementos que lhe permitam verificar a exatidão das declarações
apresentadas pelos contribuintes e responsáveis e determinar, com precisão, a natureza e o
montante dos créditos tributários, a Fazenda Municipal poderá (art. 43 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB):
I- exigir, a qualquer tempo, a exibição dos livros e comprovantes dos atos e operações que
constituam ou possam vir a constituir fato gerador de obrigação tributária;
II - fazer inspeções, vistorias, levantamentos e avaliação nos locais e estabelecimentos onde
se exerçam atividades passíveis de tributação, ou nos bens que constituem matéria
tributável;
24
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§ 1º - O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, às pessoas naturais ou jurídicas que gozem de
imunidade ou sejam beneficiadas por isenções ou quaisquer outras formas de suspensão ou
exclusão do crédito tributário (art. 43, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - Para os efeitos da legislação tributária do Município, não tem aplicação quaisquer disposições
legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e feitos comerciais ou fiscais dos comerciantes, industriais, produtores ou
prestadores de serviços, ou da obrigação destes de exibi-los (art. 43, § 2º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 53 - Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à Fazenda Municipal todas as informações de
que disponham, com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros (art. 44 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
Art. 54 - Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação por qualquer meio para
qualquer fim, por parte do Fisco ou de seus funcionários, de qualquer informação obtida em razão
do oficio, sobre a situação econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de terceiros e sobre a
natureza e o estado dos seus negócios ou atividades (art. 45 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Excetuam-se do disposto neste artigo unicamente (art. 198, §§ 1º e 3º, da Lei nº 5.172/66 – CTN,
com redação determinada pela Lei Complementar nº 104/01):
Art. 55 - O Município poderá instituir livros, declarações e registros obrigatórios de bens, serviços e
operações tributáveis, a fim de apurar os elementos necessários ao lançamento de tributos (art. 46
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 56 - A autoridade que proceder ou presidir a quaisquer diligências de fiscalização lavrará os termos
necessários para que se documente o início do procedimento fiscal, na forma da legislação
aplicável, que fixará o prazo máximo para a conclusão daquelas (art. 47 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - Os termos a que se refere este artigo serão lavrados, sempre que possível, em um dos livros fiscais
exibidos; quando lavrados em separado, deles se entregará, à pessoa sujeita à fiscalização, cópia
autenticada pela autoridade que proceder ou presidir a diligência (art. 47, parágrafo único, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção III
Da Cobrança e Recolhimento
Art. 57 - A cobrança e o recolhimento dos tributos far-se-ão na forma e nos prazos estabelecidos na Parte
Especial deste Regulamento (art. 48 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 58 - O pagamento não importa em quitação do crédito fiscal, valendo o recibo como prova de
recolhimento da importância nele referida, continuando o contribuinte obrigado a satisfazer
quaisquer diferenças que venham a ser posteriormente apuradas (art. 51 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 59 - Na cobrança a menor de tributo ou penalidade pecuniária, respondem tanto o servidor responsável
pelo erro quanto o sujeito passivo, cabendo àquele o direito regressivo de reaver deste o total do
desembolso (art. 52 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A obrigação de recolher, imputada ao servidor, é subsidiária e não o exclui da responsabilidade
disciplinar cabível (art. 52, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 60 - O prefeito poderá firmar convênios com estabelecimentos bancários, oficiais ou não, com sede,
agência ou escritório no território deste ou de outro Município, neste último caso quando o
número de contribuintes nele domiciliados justificar a medida, visando o recebimento de tributos
ou penalidades pecuniárias, vedada a atribuição de qualquer parcela de arrecadação a título de
remuneração, bem como o recebimento de juros desses depósitos (art. 53 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Seção III
Da Suspensão do Crédito Tributário
Subseção I
Das Modalidades de Suspensão
Art. 61 - Suspendem a exigibilidade do crédito tributário (art. 59 da Lei nº 1.929/75 – CTMB; art. 151 da
Lei nº 5.172/66 - CTN):
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I- a moratória;
II - o depósito judicial do seu montante integral, nos termos dos artigos 890 e seguintes do
Código de Processo Civil;
III - o depósito administrativo do seu montante integral, com rito processual definido no
Título II da Parte Geral deste Decreto;
IV - as reclamações e os recursos, nos termos definidos no Título II da Parte Geral deste
Decreto;
V- a concessão de medida liminar em mandado de segurança;
VI - a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação
judicial;
VII - a sentença ou acórdão ainda não transitados em julgado;
VIII - o parcelamento, de acordo com as normas processuais previstas no Título II da Parte
Geral deste Decreto.
§ 2º - As hipóteses de suspensão previstas neste artigo apenas impedem a cobrança do tributo discutido e
seus acessórios, restando íntegro o direito de fiscalização e constituição do crédito respectivo, com
juros e correção monetária (art. 61, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Subseção II
Da Moratória
Art. 62 - Constitui moratória a concessão de novo prazo ao sujeito passivo, após o vencimento do prazo
originalmente assinalado para o pagamento do crédito tributário (art. 60 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
§ 2º - A moratória não aproveita os casos de dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou de terceiros
em benefício daquele (art. 60, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 63 - A moratória somente poderá ser concedida (art. 61 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- em caráter geral, por lei, que pode circunscrever expressamente a sua aplicabilidade a
determinada região do território do Município ou a determinada classe ou categoria de
sujeitos passivos;
II - em caráter individual, por despacho de autoridade administrativa, observados os
requisitos legais e a requerimento do sujeito passivo.
Art. 64 - A lei que conceder moratória em caráter geral ou o despacho que a conceder em caráter individual
obedecerão aos seguintes requisitos (art. 62 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
III - o número de prestações não excederá a 12 (doze) e o seu vencimento será mensal e
consecutivo, vencendo juros de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração;
IV - o não-pagamento de uma das prestações implicará no cancelamento automático do
parcelamento, independentemente de prévio aviso ou notificação, promovendo-se de
imediato a inscrição do saldo devedor na dívida ativa, para cobrança executiva.
Art. 65 - A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será revogada de
ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições
ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrando-se o
crédito acrescido de juros de mora (art. 63 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Parágrafo único - No caso do inciso I deste artigo, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua
revogação não se computa para o efeito de prescrição do direito à cobrança do crédito (art. 63, §
1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção III
Da Cessação do Efeito Suspensivo
Art. 66 - Cessam os efeitos suspensivos relacionados com a exigibilidade do crédito tributário (art. 70 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- pela extinção do crédito tributário, por qualquer das formas previstas no art. 67 deste
Decreto;
II - pela exclusão do crédito tributário, por qualquer das formas previstas no art. 82 deste
Decreto;
III - pela decisão administrativa desfavorável, no todo ou em parte, ao sujeito passivo;
IV - pela cassação da medida liminar ou tutela antecipada concedida em ações judiciais;
V- pelo descumprimento da moratória ou parcelamento.
Seção IV
Da Extinção do Crédito Tributário
Subseção I
Das Modalidades de Extinção
I- o pagamento;
II - a compensação, conforme procedimento específico previsto no Título II da Parte Geral
deste Decreto;
III - a transação;
IV - a remissão;
V- a prescrição e a decadência;
VI - a conversão do depósito em renda;
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento;
VIII - a consignação em pagamento, quando julgada procedente;
IX - a dação em pagamento de bens imóveis, com procedimento específico definido no Título
II da Parte Geral deste Decreto;
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Subseção II
Do Pagamento
Art. 68 - As formas e os prazos para o pagamento dos tributos de competência do Município e das
penalidades pecuniárias aplicadas por infração à sua legislação tributária estão estabelecidas na
Parte Especial deste Decreto (art. 72 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 69 - O pagamento poderá ser efetuado por qualquer das seguintes modalidades (art. 74 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
Parágrafo único - O crédito pago por cheque somente será considerado extinto com o resgate deste pelo sacado (art.
74, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 70 - O pagamento de um crédito tributário não importa em presunção de pagamento (art. 75 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
Subseção III
Da Compensação
Art. 71 - Fica o Poder Executivo autorizado, sempre que o interesse do Município o exigir, a compensar
créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo
contra a Fazenda Municipal (art. 76 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, o seu montante será apurado com redução
correspondente a juros de 1% (um por cento) ao mês ou fração, pelo tempo que decorrer entre a
data da compensação e a do vencimento (art. 76, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 72 - É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo
sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial (art. 170-A da Lei nº
5.172/66, acrescentado pela Lei Complementar nº 104/01).
Subseção IV
Da Transação
Art. 73 - Lei específica municipal pode autorizar o Poder Executivo a celebrar com o sujeito passivo da
obrigação tributária transação que, mediante concessões mútuas, importe em prevenir ou terminar
litígio e, consequentemente, extinguir o crédito tributário a ele referente (art. 77 da Lei nº 1.929/75
– CTMB).
Parágrafo único - A lei autorizadora estipulará as condições e garantias sob as quais se dará a transação, observados
os requisitos da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000.
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Subseção V
Da Remissão
Art. 74 - Lei específica municipal pode conceder remissão total ou parcial do crédito tributário, observados
os requisitos da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000.
Subseção VI
Da Prescrição
Art. 75 - A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data de sua
constituição definitiva (art. 79 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A prescrição se interrompe (art. 79, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- pelo despacho do juiz que ordena a citação em execução fiscal (art. 174, parágrafo único,
I, da Lei nº 5.172/66 – CTN, com redação determinada pela Lei Complementar nº
118/05);
II - pelo protesto judicial;
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do
débito pelo devedor.
Subseção VII
Da Decadência
Art. 76 - O direito de a Fazenda Municipal constituir o crédito tributário extingue-se em 5 (cinco) anos,
contados (art. 80 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado;
II - da data em que se tonar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o
lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único - O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele
previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela
notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento (art.
80, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção VIII
Da Conversão do Depósito em Renda
Subseção IX
Da Homologação do Lançamento
Subseção X
Da Consignação em Pagamento
Art. 79 - Ao sujeito passivo é facultado consignar judicialmente a importância do crédito tributário nos
casos de (art. 83 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Parágrafo único - O procedimento da consignação obedecerá ao previsto nos artigos 890 e seguintes do Código de
Processo Civil.
Subseção XI
Da Dação em Pagamento de Bens Imóveis
Art. 80 - Extingue o crédito tributário a dação em pagamento de bens imóveis, observadas as regras dos
arts. 277 a 293 deste Decreto.
Subseção XII
Das Demais Modalidades de Extinção
Art. 81 - Extingue o crédito tributário a decisão administrativa ou judicial que expressamente (art. 84 da Lei
nº 1.929/75 – CTMB):
Parágrafo único - Somente extingue o crédito tributário a decisão administrativa irreformável, assim entendida a que
não mais possa ser contestada dentro da própria Administração nem tampouco possa constituir
objeto de ação anulatória, bem como a decisão judicial passada em julgado (art. 84, § 1º, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Seção V
Da Exclusão do Crédito Tributário
Subseção I
Das Modalidades de Exclusão
I- a isenção;
II - a anistia.
§ 1º - O projeto de lei que contemple qualquer das modalidades previstas nos incisos I e II deste artigo
deverá estar acompanhado das justificativas exigidas pela Lei Complementar nº 101, de 04 de
maio de 2000.
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Subseção II
Da Isenção
Art. 83 - Isenção é a dispensa do pagamento de um tributo, em virtude de disposição legal expressa (art. 86
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A isenção concedida expressamente para determinado tributo não aproveita aos demais, não sendo
também extensiva a outros institutos posteriores à sua concessão (art. 86, parágrafo único, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
I- em caráter geral, concedida por lei, que pode circunscrever expressamente a sua
aplicabilidade a determinada região do território do Município.
II - em caráter individual, efetivada por despacho do Prefeito Municipal, em requerimento no
qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos
requisitos previstos em lei para a sua concessão.
§ 1º - Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho a que se refere o inciso II
deste artigo deverá ser renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente
seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixou de promover a
continuidade do reconhecimento da isenção (art. 87, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O despacho a que se refere o inciso II deste artigo, bem como as renovações a que alude o
parágrafo anterior, não geram direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, a regra do art. 65
deste Regulamento (art. 87, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - A decisão concessiva da isenção tem caráter meramente declaratório, retroagindo os seus efeitos
ao período em que o contribuinte já se encontrava em condições de gozar do benefício (art. 83, §
3º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 85 - A concessão de isenção por leis especiais apoiar-se-á sempre em fortes razões de ordem pública
ou de interesse do Município e não poderá ter caráter pessoal (art. 88 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - Entende-se como favor pessoal não permitido a concessão, em lei, de isenção de tributos a
determinada pessoa física ou jurídica (art. 88, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção III
Da Anistia
Art. 86 - A anistia, assim entendido o perdão das infrações cometidas e a conseqüente dispensa do
pagamento das penalidades pecuniárias a ela relativas, abrange exclusivamente as infrações
cometidas anteriormente à vigência da lei que a conceder, não se aplicando (art. 89 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
I- aos atos praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em
benefício daquele;
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II - aos atos qualificados como crime contra a ordem tributária, nos termos da Lei Federal no
8.137, de 27 de dezembro de 1990;
III - às infrações resultantes do conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas.
Art. 87 - A lei que conceder anistia poderá fazê-lo (art. 90 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- em caráter geral;
II - limitadamente:
a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;
b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até um determinado montante,
conjugada ou não com penalidades de outra natureza;
c) a determinada região do território do Município, em função das condições a ela
peculiares;
d) sob condição do pagamento do tributo no prazo fixado pela lei que a conceder,
ou cuja fixação seja atribuída pela lei à autoridade administrativa.
§ 1º - A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho do
Prefeito Municipal, em requerimento no qual o interessado faça prova do preenchimento das
condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para a sua concessão (art. 90, § 1º, da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, a regra
do art. 65 deste Decreto (art. 90, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 88 - A concessão da anistia dá a infração por não cometida e, por conseguinte, a infração anistiada não
constitui antecedente para efeito de imposição ou graduação de penalidades por outras infrações
de qualquer natureza a ela subseqüentes, cometidas por sujeito passivo beneficiado por anistia
anterior (art. 91 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
CAPÍTULO VII
DA DÍVIDA ATIVA
Art. 89 - Constitui dívida ativa tributária do Município a proveniente de impostos, taxas, contribuições de
melhoria e multas de qualquer natureza, decorrentes de quaisquer infrações à legislação tributária,
regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo para
pagamento, pela legislação tributária ou por decisão final proferida em processo regular (art. 92 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 90 - A dívida ativa tributária regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez e tem o
efeito de prova pré-constituída (art. 93 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - A presunção a que se refere este artigo é relativa e pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo
do sujeito passivo ou de terceiro que a aproveite (art. 93, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A fluência de juros de mora e a aplicação dos índices de correção monetária não excluem a
liquidez do crédito (art. 93, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 91 - O registro de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente, indicará
obrigatoriamente (art. 94 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- o nome do devedor e, sendo o caso, o dos co-responsáveis, bem como, sempre que
possível, o domicílio e a residência de um e de outros;
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§ 1º - A certidão de dívida ativa conterá, além dos elementos previstos neste artigo, a indicação do livro
e da folha de inscrição (art. 94, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - As dívidas relativas ao mesmo devedor, desde que conexas ou conseqüentes, poderão ser
englobadas na mesma certidão (art. 94, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 4º - O registro da dívida ativa e a expedição das respectivas certidões poderão ser feitos, a critério da
administração, através de sistemas mecânicos com a utilização de fichas e róis em folhas soltas,
desde que atendam aos requisitos estabelecidos neste artigo (art. 94, § 4º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 92 - A cobrança da dívida ativa tributária do Município será procedida (art. 95 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB):
Parágrafo único - As duas vias a que se refere este artigo são independentes uma da outra, podendo a Administração,
quando o interesse da Fazenda assim o exigir, providenciar imediatamente a cobrança judicial da
dívida, mesmo que não tenha dado início ao procedimento amigável, ou ainda proceder
simultaneamente aos dois tipos de cobrança (art. 95, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
CAPÍTULO VIII
DAS CERTIDÕES NEGATIVAS
Art. 93 - A prova de quitação do tributo será feita por certidão negativa, expedida à vista do requerimento
de interessado que contenha todas as informações exigidas pelo Fisco (art. 97 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 94 - A certidão será fornecida dentro de 5 (cinco) dias a contar da data de entrada do requerimento na
repartição, sob pena de responsabilidade funcional (art. 98 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único. Havendo débito em aberto, a certidão será indeferida, podendo ser emitida a certidão positiva de
débitos, se assim desejar o requerente (art. 98, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 95 - A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Municipal,
responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir pelo pagamento do crédito tributário e
juros de mora acrescidos (art. 99 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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§ 1º - O disposto neste artigo não exclui a responsabilidade civil, criminal ou administrativa que couber
e é extensiva a quantos colaborem, por ação ou omissão, no erro contra a Fazenda Municipal (art.
99, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A expedição de certidão negativa com erro, nos casos em que o contribuinte é devedor de créditos
tributários, não elide a responsabilidade deste, devendo a Administração Tributária anular o
documento e cobrar imediatamente o crédito correspondente (art. 94, § 2º, do Decreto nº
10.084/05).
Art. 96 - A expedição de certidão negativa não impede a cobrança de débito anterior, posteriormente
apurado (art. 102 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A regra do caput não atinge o adquirente de imóveis quando conste do título de transferência a
certidão negativa de débitos, permanecendo, neste caso, apenas a responsabilidade do
transmitente-contribuinte (art. 95, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 97 - O prazo de validade da certidão é de 6 (seis) meses a contar da data de sua emissão (art. 98 do
Lei nº 1.929/75 – CTMB, alterado pela Lei nº 4.571/00).
CAPÍTULO IX
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 98 - Constitui infração a ação ou omissão, voluntária ou não, que importe na inobservância, por parte
do sujeito passivo ou de terceiros, de normas estabelecidas na legislação tributária do Município
(art. 103 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 99 - Os infratores sujeitam-se às seguintes penalidades (art. 104 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- aplicação de multas;
II - sujeição a sistema especial de fiscalização;
III - proibição de transacionar com os órgãos integrantes da administração direta e indireta do
Município.
Parágrafo único - A imposição de penalidades (art. 104, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- não exclui:
a) o pagamento de tributo;
b) a fluência dos juros de mora;
c) a correção monetária do débito.
II - não exime o infrator:
a) do cumprimento da obrigação tributária acessória;
b) de outras sanções civis, administrativas ou criminais que couberem.
Art. 100 - As multas cujos montantes não estiverem expressamente fixados neste Regulamento serão
graduadas pela autoridade administrativa competente, observadas as disposições e os limites nele
fixados (art. 105 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Na imposição e na graduação da multa levar-se-á em conta (art. 105, parágrafo único, da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
Art. 101 - As infrações serão punidas com as seguintes multas (art. 106 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 103 - Serão punidos com multa de R$ 8,92 (oito reais e noventa e dois centavos) até R$ 534,91
(quinhentos e trinta e quatro reais e noventa e um centavos) (art. 109 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
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Art. 104 - O valor da multa será reduzido em 50% (cinqüenta por cento) e o respectivo processo arquivado se
o infrator, no prazo previsto para a defesa, efetuar o pagamento do débito apurado pelo Fisco (art.
110 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 105 - Considera-se atenuante, para efeito de imposição e graduação de penalidades, o fato de o sujeito
passivo procurar espontaneamente a repartição competente para sanar a infração à legislação
tributária, antes do início de qualquer procedimento fiscal (art. 111 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 106 - As multas não pagas no prazo assinalado serão inscritas na dívida ativa, para cobrança executiva,
sem prejuízo da fluência de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração (art. 112 da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 107 - O sistema especial de fiscalização será aplicado, a critério das autoridades fazendárias (art. 113 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Parágrafo único - O sistema especial a que se refere este artigo poderá consistir, inclusive, no acompanhamento
temporário das ocorrências que configurem fato gerador de obrigação tributária, por auditores
fiscais da Fazenda Municipal (art. 113, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 108 - Os contribuintes que estiverem em débito com relação a tributos ou penalidades devidas ao
Município não poderão (art. 114 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Seção Única
Da Representação Fiscal para fins Penais
Art. 109 - A representação fiscal para fins penais, relativa a crimes contra a ordem tributária, será
encaminhada ao Ministério Público até 30 (trinta) dias após proferida a decisão final na esfera
administrativa, que confirme a existência do crédito tributário correspondente (art. 108 do Decreto
nº 10.084/05).
Art. 110 - A peça de representação será lavrada pelo julgador administrativo que confirmou, em única ou
última instância, a infração praticada pelo sujeito passivo da obrigação tributária (art. 109 do
Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO X
DOS PRAZOS
Art. 111 - Os prazos fixados na legislação tributária do Município serão contínuos, excluindo-se, na sua
contagem, o dia do início e incluindo-se o do vencimento (art. 115 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Parágrafo único - A legislação tributária poderá fixar, ao invés da concessão do prazo em dias, data certa para o
vencimento de tributos ou multas (art. 115, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 112 - Os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal da repartição em que corra o
processo ou deva ser praticado o ato (art. 116 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Quando os prazos fixados não recaírem nos dias de expediente normal, considerar-se-á prorrogado
para o primeiro dia útil seguinte (art. 116, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
CAPÍTULO XI
DA CORREÇÃO MONETÁRIA
Art. 113 - Os créditos da Fazenda Municipal de qualquer natureza serão atualizados monetariamente de
acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística – IBGE (art. 55 da Lei nº 5.077/03).
Art. 114 - A Planta Genérica de Valores Imobiliários do Município, a Tabela de Edificações e demais
elementos que sirvam para cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, fixados em
reais (R$), terão os seus valores atualizados todo dia 1º de janeiro de cada exercício (art. 113 do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 115 - Serão atualizados da mesma forma que o artigo anterior os valores fixados pelas Tabelas I a VIII,
anexas a este Regulamento, bem como os preços financeiros e as multas específicas de qualquer
espécie (art. 114 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - Os créditos tributários parcelados, bem como a base de cálculo estimada do ISS, serão atualizados
monetariamente todo dia 1º de cada ano, proporcional e respectivamente à data em que for
firmado o termo de parcelamento e regularmente lançada a estimativa, no exercício anterior (art.
114, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 116 - Os créditos vencidos sofrerão correção mensal pelo IPCA, com base nos coeficientes de
atualização divulgados todo dia 15 de cada mês pela Secretaria Municipal de Economia e Finanças
(art. 115 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - A atualização de que trata o caput terá início a partir do vencimento do tributo e será aplicada todo
dia 16 de cada mês, tomando-se como base a variação da inflação verificada nos meses anteriores
(art. 115, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 117 - A atualização dos débitos da Fazenda Municipal para com terceiros observará os mesmos critérios
fixados nos artigos anteriores (art. 116 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO XII
DOS JUROS MORATÓRIOS
Art. 118 - Os créditos da Fazenda Municipal de qualquer natureza, não pagos no seu vencimento, sofrerão a
incidência de juros de mora à razão de 1% (um por cento) ao mês sobre o montante corrigido na
forma do Capítulo anterior (Lei nº 3.178/89).
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TÍTULO II
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO
Art. 119 - Este Título regula o processo administrativo tributário, definindo princípios, competências e
normas de direito administrativo a ele aplicáveis (LIVRO PRIMEIRO – PARTE GERAL, Título
II, Capítulos I a VI, arts. 121 a 157, da Lei nº 1.929/75 – CTMB; arts. 118 a 146 do Decreto nº
10.084/05).
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 120 - Processo administrativo tributário, para os efeitos deste Regulamento, compreende o conjunto de
atos praticados pela Administração Tributária, tendentes à determinação, exigência ou dispensa do
crédito tributário, assim como à fixação do alcance de normas de tributação sobre casos concretos,
ou ainda à imposição de penalidades ao sujeito passivo da obrigação (art. 119 do Decreto nº
10.084/05).
Parágrafo único - O conceito delineado no caput compreende os processos de controle, outorga e punição, e mais
especificamente os que versem sobre (art. 119, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05):
I- lançamento tributário;
II - imposição de penalidades;
III - impugnação do lançamento;
IV - consulta em matéria tributária;
V- restituição de tributo indevido;
VI - suspensão, extinção e exclusão de crédito tributário; e
VII - reconhecimento administrativo de imunidades e isenções.
Art. 121 - A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade,
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, celeridade, contraditório,
segurança jurídica, interesse público e eficiência (art. 120 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - Nos processos administrativos tributários serão observados, entre outros, os critérios de (art. 120,
parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05):
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS E DOS DEVERES DO SUJEITO PASSIVO
Art. 122 - São direitos do sujeito passivo, no âmbito do processo administrativo tributário (art. 121 do
Decreto nº 10.084/05):
I- ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão simplificar, na
medida do possível e dentro das exigências legais, o exercício de seus direitos e o
cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de
interessado, ter vista dos autos na repartição, obter cópias de documentos neles contidos e
conhecer as decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de
consideração pelo órgão competente;
IV - produzir as provas pertinentes ao deslinde do caso; e
V- fazer-se assistir, facultativamente, por procurador.
Art. 123 - São deveres do sujeito passivo (art. 122 do Decreto nº 10.084/05):
CAPÍTULO III
DA CAPACIDADE E DO EXERCÍCIO FUNCIONAL
§ 2º - No exercício de suas funções, o Auditor Fiscal Tributário que presidir a qualquer diligência de
fiscalização, se fará identificar por meio idôneo (art. 123, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 125 - Não podem embaraçar a ação fiscalizadora e, mediante notificação escrita, emitida por autoridade
competente, são obrigados a exibir impressos, documentos, livros, controles, programas e arquivos
magnéticos relacionados com o tributo objeto de verificação fiscal e a prestar as informações
solicitadas pelo Fisco (art. 124 do Decreto nº 10.084/05):
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Parágrafo único - A obrigação prevista neste artigo não abrange a prestação de informações quanto a fatos sobre os
quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão do cargo, ofício,
função, ministério, atividade ou profissão (art. 124, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO IV
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO
Art. 126 - É impedido de decidir no processo administrativo tributário a autoridade administrativa que (art.
125 do Decreto nº 10.084/05):
Art. 127 - A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato a autoridade
competente, abstendo-se de atuar (art. 126 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares
(art. 126, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 128 - Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade
notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e
afins até o terceiro grau (art. 127 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 129 - O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo (art.
128 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO V
DOS ATOS E TERMOS DO PROCESSO
Seção I
Da Forma, Tempo e Lugar dos Atos do Processo
Art. 130 - O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado (art. 129 do Decreto
nº 10.084/05).
Art. 131 - O requerimento inicial do interessado, salvo os casos em que for admitida solicitação oral, deve
ser formulado por escrito e conter os seguintes dados (art. 130 do Decreto nº 10.084/05):
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§ 1º - A não observância, por parte do interessado, dos requisitos previstos nos incisos I a VI deste
artigo, implicará na recusa da protocolização do seu requerimento.
§ 2º - Nos casos de representação, a procuração poderá ser juntada aos autos até 10 (dez) dias após a
protocolização do requerimento (art. 130, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 132 - Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei
expressamente a exigir (art. 131 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua
realização e a assinatura da autoridade responsável (art. 131, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - O reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de sua autenticidade (art.
131, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo (art.
131, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 4º - O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas (art. 131, § 4º, do
Decreto nº 10.084/05).
§ 5º - Poderá ser implantado o processo tributário eletrônico, com ou sem certificação digital, conforme
o estabelecido em Instrução Normativa.
Art. 133 = Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da
repartição na qual tramitar o processo (art. 132 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 134 - Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o
interessado se outro for o local de realização (art. 133 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 135 - O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido
formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis (art. 134 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o prosseguimento do
processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige (art. 134, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 136 - O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto
da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente (art. 135 do Decreto
nº 10.084/05).
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Art. 137 - São legitimados como interessados no processo administrativo (art. 136 do Decreto nº 10.084/05):
Seção II
Do Início do Procedimento Fiscal
Art. 138 - O procedimento fiscal tem início com qualquer ato escrito e de ofício, praticado por agente
competente, cientificado o sujeito passivo ou seu preposto, empregado ou funcionário (art. 137 do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 139 - Será entregue ao fiscalizado ou infrator, contra-recibo, via original ou cópia autêntica do termo de
apreensão, relativamente aos documentos retidos (art. 138 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - O termo de apreensão conterá a descrição dos bens ou dos documentos apreendidos e a indicação
do lugar onde ficarão depositados (art. 138, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Nomeado depositário, sua assinatura também constará do termo (art. 138, § 2º, do Decreto nº
10.084/05).
Art. 140 - Os documentos ou bens apreendidos poderão ser devolvidos, contra-recibo, permanecendo no
processo cópia do inteiro teor ou da parte que deva fazer prova, caso o original não seja
indispensável a esse fim ou ao interesse da fiscalização tributária (art. 139 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 141 - A recusa do recibo ou a impossibilidade de assinar, por algum motivo, obrigatoriamente declarada
pelo agente encarregado da diligência, não implica nulidade do ato, nem aproveita ao fiscalizado
ou infrator, ou o prejudica (art. 140 do Decreto nº 10.084/05).
Seção III
Do Encerramento das Diligências de Verificação e Apuração
Art. 142 - A autoridade administrativa que proceder ou presidir a quaisquer diligências de fiscalização
documentará, por termo, o encerramento do procedimento (art. 141 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - O termo de fiscalização deverá mencionar a data da conclusão das diligências de fiscalização e
conterá breve relatório do que foi examinado e constatado, referindo-se às notificações e autos
eventualmente expedidos, além de outras informações de interesse da administração tributária (art.
141, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
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Seção IV
Da Comunicação dos Atos do Processo
Art. 143 - No interesse da administração tributária, o órgão competente, perante o qual tramita o processo
administrativo tributário, notificará o requerente para apresentação de documentos ou
esclarecimentos necessários à instrução e ao andamento processual (art. 142 do Decreto nº
10.084/05).
Parágrafo único - No processo iniciado a pedido do interessado, o não atendimento da notificação no prazo
consignado, sem justificativa ou contestação formalizada, poderá resultar no seu arquivamento,
sem prejuízo das penalidades aplicáveis (art. 142, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 144 - A notificação será efetuada por termo de ciência no processo, na intimação ou no documento que
o servidor dirija ao interessado pessoalmente, por via postal com aviso de recebimento, por
telegrama, por publicação em Diário Oficial do Município ou mediante outro meio que assegure a
ciência do interessado (art. 143 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - Para produzir efeitos, a notificação por via postal independe do seu recebimento efetivo por parte
do interessado, bastando que a correspondência seja entregue no endereço por ele declinado (art.
143, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO VI
DAS NULIDADES
Art. 146 - É nulo o ato que nasça afetado de vício insanável, material ou formal, especialmente (art. 145 do
Decreto nº 10.084/05):
§ 1º - A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam
conseqüência (art. 145, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar ou revisar o ato, determinando
os atos alcançados pela declaração e as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do
processo (art. 145, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 147 - Quando a autoridade a quem incumbir o julgamento puder decidir o mérito a favor de quem
aproveitaria a declaração de nulidade, poderá deixar de pronunciá-la ou suprir-lhe a falta,
decidindo-o diretamente (art. 146 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO VII
DA FORMALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO
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Seção I
Da Notificação do Lançamento
Art. 148 - Os tributos sujeitos a lançamento direto ou por declaração serão regularmente notificados ao
sujeito passivo na forma e nos prazos definidos na Parte Especial deste Decreto (art. 147 do
Decreto nº 10.084/05).
Seção II
Da Notificação Preliminar
Art. 149 - Verificando-se omissão não dolosa do pagamento de tributo, ou a qualquer infração da legislação
tributária da qual possa resultar evasão de receita, será expedida contra o infrator notificação
preliminar para que, no prazo de 10 (dez) dias, regularize a situação (art. 126 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - Esgotado o prazo de que trata este artigo, sem que o infrator tenha regularizado a situação perante
a repartição competente, lavrar-se-á o auto de infração (art. 126, parágrafo único, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 150 - A notificação preliminar será expedida pelo órgão que fiscaliza o tributo e conterá
obrigatoriamente (art. 127 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- a qualificação do notificado;
II - a determinação da matéria tributável;
III - o valor do crédito tributário e o prazo para pagamento; e
IV - a assinatura do responsável por sua expedição e a indicação de seu nome, cargo ou
função e o número de sua identificação funcional.
