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Tecidos

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Tecido Epitelial

 sendo composto por células justapostas, com pouca ou


nenhuma substância intercelular, organizadas em camadas
contínuas, com mínima quantidade de matriz extracelular entre
si.
 Os epitélios revestem tanto a superfície externa do corpo como
as suas superfícies internas, desde a superfície das grandes
cavidades celomáticas (pleural, peritoneal, pericárdica) até as
cavidades dos órgãos ocos do sistema digestivo, aparelhos
respiratório, urinário e reprodutor e de todo o sistema
circulatório sanguíneo e linfático.
 Os epitélios constituem ainda os ductos excretores das
glândulas exócrinas.

Principais funções:

 Proteção
 absorção
 secreção
 filtração
 troca de substâncias
 percepção sensorial.

O tecido epitelial é caracterizado pelas seguintes


propriedades:

1. Justaposição das Células: As células epiteliais são


firmemente unidas por meio de junções intercelulares, como as
junções oclusivas, que evitam a passagem de substâncias entre
as células; as desmossomos, que fornecem resistência
mecânica; e as junções comunicantes, que permitem a troca de
íons e pequenas moléculas entre as células.

2. Polaridade Celular: As células epiteliais apresentam uma


organização polarizada, ou seja, possuem uma superfície apical,
voltada para o ambiente externo ou para o lúmen de uma
cavidade; uma superfície basal, em contato com a membrana
basal; e superfícies laterais que se conectam a células vizinhas.
A superfície apical pode apresentar especializações, como
microvilosidades (que aumentam a área de absorção, como no
intestino) ou cílios (que ajudam no transporte de substâncias,
como no trato respiratório).

3. Membrana Basal: É uma estrutura acelular composta por


colágeno, proteoglicanos e glicoproteínas, que separa o epitélio
do tecido conjuntivo subjacente. A membrana basal serve como
um filtro seletivo e atua na regeneração das células epiteliais,
além de proporcionar sustentação física.

4. Avascularizado: O tecido epitelial é avascular, ou seja, não


contém vasos sanguíneos. O suprimento de nutrientes e a
remoção de resíduos ocorrem por difusão através da membrana
basal, a partir do tecido conjuntivo subjacente.

5. Alta Capacidade Regenerativa: Devido ao desgaste


constante a que está sujeito, o tecido epitelial possui uma
notável capacidade de renovação celular, sendo continuamente
regenerado por meio da mitose das células localizadas nas
camadas mais profundas.

Classificação do tecido Epitelial

Epitélio de revestimento

Os epitélios de revestimento ocupam posições estratégicas no


organismo, pois, além de oferecerem proteção, constituem em muitos
casos barreiras que separam o meio interno e o meio externo em
compartimentos distintos. Os epitélios de revestimento promovem as
trocas entre esses dois ambientes, controlando tanto a absorção
como a excreção de substâncias, isto é, a sua entrada e saída do
organismo. Eles são classificados de acordo com o número de
camadas de células que constituem esses folhetos epiteliais e
conforme a característica morfológica das suas células.

Epitélios de revestimento são classificados como:

simples, quando constituídos por uma camada de células. Por terem


apenas uma camada de células, os epitélios simples são mais frágeis,
e encontram-se em superfícies úmidas, revestindo órgãos ocos, vasos
sanguíneos e linfáticos, as grandes cavidades do corpo ou formando
ductos excretores de glândulas exócrinas.

 Estratificados, quando apresentam mais de uma camada de


células. Os epitélios estratificados são adequados para suportar
atrito e outras forças mecânicas, sendo encontrados, por
exemplo, na cavidade bucal, no esôfago, na vagina. Existem
também na epiderme, local em que estão também aparelhados
para resistir a dessecação.
Há vários subtipos de epitélios simples, dependendo da forma
de suas células:

Epitélio simples pavimentoso: formado por células pavimentosas


cujos núcleos são achatados, reveste o lúmen dos vasos sanguíneos e
linfáticos, constituem o endotélio. Reveste cavidades pleural,
pericárdica e peritoneal.