Parágrafo único - Prescinde de assinatura a notificação emitida por processo eletrônico (art. 149, parágrafo único, do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 151 - A notificação preliminar não comporta reclamação, recurso ou defesa (art. 127, § 6º, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 152 - Não caberá notificação preliminar, devendo o contribuinte ser imediatamente autuado (art. 129 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Seção III
Do Programa de Assistência Tributária
Art. 153 - A assistência técnica de que trata o artigo 9º deste Regulamento será prestada, dentre outras
formas, por meio do Programa de Assistência Tributária – PAT (art. 152 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 154 - O contribuinte ou responsável poderá espontaneamente aderir ao PAT, através do Termo de
Adesão ao Programa de Assistência Tributária, observados os requisitos previstos no artigo
seguinte (art. 153 do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 155 - São requisitos para participar do Programa de Assistência Tributária (art. 154 do Decreto nº
10.084/05):
Art. 156 - O período abrangido pelo PAT será de no máximo 5 (cinco) anos anteriores à data de assinatura
do Termo de Adesão ao Programa de Assistência Tributária (art. 155 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 157 - O contribuinte ou responsável fica obrigado a apresentar toda a documentação solicitada pelo
Fisco Municipal, bem como prestar esclarecimentos, viabilizando de todas as formas o
cumprimento do presente Programa (art. 156 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - No caso da não apresentação da documentação solicitada no prazo estabelecido, o contribuinte
estará, automaticamente, excluído do Programa de Assistência Tributária (art. 156, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 158 - Constatados indícios de irregularidade dolosa, lavrar-se-á o Termo de Início de Fiscalização, nos
termos deste Decreto (art. 157 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 159 - O procedimento do PAT será encerrado com a emissão do Termo de Conclusão do Programa de
Assistência Tributária ou, nos moldes do artigo anterior, com a lavratura do Termo de Início de
Fiscalização (art. 158 do Decreto nº 10.084/05).
§ 4º - Após o Termo de Adesão, o contribuinte deverá manter o regular pagamento dos tributos
municipais, sob pena de exclusão do presente Programa (art. 158, § 4º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 160 - O crédito tributário quitado, conforme indicação no Termo de Conclusão do Programa de
Assistência Tributária, considerar-se-á homologado (art. 159 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - No caso de parcelamento de débitos, a homologação somente se efetivará após a total quitação da
dívida (art. 159, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 161 - Caberá às Divisões de Auditoria Fiscal de Receitas Mobiliárias e Imobiliárias implantar e executar
o PAT por meio de rotinas de trabalho e procedimentos próprios (art. 160 do Decreto nº
10.084/05).
Seção IV
Do Auto de Infração e Imposição de Multa
Art. 162 - O auto de infração e imposição de multa, lavrado com precisão e clareza, sem entrelinhas,
emendas ou rasuras, deverá conter (art. 133 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 163 - O auto de infração e imposição de multa será assinado pelo autuado e pelo autuante, que o
encaminhará para registro, perante a repartição competente, no prazo improrrogável de 24 (vinte e
quatro) horas (art. 162 do Decreto nº 10.084/05)
§ 1º - Tratando-se de pessoa jurídica, o auto de infração e imposição de multa será assinado pelo
representante legal ou, independentemente da presença daquele, por seu preposto, empregado ou
funcionário, com identificação das respectivas assinaturas (art. 162, § 1º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 2º - A assinatura do autuado não constitui formalidade essencial à sua validade (art. 133, § 2º, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - Se o autuado não puder ou não quiser assinar o auto, o autuante fará constar do auto essa
circunstância (art. 133, § 3º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 164 - As incorreções ou omissões verificadas no auto de infração não constituem motivo de nulidade do
processo, desde que nele constem elementos suficientes para determinar a infração e o infrator
(art. 133, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção V
Das Impugnações do Lançamento
Art. 165 - O sujeito passivo que não concordar com o lançamento tributário ou com o auto de infração e
imposição de multa, poderá apresentar impugnação no prazo de 30 (trinta) dias, contados da
notificação ou intimação (art. 141 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
CAPÍTULO VIII
DA INSTRUÇÃO
Art. 166 - As atividades de instrução do processo administrativo são as que se destinam a averiguar,
comprovar e registrar no expediente próprio os dados necessários à tomada de decisão (art. 165 do
Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - A autoridade encarregada da preparação cuidará para que os atos e fatos pertinentes ao processo
sejam devidamente certificados (art. 165, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 167 - São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos (art. 166 do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 168 - Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão
competente para a instrução e do disposto no artigo seguinte (art. 167 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 169 - Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na
própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, a autoridade
competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas
cópias (art. 168 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 170 - O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e
pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto
do processo (art. 169 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação da decisão (art. 169, § 1º, do
Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas requeridas pelos
interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias (art. 169, § 2º, do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 171 - Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados
ou terceiros, serão expedidas notificações para esse fim, mencionando-se data, prazo, forma e
condições de atendimento (art. 170 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - Não sendo atendida a notificação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria,
suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão (art. 170, parágrafo único, do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 172 - Quando certas ações, dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à
apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a
respectiva apresentação, implicará no arquivamento do processo (art. 171 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 173 - Os interessados serão notificados acerca da produção de prova ou diligência ordenada, com
antecedência mínima de três dias úteis, mencionando-se data, hora e local da realização (art. 172
do Decreto nº 10.084/05).
Art. 174 - Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no
prazo máximo de quinze dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo
(art. 173 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá
seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso (art. 173,
§ 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo
poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de
quem se omitiu no atendimento (art. 173, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 175 - Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos
administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado, o órgão responsável pela
instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica
equivalentes (art. 174 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 176 - Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de cinco dias,
salvo norma especial que preveja prazo diferente (art. 175 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 177 - Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências
acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado (art. 176 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 178 - Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos
dados e documentos que o integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos
por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem (art. 177 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 179 - O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório
indicando o pedido inicial, o conteúdo das fases do processo e formulará proposta de decisão,
objetivamente justificada, encaminhando o processo à autoridade competente (art. 178 do Decreto
nº 10.084/05).
Art. 180 - Em caso de fato novo, o interessado poderá, em qualquer fase, juntar documentos e pareceres, bem
como aduzir alegações referentes exclusivamente a esse fato (art. 179 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO IX
DA PRIMEIRA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA
Art. 181 - A decisão de primeira instância em processo administrativo tributário será proferida por um órgão
singular da Secretaria de Economia e Finanças, constituído pelo Diretor da Divisão responsável
pelo lançamento ou autuação em questão, no prazo de 10 (dez) dias (art. 180 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 182 - A autoridade julgadora, a qual compete a decisão de primeira instância, não fica adstrita às
alegações das partes, cabendo-lhe julgar de acordo com as suas convicções, ou ainda converter o
julgamento em diligência, para o efeito de requerer novas provas, diligências ou demonstrações
(art. 181 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 183 - O despacho que proferir decisão de primeira instância será elaborado de forma objetiva e sucinta,
contendo breve relatório do pedido e parte dispositiva, compreendendo a decisão e seus
fundamentos jurídicos (art. 182 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 184 - Não sendo proferida decisão no prazo legal, nem convertida o julgamento em diligência, poderá a
parte interpor recurso voluntário, como se fora julgado procedente o auto de infração ou
improcedente a reclamação contra o lançamento, cessando, com a interposição do recurso, a
jurisdição da autoridade de primeira instância (art. 183 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO X
DA SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA
Seção I
Do Recurso Ex Officio
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Art. 185 - Das decisões de primeira instância contrárias, no todo ou em parte, à Fazenda Pública Municipal,
inclusive pela desclassificação da infração, será obrigatoriamente interposto recurso de ofício ao
Conselho Municipal de Contribuintes, com efeito suspensivo, sempre que a importância em litígio
exceder a R$ 111,56 (cento e onze reais e cinqüenta e seis centavos) (art. 155 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB c/c Lei nº 5.304/05).
§ 1º - Se a autoridade julgadora deixar de recorrer de ofício, no caso previsto neste artigo, cumpre ao
servidor iniciador do processo, ou a qualquer outro que do fato tomar conhecimento, interpor
recurso, em petição encaminhada por intermédio daquela autoridade (art. 155, parágrafo único, da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O disposto no caput deste artigo não se aplica às decisões fundadas exclusivamente em vício
formal, para cujo saneamento seja suficiente a repetição do ato ou sua retificação, mediante
aditamento ao ato principal (art. 184, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 186 - O recurso oficial será interposto no próprio despacho que decidir do procedimento, em primeira
instância administrativa (art. 185 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 187 - Subindo o processo em grau de recurso voluntário, e sendo também o caso de recurso de ofício
não interposto, o Conselho tomará conhecimento pleno do processo, como se tivesse havido tal
recurso (art. 186 do Decreto nº 10.084/05 c/c Lei nº 5.304/05).
Seção II
Do Recurso Voluntário
Art. 188 - Da decisão de primeira instância administrativa poderá ser interposto, no prazo de 30 (trinta) dias
da sua intimação, recurso voluntário ao Conselho Municipal de Contribuintes, objetivando
reformá-la total ou parcialmente (art. 153 da Lei nº 1.929/75 – CTMB c/c Lei nº 5.304/05).
Parágrafo único - O recurso será formulado por meio de requerimento fundamentado, perante a autoridade que
proferiu a decisão, a qual, juntando-o ao expediente respectivo, determinará as medidas
necessárias à instrução prévia e o correspondente encaminhamento ao órgão de segunda instância
(art. 187, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO XI
DO CONSELHO MUNICIPAL DE CONTRIBUINTES
Seção I
Das Disposições Preliminares
Art. 189 - O Conselho de Contribuintes do Município de Bauru, com competência e organização definidas
pela Lei nº 5.304, de 28 de novembro de 2005, terá como atribuições:
II - representar ao Prefeito Municipal, por decisão de 2/3 (dois terços) de seus membros,
propondo a adoção de medidas tendentes ao aperfeiçoamento da legislação e da
administração tributária, objetivando, principalmente, a busca da justiça fiscal e a
modernização da gestão tributária do Município;
III - alterar este ou aprovar novo Regimento Interno, através de votação de 2/3 (dois terços) de
seus membros;
IV - aprovar súmulas administrativas vinculantes por decisão de 2/3 (dois terços) de seus
membros.
Seção II
Da Organização
I- presidência e vice-presidência;
II - colegiado julgador;
III - secretaria.
Art. 191 - O Presidente e o Vice-Presidente do Conselho de Contribuintes serão nomeados pelo Prefeito
Municipal, escolhidos dentre os Conselheiros, por proposta do Secretário de Economia e Finanças.
Art. 192 - O Conselho de Contribuintes será composto por cinco membros, sendo três representantes do
Poder Executivo e dois dos contribuintes, com iguais números de suplentes, e reunir-se-á nas datas
fixadas pelo seu Presidente.
Art. 193 - Os Conselheiros representantes dos contribuintes, em número de 2 (dois), possuidores de título
universitário e notório saber na área tributária, serão nomeados pelo Prefeito dentre os indicados
por entidades representativas das classes dos contabilistas, dos advogados e dos economistas.
Art. 195 - O mandato dos Conselheiros referidos nos artigos 192 e 193, que será de 2 (dois) anos, permitida
uma recondução, iniciar-se-á em 1º de janeiro e terminará em 31 de dezembro do ano
correspondente ao término do mandato.
Art. 196 - Os Conselheiros prestarão compromisso de bem e fielmente cumprir a legislação tributária, antes
da atuação no primeiro julgamento, perante o Prefeito Municipal, ou seu representante, por quem
serão empossados.
Parágrafo único - Os suplentes, quando convocados, prestarão o compromisso disposto no caput perante o
presidente do Conselho.
Art. 197 - Considerar-se-á vago o cargo quando o conselheiro não assumir as funções no prazo de 30 (trinta)
dias, contados da data da publicação das respectivas nomeações no Diário Oficial do Município.
I- usar, de qualquer forma, meios ilícitos para retardar o exame e julgamento de processos
ou que, no exercício da função, praticar atos de favorecimento;
II - retiver processos ou requerimentos em seu poder por mais de 15 (quinze) dias além dos
prazos previstos para relatar ou proferir voto, sem motivo justificado;
III - faltar a mais de 3 (três) sessões consecutivas ou a 6 (seis) alternadas, no mesmo
exercício, salvo por motivos justificados;
IV - for punido, em decisão final, em processo administrativo ou em processo criminal por
infração patrimonial ou contra a Administração Pública, com sentença transitada em
julgado.
Art. 199 - Os Conselheiros efetivos, em suas faltas e impedimentos, por tempo igual ou superior a 15
(quinze) dias, serão substituídos pelos Conselheiros suplentes, para isso convocados pelo
Presidente do Conselho, observada a ordem de suplência e a procedência de sua representação.
Parágrafo único - Será facultado aos Conselheiros fazer coincidir o período de gozo de férias para fins de
afastamentos mencionados no caput.
Art. 200 - Verificando-se vacância de cargo de Conselheiro efetivo, no decorrer do mandato, assumirá o
respectivo suplente até a conclusão do mandato.
Parágrafo único - A vacância da suplência será comunicada ao Secretário de Economia e Finanças para fins de
convocação do novo suplente.
Art. 201 - O Conselho de Contribuintes terá uma Secretaria Geral para atender aos serviços administrativos e
executar os trabalhos de expediente em geral, competindo-lhe fornecer todos os elementos e
prestar as informações necessárias ao funcionamento do Conselho.
Parágrafo único - A estrutura administrativa e as atribuições da Secretaria serão definidas pelo Presidente do
Conselho.
Subseção I
Da Presidência e da Vice-Presidência
XIII - conceder licença aos Conselheiros nos casos de doenças ou outro motivo relevante, nas
formas e nos prazos previstos;
XIV - apreciar os pedidos dos Conselheiros, relativos à justificação de ausência às sessões ou à
prorrogação de prazo para retenção de processos e requerimentos;
XV - promover o andamento dos processos e requerimentos distribuídos aos Conselheiros, cujo
prazo de retenção tenha se esgotado;
XVI - Comunicar ao Prefeito Municipal, com antecedência mínima de 90 (noventa) dias, o
término do mandato dos membros do Conselho e de seus suplentes;
XVII - apresentar até o dia 15 de fevereiro, ao Prefeito Municipal relatórios dos trabalhos
realizados pelo Conselho no exercício anterior;
XVIII - fixar o número mínimo de processos e requerimentos em pauta de julgamento para
abertura e funcionamento das sessões das Câmaras;
XIX - solicitar ao Secretário de Economia e Finanças a designação e substituição de
funcionários para o exercício de atividades inerentes às funções administrativas do
Conselho.
Parágrafo único - As licenças por motivo de doença poderão ser concedidas pelo Presidente, por tempo
indeterminado; nos demais casos, pelo prazo máximo de 60 (sessenta) dias, sendo que os
afastamentos por tempo superior a esse prazo serão concedidos pelo Prefeito Municipal.
Art. 203 - Ao Vice-Presidente do Conselho, além das atribuições normais de Conselheiro, compete:
Art. 204 - Nas faltas e impedimentos concomitantes do Presidente e do Vice- Presidente, a Presidência do
Conselho será exercida em caráter de substituição, pelo Conselheiro, funcionário público
municipal mais idoso.
Parágrafo único - O disposto no caput aplica-se quando da vacância do cargo de vice-presidente do Conselho.
Art. 205 - O pedido de licença do Presidente do Conselho será dirigido ao Prefeito Municipal.
Subseção II
Dos Conselheiros
Art. 207 - Os processos e requerimentos serão distribuídos de forma eqüitativa aos Conselheiros, os quais
elaborarão relatório que será apresentado a julgamento, no prazo de 20 (vinte) dias, contados da
ciência da distribuição.
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Parágrafo único - O prazo previsto neste artigo poderá, em casos excepcionais, ser prorrogado por mais de 20 (vinte)
dias, por despacho do Presidente do Conselho, mediante solicitação do Conselheiro interessado.
Art. 208 - É defeso ao Conselheiro se manifestar e proferir voto em processos ou requerimentos em que:
Parágrafo único - O Conselheiro impedido deverá argüir o fato junto ao Presidente do Conselho, sob pena de
nulidade dos atos praticados sob impedimento.
Subseção III
Da Secretaria
Art. 209 - Compete ao Presidente do Conselho propor ao Secretário de Economia e Finanças a estrutura
administrativa do Conselho.
Seção III
Dos Recursos e seu Processamento
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Art. 211 - Os recursos serão protocolados um para cada decisão de primeira instância, terão efeito suspensivo
e serão encaminhados pela Secretaria Municipal de Economia e Finanças ao Conselho, com os
seguintes elementos, sob pena de devolução sem conhecimento:
Art. 212 - Negado o recebimento do recurso, por inobservância do disposto no artigo anterior, o processo
será devolvido à Secretaria Municipal de Economia e Finanças, com despacho do Presidente do
Conselho.
I- perempção;
II - litispendência;
III - coisa julgada;
IV - ausência dos pressupostos de validade.
Art. 214 - Será extinto o processo, com a devida responsabilização legal, daquele que:
Art. 215 - O recurso será interposto por petição dirigida ao julgador da primeira instância.
Art. 216 - Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito, o Conselho pode julgar desde logo
a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato
julgamento.
Art. 217 - Ficam também submetidas ao Conselho as questões anteriores à decisão de primeiro grau, ainda
não decididas.
Art. 218 - As questões de fato, não propostas no juízo anterior, poderão ser suscitadas no recurso, se a parte
provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior.
Art. 219 - Tratando-se de recurso parcial, os créditos incontroversos para com a Fazenda Municipal deverão
ser regularizados previamente a sua interposição.
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II - quando, tendo havido desistência, o pedido for reiterado, mesmo que em litisconsórcio
com outros autores.
Seção IV
Das Sessões de Julgamento
Art. 221 - O Conselho deliberará com a presença mínima de 4 (quatro) membros, devendo a decisão ser
proferida por maioria simples.
§ 2º - Entendem-se por fatos sigilosos, necessariamente julgados a portas fechadas, os casos que revelem
técnicas e segredos comerciais, além das situações que indiquem eventual prática de crime contra
a ordem tributária.
§ 5º - Nas sessões de julgamento do Conselho, é obrigatório o uso de trajes forenses por parte dos
julgadores.
§ 4º - Os julgamentos adiados serão incluídos nos trabalhos da próxima sessão, independente de nova
publicação.
Art. 223 - Após a publicação da pauta de julgamento no Diário Oficial do Município, fica vedado a qualquer
das partes a juntada de novos documentos ou alegação de fatos novos, em relação aos recursos
constantes daquela.
Art. 225 - O julgamento se inicia com a exposição do feito pelo Relator e prossegue com a sustentação oral
do contribuinte ou seu representante, devidamente constituído. Encerrada esta, o Relator poderá
completar, retificar, alterar ou simplesmente confirmar seu relatório, e em seguida proferirá seu
voto, abrindo-se então a fase de debates, finda a qual serão tomados os votos dos demais
Conselheiros.
§ 1º - A sustentação oral poderá ser feita no tempo de dez minutos, em linguagem cortês, prorrogáveis a
critério da Presidência, por mais dez minutos.
§ 2º - O Relator terá dez minutos para complementar, retificar ou alterar seu relatório, após a
sustentação, podendo inclusive retirá-lo de pauta.
Parágrafo único - É vedado ao contribuinte ou seu representante legal a participação nos debates do Conselho.
Art. 227 - Sempre que for suscitada preliminar, uma vez resolvida, passar-se-á a apreciação do mérito, se não
houver incompatibilidade.
Art. 228 - As decisões basear-se-ão no voto escrito do Relator, devidamente fundamentado, no qual serão
expostos os fundamentos de fato e de direito.
Parágrafo único - O relatório será anexado ao processo pela Secretaria Geral antes da sessão de julgamento, e o voto,
após sua leitura pelo Relator, durante a sessão.
Art. 229 - Vencido o Relator, o Presidente designará um dos Conselheiros, cujo voto tenha sido vencedor,
para a redação da decisão final.
Parágrafo único - Vencedor o voto do Relator, os votos vencidos serão declarados em separado e por escrito com os
motivos da discordância, seguido das assinaturas de seus adeptos, sendo também incluído no
processo.
Art. 230 - Quando, no julgamento de um processo, qualquer dos Conselheiros não se considerar
suficientemente esclarecido sobre a matéria em debate, poderá pedir vista do processo, sendo
então suspenso o julgamento.
Art. 231 - Nenhum julgamento se fará sem a presença do Relator, ainda que seu voto conste do processo e da
pauta do dia, ficando neste caso adiado o julgamento.
Art. 232 - O suplente, designado Relator de processo cujo julgamento ainda não tenha sido colocado em
pauta, terá assegurada sua competência para participar do mesmo, ainda quando, cessada a
substituição.
§ 1º - No caso deste artigo, o Titular não tomará parte no julgamento do processo em que intervenha seu
suplente.
Art. 233 O processo que tiver seu julgamento convertido em diligência será, na sua volta, encaminhado ao
seu respectivo Relator.
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Art. 234 - Os votos serão tomados conforme a ordem seqüencial em que os Membros se acomodarem à Mesa
dos trabalhos no início da sessão, começando da esquerda para a direita do Relator segundo a
chamada da Presidência.
Art. 236 - As decisões serão resumidas pelo Presidente da Mesa e registradas no processo no máximo em 24
horas após a sessão de julgamentos, em forma de ementas.
Art. 237 - Os processos julgados serão encaminhados à Secretaria de Economia e Finanças, após publicação
do julgamento no Diário Oficial do Município.
Seção V
Das Disposições Finais
Art. 238 - O Conselho poderá convocar, para esclarecimento, servidores fiscais ou dirigir-se para o mesmo
fim a qualquer repartição.
Art. 240 - A atividade de conselheiro é considerada munus público, e será exercida sem remuneração.
Parágrafo único - Os Conselheiros servidores da Prefeitura Municipal de Bauru poderão se afastar de suas funções
originais para o período necessário à realização de diligências, estudos, reuniões e sessões de
julgamento, no estrito desempenho de suas atividades de conselheiros previstas neste Regimento.
Art. 241 - O custeio das despesas e a designação dos funcionários administrativos necessários ao
funcionamento do Conselho serão de responsabilidade da Secretaria de Economia e Finanças.
Art. 242 - O Presidente do Conselho fará publicar no Diário Oficial do Município e no site da Fazenda as
ementas de julgados, bem como as súmulas administrativas vinculantes aprovadas pelo Tribunal
Administrativo.
Art. 243 - Os casos omissos neste Decreto serão decididos pelo Conselho por decisão de 2/3 (dois terços) de
seus membros.
CAPÍTULO XII
DAS NORMAS COMUNS ÀS DECISÕES DE PRIMEIRA E SEGUNDA INSTÂNCIAS
Art. 244 - As inexatidões materiais existentes na decisão, devidas a lapso manifesto e a erros de escrita ou de
cálculos, poderão ser retificados de ofício, desde que não afetem o decidido em seu mérito,
mediante representação de servidor ou a requerimento do interessado (art. 188 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 245 - Nenhum processo administrativo tributário será encaminhado a arquivo sem despacho da
autoridade competente para decidir ou promover-lhe a instrução e preparação (art. 189 do Decreto
nº 10.084/05).
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Art. 246 - O órgão julgador, de primeira ou segunda instância, deverá, sob pena de nulidade da decisão,
apreciar todas as questões suscitadas pelas partes, inclusive as de ordem constitucional (art. 190 do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 247 - As decisões de primeira e segunda instâncias administrativas não admitem pedido de
reconsideração (art. 191 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO XIII
DA EFICÁCIA E DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES FISCAIS
I- de primeira instância, esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido
interposto;
II - de segunda instância, quando apreciado e julgado o mérito da questão.
Parágrafo único - São também definitivas as decisões de primeira instância na parte que não for objeto de recurso
voluntário ou não estiver sujeita a recurso de ofício (art. 192, parágrafo único, do Decreto nº
10.084/05).
Art. 249 - Sobrevindo definitividade à decisão, considera-se o sujeito passivo intimado, a partir da
comunicação oficial do ato que a tenha proferido (art. 193 do Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único - O recebimento dos valores recolhidos indevidamente, perante a unidade administrativa
responsável pela tesouraria, somente poderá ser reclamado após devidamente processadas as
formalidades legais e regulamentares (art. 193, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 250 - A autoridade responsável por sua instrução e preparação, ao receber o processo administrativo
tributário em retorno, adotará, de imediato, as medidas necessárias ao cumprimento, pelo sujeito
passivo, da decisão definitiva que lhe seja contrária (art. 194 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 251 - No caso de decisão definitiva favorável ao sujeito passivo, cumpre à autoridade preparadora
exonerá-lo, de ofício, dos gravames decorrentes do litígio (art. 195 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 252 - Sendo o caso, as decisões definitivas serão cumpridas também pela liberação dos documentos ou
bens apreendidos ou depositados (art. 196 do Decreto nº 10.084/05).
CAPÍTULO XIV
DOS PROCESSOS EM ESPÉCIE
Seção I
Das Impugnações do Lançamento
Art. 253 - A impugnação do lançamento de tributo ou multa de natureza tributária, tempestiva e conhecida,
instaura a fase litigiosa do procedimento e suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos
limites da matéria impugnada (art. 197 do Decreto nº 10.084/05).
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Parágrafo único - Considera-se não impugnada a matéria ou parte desta que não tenha sido objeto de contestação
expressa, por parte do impugnante (art. 197, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 254 - A impugnação, formalizada por escrito e devidamente instruída com os documentos em que se
fundamentar, será protocolizada no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que haja sido o
impugnante notificado da exigência (art. 198 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - Em caso de agravamento da exigência inicial, será reaberto o prazo para oferecimento de
impugnação, que recomeçará a fluir a partir de quando o contribuinte ou o interessado tomar
ciência da elevação da carga fiscal que lhe foi imposta (art. 198, parágrafo único, do Decreto nº
10.084/05).
Art. 256 - Não será conhecida a impugnação em qualquer das seguintes hipóteses (art. 200 do Decreto nº
10.084/05):
§ 2º - A autoridade julgadora poderá relevar o prazo e apreciar a impugnação intempestiva sempre que
verificar a verossimilhança das alegações de fato e de direito produzidas pelo impugnante (art.
200, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 257 - As impugnações deverão ser apresentadas separadamente, uma para cada documento de
formalização do crédito tributário, sob pena de não serem conhecidas pela autoridade competente
(art. 154 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Embora protocolizadas separadamente, as impugnações poderão, por conexão ou continência, ser
juntadas e decididas em expediente único (art. 201, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Seção II
Do Depósito Administrativo
(Lei nº 5.090/04)
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Art. 258 - É facultado ao sujeito passivo da obrigação tributária municipal depositar administrativamente o
montante do crédito tributário, em moeda corrente no País ou cheque, sempre que preferir discutir
a legitimidade de sua cobrança em:
Parágrafo único - O depósito efetuado por cheque somente será eficaz com o resgate deste pelo sacado.
Art. 259 - O depósito deverá ser integral, dele surtindo os seguintes efeitos:
Art. 260 - O montante do crédito será depositado em instituição financeira conveniada com a Prefeitura
Municipal de Bauru, em conta individual e vinculada aberta pelo sujeito passivo da obrigação
tributária.
§ 1º - Na ocasião do depósito, deverá o sujeito passivo especificar qual o crédito tributário consignado,
descrevendo ainda a medida administrativa já impetrada ou em vias de interposição.
§ 2º - O valor depositado poderá ser resgatado pelo sujeito passivo a qualquer momento, mediante prévia
autorização do órgão administrativo competente para o julgamento da lide.
§ 3º - Ocorrendo a hipótese do parágrafo anterior, cessarão os efeitos do artigo 259 deste Decreto.
Art. 261 - A conversão do depósito em renda a favor da Administração Municipal operar-se-á após 30
(trinta) dias da intimação da decisão administrativa definitiva desfavorável ao sujeito passivo da
obrigação, desde que este, nesse mesmo prazo, não recorra ao Poder Judiciário.
Parágrafo único - Em caso de decisão parcialmente desfavorável ao sujeito passivo, será convertida em renda
somente a parcela que lhe seja correspondente.
Art. 262 - O contribuinte poderá optar pelo depósito judicial, devendo ser observado, neste caso, o
procedimento traçado no art. 890 e seguintes do Código de Processo Civil.
Seção III
Do Parcelamento
Art. 263 - Os créditos de titularidade do Município, inscritos em dívida ativa, tributários ou não, inclusive os
já ajuizados, poderão ser pagos em parcelas iguais, até o número máximo de 36 (trinta e seis),
excetuados os casos em que lei específica estabelecer outro número de parcelas (art. 96 da Lei nº
1.929/75 - CTMB).
Parágrafo único - O pedido de parcelamento implicará em confissão irretratável da dívida, nos termos dos arts. 348,
353 e 354 do Código de Processo Civil, ficando o interessado obrigado a previamente desistir ou a
renunciar aos recursos administrativos ou as ações judiciais propostas, sob pena de indeferimento
ou cancelamento do parcelamento.
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§ 2º - Em se tratando de débitos ajuizados garantidos por arresto ou penhora de bens efetivados nos
autos ou com outra garantia, a concessão do parcelamento fica condicionada à manutenção da
referida garantia.
Art. 265 - O termo de parcelamento somente poderá ser firmado com o contribuinte ou com o responsável
legal pela dívida, nos termos da legislação pertinente, admitindo-se a representação por mandato
(art. 209 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Em se tratando de pessoa física, será exigida a apresentação dos seguintes documentos para a
celebração do acordo (art. 209, § 1º, do Decreto nº 10.084/05):
§ 2º - Em se tratando de pessoa jurídica ou firma individual, será exigida a apresentação dos seguintes
documentos para a celebração do acordo (art. 209, § 2º, do Decreto nº 10.084/05):
Art. 266 - Para fins do parcelamento, os créditos serão consolidados na data da lavratura do termo de acordo,
observando-se as seguintes regras (art. 210, I e II, do Decreto nº 10.084/05):
§ 1º - Nos casos de parcelamentos de créditos já ajuizados, ao seu total será adicionada a importância
relativa aos honorários devidos aos procuradores jurídicos do Município.
Art. 267 - O valor de cada parcela não será inferior a R$ 20,00 (vinte reais) para pessoas físicas e R$ 50,00
(cinqüenta reais) para pessoas jurídicas (art. 211 do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 268 - No interesse do Município, poderá ser admitido um novo ajuste quanto a créditos anteriormente
parcelados e não liquidados.
Art. 269 - Nos casos de sucessão, mediante pedido formal do novo contribuinte ou responsável legal, os
créditos consolidados poderão ser excluídos do parcelamento, devendo o valor proporcional pago
ser abatido nas parcelas em aberto do parcelamento.
Art. 270 - O acordo será rescindido de ofício na hipótese de atraso no pagamento de 3 (três) prestações
consecutivas, salvo disposição em contrário, independentemente de prévio aviso ou notificação.
Seção IV
Da Restituição e da Compensação
Art. 271 - As quantias indevidamente recolhidas em pagamento de créditos tributários serão restituídas e/ou
compensadas, no todo ou em parte, independentemente de prévio protesto do sujeito passivo e seja
qual for a modalidade do pagamento, nos seguintes casos (arts. 54 e 76 da Lei nº 1.929/75):
Art. 272 - A restituição total ou parcial de tributos dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de
mora, penalidades pecuniárias e demais acréscimos legais a eles relativos (art. 55 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - O disposto neste artigo não se aplica às infrações de caráter formal, que não são afetadas pela
causa assecuratória da restituição (art. 55, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Art. 273 - Poderá o contribuinte optar pela compensação de seus créditos com eventuais débitos tributários
que possua para com o Fisco (art. 76 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, o seu montante será apurado com redução
correspondente a juros de 1% (um por cento) ao mês ou fração, pelo tempo que decorrer entre a
data da compensação e a do vencimento (art. 76, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A compensação poderá ser realizada ainda que o crédito do contribuinte não advenha de indébito
tributário (art. 217, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Admitir-se-á igualmente a compensação nos casos de cessão de crédito firmada por escrito pelo
seu titular ao devedor de créditos tributários (art. 217, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 274 - O direito de pleitear a restituição e/ou compensação decai com o decurso do prazo de 5 (cinco)
anos, contados (art. 57 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- nas hipóteses dos incisos I e II do art. 271, da data da extinção do crédito tributário ou do
pagamento antecipado, no caso de lançamento por homologação;
II - na hipótese do inciso III do art. 271, da data em que se tornar definitiva a decisão
administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado ou
rescindido a ação condenatória.
Art. 275 - A restituição/compensação será requerida à autoridade tributária competente para os julgamentos
em primeira instância, devidamente instruída com os documentos que comprovam o crédito do
contribuinte, seja ele decorrente de pagamento indevido de tributo, de fornecimento de
mercadorias ou serviços prestados ao Município, ou de cessão efetuada por terceiro (art. 219 do
Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - A compensação poderá ser feita pelo próprio contribuinte sem prévia manifestação fiscal, devendo
posteriormente ser levada ao conhecimento do Fisco para a sua homologação (art. 219, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 276 - Prescreve em 2 (dois) anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição/compensação (art. 58 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por
metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda
Municipal (art. 58, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção V
Da Dação em Pagamento de Bens Imóveis
(Lei nº 5.513/07)
Art. 277 - Os créditos tributários inscritos ou não na dívida ativa do Município de Bauru poderão ser extintos
pelo devedor, pessoa física ou jurídica, parcial ou integralmente, mediante dação em pagamento de
bem imóvel, a qual só se aperfeiçoará após a aceitação expressa da Fazenda Municipal,
observados o interesse público, a conveniência administrativa e os critérios dispostos neste
Decreto.
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§ 2º - Os imóveis objeto da dação em pagamento poderão ser os que tenham ou não gerado o crédito
tributário.
§ 3º - Quando o crédito for objeto de execução fiscal, a proposta de dação em pagamento poderá ser
formalizada em qualquer fase processual, desde que antes da designação de praça dos bens
penhorados, ressalvado o interesse da Administração de apreciar o requerimento após essa fase.
Art. 278 - Para os efeitos deste Decreto, só serão admitidos imóveis comprovadamente livres e
desembaraçados de quaisquer ônus ou dívidas, exceto aquelas apontadas junto ao Município de
Bauru e com valor apurado em regular avaliação.
§ 1º - De acordo com o artigo 304 do Código Civil, a dação em pagamento poderá ser formalizada
através de imóvel de terceiro, em benefício do devedor, desde que este intervenha como anuente
na operação, tanto no requerimento previsto no artigo 280 deste Decreto, quanto na respectiva
escritura.
Art. 280 - O devedor que pretenda extinguir crédito tributário municipal, mediante dação em pagamento,
deverá formalizar requerimento dirigido ao Secretário de Finanças, contendo, necessariamente, a
indicação pormenorizada do crédito tributário objeto do pedido, bem como a localização,
dimensões e confrontações do imóvel oferecido, juntamente dom cópia do título de propriedade
atualizado.
VI - certidões de breve relato das ações eventualmente apontadas nas certidões previstas nos
incisos anteriores, inclusive embargos à execução.
Art. 281 - Se o crédito tributário que se pretenda extinguir for objeto de discussão em processo judicial ou
administrativo promovido pelo devedor, este deverá apresentar declaração de ciência de que o
deferimento de seu pedido de dação em pagamento importará, ao final, na reconhecimento da
dívida e na extinção do respectivo processo, hipótese em que o devedor renunciará, de modo
irretratável, ao direito de discutir a origem, o valor ou a validade do crédito tributário reconhecido.
Art. 282 - Se o crédito for objeto de execução fiscal movida pela Fazenda Pública Municipal o deferimento
do pedido de dação em pagamento igualmente importará no reconhecimento da dívida exeqüenda
e na renúncia ao direito de discutir sua origem, valor ou validade.
Parágrafo único - Ocorrendo a hipótese prevista no caput deste artigo, em havendo interposição de Embargos ao
Devedor, este arcará com as despesas e demais consectários legais.
Art. 283 - Uma vez protocolado o requerimento mencionado no artigo 280 deste Decreto, deverão ser
tomadas as seguintes providências:
Art. 284 - O interesse do Município na aceitação do imóvel oferecido pelo devedor será avaliado por uma
comissão constituída, obrigatoriamente, por servidores, lotados nas seguintes Secretarias:
I- Secretaria de Finanças;
II - Secretaria de Planejamento;
III - outras Secretarias Municipais que a situação concreta indicar ser oportuno ou
conveniente que participe.
§ 1º - A comissão deverá emitir seu parecer no prazo de 10 (dez) dias, seguindo-se despacho do
Secretário de Finanças, declarando, em tese, a existência ou não de interesse do Município em
receber o imóvel.
§ 2º - Do parecer referido no § 1º deste artigo deverá constar, entre outras, as seguintes informações:
I- a viabilidade econômica da aceitação do imóvel, em face dos custos estimados para sua
adaptação ou uso público;
II - a compatibilidade entre o valor do imóvel e o montante do crédito tributário que se
pretenda extinguir, quando se tratar de extinção integral do crédito tributário;
III - não havendo a compatibilidade entre o valor do imóvel e o montante do crédito tributário
que se pretenda extinguir, deverá restar esclarecido no parecer:
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a) quais as certidões de dívida ativa que serão extintas, quando for parcial a
extinção do crédito tributário;
b) a possibilidade orçamentária e financeira, bem como a forma como será paga a
diferença à pessoa proprietária do imóvel.
IV - a possibilidade orçamentária e financeira de se aplicar em ações e serviços públicos de
saúde e na manutenção e desenvolvimento do ensino, até o dia 31 de dezembro do
exercício em que se realizar a dação em pagamento, o percentual estabelecido
legalmente.
§ 3º - Por compatibilidade entre o valor do imóvel e o montante do crédito tributário que se pretenda
extinguir fica entendida a diferença, a maior ou a menor, não superior a 10% (dez por cento) do
limite previsto na alínea “a”, do inciso I, do artigo 23, da Lei nº 8666, de 21 de junho de 1993.
Art. 285 - Exclusivamente nos casos em que houver interesse do Município em receber o imóvel oferecido
pelo devedor, será procedida a sua avaliação administrativa, para determinação do preço do
imóvel a ser dado em pagamento.
§ 3º - Caso a ocorrência constatada demande parecer técnico especializado, a Comissão poderá solicitar
a indicação de representante de qualquer outra Secretaria Municipal para manifestação conclusiva,
em caráter de urgência.
Art. 286 - A avaliação administrativa deverá conter capítulo específico relatando a efetiva situação do imóvel
quanto a:
Parágrafo único - A ocorrência de um ou mais fatores mencionados neste artigo influirá na definição do valor do
imóvel, devendo ser devidamente sopesado na elaboração da avaliação administrativa.
Art. 287 - Concluída a avaliação administrativa, comunicar-se-á seu resultado ao devedor, que terá prazo de
cinco dias para apresentação de impugnação dirigida à comissão a que se refere o artigo 284 deste
Decreto.
Art. 288 - Havendo concordância expressa ou tácita, por parte do devedor, com o valor apurado na avaliação,
os autos serão encaminhados à Secretaria de Finanças para as providências necessárias ao
prosseguimento do expediente.
Art. 289 - Deferido o requerimento, deverá ser lavrado, em 30 (trinta) dias, a escritura de dação em
pagamento, com a anuência da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos.
Parágrafo único - Por ocasião da lavratura da escritura, deverá o contribuinte apresentar todos os documentos e
certidões indispensáveis ao aperfeiçoamento do ato.
Art. 290 - Após formalizado o registro da escritura de dação em pagamento, será providenciada,
concomitantemente, a extinção da obrigação tributária e a respectiva baixa na dívida ativa, nos
limites do valor do imóvel dado em pagamento pelo devedor.
Parágrafo único - Se houver débito remanescente, deverá ser cobrado nos próprios autos da execução fiscal, caso
ajuizada, se não houver ação ou execução em curso, esta deverá ser proposta pelo valor do saldo
apurado.
Art. 291 - Na hipótese de o valor do imóvel ser superior ao do débito tributário, o Poder Público, a pedido do
interessado, poderá autorizar a futura compensação de tributos devidos ao Município, ou poderá
ser efetuado o pagamento da diferençam se houver interesse na dação.
Art. 292 - O devedor responderá pela evicção, nos termos do artigo 359 do Código Civil.
Art. 293 - Os imóveis objetos da dação em pagamento poderão ser destinados ao Fundo Municipal de
Infraestrutura Urbana, nos termos do artigo 6º da Lei 5358, de 28 de Abril de 2006.
Seção VI
Do Reconhecimento Administrativo de Isenções, Imunidades e outros Benefícios Fiscais
Art. 294 - Nas hipóteses em que a concessão de isenção, imunidade ou outro benefício fiscal de qualquer
natureza dependa de reconhecimento administrativo, este deverá ser expressamente requerido pelo
interessado, em procedimento administrativo tributário específico (art. 222 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 295 - Verificada, a qualquer tempo, a inobservância das condições exigidas para o reconhecimento
administrativo ou o desaparecimento das que o tenha motivado, será o ato concessivo de benefício
fiscal ou imunidade invalidado ou suspenso, conforme o caso (art. 223 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 296 - O reconhecimento administrativo de isenção, imunidade ou benefício fiscal não gera direito
adquirido e será obrigatoriamente invalidado ou suspenso, conforme o caso, por ato de ofício,
sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições, ou não
cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrando-se o crédito
acrescido de encargos moratórios (art. 224 do Decreto nº 10.084/05):
Seção VII
Do Processo de Consulta
Art. 297 - O sujeito passivo, os órgãos da administração pública e as entidades representativas de categorias
econômicas ou profissionais poderão formular consulta sobre dispositivos da legislação tributária
aplicáveis a fato determinado, observado o seguinte (art. 12-M da Lei nº 1.929/75 – CTMB,
incluído pela Lei nº 5.077/03):
Art. 298 - A Administração Fazendária não fará retroagir o seu novo entendimento jurídico acerca de
determinada matéria, em prejuízo de contribuintes que pautaram a sua conduta nos estritos termos
de exegese anteriormente adotada (art. 12-N da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela Lei nº
5.077/03).
Art. 299 - Os contribuintes têm o direito à igualdade entre as soluções de consultas relativas a uma mesma
matéria, fundadas em idêntica norma jurídica (art. 12-O da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela
Lei nº 5.077/03).
Art. 300 - Não produzirá efeito a consulta formulada (art. 12-P da Lei nº 1.929/75 – CTMB, incluído pela
Lei nº 5.077/03):
Seção VIII
Da Súmula Administrativa Vinculante
(art. 3º, IV, da Lei nº 5.304/05)
Art. 301 - O Conselho Municipal de Contribuintes poderá editar, revisar ou alterar Súmula, por decisão de
2/3 de seus Conselheiros, que uniformize, dentro dos quadros da Fazenda Municipal, o
entendimento sobre questões tributárias acerca das quais haja controvérsia que venha a acarretar
grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.
Art. 302 - A partir de sua publicação na imprensa oficial, a Súmula terá efeito vinculante em relação a todos
os órgãos da Fazenda Municipal, que não poderão praticar atos e proferir decisões em
desconformidade com a interpretação adotada.
Art. 303 - Quando determinado recurso tratar de matéria já sumulada, poderá o Presidente do Conselho de
Contribuintes aplicar diretamente a Súmula, sem a necessidade de levar o caso a julgamento.
TÍTULO III
DO CADASTRO FISCAL
CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 304 - O Cadastro Fiscal da Prefeitura compreende (art. 158 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- o Cadastro Imobiliário;
II - o Cadastro da Indústria e Comércio;
III - o Cadastro dos Prestadores de Serviços de Qualquer Natureza.
a) os terrenos vagos existentes ou que venham a existir nas áreas urbanas ou destinadas a
urbanização;
b) as edificações existentes ou que vierem a ser construídas, nas áreas urbanas e
urbanizáveis.
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Art. 305 - Todos os proprietários ou possuidores, a qualquer título, de imóveis mencionados no § 1º do artigo
anterior, e todas as pessoas físicas ou jurídicas de qualquer natureza, referidas no § 2º, sujeitas à
fiscalização municipal, em razão da localização, instalação e funcionamento de qualquer atividade
no Município, constantes da Tabela III do Anexo II deste Decreto, estão sujeitos à inscrição
obrigatória no Cadastro Fiscal da Prefeitura (art. 159 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Incluem-se entre as atividades sujeitas à fiscalização, as de comércio, indústria, de prestação de
serviços em geral e, ainda, as exercidas por entidades, sociedades ou associações civis, desportivas
ou decorrentes de profissão, arte ou oficio (art. 159, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 306 - O Poder Executivo poderá celebrar convênios com a União e os Estados visando utilizar os dados
e os elementos cadastrais disponíveis, bem como o número de inscrição no Cadastro Geral de
Contribuintes, de âmbito federal, para melhor caracterização de seus registros (art. 160 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Seção I
Da Inscrição no Cadastro Imobiliário
Art. 307 - A inscrição dos imóveis urbanos no Cadastro Imobiliário será promovida (art. 161 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
Art. 308 - Para efetivar a inscrição no Cadastro Imobiliário, dos imóveis urbanos, são os responsáveis
obrigados a preencher e entregar, na repartição competente, uma ficha de inscrição para cada
imóvel, conforme modelo fornecido pela Prefeitura (art. 162 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - A inscrição será efetuada no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da escritura definitiva ou
de promessa de compra e venda do imóvel (art. 162, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º -Por ocasião da entrega da ficha de inscrição, devidamente preenchida, deverá ser exibido o título de
propriedade transcrito, ou de compromisso de compra e venda devidamente averbado no Cartório
competente (art. 162, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - Não sendo feita a inscrição no prazo estabelecido no § 1º deste artigo, o órgão competente,
valendo-se dos elementos de que dispuser, preencherá a ficha de inscrição e expedirá edital
convocando o proprietário para, no prazo de 30 (trinta) dias, cumprir as exigências deste artigo,
sob pena de multa prevista neste Decreto para os faltosos (art. 162, § 3º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 309 - Em caso de litígio sobre o domínio do imóvel, a ficha de inscrição mencionará tal circunstância,
bem como os nomes dos litigantes e dos possuidores do imóvel, a natureza do feito, o juízo e o
cartório por onde a ação tramitou (art. 163 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Parágrafo único - Incluem-se também na situação prevista neste artigo o espólio, a massa falida e as sociedades em
liquidação (art. 163, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 310 - Em se tratando de área loteada, cujo loteamento houver sido aprovado pela Prefeitura, deverá o
impresso de inscrição ser acompanhado de uma planta completa, em escala que permita anotação
dos desdobramentos e designe o valor da aquisição, os logradouros, as quadras e os lotes, a área
total, as áreas cedidas ao patrimônio municipal, as áreas compromissadas e as áreas alienadas, com
a identificação dos respectivos adquirentes (art. 164 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 311 - Deverão ser obrigatoriamente comunicadas à Prefeitura, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, todas
as ocorrências verificadas com relação ao imóvel que possam afetar as bases de cálculo dos
lançamentos dos tributos municipais (art. 165 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A comunicação a que se refere este artigo, devidamente processada e informada, servirá de base à
alteração respectiva na ficha de inscrição (art. 165, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção II
Da Inscrição no Cadastro de Industriais e Comerciantes
Art. 313 - A inscrição no Cadastro de Industriais e Comerciantes será feita pelo responsável, ou seu
representante legal, que preencherá e entregará na repartição competente ficha própria para cada
estabelecimento, fornecida pela Prefeitura (art. 167 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Entende-se por industrial ou comerciante, para os efeitos de tributação municipal, aquelas pessoas
físicas ou jurídicas, estabelecidas ou não, assim definidas e qualificadas pela legislação estadual e
regulamentos (art. 167, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 314 - A ficha de inscrição no Cadastro de Industriais e Comerciantes deverá conter (art. 168 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
§ 1º - A entrega da ficha de inscrição deverá ser feita pelos estabelecimentos novos, antes da respectiva
abertura ou do início dos negócios (art. 168, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A inscrição e suas alterações supervenientes podem ser realizadas por meio eletrônico, via site da
Fazenda Municipal de Bauru (art. 246, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 315 - A inscrição deverá ser permanentemente atualizada, ficando o responsável obrigado a comunicar à
repartição competente, dentro de 30 (trinta) dias, a contar da data em que ocorreram, as alterações
que se verificarem em qualquer das características mencionadas no artigo anterior (art. 169 da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Nos casos de sucessão de empresas, será aproveitado o mesmo número de inscrição do sucedido.
Art. 316 - A cessão e o encerramento das atividades do estabelecimento serão comunicados à Prefeitura
dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a fim de ser anotada no cadastro (art. 170 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
§ 2º - Será cancelado de ofício o cadastro do contribuinte que não recolher as Taxas de Licença e de
Cadastramento dentro de 10 (dez) dias da respectiva homologação da abertura.
§ 4º - A situação de inatividade prevista no parágrafo anterior poderá ser revertida mediante provocação
do contribuinte, que justificará a não movimentação de seu cadastro em período pretérito (art. 248,
§ 3º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 317 - Para os efeitos deste Capítulo, considera-se estabelecimento o local, fixo ou não, de exercício de
qualquer atividade industrial, comercial ou similar em caráter permanente ou eventual, ainda que
no interior de residência, desde que a atividade não seja caracterizada como de prestação de
serviço (art. 171 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 318 - Constituem estabelecimentos distintos, para efeito de inscrição no cadastro (art. 172 da Lei nº
1.929/75 – CTMB):
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I- os que, embora no mesmo local, ainda que com idêntico ramo de atividade, pertençam a
diferentes pessoas físicas ou jurídicas;
II - os que, embora sob mesma responsabilidade e com o mesmo ramo de negócios, estejam
localizados em prédios distintos ou locais diversos.
Parágrafo único - Não são considerados como locais diversos dois ou mais imóveis contíguos e com comunicação
interna, nem os pavimentos de um mesmo imóvel (art. 172, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Seção III
Do Cadastro de Prestadores de Serviços de Qualquer Natureza
Art. 319 - Todas as pessoas físicas ou jurídicas com ou sem estabelecimento fixo, que exerçam, habitual ou
temporariamente, individualmente ou em sociedade, serviços de qualquer natureza, ficam
obrigadas à inscrição no Cadastro Fiscal, mesmo nos casos de não-incidência, imunidade ou
isenção fiscal (art. 173 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A inscrição no Cadastro a que se refere este artigo, bem como qualquer alteração posterior, será
promovida pelo contribuinte ou responsável, por meio de formulário ou eletronicamente, através
do site da Fazenda Pública do Município de Bauru (art. 173, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 320 - As declarações prestadas pelo contribuinte ou responsável no ato da inscrição ou da atualização
dos dados cadastrais não implicam a aceitação pelo fisco, que poderá revê-las a qualquer época,
independentemente de prévia ressalva ou comunicação (art. 174 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A inscrição, alteração ou retificação de ofício não eximem o infrator das multas que couberem
(art. 174, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 321 - A inscrição deverá operar-se antes do início das atividades do prestador de serviços (art. 175 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 322 - O contribuinte é obrigado a comunicar a cessação da atividade no prazo de até 30 (trinta) dias da
sua ocorrência (art. 176 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - Aplica-se às inscrições dos prestadores de serviços de qualquer natureza o contido nos arts. 314 a
318 do presente Regulamento (art. 254, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
PARTE ESPECIAL
TÍTULO I
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO
CAPÍTULO ÚNICO
DA ESTRUTURA
Art. 323 - Integram o Sistema Tributário do Município (art. 177 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- os Impostos sobre:
a) a Propriedade Predial Urbana – IPU;
b) a Propriedade Territorial Urbana – ITU ;
c) Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN; e
d) a Transmissão inter vivos de Bens Imóveis e de direitos a eles relativos – ITBI.
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II - as Taxas:
a) decorrentes de atividades do poder de policia do Município;
b) decorrentes de atos relativos à utilização efetiva ou potencial de serviços
municipais específicos e divisíveis.
III - a Contribuição de Melhoria; e
IV - a Contribuição para o custeio do Serviço de Iluminação Pública – CIP (Lei nº 5.075/03).
TÍTULO II
DOS IMPOSTOS
CAPÍTULO I
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL URBANA
Seção I
Da Incidência
Art. 324 - O imposto predial tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse, de imóveis
edificados, situados na zona urbana do Município ou nas áreas referidas no § 3º deste artigo (art.
178 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Considera-se edificado o imóvel no qual exista construção apta a servir para habitação ou para o
exercício de quaisquer atividades (art. 178, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - Para efeito deste imposto, entendem-se como zonas urbanas aquelas que apresentem ao menos
dois dos seguintes melhoramentos (art. 187, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 325 - Estão incluídas nas áreas tributáveis pelo imposto predial mencionadas no § 3º do artigo anterior
(art. 257 do Decreto nº 10.084/05):
Art. 326 - Os imóveis comprovadamente utilizados como sítios de recreio, cuja eventual produção agrícola,
pecuária, extrativa vegetal ou agro-industrial não se destine ao comércio, serão da mesma forma
tributados pelo Imposto Predial Urbano, ainda que se localizem fora da zona urbana do Município
(art. 14 do Decreto-Lei nº 57/66).
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Art. 327 - Os imóveis situados em zona urbana ou de expansão urbana que sejam utilizados para a
exploração econômica da produção agrícola, pecuária, extrativa vegetal ou agro-industrial, não
sofrerão a incidência do imposto previsto neste Capítulo (art. 15 do Decreto-Lei nº 57/66).
Art. 328 - Para fins do disposto nos artigos 326 e 327 deste Decreto, o contribuinte deverá cumprir os
seguintes requisitos (art. 15 do Decreto-Lei nº 57/66):
§ 2º - Na hipótese do parágrafo anterior, será reconhecida como data de início da atividade a data em
que se deu o reconhecimento de firma pelo cartório.
Art. 329 - No cálculo da área bruta de imóveis de unidades autônomas em condomínio, será acrescentada à
área privativa territorial e predial de cada unidade, a parte correspondente às áreas comuns em
função de sua quota-parte (art. 258 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 330 - Serão tributados pelo Imposto Predial Urbano a área dos terrenos incorporados aos prédios da
seguinte forma (art. 6º, I, da Lei nº 5.326/05):
I- até 4 (quatro) vezes a área da construção, quando o imóvel estiver localizado nos setores
1 e 2.
II - até 10 (dez) vezes a área da construção, quando o imóvel estiver localizado nos setores 3,
4, 5 e 6 e áreas de expansão urbana.
Parágrafo único - Sobre a área de terreno que exceder o previsto nos incisos I e II do presente artigo, incide o
Imposto Territorial Urbano (art. 6º, I, da Lei nº 5.326/05).
Art. 331 - O Imposto Predial não incide (art. 260 do Decreto nº 10.084/05):
II - sobre imóveis, ou parte destes, considerados como não construídos, para efeito de
incidência do Imposto Territorial Urbano.
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Art. 332 - O Imposto Predial Urbano constitui ônus de natureza real e grava o imóvel na forma da Lei Civil e
se transmite aos adquirentes, salvo se constar do título de domínio a certidão negativa de débitos
fiscais (art. 24 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção II
Do Cálculo do Imposto Predial Urbano
Art. 333 - O Imposto Predial Urbano é calculado pela alíquota de 0,8% (zero vírgula oito por cento)
incidente sobre o valor venal do imóvel (art. 180 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 334 - O valor venal dos imóveis para efeito de tributação pelo Imposto Predial será obtido pela soma do
valor venal dos terrenos e edificações a ele incorporadas, observado o fator de obsolescência em
função da idade da construção (art. 181 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A idade de cada edificação, para aplicação do fator de obsolescência de que trata a Tabela de
Edificações, corresponderá à diferença entre o exercício a que se refere o lançamento tributário e o
ano da expedição do “habite-se” ou cadastramento de ofício da construção (art. 16, § 2º, da Lei nº
5.326/05).
§ 3º - O fator de obsolescência em função do tempo de construção aplicável para cálculo do valor venal
predial será de (art. 17 da Lei nº 5.326/05):
§ 4º - A idade de cada prédio será (art. 17, parágrafo único, da Lei nº 5.326/05):
I- reduzida em 20% (vinte por cento), nos casos de pequena reforma ou reforma parcial;
II - contada a partir do ano da conclusão da reforma quando esta for substancial.
§ 5º - No cálculo do valor venal predial de edifícios ou condomínios verticais será aplicado fator de
comercialização, conforme Tabela II do Anexo I desta Consolidação.
§ 6º - Aplicar-se-á analogicamente os fatores de que trata o parágrafo anterior aos casos de imóveis
semelhantes, que façam parte de um mesmo condomínio, e possuam a mesma metragem de
terreno e construção.
CAPÍTULO II
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL URBANA
Seção I
Da Incidência
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Art. 335 - O Imposto Territorial Urbano tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de
qualquer bem imóvel não edificado, por natureza ou acessão física tal como definido na Lei Civil,
localizado nas zonas urbanas do Município (art. 187 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Para efeito deste imposto, entendem-se como zonas urbanas as definidas em ato do Poder
Executivo, observado o requisito mínimo da existência de pelo menos dois dos seguintes
melhoramentos (art. 187, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 336 - Estão incluídas nas áreas tributáveis pelo imposto predial mencionadas no § 2º do artigo anterior
(art. 265 do Decreto nº 10.084/05):
Art. 337 - Aplica-se ao Imposto de que trata este Capítulo as regras dos arts. 326 a 328 do presente
Regulamento.
Art. 338 - No cálculo da área bruta de imóveis de unidades autônomas em condomínio, será acrescentada à
área privativa territorial de cada unidade, a parte correspondente às áreas comuns em função de
sua quota-parte (art. 266 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 339 Estão também sujeitos ao Imposto Territorial (art. 188 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 340 - Os terrenos com prédios em construção continuarão sujeitos à incidência do Imposto Territorial
até o exercício da expedição do “habite-se” ou até a data do cadastramento de ofício da edificação
pela Prefeitura após a verificação da existência de construção concluída, passando a ser tributados
pelo Imposto Predial no exercício seguinte (art. 189 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Parágrafo único - No caso de construção sem “habite-se”, o cadastramento da edificação de ofício não retroage para
efeito de tributação pelo Imposto Predial a fatos geradores anteriores, para os quais permanece o
lançamento do Imposto Territorial, ainda que a conclusão da obra tenha ocorrido anteriormente, se
tributáveis pelo Imposto Predial em importância inferior à do Imposto Territorial (art. 268,
parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 341 - Serão tributadas pelo Imposto Territorial Urbano as áreas de terrenos não incorporadas aos
prédios, que excederem (art. 6º, I, da Lei nº 5.326/05):
I- 4 (quatro) vezes a área da construção, quando o imóvel estiver localizado nos setores 1 e
2;
II - 10 (dez) vezes a área da construção, quando o imóvel estiver localizado nos setores 3, 4,
5 e 6 e áreas de expansão urbana.
Art. 342 - O Imposto não incide nas hipóteses de imunidades previstas na Constituição Federal, observado,
sendo o caso, o disposto em lei complementar (art. 270 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 343 - O Imposto Territorial Urbano constitui ônus de natureza real e grava o imóvel na forma da Lei
Civil e se transmite aos adquirentes, salvo se constar do título de domínio a certidão negativa de
débitos fiscais (art. 190 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção II
Do Cálculo do Imposto Territorial Urbano
Art. 344 - O Imposto Territorial Urbano é calculado pela alíquota de 2,0% (dois por cento) incidente sobre o
valor venal do imóvel (art. 191 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 345 - O valor venal territorial dos imóveis para efeito de tributação pelo Imposto Territorial será
arbitrado pela Prefeitura, com base na Planta de Valores Imobiliários do Município e de acordo
com normas técnicas padronizadas, de modo a ficar assegurado a todos os contribuintes um
mesmo e justo tratamento fiscal (art. 192 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º A Planta de Valores será organizada e revista, tendo em vista as transações realizadas ou em opção, as
datas dessas transações, as condições do mercado imobiliário, os melhoramentos e serviços de
utilidade pública dos logradouros e quaisquer outros elementos orientadores (art. 192, § 1º, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O método para cálculo do valor venal territorial tributável está determinado no Capítulo III, Seção
I, deste mesmo Título.
CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES COMUNS RELATIVAS AOS IMPOSTOS PREDIAL E TERRITORIAL URBANO
Seção I
Do Valor Venal
Art. 346 - A apuração do valor venal para fins de lançamento dos Impostos Predial e Territorial Urbano–
IPTU será feita conforme as normas e métodos fixados neste Regulamento (art. 274 do Decreto nº
10.084/05).
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Art. 347 - Na determinação do valor venal não serão considerados os valores dos bens móveis mantidos no
imóvel, em caráter permanente ou temporário, para efeito de sua utilização, exploração,
aformoseamento ou comodidade (art. 275 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 348 - Os valores unitários de metro quadrado de construção e de terreno serão determinados em função
dos seguintes elementos (art. 192, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 349 - Os valores unitários, definidos como valores médios para os locais e construções, serão atribuídos
(art. 3º da Lei nº 5.326/05):
Art. 350 - O valor venal dos terrenos deverá ser obtido pelo produto da área, valor unitário do metro
quadrado e, ainda, pelos fatores de desvalorização ou correção (art. 2º da Lei nº 5.326/05).
Art. 351 - O valor unitário do metro quadrado de terrenos será o estabelecido na Planta Genérica de Valores
constante do Anexo I da Lei nº 5.326, de 28 de dezembro de 2005, e corresponderá (art. 5º da Lei
nº 5.326/05):
Parágrafo único - Nos terrenos ligados a logradouros por passagem de pedestre, deverá ser adotado pela Secretaria
de Economia e Finanças o valor atribuído às ruas laterais ou a logradouro que der acesso à mesma
(art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 5.326/05).
Art. 352 - Para efeito do disposto nos Capítulos I a III do presente Título, considera-se (art. 6º da Lei nº
5.326/05):
I- excesso de área ou área de terreno não incorporada, tributável pelo imposto territorial:
a) aquela que exceder a 4 (quatro) vezes a área ocupada pelas edificações nos
setores 1 e 2;
b) aquela que exceder 10 (dez) vezes a área ocupada pelas edificações nos setores
3, 4, 5 e 6 e de expansão urbana;
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II - por imóvel de esquina compreende-se aquele cujo ângulo formado pela intercessão dos
alinhamentos dos respectivos logradouros seja inferior a 135 graus;
III - terrenos de duas ou mais frentes, aquele que possui mais de uma testada para logradouros
públicos, sem estar localizado na sua confluência;
IV - terreno encravado, aquele que não se comunica com a via pública, exceto por servidão de
passagem por outro imóvel;
V- terreno de fundo, aquele que, situado no interior da quadra, se comunica com a via
pública por um corredor de acesso com largura igual ou inferior a 4 (quatro) metros;
VI - terreno interno, aquele localizado em vila, passagem ou travessa ou local assemelhado,
acessório da malha viária do Município ou de propriedade de particulares, não
relacionados em Listagem de Valores.
Art. 353 - Os logradouros ou trechos de logradouros que não constarem do Mapa de Valores terão seus
valores unitários de metro quadrado de terreno fixados pelo órgão competente da Secretaria de
Economia e Finanças (art. 7º da Lei nº 5.326/05).
§ 1º - Em caso de loteamentos ou condomínios horizontais novos e que não constem da Planta Genérica
de Valores, deverá ser adotado o valor encontrado por processo avaliativo técnica e legalmente
aceito, incluído o m2 (metro quadrado) da construção (art. 7º, § 1º, da Lei nº 5.326/05).
§ 2º - Para imóveis cujo valor do metro quadrado de terreno esteja previsto na Planta Genérica de
Valores, somente prevalecerá o valor apurado em avaliação concreta se este for inferior àquele.
Art. 354 - No cálculo do valor venal territorial, deverão ser considerados os seguintes fatores (art. 8º da Lei
nº 5.326/05):
I- fator de valorização:
a) fator de esquina;
b) fator de desvio ferroviário;
II - fator de desvalorização:
a) para gleba;
b) pela conformação topográfica;
c) pela existência de erosão;
d) pela vizinhança de córrego;
e) pela inundação;
f) para lotes encravados, ou de fundo;
g) de profundidade.
§ 1º - Quando houver a incidência de mais de um fator, deverá ser aplicado no cálculo do valor venal o
produto dos fatores incidentes (art. 8º, § 1º, da Lei nº 5.326/05).
§ 2º - Quando houver a incidência dos fatores de desvalorização pela vizinhança de córrego e sujeito a
permanente inundação, será aplicado somente um destes (art. 8º, § 2º, da Lei nº 5.326/05).
§ 3º - Quando houver a incidência dos fatores de desvalorização pela conformação topográfica irregular
e erosão, será aplicado somente um destes (art. 8º, § 3º, da Lei nº 5.326/05).
Art. 355 - Nos terrenos de esquina, com edificação do tipo comercial ou mista, até a área máxima de 900,00
m2 deverão incidir os seguintes fatores (art. 9º da Lei nº 5.326/05):
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Art. 356 - Nos terrenos beneficiados efetivamente por desvio ferroviário próprio ou de uso comum, deverá
incidir o fator de desvio ferroviário de 1,20 (art. 284 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 357 - Nos terrenos que possuam conformação topográfica muito irregular, em desnível acentuado ou
erosado, requerendo serviços de terraplanagem para aproveitamento com construções, deverá
incidir o fator de desvalorização nos seguintes termos (art. 10, I e II, da Lei nº 5.326/05):
I– fator de redução de 0,80 para imóveis com declive superior a 20% e aclive superior a
30%;
II - Fator de redução de 0,80 para imóveis erosados.
Parágrafo único - Mediante parecer da Secretaria de Obras, nos casos de terrenos com área de até 1.000 (mil) metros
quadrados em que a erosão atinja mais de 50% da área total do imóvel, será aplicado o fator de
desvalorização de 0,50 até que seja concluído o aterro (art. 10, III, da Lei nº 5.326/05).
Art. 358 - A redução para a conformação topográfica irregular prevista no artigo anterior, somente se aplica
a terrenos sem construção (art. 11 da Lei nº 5.326/05).
Art. 359 - Serão considerados como gleba os terrenos com área superior a 5.000 m2, sem construção,
desprovidos de melhoramentos e suscetíveis de urbanização para aproveitamento, incidindo o fator
de desvalorização de 0,70, ou 30% de redução (art. 12 da Lei nº 5.326/05).
Parágrafo único - Não serão considerados gleba os imóveis com a área referida no caput deste artigo, mas que já
sejam originários de loteamento ou parcelamento imobiliário (art. 12, parágrafo único, da Lei nº
5.326/05).
Art. 360 - Nos terrenos, edificados ou não, com vizinhança de córrego ou sujeitos permanentemente à
inundação, deverá incidir o fator de desvalorização de 0,50 ou 50% de redução (art. 13 da Lei nº
5.326/05).