Epitélio simples pavimentoso na superfície do baço (peritônio). É


formado por uma camada única de células achatadas com núcleos
igualmente achatados. O epitélio está apoiado sobre tecido
conjuntivo.

Epitélio simples cúbico: formado por células aproximadamente


cúbicas com núcleos esféricos. Encontrada na superfície externa do
ovário e formando a parede de pequenos ductos excretores de muitas
glândulas.

Epitélio simples cúbico (barra vertical) formado por uma camada


de células cúbicas com núcleos esféricos.

Epitélio simples prismático (também conhecido como colunar


ou cilíndrico): Constituído por células com formato semelhante ao
de paralelepípedos colocados em pé. Os núcleos são ovoides ou
alongados.
As células são alongadas, sendo o maior eixo das células
perpendicular a lâmina basal. Constituem por exemplo o lúmen do
intestinal e da vesícula biliar, como a tuba uterina.

Epitélio simples colunar (barra vertical) formado por uma camada


de células colunares com núcleos elípticos (setas).

Imagem

Epitélio estratificado:

Epitélio E. Cúbico e prismático: O cúbico é encontrado em curtos


trechos de ductos excretores de glândulas e o prismático, na
conjuntiva do olho.

Epitélio E. pavimentoso: Se distribui em várias camadas e a forma


das células dependem onde as células se situam. As células epiteliais
mais próximas ao tecido conjuntivo são geralmente cúbicas ou
prismáticas. Essas células migram lentamente para a superfície do
epitélio, mudando sua forma: tornam alongadas e achatadas como
ladrilhos. Esses epitélios revestem cavidades úmidas como: boca,
esôfago, vagina. Em locais do corpo não expostos ao ar, chamadas de
epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado.
O epitélio estratificado pavimentoso não corneificado ou não
queratinizado (barra vertical) reveste a superfície de algumas
mucosas. É semelhante ao tipo corneificado, mas não possui o estrato
córneo. Estrato basal com células poliédricas (B); estrato superficial
com células pavimentosas (P).

Epitélio E. pavimentoso queratinizado: A superfície da pele, é


seca revestida por ele. As células das camadas mais superficiais
morrem, perdem suas organelas e seu citoplasma é ocupado por
grande quantidade de queratina. Essa camada de queratina confere
grande proteção à superfície da pele e impede a perda de líquido pela
pele.

epitélio estratificado pavimentoso corneificado ou queratinizado é


composto de várias camadas de células. A camada basal (B), mais
profunda e mais próxima do tecido conjuntivo, tem células
poliédricas. Estas células migram para a superfície e tornam-se
gradativamente pavimentosas (P). Na epiderme, esse tipo de epitélio
possui uma camada adicional de células cornificadas (estrato córneo).

Epitélio de transição: reveste internamente as vias urinárias intra-


e extrarrenais (não confundir estas vias com os túbulos renais, que
são revestidos por epitélio simples cúbico). É formado por várias
camadas de células que podem se rearranjar de acordo com o estado
de distensão dos órgãos que revestem. Suas células mais externas
têm a superfície livre em forma de abóbada quando a bexiga está
vazia, mas são achatadas quando a bexiga está repleta. O número de
camadas parece ser menor quando a bexiga está repleta.

Epitélio de transição (barra diagonal) revestindo a superfície interna


da bexiga. É composto de várias camadas de células poliédricas
apoiadas sobre tecido conjuntivo. A superfície livre das células mais
externas tem forma de abóbada (setas).

Epitélio Pseudoestratificado: Apesar de parecer estratificado,


todas as células estão em contato com a membrana basal, mas nem
todas alcançam a superfície apical. Esse tipo é comum no sistema
respiratório.

 Exemplo: epitélio respiratório, com células ciliadas que ajudam


na remoção de partículas e muco.