Art. 361 - Nos lotes encravados ou de fundo, com vão de acesso, o valor unitário do terreno deverá ser
aquele da rua para a qual possui acesso, aplicado fator de desvalorização de 0,70, ou seja, redução
de 30% (art. 14 da Lei nº 5.326/05).
Art. 362 - O fator de profundidade de 0,90 ou 10% de redução será aplicado nos casos em que o quociente da
área total do imóvel pela metragem da testada frontal, ou soma das testadas se houver mais de
uma, seja igual ou superior a 40 (quarenta) (art. 15 da Lei nº 5.326/05).
Seção II
Do Sujeito Passivo
Art. 363 - O contribuinte do Imposto Predial e do Imposto Territorial Urbano é o proprietário do imóvel, o
titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título (art. 179 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - Por possuidor a qualquer título entende-se aquele que possua a coisa com animus dominus (art.
290, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 364 - Respondem solidariamente pelo pagamento do imposto o titular do domínio pleno, o justo
possuidor, o titular do direito de usufruto, uso ou habitação, os promitentes-compradores imitidos
na posse, os cessionários, os promitentes-cessionários, os posseiros, os comodatários e os
ocupantes a qualquer título do imóvel, ainda que pertencente a qualquer pessoa física ou jurídica,
de direito público ou privado, isenta do imposto ou a ele imune (art. 179, parágrafo único, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
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Art. 365 - O imposto é devido, a critério da repartição competente (art. 292 do Decreto nº 10.084/05):
I- por quem exerça a posse direta do imóvel, sem prejuízo da responsabilidade solidária dos
possuidores indiretos;
II - por qualquer dos possuidores indiretos, sem prejuízo da responsabilidade solidária dos
demais e do possuidor direto.
Art. 366 - Na forma da Lei Civil, somente será alterado o proprietário com o registro do título aquisitivo no
ofício registrador competente (art. 293 do Decreto nº 10.084/05).
Seção III
Do Lançamento e da Arrecadação
Art. 367 - O lançamento do Imposto Territorial e do Imposto Predial Urbano é anual e de ofício, com base
nos dados constantes do cadastro imobiliário, nas declarações e informações prestadas pelo
contribuinte ou apurados de ofício, e tomando-se por base a situação fática do imóvel quando da
ocorrência do fato imponível, em conformidade com o disposto neste Regulamento (arts. 183 e
195 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Considera-se ocorrido o fato gerador em 1º de janeiro de cada exercício (arts. 183 e 195 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 368 - O lançamento do imposto será distinto para cada imóvel ou unidade autônoma, ainda que
contíguos ou vizinhos e pertencentes ao mesmo proprietário (art. 183, § 2º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
§ 2º - O lançamento em unidades autônomas será efetuado a partir do exercício seguinte àquele em que
se deu por operado o registro público da convenção ou especificação de condomínio (art. 295, §
2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Na hipótese de anexação de fato, por conta de edificação comum a mais de um lote de terreno, o
lançamento será calculado proporcionalmente à área edificada pertencente a cada lote, ou, a
critério da repartição, efetuada a unificação compulsória e de ofício do cadastro imobiliário (art.
295, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 4º - Para os condomínios já devidamente constituídos, cuja conclusão das unidades autônomas ocorra
de forma parcial, e desta conclusão parcial a fração ideal de terreno das unidades autônomas
lançadas não contemple 100% (cem por cento) da área total do terreno em que o condomínio foi
constituído, a diferença entre a área total do terreno e a soma das frações ideais das unidades
concluídas permanecerá como área remanescente do imóvel (art. 295, § 4º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 5º - Para os casos previstos no parágrafo anterior, em que haja área construída comum coberta do
condomínio que exceda a área construída comum das unidades concluídas, esta área será lançada
na área remanescente do imóvel (art. 295, § 5º, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 369 - Far-se-á o lançamento em nome do sujeito passivo ou em nome de quem estiver inscrito o imóvel
no Cadastro Imobiliário Fiscal, observadas as seguintes regras (art. 196 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB):
I- nos casos de condomínio pro indiviso, será efetuado em nome de um, de alguns ou de
todos os co-proprietários, sem prejuízo, nos dois primeiros casos, da responsabilidade
solidária dos demais;
II - nos casos de condomínio, com unidades autônomas, será efetuado em nome dos
respectivos proprietários, titulares do domínio útil ou possuidores de cada unidade
autônoma;
III - nos casos de compromissos de compra e venda, será efetuado em nome do promitente
vendedor ou do compromissário comprador ou de ambos, a juízo da autoridade
lançadora;
IV - nos casos de imóveis objetos de enfiteuse, será efetuado em nome do enfiteuta;
V- nos casos de imóveis em inventário, em nome do espólio, e, ultimada a partilha, em nome
dos sucessores;
VI - nos casos de imóveis pertencentes a massas falidas ou sociedades em liquidação, será
efetuado em nome das mesmas.
Parágrafo único - Não sendo conhecido o proprietário, o lançamento será efetuado em nome de que esteja na posse
do imóvel (art. 196, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 370 - Os imóveis que passarem a constituir objeto de incidência do Imposto Predial e do Imposto
Territorial Urbano serão tributados a partir do exercício seguinte (art. 197 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 371 - Enquanto não operada a decadência, poderão ser efetuados lançamentos omitidos por quaisquer
circunstâncias, assim como lançamentos adicionais ou complementares a outros que tenham sido
elaborados com erro, vício ou irregularidade (art. 298 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 372 - O lançamento considera-se regularmente notificado ao sujeito passivo com a entrega da
notificação, carnê ou guia para pagamento, pessoalmente ou pelo correio, no próprio local do
imóvel ou no local indicado pelo contribuinte, observadas as disposições contidas neste
Regulamento (art. 40 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - A autoridade administrativa poderá recusar o domicílio eleito pelo sujeito passivo, quando
impossibilite ou dificulte a arrecadação ou a fiscalização do tributo (art. 22, § 3º, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
§ 2º - Para todos os efeitos de direito, no caso do caput deste artigo e respeitadas suas disposições,
presume-se feita a notificação do lançamento e regularmente constituído o crédito tributário
correspondente, 5 (cinco) dias após a entrega das notificações-carnês nas agências postais (art.
299, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Para efeito deste artigo, o Executivo efetuará notificação via Diário Oficial do Município aos
contribuintes das datas de vencimento dos impostos (art. 299, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 373 - O lançamento do Imposto Predial e do Imposto Territorial Urbano será efetuado em moeda
nacional (Lei nº 4.133/01).
§ 1º - O recolhimento será efetuado nas seguintes condições (art. 300, § 1º, do Decreto nº 10.084/05):
I- em cota única, com desconto, se recolhido, de uma só vez, até a data de vencimento da
primeira parcela (art. 185, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB);
II - em cota única, sem desconto, se recolhido, de uma só vez, até a data de vencimento da
segunda parcela;
III - para valores até R$ 75,72 (setenta e cinco reais e setenta e dois centavos), o pagamento
poderá ser parcelado em até 04 (quatro) parcelas mensais e consecutivas;
IV - para valores superiores a R$ 75,72 (setenta e cinco reais e setenta e dois centavos), o
pagamento poderá ser parcelado em até 10 (dez) parcelas mensais e consecutivas.
§ 2º - Os valores constantes do § 1º, III e IV, deste artigo, são valores de referência para o exercício
2.008 e serão atualizados anualmente pelo mesmo índice de correção dos demais tributos.
§ 3º - As datas de vencimento dos Impostos Predial e Territorial Urbano serão definidos em ato
administrativo.
Art. 374 - Sobre os débitos não recolhidos e não parcelados incidirão os acréscimos legais em relação ao
valor total lançado a partir da cota única (art. 301 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 375 - O mínimo do Imposto Predial e do Imposto Territorial Urbano será de R$ 31,75 (trinta e um reais
e setenta e cinco centavos), valor de referência em 2.008 (art. 182, parágrafo único, e art. 194, da
Lei nº 1.929/75).
§ 1º - Os imóveis que não atingirem o valor de lançamento previsto no caput deste artigo, serão
tributados pelo IPTU pelo valor mínimo nele previsto (art. 302, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - O valor mínimo de lançamento será atualizado monetariamente ao final de cada exercício (art.
302, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 376 - O recolhimento do imposto não importa em presunção, por parte da Prefeitura, para quaisquer
fins, do direito de propriedade, do domínio útil ou da posse do imóvel (art. 303 do Decreto nº
10.084/05).
Seção IV
Dos Imóveis objeto de Desapropriação ou Apossamento Administrativo
Art. 377 - Fica isento do pagamento de tributos imobiliários o proprietário, titular do domínio útil ou
possuidor do imóvel objeto de desapropriação, a partir da imissão na posse (art. 1º da Lei nº
2.681/86).
Parágrafo único - O benefício é extensivo às hipóteses em que ocorra apossamento administrativo, inclusive em caso
de ocupação temporária (art. 1º da Lei nº 2.681/86).
Art. 378 - A isenção prevista no artigo anterior incidirá sobre a área total, se a desapropriação ou
apossamento incluir a totalidade do imóvel; ou proporcional à área desapropriada ou apossada em
sendo a desapropriação ou apossamento parciais, efetuando-se nesse caso, o lançamento tributário
sobre a área remanescente (art. 305 do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 379 - Fica, também, isento, por inteiro ou proporcionalmente, conforme o caso, o proprietário, titular do
domínio útil ou possuidor do imóvel que integre ou venha a integrar área non aedificandi (art. 2º
da Lei nº 2.681/86).
Art. 380 - Quando se tratar de desapropriação pelo Poder Público Municipal, caberá à Secretaria de
Economia e Finanças conceder a isenção mediante comunicação do procurador atuante no feito
judicial (art. 4º da Lei nº 2.681/86).
Parágrafo único - Em caso de apossamento administrativo, a comunicação partirá da Secretaria de Obras (art. 4º da
Lei nº 2.681/86).
Art. 381 - Quando se tratar de desapropriação ou apossamento por outro poder expropriante, e na hipótese do
art. 379 deste Regulamento, a isenção será concedida mediante requerimento do interessado (art.
4º, parágrafo único, da Lei nº 2.681/86).
Art. 382 - A isenção incidirá a partir do exercício seguinte àquele em que ocorrer a imissão na posse ou o
apossamento administrativo (art. 309 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - Na hipótese de o apossamento administrativo tratar-se de ocupação temporária, cessará a isenção a
partir do exercício seguinte àquele em que cessar a ocupação (art. 309, parágrafo único, do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 383 - Mediante requerimento do contribuinte do imóvel e após análise do pedido, será suspensa a
exigibilidade dos lançamentos tributários dos imóveis declarados de utilidade pública enquanto
vigente o Decreto de utilidade pública ou o procedimento de desapropriação amigável ou judicial
(art. 3º da Lei nº 2.681/86).
Seção V
Das Isenções e Dos Descontos
Art. 384 - Fica isento dos Impostos sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, obedecidos os
requisitos previstos nos incisos abaixo e também nos artigos subseqüentes, o imóvel de
propriedade:
Art. 385 - São condições para a isenção prevista no inciso I do artigo anterior:
§ 2º - Entende-se por rendimento líquido para efeito do inciso IV deste artigo, o total de rendimentos do
contribuinte obtido pela soma de todas as fontes de renda e descontados os valores pagos a título
de previdência oficial e imposto de renda.
§ 3º - Mantidas as mesmas exigências deste artigo, a isenção nele prevista aplica-se aos mutuários da
Companhia de Habitação Popular de Bauru – COHAB – que estejam em dia com as suas
prestações ou tenham quitado o imóvel.
Art. 386 - A isenção prevista no inciso II do art. 384 deste Decreto requer o cumprimento dos requisitos dos
incisos I e II do art. 385 do presente Diploma.
Art. 387 - Na hipótese do inciso III do art. 384 deste Decreto, o contribuinte deve residir no imóvel em
companhia do menor.
Art. 388 - A isenção prevista nos incisos IV e V do art. 384 deste Decreto é extensiva ao imóvel em que a
viúva do beneficiário permaneça residindo, seja como titular do domínio ou usufrutuária vitalícia.
Art. 389 - Nas hipóteses dos incisos IV, V e VI do art. 384 deste Decreto, a isenção atingirá igualmente
terreno de propriedade das pessoas ali elencadas, desde que não possuam outro imóvel.
Art. 390 - A isenção prevista no inciso VIII do art. 384 deste Decreto será de:
I- 1 (um) ano para as indústrias que se instalarem com capital registrado igual ou superior a
RS 5.200,00 (cinco mil e duzentos reais) e o mínimo de 3 (três) empregados;
II - 3 (três) anos para as indústrias que se instalarem com capital registrado igual ou superior
a R$ 44.000,00 (quarenta e quatro mil reais) e o mínimo de 15 (quinze) empregados;
III - 5 (cinco) anos para as indústrias que se instalarem com capital registrado igual ou
superior a R$ 126.000,00 (cento e vinte e seis mil reais) e o mínimo de 30 (trinta)
empregados;
IV - 7 (sete) anos para as indústrias que se instalarem com capital registrado igual ou superior
a RS 250.000, 00 (duzentos e cinqüenta mil reais) e o mínimo de 70 (setenta)
empregados;
V- 10 (dez) anos para as indústrias que se instalarem com capital registrado igual ou superior
a RS 376.000, 00 (trezentos e setenta e seis mil reais) e o mínimo de 100 (cem)
empregados.
VI - 10 (dez) anos, a contar da data do efetivo início das atividades, para as empresas
comerciais e de prestação de serviços, com o mínimo de 100 (cem) empregados, que
vierem a se instalar no Município.
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§ 1º - A isenção prevista nos incisos I a V deste artigo abrange apenas imóveis que não estavam sendo
gravados pelo IPTU.
§ 2º - Nos casos de aumento de capital social e/ou do número de empregados, elevar-se-á a beneficiária
à categoria respectiva, computado o tempo do enquadramento anterior.
Art. 391 - As isenções previstas nos incisos I a VIII do art. 384, bem como nos arts. 392 e 393, todos deste
Decreto, e desde que respeitadas todas as condições previstas nos arts. 385 a 390 da mesma
legislação, abrangem igualmente os contribuintes possuidores de escritura pública do imóvel em
seus nomes ou promessa de venda e compra registrada em cartório.
Parágrafo único - As isenções a que se referem o presente artigo somente serão apreciadas se o imóvel envolvido
estiver devidamente regularizado no Cadastro do Município.
Art. 392 - Ficam isentas do IPTU as agremiações declaradas de utilidade pública municipal que tenham
como objetivo único ou principal o desenvolvimento de atividades esportivas, sociais ou
recreativas, devidamente legalizadas, sem finalidade lucrativa e sem remuneração para quaisquer
cargos de Diretoria (Lei nº 4.415/99, alterada pela Lei nº 5.298/05, com eficácia suspensa
liminarmente em sede da ADin nº 151.208.0/7 impetrada pelo Município junto ao Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo).
§ 1º - A isenção recairá exclusivamente sobre os imóveis onde funcionam as sedes das agremiações,
incluindo-se entre elas as denominadas “sedes de campo”, e que a entidade os possua com ânimo
de dono.
§ 3º - A isenção será requerida anualmente à Secretaria de Economia e Finanças até o dia do vencimento
inicial do IPTU de cada exercício, instruída com os seguintes documentos:
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§ 4º - Somente poderão usufruir da isenção os contribuintes especificados que estejam em dia com as
obrigações tributárias do Município, aceitando-se como tal o parcelamento com as prestações em
dia.
§ 5º - A isenção somente será concedida às agremiações que mantém e sempre participam dos Jogos
Regionais e Abertos do Interior, em ao menos duas modalidades olímpicas, com no mínimo 12
(doze) atletas por modalidade, devendo essa condição ser comprovada através de certidão
expedida pela Secretaria de Esportes e Lazer.
Art. 393 - Fica concedido o desconto de 50% do valor do Imposto Predial e Territorial Urbano para os
imóveis residenciais cuja testada seja frontal às ruas e respectivos quarteirões onde são instaladas
feiras livres ou, nas mesmas condições, cuja garagem seja frontal a essa rua (Lei nº 4.398/98,
alterada pelas Leis nºs 4.469/99 e 4.452/99).
§ 1º - Mantidas as mesmas exigências deste artigo, a isenção nele prevista aplica-se aos mutuários da
Companhia de Habitação Popular de Bauru – COHAB – que estejam em dia com as suas
prestações ou tenham quitado o imóvel.
§ 3º - Para o reconhecimento do desconto previsto neste artigo, serão consideradas as ruas e quarteirões
constantes da relação da Secretaria de Agricultura no início de cada exercício.
Art. 394 - Será concedido desconto de 10% (dez por cento) sobre o imposto que for recolhido de uma só vez
até a data do vencimento normal da primeira parcela (art. 185, parágrafo único, e art. 198,
parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O desconto de que trata o parágrafo anterior será de 5% (cinco por cento) por deficiente
contratado, não podendo exceder a 30% (trinta por cento) do valor do imposto (art. 2º da Lei nº
3.491/92, com redação determinada pela Lei nº 5.077/03).
CAPÍTULO IV
DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA
Seção I
Da Incidência e dos Sujeitos da Obrigação
Art. 395 - O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN tem como fato gerador a prestação de
serviços constantes da Lista de Serviços – Tabela I do Anexo II do presente Regulamento, ainda
que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador (art. 1º da Lei nº
5.077/03).
§ 1º - O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação lá se
tenha iniciado (art. 1º, § 1º, da Lei nº 5.077/03).
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§ 2º - O imposto de que trata este Regulamento incide ainda sobre os serviços públicos explorados
mediante outorga ou delegação administrativa, em que haja o pagamento de tarifa, preço ou
pedágio pelo usuário final do serviço (art. 1º, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
Parágrafo único - Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no País, cujo resultado aqui
se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior (art. 2º, parágrafo único, da
Lei nº 5.077/03).
Art. 397 - O serviço considera-se prestado e o imposto devido neste Município, quando nele o contribuinte
mantiver estabelecimento prestador ou domicílio tributário, excetuando-se as hipóteses abaixo
elencadas, quando o imposto será devido no local (art. 3º da Lei nº 5.077/03):
VIII - da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.11 da Lista de Serviços;
IX - do controle e tratamento de efluente de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e
biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da Lista de Serviços;
X- do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.14 da Lista de Serviços;
XI - da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso
dos serviços descritos no subitem 7.15 da Lista de Serviços;
XII - da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.16 da Lista de
Serviços;
XIII - onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no subitem
11.01 da Lista de Serviços;
XIV - dos bens ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monitorados, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.02 da Lista de Serviços;
XV - do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.04 da Lista de Serviços;
XVI - da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos
serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da Lista de Serviços;
XVII - do município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos pelo
subitem 16.01 da Lista de Serviços;
XVIII - do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento, onde ele
estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da Lista de
Serviços;
XIX - da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento, organização
e administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.09 da Lista de Serviços;
XX - do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso
dos serviços descritos pelo item 20 da Lista de Serviços.
§ 1º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.03 da Lista de Serviços, considera-se ocorrido o
fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja extensão de ferrovia,
rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de locação, sublocação,
arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não (art. 3º, § 1º, da Lei
nº 5.077/03).
§ 2º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da Lista de Serviços, considera-se ocorrido o
fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja extensão de rodovia
explorada (art. 3º, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
Art. 398 - Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a atividade de
prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou
profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de sede, filial, agência, posto
de atendimento, sucursal, escritório de representação ou contato ou quaisquer outras que venham a
ser utilizadas (art. 4º da Lei nº 5.077/03).
§ 1º - Quando a atividade tributável for exercida em estabelecimentos distintos, o imposto será lançado
por estabelecimento (art. 326, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
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§ 3º - A existência de estabelecimento prestador é indicada pela conjunção, parcial ou total, entre outros,
dos seguintes elementos (art. 4º, parágrafo único, da Lei nº 5.077/03).
Art. 399 - Sujeito ativo da obrigação é a Fazenda Pública do Município de Bauru (art. 5º da Lei nº 5.077/03).
Art. 401 - Sem prejuízo das demais hipóteses de sujeição passiva indireta previstas na Parte Geral deste
Regulamento, são responsáveis a título de substituição tributária, na condição de tomadores,
contratantes, fontes pagadoras, intermediários de serviços ou que tenham relação com os serviços
(art. 7º da Lei nº 5.077/03):
§ 1º - Os responsáveis de que trata este artigo podem enquadrar-se em mais de um inciso (art. 329, § 1º,
do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Para fins de retenção do imposto incidente sobre os serviços descritos nos subitens 7.02, 7.04,
7.05, 7.15 e 7.19 da Lista de Serviços, o prestador de serviços deverá informar ao tomador, no
próprio corpo da nota fiscal de serviços, o valor das deduções da base de cálculo do imposto, na
conformidade deste Regulamento, para fins de apuração da receita tributável (art. 329, § 2º, do
Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Para a retenção na fonte a que se refere o parágrafo anterior, o imposto deverá ser calculado
mediante a aplicação da alíquota vigente, sobre a diferença entre o preço do serviço e o valor das
deduções informado pelo prestador (art. 329, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
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§ 5º - Caso as informações a que se refere o § 3º não sejam fornecidas pelo prestador de serviços, o
imposto incidirá sobre o preço do serviço sem qualquer dedução (art. 329, § 5º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 7° - Não haverá retenção na fonte pelos substitutos tributários mencionados neste artigo, quando o
serviço for prestado por (art. 329, § 7º, do Decreto nº 10.084/05):
§ 8º - Também não haverá retenção na fonte nos casos de não-incidência ou quando o imposto for
devido a outro Município (art. 329, § 8º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 402 - As hipóteses de responsabilidade por substituição previstas no artigo anterior não se aplicam a
tomadores de serviços estabelecidos em outros municípios (art. 330 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - O disposto no caput deste artigo é extensivo a tomadores que permanecem no Município apenas
temporariamente, para a execução de serviço determinado.
Art. 403 - As pessoas relacionadas no art. 401 deste Regulamento deverão reter o montante de ISS por
ocasião da ocorrência do fato gerador, recolhendo-o aos cofres da Fazenda Pública Municipal até
o dia 15 (quinze) do mês seguinte (art. 8º da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - Os substitutos tributários a que se refere este artigo estão obrigados ao recolhimento integral do
imposto devido, inclusive multas e acréscimos legais, independentemente de ter sido efetuada sua
retenção na fonte (art. 8º, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
Art. 404 - Para fins de aplicação do artigo anterior, considerar-se-á a data da emissão da nota fiscal de
serviço (art. 332 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 405 - Os responsáveis eleitos pelo art. 401 deste Regulamento ficam obrigados a cadastramento fiscal
especial, bem como à emissão de relatórios periódicos, tudo na forma e nos prazos previstos neste
Regulamento (art. 9º da Lei nº 5.077/03).
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§ 2º - Todo aquele que utilizar serviços prestados por empresas ou profissionais autônomos, sujeitos à
incidência mensal do imposto, deverá exigir nota fiscal, cuja utilização esteja prevista neste
Regulamento ou autorizada por regime especial (art. 333, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 407 - O regime de substituição tributária adotado pelos arts. 401 a 405 deste Regulamento não exclui a
responsabilidade do prestador do serviço pelo cumprimento total ou parcial da obrigação tributária
respectiva, nos casos de não-retenção ou de retenção a menor do imposto devido (art. 11 da Lei nº
5.077/03).
Seção II
Dos Elementos Quantitativos
Art. 408 - A base de cálculo do imposto é o preço do serviço, como tal considerada a receita bruta a ele
correspondente, sem nenhuma dedução, excetuados os abatimentos previstos nesta e em outras
seções deste Capítulo (art. 13 da Lei nº 5.077/03).
§ 4º - Quando os serviços descritos pelos subitens 3.03 e 22.01 da Lista de Serviços forem prestados no
território de mais de um Município, a base de cálculo será proporcional, conforme o caso, à
extensão da ferrovia, rodovia, dutos e condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer natureza,
ou ao número de postes, existentes em cada Município (art. 13, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
§ 5º - Na prestação dos serviços a que se referem os subitens 4.22 e 4.23, abaixo discriminados, quando
operados por empresas e cooperativas, deduzir-se-ão da base de cálculo os valores despendidos
com terceiros pela prestação de serviços de hospitais, laboratórios, clínicas, medicamentos,
médicos, odontólogos e demais profissionais de saúde, bem como os serviços prestados em caráter
pessoal por seus próprios cooperados, se e quando inscritos como contribuintes do tributo (art. 7º,
parágrafo único, da Lei nº 5.077/03):
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§ 6º - Para efeito de cálculo do imposto no regime previsto por este artigo, serão aplicadas sobre o preço
do serviço as respectivas alíquotas ad valorem previstas na Lista de Serviços que integra o
presente Regulamento (art. 13, § 3º, da Lei nº 5.077/03).
Art. 409 - Quando se tratar de prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal, o imposto será
calculado com base em alíquotas específicas, em função da natureza do serviço,
independentemente da quantia paga a título de remuneração do próprio trabalho profissional do
prestador do serviço (art. 14 da Lei nº 5.077/03).
§ 1º - Considera-se serviço sob a forma de trabalho pessoal, para fins de tributação, a atividade
profissional desenvolvida de modo individual e exclusivo por pessoa física, sem a interferência
e/ou a participação de outros profissionais na sua produção (art. 14, § 1º, da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - Não desqualifica o serviço pessoal a contratação de profissionais para a execução de serviços não
relacionados com o objeto da atividade do prestador (art. 14, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
Art. 410 - As sociedades de profissionais recolherão o imposto por cota fixa trimestral, calculado em relação
a cada profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviço em nome das ditas
sociedades (art. 18, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - As sociedades de que trata o parágrafo anterior são aquelas cujos profissionais (sócios,
empregados ou não) sejam habilitados ao exercício da mesma atividade e todos eles prestem
serviços pessoalmente, em nome da sociedade, assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da
legislação específica (art. 338, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Excluem-se do disposto no § 2º deste artigo as sociedades que (art. 338, § 3º, do Decreto nº
10.084/05):
§ 4º - A só constituição da sociedade como empresária, nos termos do novo Código Civil brasileiro,
impede o enquadramento da pessoa jurídica no regime trimestral de recolhimento do ISSQN.
§ 5º - A sociedade exercente de atividade laboratorial não tem direito ao enquadramento especial por
alíquotas específicas, devendo ser tributada em função do faturamento, independentemente da
condição de seus sócios (art. 6º da Instrução Normativa nº 10/06).
§ 6º - Considera-se profissional habilitado, para fins de cálculo do ISSQN na modalidade fixa das
sociedades profissionais, o profissional, empregado ou não, que preste serviço que constitua ou
faça parte do objeto social do ente moral (art. 5º da Instrução Normativa nº 10/06).
Art. 411 - Para o período de agosto de 2005 a dezembro de 2006, os prestadores de serviços enquadrados
como “tipo 1” ou “tipo 4” poderão optar entre recolher o ISSQN pelo regime fixo ou pelo
faturamento mensal (art. 1º da Instrução Normativa nº 10/06).
§ 2º - A opção será irretratável para todo o ano-calendário, devendo ser formalizada até o final de
novembro do exercício anterior.
Art. 412 - Os contribuintes enquadrados no artigo anterior e que tenham efetuado o recolhimento do ISSQN
em montante superior ao estabelecido pelo regime de alíquotas específicas, poderão repetir ou
compensar administrativamente o pagamento feito a maior (art. 2º da Instrução Normativa nº
10/06).
Art. 413 - Com relação às obrigações acessórias do imposto, os contribuintes optantes pela sistemática do
ISSQN sobre o faturamento estarão sujeitos às regras previstas na Seção IV do presente Capítulo.
Art. 414 - A opção pelo regime do faturamento sujeitará os contribuintes a sofrerem as retenções do imposto
decorrentes das regras que tratam da responsabilidade por substituição tributária, previstas nos
arts. 401 a 407 deste Regulamento.
Subseção I
Da Estimativa
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§ 2º - A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza poderá ser fixada por
estimativa mediante iniciativa do Fisco Municipal ou requerimento do sujeito passivo, quando
(art. 31 da Lei nº 5.077/03):
§ 3º - Entende-se por atividade exercida em caráter provisório aquela cujo exercício é de natureza
temporária e se vincula a fatores ou acontecimentos ocasionais ou excepcionais (art. 31, parágrafo
único, da Lei nº 5.077/03).
I- será fixado por relatório de auditor fiscal tributário e homologado pela chefia competente;
II - terá a base de cálculo expressa em moeda corrente e será atualizada pelo índice e forma
de correção adotados pelo Município;
III - a critério do Fisco, poderá, a qualquer tempo, ser suspenso, revisto ou desenquadrado;
IV - por solicitação do sujeito passivo e a critério do Fisco, poderá ser desenquadrado, ficando
o contribuinte, neste caso, obrigado à utilização dos documentos fiscais exigidos.
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§ 2º - Independentemente de procedimento fiscal e sempre que o preço total dos serviços prestados no
exercício tenha excedido a estimativa, o contribuinte recolherá, até o dia 15 (quinze) de janeiro do
exercício seguinte, o imposto devido sobre a diferença atualizada monetariamente, sem a
imposição de juros e multa, sob pena de lançamento de ofício, após esse prazo (art. 340, § 2º, do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 417 - O contribuinte que não concordar com a base de cálculo estimada para determinado ano, ou fração
deste, poderá apresentar reclamação administrativa até o último dia do mês de fevereiro do
exercício imediatamente subseqüente, devendo mencionar, obrigatoriamente, o valor que reputar
justo, assim como os elementos para a sua aferição (art. 33 da Lei nº 5.077/03).
Parágrafo único - A revisão da estimativa por solicitação do contribuinte somente será feita quando comprovada a
existência de elementos suficientes que a justifique ou quando da superveniência de fatores que
modifiquem a situação fiscal do contribuinte (art. 341, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 418 - A reclamação não prorrogará o prazo de vencimento do imposto fixado, nem impedirá ou
suspenderá a fluência de encargos moratórios sobre o seu principal corrigido monetariamente (art.
34 da Lei nº 5.077/03).
Parágrafo único - Julgada procedente a reclamação, total ou parcialmente, a diferença recolhida na pendência da
decisão será compensada nos recolhimentos futuros ou restituída ao contribuinte, se este assim o
preferir (art. 34, parágrafo único, da Lei nº 5.077/03).
Subseção II
Do Arbitramento
Art. 419 - A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza será arbitrada pela autoridade
fiscal competente, quando (art. 38 da Lei nº 5.077/03):
Art. 420 - O arbitramento será elaborado tomando-se como base (art. 39 da Lei nº 5.077/03):
Parágrafo único - O montante apurado será acrescido de 30% (trinta por cento), a título de lucro ou vantagem
remuneratória a cargo do contribuinte (art. 39, parágrafo único, da Lei nº 5.077/03).
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Art. 421 - Na impossibilidade de se efetuar o arbitramento pela forma estabelecida, apurar-se-á o preço do
serviço levando-se em conta (art. 40 da Lei nº 5.077/03):
Subseção III
Da Construção Civil
Art. 423 - Para fins de incidência do ISSQN, são definidos como serviços (art. 347 do Decreto nº 10.084/05):
I- de construção civil:
a) a edificação ou estruturação de prédios destinados à habitação e instalação
industrial ou comercial, bem como a construção ou montagem nos referidos
prédios, respectivamente, de estruturas de concreto armado ou metálicas;
b) a terraplanagem, a pavimentação, a construção de estradas, portos, logradouros e
respectivas obras de arte, excetuadas as de sinalização, decoração e paisagismo;
c) a instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos que não tenham
funcionamento isolado ao do imóvel;
d) a reparação, a conservação e a reforma dos bens imóveis relacionados nas
alíneas a e b deste inciso.
II - de execução de obras hidráulicas: a construção ou ampliação de barragens, sistema de
irrigação e de drenagem, ancoradouros, construção de sistema de abastecimento de água e
de saneamento, inclusive a sondagem e a perfuração de poços.
III - auxiliares ou complementares das atividades de construção civil e de execução de obras
hidráulicas:
a) a elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos organizacionais
e outros, relacionados com obras e serviços de engenharia; elaboração de
anteprojetos, projetos básicos e projetos executivos para trabalhos de
engenharia;
b) o acompanhamento e a fiscalização da execução de obras de construção civil e
obras hidráulicas.
Parágrafo único - Não são considerados serviços de construção civil (art. 347, parágrafo único, do Decreto nº
10.084/05):
Art. 424 - O proprietário de obra de construção civil deverá, como pré-condição para a obtenção de “habite-
se”, apresentar as notas fiscais dos respectivos serviços de construção tomados tributados pelo
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza e comprovar a quitação do imposto pelo prestador,
ficando, em caso negativo, responsável pelo pagamento (art. 12 da Lei nº 5.077/03).
§ 1º - No caso do caput deste artigo, será o preço do serviço arbitrado com valor não inferior ao fixado
por ato da Secretaria de Economia e Finanças, que reflita os preços correntes na praça (art. 12, §
1º, da Lei nº 5.077/03).
Art. 425 - O arbitramento da base de cálculo do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN nas
obras de construção civil, reforma e demolição, deverá seguir os critérios presentes na Tabela II do
Anexo II que integra o presente Regulamento (art. 349 do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Quando se tratar de reforma de imóvel, sem acréscimo de área, a base de cálculo do imposto
corresponderá ao produto de 50% (cinqüenta por cento) do valor estipulado para a área total da
construção pela área reformada (art. 349, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 4º - Quando se tratar de demolição, a base de cálculo do imposto corresponderá a 30% do menor valor
fixado por tipo de construção, sobre a área demolida (art. 349, § 4º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 426 - Para o arbitramento de que trata o artigo anterior, observar-se-á ainda o seguinte (art. 350 do
Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único -Considera-se área construída, para fins de enquadramento, o corpo principal do
imóvel e seus anexos como garagem, terraços, varanda, lavanderia e congêneres (art. 350,
parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 427 - Não se incluem na base de cálculo do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (art. 12, § 3º,
da Lei nº 5.077/03):
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I- o valor dos materiais fornecidos pelos prestadores dos serviços previstos nos itens 7.02 e
7.05 da Lista de Serviços anexa a este Regulamento;
II - o valor de subempreitadas sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza pelo
regime da receita bruta, desde que relativas às atividades previstas nos itens 7.02, 7.04 e
7.05 da Lista de Serviços.
§ 1º - O valor dos materiais a ser considerado na dedução do preço do serviço, bem como o destino dos
mesmos, é o constante dos documentos fiscais de aquisição ou produção, que devem ser
apropriados individualmente por obra (art. 351, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - A dedução dos materiais mencionada no inciso I deste artigo somente poderá ser feita se e quando
os materiais se incorporarem diretamente à obra, perdendo sua identidade física no ato da
incorporação (art. 351, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Poderá ser previamente requerido pelo prestador de serviço de obra contratada por empreitada
global, mediante previsão de custos no orçamento da obra, estipular a porcentagem dos materiais
dedutíveis na apuração da base de cálculo do ISSQN para efeito de recolhimento mensal,
limitando-se a 50% (cinqüenta por cento) do valor total do serviço (art. 351, § 3º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 4º - A solicitação prevista no parágrafo anterior será analisada pela Divisão de Auditoria Fiscal de
Receitas Mobiliárias, que definirá se o pleito é pertinente e o prazo para apuração do valor real da
base de cálculo com o respectivo recolhimento do ISSQN (art. 351, § 4º, do Decreto nº
10.084/05).
Art. 428 - Quando se tratar de incorporação imobiliária viabilizadora de negócio jurídico de compra e venda,
o ISSQN incidirá sobre o preço da construção da unidade autônoma, devendo ser destacada a
fração de terreno correspondente, sobre a qual recairá o Imposto de Transmissão inter vivos –
ITBI (art. 352 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Para fins do disposto neste artigo, considera-se incorporação imobiliária a atividade exercida com
o objetivo de promover e realizar a construção para alienação total ou parcial de edificação ou
conjuntos de edificações de unidades autônomas (art. 352, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Considera-se incorporador qualquer pessoa, física ou jurídica, que compromisse ou realize a venda
de frações ideais de terreno, efetivando a vinculação de tais frações e unidades autônomas a
edificações em construção ou a serem construídas sob regime de condomínio, ou, ainda, a pessoa
que meramente aceite proposta para efetivação dessas transações, coordenando e levando a termo
a incorporação e responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega das obras concluídas, pelo
seu preço e demais condições estipuladas (art. 352, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 429 - Para fins do disposto no art. 427, II, deste Regulamento, são compreendidos como parte integrante
das obras, apenas quando realizados pela própria empreiteira e/ou pelos respectivos
subempreiteiros, os seguintes serviços (art. 353 do Decreto nº 10.084/05):
Subseção IV
Dos Serviços de Diversões Públicas, Lazer, Entretenimento e Congêneres
Art. 430 - O Imposto sobre Serviços de diversões públicas, lazer, entretenimento e congêneres, especificados
no item 12 da Lista de Serviços, será calculado sobre (art. 354 do Decreto nº 10.084/05):
I- o preço cobrado por bilhete de ingresso ou qualquer outro meio, a título de entrada, em
qualquer divertimento público, quer em recintos fechados, quer ao ar livre;
II - o preço cobrado, por qualquer forma, a título de consumação mínima, cobertura musical,
couvert e contradança, bem como pelo aluguel ou venda de mesas e lugares em clubes ou
quaisquer outros estabelecimentos diversionais;
III - o preço cobrado pela utilização de aparelhos, armas e outros apetrechos, mecânicos ou
não, assim como a ocupação de recintos instalados em parques de diversões ou em outros
locais permitidos.
§ 1º - Integra a base de cálculo do imposto, indistintamente, o valor dos ingressos, abadás, cartões ou
qualquer outro meio de entrada, distribuídos a título de “cortesia”, quando dados em
contraprestação de publicidade, hospedagem, ou qualquer tipo de benefício ou favor (art. 354, §
1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - A administração tributária municipal poderá deduzir da base de cálculo do imposto o valor das
cortesias concedidas sem nenhuma contraprestação, limitado ao percentual de 10% (dez por cento)
do total dos ingressos confeccionados para o evento (art. 354, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 431 - O recolhimento do imposto incidente sobre os serviços de que trata este artigo será antecipado
pelo contribuinte em valor não inferior a 60% (sessenta por cento) do valor total dos ingressos
confeccionados para o evento (art. 355 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Caso o contribuinte não aceite o percentual estipulado no caput deste artigo, ficará sujeito a
regime especial de apuração no dia do evento, sem prejuízo do pagamento antecipado do imposto
referente a no mínimo 40% (quarenta por cento) do total de ingressos colocados à venda e ao
pagamento complementar no dia útil seguinte ao da realização do evento (art. 355, § 1º, do
Decreto nº 10.084/05).
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§ 2º - O regime especial de apuração de que trata o parágrafo anterior pode ser substituído, a critério da
fiscalização tributária, por declaração de público presente firmada pela Polícia Militar do Estado
de São Paulo (art. 355, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 432 - A regra do artigo anterior não se aplica a contribuintes inscritos na Fazenda Municipal de Bauru
(art. 356 do Decreto nº 10.084/05).
Seção III
Do Lançamento e Do Recolhimento
Art. 433 - O imposto será recolhido por meio de guia emitida pelo Sistema de ISS Digital da Secretaria de
Economia e Finanças, sendo facultado à Fazenda Pública a emissão e o envio de carnês aos
respectivos domicílios tributários (art. 15 da Lei nº 5.077/03 c/c Instrução Normativa nº 12/07).
Art. 434 - O lançamento do imposto será feito (art. 358, do Decreto nº 10.084/05):
§ 1º - O cálculo do imposto devido por prestadores sujeitos ao regime mensal a que se refere o inciso I
deste artigo, será feito considerando-se como base de cálculo o somatório dos preços dos serviços
prestados durante o mês de competência, independentemente do fato do documento fiscal ter sido
emitido em outro período (art. 358, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Os prestadores de serviços pessoais a que se refere o inciso II deste artigo recolherão o ISSQN
com base nas alíquotas específicas previstas para cada atividade e constantes da Tabela I do
Anexo II que acompanha este Decreto, não importando o preço dos serviços efetivamente
contratados (art. 358, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III e IV deste artigo, o lançamento do imposto será feito pelo
Fisco Municipal e os contribuintes serão notificados da exigência mediante o envio, por via postal,
da notificação de lançamento ou pela publicação de edital, uma única vez, no Diário Oficial do
Município – DOM (art. 358, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 4º - O edital de notificação mencionado no parágrafo anterior conterá no mínimo (art. 358, § 4º, do
Decreto nº 10.084/05):
§ 5º - Nos casos de estimativa, inexistindo ato da Divisão de Auditoria Fiscal que determine o
lançamento do imposto, de ofício, o contribuinte fará a declaração e o recolhimento do mesmo, na
forma e prazos estabelecidos neste Regulamento (art. 358, § 5º, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 435 - O lançamento também será feito (art. 359 do Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único - Os valores, a título de ISSQN, declarados pelo contribuinte ou responsável, não recolhidos ou não
parcelados, serão objeto de constituição do crédito tributário correspondente, mediante lançamento
e notificação ao contribuinte ou responsável, para pagamento ou impugnação, independentemente
da realização de procedimento fiscal, sem prejuízo da aplicação das penalidades legais cabíveis e
da revisão do lançamento pela autoridade fiscal competente, se for o caso (art. 359, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 436 - As empresas e os profissionais autônomos de prestação de serviços de qualquer natureza, que
desempenharem atividades classificadas em mais de um item ou subitem de atividades constantes
da Tabela anexa, estarão sujeitos ao imposto com base nas alíquotas correspondentes a cada uma
dessas atividades, separadamente (art. 16 da Lei nº 5.077/03).
Art. 437 - Os contribuintes sujeitos ao regime de alíquotas específicas recolherão o imposto trimestralmente,
até o último dia dos meses de março, junho, setembro e dezembro (art. 17 da Lei nº 5.077/03).
Art. 438 - Os contribuintes sujeitos ao imposto com base no preço do serviço o recolherão mensalmente, até
o dia 15 (quinze) do mês subseqüente ao do seu fato gerador (art. 18 da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - Por força da Lei nº 5.398, de 6 de outubro de 2006, os efeitos do parágrafo anterior retroagirão a
1º de janeiro do ano de 2007 (art. 15, parágrafo único, da Instrução Normativa nº 12/07).
§ 3º - Os valores inferiores a R$ 10,00 (dez reais) deverão ser cumulados e recolhidos nos próximos
vencimentos, não se aplicando essa regra ao ISSQN retido pelos substitutos tributários, bem como
em relação aos contribuintes com receita bruta estimada pelo Fisco (art. 18, § 1º, da Lei nº
5.077/03).
Art. 439 - O pagamento pelo obrigado nos casos de autolançamento extingue o crédito, sob condição
resolutiva de sua ulterior homologação (art. 19 da Lei nº 5.077/03).
Art. 440 - Os contribuintes que, na condição de prestadores de serviços de qualquer natureza, no decorrer do
exercício financeiro, tornarem-se sujeitos à incidência do imposto, serão tributados a partir do mês
em que iniciarem as atividades, se sujeitos ao regime de recolhimento sobre a receita bruta, e
dentro do trimestre, proporcionalmente, quando sujeitos ao regime de alíquotas específicas (art. 20
da Lei nº 5.077/03).
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Art. 441 - Consideram-se empresas distintas, para efeito de lançamento e cobrança do imposto (art. 21 da Lei
nº 5.077/03):
I- as que, embora no mesmo local, ainda que com idêntico ramo de atividade, pertençam a
diferentes pessoas físicas ou jurídicas;
II - as que, embora pertencentes à mesma pessoa física ou jurídica, tenham funcionamento
em locais diversos.
Parágrafo único - Não serão considerados como locais diversos dois ou mais imóveis contíguos e com comunicação
interna, nem os vários pavimentos de um mesmo imóvel (art. 21, parágrafo único, da Lei nº
5.077/03).
Seção IV
Dos Deveres Instrumentais Tributários
Art. 442 - Sem prejuízo de outras exigências formais previstas na Parte Geral deste Regulamento, fica o
sujeito passivo obrigado ao cumprimento dos deveres instrumentais de que trata esta Seção (art. 22
da Lei nº 5.077/03).
Subseção I
Das Notas Fiscais de Serviços
Art. 443 - É obrigatória por parte dos contribuintes sujeitos ao recolhimento com base no preço do serviço, a
emissão de nota fiscal de serviço em todas as operações que constituam ou possam vir a constituir
fato gerador do imposto, na forma estabelecida neste Regulamento (art. 23 da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - É facultada a sua emissão aos prestadores de serviços pessoais, definidos nos arts. 409 e 410 deste
Regulamento (art. 23, § 2º, da Lei nº 5.077/03).
Art. 444 - Nos casos de retenção obrigatória do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN,
deverá o contribuinte destacar na respectiva nota fiscal de serviço o montante retido pelo
substituto tributário (art. 368 do Decreto nº 10.084/05).
Parágrafo único - O documento referido no caput exclui a responsabilidade do contribuinte-substituído (art. 368,
parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 445 - Por ocasião da prestação de serviços, deve o contribuinte emitir Nota Fiscal de Serviços, de acordo
com as regras previstas nos artigos 446 a 457 deste Decreto, e na seguinte conformidade (art. 24
da Lei nº 5.077/03 c/c art. 369 do Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único - Excetuam-se do previsto no caput os contribuintes que obtiverem regime especial da Secretaria de
Economia e Finanças, desde que expressamente desobrigados da emissão de documento fiscal (art.
369, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 446 - A Nota Fiscal de Serviços, série “A”, será emitida quando tributável o serviço prestado e deve
conter as seguintes indicações (art. 370 do Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único - As indicações dos incisos I a IV e IX devem ser impressas tipograficamente (art. 370, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 447 - A Nota Fiscal de Serviços, série “C”, poderá ser emitida quando se tratar de prestação do serviço
isento ou não-tributado e deve conter as seguintes indicações (art. 371 do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - As indicações constantes dos incisos I a IV e IX devem ser impressas tipograficamente (art. 371, §
1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Na discriminação do serviço a que se refere o inciso VII deste artigo deve constar o fundamento
legal que o considera isento ou não-tributado (art. 371, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - A nota fiscal prevista no caput deste artigo é facultativa, podendo ser substituída, a critério do
contribuinte, pela mera indicação em outra série, do fundamento legal que considera o serviço
isento ou não tributado (art. 371, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 448 - Na hipótese de o tomador de serviços ser pessoa física, a Nota Fiscal de Serviços, série “A” ou
série “C”, pode ser substituída pela Nota Fiscal Simplificada de Serviços, série “B” (art. 372 do
Decreto nº 10.084/05).
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§ 2º - A Nota Fiscal Simplificada de Serviços não pode ser utilizada para fins de comprovação de
deduções legalmente admitidas (art. 372, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 449 - A Nota Fiscal Simplificada de Serviços deve conter (art. 373 do Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único - As indicações dos incisos I, II, IV e VII devem ser impressas tipograficamente (art. 373, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 450 - A Nota Fiscal Fatura de Serviços, série “D”, deve conter as seguintes indicações (art. 374 do
Decreto nº 10.084/05):
Parágrafo único - As indicações dos incisos I, II, IV e IX devem ser impressas tipograficamente (art. 374, parágrafo
único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 451 - Os estabelecimentos gráficos somente poderão confeccionar notas fiscais mediante prévia
autorização do órgão competente da Secretaria de Economia e Finanças (art. 25 da Lei nº
5.077/03).
Art. 452 - As notas fiscais, obedecidas às disposições deste Decreto, serão extraídas por decalque a carbono
ou em papel carbonado, com os dizeres e indicações facilmente legíveis em todas as vias (art. 376
do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - São considerados inidôneos os documentos fiscais que contenham indicações inexatas, emendas
ou rasuras que lhes prejudiquem a clareza (art. 376, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Outras indicações, além das expressamente exigidas, podem ser feitas nos documentos fiscais,
observado o disposto no § 1º (art. 376, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 453 - As notas fiscais serão numeradas, por espécie, em ordem crescente de 1 a 999.999, e enfeixadas
em blocos uniformes de 25 (vinte e cinco), no mínimo, e 50 (cinqüenta), no máximo (art. 377 do
Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Atingido o número limite, a numeração deve ser reiniciada (art. 377, § 1º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 2º - A emissão dos documentos, em cada bloco, será feita pela ordem de numeração referida neste
artigo (art. 377, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Os blocos serão usados pela ordem de numeração das notas fiscais (art. 377, § 3º, do Decreto nº
10.084/05).
§ 4º - Nenhum bloco será usado sem que já tenham sido usados os de numeração inferior (art. 377, § 4º,
do Decreto nº 10.084/05).
§ 5º - É permitido o uso de uma ou mais séries de cada espécie de nota fiscal, desde que distintas por
subséries, em ordem numérica cardinal (art. 377, § 5º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 6º - A Administração Tributária pode, notificado o contribuinte, restringir o número das séries em uso,
bem como o tempo de validade das notas fiscais (art. 377, § 6º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 7º - Ressalvado o disposto no § 1º deste artigo, não é permitida, para a mesma série, a repetição da
numeração da nota fiscal (art. 377, § 7º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 454 - Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão, no bloco enfeixado, todas as suas vias,
com aposição do termo “CANCELADO” em todas elas, bem como a descrição dos motivos que
determinaram o cancelamento e a referência, se for o caso, ao novo documento emitido (art. 378
do Decreto nº 10.084/05).
§ 1º - Caso seja emitido novo documento fiscal, neste deverá constar a menção ao documento cancelado
(art. 378, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - Na hipótese de formulário contínuo ou jogo solto de documento fiscal, todas as vias do formulário
ou documento cancelado deverão ser encadernadas na devida ordem numérica, juntamente com as
vias destinadas à exibição à Administração Tributária, observadas as mesmas regras do caput e do
§ 1º deste artigo (art. 378, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
§ 3º - Se o cancelamento de que trata este artigo ocorrer após a escrituração do documento no livro
fiscal, o emitente deverá anotar tal ocorrência na coluna “Observações” ou “Informações
Complementares” do referido livro (art. 378, § 3º, do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 455 - As notas fiscais devem ser extraídas no mínimo em 3 (três) vias, sendo a 1ª (primeira) entregue ao
tomador dos serviços, a 2ª (segunda) entregue à Administração Tributária quando solicitada,
ficando a 3ª (terceira) em poder do emitente, fixa no bloco (art. 379 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 456 - Ao contribuinte obrigado à emissão de Nota Fiscal de Serviços, série “A”, fica facultada a
utilização de Nota Fiscal Estadual, modelo 1 ou 1 A, conjuntamente, desde que obtenha previa
autorização da Fazenda Municipal e que o documento contenha as indicações abaixo, observadas
as normas previstas na legislação estadual específica (art. 25, § 2º, da Lei nº 5.077/03):
Art. 457 - Ao contribuinte obrigado à emissão de Nota Fiscal de Serviços, séries “A” a “D”, fica facultada a
aposição do número de ordem nos referidos documentos fiscais, pelo computador, desde que o
documento contenha o número do formulário contínuo destinado à sua emissão, impresso
tipograficamente, mediante autorização para impressão de documentos fiscais, em campo próprio
e seqüência específica para cada estabelecimento (art. 381 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 458 - A Fazenda Municipal poderá implantar sistema de Nota Fiscal Digital, conforme instrução
baixada pelo Secretário de Economia e Finanças (art. 382 do Decreto nº 10.084/05).
Subseção II
Da Escrituração Eletrônica das Notas Fiscais de Serviços
(Instrução Normativa nº 12/07, que tornou sem efeito os arts. 26 e 27 da Lei nº 5.077/03)
Art. 459 - As pessoas físicas e jurídicas prestadoras de serviços sujeitos ao ISSQN ficam obrigadas a lançar
no sistema de ISS DIGITAL da Secretaria de Economia e Finanças, até o dia 15 do mês
subseqüente ao de sua emissão, as notas fiscais de serviços, efetuando, neste mesmo prazo, o
recolhimento do respectivo imposto.
§ 1º - O recolhimento de que trata o caput deste artigo poderá ser antecipado, abrangendo uma única
nota ou grupos de notas fiscais, devendo o boleto, em tais casos, ser gerado para pagamento até dia
30 do mesmo mês da emissão do documento.
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§ 3º - As notas fiscais não lançadas no prazo estabelecido pelo caput deste artigo deverão ser informadas
por meio de opção própria do sistema.
§ 4º - Na hipótese do parágrafo anterior, não será imposta penalidade ao contribuinte se a omissão for
suprida antes do início de qualquer procedimento fiscal.
§ 5º - Ficam dispensadas as obrigações previstas nos arts. 26, §§ 2º e 3º, e 27 e seus parágrafos, da Lei nº
5.077, de 29 de dezembro de 2003 (art. 3º da Instrução Normativa nº 13/07 c/c art. 11 da Instrução
Normativa nº 12/07).
§ 6º - A regra do parágrafo anterior abrange inclusive os livros fiscais referentes a períodos anteriores a
2007, excetuando-se a obrigação de encadernação do antigo livro escriturado por sistema de
processamento de dados (art. 3º, parágrafo único, da Instrução Normativa nº 13/07).
Art. 460 - As instituições bancárias deverão declarar as contas tributáveis e os seus respectivos preços, até
dia 15 do mês subseqüente ao da prestação dos serviços.
Art. 461 - As pessoas jurídicas, as firmas individuais, os condomínios edilícios e as pessoas físicas inscritas
no Cadastro Fiscal Mobiliário Municipal, estas últimas desde que contribuintes do ISSQN com
base no faturamento, substitutas tributárias ou não, ficam obrigadas a lançar no sistema de ISS
DIGITAL, até o dia 15 do mês subseqüente ao de sua emissão, as notas fiscais de serviços
tomados.
Subseção III
Das Normas Comuns aos Documentos Fiscais
Art. 462 - Os contribuintes de rudimentar organização poderão, a critério da Fazenda Municipal, ser
dispensados dos deveres instrumentais tributários previstos nesta Seção, adotando-se o regime de
estimativa previsto no art. 415 do presente Regulamento (art. 29 da Lei nº 5.077/03).
Parágrafo único - Considera-se contribuinte de rudimentar organização a pessoa física que trabalhe com o auxílio de
1 (um) profissional e cuja receita bruta mensal não ultrapasse a quantia de R$ 500,00 (quinhentos
reais) (art. 397, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 463 - Cada estabelecimento, seja matriz, filial, sucursal, agência, depósito ou qualquer outro, terá
documentação fiscal própria (art. 30 da Lei nº 5.077/03).
Art. 464 - Os documentos fiscais são de exibição obrigatória à Administração Tributária, no estabelecimento
do sujeito passivo ou na repartição fiscal competente, quando solicitados, devendo ser conservados
até que tenham transcorrido os prazos decadencial ou prescricional, na forma da lei (art. 399 do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 465 - Independe de regime especial a utilização dos documentos fiscais, remanescentes de incorporação
de empresas, pela empresa incorporadora mediante aposição, por processamento eletrônico ou a
carimbo, dos dados que a identifiquem (nome, endereço, CNPJ, Inscrição Estadual, Cadastro
Mobiliário Municipal), até que se esgote o lote já impresso (art. 400 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 466 - Independe de regime especial a adoção de quaisquer documentos fiscais autorizados por este
Decreto que, sem prejuízo da clareza, além de todas as indicações estabelecidas, contenham outras
informações exigidas pelas legislações estadual e federal ou de interesse do contribuinte (art. 401
do Decreto nº 10.084/05).
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Art. 467 - A denúncia espontânea do extravio ou inutilização de documentos fiscais somente elidirá a
penalidade aplicável quando for instruída com a prova da publicação do anúncio da ocorrência e
da apresentação do documento quando este for inutilizado (art. 402 do Decreto nº 10.084/05).
Seção V
Das Infrações e Penalidades
Art. 468 - As infrações e penalidades tipificadas nesta Seção pressupõem o regular início da ação fiscal, nos
termos do disposto no Título II da Parte Geral deste Regulamento (art. 42 da Lei nº 5.077/03).
I- não exclui a obrigação de pagar o tributo com a incidência de multas, juros e correção
monetária;
II - não exime o infrator do cumprimento de deveres instrumentais tributários e de outras
sanções civis, administrativas ou criminais que couberem.
Art. 471 - As infrações às normas que prevêem deveres instrumentais tributários, relativas ao Imposto Sobre
Serviços de Qualquer Natureza, serão punidas com as seguintes penalidades (art. 45 da Lei nº
5.077/03):
Parágrafo único - Apurando-se, na mesma ação fiscal, o não-cumprimento de mais de um dever instrumental
tributário pelo mesmo infrator, em razão de um só fato, impor-se-á somente a penalidade mais
gravosa (art. 46, parágrafo único, da Lei nº 5.077/03).
Art. 473 - Na reincidência, a infração será punida com o dobro da penalidade a ela correspondente (art. 47 da
Lei nº 5.077/03).
§ 1º - Entende-se por reincidência, para fins deste Regulamento, o cometimento de nova infração, depois
de tornar-se definitiva a decisão administrativa que tenha confirmado infração anterior (art. 47, §
1º, da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - Para efeitos de reincidência, não prevalecerá a decisão definitiva anterior, se entre a sua data e a da
prática da nova infração tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos (art. 47, § 2º,
da Lei nº 5.077/03).
Art. 474 - A Autoridade Fiscal, no interesse da Administração Tributária, poderá, quando o sujeito passivo
reincidir em infração tipificada nesta Seção, deixando, reiteradamente, de cumprir as obrigações
fiscais, impor-lhe sistema especial de controle e fiscalização para o cumprimento dessas
obrigações, determinando as medidas necessárias para compelir o sujeito passivo à observância da
legislação municipal (art. 48 da Lei nº 5.077/03).
§ 2º - O ato que instituir o regime especial fixará o período de sua vigência, alertando que as regras
impostas poderão ser alteradas, suspensas, agravadas ou abrandadas, a qualquer tempo, a critério
da Administração Tributária (art. 409, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
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Seção VI
Das Isenções e Dos Descontos
Art. 475 - São isentos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (art. 49 da Lei nº 5.077/03):
§ 1º - O reconhecimento das isenções de que trata o artigo anterior deverá ser solicitado em
requerimento instruído com as provas de preenchimento das condições e do cumprimento das
exigências e/ou requisitos necessários à sua concessão e deve ser apresentado até o último dia de
cada exercício (art. 50 da Lei nº 5.077/03).
§ 3º - A decisão administrativa que concede a isenção tem caráter meramente declaratório (art. 50,
parágrafo único, da Lei nº 5.077/03).
§ 4º - O procedimento das isenções será regido na forma do estabelecido no Título II da Parte Geral
desta Consolidação.
Art. 476 - As empresas que mantiverem em seus quadros de funcionários pessoas portadoras de deficiência,
assim atestado pela Secretaria Municipal da Saúde, gozarão de descontos no pagamento do
Imposto Sobre Serviços de Qualquer natureza (art. 1º da Lei nº 3.491/92, com redação
determinada pela Lei nº 5.077/03), inclusive no tocante às atividades tributadas pela alíquota de
2% (dois por cento).
Parágrafo único - O desconto será de 5% (cinco por cento) por deficiente contratado, não podendo exceder a 30%
(trinta por cento) do valor do tributo (art. 2º da Lei nº 3.491/92, com redação determinada pela Lei
nº 5.077/03).
Art. 477 - Poderá descontar até 5% (cinco por cento) do recolhimento devido a título de ISSQN, o
contribuinte que efetivamente aplicar o montante relativo a este percentual em favor de pessoa
física ou jurídica de natureza esportiva amadora, sem fins lucrativos, cadastrada na Prefeitura
Municipal, na forma deste Regulamento (art. 1º da Lei nº 3.791/94).
§ 1º - Será observado o limite máximo de 5% (cinco por cento) do valor mensal do ISSQN, no desconto
a ser concedido ao contribuinte (art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 3.791/94).
§ 2º - O montante do desconto de que trata este artigo, obrigatoriamente, deverá ser aplicado em
modalidades esportivas nas quais o Município de Bauru tradicionalmente disputa nos Jogos
Abertos e Regionais, em Ligas Regionais, Associações, Federações e Confederações, previamente
estabelecidas pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (art. 2º da Lei nº 3.791/94, com
redação determinada pela Lei nº 4.705/01).
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§ 3º - Para fins do desconto previsto neste artigo, as despesas efetuadas com doações, investimentos ou
patrocínio serão apropriadas no mês seguinte ao da ocorrência dos benefícios (art. 3º da Lei nº
3.791/94).
§ 5º - Para as pessoas físicas e jurídicas de natureza esportiva amadora se beneficiarem dos incentivos
deste artigo, previamente deverão, caso a caso, obter da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer
– SEMEL a anuência em relação às doações, investimentos ou patrocínios a serem recebidos (art.
4º da Lei nº 3.791/94).
§ 6º - O desconto previsto neste artigo é aplicável inclusive às atividades tributadas pela alíquota de 2%
(dois por cento).
Art. 478 - Os contribuintes enquadrados no regime de alíquotas específicas que efetuarem o recolhimento do
imposto relativo ao exercício, antecipadamente, até o último dia do mês de março, gozarão do
desconto de 10% (dez por cento) (art. 51 da Lei nº 5.077/03).
Art. 479 - O valor do imposto devido na forma do art. 409 deste Regulamento, para os profissionais que
promoverem a sua primeira inscrição como prestadores de serviços no Município, desde que
efetuada previamente ao início das atividades, será reduzido na seguinte conformidade (art. 52 da
Lei nº 5.077/03):
Seção VII
Das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte inscritas no Simples Nacional
Art. 480 - Aplicam-se ao ISSQN devido pelas microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no
Simples Nacional as disposições da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, com
as alterações promovidas pela Lei Complementar nº 127, de 14 de agosto de 2007, e as resoluções
expedidas pelo Comitê Gestor.
CAPÍTULO V
DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO INTER-VIVOS, A QUALQUER TÍTULO, POR ATO
ONEROSO, DE BENS IMÓVEIS, POR NATUREZA OU ACESSÃO FÍSICA, DE DIREITOS REAIS
INCIDENTES, EXCETO OS DE GARANTIA, BEM COMO CESSÃO DE DIREITOS À SUA AQUISIÇÃO
– ITBI
(Lei nº 2.996/89, alterada pelas Leis nºs 3.995/95 e 5.326/05)
Seção I
Da Incidência
Art. 481 - O Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI incide sobre a transmissão inter vivos, a
qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais
sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição (art. 1º da Lei nº
2.996/89).
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Parágrafo único - O imposto de que trata este artigo refere-se a atos e contratos relativos a imóveis situados no
território deste Município (art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 2.996/89).
Art. 482 - Incluem-se na hipótese de incidência do imposto quaisquer atos onerosos translativos ou
constitutivos de direitos reais sobre imóveis, como definidos na lei civil, dentre os quais (art. 2º da
Lei nº 2.996/89):
Parágrafo único - As hipóteses de incidência elencadas nos incisos acima são apenas exemplificativas (art. 416,
parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 483 - Considera-se ocorrido o fato gerador (art. 417 do Decreto nº 10.084/05):
Seção II
Da Não-Incidência e da Isenção
§ 1º - O disposto nos incisos III e IV deste artigo não se aplica quando o adquirente tiver como atividade
preponderante a compra e venda desses bens ou direitos, a sua locação ou arrendamento mercantil
(art. 4º da Lei nº 2.996/89).
§ 3º - O desconto de que trata o parágrafo anterior será de 5% (cinco por cento) por deficiente
contratado, não podendo exceder a 30% (trinta por cento) do valor do imposto (art. 2º da Lei nº
3.491/92, com redação determinada pela Lei nº 5.077/03).
Art. 485 - Para fins do disposto no § 1º do artigo anterior, considera-se atividade preponderante quando mais
de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos 2 (dois)
anos anteriores e nos 2 (dois) anos subseqüentes à aquisição, decorrer de transações decorrentes de
compra e venda de imóveis ou de direitos relativos a imóveis, locação de bens imóveis ou
arrendamento mercantil (art. 4º, § 1º, da Lei nº 2.996/89).
§ 1º - Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou a menos de 2 (dois)
anos antes dela, apurar-se-á a preponderância levando-se em conta os 3 (três) primeiros anos
seguintes à data da aquisição (art. 4º, § 2º, da Lei nº 2.996/89).
§ 3º - Verificada a preponderância a que se refere este artigo, tornar-se-á devido o imposto sobre o valor
do imóvel ou direito a ele relativo, devidamente atualizado desde a aquisição (art. 4º, § 4º, da Lei
nº 2.996/89).
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§ 4º - Não se considera preponderante a atividade, para os efeitos deste artigo, quando a transmissão de
bens ou direitos for realizada em conjunto com a totalidade do patrimônio do alienante (art. 4º, §
3º, da Lei nº 2.996/89).
Seção III
Dos Contribuintes e Responsáveis
Seção IV
Do Lançamento
Art. 487 - O lançamento do ITBI será efetuado pelo regime de homologação (art. 421 do Decreto nº
10.084/05).
I- o valor do imposto e dos acréscimos legais devidos quando não houver recolhimento;
II - as diferenças a favor da Fazenda Municipal conforme previsto nas legislações tributárias
Federal e Municipal:
a) quando incorreto o recolhimento;
b) quando lançado incorretamente o Imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana, e sua correção, modificar a base de cálculo desse imposto;
III - o valor das multas previstas para os casos de descumprimento de obrigações acessórias;
IV - o valor do imposto arbitrado.
§ 2º - Tendo as diferenças a favor da Fazenda Municipal como causa o incorreto lançamento do Imposto
sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana e/ou a emissão de certidão incorreta de valor
venal, o contribuinte as recolherá no prazo de 30 (trinta) dias, atualizadas conforme os demais
lançamentos tributários municipais (art. 421, § 2º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 488 - O lançamento do imposto será efetuado com base nos elementos constantes dos instrumentos
públicos e particulares de transmissão, conjugados com os dados do cadastro fiscal imobiliário,
das declarações e informações prestadas pelo sujeito passivo e pelo ofício público ou, ainda,
apurados de ofício (art. 422 do Decreto nº 10.084/05).