Imagem da tabela

Epitélios glandulares

 Células epiteliais atuam também em secreção. Podem se reunir


para formar glândulas de tipos e dimensões muito variadas,
desde pequenas glândulas situadas no interior dos lábios ou da
língua até o fígado, a maior glândula do corpo.
 Por outro lado, há vários tipos de células epiteliais secretoras
que não formam glândulas, permanecendo isoladas,
entremeadas com outras células, epiteliais ou não epiteliais.
Neste caso, são denominadas glândulas unicelulares.
 O processo de secreção deve ser entendido como um conjunto
de eventos que consistem em: (a) síntese de moléculas a partir
de precursores menores (p. ex., a síntese de proteínas a partir
de aminoácidos), ou (b) modificação de moléculas, como, por
exemplo, a formação de hormônios corticoides por adição e
modificação de radicais químicos de moléculas de colesterol.

Tipos de glândulas

 A maioria das glândulas exócrinas é constituída por unidades


secretoras nas quais é produzida a secreção e por ductos
excretores que conduzem a secreção.
 As glândulas mais simples podem ser formadas por uma
unidade secretora e um ducto excretor.
 As glândulas maiores podem conter milhares de unidades
secretoras e muitos ductos excretores de diversos calibres, que
gradativamente se reúnem em um ou dois grandes ductos
excretores.
 As glândulas exócrinas unicelulares, como, por exemplo, as
células caliciformes presentes no epitélio intestinal e no epitélio
da porção condutora do aparelho respiratório, estão
incorporadas a epitélios de revestimento e não possuem ductos
próprios.
 (Possuem ductos e liberam secreção fora da corrente
sanguínea)
 Exemplos: Sudoríparas, lacrimais e salivares.

Glândulas endócrinas:

 Não possuem ductos excretores e lançam sua secreção –


hormônios – no espaço extracelular.
 A secreção se difunde em seguida para o interior de
capilares sanguíneos ou de vênulas, sendo distribuída pelo
corpo por meio da circulação sanguínea.
 (Sem ductos e liberam secreção na corrente
sanguínea)
 Exemplos: Tireoide, paratireoide e hipófise

Glândula mista ou anfícrina:

Possui regiões endócrinas e exócrinas, como: Pâncreas, ovários,


testículos e fígado.
As glândulas são formadas na vida intrauterina a partir de epitélios de
revestimento. Algumas células do epitélio proliferam e crescem em
forma de um cordão pelo interior de tecido conjuntivo. Os conjuntos
celulares que mantêm ligação com o epitélio do qual se originaram
constituem glândulas exócrinas, e o cordão celular se transforma em
seu ducto excretor (à esquerda). Os conjuntos que perdem a conexão
com o epitélio de revestimento dão origem a glândulas endócrinas (à
direita).

Ramificação da porção secretora e dos ductos

 A ramificação nas glândulas exócrinas é outro critério para sua


classificação.
 As glândulas com ducto único são denominadas glândulas
simples, enquanto as glândulas com ductos ramificados são as
glândulas compostas. Glândulas com unidades secretoras
ramificadas são denominadas glândulas ramificadas.
 Há dois tipos fundamentais de formato de unidades secretoras:
glândulas tubulosas, em forma de tubos, e glândulas acinosas
ou alveolares, arredondadas ou ovaladas.
 Há glândulas com porções secretoras formadas somente por
ácinos ou somente por túbulos. Por outro lado, há glândulas
cujas porções secretoras são de dois tipos, túbulos e ácinos,
constituindo as glândulas tubuloacinosas ou tubuloalveolares.
Glândulas tubulosas existem em grande quantidade em
algumas mucosas, como, por exemplo, na mucosa intestinal e
na mucosa uterina.
A forma da porção secretora (em marrom) das glândulas exócrinas
multicelulares pode ser tubulosa ou acinosa (também denominada
alveolar). Se houver somente um ducto excretor (em azul), a glândula
é classificada como simples. Se a porção secretora for ramificada, a
glândula é classificada como ramificada. Nas glândulas compostas o
ducto excretor é ramificado.