Seção V
Do Cálculo
Art. 489 - O valor do imposto é o produto da base de cálculo pela alíquota (art. 423 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 490 - A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos (art. 6º da Lei nº
2.996/89).
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§ 1º - Entende-se por valor venal o valor corrente de mercado do bem ou direito (§ 1º do art. 6º da Lei nº
2.996/89 revogado pela Lei nº 5.326/05. Regra, entretanto, mantida por este Decreto com fulcro
em pacífico entendimento doutrinário e jurisprudencial).
§ 2º - Não serão abatidas do valor venal quaisquer dívidas que onerem o imóvel transmitido (art. 6º, § 2º,
da Lei nº 2.996/89).
§ 3º. Nas cessões de direitos à aquisição, o valor ainda não pago pelo cedente será deduzido da base de cálculo do
imposto (art. 6º, § 3º, da Lei nº 2.996/89).
§ 4º - O valor venal de mercado será apurado pela Administração Tributária com base no banco de
dados por ela mantido ou de acordo com o valor declarado no instrumento de transmissão, se este
for maior ou na falta daquele (art. 424, § 4º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 491 - Em nenhuma hipótese o valor da base de cálculo poderá ser inferior ao valor venal do imóvel,
utilizado no exercício para base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana (art. 7º da Lei nº 2.996/89).
§ 2º - Em caso de imóvel rural o valor não poderá ser inferior ao valor total do imóvel constante da
declaração para efeito do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), corrigido
monetariamente na data do recolhimento do imposto (art. 7º, § 2º, da Lei nº 2.996/89).
Art. 492 - O valor mínimo fixado no artigo anterior será reduzido (art. 8º da Lei nº 2.996/89):
Parágrafo único - Consolidada a propriedade plena na pessoa do proprietário, o imposto será calculado sobre o valor
do usufruto, uso ou enfiteuse (art. 8º, parágrafo único, da Lei nº 2.996/89).
Parágrafo único - Para aplicação da alíquota constante nas alíneas a e b do inciso I deste artigo, fica obrigado o
beneficiário a apresentar certidão fornecida pelo Município, caracterizando o imóvel como popular
(art. 10, § 1º, da Lei nº 2.996/89).
Seção VI
Do Pagamento
Art. 494 - O pagamento do imposto será processado exclusivamente por documento de arrecadação próprio,
nos moldes, condições e prazo de validade estabelecidos pela repartição encarregada de sua
administração e lançamento (art. 11 da Lei nº 2.996/89).
I- até a data da lavratura, se por instrumento público de transmissão dos bens ou de direitos
relativos a imóveis;
II - no prazo de 10 (dez) dias:
a) de sua data, se o ato for celebrado por instrumento particular;
b) da data do respectivo auto e antes da assinatura da carta e ainda que essa não
seja extraída, nos casos de arrematação, adjudicação ou remição;
c) da sentença homologatória de partilha de bens, com desistência do prazo
recursal, nos casos de processos de dissolução da sociedade conjugal;
d) da assinatura do termo ou do trânsito em julgado, nas demais transmissões
realizadas por termo judicial ou decorrentes de sentença judicial;
e) da lavratura, por agente financeiro, de instrumento particular a que a lei confira
força de escritura pública.
Parágrafo único - No caso do ato ser celebrado por instrumento público e realizado após o encerramento do
expediente bancário ou estando fechada a rede bancária no dia da lavratura, poderá o imposto,
excepcionalmente, ser pago sem ônus no primeiro dia útil subseqüente ao da celebração do
respectivo instrumento, desde que o fato fique ali mencionado (art. 11, parágrafo único, da Lei nº
2.996/89).
Art. 496 - Sem prejuízo da aplicação de penalidades, os débitos não pagos nos respectivos vencimentos serão
atualizados monetariamente e acrescidos de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a
partir do vencimento, contando-se como mês completo qualquer fração dele (arts. 14 e 15, III, da
Lei nº 2.996/89).
Parágrafo único - Os juros de mora incidirão sobre o valor integral do crédito tributário, assim considerado o
principal acrescido de multas de qualquer natureza, atualizado monetariamente (art. 15, § 1º, da
Lei nº 2.996/89).
Art. 497 - Não serão efetuados lançamentos complementares para diferenças verificadas no imposto devido,
quando inferiores a R$ 12,54 (doze reais e cinqüenta e quatro centavos) (art. 22, parágrafo único,
da Lei nº 2.996/89).
Seção VII
Das Obrigações dos Tabeliães e Demais Serventuários de Ofício
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Art. 498 - Os tabeliães e oficiais de registro de imóveis não praticarão quaisquer atos atinentes a seu ofício,
em instrumentos públicos ou particulares, sem a comprovação do cumprimento das obrigações
tributárias relacionadas à transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles relativos (art. 18 da Lei
nº 2.996/89).
Art. 499 - Os tabeliães, escrivães, oficiais de registros públicos e demais serventuários de ofício ficam
obrigados a (art. 19 da Lei nº 2.996/89):
I- facultar às autoridades fiscais o exame, em cartório, dos livros, autos e papéis que
interessem à arrecadação e fiscalização do imposto;
II – fornecer às autoridades fiscais, quando solicitada, certidão dos atos lavrados ou
registrados, concernentes a imóveis ou direitos a eles relativos;
III - fornecer dados relativos às guias de recolhimento e declarações relacionados ao
lançamento ou ao pagamento do imposto.
Art. 500 - Os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício exigirão do contribuinte, antes da prática
dos atos atinentes a seu ofício, prova (art. 18, I a III, da Lei nº 2.996/89):
I- do pagamento do imposto;
II - do protocolo do pedido de reconhecimento de imunidade, de concessão de isenção ou de
reconhecimento de não-incidência, conforme previsto neste Regulamento;
III - do cumprimento das exigências previstas para as transmissões do Sistema Financeiro da
Habitação – SFH.
Art. 501 - Os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício que infringirem o disposto nos artigos 432
a 434 deste Regulamento, ficam sujeitos à multa de R$ 626, 45 (seiscentos e vinte e seis reais e
quarenta e cinco centavos), por item descumprido (art. 20 da Lei nº 2.996/89).
Parágrafo único - A multa prevista neste artigo será atualizada monetariamente nos termos da legislação pertinente
(art. 435, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 502 - Nos casos de impossibilidade de exigência de cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com ele, nos atos que em intervierem ou pelas omissões
de que forem responsáveis, os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício (art. 21 da Lei
nº 2.996/89).
Seção VIII
Do Arbitramento
§ 1º - O valor arbitrado será formado mediante a aplicação de elementos constantes do Banco de Dados
mantido pela Divisão de Auditoria Fiscal, que reflitam os preços praticados no mercado
imobiliário, tendo em vista especialmente a localização e a metragem do imóvel (art. 437, § 1º, do
Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - O Fisco também poderá arbitrar o valor venal do imóvel mediante avaliação in loco, observando,
neste caso, os seguintes elementos (art. 437, § 2º, do Decreto nº 10.084/05):
II - localização;
III - características do imóvel;
IV - existência de melhoramentos, tais como: iluminação pública ou particular, escola ou
posto de saúde próximos; calçamento, guia ou sarjeta; rede de água e esgoto.
§ 3º - Se o valor arbitrado não for aceito pelo contribuinte, poderá este requerer a revisão do valor
mediante processo administrativo, instruído com laudo técnico exarado por perito habilitado, que
será aceito ou não pela Secretaria de Economia e Finanças, após a devida análise (art. 437, § 3º, do
Decreto nº 10.084/05).
Seção IX
Da Guia de Recolhimento
Art. 504 - O Imposto sobre a Transmissão inter vivos deverá ser arrecadado na guia instituída, em quatro (4)
vias, com a seguinte destinação (art. 11 da Lei nº 2.996/89):
§ 1º - É indispensável o preenchimento de todos os campos, sem emendas ou rasuras (art. 438, § 1º, do
Decreto nº 10.084/05).
§ 2º - As guias serão preenchidas e emitidas pelo contribuinte por meio de formulário eletrônico
disponível no site da Fazenda Municipal.
Art. 505 - Nas transmissões inter vivos, os tabeliães ou escrivães que tiverem de lavrar instrumentos, termos
ou escrituras, poderão preencher as guias para o recolhimento do imposto e transcreverão
resumidamente o respectivo recibo no instrumento, termo ou escritura (art. 439 do Decreto nº
10.084/05).
§ 1º - Quando se tratar de transmissão por instrumento particular, a guia será preenchida pelo próprio
contribuinte (art. 439, § 1º, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 506 - Além de outros dados necessários ou úteis à administração do imposto, à critério da repartição
encarregada de seu lançamento, o documento próprio de arrecadação deve conter campos
reservados aos seguintes itens (art. 440 do Decreto nº 10.084/05):
Art. 507 - Poderá o Diretor da Divisão de Auditoria Fiscal de Receitas Imobiliárias exigir outros documentos
que julgue necessários ao exame e decisão dos casos de sua competência, bem como, a seu
critério, relevar incorreções no preenchimento das guias utilizadas (art. 441 do Decreto nº
10.084/05).
Art. 508 - A Secretaria de Economia e Finanças regulamentará o pagamento do imposto sobre a transmissão
inter vivos de bens imóveis e de direitos reais relativos a imóveis – ITBI, processado por meio de
Guia Eletrônica de Recolhimento, expedida exclusivamente por intermédio do sistema de
processamento de dados de arrecadação, de domínio daquele órgão, constituindo documento de
formalização do crédito tributário para todos os efeitos legais (art. 442 do Decreto nº 10.084/05).
Seção X
Das Infrações e Penalidades
Art. 509 - O descumprimento de obrigação tributária principal será punido com as seguintes multas (art. 126
da Lei nº 1.929/75 – CTMB c/c Lei nº 4.216/97 c/c art. 15, II e 16, da Lei nº 2.996/89):
I- 2% (dois por cento) do valor do imposto devido, quando recolhido pelo contribuinte até a
fase processual da notificação preliminar a que se refere o art. 149 deste Regulamento;
II – 50% (cinqüenta por cento) do imposto devido, quando lavrado o respectivo Auto de
Infração;
III - 100% (cem por cento) do imposto devido, quando comprovada por meio de ação fiscal, a
falsidade das declarações consignadas em escrituras ou instrumentos particulares de
transmissão ou cessão, relativamente ao valor dos bens ou direitos transmitidos ou
cedidos.
Parágrafo único - Pela infração prevista no inciso III deste artigo respondem, solidariamente com o contribuinte, o
alienante ou cessionário e, nos atos em que intervierem, os tabeliães, escreventes e demais
serventuários de ofício (art. 16, parágrafo único, da Lei nº 2.996/89).
Art. 510 - Pela infringência das obrigações tributárias para as quais não estejam previstas multas especificas,
serão impostas as seguintes penalidades (art. 8º da Lei nº 3.995/95):
Parágrafo único - As multas previstas neste artigo são atualizadas monetariamente nos termos deste Regulamento
(art. 444, parágrafo único, do Decreto nº 10.084/05).
Art. 511 - No concurso de infrações, as penalidades serão aplicadas cumulativamente, uma para cada
infração, ainda que arroladas no mesmo dispositivo legal (art. 445 do Decreto nº 10.084/05).
Art. 512 - A imposição de penalidade administrativa, por infração a dispositivo deste Regulamento, não ilide
a responsabilidade criminal do infrator, inclusive para os casos de desacato e desobediência,
devendo-se noticiar às autoridades competentes qualquer fato que constitua ilícito penal,
acompanhada, sempre que possível, das provas do delito (art. 446 do Decreto nº 10.084/05).
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TITULO III
DAS TAXAS – DA INCIDÊNCIA E DAS MODALIDADES
Art. 513 - Pelo exercício regular do poder da policia ou em razão da utilização, efetiva ou potencial, de
serviço público, específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição pela
Prefeitura, serão cobradas pelo Município as seguintes taxas de (art. 233 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB):
I- Licença;
II - Serviços Diversos;
III - Serviços Urbanos.
§ 1º - As taxas de que cuida o artigo, exceto as previstas nos arts. 558 e 564 deste Decreto, serão
reduzidas em 50% (cinqüenta por cento) quando incidentes sobre templos de qualquer culto ou
instituições de assistência social (art. 233, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - O desconto de que trata o parágrafo anterior será de 5% (cinco por cento) por deficiente
contratado, não podendo exceder a 30% (trinta por cento) do valor do tributo (art. 2º da Lei nº
3.491/92, com redação determinada pela Lei nº 5.077/03).
CAPÍTULO I
DAS TAXAS DE LICENÇA
Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 514 - As Taxas de Licença têm como fato gerador a prestação de serviço relacionado com o poder de
polícia do Município ou a outorga de permissão para o exercício de atividades ou para prática de
atos dependentes, por natureza, de prévia autorização pelas autoridades municipais (art. 234 da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - As taxas serão cobradas de conformidade com as Tabelas constantes do Anexo II deste Decreto
(art. 234, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 515 - As Taxas de Licença são exigidas para (art. 235 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
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Seção II
Da Taxa de Licença para Localização, Instalação e Funcionamento
de Estabelecimento ou para Prestação de Serviços
Art. 516 - A taxa de Licença para a Localização, a Instalação, o Funcionamento e a Prestação de Serviços é a
devida pela atividade de fiscalização do uso e ocupação do solo urbano, da higiene, saúde,
segurança, ordem ou tranqüilidade pública, em razão da localização, instalação e funcionamento
de quaisquer estabelecimentos e o exercício de atividades de prestação de serviço no Município
(art. 236 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 517 - A incidência e o pagamento da Taxa de Licença sujeitam-se apenas à ocorrência do respectivo fato
gerador e independem (art. 237 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
§ 1º - O sujeito passivo da taxa é a pessoa física ou jurídica submetida à fiscalização municipal nos
termos do art. 516 deste Regulamento, sendo solidariamente responsáveis o proprietário e o
locador do imóvel onde estejam instalados ou montados equipamentos ou utensílios empregados
na exploração dos serviços de diversão pública (art. 237, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - O valor da base de cálculo será apurado em função da natureza da atividade, da grandeza dos
estabelecimentos, caracterizada pelo número de empregados ou de outros fatores pertinentes, de
conformidade com a Tabela III do Anexo II deste Regulamento (art. 237, § 2º, da Lei nº 1.929/75
– CTMB).
§ 3º - Não havendo na Tabela especificação precisa da atividade, a taxa será calculada pelo item que
contiver maior identidade de características com a considerada (art. 237, § 3º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
§ 5º - A taxa será devida pelo período inteiro previsto na Tabela III anexa. A Taxa Única de Localização
e Instalação exigida por ocasião da inscrição do contribuinte no Cadastro da Prefeitura será
cobrada proporcionalmente, de acordo com o mês de início da atividade. Em qualquer caso o
recolhimento mínimo será de R$ 10,00 (dez reais) para o período anual, e de 10% (dez por cento)
destes quando inferior a 1 (um) ano (art. 237, § 5º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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§ 6º - A Taxa terá como vencimento o dia 31 de janeiro de cada exercício, devendo ser paga por meio de
documento de arrecadação emitido pelo Sistema Tributário Digital da Fazenda Municipal.
§ 7º - O seu valor será lançado com base nos dados referidos no § 2º deste artigo, existentes em 10 (dez)
de janeiro de cada ano.
§ 8º - Os dados de que trata o parágrafo anterior deverão ser atualizados pelo sujeito passivo até dia 20
(vinte) de janeiro de cada ano.
§ 9º - Aplica-se à Taxa de que trata esta Seção o lançamento por homologação (art. 237, § 6º, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - A abertura e o funcionamento do comércio e da indústria para o público, fora do horário normal
estabelecido pelo Município, ficam sujeitos ao acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) dos
valores constantes da Tabela (art. 238, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 519 - A licença para a localização, a instalação e o funcionamento iniciais ou para o início do exercício
de atividades de prestação de serviços será precedida de fiscalização e concedida mediante
despacho, após o recolhimento da taxa, expedindo-se o alvará respectivo (art. 239 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - No caso de transferência de localização será expedido novo Alvará (art. 239, parágrafo único, da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 520. Aplicam-se às Taxas de Licença, no que for cabível, inclusive os acréscimos por falta de pagamento na
época devida, as normas estabelecidas para o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (art.
240 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Seção III
Da Taxa de Licença para o Exercício de Comércio Eventual ou Ambulante
Art. 521 - A Taxa de Licença para o Exercício do Comércio Provisório ou Ambulante será exigida por ano,
mês ou dia (art. 241 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 522 - Serão definidas em ato administrativo as atividades que podem ser exercidas em instalações
removíveis nas vias ou logradouros públicos (art. 242 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 523 - A taxa de que se trata esta Seção será cobrada de acordo com a Tabela III, Seção “D”, do Anexo II
deste Decreto, observadas as seguintes regras (art. 243 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 524 - O pagamento da Taxa de Licença para o Exercício do Comércio Eventual, nas vias e logradouros
públicos, não dispensa a cobrança da Taxa de Ocupação do Solo (art. 244 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 525 - É obrigatória a inscrição, na repartição competente, dos comerciantes provisórios, eventuais e
ambulantes, mediante o preenchimento da ficha própria, conforme modelo fornecido pela
Prefeitura (art. 245 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Não se inclui na exigência deste artigo os comerciantes com estabelecimento fixo que, por ocasião
de festejos ou comemorações, explorem o comércio eventual ou ambulante (art. 245, § 1º, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
§ 3º - A licença especial para o comércio provisório será concedida quando a comercialização não for
conflitante com o comércio estabelecido (art. 2º, parágrafo único, da Lei no 2..324, de 17 de
novembro de 1981) (art. 245, § 4º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 526 - Ao comerciante eventual ou ambulante que se enquadrar nas exigências regulamentares, será
concedido um cartão de habilitação contendo as características essenciais de sua inscrição e as
condições de incidência da taxa, destinado a basear a cobrança desta (art. 246 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
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Seção IV
Da Taxa de Licença para Execução de Obras Particulares
Art. 527 - A Taxa de Licença para Execução de Obras Particulares é devida em todos os casos de construção,
reconstrução, reforma ou demolição de prédios ou qualquer outra obra, dentro das áreas urbanas
do Município (art. 247 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 528 - Nenhuma construção, reconstrução, reforma, demolição ou obra de qualquer natureza poderá ser
iniciada sem prévio pedido de licença à Prefeitura e pagamento da taxa devida (art. 248 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 529 - A Taxa de Licença para Execução de Obras Particulares será cobrada de conformidade com a
Tabela VI do Anexo II deste Decreto (art. 249 da Lei nº 1.929/75 – CTMB. A Tabela referida
neste artigo foi alterada pela Lei nº 4.466/99).
Parágrafo único - Fica isenta das taxas de aprovação de projetos e “habite-se”, bem como de qualquer tipo de
certidão municipal, a construção ou reforma de prédio residencial que atinja a área integral
máxima de 70 m2 (setenta metros quadrados), desde que seja este o único imóvel do interessado
(art. 274, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção V
Da Taxa de Licença para Execução de Arruamento e Loteamentos de Terrenos Particulares
Art. 530 - A Taxa de Licença para a Execução de Arruamento de Terrenos Particulares, prevista na Tabela
VI do Anexo II deste Regulamento, é exigível pela permissão outorgada pela Prefeitura, na forma
da lei, e mediante prévia aprovação dos respectivos planos ou projetos, para arruamento ou
parcelamento de terrenos particulares, segundo o zoneamento em vigor no Município (arts. 250 e
253, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 531 - Nenhum plano ou projeto de arruamento ou loteamento poderá ser executado sem prévio
pagamento da taxa de que trata esta Seção (art. 251 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 532 - A licença concedida constará de alvará, no qual se mencionarão as obrigações do loteador ou
arruador, com referência a obras de terraplanagem e urbanização (art. 252 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Seção VI
Da Taxa de Fiscalização de Publicidade e Anúncios
Art. 533 - A Taxa de Fiscalização de Publicidade e Anúncios é devida em razão da atividade municipal de
fiscalização do cumprimento da legislação disciplinadora da exploração ou utilização, por
qualquer meio ou processo, de publicidade e anúncios nas vias e nos logradouros públicos, ou em
locais deles visíveis ou, ainda, em outros locais de acesso ao público (art. 254 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - Para efeito da incidência da taxa, consideram-se publicidade ou anúncios quaisquer instrumentos
ou formas de comunicação visual ou audiovisual de mensagens, inclusive aquelas que contiverem
apenas dizeres, desenhos, siglas, dísticos ou logotipos indicativos ou representativos de nomes,
produtos, locais de atividades de pessoas físicas ou jurídicas, mesmo aqueles afixados em veículos
de transporte de qualquer natureza (art. 254, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
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Art. 534 - Quaisquer alterações procedidas quanto ao tipo, características ou tamanho do anúncio, assim
como a sua transferência para local diverso, acarretarão nova incidência da taxa (art. 255 da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 535 - A incidência e o pagamento da taxa independem (art. 256 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 536 - A taxa não incide quanto (art. 257 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 537 - Contribuinte da taxa é a pessoa física ou jurídica que, na forma e locais mencionados no art. 533
deste Decreto (art. 258 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
§ 1º - São solidariamente obrigados ao pagamento da taxa (art. 258, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
§ 2º - Para efeito deste artigo ficam excluídos da responsabilidade pelo recolhimento da taxa os
motoristas autônomos de veículos de aluguel providos de taxímetro (art. 258, § 2º, da Lei nº
1.929/75 – CTMB).
Art. 538 - O valor da taxa observará a Tabela VIII do Anexo II deste Decreto, e será recolhido por meio de
documento de arrecadação emitido pelo Sistema Tributário Digital da Fazenda Municipal , até o
dia 31 de janeiro de cada exercício.
§ 1º - A taxa incidente sobre os anúncios existentes nos estabelecimentos poderá ser lançada e recolhida
em conjunto com a Taxa de Fiscalização de Localização, Instalação e Funcionamento (art. 259, §
1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 2º - A incidência da Taxa será trimestral nos casos de anúncios veiculados em quadros próprios para a
afixação de cartazes murais (outdoors).
§ 5º - O Executivo disporá sobre os casos de lançamento de ofício (art. 259, § 3º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Art. 539 - Aplica-se à taxa, no que couber, a legislação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza –
ISSQN, inclusive quanto ao recolhimento fora do prazo regulamentar e o pagamento a menor (art.
260 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção VII
Da Taxa de Licença para Ocupação nas Vias e Logradouros Públicos
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Art. 540 - A Taxa para Ocupação nas Vias e Logradouros Públicos, fundada no poder de polícia do
Município, concernente ao ordenamento da utilização dos bens públicos de uso comum, tem como
fato gerador a fiscalização por ele exercida sobre a localização, instalação e a permanência de
móveis, equipamentos, veículos, utensílios e quaisquer outros objetos, em observância as normas
municipais de posturas relativas à estética urbana, aos costumes, ordem, tranqüilidade, higiene,
trânsito e a segurança pública (art. 261 da Lei nº 1.929/75 – CTMB, com redação determinada
pela Lei nº 4.466/99).
§ 1º - O sujeito passivo da taxa é a pessoa física ou jurídica, proprietária, titular do domínio útil ou
possuidora, a qualquer título, de móvel, equipamento, utensílio e quaisquer outros objetos que
permanecerem em áreas, vias ou logradouros públicos (art. 261, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB,
com redação determinada pela Lei nº 4.466/99).
§ 2º - A taxa será devida conforme o previsto na Tabela VII do Anexo II deste Decreto, efetuando-se o
lançamento por ocasião da solicitação do contribuinte ou por constatação fiscal.
Art. 541 - Sem prejuízo do tributo e multa devidos, a Prefeitura apreenderá e removerá para os seus
depósitos quaisquer objetos afixados em locais não permitidos (art. 262 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - A Taxa de que trata o item 1, inciso II, da Tabela VII do Anexo II do presente Decreto, não será
devida quando a transferência se der entre cônjuges ou de pais para filhos, por causa mortis ou
atos inter vivos (art. 262, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção VIII
Da Taxa de Renovação da Licença para Localização e Funcionamento de Estabelecimento de Produção,
Comércio, Indústria ou Prestação de Serviços de Qualquer Natureza
Art. 542 - O alvará de licença de que trata o art. 519 deste Regulamento deverá ser renovado anualmente,
mediante o pagamento da taxa correspondente, na forma e prazos fixados por ato da Secretaria do
Planejamento (art. 263 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Parágrafo único - O pagamento integral da Taxa Anual de Renovação do Alvará de Funcionamento, durante o mês
de janeiro, gozará da redução de 10% (dez por cento) sobre o valor das parcelas ou parcela única
(art. 263, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 543 - Nenhum estabelecimento ou contribuinte desta taxa poderá prosseguir em sua atividade sem estar
na posse do alvará de que trata o artigo anterior após a data fixada para seu pagamento (art. 264 da
Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção IX
Das Isenções
Art. 544 - São isentos das Taxas de Licença para Localização, Instalação e Funcionamento e para o
Comércio Eventual ou Ambulante (art. 265 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- os cegos e portadores de defeitos físicos que o incapacitem para o trabalho normal, com
rendimento inferior ou igual a R$ 128,47 (cento e vinte e oito reais e quarenta e sete
centavos);
II - os vendedores ambulantes de livros, jornais e revistas;
III - os engraxates ambulantes;
IV - os produtores hortifrutigranjeiros que vendam a varejo, diretamente ao consumidor, nas
feiras-livres;
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Art. 545 - São isentas da Taxa de Licença para Execução de Obras Particulares (art. 266 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB):
CAPITULO II
DAS TAXAS DE EXPEDIENTE E DE SERVIÇOS DIVERSOS
Seção I
Da Taxa de Expediente
Art. 546 - A Taxa de Expediente tem como fato gerador a prestação de serviços administrativos específicos a
determinado contribuinte ou grupo de contribuintes (art. 268 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 547 - A taxa de que trata esta Seção será cobrada de acordo com a Tabela IV do Anexo II deste
Regulamento (art. 270 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 548 - Ficam isentos da Taxa de Expediente (art. 274 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- os termos e contratos:
a) de prestação de serviços de pessoas físicas ao Município;
b) de locação de bens imóveis ao Município.
II - as entidades de caráter social.
Seção II
Da Taxa de Serviços Diversos
Art. 549 - Fundada no poder de policia do Município, a Taxa de Serviços Diversos tem como fato gerador a
utilização obrigatória de serviços especiais, visando à observância de normas edilícias e das concernentes à
segurança, higiene e saúde pública e serão cobradas conforme as Tabelas V e VI do Anexo II deste Decreto (art. 272
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Os serviços compreendidos neste artigo referem-se a (art. 272, § 1º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
§ 2º - As taxas a que se refere este artigo são devidas (art. 272, § 2º, da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 550 - As vistorias técnicas constantes da Tabela VI, que integra este Decreto, devem ser requeridas pelo
sujeito passivo da taxa semestralmente durante a primeira quinzena de fevereiro e junho de cada
ano, e o certificado expedido pela Prefeitura, mediante o pagamento correspondente, deve ser
afixado em lugar visível ao público (art. 273 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
§ 1º - Os pedidos de vistoria fora das épocas referidas neste artigo terão o acréscimo de 50% (cinqüenta
por cento) se efetuados antes de qualquer procedimento fiscal, e elevado ao dobro, caso haja
notificação para a execução do serviço. A exigência não se aplica aos estabelecimentos que
iniciarem atividades após os prazos fixados neste artigo (art. 273, § 1º, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
§ 2º - Quando ficar constatado que os objetos da vistoria não se encontram em regular estado de
conservação e funcionamento, sua utilização será interditada para o público (art. 273, § 2º, da Lei
nº 1.929/75 – CTMB).
CAPITULO III
DA TAXA DE SERVIÇOS URBANOS
Art. 551 - A Taxa de Serviços Urbanos tem como fato gerador a prestação, pela Prefeitura, de serviços de
interesse público ou serviços postos à disposição do munícipe (art. 275 da Lei nº 1.929/75 –
CTMB).
Parágrafo único - Consideram-se Taxas de Serviços Urbanos (art. 275, parágrafo único, da Lei nº 1.929/75 –
CTMB):
Seção I
Da Taxa de Extinção de Formigueiros
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Art. 552 - A Taxa de Extinção de Formigueiros recai sobre todos os terrenos situados dentro do perímetro
urbano e zona rural do Município, que forem beneficiados com o combate à saúva e outras
espécies de formigas (art. 303 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 553 - Verificada a sua existência, será feita a intimação ao proprietário do terreno onde os mesmos
estiverem localizados, marcando-se-lhe o prazo de 15 (quinze) dias para o seu extermínio (art. 304
da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 554 - Se, dentro do prazo fixado, não for extinto o formigueiro, a Prefeitura incumbir-se-á de fazê-lo,
cobrando do proprietário a taxa correspondente (art. 305 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 555 - Verificada a existência de formigueiro e constatada a necessidade de combate urgente ao mesmo,
a juízo da Prefeitura, os serviços poderão ser executados independentemente de intimação (art.
306 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 556 - A Taxa de Extinção de Formigueiros será cobrada à razão de R$ 6,42 (seis reais e quarenta e dois
centavos) na zona urbana e R$ 9,63 (nove reais e sessenta e três centavos) na zona rural, por
formigueiro (art. 307 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção II
Da Taxa de Capinação e Limpeza de Terrenos Baldios, Quintais de Casas Desocupadas ou Abandonadas
bem como Obras Abandonadas
Art. 557 - A Prefeitura Municipal, através da Secretaria do Meio Ambiente, poderá executar por meios
próprios ou através de empresas contratadas por licitação, a limpeza dos imóveis citados no art. 11
da Lei nº 5.540, de 11 de fevereiro de 2008.
Art. 558 - Após a execução dos serviços, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente enviará o processo à
Secretaria de Economia e Finanças, que lançará o valor da multa com acréscimo de 25% (vinte e
cinco por cento) a título de Taxa de Serviço (art. 15, parágrafo único, da Lei nº 5.540/08).
Seção III
Taxa de Conservação de Estradas de Rodagem Municipais
(Suprimida frente ao entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal
no sentido da inconstitucionalidade da referida Taxa)
Seção III
Da Taxa de Matrícula de Animais e Vacinação de Cães
Subseção I
Da Incidência
Art. 559 - A Taxa de Matrícula de Animais e Vacinação de Cães tem como fato gerador a prestação, pela
Prefeitura, dos serviços de registro e vacinação de cães e recaem sobre os respectivos proprietários
(art. 316 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Art. 560 - A Taxa de Matrícula será exigida, anualmente, na base de R$ 6,42 (seis reais e quarenta e dois
centavos) por animal, incluído o custo da vacinação (art. 317 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Subseção II
Do Pagamento
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Art. 561 - A Taxa será arrecadada (art. 318 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
Art. 562 - A matrícula não será expedida ou renovada sem a prova (art. 319 da Lei nº 1.929/75 – CTMB):
I- da vacinação cabível;
II - do pagamento da taxa;
III - do pagamento da multa, quando for o caso.
Art. 563 - A Prefeitura, a seu critério, poderá aceitar atestados de vacinação passados por veterinários
legalmente habilitados, reduzindo-se, então, para R$ 1,29 (um real e vinte e nove centavos) a base
prevista no art. 551 deste Decreto (art. 320 da Lei nº 1.929/75 – CTMB).
Seção IV
Da Taxa de Serviços de Bombeiros
(Lei nº 5.076/03 e Decreto nº 9.714/04)
Art. 564 - Nos termos da cláusula décima-quinta do Convênio celebrado pela Secretaria de Segurança
Pública do Estado de São Paulo e o Município de Bauru, para execução de serviços de Bombeiros,
autorizados respectivamente pela Lei nº 684, de 30 de setembro de 1975, e pelo Decreto de nº
22.171, de 08 de maio de 1984, e pela Lei Municipal de nº 3952, de 05 de outubro de 1995, fica
instituída a Taxa de Serviços de Bombeiros, devida pela utilização, efetiva ou potencial, dos
serviços de busca e salvamento aquáticos ou terrestres e serviços de proteção e Combate a
Incêndio, e de resgate, prestados pelo Corpo de Bombeiros ao Município através do convênio, e
cobrada levando em consideração o potencial calorífico dos imóveis, urbanos e rurais.
Art. 565 - São Contribuintes da Taxa os proprietários, o titular de domínio e o possuidor a qualquer título, de
imóvel situado no território do Município de Bauru.
Art. 566 - A base de Cálculo da Taxa é o custo de serviço, rateado entre os contribuintes, em razão da carga
de incêndio específica instalada em cada um dos imóveis situados no Município.
a) R$ 570,06 (quinhentos reais) para as indústrias, sendo que as que possuem o Auto de
Vistoria do Corpo de Bombeiros terão direito a um desconto de 50% (cinqüenta por
cento) do valor total a ser pago;
b) R$ 342,04 (trezentos reais) para as casas de comércio, que também terão direito a um
desconto de 50% (cinqüenta por cento) se possuírem o Auto de Vistoria do Corpo de
Bombeiros;
c) imóveis residenciais:
1- construção de até 100m², máximo de R$ 5,70 (cinco reais e setenta centavos);
2- construções de 101 a 200 m², máximo de R$ 11,40 (onze reais e quarenta
centavos);
3- construções de 201 a 300m², máximo de R$ 17,10 (dezessete reais e dez
centavos);
4- construções acima de 300m², máximo de R$ 22,80 (vinte e dois reais e oitenta
centavos);
5- construção de até 60m² ficam isentas do pagamento da Taxa.