Dois tipos muito comuns de glândulas são as glândulas


serosas, mucosas e seromucosas:

Glândulas mucosas: Espessas e ricas em muco, secretam


mucinogênios, que hidratados se tornam a mucina, principal
componente do muco, um lubrificante e protetor. Glândulas salivares
e traqueia.

Glândulas serosas: Secretam um líquido aquoso rico em enzimas.


Os núcleos são esféricos e localizados no centro da célula e o
citoplasma apical contém grânulos de secreção. Ex, pâncreas.

Glândulas seromucosas: Porção mucosa e serosa, ex, glândulas


sublinguais.

As células secretoras dispõem de diferentes mecanismos para


eliminar sua secreção.

Dependendo da maneira como a secreção é transferida da célula para


o exterior, a glândula é classificada como merócrina, apócrina ou
holócrina.
Merócrina: A secreção acumulada em grãos de secreção é liberada
pela célula por meio de exocitose, sem perda de seu material celular.
Exemplo, glândulas lacrimais e pâncreas.

Apócrina: Perda parcial do citoplasma, glândulas mamarias.

Holócrina: Produto de secreção é eliminado juntamente com toda a


célula, processo que envolve a distribuição das células repletas de
secreção, perda total, morte. Exemplo, glândula sebácea.

Eliminação de secreção pelas células secretoras.

 Secreção merócrina – as vesículas secretoras se fundem com a


membrana plasmática e seu conteúdo é transferido por
exocitose para o exterior da célula.
 B. Secreção apócrina – uma delgada camada de citoplasma
acompanha gotas de lipídios para o exterior.
 C. Secreção holócrina – as células secretoras involuem, morrem
e se transformam em secreção.

A classificação das glândulas endócrinas leva em


consideração a organização das suas células

Há duas maneiras básicas segundo as quais as células secretoras


endócrinas se organizam para formar glândulas:

 Associando-se em cordões que frequentemente se ramificam e


se continuam com outros cordões da glândula. Entre os cordões
celulares há sempre uma rica vascularização, formada por
capilares sanguíneos. As glândulas endócrinas assim
organizadas são chamadas glândulas do tipo cordonal, e
constituem o tipo de glândula endócrina predominante no
organismo
 Constituindo pequenas esferas em cujo interior se acumula
secreção. Ao redor das esferas há muitos capilares sanguíneos.
Essa glândula endócrina é classificada como do tipo folicular ou
vesicular, e o único exemplo relevante é o da glândula tireoide.

Há dois tipos de glândulas endócrinas, conforme a organização de


suas células. Nas glândulas endócrinas cordonais as células
endócrinas se dispõem em cordões, e nas glândulas foliculares as
células formam pequenas esferas denominadas folículos. Em torno
das células há muitos capilares sanguíneos.

Há basicamente dois mecanismos de controle da função dos


epitélios secretores

 O controle da secreção ocorre fundamentalmente por dois


mecanismos, nervoso e hormonal.
 Muitas células secretoras recebem terminações nervosas que
atingem a superfície basolateral das células.

O outro controle se dá por mensageiros químicos – hormônios


– que atingem receptores das células-alvo de duas maneiras:

 Pela corrente circulatória e difusão pelo tecido conjuntivo


subjacente ao epitélio, ou por mensageiros secretados nas
proximidades das células-alvo e que se difundem pelo tecido
conjuntivo.
A secreção não é propriedade exclusiva das células epiteliais

 Antigamente acreditava-se que a secreção era uma propriedade


limitada às células epiteliais. Inúmeros tipos de células não
epiteliais são capazes de produzir e secretar moléculas de
tamanhos e funções muito variados, como, por exemplo:
 Fibroblastos, as células mais comuns do tecido conjuntivo, são
responsáveis pela secreção da maior parte da matriz
extracelular deste tecido
 Fibroblastos, macrófagos e linfócitos secretam muitos fatores
(citocinas, linfocinas, fatores de crescimento, fatores
quimiotáticos) que estimulam ou inibem respostas inflamatórias
e respostas imunitárias, além de fatores que atuam na
proliferação de outras células
 Células musculares secretam moléculas que constituem as suas
lâminas basais e moléculas da matriz extracelular, tais como
colágeno e material elástico
 Neurônios secretam transmissores nervosos que são liberados
nas sinapses nervosas, assim como hormônios que são
liberados e distribuídos pela circulação sanguínea.

Imagem azul.

Tecido conjuntivo

 Tecido Conjuntivo é um tecido de conexão, composto de


grande quantidade de matriz extracelular, células e fibras.
 Suas principais funções são fornecer sustentação e
preencher espaços entre os tecidos, além de nutri-los.
 Existem tipos especiais de tecido conjuntivo, cada um
com função específica. Isso varia, principalmente, de
acordo com a composição da matriz e do tipo de células
presentes.

Funções

Cada tipo de tecido conjuntivo possui tipos específicos de células e


sua matriz extracelular contém diferentes moléculas e fibras que
determinam sua função.

 Preenche espaços entre os diferentes tecidos e estruturas;

 Participa na nutrição de células de outros tecidos que não


possuem vascularização, uma vez que facilita a difusão dos
nutrientes, além de gases, entre o sangue e os tecidos;
 Reserva energética nas células adiposas;

 Atua na defesa do organismo através das suas células;

 Produz células sanguíneas na medula óssea.

Tipos de Tecido Conjuntivo

 A classificação dos diferentes tecidos conjuntivos pode


ser feita de acordo com o material e o tipo de células que
o compõem.
 A matriz extracelular, que é a substância entre as
células, tem consistência variável. Ela pode ser:
gelatinosa (tecido conjuntivo frouxo e denso), líquida
(sanguíneo), flexível (cartilaginoso) ou rígida (ósseo).
 Desse modo, pode ser dividido em tecido conjuntivo
propriamente dito e em tecidos conjuntivos de
propriedades especiais, a saber: adiposo, cartilaginoso,
ósseo e sanguíneo.

imagem

Tecidos conjuntivos propriamente dito:

Que se dividem em: Frouxo, Denso, Modelado e não modelado.

O tecido conjuntivo frouxo possui muitas células em relação à


matriz

Tecido conjuntivo frouxo: frequentemente é observado abaixo de


epitélios de revestimento, principalmente nas mucosas que revestem
órgãos ocos das vísceras (p. ex., tubo digestivo, bexiga, útero).

 Pelo fato de possuir poucas fibras colágenas e que são


dispostas em diversas orientações, é mais delicado, não resiste
a pressões e tensões mecânicas muito intensas, mas possibilita
certa mobilidade à camada epitelial.
 Pode ter também fibras elásticas (não vistas em colorações de
uso rotineiro), que contribuem para a elasticidade e mobilidade
do tecido.
 A maioria de suas células são fibroblastos, acompanhados de
macrófagos, mastócitos e células transientes.
Tecido conjuntivo frouxo composto de muitas células e poucas fibras,
situado abaixo de um epitélio de transição na bexiga.

Tecido conjuntivo denso não modelado: Possui fibras colágenas


dispostas em várias direções.

 Tal característica atribui ao tecido um aspecto aparentemente


desorganizado.
 Além das fibras, o tecido conjuntivo denso não modelado é
composto principalmente de fibroblastos e fibrócitos.
 Trata-se de um tecido mais preparado para resistir a tensões e
pressões mecânicas do que a variedade anterior,
principalmente se as forças forem provenientes de diversas
direções.
 Costuma estar situado mais afastado dos epitélios, como, por
exemplo, na derme (da pele), no interior de glândulas, em torno
de vasos sanguíneos e nervos, na parede do tubo digestivo.