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d) terrenos:
1- de 00 a 200m², máximo de R$ 5,70 (cinco reais e setenta centavos);
2- de 201 a 300m², máximo de R$ 9,12 (nove reais e doze centavos);
3- acima de 300m², máximo de R$ 13,68 (treze reais e sessenta e oito centavos).
e) na zona rural, será cobrado, da seguinte forma:
1- chácaras de até 10.000 m², máximo de R$ 17,10 (dezessete reais e dez
centavos);
2- sítios de 10.000 m² a 10 alqueires, máximo de R$ 34,20 (trinta e quatro reais e
vinte centavos);
3- acima de 10 alqueires, máximo de R$ 114,00 (cento e catorze reais).
Art. 567 - Para os efeitos de aplicação desta lei, os imóveis são classificados quanto à sua carga de incêndio
específica em:
Art. 568 - A apuração da Taxa de que trata o presente Regulamento terá por base de cálculo a carga de
incêndio dos imóveis.
§ 1º - A carga de incêndio terá por base a Tabela de Carga Incêndio Específica de Instrução Técnica
respectiva, prevista no Anexo III da presente Consolidação.
§ 2º - A Carga de Incêndio que expressa o potencial calorífico de cada imóvel será medida em
megajoule (MJ).
§ 3º. As atividades com líquidos e gases combustíveis e inflamáveis terão a sua carga de incêndio específica dada
pela quantidade de combustível armazenado, expressa em megajoules por quilo (MJ/kg).
Art. 569 - Os tipos de imóveis que não constarem da tabela anexa devem ter sua carga de incêndio específica
determinada por similaridade.
Parágrafo único - Quando se tratar de imóvel sem edificação terá como carga de incêndio 80 (oitenta) megajoule
(MJ).
Art. 570 - Fica fixado o fator de cobrança em 0,0002801 real por megajoules (MJ), observado o disposto no
§ 1º do artigo 3º da Lei nº 5076, de 29 de dezembro de 2003.
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Art. 571 - A Taxa de Serviço de Bombeiros poderá ser lançada isoladamente ou em conjunto com outros
tributos municipais, devendo, neste caso, constarem obrigatoriamente os elementos distintivos de
cada um.
Art. 572 - O pagamento da Taxa poderá ser feito de uma só vez ou parceladamente, conforme previsto em
ato administrativo, nos respectivos vencimentos e locais indicados nos avisos-recibos, indexando-
se as prestações na forma cabível nos termos da legislação e normas pertinentes.
Art. 574 - Havendo ação fiscal, o contribuinte ficará sujeito à multa de 40% (quarenta por cento) sobre o
valor do débito devidamente corrigido.
Art. 575 - Os recursos arrecadados com a taxa serão contabilizados em crédito orçamentário próprio e em
conta bancária específica do Fundo Municipal de Manutenção do Corpo de Bombeiro de Bauru
(FUMB), que será gerenciado por um conselho gestor do próprio FUMB, que encaminhará à
Câmara Municipal relatórios discriminando o valor do repasse recebido e as despesas realizadas,
bem como cópia dos respectivos documentos fiscais e contábeis, obrigatoriamente até o dia 10
(dez) de cada mês, referente ao mês anterior, ficando expressamente vedadas despesas com
publicidade.
Art. 576 - A Taxa de Serviço de Bombeiros não incidirá sobre as contas de contribuintes dos imóveis de
propriedade da União, Estados, Municípios e suas entidades diretas, indiretas e fundacionais, bem
como das entidades filantrópicas inscritas na Secretaria do Bem-Estar Social do Município
(SEBES), e dos templos de cultos.
Art. 577 - O desconto de que tratam as alíneas a e b do § 1º do art. 566 do presente Decreto, poderá ser
requerido até 30 de novembro de cada ano que anteceder o lançamento.
Seção V
Da Taxa de Ocupação e Uso de Área do Calçadão
(Lei nº 4.936/02)
Art. 578 - A taxa de que trata esta Seção tem como fato gerador a prestação de serviços administrativos
específicos para a manutenção, limpeza, segurança e fiscalização do comércio e uso do Calçadão
da Rua Batista de Carvalho e das ruas transversais até 10 metros do alinhamento desta, nos termos
da Lei nº 4.936, de 13 de dezembro de 2002.
Art. 579 - A taxa é devida mensalmente pelos comerciantes estabelecidos em imóveis localizados na área
delimitada pelo artigo anterior, calculada à razão de R$ 1,04 (um real e quatro centavos) por metro
quadrado do piso térreo do respectivo imóvel onde exercem as suas atividades mercantis.
Art. 580 - A taxa será lançada pelo setor competente da Prefeitura anualmente e cobrada dos
estabelecimentos com testada para os locais descritos no art. 1º e parágrafo único da Lei nº 4.936,
de 13 de dezembro de 2002, em 04 prestações com vencimento nos primeiros dias úteis de janeiro,
março, julho e outubro de cada exercício.
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Art. 581 - O não pagamento da taxa no respectivo vencimento sujeita o contribuinte à multa de 10% (dez por
cento), juros de 1% (um por cento) ao mês, tudo monetariamente atualizado na data do efetivo
pagamento.
TÍTULO IV
DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
(Lei nº 2.444/84)
CAPÍTULO I
DA INCIDÊNCIA
Art. 582 - A Contribuição de Melhoria é arrecadada para custear obras públicas, quando dessas obras decorre
valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual a
valorização de cada imóvel beneficiado pela obra.
Art. 583 - A Contribuição de Melhoria tem como fato gerador a execução por órgãos da administração direta
ou indireta do Município, em regime de administração ou empreitada, das seguintes obras públicas
de que decorram benefícios a imóveis:
Parágrafo único - Os proprietários lindeiros que receberem diretamente o benefício das obras de que trata o inciso III
deste artigo, responderão no mínimo por 50% (cinqüenta por cento) do custo das obras,
representado pelo valor das desapropriações, na proporção da grandeza física do benefício
acarretado ao respectivo imóvel (art. 2º da Lei nº 2.719/86).
CAPÍTULO II
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 585 - O contribuinte do tributo é o proprietário, o titular do domínio útil e o possuidor a qualquer título
de bem imóvel, beneficiado pela execução de obra pública prevista no art. 583 deste Decreto.
Parágrafo único - Por possuidor a qualquer título entende-se aquele que possua a coisa com animus dominus.
CAPÍTULO III
DO CÁLCULO
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Art. 586 - A Contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra
pelos imóveis situados na zona beneficiada, em função dos respectivos fatores individuais de
valorização.
Art. 587 - Para efeito de cálculo da Contribuição de Melhoria, o custo final das obras será rateado entre os
imóveis por ela beneficiados da seguinte forma:
§ 1º - Nas hipóteses referidas no inciso I deste artigo, a contribuição será dividida igualmente entre os
imóveis beneficiados.
§ 2º - Na hipótese referida no inciso II deste artigo, o custo da obra será representado pelo valor das
desapropriações.
CAPÍTULO IV
DO LANÇAMENTO
Art. 588 - Para a cobrança da Contribuição de Melhoria, e após os procedimentos previstos nos arts. 5º e 6º
do Decreto-Lei nº 195, de 24 de fevereiro de 1967, a Secretaria de Obras deverá encaminhar
expediente à Secretaria de Economia e Finanças, instruído com a relação de ruas e imóveis onde
foram executados os serviços e suas respectivas testadas, e o custo por metro linear de guia e
sarjeta e por metro quadrado de pavimentação.
Art. 589 - A Contribuição de Melhoria será lançada em nome do sujeito passivo, com base nos dados
constantes do Cadastro Imobiliário Fiscal, aplicando-se, no que couber, as normas estabelecidas
para os Impostos sobre a Propriedade Urbana.
Art. 590 - O sujeito passivo será notificado do lançamento da Contribuição de Melhoria pela entrega do
aviso no endereço de notificação por ele mesmo indicado para o lançamento dos Impostos sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana.
§ 1º - O endereço de notificação, em caso de imóveis edificados, poderá ser aquele do local do imóvel.
§ 2º - Não sendo possível concluir a notificação na forma prevista no caput deste artigo, será essa
efetivada mediante publicação no Diário Oficial do Município.
I- para valores até R$ 342,04 (trezentos e quarenta e dois reais e quatro centavos), em 06
(seis) parcelas;
II - para valores entre R$ 342,04 (trezentos e quarenta e dois reais e quatro centavos) e R$
912,10 (novecentos e doze reais e dez centavos), em 12 (doze) parcelas;
III - para valores acima de R$ 912,10 (novecentos e doze reais e dez centavos), em 18
(dezoito) parcelas.
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§ 1º - As parcelas de que tratam este artigo terão vencimentos mensais e consecutivos e serão atualizadas
monetariamente na forma prevista para os demais tributos municipais.
§ 2º - Independentemente das condições dos incisos I, II e III, fica assegurado ao contribuinte o direito
ao parcelamento em até 24 (vinte e quatro) meses, mediante requerimento a ser efetuado até o
vencimento da 1ª parcela, com a anuência de representante da Secretaria de Economia e Finanças,
e desde que não importe em parcelas inferiores a R$ 22,80 (vinte e dois reais e oitenta centavos).
§ 3º - Os valores constantes mencionados nos incisos I, II e III e § 2º, deste artigo, são referentes a 2.008
e sujeitos à atualização monetária a cada 1º de janeiro pelo índice adotado para a atualização dos
demais tributos.
CAPÍTULO V
DO PLANO COMUNITÁRIO DE MELHORIAS
(Lei nº 5.481/07)
Art. 592 - Fica instituído o Plano Comunitário de Melhorias – PCM, a ser executado diretamente pela
população, observado o disposto neste Decreto.
Art. 593 - O plano comunitário de melhorias instituído no artigo anterior consiste em autorizar que a
população contrate diretamente a execução de determinadas obras e serviços de seu interesse com
empresas previamente cadastradas perante o Município e, conforme o caso, possuam o menor
preço dentre aqueles anualmente registrados pela Administração Pública Municipal em regular
processo de licitação.
§ 1°. Para os fins previstos neste Decreto, considera-se recapeamento de vias a aplicação de nova camada de
pavimento asfáltico sobre ou em substituição, por completo, à camada já existente.
§ 2°. É terminantemente vedada a realização de recuperação de vias mediante remendos, emendas ou supressão de
buracos ou falhas nelas existentes no regime do plano comunitário de melhorias.
§ 3°. Todas as obras e serviços de melhoria realizadas no regime do plano comunitário deverão observar as
normas técnicas dos órgãos municipais competentes.
§ 4 - Caberá aos órgãos municipais competentes determinar as especificações das obras e serviços de
melhoria por meio de projetos básicos e memoriais descritivos, aprovar os respectivos projetos
executivos, fiscalizar a execução das obras e serviços de melhoria realizadas nos moldes previstos
no presente Decreto, bem como receber, provisória e definitivamente, aquelas corretamente
executadas e concluídas.
Art. 595 - A autorização para realização das obras e serviços de melhorias será outorgada pela
Administração Municipal somente à empresa previamente cadastrada junto à Secretaria Municipal
de Obras.
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Parágrafo único - O cadastramento prévio das empresas aptas a executar melhorias pelo regime do Plano
Comunitário dependerá do preenchimento dos requisitos da habilitação jurídica, qualificação
técnica, qualificação econômico-financeira e regularidade fiscal, que observarão as normas gerais
emitidas pela União relativas a licitações e contratos administrativos vigentes.
Art. 596 - A autorização para execução de melhorias pelo regime do plano comunitário poderá ser concedida
desde que atendidos cumulativamente os seguintes requisitos:
I- adesão expressa dos proprietários ou possuidores a qualquer título dos imóveis situados
no local, via ou logradouro em que forem se realizar as obras e serviços de melhoria que
representem no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) do montante das mesmas;
II - os imóveis estejam em relação de continuidade uns em relação aos outros, sendo vedada
a fragmentação das obras e serviços de melhoria.
III - a empresa autorizada preste garantia no importe de 5% (cinco por cento) do valor orçado
das obras e serviços de melhoria, observadas quanto às formas de garantia possíveis o
disposto em ato administrativo, que observará necessariamente as disposições constantes
nas normas gerais vigentes emitidas pela União relativas a licitações e contratos
administrativos.
§ 1° - Havendo adesão expressa de todos os proprietários ou possuidores a qualquer título dos imóveis
situados no local, via ou logradouro em que se realizarem as obras e serviços de melhoria nos
moldes previstos nesta Lei, os mesmos receberão autorização para contratar qualquer uma das
empresas previamente cadastradas junto à Secretaria Municipal de Obras ou até mesmo a empresa
que possua o menor preço registrado junto à Administração Municipal, nos termos do parágrafo
único do art. 595 do presente Decreto, cabendo a opção aos interessados.
§ 2° - A empresa, que possuir o menor preço dentre aqueles anualmente registrados pela Administração
Pública Municipal em regular processo de licitação, poderá obter indicação da Administração dos
locais destinados à execução das melhorias de que trata o art. 594 do presente Decreto e
demonstrando o atendimento dos requisitos fixados no presente dispositivo receberá a respectiva
ordem de serviço para a execução das obras.
§ 3° - Os valores correspondentes aos percentuais das obras e serviços de melhoria que caberiam aos
proprietários ou possuidores não aderentes, nos termos do inciso I e do § 2º do presente artigo
serão executados pela mesma empresa contratada pelos aderentes mediante expedição de ordem de
serviço pela Administração Municipal, que arcará com os custos respectivos, evitando-se, assim,
por interesse público, o fracionamento da obra.
§ 4° - Nas hipóteses em que as obras e serviços de melhoria tiverem adesão apenas parcial e forem
realizadas nos termos do inciso I e parágrafos 2º e 3º do presente artigo, a Fazenda Municipal
cobrará dos proprietários ou possuidores não aderentes à realização das mesmas a respectiva
contribuição de melhoria em valores nunca inferiores aos que foram pagos pelos aderentes.
§ 5° - A garantia a que se refere o inciso III do presente artigo será levantada pela empresa autorizada
somente depois de transcorridos 6 (seis) meses contados da conclusão das obras e serviços de
melhoria, e quando prestada em dinheiro será devidamente atualizada de acordo com os índices de
correção oficiais do Município.
Art. 597 - A empresa que possuir o menor preço registrado junto à Administração Municipal ou os próprios
interessados na execução de obras e serviços de melhoria no regime previsto neste Decreto
deverão apresentar requerimento dirigido ao Prefeito Municipal, subscrito por proprietários ou
possuidores a qualquer título dos imóveis situados no local, via ou logradouro em que forem se
realizar as obras e serviços de melhoria que representem no mínimo 75% (setenta e cinco por
cento) do montante das mesmas.
Parágrafo único - Do requerimento deverão constar nome completo, número da cédula de identidade (RG ou RNE),
inscrição no cadastro nacional de contribuintes (CPF) ou no cadastro nacional de pessoas jurídicas
(CNPJ) do Ministério da Fazenda e endereço completo de cada um dos beneficiários.
Art. 598 - Tratando-se de adesão integral, nos termos do § 1º do art. 596 deste Decreto, a empresa autorizada
contratará diretamente com os interessados e responsabilizar-se-á pela obra, seu custo e forma de
pagamento, inclusive com relação a eventual inadimplência dos interessados, não arcando a
municipalidade com nenhum ônus, seja a que título for.
Art. 599 - Tratando-se de adesão parcial, nos termos do § 4º do art. 596 deste Decreto, será observado o
seguinte procedimento:
Parágrafo único - Nas hipóteses previstas no presente artigo, a Administração Municipal somente poderá autorizar a
realização da melhoria se houver previsão expressa nas leis orçamentárias municipais permitindo-
lhe assumir a respectiva parcela na execução das mesmas e desde que presente o interesse público,
avaliado única exclusivamente pela Administração com base em critérios de conveniência e
oportunidade, devidamente justificados.
Art. 600 - Tratando-se de obra ou serviço de recapeamento de vias a ordem de serviço somente será expedida
se demonstrada a adesão integral dos proprietários ou possuidores a qualquer título dos imóveis
situados no local, via ou logradouro em que forem se realizar as obras e serviços de melhoria.
Parágrafo único - Se a empresa demonstrar expressamente seu interesse em arcar com as despesas correspondentes
às parcelas dos não aderentes, não transferindo quaisquer ônus dessa sua conduta ao Município, a
ordem de serviço será regularmente expedida.
Art. 601 - Tratando-se de implantação ou de extensão da rede de iluminação pública, o interessado observará
o seguinte procedimento:
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Art. 602 - Todas as obras e serviços autorizados nos termos deste Decreto, depois de executadas e entregues,
passarão a integrar o patrimônio público municipal, devendo essa condição constar expressamente
das autorizações concedidas e do contrato particular celebrado entre os interessados e a empresa
autorizada e da ordem de serviço expedida pelo Município.
Art. 603 - A empresa que realizar a obra contratada, se obriga a fornecer carta de garantia dos serviços
realizados pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos ao Município, depois de concluída a mesma.
Art. 604 - Todas as especificações da autorização de que trata este Decreto constarão de termo próprio a ser
firmado entre o Executivo e a empresa autorizada.
Art. 605 - Nas vias e logradouros onde existam próprios públicos municipais, a Administração Municipal
sempre autorizará a realização das obras e serviços de melhoria, arcando com a sua respectiva
proporção na realização das mesmas, bem como com a parcela relativa aos não aderentes,
observadas quanto a estes as demais regras previstas neste Decreto.
Art. 606 - O Município não se responsabilizará pelas dívidas dos inadimplentes, nem pelos prejuízos que
venham eventualmente a ser causados em decorrência da execução dos contratos particulares
celebrados entre as Empresas autorizadas e os respectivos interessados.
§ 1° - A empresa autorizada e os aderentes terão plena liberdade no ajuste da forma de pagamento das
dívidas, sendo absolutamente vedada à empresa iniciar a cobrança das melhorias realizadas antes
da conclusão da obra e de seu efetivo recebimento pela Administração Municipal, sendo que este
não poderá, obrigatoriamente, ultrapassar o prazo de 30 (trinta) dias. Após o decurso desse prazo,
não tendo a Administração Municipal realizado o recebimento dos serviços, fica a empresa
autorizada a iniciar as respectivas cobranças.
§ 2° - O pagamento da parcela devida pela municipalidade se fará com estrita observância das normas
gerais emitidas pela União relativas a licitações, contratos administrativos e finanças públicas
vigentes.
Art. 607 - O regime do plano comunitário de melhorias disciplinado pelo presente Decreto, não exime o
Município do ônus de executar as obras e serviços de melhoramentos públicos previstos no art.
594 por conta de dotações orçamentárias próprias, ou sob empreitada, respeitado sempre o
interesse público, critérios de conveniência e oportunidade e licitação prévia, quando for o caso,
podendo em tais casos:
I- cobrar contribuição de melhoria dos diretamente favorecidos até o limite dos gastos com
as obras e serviços de melhoria ou;
II - conceder isenções tributárias sobre tais contribuições de melhoria, a serem estabelecidas
por leis específicas.
Art. 608 - O Município realizará anualmente licitação para manter registrados preços unitários das obras e
serviços de melhoria previstas nos incisos do art. 594 deste Decreto.
Art. 609 - Visando garantir a qualidade dos serviços a serem executados, deverá ser exigido pelo Poder
Público Municipal necessariamente o seguinte:
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E DAS ISENÇÕES
Art. 610 - Das certidões referentes à situação fiscal de qualquer imóvel constarão sempre os débitos relativos
à Contribuição de Melhoria.
Art. 611 - O processo administrativo tributário relativo à Contribuição de Melhoria, que se iniciará com a
impugnação do lançamento pelo sujeito passivo, obedecerá ao previsto no Título II da Parte Geral
deste Regulamento.
Art. 612 - Poderá ser concedida isenção e remissão da Contribuição de Melhoria (Leis nºs 3.930/95 e
4.103/96):
Parágrafo único - A concessão prevista neste artigo está sujeita à apreciação administrativa mediante requerimento
da associação ou entidade interessada, devendo ser observado o procedimento previsto no Título II
da Parte Geral deste Regulamento.
TITULO V
DA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO
DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA
(Lei nº 5.075/03 e Decreto nº 10.437/07)
Art. 613 - Fica instituída no âmbito do Município de Bauru a Contribuição para o Custeio do Serviço de
Iluminação Pública – CIP, de acordo com o artigo 149-A da Constituição Federal.
Art. 614 - A CIP objetiva prover de luz, ou claridade artificial, os logradouros públicos no período noturno
ou nos escurecimentos diurnos ocasionais, inclusive aqueles que necessitam de iluminação
permanente no período diurno.
Art. 615 - O fato gerador da CIP consiste na prestação de serviço de iluminação pública à coletividade no
território do Município.
Art. 616 - O sujeito passivo da CIP é o proprietário ou possuidor de imóveis com testada para a via pública
ou não, seja em perímetro urbano ou rural, beneficiados pela rede de energia elétrica.
Art. 617 - Será considerado para efeito de cálculo da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação
Pública o valor total do custo do serviço de iluminação pública, dividido pelo número de imóveis
beneficiados.
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§ 1º - O valor da contribuição para cada imóvel, após o rateio previsto no caput deste artigo, fica
limitado pelos seguintes parâmetros:
§ 5º - Fica vedado o uso da arrecadação da Contribuição de Iluminação Pública para outros fins que não
seja o emprego em iluminação pública.
Art. 618 - Fica garantida a iluminação pública, através de conjunto óptico, nas vias públicas onde já está
instalada a rede de energia elétrica, cujos loteamentos foram aprovados sem a exigência desta
benfeitoria por parte do loteador.
Art. 619 - O montante devido e não pago da CIP será inscrito na Dívida Ativa após 60 (sessenta) dias da
verificação da inadimplência.
§ 2º - Os valores da CIP não pagos no vencimento serão acrescidos de juros de mora, multa e correção
monetária, nos termos da legislação tributária municipal.
Art. 620 - As contas que apresentarem consumo de até 50 Kwh, medidas no prazo de 30 (trinta) dias ou
aproximado, ficam isentas do pagamento da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação
Pública.
Art. 621 - Fica criado o Fundo Municipal de Custeio do Serviço de Iluminação Pública, de natureza contábil,
com conta bancária vinculada e específica, e com administração pela Secretaria de Economia e
Finanças.
Parágrafo único - Para o Fundo deverão ser destinados todos os recursos arrecadados com a contribuição, a partir do
qual se farão os pagamentos respectivos e prestações de contas.
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TITULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 622 - O presente Regulamento será permanentemente atualizado, consolidando-se toda a legislação
tributária editada posteriormente a sua última publicação (art. 212 da Lei nº 5.172/66 – CTN).
Art. 623 - Será obrigatória a sua publicação no site oficial da Fazenda Municipal de Bauru (art. 549 do
Decreto nº 10.084/05).
Art. 624 - Este Decreto entrará em vigor 30 (trinta) dias após a sua publicação, revogando-se as disposições
em contrário, especialmente o Decreto nº 10.084, de 1º de setembro de 2005.
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ESTADO DE SÃO PAULO
ANEXO I
(DECRETO Nº 10645/08)
RESIDENCIAL HORIZONTAL
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01. LUXO
Edificações em terrenos de amplas dimensões, totalmente isoladas, satisfazendo a projetos arquitetônicos
exclusivos, caracterizando-se pela natureza excepcionalmente nobres e diferenciadas no que respeita aos
materiais e acabamentos empregados, personalizados para reforçar a intenção do projeto; estrutura de
concreto ou alvenaria, pintura acrílica sobre massa corrida ou com outros materiais mais requintados,
sanitários completos com azulejos até o teto; características requintadas nos demais materiais utilizados,
tanto no acabamento como nas instalações. Eventualmente podem ser encontrados os seguintes materiais
e equipamentos: vidro temperado, esquadrias de madeira nobre, mármore, granito, carpete, tábua corrida,
piso em porcelana ou outros similares, sistema aquecimento, área de lazer ampla e completa, piscina,
intercomunicador, portões eletrônicos, sistemas de alarme de segurança, individual ou coletivo.
02. FINO
Edificações em terrenos de amplas dimensões, totalmente isoladas, satisfazendo a projetos arquitetônicos
peculiares, demonstrando preocupação com a funcionalidade e harmonia entre os materiais utilizados;
estrutura de concreto ou alvenaria, pintura acrílica sobre massa corrida, eventualmente sanitários
completos com azulejos até o teto, piso de alta qualidade ou porcelanato; materiais de primeira qualidade,
utilizados tanto no acabamento como nas instalações. Eventualmente podem conter sistema de
aquecimento, piscina, área de lazer e portões eletrônicos.
03. SUPERIOR
Edificações isoladas podendo ser térreas ou com mais pavimentos, atendendo a projetos arquitetônicos
planejados no tocante à disposição interna dos ambientes; estrutura em alvenaria ou em madeira tratada,
pintura acrílica sobre massa corrida, forro de laje ou gesso, dotadas de um ou dois banheiros sociais;
eventualmente dependências para empregada, garagem ou abrigo para carro. Caracterizam-se pela
utilização de materiais construtivos e acabamentos de boa qualidade, podendo conter: esquadrias de
metal, carpete ou tacos, cerâmica esmaltada ou comum, placas de mármore, granito, ou similar, com
dimensões padronizadas.
04. MÉDIO
Edificações térreas ou assobradadas, podendo ser isoladas ou geminadas em um dos lados, apresentando
alguma preocupação com o projeto arquitetônico; estrutura mista de concreto e alvenaria ou somente
alvenaria, pintura simples, forro de laje, um ou dois banheiros sociais incompletos, garagem ou abrigo
para carro, caracterizando-se pela utilização de materiais construtivos convencionais e pela aplicação de
acabamentos de boa qualidade, porém padronizados e fabricados em série. Eventualmente podem ser
encontrados os seguintes materiais: esquadrias simples, cacos de cerâmica ou cerâmica comum, lajotão,
tacos, cimentado e portas lisas.
05. SIMPLES
Edificações térreas, geminadas ou não, estrutura de alvenaria simples com reboco, pintura simples sem a
utilização de massa corrida, forro de madeira, um único banheiro incompleto, característica simples nos
materiais utilizados, tanto no acabamento como nas instalações. Eventualmente podem ser encontrados os
seguintes materiais; esquadrias simples, cacos de cerâmica comum, tacos, cimentado.
06. RÚSTICO
Edificações sem preocupação com projeto, aparentemente sem utilização de mão de obra qualificada ou
acompanhamento de profissional habilitado; estrutura de alvenaria sem revestimento ou estrutura de
madeira simples, ausência de forro ou eventualmente forro de madeira, um único banheiro incompleto,
caracterizando-se pelo uso apenas de materiais construtivos, de instalações e de acabamentos
indispensáveis e com piso cimentado ou caco de cerâmica.
RESIDENCIAL VERTICAL
PRÉDIOS RESIDENCIAIS
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1.1– LUXO
Edifícios com linhas arquitetônicas exclusivas e estilo diferenciado, atendendo a projeto arquitetônico
singular, com áreas privativas e sociais amplas e bem planejados, caracterizados pela natureza
excepcionalmente nobre dos materiais e dos revestimentos utilizados. Elevadores de marca reputada, com
acessos e circulação independentes para a parte social e de serviço. Saguão social amplo e pé direito
elevado, dotado de materiais acabamento e decoração esmerados e controlalado com sistemas de
vigilância por TV. Áreas externas com grandes afastamentos, planejadas e atendendo projeto paisagístico,
em geral contendo área de lazer completa. Fachadas com tratamento arquitetônico em concreto aparente
ou revestimentos com massa raspada, massa texturizada, granito ou material equivalente.
Unidades amplas, normalmente uma por andar, podendo ser duplex ou [Link] ter três ou mais
vagas de estacionamento por unidade, além de outras para visitantes.
Caracterizam-se pela natureza excepcionalmente nobre e diferenciada das instalações e dos materiais de
acabamento empregados, geralmente personalizados e caracterizados por trabalhos especiais,
1.2– FINO
Edifícios exibindo linhas arquitetônicas [Link] compostos por um único apartamento
por andar, podendo ser duplex. Elevadores de primeira linha com circulação independente para a parte
social e de serviço, ambos com acesso direto aos sub-solos. Hall social amplo com materiais de
acabamento e de decoração esmerados e pé-direito elevado, dotado de guarita e sistema especial de
segurança. Áreas externas com grandes afastamentos, planejadas e com tratamento paisagístico especial,
geralmente complementadas com área de lazer completo. Fachadas dotadas de tratamentos especiais em
concreto aparente, massa raspada, texturizada, granito ou material equivalente.
Unidades com pelo menos quatro dormitórios ( pelo menos duas suítes), podendo ter três vagas de
estacionamento, eventualmente acrescidas de outras para visitantes.
Caracterizam-se pela utilização de materiais construtivos e acabamentos especiais, tanto nas áreas
privativas como nas de uso comum.
1.3– SUPERIOR
Edifícios atendendo a projeto arquitetônico com soluções planejadas tanto na estética das fachadas como
na distribuição interna dos apartamentos, em geral dois por andar. Dotados de dois ou mais elevadores (
social e serviço), geralmente com acessos e circulação independentes. Hall social não necessariamente
amplo, porém com revestimentos e elementos de decoração de bom padrão.Áreas externas com grandes
afastamentos e jardins, podendo ou não conter área de lazer (salão de festas, quadras de esportes, piscinas,
etc.). Fachadas com pintura sobre massa corrida, massa texturizada ou cerâmica; eventualmente
combinados com detalhes em granito ou material equivalente.
Unidades contendo duas ou mais vagas de estacionamento.
Caracterizam-se pela utilização de materiais construtivos e acabamentos de bom padrão e qualidade, tanto
nas áreas privativas com nas de uso comum.
1.4– MÉDIO
Edifícios com até quatro pavimentos, apresentando alguma preocupação com a forma e funcionalidade
arquitetônica, principalmente no tocante à distribuição interna das unidades, em geral, quatro por andar,
sem elevador. As áreas comuns apresentam acabamentos de padrão médio e podem conter salão de
festas e guarita. Fachadas com pintura sobre massa corrida ou texturizada, ou com aplicação de pastilhas,
cerâmicas, ou equivalentes.
Unidades contendo uma vaga de garagem por unidade.
Caracterizam-se pela utilização de materiais construtivos e acabamentos de boa qualidade, porém
padronizados e fabricados em escala comercial, tanto nas áreas privativas como nas de uso comum.
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1.5– SIMPLES
Edifícios com até quatro pavimentos, sem elevadores, satisfazendo a projeto arquitetônico simples. Hall
de entrada e corredores com dimensões reduzidas e acabamento simples, Podendo ter portaria .
Eventualmente pode haver espaço para estacionamento contendo vagas de uso coletivo. Fachadas sem
tratamentos especiais, normalmente pintadas a látex sobre emboço ou reboco, podendo ter aplicação de
pastilhas, cerâmica ou equivalente.
Caracterizam-se pela utilização de acabamentos econômicos, porém de boa qualidade, tanto nas áreas
privativas como nas áreas de uso comum.
1.6– GARAGENS
As garagens de prédios, integrantes do corpo principal ( sub-solos ou térreo) , possuindo as seguintes
características: sem revestimentos no teto; com pisos cimentados ou de concreto simples desempenado.
As paredes internas, poderão conter revestimento simples, com ou sem barra impermeável e pintura a
base látex . Instalações sanitárias e elétricas simples.
COMERCIAL
IMÓVEIS COMERCIAIS OU MISTO COM UM OU MAIS PAVIMENTOS
2.1 – ALTO
Edifícios atendendo a projeto arquitetônico especial. Hall social amplo e com elementos decorativos de
qualidade, dotados de elevadores de padrão superior. Normalmente duas ou mais vagas de
estacionamento por unidade e eventualmente para visitantes, Fachadas tratadas com material de
qualidade, como alumínio, revestimento de cerâmica, massa texturizada e caixilhos amplos.
Caracterizam-se pela utilização de itens construtivos e acabamentos de boa qualidade, tanto nas áreas
privativas como nas de uso comum.
2.2– MÉDIO
Edifícios com quatro ou mais pavimentos, atendendo a projeto arquitetônico simples, compreendendo
salas ou conjunto de salas de dimensões médias, dotadas de banheiros privativos. Hall de entrada não
necessariamente amplo, dotado de portaria e elementos decorativos simples. Quando existentes , os
elevadores são de padrão médio. Fachadas com aplicação de pastilhas, texturas ou equivalentes e
caixilhos de ferro, de alumínio ou similar, observando vãos de dimensões médias.
Caracterizam-se pela utilização de itens construtivos e acabamentos de qualidade, mas padronizados em
escala comercial, tanto nas áreas privativas, como nas de uso comum.