Tecido conjuntivo denso não modelado formado por fibras colágenas


(C) de diferentes espessuras e arranjos e fibroblastos delgados cujo
citoplasma (Cit) é difícil de ser percebido.
Tecido conjuntivo denso modelado: É constituído por uma
proporção ainda maior de fibras colágenas.

 Essas fibras são geralmente mais espessas que nas variedades


anteriores e se dispõem paralelamente entre si, intercaladas
por fibroblastos.
 Essa disposição de fibras colágenas paralelas faz com que esse
tecido seja muito resistente a pressão e, principalmente, a
tração mecânica.
 Por esta razão, é o tecido que constitui cápsulas de órgãos,
fáscias musculares, aponeuroses, ligamentos e os tendões que
unem os músculos aos ossos.

tendão formado por tecido conjuntivo denso modelado, cujas


espessas fibras colágenas (C) se arranjam paralelamente. Os núcleos
situados entre as fibras pertencem a fibroblastos.

Fibroblastos

 Os fibroblastos sintetizam a proteína colágeno e a elastina,


além dos glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas
multiadesivas que farão parte da matriz extracelular.
 Essas células também produzem os fatores de crescimento, que
controlam a proliferação e diferenciação celular.
 Os fibroblastos são as células mais comuns do tecido conjuntivo
e são capazes de modular sua capacidade metabólica, qual vai
se refletir em sua morfologia.
 As células com intensa atividade de síntese são denominadas
fibroblastos, enquanto as células em repouso são conhecidas
como fibrócitos.
 Os fibroblastos ativos contêm citoplasma abundante, com
muitos prolongamentos. Seu núcleo ovoide, grande e
fracamente corado, com cromatina fina e nucléolo proeminente.
 Os fibrócitos são menores e mais delgados do que os
fibroblastos e tem aspecto fusiforme.

Imagem do Junqueira 2

Tecido Adiposo

 Tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo no qual


predominam células especializadas em acumular lipídios,
denominadas células adiposas ou adipócitos.
 Os lipídios são acumulados no citosol de adipócitos sob duas
formas: inúmeras gotículas ou uma grande gota.
 Essas gotas ou gotículas não têm membrana e são envolvidas
diretamente por citosol, sendo, portanto, consideradas
inclusões citoplasmáticas.
 No entanto, em volta de cada gota ou gotícula há uma
monocamada de fosfolipídios e de proteínas que estabelece
uma interface entre os lipídios e o meio aquoso do citosol.

Dependendo da conformação de seu depósito lipídico, o


tecido adiposo pode ser classificado como:

Tecido adiposo unilocular, no qual a maioria das células apresenta


uma grande gota de lipídios no citoplasma.

Tecido adiposo multilocular, no qual a maioria das células


apresenta várias gotículas lipídicas no citoplasma.

Dependendo das suas características morfológicas,


metabólicas, fisiológicas e da sua distribuição anatômica, o
tecido adiposo é classificado como:

 Tecido adiposo amarelo (também denominado tecido adiposo


branco), constituído predominantemente por tecido adiposo
unilocular, isto é, por células adiposas uniloculares. A cor deriva
de pigmentos dissolvidos nas gotas de lipídios, como, por
exemplo, caroteno obtido da dieta.

 Tecido adiposo pardo (também denominado tecido adiposo


marrom), constituído predominantemente por tecido adiposo
multilocular, isto é, por células adiposas multiloculares. Na
espécie humana, existe durante a vida intrauterina e em
pequenas quantidades em adultos, distribuído principalmente
nas regiões da cintura escapular e pélvica. É encontrado em
maior quantidade em animais que passam por hibernação.
Tecido adiposo branco, amarelo ou unilocular

 Compreende a maior parte do tecido adiposo existente em


seres humanos após a infância. Sua cor varia entre branco e
amarelo-escuro, dependendo da dieta ingerida. A coloração
amarelada resulta principalmente de carotenos dissolvidos nas
gotículas de gordura.