2.3– BAIXO
Edificações térreas ou com mais pavimentos, executadas obedecendo à estrutura convencional e sem
preocupação com a funcionalidade ou estilo arquitetônico. Não possuem elevador e normalmente não
dispõem de espaço para [Link] andares usualmente são subdivididos em salas com
dimensões reduzidas, geralmente dotadas de banheiros coletivos no andar, com instalações sumárias e
com aparelhos sanitários básico, de modelo simples. O térreo pode apresentar destinações diversas, tais
como salões, oficinas ou lojas, sendo o acesso aos andares superior feito através de escadas ou corredores
estreitos. Fachadas sem tratamento arquitetônico, normalmente, e pintadas a látex sobre emboço ou
reboco, combinadas com caixilhos do tipo econômico, fabricados com material de qualidade inferior.
Caracterizam-se pela utilização de poucos acabamentos, tanto nas áreas privativas como nas de uso
comum.
INDUSTRIA E FÁBRICA
3.1 – ALTO
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Com um pavimento ou mais, pé-direito elevado e vãos de grandes proporções, utilizando estruturas
especiais metálicas, de concreto pré-moldado ou armado no local. Coberturas metálicas ou telhas pré-
moldadas de concreto protendido. Fachadas com tratamento arquitetônico, utilizando painéis de vidro,
pintura a látex, revestimento cerâmico ou outros materiais. Áreas externas com tratamento paisagístico,
pavimentação, tendo como dependências acessórias vagas de estacionamento, guarita, plataforma de
carga e descarga, dentre outras.
Caracterizam-se pela aplicação de materiais de acabamentos especiais.
3.2 – MÉDIA
Com um pavimento ou mais, projetadas para vãos, em geral, superiores a dez metros, utilizando estruturas
metálicas ou de concreto pré-moldado ou armado no local. Coberturas metálicas ou telhas pré-moldadas
de concreto protendido. Fachadas com tratamento arquitetônico simples, pintadas a látex, com
revestimento de cerâmica ou outros materiais.
Áreas externas com piso cimentado ou concreto simples, podendo ter partes ajardinadas.
Caracterizam-se pela aplicação de materiais de acabamentos econômicos.
3.3 – BAIXO
Com um só pavimento e vãos de pequenas proporções, podendo chegar até dez metros, fechamentos com
alvenaria de tijolos ou blocos de concreto, podendo ou não ser totalmente vedados. Cobertura com telha
de barro, metálicas ou de fibrocimento, sob estrutura de madeira ou metálica, sem forro. Fachadas sem
revestimentos, podendo ser pintadas a látex sobre emboço ou reboco.
Caracterizam-se pela utilização apenas de materiais de acabamentos essenciais.
4.1 – ALTO
Com um pavimento ou mais, pé-direito elevado e vãos de grandes proporções, utilizando estruturas
especiais metálicas, de concreto pré-moldado ou armado no local. Coberturas metálicas ou telhas pré-
moldadas de concreto protendido. Fachadas com tratamento arquitetônico, utilizando pintura a látex,
revestimento cerâmico ou outros materiais. Áreas externas com tratamento paisagístico, pavimentação,
tendo como dependências acessórias ,vagas de estacionamento e guarita.
Caracterizam-se pela aplicação de materiais de acabamentos especiais.
4.2 - MÉDIO
Com um pavimento , projetadas para vãos, em geral, inferiores a dez metros, utilizando estruturas
metálicas ou de concreto armado no local. Coberturas metálicas ou telhas pré-moldadas de concreto
protendido. Fachadas com tratamento arquitetônico simples, pintadas a látex, com revestimento de
cerâmica ou outros materiais.
Áreas externas com piso cimentado ou concreto simples, podendo ter partes ajardinadas.
Caracterizam-se pela aplicação de materiais de acabamentos econômicos.
4.3 – BAIXO
Com um só pavimento e vãos de pequenas proporções, podendo chegar até dez metros, fechamentos com
alvenaria de tijolos ou blocos de concreto, podendo ou não ser totalmente vedados. Cobertura em telha de
barro, metálicas ou de fibrocimento, sob estrutura de madeira ou metálica, sem forro. Fachadas sem
revestimentos, podendo ser pintadas a látex sobre emboço ou reboco.
Caracterizam-se pela utilização apenas de materiais de acabamentos essenciais.
EDIFICAÇÕES ESPECIAIS
A. PRESTADOR DE SERVIÇOS
B. INSTITUCIONAL
Espaços destinados à educação, lazer, cultura, assistência social, culto religioso ou administração pública.
5.1 – ALTO
Edifícios contendo áreas de uso comum com grandes dimensões. Estrutura de concreto, aço ou alvenaria.
Materiais de primeira qualidade, acabamento fino, instalações elétrica e hidráulica completas e de
qualidade. Eventualmente podem ser encontrados os seguintes materiais e equipamentos : esquadrias de
madeira ou metal especial, mármore, granito, carpete, cerâmica e sistema de segurança.
5.2 – MÉDIO
Edifícios contendo áreas de uso comum com dimensões médias. Estrutura de concreto ou alvenaria,
materiais de boa qualidade, acabamento médio, instalações elétrica e hidráulicas completas.
Eventualmente podem ser encontrados os seguintes materiais: esquadrias de madeira ou metal, carpete,
cerâmica, cimentado.
5.3 – BAIXO
Edifícios contendo áreas de uso comum com dimensões reduzidas. Estrutura de concreto ou alvenaria,
materiais de média qualidade, acabamento médio, instalações elétrica e hidráulicas econômicas e
reduzidas. Eventualmente podem ser encontrados os seguintes materiais: esquadrias metal simples,
cerâmica, cimentado.
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ESTADO DE SÃO PAULO
2 835 27 a 32 0,3994
3 57 25 0,4129
3 57 27 0,4164
3 57 26 0,4209
1 69 30,32,34 0,421
2 203 19,21,25,27,29,31,33,35,37,39,41,43,45,47,49,51,53,55 0,421
2 216 74,75 0,4216
2 379 127 0,4244
1 64 70 0,4257
1 69 29 0,4272
2 203 18,20,22,24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,50,52,54,56 0,4275
2 572 34,36,37,39,40,42,43,45,46,48,49,51 0,4278
2 622 6,20 a 40 0,4299
1 64 54 0,4376
2 840 83 0,4401
2 840 84 0,4491
2 833 45 0,4524
3 1088 10 a 41 0,454
2 621 28,39 0,4548
3 658 18 a 81 0,4551
1 30 160 0,4557
1 64 30 a 34 0,4574
1 64 35,36,37 0,4575
1 64 62 0,4592
1 64 39 a 45 0,4606
1 64 71 a 77 0,4639
2 908 77,79,81,83,85,87,89,91,93,95,97,99 0,468
1 64 63 a 69 0,4717
1 35 45,46,47,54,55 0,4732
2 203 13 0,4736
1 64 46 0,4781
2 908 78,80,82,84,86,88,90,92,94,96,98,100 0,4791
4 260 32,40,44,47,48 0,4809
2 908 45 0,4831
1 35 56 0,4849
3 280 35 0,4853
3 1635 341,557 0,488
2 426 18 a 32 0,4893
3 1635 496 0,4896
2 658 55 0,49
1 64 38 0,4904
2 837 200 a 211 0,4909
2 208 111,112,114 a 125 0,494
2 684 6,11,14,15,18,19,22,23,26,27 0,4947
5 96 19 a 30 0,4957
3 215 30,31,34,35,38,39 0,4962
2 421 139 0,4972
2 421 141 0,4972
2 908 8,23,25,27,29,31,33,35,37,39,41,43,45,47 0,4973
3 164 6,26 a 28 0,4973
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2 342 55 a 63 0,4999
2 328 33 0,5002
2 835 39 a 44 0,5011
2 624 147 0,5025
3 215 28,29,634 0,508
4 260 34,41,45,49,50 0,5103
2 624 146 0,511
2 359 76,77 0,5122
1 64 47 0,513
2 768 22,24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48,50,52,54,56,58, 0,5154
2 768 60,62,64,66,68 0,5154
2 835 64,67,68,75,76,79,80,87,88,91,92,99,100,107 0,517
2 141 31 a 34 0,5172
1 64 55 a 61 0,5187
3 1635 277 0,5194
2 908 101,103,105,107,109,111,113,115,117,119,121, 123 0,52
2 426 56,58 a 71 0,5221
2 684 12,13,16,17,20,21,24,25,28,29 0,5227
3 1635 290 0,5232
2 908 24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48 0,5238
1 64 48 a 53,63 0,5248
2 768 21,23,25,27,29,31,33,35,37,39,41,43,45,47,49,51,53,55,57, 0,5251
2 768 59,61,63,65,67 0,5251
2 908 40 0,5321
2 853 125,137 0,5323
2 908 102,104,106,108,110,112,114,116,118,120,122, 124 0,5324
2 684 30,31 0,5326
2 421 137 0,5352
2 374 35 a 40 0,5368
4 260 26,28,31,35,36,39,43,51 0,5387
2 421 138,14 0,5397
2 326 21,22,31,32 0,5405
3 1635 342 a 372,558 a 588 0,541
3 1635 84 0,5411
2 293 44 a 52 0,5417
2 141 35 0,5418
3 1635 497 a 527 0,5429
3 215 75,76 0,5433
3 1635 175 0,5436
2 421 136,143 0,5453
2 621 133,136,139,145,147 0,5461
2 621 59 0,5468
2 420 24 a 30, 32 a 38, 40 a 46, 48 a 54 0,547
3 185 17 0,5478
2 684 32,33 0,5484
2 833 57 0,5485
1 19 20,21,26,27,32,33,38,39 0,5495
2 421 142 0,5501
2 172 25,26,29,30,33,34,37,38,41,42,45,46,49,50,53,54,57,58 0,5504
2 436 99 a 110 0,5535
155
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
156
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
157
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
158
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
159
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
160
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU
ESTADO DE SÃO PAULO
1 85 23,27,31,35,39,43,47,51,55,59,63,67 e 71 0,7963
2 294 35,36,41,42,44 e 50 0,7964
3 390 187 0,8018
3 280 20 0,8019
2 834 27,28,31,32,35,36,39,40,43,44,47,48,51,52,55,56,59,60, 0,8039
2 834 63,64,67,68,71,72,75,76,79,80,83,84,87,88,91 e 92 0,8039
3 280 25,29,33 0,8046
2 294 34 0,8057
3 85 9,27 a 58 0,8058
2 513 24 a 63 0,8062
2 687 1,4 a 17 0,807
2 208 22 a 65 0,8077
2 392 30 0,8093
3 302 44 0,8109
2 377 103 a 154 0,812
2 840 220,221 0,8122
2 840 214,215 0,8133
3 1042 29 a 58 0,8136
2 137 33,35,37,41,43,45,47,49,51,53,55,57 e 59 0,814
2 292 270 a 405 0,8156
3 280 22 0,8184
2 834 29,30,33,34,37,38,41,42,45,46,49,50,53,54,57,58,61,62, 0,8197
2 834 65,66,69,70,73,74,77,78,81,82,85,86,89,90,93 e 94 0,8197
1 66 49 0,8252
2 663 38,39,42 a 45 0,8257
2 233 34,35,36,37,41,45 e 49 0,8265
3 939 19,22 0,8308
2 764 21 a 54,56 a 76 0,8331
1 65 41 0,8345
3 236 32 a 61, 93 0,8348
5 215 108 a 137 0,8351
2 272 25,30,33,34,37 e 38 0,8371
2 840 67,154,155,158,159,162,163,166,167,170,171, 174,175, 0,8379
2 840 178,179,182,183,186,187,190,191,194,195,198,199,202, 0,8379
2 840 203,206,207,210 e 211 0,8379
2 840 216 e 217 0,8388
2 254 98 a 116 0,839
3 216 145,148,149,152,153,156,157,160,161,164,165, 168,169, 0,8394
3 216 172,173,176,177,180,181,184,185,188,189,192, 193,196 0,8394
2 538 281,282,283 e 284 0,8422
2 538 365,366,367,368,437,438,439,440 0,8435
2 544 1,4 a 70 0,8437
2 254 117 0,8449
3 86 28 a 59 0,845
5 1249 91 a 122 0,8456
2 392 23,26,27 0,8468
2 183 94 0,8469
2 318 20 a 37 0,8476
2 837 31 a 70 0,8481
2 379 97 a 120,122,123,125,126,128 a 135 0,8488
161
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1 19 17 1,1267
3 1636 1 a 48 1,1311
2 705 50,55,56,61,62,67 1,1332
2 208 126 1,1454
3 183 40,42,44,46,48,50,52,53,54,55,56,58,60,62,64 1,149
2 653 152 a 181 1,1494
3 103 22 a 27 1,1497
2 826 15 1,1559
3 183 116,121,122,126,127,128,130,131,138,141,142,143,144 1,1578
3 110 79 a 142 1,1603
3 183 41,43,45,47,49,51,57,59,61,63,65,66,67,68,69,70 a 87 1,1636
1 65 53 1,165
3 103 62,63,66,69,73,93,94,97,101 1,1656
5 592 154 1,1752
3 1636 241 a 400 1,1754
1 65 52,55,58,66,73,79 1,1775
1 66 28 1,1776
2 210 23 a 72 1,1833
2 414 26,27,28,31,32,33,36,37,38,41,42,43 1,1872
2 249 36,37,38,39,41,42,43,44,45,46,47 1,1876
3 302 27 1,1887
2 414 25,29,30,34,35,39,40,44 1,1888
3 712 47 1,1928
1 85 26,30,34,38,42,46,50,54,58,62,66,70 1,1988
3 712 21 a 46,48,49,50,51,52 1,1996
3 110 5,16 a 78 1,2094
2 394 38,39,40,41,42,43,44,45,50,51,52,53,54,55,56,57,62,63, 1,2098
2 394 64,65,66,67,68,69,74,75,76,77,78,79,80,81,86,87,88,89,90, 1,2098
2 394 91,92,93,98,99,100,101,102,103,104,105 1,2098
1 47 24 1,2112
3 1637 4 a 35 1,2131
1 65 36 1,2157
2 394 36,37,46,47,48,49,58,59,60,61,70,71,72,73,82,83,84,85, 1,2163
2 394 94,95,96,97,106,107 1,2163
1 65 85 1,2192
1 65 54,57,60,61,63,64,67,70,72,75 1,221
5 766 26 1,2265
2 96 32,33 1,2289
1 77 39 1,2292
5 600 47,53 1,2334
1 65 76 1,2349
3 1010 22,24,25,26,27,29,30,31,32,34,35,36,37,39,40,41,42,44, 1,2352
3 1010 45,46,47,49,50,51,52,54,55,56,57,59,60,61,62,64,65,66,67, 1,2352
3 1010 69,70,71,72,74,75,76,77,79,80,81,82,84,85,86,87,89,90,91 1,2352
3 1636 49 a 240 1,2356
5 600 50 1,2373
1 59 10,13,16,19,22,25,28 1,2382
5 1249 596 1,2385
1 65 86,89,90,91, 1,2407
2 294 62 1,2407
165
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1 19 16,19,22,25,28,31,34,37 1,5087
3 101 37,41,45 1,5351
2 374 24 1,5399
3 280 5 1,5403
3 101 27,31,35 1,541
3 101 24,28,32 1,5454
3 101 25,26,29,30,33,34,36,39,40,43,44,47 1,5653
3 1637 564 a 643 1,5756
2 409 29 1,5977
2 764 55 1,6052
2 409 30 1,6155
2 826 12 1,6394
3 1637 466 1,6394
1 59 8,11,14,17,20,23,26 1,6542
3 344 1 1,6598
2 826 16,19,22 1,664
3 183 23,24,25,26,29,30,31,32,35,36,37,38 1,6683
2 359 37 1,6793
3 90 28 a 91 1,7008
3 110 71 1,7186
2 826 14,17,18,20,23 1,8002
2 826 13 1,8297
3 98 25 a 32,35 a 52 1,8766
3 557 38 1,8818
1 19 40 1,9396
2 249 40 1,9861
1 12 74 2,0646
2 213 8,21 a 37 2,0658
1 43 33 2,0678
1 65 62 2,0708
1 65 56,59,65,68,74,77,80 2,0902
1 65 71 2,0988
1 19 172 2,1537
3 183 137 2,327
1 54 27 3,7109
3 939 40 5,5306
3 344 88 5,941
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A N E X O II
(DECRETO Nº 10645/08)
PARA A TRIBUTAÇÃO DO
IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA
ITEM ALÍQUOTAS
SERVIÇOS
TRIBUTÁVEIS
Ad valorem Específicas
% mensal Valores fixos
sobre o preço em R$ por
do serviço trimestre
1 Serviços de informática e congêneres.
1.01 Análise e desenvolvimento de sistemas. 2,00 R$ 137.38
1.02 Programação. 2,00 R$ 137.38
1.03 Processamento de dados e congêneres. 2,00 R$ 137.38
1.04 Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos 2,00
eletrônicos. R$ 137.38
1.05 Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de 2,00
computação.
1.06 Assessoria e consultoria em informática. 2,00 R$ 137.38
1.07 Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e 2,00
manutenção de programas de computação e bancos de dados. R$ 137.38
1.08 Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas 2,00
eletrônicas. R$ 137.38
2 Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza. R$ 137.38
2.01 Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza. 2,00 R$ 137.38
3 Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e
congêneres.
3.01 Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda. 2,00
3.02 Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios 2,00
virtuais, stands, quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas
de espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres, para
realização de eventos ou negócios de qualquer natureza.
3.03 Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão 5,00
de uso, compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos
e condutos de qualquer natureza.
3.04 Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso 2,00
temporário.
4 Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.
4.01 Medicina e biomedicina. 2,00 R$ 137.38
4.02 Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, 2,00
quimioterapia, ultra-sonografia, ressonância magnética, radiologia,
tomografia e congêneres. R$ 137.38
4.03 Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de 2,00
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paisagismo e congêneres.
7.02 Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras 2,00
de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras
semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação,
drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a
instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos .
7.03 Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos 2,00
organizacionais e outros, relacionados com obras e serviços de
engenharia; elaboração de anteprojetos, projetos básicos e projetos
executivos para trabalhos de engenharia. R$ 137.38
7.04 Demolição. 2,00
7.05 Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos 2,00
e congêneres.
7.06 Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas, 2,00
revestimentos de parede, vidros, divisórias, placas de gesso e
congêneres, com material fornecido pelo tomador do serviço.
7.07 Recuperação, raspagem, polimento e lustração de pisos e congêneres. 2,00
7.08 Calafetação.
7.09 Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, 2,00
separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos
quaisquer.
7.10 Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, 2,00
imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres.
7.11 Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda de árvores. 2,00 R$ 137.38
7.12 Controle e tratamento de efluentes de Qualquer natureza e de agentes 2,00
físicos, químicos e biológicos.
7.13 Dedetização, desinfecção, desinsetização, imunização, higienização, 2,00
desratização, pulverização e congêneres.
7.14 Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres. 2,00
7.15 Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres. 2,00
7.16 Limpeza e dragagem de rios, portos, canais, baías, lagos, lagoas, 2,00
represas, açudes e congêneres.
7.17 Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de engenharia, 2,00
arquitetura e urbanismo. R$ 137.38
7.18 Aerofotogrametria (inclusive interpretação), cartografia, mapeamento, 2,00
levantamentos topográficos, batimétricos, geográficos, geodésicos,
geológicos, geofísicos e congêneres. R$ 137.38
7.19 Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação, 2,00
testemunhagem, pescaria, estimulação e outros serviços relacionados
com a exploração e explotação de petróleo, gás natural e de outros
recursos minerais.
7.20 Nucleação e bombardeamento de nuvens e congêneres. 2,00
8 Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional,
instrução, treinamento e avaliação pessoal de qualquer grau ou
natureza.
8.01 Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio e superior. 2,00 R$ 137.38
8.02 Instrução, treinamento, orientação pedagógica e educacional, avaliação 2,00
de conhecimentos de qualquer natureza. R$ 137.38
9 Serviços relativos a hospedagem, turismo, viagens e congêneres.
9.01 Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service 2,00
condominiais, flat, apart-hotéis, hotéis residência, residence-service,
suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres;
ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o valor da
alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da diária, fica sujeito
ao Imposto Sobre Serviços).
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congêneres.
12.16 Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows, 2,00
concertos, desfiles, óperas, competições esportivas, de destreza
intelectual ou congêneres.
12.17 Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer 2,00
natureza.
13 Serviços relativos a fonografia, fotografia, cinematografia e
reprografia.
13.01 Fonografia ou gravação de sons, inclusive trucagem, dublagem, 2,00
mixagem e congêneres.
13.02 Fotografia e cinematografia, inclusive revelação, ampliação, cópia, 2,00
reprodução, trucagem e congêneres. R$ 137.38
13.03 Reprografia, microfilmagem e digitalização. 2,00
13.04 Composição gráfica, fotocomposição, clicheria, zincografia, litografia, 2,00
fotolitografia.
13.05 Confecção de impressos para uso em processamento de dados. 2,00
14 Serviços relativos a diversos bens.
14.01 Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, 2,00
restauração, blindagem, manutenção e conservação de máquinas,
veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer
objeto. R$ 68.71
14.02 Assistência técnica. 2,00 R$ 68.71
14.03 Recondicionamento de motores. 2,00 R$ 68.71
14.04 Recauchutagem ou regeneração de pneus. 2,00 R$ 68.71
14.05 Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, 2,00
beneficiamento, transformação, lavagem, secagem, tingimento,
galvanoplastia, anodização, corte, recorte, polimento, plastificação e
congêneres, de quaisquer objetos. R$ 68.71
14.06 Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, 2,00
inclusive montagem industrial, prestados ao usuário final,
exclusivamente com material por ele fornecido. R$ 68.71
14.07 Colocação de molduras e congêneres. 2,00 R$ 137.38
14.08 Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres. 2,00 R$ 137.38
14.09 Alfaiataria e costura. 2,00
14.10 Tinturaria e lavanderia. 2,00
14.11 Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral. 2,00 R$ 68.71
14.12 Funilaria e lanternagem. 2,00 R$ 68.71
14.13 Carpintaria e serralheria. 2,00 R$ 68.71
15 Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive
aqueles prestados por instituições financeiras autorizadas a
funcionar pela União ou por quem de direito.
15.01 Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito 5,00
ou débito e congêneres, de carteira de clientes, de cheques pós-datados
e congêneres.
15.02 Abertura de contas em geral, inclusive conta-corrente, conta de 5,00
investimentos e aplicação e caderneta de poupança, no País e no
exterior, bem como a manutenção das referidas contas ativas e inativas.
15.03 Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, 5,00
de terminais de atendimento e de bens e equipamentos em geral.
15.04 Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de 5,00
idoneidade, atestado de capacidade financeira e congêneres.
15.05 Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e 5,00
congêneres, inclusão ou exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques
sem Fundos – CCF ou em quaisquer outros bancos cadastrais.
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7 SERVIÇOS JURÍDICOS,
TÉCNICO PROFISSIONAIS E
ARTÍSTICOS
7010 Profissionais liberais autônomos (até R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97
dois empregados)
- por empregado, a partir do 3º R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65
(terceiro)
7020 Outros Profissionais Autônomos (até R$ 27.15 R$ 27.15 R$ 27.15 R$ 27.15
dois empregados)
- por empregado, a partir do 3º R$ 11.30 R$ 11.30 R$ 11.30 R$ 11.30
(terceiro)
8 MEDICINA, ODONTOLOGIA E
VETERINÁRIA
8010 Hospitais, Sanatórios, Ambulatórios,
Pronto Socorro, Bancos de Sangue,
Casa de Saúde, de Recuperação ou
Repouso por orientação médica,
Clínicas e Laboratórios de Análise e
Eletricidade Médica (em geral)
- Como as fábricas
8011 - Entidades e estabelecimento sem
finalidade lucrativa
Como as fábricas com redução de
50%
8020 Institutos Psicotécnicos R$ 135.90 R$ 135.90 R$ 135.90 R$ 135.90
8030 Clínica e profissional autônomo de R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97
medicina (até dois empregados)
- por empregado, a partir do 3º R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65
(terceiro)
8040 Clínica e profissional autônomo de R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97
odontologia (até dois empregados)
- por empregado, a partir do 3º R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65
(terceiro)
8050 Outros profissionais liberais de R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97
saúde humana (até dois empregados)
- por empregado, a partir do 3º R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65
(terceiro)
8060 Clínica profissional autônomo R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97 R$ 67.97
veterinária (até dois empregados)
- por empregado, a partir do 3º R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65 R$ 22.65
(terceiro)
8070 Outros serviços de saúde humana R$ 135.90 R$ 135.90 R$ 135.90 R$ 135.90
9 INSTALAÇÃO E MONTAGEM
DE BENS
9010 Instalações e montagens industriais,
comerciais, de escritórios,
residenciais, de equipamentos,
máquinas e aparelhos, e de linhas e
fontes de transmissão de energia
elétrica ou de telefone
- Como as indústrias R$135,90
9020 Profissionais autônomos ligados aos R$ 27.15 R$ 27.15 R$ 27.15 R$ 27.15
serviços de instalação e montagem,
exceto engenheiros (até dois
empregados)
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Outros serviços
18030 R$22.65 R$22.65 R$22.65 R$22.65
Guarda-noturno, Vigilante,
Desentupidor de Esgotos e Fossas,
Balconista (trabalho temporário),
Artista Circense, Detetive Particular,
Músico, Garçom
Outros Serviços sociais e de
artesanato de pequeno valor
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0 a 300 m2 R$ 515.83
301 a 500 m2 R$ 928.55
501 a 1000 m2 R$ 1,341.25
Acima de 1000 m2 R$ 1,753.97
3 Parcelamento do solo
3.1 Diretriz para desmembramento, loteamento, condomínio
ou conjuntos residenciais por m2 de gleba. R$ 0.02
3.2 Loteamento, condomínio ou conjunto residencial
(aprovação ou alteração):
Gleba de até 15.000 m2 – preço único R$ 412.69
Gleba maior que 15.000 m2 – por m2 R$ 0.03
3.3 Desmembramento - por m2 R$ 0.02
3.4 Desdobro de lote- por lote R$ 24.75
3.5 Projeto de galeria de águas pluviais
Diretrizes – preço único R$ 309.53
Aprovação de projeto – por m2 de gleba R$ 0.02
Nota Em projetos de Interesse Social (financiados por
programas oficiais) desconto de 50% no item 3
4 HABITE-SE
Até 70 m2 (único imóvel – Lei 4307/98) ISENTO
1 a 120 m2 R$ 123.80
121 a 240 m2 R$ 247.62
241 a 360 m2 R$ 371.42
361 a 500 m2 R$ 495.22
501 a 750 m2 R$ 742.85
751 a 1000 m2 R$ 1,107.83
1001 a 3000 m2 R$ 2,476.17
3001 a 5000 m2 R$ 4,952.36
acima de 5000 m2 R$ 7,428.54
Habitações de interesse social (núcleos, conjuntos
residenciais, condomínios) desconto de 70% sobre a tabela
acima.
5 DIVERSOS
5.1 Demolição – preço único R$ 80.46
5.2 Alinhamento
Rua sem pavimentação – por ml R$ 18.56
Rua com pavimentação – por ml R$ 9.28
5.3 Substituição de projeto de edificação (anterior a concessão
do habite-se):
Mantendo área original – preço único R$ 80.45
Excedente a área original será determinada em função das
tabelas dos itens especificados.
5.4 Transferência de proprietário ou responsável técnico R$ 80.45
5.5 Autenticação de planta R$ 80.45
5.6 Revalidação R$ 80.45
5.7 Cópia heliográfica de loteamento e da cidade – por m2. R$12.37
5.8 Registros de profissionais R$ 30.93
5.9 Abertura de valas
Vala de 1,00 m de profundidade e reaterro – por m2 R$ 70.15
Vala de 1,00 m de profundidade, reaterro e restauração da
pavimentação asfáltica – por m2 R$ 146.49
Recapeamento asfáltica – por m2 R$ 39.20
5.10 Rebaixamento ou erguimento de guia:
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A N E X O III
(DECRETO Nº )
Sumário
1 Objetivo
2 Aplicação
3 Referências normativas
4 Definições e Conceitos
5 Procedimentos
ANEXOS
A Cargas de incêndio específicas por ocupação.
B Método para levantamento da carga de incêndio específica.
1 Objetivo
1.1 – Estabelecer valores característicos de carga de incêndio nas edificações e áreas de risco, conforme a
ocupação e uso específico.
2 Aplicação
2.1 As cargas de incêndio constantes desta instrução aplicam-se às edificações e áreas de riscos para
classificação do risco e determinação do nível de exigência das medidas de segurança contra incêndio,
conforme prescreve o contido no Decreto Estadual nº 46076/01.
4 Definições e conceitos
4.1 Definições
Para efeito desta Instrução Técnica, aplicam-se as definições constantes da Instrução Técnica n.º 03 -
Terminologia de proteção contra incêndio.
4.2 Conceitos
Para efeito desta Instrução, aplicam-se os conceitos abaixo descritos:
[Link]
5.1 Para determinação da carga de incêndio específica das edificações aplica-se a tabela constante do
Anexo A, sendo que para edificações, destinadas a depósitos (Grupo “J”), explosivos (Grupo “L”) e
ocupações especiais (Grupo “M”) aplica-se a metodologia constante do Anexo B.
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5.1.1 Ocupações não-listadas na tabela do Anexo A devem ter os valores da carga de incêndio específica
determinados por similaridade. Pode-se admitir a similaridade entre as edificações comerciais (grupo
“C”) e industriais (grupo “I”).
5.2 O levantamento da carga de incêndio específica constante do Anexo B deve ser realizado em módulos
de no máximo 500 m² de área de piso (espaço considerado). Módulos maiores de 500 m² podem ser
utilizados quando o espaço analisado possuir materiais combustíveis com potenciais caloríficos
semelhantes e uniformemente distribuídos.
5.2.1 A carga de incêndio específica do piso analisado deve ser tomada como sendo a média entre os dois
módulos de maior valor.
5.3 Considerar que 1 kg (um quilograma) de madeira equivale a 19,0 megajoules. Anexo A (normativo)
Anexo A
Cargas de incêndio específicas por ocupação
Para a classificação detalhada das ocupações (Divisão) consultar a Tabela 1 do Decreto Estadual
46.076/2001.
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Tapetes C –2 800
Tintas e vernizes C –2 1000
Verduras frescas C –1 200
Vinhos C –1 200
Vulcanização C –2 1000
Agências bancárias D -2 300
Agências de correios D -1 400
Centrais telefônicas D -1 100
Cabeleireiros D -1 200
Copiadora D -1 400
Encadernadoras D -1 1000
Escritórios D -1 700
Serviços
Estúdios de rádio ou de televisão
profissionais, D -1 300
ou de fotografia
pessoais e técnicos
Laboratórios químicos D -4 500
Laboratórios (outros) D -4 300
Lavanderias D -3 300
Oficinas elétricas D -3 600
Oficinas hidráulicas ou mecânicas D -3 200
Pinturas D -3 500
Processamentos de dados D -1 400
Academias de ginástica e similares E-3 300
Educacional e Pré-escolas e similares E-5 300
cultura física Creches e similares E-5 300
Escolas em geral E-1/E2/E4/E6 300
Bibliotecas F-1 2000
Cinemas, teatros e similares F-5 600
Circos e assemelhados F -7 500
Centros esportivos e de exibição F-3 150
Locais de reunião de Clubes sociais, boates e similares F-6 600
público Estações e terminais de passageiros F-4 200
Exposições F -10 Adotar Anexo B
Igrejas e templos F-2 200
Museus F-1 300
Restaurantes F-8 300
Estacionamentos G-1/G-2 200
Oficinas de conserto de veículos e
G-4 300
Serviços automotivos e manutenção
assemelhados Postos de abastecimentos (tanque
G-3 300
enterrado)
Hangares G -5 200
Asilos H -2 350
Clínicas e consultórios médicos ou
H -6 200
Serviços de saúde e odontológicos.
Institucionais Hospitais em geral H-1/H-3 300
Presídios e similares H-5 100
Quartéis e similares H-4 450
Aparelhos eletroeletrônicos,
I-2 400
fotográficos, ópticos
Industrial Acessórios para automóveis I–1 300
Acetileno I-2 700
Alimentação I-2 800
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Anexo B (normativo)
Método para levantamento da carga de incêndio específica
B.1 Os valores da carga de incêndio específica para as edificações destinadas a depósitos, explosivos e
ocupações especiais podem ser determinados pela seguinte expressão:
q =
∑M i Hi
fi A
f
Onde:
qfi - valor da carga de incêndio específica, em megajoule por metro quadrado de área de piso;
Mi - massa total de cada componente i do material combustível, em quilograma. Esse valor não poderá
ser excedido durante a vida útil da edificação, exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em
que Mi deverá ser reavaliado;
Hi - potencial calorífico específico de cada componente i do material combustível, em megajoule por
quilograma, conforme tabela B.1 abaixo;
Af - área do piso do compartimento, em metro quadrado.
B.1.1 O levantamento da carga de incêndio deverá ser realizado conforme item 5 (Procedimento) desta
instrução.
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