 Seus principais depósitos se localizam: na derme e no tecido


subcutâneo, em que formam o panículo adiposo; na cavidade
abdominal, compõem o tecido adiposo visceral no mesentério,
nos omentos, em localização retroperitoneal e perirrenal. Em
quantidades menores são encontrados depósitos constantes de
tecido adiposo branco em torno de vasos sanguíneos, na
medula óssea.

Além de constituir reserva energética e atuar na manutenção


do equilíbrio energético e da secreção, o tecido adiposo
unilocular tem outras importantes funções:

•Na pele e no tecido subcutâneo, promove isolamento térmico


do corpo, pois a gordura é má condutora de calor

•Na pele e no tecido subcutâneo, absorve choques mecânicos,


e em vários locais, por exemplo, na planta dos pés, na palma
das mãos, na região glútea, forma coxins para apoio e proteção
contra choques mecânicos

•Preenche espaços entre tecidos e ajuda a manter alguns


órgãos em suas posições, como em torno dos rins e no fundo
das órbitas oculares.
Armazenamento e mobilização dos lipídios do tecido adiposo

 Os depósitos de TAGs do tecido adiposo unilocular são bastante


dinâmicos. Após a ingestão de alimentos, lipídios são
depositados e, durante o período de jejum, são removidos por
solicitação do organismo.
 A retirada dos lipídios não se faz por igual em todos os
depósitos. Inicialmente, são mobilizados os depósitos
subcutâneos, os do mesentério e os retroperitoneais.
 O tecido adiposo localizado nos coxins das mãos e dos pés,
assim como na região posterior das órbitas oculares, resiste a
longos períodos de desnutrição.

Secreção de moléculas pelo tecido adiposo, O tecido adiposo


unilocular é também uma glândula endócrina.

 A leptina é um hormônio proteico que induz a diminuição da


ingestão alimentar.
 Circula no sangue e é constituído de 164 aminoácidos, sendo
sintetizado pelos adipócitos e, em menor proporção, por outras
células.
 Atua regulando os depósitos de tecido adiposo e o peso
corporal, controlando a lipólise e a lipogênese.
 A secreção de leptina depende de vários fatores, por exemplo, a
quantidade de gordura nos depósitos do tecido adiposo e a
ação de outras moléculas.

Tecido adiposo marrom ou multilocular

 Os adipócitos do tecido adiposo marrom têm muitas gotículas


de gordura no seu citoplasma em vez de uma gotícula única,
motivo pelo qual é também denominado tecido adiposo
multilocular.

 Sua cor característica resulta da grande quantidade de


citocromos presentes nas numerosas mitocôndrias de suas
células e da sua abundante vascularização por capilares
sanguíneos.

 Ao contrário do tecido unilocular, que é encontrado por quase


todo o corpo, o tecido adiposo multilocular existe em
quantidade muito menor e com localização limitada no corpo.

 Na espécie humana, existe em quantidade proporcionalmente


maior em recém-nascidos que em adultos. Nos recém-nascidos,
localiza-se principalmente na região cervical e entre as
escápulas. Em adultos, há em quantidade muito pequena.

Papel do tecido adiposo marrom na termorregulação

 O tecido adiposo marrom de mamíferos é primariamente um


tecido termogênico. Seus adipócitos utilizam a energia contida
nos TAGs para a liberação de calor.

 tecido adiposo multilocular existe em quantidade


proporcionalmente maior em recém-nascidos cuja
termorregulação é deficiente, para colaborar na manutenção de
uma temperatura corporal adequada.

 Também está presente em maior quantidade em animais de


pequeno porte (p. ex., camundongos) e em animais que
hibernam.

Mec de cada um dos tecidos:

1. Tecido Epitelial

 O tecido epitelial é caracterizado pela proximidade entre suas


células, o que resulta em uma quantidade mínima de matriz
extracelular, que se localiza predominantemente na lâmina
basal. A lâmina basal é uma estrutura especializada da MEC,
composta por:

 Colágeno tipo IV: que forma uma rede que fornece suporte
estrutural.
 Laminina: uma glicoproteína que facilita a adesão das células
epiteliais à lâmina basal.

 Proteoglicanos: como o perlecano, que conferem uma matriz


hidratada e regulam a passagem de moléculas entre o epitélio e
o tecido conjuntivo subjacente.

 A lâmina basal não só atua como um suporte físico para as


células epiteliais, mas também desempenha um papel
importante na filtragem molecular, na polaridade celular e na
regeneração do tecido, influenciando a migração celular e o
crescimento.

2. Tecido Conjuntivo Propriamente Dito

O tecido conjuntivo é o tecido com a maior quantidade de matriz


extracelular, e esta é fundamental para suas propriedades mecânicas
e funcionais. A MEC do tecido conjuntivo propriamente dito é
composta de dois componentes principais:

 Fibras: são responsáveis pela resistência e elasticidade do


tecido.

 Colágeno: presente em grandes quantidades, especialmente o


colágeno tipo I, proporciona alta resistência à tração, o que é
crucial em tecidos como tendões e ligamentos.

 Fibras elásticas: formadas por elastina e fibrilina, conferem


elasticidade e permitem que o tecido recupere sua forma após
ser estirado.

 Fibras reticulares: constituídas por colágeno tipo III, formam


uma rede delicada que sustenta células em tecidos
especializados, como o tecido linfático.

Substância Fundamental Amorfosa: é composta por:

 Glicosaminoglicanos (GAGs): como o ácido hialurônico, que


atraem água e conferem à matriz uma consistência de gel,
facilitando a difusão de nutrientes e metabólitos.
 Proteoglicanos: macromoléculas compostas por uma proteína
central ligada a cadeias de GAGs, que regulam a
viscoelasticidade e o preenchimento da matriz.

 Glicoproteínas adesivas: como a fibronectina e a laminina,


que promovem a adesão entre as células e a matriz, além de
facilitar a comunicação celular.

 Essa abundância de MEC é essencial para as funções estruturais


do tecido conjuntivo, como a resistência mecânica, o suporte
aos órgãos e a integração entre diferentes tecidos.

3. Tecido Adiposo

O tecido adiposo, um tipo especializado de tecido conjuntivo, também


apresenta uma matriz extracelular, embora seja menos abundante
em comparação ao tecido conjuntivo propriamente dito. A MEC do
tecido adiposo é composta principalmente por:

 Fibras reticulares: formadas por colágeno tipo III, que


envolvem os adipócitos, proporcionando um suporte delicado e
organizando-os em agrupamentos chamados lóbulos.

 Colágeno tipo VI: também está presente, especialmente ao


redor das células adiposas, contribuindo para a resistência
mecânica do tecido.

 Embora a quantidade de MEC seja reduzida no tecido adiposo,


ela é essencial para manter a organização dos adipócitos,
promover a troca de sinais entre as células e facilitar a
vascularização, que é crucial para a função de armazenamento
e liberação de energia na forma de lipídios.

Funções Gerais da Matriz Extracelular

Independentemente do tecido, a matriz extracelular desempenha


várias funções críticas, como:

 Suporte estrutural: fornecendo uma base mecânica para as


células.
 Regulação de sinais celulares: por meio de interação com
receptores celulares como as integrinas, que influenciam
processos como proliferação, migração e diferenciação celular.
 Homeostase tecidual: participando no armazenamento de
fatores de crescimento e moléculas de sinalização que regulam
o ambiente tecidual.
 Adesão celular: facilitando a ancoragem das células no
ambiente extracelular, crucial para a estabilidade dos tecidos.

Dessa forma, a MEC adapta-se às necessidades específicas de


cada tecido, sendo um elemento dinâmico e vital para a
manutenção da forma e função do corpo.

Referencias:

Livro de histologia básica de Junqueira e carneiro 12 ed e 14 ed.

Livro de histologia, atlas colorido de Leslie P. Gartner e James 6 ed.

Livro de Histologia de Paulo AbrahamSohn.

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